Espaço Aberto
Informação, opinião, ideias e debates
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
"Nossos governantes foram, e são, um bando de irresponsáveis"
O problema é que não existe um órgão que fiscaliza os cálculos feitos por esse pessoal.
O Crea só fiscaliza o exercício da profissão, em outras palavras, se há ou não engenheiros nas obras.
Já a Prefeitura fiscaliza, e porcamente, a obediência ao plano diretor (recuos, etc).
Os Bombeiros só a questão referente à sua área, que é bem específica.
E ai vira uma festa de incompetências, isto é, ninguém tem competência para fiscalizar o que é mais importante.
A existência desse órgão poderia ter descoberto o erro de cálculo estrutural do Real Class e evitado a tragédia.
Mas como estamos em uma republiqueta, nada disso vai ocorrer e daqui a mais 20 ou trinta anos outro poderá cair. Sim, cair, pois isso deveria ter sido feito em Belém quando caiu o Raimundo Farias. E fizeram algo?
Nossos governantes foram, e são, um bando de irresponsáveis.
Advogados querem discutir lugar do MP nas audiências
O Movimento de Defesa da Advocacia (MDA) requereu ao Supremo Tribunal Federal a sua admissão como Amicus Curiae, ou "amigo da corte", na Reclamação 12.011, proposta pelo juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal de São Paulo. O juiz questiona liminar concedida pela desembargadora federal Cecília Marcondes, que determinou: o promotor deve sentar "ombro a ombro" com o juiz durante audiências na Justiça Federal. Mazloum havia editado a Portaria 41/2010, que determinava que representante do MP e defesa se sentassem no mesmo plano, lado a lado.
Insatisfeitos com o ato do juiz, o Ministério Público Federal apresentou Mandado de Segurança no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (São Paulo), para que os seus representantes continuassem "ombro a ombro" com o juiz, do lado direito. O local em destaque e ao lado do julgador está prevista no artigo 18, I, a, da Lei Complementar 75/93, a Lei Orgânica do Ministério Público. O juiz Ali Mazloum e o MDA destacam a inconstitucionalidade do dispositivo.
O MDA é uma associação civil sem fins lucrativos que tem por objetivo promover a valorização do advogado e a defesa do exercício de advocacia. Os representantes da associação, pelo presidente Marcelo Knoepfelmacher, o diretor adjunto Paulo Thomas Korte e o presidente da Comissão de Direito Penal Fábio Machado de Almeida Delmanto pedem para fazer sustentação oral no julgamento no STF.
Na Assembléia, uma compulsão crônica para ignorar as leis
Mais notícias de dinheiros desviados.
Enquanto se desviam ou se dilapidam dinheiros públicos, a Assembleia está sendo fiscalizada, auditada - por ela mesma, pelo Ministério Público, pela Justiça, pela sociedade...
Mas não tem jeito.
Quanto mais se fiscaliza a Assembleia Legislativa do Estado do Pará, mais a augusta Casa desanda para fora das leis.
O que demonstra uma evidência: os desregramentos que ocorreram nos últimos anos na Assembleia não representam, digamos assim, um deslize eventual.
Representam, podem acreditar, a crônica de uma compulsão. Ou uma compulsão crônica.
Representam um vício, uma incontrolável ânsia de delizar para fora das leis.
Isso é um espanto.
É verdadeiramente espantoso.
Quadrilhas ativas nos poderes públicos
O escândalo da Alepa é bem mais que um poço sem fundo, é a prova cabal que temos quadrilhas atuando dentro dos poderes públicos com enormes ramificações e em uma linha de tempo muito longa. Só se mantém porque os que se sucedem na escala de poder são capturados no processo. Aí umas chibatadas...
