Do G1
Com a condenação de Marcos Valério por cinco crimes no julgamento do processo do mensalão, a defesa do operador do esquema de pagamento de propina a parlamentares tenta demonstrar aos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que os principais interessados na compra de apoio político no Congresso seriam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT).
Em memorial de oito páginas distribuído nesta segunda-feira (22) aos magistrados da Suprema Corte, o advogado Marcelo Leonardo, responsável pela defesa de Marcos Valério, enfatiza que o núcleo político da denúncia de corrupção “deslocou o foco” das investigações dos protagonistas do esquema, entre eles Lula, seus ministros e dirigentes do Partido dos Trabalhadores, para o empresário mineiro. Nas três ocasiões em que cita o ex-presidente no documento, o criminalista escreve o nome do petista em letras maiúsculas.
“Assim, [...] relevantes seriam as condutas dos interessados no suporte político 'comprado' (Presidente LULA, seus Ministros e seu partido) e dos beneficiários financeiros (Partidos Políticos da base aliada), sendo o PT, Partido dos Trabalhadores, o verdadeiro intermediário do ‘mensalão’”, escreveu o defensor.
O G1 procurou a assessoria do ex-presidente Lula, mas até a publicação desta reportagem ainda não havia conseguido contato.
Para Marcelo Leonardo, o cliente dele seria apenas o “operador do intermediário”, em uma referência direta ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, que, segundo o Ministério Público, é quem orientava Valério sobre quem seria beneficiado com os pagamentos de recursos do chamado “valerioduto” (esquema operado por Marcos Valério para pagar propina a parlamentares em troca de apoio político ao governo Lula).
“Quem não era presidente, ministro, dirigente político, parlamentar, detentor de mandato ou liderança com poder político, foi transformado em peça principal do enredo político e jornalístico, cunhando-se na mídia a expressão ‘valerioduto’, martelada diuturnamente, como forma de condenar, por antecipação, o mesmo, em franco desrespeito ao princípio constitucional fundamental da dignidade da pessoa humana", ressaltou Marcelo Leonardo no texto entregue aos ministros.
Leia mais aqui.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Apoio do PT a Edmilson racha o PSOL e as esquerdas
Eita, ferro!
O pau está cantando.
Cantando feio e grosso, nas hostes do PSOL.
Nas hostes de Edmilson Rodrigues.
A Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), uma das tendências do PSOL, simplesmente se retirou da campanha do candidato do partido a prefeito de Belém, depois de confirmado o anúncio público do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Edmilson, conforme mensagem que vem sendo veiculada na campanha psolista desde a última segunda-feira. Em consequência, a CST anuncia o que chama de voto crítico em Edmilson.
"É a primeira vez que Lula apóia um candidato do PSOL. É a primeira vez que o governo federal, o governo Dilma, apoia nosso partido. Lula é a figura que simboliza a conversão do PT em um instrumento da ordem e da classe dominante. Traição que deu origem ao PSOL, pela sua capitulação ao FMI, à política econômica de Meireles e Palocci. Desde o início, os parlamentares Radicais e os militantes do PSOL combateram Lula e a reforma da previdência e as demais reformas neoliberais, as privatizações e os leilões do petróleo, a criminalização das lutas e o arrocho salarial aos servidores, o pagamento de 45% do orçamento para pagar juros aos banqueiros e o Mensalão. Por isso não aceitamos que o chefe dos mensaleiros, aquele que em nome da esquerda aplicou a política neoliberal no nosso país, aquele que simboliza a traição da luta histórica dos trabalhadores apareça nos programas do PSOL", diz o trecho de nota da CST
CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA DA NOTA DA CST
CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA DA NOTA DO PSTU
A nota é pesada. Pesadíssima.
Refere-se claramente - e repudia - ao que chama de "negociatas", que consistiriam no apoio dos grupos de Edmilson Rodrigues, do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que teria se empenhado em apoiar o PT no Acre e São Paulo, em troca do apoio de Lula à candidatura psolista em Belém.
"Trata-se de acordos tão fisiológicos e oportunistas, que em Belém (Edmilson) está com o governo federal e Lula contra o PSDB, enquanto em Macapá (Clécio) está com DEM/PSDB disputando contra o PDT e Lula", acrescente a nota da CST.
E o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado)?
A legenda, também por meio de nota disponível em seu site, anunciou seu rompimento com a coligação que apoia Edmilson Rodrigues.
"Lamentavelmente, a direção do PSOL sucumbiu de vez à lógica do vale-tudo eleitoral ao incorporar política e programaticamente neste 2º turno o PT e representantes da direita como o PDT, o PPL e até mesmo um vereador do DEM. O PDT é um partido que fez parte da base de sustentação do governo Duciomar Costa e da candidatura de Anivaldo Vale (PR) e tem como um de seus principais dirigentes o latifundiário Giovanni Queiroz. Já o PPL é uma sublegenda do PMDB. A reivindicação do apoio de Dilma e Lula por parte de Edmilson Rodrigues em sua campanha significam o abandono do perfil de uma candidatura de esquerda e socialista", diz o PSTU.
Apoio de Lula e do PT a Edmilson não preocupa os tucanos
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| Lula, Ana Júlia e Dilma, no comício final da campanha de 2010 em Belém: Jatene ganhou. Por mais de 300 mil votos. |
Acreditam que os efeitos das vídeos em que Lula aparece anunciando explicitamente apoio em Edmilson deve ter efeito limitado em alguns segmentos e praticamente nulo - senão absolutamente nulo - em outros.
E citam como exemplo um caso recente.
Nas eleições de 2010, que coincidiu com a disputa presidencial, Lula, que ainda era presidente, com índices estratosféricos de popularidade, e Dilma, então candidata, mas já ostentando boa vantagem nas intenções de voto sobre o tucano José Serra, desembarcaram em Belém, ao vivo e em cores, em carne e osso, para dar uma forcinha à governadora Ana Júlia Carepa, a candidata petista que então disputava a reeleição, tendo como adversário o tucano Simão Jatene.
Mas não adiantou.
Jatene ganhou, e bem.
Venceu Ana Júlia com uma vantagem de 383.190 votos.
Esse fato leva o núcleo central da campanha de Zenaldo a manter o foco no mote da união do candidato com o povo para neutralizar os efeitos que o apoio de Lula poderia ter sobre o candidato do PSOL.
Justiça barra comparação entre pesquisas diferentes
Lá, como cá, comparações entre pesquisas diferentes para dar a impressão de que um cresce, o outro desce.
