No AMAZÔNIA:
Após a Romaria Fluvial, é a vez dos motociclistas prestarem as suas homenagens a Nossa Senhora de Nazaré. A motoromaria, que acontece há 19 anos, é realizada neste sábado com a saída prevista para as 11h30, da praça Pedro Teixeira. Milhares de motociclistas devem acompanhar a imagem da Santa até o Colégio Gentil Bittencourt. Na frente do colégio, o monsenhor Raimundo Possidônio dá uma bênção com a imagem e todos os motociclistas aceleram as máquinas como gratidão.
O percurso dura, aproximadamente, uma hora, percorrendo cerca 2,6 km. Durante o trajeto, o mesmo carro que conduz a imagem na Romaria Rodoviária (da Celpa) segue pelas avenidas Presidente Vargas, Serzedêlo Corrêa, Gentil Bittencourt, travessa 14 de Março e avenida Magalhães Barata, até chegar ao colégio Gentil.
Desde 2000, a procissão conta também com a presença de batedores da Polícia Rodoviária Federal para a proteção do carro que conduz a Nossa Senhora de Nazaré.
Após a chegada da Romaria Fluvial na Escadinha do Cais do Porto, em Belém, os romeiros se integram aos motociclistas que aguardam a imagem para conduzi-la na Moto Romaria, que surgiu no Círio de 1990. A iniciativa foi da Federação Paraense de Motociclismo, que decidiu também prestar a sua homenagem, que na época reunia pouco mais de 40 participantes.
Hoje a situação é diferente. O movimento cresceu e assim como nas demais romarias da quadra nazarena não são poucas às demonstrações de fé feitas à Virgem. Uma devoção que supera os limites do credo. Na avenida Gentil Bittencourt, por exemplo, já é tradicional a homenagem feita pelos membros do movimento messiânico. Este ano, mais de 3.500 mini ikebanas serão distribuídas aos romeiros.
De acordo com estimativas da Federação Paraense de Motociclismo, em 2008, a procissão contou com a participação de 14 mil motoqueiros e com 30 mil pessoas acompanhando ou assistindo.
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sábado, 10 de outubro de 2009
domingo, 12 de outubro de 2008
O arraial no Largo de Nazaré
As origens do arraial de Nazaré (acima, o deste ano, em foto do blog) são tão antigas quanto as do Círio. Na verdade, o arraial começou com uma feira agrícola, idealizada pelo governador dom Francisco de Sousa Coutinho, idealizado dois anos antes do primeiro Círio, com produtos vindos de diferentes regiões da Província do Pará. Com o tempo, a feira foi se transformando em arraial e surgiram espaços para venda de comidas típicas e para jogos.Na segunda metade do século XIX, a iluminação do local passou a ser feita por gás de hidrogênio carbonado. Antes mesmo que a cidade conhecesse a luz elétrica, o arraial de Nazaré já exibia, em 1892, nas quatro esquinas, pontos do novo sistema de um tipo de iluminação, que só viria a ser inaugurado dois anos mais tarde. Nos anos 40, o empresário Félix Rocque movimentou a festa, trazendo a Belém grande nomes da música e do teatro brasileiros. Para tanto, construiu o grande teatro Coliseu, com dois mil lugares e mais outros cinco teatros menores. Tudo, hoje, é apenas memória.
O Largo de Nazaré foi, aos poucos, perdendo sua identidade. Primeiro, derrubaram o pavilhão Flora e os coretos. Bares tradicionais fecharam e os arcos da festa, que eram quatro, ficaram reduzidos à metade. Os brinquedos mais antigos, como o cavalinho movido à lenha, foram substituídos por outros mais modernos, quem vêm e vão, a cada ano, num parque de diversões itinerante. Em 1982 foi inaugurada a Praça Santuário e o arraial foi transferido para o terreno ao lado do Centro Social de Nazaré, onde foram construídas lanchonetes e pequenos restaurantes padronizados.