PF tem mais 120 dias para investigar o caso OAB
Os autos do processo que já estão em poder da Polícia Federal incluem toda a sindicância instaurada pela OAB nacional, da qual resultou a decretação de intervenção na Seccional paraense da Ordem, além da abertura de processo ético-disciplinar contra diretores da entidade, além da advogada Cynthia da Rocha Portilho - já indiciada nesse mesmo inquérito por ter confessado, em nota da própria OAB, que falsificou a assinatura do vice-presidente, Evaldo Pinto - e do advogado Robério D'Oliveira, que comprou por R$ 301 mil um terreno da entidade em Altamira, operação que deu origem a todo esse angu na Seccional do Pará.
Ainda não há certeza sobre o destino da representação que um grupo de advogados fez à presidente do inquérito, pedindo a quebra do sigilo bancário de Robério, para se comprovar a origem dos R$ 301 mil que ele despendeu para comprar o terreno. O negócio, posteriormente, foi desfeito por decisão unânime do Conselho Seccional, atendendo a uma solicitação formal do próprio Robério.
Lideranças petistas fecham com Alfredo Costa no 2º turno
A prefeita Maria do Carmo, de Santarém, uma das maiores lideranças políticas do PT na região oeste do Pará, anunciou enfaticamente seu apoio ao vereador Alfredo Costa, que disputará com o deputado federal Cláudio Puty no próximo domingo, dia 5, as prévias em segundo turno que indicarão qual dos dois será o candidato petista a prefeito de Belém, no pleito de outubro próximo.
"[Alfredo Costa] tem compromisso com o Partido dos Trabalhadores, conhece a nossa concepção política, a nossa forma de governar, para quem governar. E ele vai ter um compromisso com todos", diz Maria.
Costa, que nas prévias em primeiro turno obteve 1.274 votos, também recebeu o apoio do deputado Carlos Bordado, o terceiro colocado, com 774, e do vereador pelo terceiro mandato Iran Moraes.
Assistam aos vídeos.
Quatro blogs do Pará viram objeto de análise acadêmica
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| Jeso: análise acadêmica com base em quatro blogs |
A informação foi divulgada pelo próprio Jeso, em várias postagens em seu perfil (@jesocarneiro) no Twitter. Além do Espaço Aberto, serão analisados o Blog do Zé Dudu (do goiano Zé Dudu, há 30 anos no Pará), com notícias da região de Carajás; o Quarto Poder, da região do Tapajós, editado pelo jornalista Marcos Santos; e o Blog do Barata, um dos mais lidos de Belém e do Pará, sob a editoria do jornalista Augusto Barata.
Em seu trabalho de conclusão do curso de especialização em Jornalismo Científico, Jeso vai analisar o tratamento que os quatro blogs deram ao plebiscito que, em dezembro do ano passado, rejeitou a proposta de divisão do Estado para dar origem a duas novas unidades federativas - Tapajós e Carajás.
Com 25 alunos, o curso de pós-graduação em Jornalismo Científico é o único na Amazônia e possivelmente em toda a região Norte. É coordenado pelo professor-doutor, o jornalista Manuel Dutra, editor do Blog do Manuel Dutra, com excelente cobertura sobretudo na área da ciência e do meio ambiente.
"Perdoe Rita, ela não é uma ameaça ao povo do nosso país"
Seu Espaço, eu concordo que ninguém está acima da lei no país, mas fale sério: o que os políticos deixam de fazer por nós, pelo povo, a dinheirama que sai pelos ralos para os bolsos dessa gente sem escrúlo e que deveria ir para a saúde, educação e cultura, sem falar nos escândalos de toga, comparado com o que ela fez é só uma rabugice.
Eu, particularmente, acho que Rita deve ser "absolvida". Se algumas coisas irregular ela andou aprontando durante os seus 67 anos, só fizeram mal a ela mesma. E se começarmos a sempre chamar a Lei Maior para qualquer caso (como deveria ser), esse pais não teria analfabetos, saúde péssima e viveriamos no paraiso. Perdoe Rita, ela não é uma ameaça ao povo do nosso país.
