sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sindicância federal vai ouvir todo mundo no dia 28

Conselheiros federais da OAB que estarão em Belém na próxima semana, para ouvir os envolvidos no angu que se tornou a venda de um terreno em Altamira, têm tudo para entrar na sede da Ordem de manhã e sair da lá no início da madrugada do dia seguinte. No mínimo.
É que no dia 28 vindouro, portanto quinta-feira da próxima semana, a comissão de sindicância – formada pela corregedora-geral da Ordem, Márcia Melaré, e pelos conselheiros Francisco Anis Faiad, do Mato Grosso, e José Alberto Simonetti, do Amazonas – não ouvirão apenas e tão somente, como já adiantou o Espaço Aberto, os advogados Otacílio Lino, Oziel Mendes e Norikó Shimon, respectivamente presidente, secretário-adjunto e tesoureira da Subseção de Altamira.
Além deles, serão ouvidos todos os membros da diretoria da Seccional (cinco ao todo), a advogada Cynthia Portilho (autora confessa da falsificação da assinatura do vice-presidente da OAB-PA, Evaldo Pinto) e o advogado Robério D’Oliveira, para quem foi vendido o terreno, mas que posteriormente pediu o desfazimento do negócio.
Vocês somaram?
Serão ouvidas, portanto, dez pessoas.
Se os membros da comissão de sindicância começarem a tomar os depoimentos britanicamente às 8 da matina e se cada oitiva durar 1 hora (e várias, podem apostar, vai demorar bem mais), eles terminarão lá pelas seis da tarde. Isso, é evidente, se não se levantarem nem para ir ao banheiro e nem para o almoço ou para um lanchinho básico no meio da tarde, o que é impossível.
Enfim, é assim que será.
Porque é certo que o Conselho Federal tem pressa, muita pressa, para resolver essa parada.
Ou por bem ou por mal.

Pedido de intervenção será avaliado só após sindicância

Somente depois que terminar a sindicância sobre a venda do terreno em Altamira é que o Conselho Federal da OAB vai deliberar sobre um dos pontos, digamos, mais nevrálgicos desse angu todo: o pedido de intervenção.
Lembrem-se que, na primeira semana deste mês, a Subseção de Altamira formalizou perante o Conselho Federal, em documento assinado vários advogados.
Um dos pedidos era para que fossem apuradas as irregularidades, o que está já está sendo feito, uma vez que os conselheiros federais estarão em Belém no próximo dia 28.
O outro pedido tem o seguinte teor:

Requer, ainda, seja apurada as irregularidades apontadas, envolvendo parte da Diretoria da Seccional do Pará, especialmente dos Srs. Jarbas Vasconcelos do Carmo, Alberto Antônio de Albuquerque Campos, Albano Henriques Martins Junior e do Conselheiro Robério D'Oliveira, com afastamento cautelar dos acusados de seus respectivos cargos, com consequente intervenção deste r. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil na Seccional do Pará.

Essa parte é que vai esperar um pouco.
Dependerá do relatório, ou seja, das conclusões da comissão de sindicância.
Aí então é que o bicho vai pegar.
Ou não.

