segunda-feira, 17 de junho de 2024

Nunca provei Cremogema. Sempre adorei Cremogema. A publicidade brasileira perdeu seu encanto?


Neste domingo (16), sabe-se lá por quê, acordei com uma música na cabeça.
Nem a 9ª Sinfonia.
Nem o Hino Nacional Brasileiro (sou patriota, claro, e sempre me lembro dele).
Nem uma sertaneja (tenho que incluí-a, porque procuro ser politicamente correto, é óbvio).
A música que me veio à cabeça, tão logo saltei da cama, por volta das 8 da manhã, era aquela musiquinha (um jingle, é assim o termo técnico?) da Cremogema.
Era aquele jingle que dizia assim:

Crem, Cremo, Cremo, Cremogema
É a coisa mais gostosa desse mundo
Eu esqueço a boneca
Eu esqueço a minha bola
Quando tomo, tomo, tomo, tomo, tomo, tomo, tomo
Crem, Cremo, Cremo, Cremogema

A versão integral está no vídeo aí de cima, incorporado à postagem.
Em 720 anos de vida, nunca, nem uma vez sequer, eu cheguei a provar Cremogema.
Mas não esqueço do jingle da peça publicitária, que eu adorava e jamais esqueci.

Agências assépticas

Eis que, nesta segunda (17), abro O Globo (sou jornalista que lê jornal, acreditem), vou à página 3 e leio a coluna de Washington Olivetto, que assina sua coluna duas vezes por mês, sempre às segundas.
Seus artigos são magistrais. Não perco um.
No de hoje, Olivetto aborda o panorama atual da publicidade brasileira.
Um panorama marcado, segundo seu juízo, pela falta de ânimo, de criatividade, de inspiração, com a preocupação mais de conquistar prêmios, e não conquistar o consumidor.
O ambiente das agências, emenda Olivetto, é tão asséptico como um consultório odontológico.
"Não há layouts em cima da mesa, jingles tocando alto nos corredores, nem provas de anúncios penduradas nas paredes. E não há novas conquistas comemoradas com champanhe e fogos, até porque a maioria delas não tem novas conquistas para comemorar", reforça Olivetto.
A parte final do artigo é antológica. E está na imagem acima.
Impossível não se concluir que Olivetto tem razão.
Eu, consumidor, sou a prova de que ele tem razão.
Mesmo sem nunca ter sequer provado a Cremogema, tenho a forte impressão de que adoro Cremogema.
Porque adorava o jingle da Cremogema. E tanto é assim que jamais esqueci dele.
Eis aí o encanto da publicidade.
Eis aí o desencanto de Olivetto, um dos grandes responsáveis pela encantamento que a publicidade brasileira já despertou no mundo inteiro.
Se puderem, leiam o artigo.
Mesmo os que não são publicitários, mas são consumidores.
Mesmo os que, como eu, nunca comeram Cremogema.

domingo, 16 de junho de 2024

Números de pesquisa mostram a missão (quase) impossível de Edmilson para chegar a um 2º turno. Mas tudo é possível, claro!

Levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas neste sábado (15), sob encomenda do jornal Diário do Pará, mostra os mais recentes cenários pré-eleitorais entre os aspirantes a se candidatar ao cargo de prefeito de Belém. A pesquisa, que ouviu 800 eleitores entre 9 e 14 de junho, foi registrada no TSE sob o número PA-04749/2024.

Os números revelados pela aferição - resumidos nos infográficos acima, pinçados da edição do Diário deste sábado/domingo - pouco mudam em relação aos divulgados no levantamento anterior, realizado em março, sob encomenda da Rede TV! Belém, mas reforçam que o bolsonarista Éder Mauro (PL), com 30% das intenções de votos na pesquisa estimulada, mantém-se à frente, com boa margem, sobre os candidatos do MDB, Igor Normando (18,45%), apoiado pelo governador Helder Barbalho, e do prefeito Edmilson Rodrigues (13,4%), do PSOL, com apoio do PT.

Deve-se ponderar, no entanto, que tanto a pesquisa de março como a de agora consideraram cenários diferentes, em que nomes que estavam no primeiro levantamento, como os de Cássio Andrade (PSB) e Zeca Pirão (MDB), não constam da consulta feita de 9 a 14 deste mês.

O desafio de Edmilson

Por isso mesmo, um sinal vermelho - vermelho vivo, sem sobre tons - mantém-se aceso em relação à pré-candidatura de Edmilson Rodrigues, quando sua administração é avaliada. Nada menos de 75,5% a desaprovam, segundo os números do Paraná Pesquisas. O grave é que essa avaliação não é relativizada, ou seja, independe de quais nomes de pré-candidatos tenham sido apresentados aos eleitores consultados.

Quando se soma a ampla, a enorme reprovação popular ao governo Edmilson com sua rejeição eleitoral de 59,4% (em março, era de 55,3%), então constata-se facilmente que o prefeito, dentre todos os seus futuros adversários, terá em si mesmo o maior deles, uma vez que precisará reduzir de forma substancial números estratosfericamente negativos em apenas quatro meses, de agora até 6 de outubro, data do primeiro turno.

Se não conseguir, pelo menos, reduzir a dimensão desses números altamente negativos até o início da campanha, em agosto, e de acordo com a evolução dos outros candidatos, dificilmente Edmilson terá fôlego sequer para chegar a um eventual segundo turno.

Mas em política, vocês sabem, tudo é possível. Até o impossível.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Direção nacional do PSB garante que Doutor Daniel continua pré-candidato e será candidato à Prefeitura de Ananindeua


O prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, o Doutor Daniel, como é mais conhecido nos meios políticos, postou há pouco mais de 1 hora, em seu perfil no Instagram, um vídeo que, pelo menos enquanto - porque em política, você sabem, as coisas mudam de lugar como as nuvens que passeiam pelos céus -, contraria frontalmente especulações de que sua candidatura à reeleição estaria inviabilizada, antes mesmo de ser formalizada.
No vídeo, ninguém menos que Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB - partido que acolheu Daniel após ele sair do MDB rompido com o governador Helder Barbalho - garante que o prefeito de Ananindeua continua pré-candidato e será o candidato da legenda à reeleição.
Com isso, Siqueira desmente especulações que passaram a ser veiculadas com insistência nas últimas 48 horas, sobretudo nas redes sociais, indicando que a candidatura de Daniel teria sido inviabilizada pela prória direção estadual do PSB, cujo presidente é o ex-deputado federal Cássio Andrade, aliado de Helder.
Enquanto o grupo do prefeito se mobiliza para desmentir o que alguns de seus assessores consideram fake news, muita gente, inclusive advogados da área eleitoral consultados pelo Espaço Aberto, continuam sem entender que instrumentos a direção estadual do PSB teria, neste momento, para, como se tem dito, inviabilizar, barrar ou bloquear a candidatura de Doutor Daniel.
Nas especulações que grassam nas redes sociais, não se explica de que artifícios - legais, presume-se - a filiação de Daniel ao PSB teria sido barrada, tornando-o, portanto, inelegível para mais um mandato.


Barrou? Mas barrou como?

A direção do PSDB invocou algum dispositivo estatutário para rifar o prefeito? Se invocou, como se deu a deliberação por meio de sua Executiva? Mas, se foi assim, onde está e por que ainda não foi divulgada a ata ou outro instrumento hábil que registra a deliberação? Ou será que a direção do PSB do Pará ingressou com um procedimento judicial para barrar a filiação e, em consequência, a candidatura? Ninguém explica a forma, o procedimento adotado para tirar o prefeito de Ananindeua do jogo eleitoral.
O que pode ser absolutamente normal é alguém, dentro do PSB e, portanto, aliado do grupo barbalhista que lá se encastela, decida bater chapa com Daniel na convenção municipal que vai formalizar definitivamente a candidatura. Aí sim, faz parte do jogo e das regras eleitorais. Fora isso, ficam nebulosas, incompreensíveis e implausíveis quaisquer informações em contrário.
Daí a intervenção direta da direção nacional do PSB de se apressar em garantir que tudo continua como dantes nos quartéis d'Abrantes. Ou seja, Daniel continua no páreo: "Ele é pré-candidato. Ele será candidato à Prefeitura de Ananindeua", como afirmou Siqueira.

