domingo, 22 de julho de 2018

Bolsonaro, viva dele, inaugura a temporada de excrescências eleitorais


Pronto.
Foi dada a largada para a temporada de excrescências eleitorais.
Ou eleitoreiras, como queiram.
A foto, chocante, patética, tenebrosa, está em O Globo deste sábado (22).
Mostra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) ensinando essa criança a fazer o gesto de uma arma com as mãos.
Não.
Não estou chocado com a crueldade de um cidadão fazer isso, como um expediente para ganhar votos.
Choca-me os pais dessa criança submeterem-na a isso.
Isso, sim, é chocante.
A matéria diz textualmente o seguinte: 

Ao GLOBO, o deputado delegado Waldir (PSL-GO), que acompanhava o pré-candidato na agenda em seu reduto eleitoral, disse que a criança foi entregue a Bolsonaro pelos pais, que teriam pedido a ele para fazerem o símbolo.

Viram?
Bolsonaro só existe porque há cidadãos que alimentam suas, digamos, bolsonariedades.
Lógico assim.
Óbvio assim.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Em Belém, ainda não temos um Dr. Bumbum. Mas podemos ter.


Leitora do blog conta uma historinha.
Singela - mão tão espantosa quanto elucidativa destes tempos em que um Dr. Bumbum qualquer vira celebridade nacional, sob suspeita de ter provocado a morte de uma paciente.
É o seguinte.
Ela, a leitora, tentou corrigir um desvio de septo.
Antes, já tinha feito uma cirurgia estética no nariz.
Para determinado procedimento, o médico que fez a cirurgia plástica encaminhou-a ao otorrino.
O otorrino, ao recebê-la, assustou-a ao orientá-la que se preparasse porque, naquele mesmo momento, ele iria aplicar uma anestesia local e resolver, rapidinho, o problema detectado pelo cirurgião plástico.
A leitora, desconfiada, recusou-se a tomar a anestesia e a fazer o procedimento antes de um exame mais acurado.
Isso demonstra que, muitas vezes, o atendimento médico nem chega a ser mal intencionado, mas precipitado.
Um e outro são arriscados.
Os riscos, às vezes, podem resultar em problemas banais, quase imperceptíveis.
Outras vezes, podem levar à morte.
Como no caso da bancária, que faleceu após submeter-se a procedimento estético nas dependências de um apartamento residencial, no Rio.
Céus!

Campanha eleitoral chocha vai estimular bizarrices

Pré-candidato às eleições de outubro prevê que a campanha que se aproxima será, digamos assim, uma das mais chochas dos últimos milênios.
Não há dinheiro, ele choraminga.
Assim, cada vez mais a maioria - esmagadora maioria - dos candidatos ficará refém dos programas eleitorais, que para os nossos (dos contribuintes) bolsos, como vocês sabem, não são nada gratuitos.
Então, é de se esperar que os mais chegados a certas performances horrorosas, ridículas, bizarras e risíveis estarão mais inspirados a marcar presença no rádio e na TV.
Ainda que, para isso, não hesitem sequer em amarrar um ventilador na cabeça para simularem que estão brincando de aviãozinho.
É certo que, diante de bizarrices que tais, todos rimos.
E rimos muito.
O humor ganha, admita-se.
Mas o debate eleitoral perde.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Justiça Federal condena e decreta a prisão de ex-superintendente da Pesca e sua substituta

A Justiça Federal condenou e decretou a prisão preventiva, nesta segunda-feira (16), de Soane Castro de Moura, que exerceu o cargo de superintendente da Pesca no Pará, em 2016, e de sua substituta à época, Thicyana Ericka de Sousa Nunes. Elas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) de envolvimento em um esquema de fraudes, que consistia na inclusão e alteração de registros de pescadores no Sistema Informatizado do Registro Geral da Atividade Pesqueira (SisRGP) através de senhas de servidores terceirizados, que forneceram os dados sob coação da rés.
Na sentença condenatória (veja aqui a íntegra), o juiz federal da 4ª Vara, Antônio Carlos Almeida Campelo, condenou Soane e Thicyana à pena total de 13 anos e seis meses de reclusão em regime fechado para cada uma, pela prática de dois crimes previstos no Código Penal.
Um deles, previsto no artigo 313-A do CP, consiste em inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem. O outro delito, no artigo 328 do CP, consiste em usurpar o exercício de função pública.
A 4ª Vara também decretou a prisão preventiva da ex-superintendente e de sua substituta, para garantir a aplicação da lei penal, diante do elevado risco das condenadas fugirem, escapando assim ao cumprimento das penas estipuladas. “As rés demonstraram não ter endereços fixos na fase da persecução criminal, havendo certa dificuldade para localização das mesmas, além de que podem tentar se evadir posto que detém recursos financeiros elevados e muitos contatos políticos”, escreveu na sentença o juiz Antonio Carlos Campelo.
A defesa requereu a ilegalidade da instauração da ação criminal com base em denúncia anônima. Sustentou ainda que o MPF não teria conseguido provar o alegado na denúncia e que não existe comprovação de coação, ameaça ou constrangimento praticado pelas duas denunciadas. Ressaltou também que os relatórios da Controladoria Geral da União (CGU) estariam cheio de irregularidades e com cálculos demonstrativos fantasiosos e absurdos.
Contratações - Na sentença, entretanto, a 4ª Vara diz ter ficado comprovado que Soane, no exercício do cargo de Superintendente da Pesca no Pará, autorizou Thicyana a contratar, sem suporte legal e sem vínculo com a instituição, cinco pessoas durante o período de 15 de fevereiro a 14 de março de 2016, para atuarem na inclusão e alteração de registros de pescadores no SisRGP, utilizando-se de senhas de servidores terceirizados, que forneceram os dados a pedido sob coação das rés.
Os recursos para pagar essas contratações, segundo o depoimento de Thicyana, teriam vindo, em espécie, do Ministério da Pesca, em Brasília, e o pagamento teria sido feito diretamente aos contratados. “Tal tese é insustentável, primeiro porque recursos públicos não transitam em espécie, sempre exigindo transferência de contas específicas para contas de particulares. Isso não corresponde à prática utilizada por órgãos federais.” O magistrado lembra ainda que duas testemunhas disseram que os valores utilizados para pagar os contratados sem vínculos com a Superintendência da Pesca no Pará teriam sido fornecidos por uma Colônia de Pescadores do município de Cametá (PA), versão não contestada pela defesa e, segundo o juiz, “mais condizente com a dinâmica dos fatos.”
“Desse modo, restou configurado o crime de usurpação de função pública pelas rés, em face de forjarem contratos para justificarem que essas cinco pessoas passaram a exercer funções públicas dentro da Superintendência da Pesca no Pará, sem qualquer vínculo com o órgão publico, sendo remunerados por recursos advindo de uma associação de pescadores”, afirma a sentença.
Campelo ressalta ainda que diversas testemunhas sustentaram em juízo que foram coagidas por Thicyana, com a orientação de Soane, para fornecerem suas senhas do SisRGP às cinco pessoas sem vínculo funcional, para incluírem ou alterarem registros de pescadores no Pará.