MPF vai à Justiça contra abandono de rodovia pelo Dnit

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça nesta quinta-feira, 21 de julho, com uma ação civil pública contra a União e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) pelo abandono da rodovia BR-155, que liga Redenção a Marabá, no sudeste do Pará. O MPF pede à Justiça decisão urgente para que sejam realizados policiamento e serviços de manutenção e conservação da rodovia.
Apesar de a estrada ter sido incluída na malha rodoviária federal há mais de dois anos, em 6 de julho de 2009, até hoje o Dnit não concluiu os trâmites burocráticos para regulamentar a federalização da rodovia. Sem essa regulamentação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não pode atuar, apesar de já possuir número suficiente de policiais para o trabalho no local e de os postos de fiscalização terem sido reformados. A burocracia também impede a realização de reparos na pista.
Nesse contexto, a antiga rodovia PA-150, atual BR-155, encontra-se totalmente abandonada, sem manutenção e sem policiamento, o que implica sérios riscos à segurança viária e à população local, prejuízo às condições de trafegabilidade e elevação do índice de criminalidade, criticam na ação os procuradores da República Alan Rogério Mansur Silva, André Casagrande Raupp e Tiago Modesto Rabelo.
"A segurança pública é um direito assegurado pela Constituição, não sendo razoável que, em razão da considerável demora para finalização do procedimento de absorção da rodovia pelo sistema rodoviário federal, que já ultrapassa dois anos, a sociedade seja penalizada e fique sujeita aos riscos provenientes da ausência de policiamento e fiscalização na rodovia", registram os representantes do MPF, que complementam: "Cumpre ressaltar que, conforme informação da Polícia Rodoviária Federal, esta dispõe de condições operacionais mínimas, inclusive de efetivo de policiais, para atender às demandas da população que vive na região do trecho federalizado, estando impossibilitada de atuar apenas porque o procedimento de absorção total da via pelo Dnit ainda não foi finalizado".
Da acordo com informações repassadas ao MPF pela PRF, os postos de fiscalização existentes ao longo da rodovia, que foram parcialmente reformados como parte do processo de integração  da pista à malha federal, estão se deteriorando por causa da falta de manutenção.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MPF

Norte Energia compra área de desmatamento ilegal

O que ele disse

"Estou há mais de 300 dias sem receber [salário], sem poder trabalhar, e você está preocupado com os 20 dias [psicologicamente abalados] do Cielo? Sou atleta, não sou nenhum marginal. Só eu sei o que passei esse período todo. Sempre aceitei por ser profissional, mas agora não aceito. Tô envergonhado. P... não paro de chorar. É muita diferença no mesmo país. Quanta coisa que penso nesse momento".
[...]
Cielo, quero deixar bem claro que não torci para você ser punido, eu quero igualdade, não só comigo, mas com todos. Eu carrego no peito uma tatuagem com a frase do hino nacional ‘verás que um filho teu não foge à luta. Se pudesse apagava’”.
Renê, goleiro, suspenso por um ano por usar furosemida, a mesma infração que custou apenas uma advertência ao medalhista olímpico Cesar Cielo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um olhar pela lente

Parte externa da igreja da Consolação, na região central de São Paulo, com vista para a rua com mesmo nome.
A foto é de Rodrigo Capote/Folhapress.

Blogs mantidos em portais são mais lidos que jornais impressos

No Comunique-se

Você sabe a abrangência de um blog? Com 73 milhões de internautas no Brasil, em alguns casos, ela pode ser maior que a dos jornais impressos. É o caso dos blogs de Juca Kfouri (UOL), Patrícia Kogut, Fernando Moreira, Ricardo Noblat (O Globo) e Marcelo Tas (Terra). A maioria deles supera a circulação dos dez maiores jornais brasileiros, que variam entre 295 e 125 mil exemplares diários, de acordo com dados da Associação Nacional de Jornais (ANJ).
O blog de Patrícia Kogut, que aborda cultura e televisão, atinge mais de cinco milhões de leitores por mês (visitantes únicos), com 14 milhões de páginas visualizadas.
O blog de esportes de Juca Kfouri chega a ter três milhões de visitantes únicos por mês, com quase cinco milhões de visualizações de página.
Fernando Moreira, do Page Not Found, com assuntos inusitados, se destaca com uma média de quatro milhões de páginas visualizadas mensalmente, com 1,7 milhão de visitantes únicos.
Ricardo Noblat, que cobre política, aparece com uma média de 257 mil visitantes únicos/mês (mais de um milhão de page views), e Marcelo Tas, apresentador do CQC, com 200 mil/mês, com picos de 300 mil.
Apesar da diferença no número de leitores, os blogs e os jornais/portais, não aparecem como rivais, mas se complementam, já que os donos de grandes veículos mantêm as páginas hospedadas em seus sites, como é o caso do UOL/Folha, O Globo e Terra.


Mais aqui.

