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quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

"Folha" revela que Bolsonaro estava com tudo pronto para dar um golpe. E por que ele ainda não foi preso?

Jair Bolsonaro: ele só foi em frente com seus planos golpistas porque, felizmente, é um covarde
A cada dia, a cada hora, a cada minuto, desde 1º de janeiro, consolida-se, inegavelmente, a convicção de que Bolsonaro é um golpista que só desistiu de aplicar um golpe não porque seja uma democrata, mas porque é um covarde e fujão.
A cada dia, a cada hora, a cada minuto, desde 1º de janeiro, consolida-se, inegavelmente, a convicção de que Bolsonaro é o fascista que só não pôs em prática as deformações fascistas que o tornam repulsivo porque saberia que a democracia brasileira reagiria firmemente.
A cada dia, a cada hora, a cada minuto, desde 1º de janeiro, consolida-se, inegavelmente, a convicção de que Bolsonaro, depois dos atos que bolsonaristas terroristas perpetraram em 8 de janeiro, precisa ser preso urgentemente. E indícios fortíssimos não faltam para que seja preso.
A Folha de S.Paulo acaba de divulgar, em seu portal, que a Polícia Federal encontrou na residência de Anderson Torres - ex-ministro da Justiça contra o qual recai uma ordem de prisão expedida pelo Supremo - uma minuta (proposta) de decreto para que Bolsonaro, então presidente, instaurasse o estado de defesa na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O objetivo do decreto seria reverter o resultado da eleição, em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vencedor. Tal medida seria inconstitucional, eis que configuraria um golpe contra o Estado Democrático.
O documento foi encontrado no armário do ex-ministro durante busca e apreensão realizada na última terça-feira (10). A PF vai investigar as circunstâncias de elaboração da proposta.
O material tem indicação de ter sido feito após a realização das eleições e teria objetivo de apurar abuso de poder, suspeição e medidas ilegais adotadas pela presidência do TSE antes, durante e depois do processo.
Bolsonaro golpista.
Bolsonaro fascista.
Bolsonaro fujão.
Quem duvida disso?
O certo é que as fossas bolsonaristas do governo Bolsonaro apenas começaram a ser remexidas.
E já exalam podridões dignas das melhores fossas bolsonaristas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Caminhão de mudança à porta: até a Jovem Pan admite que está mesmo chegando a hora de Jair já ir

A cara de bolsonaristas na Jovem Pan Pan bolsonarista: clima de velório diante da mudança iminente

Caminhão de mudança sai do Alvorada: é hora de Jair já ir. Mas já avisaram os golpistas?

Já disse aqui, algumas vezes, que assisto diariamente a uns dois ou três programas da Jovem Pan, a emissora bolsonarista que pratica um jornalismo de esgoto.
Por que assisto ao jornalismo de esgoto da Jovem Pan?
É porque - como vivo explicando a familiares e amigos, que sentem gana de explodir o televisor no qual assisto à Jovem Pan - gosto de aferir duas coisas.
A primeira: até que ponto o esgoto pode descer ao mais fundo dos esgotos.
A segunda: até que ponto o esgoto, por ser tanto esgoto, acaba sendo o cenário em que se assenta o mundo distópico do bolsonarismo.
A terceira: até que ponto o mundo distópico do bolsonarismo pode virar, ora bolas, uma comédia. Uma comédia que às vezes faz você rir a bandeiras despregadas, como se dizia antigamente.
Agora mesmo, liguei o televisor.
É hora do "Três em Um", um dos programas mais divertidos da emissora. É tipo assim uma "Sessão da Tarde" do bolsonarismo.
Liguei o televisor, dei de cara com as caras desses quatro caras bolsonaristas e me fixei logo na legenda: "Caminhões de mudança deixam o Palácio do Planalto". Vejam na imagem do alto.
Fixando-me na legenda e vendo a cara dos caras bolsonaristas, rio-me a bandeiras despregadas.
Até agora, os quatro estão à beira das lágrimas, rendidos à mais chocante realidade: o caminhão de mudanças, que foi mostrado na capa do jornal O Globo de hoje (foto acima), já passou pela Palácio da Alvorada e também já passou pelo Palácio do Planalto.
Um dos imparciais bolsonaristas, o fanático Rodrigo Constantino (de camisa amarela), que faz sua revolução fascista a partir do sofá da casa dele, em Miami), caindo na real, já admite que, com o caminhão de mudança à porta, é hora mesmo de Jair já ir.
Mas falta avisar isso para os bolsonaristas idiotas e fascistas que batem ponto em frente a quartéis, clamando por golpe.
Enquanto a mudança vai se completando, é hora de rirmos.
Rirmos a bandeiras despregadas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Lula é diplomado, condena golpismo, chora e estabelece o espírito que deve prevalecer em seu governo: "Precisamos de coragem"

Lula chora no início do discurso, durante a diplomação: desafios enormes nos próximos quatro anos

O País acaba de assistir a um momento histórico: a diplomação, pela Justiça Eleitoral, do primeiro presidente brasileiro a conquistar o terceiro pelo voto democrático.

Ao protagonizar esse momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se emocionar, logo no início de seu discurso, ao lembrar que na diplomação de seu primeiro mandato ressaltou a "ousadia do povo brasileiro" em conceder a diploma a quem, como ele, não ostenta um diploma universitário.

Em poucas palavras, Lula mencionou o grande desafio de seu governo: "fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com a garantia de dignidade e qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo para as pessoas mais necessitadas."

Em apenas três palavras, demarcou o espírito necessário para a consecução desses objetivos: "Precisamos de coragem".

Sim, de muita coragem. Inclusive para enfrentar sem tréguas, nos limites restritos das leis e da Constituição, os golpistas idiotas que se postam em frente a quartéis, defendendo escandalosamente e criminosamente um golpe contra a manifestação legítima e democrática das urnas.

Golpistas, por serem idiotas, sao incapazes de distinguir protestos democráticos, ainda que contundentes, de atos como os que pedem intervenção militar para impedir a posse do eleito.

A seguir, a íntegra  do discurso de Lula.

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Antes de falar o que está escrito no meu discurso, eu queria, companheira Dilma, companheiro José Sarney, companheiros deputados, senadores, governadores, ministros, juízes, companheiros que participaram da vigília em Curitiba, companheiros dirigentes partidários, companheira Gleisi Hoffmann.

Em nome do meu partido, eu quero que vocês saibam que esse diploma que eu recebi não é um diploma do Lula presidente. É um diploma de uma parcela significativa do povo que reconquistou o direito de viver em democracia nesse país. Vocês ganharam esse diploma.

Em primeiro lugar, quero agradecer ao povo brasileiro, pela honra de presidir pela terceira vez o Brasil. Na minha primeira diplomação, em 2002, lembrei da ousadia do povo brasileiro em conceder – para alguém tantas vezes questionado por não ter diploma universitário - o diploma [se emociona].

