terça-feira, 28 de março de 2017

Redes sociais viraram um escoadouros de maluquices


É como alguém já disse por aí - mais ou menos assim: o mundo ficou melhor por causa da internet, e o mundo ficou pior por causa da internet.
Troque internet por redes sociais e dá na mesma.
O pessoal aqui da redação está cada vez mais impressionado com a quantidade - avassaladora, torrencial, tsunâmica - de notícias falsas que circulam por essas redes sociais onde vicejam a irresponsabilidade e a nenhuma disposição de rejeitar spams que não têm pé nem cabeça, mas mesmo assim são replicados à farta por usuários que não se dão o menor trabalho em ler o que receber e avaliar se aquilo tem alguma lógica ou não.
Grupos de WhatsApp, por exemplo, transformaram-se em escoadouros de imundícies e maluquices sem fim, que chegam aos borbotões e são replicadas da mesma forma.
Quando este repórter externa alguma estupefação - e muitas vezes irritação - com essa incontinência verbal marcada por mentiras e doidices de toda espécie, ouve sempre a seguinte objeção: "Mas é que ninguém é jornalista pra ficar checando se as informações são verdadeiras ou falsas".
Alto lá, meus caros: você deve checar o que recebe justamente porque você não é jornalista.
Se jornalista, quem em tese dispõe de mais elementos para verificar mais facilmente o que é falso ou não, tem obrigação de checar informações que recebe, muito mais obrigação tem que não é jornalista, porque sujeito a ser vítima de enganações.
Porque se você aí, que não é jornalista, receber uma informação em corrente, dizendo que em duas horas todas as pessoas de uma cidade qualquer precisarão bater em retirada, porque a água consumida vai ser envenenada, você vai pegar suas trouxas e bater em retirada - sem rumo, sem lenço e sem documento?
Não se acredita.
E enganações acontecem a toda hora e são inacreditáveis.
Um dos zaps que sempre recebo nesses grupos, dia sim, outro também, é de uma tal entrevista coletiva que todos os ministros da Dilma dariam à Globo.
O governo Dilma já acabou faz tempo. Mas continuam mandando o zap - uma maluquice sem fim.
Outra corrente são das assinaturas em petições virtuais as mais esdrúxulas.
E fora as trilhões de mensagem caluniosas e infamantes sobre personagens - conhecidos ou não - que acabam tendo sua honra maculada por aí.
Pois é isso mesmo: o mundo ficou melhor por causa da internet, e o mundo ficou pior por causa da internet.

Josué Teixeira está certo. Sérgio Dias, errado.


Mas que coisa, hein, gente?
Coleguinhas há - e ainda bem que são poucos - apoiando o posicionamento do diretor de Futebol (agora licenciado) do Remo, Sérgio Dias, porque defendeu que, entre o atacante Edgar, que chegou bêbado à concentração e armou um quebra-pau um dia antes do Re-Pa, e o treinador Josué Teixeira, que pediu a dispensa do jogador, preferiria ficar com o jogador.
Parem com isso, meus caros.
Parem com isso.
O treinador está absolutamente correto, e o dirigente, absolutamente equivocado.
Se o treinador, que comanda o elenco, admitisse uma indisciplina dessa, perderia o comando e daria margem a que outros jogadores fizessem a mesma coisa.
O Remo encontrou, digamos assim, uma meia solução: o atleta permanecerá no clube, sob a condição de submeter-se, primeiro, a uma avaliação psiquiátrica e, posteriormente, a um tratamento para superar o alcoolismo.
Perfeito.
Aí estão contemplados, à primeira vista, o viés humano da situação - ajudar uma pessoa que precisa se livrar de uma dependência que é danosa a ela mesma à coletividade - e o aspecto profissional, impedir que o cara retorne ao trabalho até que esteja curado ou então em processo de cura da dependência que o acomete.
É mais ou menos isso.

Vamos parar de compartilhar notícias falsas?