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Justiça holandesa acata ação contra empresas da Hydro que atuam no Pará

Instalações da Hydro, em Barcarena (foto Paulo Santos/Interfoto)

A justiça holandesa resolveu, nesta quarta-feira (19), seguir com um processo relacionado a acusações contra as empresas Alunorte e Albras, do grupo Norsk Hydro, que atua no nordeste do Pará. Em nota, o grupo disse que apresentará defesa seguindo trâmites legais na Justiça da Holanda. As informações são do G1.

A multinacional norueguesa Norsk Hydro é citada em ação coletiva por representantes de cerca de 40 mil brasileiros afetados pela produção de alumínio em Barcarena e Abaetetuba, no Pará. As comunidades afetadas incluem populações tradicionais, como ribeirinhos, indígenas e quilombolas.

A ação busca compensações às 11 mil famílias atingidas pelos dois empreendimentos, pelo que a ação chama de "disposição incorreta de rejeitos tóxicos no rio Murucupi, bem como outros efeitos da presença das instalações da Norsk Hydro na região".

Sobre a decisão da justiça holandesa, a empresa disse que "o caso está relacionado a questões locais no Brasil", mas que o "tribunal (holandês) decidiu que o caso seguirá para uma decisão de mérito na Corte de Roterdã".

"A Hydro nega veementemente as alegações apresentadas pelos autores da ação. A empresa está comprometida em ser um bom vizinho, agindo com responsabilidade e colocando saúde, meio ambiente e segurança em primeiro lugar onde quer que opere", afirma a empresa em nota.

O grupo empresarial norueguês também afirma que "as atividades da Alunorte e da Albras na região são devidamente licenciadas e as operações nas plantas são monitoradas e auditadas pelas autoridades competentes" e alega que "após as fortes chuvas de fevereiro de 2018, mais de 90 inspeções foram realizadas por órgãos públicos; todas confirmaram que não houve transbordamento das bacias ou depósitos de resíduos de sólidos da Alunorte".

Um dos autores da ação, o advogado Ismael Moraes, que representa da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), afirma que a "decisão da corte holandesa em aceitar um processo movido pela Cainquiama traz esperança de que haja uma decisão isenta, justa, sem interferência do Estado brasileiro, e que traga uma reparação digna para essas comunidades".

Para mais informações, clique aqui.

Criminoso, pilantra, culpado e condenado: 34 vezes!


Guilty

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Guilty

Guilty

Guilty

34 vezes guilty.

34 vezes culpado.

34 vezes condenado.

34 vezes criminoso.

34 vezes pilantra.

34 vezes corrupto.

34 vezes delinquente.

34 vezes fascista.

E, por último mas não menos importante, 34 vezes idiota. Tão idiota que se dá o desplante de acusar um juiz de corrupto, quando a condenação, por 34 crimes, foi imposta por um colegiado de 12 jurados.

Esse é Donald Trump.

34 vezes condenado.

E por falar em criminoso, corrupto e fascista, lembre-mo-nos: e Jair Bolsonaro, quando é mesmo que ele será condenado e preso? Ou preso e depois condenado?

domingo, 26 de maio de 2024

Sabino na real sobre a COP 30: Belém não é Nova York, mano


Com todo o respeito às vozes em contrário, mas o ministro paraense do Turismo, Celso Sabino, já pode ostentar, olímpica e altaneiramente, o status de o maior sincerão sobre o quesito COP30 em Belém.
Na Folha deste domingo (26), a coluna Painel publica a nota acima.
Confiram-na, com toda a atenção.
Para os que já perderam o hábito de ler jornal - inclusive, por mais incrível que pareça, jornalistas -, reserve apenas dez segundos do seu tempo para ler.
A nota traduz um sincericídio de almanaque.
Lendo-a, concluo convicto que Sabino jamais quis dizer que devemos nos conformar com as limitações insuperáveis de Belém para acolher um evento do tamanho da COP30.
Ele apenas alertou que a Belém da floresta não é, evidentemente, nem um pouco parecida com Nova York.
Como também estou convicto de que o ministro jamais pretendeu sequer insinuar que, por estar Belém situada na floresta amazônica, não seria nada atípico termos visitantes abrigados em cabanas nas florestas nos arredores da cidade. Florestas que, é claro, nem se comparam em exuberância e exotismo às plantadas nos arredores de Nova York.
Nada disso.
Sabino, compreendam, só quis, como se diz, dar uma real.
E avisou: Belém não é Nova York, mano!
Entenderam?
Bem-vinda, então, COP30!

terça-feira, 14 de maio de 2024

Wladimir Costa entrega-se à PF e vai voltar para o Presídio de Americano



O ex-deputado federal Wladimir Costa está de novo na cadeia.
Há cerca de 1 hora, entregou-se à Polícia Federal e, neste momento, está na carceiragem. Mas, a qualquer momento, deverá ser transferido para o Presídio de Americano, de onde saiu no dia 25 de abril passado, amparado em habeas corpus concedido de forma monocrátida (individual) pelo desembargador do TRE José Maria Teixeira do Rosário.
Mas, como informou há pouco o Portal Ver-o-Fato, nesta terça-feira (14) o TRE derrubou o habeas-corpus por maioria de votos, acolhendo o argumento de que não caberia ao Tribunal julgar o HC sem que antes a juíza eleitoral, que mandou prender Wlad, tivesse analisado o mérito da prisão preventiva.
Wladimir foi preso pela PF na manhã do dia 18 de abril, por ordem da Justiça Eleitoral, sob acusação da prática de crimes eleitorais que tiveram como vítima a deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA).
O enquadramento do ex-parlamentar se deu pelos três crimes abaixo:

O primeiro: Lei 4.737 (Código Eleitoral), artigo 326-B, que diz o seguinte:
Art. 326-B. Assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou de dificultar a sua campanha eleitoral ou o desempenho de seu mandato eletivo.

O segundo: Lei 4.737 (Código Eleitoral), artigo 327-V, que diz o seguinte:
Art. 327. As penas cominadas nos arts. 324, 325 e 326 aumentam-se de 1/3 (um terço) até metade, se qualquer dos crimes é cometido:
(...)
V - por meio da internet ou de rede social ou com transmissão em tempo real.

O terceiro: Lei 4.737 (Código Penal), artigo 327-V, que diz o seguinte:
Art. 359-P. Restringir, impedir ou dificultar, com emprego de violência física, sexual ou psicológica, o exercício de direitos políticos a qualquer pessoa em razão de seu sexo, raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Assembeia Paraense anuncia o cancelamento da locação de seu espaço a Bolsonaro. E apresenta uma justificativa que nem bolsonarista acredita.



Confirmando o que antecipou o Espaço Aberto com exclusividade, em matéria divulgada no final da manhã desta quarta-feira (01), a Assembleia Paraense anunciou há pouco o cancelamento da locação de seus espaços para um evento que reuniria na terça-feira da próxima semana, 7 de maio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sua mulher e aliados bolsonaristas.

Em nota (veja acima), a diretoria do clube afirma que, muito embora a locação do espaço para os bolsonaristas tenha sido formalizada de acordo com dispositivos estatutários, o cancelamento decorreu de "fato superveniente", ou seja, de fato ocorrido depois da assinatura do contrato.

O "fato superveniente" a que se refere a nota é que a esperada presença de uma grande quantidade de pessoas ao evento foi "muito maior do que a estimada nas tratativas para a assinatura do contrato, o que poderia colocar em risco a segurança dos nossos associados e do nosso patrimônio".

Não acreditem nisso.

