sábado, 22 de julho de 2017

Assassinato de empresário intriga a própria polícia


Chocante, hein?
O assassinato do empresário Demétrius Ribeiro, em Marabá, na manhã desta sexta-feira (12), intriga a própria polícia.
Primeiro, pelo local - em pleno centro da cidade, na frente de trocentas mil pessoas que se encontravam na área.
Segundo, pelos 12 tiros.
Policiais experientes dizem que pistoleiros, normalmente, procuram locais sem grande afluência de testemunhas para executar crimes.
E também costumam disparar tiros certeiros - um, dois, três no máximo. Mas 12?

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Assaltos em ônibus deixa usuários sob pavor permanente


Assustador.
Assaltos a ônibus em Belém continuam em escala crescentes.
Leitores do blog, que sempre usam coletivos, relatam o medo permanente que sentem sobretudo à noite, quando se dirigem do trabalho para suas casas.
E a parada é a seguinte: o pavor não é propriamente do assalto, mas do descontrole de bandidos, que podem atirar em qualquer um, mesmo que todas as vítimas se rendam às suas exigências.
Nesses casos, portanto, o preceito básico de que nunca se deve reagir a um assalto não está valendo mais para muitos bandidos de Belém, que atiram primeiro e perguntam depois.

Vish!

Lula x PSOL: o duelo das "frescuras"


Hehe.
Lula está usando um linguajar que não deixa dúvidas a ninguém.
Olhem só, acima, essa tuitada de Lula sobre o PSOL.
Alguém tem alguma dúvida do que ele disse ou deixou de dizer?

E teve resposta do PSOL.
Espiem abaixo.


Mais de 30 jornalistas já foram mortos apenas neste ano



O relatório “Killing the Messenger”, divulgado na última semana pelo International News Safety Institute (INSI), registrou 35 mortes de jornalistas durante o exercício da profissão em todo o mundo nos primeiros seis meses de 2017.
Segundo o relatório, 18 jornalistas foram mortos em países que supostamente não estão em guerra. O texto ainda diz que 19 foram assassinados a tiros, 10 foram vítimas de explosões, 4 morreram no fogo cruzado e 33 deles eram residentes nos lugares onde os mataram.
Nesse período, o Afeganistão, o México e o Iraque foram os países que mais registraram baixas. Jornalistas também foram mortos no Paquistão, Iêmen, Rússia e República Dominicana.
O Afeganistão foi o local onde mais se mataram jornalistas no período. Ao todo, 9 assassinatos ocorreram em três diferentes ataques a bomba promovidos, de acordo com o INSI, pelos grupos Taleban e Estado Islâmico (EI). O objetivo era atingir diretamente a imprensa.
No México, o segundo país mais letal para jornalistas, 7 pessoas foram mortas a tiros. Os assassinatos geraram protestos na Cidade do México, e o presidente Enrique Peña Nieto prometeu fortalecer a proteção para os profissionais de comunicação.
A imprensa mexicana afirma que promessas não são o suficiente. “A justiça não é construída com boas intenções e declarações”, disse ao INSI a jornalista Elia Baltazar, “mas com combate à impunidade, que é a obrigação das autoridades mexicanas. Mas não há luta contra a impunidade de frente para crimes contra jornalistas. Eles não são investigados e ninguém é responsável.”
De janeiro a junho de 2017, houve apenas três casos de assassinato de jornalista nos quais o INSI observou que as autoridades identificaram e prenderam os responsáveis.
No Iraque, seis jornalistas foram pegos. A principal causa de morte foi o fogo cruzado.
O levantamento mostrou ainda um declínio do número de mortes em relação ao ano passado – em 2016, foram 49 jornalistas assassinados de janeiro a junho. Apesar disso, a diretora assistente do INSI, Anna Bevan, preocupa-se com o aumento do número de ataques físicos e virtuais à imprensa.

“[Os ataques] estão fazendo com que muitos se autocensurem ou até mesmo deixem a profissão definitivamente”, diz Anna. “Isso tem um efeito tão danoso para as vidas individuais, mas também é tão prejudicial à democracia”.

Dez lançamentos neste mês de julho para integrar sua estante

Espiem só.
O excelente site Listas Literárias aponta dez lançamentos neste mês de julho que precisam integrar sua estante.
Confiram abaixo:

1 - Ninguém Nasce Herói, de Eric Novello: Num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o Escolhido, o simples ato de distribuir livros na rua é visto como rebeldia. Esse foi o jeito que Chuvisco encontrou para resistir e tentar mudar a sua realidade, um pouquinho que seja: ele e os amigos entregam exemplares proibidos pelo governo a quem passa pela praça Roosevelt, no centro de São Paulo.

2 - Dunkirk - a história real por trás do filme, de Joshua Levine: Em 1940, no porto francês da cidade de Dunkirk, mais de 300 mil tropas Aliadas foram salvas da destruição pelas mãos da Alemanha Nazista em uma extraordinária evacuação pelo mar. Esta é a verdadeira história de soldados, marinheiros, pilotos e civis envolvidos no resgate de 90 dias que se tornou uma lenda.

3 - Breve História de Sete Assassinatos, de Marlom James: Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas.

4 - Os Últimos Dias da Noite, de Graham Moore: A história recria de maneira extraordinária a disputa que em fins do século XIX opôs o cientista sérvio Nikola Tesla e o americano Thomas Edison, inventor da lâmpada, dois dos maiores gênios da história. A briga, no entanto, não envolve apenas ciência.

5 - Coisas Inatingíveis, de Danilo Leonardi: Quatro histórias se entrelaçam numa trama de tirar o fôlego e que fará você repensar sua vida. Cristina, Raí, Bianca e Bernardo. Jovens com diferentes visões, diferentes caminhos, mas com um único anseio: aproveitar cada dia como se fosse o último.