Lá, a Justiça Eleitoral já entrou na parada.
Por aqui, ainda não. Mas poderá entrar, se provocada.
Aqui, a campanha de Edmilson Rodrigues (PSOL), tem exibido, desde o último domingo, os números de três pesquisas, as do Vox Populi e do Ibope, que O LIBERAL publicou respectivamente na quinta-feira e domingo, e do Ipespe, que o Diário do Pará divulgou também no domingo.
Os números são diferentes e os períodos de coleta de dados, idem.
A campanha de Edmilson passa a mão nas três pesquisas para mostrar que o adversários estaria caindo e o próprio Edmilson, subindo.
A mesma - mesmíssima - coisa está acontecendo em Curitiba, só que com duas pesquisas, uma do DataFolha, outra do Ibope.
Mas a Justiça Eleitoral do Paraná, atendendo a um representação de Gustavo Fruet, já suspendeu a veiculação das comparações no programa de Ratinho Júnior (PSC).
Leia, abaixo, a matéria que está no UOL.
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A juíza eleitoral Renata Estorilho Bragança proibiu, na noite deste domingo (21), a veiculação de propaganda eleitoral de Ratinho Junior (PSC), candidato a prefeito de Curitiba, que compara as pesquisas de intenção de votos de dois institutos diferentes: Datafolha e Ibope.
“Não foram prestadas as informações acerca das pesquisas mencionadas de forma a esclarecer todos os requisitos (…), bem como evidenciar ao eleitor como se deu uma e outra, inclusive aos seus períodos de coleta”, justificada a juíza em seu despacho. A ação foi movida pela campanha do candidato Gustavo Fruet (PDT).
A comparação feita na propaganda dá a entender que Ratinho está crescendo na preferência do eleitorado e diminuindo a diferença para Fruet. “Ratinho Junior cresce três pontos em apenas dois dias”, afirma a propaganda do PSC, fazendo referência às datas de divulgação dos levantamentos (na verdade, o Ibope foi divulgado em 19 de outubro, um dia após o Datafolha).
Porém, os dois institutos fizeram entrevistas de forma simultânea. O Datafolha ouviu 1.267 pessoas entre os dias 17 e 18 de outubro. O Ibope entrevistou 1.001 eleitores entre os dias 17 e 19 de outubro.
No Datafolha, Fruet tem 52% das intenções de voto, ante 36% de Ratinho. No Ibope, o pedetista lidera com 49%, ante 39% do candidato do PSC. Os dois levantamentos têm margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou menos.
Por meio da assessoria de imprensa, a coordenação jurídica da campanha de Ratinho Junior informou que irá recorrer da decisão, “apontando que não há irregularidade alguma nas pesquisas divulgadas uma vez que os números são reais e todos os requisitos para divulgação encontravam-se presentes”.
Precisamos de um prefeito honesto
Precisamos de um prefeito honesto. Seja preto, seja branco. Alto, médio ou anão. A academia pouco importa. Serve doutor ou iletrado. Experiente ou aprendiz, desde que seja honesto. Não olharemos partido. No Brasil, isso não conta. Desconheço ideologia. Vale mesmo é a honestidade. Católico, protestante ou pensador livre. Não é eleição para bispo ou pai de santo. Sem essa de religião votar. Governante para todos. Honesto com as nossas crenças, independente de credo, sendo livre pra não ter. Precisamos de um prefeito honesto, que administre bem nosso orçamento. Que jogue dinheiro nas ruas esburacadas e transforme real em asfalto. Calçadas. Praças. Escolas. Honesto. Incapaz de superfaturar obras. Sem pena de jogar dinheiro no esgoto. No aterro e nos canais. Honesto. Avesso à maquiagem para turista ver. Alguém que pense a cidade primeiro para a gente. Nós vivemos aqui. Precisamos de um prefeito honesto com o seu povo, que more em nossa cidade e divida nossas glórias e dramas. Que se compadeça dos que morrem sem pronto-socorro. Honesto com a nossa saúde, incapaz de torrar essa verba sagrada. De alguém que não durma se não fizer o certo. E madrugue para fazer o bem. Um prefeito honesto com seus colaboradores, ativista de um salário justo para professores, médicos e garis. Que faça concurso público de verdade. Nomeie e promova. Honesto com a nossa justiça, pagando o que a lei mandar. Precisamos de um prefeito honesto com as nossas palafitas. Prefeito de centro e periferia. Que passe um dia na baixada e durma lá se for possível. Alguém que pise as nossas pontes e cruze quarto ano. Assim será diplomado. Honesto com pedestres e motoristas. Que dirija, pedale e ande, sem batedores e placa branca. Sem trânsito oficial. Que se imagine cego, sem pernas, idoso ou muito doente. Honesto com as calçadas quebradas e outras que ainda são mato. Honesto para transformar a cidade em lugar de gente. Passarelas. Faixas. Sinais. Honesto, que não sossegue enquanto seu povo morrer nas ruas, tingindo de rubro o asfalto. Precisamos de um prefeito honesto com a limpeza, para não ser a sujeira pública. Que recolha o lixo regularmente e o trate com sabedoria. Recicle. Eduque. Premie. mares de lama. E isso em todo o mandato. Do primeiro ao fim. Comece pelas escolas. Inclua hospitais e feiras. Passe em todas as ruas e as deixe limpas. Prefeito honesto consigo mesmo, que admita errar e não tenha medo de dizer isso. Honesto com suas propostas. O mesmo homem do começo ao fim. Capaz de prestar contas sem muita complicação. Honesto para ser entendido, pelo conselheiro e pelo peão. Obras. Cidadania contábil. Precisamos de um prefeito honesto com seus eleitores. Disposto a sacrificar domingos para governar bem. Sem anular ou passar em branco seu mandato. Honesto por um, dois, três e quatro. Até 2016. O povo saberá medir. A gente tem olhos, ouvidos e olfato. Veremos a honestidade em obras. Ouviremos menos buzina e balbúrdia. Poderemos dormir sem a terra tremer. As ruas não exalarão mal. Boa comida encherá nossa mesa. Poderemos andar na cidade sem precisar tatear. A morte se mudará das ruas, abandonará hospitais e escolas. Parece muito, mas não é. Precisamos de um prefeito honesto com importantes obras iniciadas, sem medo de inaugurar e tirar o chapéu. De Norte a Sul, é disto que precisamos.