A justificativa apresentada pela AP para cancelar o contrato não é crível nem pelo, digamos assim, menos esclarecido bolsonarista - se é que temos bolsonaristas esclarecidos, por óbvio.

A grande realidade dos fatos, como diria o filósofo da desistências, José Luís Datena, é que, conforme abordado na postagem aqui intitulada Assembleia Paraense recebe Bolsonaro e fascistas. Viu, MST? Habilite-se também a fazer manifetação nos salões da AP., faltou bom senso à diretoria do Assembleia Paraense para recusar, de plano, a proposta que recebeu para locar seus espaços para um evento escancaradamente de natureza político-partidária. E somente agora, após a enorme repercussão negativa, para não dizer o grande clamor de revolta que a cessão do espaço deflagrou entre boa parte do corpo associativo, é que o bom senso, enfim, deu o ar de sua graça.

Abstraindo-se toda a subjetividade abrigada no artigo 123 do Estatuto Social, segundo o qual “os órgãos dirigentes não adotarão qualquer atitude de proselitismo político-partidário ou religioso, reprimindo qualquer iniciativa neste sentido”, a diretoria da AP deveria, desde o primeiro momento, ter-se orientado pelo bom senso para negar seus espaços, partindo do princípio de que cedê-lo para os bolsonaristas estaria abrindo um precedente perigoso para cedê-lo a lulistas, nazistas e outros tantos istas que se apresentem por aí.

Foi apenas isso.

O resto, como dito, é conversa para boi dormir.

Ou, se quiserem, para bolsonarista dormir.

Simples assim.

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Assembeia Paraense volta atrás e decide cancelar cessão de seus espaços para ato bolsonarista

A Assembleia Paraense deve divulgar, nas próximas horas, uma nota informando que decidiu cancelar a locação de seus espaços para um evento que reuniria na terça-feira da próxima semana, 7 de maio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sua mulher e aliados bolsonaristas.

A informação, transmitida há pouco para o Espaço Aberto, com exclusividade, dá conta de que a decisão de cancelar a cessão dos salões do clube para o ato bolsonarista foi tomada numa reunião da diretoria na noite desta segunda-feira (30/04), após a grande e negativa repercussão do tema, sobretudo nas redes sociais e grupos de WhatsApp.

Para mais informações, leia a postagem do blog intitulada Assembleia Paraense recebe Bolsonaro e fascistas. Viu, MST? Habilite-se também a fazer manifetação nos salões da AP.

Assembleia Paraense recebe Bolsonaro e fascistas. Viu, MST? Habilite-se também a fazer manifetação nos salões da AP.

Convite para o evento de bolsonaristas fascistas na aristocrática AP. E o MST, gente,
quando terá espaço para bradar contra a concentração do latifúndio? Hein?

Se você aí sempre teve um sonho de ser sócio da Assembleia Paraense, fique ligado numa promoção que se aproxima.
Ao que se diz, muitos sócios do dito mais aristocrático clube de Belém estão dispostos a passar em frente seus títulos de sócio-proprietário.
Eu, por aqui, estou me habilitando a adquirir um. Aceito por qualquer 2 mil contos. Pagarei em dez vezes, sem juros. Os interessados em se desfazer desse notável patrimônio podem me procurar, que a gente negocia.
A esperada promoção de venda de títulos da Assembleia Paraense é decorrente da indignação que está tomando conta de boa parte dos assembleianos - é assim que a chama a comunidade da AP? - diante da cessão, pelo clube, de seu salão para uma tertúlia, digamos assim, de Bolsonaro, sua mulher e aliados bolsonaristas - fascistas e golpistas. A manifestação está marcada para o dia 7 de maio.
A indignação entre muitos sócios é tão grande, segundo informa o portal Uruá-Tapera, da jornalista Franssinete Florenzano, que muitos já estão falando em vender seus títulos e boicotar até os shows musicais que ocorrem por lá.

Uma afronta afrontosa

Em que se ampara a indignação? Na afronta afrontosa a dispositivo do Estatuto Social do clube (veja aqui a íntegra).
O artigo 123, que integra as disposições do Título VI, é de uma clareza solar. Tão claro que até bolsonarista fascista é capaz de entender.
Diz o artigo: “Os órgãos dirigentes não adotarão qualquer atitude de proselitismo político-partidário ou religioso, reprimindo qualquer iniciativa neste sentido.”
Diante dessa afronta afrontosa ao regramento estatutário, o que fazem alguns diretores da Assembleia Paraense?
Dizem que o clube é democrático e, além disso, tem como prática antiga ceder seus espaços para eventos de natureza política, empresarial, casamentos, festas de 15 anos e outros regabofes. Mas, no caso da tertúlia fascista dos bolsonaristas, esses mesmo diretores reconhecem, humildemente compungidos: há quem goste e há quem não goste. Isso faz parte do jogo.

Tem espaço para o MST?

Então, tá!
Proponham-se duas questões singelas, singelíssimas, para os diretores bolsonaristas da AP que estão se escorando nessas justificativas:
Primeira questão: em que situação se aplicaria, concretamente, o artigo 123 para vedar a cessão do espaço a uma manifestação política nos recintos do clube? Outra coisa: se o ato bolsonarista não é proselitismo político-partidário, então em que situação concreta teríamos configurado o proselitismo político-partidário em dose suficiente para justificar a aplicação do dispositivo estatuário citado?
Segunda questão: considerando-se a prática tradicional de a Assembleia Paraense ceder seus espaços para eventos de várias naturezas - inclusive manifestações políticas -, o aguerrido Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) também pode se habilitar para fazer, na aristocrática e democrática Assembleia Paraense, uma ordeira e pacífica manifestação de protesto contra os latifundários paraenses?

Cinismo fascista

A justificativa de diretores da AP para a cessão do espaço a bolsonaristas fascistas, com base nas práticas comerciais antigas do clube, é de um cinismo atroz. Aliás, um cinismo típico de bolsonarista fascista, quando se orienta dentro de sua realidades paralelas.
E por que é uma justificativa carregada de cinismos bolsonarista?
Porque, independentemente de aplicar-se ou não o dispositivo estatuário, qualquer cessão do espaço está subrodinado, queremos crer, à adoção de critérios - inclusive, admita-se, os critérios subjetivos, que também comportam predisposições ideológicas.
Assim, se um grupo nazista, notoriamente nazista, tentasse alugar os espaços da AP para uma manifestação nazista, a Assembleia não cederia seus espaços. Cederia?
Sabe-se lá se não cederia mesmo.
Depois de escancarar suas portas ao bolsonarismo fascista, a Assembleia abre um precedente que poderá levá-la a escancarar-se com deleite para quem pagar.
De qualquer forma, aguardemos o resultado de uma reunião que está marcada para hoje à noite, convocada extraordinariamente para discutir-se a questão.
Caso a cessão do salão da AP seja mantida e os sócios irresignados resolvam leiloar seus títulos, a proposta feita inicialmente continua de pé: compro qualquer título de assembleiano por até 2 mil contos, dividido em dez parcelas.
Procurem-me!
Não se esqueçam de mim!

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Lula sobre Alter do Chão: "Não tem lugar do mundo mais bonito do que aquilo"


Na última sexta-feira (26), o presidente Lula foi até São José dos Campos (SP) para participar de uma cerimônia de entrega de aeronaves comerciais fabricadas pela Embraer para a companhia Azul Linhas Aéreas.
No discurso, falou pelos cotovelos, como é de seu estilo. E reclamou, inclusive, da frota de aviões do próprio governo.
Mas um trecho do discurso passou meio que despercebido.
O trecho é curtíssimo, mas suficiente para causar regozijo entre todos os paraenses, sobretudo e principalmente os santarenos e tapajônicos.
Lula rendeu-se em elogios a Alter do Chão, onde ele esteve, em agosto de 2023, acompanhado de Janja.
Pena, como observa enfaticamente o presidente, que a Amazônia ainda seja uma grande desconhecida dos brasileiros.
E, dizemos nós, é tenebroso que a Amazônia ainda esteja associada por uma legião de imbecis a uma região onde só tem mato e jacaré no meio das ruas.
Tomara que falas como essa de Lula ajudem, ainda que minimamente, a desfazer esses estigmas odiosos.