6 - A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, de José Eduardo Agualusa: fábula política, satírica e divertida em torno dos sonhos, criada por um dos mais premiados autores lusos contemporâneos.

7 - Amor & Gelato, de Jenna Evans Welch: Um verão na Itália, uma antiga história de amor e um segredo de família. Depois da morte da mãe, Lina fica com a missão de realizar um último pedido: ir até a Itália para conhecer o pai. Do dia para a noite, ela se vê na famosa paisagem da Toscana, morando em uma casa localizada no mesmo terreno de um cemitério memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, com um homem que nunca tinha ouvido falar. Apesar das belezas arquitetônicas, da história da cidade e das comidas maravilhosas, o que Lina mais quer é ir embora correndo dali. 

 8 - Perigosa Amizade, de Gisela Bacelar: Para fãs de Gossip Girl, o volume zero da elogiada série independente Perigosa amizade, que conquistou mais de 40 mil seguidores no Instagram Roberta é uma adolescente intensa. Ela é decidida, prática e sabe o que quer.

9 - Príncipe Partido, de Erin Watt: Reed vê seu mundo desmoronar e toda a esperança de viver um romance com Ella desaparece. A garota dos sonhos de Reed não quer mais saber dele, porque sabe que se ficarem juntos, isso vai destruí-los. Ella pode estar certa.


10 -Sempre Vivemos no Castelo, de Shirley Jackson: Merricat Blackwood vive com a irmã Constance e o tio Julian. Há algum tempo existiam sete membros na família Blackwood, até que uma dose fatal de arsênico colocada no pote de açúcar matou quase todos. Acusada e posteriormente inocentada pelas mortes, Constance volta para a casa da família, onde Merricat a protege da hostilidade dos habitantes da cidade.

O que ele disse


"Se me der alguns cargos, eu quero. Quero indicar, tenho até os nomes, tenho até currículos no gabinete. Tomara que ele leia essa reportagem e se lembre do 'Wlad' que tem ecoado sua voz a nosso favor e me dê umas indicações importantes para o Estado."

"Somente alguns parlamentares hipócritas não vão assumir, mas é óbvio que, após a reunião com o presidente, a gente vem com aquela história: 'Mas, presidente, eu gostaria de trazer demandas do Estado, do município, do governo do Estado'. A gente aproveita o barco e pede. Na realidade, não é o governo que está atrás disso, os parlamentares é que estão procurando, pedindo audiência, aproveitando a oportunidade. O Temer tem que ser assim. Aos amigos, as flores; aos inimigos, coroa de espinhos."

"Ele não propõe nada, ele pede apoio, mostra cópia da denúncia, diz que é inócua, mas não oferece nada. Vai que alguma pessoa queira gravá-lo novamente numa situação dessas. Ele diz que vai ver o que pode fazer. “O que for possível ajudar no seu estado, vamos fazer”. Ele vê quais são os ministérios, quem pode resolver. O presidente encaminha. Faço cara de coitadinho para ele".
Wladimir Costa, deputado federal (SD-PA), ensinando como pedir cargos a Michel Temer, que se escora em todo mundo pra escapar da queda. Escora-se até no Wlad.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Proposta que beneficia Lula não deve ter vida longa



Não deve ter vida longa, não mesmo, proposta do deputado federal petista Vicente Cândido (SP), para impedir a prisão de candidatos até oito meses antes das eleições.
A invencionice, é claro, beneficiaria primeiramente e acima de tudo e todos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro e que poderá ser até preso, caso o TRF4 confirme a sentença, em julgamento previsto para o próximo ano.

A respeito do assunto, ouçam o diz ao Espaço Aberto o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA).

Lance que favoreceu o Inter não teve nada de polêmico. Nada.


Com todo o respeito, mas considerar polêmicos certos lances que não despertam qualquer dúvida é criar polêmica por falta de polêmica disponível na praça.
Vejam os leitores - sobretudo os que acompanhar futebol - esse lance aí, que resultou no gol salvador do Inter contra o Luverdense, nos minutos finais da partida da última terça-feira.
Observem a jogada a partir de 4 minutos e 30 segundos no vídeo.
Pararam por que os jogadores do Luverdense?
Por que pararam no lance?
Desde quando a marcação de um bandeirinha sobrepõe-se à de um árbitro?
O gol, viu-se depois, foi legítimo.
O árbitro mandou seguir o lance, muito embora o bandeira tenha marcado o impedimento, que viria a comprovar-se inexistente.
Então, os jogadores do Luverdense deveriam continuar normalmente atentos à jogada, independentemente da marcação do bandeira.
Depois do lance, aí sim, poderiam questionar o árbitro ou o próprio bandeira.
Onde, portanto, a polêmica?
Jogadores do Luverdense é que devem aprender o que tem prevalecido desde a invenção do futebol: todos devem obedecer à marcação, certa ou errada, do árbitro - e apenas dele.
Pronto.

Sem polêmica.