Lembra quando seus antepassados da era anterior à internet/redes sociais compravam jornais nas bancas, diziam que gostavam do cheiro do papel impresso e liam com prazer evidente as notícias ali estampadas? Lembra quando as pessoas diziam “eu li no jornal X” como se isso recobrisse a notícia com um selo de credibilidade ou algo parecido?
Pois hoje isso parece algo longínquo demais, hoje o que torna uma notícia válida é sua capacidade de ser compartilhada o maior número possível de vezes. Hoje é preciso somente que uma “notícia” renda muitos cliques, acessos e compartilhamentos e só.
Se é verdade ou mentira o que a tal “notícia” agrega, se sua elaboração foi feita de forma cuidadosa (este aspecto antes primordial) isto parece ter perdido toda a importância.
E é bom que você saiba: tem muita gente lucrando com sites que publicam “notícias”, quer dizer, mentiras, como se fossem “verdades”. Talvez você pense, com certa razão: mas que problema há nisso se a imprensa dita séria publica tantas notícias que se revelam ou se revelaram inverdades? Sim, mas tais notícias se foram produzidas por veículos de imprensa que prezam a informação apurada com rigor, poderão ser questionadas por quem quer que seja, e nesse processo, ficarão evidentes aspectos que ainda fazem o jornalismo valer a pena. Em outras palavras: quando uma notícia pode ser questionada, quando o jornalista que a produziu pode defendê-la e tem argumentos para tal, é sinal de que apurou, pesquisou e agiu de forma profissional.
Outra coisa é o fato de que jornais sérios ou veículos de comunicação sérios não agem de forma leviana. Não, eu não nasci ontem e sei muito bem que jornais ditos sérios também podem agir de forma leviana e/ou manipuladora, mas ainda assim, espera-se (esperamos) que, até certo ponto, o que está noticiado ali, nas folhas, estadões e diários da vida, tenha sido escrito por gente que se preocupa com a informação que entrega ao leitor.
Um próspero mercado
Mas o discurso acima, que pode parecer dramático demais ou piegas e antiquado, não interessa em nada aos donos dos tais sites que prosperam inventando mentiras, boatos, inverdades e outras “notícias” que muitos de nós já compartilhamos.
Sim, você e eu já devemos ter (em algum momento das recentes e acaloradas discussões politicas, por exemplo) compartilhado matérias dos tais sites* e saiba que este nosso compartilhamento contribuiu para que os donos deles enriquecessem mais um pouquinho.
Recentemente o jornal Folha de S.Paulo fez uma matéria muito necessária sobre estes sites e a mim pareceu terrível (embora nada mais pareça mais tão terrível assim) constatar o quanto é natural e simples e aceitável e normal, este lucrativo mercado de notícias falsas. O quanto o que interessa é somente (e tão somente e unicamente e exclusivamente) que este processo seja lucrativo e só.
Ora, é claro que ninguém abre negócios para vê-los falidos, mas entenda: neste caso, não existe nenhuma preocupação com a construção da notícia, qualquer “coisa” pode se tornar digna de cliques se no centro dela tiver algo digno de cliques e este algo pode ser uma pessoa famosa, um acontecimento que tenha apelo popular (uma morte, um espetáculo, muitas mortes espetaculares, uma subcelebridade ou uma celebridade etc.).
Comida estragada  notícia deturpada
Tudo isto pode parecer bem confuso porque afinal, os jornais “de verdade” também podem produzir boatos ou divulgar informações inverídicas, como mencionei acima, certo? Então, talvez seja melhor pensarmos assim: você come qualquer porcaria em qualquer lugar? Ou: você acha normal saber que tem gente que revira lixo em busca de comida? Eu nunca acharei isto normal como também não acho normal que exista tanta informação falsa circulando na internet como se fosse verdadeira. Mas o que uma coisa tem a ver com outra? É que para mim as notícias que se inventam ao sabor do número de cliques são exatamente como o lixo que nós geramos (e que antes foi comida fresca e saborosa, ou seja, de verdade) e que, horrivelmente, será vasculhado por pessoas que são como nós, humanamente falando, mas reviram o lixo porque não têm dinheiro para comprar comida que preste.