Aprovada a criação do Distrito Industrial Belo Monte
O Distrito Industrial e Comercial Belo Monte foi criado pela Lei nº 193/2011 e regulamentado pelo Decreto 024/2012, que permitem aos empreendedores iniciarem as obras de implantação do distrito, que ficará localizado próximo ao canteiro principal da Hidrelétrica de Belo Monte, na margem da Rodovia Transamazônica. Construído totalmente com recursos da iniciativa privada, o distrito vai permitir a implantação de grandes empresas que atendem às obras de construção da usina, e visa também atrair mais investimentos para a região.
Idealizado por um grupo de empresários locais, o Distrito Industrial e Comercial Belo Monte será um marco na construção de hidrelétricas e vai ajudara região a aproveitar melhor as oportunidades criadas por Belo Monte. O empreendimento será construído em uma área de 600 hectares, entre a Rodovia Transamazônica e o Rio Xingu, terá lotes industriais, comerciais e de serviços, acesso a porto de grande calado e com toda a infraestrutura urbana necessária para a instalação de empresas, como energia elétrica, água, asfalto e saneamento básico.
O empresário Vilmar Soares, de Altamira, está à frente da empresa responsável pelo empreendimento, a Belo Monte Participações e Urbanismo (BMP Urbanismo), e explica que o Distrito Industrial e Comercial Belo Monte vai contribuir no desenvolvimento regional. “Nossa ideia era criar uma solução de logística e, ao mesmo tempo, oportunizar melhores condições de atendimento para os fornecedores da construção de Belo Monte”, diz João Serra.
Os investimentos na implantação no empreendimento devem superar os R$ 40 milhões. Considerando os recursos que serão investidos pelas empresas que vão se instalar no local, o montante pode passar de R$ 100 milhões. "Queremos ficar próximos da obra. Pretendo investir cerca de R$ 3 milhões na abertura de lojas dentro do centro comercial", diz Marcelo Zanella, dono da empresa de materiais de construção Avenida Homecenter, em Altamira, e um dos empreendedores envolvidos no projeto do Distrito.
"Esse projeto é crucial para o comerciante local. Hoje a distância da obra implica aumento substancial de preços, além de perda de tempo", acrescenta Vilmar Soares, informando que o objetivo também é atrair indústrias para o local. “Já estamos negociando com grandes empresas que desejam se instalar no local, como frigoríficos e laticínios. Temos uma grande produção regional de gado, cacau, peixe, além de potencialidades como a madeira e o minero, portanto, a nossa estratégia é que sejam montadas indústrias para aproveitar esta oferta de matéria-prima na região, a energia farta da usina e a facilidade do transporte fluvial”, explica Charles.
O Distrito Industrial e Comercial Belo Monte terá três diferentes setores: um setor industrial, destinado a grandes empresas, como distribuidores de combustíveis e oficinas mecânicas, entre outros; um setor comercial, com áreas de 300 metros quadrados, em média, onde ficarão empresas de produtos e serviços gerais, como restaurantes, papelaria, farmácias, padarias, lojas de material de construção, hotéis etc; e o terceiro setor, o residencial, destinado à construção de moradias para a população que trabalhará nas empresas instaladas no distrito. gpvisao@gmail.com.
Fonte: Assessoria de Imprensa
O que ele disse
Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB, no ato convocado para defender a preservação dos poderes e das competências do Conselho Nacional de Justiça.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Marcha contra a Corrupção no aniversário de Brasília
A mobilização dos moradores de Brasília contra a corrupção já tem data marcada. Após reunir aproximadamente 38 mil pessoas em manifestações realizadas em 7 de setembro e em 12 de outubro do ano passado, o Movimento Brasil Contra a Corrpução definiu a data em que a capital do país completa 52 anos para protestar. É no próximo 21 de abril que os integrantes do movimento esperam que milhares de vozes façam coro às reivindicações.
Na pauta 13 itens pedem mudanças nas práticas políticas, como o fim do voto secreto legislativo e a transformação da corrupção em crime hediondo. Em reunião realizada ontem (29), o grupo marcou a data da próxima marcha e definiu algumas ações para este ano. “A 3ª Marcha será nos mesmos moldes das que aconteceram no ano passado, sem inclusão de partidos políticos e com intensa mobilização virtual”, explicou Giderclay Zeballos, um dos integrantes em Brasília.
