sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Dobradinha pode unir Jatene, Helder e Jader. Mas, e Zenaldo?

Jatene e Zenaldo em campanha: o governador teria espaço numa eventual dobradinha com o PMDB. E o prefeito, não?
A visita a Mosqueiro do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), acompanhado do ministro Helder Barbalho e de seu pai, o senador Jader Barbalho, ambos do PMDB, acendeu a luz amarela entre tucanos que ainda não estão acreditando que o boi pode avuá mais uma vez na política paraense.
Mas pode, sim.
Pode avuar.
E há fartas especulações nesse sentido, indicando o início de negociações para uma chapa que teria, para as eleições de 2018, uma dobradinha PSDB-PMDB, como Helder para o governo do Estado, o governador Simão Jatene e Jader para o Senado e o atual senador tucano Flexa Ribeiro para a Câmara.
Mas um tucano aponta ao Espaço Aberto que faltam dois nomes para fechar essa equação: o próprio Zenaldo e o prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro.
Os dois já estão em segundo mandato no Executivo. Não podem, portanto, concorrer a um terceiro.
E são aspirantes a disputar o governo do Estado pelo PSDB em 2018.
Que espaço terão nessa dobradinha?
Ah, sim.
O detalhe da hora - nada desprezível: desde a visita a Mosqueiro que as críticas à administração de Zenado - ferores, fartas e diárias - sumiram do jornal de Jader.
Sumiram completamente.

Eduardo Cunha opera ativamente, mesmo estando preso


Olhem aqui.
Essa é a capa da mais nova edição de Carta Capital que está chegando às bancas.
E como Eduardo Cunha continua ativo.
Cunha, preso, mantém-se em plenas articulações.
Volta e meia, especula-se se ele vai delatar tudo e todos.
Por enquanto, não.
Mas é um baú de histórias - das mais escabrosas, espantosas, nauseantes.
Cunha sabe de coisas que seriam capazes, como se disse quando ele foi preso, de derrubar a República trincando-a desde os seus alicerces.
Resta saber até quando ele vai continuar em silêncio para o público, mas falando muito para gente como mil e uma culpas no cartório.
Falando e, como sustenta a revista, chantageando.

"La La Land" nos trata como uns imbecis. Quem gosta disso?


Os bolões para o Oscar, que acontece neste domingo, já começaram.
E o repórter não se conforma - não mesmo - desse filme, La La Land, ter sido indicado para 14 categorias.
Quatorze, gente.
Parece até brincadeira. E de muito mau gosto, diga-se.
Fui ver La La Land há umas duas semanas.
Sabia que não iria gostar. Mas fui querendo gostar. Não gostei.
Não gostei porque senti-me tratado como um imbecil (e posso até sê-lo, mas não gosto muito - e quem gosta? - de ser tratado como um).
La La Land nos vê de tal forma como imbecis que até quando a história se desloca para Paris, por exemplo, aparece a animação de um aviãozinho sobrevoando o globo terrestre até chegar à capital francesa.
Do contrário, parece que ninguém saberia que a história se deslocava de um lugar para outro.
Entenderam?
Putz!
Em compensação, o repórter assistiu a "Estrelas Além do Tempo".
Fenomenal.
Simplesmente fenomenal.
Racismo, preconceito, persistências, inteligências escanteadas simplesmente por valores pérfidos e arrogâncias que estimulam violências - tudo isso está lá, num filme que retrata, além disso, os bastidores do início da corrida espacial americana, na era Kennedy.
Também assisti a "Lion - Uma Jornada para Casa".
Também um filme marcante, sobre uma história tão banal - a perdição de um garoto e sua tentativa de reencontrar-se com suas origens -, mas que acaba comovendo e oferecendo um painel, ainda que não muito aprofundado, sobre um problema social gravíssimo na Índia, onde mais de 80 mil - sim, 80 mil - crianças desaparecem por ano, muitas delas sequestradas.
Admito que La La Land até poderia, sim, concorrer a algumas estatuetas.
Mas 14?
Nada a ver.
Enfim, é o Oscar.
Que muitas vezes nos surpreende até mesmo por essas coisas incompreensíveis.