Wlad prometia "contar tudo" hoje. Mas ficou em silêncio. Por enquanto, está quieto.


Libertado na última quinta-feira, 25 de abril, por determinação do desembargador José Maria Teixeira do Rosário, que lhe concedeu liminarmente um habeas corpus, o ex-deputado Wladimir Costa, que já se disse orgulhoso de estar usando tornozeleira eletrônica, prometeu que daria uma entrevista nesta segunda (29), às 12h, em sua Rádio Metropolitana.
A promessa foi amplamente difundida pelas redes sociais - inclusive no Instagram do ex-parlamentar, que foi reativado - durante o final de semana.
Wlad prometia, como se diz, contar tudo e mais um pouco sobre os bastidores de sua prisão, ocorrida no dia 18 de abril, e do contexto político que a envolveu.
Há pouco, 12h em ponto, eu estava ligado na Rádio Metropolitana.
Mas nada de entrevista.
Neca, neca, como diria o saudoso narrador Jayme Bastos.
O locutor do horário explicou, altissonante, que "a entrevista do ex-deputado vai acontecer, mas não hoje".
Também não disse quando. Não fez qualquer previsão.
Talvez uma voz sensata, para não dizer sensatíssima, tenha apitado nos ouvidos de Wald algo do tipo: Olha, acho que melhor tu ficares quieto. Pelo menos por enquanto.
E ele se mantém quieto.
Pelo menos por enquanto.

sexta-feira, 26 de abril de 2024

O Pará bem e mal na foto. Em "Veja".


Na nova edição de Veja - disponível para assinantes on-line desde o início da manhã desta sexta-feira (26) -, que aborda o tema segurança pública em sua reportagem de capa, o Pará aparece bem e mal na foto.

Aparece bem por ser um dos seis estados pinçados como bons exemplos na adoção de medidas que a administração estadual adotou e que resultaram na queda substancial dos crimes de homicídio, latrocínio e roubo e furto de veículos.

Além do Pará, os outros Estados destacados com bons exemplos são Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

No Pará, conforme aponta o infográfico que pode ser visto no alto da postagem, houve a redução de 38% no índice de homicídios, de 72% no de latrocínios e de 70% no ilícito de roubo e furto de veículos.

Os dados referem-se ao período de 2017 a 2023 e, segundo a revista, foram disponibilizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelos próprios governos estaduais.

Portanto, dos seis anos abrangidos pelo levantamento, dois devem ser postos na conta do governo tucano de Simão Jatene e os quatro seguintes, na conta do atual governo Helder Barbalho.

Onde o Pará está mal na foto?

Está mal num outro infográfico exibido pela reportagem de Veja e que você pode ver acima.

No ano passado - os dados, portanto, são bem recentes -, e considerada a taxa de mortes por 100 mil habitantes, apenas oito estados ostentam índices abaixo da média nacional, de 18,53: São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraná.

Em relação às demais unidades da Federação, o Pará o sétimo com maior índice: nada menos do que 30,11 mortes por 100 mil habitantes.

Questões como as abordadas na reportagem de Veja são das mais relevantes. Até porque, certamente, devem ser predominantes no debate eleitoral deste ano, principalmente onde tivermos bolsonaristas disputando prefeituras, como é o caso de Belém.

Muito embora saibamos que a segurança pública está afeta às esferas federal e estaduais, a gestão municipal pode contribuir sobremaneira com ações simples, que, como já provado, refletem positivamente na redução da criminalidade. Como, por exemplo, a iluminação de vias públicas, principalmente nos bairros que exibem níveis mais altos de criminalidade.

Espera-se que os aspirantes às prefeituras estejam conscientes desses temas. E que os discutam sem palanquices e sem vieses ideológicos.

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Você aí passa o pano para Wladimir Costa? Cuidado! Você pode ser a próxima vítima.

Wladimir esbraveja da tribuna, quando ainda era deputado. Ele não é mais réu primário.

A Polícia  Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (18), por ordem da Justiça Eleitoral, o ex-deputado Wladimir Costa. Ele foi preso no aeroporto de Belém, ao desembarcar de um voo. A acusação que pesa contra o ex-parlamentar é da prática de crimes eleitorais que tiveram como vítima a deputada Renilce Nicodemos (MDB-PA).
Em resumo resumidíssimo, esses são os fatos.
Mas a questão que permeia esses fatos é a seguinte: ao mesmo tempo em que estão inundadas com a notícia da prisão de Wlad, as redes sociais dão vazão a um tsunami de comentários comoventes de um exército de democratas comovidos.
Democratas que se dizem comovidos são aqueles que consideram a ordem de prisão "exagerada", "autoritária", "antidemocrática" ou uma espécie de "vingança" - sabe-se por que motivo.
Dizem mais, os democratas comovidos: que Wlad está sendo preso por mera expressão do direito de expressar opiniões, ainda que, reconheçam eles, as opiniões emitidas sejam, como diríamos, "polêmicas" ou até mesmo "criminosas".
Democratas comovidos têm todo o direito de se comover, mas estão enganados em relação aos fatos.
Redonda e quadradamente enganados.
Wladmir não foi preso por emitir meras "opiniões" (por injuriosas, difamatórias e caluniosas que sejam") contra uma deputada.
Ele foi preso pela prática de outros crimes, veiculados, é verdade, pela internet e pelas redes sociais. Mas não "meros crimes de opinião", ressalte-se.
Pelo que vejo, o enquadramento do ex-parlamentar dá-se por três crimes.

O primeiro: Lei 4.737 (Código Eleitoral), artigo 326-B, que diz o seguinte:

Art. 326-B. Assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou de dificultar a sua campanha eleitoral ou o desempenho de seu mandato eletivo.

O segundo: Lei 4.737 (Código Eleitoral), artigo 327-V, que diz o seguinte:

Art. 327. As penas cominadas nos arts. 324, 325 e 326 aumentam-se de 1/3 (um terço) até metade, se qualquer dos crimes é cometido:
(...)
V - por meio da internet ou de rede social ou com transmissão em tempo real.

O terceiro: Lei 4.737 (Código Penal), artigo 327-V, que diz o seguinte:

Art. 359-P. Restringir, impedir ou dificultar, com emprego de violência física, sexual ou psicológica, o exercício de direitos políticos a qualquer pessoa em razão de seu sexo, raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional:

Vocês estão entendendo, democratas comovidos?
Estão aí, ipsis literis, os artigos que fundamentaram a prisão do ex-parlamentar.
A internet e as redes sociais dele, que estão bloqueadas, foram apenas os meios utilizados para o cometimento dos crimes.
Wladimir, portanto, não foi preso porque meramente "emitiu opinião" ou exerceu seu direito à "liberdade de expressão", como choramingam os democratas comovidos. Mas porque infringiu outros regramentos previstos expressamente no Código Eleitoral e, por tabela, no Código Penal Brasileiro.

Outras condenações

E tem mais: não esqueçam os democratas comovidos que Wladimir não é mais réu primário.
Se bem se lembarem, em dezembro de 2017, ele foi condenado por unanimidade pelo TRE do Pará por abuso de poder econômico e gastos ilícitos na campanha eleitoral de 2014. A decisão determinou a cassação do mandato de Wladimir, além de torná-lo inelegível por oito anos. Mesmo assim, o TSE permitiu que ele disputasse as eleições do ano seguinte.
Em 2021, Wladimir também foi condenado por danos morais por assédio contra a jornalista Basília Rodrigues. Na época, a profissional atuava na rádio CBN. Conforme sentença, Basília estava trabalhando e perguntou ao então deputado se ele poderia mostrar a tatuagem feita por ele com o nome “Temer”, momento em que ele olhou diretamente a jornalista de cima abaixo sorrindo e disse: "para você, só se for de corpo inteiro".
Em 2023, Wlad foi condenado pelo Tribuna de Justiça do Distrito Federal por ofensas contra os artistas Wagner Moura, Letícia Sabatella, Sônia Braga, Glóra Pires e o marido dela, Orlando de Morais.
Então, vocês aí, democratas comovidos, que estão passando o pano para Wladimir Costa, tenham cuidado. Muito cuidado!
Porque vocês poderão ser a próxima vítima. De Wladmir Costa.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Elon Musk, o covarde e chantagista. Com aplausos do bolsonarismo!