sábado, 14 de julho de 2018

Moacir Carioca em nova casa. A casa dos seus amigos.

Moacir em sua nova casa: acolhedor, caloroso, talentoso, conversador e muito, mas muito bem informado
Sábado, de preferência os sábados, é dia de dar um trato, de passar uma demão nas melenas.
Fui lá, hoje, cumprir esse zelo, digamos assim, asséptico.
Lá, no caso, é lá no Moacir.
No Moacir Alves Machado.
No Moacir Carioca, como todos conhecemos esse carioca que é mais paraense do que muitos paraenses e que ostenta, com orgulho incomparável, a condição de Cidadão de Belém, título que lhe foi conferido pela Câmara.
Com um detalhe: sua nova barbearia - sim, nada de salão, porque ele não suporta esse termo - está, como se dizia antigamente, um brinco.
Bem maior que a anterior, com espaço reservado para pedicure e até uma área para os kids, que normalmente também vão lá, com pais e avôs, todos fiéis à tesoura precisa, afiada e talentosamente manejada pelo Moacir, o Rei da Tesoura.
Ah,sim. E os clientes agora desfrutam de alguns petiscos para se servirem. Tudo digrátis, ora.
Mas nada disso, nenhum desses confortos teria graça alguma se não tivesse o tempero do próprio Moacir.
Conheço-o, acho, há uns 20 anos.
Ele foi do Salão Central, que ficava ali na 28 de Setembro, quase chegando na Presidente Vargas.
Mas só fui conhecer o Moacir quando ele já estava, em carreira solo, numa barbearia na Antônio Barreto, entre Dom Romualdo e Almirante Wandenkolk, no Umarizal.
Depois, mudou-se para imóvel no mesmo perímetro, só que do outro lado da rua.
E agora está na Diogo Moia, entre Dom Romualdo Coelho e Dom Romualdo de Seixas.
Os tempos mudam, os lugares também, mas Moacir continua o mesmo.
Acolhedor.
Caloroso.
Generoso.
Prestativo.
E por último, mas não menos importante, continua conversador e muito, mas muito bem informado.
Se você der um bom dia pro Moacir, fique certo de que terá dado a senha para uma conversa interminável.
E essas conversas, para jornalistas, são ótimas.
Informações que me foram passadas por Moacir já terminaram, umas duas ou três vezes, em manchete de primeira página de jornal.
Isso porque ele não apenas é um curioso, mas procura saciar sua curiosidade diretamente nas fontes que lhe passam preciosas informações.
E entre essas fontes, saibam, estão figurões que compõem boa parte do PIB de Belém.
Figurões que também continuam fiéis ao Moacir Carioca e à barbearia Moacir Carioca.
É muito bom, por tudo isso, ver Moacir feliz e cheio de vitalidade, como o encontrei nesta manhã de sábado (14).
Feliz por sua nova casa.
Feliz por manter cativos seus clientes.
E feliz por saber que, mais do que clientes, todos são seus amigos.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Griffo e 3D vão fazer as campanhas de Miranda e Helder


Do blog Ver-o-Fato, do jornalista Carlos Mendes

A campanha de Helder Barbalho ao governo do Estado será feita pela Produtora 3D, de Belém, pertencente aos sócios Antonio Eli, Nelson e Zé Paulo. O martelo foi batido no mês passado. 
O detalhe: a 3D, nos últimos 20 anos, fez todas as campanhas eleitorais ao governo, prefeitura de Belém e algumas prefeituras do interior de candidatos ligados ao PSDB. Foram duas eleições de Almir Gabriel e três eleições de Simão Jatene.
A Agência Griffo, de Orly Bezerra, cuidava da criação das campanhas tucanas, enquanto a 3D produzia as gravações de externas e estudio, e edições.
Os tucanos se dizem surpreendidos com a decisão da 3D, que teria fechado com Helder sem ouvir a proposta do velho cliente. À boca pequena, o que se comenta é que a proposta de Helder foi irrecusável.
Por sua vez, a campanha ao governo de Márcio Miranda será feita pela L3, uma produtora cujos sócios já fizeram parte da 3D. Decidiram seguir carreira solo e já tem pela frente o desafio de uma campanha majoritária.

Há tucanos que não estão engolindo Márcio Miranda. Nem com farinha.


Alguns tucanos fazem que estão engolindo, mas, em verdade, não vêm digerindo muito facilmente a indicação do deputado Márcio Miranda (DEM), presidente da Assembleia Legislativa, para disputar o governo do Estado com o apoio do PSDB.
Aquele discurso de que todos estão afinados com a decisão do governador Simão Jatene, de lançar Miranda candidato, é mera embromação.
E o palanque lotado, como no dia do pré-lançamento da candidatura (na imagem), não deve ser tomado como grande e positiva referência.
Se essas resistências, e o decorrente corpo-mole durante a campanha eleitoral que se aproxima -, terão o potencial de causar estragos relevantes na candidatura de Miranda, isso ainda é difícil de se aferir.
Mas convém todos ligarem o desconfiômetro para monitorar essa parada.
Pari passu.

A seleção, desta vez, deu orgulho. Mesmo na derrota.