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RUI RAIOL é escritor
www.ruiraiol.com.br
O que ele disse
"Oficializa a gazeta. Agora, o deputado oficialmente só precisa trabalhar de terça a quinta-feira. Em vez de dar instrumentos moralizadores, aprovam-se instrumentos para desmoralizar ainda mais a instituição."
Rubens Bueno (na foto), deputado (PR) e líder do PPS, sobre projeto de resolução aprovado na Câmara, que altera dispositivos do Regimento Interno da Casa para oficializar as sessões de segundas e sextas-feiras como reuniões apenas de debates.
Rubens Bueno (na foto), deputado (PR) e líder do PPS, sobre projeto de resolução aprovado na Câmara, que altera dispositivos do Regimento Interno da Casa para oficializar as sessões de segundas e sextas-feiras como reuniões apenas de debates.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Um olhar pela lente
Objeto de miriti exposto na Estação das Docas.
Elemento indispensável no Círio.
A foto é de Arthur Alexander.
Elemento indispensável no Círio.
A foto é de Arthur Alexander.
Datena vai indenizar homem confundido com estuprador
Para provar sua inocência ao responder a ação de indenização por danos morais, a emissora de TV deve apresentar em juízo a gravação do programa a que se refere o ofendido. Caso contrário, valem os depoimentos das testemunhas. Assim entendeu o Tribunal de Justiça de São Paulo ao condenar o apresentador José Luiz Datena e a TV Bandeirantes a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais a Manoel Marques Pereira, que foi confundido com um estuprador e acusado de fazer 11 vítimas no ABC paulista. Segundo testemunhas, Datena se referiu a Manoel como “estuprador” e “vagabundo”, durante o programa Brasil Urgente em 2003. A reportagem foi publicada no site de notícias UOL.
Para os desembargadores, a emissora "pecou pela vontade de cativar os telespectadores pela gravidade dos fatos em apuração (estupro), sem respeito à figura do autor (Manoel)". Segundo eles, o excesso resultou em adjetivos indevidos, sensacionalismo e falta de respeito com a família do suspeito, que foi envolvida no escândalo.
Manoel Pereira foi preso em outubro de 2003 após uma denúncia anônima de que ele poderia ser o "tarado do capacete" — como ficou conhecido o homem que estuprava mulheres nas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano do Sul. O estuprador sempre se aproximava das vítimas em uma moto e nunca tirava o capacete durante os crimes. Manoel foi inocentado 92 dias após sua prisão.
Sem gravação De acordo com o processo, a TV Bandeirantes alegou que não possuía mais a gravação do programa porque só as guardava por três meses, conforme a lei. E que, "se houve reportagem, esta baseou-se em fatos verdadeiros". Já Datena afirmou à Justiça que não tinha como se lembrar do que havia ocorrido no programa há quase dez anos, já que apresenta diversas reportagens por dia. Ele disse ainda que não teria ofendido Manoel.
Como a emissora não apresentou a gravação do programa — que, para a Justiça, deveria ser preservada por três anos, e não por três meses — e as testemunhas afirmaram que, de fato, o apresentador chamou Manoel de "estuprador", "vagabundo", "canalha" e "tarado", os desembargadores condenaram a TV Bandeirantes e o apresentador José Luiz Datena, que devem juntos arcar com a indenização.
O advogado Renato Rodrigues Martins, que também defende Manoel, tenta na Justiça conseguir a condenação de outras emissoras que também teriam pré-condenado o réu. A defesa também tenta uma indenização contra o Estado.
Entre abril e setembro de 2003, 11 mulheres foram violentadas em Santo André, São Bernardo e São Caetano. Em todos os casos elas foram abordadas por um motoqueiro que as levava a um matagal e as estuprava sem tirar o capacete.
Com base num retrato falado e uma denúncia anônima, Manoel foi preso. Apesar disso, os estupros continuaram acontecendo. A continuidade dos crimes e o não reconhecimento do suspeito como o estuprador levou a Justiça à absolvição do motoboy.
Erros confessados. Acertos também. Por George W. Bush.
Momentos de Decisão, de George W. Bush.
Sim, dele mesmo, o turrão, o conservador, o direitista, o imperialista George W. Bush.
Leiam, um bom livro.
Leiam sobretudo os que, como o poster, reforçou muitos e decisivos estigmas de George Bush lendo livros e vendo documentários como os de Michel Moore.
Ler Momentos de Decisão é interessante porque se observa que George W. Bush não é - ou não foi, como presidente - tão turrão, conservador, direitista e obnubilado por ideias obsessivas como imaginávamos.
Bush não esconde nada.
Conta tudo.
Fala como bom humor até da sapatada que levou em Bagdá.
Reconhece claramente seus erros.
Admite sem meias palavras que errou ao se basear em informações colhidas pelos órgãos de inteligência americanos quando mandou invadir o Iraque sob a justificativa de que Saddam Hussein armazenaria armas químicas que nunca foram encontradas.
O capítulo em que fala dos procedimentos de seu governo para minimizar os impactos aterradores provocados pelo furacão Katrina, que matou mais de 700 pessoas e desabrigou 450 mil, em Nova Orleans, são emblemáticos.
E precisa ser lido inclusive por marqueteiros, como tantos dos que se encontram agora no batente, em campanhas do segundo turno.
Bush mostra que governantes devem se preocupar sempre com a percepção que a sociedade deve ter de seus atos.
Conta, por exemplo, que cometeu um erro crasso, crucial, definitivo e imperdoável quando se deixou fotografar, a bordo do Air Force One, olhando a tragédia que se passava lá embaixo, durante sobrevoo do avião presidencial em Nova Orleans.
As fotos, relata Bush, reforçaram as críticas de que ele estava longe, distante, literalmente aéreo em relação aos sofrimentos de milhares de pessoas que choravam perdas materiais e de entes queridos.
"Quando vi as fotos tiradas, percebi o sério erro que cometi. Fotos que me mostravam sobrevoando o local da tragédia passavam a imagem de que eu era indiferente à tragédia lá embaixo", escreve Bush.
O trabalho de relações públicas é essencial, fundamental quando as pessoas estão sofrendo, conclui o ex-presidente, que lembra episódio com o protagonizado por Lyndon Johnson.
Conta Bush que quando o furacão Betsy devastou Nova Orleans, em 1965, Johnson chegou ao local, vindo de Washington, tarde da noite.
Foi a um abrigo num dos bairros da cidade e, com uma laterna na mão, começou a gritar em meio à escuridão e uma multidão de pessoas:
- Aqui é o presidente! Vim para ajudar!