Eu quero pedir desculpas a vocês pela emoção. Porque quem passou pelo que eu passei nesses últimos anos, estar aqui agora é a certeza que Deus existe, e de que o povo brasileiro é maior que qualquer pessoa que tentar o arbítrio neste país. Eu sei o quando custou, não apenas a mim, o quanto custou ao povo brasileiro essa espera para que a gente pudesse reconquistar a democracia nesse país.

Reafirmo hoje que farei todos os esforços para, juntamente com meu querido companheiro Geraldo Alckmin, cumprir o compromisso que assumi não apenas durante a campanha, mas ao longo de toda uma vida: fazer do Brasil um país mais desenvolvido e mais justo, com a garantia de dignidade e qualidade de vida para todos os brasileiros, sobretudo para as pessoas mais necessitadas.

Quero dizer que muito mais que a cerimônia de diplomação de um presidente eleito, esta é a celebração da verdadeira democracia.

Poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada. Poucas vezes na nossa história a vontade popular foi tão colocada à prova, e teve que vencer tantos obstáculos para enfim ser ouvida.

A democracia não nasce por geração espontânea. Ela precisa ser semeada, cultivada, cuidada com muito carinho por cada um, e a cada dia, para que a colheita seja generosa para todos.

Mas além de semeada, cultivada e cuidada com muito carinho, a democracia precisa ser todos os dias defendida daqueles que tentam, a qualquer custo, sujeitá-la a seus interesses financeiros e ambições de poder.

Felizmente, não faltou quem defendesse, neste momento tão grave, a nossa democracia.

Além da sabedoria do povo brasileiro, que escolheu o amor em vez do ódio, a verdade em vez da mentira e a democracia em vez do arbítrio, quero destacar a coragem do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, que enfrentaram toda sorte de ofensas, ameaças e agressões para fazer valer a soberania do voto popular.

Cumprimento cada ministro e cada ministra do STF e do TSE pela firmeza na defesa da democracia e da lisura do processo eleitoral nesses tempos tão difíceis.

A história há de reconhecer sua coerência e fidelidade à Constituição.

Essa não foi uma eleição entre candidatos de partidos políticos com programas distintos. Foi a disputa entre duas visões de mundo e de governo.

De um lado, o projeto de reconstrução do país, com ampla participação popular. De outro lado, um projeto de destruição do país ancorado no poder econômico e numa indústria de mentiras e calúnias jamais vista ao longo de nossa história.

Não foram poucas as tentativas de sufocar a voz do povo e a democracia.

Os inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas, cuja confiabilidade é reconhecida há muito tempo em todo o mundo.

Ameaçaram as instituições. Criaram obstáculos de última hora para que eleitores fossem impedidos de chegar a seus locais de votação. Tentaram comprar o voto dos eleitores, com falsas promessas e dinheiro farto, desviado do orçamento público.

Intimidaram os mais vulneráveis com ameaças de suspensão de benefícios, e os trabalhadores com o risco de demissão sumária, caso contrariassem os interesses de seus empregadores.

Quando se esperava um debate político democrático, a nação foi envenenada com mentiras produzidas no submundo das redes sociais.

Eles semearam a mentira e o ódio, e o país colheu uma violência política que só se viu nas páginas mais tristes da nossa história.

E no entanto, a democracia venceu.

O resultado destas eleições não foi apenas a vitória de um candidato ou de um partido. Tive o privilégio de ser apoiado por uma frente de 12 partidos no primeiro turno, aos quais se somaram mais dois partidos no segundo turno.

Uma verdadeira frente ampla contra o autoritarismo, que hoje, na transição de governo, se amplia para outras legendas, e fortalece o protagonismo de trabalhadores, empresários, artistas, intelectuais, cientistas e lideranças dos mais diversos e combativos movimentos populares deste país.

Tenho consciência de que essa frente se formou em torno de um firme compromisso: a defesa da democracia, que é a origem da minha luta e o destino desse país.

Nestas semanas em que o gabinete de transição vem escrutinando a realidade atual do país, tomamos conhecimento do deliberado processo de desmonte das políticas públicas e dos instrumentos de desenvolvimento, levado a cabo por um governo de destruição nacional.

Soma-se a este legado perverso, que recai principalmente sobre a população mais necessitada, o ataque sistemático às instituições democráticas.

Mas as ameaças à democracia que enfrentamos e ainda haveremos de enfrentar não são características exclusivas de nosso país.

A democracia enfrenta um imenso desafio ao redor do planeta, talvez maior do que no período da Segunda Guerra Mundial.

Na América Latina, na Europa e nos Estados Unidos, os inimigos da democracia se organizam e se movimentam. Usam e abusam dos mecanismos de manipulações e mentiras, disponibilizados por plataformas digitais que atuam de maneira gananciosa e absolutamente irresponsável.

A máquina de ataques à democracia não tem pátria nem fronteiras.

O combate, portanto, precisa se dar nas trincheiras da governança global, por meio de tecnologias avançadas e de uma legislação internacional mais dura e mais eficiente.

Que fique bem claro: jamais renunciaremos à defesa intransigente da liberdade de expressão, mas defenderemos até o fim o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e sem manipulações que levam ao ódio e à violência política.

Nossa missão é fortalecer a democracia – entre nós, no Brasil, e em nossas relações multilaterais.

A importância do Brasil neste cenário global é inegável, e foi por esta razão que os olhos do mundo se voltaram para o nosso processo eleitoral.

Precisamos de instituições fortes e representativas. Precisamos de harmonia entre os Poderes, com um eficiente sistema de pesos e contrapesos que iniba qualquer aventura eleitoral ou autoritária.

Precisamos de coragem.

É necessário tirar uma lição deste período recente em nosso país e dos abusos cometidos no processo eleitoral. Para nunca mais esquecermos. Para que nunca mais isso aconteça.

Democracia, por definição, é o governo do povo, por meio da eleição de seus representantes. Mas precisamos ir além dos dicionários. O povo quer mais do que simplesmente eleger seus representantes, o povo quer participação ativa nas decisões de governo.

É preciso entender que democracia é muito mais do que o direito de se manifestar livremente contra a fome, o desemprego, a falta de saúde, educação, segurança, moradia. Democracia é ter alimentação de qualidade, é ter emprego, saúde, educação, segurança, moradia.

Quanto maior a participação popular, maior o entendimento da necessidade de defender a democracia daqueles que se valem dela como atalho para chegar ao poder e instaurar o autoritarismo.

A democracia só tem sentido, e será defendida pelo povo, na medida em que promover, de fato, a igualdade de direitos e oportunidades para todos e todas, independentemente de classe social, crença religiosa ou orientação sexual.