Charge - Duke

Belém recebe curso sobre gênero, raça e etnia

Jornalistas, profissionais de imprensa e estudantes de jornalismo terão uma ótima oportunidade de entender um pouco mais sobre diversidade e políticas sociais. Uma iniciativa da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e da ONU Mulheres (Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres), com o apoio do Sinjor/PA (Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará) traz a Belém, nos dias 10 e 11 de agosto, o curso “Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas”.
“Além de lutar por melhores salários e condições de trabalho para a categoria dos jornalistas, o sindicato também é um grande incentivador da capacitação dos profissionais, pois assim ficam mais valorizados no mercado”, diz a presidente do Sinjor/PA, Sheila Faro. “Por isso, sempre apoiaremos iniciativas como essa”, completa.
O objetivo do curso é a preparação de profissionais e estudantes de jornalismo para cobertura de pauta sobre gênero, raça e etnia e vai acontecer em oito capitais, no período de 8 de agosto a 1º de setembro. Foram contempladas Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A Fenaj e a ONU Mulheres irão emitir os certificados, as inscrições serão gratuitas e limitadas a cinqüenta vagas.
O programa está baseado em dois módulos e duas atividades pedagógicas: Gênero, Raça e Etnia em Sociedade; Jornalismo, Ética e Diversidade; Leitura Crítica da Mídia; e Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes.
A carga horária do curso é de 8 horas/aula que serão ministradas de 18h às 22h nos dois dias indicados para realização em Belém. O local escolhido para o evento é a Escola Superior de Advocacia da OAB/PA.
As inscrições podem ser feitas de 20 de julho até 03 de agosto, na sede do Sinjor/PA, que fica na Trav. Barão do Triunfo, 2949 (entre 25 de setembro de Duque de Caxias, no horário das 9h às 18h30) ou pelos e-mails do Sindicato: sinjor@jornalistasdopara.com.br ou secretaria@jornalistasdopara.com.br.
No ato da inscrição, os jornalistas devem informar o número do registro profissional e os estudantes devem apresentar o comprovante de matrícula (pode ser a carteira de estudante ou declaração da faculdade) a partir do 6º período/semestre do curso de Jornalismo.

Fonte: Sinjor do Pará

Apelo à ponderação

Parte da diretoria e dos conselheiros da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará divulgaram a nota abaixo abaixo.
Cliquem nela para ler melhor.

Coleguinhas, aprendam com o técnico do Paraguai

Gerardo Martino: ele fala claríssimo. Os coleguinhas daqui, nem tanto.
Coleguinhas - alguns - da nossa crônica esportiva não desistem.
Ainda acham que o Paraguai merecia passar à semifinal, naquele jogo de domingo, contra o Brasil.
Uma ova!
Mas só porque os coleguinhas querem!
A troco de quê insistem em dizer uma hediondez dessa?
Coleguinhas precisam falar claro: se o futebol premiasse sempre, sempre e sempre a lógica, o Paraguai, naquele jogo, tomaria um chocolate no mínimo de uns 4 a 0.
Mas não tomou.
Por quê?
Porque teve sorte.
É isso e apenas isso.
Se coleguinhas não estão convencidos disso, então leiam aqui:

O Brasil teria que ter vencido nos 90 minutos, eles jogaram bem.

Quem é o autor da obviedade?
Gerardo Martino.
Quem sois?
Ele é o técnico do Paraguai.
Pronto.
Que tal uma substituição?
Que tal o técnico do Paraguai na condição de comentarista, e os coleguinhas na função de técnicos do Paraguai?
Ah, sim.
E ontem?
A mesma coisa.
A Venezuela dominou o jogo.
Do início ao fim.
Teve até gol anulado.
Mas deu Paraguai.
De novo nos pênaltis.
Mas o Paraguai merecia ganhar só porque ganhou?
Uma ova!

Charge - Waldez

Acesse o Blog do Waldez

"Terrorismo" na tentativa de desacreditar a OAB

De um Anônimo, sobre a postagem Jarbas: “Não há que se falar em afastamento, em renúncia”:

Acho que se trata de terrorismo de Estado (Governo e Alepa de modo dissimulado) essa tentativa de destruir a credibilidade da OAB-PA em buscar promover apurar profundamente os desvios de recursos da Alepa.
Lamentável, em tudo isso, é comprovar pessoas se deixando usar, provavelmente com benefícios pessoais, para perseguir a própria OAB-PA.
É bom lembrar: o Jarbas, atual presidente, venceu as últimas eleiçoes da OAB-PA contra dois ex-presidentes da entidade (que concorriam juntinhos, e perderam juntinhos). E isso é fato muito expressivo...