IFPA e reitores são condenados por descumprir decisões judiciais


Reitor e reitor substituto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), bem como a própria instituição, foram condenados pela Justiça Federal a pagar R$ 180 mil, por terem desrespeitado decisões liminares que os obrigavam a regularizar situação de um professor que teve sua contratação desfeita e ficou sem receber salários referentes a dois meses em que efetivamente trabalhou.
"O brilho da oração de Paulo Freire - Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo - ganha tons lúgubres, quando a lei é descumprida e decisões judiciais que determinaram sua realização são desrespeitadas por magníficos reitores", diz o juiz federal substituto da 1ª Vara, Henrique Jorge Dantas da Cruz, que assinou a sentença nesta quarta-feira (19).
Na decisão, ele condenou o reitor do IFPA, Cláudio Alex Jorge da Rocha, a pagar multa de R$ 26 mil em favor do professor prejudicado. O reitor substituto André Moacir Lage Miranda terá de pagar R$ 52 mil e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, R$ 102 mil, por considerar que agiram, segundo expressões da sentença, "com desdém às autoridades públicas".
O magistrado avalia na decisão que o valor total R$ 180 mil é "adequado para compensar a parte autora, sem ensejar indevido enriquecimento, pelo fato de as decisões judiciais que tutelaram seu direito nunca terem sido cumpridas". Para Henrique Jorge Cruz, a condenação pecuniária também é "suficiente para, ao menos inicialmente, legar à coletividade exemplo expressivo da reação da ordem pública contra essa conduta de menos cabo antirrepublicano, apesar de infelizmente não ter conseguido desestimular as autoridades de atuarem de forma ilegítima."

Aprovação
 No mandado de segurança que ajuizou na Justiça Federal, em 9 de novembro de 2016, o professor relata que, em abril daquele ano, o Diário Oficial publicou resultado de processo seletivo simplificado em que ele foi aprovado, em primeiro lugar, para o cargo de professor substituto. Em junho, o impetrante passou a desenvolver normalmente suas atividades e começou a ministrar aulas.
Segundo o autor do mandado de segurança, seu contrato foi assinado somente em junho de 2016. Diante da extrema demora para a efetiva da formalização de sua contratação, ele requereu, em agosto, que o IFPA pagasse seus salários de junho e julho de 2016. Em setembro, no entanto, o professor disse ter sido informado que o Instituto não manteria seu contrato, sob a justificativa de que ele já teria vínculo como professor substituto da Universidade Federal Rural da Amazônia até 31 de junho de 2015, ou seja, 24 meses antes de ingressar no IFPA, daí não ser possível nem mesmo pagar os salários correspondentes ao exercício funcional.
O juiz considerou, no entanto, que a pretensão do professor é amplamente acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), já que a Lei 8.745/1993 proíbe a renovação da contratação temporária, se for para o mesmo cargo, perante o mesmo órgão público, o que não ocorre neste caso, uma vez que seu vínculo anterior era com a Universidade Federal Rural da Amazônia.

Descumprimentos
A sentença relata que a primeira liminar, ordenando ao IFPA que regularizasse a situação do professor, foi concedida em 22 de novembro. O reitor foi notificado no dia seguinte. Em 28 de novembro, o professor voltou ao Juízo para informar que a liminar ainda não havia sido cumprida. Em 2 de fevereiro, a 1ª Vara reforçou determinações ao Instituto, que foi notificado no dia 3, através do reitor substituto. A liminar continuou sem cumprimento até 20 de fevereiro, o que levou o Juízo a emitir, no dia 22, novo mandado ao IFPA.
"Em um país em que as leis, os contratos, os acordos e os princípios, que protegem e tentam melhorar a vida em sociedade, são comprometidos em nome da busca de satisfação pessoal, resta apenas o Poder Judiciário, como a última trincheira antes da ausência de civilidade, de cidadania e de autoridade capaz de manter o equilíbrio da sua estrutura política e social. A inquietação surge quando, como no presente caso, o Poder Judiciário não consegue manter a higidez do 'contrato social'", diz a sentença.
Para o juiz federal, "o descumprimento das decisões judiciais (que ainda persiste), somado à falta de qualquer obstáculo concreto e veraz enfrentado pelos magníficos reitor e reitor substituto do IFPA, revela desassombrado descaso com o Poder Judiciário. Nesse quadro, o sistema jurídico determina, como pontapé inicial, a condenação em valores pecuniários àqueles que insistem em desdenhar de decisões judiciais."

Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará

O que ele disse


"Esse problema dos deputados do PSB foi um problema que não foi criado aqui. Eu tenho conversado com os deputados do PSB há muitos meses, o presidente Michel Temer sabe disso. Ontem teve esse movimento, eu acho que tem muita gente no entorno do presidente falando demais. E falando em off, que é ruim. E acaba gerando crise onde a crise não existe. Então, da minha parte nunca teve problema."

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, sobre  o movimento de Temer de tentar atrair para o PMDB deputados insatisfeitos do PSB que negociam ida para Democratas.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Imaginem se Rodrigo Maia fosse o Temer da Dilma


Grande!
Depois Michel, o Temer, fica cheio de raivinha quando o chamam de golpista.
Não é pra menos.
Sua Excelência exerceu acintosamente, afrontosamente, escandalosamente um papel de protagonismo decisivo para tirar do cargo Dilma Rousseff, a presidente petista.
Agora, Temer maquina, às claras e às escuras, para desinflar o cacife de Rodrigo Maia (DEM-RJ), tentando convencer - sabe-se lá com quantos milhões de motivos - parlamentares do PSB a migrarem para o PMDB, em vez de tomarem o rumo do Democratas.
E olhem que Maia tem oferecido demonstrações públicas de lealdade a Temer.
Imaginem vocês se Maia estivesse agindo como uma espécie de Temer da Dilma.
Enfim, meus caros, quem acredita em Temer que o compre embrulhado em papel celofane.

Ou em papel de embrulhar prego.

