quinta-feira, 10 de junho de 2021

Pausa para recuperação

Prezados leitores.

Este blog vai parar no período de quatro a seis semanas, tempo necessário para que este repórter se recupere de duas fraturas - uma num braço, outra em um dos dedos -, em decorrência de uma queda.

Espero a compreensão de todos.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

PTB de ultradireitista condenado no Mensalão quer ingressar em ação de governadores


O PTB, do ultradireitista Roberto Jefferson, condenado no processo do mensalão, quer meter o bedelho no processo em que governadores de estado e do Distrito Federal, entre eles o do Pará, Helder Barbalho, pedem para ser dispensados de comparecer à CPI da Pandemia.
Meter o bedelho é a tradução, para o português de Portugal, do termo ingressar no processo na condição de amicus curiae, ou seja, de amigo da Corte, assim chamada a pessoa física ou jurídica que pede a um tribunal para admiti-la num processo como terceiro interessado, que pretende fornecer subsídios ao julgamento da causa.
Na petição endereçada à ministra relatora da ADPF (ação de descumprimento de preceito fundamental) 848, Rosa Weber, o PTB alega que "salta aos olhos a gigantesca relevância da matéria, a especificidade do tema objeto da demanda, a repercussão política e social da controvérsia", daí porque pretende ingressar no feito com a "finalidade de prover informações relevantes e apresentar argumentos úteis à causa".
É evidente que os tais argumentos úteis a serem apresentados pelo PTB devem reforçar os da tropa bolsonarista, interessada em ouvir Helder e outros governadores que receberam verbas federais para combater a pandemia e, por suspeitas de irregularidades, tiveram suas gestões como alvos de operações da Polícia Federal.
Por enquanto, a relatora da ADPF aguarda informações da CPI da Pandemia, para que possa decidir se concede ou não a liminar impedindo que a Comissão ouça governadores.
Jefferson, como se sabe, transformou-se num fanático celerado. Em vários oportunidades, nos últimos meses, expeliu ofensas e incitou ataques contra ministros do Supremo, chamando-os de "lobistas" e "malandros" que devem ser julgados "na bala". Em outra ocasião, divulgou uma foto na qual segura uma arma e ameaça “combater os comunistas”.

domingo, 6 de junho de 2021

O bolsonarista brilhante é aquele idiota que atrapalha o bolsonarismo até quando pretende ajudá-lo

Vejam a que ponto pode chegar a inteligência, a habilidade política e a perspicácia de um bolsonarista que não entende de nada, a não ser de rachadinha.

Vejam esse cidadão aí.

Até mesmo quando tenta defender o desgoverno do pai, que debocha da vida e não está nem aí para essa pandemia trágica, o cidadão Flávio Bolsonaro acaba engatando um discurso que serve, na medida, aos propósitos dos adversários.

No vídeo, o cidadão, com ampla expertise em rachadinha, detona Tite. Ao detoná-lo, acaba fortalecendo ainda mais os vínculos que unem os jogadores da Seleção Brasileira ao técnico.

No mais, comparar a realização de competições esportivas em países como França e Itália - que praticamente já estão superando a pandemia - com um torneio no Brasil, onde a Covid-19 está entrando na terceira onda, não passa de uma formulação mental feita por um completo e desnorteado idiota.

Com todo o respeito.

Os estupradores do futebol brasileiro

Rogério Caboclo: integrante de uma nobre linhagem de estupradores da ética do futebol brasileiro
Você é um estuprador da ética?
Quer um galardão por isso?
Quer ser uma celebridade?
Então habilite-se a ser presidente da CBF.
Vamos e convenhamos, mas é impressionante como a direção máxima do futebol brasileiro atrai cidadãos que se atiram, de corpo e alma, às mais ignóbeis e repulsivas condutas. Mas, mesmo assim, dizem que, em vez de estupradores da ética, eles é que seriam estuprados na sua honra.
Então tá!
Confiram aí quatro dos últimos personagens que se notabilizaram por suas condutas facinorosas à frente da CBF.
Em 2019, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, foi simplesmente banido do futebol pela Fifa. A suspeita é de que ele recebeu propinas de R$ 32,3 milhões.
Em 2015, José Maria Marin foi preso Zurique, na Suíça, e depois transferido para os Estados, onde ficou em prisão domiciliar até dezembro de 2017, quando foi julgado e condenado a 41 meses de prisão, pela prática dos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro. 
Marco Polo Del Nero, sucessor de Marin, também foi banido pela Fifa, sob a acusação de violar os artigos 21 (suborno e corrupção), 20 (oferecer ou aceitar presentes ou outros benefícios), 19 (conflitos de interesse), 15 (lealdade) e 13 (regras gerais de conduta) do Código de Ética da entidade.
E agora, esse deplorável e vergonhoso Rogério Caboclo, que acaba de ser afastado pelo Comitê da Ética da própria CBF, diante das acusações de assédio sexual e moral cometidos contra uma funcionária da entidade.
Pois é.
Você é um estuprador da ética?
Quer um galardão por isso?
Vá para a CBF que ela o acolherá de braços abertos!

Interesses financeiros inspiram posturas de jogadores da Seleção Brasileira sobre Copa América


Do leitor Kenneth Fleming, em comentário sobre a postagem No futebol, só 2 a 0. No posicionamento político, uma goleada da Seleção Brasileira.:

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Caro Paulo.
No geral quase sempre concordo com tuas opiniões ou colocações, o que me deixa satisfeito, pois pior seria concordar com as postagens de blogueiros bolsonaristas (que não leio, por óbvio) que sempre estão a decidir por qual lado da terra plana saltarão às profundezas de suas ignorâncias. Mas quanto aos comentários sobre os jogadores e o treinador da seleção, me permito discordar.
Não os vejo, a nenhum deles, como pessoas com posturas ideológicas a defender, ou como cidadãos a se manifestar sobre os temas mais candentes do cenário brasileiro. Muito pelo contrário. Para mim, todos eles se submetem ao famoso "mercado", como a cabritinha Ivete, quase 99 % dos sertanejos e a grande maioria dos cantores e artistas nacionais. Não, não posso me manifestar, meus patrocinadores não deixam, meu contrato não permite, tenho fãs nos dois lados do espectro político, não me meto em política, não sou nem de esquerda nem de direita, não sou Lula nem Bolsonaro não sou nem Levy Fidelix nem Cabo Daciolo...
Enfim, são infinitas as desculpas para justificar o verdadeiro motivo do silêncio dessas figuras: grana, dinheiro, dindin, caraminguás, dólares, euros, reais, contratos milionários, ignorância, má-fé, casas caríssimas e cafonas, mantença de 3,5 milhões de seguidores etc., etc.
Ainda estou para entender o que está acontecendo, mas não creio que o que está acontecendo seja em decorrência de um nível de consciência humanitária e/ou política. No mundo todo, por onde jogam eles, o futebol continuou, desde os primórdios da pandemia. O fato de não haver torcedores nos estádios não anula a questão do convívio entre eles, da transmissão entre jogadores, dirigentes, funcionários, etc. E algum se manifestou anteriormente? Nenhunzinho!!! Só não vimos jogadores morrendo - felizmente - pelo fato de que são jovens e bem preparados fisicamente, o que certamente ajudou na recuperação dos muitos que contraíram a Covid e se recuperaram. Também todos os campeonatos continuaram, seja a Libertadores aqui na América, Copas europeias, Campeonato Brasileiro, etc., etc. E por que só agora esses jogadores "ativistas" aparecem para se manifestar? Um Neymar? Um Gabigol (aquele do bingo clandestino)? Ora, ora...
Para mim, tudo isso tem mais a ver com o fato de que a Copa América não é transmitida pela Globo, por valores de premiação, por contratos milionários com os clubes, que perderão receita e jogos sem os jogadores etc. etc.
Como disse Churchill: aqueles que nunca mudam de ideia nunca mudam nada. Concordo, mas creio que não é o caso desses jogadores e do técnico, sempre alienados e que, tenho a convicção, continuarão alienados. Nunca os vi , em momento algum, propondo caminhos para evitar a decadência civilizatória do Brasil. E acho que não verei, infelizmente. Mas continuo sendo um otimista esperançoso, a exemplo de Suassuna .
Que a razão esteja com você, meu caro.