Coleguinhas, sobretudo os da, como se dizia d'antanho, crônica esportiva, ainda se manifestam compungidos, entristecidos, aturdidos com a eliminação do Brasil da Copa, após a derrota para a Bélgica por 2 a 1.
Não sei, sinceramente, o porquê de todo esse mimimi e mumumu.
Porque, sinceramente, acho que a seleção brasileira, pela primeira vez depois das últimas Copas em que não logrou conquistar o hexa, comportou-se, felizmente, de forma digna. Sobretudo na partida em que foi eliminada.
Primeiro, porque não entrou em campo cheio de saltos altos.
Segundo, porque não transmitiu a impressão de ser um time imbatível.
Terceiro, porque, mesmo tomando dois gols - o primeiro deles, convenhamos, um acidente de trabalho -, em nenhum momento se acovardou; ao contrário, foi pra cima, reduziu o placar, teve três oportunidade de ouro para empatar e só não marcou o segundo gol porque aquele, definitivamente, não era o dia.
E por último, mas não menos importante, uma vez encerrada a partida, não vimos aquele chororô ridículo, aquelas lágrimas arrancadas a fórceps sabe-se lá de onde, aquela demonstração patética de sentimentalismo postiço, apenas para registro em redes sociais.
Não. Felizmente não tivemos essa palhaçada.
Vimos isso sim, jogadores e comissão tecnicamente compreensivelmente abatidos, mas todos de cabeça erguida e indicando, nas entrevistas, que no futebol nem sempre ganha o melhor. E quando não ganha o melhor, como foi o caso, isso não significa que todos devam derramar rios de lágrimas, mas de aceitar o resultado como parte do jogo, como parte do futebol.
Por isso, meus caros.
Bola pra frente.
E até mais ver, no Qatar.
Simples assim.

Leiam Caju, o que está fora da onda de concordâncias

Leiam o texto abaixo.
É muito bom.
Polêmico.
Instigante.
Inquietante.
Fora do circuito vai nessa onda que eu vou que está tomando conta a imprensa brasileira.
Sob o título "A caminhada de Didi", está assinado no site de O Globo por Paulo Cezar Lima, o Paulo Cezar Caju (na imagem).
Ex-jogador, ex-craque, ele nunca teve papas na língua.
E sempre está fora dessas ondas de concordâncias.
Mas posiciona-se com opiniões fundamentadas.
Como as que estão abaixo.
E o blog publica-as não pra você concordar, é claro.
Mas pra você considerar que há vinda inteligência fora dessas ondas de concordâncias incondicionais.

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Eu, definitivamente, devo viver em outro planeta. Quase 100% dos comentaristas de tevê e jornal apoiam a permanência de Tite. Os motivos são incontáveis: “deixou um caminho pavimentado”, “mudou a cara de nossa seleção”, “tem o grupo na mão” e blá blá blá!!!
Que cansaço!!! Teve um, na tevê, que chegou a duvidar que existisse alguém no mundo que não gostasse do trabalho do professor: “Liguem para a redação e se apresentem”, sugeriu. Se o nível do futebol está ruim, o dos comentaristas, com exceções, nem se fala. Querem discutir futebol, de verdade? Então me respondam qual a diferença das seleções do 10 x 1 do Felipão (7 da Alemanha mais 3 da Holanda), do Dunga e esta do Tite? Me apontem alguma evolução tática ou técnica de uma para outra.
Era óbvio que nas Eliminatórias o grupo estava insatisfeito com o Dunga. Jogador derruba o técnico que quiser, isso é muito comum no futebol. O que mudou na seleção, me digam? Saiu um professor sisudo e entrou um pastor, um palestrante de autoajuda. Mudou apenas o discurso. E, se Dunga tinha zero de apoio da mídia, porque nunca fez questão de ser simpático, Tite teve uma aprovação retumbante. Aí fica mais fácil trabalhar. Mas pensem comigo.
Sua técnica de autoajuda não melhorou em nada, por exemplo, o lado psicológico de Neymar, que até o último minuto tentou ludibriar o árbitro com suas quedas. O Tite psicólogo falhou. Como uma seleção chega no ponto alto da Copa com tantos jogadores em frangalhos, contundidos? O Tite departamento médico falhou. Como uma seleção consegue dar 50 passes errados em um jogo tão importante? O Tite fundamentos falhou. Como uma seleção não tem uma jogada ensaiada, um contra-ataque mortífero, um toque de bola envolvente e coloca o centroavante para marcar como um cabeça de área? O Tite técnico falhou. Como olhar para o banco e ver Fernandinho, Renato Augusto e Firmino como as principais alternativas? O Tite convocação falhou.
A verdade é que o “genial” Tite falhou além da conta, mas a imprensa continua passando a mão em sua cabeça, e a CBF já garantiu a sua permanência, a do filho e a do papagaio até o ano 3000. É preciso mudar não só o Tite, mas toda a cúpula da CBF que transformou a seleção em um balcão de negócios. E olha que essa seria a chance de ouro de Tite & Cia brilharem porque o nível dessa Copa está abaixo da crítica. Pelo menos as seleções em que apostei, tirando a Espanha, continuam no páreo: Croácia, França, Bélgica e Inglaterra. O Brasil perderia para as quatro até porque não somos mais a melhor seleção do mundo faz tempo. Mas o pior é que agimos como se fôssemos. E não seremos tão cedo se essa escola retranqueira, covarde, do futebol de resultado, pragmático, que preza o futebol força e ama os velocistas, permanecer no poder.
Nós temos nossa própria forma de jogar, que foi enterrada sem dó nem piedade por Parreira, Mano, Felipão, Dunga e Tite. Já deu. E não me venham com essa de romantismo, isso é o que precisa ser feito porque a tecnologia está a favor de todos, correr todos sabemos, mas nenhum outro país do mundo tem o dom para o futebol como o brasileiro, em nenhum outro país surgem tantos garotos bons de bola.
O problema é que estão sendo engessados nas escolinhas. Ali, na mão dos professores de Educação Física travestidos de técnicos de futebol, eles sofrem a primeira lavagem cerebral e passam a trocar o drible pelo carrinho, os gols pela ajuda na marcação. Precisamos nos libertar, clamamos por novos ares, por mais leveza, temos que partir em busca de nossas raízes. Mas a mídia precisa comprar essa briga e não se deixar levar por discursinhos chatos e ensaiados. Não queremos mais pastores, gestores de pessoas e fabricantes de brucutus.
Queremos boleiros!!! E não me venham, novamente, com o papo furado de que o mundo mudou. Nós mudamos, nos influenciamos pela escola europeia e ela só estava tentando nos copiar. Evoluíram eles, regredimos nós.
Precisamos reverter essa situação trágica, mas para isso temos que agir com a tranquilidade e a serenidade de mestre Didi, após o gol da Suécia, na final de 58. Dá para virar esse jogo! Didi acreditou, eu acredito.