Mônica Pinto é indiciada por quatro crimes

Mônica: 4 crimes a responder (foto O LIBERAL)

A ex-servidora Mônica Alexandra da Costa Pinto, que já está denunciada pelo Ministério Público do Estado pelas fraudes na Assembleia Legislativa (Ação Penal nº 0010331-19.2011.814.0401), deve ser alvo, logo, logo, de outra ação penal.
Ela foi indiciada em nada de quatro crimes, no inquérito concluído na última segunda-feira pela Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil do Pará.
O delegado Rogério Moraes, que presidiu o inquérito, disse ao Espaço Aberto que enquadrou Mônica pela prática dos crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e estelionato.
As investigações policiais, segundo o delegado, confirmaram que Mônica recebeu cerca de R$ 450 mil (R$ 500 mil corrigidos) para obter empréstimos consignáveis no Banco Santander, muito embora seu salário não lhe permitisse levantar essa quantia.
Não foram detectadas quaisquer irregularidade nos procedimentos bancários para a concessão dos empréstimos.
O inquérito, devidamente relatado, foi remetido anteontem ao Poder Judiciário, que agora deverá submetê-lo ao Ministério Público, para oferecer ou não a denúncia contra Mônica Pinto.

Delegada da PF preside inquérito do caso OAB

A delegada Lorena Costa, da Polícia Federal em Belém, já instaurou o inquérito que vai apurar fatos e circunstâncias relativos à venda de imóvel da Subseção de Altamira, operação que deflagrou um angu tão grande que até uma comissão de sindicância do Conselho Federal da Ordem vai meter sua colher.
O inquérito, instaurado na última terça-feira, foi autuado sob o número 783/2011, segundo apurou o blog.
O procedimento investigatório é decorrência de notícia-crime formulada pelo secretário-adjunto da OAB à Polícia Federal e deverá, inclusive, apurar a denúncia de que a chefe do Jurídico da Ordem, Cynthia Portilho Rocha, falsificou a assinatura do vice-presidente Evaldo Pinto com autorização deste, que nega frontalmente tal acusação.
A delegada, por enquanto, ainda definiu o calendário de oitivas.
Além desse inquérito, há um outro, requisitado em Altamira pelo próprio procurador da República naquele município, Bruno Alexandre Gütschow.

Por que os brasileiros não reagem?

