segunda-feira, 15 de março de 2021
Chega o quarto ministro. Mas o grande problema é o sabotador Jair Bolsonaro.
Os números do horror. Isso é Belém!
Belém e demais municípios da Região Metropolitana estão oficialmente em lockdown há quase 1 hora.
Ninguém sabe qual será o nível de adesão a essa medida, porque a relutância da população em obedecer às restrições decretadas é imensa, é enorme e de consequências gravíssimas, como se sabe.
Ninguém sabe, ademais, o alcance da fiscalização e sua eficácia para fazer cumprir as medidas previstas no lockdown.
Mas uma coisa é certa.
Quando olhamos os números que estão nessa imagem disponibilizada às 19h desta segunda-feira (15), pela Prefeitura de Belém, podemos constatar a situação em que se encontra o quadro epidemiológico na Capital.
Estamos, verdadeiramente, em meio a um horror.
Um horror que ninguém sabe até onde vai parar, se esse lockdown for ineficaz para frear o aumento avassalador dessa doença.
domingo, 14 de março de 2021
Ronaldo Porto, o repórter
Ronaldo Porto, o repórter. Conheci o Ronaldo Porto em meados dos anos 70, quando eu iniciava minha carreira...
Publicado por Orly Bezerra em Domingo, 14 de março de 2021
Vejam aí.
Cliquem na imagem e façam bom proveito de um texto magnífico.
Em ótima postagem no Facebook, o jornalista e publicitário Orly Bezerra presta bela homenagem a Ronaldo Porto, que nos deixou neste domingo (14).
Disponibilizo-a aqui por três motivos.
Primeiro, porque oferece um caso exemplar sobre o apreço que todo repórter deve ter pela notícia e, por extensão, o seu permanente compromisso com o jornalismo. Um compromisso que não escolhe nem hora, nem local e muito menos requer do repórter que esteja tresnoitado ou não. Se o fato é verdadeiro e tem interesse público, então publique-se jornalisticamente. Isso é jornalismo.
Segundo, porque evoca a figura de Cláudio Augusto de Sá Leal, meu grande mestre jornalimo, desde que ingressei em O LIBERAL, em março de 1983.
E por último, mas não menos importante, porque, como bem lembrado por Orly, Ronaldo Porto era o narrador mais eficiente dos listões de aprovados nos vestibulares.
E foi ele quem narrou meu nome, quando fui aprovado no vestibular para Comunicação Social, em 1978.
Quanta saudade!
Ronaldo Porto: nós choramos sua partida, mas outros estão rindo
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| Ronaldo Porto: nossas lágrimas por ele aliviam a nossa dor e afogam as gargalhadas cavernosas |
sábado, 13 de março de 2021
Região Metropolitana de Belém sob lockdown a partir das 21h de segunda-feira. Inicialmente por sete dias.
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| Há dez dias, aqui já se defendia o lockdown, uma medida, admita-se, dolorosa. Mas muito menos dolorosa do que as mortes de milhares de pessoas que não encontram vagas em hospitais. |
Na última segunda-feira (8), o Ministério Público do Pará, através da 3ª Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais e Direitos Humanos e do Grupo de Trabalho Estratégico (GTE/PGJ), considerou "preocupantes" os argumentos usados pelo Município de Belém, que até então vinha se recusando recusando-se a decretar o lockdown, juntamente com os demais municípios da Região Metropolitana.
Contradições - Nos últimos dias, o governo do estado também vinha sendo alvo de críticas, por incorrer numa contradição: ao mesmo tempo em que defendia a continuidade de medidas restritivas, determinadas por decreto, para conter o aumento do contágio, insistia em manter a realização de concursos públicos que exigem, como se sabe, o comparecimento presencial de milhares de pessoas.
Na sexta-feira (12), liminar (veja aqui a íntegra) concedida pela 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital determinou a suspensão imediata da realização de todas as fases e etapas de concursos públicos e processos seletivos simplificados em andamento em que se faça necessária a presença física de candidatos em locais de provas e/ou entrega de documentos.