Um olhar pela lente

Tempo de chuva.
Belém vista a partir da Saudosa Maloca.
Foto de omacedofelipe disponível no perfil do belemcity no Instagram.

O que ele disse


"É um escândalo dizer uma coisa e fazer outra. Isto é uma vida dupla. [...]"Existem aqueles que dizem 'sou muito católico, sempre vou à missa, pertenço a isto e a esta associação. "Há muitos católicos que são assim e eles causam escândalos. [...] Quantas vezes todos ouvimos pessoas dizerem 'se esta pessoa é católica, é melhor ser ateu'".
Papa Francisco, em comentários improvisados em sermão de missa privada matinal em sua residência.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Wilson Simonal - Meu limão meu limoeiro

Charge - Aroeira


É preciso explicar?
É preciso dizer mais?

O Botafogo deve uma placa a Gatito

Espiem só.
O futebol, vamos e convenhamos, é inebriante pelas surpresas que nos apronta.
Vejam esse cara aí, que aparece no perfil do Botafogo no Instagram.
Até hoje de manhã, a foto já tinha mais de 13 mil curtidas.
E merece outras 130 milhões.
Porque mostra Gatito Fernández, o goleiro que pegou três pênaltis e colocou o Botafogo na fase de grupos da Libertadores.
Segundos antes de começar a série de penalidades, o repórter ainda brincou com colegas de redação.
- Ele vai fazer história - eu disse.
Mas, confesso, disse brincando.
Mas Gatito Fernández fez história mesmo.
Era o goleiro reserva.
Entrou no fogo, num jogo decisivo para o Bota.
Foi para os pênaltis. E defendeu três, gente.
Três!
Gatito merece uma placa em General Severiano.
E a merece, entre outras coisas, por nos fazer gostar de futebol pelas surpresas - as boas, sobretudo - que o futebol nos apronta.

Clientes relatam dificuldades para conseguir carros da Uber


Lembram-se da postagem feita aqui, reclamando que a Uber debitou um pagamento no cartão em poucos segundos, antes mesmo de cancelar a corrida que o cliente solicitara?
Pois é.
O valor, felizmente, foi estornado sem demora.
Palmas para a Uber.
Mas, em contrapartida, é fato que a empresa tem poucos carros rodando em Belém - e o número de veículos, como já se disse, é guardado a sete chaves - senão a 70 - pela Uber.
Mas por que, então, percebe-se que o número de carros é insuficiente para a demanda?
Porque não são dois, nem três, mas vários leitores do Espaço Aberto que têm narrado a dificuldade em conseguir corridas.

Enquanto isso, taxistas - pelo menos aqueles com os quais o repórter tem conversado frequentemente - garantem que ainda não sentiram nenhum impacto com a presença do novo serviço em Belém.

O caos, a bagunça, a imprevisão. É Trump presidente.

Olhem só.
Há capas que valem 1 milhão de palavras. Ou mais do que isso.
Há capas que são o retrato, a imagem, a configuração, a representação perfeita e mais que perfeita da realidade.
Espiem a capa da Time.
Representa o caos, a bagunça, o desnorteio, o desvario, o descontrole e a imprevisão.
Caos, bagunça, desnorteio, desvario, descontrole e imprevisão são a cara do governo Trump.
O presidente dos Estados Unidos acaba de completar um mês de mandato.
Pensávamos que seria apenas divertido ver Trump desgovernando seu país.
Mas não é divertido. É muito sério.
Até porque o país que ele governa não é qualquer um, ainda que Trump, um dia sim, outro também, ofereça evidentes demonstrações de que ainda não se deu conta de que não preside uma republiqueta - com o perdão das republiquetas, é claro.
Trump parece ter introjetado forte e completamente a ideia de que, sim, ele venceu o stablishment americano.
Venceu mesmo?
Venceu completamente?
Talvez não.
Trump, como era previsível, escolheu como inimigo público número 1 de seu governo a Imprensa.
E briga com ela o dia todo. Para fazer-lhe frente - ou desmentir as mentiras que, segundo ele, são veiculadas sem parar -, passa a mão no celular e se põe a tuitar sobre tudo. Até sobre questões relacionadas à segurança nacional da maior potência bélica do planeta.
Vish.
O governo Trump é mesmo um caos, como retrata a capa da Time.
E os republicanos - até eles - estão desconfiando de que Trump não tem o equilíbrio mental necessário para dirigir a Nação.
Mas só agora que os republicanos estão desconfiando disso?