Colaboração do professor e jornalista João Carlos Pereira
Júlio Cezar - Nossa Senhora da Berlinda
Júlio Cezar - Nossa Senhora da Berlinda
Porque eu tenho esperança e muita fé
Porque eu quero ter amor bem mais ainda
Porque te amo, Senhora de Nazaré
Quero puxar a corda da berlinda
Refrão:
Ave, ave ó Senhora da Berlinda
Ave Maria este é meu grito de fé
Ave, ave, Deus te fez a flor mais linda
Ave, ave Maria, Senhora de Nazaré
A tua corda, me enlaça nesta hora
Me prende a Deus de corpo, alma e coração
Assim é doce ser escravo teu
Senhora servindo a Deus
Em cada homem meu irmão
Em Nazaré eras escrava do Senhor
Porém ninguém viveu maior libertação
Cordas de Deus te amarraram por amor
Foi a graça que prendeu teu coração
Puxar a corda da berlinda é para mim
O compromisso de levar-te e seguir
Pelos caminhos desta vida até o fim
É só fazer aquilo que Jesus pedir
Fonte: Letras.mus.br
Porque eu tenho esperança e muita fé
Porque eu quero ter amor bem mais ainda
Porque te amo, Senhora de Nazaré
Quero puxar a corda da berlinda
Refrão:
Ave, ave ó Senhora da Berlinda
Ave Maria este é meu grito de fé
Ave, ave, Deus te fez a flor mais linda
Ave, ave Maria, Senhora de Nazaré
A tua corda, me enlaça nesta hora
Me prende a Deus de corpo, alma e coração
Assim é doce ser escravo teu
Senhora servindo a Deus
Em cada homem meu irmão
Em Nazaré eras escrava do Senhor
Porém ninguém viveu maior libertação
Cordas de Deus te amarraram por amor
Foi a graça que prendeu teu coração
Puxar a corda da berlinda é para mim
O compromisso de levar-te e seguir
Pelos caminhos desta vida até o fim
É só fazer aquilo que Jesus pedir
Fonte: Letras.mus.br
Renato Teixeira - Romaria
Renato Teixeira - Romaria 1
Composição: Renato Teixeira
É de sonho e de pó, o destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó, de gibeira o jiló,
Dessa vida cumprida a sol
Refrão
Sou caipira, Pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
O meu pai foi peão, minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
Em busca de aventuras
Descasei, joguei, investi, desisti
Se há sorte eu não sei, nunca vi
Me disseram porém que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Fonte: Letras.mus.br
(Para ouvir outras músicas, clique em Música aí embaixo)
Composição: Renato Teixeira
É de sonho e de pó, o destino de um só
Feito eu perdido em pensamentos
Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó, de gibeira o jiló,
Dessa vida cumprida a sol
Refrão
Sou caipira, Pirapora Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
O meu pai foi peão, minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
Em busca de aventuras
Descasei, joguei, investi, desisti
Se há sorte eu não sei, nunca vi
Me disseram porém que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
Paz nos desaventos
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Fonte: Letras.mus.br
(Para ouvir outras músicas, clique em Música aí embaixo)
Um presente para a Senhora
JOÃO CARLOS PEREIRA
De todos os encantos que cercam o Círio, o maior, o mais sublime, o mais bonito e, também, o que chega cercado e maior mistério é a imagem da Virgem Maria de Nazaré. A escultura, que quase todo mundo pensa que é antiqüíssima, não tem 40 anos e foi esculpida na Itália. A "verdadeira", que foi encontrada por Plácido, deve contar, pelo menos, quatro séculos. Esta fica no Glória o ano todo e desce apenas na época da festa. A outra, chamada, com justa razão, de "peregrina", anda para lá e para cá, pode ser vista de perto, tocada e, apesar dos cuidados da Guarda, beijada.
Quem acompanha a santinha, nas peregrinações, sabe o quanto as pessoas se emocionam, ao vê-la de perto. A questão é que, de tanto estar ao seu lado, acabei me acostumando à sua doce expressão Por isso, sempre imagino que, quando chegar a hora do Círio (ou da Trasladação), vou estar, digamos assim, preparado para enfrentar as fortes emoções. Pobre engano. Quando acaba a missa e ela é colocada na berlinda, me comporto como o mais humilde de todos os devotos e, sentindo-me indigno diante da imagem da Mãe de Deus, desabo. Basta que eu a veja na berlinda, para que aquela sensação de intimidade se desfaça e eu me perceba diante da majestade.
Alguma coisa há de excepcional naquela imagem. Fala-se de uma forte energia que, efetivamente, existe. Quando é colocada na berlinda, parece que essa energia aumenta de uma forma impressionante. Se nem os Diretores da Festa, que estão sempre com ela, controlam as lágrimas, o que dizer de mim, pobre e inseguro caminhante da fé?
Diante de tantas homenagens a Nossa Senhora, cuja imagem o povo venera, perguntei a um amigo, na noite da Trasladação, que tipo de presente se poderia oferecer àquela que é, de fato, Mãe de Deus? Ele parou, refletiu e foi honesto, ao confessar que não sabia. Olhamos para o céu, cenário de um espetáculo de fogos, e entendemos que nem todo ouro, nem todos os títulos universitários, nem a mais rica de todas as igrejas chegariam aos pés da homenagem dos homens do cais do porto. As flores, as peças em cera, o aceno, tudo vale muito mais do que expressões de fortuna. Isso, para quem não sabe, já lhe pertence há tempos. Restam, cada vez mais, a simplicidade autêntica das coisas miúdas, os pequenos gestos e do talento dos fogueteiros anônimos.