O Tribunal de Justiça ainda chegou a barrar parcialmente a medida. Acatando recurso impetrado pela Procuradoria Geral do Estado, autorizou apenas o concurso da Polícia Militar, mas, neste sábado (13), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, restabeleceu o alcance da liminar da 5ª Vara e, em consequência, suspendeu temporariamente a realização de todos os concursos programados.
"Para o garimpo clandestino, eu não volto", diz à "Folha" piloto santareno que passou 36 dias desaparecido na floresta após queda de avião
Em depoimento à repórter Monica Prestes, publicado na edição deste sábado (13) da Folha de S.Paulo, o piloto Antônio Sena, 36, paraense de Santarém, conta um pouco da saga que enfrentou durante 36 dias, desde 28 de janeiro, quando o avião que ele pilotava caiu perto da divisa do Pará com o Amapá, ao dia 6 de março passado, quando foi encontrado - exausto, tendo-se alimentado basicamente apenas com o que os macacos comiam e 26 quilos mais magro.
Antônio foi resgatado durante operação de busca que envolveu Força Aérea Brasileira, Corpo de Bombeiros e voluntários de dois estados.
Abaixo, a íntegra do depoimento.
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Sempre recebi convite para voar para o garimpo e, com o [preço do] ouro lá em cima e a gente precisando, aceitei. O salário de um comandante de uma companhia no Brasil chega a R$ 18 mil, o que dá uma diária de mais de R$ 810 para voar 22 dias, algo em torno de R$ 68 a hora. O voo de garimpo paga R$ 300 a hora.
Eram três dias de experiência e, no terceiro voo, aconteceu o acidente. Entre a pane e o impacto foram dois minutos, uma eternidade na aviação. Meu conhecimento da região amazônica e treinamentos me trouxeram muita calma.
Consegui informar que eu estava caindo e, como estava voando baixo porque era um voo de garimpo [clandestino], eu precisava fazer um pouso forçado.
Quando caí com o avião num igarapé, ele ficou coberto de diesel. A primeira coisa que fiz foi pegar as três garrafas de água de 500 mL que estavam lá. Consegui pegar ainda quatro latas de refrigerante, um pacote de pão, sacos de sarrapilha [usados para ensacar o ouro no garimpo], uma corda e minha mochila, onde tinha canivete, faca de bolso, lanterna e isqueiro.
Peguei tudo e me afastei da aeronave. Aos poucos, ouvi ela queimando.
Sabia que teria uma semana de buscas, então, aguardei no local nos primeiros oito dias. Me concentrei em fazer fogueiras para que vissem a fumaça, e ficava perto da clareira aberta pelo acidente.
Fiquei preocupado em me manter ativo, achar água, comida e fazer abrigo. Fiz uma barraca com duas forquilhas de madeira, folhas de palmeira e usei sacos de sarrapilha para forrar, cobrir a barraca e aquecer meus pés à noite, quando a temperatura chegava a 16°C.
No curso de sobrevivência, aprendi que, se os recursos são escassos, a pessoa não pode beber água nas primeiras 24 horas nem comer nas primeiras 48. E que é preciso garantir as primeiras necessidades: água, abrigo e fogo.
Se eu tive medo? Várias vezes. À noite, mais, porque é um momento em que a floresta te envolve nos medos mais profundos.
Improvisei uma vara com uma faca amarrada e dormia com ela no peito, caso algum animal aparecesse. Sei que a água atrai bichos, então, evitava dormir perto de igarapés.
Pela manhã, ouvia as aeronaves de busca, mas elas passavam mais longe e com menos frequência a cada dia. No oitavo dia, decidi caminhar para buscar ajuda.
Como estava voando com aplicativo GPS no celular, que resistiu à queda, e tinha a carta aeronáutica, pensei em usar o aparelho como bússola. Mas, sem sinal, eu só tinha um ‘print screen’ do mapa.
Decidi caminhar para o leste, na direção de três pistas de pouso marcadas ou do rio Paru. Logo no primeiro dia de caminhada tive uma crise de hipoglicemia, desmaiei e acabei tendo que tomar a última lata de refrigerante.
