quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Uber debita antes e cancela corrida depois


Acontece o seguinte.
A Uber, que começou a operar há cerca de duas semanas em Belém, mantém a sete chaves - se não for a 70 - a quantidade de carros do serviço que estão rodando na cidade.
Mas parece que são poucos. E porque são poucos, os clientes começam a ficar insatisfeitos.
Ontem, por volta das 12h15, este repórter acionou um Uber e, seguindo o procedimento normal, pagou a corrida no cartão.
Em poucos - para não dizer pouquíssimos - segundos, chegou a mensagem informando que o pagamento foi debitado.
Pouquíssimos segundos em seguida, uma outra mensagem informava que a corrida não poderia ser feita porque, naquele momento, não havia carros disponíveis.
Mas, normalmente, a confirmação do débito só é feita em torno de cinco minutos, permitindo ao cliente um tempo para desistir. Só que, repita-se, a Uber confirmou o pagamento em poucos segundos, antes de informar que a corrida não poderia ser feita.
E aí?
E aí que, nesses casos, deverá ser feito o estorno.
A Uber fará isso?
Sabe-se lá.
Mas é certo que numa cidade como Belém, com 5.700 táxis rodando, não dispor a Uber de carros suficiente para atender à demanda em horário de pico poder ser indício de que o serviço está com poucos carros na cidade.
Aliás, uma informação: a corrida que o repórter faria ontem custa em torno de R$ 14,00 num táxi comum; no Uber, sai em torno de R$ 7,00.
"Eles não aguentam. Não há como suportar um preço desses, estando o motorista da Uber obrigado a pagar pelo menos 25% para a empresa", disse o taxista que acabou conduzindo o repórter para o destino pretendido.
Pode-se dizer que ele, o taxista, está torcendo contra a Uber. Mas o certo é que a redução de preço é estrondosa.
A Uber vai aguentar numa cidade como Belém?

Uma piscadela. E uma foto que já é histórica.


A foto de Dida Sampaio, do Estadão, já é emblemática.
E histórica.
E fantástica.
E rica em mil e um significativo, ao gosto de mil e um fregueses.
A imagem mostra uma piscadela de Alexandre de Moraes para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Edison Lobão (PMDB-MA), na sessão desta terça-feira (21) que aprovou por 19 votos contra 7 o nome do jurista indicado pelo presidente Temer para o Supremo Tribunal Federal.
Lobão, envolvido até o talo na Lava Jato, pode vir a ser réu no Supremo.
Se o for, será julgado inclusive por Moraes.
Esse sistema de preenchimento de cargos em tribunais superiores e no próprio Supremo é excrescente, né?
Devia acabar e ser sepultado sem choro nem vela.
Porque enseja que um fortíssimo componente político se integre aos procedimentos de escolha.
E acaba nisso: qualquer piscadela, e todo mundo já fica pensando em mil coisas.
Que gente maldosa!

Juiz da Justiça Federal no Pará ganha prêmio por sentença

O que ele disse


"Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada."
Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado e multi-investigado na Lava Jato, em reação a uma movimentação no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute uma possibilidade de restringir o foro privilegiado apenas aos crimes cometidos no exercício do mandato.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Nilson Chaves sofre infarto


O cantor e compositor Nilson Chaves, 65 anos, sofreu um infarto na noite desta segunda-feira (20).
Um exame de cateterismo recomendou a implantação de dois stents, o que já foi feito.

Índice de inadimplência na Cosanpa supera os 50%

Leitores do Espaço Aberto, e não são poucos, reclamam frequentemente da interrupção no fornecimento de água nos bairros onde residem, em Belém e sua região metropolitana.
As rotineiras faltas d'água representam um caso sem solução. Porque, convenhamos, a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), na prática, não existe mais. O que existe é um arremedo de empresa escalada para prestar um serviço essencial que, no final das contas, não é prestado porque o sucateamento se sobrepõe a qualquer esforço e a qualquer boa intenção.
A inadimplência da Cosanpa, ultrapassa os inacreditáveis 50%, segundo afirmam fontes bem informadas ao blog. Por isso é que a empresa foi incluída no de concessões em saneamento do governo federal, capitaneado pelo BNDES, que deve ter a sua primeira onda de licitações ainda neste semestre.
Na Cosanpa, continuam os estudos técnicos que pretendem definir a modelagem mais adequada para que a empresa sejam mandada ao pregão. O BNDES já publicou aviso de licitação em sua página na internet para os primeiros seis editais, referentes a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal).
Aliás, no Rio o projejeto de lei que autoriza a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) foi aprovado nesta segunda-feira (20), pelo plenário da Assembleia Legislativa (Alerj).
O texto aprovado permite a venda da empresa como forma de viabilizar um empréstimo para o estado de R$ 3,5 bilhões da União. A venda é tratada pelo governo do RJ como prioritária para conseguir resolver a crise financeira que afeta o estado e tem comprometido o pagamento dos servidores e de fornecedores.
A venda da companhia é uma das condições do Plano de Recuperação Fiscal, segundo acordo firmado em janeiro com a União, que prevê a suspensão do pagamento da dívida do estado com o Governo Federal. Segundo o executivo estadual, as medidas do plano trarão um alívio de R$ 62 bilhões em três anos.
É assim.