A comparação é pobre, mas é a único de que disponho. O que se pode dar de presente a uma pessoa que tem tudo e, se isso não bastasse, pode comprar o que quiser? Tenho a resposta na ponta da língua: o amor e nada mais.
Nossa Senhora, que tem tudo, deve gostar de coisas muito simples. Um coração devoto, por exemplo, para ela, deve ser tudo.
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JOÃO CARLOS PEREIRA é professor e jornalista
jcparis@orm.com.br
A Basílica Santuário de Nazaré

A Basílica - hoje Santuário - de Nossa Senhora de Nazaré (foto do blog) foi construída ao lado da antiga igreja dedicada à Padroeira, que era simples e cuja finalização aconteceu entre 1874 e 1875. Em 1908, o visitador da Ordem dos Barnabitas, padre Luiz Zoia, veio a Belém e deu a idéia de edificar um templo mais apropriado às proporções já alcançadas pela devoção. A Basílica foi levantada ao lado do que já existia, para não interromper as funções religiosas.
A proposta era fazer uma igreja inspirada na Basílica de São Paulo Extramuros, de Roma. O desenho veio de Gênova, assinado por Coppedé e pelo engenheiro Pedrasso. A decoração ficou a cargo do professor Grolla e do engenheiro Tiago Bola. No dia 24 de outubro de 1909, o arcebispo dom Santino Coutinho colocou a primeira pedra da Basílica, que foi edificada sobre uma cripta, necessária para a elevação do terreno, que protegeria o prédio da umidade e daria ao estilo basilical a imponência que ele exige. Sete anos mais tarde estavam prontos a cripta, as paredes, o telhado e uma torre. Padre Affonso de Giorgio embelezou a basílica, mandando colocar os vitrais, os forros, os mosaicos, as estátuas, os altares, os estofamentos, as portas de bronze e a fachada.
A Basílica tem 62 metros de comprimento, 24 de largura e 20 de altura. As duas torres alcançam 42 metros. Quase todas as peças decorativas foram construídas na França e na Itália. As portas de bronze e o órgão vieram do Rio Grande do Sul. Nas torres estão instalados nove sinos, que são acionados eletronicamente. Este ano, a Basílica ganhou um sistema de refrigeração.
Colaboração do professor e jornalista João Carlos Pereira
A proposta era fazer uma igreja inspirada na Basílica de São Paulo Extramuros, de Roma. O desenho veio de Gênova, assinado por Coppedé e pelo engenheiro Pedrasso. A decoração ficou a cargo do professor Grolla e do engenheiro Tiago Bola. No dia 24 de outubro de 1909, o arcebispo dom Santino Coutinho colocou a primeira pedra da Basílica, que foi edificada sobre uma cripta, necessária para a elevação do terreno, que protegeria o prédio da umidade e daria ao estilo basilical a imponência que ele exige. Sete anos mais tarde estavam prontos a cripta, as paredes, o telhado e uma torre. Padre Affonso de Giorgio embelezou a basílica, mandando colocar os vitrais, os forros, os mosaicos, as estátuas, os altares, os estofamentos, as portas de bronze e a fachada.
A Basílica tem 62 metros de comprimento, 24 de largura e 20 de altura. As duas torres alcançam 42 metros. Quase todas as peças decorativas foram construídas na França e na Itália. As portas de bronze e o órgão vieram do Rio Grande do Sul. Nas torres estão instalados nove sinos, que são acionados eletronicamente. Este ano, a Basílica ganhou um sistema de refrigeração.
Colaboração do professor e jornalista João Carlos Pereira
Nada se compara à "experiência" do Círio.

Nenhuma fotografia, por melhor que seja, pode traduzir o que é o Círio de Belém. Quantas não foram as vezes que ouvi falar desta que é a maior demonstração de fé nacional... Mas nada se compara à "experiência" do Círio.
Estar no meio daquela multidão, a maioria de pés desnudos, corpos colados formando um só ser, é uma vivência inesquecível, daquelas para levar por toda a vida.
O Círio, confesso, não foi a motivação inicial da visita que fizemos ao Pará no último ano.. Foi um motivo bem terreno, a comida, que nos levou ao topo do Brasil, este pedaço tão desconhecido pelos brasileiros de outros cantos.
Apesar de parecerem dissociadas uma da outra, a festa do Círio e a alimentação estão intimamente ligadas, para a nossa imensa sorte! Não há oportunidade melhor, como pude descobrir lá, para conhecer tais comidas do que na festa de Nossa Senhora de Nazaré.