Por JUAN ARIAS

O fato de que em apenas seis meses de governo a presidente Dilma Rousseff tenha tido que afastar dois ministros importantes, herdados do gabinete de seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva (o da Casa Civil da Presidência, Antonio Palocci - uma espécie de primeiro-ministro - e o dos Transportes, Alfredo Nascimento), ambos caídos sob os escombros da corrupção política, tem feito sociólogos se perguntarem por que neste país, onde a impunidade dos políticos corruptos chegou a criar uma verdadeira cultura de que "todos são ladrões" e que "ninguém vai para a prisão", não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados.
Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam? Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário público?
É o que se perguntam não poucos analistas e blogueiros políticos.
Nem sequer os jovens, trabalhadores ou estudantes, manifestaram até agora a mínima reação ante a corrupção daqueles que os governam.
Curiosamente, a mais irritada diante do saque às arcas do Estado parece ser a presidente Rousseff, que tem mostrado publicamente seu desgosto pelo "descontrole" atual em áreas do seu governo e tirou literalmente - diz-se que a purga ainda não acabou - dois ministros-chave, com o agravante de que eram herdados do seu antecessor, o popular ex-presidente Lula, que teria pedido que os mantivesse no seu governo.
A imprensa brasileira sugere que Rousseff começou - e o preço que terá que pagar será elevado - a se desfazer de uma certa "herança maldita" de hábitos de corrupção que vêm do passado.
E as pessoas das ruas, por que não fazem eco ressuscitando também aqui o movimento dos indignados? Por que não se mobilizam as redes sociais?
O Brasil, que, motivado pela chamada marcha das Diretas Já (uma campanha política levada a cabo durante os anos 1984 e 1985, na qual se reivindicava o direito de eleger o presidente do país pelo voto direto), se lançou nas ruas contra a ditadura militar para pedir eleições, símbolo da democracia, e também o fez para obrigar o ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992) a deixar a Presidência da República, por causa das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, hoje está mudo ante a corrupção.
As únicas causas capazes de levar às ruas até dois milhões de pessoas são a dos homossexuais, a dos seguidores das igrejas evangélicas na celebração a Jesus e a dos que pedem a liberalização da maconha.
Será que os jovens, especialmente, não têm motivos para exigir um Brasil não só mais rico a cada dia ou, pelo menos, menos pobre, mais desenvolvido, com maior força internacional, mas também um Brasil menos corrupto em suas esferas políticas, mais justo, menos desigual, onde um vereador não ganhe até dez vezes mais que um professor e um deputado cem vezes mais, ou onde um cidadão comum depois de 30 anos de trabalho se aposente com 650 reais (300 euros) e um funcionário público com até 30 mil reais (13 mil euros).
O Brasil será em breve a sexta potência econômica do mundo, mas segue atrás na desigualdade social, na defesa dos direitos humanos, onde a mulher ainda não tem o direito de abortar, o desemprego das pessoas de cor é de até 20%, frente a 6% dos brancos, e a polícia é uma das que mais matam no mundo.
Há quem atribua a apatia dos jovens em ser protagonistas de uma renovação ética no país ao fato de que uma propaganda bem articulada os teria convencido de que o Brasil é hoje invejado por meio mundo, e o é em outros aspectos.
E que a retirada da pobreza de 30 milhões de cidadãos lhes teria feito acreditar que tudo vai bem, sem entender que um cidadão de classe média europeia equivale ainda hoje a um brasileiro rico.
Outros atribuem o fato à tese de que os brasileiros são gente pacífica, pouco dada aos protestos, que gostam de viver felizes com o muito ou o pouco que têm e que trabalham para viver em vez de viver para trabalhar.
Tudo isso também é certo, mas não explica que num mundo globalizado - onde hoje se conhece instantaneamente tudo o que ocorre no planeta, começando pelos movimentos de protesto de milhões de jovens que pedem democracia ou a acusam de estar degenerada - os brasileiros não lutem para que o país, além de enriquecer, seja também mais justo, menos corrupto, mais igualitário e menos violento em todos os níveis.
Este Brasil, com o qual os honestos sonham deixar como herança a seus filhos e que - também é certo - é ainda um país onde sua gente não perdeu o gosto de desfrutar o que possui, seria um lugar ainda melhor se surgisse um movimento de indignados capaz de limpá-lo das escórias de corrupção que abraçam hoje todas as esferas do poder.

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JUAN ARIAS é correspondente do El Pais no Brasil
Artigo publicado em O GLOBO

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um olhar pela lente

Um homem avança com um prato na mão para agredir o magnata Rupert Murdoch, durante depoimento numa comissão do Parlamento britânico sobre os grampos do News of the World.

Conheça os senadores mais caros da República

No Congresso em Foco

Gasolina, hospedagem, alimentação, passagens aéreas, aluguéis e até consultorias… Os senadores gastaram R$ 5 milhões com isso e muitas outras coisas durante o primeiro semestre. Só um grupo de dez parlamentares usou mais de R$ 1 milhão, ou 20% do total.
Este ano, o Senado criou o seu “cotão”, ao unificar o limite de gastos com bilhetes aéreos e a verba indenizatória, a exemplo do que fez a Câmara em 2009, depois da revelação da farra das passagens. Por isso, cada um deles pode gastar de R$ 21.045,20 a R$ 42.855,20 por mês, dependendo do estado de origem, por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (Ceaps).
A principal despesa dos senadores é com locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes. Foram R$ 2 milhões com esse tipo de gasto, ou 41% do total.
Em segundo lugar, figuram as despesas com aluguéis de escritórios políticos nos estados. Os senadores gastaram R$ 1,3 milhão com locação de imóveis (26% do total). Apesar de terem servidores concursados nas Consultorias Legislativa e de Orçamento à disposição, os políticos ainda gastam quase R$ 700 mil com pesquisas e serviços externos de consultoria, a terceira maior despesa.
A campeã de gastos com o “cotão” foi Ângela Portela (PT-RR), ex-deputada em seu primeiro mandato como senadora. A regra que uniu as verbas no Senado favoreceu a acomodação de despesas da senadora do PT de Roraima. Em seis meses de mandato, Ângela já usou 64% dos R$ 180 mil a que teria direito apenas com a verba indenizatória no ano inteiro. Mas ela usou apenas 4% dos R$ 235 mil a que teria direito com bilhetes aéreos este ano, segundo a regra antiga. “Não estava dando para encaixar”, explicou a assessoria da senadora.
Juntando as duas coisas numa cesta só, Ângela Portela e seus colegas senadores ganharam mais flexibilidade nos gastos. Em seis meses, ela usou R$ 124 mil do cotão, mas isso representa só 30% dos R$ 415 mil que pode usufruir até dezembro.