sábado, 5 de junho de 2021

Helder prepara a primeira privatização de uma rodovia estadual. Valor é quase duas vezes superior ao da privatização da Celpa.


O furo está na edição de hoje do Diário do Pará, jornal da família do governador Helder Barbalho.
Como todo bom e velho furo, deveria ser a manchete do jornal, mas não foi.
Uma nota - singela e solitária, muito embora posicionada na abertura do Repórter Diário, a coluna mais importante no jornal - informa que o governo Helder Barbalho prepara a privatização de um trecho de 525 quilômetros do completo que envolve a PA-150 e o Complexo da Alça Viária, começando em Morada Nova, distrito do município de Marabá, e terminando no Porto de Vila do Conde, em Barcarena (veja o trajeto na imagem ao lado).
A impressão que se tem é de que a nota foi divulgada, tipo assim, para que todos possamos sentir o clima da ideia. E não é uma ideia qualquer - muito pelo contrário. Será a primeira vez em que um trecho de uma rodovia estadual paraense (e talvez de uma rodovia estadual em toda a Região Amazônica) poderá passar para as mãos da iniciativa privada. Se tal acontecer, o estado, conforme indicado na nota, prevê arrecadar cerca de R$ 4 bilhões, com a promessa de geração de 2.500 empregos.
O valor da privatização, se mantido o que está na nota, equivale quase ao dobro do arrecadado com a venda da Celpa, que em 1998, ainda no primeiro governo Almir Gabriel (PSDB), passou para a iniciativa privada por US$ 450 milhões, sob repulsas inflamadas que até hoje ecoam não apenas entre segmentos da centro-esquerda, mas do próprio MDB do governador Helder Barbalho. Na cotação de hoje, a estrada a ser privada vale cerca de US$ 790 milhões. 
Aliás, se o próprio jornal não aprofundou o assunto, se inexiste qualquer menção à iniciativa na Agência Pará, é evidente que isso deve-se ao fato de que o projeto de privatização, até mesmo por seu ineditismo em território paraense, ainda está sendo, como se diz, desenhado tecnicamente.
Uma vez definido e anunciado formalmente - e certamente o será, porque a fonte é o jornal do próprio governador -, só então é que o projeto poderá passar pelo escrutínio da sociedade, que poderá aferir com melhor precisão as condições em que se concretizará a primeira privatização de um trecho de rodovia paraense.
R$ 75 milhões? Por quê? - Mas ainda que os debates não estejam abertos, vale anteciparmos algumas questões. Uma delas diz respeito aos R$ 75 milhões que o governo do estado está gastando desde maio do ano passado, para restaurar, para reformar, para melhorar apenas e tão somente 40 quilômetros da PA-150.
A notícia da restauração, oficialíssima, foi publicada na Agência Pará exatamente no dia 16 de maio de 2020. Pergunta-se: por que esse gasto vultoso, se o governo tinha em mente privatizar a rodovia? Não se acredita que a intenção de privatizar a estrada nasceu de ontem para hoje, nem de seis ou sete meses para cá. É mais do que razoável imaginar-se que há mais de um ano, no mínimo, o estado já considerava a ideia de privatizar a rodovia. Por que, então, gastar R$ 75 milhões para reconstruir um trecho de apenas 40 quilômetros?
Há outra questão que salta aos olhos: a PA-150 liga a Região Metropolitana de Belém (RMB) ao sul e sudeste do Estado, interligando oito municípios do nordeste paraense, indo de Moju a Tailândia, Breu Branco até Ipixuna do Pará, de Goianésia a Jacundá, e Nova Ipixuna até Morada Nova, distrito de Marabá.
Privatizada a rodovia, teremos a cobrança de pedágio em vários pontos. Será o mesmo tanto para os grandes produtores da região, que usam a rodovia para escoar seus produtos, como para os pequenos, para não dizer pequeníssimos, produtores de municípios pequenos do sul e sudeste do Pará servidos diretamente pela PA-150 ou que se encontram em sua zona de influência?
Essas e tantas outras questões precisarão ser dirimidas, à exaustão, quando o projeto de privatização for, enfim, formalmente anunciado. E quando, óbvio, só então deverá virar manchete. Mas aí as manchetes já estarão, como diríamos, esvaziadas pelo furo de hoje.
Que não virou manchete.

No futebol, só 2 a 0. No posicionamento político, uma goleada da Seleção Brasileira.

Casemiro: a voz do capitão é pela vida. E vida, todos sabemos, é algo que o governo do Capitão
parece não prezar nem um pouco. Estão aí quase 500 mil brasileiros mortos pela Covid.

No futebol, nenhuma surpresa.

No posicionamento político, uma grata, gratíssima surpresa.

No futebol, a Seleção Brasileira, que há pouco confirmou sua supremacia ao vencer o Equador por 2 a 0, no Beira-Rio, não mostrou um futebol exuberante. Mas fartamente, folgadamente, inequivocamente consolidou sua posição de melhor equipe do continente e uma das melhores do mundo, praticamente definindo sua participação na Copa do Mundo a se realizar no Qatar.

No aspecto político, a grata, gratíssima surpresa está sendo assistirmos ao pacto entre jogadores e comissão técnica, todos unidos e unânimes na rejeição a essa maluquice, a essa afronta criminosa que será a realização da Copa América no Brasil, com o apoio enfático do governo Bolsonaro.

Esse posicionamento, que já fora fortemente sinalizado na entrevista em que o técnico Tite confirmou haver uma deliberação harmônica do grupo sobre o assunto - a ser revelada apenas depois do jogo contra o Paraguai, na próxima terça-feira -, ficou claro, claríssimo na entrevista do capitão Casemiro, logo após a partida em Porto Alegre.

"Nosso posicionamento, todo mundo sabe. Acho que mais claro, impossível", disse Casemiro, mesmo sem dizer ainda qual é, uma vez que, por determinação da CBF, todos estão proibidos de falar em público sobre a questão Copa América.