É com o compromisso de construir um verdadeiro Estado democrático, garantir a normalidade institucional e lutar contra todas as formas de injustiça, que recebo pela terceira vez o diploma de presidente eleito do Brasil – em nome da liberdade, da dignidade e da felicidade do povo brasileiro.

Muito obrigado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Golpista não tem ideologia, nem raça, nem cor, nem pátria. Golpista é golpista. E merece a cadeia!

Pedro Castillo: de esquerda, de direita, de centro, seja lá de que ideologia for, golpista é golpista.
Como tal, é um criminoso e merece a cadeia. Saibam disso os golpistas daqui.
Peru, 7 de dezembro de 2022.
Castillo era o presidente do País.
Suas origens estão na extrema esquerda radical.
Elegeu-se presidente do Peru, em eleições renhidas, por um partido de esquerda.
No poder, ainda tentou negar suas origens, mas não conseguiu.
E fez pior: lambuzou-se na lodaçal da corrupção, mostrou-se inábil em articular a adesão de setores de centro-direita e acabou sendo alvo de três processos de impeachment.
Dos dois primeiros, escapou.
No terceiro, foi afastado do cargo por maioria avassaladora, logo após anunciar uma tentativa de golpe, ao dissolver o Congresso e implantar o estado de exceção.
Foi ignorado em ambas as decisões, inclusive pelas Forças Armadas.
Além de ignorado, foi preso como um golpista criminoso.
No momento, negocia sua extradição para o México.

Alemanha, 7 de dezembro de 2022.
Extremistas na cadeia.
Forças de segurança da Alemanha prenderam 25 membros e simpatizantes de um grupo de extrema direita que, segundo os promotores, estavam preparando uma derrubada violenta do Estado, com alguns integrantes suspeitos de planejar um ataque armado ao Parlamento.
Os promotores disseram que o grupo foi inspirado pelas teorias da conspiração do QAnon e o Reichsbuerger, que não reconhecem a legitimidade da Alemanha moderna, insistindo que o muito maior “Deutsche Reich” ainda existe, apesar da derrota dos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Golpistas não têm ideologia, nem cor, nem raça, nem credo, nem pátria, nem nada.
Não existe, pois, golpista de esquerda e golpista de direita.
Golpistas são apenas isto: golpistas.
Sendo golpistas, merecem a repulsa, o desprezo, o asco e o nojo de quem preza a democracia e o Estado de Direito.
Mais do que isso, merecem cadeia.
Cadeia para golpistas como Pedro Castillo.
Cadeia para golpistas como os extremistas alemães.
Cadeia para os golpistas que, no Brasil, concentram-se na frente de alguns quartéis, defendendo um golpe simplesmente por o candidato deles, Jair Bolsonaro, um golpista ora enrustido, ora declarado, não venceu as eleições de 30 de outubro.
Cadeia para todos.
Golpista é golpista.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

O que dirão os "morozetes" de Sérgio Moro, o medroso, o intimidado, o acuado?

Jair Bolsonaro e Sérgio Moro: dois gigantes da moralidade, da bravura e do patriotismo

Já me decidi.
Estou pensando em contratar um influencer para que eu possa virar herói.
Mas não vou mais contratar o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil).
Há pouco, em seu blog no portal de O Globo, o jornalista Lauro Jardim informou que Moro recorreu ao derrotado e lacrimoso Jair Bolsonaro para tentar convencer Valdemar Costa Neto a retirar o pedido de cassação do mandato de senador eleito pelo Paraná.
Se a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida pelo diretório estadual do PL prosperar, lembra o jornalista, a legenda ganha mais um senador, passando a ter 17 parlamentares no Senado.
"Em reunião com Bolsonaro na quarta-feira, Moro então, pediu que o ex-chefe converse com o presidente do PL. Moro alegou, inclusive que toparia se filiar ao PL de Valdemar para que o mandato fique na legenda. Nenhum dos dois apelos, portanto, foram levados em consideração pelo presidente do PL, afirmam aliados", diz a nota.
Pois é.
Moro desperta frêmitos, arrepios de emoção em simpatizantes com os olhos rebrilhantes pela sedução que seu ídolo desperta. Eles, os morozetes, consideram o senador eleito o retrato da pureza ética, da integridade e da moralidade.
Moro, para os morozetes, é o herói que jamais se intimidou e nem se intimidará com nada e nem ninguém.
Mas não estou entendendo.
Se Moro é tudo isso aí, como é que os morozetes explicam o temor do senador eleito de responder à ação proposta pelo PL?
Não seria o caso de Moro, ao contrário, desejar ardentemente seguir como réu nesta ação, para demonstrar, por A + B, que ele é, sim, o puro, o másculo, o herói incontrastável, conforme festejam os morozetes que sonham com o ex-juiz dia e noite, noite e dia?
Já me decidi.
Estou pensando em contratar um influencer para que possa virar herói.
Mas não pretendo mais contratar o ex-juiz Sérgio Moro.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Afinal, por que chora Bolsonaro?


Bolsonaro, o Imbrochável, chorou na manhã desta segunda-feira (05), ao participar de uma solenidade das Forças Armadas, em Brasília.
Mas por que é mesmo que Bolsonaro chora?
Por que chora Bolsonaro?
Choro porque debochou de vítimas da Covid?
Chora porque disse que a pandemia não passaria de uma gripezinha?
Chora porque simulou pacientes desesperados, agonizantes, extenuados com falta de ar?
Chora porque disse que não era coveiro, quando se negou a responder à pergunta de jornalista sobre a quantidade mortos por covid-19 no Brasil?
Chora porque disse que o Brasil precisava deixar de ser um "país de maricas", ao considerar que o número de mortos por Covid estava superdimensionado?
Chora por causa de sua selvagem falta de empatia?
Chora porque jamais se dignou entrar num hospital para apertar a mão de um paciente que lutava contra a morte por Covid?
Chora porque estimulou deliberadamente, criminosamente e escandalosamente a descrença da população nas vacinas?
Chora porque mandou comprarem vacina "na casa da tua mãe", quando criticado pela política de vacinação desastrosa que seu desgoverno perpetrou?
Chora porque seu desgoverno, ao atrasar a compra de vacinas, contribuiu com pelo menos 300 mil mortes de brasileiros vítimas de Covid, um verdadeiro genocídio praticado por um genocida?
Chora porque jamais soube responder, de forma crível, objetiva e transparente, ao envolvimento dele próprio e de seus filhos às denúncias de desbragada corrupção, sobretudo através de rachadinhas?
Chora porque seu governo foi um dos mais corruptos da história do País, a ponto de o MEC transformar-se num ponto de referência para o tráfico de influencias que envolveu pastores?
Chora porque transformou o Brasil num pária no concerto das Nações?
Chora porque, em muitas ocasiões, deu demonstrações evidentes de acalentar propósitos golpistas, seja por meio de ameaças veladas, seja por meio do estímulo entusiasmado a ações de bolsonaristas fanáticos?
Chora porque tornou-se o presidente mais mentiroso, mais debochado, mais inepto e mais ocioso em 500 anos de história do Brasil?
Chora porque, derrotado nas urnas, sabe que ele e os filhos podem ser presos?
Chora porque, enfim, destruiu, desfigurou, devastou e apequenou o Brasil?
Afinal, por que chora mesmo Bolsonaro?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Compre a sua antena Haarp. E inunde de chuvas os acampamentos de bolsonaristas golpistas e idiotas.