Mais aqui.

Charge - Aroeira

Um assédio escancarado

Kleber: o Flamengo faz de tudo para sensibilizá-lo. Ele finge que nem se toca.
E o Kleber, hein?
Que coisa!
O assédio do Flamengo a ele é escancarado, é escandaloso.
E Kleber, coitado, nem consegue disfarçar.
Se jogar hoje à noite, precisará marcar 50 gols contra o Flamengo para mostrar que não está, digamos, sensibilizado com o assédio.
Se marcar 49, já ficará uma ponta - grande ponta - de suspeita.
Mas Kleber nem deve jogar.
O Palmeiras, parece, não quer se arriscar.
Putz!

Convocação para plateia

No blog Radar on-line, do Lauro Jardim, sob o título acima:
Em privado, tucanos admitem que o pedido do líder do partido na Câmara, Duarte Nogueira, para se convocar o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, durante o recesso do Congresso, é uma jogada para a plateia a fim de manter o assunto na pauta do dia. Eles têm a certeza de que a comissão representativa, integrada em sua maioria por governistas, jamais se reunirá para votar o requerimento até a volta do recesso.

Por que clubes contratam seus ex-jogadores para técnico?

Esse negócio de ex-jogador ser técnico do clube que o tem praticamente por um ícone é uma coisa desconfortável e delicada.
Sem dúvida que é.
Vejam os casos mais recentes de Renato Gaúcho e Falcão.
O primeiro foi um dos maiores ídolos da história do Grêmio.
O segundo foi um dos maiores ídolos da história do Inter.
Grêmio e Inter chamaram Renato Gaúcho e Falcão para técnico.
Grêmio e Inter os mandaram embora, depois que começaram a perder, digamos, além do tolerável.
Por prudência, ex-jogadores, eles próprios, deveriam conter seus ímpetos e recusar qualquer convite para treinarem clubes que já o edificaram como estátuas vivas.
Vocês já pensaram Pelé treinando o Santos, e o Santos demitindo Pelé?
Ou Zico treinando o Flamengo, e o Flamengo demitindo Zico?

Charge - Waldez

Acesse o Blog do Waldez

Professor faz "apelo virtual"

O engenheiro civil, economista e professor universitário Marcos Evangelista Dias Klautau voltou ao seu blog, o Blog do MK.
Lá, ele lança "Um apelo virtual".
Você precisa ler.
Lendo, você haverá de concluir que neste país em que a roubalheira impera e os ladrões metem a mãos nos cofres públicos todo dia, o dia todo, as pessoas honestas, dignas, competentes e responsáveis precisam, muitas vezes, fazer apelos virtuais para trabalhar.
Só mesmo no Pará.
Só mesmo no Brasil.

Presidente da Subseção de Altamira será ouvido em Belém

O presidente da Subseção de Altamira da Ordem dos Advogados do Brasil, Otacílio Lino, já tem data para ser ouvido pelo comissão de sindicância do Conselho Federal, que virá a Belém para investigar o angu em que se transformou a venda de um imóvel.
Lino apresentará sua versão dos fatos em Belém, no dia 28 deste mês, quinta-feira da próxima semana, perante a corregedora-geral da Ordem, Márcia Melaré, e dos dois outros membros da comissão, os advogados Francisco Anis Faiad, do Mato Grosso, e José Alberto Simonetti, do Amazonas.
Além de Lino, também serão ouvidos na mesma data os advogados Oziel Mendes e Norikó Shimon, respectivamente secretário-adjunto e tesoureira da Subseção de Altamira.