"O Tite deixou claro para todo mundo qual é o nosso posicionamento e o que nós pensamos da Copa América. Existe respeito, existe hierarquia que temos que respeitar. Claro que queremos dar a opinião nossa", disse Casemiro, reforçando que os jogadores fazem questão de falar depois do jogo contra o Paraguai.

Com essa nível de consciência - humanitária e política - demonstrada pelos jogadores, pelo técnico Tite e toda a comissão técnica, uma vitória por 2 a 0 transforma-se, isso sim, numa goleada. E eleva o conceito dos que verdadeiramente fazem o futebol, apesar de dirigentes ignóbeis como os da CBF, em tabelinha com governantes igualmente repulsivos.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

O DEM virou a casa da mãe joana. Hélio Leite sabe disso?

Márcio Miranda e Hélio Leite: nessa foto, juntos. Agora, não mais tanto assim.

Com todo o respeito, mas o DEM do Pará virou a casa da mãe joana.
Com o apoio do deputado federal Hélio Leite, presidente estadual da legenda, o vereador de Castanhal Nivan Noronha assumiu a Secretaria de Esporte e Lazer do governo Helder Barbalho, em substituição a Arlindo Penha da Silva.
Pergunta que não quer calar: Noronha é indicação do partido ou do deputado Hélio Leite?
Se a indicação é pessoal do parlamentar, isso significa que o DEM aderiu à base de Helder?
Hélio Leite e o DEM, o DEM e Hélio Leite - é tudo a mesma coisa?
Ou uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa?
Se o DEM, como legenda, aderiu ao governo Helder,  essa deliberação poderia ter sido - como de fato foi - solitária, monocrática, unilateral do deputado Hélio Leite?
Ele tem poderes para fazer o que fez - indicar, como dirigente partidário, um quadro do DEM para integrar um governo de oposição ao partido - sem o assentimento da Executiva ou do Diretório?
Esses questionamentos fazem todo sentido diante da repulsa manifestada pública e formalmente pelo ex-deputado Márcio Miranda, uma das maiores liderança do DEM no Pará, à indicação de Nivan Noronha para integrar o governo Helder.
Até que a direção do partido explique - e justifique - com mais clareza essa situação, o DEM, como já dito, vai ser firmando como a casa da mãe joana.
Com todo o respeito, vale a dizer, à mãe joana, coitada!

Ao tentar fugir do panelaço, o governo Bolsonaro fica surdo, ouvindo panelaços de hora em hora

O desgoverno Bolsonaro está, convenhamos, definitivamente atolado no lodaçal em que se meteu desde o dia 1º de janeiro de 2019.

Um lodaçal que também afogou o País num tsunami de crueldades, de ódios, descontrole, maluquices diárias e mortandade avassaladora, como a que se vê diante de omissões e negligências deliberadas na gestão da pandemia.

Atolado no lodaçal, o desgoverno Bolsonaro não sabe mais o que fazer para escapar aos protestos.

Ontem, o cidadão exibiu-se, em rede nacional de rádio e TV, num pronunciamento para comemorar (sic) o bom desempenho do PIB no primeiro trimestre deste ano e proclamar a patranha, a mentira de que suas teses contrárias ao isolamento social e outras teses francamente negacionistas é que teriam conduzido o País ao início da recuperação da economia.

Bolsonaro preferiu não fazer o pronunciamento por volta das 20h30, antes de começar o Jornal Nacional, programa jornalístico de maior audiência no País. Preferiu pronunciar-se depois do JN.

Por que fez isso?

Para evitar que, no final do jornalístico da Globo, fossem mostradas imagens do panelaço.

Mas não adiantou.

Porque as imagens do maior panelaço já ocorrido até agora, durante o desgoverno Bolsonaro, foram veiculadas no Jornal da Globo de ontem e no Bom Dia Brasil, hoje de manhã. E ainda serão veiculadas, fartamente e tonitruantemente (hehe), no Jornal Hoje e no Jornal Nacional desta quinta (3).

Quer dizer: até mesmo para tentar fugir de um panelaço, o desgoverno Bolsonaro é completamente descontrolado, idiota, destrambelhado e inconsequente.

Fiel ao seu estilo de sempre.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Cartaz do Círio 2021 lembra a paz, profissionais da saúde e acometidos pela pandemia da Covid-19




O cartaz do Círio 2021, apresentado há pouco na Basílica Santuário de Nazaré, após missa presidida pelo arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira, é dominado por um fundo branco, que ao mesmo tempo representa apelos de paz, remete à cor usada pelos profissionais  de saúde e lembra ainda as ramificações de um pulmão humano, referência a milhares e milhões de pessoas acometidas, no mundo inteiro, pela pandemia do coronavírus Covid-19.

Com foto produzida pela fotógrafa Walda Marques, o cartaz é uma criação da Mendes Publicidade e vai ter uma tiragem de 800 mil exemplares, que estarão disponíveis para venda na Basílica e em outros pontos em Belém, inclusive em supermercados.

A missa de apresentação do cartaz do Círio 2021 também serviu para a coroação da imagem original de Nossa Senhora de Nazaré e sua volta ao Glória, de onde desceu no último domingo, para as comemorações dos 15 anos de consagração da Basílica como Santuário Mariano.

Acima desta postagem, algumas imagens da coroação da Imagem e da apresentação do cartaz, capturadas pelo Espaço Aberto a partir da transmissão da solenidade pelas mídias virtuais da Basílica.

Supremo autua sob o número 848 a ADPF em que governadores pedem para não depor na CPI. Processo já está com relatora.

Somente nesta segunda-feira (31) é que foi autuada, no Supremo Tribunal Federal, a ação em que o governador do Pará, Helder Barbalho, e governadores de outros 16 estados e do Distrito Federal pedem para ser dispensados de depor perante a CPI da Pandemia, em funcionamento no Senado.

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), como é tecnicamente chamado esse tipo de ação, foi protocolada no STF no início da noite de sexta-feira (28), mas a autuação ocorreu somente hoje, sob o número 848.

Pelo governo do Pará, assinam a ADPF o próprio governador Helder Barbalho e o procurador-geral do Estado, Ricardo Sefer. Neste momento, o processo está concluso à relatora, ministra Rosa Weber.

Na ação, os governadores apontam a violação do artigo 50 da Constituição, que não prevê a convocação do presidente da República para prestar depoimento na CPI. O entendimento de procuradores-gerais dos Estados, que elaboraram e também assinam a peça, é de que essa prerrogativa se entende aos governadores.

domingo, 30 de maio de 2021

O Brasil, felizmente, tem jeito, sim!