Portarias suspendem expediente na Justiça Federal no Pará

Portaria Presi 68, assinada nesta terça-feira (21) pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Hilton Queiroz, suspende o expediente interno e externo e os prazos processuais na Justiça Federal, em Belém, no período de 01 a 03 de março (quarta a sexta-feira).
Nas oito subseções que funcionam no interior do Estado, nos municípios de Santarém, Marabá, Altamira, Castanhal, Paragominas, Redenção, Tucuruí e Itaituba, haverá expediente interno, mas os prazos processuais e o expediente externo serão igualmente suspensos.
De acordo com a mesma portaria, tanto em Belém como na subseções, durante o período, serão apreciadas apenas ações, procedimentos e medidas de urgência que visem evitar perecimento de direito.
Para suspender os prazos processuais e o expediente, a Presidência do TRF1 considerou manifestação favorável da Corregedoria e atendeu solicitação formulada pelo diretor de Foro da Seção Judiciária do Pará, juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Batista Guedes, "em função da necessidade imprescindível de execução dos serviços de reforma para modernização da subestação de energia elétrica, que atende ao prédio-sede em Belém".
Durante os trabalhos, no período mencionado, será necessário o desligamento da energia elétrica de todo o prédio, ocasionando a interrupção de acesso aos sistemas processuais e demais sistemas do Tribunal Regional Federal pelas subseções judiciárias vinculadas.
Na Portaria Presi 61, o presidente do Tribunal comunica que não haverá expediente forense em todas as seções e subseções judiciárias de toda a 1ª Região nos dias 27 e 28 de fevereiro, segunda e terça-feiras de Carnaval. Na quarta-feira, o funcionamento será das 14 às 19 horas, exceto em Belém, onde o expediente estará suspenso, em razão da Portaria Presi 68.
Clique aqui para ler a íntegra das Portarias nº 61 e 68, da Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará

Um olhar pela lente


O Ver-o-Peso, no olhar de andrea_mrocha em seu perfil no Instagram.

O que ele disse


"Às vezes, é melhor ficar calado deixando que os outros pensem que você é um idiota do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida."
Abraham Lincoln, um dos país da democracia americana, num ensinamento que deveria ser seguido por dez entre dez homens públicos brasileiros, mas que, infelizmente, é ignorado por nove entre dez.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Uber debita antes e cancela corrida depois


Acontece o seguinte.
A Uber, que começou a operar há cerca de duas semanas em Belém, mantém a sete chaves - se não for a 70 - a quantidade de carros do serviço que estão rodando na cidade.
Mas parece que são poucos. E porque são poucos, os clientes começam a ficar insatisfeitos.
Ontem, por volta das 12h15, este repórter acionou um Uber e, seguindo o procedimento normal, pagou a corrida no cartão.
Em poucos - para não dizer pouquíssimos - segundos, chegou a mensagem informando que o pagamento foi debitado.
Pouquíssimos segundos em seguida, uma outra mensagem informava que a corrida não poderia ser feita porque, naquele momento, não havia carros disponíveis.
Mas, normalmente, a confirmação do débito só é feita em torno de cinco minutos, permitindo ao cliente um tempo para desistir. Só que, repita-se, a Uber confirmou o pagamento em poucos segundos, antes de informar que a corrida não poderia ser feita.
E aí?
E aí que, nesses casos, deverá ser feito o estorno.
A Uber fará isso?
Sabe-se lá.
Mas é certo que numa cidade como Belém, com 5.700 táxis rodando, não dispor a Uber de carros suficiente para atender à demanda em horário de pico poder ser indício de que o serviço está com poucos carros na cidade.
Aliás, uma informação: a corrida que o repórter faria ontem custa em torno de R$ 14,00 num táxi comum; no Uber, sai em torno de R$ 7,00.
"Eles não aguentam. Não há como suportar um preço desses, estando o motorista da Uber obrigado a pagar pelo menos 25% para a empresa", disse o taxista que acabou conduzindo o repórter para o destino pretendido.
Pode-se dizer que ele, o taxista, está torcendo contra a Uber. Mas o certo é que a redução de preço é estrondosa.
A Uber vai aguentar numa cidade como Belém?