Padre Fábio de Melo cantando carimbó não passa de invenção



Redes sociais continuam a ser um repositório infindável, interminável, inimaginável e perigosíssimo de maluquices e notícias falsas.
Circula por aí o áudio acima, informando que seria o Padre Fábio de Melo cantando uma música em ritmo de carimbó que ele fez para o Círio.
O Espaço Aberto foi consultar especialistas em Padre Fábio de Melo.
E uma das fontes, das mais confiáveis, não apenas afirmou na hora que nem a voz do áudio e nem a autoria da música são do padre como ainda mandou o link do YouTube. Vejam abaixo.
A música tem como autores Moisés Araújo/Lenorocha.
E quem a interpreta é o próprio Leno Rocha.
Confiram.

Teixeira preso? Agora, parece que vai!


Agora vai.
Ou parece que vai.
A prisão iminente de Ricardo Teixeira, o ex-chefão da CBF, que por 9.500 anos comandou o futebol brasileiro, pode desvendar coisas mais horrorosas ainda do que as que levaram José Maria Marin a ser preso, condição em regime domiciliar em que ainda se encontra nos Estados Unidos.
Já não era sem tempo que Teixeira fosse chamado às falas de uma forma, digamos assim, mais contundente para explicar - se puder fazê-lo, é claro - artimanhas de que é suspeito.
Na Espanha, o cidadão é acusado de lavar dinheiro obtido por meio de comissões ilícitas recebidas na venda de amistosos da seleção brasileira. Ele teria formado uma "organização criminosa" com o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, outra criança inocente que está preso há quase dois meses.
Nos Estados Unidos, Teixeira é acusado no "caso Fifa" de fraude, lavagem de dinheiro e de receber milhões de dólares em propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo.
Mas o grande problema, reconheça-se, é que Teixeira, no momento no Brasil, mas em lugar incerto e não sabido, dificilmente será preso.
Porque o Brasil não extradita seus nacionais.

"Punições" aplicadas ao Vasco não passam de brincadeira

Selvageria no estádio do Vasco. Perda de seis mandos de campo é nada. É coisíssima nenhuma.
Só pode ser brincadeira, né?
Só pode ser.
O Vasco punido com a perda de apenas seis mandos de campo - seis, gente - e uma multinha de araque, depois de algumas das cenas mais pavorosas de vandalismo já vistas no futebol, só pode ser uma brincadeira, pra não dizer outra coisa.
Olhem, a violência que grassa no Brasil, configurada em eventos diretamente relacionados ao futebol, não é por acaso.
Isso ocorre porque otoridades mil, dirigentes de clubes e por último, mas não menos importante, a própria Imprensa de um modo geral demonstram uma tolerância repugnante a esse tipo de crime.
Vocês sabem quando isso poderia ter fim?
Quando os clubes, em vez de multas de araque e alguns mandos de campo, comecem a perder pontos em proporção às suas omissões para ocorrências criminosas nos estádios e entorno.
Em vez de perder mandos de campo, deveriam perder três, seis, 12 pontos, enfim, o equivalente à gravidade dos atos de banditismo cometidos.
Ou então deveriam ser suspensos de suas atividades.
E por que os clubes dariam a vida para evitar essas ocorrências? Porque, dependendo das circunstâncias, alguns seriam inevitavelmente rebaixados.
Essa tese, não é de hoje, já vem sendo há vários anos pelo Espaço Aberto.
Cliquem aqui e vejam.
Punições assim deveriam ocorrer para qualquer clube - repita-se, qualquer clube - de qualquer cidade do país, desde que demonstrada conivência ou omissão com arruaças e crimes como os que ocorreram no Rio.
É isso.

Todos nesta quinta-feira, com JBosco

O que ele disse


"Nós não temos a necessidade de oferecer uma denúncia, eu tenho a necessidade de apurar. Eu tenho necessidade de apurar e, convencido de que o fato é típico, e convencido da materialidade do crime e definida a autoria, aí sim partiremos para a fase do processo penal."

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, sobre a expectativa do oferecimento de uma nova denúncia contra o presidente Temer.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

E se Lula ficar inelegível, quem no lugar dele? PT emudece.

Victor Laus, João Pedro Gebran Neto, e Leandro Paulsen: a bola está com eles, para julgar recurso de Lula e do MP
Petistas do Pará embarcaram, da cabeça aos pés, na tese de que a sentença do juiz federal Sérgio Moro tem, de cabo a rabo, vieses absolutamente políticos.
Mas vários alimentam outra convicção - ou quase isso: será muito, mas muito difícil revertê-la no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, onde a 8ª Turma, composta por três desembargadores - Victor Laus, João Pedro Gebran Neto, e Leandro Paulsen -, vai analisar o recurso contra a sentença condenatória.
E aí, se a condenação for mantida em segunda instância e Lula tornar-se inelegível para as eleições presidenciais de 2018, quem o PT apresentará como candidato ao Planalto?
A essa pergunta, petistas paraenses geralmente ficam mudos.

Talvez queiram tempo para responder só em 2018.

Reportagem de "O Globo" produziu a melhor prova contra Lula


Fui dar uma olhada na sentença do juiz SérgioMoro que condenou Lula.
E confesso: acho que a prova mais contundente foi produzida pelo jornal "O Globo" (vejam a imagem abaixo).
Foi produzida pelo jornalismo.
Os três trechos da sentença, extraídos pelo Espaço Aberto e divulgados acima, dizem tudo.
E observem ao final do item 609, a reprodução de um trecho da reportagem, onde se diz que "a Presidência confirmou que Lula continua proprietário do imóvel".
Meus caros, isso foi em 2010/2011.
Fosse a matéria inverídica, não caberia um desmentido veemente ou mesmo, em hipótese mais extremada, uma ação judicial contra o jornal por ter publicado matéria com equívoco tamanho, capaz de abalar a honra do presidente da República?
Mas não.
Tudo se resumiu à admissão do Planalto, de que Lula continua proprietário do imóvel.
Em 2010/2011, repita-se à exaustão.