Água eu tinha bastante; já a oferta de frutas era pouca.
Eu me alimentei muito de uma frutinha chamada breu, que conhecia só como fonte de fogo. Onde via, pegava e guardava, mas não sabia que era comestível até acabar o pão e, eu, com fome, comecei a observar os macacos. Tudo o que eles comiam eu comia também.
A base da minha alimentação foram as frutas. Mas também encontrei ovos de aves.
Nos 36 dias, encontrei ovo três vezes, taperebá [cajá] duas vezes e cacau três vezes, mas o que me alimentou mesmo foi o breu. Acontecia muito de eu passar três dias sem comer. Assim, eu perdi 26 quilos.
Com o celular já sem bateria, meu relógio me ajudava a condicionar a rotina. Caminhava até umas 14h e a partir dali, precisava providenciar abrigo e fogo.
Até que umas 16h de sexta (5), eu vi uma lona cheia de castanhas e pensei: "Essa é uma área de castanheiros". Fui seguindo até encontrar um rapaz, me apresentei e contei o que aconteceu. Ele perguntou: "E o que a gente faz?". Respondi: "Primeiro, me dá duas castanhas dessas".
Eles me levaram para um barracão, onde conheci a dona Maria Jorge. Ela disse que ligaria para minha família com um rádio amador e me preparou leite quente com bolacha.
Eu já estava muito fraco, com perda de visão e desmaios há três dias. Os exames que fiz depois apontaram um nível de desgaste muscular como se eu tivesse corrido uma maratona a cada dois dias.
Eles entraram em contato com meu irmão, em Santarém, e minha mãe, em Brasília, e disseram para ela: "Seu filho mandou avisar que ele está vivo". No dia seguinte, fui resgatado.
Muita gente falou que eu venci a floresta, mas eu só passei por ela. E ela me sustentou, me deu água, alimento.
A floresta não está lá para te matar. Ela é o sustento dos castanheiros que me salvaram. Tem algumas lições para tirar dessa história. Uma delas é a de que, para o garimpo clandestino, eu não volto.
Tenho muita vontade de voltar a voar. Mas isso tudo faz a gente repensar. Importante é ter família, teto e comida. Se você tem um teto, agradeça. Se tem família, cuide dela. Se pode ajudar alguém, ajude.
É clichê, mas não tem como fugir: nasci de novo.
Concentrações em concurso representam "grave risco de lesão à saúde pública", diz Fux, ao manter suspenso certame da PM
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| Luiz Fux: realização de concurso, neste momento, é incompatível com as restrições impostas pela próprio decreto do governo do estado para frear o aumento do contágio da Covid |
sexta-feira, 12 de março de 2021
Fachin sob ameaças. O horror não está apenas na pandemia.
Vejam como é.
Um ministro da Corte Suprema de um país - não por acaso o Brasil - é ameaçado porque exerceu o múnus, o dever, a obrigação de manifestar-se estritamente dentro dos limites e dos poderes que sua jurisdição de magistrado lhe garante.
O horror, meus caros, não está só na pandemia e na mortandade que ela está provocando.
O horror também está na intolerância.
Justiça suspende concursos públicos no Pará e aponta contradições do governo do estado
Liminar (veja aqui a íntegra) concedida nesta sexta-feira (12), pela 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital determinou a suspensão imediata da realização de todas as fases e etapas de concursos públicos e processos seletivos simplificados em andamento em que se faça necessária a presença física de candidatos em locais de provas e/ou entrega de documentos. A proibição vai vigorar enquanto estiverem em vigor as fases vermelha ou preta de classificação de nível de risco do Decreto Estadual nº 800/2020 e atualizações posteriores.
A decisão judicial contraria as pretensões do governo do estado. No início deste mês, ao anunciar novas restrições para frear o avanço da pandemia, o governador Helder Barbalho descartou a suspensão dos concursos, alegando seriam realizados de acordo com as cautelas sanitárias - uso de máscaras e distanciamento social. O estado ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça.