Ouso pensar até que talvez a internet tenha virado apenas isto para quem a vê como uma fábrica de cliques: uma forma de se lucrar com esta grandiosa máquina que produz informação de forma instantânea e veloz. Só que ao final do processo de fabricação de informações, todo o “lixo” existente ali, ou seja, todos os restos das notícias verdadeiras e apuradas que circularam intensamente, já foi compilado (reciclado?) por estes “inventores” de notícias que garimpam uma frase aqui, outra ali e vão montado suas notícias falsas como se construíssem zumbis ou coisas que me lembram “frankensteins”: na verdade, as tais “notícias” não passam de montagens de palavras ditas em outros contextos ou sequer faladas em contexto algum. Mas isso, como já se sabe, não importa, e sim que as invenções saídas destas imaginações assustadoramente férteis angariem mais e mais cliques!
A morte do jornalismo?
E o que se segue depois é que as tais invenções criadas, as tais aberrações espalhafatosas (como aquela que circulou há pouco e dizia que dona Marisa Letícia estaria bem viva, lá na Itália) chamam a atenção de pessoas ingenuamente curiosas (como somos todos nós em certos momentos) e elas clicam, compartilham e daí a “notícia” se espalha de forma absurdamente rápida!
Diante disso, não custa nada ficarmos mais atentos antes de clicarmos e compartilharmos o que temos lido aqui e ali na web. Perceba agora a analogia, rasa admito, entre a “comida” (notícia apurada e fresca) e o lixo (notícia fabricada/reciclada/inventada): enquanto veículos sérios realmente produzem notícias e serão capazes de responder por elas, se questionados, como já dito antes, os tais sites que vivem de regurgitar o que sobrou das notícias velhas, requentadas ou estragadas deliberadamente ganham dinheiro com o que iria para o lixo, mas o problema é que vendem este lixo como se fosse algo novo, fresco e digno de se “saborear”.
Sei o quanto minha “tese” pode parecer louca ou ridícula mas pare para pensar e não perca seu valioso e cada vez mais escasso tempo compartilhando lixos noticiosos. Lembre-se que, apesar dos pesares (da manipulação midiática, sobretudo, que muito contribuiu para esse cenário, que esvaziou o jornalismo do sentido e do valor que ele deveria preservar), o bom jornalismo é um dos pilares da democracia. Países com democracias sólidas e respeitáveis se importam tanto com a educação quanto com o trabalho de uma imprensa verdadeiramente comprometida com valores que hoje nos fazem tanta falta (a nós, brasileiros, e ao mundo todo, enfim).
Para terminar: o Brasil oferece um cenário bastante atraente para que os tais sites fabricantes de notícias falsas prosperem, pois nossa suposta democracia está se fragmentando a olhos vistos, como sabemos. Nem bem floresceu e já decaiu…
No meio disso tudo, desse verdadeiro caos oficializado, somente uma imprensa atenta pode, ao menos, tentar iluminar os cantos obscuros que vão se revelando entre as sombras dessa fase tenebrosa que vamos (lentamente) atravessando.
Agora imagine que no meio dessa vagarosa e caótica travessia surgissem pessoas que agissem de forma leviana, chantagista, abertamente manipuladora e que ainda (!!) se gabassem de agir dessa forma e que se aproveitassem da situação para lucrar. Pois penso que estes são como aqueles comerciantes que aumentam o preço da água, de forma abusiva, em época de racionamento.
Lembre-se: notícia bem apurada também é item de primeira necessidade, agora, lixo – de qualquer natureza, seja “orgânico” ou noticioso – deve ir para o lixo e ponto.
*Estes são, segundo a Folha, alguns dos sites que “fabricam” notícias: Pensa Brasil; Brasil Verde e Amarelo; Jornal do País; Diário do Brasil; Folha Digital; Juntos pelo Brasil; Jornal do País; Você precisa saber, entre outros.
***
Ana Claudia Vargas é jornalista