Esse também será o destino da Cosanpa.

Projeto anticorrupção já era. A menos que Gilmar Mendes esteja errado.


Hehe.
Sabem o projeto anticorrupção, aquele do MPF, que a Câmara desfigurou completamente, foi para o Senado e agora voltou à Câmara, em obediência a uma decisão provisória do ministro Luiz Fux, do Supremo?
Pois é.
Já era.
O projeto anticorrupção, aquele do MPF, que teve a adesão de mais de 2 milhões de pessoas, já era.
A jornalista Andréia Sadi informou em seu blog que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu simplesmente enviar o pacote anticorrupção à Secretaria-Geral da Mesa para checar as assinaturas de apoio ao projeto. Em seguida, o texto será remetido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela validação das assinaturas.
Mamããããããããeeeeeeeeee!
Isso nunca vai acabar.
Aliás, lembrem-se que em outubro do ano passado, em entrevista à "Folha", Gilmar Mendes respondeu assim, quando perguntado se achava que as 2,2 milhões de pessoas que assinaram a proposta das dez medidas contra a corrupção realmente leram e entenderam cada uma delas:

Claro que não. E vocês em São Paulo já nos ensinaram que não é tão difícil obter uma massa de assinaturas, desde que se conte com um sindicato competente como o dos camelôs.

Depois, no início de dezembro, Mendes esteve num debate no Senado, presente o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Lato. Lá pelas tantas, Gilmar Mendes disse assim (confiram na imagem, à altura de 8m20s):

Hoje eu frequento muito São Paulo e aprendi que quem contrata o sindicato dos camelôs em uma semana consegue 300 mil assinaturas. Portanto, não vamos canonizar projeto de iniciativa popular.

E disse também isso (confiram na imagem, à altura do tempo 20m20s):

Será que as pessoas que lá no Viaduto do Chá assinaram esses documentos tinham consciência disso [conhecimento sobre o projeto]?Claro que não. Portanto, não venham com o argumento de chancela de 2 milhões de pessoas, porque eu duvido que esses 2 milhões de pessoas tivessem consciência disso.

Resumo da ópera: se Gilmar Mendes estiver certo - tomara que não esteja -, aí mesmo que já era o projeto anticorrupção.
Pior para o Brasil.
Melhor para a corrupção (toc, toc, toc).

Domingos Juvenil é condenado a três anos de prisão

Por decisão unânime, a Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) condenou, nesta segunda-feira (20), o atual prefeito de Altamira, Domingos Juvenil (na foto), a cumprir pena de 3 anos de reclusão pelo crime de peculato, além de 75 dias de multa. Durante a sessão de julgamento, o procurador de Justiça Nelson Pereira Medrado fez a sustentação oral representando o Ministério Público do Estado (MPPA).
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), Domingos Juvenil, a servidora Paulina do Socorro da Costa Nascimento e a médica Paula Roberta Ferreira Martins foram acusados em outubro de 2011 em ação penal oferecida pelo MPPA aos crimes de abandono de cargo público e falsidade ideológica, pelo fato da médica receber salário da casa legislativa sem trabalhar entre os anos de 2008 e 2011, pois residia em São Paulo.
Durante a instrução processual o caso foi dividido em dois processos. A servidora Paulina Nascimento foi absolvida e a médica condenada no primeiro grau a dois anos e sete meses de reclusão. Juvenil, por ter foro privilegiado a partir de 2013, passou a responder o processo perante o Tribunal de Justiça.


O caso - Em 2007 Paula Roberta Ferreira Martins foi contratada temporária da Alepa. Na data de 31 de janeiro de 2008 ela solicitou licença para cursar especialização em São Paulo sem prejuízo de suas remunerações na Alepa, o que foi autorizado por ato unilateral do presidente da Alepa no dia 8 de fevereiro de 2008, sem prévia aprovação da Mesa Diretora.
Em fevereiro do mesmo ano, Paula Martins começou a residência médica em São Paulo na especialidade oftalmologia.
Já em setembro de 2008 a médica foi nomeada pelo Hemopa lotada no município de Castanhal. No dia 15 de setembro de 2008 Domingos Juvenil solicitou a cessão da servidora Paula do Hemopa para a Alepa com ônus para o Hemopa.
“A servidora de fato recebeu normalmente seus vencimentos da Alepa no período de 2008/2011, inclusive de forma cumulada com a Hemopa, sem prestar qualquer serviço no Estado do Pará, com sua frequência sendo atestada pela presidência da casa legislativa”, afirmou o procurador de Justiça Nelson Medrado.