O juiz Luiz Otávio Oliveira Moreira, auxiliar de 3ª Entrância e que responde pela Vara, fixou multa de R$ 500 mil para cada requerido (estado do Pará e município de Belém), inclusive para a instituição organizadora do concurso, por fase ou etapa de concurso e/ou processo seletivo simplificado realizado em descumprimento da decisão, levando em consideração a quantidade de inscritos nos concursos e os valores arrecadados com taxas de inscrição e ainda o seu caráter pedagógico.
No início desta manhã, foi realizada audiência com a tentativa de conciliação entre as partes, mas não chegou ao consenso. “buscou-se com a audiência a necessidade de diálogo institucional entre o Judiciário, o Poder Executivo, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a empresa organizadora da atividade, para melhor decisão sobre políticas públicas decorrentes da Constituição Federal, permitindo a imprescindibilidade de diálogo entre os órgãos, em todas as questões”, escreveu.
Contradição - "Estamos diante de uma incompatibilidade, uma vez que o próprio requerido Estado do Pará proíbe a reunião/aglomerações de pessoas em número superior a dez pessoas, justamente visando a não propagação do vírus da COVID-19 e, de outra banda, permite a realização de provas em um concurso público de ampla procura, em que certamente haverá aglomerações, tanto dentro ou fora dos locais de prova", afirma o magistrado na decisão.
Luiz Otávio Moreira acrescenta ainda que o demais o próprio estado do Pará anuncia em seus dados estatísticos referentes à segurança pública que há redução da violência no Estado, revelando que a suspensão dos referidos certames, por um prazo de 30 dias ou até que o bandeiramento estadual fique amarelo, não irá causar prejuízos irreparáveis ao ente estatal.
"Por outro lado, a realização de um concurso público, envolvendo uma grande quantidade de pessoas, gerando um ambiente propício a disseminação do vírus da Covid-19 poderá causar danos irreversíveis à saúde pública, não só dos candidatos e pessoas que irão trabalhar na aplicação das provas, posto que não haverá como impedir o acesso de pessoas que porventura estejam contaminadas com o vírus, mas estejam assintomáticas", reforça a decisão judicial.
Moro, o breve. Moro, o enigmático.
Mas está calado.
Continua mudo e quedo.
Mais enigmático do que nunca.
No Twitter, onde é seguido por 3,3 milhões de pessoas, sua postagem mais recente é de 1º de março.
No Instagram, onde mantém 2,5 milhões de seguidores, a última postagem do ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro foi há uma semana.
Na Crusoé (vejam na imagem ao lado), onde assina uma coluna semanal, Moro titulou seu artigo da edição que saiu nesta sexta (12) de Um breve texto, em que aborda temas relacionados às consequências do aumento da pandemia e as reformas que precisam ser aprovadas na área econômica.
No último parágrafo, ele diz apenas o seguinte: "Não falarei aqui de novos arrefecimentos no combate à corrupção e o que isso significa. Como se disse, esse é um texto breve".
Mais enigmático do que isso, impossível.
quinta-feira, 11 de março de 2021
Pazuello conta uma nova birutice. Quando testarão nele os efeitos da neurociência e da "fala persuasiva"?
São Paulo suspende celebrações religiosas e competições esportivas para frear aumento avassalador da pandemia
O governo de São Paulo acaba de anunciar o endurecimento de medidas de restrição em todo o estado, diante do aumento avassalador do número de infectados e de mortes pela Covid-19.
As medidas (vejam acima) incluem a suspensão de celebrações religiosas coletivas, do Campeonato Paulista e de outras competições esportivas coletivas e serviços de retirada em todos os setores, como bares e restaurantes, entre outros.
O objetivo dessas e de outras medidas, como a elevação do toque de recolher das 20h para as 5h, é elevar o isolamento social para acima de 50%, restringindo a circulação de mais de 4 milhões de pessoas.
As medidas foram indicadas pelo Centro de Contingência do Covid-19, com base no levantamento da situação epidemiológica no estado (vejam abaixo), que aponta um aumento acelerado de ocupação de UTIs pacientes com Covid, levando a rede pública hospitalar no limiar da exaustão, ou seja, do colapso.