"Infelizmente, não segui seu [deJohnson] exemplo", conclui Bush.
Leiam Momentos de Decisão.
É uma decisão que vale a pena.
Sim, dele mesmo, o turrão, o conservador, o direitista, o imperialista George W. Bush.
Leiam, um bom livro.
Leiam sobretudo os que, como o poster, reforçou muitos e decisivos estigmas de George Bush lendo livros e vendo documentários como os de Michel Moore.
Ler Momentos de Decisão é interessante porque se observa que George W. Bush não é - ou não foi, como presidente - tão turrão, conservador, direitista e obnubilado por ideias obsessivas como imaginávamos.
Bush não esconde nada.
Conta tudo.
Fala como bom humor até da sapatada que levou em Bagdá.
Reconhece claramente seus erros.
Admite sem meias palavras que errou ao se basear em informações colhidas pelos órgãos de inteligência americanos quando mandou invadir o Iraque sob a justificativa de que Saddam Hussein armazenaria armas químicas que nunca foram encontradas.
O capítulo em que fala dos procedimentos de seu governo para minimizar os impactos aterradores provocados pelo furacão Katrina, que matou mais de 700 pessoas e desabrigou 450 mil, em Nova Orleans, são emblemáticos.
E precisa ser lido inclusive por marqueteiros, como tantos dos que se encontram agora no batente, em campanhas do segundo turno.
Bush mostra que governantes devem se preocupar sempre com a percepção que a sociedade deve ter de seus atos.
Conta, por exemplo, que cometeu um erro crasso, crucial, definitivo e imperdoável quando se deixou fotografar, a bordo do Air Force One, olhando a tragédia que se passava lá embaixo, durante sobrevoo do avião presidencial em Nova Orleans.
As fotos, relata Bush, reforçaram as críticas de que ele estava longe, distante, literalmente aéreo em relação aos sofrimentos de milhares de pessoas que choravam perdas materiais e de entes queridos.
"Quando vi as fotos tiradas, percebi o sério erro que cometi. Fotos que me mostravam sobrevoando o local da tragédia passavam a imagem de que eu era indiferente à tragédia lá embaixo", escreve Bush.
O trabalho de relações públicas é essencial, fundamental quando as pessoas estão sofrendo, conclui o ex-presidente, que lembra episódio com o protagonizado por Lyndon Johnson.
Conta Bush que quando o furacão Betsy devastou Nova Orleans, em 1965, Johnson chegou ao local, vindo de Washington, tarde da noite.
Foi a um abrigo num dos bairros da cidade e, com uma laterna na mão, começou a gritar em meio à escuridão e uma multidão de pessoas:
- Aqui é o presidente! Vim para ajudar!
"Infelizmente, não segui seu [deJohnson] exemplo", conclui Bush.
Leiam Momentos de Decisão.
É uma decisão que vale a pena.
Por Edmilson, PT sai da toca. Ana Júlia, inclusive.
Pelo sim, pelo não, o PT engole a seco e começa a cair na real de que não tem jeito: o jeito é entrar com mais empenho, digamos assim, na campanha de Edmilson.
Neste último final de semana, os movimentos nesse sentido começaram a se tornar mais visíveis, legíveis e audíveis.
Lula, por exemplo, já gravou uma mensagem pedindo votos para o psolista. O vídeo começou a ser veiculado nos programa de ontem.
Está previsto ainda um vídeo de ninguém menos que a presidente Dilma Rousseff.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também gravou uma petição de votos para o candidato do PSOL (vejam acima).
E por último, mas não menos importante, a ex-governadora Ana Júlia Carepa está mais, como diríamos, solta no apoio a Edmilson.
Logo após o anúncio público da adesão do PT à candidatura do PSOL, a ex-governadora ficou na dela.
Ficou como se estiver muda, queda e surda.
Ficou distante.
Meio alheia.
Ficou como quem deixa o barco correr.
Até que começaram algumas cobranças.
Algumas manifestações de estranheza diante da falta de entusiasmo de Ana Júlia pela candidatura de Edmilson.
Algumas insinuações de que ela, como uma das lideranças do PT no Pará, não estaria se empenhado como deveria.
E Ana Júlia começou a se manifestar.
Já postou até em seu bolo um "Diga não e não", mostrando as caras de Zenaldo e, de quem mais?, de Duciomar.
Aquele mesmo Duciomar que apoiou Ana Júlia em 2010, em retribuição ao fato de, em 2008, ter recebido subliminarmente, mas nem tão subliminarmente assim, o apoio da então governadora.
O apoio, configurado numa neutralidade pra lá de interessante e curiosa, foi tão evidente que enfureceu o então candidato do PMDB, José Priante, que disputou com o atual prefeito o segundo turno.
Política e alianças são assim mesmo.
A gente sempre se espanta diante dessas demonstrações notáveis, edificantes, promissoras de coerência.
Mas, em compensação, a gente se diverte.
Ora, se não.
Todo mundo corre de Duciomar. Até Zenaldo.
A coligação "União em Defesa de Belém", encabeçada pelo tucano Zenaldo Coutinho (PSDB), candidato a prefeito de Belém, já decidiu que não vai mais procurar - se é que alguma vez procurou - o ex-candidato do PR, Anivaldo Vale, para pedir apoio no segundo turno.
Assessores e estrategistas políticos do PSDB chegaram à conclusão de que um eventual apoio de Anivaldo a Zenaldo vincularia, de forma indelével, a candidatura tucana ao governo Duciomar Costa.
Zenaldo, como indica o tom de sua campanha eleitoral neste segundo, está castigando, está baixando a pua, sentando o malho nas críticas à gestão Duciomar, para descolar-se do apoio que o PSDB, e por extensão o próprio candidato, deram à candidatura do atual prefeito.
E mais: descobriu-se que, ainda no primeiro turno, uma pesquisa feita para o comitê de Anivaldo Vale atestava que, dentre os eleitores avessos à sua candidatura, 70% descartavam a possibilidade de votar no candidato sob a justificativa de que era apoiado por Duciomar Costa.
Por isso, e mais uma vez, não tenham dúvidas: Duciomar, o huno, é o pior prefeito em oito séculos de história de Belém - os quatro que estão para se completar e os quatro do porvir.
Por isso, todo mundo agora está correndo de Duciomar.
Até Zenaldo.
Assessores e estrategistas políticos do PSDB chegaram à conclusão de que um eventual apoio de Anivaldo a Zenaldo vincularia, de forma indelével, a candidatura tucana ao governo Duciomar Costa.