Uma piscadela. E uma foto que já é histórica.


A foto de Dida Sampaio, do Estadão, já é emblemática.
E histórica.
E fantástica.
E rica em mil e um significativo, ao gosto de mil e um fregueses.
A imagem mostra uma piscadela de Alexandre de Moraes para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Edison Lobão (PMDB-MA), na sessão desta terça-feira (21) que aprovou por 19 votos contra 7 o nome do jurista indicado pelo presidente Temer para o Supremo Tribunal Federal.
Lobão, envolvido até o talo na Lava Jato, pode vir a ser réu no Supremo.
Se o for, será julgado inclusive por Moraes.
Esse sistema de preenchimento de cargos em tribunais superiores e no próprio Supremo é excrescente, né?
Devia acabar e ser sepultado sem choro nem vela.
Porque enseja que um fortíssimo componente político se integre aos procedimentos de escolha.
E acaba nisso: qualquer piscadela, e todo mundo já fica pensando em mil coisas.
Que gente maldosa!

Juiz da Justiça Federal no Pará ganha prêmio por sentença

O que ele disse


"Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada."
Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado e multi-investigado na Lava Jato, em reação a uma movimentação no Supremo Tribunal Federal (STF), que discute uma possibilidade de restringir o foro privilegiado apenas aos crimes cometidos no exercício do mandato.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Nilson Chaves sofre infarto


O cantor e compositor Nilson Chaves, 65 anos, sofreu um infarto na noite desta segunda-feira (20).
Um exame de cateterismo recomendou a implantação de dois stents, o que já foi feito.

Índice de inadimplência na Cosanpa supera os 50%

Leitores do Espaço Aberto, e não são poucos, reclamam frequentemente da interrupção no fornecimento de água nos bairros onde residem, em Belém e sua região metropolitana.
As rotineiras faltas d'água representam um caso sem solução. Porque, convenhamos, a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), na prática, não existe mais. O que existe é um arremedo de empresa escalada para prestar um serviço essencial que, no final das contas, não é prestado porque o sucateamento se sobrepõe a qualquer esforço e a qualquer boa intenção.
A inadimplência da Cosanpa, ultrapassa os inacreditáveis 50%, segundo afirmam fontes bem informadas ao blog. Por isso é que a empresa foi incluída no de concessões em saneamento do governo federal, capitaneado pelo BNDES, que deve ter a sua primeira onda de licitações ainda neste semestre.
Na Cosanpa, continuam os estudos técnicos que pretendem definir a modelagem mais adequada para que a empresa sejam mandada ao pregão. O BNDES já publicou aviso de licitação em sua página na internet para os primeiros seis editais, referentes a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal).
Aliás, no Rio o projejeto de lei que autoriza a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) foi aprovado nesta segunda-feira (20), pelo plenário da Assembleia Legislativa (Alerj).
O texto aprovado permite a venda da empresa como forma de viabilizar um empréstimo para o estado de R$ 3,5 bilhões da União. A venda é tratada pelo governo do RJ como prioritária para conseguir resolver a crise financeira que afeta o estado e tem comprometido o pagamento dos servidores e de fornecedores.
A venda da companhia é uma das condições do Plano de Recuperação Fiscal, segundo acordo firmado em janeiro com a União, que prevê a suspensão do pagamento da dívida do estado com o Governo Federal. Segundo o executivo estadual, as medidas do plano trarão um alívio de R$ 62 bilhões em três anos.
É assim.

Esse também será o destino da Cosanpa.

Projeto anticorrupção já era. A menos que Gilmar Mendes esteja errado.