Fonte: Ministério Público do Estado

Um olhar pela lente

Uma publicação compartilhada por Dede Mesquita (@dedemesquita) em

Belém depois da chuvarada desta segunda-feira (20).
Captada pela lente da jornalista Dedé Mesquita e disponível no perfil dela na Instagram.

O que ele disse


"Para lutar contra as pandemias globais, também se deve lutar contra a pobreza... É por isso que corremos o risco de ignorar a relação entre segurança de saúde e segurança internacional".
Bill Gates, que se tornou bilionário com a empresa de software Microsoft e agora destina milhões de dólares para a filantropia, pedindo que os Estados invistam em pesquisa para desenvolver tecnologias capazes de criar vacinas em poucos meses.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

De volta. Mas devagar e sempre.

Brasileiros e brasileiras.
Eis-nos aqui de volta, com as bênçãos de Deus e de Nossa Senhora de Nazaré.
Desde o final do ano passado que o Espaço Aberto entrou em compasso de espera. Talvez essa tenha sido a maior e mais contínua interrupção de postagens, desde que o blog entrou no ar, no final de 2007.
Paramos temporariamente por quê?
Paramos, forçadamente, em decorrência de contingências físicas que atendem pelo nome de tendinite calcária no ombro esquerdo, que já impôs a este repórter mais de 30 sessões de fisioterapia e ainda não está inteiramente debelada.
E porque a tendinite ainda perdura, felizmente que de forma menos traumática, as postagens vão recomeçar, digamos assim, mais maneiras, em menor quantidade do que o habitual.
Mas é muito bom voltar a compartilhar com vocês esse bate-papo diário sobre tudo o que for notícia e ensejar um bom debate.
"É nóis" outra vez.
Em frente!

Zenaldo, Helder e Jader. Juntos nas mesmas fotos.








Hehe.
O futuro pode estar nas fotos, meus caros.
E também pode estar no que as fotos significam.
Espiem só.
No sábado, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), pré-candidato ao governo do Estado, postou o seguinte em seu perfil no Instagram, ipsis literis:

Atendendo solicitação do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, estive hoje na Ilha de Mosqueiro, junto com a equipe da Defesa Civil, para realizar uma visita técnica em diversas praias atingidas por fortes erosões, onde pudemos ver de perto a triste realidade enfrentada por moradores e comerciantes.
Vamos trabalhar em parceria com a Prefeitura para que possa ser liberado o mais rápido possível o valor de R$ 25 milhões, evitando assim mais transtornos para todos que frequentam a Ilha.

Também no sábado, Zenaldo postou simplesmente o seguinte em seu perfil no Instagram:

Visita técnica em Mosqueiro para apresentar projeto que irá conter o avanço da erosão na orla da ilha.


E as fotos?
Vejam lá em cima as seis - isso mesmo, seis - que Helder postou, com imagens que mostram inclusive seu pai, o senador Jader Barbalho, e sua mãe, a deputada federal Elcione Barbalho.
Depois, a que Zenaldo postou, apenas uma foto, em que aparecem ele e assessores.
Hehe.
Essas fotos podem significar muito, meus caros.

Palpite é que Lava Jato pode voltar. Mas sem prisões.


Que coisa, meus caros!
Boatos, está mais do que provado, são contaminantes e se disseminam numa escala monstruosa, assustadora, incontrolável, tsunâmica.
Na última quinta-feira de manhã, e durante boa parte daquele dia, foi assim.
Desdobramento da Lava Jato, a Operação Leviatã, que visitou Belém à caça de coisas e cousas relacionadas ao ex-senador Luiz Otávio Campos (PMDB-PA) e a Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), desencadeou uma boataria tamanha que, se avançasse mais um pouco, colocaria toda Belém na cadeia.
Era assim que os comentários se estendiam por infestadas por irresponsáveis e malucos: que mil e uma pessoas haviam sido presas.
Não. Ninguém foi preso, como se viu. Houve buscas e apreensões de materiais e documentos que possam oferecer elementos para comprovar - ou não - que jorraram propinas da hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu.
Círculos próximos ao PMDB não descartam que a Lava Jato volte por aqui. Mas acham que não haverá prisões, pelo menos no atual estágio das investigações.
Mas isso é apenas um palpite.
O que indica que ninguém pode assegurar em que rumo se encontram as investigações, eis que sigilosas e conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Livro conta 113 anos de história da Praça Batista Campos



Espiem só.
Neste domingo, 19, teve lançamento de livro sobre a Praça Batista Campos, que está encaçapando 113 anos de história.
O presidente da Associação dos Amigos da Praça Batista Campos, José Olímpio Bastos, e o o jornalista e pesquisador Carlos Pará falaram sobre o logradouro e o lançamento da obra, em entrevista à Rádio Cultura.
Cliquem acima para ouvir.
Abaixo, algumas fotos do evento.