No ano passado, mais de 25 mil pessoas ocuparam as pistas da Esplanada dos Ministérios em 7 de setembro. Depois, em 12 de outubro, foram 13 mil. Em uníssono, gritos de guerra contra a corrupção ecoaram pelos ministérios. O recorde de público foi alcançado graças a uma intensa mobilização feita a partir das redes sociais.
No 7 de setembro, um grito contra a corrupção
13 mil contra a corrupção em Brasília
Zeballos explica que a lista de reivindicações cresceu, mas ainda é genérica. A intenção é filtrar o que for de maior interesse dos internautas e a partir daí definir a pauta principal da marcha de abril. “Lutamos pelo fim da corrupção, mas como é muito abragente decidimos propor várias pautas mas vamos elencar as prioritárias até abril. Agora temos tempo para organizar e nos programarmos. Ainda é o começo. Queremos colocar para o povo ter conhecimento da nossa luta e com o passar do tempo vamos selecionar o que for prioritário”, afirmou.
Juvenil e mais 7, além de uma empresa, têm bens bloqueados
O juiz Marco Antonio Castelo Branco, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Belém, decretou cautelarmente a indisponibilidade de bens de Domingos Juvenil Nunes de Souza, Sérgio Duboc Moreira, Jorge Luís Feitosa Pereira, Raul Nilo Guimarães Velasco, Débora Jaques da Silva Cardoso, Françoise Marie
A decisão do magistrado foi em resposta à ação civil pública movida pelo Ministério Público, que alegou a prática de irregularidades na administração pública na condução de procedimento licitatório, na modalidade Concorrência Pública de menor Preço nº 003/2007, realizado pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA), para contratação de agência de viagens para fornecimento parcelado de bilhetes de passagens. Parecer elaborado pelo Grupo Técnico Interdisciplinar do Ministério Público, concluiu pela ilegalidade do referido procedimento, que teria beneficiado a empresa Ideal Turismo.
No despacho, a partir da análise dos documentos juntados à ação, o magistrado considera estar presentes indícios de locupletação. Dessa maneira, decidiu pela indisponibilidade dos bens dos requeridos nos termos do artigo 7º da lei 8.429/1992, como medida cautelar e necessária para o ressarcimento ao erário público. Além disso, a medida visa a garantia de segurança, resguardando o resultado prático do processo, “tendo em vista que existe a possibilidade de desfazimento de patrimônio por parte dos requeridos, ficando desde já público que qualquer alienação de bens a partir do ingresso desta ação em juízo estará sujeita a anulação por força de ordem judicial, devendo para isto ser dada a publicidade necessária a este tópico da decisão”.
O juiz Marco Antonio determinou ainda a notificação dos acusados para, caso queiram, se manifestem por escrito na ação no prazo de 15 dias. O juiz determinou ainda que seja encaminhado ofício aos Cartórios de Registro de Imóveis das Comarcas de Belém, Ananindeua e Altamira, determinando a averbação, nas matrículas dos imóveis, da inalienabilidade dos bens ou direitos, por ventura existentes em nome dos acionados. Também oficiou à Receita Federal para que forneça cópia da última declaração de Bens e Rendimentos dos requeridos, a fim de que, nos limites do permissivo legal, sejam alcançados pela medida acautelatória.
Fonte:
Pará: Estado pobre e banqueiro
Uma questão me chama a atenção no que diz respeito a decisões gerenciais no Pará: como pode um estado tão pobre e sem recursos ser dono de banco? O Banpará é o “banco do povo paraense”, mas o povo mesmo não é beneficiado pela existência desta instituição. Vários estados brasileiros, inclusive o mais rico deles, São Paulo, desfizeram de seus bancos públicos e usaram os recursos para investimentos significativos, em áreas prioritárias. Porque o Pará, tão pobre, se dá ao luxo de continuar a ser dono de banco.