Vão vendo - sobretudo os que estão excitadíssimos, fazendo uma força danada para alçar o bilionário direitista Elon Musk ao panteão dos defensores da liberdade de informação.
Vejam essa notícia acima.
Foi publicada, há cerca de três meses, pelo The Guardian, um dos jornais mais influentes do mundo. Para ler a íntegra, em inglês, clique neste link.
A investigação foi instaurada pela União Europeia, que abriga algumas das mais sólidas democracias do planeta - Grã-Bretanha, França e Alemanha entre elas.
E agora?
O que disse Musk, depois disso, do Alexandre de Moraes da Grã-Bretanha?
Que ofensas expeliu contra o Alexandre de Moraes da França?
Que ameaças proferiu contra o Alexandre de Moraes da Alemanha?
Quando já se ouviu a voz desse elemento pernóstico contra a Suprema Corte desses países?
Pois é.
Mas, quando é aqui, vemos bolsonaristas fascistas excitarem-se barulhentamente, ao ponto de quase começarem a erigir uma estátua para celebrar Elon Musk, o libertário, o democrata, o mito da liberdade de informação.
Tá bom.
Pois eu vou erigir a minha estátua de Elon Musk.
Para celebrá-lo como um fascista, um arrogante e chantagista, que alteia a crista para espinafrar o STF, guardião da Constituição brasileira, e seus ministros, mas não faz o mesmo contras as potências europeias.
É um covarde.
Chantagista e covarde.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

De Gilmar Mendes para Sergio Moro, na cara: “Você e Dallagnol roubavam galinha juntos”

Gilmar Mendes e Sergio Moro: senador ouviu uma carraspana em regra

O que o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) foi fazer no gabinete do ministro Gilmar Mendes, do STF?
O que mesmo?
Essa pergunta, quem está se fazendo - mais do que ninguém - deve ser o próprio Moro.
Os primeiros detalhes do encontro foram revelados, nesta quarta-feira (03), pela jornalista Bela Megale, de O Globo.
Moro, que está sendo julgado pelo TRE do Paraná e corre o risco de perder o mandato (ainda que a cassação, a esta altura do julgamento, já se revele pouco provável), teria dito a Mendes que gostaria de manter aberto com ele um "canal de diálogo".
E de tudo o que já foi revelado, é certo, para não dizer certíssimo, que Gilmar Mendes praticamente não deixou Moro falar durante os 90 minutos da audiência.
Este terá sido o início do tal "canal de diálogo"?
Mas eis que, nesta quinta (04), surgem novos detalhes da conversa, em matéria que o repórter Guilherme Amado publicou no portal Metrópoles.
Do que ali se pode ler, se 1 terço, apenas e tão somente 1 terço, dos trechos aspeados for, literalmente, o que Gilmar Mendes disse a Moro, então impõe-se concluirmos que o senador foi humilhado e tratado pelo ministro como se trata um moleque, ou melhor, como se trata um ladrão de galinha.
Quem quiser, pode clicar no link acima e ler a íntegra da matéria de Amado.
Mas aí estão, abaixo, alguns dos trechos, digamos assim, mais picantes do que Gilmar disse a Moro.

* “Você e Dallagnol roubavam galinha juntos. Não diga que não, Sergio”, disse Gilmar, que a todo o tempo foi tratado de “ministro” e “senhor” por Moro, a quem preferia responder simplesmente por “Sergio” e “você”.

* “Tudo o que a Vaza Jato revelou, eu já sabia que você e Dallagnol faziam. Vocês combinavam o que estaria nas peças. Não venha dizer que não.”

* “Certa vez, Sergio, o Paulo Guedes veio aqui ao meu gabinete e disse orgulhoso que havia sido ele quem havia ido a Curitiba convidar você para ser ministro do Bolsonaro. Eu disse a ele que talvez ele não tenha percebido, mas, ao conseguir tirar você de Curitiba, ele deveria colocar isso no currículo. Foi certamente um dos maiores feitos dele no ministério.”

* “Você faltou a muitas aulas, Sergio. Curitiba não te ajudou em nada. Aproveite que está no Senado e estude um pouco. A biblioteca do Senado é ótima, você deveria frequentar.”

Chega!
Depois de tudo isso - e muito mais - que ouviu, Moro deve estar avaliando que seria menos pior ser cassado do que chamado na cara, por Gilmar Mendes, de ladrão de galinha.

terça-feira, 2 de abril de 2024

2ª Turma do TJPA absolve tenente-coronel da PM que disparou tiros no bairro de Nazaré

A 2ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará deu provimento, por unanimidade, à apelação impetrada pela tenente-coronel Simone Franceska Pinheiro das Chagas e absolveu a militar, condenada anteriormente a 2 anos de reclusão, conforme sentença prolatada, em 26 de outubro de 2022, pela juíza Clarice Maria de Andrade Rocha. O acórdão foi publicado no Diário do TJPA no último dia 27 de março.

A tenente-coronel foi denunciada pelo Ministério Público por ter disparado tiros, em abril de 2017, em direção a uma mangueira, em frente a um prédio situado na Avenida Nazaré, esquina com a Generalíssimo Deodoro. Próximo à mangueira, encontrava-se estacionado o carro do major PM Bruno Teixeira, com quem ela, à época, mantinha um relacionamento havia aproximadamente um ano, conforme consta dos autos do Processo nº 0002168-63.2018.8.14.0200.

Na sentença, a militar foi enquadrada no crime previsto no artigo 15 do Código Penal: disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime. Como a pena não é superior a quatro anos, o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça e as circunstâncias judiciais são favoráveis, a juíza converteu a pena em duas medidas restritivas de direitos.

Legítima defesa - Ao julgar a apelação, a 2ª Turma de Direito Penal do TJPA seguiu o voto do relator, desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior, acolhendo a tese de que Simone Chagas "agiu por meios moderados e proporcionais, efetuando disparos ao fim de evitar suposta agressão injusta após ouvir outro disparo de arma de fogo em cenário que acreditava ser de furto ou roubo de veículo."

As circunstâncias do caso concreto, conforme o acórdão da 2ª Turma, "levavam a crer" que a militar se encontrava em situação de perigo no momento em que efetuou os disparos, configurando-se a chamada "legítima defesa putativa", que deve ser reconhecida quando o indivíduo age imaginando estar nas situações em que o Código Penal admite a legítima defesa, quando, na realidade, isso não está ocorrendo.

Os membros da 2ª Turma, com base nesse entendimento, absolveu a tenente-coronel com base no artigo 386, inciso VI, do Código de Processo Penal (CPP). O dispostivo determina que o réu será absolvido quando o juiz "reconhecer que o ocorrido não constitui fato de infração penal ou é reconhecida atipicidade."

sábado, 30 de março de 2024

Secretário de Helder relativiza "gargalos" de Belém para COP30 e fala em "milhões de turistas" durante o Círio. Mas o governo Helder o desmente.



Em matéria assinada pela repórter Victoria Bechara, a revista Veja, na edição que circula desde a manhã desta sexta-feira (29), classifica de "epopeia logística" os desafios de dimensões amazônicas que se impõem ao governo Helder Barbalho, para dotar Belém da mínima infra-estrutura necessária que permita à Capita paraense sediar a COP30, em 2025, sem grandes atropelos.