As manifestações deste sábado (29), contra o governo Bolsonaro, foram um banho de água, não fria, mas quente, quentíssima, para aquecer os ânimos de tantos, entre nós, que vivem repetindo que o Brasil não tem mais jeito.
Mas tem, sim.
O Brasil e os brasileiros - em sua grande maioria, vale dizer - parecem estar acordando, aos poucos, do pesadelo de ver que o País, mesmo patinando num enorme atoleiro, ainda tem condições de resgatar-se desse lodaçal e voltar a olhar para novos horizontes e seguir em frente.
Em todo o País, tivemos imagens como essas que vemos nas fotos que o Espaço Aberto pinçou e selecionou em vários sites.
São imagens que expressam indignação contra o desgoverno, contra a irresponsabilidade, o negacionismo, o fascismo - enrustido e/ou escancarado - que nos ameaça e o golpismo que alimenta os mais tenebrosos desejos de um segmento sectário da população.
Mas também são imagens que expressam, indubitavelmente, a disposição de a grande maioria da população buscar alternativas que proporcionem ao país consolidar um pacto político capaz de segregar o fanatismo nocivo, para que a democracia possa prevalecer.
E democracia, fique bem  claro, comporta divergências, embates, confrontos e dissensos. Mas dentro dos estritos limites constitucionais.
Já o fanatismo, ao contrário, defende pautas próprias, em regra violadoras de preceitos constitucionais mínimos e, portanto, afrontosas à democracia. Por isso é que precisa ser segregado, proscrito e criminalizado.
Tomara que as manifestações de ontem sejam a semente de amanhãs mais animadores.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Helder e outros 17 governadores buscam a proteção do STF contra a CPI. A fundamentação é jurídica, mas a motivação é política.

Helder Barbalho: risco de enorme desgaste político é a razão para que ele e outros 17
governadores tentem escapar de depoimentos perante a CPI da Pandemia

Já era esperado.

Amplamente esperado.

O governador do Pará, Helder Barbalho, e governadores de outros 16 estados e do Distrito Federal ingressaram conjuntamente, nesta sexta-feira (28), perante o Supremo, com ação para que sejam poupados de comparecer à CPI da Pandemia.

Além de Helder, figuram como autores da ação sete outros governadores que já tiveram a convocação aprovada à unanimidade para que deponham na CPI, uma vez que suas gestões receberam repasses federais para o combate a pandemia e foram alvos de operações da Polícia Federal, no ano passado.

Apenas o governador de Roraima, Antônio Denarium, também convocado, não assina o documento. Os demais dez governadores que não foram chamados a comparecer perante a Comissão, mas assim mesmo, preventivamente, tentam abrigar-se sob o guarda-chuva do Supremo.

O grupo apresentou ao STF uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) que aponta a violação do artigo 50 da Constituição, que não prevê a convocação do presidente da República para prestar depoimento na CPI. O entendimento de procuradores-gerais dos Estados, que elaboraram e também assinam a peça, é que essa prerrogativa se entende aos governadores.

Razões políticas - Mas a verdadeira motivação da ADPF é, evidentemente, política. A exposição pública dos convocados, compelidos a prestar contas do que fizeram - ou deixaram de fazer - com uma dinheirama considerável para o combate à pandemia, em iniciativas que envolveram a compra de insumos, medicamentos e equipamentos, tem um potencial de causar-lhes um enorme desgaste político.

O desgaste político, acrescente-se, ocorre num ano pré-eleitoral. E mais: alguns dos convocados estão na expectativa do posicionamento da Procuradoria-Geral da República, que poderá ou não oferecer ao Superior Tribunal de Justiça denúncia em decorrências das operações da PF realizadas em 2020.

Esse é o caso de Wilson Lima, do Amazonas, recentemente denunciado ao STJ, que ainda precisa decidir se aceita ou não a denúncia. E também é o caso de Helder Barbalho, que ainda se submete, juntamente com vários outros integrantes de seu governo, a investigações que poderão resultar - ou não - em denúncias da PGR ao STJ.

Os criminosos das fake news: quem haverá de detê-los?

Já recebi de várias fontes uma mensagem com o selo Encaminhada com frequência.

Isso significa, vocês sabem, que a zapeada atingiu níveis alarmantes - e incontroláveis.

A mensagem é um áudio.

O teor é abjeto, absurdo, irresponsável, inverossímil, inverídico e, por último mas não menos importante, criminoso.

Flagrantemente criminoso.

No áudio, um suposto médico, com a voz empostada, fala absurdos inacreditáveis para tentar convencer as pessoas a não se vacinarem.

Antes de passar o áudio em frente, várias pessoas consultaram o blog para verificar sua autenticidade.

Para fazer essa aferição, é simples: basta escrever no Google o nome do suposto médico, sua especialidade (virologista ou urologista) e o nome do hospital onde trabalharia.

Resultado dessa pesquisa? Zero.

Zero vezes zero multiplicado por milhões de zeros. Que é igual a nada.

Nada aparece.

Mesmo assim, repito, o áudio, que agências de checagem já confirmaram ser uma escandalosa e criminosa fake news, está zanzando por aí, em escala estratosférica, nas redes sociais.

Pergunta-se: como é que criminosos, como os que produziram esse tipo de crime, não são acossados pelos órgãos que têm entre suas atribuições reprimir ilícitos cibernéticos?

Porque uma coisa é você disseminar numa rede social uma fofoca que, mesmo mentirosa, serve mais para virar meme, divertir e ser distribuída nos grupos da família.

Outra coisa é nos depararmos com áudio que está sendo difundido em proporções inimaginavelmente altas e pode, por isso, ter gravíssimos impactos em área tão sensível como a de saúde pública, sobretudo neste momento em que enfrentamos essa pandemia trágica.

É preciso que criminosos desse quilate, que produziram esse áudio, sejam investigados, identificados e punidos.

É preciso que milhares, milhões de pessoas que recebem excrementos como esse tenham um pingo de consciência, maturidade, bom senso e inteligência e chequem - ou peçam para outros fazê-lo - sua veracidade, para que possam decidir se devem mandá-los adiante.

Só assim conseguiríamos reduzir as dimensões tsunâmicas que as fake news atingiram, principalmente as negacionistas, como as que tentam negar a eficácia de vacinas.

Que horror!

quinta-feira, 27 de maio de 2021

E-book sobre as eleições 2020 inclui estudo que aborda o "pinote" do direitista Eguchi e sua quase eleição para prefeito de Belém

Um e-book da Universidade Estadual da Paraíba, através da Editora da Universidade Estadual da Paraíba (Eduepb), está sendo lançado no Congresso da Associação de Pesquisadores em Comunicação e Política, que termina nesta sexta-feira (28) e neste ano vem se realizando apenas de forma virtual.

Trata-se do Eleições 2020: comunicação eleitoral na disputa para Prefeituras. Organizado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação Eleitoral (CEL), da Universidade Federal do Paraná, a publicação reúne estudos desenvolvidos por pesquisadoras e pesquisadores de todo Brasil, com enfoque nas campanhas eleitorais para as prefeituras e câmaras municipais de cidades brasileiras em 2020.

Dividido em 23 capítulos, o e-book tem três blocos temáticos: Gênero, Contexto e Digital. Os estudos refletem a diversidade das disputas em diferentes regiões do Brasil e retratam a construção das campanhas eleitorais em múltiplas plataformas e em diversificadas abordagens de candidaturas nas eleições de 2020.

O caso Eguchi - Entre os estudos incluídos no bloco Digital da publicação está o intitulado Ativismo social conservador no processo eleitoral, assinado pelo professor Mário Messagi Junior (UFPR) e pela paraense Rita Soares, jornalista e professora da Universidade da Amazônia (Unama), onde leciona a disciplina Ciências Sociais.