Toda a viagem foi planejada de maneira a se enfronhar na tão aludida comida paraense, rica por sua diversidade, sua autenticidade e sabor incomparável. Sabe a quê? Ah... Para essa pergunta há apenas uma resposta: vá e prove. Nenhuma comparação é suficientemente fiel.
E o que era apenas uma pesquisa para compor minha monografia de conclusão de curso virou quase uma vivência antropológica. A comida, associada a quase todas as situações - da vida à morte, é também uma das figuras centrais do Círio.
Enquanto a maniçoba ferve no fogão, para se livrar de todo o seu veneno, na rua ferve também a fé católica, capaz de carregar uma corda de grosso calibre sob o calor escaldante e úmido de Belém. Tentativa de se livrar do veneno humano e do pecado original incutido em nossas mentes desde sempre? Talvez. Aliado, é claro, ao desejo de agradecer as graças alcançadas, à casa comprada, à saúde recuperada. Mas que não se ignore um certo sentido de festa pagã implícito à data. E desde que o mundo é mundo, há as relíquias - e o comércio delas. Não faltam os que se gabam de colher um pedaço da corda, à custa de um canivete bem afiado, nem que seja apenas para exibir seu pedaço do "troféu". Gracejo juvenil, quase sempre. Não importa. Nada estraga a beleza desta festa, nem que para isso recorra-se à face mais romântica inerente nesta que é a demonstração mais humana que já presenciei.
E no que concerne à alimentação, não só a maniçoba faz a festa do Círio. À mesa, farta, fartíssima, não faltam o pato ao tucupi. E mais a farofa, simples e deliciosa. E por que não um arroz paraense? E mais aquela infinidade de sobremesas: os deliciosos sorvetes de sabores regionais - do açaí ao cupuaçu, passando pela tapioca, as cocadas da sogra da mulher do irmão...
É, em Belém é assim. O sentido de família ainda há. E nada teria valido a pena não fosse o contato com uma família verdadeiramente paraense. Porque a festa do Círio só existe porque existe o encontro, o encontro da família que se abre - como não? - a forasteiros... A uns bandeirantes curiosos, ávidos pela cultura do Círio e pelo afeto!
-------------------------------------------
JANAINA FIDALGO, é repórter da editoria de Gastronomia da “Folha de S.Paulo”.
Estar no meio daquela multidão, a maioria de pés desnudos, corpos colados formando um só ser, é uma vivência inesquecível, daquelas para levar por toda a vida.
O Círio, confesso, não foi a motivação inicial da visita que fizemos ao Pará no último ano.. Foi um motivo bem terreno, a comida, que nos levou ao topo do Brasil, este pedaço tão desconhecido pelos brasileiros de outros cantos.
Apesar de parecerem dissociadas uma da outra, a festa do Círio e a alimentação estão intimamente ligadas, para a nossa imensa sorte! Não há oportunidade melhor, como pude descobrir lá, para conhecer tais comidas do que na festa de Nossa Senhora de Nazaré.
Toda a viagem foi planejada de maneira a se enfronhar na tão aludida comida paraense, rica por sua diversidade, sua autenticidade e sabor incomparável. Sabe a quê? Ah... Para essa pergunta há apenas uma resposta: vá e prove. Nenhuma comparação é suficientemente fiel.
E o que era apenas uma pesquisa para compor minha monografia de conclusão de curso virou quase uma vivência antropológica. A comida, associada a quase todas as situações - da vida à morte, é também uma das figuras centrais do Círio.
Enquanto a maniçoba ferve no fogão, para se livrar de todo o seu veneno, na rua ferve também a fé católica, capaz de carregar uma corda de grosso calibre sob o calor escaldante e úmido de Belém. Tentativa de se livrar do veneno humano e do pecado original incutido em nossas mentes desde sempre? Talvez. Aliado, é claro, ao desejo de agradecer as graças alcançadas, à casa comprada, à saúde recuperada. Mas que não se ignore um certo sentido de festa pagã implícito à data. E desde que o mundo é mundo, há as relíquias - e o comércio delas. Não faltam os que se gabam de colher um pedaço da corda, à custa de um canivete bem afiado, nem que seja apenas para exibir seu pedaço do "troféu". Gracejo juvenil, quase sempre. Não importa. Nada estraga a beleza desta festa, nem que para isso recorra-se à face mais romântica inerente nesta que é a demonstração mais humana que já presenciei.
E no que concerne à alimentação, não só a maniçoba faz a festa do Círio. À mesa, farta, fartíssima, não faltam o pato ao tucupi. E mais a farofa, simples e deliciosa. E por que não um arroz paraense? E mais aquela infinidade de sobremesas: os deliciosos sorvetes de sabores regionais - do açaí ao cupuaçu, passando pela tapioca, as cocadas da sogra da mulher do irmão...