Um olhar pela lente

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O que ele disse


quarta-feira, 22 de março de 2017

Processo não cria embaraços à OAB, diz Alberto Campos

O presidente da OAB-PA, Alberto Campos, respondeu sucintamente ao blog, nesta terça-feira, à indagação sobre se o processo ético-disciplinar instaurado contra o tesoureiro da entidade, Robério D'Oliveira, não criará embaraços de ordem administrativa à Ordem.
Robério, ressaltou o presidente, vai "responder ao processo como qualquer outro advogado, independentemente da sua função na OAB.
Quanto à possibilidade de a medida instaurada contra o tesoureiro selar de vez - ou quase isso - a cisão de entre os que apoiam Alberto Campos e o grupo que segue a liderança do presidente que o antecedeu, diz o presidente: "Quem se autointitulou oposição à atual gestão da OAB foi o próprio Jarbas [Vasconcelos] na sessão do Conselho Seccional realizada dia 25 de outubro de 2016.
E nada mais disse e nem lhe foi perguntado.

Blogueiro é obrigado a revelar sua fonte. Pode, Moro?

Preocupante, hein?
Muitíssimo preocupante.
Sérgio Moro, o juiz federal que conduz os processos da Lava Jato que tramitam na Seção Judiciária de Curitiba, mandou que o blogueiro Eduardo Guimarães (na foto) fosse levado coercitivamente à Polícia Federal para revelar quem passa informações publicadas em seu blog.
Moro determinou ainda “a apreensão de quaisquer documentos, mídias, HDs, laptops, pen drives, arquivos eletrônicos de qualquer espécie, arquivos eletrônicos pertencentes aos sistemas e endereços eletrônicos utilizados pelos investigados, agendas manuscritas ou eletrônicas, aparelhos celulares, bem como outras provas encontradas  relacionadas aos crimes de violação de sigilo funcional e obstrução à investigação policial”.
Por que essa parada toda?
Porque o juiz quer descobriu qual a fonte que informou Guimarães que o Instituto Lula seria alvo de busca e apreensão e que o ex-presidente Lula seria alvo de condução coercitiva. Na época, o Ministério Público Federal disse que investigaria o “vazamento da informação”.´
E o sigilo da fonte, como é que fica, doutor?
Moro explicou que Guimarães não tem direito ao sigilo da fonte por não ser jornalista, ser blogueiro. Mas dispositivo da Constituição Federal - o inciso XIV do artigo 5º - prevê que "é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.
Essa questão, inclusive, já foi objeto de julgamento do Supremo Tribunal Federal na ADPF 130, quando foi decidido que a Lei de Imprensa, de 1967, não fora recepcionada pela Constituição Federal de 1988 por ser uma barreira à liberdade de expressão. Naquele julgamento, o Supremo definiu que o sigilo da fonte é prerrogativa constitucional qualificada como garantia institucional da própria liberdade de expressão, segundo disse o ministro Celso de Mello, em seu voto (veja a íntegra).

E agora?

ZapZap já conta com 11 milhões de usuários

Já sabem?
O ZapZap - assim mesmo, ZapZap -, versão brasileiríssima do WhatsApp, já conta com nada menos de 11 milhões de usuários.
Não é nada, não é nada, é muita coisa.
O aplicativo, totalmente desenvolvido por brasileiros, oferece inovações que o rival não tem, como chats abertos, similares aos bate-papos dos anos 90, além da possibilidade de ganhar dinheiro com a produção de conteúdo e através do programa de afiliados.

Já está disponível para Android, iOS e também roda na web e, por causa da grande versatilidade que oferece, caiu no gosto do público. "Alcançamos a marca de 11 milhões de usuários", conta o fundador do programa.

terça-feira, 21 de março de 2017

Presidente da OAB-PA abre processo ético contra tesoureiro da entidade

O clima na OAB do Pará não está lá, digamos assim, para muitas flores. E nem para poucas.
Está mais para guerra civil, como já comparou um advogado ao Espaço Aberto.
Espiem aí embaixo.
Portaria com data desta segunda-feira, assinada pelo presidente da Ordem, Alberto Campos, não apenas revogou portaria do diretor-tesoureiro da entidade, Roberto D'Oliveira, como ainda determinou a instauração de processo ético-disciplinar contra ele.



NET priva clientes de internet, telefone e TV a cabo


Clientes da NET, entre os quais este repórter, estudam a possibilidade de representar contra a empresa ao Ministério Público. Desde o domingo à noite até esta segunda-feira, no fim da tarde, a NET deixou seus usuários do bairro de Nazaré sem telefone, sinal de internet e TV a cabo.
Mas não é só por causa disso, não. É que a NET, há vários meses, priva seus assinantes de sinal da internet em vários períodos do dia, sobretudo à noite, diariamente. Por várias vezes, o sinal cai e depois volta. Presume-se que a empresa, como não tem capacidade de atender à grande demanda nesses horários, "picota" seu sinal, atendendo a cada região alternadamente.
Isso, repete o Espaço Aberto, é apenas uma suposição, que ficaria sujeita a investigações como a que o MPF poderá fazer, quando receber a representação.
Mas uma coisa é certa: empresa pior que a NET não existe.
Empresa que trata seus clientes com mais desrespeito do que a NET, também não.

E quem fala em nome de crianças que ingeriam carne contaminada?