Defesa de Duboc a caminho do STJ. Depois, o Supremo.

A defesa de Sérgio Duboc, o foragido, vai até o Supremo Tribunal Federal, se preciso for, para livrá-lo da cadeia.
Com a decisão das Câmaras Criminais Reunidas do TJ do Pará, que apreciaram e rejeitaram, no mérito, o pedido de habeas corpus impetrado em favor de Duboc pelo advogado criminalista Osvaldo Serrão, o próximo passo será bater às portas do Superior Tribunal de Justiça.
Se nada der certo por lá, aí a última alternativa será acionar o STF.
O Supremo, como informou o blog, já negou seguimento a um HC anteriormente impetrado lá pelo advogado Osvaldo Serrão em favor de Duboc.
Mas agora, que as Câmaras Criminais Reunidas do TJ do Pará já apreciaram a ação no mérito, a defesa de Duboc vai atrás de outras alternativas legais.

Justiça determina suspensão da quota-extra da Casf

A Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (Aeba) ganha mais uma na Justiça.
Não é de hoje, a diretoria da entidade tenta suspender a cobrança de uma quota-extra instituída pela diretoria da Casf (o Plano de Saúde do Basa) no ano passado. O argumento é o de que existem alternativas à cobrança da quota.
Mesmo assim, as instâncias superiores da Casf têm se recusado a examiná-las em conjunto com a Aeba.
Por isso, a Associação ajuizou ação ordinária na 8ª Vara Cível da Comarca de Belém, pedindo a suspensão da cobrança e a garantia do atendimento aos inadimplentes, uma vez que todos os meses a mensalidade da Casf é descontada. Portanto, todos estão pagando o plano de saúde.
A antecipação dos efeitos da tutela na referida ação foi deferida e publicada ontem.
O entendimento do Poder Judiciário é o de que a cobrança da referida quota-extra, conforme sempre sustentou a Aeba, constitui ilegalidade flagrante contra os direitos dos associados da Casf, ferindo inclusive disposições estatutárias.
A antecipação de tutela foi concedida a Aeba, mas como o estatuto não prevê a substituição processual, os associados que desejarem desfrutar do direito devem ser habilitados no processo. Para isso, devem comparecer até a sede da Aeba ou enviar os seguintes documentos:

* Carteira de identidade
* CPF
* Cópias das seis ultimas FIPS
* Autorização para representação processual (pode ser assinada na Aeba)
* Comunicação de suspensão do plano de saúde

Quem pode, pode

Na coluna de Ilimar Fraco, em O Globo, sob o título acima:

Escondida na ala de serviço do sétimo andar do anexo IV da Câmara, uma sala serve de escritório para o ex-deputado Paulo Rocha (PT-PR), que perdeu as eleições para o Senado no ano passado. Na porta, uma placa identifica o espaço como "Coordenação da Bancada do Pará". Mesmo sem mandato, Rocha costuma despachar no local. A regalia foi concedida ao companheiro pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

O que ele disse

“Não pode nem abraçar o filho. Ainda abracei ele, coisa de um segundo, não sei se abracei para chamar ele para tomar alguma coisa, é algo normal. O coitado veio para cá só para ir na festa, e perdeu a festa.
[...]
Não sei se eu tomei um soco, o que foi, veio de trás, pegou no queixo, eu acho que eu apaguei. Quando eu levantei achei que tinha tomado uma mordida. Eu senti, a minha orelha já estava no chão, um pedaço.”
Um pai de 42 anos, agredido (ao ponto de perder uma parte da orelha) em São João da Boa Vista (SP) por uma turma de bárbaros que o confundiram com um gay porque ele estava abraçando o próprio filho, de 18 anos. E mesmo que o cara fosse gay, justificava que fosse vítima de uma barbaridade dessa?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pausa

Em decorrência do acúmulo de atividades profissionais, o blog deixará de ser atualizado hoje a amanhã.
Voltará com as postagens na quarta-feira, se Deus quiser.