Espiem esse vídeo.
Bolsonarista golpista e idiota que se preza é capaz até de perder um amigo comunista, mas nunca, jamais, em tempo algum, será capaz de perder a piada. Ou melhor, nunca perderá a chance de expor uma tese da mais alta relevência científica.
O que faz sucesso aí nas redes sociais - além daquela versão bolsonarista de golpista idiota, de que o Lula vivo é um clone do Lula original - é a nova tese, ou melhor, a nova certeza científica parida das mentes privilegiadas de golpistas idiotas.
Qual é a nova certeza científica?
Não é a mais a de que a Terra é plana, porque essa certeza, vocês sabem, está comprovada e já virou um dogma imutável para os próximos cinco milênios.
A nova certeza científica dos bolsonaristas golpistas e idiotas é de que as chuvaradas que têm desabado em cidades onde há concentrações golpistas de bolsonaristas idiotas não provêm, digamos assim, das forças incontroláveis da natureza.
E de onde, então, originam-se os temporais que põem os bolsonaristas pra correr?
Provêm das antenas Haarp.
Vocês sabem o que é isso? Nem eu.
Mas elas provocam chuvas, inundações, temporais e catástrofes.
Palavra de bolsonarista golpista e idiota.
Ah, só mais uma coisa: já estou indo ali ao Veropa comprar a minha antena Haarp.
Os golpistas que me aguardem.

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Um Bolsonaro, enfim, nos oferece exemplo comovente de patriotismo. Grande dia para a nossa Pátria mãe gentil!

Um momento fofo de um patriota - ou o momento de um patriota fofo!: Eduardo Bolsonaro
leva a vida adoidado no Catar. No Brasil, patriotas golpistas, coitados, continuam na
frente dos quartéis, cheirando os excrementos uns dos outros.
Um grande dia para o humanidade.
Um grande dia para o patriotismo.
Um grande dia para o dito sentimento de brasilidade - seja lá o que isso signifique.
Um grande dia!
Porque o Brasil ganhou?
Não.
Não foi porque a Seleção Brasileira - mesmo amarrada, truncada, sem inspiração, às vezes sonolenta - ganhou e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Catar.
O grande dia é porque vimos, com nossos próprios olhos, como é que um direitista extremado, um golpista - enrustido, mas nem tanto - exerce, ora bolas, o seu senso de patriotismo.
Eduardo Bolsonaro é um direitista extremado que às vezes arreganha, escancara e devassa os seus próprios anseios golpistas, quando já disse que, para fechar o Supremo, era necessário apenas um soldado e um cabo.
Terminada a eleição, Eduardo Bolsonaro, o nosso patriota, tratou de acelerar - ele e os outros dois Zeros, seus irmãos - os procedimentos para obter a cidadania italiana. Vai que, depois que papai encerrar oficialmente seus quatro anos de ociosidade, uma ordem de prisão seja endereçada à famiglia, né?
Enquanto trata de agilizar os papéis para dar no pé no País, nosso patriota pôs em marcha uma artimanha para levantar o moral de golpistas idiotas que se concentram em frente a quartéis: providenciou a divulgação de uma tal auditoria feita por um comparsa argentino, que comprovaria fraude nas urnas. A esperteza não deu certo.
Mesmo assim, Eduardo Patriota Bolsonaro, por meias palavras e ações subterrâneas, digamos assim, continou a insuflar a tropa de idiotas para que se mantenham na frente dos quartéis, clamando por um golpe.
Dedicados, fascistas e também idiotas, os bolsonaristas fiéis continuaram - como continuam - em frente a quartéis. Lá, enfrentam sol e chuva, servem-se de banheiros imundos, cheiram os excrementos uns dos outros e protagonizam cenas de comédia pastelão - inclusive cantando o Hino Nacional para um pneu ou agarrando-se a um caminhão.
Eis que chega o grande dia!
Eis que chega hoje.
Hoje, Eduardo Patriota nos comoveu.
Mostrou-se de corpo inteiro, alegre, risonho, fagueiro, gentil e interativo, tirando fotos no Catar, justamente no estádio em que o Brasil ganhou da Suíça.
Eduardo Patriota envergava, na ocasião, uma camisa da seleção daquelas tradicionais, amarelinha, e não a preta, que os bolsonaristas passaram a usar, para não os confundirem com esquerdistas e comunistas de modo geral, que resolveram vestir, literalmente, a camisa do selecionado.
E os golpistas patriotas e idiotas aqui no Brasil?
Aqui em Belém, por exemplo, um quatro ou cinco não arredaram pé da frente do 2º BIS, nem mesmo depois do jogo, quando desabou um toró daqueles.
"Enquanto estamos na frente dos quartéis, pela Liberdade e pelo Brasil, ele está curtindo a vida. Por isso eu não tenho político de estimação! Eu cobro deles! São nossos representantes e ganham muito bem pra isso!", deplorou uma bolsonarista no Twitter.
Um grande dia para a nossa Pátria mãe gentil!
Enfim, um Bolsonaro nos oferece exemplo pungente, tocante de patriotismo.
Com Eduardo Bolsonaro, o patriota, enfim eu estou compreendendo o que é patriotismo.
Mas, sinceramente, ainda custo a compreender como é que golpismo e patriotismo podem andar juntos, de mãos dadas, e ambos vestindo uma camisa amarela. Aqui no Brasil e no Catar.
Golpistas, mirem-se em Eduardo Patriota.
Avante, Pátria amada!

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

PF prende seis suspeitos de participação em atos golpistas no município de Novo Progresso


A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (24), seis pessoas suspeitas de participar de ações criminosas que consistiram no bloqueio da Rodovia BR-163, no município de Novo Progresso, em protesto contra o resultado das eleições de 30 de outubro, que apontaram como vencedor do pleito para presidente da República o candidado do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Os presos, segundo informações da PF, foram encaminhados para Santarém.

As prisões efetuadas ocorrem no âmbito da Operação 163LIVRE, com a participação do Ministério Público Federal (MPF) e o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os agentes da PF estão em diligências para cumprir 11 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal. Ainda falta, portanto, prender mais quatro investigados.