É, em Belém é assim. O sentido de família ainda há. E nada teria valido a pena não fosse o contato com uma família verdadeiramente paraense. Porque a festa do Círio só existe porque existe o encontro, o encontro da família que se abre - como não? - a forasteiros... A uns bandeirantes curiosos, ávidos pela cultura do Círio e pelo afeto!
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JANAINA FIDALGO, é repórter da editoria de Gastronomia da “Folha de S.Paulo”.
A berlinda de Nossa Senhora de Nazaré
A berlinda (acima, na foto do blog, a do Círio deste ano) apareceu, pela primeira vez, no Círio de 1855, em substituição ao palanquim, que era puxado por animais. O modelo, é claro, veio da Europa e foi adaptado para que alguém levasse a imagem no colo. Em 1880, D. Macedo Costa mandou preparar uma berlinda onde a imagem fosse sozinha. Um oratório envidraçado, chamado "maquineta", foi colocado sobre a estrutura de rodas e hastes. Em 1926, D. Irineu Joffily acabou com os carros do Círio e a "maquineta" passou a ser levada num andor, nos ombros dos fiéis. Foram cinco anos sem Berlinda. Em 1931, a tradição foi restaurada. Em 1963, a Berlinda de madeira foi substituída por uma de ferro e cristal. Como ninguém gostou da inovação, ela foi recolhida e desde 1969 é usada como nicho, onde fica a imagem "verdadeira", durante os 15 dias da festa.A berlinda que hoje estará, mais uma vez, nas ruas foi confeccionada pelo escultor João Pinto, que trabalhou durante cinco meses para aprontá-la. É uma peça esculpida em cedro vermelho, trazido do município de Ourém, e revestida com três mil folhas de ouro. O forro da berlinda é revestido com cetim drapeado e, ao centro, foi instalado um dispositivo de metal, preso a uma base, para a fixação da imagem. A berlinda do Círio e da Trasladação tem 2.90 metros de altura e 1.50 m na parte mais alta. A largura da base é um metro. Como é colocada sobre um carro com pneus, que tem altura de 1.20 m, a berlinda passa a ter uma altura total de 4.10 metros.
Colaboração do professor e jornalista João Carlos Pereira
O achado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré
O achado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, no ano de 1700, deu origem a uma tradição religiosa única no Brasil e no mundo. Plácido José dos Santos era agricultor e caçador e estava em sua propriedade, quando encontrou, às margens do igarapé "Murutucu" (ou, segundo a outra versão da lenda, entre os galhos de um pé de taperebá) uma pequena imagem de Nossa Senhora de Nazaré, envolvida num manto de seda brilhante.
Ele levou a santinha para casa e, no outro dia, quando foi vê-la, não mais a encontrou. Plácido voltou ao local onde achou a imagem e lá estava ela. Deixou-a em casa e, novamente, ela sumiu. Essa situação misteriosa repetiu-se por mais algumas vezes, até que Plácido entendeu que a Senhora não deseja sair daquele local. A notícia chegou até o presidente da Província, que mandou buscar a imagem e trancou-a em uma sala fortemente vigiada para que ninguém entrasse ou saísse. No dia seguinte, a imagem foi vista nas margens do igarapé. Em obediência à vontade da Santa, Plácido construiu uma pequena ermida, à qual foi dado o nome de "O Coração do Humilde".
O primeiro Círio aconteceu na tarde do dia 8 de setembro de 1793. Era uma quarta-feira, e dom Francisco de Souza Coutinho, presidente da Província, acompanhou a procissão. Meses antes, ele adoecera gravemente e, após haver pedido a Nossa Senhora que colocasse fim à enfermidade, recuperou a saúde. Cerca de 10 mil pessoas participaram da procissão, que recebeu esse nome por causa da tradição portuguesa de levar, à frente do cortejo, uma grande vela (ou tocha), chamada círio.
Colaboração do professor e jornalista João Carlos Pereira
Ele levou a santinha para casa e, no outro dia, quando foi vê-la, não mais a encontrou. Plácido voltou ao local onde achou a imagem e lá estava ela. Deixou-a em casa e, novamente, ela sumiu. Essa situação misteriosa repetiu-se por mais algumas vezes, até que Plácido entendeu que a Senhora não deseja sair daquele local. A notícia chegou até o presidente da Província, que mandou buscar a imagem e trancou-a em uma sala fortemente vigiada para que ninguém entrasse ou saísse. No dia seguinte, a imagem foi vista nas margens do igarapé. Em obediência à vontade da Santa, Plácido construiu uma pequena ermida, à qual foi dado o nome de "O Coração do Humilde".