Um olhar pela lente

 

Belém vista de uma sala de estar, ao cair da tarde.
A sala de estar é de Ana Clara Marinho, leitora do blog que fez a foto, também disponível no perfil dela no Instagram.

O que ele disse


“O sistema é feito para não funcionar. Mesmo quem defende a ideia de que o foro por prerrogativa de função não é um mal em si, na sua origem e inspiração, não tem como deixar de reconhecer que, entre nós, ele se tornou uma perversão da Justiça. No presente caso, por exemplo, as diversas declinações de competência estão prestes a gerar a prescrição pela pena provável, de modo a frustrar a realização da justiça, em caso de eventual condenação.”
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o foro privilegiado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

"Maioria silenciosa" parece que preferiu Trump


É impressionante.
Cerca de uma semana depois da vitória de Donald, o Trump, é mais quem procura cavucar à procura de teses que possam explicar por que motivo as pesquisas não conseguiram detectar, por mais remotamente que fosse, a vitória do republicano, enquanto pintavam Hillary Clinton como a virtual vencedora.
Uma das teorias é a de que manifestar o voto em Trump soava vergonhoso para milhares de eleitores, que teriam preferido, portanto, silenciar, esconder sua opinião. Cada um, como se diz, preferiu ficar na sua, enquanto os simpatizantes de Hillary se esmeravam em berrar sua preferência pela democrata.
É a tal "maioria silenciosa", assim identificados os trumpistas envergonhados, mas que foram às urnas e acabaram por eleger o magnata.
A propósito, leiam o artigo abaixo, de Leandro Colon, publicado na edição de sábado (12), da "Folha de S.Paulo", sob o título "A espiral silenciosa nos EUA".

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Desde quarta (9), sobram teorias para decifrar a vitória de Donald Trump, classificada de "surpreendente" pela mídia e por especialistas em eleições dos EUA.
Para o professor de ciências sociais Thomas Roulet, do King's College de Londres, a surpresa decorre do fenômeno da "espiral do silêncio".
Em artigo publicado no britânico "The Telegraph" cinco dias antes das eleições americanas, ele alertara que, apesar das previsões a favor de Hillary Clinton, a ideia de que ela teria a maioria poderia ser falsa.
A tese da espiral foi apresentada em meados dos anos 70 pela cientista política alemã Elisabeth Noelle-Neumann. Basicamente, seu trabalho apontou a tendência de um grupo em optar pelo silêncio sobre determinado tema por acreditar que tem opinião polêmica e oposta à da maioria e de grande parte da mídia.
A espiral então força essa parcela da população a não se manifestar por temer isolamento em razão de uma posição, em tese, controversa.
Conversei com o professor Roulet após a eleição de Trump. Ele destaca que a "espiral do silêncio" também deve ter influenciado o Brexit, quando os britânicos derrubaram prognósticos ao votar pelo fim da aliança com os vizinhos da União Europeia.
"Esse silêncio majoritário não está no radar porque representa uma voz controversa. Quando há apenas duas opções, como no plebiscito britânico e na eleição americana, é difícil apurar com precisão sua presença", diz.
Segundo ele, os partidários de Trump, do Brexit e de outras posições supostamente impopulares são demonizados e apresentados como uma minoria. "E eles acreditam que são mesmo", explica o pesquisador.
"Isso faz com que provavelmente expressem menos suas opiniões, inclusive para os institutos de pesquisa", afirma. Os eleitores de Trump ficaram "invisíveis" ao mesmo tempo em que os simpatizantes de Hillary tinham voz. "Mas o apoio a Trump era muito mais amplo do que o esperado", conclui o professor.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ouçam essas narrações. E digam se o rádio não é incomparável.