O que ele disse


“Os fatos ao longo do dia certamente causaram um desgaste do Judiciário, na medida em que é difícil a população, de uma maneira geral, entender o que está acontecendo, com tantas decisões contraditórias tomadas sobre um mesmo caso.”
Fernando Mendes, juiz federal presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), sobre a batalha jurídica do último domingo, envolvendo a concessão de habeas corpus ao ex-presidente Lula.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

“É molecagem”, diz Jader sobre relatório da Polícia Federal



Espiem só.
A Lava Jato, e seus múltiplos desdobramentos, vai perseguir dezenas de políticos que vão disputar as próximas eleições.
Vejam o caso do senador Jader Barbalho (MDB-PA), que deve concorrer a mais um mandato em outubro.
Ele já disse reiteradas vezes que não tem e nunca teve qualquer envolvimento com o recebimento de propinas provenientes das obras de Belo Monte.
Mas o fato de estar sendo investigado pela Polícia Federal, com autorização do Supremo, volta e meia dá ensejo a que o senador tenha que se explicar. Muito embora, no estágio em que as apurações se encontram, não se possa ainda extrair qualquer convicção sobre a ocorrência ou não de eventual ilícito.
Mesmo assim, o G1 informa que relatório da PF aponta indícios de que Jader e o senador Edison Lobão (MDB-MA) - na imagem acima, do próprio G1 - teriam sido beneficiados com desvios na obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, um dos maiores empreendimentos para geração de energia do mundo. Os agentes apontaram suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte dos parlamentares, investigados em um dos inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, defensor de Edison Lobão no caso, disse que tenta autorização de acesso ao relatório. Ele afirmou que, embora desconheça o teor do documento, acompanha a investigação e diz que não há elementos capazes de incriminar o senador.
Jader, de seu lado, garante que o relatório é uma "leviandade" e uma "barbaridade" porque não tem nenhum fundamento relacioná-lo à obra de Belo Monte. "Nunca tive nenhum encontro sobre a obra e nunca recebi nada desta gente, nem telegrama de aniversário".
Para o senador, quem assinou o relatório que o aponta como beneficiário de propina é "um irresponsável que está fazendo molecagem". "Desafio quem quer que seja a apontar um ato contra mim", afirmou ao G1.

Desta vez, não foi o Zenaldo. Foram os vândalos.



Tudo muito bom, tudo muito bem.
Concedam-nos sempre o direito de criticar autoridades, quaisquer que sejam, por tudo o que fizerem de errado, inclusive omissões escabrosas e inoperâncias assustadoras.
Mas vamos e convenhamos: quando não fazemos a nossa parte, é preciso reconhecermos que não fizemos a nossa parte, ora bolas.
E devemos reconhecer claramente, manifestamente, enfaticamente.
Olhem essa imagem.
Foi produzida pela Prefeitura de Belém e repassada pelo WhatsApp para trocentos jornalistas.
Não há dúvida: desta vez – mais esta vez – a culpa foi dos vândalos que infestam esta cidade.
Vândalos, incivilizados, mal educados e criminosos.
Assim mesmo. Sem tirar nem pôr.
Numa cidade onde o vandalismo impera, nem grama - nem grama, gente - escapa!
Não é impressionante?

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Passageiros da Gol “torram” no aeroporto de Belém, à espera de voo



Esse não o Brasil que você quer. Mas é o Brasil que você tem. É o Brasil que te dão, entendeu?
Leitor do blog liga pra cá.
Ele, a mulher e um neto, criança ainda, viajariam nesta quarta-feira no voo 1681 da Gol de  Belém para São Paulo, com chegada em Guarulhos.
O avião decolaria às 12h30.
E nada.
Às 13h10.
E nada.
E todo mundo já embarcado.
Até que a aeronave deslocou-se para a área da pista onde prestam serviços de manutenção técnica.
O comandante, então, avisou que havia um problema técnico que precisava ser reparado e todos, portanto, deveriam desembarcar e recolher suas bagagens.
Resultado: até agora, o casal e o neto, assim como outras dezenas de passageiros, continuavam torrando no confortabilíssimo e agradabilíssimo aeroporto de Belém, sem ter expectativa alguma sobre a hora em que vão viajar.
Alguns outros passageiros já foram realocados.
Ah, sim: e ainda violaram e furtaram pertences de um dos passageiros (que ia para Paris). Isso aconteceu na retirada da mala dele do avião para devolução.
Como disse há pouco o leitor do Espaço Aberto, pelo Zap: “Esse não é o Brasil que nós queremos, com certeza absoluta”.
Não.
Com certeza absoluta, não é mesmo.

Henrique é um forte. Não qualquer um, mas o Meirelles.



Pré-candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles bate ponto na Fiepa, nesta quinta-feira (05).
A partir das 12h, estará no Fórum das Entidades Empresariais do Pará discutindo os temas prioritários para a Região Amazônica.
Meirelles, convenhamos, é um forte.
Porque apresentar-se como o candidato que tem o apoio do presidente mais rejeitado da história do Brasil não é para qualquer Henrique.
Deve ser apenas para Henrique Meirelles.
Putz!