Hehe.
Sabem o projeto anticorrupção, aquele do MPF, que a Câmara desfigurou completamente, foi para o Senado e agora voltou à Câmara, em obediência a uma decisão provisória do ministro Luiz Fux, do Supremo?
Pois é.
Já era.
O projeto anticorrupção, aquele do MPF, que teve a adesão de mais de 2 milhões de pessoas, já era.
A jornalista Andréia Sadi informou em seu blog que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu simplesmente enviar o pacote anticorrupção à Secretaria-Geral da Mesa para checar as assinaturas de apoio ao projeto. Em seguida, o texto será remetido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela validação das assinaturas.
Mamããããããããeeeeeeeeee!
Isso nunca vai acabar.
Aliás, lembrem-se que em outubro do ano passado, em entrevista à "Folha", Gilmar Mendes respondeu assim, quando perguntado se achava que as 2,2 milhões de pessoas que assinaram a proposta das dez medidas contra a corrupção realmente leram e entenderam cada uma delas:

Claro que não. E vocês em São Paulo já nos ensinaram que não é tão difícil obter uma massa de assinaturas, desde que se conte com um sindicato competente como o dos camelôs.

Depois, no início de dezembro, Mendes esteve num debate no Senado, presente o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Lato. Lá pelas tantas, Gilmar Mendes disse assim (confiram na imagem, à altura de 8m20s):

Hoje eu frequento muito São Paulo e aprendi que quem contrata o sindicato dos camelôs em uma semana consegue 300 mil assinaturas. Portanto, não vamos canonizar projeto de iniciativa popular.

E disse também isso (confiram na imagem, à altura do tempo 20m20s):

Será que as pessoas que lá no Viaduto do Chá assinaram esses documentos tinham consciência disso [conhecimento sobre o projeto]?Claro que não. Portanto, não venham com o argumento de chancela de 2 milhões de pessoas, porque eu duvido que esses 2 milhões de pessoas tivessem consciência disso.

Resumo da ópera: se Gilmar Mendes estiver certo - tomara que não esteja -, aí mesmo que já era o projeto anticorrupção.
Pior para o Brasil.
Melhor para a corrupção (toc, toc, toc).

Domingos Juvenil é condenado a três anos de prisão

Por decisão unânime, a Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) condenou, nesta segunda-feira (20), o atual prefeito de Altamira, Domingos Juvenil (na foto), a cumprir pena de 3 anos de reclusão pelo crime de peculato, além de 75 dias de multa. Durante a sessão de julgamento, o procurador de Justiça Nelson Pereira Medrado fez a sustentação oral representando o Ministério Público do Estado (MPPA).
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), Domingos Juvenil, a servidora Paulina do Socorro da Costa Nascimento e a médica Paula Roberta Ferreira Martins foram acusados em outubro de 2011 em ação penal oferecida pelo MPPA aos crimes de abandono de cargo público e falsidade ideológica, pelo fato da médica receber salário da casa legislativa sem trabalhar entre os anos de 2008 e 2011, pois residia em São Paulo.
Durante a instrução processual o caso foi dividido em dois processos. A servidora Paulina Nascimento foi absolvida e a médica condenada no primeiro grau a dois anos e sete meses de reclusão. Juvenil, por ter foro privilegiado a partir de 2013, passou a responder o processo perante o Tribunal de Justiça.


O caso - Em 2007 Paula Roberta Ferreira Martins foi contratada temporária da Alepa. Na data de 31 de janeiro de 2008 ela solicitou licença para cursar especialização em São Paulo sem prejuízo de suas remunerações na Alepa, o que foi autorizado por ato unilateral do presidente da Alepa no dia 8 de fevereiro de 2008, sem prévia aprovação da Mesa Diretora.
Em fevereiro do mesmo ano, Paula Martins começou a residência médica em São Paulo na especialidade oftalmologia.
Já em setembro de 2008 a médica foi nomeada pelo Hemopa lotada no município de Castanhal. No dia 15 de setembro de 2008 Domingos Juvenil solicitou a cessão da servidora Paula do Hemopa para a Alepa com ônus para o Hemopa.
“A servidora de fato recebeu normalmente seus vencimentos da Alepa no período de 2008/2011, inclusive de forma cumulada com a Hemopa, sem prestar qualquer serviço no Estado do Pará, com sua frequência sendo atestada pela presidência da casa legislativa”, afirmou o procurador de Justiça Nelson Medrado.