Falta o acento no verbo. Sobra o sarro contra Lula.


Vejam acima. 
Espiem só quanta criatividade.
A cervejaria artesanal Rio Carioca aproveitou o cenário político para promover a marca tirando um sarro com o ex-presidente Lula, condenado por ocultar a propriedade de triplex no Guarujá (SP).
Se vocês observarem, faltou o acento circunflexo no verbo pôr. Mas ninguém vai dar a menor bola pra isso, é claro.

Aliás, em anúncio anterior (vejam ao lado), a mesma cervejaria provocou Temer. “Presidente, melhor beber na varanda, porque a casa caiu”, dizia um anúncio, referindo-se à denúncia por corrupção passiva oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente. 

Zé Ricardo está entre os "tops" do mundo? Responda aí.

A derrota do Flamengo para o Grêmio por 1 a 0, nesta quinta-feira (13) à noite, mandou para os TTs (tend tropics)  do Twitter o nome do técnico rubro-negro Zé Ricardo.
Por volta das 23 horas, havia mais de 13 mil menções ao nome do treinador.
E muitas delas impagáveis, como esse gif aí embaixo.


Um olhar pela lente


O que ele disse

Para os interessados em aprofundar-se no límpido e claro desabafo do prefeito Alexandre Kalil, clique aqui.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

"Flanelinhas" fazem e acontecem à luz do dia. Um escândalo.



Flanelinhas - sim, eles, sempre eles - continuam arrupiando sob as barbas de quantas autoridades existam e que, tendo competência para coibir excessos, nada fazem, ou fazem muito aquém do que deveriam.
Flanelinhas há, acreditem, que prestam até um bom serviço. Mas outros, muitos outros, sobretudo quando se juntam em áreas nobres da cidade, agem, sim, como se fossem os donos do pedaço, arrogando-se o direito até mesmo de intimidar acintosamente sobretudo mulheres e idosos que se recusam a pagar o que lhes exigem.
E quando tal ocorre, isso é extorsão da pura, né?
É o que mostra um leitor do blog que, por motivos mais do que óbvios, prefere não se identificar, mas manda texto e fotos descrevendo a situação escandalosa que ocorre em área da cidade onde se situam a Prefeitura de Belém, o Ministério Público e o Fórum Cível.
O Espaço Aberto, por cautela, encobriu o rosto do flanelinha que aparece na foto.
Vejam o desabafo do leitor.

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Estamos vivendo à mercê da marginalidade, todos os dias e em todos os lugares. Belém tem suas ruas loteadas por “flanelinhas”, em sua maioria homens que, mediante ameaças tácitas ou expressas, praticam crime de extorsão junto aos motoristas, tendo que lhes pagar pela vaga ocupada. Às vezes, o pagamento é mensal ou semanal.
O desrespeito ao Poder Público, que mostra sua falência como um todo, está no fato de que tais crimes acontecem à luz do dia e na cara das instituições responsáveis por garantir a paz social, ordem e a fiscalização e cumprimento da lei.
Passando a Seccional do Comércio, à frente da Delegacia de São Brás e da Pedreira, à frente da Justiça do Trabalho, da Justiça Federal, do Ministério Público do Trabalho há esse tipo de “pedágio” ou “cobrança” por parte dos “flanelinhas” ditos “guardadores de carro”, que não contribuem, não pagam impostos e, de seus ganhos incalculáveis, não é descontado o imposto de renda/INSS/IRPF ou qualquer outro tipo de tributo municipal/estadual/federal.
Pior é que essa categoria que vive de “crime continuado”, ainda tem associação!         
Alguns delegados de Polícia já chegaram a prender “meliantes” em flagrante delito, e não tardou para que a Justiça os colocasse na rua e eles voltassem a praticar o mesmo tipo de “desserviço”. Certamente esses delegados também irão fazer “vista grossa” nas próximas vezes, já que seu trabalho foi em vão.
Essa semana nos deparamos com uma “novidade”.
À frente da Prefeitura de Belém, Fórum Cível e do Ministério Público Estadual – pasmem, o órgão Fiscalizador da Lei, que fiscaliza tudo e todos – os “flanelinhas” agem descaradamente no loteamento do espaço público, reservando as “vagas” com cones.
Toda aquela área conhecida é policiada pela Polícia Militar pela Guarda Municipal.
Há cerca de 70 militares no Ministério Público guardando suas instalações e membros (promotores), enquanto que do lado de fora, os servidores sofrem diariamente este tipo de constrangimento.
Outros tantos Policiais Militares no Fórum Criminal, que fazem a segurança dos Juízes e dos prédios, e sem contar os militares que estão na Alepa, fazendo o mesmo tipo de serviço.
A Guarda Municipal, por sua vez, cuida da prefeitura, e semanalmente aparece com a Semob para guinchar carros estacionados irregularmente, o que não é errado, por ser previsto em lei. Diferentemente da cobrança praticada pelo “flanelinha”...
Do lado de fora, onde os servidores destes “poderes” e os usuários vivem uma relação de submissão, talvez, da maior “extorsão coletiva” ocorrida nesta cidade e bem na frente dos “aplicadores” da lei, sem que nada façam para coibi-la.
Mais uma prova de que a lei funciona, mas apenas quando é conveniente às autoridades aplicá-las.
Ao cidadão de bem, resta o reforço na descrença no Poder Público.
Aos que podem, a saída é o aeroporto...