O trabalho analisa a performance do candidato Everaldo Eguchi (Patriota), que passou a campanha inteira praticamente como um azarão na corrida eleitoral pela Prefeitura de Belém, mas que deu um pinote - aliás, um senhor pinote - na reta final do primeiro turno, chegou ao segundo e por muito pouco não se elegeu prefeito da capital paraense. O então candidato emedebista José Priante chegou a classificar a performance do candidato do Patriota como "um fenômeno, algo imperceptível".

"Ninguém, de início, apostaria nele e, de fato, nem mesmo políticos conservadores apostaram. Contra todos os prognósticos, ele fez 23,06% dos votos no primeiro turno e 48,24% no segundo. Como isso aconteceu? O candidato contou com a conjunção perfeita da conjuntura política, mas foi também muito feliz para mobilizar ruas e redes, uma militância conservadora organizada, mas dispersa, que fez a campanha sobretudo pelo WhatsApp e quase venceu", observam os professores.

Vale a pena ler o e-book e, sobretudo, o artigo de Messagi Junior e Rita Soares, que nos ajudam no esforço de começarmos a compreender os novos contextos que se descortinam em disputas eleitorais, agora sob os impulsos (que podem ser decisivos, como estamos vendo) do mundo digital.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

CPI da Pandemia convoca Helder Barbalho e mais oito governadores que foram alvos de operações da Polícia Federal

Helder Barbalho: comparecimento à CPI para falar sobre supostas fraudes na
utilização de verbas federais para o combate à pandemia

A CPI da Pandemia aprovou há pouco, por unanimidade, a convocação do governador Helder Barbalho (MDB). O requerimento de convocação foi apresentado pelos senadores Marcos Rogério (DE-RO) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Além dele, deverão comparecer à CPI os governadores Wilson Lima (PSC), do Amazonas; Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal; Mauro Carlesse (PSL), do Tocantins; Carlos Moisés (SC), de Santa Catarina; Antonio Denarium (PSL), de Roraima; Waldez Góes (PDT), do Amapá; e Coronel Marcos Rocha (PSL), de Rondônia; e do Wellington Dias (PT), do Piauí.

A motivação comum para a convocação dos governadores é a de que suas gestões tenham sido alvo de operações da Polícia Federal para desvendar suspeitas de irregularidades na utilização de verbas federais para o combate à pandemia do coronavírus.

No caso do Pará, houve duas operações no ano passado, a primeira a Para Bellum e a outra a SOS, ambas autorizadas pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça, a pedido da subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo.

Ainda não está definida a data em que os governadores serão chamados a depor perante a CPI.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Helder sinaliza que vai rejeitar nome do primeiro colocado na eleição para reitor da Uepa. Caso poderá chegar à Justiça.


A menos que o mar vire sertão ou que Bolsonaro, esse cientista lúcido, passe a acreditar que a Covid não é e nunca foi uma gripezinha, o governador Helder Barbalho, contrariando o que ele diz ser um princípio seu - basilar -, não deverá indicar o primeiro colocado na lista tríplice para reitor da Uepa.
É o que se deduz dessa nota publicada, nesta segunda (24), na coluna "Repórter Diário", a mais importante do Diário do Pará, jornal da família do governador.
A alegação a ser apontada por Helder, para preterir o primeiro colocado, professor Clay Anderson Chagas, é de que ele possui duplo vínculo.
Mas uma fonte ouvida pelo Espaço Aberto, próxima à direção da Uepa, argumenta para o blog ser muito estranho que o professor tenha se habilitado para disputar a eleição, sua habilitação tenha sido aceita e ele tenha sido eleito em processo democrático, sem que seus adversários, em algum momento, tenham atentado para esse detalhe (o duplo vínculo), que daria ensejo à impugnação da candidatura.
De qualquer forma, e como é praticamente certa a preterição do nome de Clay Anderson Chagas, uma vez que já existe até parecer da PGE, como citado na nota, não se descarta que a questão seja judicializada, ou seja, que o professor acione o Judiciário para demonstrar que, legalmente, ele pode exercer as funções de reitor da Uepa.
Na eleição, realizada no dia 19 de maio, Clay Anderson Chagas obteve 51,70% dos votos válidos ponderados. Em segundo, ficou Ely Valente da Cruz, com 31,50% dos votos. E em terceiro, a professora Ionara Antunes Terra, com 16,80%.

domingo, 23 de maio de 2021

No domingo, Bolsonaro comanda cenas de maluquice explícita. Ao lado de Pazuello, que se expõe ao risco de ser preso.

Pazuello no palanque, ao lado de Bolsonaro: deboche, desafio e infração às leis.
Tudo isso em meio ao repique da segunda onda. Ou do início da terceira.
Está claro, claríssimo, que Bolsonaro está apostando no deboche como o tempero de sua intenção de desafiar as leis, o bom senso, a moderação e o comedimento, que deveriam ser observados por qualquer governante que tenha um mínimo de inteligência e apreço pela vida humana.
Neste domingo (23), no Rio, esse cidadão comandou, irresponsável e criminosamente, o que se chamou de motociata, que em tradução significa um ajuntamento de malucos que saíram pelas ruas dirigindo motocicletas, todos sem máscara, num momento em que a pandemia está ou no repique da segunda onda ou entrando numa terceira.
A motociata, além de demonstrar que Bolsonaro deve, mais do que nunca, ser submetido a exames psiquiátricos para saber se está no seu juízo perfeito para (des)governo o Brasil, exibiu o ex-ministro Eduardo Pazuello, aquele mesmo que mentiu compulsivamente na CPI da Pandemia na semana passada. O general estava sem máscara e chegou a falar de cima de um palanque.
Pazuello, ao que se diz, deve ser mandado para a reserva, em ato que poderá ser publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (24). Essa seria a alternativa para que ele não seja preso, uma vez que infringiu regramento do Estatuto dos Militares, ao participar de ato político-partidário.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Lula e FHC: enfim, juntos. "Desarrepiem-se", petistas e tucanos!

Espiem.

A foto é da semana passada, mas boiou nesta sexta (21) nas redes sociais do ex-presidente Lula.

Mostra o petista e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, condestável máximo do PSDB nacional.

Encontraram-se na semana passada. A última vez em que se avistaram pessoalmente foi em 2017, quando do Marisa, esposa de Lula, faleceu.

Nas redes sociais, petistas dizem-se arrepiados (de repulsa, vale dizer) ao verem Lula com FHC. E a recíproca é absolutamente verdadeira: tucanos há que estão soltando fogo pelas ventas.

Ainda bem que, em meio aos fanáticos e passionais de ambos os lados, Lula e FHC oferecem um ótimo exemplo de transparência, senso democrático e visão estratégica, qualidades que se exigem de lideranças como são eles dois.

Para os arrepiados de indignação - tanto petistas como tucanos -, convém lembrá-los do seguinte: nas eleições de 2022, os inimigos comuns são o fanatismo direitoso, o fascismo, a intolerância, o desgoverno, a destruição e o genocídio. Tudo isso tem nome: governo Jair Bolsonaro.

Até onde a vista alcança, essa balela de uma tal terceira via não passa disto - de uma balela, de uma quimera, de uma construção meramente ideológica de difícil, para não dizer dificílima, concretização.