Fonte: Ministério Público do Estado

Um olhar pela lente

Uma publicação compartilhada por Dede Mesquita (@dedemesquita) em

Belém depois da chuvarada desta segunda-feira (20).
Captada pela lente da jornalista Dedé Mesquita e disponível no perfil dela na Instagram.

O que ele disse


"Para lutar contra as pandemias globais, também se deve lutar contra a pobreza... É por isso que corremos o risco de ignorar a relação entre segurança de saúde e segurança internacional".
Bill Gates, que se tornou bilionário com a empresa de software Microsoft e agora destina milhões de dólares para a filantropia, pedindo que os Estados invistam em pesquisa para desenvolver tecnologias capazes de criar vacinas em poucos meses.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

De volta. Mas devagar e sempre.

Brasileiros e brasileiras.
Eis-nos aqui de volta, com as bênçãos de Deus e de Nossa Senhora de Nazaré.
Desde o final do ano passado que o Espaço Aberto entrou em compasso de espera. Talvez essa tenha sido a maior e mais contínua interrupção de postagens, desde que o blog entrou no ar, no final de 2007.
Paramos temporariamente por quê?
Paramos, forçadamente, em decorrência de contingências físicas que atendem pelo nome de tendinite calcária no ombro esquerdo, que já impôs a este repórter mais de 30 sessões de fisioterapia e ainda não está inteiramente debelada.
E porque a tendinite ainda perdura, felizmente que de forma menos traumática, as postagens vão recomeçar, digamos assim, mais maneiras, em menor quantidade do que o habitual.
Mas é muito bom voltar a compartilhar com vocês esse bate-papo diário sobre tudo o que for notícia e ensejar um bom debate.
"É nóis" outra vez.
Em frente!

Zenaldo, Helder e Jader. Juntos nas mesmas fotos.








Hehe.
O futuro pode estar nas fotos, meus caros.
E também pode estar no que as fotos significam.
Espiem só.
No sábado, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), pré-candidato ao governo do Estado, postou o seguinte em seu perfil no Instagram, ipsis literis:

Atendendo solicitação do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, estive hoje na Ilha de Mosqueiro, junto com a equipe da Defesa Civil, para realizar uma visita técnica em diversas praias atingidas por fortes erosões, onde pudemos ver de perto a triste realidade enfrentada por moradores e comerciantes.
Vamos trabalhar em parceria com a Prefeitura para que possa ser liberado o mais rápido possível o valor de R$ 25 milhões, evitando assim mais transtornos para todos que frequentam a Ilha.

Também no sábado, Zenaldo postou simplesmente o seguinte em seu perfil no Instagram:

Visita técnica em Mosqueiro para apresentar projeto que irá conter o avanço da erosão na orla da ilha.


E as fotos?
Vejam lá em cima as seis - isso mesmo, seis - que Helder postou, com imagens que mostram inclusive seu pai, o senador Jader Barbalho, e sua mãe, a deputada federal Elcione Barbalho.
Depois, a que Zenaldo postou, apenas uma foto, em que aparecem ele e assessores.
Hehe.
Essas fotos podem significar muito, meus caros.

Palpite é que Lava Jato pode voltar. Mas sem prisões.


Que coisa, meus caros!
Boatos, está mais do que provado, são contaminantes e se disseminam numa escala monstruosa, assustadora, incontrolável, tsunâmica.
Na última quinta-feira de manhã, e durante boa parte daquele dia, foi assim.
Desdobramento da Lava Jato, a Operação Leviatã, que visitou Belém à caça de coisas e cousas relacionadas ao ex-senador Luiz Otávio Campos (PMDB-PA) e a Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), desencadeou uma boataria tamanha que, se avançasse mais um pouco, colocaria toda Belém na cadeia.
Era assim que os comentários se estendiam por infestadas por irresponsáveis e malucos: que mil e uma pessoas haviam sido presas.
Não. Ninguém foi preso, como se viu. Houve buscas e apreensões de materiais e documentos que possam oferecer elementos para comprovar - ou não - que jorraram propinas da hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu.
Círculos próximos ao PMDB não descartam que a Lava Jato volte por aqui. Mas acham que não haverá prisões, pelo menos no atual estágio das investigações.
Mas isso é apenas um palpite.
O que indica que ninguém pode assegurar em que rumo se encontram as investigações, eis que sigilosas e conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Livro conta 113 anos de história da Praça Batista Campos



Espiem só.
Neste domingo, 19, teve lançamento de livro sobre a Praça Batista Campos, que está encaçapando 113 anos de história.
O presidente da Associação dos Amigos da Praça Batista Campos, José Olímpio Bastos, e o o jornalista e pesquisador Carlos Pará falaram sobre o logradouro e o lançamento da obra, em entrevista à Rádio Cultura.
Cliquem acima para ouvir.
Abaixo, algumas fotos do evento.