Zenaldo, como indica o tom de sua campanha eleitoral neste segundo, está castigando, está baixando a pua, sentando o malho nas críticas à gestão Duciomar, para descolar-se do apoio que o PSDB, e por extensão o próprio candidato, deram à candidatura do atual prefeito.
E mais: descobriu-se que, ainda no primeiro turno, uma pesquisa feita para o comitê de Anivaldo Vale atestava que, dentre os eleitores avessos à sua candidatura, 70% descartavam a possibilidade de votar no candidato sob a justificativa de que era apoiado por Duciomar Costa.
Por isso, e mais uma vez, não tenham dúvidas: Duciomar, o huno, é o pior prefeito em oito séculos de história de Belém - os quatro que estão para se completar e os quatro do porvir.
Por isso, todo mundo agora está correndo de Duciomar.
Até Zenaldo.
Para o BRT Brasil, o BRT Belém não existe
Olhem só.
O BRT, em Belém, parou.
Duciomar, o prefeito que descosntruiu Belém, prometeu inaugurar o sistema em setembro.
Não inaugurou.
E não vai inaugurar nem em outubro, nem em novembro e muito menos em dezembro.
O BRT parou de vez.
É obra para o próxima prefeito - Zenaldo ou Edmilson.
Mas, se observarem bem, o BRT, em certos aspectos, ainda nem começou.
Simplesmente inexiste.
Querem ver?
Visitem o site BRT Brasil - A Evolução das Cidades.
É de responsabilidade da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), entidade sem fins lucrativos, fundada em 1987. Está sediada em Brasília (DF) e congrega cerca de 600 empresas e 80 entidades entre associações, sindicatos e federações.
"A proposta do programa BRT Brasil é acompanhar a implantação dos sistemas de transporte rápido por ônibus e monitorar a operação de cada BRT após a conclusão das obras. Se bem elaborados e operados, esses sistemas se tornarão exemplos concretos de mobilidade urbana sustentável para que outras cidades possam se inspirar e implantar a solução", diz o site.
Agora, olhem só o mapa que aparece aí em cima.
Foi pinçado no site do BRT Brasil.
Quedê Belém?
Aparece no mapa, que está na imagem do alto.
Mas se vocês clicarem no link de Belém, aparecerá a imagem acima.
A página ou inexiste ou está com defeito.
Tão Duciomar!
Momentos felizes
Você não percebe a beleza da coisa. Vem de dentro. Não está escrito em nenhum livro, em nenhum manual. Existe o momento certo para vivenciar. Tudo começou em fins de 2002, quando percebi que algo incomodava meu filho. E uma vez, ninguém em casa, fui ao seu quarto para confirmar minha suspeita: o que está acontecendo? Estas apático, sem aquele sorriso? E ele, muito honestamente, me confirmou que queria melhor se qualificar. Confidenciou-me que tinha prestado exame para três mestrados. Passou nos três e escolheu o da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Em fevereiro de 2003, atendo um telefonema de Florianópolis, comunicando que meu filho se apresentasse dentro de uma semana. Confesso que fiquei muito feliz, mas também tenso e muito preocupado. Não tinha o direito de impedir seu entusiasmo. Mas sabia que naquele momento estava sendo afastado do meu melhor amigo, companheiro e confidente. Nossa amizade é muito forte e de muita afinidade. Tremi nas bases!
Fui deixá-lo no aeroporto e nunca esqueço o que lhe disse na despedida, ao abraçá-lo: que um dia queria vê-lo como um doutor fazendo uma palestra ou uma conferência num congresso internacional na área em que escolheu. Assim, tudo foi se ajeitando dentro das previsões. Primeiro foi sua defesa na dissertação para o mestrado. Foi fascinante, e lá estava eu torcendo por ele no auditório. Em seguida, saímos para festejar. Um momento muito gratificante. Depois se aproximou de mim me deu um abraço e próximo do ouvido me disse: “Meu velho”, agora vou encarar o doutorado."
Após três anos de muito estudo e esforço, doutorado concluído. Uma banca com dois expoentes internacionais e quatro brasileiros de notório saber aprovou sua tese de doutorado. Desta vez, lá estávamos eu e minha mulher na plateia. Novamente, saímos para festejar. Observei que, nos outros dias, ele abria o computador e dizia: “O CNPq já deu todos os resultados de bolsas para o exterior, menos o de engenharia”. Já tinha se inscrito para fazer pós-doutorado no exterior. No último dia para divulgação, ele abre o computador e vê na tela seu nome. Uma bolsa para Nantes, na França, para coroar sua carreira. Após um ano, retorna ao Brasil para cuidar de sua vida. Algumas semanas depois, ele me telefona. "Fale, meu velho: enquanto não abre nenhum concurso, estou fazendo meu segundo pós-doutorado, mais um ano de estudos."
- E então?
- Ora, a vida me aconteceu.
E em lugar nenhum, em lugar nenhum encontrei tanta alegria, parecia que tinha um dique de felicidade dentro de mim prestes a transbordar. Guardava toda essa vaidade e com poucos comemorava. Submeteu-se a concurso público federal, hoje ensina graduação em Joinville e pós-graduação em Floripa, na UFSC. Isso significa que, agora, as jornadas iriam começar. Dois meses atrás, ele me liga: “Meus dois trabalhos que mandei para Bogotá, na Colômbia, foram aprovados, vou ser conferencista na “8ª Jornada Internacional del Asfalto” e “5º Seminario Latinoamericano del Asfalto”. Vamos lá?
Não hesitei um segundo, vamos lá, sim. Foram seis horas de voo entre São Paulo e Bogotá. Já em solo Colombiano, numa quinta-feira, 11.10.2012, meu filho fazia sua conferência para uma plateia cosmopolita. Bogotá, capital da República da Colombia, localizada nos Andes orientais, a 2.600 metros acima do nível do mar, jamais sairá de minha lembrança.
Breno, meu filho e meu amigo, obrigado por tantos momentos felizes.
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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com
O que ele disse
"Chamar o PT e os militantes do PT de quadrilha é algo muito grave, na minha avaliação. Era minha tarefa defender o governo Lula, a relação com os movimentos sociais e a unidade da bancada num momento difícil. Que associação ilícita? É um absurdo falar isso. A minha associação foi em 1968 com o movimento estudantil. Na guerrilha, no PC do B, cinco anos preso, na fundação do PT, deputado, constituinte, 24 anos de mandato. Sempre defendi, inclusive quando estava na oposição, que a política se baseia em disputa e negociação. Muitas vezes fui posição minoritária no PT. Nunca tratei de dinheiro, de pagamento, de qualquer atividade criminosa. Participei de negociações políticas. Misturar negociações políticas, articulações e alianças com crime significa criminalizar a política. Eu não aceito essa acusação de ter integrado quadrilha. O PT não é um partido de quadrilheiro, de mensaleiro. Isso é uma afronta à nossa história. O PT precisava fazer aliança ao centro para ganhar a eleição e para governar."
