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| Carlos Mendes: sua morte desfalca o jornalismo do Pará de um dos seus profissionais de maior crediblidade e integridade (Foto: redes sociais) |
O acúmulo de compromissos profissionais não me permitiu externar ainda no último domingo, 31 de maio, meu imenso pesar em decorrência do falecimento, naquela data, de meu amigo Carlos Mendes.
Mas preciso fazer esse registro, ainda que breve, porque jamais poderia deixar de fazê-lo.
Conheci Mendes em 1983, precisamente nesse ano, quando ingressei em O LIBERAL e comecei a atuar como setorista de Política, cobrindo a Assembleia Legislativa do Estado.
Mendes já estava por lá, como também era mais antigo que eu no jornalismo.
Nossos contatos se afinaram um pouco depois, quando ele também passou a fazer parte da equipe de O LIBERAL, onde então eu já atuava como editor de Política.
Sempre foi um repórter por excelência.
Um repórter diante do qual nem uma notícia - pequena ou grande, não importava - passava batida.
E um repórter sempre atento, muito atento para os fatos que nem sempre estavam tão visíveis e flagrantes assim para os mortais comuns, mas eram plenamente perceptíveis apenas pelos bons jornalistas como ele.
Como editor, tive o privilégio da editar muitas de suas matérias especiais, várias delas "furos" de reportagem, como chamamos.
Quando comecei esteve blog, já lá se vão quase 20 anos, meus contatos com Mendes continuaram afinadíssimos.
Sempre repercuti aqui as entrevistas que ele fazia aos sábados na sua Rádio Tabajara, em programa que apresentava juntamente com outro amigo jornalista que também já se foi, Carlos Sidou.
A rádio tornou-se um território livre para debates sobre assuntos polêmicos, predominantemente os da área política, permitindo que os próprios protagonistas externassem suas próprias abordagens sobre as mais variadas questões.
Nos últimos anos, seu portal Ver-o-Fato notabilizou-se como um dos mais acreditados e mais lidos do Pará e também como um veículo de muitos furos jornalísticos.
Em todos esses mais de 40 anos de convivência, nunca deixamos de, como se costuma dizer, "trocar figurinhas", assim entendida a conversa entre jornalistas que sabem de muitas coisas, mas nem sempre podem publicá-las integralmente, porque faltam mínimos elementos que corroborem, de maneira incontestável, o que será exposto publicamente.
Por toda a sua trajetória, que também o revelou como um escritor apaixonado pela ufologia, a partida de Carlos Mendes, aos 76 anos, após uma doença atroz que enfrentava havia alguns anos, desfalca o jornalismo do Pará de um dos seus profissionais mais brilhantes e íntegros.
E para mim, pessoalmente, representa a perda de um grande amigo.
Meus mais sinceros sentimentos a toda a sua família, em especial ao seu filho André, com que sempre mantive um contato respeitoso e cordial.





