A parada é a seguinte, meus caros.
Generalizações são sempre perigosas - porque enganosas e com um potencial enorme de macular a imagem e a honra de quem não tem nada a ver com o peixe que se tenta vender.
Na essência, produtores têm razão quando apontam os prejuízos de generalizações para o segmento que produz e comercial carnes.
Mas há divergências que a Polícia Federal tenha cometido esse deslize no caso da Operação Carne Fraca.
Por quê?
Porque a PF nominou, um por um, todos os frigoríficos investigados. E o fez às claras.
Não seria pior se a PF tivesse dito apenas que frigoríficos nacionais, genericamente, estavam incorrendo em fraudes e ilícitos pavorosos referentes ao controle de qualidade dos produtos que comercializam?
E tem mais.
Ninguém, em são consciência, quer a inviabilização do setor que exploração a produção e comercialização de carne. Ninguém quer inviabilizar os milhões de empregos que esse setor tem gerado.
Mas, e as crianças que ingeriram ácido ascórbico - um produto com potencial cancerígeno - nos produtos da merenda escolar?

Quem fala em nome delas?

segunda-feira, 20 de março de 2017

A melhor carne do Brasil é a do Uruguai. Temer garante.


Só pode ser saca.
Mas não é, não.
É sério mesmo.
Mirem-se no exemplo de Michel Temer e comam carne com segurança. A melhor carne que Temer come é a brasileira - do Uruguai, da Argentina ou da Austrália.
Na noite deste domingo, Temer convidou pra jantar com ele, numa churrascaria de Brasília (na foto do "Estadão"), embaixadores de países que importam a carne brasileira.
Pra quê?
Pra mostrar que a carne brasileira não tem papelão, nem ácido ascórbico, nem outras podridões descobertas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.
Muito bem.
Mas os cortes bovinos do restaurante que Temer escolheu são todos importados de Argentina, Uruguai e Austrália, segundo matéria do Estadão.
Quem é o marqueteiro de Michel Temer, hein, gente?
Ele já merece o prêmio do ano: é um exímio defensor de seu chefe, livrando-o de ter um pirrique - ou coisa pior - por ingerir carne brasileira. E ainda nos provoca frouxos de riso, diante da constatação de que a melhor carne brasileira é a do Uruguai, da Argentina ou da Austrália.
Grande Temer!

E essa gente de alma pura, o que vai fazer agora?

Quando ela vai desistir?

E ele, quando desistirá?

Moro agradece pelo apoio à Lava Jato



O juiz federal Sérgio Moro manifestou-se sobre o primeiro ano que completou no ar a página administrada pela mulher dele no Facebook.
Até ontem, a alocução já havia cravado mais de 1 milhão de visualizações.
Veja.

sábado, 18 de março de 2017

Churrascaria aprovada. Mas será que tinha papelão na carne?


O repórter esteve há pouco na Churrascaria Boi Novo, em São Brás.
Bem boa. Atendimento de primeira, apesar de o espaço comportar, no mínimo, 300 pessoas.
Mas o repórter só não sabe comeu carne com papelão. Essa é a única dúvida que ficou.
Mas olhem, se tinha papelão na carne, era um papelão de primeira. Porque a carne estava uma "dilícia".

sexta-feira, 17 de março de 2017

Não precisamos de generais para combater a corrupção


O vídeo está viralizando por aí.
Cliquem na imagem para assistir.
As imagens que ele mostra remontam a novembro de 2016, quando uns inconsequentes - pra dizer o mínimo - invadiram o plenário do Congresso para exigir a higienização da vida pública brasileira.
Bacana?
Sim, bacana.
Não queremos e não podemos tolerar corrupção de qualquer espécie - seja de quem for e de que partido for.
Porque ladrões de dinheiro público não têm partido, nem ideologia, nem nada. São simplesmente ladrões.
Mas vejam que, logo no início do vídeo, a cidadã diz que "estamos pedindo a presença de um general aqui, senhores".
Hehe.
Ela está de brinca. Ela e quantos achem que a instauração de um regime militar é garantia de assepsia - moral, ética, seja o que for.
Não é.
A democracia e o Estado de Direito dispõem de mecanismos suficientes e eficazes para combater a corrupção. A Lava Jato está aí mesmo e não nos deixa mentir.
Ditadura não.
Democracia e liberdade sempre.
Não precisamos de generais pra combater a corrupção.
Não mesmo.