Um olhar pela lente

 

Belém vista de uma sala de estar, ao cair da tarde.
A sala de estar é de Ana Clara Marinho, leitora do blog que fez a foto, também disponível no perfil dela no Instagram.

O que ele disse


“O sistema é feito para não funcionar. Mesmo quem defende a ideia de que o foro por prerrogativa de função não é um mal em si, na sua origem e inspiração, não tem como deixar de reconhecer que, entre nós, ele se tornou uma perversão da Justiça. No presente caso, por exemplo, as diversas declinações de competência estão prestes a gerar a prescrição pela pena provável, de modo a frustrar a realização da justiça, em caso de eventual condenação.”
Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o foro privilegiado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

"Maioria silenciosa" parece que preferiu Trump


É impressionante.
Cerca de uma semana depois da vitória de Donald, o Trump, é mais quem procura cavucar à procura de teses que possam explicar por que motivo as pesquisas não conseguiram detectar, por mais remotamente que fosse, a vitória do republicano, enquanto pintavam Hillary Clinton como a virtual vencedora.
Uma das teorias é a de que manifestar o voto em Trump soava vergonhoso para milhares de eleitores, que teriam preferido, portanto, silenciar, esconder sua opinião. Cada um, como se diz, preferiu ficar na sua, enquanto os simpatizantes de Hillary se esmeravam em berrar sua preferência pela democrata.
É a tal "maioria silenciosa", assim identificados os trumpistas envergonhados, mas que foram às urnas e acabaram por eleger o magnata.
A propósito, leiam o artigo abaixo, de Leandro Colon, publicado na edição de sábado (12), da "Folha de S.Paulo", sob o título "A espiral silenciosa nos EUA".

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Desde quarta (9), sobram teorias para decifrar a vitória de Donald Trump, classificada de "surpreendente" pela mídia e por especialistas em eleições dos EUA.
Para o professor de ciências sociais Thomas Roulet, do King's College de Londres, a surpresa decorre do fenômeno da "espiral do silêncio".
Em artigo publicado no britânico "The Telegraph" cinco dias antes das eleições americanas, ele alertara que, apesar das previsões a favor de Hillary Clinton, a ideia de que ela teria a maioria poderia ser falsa.
A tese da espiral foi apresentada em meados dos anos 70 pela cientista política alemã Elisabeth Noelle-Neumann. Basicamente, seu trabalho apontou a tendência de um grupo em optar pelo silêncio sobre determinado tema por acreditar que tem opinião polêmica e oposta à da maioria e de grande parte da mídia.
A espiral então força essa parcela da população a não se manifestar por temer isolamento em razão de uma posição, em tese, controversa.
Conversei com o professor Roulet após a eleição de Trump. Ele destaca que a "espiral do silêncio" também deve ter influenciado o Brexit, quando os britânicos derrubaram prognósticos ao votar pelo fim da aliança com os vizinhos da União Europeia.
"Esse silêncio majoritário não está no radar porque representa uma voz controversa. Quando há apenas duas opções, como no plebiscito britânico e na eleição americana, é difícil apurar com precisão sua presença", diz.
Segundo ele, os partidários de Trump, do Brexit e de outras posições supostamente impopulares são demonizados e apresentados como uma minoria. "E eles acreditam que são mesmo", explica o pesquisador.
"Isso faz com que provavelmente expressem menos suas opiniões, inclusive para os institutos de pesquisa", afirma. Os eleitores de Trump ficaram "invisíveis" ao mesmo tempo em que os simpatizantes de Hillary tinham voz. "Mas o apoio a Trump era muito mais amplo do que o esperado", conclui o professor.