sexta-feira, 8 de maio de 2009

Defesa Civil confirma primeira morte no Pará

No AMAZÔNIA:

Uma morte, 136 mil pessoas desalojadas e milhares afetadas indiretamente pelas enchentes que assolam o interior do Pará. Esse é o saldo parcial do inverno nortista que continua intenso em pleno mês de maio, devido ao fenômeno La Niña. Os dados foram confirmados ontem pelo coordenador da Defesa Civil no Estado, major Marcus Norat. Além de desabrigar, a enchente interfere na economia da cidade, já que os comerciantes são obrigados a fechar as portas, trabalhadores ficam sem meios de chegar ao trabalho e centenas de pessoas ficam impedidas de exercer o direito básico de ir e vir.
A primeira vítima fatal confirmada foi uma criança, moradora de Curuá, no Baixo Amazonas. A idade e o sexo da vítima não foram revelados. O acidente aconteceu durante esta semana, mas só foi confirmado oficialmente na manhã de ontem, pela Defesa Civil. De acordo com o major, a Defesa Civil recebeu informações de outras quatro mortes no município de Porto de Moz, também no Baixo Amazonas, mas os casos ainda não foram confirmados. 'Recebemos apenas um comunicado verbal do prefeito e encaminhamos técnicos para confirmar ou não esses casos', revelou.
O aumento dos níveis dos rios que cortam o Estado deixou 32 municípios em situação de emergência e outros dois em alerta. Tucuruí, no sudeste paraense, foi o último município a integrar essa lista. Ontem foi decretada situação de emergência na cidade. Até então, 182 famílias estavam em abrigos providenciados pela Defesa Civil. Ainda não se sabe o número de famílias desalojas no local. De acordo com o major, em todo o Pará 34 mil famílias foram afetadas pelas enchentes, o equivalente a 136 mil pessoas. Destas, cinco mil estão em abrigos providenciados pela Defesa Civil. O restante é considerado desalojado, pessoas que deixaram suas casas, mas que estão hospedadas com amigos ou parentes.
Em algumas casas, várias delas construídas sobre rios, o Corpo de Bombeiros foi chamado para retirar cobras, que deixaram seu habitat natural. A Defesa Civil municipal diz que o contato com os animais é esporádico e, por isso, não representa um perigo real à população. Até agora, não foram registradas picadas.

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