Nada do que a matéria descreve como gargalos estruturais com que se Belém se defronta para sediar um evento da magnitude da COP30 é novidade. Ali estão expostas de forma objetiva, nua e cruamente, as carências da cidade para abrigar estimadas 100 mil pessoas - daí para mais - que participarão da COP30, inclusive dezenas de chefes de Estado.

Novidade mesmo é uma declaração, singela mas espantosa, atribuída pela revista ao secretário-adjunto de Cultura do Pará, Bruno Chagas, que também ocupa a emérita função de membro do Comitê Estadual da COP. Como se vê no destaque que aparece na imagem acima, ele avalia que a superação dos gargalos estruturais da cidade não será, tipo assim, algo de outro planeta para uma cidade habituada a receber "milhões de turistas" durante o fim de semana em que se realiza o Círio de Nazaré.

Milhões de turistas num fim de semana do Círio? Em Belém?

De onde o secretário e membro do Comitê Estadual da COP arrancou esses números?

De que cartola eles brotaram?

Em que se dados se ampara para dizer o que disse?

Haveria alguma fonte segura, crível, acreditada e acima de qualquer suspeita, capaz de exibir números outros que desmintam o secretário?

Haveria alguma fonte capaz de repor o membro do Comitê Estadual da COP30 no nível recomendável da lucidez que se espera de quem, como ele, está na linha de frente da organização da Conferência Climática Mundial?

Sim, essa fonte existe.

A fonte é a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) do governo Helder.

No dia 10 de outubro do ano passado, a Setur publicou na Agência Pará, o portal de notícias oficial do governo do Estado, a matéria intitulada Pesquisas da Setur irão identificar perfis de turistas e romeiros do Círio de Nazaré, em 2023.

Quem quiser ler a matéria completa, clique no link acima.

Mas o que interessa mesmo é o trecho que aparece abaixo.

Pronto. Aí está a Setur, em matéria com cerca de cinco meses de publicação, apresentando os números mais recentes sobre o volume de turistas que chegam a Belém durante o Círio: estimados 80 mil.

Doutor Bruno, se confrontado com a verdade, talvez venha a dizer que referir-sea "milhões de turistas" foi apenas uma força de expressão. Assim como Bolsonaro diz ter sido força de expressão quando referiuse a "fuzilar a petralhada".

Ma forças de expressão representam um grande perigo, sobretudo quando temas gravíssimos são tratados em público.

É o caso da epopeia logística com que se defronta o governo estadual para fazer de Belém um palco digno de evento mundial como a COP30.

terça-feira, 26 de março de 2024

O "cagão" é outro


Bolsonaro, vamos e convenhamos, é um indivíduo de muitas qualidades.
De muitas e excelsas qualidades.
É um covarde.
É um fascista.
É um golpista frustrado (tentou, mas não levou).
É um negacionista de carteirinha.
É um corrupto (com joias e fraude de vacina pelo meio, lembrem-se vocês).
É um mentiroso contumaz.
E um burro.
Muitísimo burro.
Agora, com todas essas qualidades, Bolsonaro tem um grande e insuperável defeito: não consegue fazer uma burrice que não reverta contra ele mesmo.
Não consegue fazer uma idiotice que não seja descoberta e que não confirme a sua condição de rematado idiota.
Como agora, por exemplo.
Descobre-se, ou melhor, o The New York Times descobriu que Bolsonaro passou dois dias homiziado (era esse o verbo empregado pelos velhos repórteres de Polícia, quando referiam-se a bandidos que tentavam esconder-se após seus crimes) na Embaixada da Hungria, em Brasília.
Fez isso em fevereiro, após ter seu passaporte apreendido. E procurou esconder-se porque estava se borrando de medo de ser preso por ordem do Supremo.
Mas Bolsonaro, pelas vozes doutas de seus advogados, diz que não. Sustenta que passou dois dias na embaixada para atualizar cenários políticos com seus amigos húngaros fascistas. E bolsonaristas - com as mesmíssimas qualidades de Bolsonaro - estão acreditando ardentemente nessa versão.
E agora?
Agora, Bolsonaro tem 48 horas para se explicar ao Supremo, que poderá sapecar-lhe uma tornozeleira eletrônica, para impedi-lo de fugir.
Tudo porque Freire Gomes opôs-se às articulações golpistas e, soube-se depois, disse que prenderia Bolsonaro, caso tentasse melar o resultado das eleições.
Braga Netto estava enganado.
O "cagão" é outro.

quinta-feira, 7 de março de 2024

Helder bate o martelo. E Igor Normando deve ser o candidato do MDB a prefeito de Belém.



Essa sutil publicação - mas nem tanto assim - do governador Helder Barbalho em seu perfil no Instagram, nesta quinta-feira (07), oferece indícios claros de que o MDB, partido do chefe do Executivo, não apenas terá candidato nas eleições para prefeito de Belém, em outubro deste ano, como também o candidato já está escolhido.
Com o anúncio da filiação do deputado estadual licenciado e atual secretário de Estado de Articulação da Cidadania, Igor Normando (Podemos), ao MDB, no próximo dia 15 de março (e 15, não por acaso, é o número do registro eleitoral da legenda), Helder praticamente antecipa que já bateu o martelo em favor de uma solução, digamos assim, caseira - ou familiar, se preferirem - relativa à participação do partido nas eleições para prefeito.
É que Normando, como se sabe, é primo do governador. Nessa condição, e ainda que possa não ter, no momento, cacife eleitoral suficiente para aspirar à Prefeitura de Belém, detém maior confiança da família Barbalho. Maior confiança até do que o presidente municipal do MDB, deputado federal José Priante, que também é primo de Helder, mas já tem mais experiência política, é muito conhecido na Capital (porque já disputou, e perdeu, três eleições para prefeito, em 2008, 2012 e 2020) e teria, por tudo isso, mais independência política, se é possível, claro, alguém ter alguma independência política no MDB dos Barbalhos.
Por falar em Priante, o deputado já antecipara em declarações ao Globo, em meados de fevereiro, que o MDB terá mesmo candidato a prefeito de Belém, até porque, na avaliação do parlamentar, o governo Edmilson Rodrigues está entre os piores que a Capital já teve. "Edmilson é um desastre total, completamente desarticulado, sem capacidade de entrega alguma. Tem zero chance de ser reeleito", resumiu o deputado.

A alternativa bolsonarista
Independentemente do grau de entusiasmo demonstrado por Helder em favor da candidatura de Priante nas eleições passadas, quando sempre esteve claro que a candidatura Edmilson teria (como de fato teve) o entusiasmadíssimo apoio do MDB no segundo turno, desta vez o governador terá de jogar todas as suas fichas para eleger Normando.
Fora dessa alternativa, caberia apostar no desconhecido. E o desconhecido, nas atuais circunstâncias, é o fôlego eleitoral de Edmilson, o pior avaliado entre os prefeitos de capitais em todo o País e cuja gestão é alvo de críticas permanentes e contundentes em todos os segmentos políticos, inclusive no seio do próprio partido do prefeito, o PSOL.
Ter um novo prefeito aliado - ainda que seja, na mais insondável das hipóteses, um Edmilson reeleito - é fundamental para Helder, tendo em vista que Belém será sede da COP30, em 2025. Por isso, um bolsonarista (Éder Mauro? Eguchi?) no Palácio Antônio Lemos seria o pior dos mundos para Helder e mesmo para o governo Lula, que bancou a escolha de Belém par sediar o evento.
Enfim, as pedras do tabuleiro eleitoral começaram a ser mexidas. Saber os efeitos, as repercussões e as consequências de cada mexida só será possível quando as mexidas forem, concretamente, feitas. Como esta agora, que Helder está fazendo.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Lula humilha a memória de 6 milhões de judeus mortos no Holocausto. Netanyahu, um fascista e corrupto, humilha o Brasil.