O primeiro Círio aconteceu na tarde do dia 8 de setembro de 1793. Era uma quarta-feira, e dom Francisco de Souza Coutinho, presidente da Província, acompanhou a procissão. Meses antes, ele adoecera gravemente e, após haver pedido a Nossa Senhora que colocasse fim à enfermidade, recuperou a saúde. Cerca de 10 mil pessoas participaram da procissão, que recebeu esse nome por causa da tradição portuguesa de levar, à frente do cortejo, uma grande vela (ou tocha), chamada círio.
Colaboração do professor e jornalista João Carlos Pereira
Lucinnha Bastos - Vós Sois o Lírio Mimoso
Lucinnha Bastos - Vós Sois o Lírio Mimoso
Composto em 1909 pelo poeta maranhense Euclides Farias e posteriormente acrescido de um estribilho – escrito pelo advogado Aldebaro Klautau - que cita o nome da Senhora de Nazaré.
Vós sois o lírio mimoso
do mais suave perfume
que ao lado do santo esposo
a castidade resume.
Refrão:
Ó Virgem Mãe amorosa fonte de amor e de fé
dai-nos a benção bondosa, Senhora de Nazaré (2x).
De vossos olhos o pranto
é como a gota de orvalho,
que dá beleza e encanto
a flor pendente do galho.
Se em vossos lábios divinos
um doce riso desponta,
nos esplendores dos hinos
noss'alma ao céu se remonta.
Vós sois a flor da inocência
que nossa vida embalsama
com suavíssima essência
que sobre nós se derrama.
Quando na vida sofremos
a mais atroz amargura,
de vossas mãos recebemos
a confortável doçura.
Vós sois a ridente aurora
de divinais esplendores
que a luz da fé avigora
nas almas dos pecadores.
Sede bendita, Senhora
farol da eterna bonança,
nos altos céus onde mora
a luz da nossa esperança.
E lá da celeste altura
do vosso trono de luz
dai-nos a paz e ventura
por vosso amado Jesus.
(Para ouvir outras músicas, clique em Músicas aí embaixo)
Composto em 1909 pelo poeta maranhense Euclides Farias e posteriormente acrescido de um estribilho – escrito pelo advogado Aldebaro Klautau - que cita o nome da Senhora de Nazaré.
Vós sois o lírio mimoso
do mais suave perfume
que ao lado do santo esposo
a castidade resume.
Refrão:
Ó Virgem Mãe amorosa fonte de amor e de fé
dai-nos a benção bondosa, Senhora de Nazaré (2x).
De vossos olhos o pranto
é como a gota de orvalho,
que dá beleza e encanto
a flor pendente do galho.
Se em vossos lábios divinos
um doce riso desponta,
nos esplendores dos hinos
noss'alma ao céu se remonta.
Vós sois a flor da inocência
que nossa vida embalsama
com suavíssima essência
que sobre nós se derrama.
Quando na vida sofremos
a mais atroz amargura,
de vossas mãos recebemos
a confortável doçura.
Vós sois a ridente aurora
de divinais esplendores
que a luz da fé avigora
nas almas dos pecadores.
Sede bendita, Senhora
farol da eterna bonança,
nos altos céus onde mora
a luz da nossa esperança.
E lá da celeste altura
do vosso trono de luz
dai-nos a paz e ventura
por vosso amado Jesus.
(Para ouvir outras músicas, clique em Músicas aí embaixo)
Trasladação dura quase sete horas






O traslado da imagem de Nossa Senhora de Nazaré do Colégio Gentil para a Sé começou por volta das 18h de sábado, logo após a Missa, e chegou à Catedral de Belém em torno das 0h45 deste domingo.
Veja algumas fotos (do blog) da passagem da berlinda de Nossa Senhora de Nazaré na Avenida Nazaré, próximo à Benjamin.
Veja algumas fotos (do blog) da passagem da berlinda de Nossa Senhora de Nazaré na Avenida Nazaré, próximo à Benjamin.
Vicente Fonseca - Procissão do Círio
Vicente Fonseca - Procissão do Círio
Trata-se de uma toada moderna, originariamente composta em 1978.
O autor escreveu diversos arranjos para esta música.
O arranjo para Quarteto de Flauta, Oboé, Clarone e Piano desenvolve fraseados aparentemente irregulares para revelar umas das principais características do Círio de Nossa Senhora de Nazaré: o sincretismo de manifestações profanas e religiosas durante o mesmo evento. Na passagem para o compasso ternário, a peça lembra o tema de um hino tradicional cantado na famosa procissão do Círio de de Nazaré, padroeira dos paraenses.
A curta duração da música é contraste proposital com o longo tempo de percurso da Procissão do Círio, um autêntico “Natal dos Paraenses”, até que venha um novo outubro, quando todos saboreiam o inevitável “Pato no Tucupi”.