Antes que prossiga, poderíamos nos perguntar por que então o Brasil, também um país pobre (ou emergente), pode ser dono de bancos (Banco do Brasil e Caixa), mas os estados não. Acho que a venda destes dois bancos não faria nenhum mal à nação, mas o governo federal tem um caráter estratégico do ponto de vista da administração da economia, e neste sentido é importante ter dois grandes bancos sob a sua gestão, ajudando a controlar, por exemplo, os juros e preços.
Mas não vejo nenhuma justificativa plausível para os estados continuarem como donos de bancos. No caso do Banpará, menos ainda, por se tratar de uma instituição financeira com resultados pífios, cujo lucro anual nunca passou de R$ 100 milhões. O banco também opera em condições similares ou piores à do mercado quando se trata de juros, por exemplo. No empréstimo a servidores, geralmente os juros são maiores do que oferecem outras instituições.
O Banpará também não possui nenhuma influência significativa no fomento ao desenvolvimento do Estado. No máximo, oferece microcrédito através de programas governamentais, mas sem resultados expressivos conhecidos. Além disso, outras instituições operam com microcrédito com mais eficiência. Portanto, qual mesmo o sentido de manter um banco como este público?
A manutenção dos empregos dos funcionários seria a única justificativa, mas a venda de outros bancos estaduais demonstrou que os novos donos incorporaram as agências e o número de demissões, quando houve, foi muito reduzido. A experiência demonstra ainda que os clientes foram beneficiados, com mais opções de produtos, menores taxas e melhores condições de crédito.
O Pará deveria pensar seriamente em vender o seu banco. E em destinar os recursos para investimentos, especialmente nas regiões que reivindicam o desmembramento territorial e político, para começar a corrigir distorções históricas. Seria uma boa estratégia de gestão, mas isso requer governantes fortes, que não têm medo de enfrentar o corporativismo e a ideologização do debate, que certamente reagiriam.
MP arquiva representações contra presidente nacional da OAB
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| Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB: MP reconheceu que suas licenças para atuar pela Ordem são legais |
Duas representações que questionavam vencimentos e licenças desfrutados por Ophir, na condição de professor da Universidade Federal do Pará e de procurador do Estado do Pará, num período de mais de dez anos em que presta serviços com dedicação exclusiva à OAB, no Estado e em âmbito nacional, foram mandadas para o arquivo pelo promotor João Gualberto dos Santos Silva e pelo procurador da República Daniel César de Azeredo Avelino.
Leia aqui a íntegra da promoção de arquivamento do MPF
Leia aqui parte da promoção de arquivamento do MPE
Dois advogados foram a voz, as mãos, o coração, a alma, o intelecto e o esperneio - ou jus sperneandi, com dizem os doutores - de Jarbas Vasconcelos, quando propuseram as ações no MPE e no MPF. Um deles é Eduardo Imbiriba de Castro. O outro é João Batista Vieira dos Santos. Eles se incluem entre os advogados que, em outubro do ano passado, ingressaram na Justiça Federal, em Brasília, tentando barrar a sessão do Conselho Federal da OAB que apreciaria a intervenção na Seccional paraense, por conta de irregularidades na venda de um terreno da Ordem, em Altamira para o advogado Robério D'Oliveira.
Castro e João Batista tentaram, mas não conseguiram: a sessão do Conselho Federal da OAB ocorreu, a intervenção foi decretada por 22 votos a 4 e Jarbas Vasconcelos afastado. Esse momento, verdadeiramente inédito na história da OAB, demarcou o início da batalha judicial que Jarbas e seu grupo vêm travando, desde então, para reverter o processo interventivo, que já está quase no fim, e o processo ético-disciplinar a que o próprio Jarbas responde, o que pode lhe custar até mesmo a cassação da carteira de advogado.