A tal terceira via seria uma espécie de deus ex machina, que surgiria do nada para reunir em torno de si todas as almas puras, imaculadas, moderadas e patrióticas dispostas a apoiar uma candidatura de centro, destocante, portanto, de Lula e Bolsonaro.

Alguém acredita nisso?

Você acredita nisso?

Eu, pessoalmente, não acredito.

E, ao que tudo indica, Lula e FHC também não.

Nada mal, portanto, que comecem a conversar, a refazer pontes, como se diz na política, para uma futura contenda que é certa - ou praticamente certa (já que em política até o amanhã é sempre incerto): a disputa Lula x Bolsonaro decidindo o segundo nas eleições de 2022.

E se Doria for candidato a presidente?

E se Eduardo Leite for candidato a presidente?

Em nada, absolutamente nada isso desmerecerá a conduta de FHC, tendo aceitado conversar com Lula.

Se Doria ou Eduardo Leite for o candidato a presidente tucano, somente a partir do momento em que isso estiver definido é que o partido terá direcionamentos mais claros, aos quais estarão subordinados os filiados tucanos - FHC, inclusive.

Antes disso, é normal - ou deveria sê-lo - que duas lideranças com interesses e visões estratégicas comuns (no caso, derrotar o bolsonarismo) se encontrem.

Foi o que fizeram FHC e Lula.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Pit bull de Bolsonaro exibe na CPI vídeos em que Helder e mais quatro governadores recomendam a cloroquina


Marcos Rogério, o senador do DEM de Rondônia, tem-se notabilizado como o mais aguerrido entre os integrantes da tímida, desarticulada e hesitante tropa de choque de Bolsonaro na CPI da Covid.
Chamá-lo de pit bull do Capitão seria, convenhamos, uma ofensa aos pit bulls.
Mas, vá lá, se é preciso elegermos um pit bull entre os pets bolsonaristas inofensivos, o parlamentar rondoniense é o mais credenciado a ganhar esse título honorável.
Na sessão desta quinta (20), Marcos Rogério levou ao êxtase os bolsonaristas da comissão ao exibir vídeos em que cinco governadores, com estilo, afeto e comovente convicção, anunciam que estão distribuindo cloroquina e azitromicina em seus estados para o combate à Covid.
Os vídeos, exibidos na íntegra, são dos governador Wellington Dias (PT-PI), Flávio Dino (PCdoB-MA), Renan Filho (MDB-AL), Rui Costa (PT-BA) e Helder Barbalho, do MDB do Pará. Exatamente nessa ordem.
O pit bull de Bolsonaro ladrou alto, é claro, quando membros oposicionistas da oposição protestaram, alegando que os vídeos são de abril e maio do ano passado, quando ainda não se tinha nenhuma evidência científica sobre a inutilidade da cloroquina no tratamento da Covid e o próprio Ministério da Saúde emitiu um protocolo de procedimentos prevendo a possibilidade do uso do remédio sob rigorosíssimo controle médico.
Mas os estrebuchos oposicionistas de nada adiantaram.
Para a opinião pública, ficou a narrativa - essa palavra tão muderna, usada a todo segundo, por todo mundo, em qualquer lugar - de que os governadores que hoje condenam Bolsonaro por recomendar a cloroquina também já fizeram o mesmo há cerca de um ano.

Pazuello mostrou-se um aluno aplicado e bem treinado. Mas mentiu.

Eduardo Pazuello na CPI: aluno bem treinado, ele foi bem ao não fugir de de nenhuma
pergunta. Mas foi ridiculamente inconvincente durante a maior parte do depoimento.

Eduardo Pazuello, a biruta de aeroporto do governo Bolsonaro, enfim encerrou sua primeira performance na CPI da Covid.
Digo a primeira porque, vocês sabem, ele poderá voltar.
Ainda bem que terminou.
Já estava sendo uma tortura ouvi-lo.
Como também já estava sendo uma tortura ouvirmos senadores repetindo-se e repetindo perguntas e questões que já haviam sido devidamente respondidas - de forma enviesada ou mentirosa, ressalte-se, mas, de qualquer forma, respondidas.
Pazuello foi a cereja do bolo que faltava para demonstrar - fartamente, inequivocamente, exaustivamente - que o Ministério da Saúde, sob as rédeas do general, não passou de uma senzala, em que todos, a partir do ministro de plantão, obedeciam às ordens insanas, malucas, irrazoáveis, absurdas e ridículas do cientista Jair Bolsonaro.
Agora, vamos e convenhamos, Pazuello foi bem treinado.
E mostrou-se um aluno muitíssimo aplicado.
Foi bem ao não silenciar em nenhuma pergunta, muito embora estivesse acobertado por habeas corpus que lhe permitia ficar mudo diante de respostas que pudessem incriminá-lo, uma vez que é investigado no caso do colapso da oferta de oxigênio justamente no auge da segunda onda da pandemia, em Manaus.
Dois terços de suas respostas foram inconvincentes, mas registre-se como positivo o fato de o depoente não fugir de nenhuma delas.
O general também merece ter reconhecido seu extremo autocontrole. Mesmo nos momentos de maior pressão, não perdeu o prumo e mostrou-se até bastante cordial, respeitoso e elegante com vários de seus inquiridores.
Pazuello, por fim, escancarou sua lealdade sem limites a Bolsonaro, que, como já se disse aqui, é o artífice-mor de toda essa tragédia.
No mais, resta saber agora se a CPI, como têm cobrado os bolsonaristas, às vezes aos berros, vai chamar governadores às falas.
Sobretudo os que são suspeitos do cometimento de ilícitos na compra de equipamentos e insumos para combater a pandemia em seus estados.

Juiz manda prender preventivamente três homens suspeitos de planejar protestos contra o governador Helder Barbalho em Tucuruí


O juiz Pedro Enrico de Oliveira, da Comarca de Tucuruí, decretou nesta quarta-feira (19), em decisão proferida às 22h49, a prisão preventiva de três homens que estariam planejando atos capazes de representar risco à integridade física do governador Helder Barbalho, que visita a cidade nesta quinta (20).
"Não se trata de um mero plano de lançar ovos na direção de um governador de Estado ou de mera expressão de opinião política; trata-se de evitar convulsões entre pessoas reunidas em ato público e com grande risco de desordens e tumultos que possam gerar lesões corporais e, inclusive, mortes", escreve o magistrado.
A decisão judicial atende a uma representação formulada pelo delegado de Polícia Civil, Rommel Felipe Oliveira de Souza, superintendente Regional do Lago de Tucuruí, contra Simião Nogueira de Moraes, Josicleison do Nascimento Silva e Herlen Ulisses Batista Garcia.
O delegado sustenta em suas razões que o pedido formulado não pretende tolher o direito de liberdade de expressão ou de livre associação, mas de resguardo à ordem pública. Ele juntou aos autos diversos áudios e transcrições de áudios que circularam em aplicativos de conversas instantâneas e redes sociais, criando instabilidade na ordem pública e o "risco de cancelamento das solenidades, violando o direito constitucional dos demais cidadãos de se reunirem pacificamente para eventos públicos."
Para o magistrado, o caso requer pronta resposta do Estado, por meio do Poder Judiciário, pois se trata do resguardo da segurança pública e da proteção das pessoas que participarão de solenidades públicas previstas para o dia 20 de Maio de 2021, neste município de Tucuruí, pois as provas acostadas aos autos são verossímeis o bastante para sustentar a existência certa do fumus comissi delicti, restando caracterizado o periculum libertatis dos representados. Satisfeitas, pois, as condições processuais para
a tomada de decisão de natureza constritiva."