terça-feira, 3 de julho de 2018

Neymar, um dos melhores jogadores do mundo, é o maior encenador do mundo


Não sei se vocês, mas o pessoal aqui do blog continua sentindo uma espécie de vergonha alheia de Neymar e suas encenações ridículas, horrorosas, bizarras.
No jogo contra o México, nesta segunda-feira (02), Neymar foi puramente, genuinamente Neymar. Aliás, conseguiu superar-se. E envergonhou mais uma vez.
No discutido lance com Layún, Neymar foi pisado.
É claro que foi.
Foi pisado fora de campo.
Deslealmente.
Layún, acho, deveria até ter levado um amarelo.
Mas a encenação de Neymar foi ridícula.
Pelos esgares, pelas caretas, pelos gritos, pelos contorções no gramado, imaginava-se, ou melhor, imaginavam os desavisados que Neymar teria sofrido uma fratura exposta do fêmur ou coisa parecida.
Torcedora de Copa, dessas legítimas, que estava perto de mim, foi na corda.
- Credo! Mas deve estar doendo! - ela, coitada, compadeceu-se.
- Não. Não está doendo. Ele não está sentindo nada, apesar do pisão - eu respondi.
Da mesma forma, Ricardinho, que já foi jogador de futebol - e dos melhores, ressalte-se -, dizia convicto, na SporTV, que o pisão "não foi grande coisa".
É claro que "não foi grande coisa".
E tanto não foi que Neymar, esgotado o tempo regulamentar de suas encenações, levantou-se, entrou no campo de jogo e já estava dando suas arrancadas.
Apesar dos gritos, dos contorcionismos, dos esgares e das caretas que indicavam dores lancinantes.
Hehe.
Que pena.
Neymar é o melhor jogador do Brasil.
É o melhor jogador da seleção brasileira.
É um dos melhores jogadores do mundo - com potencial de ser o melhor do mundo.
Mas suas encenações são vergonhosas.
Ah, tem mais uma coisa.
Dois seis minutos que o árbitro acrescentou à partida, três, seguramente, referem-se ao tempo decorrente da encenação de Neymar.

A Fifa precisa depurar seus critérios sobre o melhor jogador


Grande!
A Fifa, digamos assim, depurou seus princípios éticos, depois da razia que resultou no afastamento de Blater et caterva.
Mas precisa, urgentemente, depurar os critérios que amparam a escolha do melhor jogador em campo, em cada partida da Copa.
Com todo o respeito à Fifa depurada, Neymar não foi o melhor jogador em campo na vitória do Brasil sobre o México por 2 a 0, nesta segunda-feria (02).
O melhor em campo, todos viram e viram todos, foi Willian.
Neymar mostrou mais um pouco de evolução em relação aos últimos jogos.
E fez um gol importantíssimo, que deu mais tranquilidade à seleção.
Reconheça isso.
Mas nunca, nunca mesmo, foi o melhor da seleção brasileira na partida.

domingo, 1 de julho de 2018

O "torcedor de Copa" é especial. Aprendamos com ele. Ou com ela.


Hehe.
Muito legal!
Repórter da Globo, coitado, entrevistou há pouco mãe e filho, ambos russos, que chegavam ao estádio Lujniki pra acompanhar Rússia x Espanha.
Perguntou se apostavam em Cheryshev, o melhor da seleção russa.
A resposta: "Tudo bem".
Depois, perguntou se era razoável a Rússia jogar com três zagueiros.
A reposta: "Tudo bem".
Provavelmente, mãe e filho (um garotinho ainda) não sabem nem quem é Cheryshev, nem muito menos o que seria um zagueiro.
Não estranhem essa parada.
Porque torcedor de Copa que assiste presencialmente aos jogos é sempre um torcedor muito, mas muito especial.
Uma boa parte, senão a maioria, é bissexto, ou seja, protagoniza o papel de torcedor uma vez numa Copa, outra vez em outra Copa... E assim vai.
Não são torcedores propriamente ligados em futebol.
Por isso, às vezes não distinguem bem o tiro de meta do escanteio - e vice-versa.
E isso não ocorre apenas com os que assistem pessoalmente aos jogos, não.
Ocorre com muita frequência com o torcedor de Copa que assiste aos jogos pela TV, de quatro em quatro anos.
Uma vez, num jogo da seleção brasileira, acho que no Mundial passado, uma torcedora de Copa, das legítimas, das genuínas, queria que eu explicasse pra ela o que era propriamente um impedimento, aquela regra do futebol que nem boleiro, dos melhores, entende direito.
Mas ela queria entender, coitada.
E essa curiosidade, ressalte-se, assaltou-a bem na hora de um ataque do Brasil que poderia resultar num gol.
Agora, nesta Copa, a mesma torcedora chegou a mim, sobressaltada, querendo saber quais eram mesmo as dimensões de um campo de futebol.
Mamãããããããeeeeeeeeeeeeee!
Ah, sim. Normalmente, torcedora ou torcedor de Copa comemora gol batendo palminhas.
O que não deixa de ser, admita-se, a quintessência da elegância e da civilidade humanas em comparação a quem se esgoela expelindo todos os palavrões do mundo.
Aprendamos com o torcedor de Copa.
E vamos em frente.
Que ainda tem Copa pela frente!

sábado, 30 de junho de 2018

Comecem a compor o réquiem

Como diria José Luiz Datena, aquele filósofo pré-socrático, essa é a realidade dos fatos.
Sem tirar nem pôr.


sexta-feira, 29 de junho de 2018

São Pedro do Tapajós. Que o tempo não apague essa tradição em Santarém.


Olhem só.
A foto, que chega ao blog, é de Raimundo Aquino.
A bela imagem mostra alguns barcos singrando o Rio Tapajós, em Santarém, integrando a tradicional procissão de São Pedro.
A imagem é evocativa, para este repórter, de muitas e doces lembranças. Que contrastam, infelizmente, como o cenário que se vê na foto.
Nos anos de 1960 a 1980, a procissão de São Pedro era um acontecimento em Santarém.
Eram dezenas e dezenas, pra não dizer centenas, os barcos que participavam da romaria fluvial.
O jornalista Miguel Oliveira, em conversa há pouco com o repórter, lembra que uma vez contou 350 barcos e voadeiras na procissão de São Pedro.
Vocês imaginem a boniteza que era esse acontecimento.
Vocês devem imaginar, além disso, que seria impossível um moleque, àquela época mergulhando no Tapajós enquanto os barcos passavam, esquecer aquele evento mesmo agora, 30, 40 anos depois.
Por isso, há mais de 15 anos, nunca deixo de acompanhar o Círio Fluvial de Nossa Senhora de Nazaré. Porque sempre me vêm à lembrança as imagens da romaria de São Pedro no Rio Tapajós.
Nos últimos anos, informa Miguel, amigo de infância, o número de barcos tem caído bastante. Neste ano, no máximo uns 50. Mas já houve anos que não passaram de 15.
É uma pena que essa tradição não venha sendo preservada como um traço cultural, ao mesmo tempo profano e religioso, marcante em Santarém.
Mas as lembranças, essas ficam. Perenes, vivas e vívidas.
Na mente, na alma e no coração.