As medidas judiciais determinadas contra os investigados têm como pressuposto a provável existência de associação criminosa voltada para a prática de diversos delitos, dentre eles: constrangimento ilegal; dano qualificado; atentado contra a liberdade de trabalho; desobediência e desacato, além dos mencionados inicialmente. 

O nome da operação, de acordo com a PF, faz referência à Rodovia BR163 e à atuação repressiva, visando agregar esforços para manter a via “livre” de bloqueios, ameaças ou violência contra as pessoas que nela trafegam.

As investigações tiveram início no dia 7 de novembro de 2022 para apurar a possível ocorrência dos delitos de homicídio qualificado tentado e de resistência contra policiais rodoviários federais, durante uma tentativa de cumprimento de decisões judiciais de desbloqueio da rodovia. 

Conforme informado pela PRF, os policiais foram atacados por pedradas, disparos de rojões, sendo inclusive as viaturas da corporação atingidas por disparos de armas de fogo, o que impossibilitou o cumprimento da ordem judicial de desobstrução da via.

Com informações da Ascom da PF no Pará

Fotos: Ascom/PF

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

"Pilantras" e "canalhas", diz repórter sobre bolsonaristas golpistas e desumanos

Vocês chamam esses imbecis que estão clamando por golpe em frente a quartéis de patriotas?

Eu os chamo há várias semanas, aqui no blog, de idiotas, fascistas e golpistas, não necessariamente nessa ordem.

Acho que estou até sendo um lorde em chamá-los assim.

O repórter Luiz Megale, da BandNews FM e da Band TVVocês, vai muito além do que eu: chama-os, com todas as letras, de "pilantras" e "canalhas" e "idiotas úteis". O que realmente são.

Está viralizando nas redes sociais esse vídeo acima, em que o Megale, durante passagem ao vivo, nesta terça-feira (22), diretamente do Catar, onde está para cobrir a Copa do Mundo, Megale abre o verbo contra bolsonaristas golpistas que fazem bloqueios em estradas por não aceitar o resultado das eleições.

Ele comenta, especificamente, o caso de uma senhora residente em Pimenta Bueno (RO) que, por conta dos atos golpistas, foi impedida de ver a mãe em seus últimos momentos de vida. 

"O que dizer dessa gente que não permitiu que uma mulher pudesse acompanhar o último suspiro de sua mãe? Até quando a gente vai aguentar isso, fingir que isso é normal, que são protestos pacíficos, aceitáveis e democráticos? Até quando a gente vai fingir que é normal um Braga Netto aparecer num desses protestos e confabular com essa gente? Até quando a gente vai fingir que esses caras não são criminosos, golpistas, que estão sendo financiados por gente mais poderosa?", questiona Megale. 

"Uma gente que não tem vergonha de colocar gente idosa, crianças na linha de frente para servir de fescudo humano. Pilantras! Canalhas! Chega dessa leniência, o lugar dessa gente é na cadeia! Que barbaridade...", emendou.

É assim!

Ah, mas tem mais uma coisa: Perdeu, mané. E não amola!

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Um bolsonarista idiota nunca está só. E sempre imagina que todos são mais idiotas que ele.

Valdemar: delinquente e idiota, ele embarca em tese idiota e apresenta ao TSE relatório idiota 

Um bolsonarista idiota nunca está só.

Ele sempre se faz acompanhar de outros idiotas, que acreditam, todos juntos, na idiotice que a camarilha de idiotas elegeu como capaz de refundar o mundo.

Um bolsonarista idiota sempre imagina que todos são mais idiotas que ele. Mas essa, claro, é uma percepção claramente idiota.

Valdemar Costa Neto, o bolsonarista delinquente, também agora se notabiliza como um idiota.

Presidente do PL, e atendendo a pressões do idiota que está enclausurado, recluso e refém de si mesmo no Palácio da Alvorada desde que foi derrotado, Valdemar, o delinquente idiota, embarcou, meio a contragosto, na tese idiota de que a eleição que resultou na derrota do presidente idiota teria sido fraudada.

Nesta terça (22), a Coligação Pelo Bem do Brasil, composta pelo PL, legenda do presidente idiota e de Valdemar, o delinquente idiota, enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatório no qual alega haver “desconformidades irreparáveis no funcionamento das urnas”. O relatório tem 33 páginas e pede a anulação de votos computados em 250 mil urnas.

Os idiotas imaginam, como já dito, que todo mundo é mais idiota que eles. Mas pelo menos o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, não é.

Ao receber a petição idiota, Moraes fixou o prazo de 24 horas para que o PL envie ao TSE o relatório completo no qual alega haver “desconformidades irreparáveis no funcionamento das urnas”.

“As urnas eletrônicas apontadas na petição inicial foram utilizadas tanto no primeiro turno, quanto no segundo turno das eleições de 2022. Assim, sob pena de indeferimento da inicial, deve a autora aditar a petição inicial para que o pedido abranja ambos os turnos das eleições, no prazo de 24 horas”, determinou o presidente do TSE.

Pronto!

Agora, vamos esperar que o PL apresente o relatório completo.

E aí o TSE vai anular todo o processo eleitoral, inclusive no primeiro turno, quando só o PL, partido do presidente idiota e de Valdemar, o delinquente idiota, elegeu 77 deputados federais.

Não é isso que vocês querem, idiotas?

Pois é.

Um bolsonarista idiota nunca está só.

E sempre imagina que outros idiotas são mais idiotas que ele.

Mas não são.

Não mesmo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

As "vivandeiras" golpistas continuam a "bolir com os granadeiros". É o caso de um bolsonarista de colarinho branco.

Augusto Nardes: a carpideira do TCU que vive sonhando com o golpe. Um idiota, enfim!

Não sei se vocês a conhecem.

Mas a frase é conhecida de muita gente, sobretudo os que já leram os cinco livros do jornalista Elio Gaspari sobre a ditadura militar.

A frase é a seguinte: "Eu os identifico a todos. E são muitos deles, os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do poder militar".

Seu autor: o marechal Humberto Castello Branco, então presidente do Brasil, que a pronunciou em agosto de 1964, portanto cinco meses após o golpe, durante palestra no auditório da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Na ocasião, Castello reclamava dos civis que chamavam seu governo de militarista.

As vivandeiras (ou carpideiras, numa tradução livre, se quiserem) que choramingavam à porta dos quartéis pedindo que o poder militar cometesse o que Castello chamou de "extravagâncias", tipo assim um golpe militar como o que acabara de ser perpetrado, agiam iguais às de hoje.

As vivandeiras de hoje, vocês sabem, são os golpistas (todos fanáticos bolsonaristas - predominante idosos, políticos de extrema direita e gente clara e criminosamente financiada pelo agronegócio, conforme indícios já apurados pelo Supremo) concentrados em frente a quartéis.