O santareno Vicente Fonseca também é o compositor da letra da música, que indica o clima da composição:
PROCISSÃO DO CÍRIO
Música e letra: Vicente José Malheiros da Fonseca
Quando vem outubro
Em Belém
Todos cumprem
A promessa
Do ano inteiro
Na mais linda procissão
Círio
Lírio
Divino
Quanta beleza
Ah! lá vem a Santa
Que anima a minha fé
Oh! Virgem Mãe Amorosa!...
Sou um promesseiro
Nazaré
Vem comigo
Puxo a corda
Vou seguro
No caminho pra Belém
Canto
Rezo
Contrito
Ave Maria
Carro dos Milagres
Renova a minha fé
Oh! Virgem Mãe Adorada!...
Quando vem outubro...
Trata-se de uma toada moderna, originariamente composta em 1978.
O autor escreveu diversos arranjos para esta música.
O arranjo para Quarteto de Flauta, Oboé, Clarone e Piano desenvolve fraseados aparentemente irregulares para revelar umas das principais características do Círio de Nossa Senhora de Nazaré: o sincretismo de manifestações profanas e religiosas durante o mesmo evento. Na passagem para o compasso ternário, a peça lembra o tema de um hino tradicional cantado na famosa procissão do Círio de de Nazaré, padroeira dos paraenses.
A curta duração da música é contraste proposital com o longo tempo de percurso da Procissão do Círio, um autêntico “Natal dos Paraenses”, até que venha um novo outubro, quando todos saboreiam o inevitável “Pato no Tucupi”.
O santareno Vicente Fonseca também é o compositor da letra da música, que indica o clima da composição:
PROCISSÃO DO CÍRIO
Música e letra: Vicente José Malheiros da Fonseca
Quando vem outubro
Em Belém
Todos cumprem
A promessa
Do ano inteiro
Na mais linda procissão
Círio
Lírio
Divino
Quanta beleza
Ah! lá vem a Santa
Que anima a minha fé
Oh! Virgem Mãe Amorosa!...
Sou um promesseiro
Nazaré
Vem comigo
Puxo a corda
Vou seguro
No caminho pra Belém
Canto
Rezo
Contrito
Ave Maria
Carro dos Milagres
Renova a minha fé
Oh! Virgem Mãe Adorada!...
Quando vem outubro...
sábado, 11 de outubro de 2008
Andréa Pinheiro - Virgem de Nazaré
Andréa Pinheiro - Virgem de Nazaré
Virgem de Nazaré,
Mãe de concórdia
Derrama sobre nós misericórdia!
Refrão:
Virgem de Nazaré,
luz que nos guia,
Ave Maria!
Ave Mariia!
Virgem de Nazaré
Mãe carinhosa
oscula nossa fronte, generosa!
Virgem de Nazaré, graça e poder
livra o mundo do sofrer!
Virgem de Nazaré, força e esperança
alcança-nos de Deus: paz e bonança!
Virgem de Nazaré,
Mãe de concórdia
Derrama sobre nós misericórdia!
Refrão:
Virgem de Nazaré,
luz que nos guia,
Ave Maria!
Ave Mariia!
Virgem de Nazaré
Mãe carinhosa
oscula nossa fronte, generosa!
Virgem de Nazaré, graça e poder
livra o mundo do sofrer!
Virgem de Nazaré, força e esperança
alcança-nos de Deus: paz e bonança!
Por entre ramos verdes, a Senhora da Esperança
LARISSA DE OLIVEIRA FERREIRA
Nos olhos lacrimejantes dos fiéis, diante da Virgem de Nazaré, posso ver a esperança de um povo que luta, crê e anseia por proteção e asilo sob o manto sagrado da mãe. Sinto-me tocada pela palavra de Jesus Cristo, expressa no olhar maternal da Santa, como num convite para que eu me encarregue de mostrá-la ao mundo, na busca de uma melhor sociedade.
No túnel de mangueiras, sobre tantas cabeças devotas erguidas à berlinda, fervorosas, vejo um enorme coração celeste, capaz de abrigar - onipotente - o coração de cada um de seus filhos, entregues de corpo e alma à imaculada Senhora de Nazaré. Por entre ramos das verdes copas, penetram raios difusos da luz do sol e, em meus olhos, representam a luz divina que me mostra o caminho a ser percorrido, diante de minha sagrada missão.
A suprema oração que faço, neste Círio, é pela bênção da Virgem em minha tarefa promissora, para conseguir singela fração de seu amor de mãe, exercenda-o em prol dos meus irmãos em Cristo. A desigualdade que rege a sociedade me dói e me conduz a mudar o mundo. Sei que posso mudá-lo, mas sei que não poderia sozinha. Daí a minha incansável busca pela reunião da fé de cada um dos que, como eu, acreditam ser possível criar comunidades de amor que ajudem ao próximo.