Tenham coragem, governadores: decretem o lockdown. Porque só vivos aquecem a economia.
Faço um apelo pela compreensão de todos. Vamos passar juntos por mais este momento difícil. Vai passar. #FiqueEmCasa
— João Doria (@jdoriajr) March 11, 2021
Anunciaremos detalhes das medidas na coletiva de imprensa às 12h45 pic.twitter.com/6wvLRyJKsj
Essas medidas que nós estamos tomando são fundamentais para que possamos vencer essa batalha. #ParáContraoCoronavírus pic.twitter.com/6qW59MjBxi
— Helder Barbalho (@helderbarbalho) March 10, 2021
Vejam aí.
Lá no alto, João Doria, governador de São Paulo, avisando que daqui a pouco vai anunciar "medidas mais restritivas de distanciamento social".
Acima, Helder Barbalho, governador do Pará, apelando para que todos se protejam, usem máscaras, se higienizem e mantenham o distanciamento social, sob pena, acrescenta ele, de que "tenhamos de fazer uma medida ainda mais dura, ainda mais drástica e consequentemente impactando ainda mais em diversos setores que já têm sofrido tanto".
Doria, Helder, outros tantos governadores e trocentos prefeitos estão com medo de decretar o lockdown.
Tenham coragem, governadores.
Tenham coragem.
Lockdown, lockdown, lockdown. É disso que precisamos, urgentemente, para revertermos essa tragédia que nesta quarta-feira (10) já bateu em 2.349 pessoas mortas em apenas 24 horas, ou seja, 94 mortes por hora, quase duas por minuto.
A economia só é aquecida pelos vivos, governadores. Só gente viva consome.
Mortos não aquecem a economia, entenderam?
Lembrem-se disso.
As eleições são em 2022.
Até lá, dá tempo para que a vida triunfe e vocês próprios recuperem a popularidade que eventualmente perderem agora, se decretarem medidas, convenhamos, impopulares.
Mas tenham coragem!
quarta-feira, 10 de março de 2021
Em um dia, 2.349 mortos. Mas não choremos. Porque não somos maricas.
Está aí.
Se vocês querem crueldade, desumanidade, atrocidade, monstruosidade e incompetência, liguem para Jair Bolsonaro e peçam.
Ele mandará pelo delivery.
Se não tiver disponíveis esses produtos na hora, o cidadão mandará, certamente, vocês comprarem na casa da mãe.
Lá deve ter!
Em 2022, é Lula x Bolsonaro. E o resto? O resto, que pare de mimimi.
"Fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história", diz Lula
"Eu tinha certeza que este dia chegaria. E ele chegou", disse há pouco o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a decisão do STF que restabeleceu seus direitos políticos, permitindo-lhe disputar eleições.
O petista pronuncia-se no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), pela primeira vez depois que o ministro Edson Fachin anulou decisões de processos que tramitavam na 13ª Vara de Curitiba.
"Fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história", desabafou Lula. "Mas não tenho mágoas, porque o sofrimento que o povo brasileiro está enfrentando é infinitamente maior que qualquer crime que cometeram contra mim", acrescentou o ex-presidente
"Minha dor é muito menor da dor que sofrem quase 270 mil pessoas que viu seus entes queridos morrerem e sequer puderam se despedir dessa gente", disse Lula, solidarizando-se com as vítimas do Covid e especialmente com os profissionais da saúde. "Se não fosse o SUS, teríamos perdido muito mais gente", observou.
Lula começou a falar com máscara, mas tirou-a justificando todos no ambiente haviam testado negativo para a Covid e estavam respeitando as cautelas exigidas pelas autoridades sanitárias, inclusive o distanciamento.
Pazuello é um caso perdido como gestor. Convém que o esqueçamos.
terça-feira, 9 de março de 2021
Lewandowski 80 x 78 Gilmar. O STF julgaria mais, se falasse menos.
Segue o "julga da galerinha do Supra" a respeito do pedido de suspeição do ex-juiz Sérgio Moro.
Gilmar Mendes, como esperado, votou pela suspeição.