Palhaçada de senadoras abre grave precedente no Senado


Com todo o respeito que Suas Excelências merecem, mas o que cinco senadoras fizeram nesta terça-feira (11), ocupando a Mesa Diretora do Senado e impedindo o presidente da Casa de dirigir a sessão, configurou não apenas a quebra do decoro como também foi uma tremenda palhaçada.
Não se entra aqui no mérito da reforma trabalhista aprovada no Senado.
A reforma trabalhista pode ser a mais nefasta, a mais prejudicial aos trabalhadores e a mais inadmissível, porque capaz de precarizar as relações trabalhistas, mas senadores ou senadoras, porque são contrários à proposta em discussão, impedirem que a sessão se realizasse é uma violência inominável contra o regimento, uma afronta ao decoro e a manifestação de um anseio maldisfarçado de ganhar os holofotes.
E mais: se a Mesa do Senado nada fizer contra as promotoras da palhaçada, isso vai virar um precedente para que, daqui por diante, senador ou senadora que não concordar com proposta que esteja em vias de ser votada, tome assento, à força, na Mesa Diretora e impeça que o Senado Federal delibere.
Isso é admissível?
Como todo o respeito.

Guerra civil e barbárie assolam o Rio. E o Brasil.

Espiem só essa imagem da manchete de uma das páginas de O Globo desta terça-feira (11).
Se não vivemos uma guerra civil, em contexto vocês classificariam essa mortandade toda?
Se isso não é uma barbárie, é o quê?
Céus!


Os juízes são privilegiados pela nova Lei Orgânica?

ISMAEL MORAES - ADVOGADO SOCIOAMBIENTAL

Quase todo dia recebo alguma mensagem de escandalização sobre os direitos (adicionais e mais adicionais) previstos em favor dos magistrados na Nova Lei Orgânica da Magistratura Nacional.
E quase todo dia vejo nas várias repartições judiciais que frequento, leio nos jornais e nos demais meios de comunicação em que me informo que os magistrados procuram, por meio de sentenças, edificar outra República, digna. Nunca, na nossa história, o povo depositou não apenas confiança nas mãos dos juízes; existe mesmo uma grande esperança equivocada de que os juízes poderiam, à guisa de serem verdadeiros demiurgos, “consertar” o país – e isso fica evidente quando dois magistrados despontam os preferidos nas intenções de voto espontânea para presidente da República.
Quando advogava há quatro anos, em 1997, li um artigo do advogado Saulo Ramos, de que jamais esqueci porque formou a minha convicção sobre a valorização da magistratura. Em vez de escrever sobre o tema, transcrevo parte daquelas sábias palavras. Ensinou o velho advogado:
Na discussão dos sistemas de aposentadoria, atualmente em votação no Congresso, tem muita gente fazendo trapaça grossa. E desonesta. Comparar a prerrogativa do juiz com o privilégio do parlamentar, que se aposenta com apenas quatro anos de mandato, é mais do que demagogia: é um insulto.
O parlamentar pode exercer licitamente qualquer outra atividade rendosa e, com sucesso, amealhar economias para seu pé-de-meia. O juiz não pode. Ao médico, que está ganhando miseravelmente no exercício da nobre profissão, é, no entanto, assegurada a oportunidade de montar sua clínica, ser dono de hospital, associar-se com outros colegas para suplementar suas rendas.
Todas as demais especializações profissionais, públicas ou privadas, permitem, de uma ou de outra forma, atividades suplementares -que, é claro, dependerão do estado geral da economia para ser ou não compensadoras. Ao juiz nada disso é permitido, ainda que as finanças nacionais estejam ótimas.
Evidentemente dramática no país é a remuneração de professores nas escolas públicas ou privadas, situação lamentável para um povo que, acima de tudo, precisa de educação. Professor necessita estudar para ensinar. E ganha miséria. Nem livro pode comprar.
Pois ao magistrado somente se permite, além de suas funções, o exercício de um cargo de professor, precisamente a atividade cujos vencimentos constituem, ironicamente, verdadeira espoliação do trabalho intelectual. E tudo isso é vedação, ordenamento, disciplina constitucional. Problema sério.
Ora, o juiz de direito é agente da lei. De sua caneta, ou do teclado de seu computador, o cidadão recebe concretamente as garantias que, na Constituição e nas normas, são apenas declamatórias. Queiram ou não, suas funções têm direta e profunda importância para a vida de cada brasileiro. Por meio de uma sentença, o magistrado dispõe, com absoluta independência, sobre a liberdade das pessoas, o patrimônio dos cidadãos, a guarda de filhos, todos os direitos que a cada um de nós são assegurados pelo sistema jurídico, que de nada valeria sem juiz que o aplicasse.
É evidente que esse agente público precisa, no mínimo, de tranquilidade para proferir julgamentos. E mais: precisa de cultura, de ciência jurídica, que somente se adquire e se atualiza mediante estudos permanentes e caros, revistas especializadas, computadores, congressos, bibliotecas e vivência plena dos fatos sociais.
E o que fez nosso sistema para o juiz, considerando tais funções exclusivas? Proibiu-o de tudo. Não pode fazer mais nada, não pode receber de outras fontes, não pode comerciar, não pode ser sócio de coisa alguma, não pode, não pode, não pode. Exigiu-se dele exclusividade absoluta. Logo, em contrapartida, a sociedade deve remunerá-lo à altura da situação que lhe impôs. Mas, mesmo assim, não remunera.
Os magistrados pleiteiam o mínimo: que não se alterem as regras de suas aposentadorias. Ou menos: que a lei geral de previdência seja a eles aplicada no que couber, ressalvando, com esse pouco, a esperança de o legislador, no futuro, não despojá-los daquele mínimo. Nem sei se isso irá assegurar-lhes algo, com tantos discursos classificando a ressalva como "privilégio".
Os críticos não apontam, porém, qual o privilégio deferido à magistratura. Qual? Digam um só! Essa história de falar em "ofensa ao senso de justiça e à ética republicana" não passa de frase empolada, sem conteúdo concreto, sem verdade definida, porque não aponta o fato nem a vantagem que em privilégio se constituiriam. É discurso de candidato a vereador em Tatuí -assim mesmo, com pouca chance de fazer sucesso, por demasiadamente vazio.
Apoiando esse pernosticismo, um jornal de São Paulo, em editorial na última sexta, sustentou que a tese, a garantia de aposentadoria para o magistrado como condição de julgamentos isentos, "valeria para o médico, que precisa de tranquilidade para operar, o engenheiro, para projetar e calcular estruturas, para o padre, para confessar e confortar, para o escrevente, para não errar ortografia e sintaxe, ou para o lixeiro para não deixar restos para trás".
Eu acrescentaria mais um "para", que seria "para um jornalista não escrever tanta bobagem e tanto 'para"'. O cirurgião pode cobrar o que quiser, fora do SUS; o engenheiro, a mesma coisa -e nem SUS tem a limitar seus ganhos; o padre, por definição, desfruta de paz de espírito; o escrevente que errar na sintaxe é substituído; e, finalmente, o lixeiro, por mais digna que seja a profissão, como todas as demais, não precisa de ciência alguma para varrer o lixo. Nem de biblioteca, nem de fatos sociais além do seu próprio.
Na defesa de seus direitos, a sociedade sabe que precisa de magistrados cultos e tranquilos. Sabe até por intuição. Na Inglaterra, o juiz ganha bem e, quando acha insuficientes seus vencimentos segundo os padrões do local onde exerça a função, ou em face do aumento de seus encargos familiares, tem direito de requerer suplementação individual. E recebe.
Nos EUA, os vencimentos dos juízes, desde a independência, foram considerados fundamento de segurança para a população. Quando se discutia essa matéria, Alexander Hamilton, em sua obra monumental "O Federalista", advertiu que "o controle sobre os meios de subsistência de um homem equivale ao controle sobre sua vontade".
É preciso, pois, meditar, sob o ponto de vista social e no interesse do povo, sobre a diferença que existe entre a vontade do juiz e a vontade do lixeiro. Ou se o direito dos cidadãos pode ser comparado ao lixo deixado para trás.”