Yamada tem plano de recuperação aprovado

A assembleia-geral de credores da Yamada aprovou nesta quinta-feira, 28, por maioria de votos, o Plano de Recuperação Judicial da empresa, com a presença de 72,01% dos credores trabalhistas, 73,36% dos credores quirografários e 68,79% das microempresas e empresas de pequeno porte. Mesmo com a falta de quórum para a assembleia, como se tratava de 2ª convocação a reunião foi instalada.
O Plano de Recuperação Judicial da Yamada incorpora o acordo firmado no âmbito da 13ª Vara Cível e Empresarial, em 23 de maio passado, por meio do qual o conglomerado de cinco empresas do grupo Yamada se compromete com o pagamento integral das verbas rescisórias, acrescidas das multas de 40%, cifra que ultrapassa os 100 milhões de reais, segundo estimativas extraoficiais, o equivalente a um terço do total da dívida da empresa com os seus credores.
Em Autocomposição e Negócio Jurídico e Processual firmado com os credores trabalhistas, a empresa se compromete a vender os seguintes bens imóveis, objetos de avaliação judicial: Av Cláudio Sanders, R$ 7.164.121,50; Macapá-AP, R$ 3.691.474,50; Abaetetuba R$ 3.112.801,11; Revenda Mundial R$ 21.283.375,48; República Yamada R$ 3.718.500,00; Fazenda Tauaú R$ 13.314.757,50; Fazenda Jaguarari R$ 9.779.839,45; Arena Yamada R$ 45.999.839.45

Santarém
Os mais de 108 milhões de reais arrecadados com a venda desse patrimônio serão repassados proporcionalmente aos credores trabalhistas, conforme lista do administrador judicial, até que todos sejam pagos.
A empresa, ainda segundo o termo, se compromete a disponibilizar ao juízo da recuperação judicial tantos quantos bens forem necessários para saldar o montante da dívida prevista no acordo.
Quanto aos créditos trabalhistas, durante a assembleia geral, a advogada do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Santarém, Ieda Rodrigues de Souza, solicitou que constasse em ata a ressalva de que impugnou os valores de crédito referentes aos trabalhadores daquele município por entender que os montantes eram inferiores aos devidos. Ela chamou a atenção também para a ausência de mais três credores da CCCS, elencados na inicial e que não constam do quadro-geral de credores.
Ao final foi eleito o Comitê de Credores, com os seguintes membros: Jimmy Souza do Carmo, Antônio Miléo Gomes e Jader Kahwage David

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Justiça Eleitoral vai apurar suposto ilícito de Helder Barbalho e Paulo Rocha



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes declinou para a Justiça Eleitoral do Pará a incumbência de apurar possível ilícito eleitoral que teria sido cometido pelo ex-ministro Helder Barbalho, pré-candidato do MDB ao governo do Estado, e pelo senador Paulo Rocha (PT-PA).
As supostas infrações penais teriam sido praticadas pelos investigados em 2014, quando Helder era candidato ao cargo de governador Pará e Paulo Rocha disputava o Senado.
A seguir, na íntegra, a decisão de Moraes, datada de 14 de junho.

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Nos termos decididos pelo Plenário do SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL, na QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL 937, Rel. Min.
ROBERTO BARROSO (3-5-2018), o foro por prerrogativa de função dos
exercentes de mandatos parlamentares “aplica-se apenas aos crimes
cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções
desempenhadas”.
Na presente hipótese, as supostas infrações penais teriam sido
praticadas pelos investigados HELDER ZAHLUTH BARBALHO e
PAULO ROBERTO GALVÃO DA ROCHA, no ano de 2014, quando o
primeiro era candidato ao cargo de Governador do Estado do Pará e o
segundo candidato ao cargo de Senador da República.
No requerimento de abertura de inquérito, consignou o então
Procurador-Geral da República que ambos teriam solicitado
“contribuição” ao representante da empresa Odebrecht, em setembro de
2014, “a pretexto da campanha de HELDER BARBALHO” (fls. 4). A
direção investigatória permanece, conforme se vê em manifestação da
atual Procuradora-Geral, referindo-se a supostas “doações não
contabilizadas” para a citada campanha eleitoral (fls. 222).
A apuração versa, portanto, sobre possível cometimento de delito de
natureza eleitoral.
Dessa forma, ausentes os requisitos integradores da competência
desta CORTE, DETERMINO a imediata remessa dos autos para a Justiça
Eleitoral de Belém/PA, para regular e livre distribuição do feito,
preservando-se a validade de todos os atos praticados e decisões
proferidas.
Publique-se.

Você quer uma boa mentira? Corra para o seu grupo no WhatsApp.