Abraji e Transparência lançam o site "Achados e Perdidos"


A Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e a Transparência Brasil lançaram o site Achados e Pedidos, maior banco online de pedidos de acesso a informações e respostas de órgãos públicos do país. A apresentação do site acontecerá durante o seminário gratuito "Acesso à Informação e Controle Social", no auditório da FGV Direito SP (R. Rocha, 233 - São Paulo - SP).
Após o lançamento, jornalistas experientes no uso de informações públicas se reuniram em uma mesa-redonda para debater as principais dificuldades para obter dados públicos e o quanto vale a pena enfrentá-las:
Philip Eil (freelancer, EUA) venceu em 2015 uma batalha judicial contra a agência de combate às drogas norte-americana em busca dos documentos de um processo contra um médico condenado por tráfico de medicamentos controlados. Após a eleição de Donald Trump, sugere que os colegas e os cidadãos tornem sua administração a mais demandada via lei de acesso.
Rubens Valente (Folha de S.Paulo; a confirmar) é um dos repórteres que mais usa a LAI para apurações, especialmente na esfera federal.
Leo Arcoverde (Fiquem Sabendo) dedica-se exclusivamente a obter dados dos poderes públicos paulistas e paulistanos por meio de pedidos de acesso a informações e transformá-los em reportagens.

Achados e Pedidos
O grande diferencial do site Achados e Pedidos é permitir a realização de buscas em dados que tenham sido obtidos por meio de solicitações feitas via Lei de Acesso a Informações. Assim, o usuário poderá encontrar uma informação específica dentro de um conjunto de dados públicos obtido via transparência passiva.
O site, cujo desenvolvimento foi financiado pela Fundação Ford, contará com a participação dos próprios usuários para aumentar sua base de informações. Depois de fazer um cadastro simples e gratuito, qualquer pessoa poderá enviar o pedido que fez e o resultado que obteve, caso tenha sido respondido.
Nesta etapa inicial, o Achados e Pedidos reúne solicitações e respostas dos Executivos federal, estadual de São Paulo e municipal de São Paulo; TCU, TJ de Santa Catarina, TJ do Mato Grosso e Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Também apresenta dados compilados por parceiros: Ação Educativa; Aos Fatos; Lupa; E aí, vereador?; Artigo 19; Fiquem Sabendo; Livre.jor; Open Knowledge Brasil; Instituto Sou da Paz.

As informações na base de dados do Achados e Pedidos comporão ainda uma visão geral do funcionamento da Lei de Acesso a Informações no país: quais órgãos públicos respondem, quais não respondem, comparações regionais etc. O site já inicia suas atividades com 23.471 pedidos cadastrados.

Governo Temer poderia nem ter começado. Poderia.


Da leitora Mirika Bemerguy sobre a postagem E o governo Temer, quando vai acabar?:

Governo ilegítimo e sem a menor credibilidade desde seu início, no momento em que começaram a montar o golpe todos já sabíamos da corrupção e sujeira que os mesmos queriam esconder! Um bando de corruptos velhos ou velhos corruptos que por décadas vêm saqueando os cofres públicos. Se tivesse Justiça séria, esse governo Temer nem tinha começado.

É a avenida Presidente Vargas. Parece até mentira!

Uma publicação compartilhada por Nostalgia Belém (@nostalgiabelem) em


Espiem só.
Está no perfil do Nostalgia Belém no Instagram.
Parece mentira que, em 1976, a avenida Presidente Vargas era assim - limpa, sem a desordem e a bagunça que hoje imperam por lá.
Parece mentira.

O que ele disse


"Estamos na guerra e, se morrer na guerra, acontece, faz parte".

Romero Jucá, senador (PMDB-RO), líder de todos os governos a qualquer tempo, multi-investigado na Lava Jato e, parece, conformado em morrer na guerra.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Bandidos agem cada vez mais à solta durante temporais


Alastra-se na Grande Belém uma prática que sempre foi comum, mas que agora amplia-se de forma assustadora: assaltos a pessoas que descem de ônibus durante os temporais que têm caído.
Leitores aqui do Espaço Aberto narram casos em que bandidos esperam nos pontos, digamos assim, em que mais podem bamburrar.
E as vítimas, coitadas, se já não veem puliças quando não está chovendo, imaginem então quando está desabando um toró daqueles que todos conhecemos bem.

Geert Wilders em segundo. Mas ele ainda é uma ameaça.


Meno male.
O liberal Partido Popular pela Liberdade e Democracia (VDD), do primeiro-ministro Mark Rutte, obteve 33 cadeiras nas eleições gerais da Holanda, realizadas nessa quarta-feira.
Com 97% dos votos apurados, a sigla se manteve como a mais votada, mas saiu com um saldo de oito cadeiras a menos do que na composição anterior do Parlamento, que conta com 150 ocupantes.
Mas há um motivo de preocupação: o ultradireitista Geert Wilders (esse cidadão aí na foto) ficou na segunda posição, com vinte deputados.
Wilders é uma espécie de Marine Le Pen de ceroulas.
Um de seus projetos é fechar todas as mesquitas da Holanda. Simplesmente fechá-las.
Por enquanto, o mundo fica imune a estorvos como esse.
Mas não tão imune assim.