Em outras situações, as vivandeiras não estão em frente aos quartéis, mas, de qualquer forma, estão carpindo, estão clamando por um golpe. É o caso de Excelências como o ministro do TCU Augusto Nardes, um bolsonarista de colarinho branco que já foi alvo das acusações de delator por suposto recebimento de propina.

Em áudio enviado a um grupo de amigos, e que está causando contrangimento geral entre os integrantes da Corte, Nardes fala em um “movimento nas casernas” e diz que é “questão de horas, dias, no máximo, uma semana, duas, talvez menos, para que um desenlace bastante forte na nação ocorra”.

Nardes é um idiota.

Como o são as vivandeiras que, como disse Castello, insistem em "bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do poder militar".

Credo!

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Bolsonaro vive em "mundo paralelo", diz jornalista. Mas quando foi que o derrotado saiu desse mundo?


Em postagem que entrou há pouco em seu blog, a jornalista Andréia Sadi informa que Bolsonaro, recluso, silente e enigmático desde que foi derrotado nas urnas, está vivendo num mundo paralelo.
Espiem, acima, no título da matéria.
Diz um trecho da postagem da jornalista: "Na visão de um dos mais próximos auxiliares de Bolsonaro, hoje, existem dois mundos para Bolsonaro. O real, que recebe Lula na COP 27, que tem os presidentes do Estados Unidos, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, cumprimentando o presidente eleito em janeiro e que vai vestir a faixa presidencial em janeiro."
Prosseguindo: "E tem o outro, o paralelo, dos "Allan dos Santos, das [Carla] Zambellis... que faz muito barulho, dizendo que não vai deixar ninguém subir a rampa [do Planalto] mas que não leva a lugar algum. Talvez, na verdade, os leve para o banco dos réus", como diz ao blog um ministro do governo Bolsonaro."
Tudo entendido.
Mas, com todo o respeito às avalições de assessores de Bolsonaro, quando foi mesmo que esse elemento já viveu fora de um mundo paralelo?
Quando foi?
O mundo de Bolsonaro, convenhamos, sempre foi um mundo paralelo.
O que significa dizer que, se Bolsonaro continua nesse mundo, está tudo normal, nomalíssimo no mundo de Bolsonaro.

Em Belém, jornalistas são agredidos por golpistas. Jornalistas simpáticos ao bolsonarismo poderão explicar se isso é "manifestação pacífica"?

Jornalista de O LIBERAL em meio a bolsonaristas gospistas: agressões fazem parte de
"manifestações pacíficas"? Jornalistas simpáticos ao bolsonarismo podem nos explicar melhor.

Bolsonaristas, entre eles jornalistas simpáticos ao bolsonarismo, mostram-se irresignados quando atos golpistas em frente a quartéis são definidos assim mesmo - como atos promovidos, vergonhosamente e criminosamente, por golpistas e fascistas.
Em contraponto a essas acusações, bolsonaristas, entre eles jornalistas, alegam que as "manifestações", como dizem, são "pacíficas", "democráticas" e não se desviam da "liberdade de expressão" que a Constituição garante a qualquer cidadão.
Pois é.
Em Belém, desde o final do segundo turno, temos atos golpistas que ocorrem nas imediações do 2º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), na Avenida Almirante Barroso.
Os atos golpistas, que bolsonaristas, entre eles jornalistas, chamam de "manifestações", são protagonizados, evidentemente, por bolsonaristas fanáticos, fascistas e idiotas. São idiotas, explique-se, porque não sabem sequer que clamar por intervenção militar é clamar por algo expressamente vedado pela Constituição e pelos princípios que regem qualquer democracia, inclusive a brasileira.
O que dirão, todavia, bolsonaristas diante de agressões que jornalistas de veículos de Belém têm sofrido nos últimos dias?
O que dirão, todavia, jornalistas simpáticos a bolsonaristas golpistas diante das agressões acintosas que já sofreram nos últimos dias, nas fuças, na cara de policiais militares, jornalistas de O LIBERAL e da RBA?
O dirão, todavia, jornalistas simpáticos a bolsonaristas golpistas diante dessas agressões, uma vez que têm classificado os atos golpistas como manifestações "legítimas" e "pacíficas"?
Após reiterados atos criminosos de agressão perpetrados por bolsonaristas golpistas contra jornalistas, em Belém e dezenas de outras cidades do País, jornalistas simpáticos ao bolsonarismo haverão de compreender a distinção entre liberdade de expressão, amplamente reconhecida, e uma suposta liberdade de agressão, fictícia, incabível, intolerável e inacolhível em qualquer arcabouço legal?
A liberdade de expressão é assim: Tu és um ladrão. Mesmo asim, dizer isso configura um crime, o de injúria. Caberá ao ofendido, no caso, o que foi chamado de ladrão, exercer o seu direito de buscar reparação em juízo.
A liberdade de agressão é assim: partir pra cima de jornalistas no exercício regular de sua atividade, tomar-lhe o celular, acertar-lhe um tapa etc., etc. e depois sair dizendo que isso tudo foi feito no âmbito de uma "manifestação pacífica" ou da "liberdade de expressão".
A distinção, como se vê, é clara.
Só não ver quem não quer.
Ou melhor, só não vê quem é bolsonarista golpista ou jornalista que, deploravelmente, ainda acredita que 2 +2 é igual a 4, mas às vezes pode ser igual a 5.
Ou igual a 22, sabe-se lá.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Ambientalista paraense que vai atuar na equipe de transição defende modelo focado na geração de emprego e renda

Zé Carlos do PV: modelo desastroso de ocupação da Amazônia precisa ser corrigido

Leitor do Espaço Aberto, antenado com a dinâmica política e positivamente preocupado com os destinos da Amazônia em geral e do Pará em particular, ligou pra cá, na manhã desta quarta (16), para fazer o que classificou de "um desabafo".

"Como é possível que o Pará, com todo o protagonismo que o Helder vem tendo na área ambiental, sobretudo agora, na COP27, não tem sequer um representante na equipe de transição do Lula, a não ser o Jader"?, questionava o angustiado e leitor.

Coincidência das coincidências, apenas alguns minutos após essa justa inquietação ser externada ao blog, circulou a informação de que o presidente do Partido Verde no Pará, o ex-deputado José Carlos Lima, que muitos conhecem mais como Zé Carlos do PV, foi anunciado pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, para integrar a equipe de transição no grupo que vai tratar de meio ambiente. Ele foi indicado pela direção nacional da sigla, por ser um amazônida e em reconhecimento à sua vasta experiência na área.