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Ministro posta vídeo em que o governador Helder Barbalho defende uso de cloroquina no tratamento da Covid

O governador Helder Barbalho virou garoto-propaganda da tropa bolsonarista, em sua tentativa de mostrar que todo mundo teria embarcado de cabeça na tese de que a hidroxicloroquina é uma alternativa eficaz no tratamento - precoce, inclusive - de pacientes acometidos de Covid.

Há cerca de três horas, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, publicou esse tuíte que está viralizando.

Mostra Helder anunciando o envio, para todos os municípios paraenses, de um lote de hidroxicloroquina e azitromicina.

"Vários estados e dezenas de Países utilizaram a hidroxicloroquina, azitromicina, zinco, etc. qdo vemos a CPI parece que é o remédio apenas do Bolsonaro e qdo respondem a verdade em cima das narrativas parece que não querem aceitar pq não viram os fatos e só as narrativas fakes", escreve Faria.

O vídeo é de maio de 2020, e o envio dos medicamentos foi destaque, inclusive, na Agência Pará, como se pode ler na matéria sob o título Municípios do interior recebem do Estado remédios para tratamento da Covid-19.

Na época, o uso dos remédios fazia parte do protocolo terapêutico do Ministério da Saúde para a doença, mas, em seu tuíte, Fabio Faria omite esse fato deliberadamente, como parte da estratégia de desconstruir o discurso da oposição, sobretudo agora, na CPI da Pandemia, de que apenas o governo federal é que defende a cloroquina para combater a Covid.

A postagem do ministro reforça, porém, outro fato: Helder é um dos governadores mais visados pela tropa bolsonarista, inclusive porque responde a dois inquéritos abertos pela Polícia Federal para investigar a compra de respiradores e de bombas de infusão para o combate à pandemia.

No ano passado, com autorização do Superior Tribunal de Justiça, a PF fez duas operações no Pará, a Para Bellum e a SOS, para investigar as suspeitas de irregularidades.

Gabeira traduz o que Pazuello quis dizer com "missão cumprida"

Gabeira: viva ele, que conseguiu expressar, precisamente, o sentido oculto do jargão
castrense utilizado por Eduardo Pazuello durante depoimento na CPI da Pandemia

Em seus treinos para depor na CPI, Eduardo Pazuello foi treinado, certamente, para responder de forma objetiva, curta e grossa à pergunta que lhe fizessem sobre por que foi demitido do Ministério da Saúde.

Renan Calheiros, o relator, fez exatamente essa pergunta.

"Missão cumprida", respondeu Pazuello durante sessão da CPI da Pandemia.

O jornalista Fernando Gabeira observa agora, na GloboNews, que Pazuello quis dizer: "Omissão cumprida".

Grande Gabeira.

É isso mesmo.

Pazuello escora-se no seu jargão castrense - no qual missão talvez seja um dos termos mais frequentes - para articular respostas que, acredita ele, revelam-se assertivas e de altíssimo viés patriótico.

Que nada.

Às vezes, esse lugares-comuns só ocultam o real sentido da tragédia.

Ou seja, às vezes, missão cumprida é, na verdade, omissão cumprida.

Simples assim.

Contraditório, impreciso e, algumas vezes, mentiroso. Na CPI, Pazuello foi plenamente Pazuello.

Pazuello na CPI: ele pode ter-se saído muito bem nos treinos, mas não no jogo

Treino é treino, jogo é jogo.
Para os boleiros, essa máxima é amplamente conhecida.
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, teve mais de três semanas para treinar o depoimento que prestou hoje e que deverá prosseguir em sessão convocada para amanhã, quinta-feira (20).
E tanto é assim que o jornal O Globo chegou a adiantar, em matéria publicada em abril, que uma força-tarefa foi acionada pelo Planalto para treinar o ex-ministro, preparando-o para o depoimento de hoje.
Eis que Pazuello aparece na CPI da Pandemia. E o que faz?
Confirma a máxima: treino é treino, jogo é jogo.
Nas primeiras duas ou três horas de depoimento, o general até que se saiu bem. Ou saiu-se acima das expectativas, se vocês preferirem outra expressão.
Mas, com o andar do interrogatório, o script que o ex-ministro vinha seguindo conforme seus treinos, começou a colidir com o script do jogo. E aí Pazuello mostrou-se, verdadeiramente, Pazuello.
Incorreu em contradições.
Outras vezes, deu declarações que podem ser classificadas de mentirosas.
Outras mais, incorreu em imprecisões.
Em várias ocasiões, revelou-se dissimulado e escorregadio para livrar a cara do artífice-mor dessa tragédia que assola o País, o cidadão Jair Bolsonaro, dito presidente da República.
Pazuello teve a caradura de dizer que há dois Jair Bolsonaro: um deles é o presidente, o outro é o fanático das redes sociais. E acrescentou uma informação: a de que não extrai ordem do Bolsonaro que milita nas redes.
Isso é ridículo: porque o Bolsonaro das redes é exatamente igual, sem tirar nem pôr, o Bolsonaro que se aboleta no terceiro andar do Palácio do Planalto e de lá imagina estar governando o País.
Como é ridículo e trágico Pazuello tentar demonstrar que ele, pessoalmente, e seu ministério foram presentes e diligentes no caso da crise do oxigênio em Manaus.
A caradura de Pazuello não tremeu nem mesmo quando dois senadores amazonenses, Omar Aziz, presidente da CPI, e Eduardo Braga confrontaram-no com fatos indesmentíveis que confirmaram a negligência do governo federal - como também do governo do Amazonas - na gestão dessa crise.
Até amanhã, quando deverá voltar à CPI para o segundo tempo do depoimento, Pazuello poderá, se quiser, refletir sobre as consequências de não dizer a verdade.
Se o fizer, talvez poderá optar por dizê-la, independentemente de conveniências ou lealdades políticas a que se vê obrigado com bolsonaristas, sobretudo o próprio Bolsonaro.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Na CPI, o patético depoimento de um patético