Cada ação individual, cada demonstração de amor é importante na busca por um bem maior. Cada oração pela graça de um irmão reforça a palavra de Deus em minha vida e o quão lisonjeada sinto-me em pregá-la. Ainda assim, por verdadeira que seja, sinto a necessidade de fazer com que meus irmãos a (a oração, creio) enxerguem de tal forma - eis a única maneira de obter as grandes graças sociais pelas quais clamo diante da mãe.
Dessa forma, com a bênção de Nossa Senhora de Nazaré, poderei reunir a plenitude de seu manto, pregando o princípio de amar ao próximo como a si próprio. Na fé e na caridade, reforçar a presença da palavra de fé, não apenas em minha vida, mas na de cada um dos meus tantos irmãos, filhos da Rainha da Amazônia.
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O texto acima ficou em primeiro lugar no XIII Concurso de Redação Círio 2007.
A autora, LARISSA DE OLIVEIRA FERREIRA, é estudante do Colégio Nazaré.
No túnel de mangueiras, sobre tantas cabeças devotas erguidas à berlinda, fervorosas, vejo um enorme coração celeste, capaz de abrigar - onipotente - o coração de cada um de seus filhos, entregues de corpo e alma à imaculada Senhora de Nazaré. Por entre ramos das verdes copas, penetram raios difusos da luz do sol e, em meus olhos, representam a luz divina que me mostra o caminho a ser percorrido, diante de minha sagrada missão.
A suprema oração que faço, neste Círio, é pela bênção da Virgem em minha tarefa promissora, para conseguir singela fração de seu amor de mãe, exercenda-o em prol dos meus irmãos em Cristo. A desigualdade que rege a sociedade me dói e me conduz a mudar o mundo. Sei que posso mudá-lo, mas sei que não poderia sozinha. Daí a minha incansável busca pela reunião da fé de cada um dos que, como eu, acreditam ser possível criar comunidades de amor que ajudem ao próximo.
Cada ação individual, cada demonstração de amor é importante na busca por um bem maior. Cada oração pela graça de um irmão reforça a palavra de Deus em minha vida e o quão lisonjeada sinto-me em pregá-la. Ainda assim, por verdadeira que seja, sinto a necessidade de fazer com que meus irmãos a (a oração, creio) enxerguem de tal forma - eis a única maneira de obter as grandes graças sociais pelas quais clamo diante da mãe.
Dessa forma, com a bênção de Nossa Senhora de Nazaré, poderei reunir a plenitude de seu manto, pregando o princípio de amar ao próximo como a si próprio. Na fé e na caridade, reforçar a presença da palavra de fé, não apenas em minha vida, mas na de cada um dos meus tantos irmãos, filhos da Rainha da Amazônia.
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O texto acima ficou em primeiro lugar no XIII Concurso de Redação Círio 2007.
A autora, LARISSA DE OLIVEIRA FERREIRA, é estudante do Colégio Nazaré.
Romano Pereira - Primeira Cristã
Romano Pereira - Primeira Cristã
Composição: Padre Zezinho
Primeira cristã, Maria da luz. Sabias, ó Mãe, amar teu Jesus
Primeira cristã, Maria do amor, soubeste seguir
teu Filho e Senhor
Nossa Senhora da milhões de luzes
Que o meu povo acende pra te louvar
Iluminada, iluminadora
Ispiradora de quem amar e andar com Jesus
(Refrão)
Primeira cristã, Maria do lar. Ensinas, ó Mãe, teu jeito de amar
Primeira cristã, Maria da paz. Ensinas, ó Mãe,
como é que Deus faz
Primeira cristã sempre a meditar. Vivias em Deus, sabias orar
Primeira cristã fiel a Jesus. Por todo o lugar, na luz e na cruz.
Fonte: Letras.mus.br
Composição: Padre Zezinho
Primeira cristã, Maria da luz. Sabias, ó Mãe, amar teu Jesus
Primeira cristã, Maria do amor, soubeste seguir
teu Filho e Senhor
Nossa Senhora da milhões de luzes
Que o meu povo acende pra te louvar
Iluminada, iluminadora
Ispiradora de quem amar e andar com Jesus
(Refrão)
Primeira cristã, Maria do lar. Ensinas, ó Mãe, teu jeito de amar
Primeira cristã, Maria da paz. Ensinas, ó Mãe,
como é que Deus faz
Primeira cristã sempre a meditar. Vivias em Deus, sabias orar
Primeira cristã fiel a Jesus. Por todo o lugar, na luz e na cruz.
Fonte: Letras.mus.br
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