Além de Zé Carlos, a equipe de transição também deve contar com as participações de outros paraenses - como o próprio governador Helder Barbalho, a economista Esther Bemerguy (que já atuou em administrações anteriores de Edmilson Rodrigues), o ex-presidente da Funai Márcio Meira e a pesquisadora Ima Célia Vieira, ex-diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi.

"Acho que o meu telefone, quando falei contigo, estava grampeado", reagiu, bem-humorado, o leitor preocupado, tão logo começou a ser informado da indicação de nomes para a equipe de transição de Lula.

Modelo desastroso

Assim que teve seu nome confirmado para integrar a equipe de transição, Zé Carlos do PV disse ao Espaço Aberto que, em três décadas de atuação na área ambiental, firmou a convicção de que a União sempre olhou para a Amazônia como uma região onde deveria ser implantado um projeto de ocupação e desenvolvimento alicerçado em grandes empreendimentos, como a construção de hidrelétricas, e na exploração das commodities agrícolas e minerais.

"Esse modelo gerou um impacto ambiental muito forte e uma exclusão social muito grande. Mas é o modelo que está implantado e que precisamos concluí-lo em setores importantes, como na área logística, por exempo. Portanto, o segundo passo, agora, seria corrigir os erros do modelo, ou seja, as políticas que levaram ao desmatamento da Amazônia devem voltar-se para preservar a Floresta Amazônica e gerar emprego e renda para aqueles que foram excluídos. Essa é a visão que estou defendendo", disse o ambientalista.

Zé Carlos não recomenda que se estigmatize nenhuma atividade produtiva desenvolvida na Amazônia, nem mesmo a indústria madeireira, apontada sempre como uma das grandes vilãs da degradação ambiental. "Existe a atividade madeireira ilegal, mas também existe a atividade madeireira séria. Precisamos, então, distinguir o legal do ilegal", pondera, acrescentando que o essencial mesmo é implementar políticas ambientais corretas que não percam de vista a necessidade fundamental de gerar emprego e renda para as pessoas.

"Não adianta simplesmente falarmos em meio ambiente se não falarmos em gerar emprego e renda para as pessoas. Porque os trabalhadores, sejam os que atuam para madeireiros ou para garimpeiros, precisam sobreviver. Se a gente não conseguir trazer essas pessoas para o noso modelo de desenvolvimento, eles serão cooptados, como aconteceu recentemente com parte da comunidade dos índios kayapós, que se juntaram aos protestos contra o resultado das eleições e fecharam a BR-163, numa área com forte presença de garimpeiros", lembra Zé Carlos.

"Se não tivermos um modelo que ofereça emprego e renda para a sociedade, com a aplicação do comando e controle, para combater as ilegalidades, como o desmatamento e a grilagem de terras públicas, a gente não vai ter sucesso", complementou o ambientalista.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Por que o chororô com o "perdeu, mané, não amola?". Porque é isto mesmo: "Perdeu, mané golpista. E não amola".


Ministros do Supremo Tribunal Federal que participam desde segunda-feira (14), em Nova York, de evento Lide Brazil Conference, em Nova York, foram acossados por bolsonaristas como se fossem (eles, ministros, e não os os excelsos bolsonaristas, fique claro) gado que está sendo tangido para a ferra.
À saída do hotel em que se hospedam, foram xingados com todos os impropérios possíveis e ameaçados de agressões físicas, que só não se consumaram porque seguranças intervieram.
Eis que o ministro Luís Roberto Barroso, um dos agredidos com ofensas vis, perdeu a paciência e, à provocação de um bolsonarista golpista, idiota e fascista, respondeu assim:
- Perdeu, mané. Não amola.
Pronto!
Foi o bastante para bolsonaristas golpistas, idiotas e fascistas inundarem as redes sociais de lágrimas vertidas em dimensões tsunâmicas.
Acharam-se ofendidos.
Muito já estão marcando sessão com o terapeuta.
No chororô, alegam que o ministro perdeu o prumo ou perdeu a compostura, ao tratar um bolsonarista golpista idiota e fascista de mané.
Essa irresignação é risível.
É ridícula.
É caricata.
É digna de bolsonaristas golpistas, idiotas e fascistas.
Por serem idiotas e golpistas, eles não conseguiram distinguir, na fala de Barroso, a reação de um lorde.
E de um lorde que, didaticamente, é capaz de usar uma linguagem escorreita e elegante quando no exercício das suas funções de juiz, e uma linguagem bem popular, para todo mundo entender, como foi o caso do "perdeu, mané".
Pois o ministro Barroso, no seu desabafo, usou linguagem tão popular que qualquer um entende.
Até os idiotas.
Por isso é que, se os bolsonaristas golpistas estão se sentindo ofendidos, isso é sinal de que entenderam perfeitamente a linguagem empregada por um agredido na justa reação a um agressor - bolsonarista, golpista e idiota.
No mais, é isto mesmo:
- Perdeu, mané. E volta daqui a quatro anos, para um novo encontro nas urnas.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Bolsonaro, o do "antissistema", recebeu 15 vezes mais doações que Lula. Isso pode, Arnaldo?


Desde os tempos de candidato a presidente, em 2018, Bolsonaro, o derrotado que deixa como principal legado um punhado de golpistas idiotas que acampam em frente a quartéis, apresentou-se como um outsider, aquele exemplar da pureza, o cidadão acima do bem e do mal, a tradução perfeita do ser cristalino, imune aos vícios da política e homem talhado para trabalhar apenas com o povo, pelo povo e para o povo.
Pois esse outsider era o manjado Bolsonaro - político velho e velhaco, misógino, homofóbico, apologista da tortura, com uma inteligência beirando o rés do chão, improdutivo, ocioso e, como todos viemos a confirmar posteriormente, um corrupto que praticou a corrupção no seio de suas próprias famílias, ao ponto de uma de suas ex-mulheres ter comandado pessoalmente um esquema criminoso de rachadinha.
Pois agora, na última campanha em que acabou derrotado por Lula, Bolsonaro aprendeu um termo novo para adjetivar-se.
Seus marketeiros recomendaram a ele que passasse a se classificar de antissistema.
Pateta, Bolsonaro acreditou que ele era isto mesmo: antissistema. E passou a dizer, como disse em alguns debates, que era o candidato antissistema.
É?
Pois a Folha, em sua edição de desta segunda (14), traz o infográfico acima.
Vejam o volume de doações privadas que Bolsonaro recebeu.
Depois, vejam o montante que coube a Lula, o sexto na relação.
Bolsonaro, o dito outsider, o autoproclamado antissistema, recebeu 15 vezes mais doações que Lula.
Quer dizer, então, que os bilionários do agronegócio, os remediados da Faria Lima e tantos de seus assemelhados são todos do sistema, não é? Todos integrariam o sistema que Bolsonaro, o nosso Mito, combateu. Compondo o sistema, jamais se alinharam com Bolsonaro, o do antissistema. É isso mesmo?
Quer dizer, então, que os quase R$ 90 milhões que Bolsonaro recebeu vieram dos bolsos de segmentos que não formam o dito establishment, aquele que engloba o mencionado sistema. É isso?
Em miúdos: quer dizer, então, que essa dinheirama toda proveio dos imensos, colossais, segmentos da sociedade brasileira que não integram o establishment, o sistema ou seja lá o que for. É isso mesmo?
Isso pode, Arnaldo?
Contem outra!