Meus caros, vamos combinar.
O rádio é incomparável.
Não sei se já disse alguma vez pra vocês, mas não desgrudo de rádios.
Às vezes, para acompanhar futebol, baixo o volume da TV (sobretudo quando não temos outra opção, a não ser Galvão Bueno) e fico ouvindo o jogo pelo rádio, enquanto vejo as imagens.
Porque o rádio transmite emoção genuína.
Se vocês não acreditam, cliquem aqui para conferir a narração de Daniel Mollo, da Rádio Cooperativa AM 770, da Argentina, dos três gols da vitória do Brasil sobre os hermanos, na noite desta quinta-feira (10).
"Que pedaço de gol acaba de fazer esse boneco. Que pedaço de gol acaba de fazer esse boneco!", diz ele sobre o primeiro, de Phillippe Coutinho.
"Ganhou a bola o Brasil, com a bola Coutinho, Coutinho para Neymaaaaaarrrrrr... Neymaaaaaaarrrrr.... Me f.... Sinto palpitações no coração. Não dá, o Brasil é o melhor time da América do Sul, amigos. Gol do Brasil, marcou Neymar, ganha por 2 a 0 o Brasil", conta o locutor sobre o segundo gol brasileiro.
"Ai! Aaai! Aaai! Ai, é como ir ao proctologista, 3 a 0 vence o Brasil, marcou Paulinho", desabafa Daniel Mollo no último.
Sensacional.
Fora de brincadeira, é a narração de gols do ano.

Contribua com a luta estudantil. Mande absorventes para a UFPA.



A parada é a seguinte, meus caros.
Se você quiser contribuir para a luta estudantil no País, se você estiver interessado em ingresso no seleto rol dos bastiões da benemerência em prol da ocupação de estudantes da Reitoria da UFPA, então passe mão em absorventes higiênicos, ponha tudo num saco e deixe lá do campus do Guamá!
Mas não só absorventes, é claro.
Você também pode contribuir com produtos que vão de feijão a pano de chão, passando por panelas e gás de cozinha.
Olhem só essa lista que circula aí pelos Zaps da vida e que chegou até o Espaço Aberto.
Pela relação, a moçada está disposta a só sair de lá quando Trump, o Donald, conseguir domar seu topete e desistir de assumir a presidência dos Estados Unidos.
Leiam, a seguir, o teor do pedido de contribuição.
E contribuam, não esqueçam!

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BOM DIA

Ajude a ocupação da UFPA e de quebra contribua pra luta estudantil do país!
Estamos recebendo as doações no Hall da Reitoria :)

COM O QUE POSSO CONTRIBUIR?

ALIMENTAÇÃO
Arroz
Macarrão
Feijão
Alho
Cebola
Carne
Legumes,verduras
Batata doce
Pão
Bolacha
Leite
Café
Achocolatado
Açúcar
Soja

LOUÇAS PARA COZINHAR
Panelas grandes
Colheres grandes
Garrafa térmica
Gás de cozinha

SAÚDE
Soro
Algodão
Gaze
Álcool 70%
Band-aid
Dorflex
Atroveran
Plazil
Imosec
Absorvente
Tesoura
Repelente

LIMPEZA
Sacola Plástica
Desinfetante
Vassoura
Balde
Pano de chão
Papel higiênico
Ki boa
Sabonete
Papel toalha

ESPAÇO

Lençol
Travesseiro
Colchonete/Colchão inflável/Rede/Saco de dormir

Se Bush não é conservador, Bolsonaro é esquerdista raivoso. É isso?


De um leitor do Espaço Aberto, sobre a postagem Contexto em que se processou a vitória de Trump é assustador:

Acho que o blogueiro precisa, respeitosamente, se atualizar. Bush não é conservador e nem os republicanos, pelo menos grande parte. Para quem acompanha os EUA, o último presidente conservador de fato foi Reagan. Bush pai se considera uma espécie de pai de Clinton e Bush filho uma espécie de irmão. Eles se aconselhavam entre eles.
E seria ótimo que Trump nomeasse juízes conservadores para a Corte, o que eu não tenho certeza, porque ele mesmo não é conservador, tanto que se divorciou duas vezes. A propósito, faz muito tempo, muito mesmo, que ser republicano era sinônimo de conservadorismo, pelo menos uns 30 anos.

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Hehe.
Meu caro, com todo o respeito.
Mas se você não considera George W. Bush conservador, vai ver que, pra você, Jair Bolsonaro (essa criança que aparece na imagem) deve ser um esquerdista alucinado, desses que precisa tomar vacina pra latir em decibéis suportáveis. É isso?
Com todo o respeito. Sinceramente!

Preserve essa maravilha. O apelo é do rio Tapajós.



"Eu sempre proporcionei a vocês um momento muito especial".
"Quando estou calmo é que os melhores momentos são registrados".
"Fui compartilhado e elogiado pelo mundo".
"Agora, preciso de você. Não deixe que me destruam".
É o Tapajós falando, meus caros.
É o Tapajós clamando para que preservem suas belezas, seus encantos, seus esplendor e sua amplidão.
Como assistir a esse vídeo e não atender ao apelo do mais lindo rio do mundo?

Simpsons e a vitória de Trump: a vida imitou a brincadeira



Pois é.
Parece até brincadeira.
E realmente era uma brincadeira.
Mas virou verdade.
Há 16 anos, os Simpsons predisseram a vitória de Donald Trump.
A vida imitou a arte.
Ou melhor: imitou a brincadeira.