terça-feira, 11 de julho de 2017

Delações premiadas ajudam a esclarecer chacina

A delação premiada, instrumento fartamente utilizado pela Operação Lava Jato, para desvendar o maior escândalo de corrupção já ocorrido no Brasil, pode esclarecer muito antes do que se espera a chacina ocorrida em maio passado, no município de Pau D'Arco, que já resultou nas prisões, nesta segunda-feira (10), de 11 PMs e dois policiais civis.
Em nota, o Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol-PA) confirmou que um delegado e um investigador, de nomes obviamente não revelados, estão contribuindo com as investigações.
A delação também foi confirmada pelo procurador-geral de Justiça, Gilberto Valente, na entrevista coletiva em que detalhou a prisão dos 13 policiais. Os delatores, segundo o chefe do MP do Pará, foram incluídos em programa de proteção de testemunhas.
Abaixo, leia a nota do Sindpol.

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O Sindpol-PA informa que aguardará pela conclusão dos laudos periciais, assim como a reprodução simulada, realizada pela PF, que, certamente reforçará com mais veemência a defesa dos Policiais Civis, que participaram da operação na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D'arco - PA. A atuação incansável do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado do Pará, assistindo aos seus sindicalizados, através do Jurídico e de seus diretores, que acompanham de perto o desenrolar das investigações,   conseguiu, de forma inédita e que será, a partir de então, um novo  marco nas apurações, que envolva servidores  e da Polícia Civil, pois se investigarão as condutas para, em seguida, sejam cumpridas as medidas judiciais, de acordo com a indivialização de condutas e ações. Na data de 10 de julho de 2017, ocorreram as prisões de dois policiais civis, que, se quer efetuaram disparos de suas armas e, tampouco participaram ou contribuíram  para o resultado das dez mortes. As condutas ilibadas e sem máculas dos referidos Servidores, durante o exercício de suas atividades na Polícia Civil do Pará, reforça, de sobremaneira, a defesa dos Policiais Civis, que sofreram, em seus desfavores, a medida cautelar de privação de suas liberdades.Quanto a delação premiada levada a cabo pelo Delegado e pelo Investigador, ambos com seus nomes preservados, cabe, aqui, salientar, que ambos a fizeram com o fito de  contribuírem com as investigações, ressaltando que atitude fora homologada pela Justiça. Sendo assim, o SINDPOL-PA se manifesta e acrescenta que jamais aceitará que agentes públicos,  investidos em seus  cargos, venham cometer quaisquer desvios de conduta, que venham manchar a instituição Polícia Civil do Pará, bem como esta entidade sindical, que atua em defesa dos interesses de seus associados. O agente publico, que se desviar de suas condutas, certamente, responderá pelos atos incompatíveis com suas atribuições, pois o que almejamos,  assim como as sociedades paraense e brasileira, é, sem dúvida, a diminuição da violência, que nos assola, mesmo  que para isso, seja necessário se  cortar da própria carne. Não se pode  manchar instituições seculares, como  PM e PC, por condutas isoladas  de agentes público, que no exercício de seus munus publicum, erraram e cometeram crimes, e, que, supostamente, estejam envolvidos em condutas ilícitas, que, porventura, desvirtuaram suas ações. Por fim, o SINDPOL-PA acredita na justiça paraense, Assim como, nas Instituições de Segurança Pública, responsáveis pelas investigações e aguardará pela conclusão de todo o procedimento investigativo para, então, atuar em defesa e na assistência jurídica de seus sindicalizados. Juntos somos fortes.