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Nomes de financiadores de atos golpistas vão surgindo. Inclusive no Pará.

Luciano Hang, o véio golpista da Havan: se confirmada a suspeita de que está entre os
financiadores de manifestações golpistas, ele deve responder por esse crime

Enfim, o tempo passa, o tempo voa ("e a poupança Bamerindus continua numa boa" - lembram?) e, aos poucos, vão surgindo os nomes dos patriotas bolsonaristas, idiotas e golpistas que estão financiando atos de bolsonaristas, igualmente gospistas e idiotas, em vários estados do País.

A Agência Pública apurou que Luciano Hang, um dos mais fiéis aliados de Bolsonaro, e outros empresários catarinenses tiveram ativa participação nas manifestações golpistas que acontecem em Santa Catarina desde o dia 30 de outubro. Entre eles está Emílio Dalçoquio, que ficou conhecido por incentivar a greve de caminhoneiros em 2018.

Procuradores-gerais de Justiça dos Ministérios Públicos de São Paulo e Santa Catarina e outros estados também já disseram ao presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, que integrantes dos atos antidemocráticos fazem parte de "uma grande organização criminosa com funções predefinidas".

Em sua edição desta sexta (11), o Diário do Pará revela, em matéria que foi manchete de primeira página, que a Polícia Civil do Pará já identificou que um vereador e vários ex-vereadores, um ex-procurador municial, um assessor do deputado federal Éder Mauro e vários empresários sustentaram, financeiramente, o bloqueio de rodovidas e mobilizações golpistas em frente a instalações militares.

Estamos caminhando bem!

Estamos caminhando no seguinte sentido: pregações pacíficas, ainda que golpistas, são permitidas (menos as que armam tendas ou bloqueiam rodovias e atropelam o ir e vir das pessoas); financiar manifestações gopistas, ainda que em tese pacíficas, é crime. E os criminosos precisam pagar por seus crimes!

Forças Armadas usaram 500 palavras para nada dizer a idiotas. Poderiam fazê-los entender como apenas 30.

Bolsonaristas golpistas e idiotas em Belém (antes de terem suas tendas removidas da Avenida
Almirante Barroso): eles, como outros, nunca entenderão a nota dos militares

Há cerca de uma semana, precisamente no dia 3 de novembro, o Espaço Aberto fez uma postagem sob o título Ministério da Defesa precisa se pronunciar, com régua e compasso, a bolsonaristas golpistas e imbecis:
Trecho do texto:

Como os bolsonaristas que se concentram em frente a instalações militares são golpistas e imbecis, seria conveniente, para não dizer indispensável, que o Ministério da Defesa se pronunciasse didaticamente, com régua e compasso, para avisar aos golpistas que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica não poderão atendê-los, porque a Constituição veda, taxativamente, golpes militares contra o Estado Democrático de Direito.

Eis que, nesta quinta (10), o Comando do Exército convocou generais para uma reunião. Meio-país ficou em suspense.
A nota (veja aqui) sobre o deliberado na reunião foi divulgada nesta sexta (11).
Já conferi no Word: tem exatas 471 palavras - ou 3.112 caracteres (com espaços).
As Forças Armadas usaram quase 500 palavras para nada dizer, nada declarar, nada esclarecer.
Porque bolsonaristas golpistas e idiotas, que são idiotas porque defendem um golpe, só querem saber o seguinte: afinal, vai ter golpe ou não?
É apenas isso que desejam saber.
Para tentar tirar-lhes essa dúvida torturante, as Forças Armadas precisariam de apenas 30 palavras - ou 190 caracteres.
Assim:

Patriotas golpistas,

Informamos que não vai ter golpe.
Estamos proibidos pela Constituição de dar um golpe.
Respeitem o resultados das urnas, desarmem as tendas e voltem para suas casas.
Avante!

Pronto. A nota se resumiria a apenas isso.
O blog até poderia apresentar mais umas três ou quatro sugestões de nota ainda mais curtas, mas vai poupar-se desse trabalho.
Mas o certo é que, quanto mais você falar claramente e resumidamente a um bolsonarista golpista e idiota, maior a chance de ele compreender.
Com 500 palavras, no entanto, isso não será possível.
Não mesmo!

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Golpistas reclamam porque foram removidos da Almirante Barroso. Reclamam porque, além de golpistas, são idiotas.

Agentes públicos da Prefeitura de Belém removem barracas que davam abrigo a
bolsonaristas golpistas que "protestavam" na Avenida Almirante Barroso 

Guarda Municipal de Belém (GMB), Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) e Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) deflagraram, no início da tarde desta terça-feira (08), uma operação para desobstruir calçadas da Avenida Almirante Barroso, nas imediações do 2º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), até então ocupadas há oito dias por bolsonaristas golpistas, idiotas e fascistas.

Golpistas, idiotas, fascitas e nazistas (não necessariamente nessa ordem), os bolsonaristas "protestavam" contra o resultado legítimo das urnas, que apontaram Lula como o novo presidente do Brasil a partir de 1º de janeiro de 2023. Para tanto, pregavam a céu aberto, escandalosamente, desavergonhadamente e criminosamente, um golpe de estado mediante a intervenção das Forças Armadas.

Felizmente, a desobstrução das calçadas da mais importante via de acesso/saída de Belém ocorreu sem incidentes. Mas é impressionante a quantidade de vídeos que circulam nas redes sociais, mostrando golpistas clamarem, imbecilmente, contra o que consideram um "ato autoritário", assim definida a remoção deles da Avenida Almirante Barroso.

Golpistas chamam a operação conjunta de "ato autoritário" porque, não nos esqueçamos, são realmente imbecis. Eles não sabem que, independentemente de qualquer ordem judicial, o Poder Público, no caso a Prefeitura de Belém, tem poder de polícia para garantir a ordem pública e franquear vias públicas à livre circulação de todos os cidadãos.

No caso dos protestos golpistas, a Almirante Barroso estava livre para a circulação de veículos, mas não de pedestres, eis que suas calçadas mantinham-se ocupadas por fascistas, que chegaram, inclusive, a intimidar alunos da Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso, situada às proximidades de onde ocorria as manifestações. Desobstruí-las, por isso, era uma necessidade que se impunha. E a operação de hoje à tarde foi a satisfação dessa necessidade, dentro dos meios legais.