Estive em Israel em 2016.
Foi uma das viagens mais inesquecíveis da minha vida.
Em Jerusalém, fui ao Museu do Holocausto (acima e abaixo desta postagem, algumas fotos).
Foi um dos momentos mais inesquecíveis da minha vida.
Falarmos do Holocausto, lermos sobre o Holocausto, assistirmos a filmes e documentários sobre o Holocausto, nada se compara a estar num ambiente em que a matança de 6 milhões de judeus é retratada e expressada por eles mesmos, sem concessões a sentimentalismos, mas com absoluta fidelidade a uma das maiores selvagerias que a (des)humanidade já produziu.
O presidente Lula, pela experiência política que tem, lastreada no feito incomparável de ter alcançado o governo do Brasil por três vezes, pelas vias legitimamente democráticas, não precisaria ter passado por um momento único, como o de visitar o Museu do Holocausto, em Jerusalém, para ter a dimensão exata das dimensões do que foi a morte de 6 milhões de judeus pelo regime nazista. Lula nem precisaria visitar o museu (se é que já o visitou alguma vez) para conhecer o tamanho de uma hediondez tamanha, como foi o Holocausto.
Lula, pela experiência política que tem, não poderia, sob hipótese alguma, ter oferecido ao governo de um fascista e corrupto, como o Benjamin Netanyahu, a oportunidade de humilhar o Brasil. E de humilhá-lo em pleno Museu do Holocausto.

Uma fala irresponsável. E trágica.

A fala de Lula na Etiópia, comparando ao Holocausto a mortandade que Israel perpetra desde outubro do ano passado contra os palestinos, foi um desastre assustador.
Foi indefensável.
Foi irresponsável.
Representou um trágico e inacreditável equívoco histórico.
Acabou se tornando uma ofensa à memória dos judeus que pereceram no Holocausto, ainda que a intenção de Lula (como agora estão dizendo o governo e alguns de seus aliados) tenha sido a de criticar o governo genocida do corrupto Netanyahu, e não o povo judeu.
Lula acerta ao reprovar, como já tem feito e já o fez várias vezes, a retaliação desmedida ao ataque terrorista que Israel sofreu.
Porque, é fato, esta guerra começou com um ataque terrorista do Hamas. Um ataque ignóbil, assassino e selvagem, que sacrificou a vida de 1.400 inocentes.
É fato que Israel tinha, como tem, o direito de retaliar a essa agressão.
Mas é fato que, há muito, passou dos limites, matando até agora quase 30 mil palestinos, inclusive milhares de mulheres e crianças.
Quando condena a matança de Israel (e isso após reconhecer que Hamas cometeu um atentado terrorista, vale dizer), Lula alinha-se entre as maiores democracias do Ocidente, que, muito embora aliadas de Israel, também defendem um cessar fogo imediato. Até mesmo os Estados Unidos, que vão propô-lo perante o Conselho de Segurança da ONU.
Mas Lula ter comparado a retaliação desmedida de Israel ao Holocausto, francamente, é injustificável, equivocado, irresponsável e ofensivo à memória de 6 milhões de pessoas trucidades pelo regime nazista.

Um corrupto humilha o Brasil

Ao trágico discurso de improviso de Lula, o governo israelense do corrupto e fascista Benjamin Netanyahu, ao tentar humilhar a figura do presidente como chefe de Estado, acabou humilhando o Brasil. Acabou humilhando os brasileiros. E os humilhou por meio de um circo, de uma molecagem, de um show midiático repulsivo, como poucas vezes se viu na diplomacia.
Conferir a Lula o status de persona non grata, como fez o governo Netanyahu, é um gravame que afeta mais a figura do presidente, mesmo sendo um direito do governo israelense de demonstrar sua irresignação.
Mas a molecagem e a humilhação intoleráveis do governo de Israel ao Brasil consistem num procedimento também jamais visto - ou pouquissimamente visto - na diplomacia: convocar o embaixador brasileiro para se dirigir até o Museu do Holocausto e passar-lhe uma descompostura pública.
Foi acintosa, desrespeitosa, mal-educada, desprezível e humilhante a cena em que o embaixador do Brasil, Frederico Meyer, ouve calado, sem ter o direito de se manifestar, uma reprimenda pública do ministro das Relações Exteriores do governo Netanyahu, Israel Katz.
Meyer, aliás, não falou porque sequer entendia o que estava ouvindo, uma vez que o ministro Katz expressou-se em hebraico, idioma que o embaixador, ao que se diz, não domina. E este detalhe é mais um a confirmar a molecagem do fascista Netanyahu.
O governo israelense tem o direito de expressar, pelas vias diplomáticas, a sua insatisfação contra outra Nação.
Tem o direito de convocar um embaixador de outro país para se explicar.
Mas jamais deveria fazê-lo publicamente, diante do holofotes da Imprensa, e além disso não propiciando ao embaixador Meyer o direito de explicar a posição de seu país, até porque não entendia o que estava sendo dito.
Se Israel tinha o intento de responder a uma humilhação com uma outra humilhação, conseguiu.
Mas um erro trágico - o de Lula - não justifica outro enorme erro - o do governo corrupto de Netanyahu, ao humilhar publicamente o Brasil.
Justifica?








domingo, 18 de fevereiro de 2024

Se Belém é a cara do governo Edmilson, a Praça Batista Campos é a cara de Belém. Mas ainda temos esperanças!



Se Belém é a cara do governo Edmilson, então a Praça Batista Campos é a cara de Belém.
Não da Belém aprazível, acolhedora, bem-cuidada, prezada e linda.
Mas da Belém abandonada, suja, desprezada, deteriorada e insegura, ainda que, claro, linda.
Uma pena que, nos 120 anos do logradouro, transcorridos no dia 14 de fevereiro, mas comemorados com estilo no dia 16, com bolo de 1,20m e guaraná digrátis, a aniversariante desperte não o nosso orgulho, mas a nossa compaixão, o nosso compadecimento por estar abandonada.
De qualquer forma, se há alguém que não perde as esperanças de que a praça seja restaurada e volte a ser o que sempre foi - uma das preciosidades de Belém - são os integrantes da heróica da Associação dos Amigos da Praça Batista Campos, com mais de três décadas pelejando, dia e noite, noite e dia, para que as administrações municipais, independentemente de colorações partidárias, mantenham o logradouro bem-cuidado e plenamente disponível para o desfrute da população.
O presidente da Associação e um de seus fundadores, José Olímpio Bastos, é bem objetivo ao relacionar o que precisa ser feito na praça.
Primeiro, calafetar as centenas - isto mesmo, centenas - de buracos da praça, que representam um enorme perigo para todo mundo, sobretudo para idosos, sempre expostos a quedas, como a que levou um deles ao hospital, não faz muito tempo, em estado de inspirar cuidados.
Segundo, restaurar os elementos de madeira, principalmente os bancos, alguns alguns quebrados e os demais faltando lixar e pintar. Além da lixeiras, é claro. José Olímpio informa que, das 110 lixeiras originais, só três ou quatro têm fundos, todas as mais de 100 estão ou quebradas ou não existem mais. E ainda temos as pontes (que apresentam tábuas quebradas) e os aparelhos de ginástica, todos comprometidos.
Terceiro, cuidar dos elementos de ferro, como os gradis dos gramados que foram furtados ou estão quebrados, postes de iluminação que sumiram, coretos necessitando de consertos e pinturas.
Quarto, cuidar dos lagos. Nos que ainda estão abastecidos, a qualidade da água é ruim, porque não existe mais a areação para oxigená-la e o assoreamento com lama e arteira impede o volume adequado de água para os peixes.
Quinto, organizar, padronizar e pintar as barracas que vendem cocos.
Sexto, melhorar a jadinagem, compleatando o plantio do gramado e mantê-lo cortado.
Sétimo, fazer a podagem das árvores e retirar as ervar daninhas.
Oitavo, reparar o sistema de iluminação, que não funciona a contento porque há muitas lâmpadas queimadas, deixando vários segmentos da praça no escuro.
E por último, mas não menos importante, tornar a praça minimamente segura para seus frequentadores, uma vez o governo Edmilson conseguiu a proeza de piorar o que já era horrível, ao acabar com a vigilância da Guarda Municipal  para alegria de vândalos e assaltantes.
Está aí, pronto e acabado, o roteiro para revigorar a Praça Batista Campos.
Aliás, vi algumas fotos por aí mostrando que o governo Edmilson fincou algumas placas na praça com o aviso Prefeitura trabalhando, no que seria o início da reforma.
Então, trabalhem.
Porque será preciso muito, mas muito trabalho pra fazer a praça voltar a ser um dos encantos de Belém.
Nesta postagem, algumas imagems remetidas pela Associação sobre os festejos dos 120 anos de Batista Campos.





quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

"Edmilson é um desastre total", diz presidente do MDB de Belém. Partido avalia três nomes para disputar a prefeitura.