Ricardo Lewandowski lê seu voto, que também será pela suspeição de Moro.
Nunes Marques pediu vista, justificando que sequer compulsou uma página dos autos até começar o julgamento de hoje.
Cármen Lúcia já está com o voto pronto, mas vai esperar o voto-vista, numa próxima sessão.
O voto de Gilmar Mendes, vejam aqui, tem 78 páginas.
O de Lewandowski tem 80, segundo ele mesmo disse.
O problema não é a extensão do voto de Suas Excelências.
O problema é eles - e elas - insistirem em lê-los durante as sessões.
Bastava que fizessem uma síntese, de dez minutos, e dessem a publicidade ao texto posteriormente.
Pronto.
Se essa fosse a prática, o Supremo julgaria 100 vezes mais do que julga durante as sessões - do Pleno e das Turmas.
Mas segue o jogo.
"Galerinha do Supra" está com a faca e o queijo na mão para detonar a Lava Jato. No "julga" de hoje.
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| Galerinha do Supra: pronta para enterrar de vez a Lava Jato de Curitiba |
Lisca Doido é adoidado, mas é lúcido. Se o ouvissem, o futebol não contribuiria para o genocídio.
segunda-feira, 8 de março de 2021
Decisão de Fachin sobre Lula expõe a cara dos espertos e suas desonestidades colossais
MP do Pará insiste em lockdown na Região Metropolitana e diz que Prefeitura de Belém pretende afastá-lo do exercício de sua função fiscalizatória
Em nota distribuída há pouco, o Ministério Público do Pará, através da 3ª Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais e Direitos Humanos e do Grupo de Trabalho Estratégico (GTE/PGJ), considerou "preocupantes" os argumentos usados pelo Município de Belém para recusar-se a decretar o lockdown, juntamente com os demais municípios da Região Metropolitana, em decorrência do aumento avassalador de contágios pelo coronavírus Covid-19.
"O Ministério Público reitera que o quadro sanitário no Estado do Pará é extremamente preocupante. Para ilustrar a velocidade assustadora em que se encontra a onda de contaminação no território paraense, em especial na Região Metropolitana I, em pouco menos de 72h da última ampliação de leitos, encontram-se disponíveis apenas 21 leitos clínicos no Hospital de Campanha de Belém (Hangar) e na mesma unidade hospitalar inexistem leitos de UTI disponíveis", diz a nota do MP.
O MPPA também lamenta o que classifica de "postura paradoxal da municipalidade, bem como, a externalização do desejo de exilar a instituição da sua primordial função fiscalizatória, uma vez que o município asseverou que não caberia ao Ministério Público intervir na presente situação".
Em postagem no dia 3 de março, sob o título Lockdown, lockdown, lockdown. É disso que precisamos. Para que a vida triunfe. E a vida também., o Espaço Aberto defende que a imediata suspensão total do funcionamento de serviços não-essenciais é a única forma frearmos esse contágio avassalador de contágios.
Veja, abaixo, a íntegra da nota do MPPA.
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NOTA DE ESCLARECIMENTO
Sobre a
recomendação emitida pela 3ª Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais
Fundamentais e Direitos Humanos e o Grupo de Trabalho Estratégico (GTE/PGJ), no
dia 4 de março de 2021, o Ministério Público do Estado do Pará esclarece que,
no prazo estipulado, o Governo do Estado apresentou o Ofício n. 1432/2021-PGE-GAB
solicitando a dilação de prazo, sendo deferido o intervalo de mais 48 horas. Já
a Prefeitura Municipal de Belém, por meio do Ofício n. 51/2021/PGM/GABINETE DO
PROCURADOR GERAL, afirmou que a Recomendação Ministerial não será acatada,
respaldando sua negativa na inexistência de aumento expressivo da curva de
contaminação e óbitos neste município e da ausência de iminente colapso do
sistema de saúde da rede pública e privada.