Assisti a uma boa parte do depoimento prestado, nesta terça-feira (18), pelo ex-ministro das Relações Exteriores, esse deplorável, caricato, implausível, negacionista e fanático Ernesto Araújo.
Foi patético, sinceramente.
Foi um depoimento patético de um patético serviçal do governo Bolsonaro, que passou seus poucos mais de dois anos como chanceler dedicando-se a pregar e cultivar um isolacionismo que teve, concretamente, duas consequências.
A primeira: fazer do Brasil um pária internacional, alinhando-o à escória do fanatismo conservador. Um fanatismo capaz de achar, como chegou a proclamar em alto e bom som o então ministro, que nazismo e fascismo foram de esquerda.
A segunda: embaraçar, obstaculizar, atrapalhar e sabotar a compra de vacinas pelo governo do Brasil. O resultado: mais de 430 mil vidas perdidas para a pandemia.
De outra forma, o depoimento foi ótimo por duas razões.
A primeira: porque Araújo não titubeou - ao contrário, foi até muito enfático - em jogar nos peitos do então ministro Eduardo Pazuello as tratativas referentes à compra de vacinas, dizendo que não teve responsabilidade nessa área.
A segunda: porque oportunizou a senadores como Kátia Abreu (PP-TO) e Rogério Carvalho (PT-SE) usarem cerca de 40 minutos, vinte cada um, para lavar a alma nacional, dizendo a Ernesto Araújo tudo o que ele de fato precisa ouvir: que foi o pior ministro das Relações Exteriores do Brasil em 500 anos e, portanto, conseguiu destruir a histórica e positiva reputação do País no campo das relações internacionais.
Para quem assistiu à fala do ex-ministro - no todo ou em parte -, o melhor, porque desestressante, foi ter recebido, como eu recebi, o vídeo acima, em que Marcelo Adnet, imitando o intragável Galvão Bueno, faz uma narração do depoimento.
Simplesmente cômico!
Ainda bem que temos algum motivo para rir depois de assistirmos a um personagem como Ernesto Araújo depor numa CPI.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

PGR manda à CPI o teor de investigações sobre Helder e mais quatro governadores


A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou à CPI da Pandemia, em funcionamento no Senado, investigações em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) referentes a eventuais irregularidades no combate à Covid-19.
São citados os governadores do Amazonas, Wilson Lima (PSC); da Bahia, Rui Costa (PT); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); do Pará, Helder Barbalho (MDB), e de São Paulo, João Doria (PSDB). As informações são da CNN.
No caso de Helder, foram compartilhadas informações constantes de dois inquéritos: um é referente a compras de bombas de infusão e o outro, à aquisição de respiradores imprestáveis da China.
O ofício é assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e endereçado ao presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). Nele, Aras diz que o levantamento é “oriundo da Assessoria Jurídica Criminal no STJ deste gabinete, contendo informações acerca dos procedimentos investigativos criminais em que se apuram crimes relacionados à aplicação de recursos destinados ao combate à pandemia e que estão sob a responsabilidade daquela assessoria”.
Aras também diz que “o compartilhamento de documentos e informações entre autoridades em esforços apuratórios são muito úteis para o progresso de suas respectivas linhas investigativas, preservando-as nos casos sigilosos de sua exposição”.

Mais detalhes, assista-os no vídeo.

Helder e mais 17 governadores questionam alcance de informações solicitadas pela CPI da Pandemia

Helder Barbalho e mais 17 governadores amparam-se em pareceres apontando
limitações nos poderes da CPI em relação a estados e municípios

O governador Helder Barbalho é um dos 18 signatários de ofício enviado à CPI da Covid, no qual governadores questionam o alcance de requerimentos que pedem informações sobre o enfrentamento à pandemia. A informação é do jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

Ao ofício, os governadores anexaram dois pareceres que contestam o poder da CPI sobre estados e municípios. Ambos os pareceres foram elaborados pela Consultoria do Senado e pelo Colégio Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal.

"Requeremos que sejam confirmadas ou não as solicitações encaminhadas, apontando-se quais e em que pontos específicos deverão ser efetivamente atendidas. Frisamos que este requerimento não pretende criar qualquer embaraço ao inquérito parlamentar, que tem todo o nosso apoio. Ocorre, contudo, que todos os agentes públicos têm o dever de zelar pela legalidade, daí a imperatividade dos esclarecimentos", afirmam os governadores no ofício.

Além de Helder, assinam o expediente Wellington Dias (Piauí) - coordenador do tema vacina no Fórum dos Governadores -, Ibaneis Rocha (DF), Gladson Cameli (AC), Waldez Góes (AP), Renan Filho (AL), Rui Costa (BA), Renato Casagrande (ES), Ronaldo Caiado (GO), Flávio Dino (MA), Mauro Mendes (MT), Reinaldo Azambuja (MS), João Azevêdo (PB), Ratinho Júnior (PR), Paulo Câmara (PE), Cláudio Castro (RJ), Belivaldo Chagas (SE) e Mauro Carlesse (TO).

Você é um idiota. Exulte!


Hoje é um dos dias mais felizes da vida dos que se mantêm em casa, para se prevenir do coronavírus.
Mas você, que age assim, não passa de um idiota.
Porque se mantém em casa - mesmo tendo tomado uma ou duas doses de vacina -, porque usa máscara, porque evita aglomerações e higieniza constantemente as mãos, você é um idiota.
Se faz tudo para preservar sua vida e a dos outros, você é um idiota.
Quem o diz é Bolsonaro, esse cientista que sacrifica sua vida pela preservação da vida dos outros.
Disse-o da seguinte forma: "O agro realmente não parou. Tem uns idiotas aí, o 'fique em casa'. Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa. Se o campo tivesse ficado em casa, esse cara tinha morrido de fome, esse idiota tinha morrido de fome. Daí, ficam reclamando de tudo".
Se você leu isso daí, exulte!
Se você é um idiota conforme os conceitos de Bolsonaro, é sinal de que está no caminho certo.
Bolsonaro é o oposto da verdade, do bom senso, da inteligência. É o oposto do comedimento.
É uma nulidade humana.
Por isso, se ele chamar você de idiota, como está chamando a milhões de brasileiros, mande comprar um litro de açaí do grosso e comemore.
Já se ele elogiar você, procure um terapeuta.
Urgentemente.

Mais números, mais fatos mostram a dizimação ambiental sob o governo Bolsonaro


Aí está.

É a manchete de O Globo desta segunda (17).

Nos últimos dois anos, de acordo com levantamento do ISA (Instituto Socioambiental), a área dentro de terras indígenas, parques e estações ecológicas com registros irregulares no CAR (Cadastro Ambiental Rural) aumentou 56%, segundo . O total de registros irregulares que incluem terras em áreas protegidas nestes 2 anos alcança 10,6 milhões de hectares.

Os governos dos Estados amazônicos indicaram que o principal desafio para regularizar os cadastros é a ausência de informações. Apontam que muitos registros não trazem informações hidrográficas, de relevo e uso do solo. O que é mais do que óbvio, porque a estrutura de monitoramento dos órgãos de controle ambiental está destroçada.

Esse é mais um retrato, é mais uma face do governo predatório de Jair Bolsonaro, que tem como ministro do Meio Ambiente seu mais operoso e operante capataz: Ricardo Salles.

Quem se recordar do discurso que Bolsonaro fez recentemente, na Cúpula do Clima, onde exibiu-se pianinho diante das pressões do governo Biden, vai concluir facilmente que tudo o que presidente do Brasil disse naquela ocasião, sobre bons propósitos para a área ambiental, não passou de uma deslavada mentira.

Porque a verdade é que os números indesmentíveis demonstram que a dizimação do meio ambiente, no Brasil e particularmente na Amazônia, cresceu de forma avassaladora desde 1º de janeiro, quando Bolsonaro assumiu.