José Genoino (na foto), ex-presidente do PT, garantindo que vai lutar "todos os dias, semanas, meses e horas" para provar sua inocência no processo do mensalão, no qual foi condenado por corrupção ativa.
José Genoino (na foto), ex-presidente do PT, garantindo que vai lutar "todos os dias, semanas, meses e horas" para provar sua inocência no processo do mensalão, no qual foi condenado por corrupção ativa.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
FHC abandona de vez o barco de José Serra
No site Brasil 247
Desde que deixou a presidência da República, em 2002, Fernando Henrique Cardoso vinha renovando a sua imagem, e também do PSDB, com uma agenda liberal no que diz respeito aos costumes. Era o caso, por exemplo, da discussão sobre a descriminalização das drogas leves.
Hoje, FHC assiste ao pequeno Uruguai, governado por José Mujica, tomar a dianteira nesse debate. Além disso, seu PSDB, que nasceu na centro-esquerda, vem sendo empurrado por José Serra à centro-direita. Em reportagem publicada nesta quinta-feira na Folha de S. Paulo, FHC abandona de vez o barco serrista, ao fazer críticas à campanha do tucano, que vem se aproximando de setores conservadores.
Segundo o ex-presidente, Serra corre o risco de sair da eleição com o rótulo de conservador ao criticar duramente o material antihomofobia criado pelo adversário Fernando Haddad (PT) quando ministro da Educação, o chamado 'kit gay', além do aborto – tema abordado durante sua campanha presidencial em 2010.
Além de FHC, a abordagem do tucano foi criticada pelo presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, que não considera "relevante" discutir o material. "Em São Paulo, a campanha resvala para elementos que não são os mais relevantes. Se vai ter ou não kit-gay, se foi mamãe que fez ou vovó que assinou. Não é esse o problema. Se o Serra tiver que ser prefeito de São Paulo, ele será porque é o melhor candidato", afirmou Guerra.
A Oi humilha, lesa clientes. Simples assim. Bem simples.
Então é isso.
Todas as operadoras de telefonia celular - sem exceção - são um caso de puliça.
A Oi é uma operadora de telefonia celular.
Logo, é um caso de puliça.
Ou de puliças. Muitas.
A Oi mandou inscrever no Serasa o nome deste repórter.
O inadimplemento, no alegado valor de R$ 214,16, seria decorrente de um Oi Móvel.
Jamais, nunca antes, em tempo algum o repórter usou telefone celular da Oi.
O plano do repórter é um Oi Total, emitido em fatura única e pago regularmente, inclusive com débito automático.
O plano Oi Total inclui, é certo, um chip da Oi. Mas o chip está - como sempre esteve - lacrado. O Oi Móvel, portanto, nunca foi usado.
Nunca - repita-se.
Telefonemas para a Oi?
Já foram feitos vários.
Atendentes da Oi confirmam que não há dívida alguma. E orientam - verbalmente, é claro - o repórter a simplesmente "desconsiderar" a notificação do Serasa.
- Desconsidere, senhor - dizem eles e elas, os atendentes.
Mas não é possível "desconsiderar". Porque o Serasa liga cobrando a dívida. E mantém a dívida inscrita, porque a Oi não move uma palha para determinar a exclusão do registro.
Quando se informa ao cobrador do Serasa que a Oi, ela mesma, atesta não haver dívida pendente, o Serasa ignora a informação e liga outras vezes, fazendo a mesma cobrança.
Tem mais: a notificação do Serasa informa sobre um site - o www.serasaconsumidor.com.br - que o notificado poderá acessar para saber sobre o detalhamento da dívida.
O repórter já fez isso.
Seu nome e seu CPF aparecem lá.
Mas no campo onde deveriam aparecer as dívidas pendentes, não existe dívida alguma.
Porque nenhuma dívida há para ser paga.
Nenhuma.
Empresas como essa Oi nos humilham.
E quanto em tabelinha com o Serasa, então saiam de baixo.
O repórter já está tomando as providências para que essa lesão não fique sem reparo.
Porque não pode ficar sem reparo.
É preciso que essas empresas parem de virar casos de polícia e passem a funcionar, verdadeiramente, como prestadoras de serviços que realmente estejam à altura dos pagamentos em dia que recebem.
No caso da Oi, precisamos criar uma entidade. Seria algo como a Associação dos Lesados pela Oi, a ALOI.
Precisamos nos defender da Oi.
De qualquer maneira.
Zenaldo e Edmilson numa espécie de anticlímax
O debate de ontem, na TV RBA, foi uma espécie de anticlímax.
No Twitter, este reino incontrolável e descontrolado da irreverência - muitas vezes cruel e inadequada, é verdade -, alguém disse, em tom de pilhéria, que queria "mais sangue" entre Zenaldo Coutinho (PSDB) e Edmilson Rodrigues (PSOL), os dois candidatos a prefeito de Belém que debateram por duas horas.
Era uma pilhéria, repita-se.
Mas no fundo, no fundo os eleitores - muitos, muitíssimos - se divertem com a pancadaria entre candidatos.
Pois imaginava-se que a pancadaria comeria solta.
Mas não.
Ficou dentro, digamos assim, do conveniente para as circunstâncias.
O que todos vimos foi um script mais ou menos previsível. E consumado.
De um lado, Edmilson associando Zenaldo à direita, à ditadura militar, às privatizações e à insensibilidade social, esta última provinda, supostamente, do fato de Zenaldo de ter origem numa "família rica", conforme disse o psolista, que ressaltou sua gênese, como diríamos, popular, apartada das elites.
De outro lado, viu-se Zenaldo empenhado em mostrar Edmilson como um gestor intolerante, cujo legado de oito anos de governo teria se resumido à confusão, à indústria de multas (leia-se a dona Baddini), à intolerância, ao confronto, à incapacidade de aglutinar e de estabelecer a paz e a união.
Zenaldo deveria ter-se empenhado mais em refutar seu distanciamento do prefeito Duciomar Costa, que o PSDB, de fato, apoiou.