Licenças regulares
No parecer em que concluiu pelo arquivamento da representação, o procurador Daniel Avelino disse que todas as licenças concedidas a Ophir do cargo de procurador do Estado e de professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) para o exercício de mandato de direção em associação de classe são legítimas e regulares, não configurando crime de improbidade.
O procurador também encaminhou o caso ao Núcleo Criminal do MPF, que passará a investigar agora os acusadores por possível prática de denunciação caluniosa. “Tudo leva a crer que os representantes estão se utilizando do Ministério Público Federal para tentar impor retaliação ao requerido (Ophir Cavalcante), em franco desrespeito à importância e dignidade das funções deste órgão”, assinalou o procurador, que também rejeitou as denúncias segundo as quais Ophir teria recebido dinheiro decorrente de causas patrocinadas pelo seu escritório contra empresas do Estado.
O 2º Promotor de Justiça dos Direitos Constitucionais Fundamentais, Patrimônio Público e Moralidade Administrativa, João Gualberto Silva, também foi de uma clareza solar, quando externou seu entendimento sobre a inconsistência flagrante das pretensões de Eduardo Imbiriba de Castro e João Batista Vieira dos Santos.
"Portanto, a meu sentir, as licenças foram concedidas sob o pálio do princípio constitucional da legalidade para mandatos classistas diferentes, embora todos na seara da advocacia, não se tratando de singelas prorrogações e sim de concessão de novas licenças, pois, como dito antes, somente se prorroga algo que já se encontra em curso".
O promotor também refutou a tese de que Ophir, ainda que no exercício do cargo do procurador do Estado, advogado em favor da Cosanpa e da Enasa contra o Estado, o que configuraria o patrocínio infiel. "Excetuando-se as atividades de consultoria eventual, tais entidades da administração indireta são representadas por advogados próprios ou por advogados privados, inexistindo impedimento legal para que a aludida representação seja realizada por membro da Procuradoria do Estado", disse João Gualberto.
Ex-secretário petista depõe na corregedoria da Sefa
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| José Raimundo Trindade: explicações à Sefa sobre pagamento de R$ 27 milhões à Assets Alicerce |
PMDB acusa Pioneiro. Edmilson pedirá CPI. Vamos ter CPI?
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| Edmilson: lá vem ele traveiz, com essa coisa de CPI. O PMDB vai endossar a parada? Ou vai retribuir ao PSDB? |
Vejam esse caso das denúncias da deputada do PMDB Simone Morgado, 1ª secretária da Assembleia, sobre supostas maracutaias na gestão Manoel Pioneiro (PSDB), o presidente da augusta Casa.
Ela e Pioneiro são da base aliada do governo na Assembleia. Votam, portanto, com o governo.
Nas denúncias que envolveram apenas o ex-presidente Domingos Juvenil, no ano passado, Pioneiro, Simone & Cia. limitada barraram as pretensões do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL), que propôs uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a parada.
A CPI mofou nas gavetas. Mofa até hoje.
E aí?
E aí que Edmilson vai subir novamente no ringue, ou melhor, no octógono.
Ontem à noite, no Twitter (@EdmilsonPSOL), ele já deu indicações de que vai de novo pedir uma CPI, desta vez para investigar a gestão de Pioneiro, aliado de Simone Morgado.
MP ingressa com ação nova contra Mário Couto e mais dez
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| Mário Couto: MP o acusa, e mais dez pessoas, de direcionar licitações quando era presidente da Alepa |
MPF defende sentença sobre atendimento nos bancos
Na sentença, o juiz federal Francisco de Assis Garcês Castro Jr. obriga Bradesco, Caixa, Itaú, Banpará, Banco do Brasil, HSBC e Banco da Amazônia a cumprirem a legislação, atendendo os clientes em até trinta minutos em dias normais e em até quarenta e cinco minutos em véspera ou depois de feriados prolongados. A decisão vale para os vinte municípios sob a jurisdição da Vara Federal de Santarém e obriga os bancos a darem ampla publicidade aos prazos estabelecidos.