Empresários apresentam em Brasília projeto de siderúrgica em Marabá

Após várias reuniões e avanços com as equipes do Governo do Pará, empresários da Cevital se reuniram nesta terça-feira, 8, com o presidente da República, Michel Temer, em Brasília, para apresentar o projeto de implantação de uma indústria siderúrgica na cidade de Marabá, sudeste paraense.
O encontro foi destaque em sites de notícias nacionais. Em entrevista ao Portal Planalto, o diretor executivo da Cevital, Issad Rebrab, ressaltou que nenhum país da América Latina possui uma produção dessa especificidade. "Nós pretendemos fazer uma transferência de tecnologia para a produção em Marabá, no Brasil”. O investimento estimado é R$ 4,5 bilhões.
Há meses, Governo e Cevital negociam a implantação dessa siderúrgica em Marabá. Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adnan Demachki, avalia que cada passo é importante no processo e tem articulado o esforço coletivo do Estado como contrapartida ao interesse da Cevital em construir e gerir o funcionamento do empreendimento.
O Estado tem mostrado ampla transparência no processo, e há meses já vem trabalhando paa criar um ambiente favorável à chegada do empreendimento argelino.
Em março deste ano, o Estado firmou um protocolo de intenções com a Vale, em que a empresa se comprometeu com iniciativas como fornecer o minério de ferro, com preços competitivos, a fim de contribuir para a construção de um Complexo Industrial Siderúrgico no sudeste paraense.
Atualmente, o Executivo paraense se empenha em viabilizar a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Marabá; analisa incentivos fiscais; licenciamentos ambientais e a resolução judicial das áreas disponíveis para o empreendimento.
“O papel do Estado é criar as condições físicas, jurídicas e de logística para que haja atratividade da região de Marabá para a implantação da indústria, pois a empresa deverá ter competitividade para fazer frente junto às siderúrgicas chinesas’’, frisou.
Demachki ainda observou que não só a região de Marabá, mas todo o Pará poderá ganhar com a chegada da usina, caso o projeto tenha êxito. “Estamos nos comprometendo, mais uma vez, com as demandas que nos exigem tempo, energia, dinheiro e muito diálogo, entre nós da administração pública e até com outras esferas administrativas”, acrescentou Adnan.
O complexo siderúrgico destinará a produção de trilhos para a América Latina, além de outros produtos derivados do aço, que serão enviados aos mercados europeu e africano por meio de unidades do grupo na Itália e na Argélia.
O projeto apresentado ao presidente Temer prevê a geração de 20 mil empregos durante a construção da fábrica. A partir do momento que estiver pronta e funcionando, seriam 2,6 mil empregos diretos e milhares de empregos indiretos na região de Marabá.
A presença dos representantes da Cevital em Brasília mostra o interesse do Grupo na busca de apoio das autoridades federais ao projeto. A Cevital, gigante do agronegócio na Argélia, já possui uma siderúrgica na região da Toscana, na Itália.
Em maio de 2015, o governador Simão Jatene na companhia de Adnan Demachki e outros secretários estaduais visitaram o Complexo Agroindustrial da Cevital, em Bejaia, na Argélia, ocasião em que Jatene convidou a empresa a se implantar em Marabá, a partir de sua experiência bem-sucedida na Itália.


Fonte: Ascom/Sedeme

Sílvio Kanner é reeleito para o terceiro mandato na Aeba

A Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (Aeba) realizou nesta quarta-feira (10) a eleição para a escolha da sua nova diretoria plena para o próximo triênio 2017/2019. Associados, empregados do Banco da Amazônia de todo o país tiveram que escolher entre três chapas concorrentes.
Os eleitores iniciaram a votação em suas localidades das 8h. Em obediência aos horários locais, os mapas de apuração foram encaminhados à Aeba até as 18h. Já na Região Metropolitana de Belém, as urnas com as cédulas de votação foram encaminhadas à associação para contagem.
O trabalho da Comissão Eleitoral para a contagem dos votos começou às 20h e foi acompanhado por representantes das três chapas concorrentes. A apuração transcorreu tranquilamente e, por volta das 0h30 desta quinta-feira (10), foi anunciada a vitória da Chapa 1 “Pra Seguir Na Luta”, que tem como presidente o engenheiro agrônomo Sílvio Kanner, que conquistou seu terceiro mandato à frente da Associação com larga vantagem à frente dos demais adversários.

Foram ao todo 1.645 votos válidos distribuídos da seguinte forma:
Chapa 1: 1.120 votos = 66,87%
Chapa 2: 410 votos = 24,48%
Chapa 3: 145 votos = 8,66%

Votos brancos e nulos: 41. 