Prisões podem levar aos mandantes de massacre

A prisão temporária de 13 policiais envolvidos no Massacre de Pau D’Arco, na tarde desta segunda-feira, é um passo importante no processo de investigação que precisa continuar até chegar aos latifundiários do Sul do Pará. A prisão desses 11 PMs e dois policiais civis ocorre por meio da atuação do Ministério Público do Estado do Pará, que solicitou os mandados ao juiz da Vara Criminal de Redenção, Haroldo Silva da Fonseca. Agora, é essencial que a apuração do caso esclareça os laços entre os grandes proprietários de terras na região e esses agentes públicos. Mesmo com toda a repercussão da chacina ocorrida no dia 24 de maio, os ataques contra os trabalhadores rurais que lutam para serem assentados na Fazenda Santa Lúcia continuam. Na sexta-feira, um dos líderes do acampamento, Rosenildo Pereira de Almeida, foi executado após receber ameaças.
Neste momento delicado do caso, é necessário que o governo do Pará e o governo federal atuem de forma contundente para garantir a segurança dos trabalhadores rurais. A prisão dos acusados certamente aumentará a tensão na região, o que pode gerar ainda mais mortes. Para evitar que isso aconteça, o Estado tem a obrigação de garantir a proteção dos camponeses, familiares das vítimas e de todas e todos aqueles que estão cobrando Justiça. Atualmente, os companheiros dos dez mortos estão acampados ao lado da Fazenda Santa Lúcia, em um terreno do Incra, esperando que o instituto realize a reforma agrária no local. A terra em disputa está nas mãos da família Babinski, sendo que a suposta propriedade tem fortes indícios de se tratar de uma terra grilada. Essa mesma família possui terras que, somadas, tem um território maior que a cidade de Belo Horizonte.
Os mandados foram contra os policiais: Carlos Kened Gonçalves de Souza – coronel da PM; Rômulo Neves de Azevedo – Tenente da PM; Cristiano Fernando da Silva – cabo da PM; Rodrigo Matias de Souza – Soldado da PM; Advone Vitorino da Silva 2º sargento da PM; Jonatas Pereira e Silva – Soldado da PM; Neuily Sousa da Silva – Soldado da PM; Welington da Silva Lira – soldado da PM; Orlando Cunha de Sousa – 3º sargento da PM; Ronaldo Silva Lima – sargento da PM; Ricardo Moreira da Costa Dutra – Cabo da PM; Douglas Eduardo da Silva Luz – Escrivão da Polícia Civil; e Euclides da Silva Lima Junior – Investigador da Polícia Civil.
Além dos 13 policiais que estão sendo detidos, outros 16 agentes estavam diretamente envolvidos no massacre. É preciso esclarecer a participação de todos eles no crime. Atualmente, há investigações em curso pela Polícia Federal, Ministério Público do Estado do Pará,  Polícia Civil e a Corregedoria da PM. É importante que esses inquéritos apontem não apenas aqueles que puxaram os gatilhos, mas também toda a cadeia de comando envolvida. O caso do Massacre de Pau D’Arco, assim, poderá sair da triste estatística de crimes no campo nos quais os mandantes não são responsabilizados.
Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos

Belém na história

O que ele disse

Do advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende o presidente Michel Temer


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Um olhar pela lente

Uma publicação compartilhada por Emir Hermes Bemerguy Filho (@emirbemerguy) em

Maluquices do aplicativo da Uber nem a Uber explica


Esse aplicativo da Uber é capaz de maluquices das quais até a Uber, acreditem, desconfia.
Aconteceu no início da tarde deste domingo (09).
Chamei táxi da Uber.
O aplicativo indicou que chegaria em 11 minutos.
Durante esses 11 minutos, apareceram no visor três motoristas, um deles o que, realmente, me apanhou.
Tão ou mais desgastante do que isso são os tempos do percurso que o aplicativo marca para o passageiro que está à espera.
Várias vezes, quando o tempo indicado é de cinco minutos, o carro chega em dez.
Outras tantas vezes, quando avisa que vai chegar em dez, chega em cinco.
Motorista diz ao repórter que problemas como esses estão sendo relatados frequentemente por usuários do serviço em Belém.
E quem houve as reclamações são os próprios motoristas, porque ninguém consegue reclamar junto à Uber para melhorar o funcionamento do aplicativo.

Maluf apoia Temer. É sinal de que Temer já caiu.


O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), longamente, fartamente, sobejamente e historicamente com seu nome associado à corrupção, diz que foi pessoalmente a Temer para dizer-lhe o seguinte: que o apoia desinteressadamente, já que não tem cargo algum no governo e, dizque, nem pretende tê-lo.
Talvez esse apoio seja a sinalização mais segura de que vai cair logo, logo.
Vai cair antes do muita gente imagina.

Vagão de trem do Parque da Residência se deteriora

Espiem.
O vagão de trem da antiga estrada de ferro Belém-Bragança, que tantas vezes transportou o governador Magalhães Barata pelo interior do Pará e está atualmente no Parque da Residência, começa a se deteriorar.
Ou a se distiorar, como dito popularmente.
Se vocês se lembram, ali já funcionou uma mini-Cairu.
Depois, outra sorveteria passou por lá.
Nos últimos tempos, o espaço está ocioso.
E abandonado, pelo visto.
As fotos abaixo, feitas no último sábado pelo Espaço Aberto, não deixam dúvidas.



Com todo o respeito, é isso mesmo. Sem tirar nem pôr!