Um espetáculo - chocante, degradante e
emblemático destes tempos em que vivemos - o incidente que envolveu o senador
Lindbergh Farias (PT-RJ) e um cidadão, à saída de um restaurante no Rio, no
último final de semana.
Olhem as imagens do vídeo.
Reparem no teor da "discussão", ou
melhor, no teor e no sentido dos impropérios de parte a parte.
Quem começou?
Quem pronunciou o primeiro "pilantra",
"bandido", "safado", "facistinha", "ladrão" e adjetivos
correlatos?
Lindbergh, em nota, já disse que não foi ele. E
afirma que algumas imagens foram montadas, para dar a impressão de que ele foi
agressor, e não o agredido.
O cidadão, se falar - se é que já não falou por
aí - dirá também que não foi ele quem começou as ditas "baixarias".
Resumo da ópera: chegamos a um momento em que a
divergência, que em tese dá vitalidade à democracia, toma um caminho que pode
ser letal.
Literalmente letal.
Isso é democracia, meus caros?
Estamos mesmo numa democracia?
Ou estamos sob o império de uma certa
"ditadura de vontades", em que todo mundo se julga o repositório
único, exclusivo e insubstituível de todas as verdades, com isso achando-se no
direito de ofender os outros que divergem da gente?
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