Sim, é certo que o programa do candidato tem fustigado a gestão atual. E Zenaldo andou bem ao reconhecer que Duciomar o decepcionou. Mas é preciso estabelecer mais claramente, mais contundentemente os limites da ética e da operosidade, que acabaram por tornar o governo Duciomar um dos mais deploráveis e inoperantes que Belém já teve em oito séculos - os quatro que estão expirando e os quatro do porvir.
Edmilson deveria ter evitado repetir, por mutas vezes, que o adversário queria "briga", quando, em realidade, as intervenções do adversário não transmitiam essa impressão. O que se observou, é certo, foi a insistência, quase obsessiva, de Edmilson em despir-se do estigma de intolerante, de alguém avesso à paz, à união, à convergência, à agregação, qualificativos que a campanha de Zenaldo tenta - e ao que parece já conseguiu - colar na imagem do candidato psolista.
No mais, foi o mais.
O mais do mesmo.
O mais do que era previsível.
Até o tom - ameno - da pancadaria.
No Twitter, este reino incontrolável e descontrolado da irreverência - muitas vezes cruel e inadequada, é verdade -, alguém disse, em tom de pilhéria, que queria "mais sangue" entre Zenaldo Coutinho (PSDB) e Edmilson Rodrigues (PSOL), os dois candidatos a prefeito de Belém que debateram por duas horas.
Era uma pilhéria, repita-se.
Mas no fundo, no fundo os eleitores - muitos, muitíssimos - se divertem com a pancadaria entre candidatos.
Pois imaginava-se que a pancadaria comeria solta.
Mas não.
Ficou dentro, digamos assim, do conveniente para as circunstâncias.
O que todos vimos foi um script mais ou menos previsível. E consumado.
De um lado, Edmilson associando Zenaldo à direita, à ditadura militar, às privatizações e à insensibilidade social, esta última provinda, supostamente, do fato de Zenaldo de ter origem numa "família rica", conforme disse o psolista, que ressaltou sua gênese, como diríamos, popular, apartada das elites.
De outro lado, viu-se Zenaldo empenhado em mostrar Edmilson como um gestor intolerante, cujo legado de oito anos de governo teria se resumido à confusão, à indústria de multas (leia-se a dona Baddini), à intolerância, ao confronto, à incapacidade de aglutinar e de estabelecer a paz e a união.
Zenaldo deveria ter-se empenhado mais em refutar seu distanciamento do prefeito Duciomar Costa, que o PSDB, de fato, apoiou.
Sim, é certo que o programa do candidato tem fustigado a gestão atual. E Zenaldo andou bem ao reconhecer que Duciomar o decepcionou. Mas é preciso estabelecer mais claramente, mais contundentemente os limites da ética e da operosidade, que acabaram por tornar o governo Duciomar um dos mais deploráveis e inoperantes que Belém já teve em oito séculos - os quatro que estão expirando e os quatro do porvir.
Edmilson deveria ter evitado repetir, por mutas vezes, que o adversário queria "briga", quando, em realidade, as intervenções do adversário não transmitiam essa impressão. O que se observou, é certo, foi a insistência, quase obsessiva, de Edmilson em despir-se do estigma de intolerante, de alguém avesso à paz, à união, à convergência, à agregação, qualificativos que a campanha de Zenaldo tenta - e ao que parece já conseguiu - colar na imagem do candidato psolista.
No mais, foi o mais.
O mais do mesmo.
O mais do que era previsível.
Até o tom - ameno - da pancadaria.
PPS apoia Zenaldo no segundo turno
O Partido Popular Socialista (PPS) declarou, no final da manhã desta quinta-feira (18), seu apoio ao candidato Zenaldo Coutinho, da Coligação União Por Belém, que disputa o segundo turno das eleições municipais.
O presidente estadual do partido, Arnaldo Jordy, disse que a escolha do PPS foi baseada em critérios de proximidade com o projeto de governança do candidato tucano. Outro fator para concretização desta aliança, foi a inclusão de seis itens apontados pelo PPS ao plano de governo de Zenaldo, que são: a ampliação do sistema de saúde preventiva e construção do Pronto Socorro de Icoaraci; a redução do déficit da educação infantil na cidade, que hoje é de cerca de 60 mil crianças fora do sistema de ensino; a drenagem das bacias de Belém; a criação da Secretaria Municipal de Assistência e Cidadania; e a implementação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente.
“Estamos agregando para que a união seja feita na prática, não só agora, mas também na governabilidade de Belém. Pela união, é possível sairmos do caos administrativo que Belém vive há dezesseis anos”, disse Zenaldo, satisfeito com o apoio do PPS para as eleições do próximo dia 28.
A cerimônia de aliança entre os partidos teve a participação do governado do Pará, Simão Jatene (PSDB), e do vice-governador, Helenilson Pontes (PPS). O governador, que é do mesmo partido de Zenaldo, acredita que uma força coletiva transformadora pode trazer a mudança que Belém precisa: ”tenho a convicção de que individual e coletivamente podemos construir e transformar a sociedade que queremos”, afirmou Jatene.
O PPS também conversou com o candidato Edmilson Rodrigues, mas teve dificuldade em fazer alianças com o PSOL devido a postura auto suficiente do partido, que em várias capitais, à exemplo Vitória (ES), onde disputam o segundo turno PSDB e PPS, quis manter-se neutro.
Fonte: Assessoria de Imprensa do PPS
Programa de mineralização de solos deve ser aprovado logo
Relator, na Comissão de Agricultura da Câmara, do projeto que cria o Programa Nacional de Mineralização dos Solos, o deputado federal Lira Maia (DEM-PA) espera que a proposta seja aprovada até o final deste ano.
Confirma no vídeo.
Justiça Federal garante reintegração pacífica em Belo Monte
A Justiça Federal no Pará efetivou de forma pacífica, no início da manhã desta quinta-feira (18), a reintegração de posse, à empresa Norte Energia AS, do canteiro obras da Hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu (PA), sem que houvesse qualquer confronto das comunidades indígenas e ribeirinhas com forças policiais.
Índios, pescadores e ribeirinhos, que desde o dia 8 deste mês ocupavam o Sítio Pimental, um dos canteiros de obras da hidrelétrica, decidiram deixar o local após a empresa se comprometer em construir escolas e postos de saúde para a população da região. Entre as reivindicações dos indígenas estão a construção de postos de saúde e escolas, além de informações sobre a reforma da Casa do Índio. Pescadores e ribeirinhos pedem à empresa alternativas de trabalho e apoio a tentativa de revogar a instrução normativa do Ibama, que proíbe a pesca de espécies do rio.