"Edmilson é um desastre total, completamente desarticulado, sem capacidade de entrega alguma. Tem zero chance de ser reeleito".

A declaração, de ninguém menos que o presidente municipal do MDB de Belém, deputado federal José Priante, consta de matéria de mais de meia página que o jornal O Globo publica nesta quinta-feira (15), abordando a forte rejeição que o prefeito Edmilson Rodrigues vem enfrentando neste período pré-eleitoral, inclusive dentro de seu próprio partido, o PSOL.

Primeira manifestação oficial de uma liderança emedebista sobre as alternativas do MDB para a disputa eleitoral de outubro, a declaração de Priante também joga luz sobre os nomes que poderão concorrer à Prefeitura de Belém.

"Estamos discutindo internamente quem será o nome do MDB - diz Priante, que cita, além de seu próprio nome, a deputada federal Alessandra Haber e o estadual Zeca Pirão", registra a matéria publicada em O Globo.

Como já era esperado, a gestão sofrível de Edmilson tem sido o mote para que os bolsonaristas e outros adversários do PSOL a considerem um exemplo referencial de como seria uma administração psolista em outras cidades. Como São Paulo, por exemplo, onde Guilherme Boulos vai enfrentar o bolsonarista Ricardo Nunes (MDB).

Vejam Edmilson - “Não é preciso eleger o Boulos para a Prefeitura de SP para termos noção de como seria sua gestão. Basta olharmos para a gestão do prefeito psolista em Belém, que possui a pior avaliação de uma Prefeitura em todo o Brasil”, postou o deputado estadual de São Paulo Guto Zacarias (União), em seu perfil no X (antigo Twitter).

Aqui no Pará, o deputado estadual bolsonarista Rogério Barra, que já foi secretário do governo Helder Barbalho e é filho do deputado federal Éder Mauro, apontado como uma das opções do bolsonarismo para concorrer à Prefeitura de Belém, já escreveu na mesma rede social:  “Advinha qual o partido do pior prefeito do Brasil? PSOL do companheiro Boulos. Vigia, São Paulo!”.

A matéria de O Globo ressalta que, mesmo diante deste cenário desalentador para a candidatura de Edmilson à reeleição, o PT, representado com o cargo de vice-prefeito e ocupando três secretarias no governo municipal, até agora resiste com todas as suas forças para manter a aliança com o PSOL.

"Não achamos ético compor um governo por três anos e abandonar o barco. Nosso desejo era construir uma frente ampla entre PT e MDB. Seria um cenário muito favorável, mas o que se observa é que não deve se consolidar", diz o deputado federal Airton Faleiro (PT).

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

A um "Cagão" e a um "Traidor da Pátria", o muito obrigado da democracia brasileira!



O bolsonarismo é o contrassenso, a irrealidade, o mundo paralelo, a distopia, a imbecilidade, a maluquice desvairada.
Por isso é que, no conceito bolsonarista, um democrata, um legalista, um servidor leal à Constituição não passa de um cagão.
No conceito bolsonarista, um democrata, um legalista, um servidor leal à Constituição não passa de um traidor da pátria.
O general Freire Gomes e o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, respectivamente comandante do Exércio e comandante da Aeronáutica no desgoverno do fascista e golpista Jair Bolsonaro, o Imperador de Mambucaba, não passam, o primeiro, de um cagão, e o segundo, de um traidor da pátria.
Assim eles foram classificados pelo general golpista, fascista e bolsonarista Braga Netto, candidato a vice na chapa do derrotado Bolsonaro, numa troca de mensagens com um ex-militar chamado Ailton Barros, em dezembro de 2022, quando o Imperador de Mambucaba ainda tramava um golpe.
As mensagens foram reveladas só agora, no âmbito das investigações da Operação Tempus Veritatis (Hora da Verdade), que colheu elementos materiais dos mais robustos sobre o envolvimento direto de Bolsonaro e vários de seus ex-ministros na articulação do golpe.
Braga Netto, como vocês podem ver nas imagens acima, não apenas qualifica Freire Gomes de Cagão e Baptista Junior de Traidor da Pátria como incentiva Ailton Barros a atacá-los. Assim agindo, foi, ele próprio, o Cagão por excelência, o covarde de carteirinha. Do contrário, não delegaria o cometimento de um crime a terceiro.
Enfim, feliz da democracia brasileira, que resistiu ao golpe porque muitos resistiram, inclusive um general Cagão e um brigadeiro Traidor da Pátria.
A democracia brasileira lhes deve, formalmente, um muito obrigado!
Feliz da democracia que tenha um cagão como Freire Gomes e um traidor da pátria como Baptista Junior.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Treme a República de Mambucaba. Treme o Imperador de Mambucaba!

Em Mambucaba, o Imperador rodeado de fascistas de estimação: por que ele ainda não está preso?

A operação Tempus Veritatis, desfechada nesta quinta-feira (08) pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), é a que mais perto já chegou, dentre todas as anteriores, à cúpula do governo Bolsonaro, incluindo o próprio Imperador de Mambucaba.
Mambucaba é uma vila história de Angra dos Reis (RJ), onde o imperador, no êxtase de sua ociosidade, encontra-se há algumas semanas, descansando da dura labuta de nada fazer. Lá, ele já armou um cercadinho, nos mesmos moldes do que fazia à entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília, quando despresidia o Brasil. Sua plateia é formada por malucos e fascistas imbecis que recebem aulas do mestre. Com carinho.
Em Mambucaba, o Imperador se encontrava acompanhado de dois filhos, Carluxo e Flávio, quando a mesma PF, na Operação Vigilância Aproximada, bateu-lhe à porta, há cerca de dez dias, para apurar os fortes indícios de bandidagem explícita que resultou na criação de uma Abin paralela, o esquema criminoso que monitorou ilegalmente, com o uso de um programa espião israelense, milhares de pessoas, incluindo ministros do Supremo, parlamentares e jornalistas.
Agora, na mesma Mambucaba, o Imperador vê-se alvo de nova operação, a Tempus Veritatis (Tempo da Verdade), que investiga organização responsável por tentativa de golpe de Estado para mantê-lo na Presidência após a derrota nas eleições de 2022.
Em 24 horas, o Imperador terá que devolver seu passaporte, ficando, portanto, impedido de deixar o País. 
Mais do que isso: entre os alvos de 33 mandados de busca e apreensão expedidos, nada menos do que 16 são militares, entre eles o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos; o ex-comandante do Exércio, general Paulo Sérgio Nogueira; os generais Braga Netto (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional - GSI); o coronel Bernardo Romão Corrêa e o major das Forças Especiais do Exército Rafael Martins.
Os detalhes do plano golpista que estão sendo revelados são verdadeiramente assustadores. Incluíam até prisões de ministros do Supremo.
São detalhes que fazem uma democracia tremer.
Mas o bom mesmo é que tremendo, e muito, está a República da Mambucaba.
Tremendo mesmo, e muito, está o Imperador de Mambucaba.
E muitos de seus comparsas.
Grande dia para a democracia brasileira.
Grande dia!
Ah, e a pergunta que não quer calar continua gritando: o que falta para Bolsonaro ser preso?