Fonte: Assessoria de Imprensa

O que ele disse


"Este encontro deveria durar dez minutos, nós estamos nos conhecendo. Jamais havíamos nos encontrado antes, tenho grande respeito. A reunião acabou durando quase uma hora e meia e por mim poderia ter continuado muito mais"

Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, após seu primeiro encontro como o presidente Barack Obama, na Casa Branca.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Donald Trump presidente dos EUA. Você acredita?


Este repórter varou a madrugada de terça para quarta-feira acompanhando a apuração das eleições nos EUA.
E qualquer um que o tenha feito, deve ter experimentado a sensação - incômoda, sem dúvida - de constatar, com os próprios olhos, se o inimaginável realmente iria acontecer.
De manhã, ainda nocauteado pela surpresa, encontrei três amigos.
- Tu viste? - eles perguntaram.
Eu tinha visto. Mas não acreditava.
Eles disseram que também não. E contaram ter ouvido a mesma coisa de outros conhecidos deles.
"Eu não acredito" continua a ser - e ainda será por muito tempo - a expressão de espanto diante dessa parada.
E por que insistimos em expressar nossa descrença?
Porque fomos e somos reféns de conceitos da política tradicional, convencional.
Esquecemo-nos que Donald Trump chegou para, como se diz por aí, quebrar paradigmas, como sói acontecer com os outsiders que não estão nem aí para os convencionalismos da política.
Na campanha, Trump protagonizou tudo o que é desaconselhável nos manuais da política.
Foi rejeitado por sua própria legenda, o Partido Republicano.
Foi alvo de denúncias - algumas implausíveis, outras nem tanto - de assédio sexual.
Fez declarações menosprezo às mulheres.
Quebrou um costume de séculos, em que candidatos à presidência da República franqueiam sua declaração de Imposto de Renda, negando-se a mostrar a sua sob a justificativa de que está sob auditoria.
Demonstrou impulsos xenófobos repugnantes.
Confessou que, caso perdesse, não reconheceria o resultado, o que é uma conduta das mais graves numa democracia em que todos os derrotados - como fez Hillary Clinton emseu primeiro discurso após as eleições - não apenas reconhecem o resultado das ruas como prometem somar forças às do vencedores, respeitadas, é claro, as diferenças de posicionamento entre eles.
Trump foi tudo isso.
Qualquer outro candidato perderia de lavada.
Mas ele ganhou.
E ganhou contraas previsões de todas as pesquisas de opinião pública, à exceção da feita pelo jornal "Los Angeles Times".

Por tudo isso, sinceramente, quem acreditaria, ou melhor, quem acredita que esse cara tornou-se presidente dos Estados Unidos?

Trump presidente. Essas caras são a nossa cara.






Contexto em que se processou a vitória de Trump é assustador


Não sei não.
Mas a vitória em si de Donald Trump é mais assustadora se considerado o contexto em que se processou.
Primeiro, em relação à sua própria legenda, o Partido Republicano.
Segundo, quando se considera a nova composição do Congresso (na foto).
Trump chegou ao final da campanha praticamente sem qualquer apoio de seu partido.
O ex-presidente George W. Bush, por exemplo, que muitos consideram a quintessência do conservadorismo republicano, disse que não votariam em Trump.
Candidatos republicanos houve que fizeram campanha, abertamente, contra Donald Trump. Vários, inclusive, se elegeram.
O que isso significa? Quem Trump, agora, pode estufar o peito e moldar o Partido Republicano ao seu perfil e ao seu estilo.
Em relação ao Congresso, o Partido Republicano, que já era maioria na Câmara, agora também conquistou o Senado.
Há uma possibilidade muito maior do que parte do prometido por Trump durante a campanha seja cumprida com menores dificuldades do que as enfrentadas por Barack Obama, por exemplo, sobretudo em seu segundo mandato.
E mais: Trump ainda vai moldar a Suprema Corte ao perfil conservador, porque vai indicar de um a três juízes, que julgarão casos como aborto e casamento de homossexuais.
Não é assustador um contexto como esse?

Depois do Trump deles, fiquemos de olho no nosso Trump


Leiam com atenção o artigo abaixo.
É assinado por Ranier Bragon e está publicado na "Folha de S.Paulo", edição desta quinta-feira (10), sob o título "E agora?"
E não encarem o tema em debate como brincadeira.
Porque, se Donald Trump venceu lá, por que Bolsonaro, o nosso Trump, não pode vencer aqui?