A estratégia para a desocupação pacífica, coordenada pelo juiz federal substituto Marcelo Honorato, em exercício na Subseção de Altamira, foi a de viabilizar a realização de audiências de conciliação entre as partes em conflito, presididas por procuradores federais da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
As reuniões ocorreram às proximidades da área invadida, possibilitando, assim, ampla participação das lideranças indígenas e ribeirinhas. “A desocupação pacífica do canteiro de obras, sem qualquer resistência ou conflito, é um claro sinal de que lides deste jaez são possíveis de solução por meio de uma intervenção conciliatória por parte do Poder Judiciário”, diz o juiz federal.
Cautela
Na decisão judicial (veja aqui a íntegra) que resultou na realização de audiências, a segurança das autoridades presentes e das próprias comunidades foi objeto de análise especial. Para isso, segundo o magistrado, foram adotadas cautelas que incluíram a atuação de policiais descaracterizados, o que contribuiu para garantir um ambiente de pacificação e um clima propício para a conciliação na sala de audiência.
Segundo o juiz Marcelo Honorato, foi aprovada uma pauta de reivindicações, convergentes com as medidas estipuladas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à empresa Norte Energia para amenizar os impactos ao meio ambiente, decorrentes da construção da hidrelétrica. Tais medidas, segundo o magistrado, já constam da própria licença de instalação ambiental, permitindo que as necessidades mais urgentes das comunidades afetadas pelo empreendimento tenham prazos e regras especiais para seu cumprimento.
“A atuação conjunta do Ministério Público Federal, das Procuradorias Federais Especializadas da Funai e Incra foi fundamental para possibilitar a formação de um diálogo sério e pacífico”, diz Marcelo Honorato. Ele ressaltou ainda que “o apoio dos órgãos de segurança pública, Polícia Federal e Polícia Militar do Pará, sob uma atuação mais conciliatória, possibilitou manter a ordem e a segurança durante todo o período de ocupação, sem o uso de força”, afirmou o magistrado.
Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará
O que ele disse
"Eu já fui julgado [pelo mensalão]. A eleição da Dilma foi um julgamento extraordinário. Para um presidente com oito anos de mandato, sair com 87% de aprovação é um grande juízo."
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, durante visita à Argentina.
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, durante visita à Argentina.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Serra "aconselha" jornalista a trabalhar com Haddad
Do Portal Imprensa
Na última terça-feira (16/10), o candidato à prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB) se irritou com duas perguntas feitas por uma repórter do portal UOL, informou a publicação.
Na última terça-feira (16/10), o candidato à prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB) se irritou com duas perguntas feitas por uma repórter do portal UOL, informou a publicação.
"Esse tom mais agressivo que o senhor coloca no seu programa, é por que o senhor está 10 pontos abaixo nas pesquisas?", questionou a repórter.
Serra não respondeu, encostou duas vezes no ombro da jornalista e falou para ela trabalhar com o Fernando Haddad (PT), seu adversário no segundo turno. "É a pauta dele. Você não precisa trabalhar para ele. Ele já tem bastante assessores, não precisa ter uma assessora a mais para ele. Vai lá direto", disse o candidato.
Em seguida, a reportagem do UOL o questionou sobre kit anti-homofobia e perguntou se não estaria faltando um esclarecimento do candidato quanto a ele concordar ou não com esse tipo de orientação nas escolas. "Eu acho que não está faltando esclarecer nada. É só ler. Você leu?", disse Serra.
"Eu tô perguntando se o senhor concorda", reiterou a jornalista. "Mas eu pergunto se você leu?", continuou Serra. "Eu li", disse a repórter. "Se você leu, então eu acho que está tudo clarinho", afirmou o candidato.
Ainda questionado sobre o fato de concordar ou não com a distribuição do material nas escolas, Serra afirmou que isso "foi em 2009", durante seu governo, e que o "resto é brincadeira".
Sem falar mais sobre o assunto, Serra "aconselhou" novamente a jornalista a trabalhar para seu oponente: "Trabalha com ele [Haddad]. É mais eficiente", disse.
Edmilson, mais do que atacar, precisará convencer
O debate programado para hoje à noite entre Zenaldo Coutinho (PSDB) e Edmilson Rodrigues (PSOL), na TV RBA, vai expressar a temperatura depois da pesquisa Vox Populi, que põe o tucano com uma vantagem de 14 pontos percentuais sobre o adversário.
A expectativa é de que Edmilson parta para o ataque e Zenaldo o aponte como um desesperado que, não tendo mais nada a perder, resolveu optar pelo tudo ou nada, pelo vale-tudo.
Mas assessores - alguns, pelo menos - de Edmilson estão certos de que ataques desfechados a esmo, ao contrário do que se pode imaginar, desacreditam o candidato atacante e o deixam, realmente, na condição daquele que, não tendo mais nada a perder, parte para a baixaria.
Por isso, não esperem apenas ataques, não.
Edmilson precisará, durante o debate, desfazer a imagem que a campanha de Zenaldo fez dele - a de um gestor inflexível, radical, que sempre optou pelo confronto em vez da conciliação e, por tudo isso, governou em meio ao que os tucanos têm chamado de confusão.
E Zenaldo?
Agora na dianteira, precisará reforçar a imagem que cultiva como contrária, em tudo e por tudo, à de Edmilson.
Mas precisa se preparar para rebater as acusações.
Que virão fortes e diretas, certamente.
A expectativa é de que Edmilson parta para o ataque e Zenaldo o aponte como um desesperado que, não tendo mais nada a perder, resolveu optar pelo tudo ou nada, pelo vale-tudo.
Mas assessores - alguns, pelo menos - de Edmilson estão certos de que ataques desfechados a esmo, ao contrário do que se pode imaginar, desacreditam o candidato atacante e o deixam, realmente, na condição daquele que, não tendo mais nada a perder, parte para a baixaria.
Por isso, não esperem apenas ataques, não.
Edmilson precisará, durante o debate, desfazer a imagem que a campanha de Zenaldo fez dele - a de um gestor inflexível, radical, que sempre optou pelo confronto em vez da conciliação e, por tudo isso, governou em meio ao que os tucanos têm chamado de confusão.
E Zenaldo?
Agora na dianteira, precisará reforçar a imagem que cultiva como contrária, em tudo e por tudo, à de Edmilson.
Mas precisa se preparar para rebater as acusações.
Que virão fortes e diretas, certamente.
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