O Bradesco e o HSBC contestaram a decisão, dizendo que uma lei municipal de Santarém citada pelo MPF não poderia ter baseado uma sentença que vale para outros 19 municípios. No recurso processual em que defende a manutenção da sentença, o procurador da República Cláudio Henrique Cavalcante Machado Dias registra que a ação do MPF cita também a lei estadual 7.255/09 (veja íntegra da lei em http://bit.ly/Lei_7255).
“Dessa forma, não há nenhuma obscuridade na sentença recorrida, posto que lei estadual número 7.255/09, expressamente mencionada como fundamento da decisão e na parte dispositiva, possui vigência em todo o Estado do Pará”, ressalta o procurador da República no texto da peça processual encaminhada à Justiça, documento em que também outros questionamentos dos bancos à sentença foram refutados.
Bancos condenados a atenderem os clientes das filas dos caixas dentro do prazo legal:
Banco da Amazônia
Banco do Brasil
Banpará
Bradesco
Caixa Econômica Federal
HSBC
Itaú
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Mais um processo. Ficará na gaveta?
Muito bem!
Agora vamos esperar, preferencialmente confortavelmente sentados, a manifestação da senhora Justiça.
Sabe lá quando essa senhora, conhecida por ser lerda, obesa, cega por conveniência e contumaz engavetadora irá se manifestar.
Alguem advinha quantas "suspeições" acontecerão?
Quantas otoridades passarão a bola para o lado, fazendo aquilo que no futebol se caracteriza como "cera técnica"?
Quanto tempo ficará nas gavetas?
Não nos espantemos se no final só forem fisgados os "bagrinhos" e os tubarõe$ continuarem livres, leves e soltos curtindo as bene$$e$ alepeanas.
Rezemos que não.
Mataram a cobra e mostraram o pau
Está aí.
Não é conversa de pescador, não.
Não é conto da carochinha.
A foto está rolando aí pela internet; pelas redes sociais, inclusive.
Mostra uma sucuri de cerca de 19 metros.
Foi encontrada na Serra da Velha Pobre, entre os municípios de Porto de Moz e Almeirim, no Pará.
O Real Class ruiu, mas a Real está de pé
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| O terreno no bairro do Umarizal, próximo à Doca, local de um novo empreendimento da Real Engenharia |
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| O edifício Antares, da Construtora Almirante, onde uma sacada despencou |
Três pessoas morreram.
Um vida que se perca numa situação dessas já representa uma tragédia, é verdade.
Mas poderiam ser mais.
Poderiam ser dezenas, se fosse um dia útil e os operários estivessem na obra, ou centenas, se o edifício, em vez de ruir como se fosse numa implosão, tivesse tombado para a frente, para trás ou para qualquer dos lados, situação em que atingiria residências próximas.
Duas pessoas foram indiciadas por homidício culposo: o dono da empresa, engenheiro Carlos Lima Paes, e o calculista, Raimundo Lobato.
E aí?
E aí que o Real Class ruiu, mas a empresa, Real Engenharia, está de pé.
Estão vendo esse terrenão aí, que são mostrados na foto do blog.
Fica na rua Domingos Marreiros, entre Almirante Wandenkolk e Dom Romualdo de Seixas, área nobre do Umarizal (aliás, todas as áreas do Umarizal hoje são nobres, não é?).
Pois nesse terrenão que aparece aí será construído um novo empreendimento da Real Class.
Não se sabe ainda o nome. E nem quando começarão as obras.
Mas está tudo pronto para que comecem.
Até agora, não há informações concretas se a empresa mudará de nome.
Bem próximo ao prédio que será construído fica um outro, o edifício Antares, erguido pela Construtora Almirante.
Nesse edifício, em julho do ano passado, a sacada do apartamento do sétimo andar despencou, derrubando pedaços de concreto sobre uma residência ao lado do prédio.
Durante a vistoria, foi identificada uma pequena fissura no reboco do sexto andar do prédio, mas que não chegou a provocar risco de desabamento.
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