Grande!
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou parcerias com empresas de tecnologia e associações de empresas de comunicação para combater a disseminação de notícias falsas, as chamadas fake news, que tenham o potencial de afetar a disputa eleitoral deste ano.
Isso é ótimo.
Qualquer esforço contra a boataria e a propagação criminosa da mentirada, agora conhecida como fake news, será bem-vindo. Aliás, será muito bem-vindo.
Agora, uma coisa é certa: será preciso um esforço maciço, permanente de empresas de comunicação e de plataformas digitais no sentido de convencer o usuário a identificar uma notícia falsa.
É mais: é preciso, acreditem, ensinar as pessoas a usar aplicativos pelos quais circulam todo dia, o dia todo, com uma velocidade assustadora, todas as bobagens, mentiras e coisas absurdas que o ser humano pode produzir. E mais algumas.
Vejam o caso desses grupos que, aos milhares, milhões e trilhões, estão aninhados no WhatsApp.
Eles poderiam ser uma poderosa ferramenta de comunicação e interação – profissional ou simplesmente pessoal e afetiva – entre os integrantes.
Mas não.
Grupos de WhatsApp transformaram-se na maior vitrine de dispersão, desinformação e informações truncadas da face do planeta.
Os motivos principais para isso são, basicamente, os seguinte: nesses grupos, ninguém lê ninguém – seja porque a pessoa tem preguiça de ler o que os outros escrevem, seja porque, narcisisticamente, só acha importante o que ela própria posta, seja porque não consegue mesmo travar a menor intimidade com o aplicativo.
Amigo meu, por exemplo, não sabia até recentemente “como fazer aquela caixinha”, a expressão que ele cunhou para o simples procedimento de responder diretamente a um integrante do próprio grupo.
Até que aprendeu. Fez um curso - virtual, é claro - e aprendeu.
Então, por exemplo, às 7h da manhã você posta um texto – textinho ou textão, com imagem ou não – num grupo qualquer, de 20 ou 30 pessoas.
Lá pelas 8h, os que vão acordando não leem o que postaram antes deles. Não se dão o trabalho de rolar a tela do smartphone pra cima e checar o que os outros vêm dizendo antes dele. Resultado: haja replicarem, o dia inteiro, aquele mesmo texto das 7h, como se fosse uma grande novidade.
E quando chega às 23h do mesmo dia, ainda tem gente que pergunta:
- Vocês já viram? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. É ótimooooooooooooo.
E manda, para fechar o dia, a mesma piada, muitas vezes desengraçadíssima, que já estava no grupo às 7h e foi replicada 300 vezes durante o dia inteirinho.
Outro caso são as manifestações retardadas.
Já houve casos, num grupo de Zap, em que perguntei:
- Tu vais?
Um mês depois, a fulana me respondeu:
- Não.
E o evento, quando ela respondeu, já tinha ocorrido há um mês.
De outra feita, marcaram um evento de família por um grupo de Zap.
Bastava indicar local e hora.
Isso foi feito.
Mas foi feito com tamanha, retumbante, retumbante e falta de clareza, que metade do grupo leu e não entendeu, enquanto a outra metade sequer leu.
Olhem, vou confessar pra vocês: não posso viver sem grupos de Zap.
Eles são o combustível que me animam a acreditar que o ser humano ainda é capaz de se comunicar bem.
Fora de saca.
Vocês imaginem, então, uma notícia falsa postada nesses grupos de WhatsApp. Inevitavelmente, elas vão se replicadas aos milhões e bilhões, porque ninguém se importa sequer em fazer com que o outro se convença de que não deve veicular aquilo, porque é uma mentira, um boato, um idiotice, uma coisa totalmente maluca e sem sentido.
Por isso, é certo que grupos de WhatsApp serão, nestas eleições, a maior fonte de propagação de mentiras.
Porque são o veículo que se apresenta mais propício para tanto.
Convém, no entanto, que todos nos convençamos que precisamos nos empenhar para aprender a utilizar as redes sociais para congregar, e não para dispersar.
Mais ou menos isso.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Servidora da Setran bate ponto por antecipação e vai pra Rússia


O que leva funcionário público a bater ponto por antecipação, registrando o comparecimento ao trabalho durante 30 dias, mas mesmo assim ausentar-se do trabalho e, acreditem, exibir-se em redes sociais viajando em outro país?
É a certeza da impunidade.
É a certeza de que não será descoberto.
É a certeza de que ninguém terá acesso a essa transgressão.
É a certeza de que, se todo mundo faz e não pega nada, eu também posso fazer, porque não vai pegar nada comigo.
É a noção equivocada de que a obrigação de ser transparente é para os outros. Apenas para os outros.
A Roma News informa o caso da engenheira da Secretaria Estadual de Transportes (Setran), Iolanda Vilhena, que foi para a Rússia, acompanhar o marido, Adélcio Torres, presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF).
Até aí, tudo muito bom, tudo muito bem.
Não tivesse a dita cuja deixado o ponto de serviço assinado durante todo este mês de junho, como demonstram as imagens que o portal exibe.
Iolanda Vilhena Torres, segundo o Roma News, é engenheira civil, com matrícula 327468/1. Ela  assinou o ponto até o dia 29 de junho, último dia útil deste mês. Na folha de ponto, pode-se ver que o dia 1º doi facultado pela administração estadual por causa do feriado de Corpus Christi. O ponto está assinado a partir do dia 2 de junho, no horário de expediente de 8h às 14 h.
O portal tentou ouvir a Setran, mas a assessoria informou, que a Secretaria Estadual de Administração (Sead), é o órgão responsável por disciplinar o horário de expediente e a folha de ponto dos servidores.
Perfeito.
E por que a Sead não se manifesta sobre isso?
Deveria fazê-lo, pelo apreço à reputação dos próprios servidores públicos, que já são injustamente estigmatizados como ociosos e ineficientes, em boa parte por causa de condutas como a da engenheira da Setran.

Um olhar pela lente


O solão se apresenta - majestoso, cálido e exuberante - nos confins do Tapajós, na alvorada desta terça-feira, em Santarém, no oeste do Pará.
A foto é do leitor do blog José Olímpio Bastos.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Neymar ainda está mal. Mas pode logo fazer a diferença.


Neymar está mal.
Ainda se recupera da cirurgia.
Em dois lances, se já tivesse voltado a ser totalmente Neymar, teria resolvido a parada.
Convém, no entanto, trabalhar o psicológico do Neymar.
Ele é um craque. Desequilibra um jogo. É o melhor jogador da seleção brasileira. Mas não está, ainda, no melhor de suas condições físicas. E está nervoso com as cobranças, o que é natural em se tratando de um atleta diferenciado como ele.
Hoje, se esse jogo demora mais um pouco e o Brasil não conseguisse fazer o gol, Neymar seria expulso.
E já tem um cartão amarelo, ninguém esqueça.
Na Copa, dois amarelos significam suspensão para o próximo jogo.
Os amarelos serão zerados apenas para as semifinais.
É preciso, por isso, ter cuidado.
Ah, sim.
E na simulação do pênalti?
Mais uma vez, Neymar foi deplorável, quase patético.
Ainda não disseram pra ele que há 1.500 câmeras filmando tudo.
Não adianta, portanto, continuar com essas encenações vergonhosas.
Neymar está jogando 50% do que pode.
Se jogar 70%, já fará uma grande, uma enorme diferença.