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Permita-me não falar de Trump. Eram 11h45 desta quarta (9) quando encontrei o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), 61, em uma das entradas do Congresso. Como de hábito, cercado por transeuntes e suas maquininhas de fazer selfie.
Após atendê-los, saiu rua afora para pegar um caminho alternativo para o seu gabinete. Apesar de adotar passos de Usain Bolt nos cerca de 100 metros percorridos, foi parado seis vezes por admiradores e uma sétima por um homem que de dentro do carro gritou: "Vamos para os Estados Unidos, Bolsonaro"!
"Hahaha, se o Trump convidar..."
Entre uma foto e outra, Bolsonaro comentou a vitória do republicano. "Tem muita coisa em comum comigo, ele foi massacrado pela mídia de lá como eu sou massacrado pela daqui, não esquece esse detalhe."
E listou medidas de Trump que, justiça seja feita, ele prega há anos.
Para começar, críticas aos médicos cubanos e à imigração venezuelana, o que remete ao muro antimexicano de Trump. "Muro é força de expressão dele, mas não pode entrar no nosso país qualquer um."
Bolsonaro, que considera Ustra (símbolo da repressão durante a ditadura) um herói nacional, quer que todo cidadão de bem tenha uma arma. Para fazendeiros ele acha melhor um fuzil. "Porque a propriedade é privada. Se é privada, é sagrada."
A entrada do seu gabinete é decorada por um "mural da vergonha" com informes sobre o "kit gay" e a questão LGBTT. Mas ele diz não ser homofóbico. Teve até funcionário gay. "No momento não sei, aaacho que não tenho [enfatiza o 'acho']." Ele afirma que evoluiu no tema. No "linguajar", melhor dizendo. "Antes o calibre era muito pesado, mas continuo atirando na mesma direção."
Ao se acomodar no espaço reservado do pequeno gabinete, resumiu o estado de espírito: "Estou muito feliz". Na mesa, um jornal com a manchete: "Deu Trump. E agora?"
Bolsonaro quer presidir o Brasil. Na última pesquisa do Datafolha já chegava a 8% das intenções de voto. 

MPF cobra estrutura mínima para tratamento do autismo no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça nesta segunda-feira, 7 de novembro, com ação em que pede decisão urgente para obrigar a União, o Estado do Pará e o município de Belém a oferecerem estrutura mínima para o atendimento a pessoas com autismo, distúrbio do desenvolvimento que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir.

O MPF aponta que o atendimento a esses pacientes no Estado é bastante precário, mesmo após quatro anos da publicação da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, dois anos da publicação do decreto que a regulamenta e dois anos da divulgação dos resultados de duas auditorias do Ministério da Saúde com quase 30 recomendações para a regularização do serviço no Pará.

Com base nas auditorias do Ministério da Saúde, em depoimentos de familiares de autistas e em outras fontes de dados, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF que atua pelo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados aos cidadãos pela Constituição, informou à Justiça que no Pará faltam planejamento, regulamentação, capacitação de profissionais, medicamentos, equipamentos, assistência e outros itens básicos para garantir atendimento digno aos autistas crianças e adultos.

Não existem estatística oficial sobre o número de casos e faltam protocolos de atendimento, processo regulatório para acesso aos serviços, previsões de ações no Plano Estadual de Saúde, no Plano de Saúde de Belém e na programação anual desses planos. Também não há capacitação de profissionais da área, medicamentos, materiais didáticos, garantia de atendimento na rede de assistência e comprovação da aplicação dos recursos no setor.

“Pseudoprestação” do serviço - Enquanto isso, há demanda reprimida para o diagnóstico e tratamento do distúrbio e os estabelecimentos de saúde integrantes da rede assistencial apresentam limitações na assistência, com falta de profissionais e de capacitação e carência de material pedagógico e equipamentos para desenvolvimento das atividades.

“Não se pode aceitar uma 'pseudoprestação' do serviço, tal como vem acontecendo”, critica na ação a Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão, Melina Tostes Haber.

No início deste ano, o MPF questionou a Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa) e a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém sobre quais foram as providências adotadas em relação às recomendações feitas pelas auditorias do Ministério da Saúde, de 2014.

Só a Sesma apresentou resposta, em que prestou esclarecimentos sobre alguns procedimentos para atendimento a autistas e afirmou que não estava pronto o Plano Municipal de Saúde da Pessoa Com Deficiência e nem formado o Grupo Condutor da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, além de informar que estava em trâmite a aquisição de um medicamento.

“A política de tratamento ao portador de Tratamento do Espectro Autista está muito aquém do mínimo razoável, eis que não há atenção específica a esses pacientes, estando, o serviço ofertado, em total desacordo com a legislação, somando-se a isso a omissão do ente federal, que, por sua vez, atesta a calamidade por meio de auditorias, porém, em contrapartida, não adota quaisquer providências aptas a modificar a realidade posta, desprezando suas funções de apoio e monitoramento da rede”, destaca a procuradora da República.

Processo nº 0030705-91.2016.4.01.3900– 5ª Vara da Justiça Federal em Belém (PA)

Íntegra da ação
Acompanhamento processual