Audiência vai discutir plano de vida para moradores do Xingu

O Ministério Público Federal (MPF) vai realizar na próxima terça-feira, 21 de março, audiência pública em Altamira (PA) para discutir um plano de vida para os moradores do trecho de vazão reduzida do Rio Xingu.
Os moradores sofrem impactos da hidrelétrica de Belo Monte e correm o risco de também serem impactados por um projeto de mineração sem que existam estudos sobre as consequências da soma desses danos e sobre como minimizá-los.
O evento será no Centro de Convenções de Altamira, das 9 às 18 horas. Podem assistir à audiência pública quaisquer cidadãos e instituições interessados. O MPF convocará órgãos federais e estaduais responsáveis pelo monitoramento, fiscalização e autorização de empreendimentos na região da Volta Grande do Xingu.
Manifestações - Aqueles que tiverem interesse em fazer exposições verbais durante o evento devem solicitar inscrição na sede da Procuradoria da República em Altamira até segunda-feira, 20 de março, ou no local da audiência até o início dos trabalhos, podendo ser limitado o número de expositores, a critério da coordenadora dos trabalhos, a procuradora da República Thais Santi Cardoso da Silva. As regras para o uso da palavra serão apresentadas na abertura do evento.
Do dia 7 ao dia 24 de fevereiro os cidadãos e instituições interessadas tiveram a oportunidade de enviar à organização do evento solicitações por escrito de esclarecimentos sobre questões relacionadas ao tema a ser debatido. Essas solicitações estão sendo encaminhadas pelo MPF às instituições convocadas para a audiência.
Falta de diálogo - Em reunião com o MPF, realizada em maio de 2016, órgãos públicos e empresas envolvidos nos dois projetos concordaram que era necessário ampliar o diálogo interinstitucional para a definição de soluções que pudessem garantir as condições de vida na Volta Grande. Essa ampliação do diálogo, no entanto, nunca ocorreu.
Haviam concordado com o MPF o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), a empresa responsável pela hidrelétrica de Belo Monte - a Norte Energia -, e a empresa proponente do projeto de mineração, a Belo Sun. Essas instituições haviam concordado que um diálogo mais intenso era necessário tendo em vista, especialmente, as mudanças ocorridas no Xingu a partir da emissão da licença de operação da hidrelétrica.
Abandono e medo - Com o objetivo de verificar as condições de vida na região após o início da operação de Belo Monte, o MPF visitou a Volta Grande em março de 2016 e constatou que as comunidades locais vivem em situação de abandono.
Segundo o MPF, as famílias ribeirinhas estão em um ambiente modificado que retirou delas o acesso aos meios de vida, não têm compreensão sobre as mudanças ocorridas no rio e estão sem perspectiva de que possam permanecer em seus territórios tradicionais.
Em relação aos indígenas moradores das Terras Indígenas da Volta Grande do Xingu, o MPF constatou que essas famílias também desconhecem o que está acontecendo com o rio e que elas estão sendo conduzidas a mudar radicalmente seu modo de vida e vivem o temor de não conseguir permanecer no local.
Convocados - Serão convocadas a comparecer à audiência pública o Ibama, a Semas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Norte Energia.
Serão convidados, ainda, a participar do evento: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Conselho Nacional de Direitos Humanos, Ministério Público do Estado do Pará, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado do Pará, município de Senador José Porfírio, mineradora Belo Sun e órgãos representativos das populações indígenas e não indígenas moradoras da Volta Grande do Xingu.
O MPF determinou que as instituições convidadas devem apresentar e discutir com a população interessada os resultados dos processos de monitoramento, a efetividade das medidas de reparação implementadas até o momento, os espaços de participação existentes e a capacidade de suporte do Trecho de Vazão Reduzida do rio Xingu para receber novos projetos.