Nesta Copa, a melhor defesa é a defesa mesmo


Mas que Copa horrível, né?
A Copa da Rússia está contrariando aquela velha máxima de que a melhor defesa é o ataque (foi Neném Prancha quem disse? - sei lá). Nesta Copa, a melhor defesa é a defesa mesmo.
Porque o Brasil ganhou por 2 a 0 da Costa Rica, ainda há pouco, enfrentando um paredão que durou, acreditem, 91 minutos.
A Islândia, contra a Argentina, também botou 950 atrás, fez três ataques, empatou o jogo e está sendo saudada pelos coleguinhas como um exemplo de disciplina tática (mamãããããeeeeeeeeeee).
É uma pena que times fechados estejam sendo exaltados por isso.
Não que defender bem seja uma demérito.
Não.
O Brasil, um time muito ofensivo, tem um sistema defensivo dos mais eficientes.
Agora, elevar à condição de um dogma essa parada de que times menores, que armam uma retranca quase intransponível, como Costa Rica, Islândia e outros, devem ganhar uma estátua por sua alegada disciplina tática já é demais.
Sinceramente, é demais.
Enfim, que venha a Sérvia.
Que joga bola, vale dizer.
A Sérvia não se defende apenas.
Ela joga bola.
A seleção de Tite precisa manter-se ligada.
Ligadíssima.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Ciro Gomes, quando está destemperado, está "normal"


Ciro Gomes, o candidato do PDT a presidente, está, digamos assim, atingindo um nível de excelência incomparável em termos de destempero verbal e instabilidade emocional.
Em todo debate de que participa, ele é questionado sobre sua instabilidade emocional. O que é natural, em se tratando de quem postula ser o presidente de um país.
Assim foi na manhã desta segunda-feira (18), quando foi entrevistado na Jovem Pan.
E o que aconteceu?
Ciro saiu de lá com mais um processo nas costas: por injúria racial.
É que ele se referiu ao vereador do DEM-SP Fernando Holiday (na imagem), ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre), de "capitãozinho do mato".
Hehe.
Ciro Gomes, quando está destemperado, em verdade ele está "normal", está calmo.
Calmíssimo.
É porque nós não conseguimos alcançar a amplitude dessa calmaria, dessa placidez interior de Ciro Gomes.
Putz!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Nunes, o coronel, é mesmo um cara de sorte. Mas ele acha isso?


Vejam só como o coronel Nunes, o paraense que preside a CBF, é mesmo um cara de sorte.
Na Rússia, ele tem divertido a patuleia (como diria Elio Gaspari) em suas confusões geográficas e por ter, acreditem, votado - por engano, diz-se - no Marrocos para ser a sede da Copa de 2026, e nã nos Canadá, Estados Unidos e México, que afinal vão sediar o evento conjuntamente.
Por quebrar esse pacto, Nunes está sendo isolado, escanteado pela cúpula do futebol mundial.
Ficar isolado da cúpula do futebol deveria ser a glória - moral, pelo menos - para qualquer cartola.
Agora, se Nunes, o coronel, pensa assim, isso ninguém sabe.

Neymar, Bruna Marquezine só existe fora de campo. Dentro, é outra coisa.


Sério: o melhor da Copa - desta Copa - são os memes.
Sobretudo os que estão fazendo sobre Neymar.
Divirtamo-nos com eles, os memes, e fechemos os ouvidos para essa discussão boba, ridícula, sem sentido sobre até que ponto o cabelo do craque brasileiro teria influenciado a sua péssima atuação no empate frustrante do Brasil com a Suíça, no sábado.
Ora, Neymar jogou mal não porque o cabelo dele está amarelo, roxo, azul, branco ou lilás.
Jogou mal porque, acreditem, jogou mal.
Pronto.
E ponto.
Agora, é fato que Neymar, não é de hoje, precisa ser trabalhado na sua personalidade dentro de campo. Fora, deixemos que ele faça o que bem entender. Inclusive namorar com Bruna Marquezine, ora bolas.
Mas, dentro de campo - aí, meus caros, não haverá nem abraços, nem beijinhos, nem carinhos sem ter fim. Não mesmo.
É preciso que alguém encoste no Neymar e diga pra ele, singelamente e em português, mais ou menos assim:
- Olha, garoto, você é um dos melhores jogadores do mundo. É um craque. Tem talentos raros. E você foi feito pra apanhar mesmo. E muito. Foi feito pra ser caçado. Foi feito pra levar bordoadas, cair e se levantar.
Porque é assim.
Fora dos braços de Marquezine, é assim mesmo. Não tem outra alternativa.
Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo, também é caçado.
Messi, que já foi o melhor do mundo e sempre está perto de ser de novo, também.
Quando levam bordoadas, não os vemos gargalhando, é certo. Mas nota-se que encaram a situação como parte do jogo. Uma parte chata, vá lá. Mas parte do jogo, de qualquer forma.
Neymar, não.
Quando leva um tranco um pouco mais forte, ele faz aquela cara de por que só eu? Por que ninguém gosta de mim? Por que eu sou o único na face da Terra a ser visado? Por que não têm piedade de mim?
Outra vezes, a cara, normalmente voltada para o árbitro, é de completo deboche, tipo como quem estivesse cobrando que o adversário fosse deportado para os confins do mundo.
É isso que chateia a galera e que contribui para esses memes deliciosos, que normalmente passam de Neymar a aparência de ser exótico, de mimado, de cheio de mimimis e chororôs. Uma aparência de quem quer aparecer (hehehe).
O cara é um craque.
É bem, bem, bem acima da média.
Tem tudo para ser o melhor do mundo.
Seu incrível talento realmente é fator de desequilíbrio.
Mas a forma como Neymar se porta e se conduz dentro de campo precisa ser trabalhada por especialistas talhados pra isso.
No mais, e depois de ser caçado em campo, é só relaxar fora de campo, aí sim, com abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim.
Porque ninguém é de ferro, né?

domingo, 17 de junho de 2018

Flávio Rocha aposta em ser “outsider”. Deu! Deu mesmo!




Flávio Rocha, o pré-candidato do PRB ao Planalto, está emplacando 1% das intenções de voto.
Mas não desiste.
Matéria da Folha diz que ele “apresenta como trunfo pesquisa qualitativa que contratou e que aponta seu perfil como o ideal: de fora da política, com experiência de gestão”.
Com todo o respeito – todo mesmo.
Mas essa história de que outsiders (vide Trump e Dória) da política credenciam candidatos a voos maiores está cansando.
Como diria aquela garotinha desse meme memorável: Deu!