O
Ministério Público do Estado ressalta que a diretriz precípua da recomendação
considera o quadro sanitário observado no Estado, propondo:
I - a
criação e ampliação do número de leitos clínicos e de UTI de internação nos
hospitais de referência para Covid-19, elencados nos Planos Estadual e
Municipal de Contingência à Covid-19;
II - a
imediata suspensão total do funcionamento de serviços não-essenciais (lockdown)
na REGIÃO METROPOLITANA I (Benevides, Santa Bárbara e Marituba) e MUNICÍPIO DE
BELÉM, respectivamente;
III -
após a decretação do lockdown, a adoção de estratégias adequadas para
continuidade da campanha de vacinação contra Covid-19;”
As
Promotorias de Justiça nos municípios de Benevides, Santa Bárbara e Marituba
que compõem a Região Metropolitana I, recomendaram no mesmo sentido, às Prefeituras
das referidas localidades.
Portanto,
o Ministério Público do Estado do Pará considera preocupante os argumentos
usados pelo Município de Belém para justificar recusa à recomendação ao afirmar
que não houve aumento significativo de casos, nem de óbitos, nem mesmo
acréscimo considerável nos atendimentos dos postos de saúde municipais, embora
tenha admitido a ocorrência de aumento de ocupação de leitos de UTI e clínicos.
Quanto à ampliação de leitos, reforçou as dificuldades administrativas e
orçamentárias para tal, no entanto, informou que contratualizou mais alguns
leitos Covid-19 com hospitais fora da rede pública municipal.
As informações contextualizadas conflitam com os dados apresentados pela própria Secretaria de Saúde Municipal em reunião com o Ministério Público, no dia 18 de fevereiro de 2021, constantes de nota técnica municipal e que demonstravam aumento importante de casos e óbitos desde novembro de 2020. Isto é, o Ministério Público fundamentou sua leitura da realidade com base em dados epidemiológicos fornecidos pelo próprio município, que hoje nega a existência dos mesmos. Vale ressaltar que o Ministério Público mediou reunião entre as vigilâncias municipal e estadual, em razão do cenário discrepante no que tange aos dados epidemiológicos identificados por elas.
A
resposta apresentada pelo Município também conflita com o próprio DECRETO Nº
99.976/2021- PMB DE 04 DE MARÇO DE 2021, publicado no Diário Oficial do dia 5
de março de 2021, no qual a Prefeitura de Belém declarou situação de calamidade
pública no município devido ao “ritmo acelerado das infecções e óbitos
decorrentes da Covid-19”. Ademais, a resposta municipal contrapõe-se também aos
fatos públicos e notórios amplamente divulgados quanto ao iminente colapso do
sistema de saúde no Estado.
O
Ministério Público do Pará lamenta a postura paradoxal da municipalidade, bem
como, a externalização do desejo de exilar a instituição da sua primordial
função fiscalizatória, uma vez que o município asseverou que não caberia ao
Ministério Público intervir na presente situação.
O
Ministério Público reitera que o quadro sanitário no Estado do Pará é
extremamente preocupante. Para ilustrar a velocidade assustadora em que se
encontra a onda de contaminação no território paraense, em especial na Região Metropolitana
I, em pouco menos de 72h da última ampliação de leitos, encontram-se
disponíveis apenas 21 leitos clínicos no Hospital de Campanha de Belém (Hangar)
e na mesma unidade hospitalar inexistem leitos de UTI disponíveis. (Fonte: https://para.regulacaosaude.com.br/ser/pages/unidade/mapa-leito.xhtml,
dados publicados no dia 08/03/2021 às
09h33)
Ressalta-se
que a Recomendação Ministerial nº 01/2021-MP/3ªPJ/DCF/DH tem como objetivo
fomentar uma atuação preventiva por parte dos gestores públicos, não sendo
cabível aguardar o colapso do sistema de saúde para adoção de medidas
sanitárias rígidas tendo em vista que é sabido que a onda de contaminação não
tem efeitos imediatos, assim como as medidas restritivas extremas (lockdown)
também só serão visualizadas no futuro, sendo imprescindível a adoção do
enrijecimento dos protocolos sanitários com urgência.
3ª Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais
Grupo de Trabalho Estratégico Covid-19





