Serviço:
Evento: audiência pública
Tema: monitoramento e garantia da vida no trecho de vazão reduzida do rio Xingu
Data: 21 de março
Horário: 9 às 18 horas
Local: Centro de Convenções de Altamira
Endereço: rua Acesso Dois, s/n., bairro Premem
Participação: Todas as pessoas e instituições interessadas podem assistir ao evento. Aqueles que tiverem interesse em fazer exposições verbais durante a audiência pública devem inscrever-se até a próxima segunda-feira, 20 de março, na sede da Procuradoria da República em Altamira (avenida Tancredo Neves, 3256, bairro Jardim Independente II), ou no local da audiência, até o início dos trabalhos. O número de expositores pode ser limitado, a critério da coordenação dos trabalhos. As solicitações de esclarecimentos às instituições convocadas feitas por escrito em fevereiro estão sendo encaminhadas pelo MPF às instituições convocadas para a audiência.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Um tucano como vice de Helder? Tucanos desmentem.


Peemedebistas - mas não só eles - disseminam freneticamente, aí pelas redes sociais, sua versão sobre encontro que teria ocorrido em Brasília, bem recentemente, com as presenças, dentre outros, do senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e pré-candidato a presidente da República, do governador Simão Jatene (PSDB), do senador Jader Barbalho (PMDB) e de seu filho Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional.
Aécio teria imposto a Jatene que o PSDB do Pará indique o vice de Helder (PMDB) na chapa que concorrerá ao governo do Estado nas eleições de 2018.
E Jatene?
Teria concordado, ou melhor, se rendido à imposição.
Confrontados pelo Espaço Aberto com essa versão, tucanos paraenses fazem muxoxo.
Garantem que essa engenharia eleitoral seria, em verdade, a dos sonhos dos Barbalho.
"Mas não há a menor possibilidade de o PSDB não ter candidato próprio em 2018", garante um deles ao blog.
A conferir.

Corramos todos de Bruno Fernandes. Corramos!


Boa Esporte, de Varginha (MG) tem seu site hackeado, perde patrocinadores e vira alvo da repulsa nacional depois de contratar o goleiro Bruno Fernandes, condenado por homicídio triplamente qualificado no caso envolvendo a morte de sua ex-namorada Eliza Samudio.
Bem-feito para o Boa Esporte.
Porque essa alegação de dirigentes do clube, de que criminosos como Bruno Fernandes precisam ser ressocializados, é deveras comovente, enternecedora, cativante e reveladora de enorme, edificante generosidade humana.
Mas Bruno Fernandes deveria ganhar essa chance depois de cumprir sua pena, não é? E ele ainda não a cumpriu. Aliás, a decisão que o colocou em liberdade, da lavra do ministro Marco Aurélio Voto Vencido Mello, do augusto Supremo, é provisória, portanto dependente de ratificação do plenário quando for julgada no mérito.
Mas o certo é que, mesmo provisoriamente, e da mesma forma com que estende as mãos da generosidade ao autor de uma crime hediondo, por que o Boa Esporte não presta um auxílio à família da vítima de Bruno?
Só o criminoso é que precisa de compreensão e generosidade?
E a família da vítima de um crime horroroso, não?
Ah, sim.
Em entrevista coletiva nesta terça-feira (14), Bruno disse assim: "As pessoas correm de mim pelo o que aconteceu no passado."
Sim. O pessoal da redação aqui do blog corre de Bruno Fernandes.

Pelo menos por enquanto.

Malas, dinheiro, corrupção. Recordar é viver. Recorde.



Às vésperas de sair a "lista do Janot", assim entendido o cartapácio (ui!) do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que provavelmente pedirá ao Supremo que autorize investigações de dezenas de Excelências envolvida na rapinagem na Petrobras, nada mal recordar essa cena memorável.
A cena - memorável, repita-se - refere-se a corrupções desbragadas. E mostra o embate, digamos assim, ocorrido em 20 julho de 2005, entre Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher do deputado federal Valdemar Costa Neto, e o deputado mineiro Edmar Moreira, durante depoimento dela à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados para depor contra o ex-marido e implicá-lo no esquema do mensalão.
De lá pra cá, o que mudou, hein, gente?

Um olhar pela lente



A foto é de um dos recantos de Santarém.
Quem clicou foi Emi Okada, que faz de seu perfil no Instagram uma exposição de belíssimas fotos.

O que ele disse


"Estou muito feliz pela oportunidade dada. Eu venho me preparando há alguns anos. As pessoas correm de mim pelo o que aconteceu no passado. O Boa está abrindo as portas. Estou muito feliz, motivado."

Bruno Fernandes, condenado por homicídio triplamente qualificado, comemorando sua contratação pelo Boa Esporte, clube de Varginha (MG).