quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Nem a tecnologia é capaz de evitar a imbecilidade. Nem ela.



Dormi assustado.
E acordei mais assustado ainda.
Desta vez, o susto não foi com uma nova tese sociológica de vice na chapa de Bolsonaro.
Foi com a imbecilidade - monstruosa, assustadora, inaceitável e chocante - do árbitro paraguaio que expulsou Dedé, o excelente zagueiro do Cruzeiro, no jogo desta quarta (19) à noite, em Buenos Aires, contra o Boca.
Porque o juízo imbecil, concebido pelo árbitro paraguaio Éber Aquino, contrariou imagens - objetivas, inequívocas - que não deixaram dúvida: a cabeçada, o choque que atingiu o goleiro Andrada não foi intencional. Foi absolutamente acidental.
Nem os jogadores argentinos esboçaram qualquer reação quando o lance ocorreu. Nem um deles, por exemplo, pediu que o brasileiro fosse punido com cartão amarelo. Todos, inclusive Dedé, se preocuparam em socorrer o goleiro, reconhecendo que o choque foi acidental.
E ninguém, inclusive os jogadores argentinos, entendeu quando o árbitro foi consultar o VAR.
Aliás, e por falar em VAR, defendemos durante anos o uso da tecnologia para acabar com lances duvidosos e, com isso, evitar as injustiças no futebol.
Pois está demonstrado que a tecnologia - nem ela - é capaz de evitar injustiças, quando a imbecilidade comanda uma partida.
Porque é injusto a expulsão de um jogador, sobretudo quando ele tem conduta exemplar no gramado, como Dedé, que assim poderá ser um grande desfalque da Raposa para o jogo de volta, em Belo Horizonte.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Para Mourão, o mundo é um jumento, uma jumenta e seus jumentinhos


Leitor do Espaço Aberto discorda, quase monossilabicamente, de postagem feita aqui, em que o blog recomenda às mulheres que se uniram contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) a entupirem o general Mourão de açaí, para que ele fale, fale, fale e fale. Porque, a cada declaração dele, os votos para Bolsonaro acabam escorrendo pelo ralo.
Enfim, o leitor entende que “há controvérsias” em afirmações que tentam desmontar a formulação mental – sei lá se realmente a gente pode emprestar essa classificação ao que ele disse – de Mourão, para quem uma casa só com "mãe e avó" é uma "fábrica de filhos desajustados".
Mamãããããeeeeeeeeee!
Para sustentar sua suposição de que haveria controvérsias, o leitor mandar o link de matéria que a Folha publicou em junho de 2016, sob o título 2 em 3 menores infratores não têm pai dentro de casa.
Não, meu caro, não há controvérsia alguma.
O blog conclama você a ler a matéria com os olhos da inteligência.
Olhe, não vamos tomar o seu tempo.
Leia apenas esse trecho da matéria:

Ainda segundo os dados, 37% dos jovens entrevistados têm parentes com antecedentes criminais, o que pode indicar uma influência negativa dentro da própria casa. "Pela experiência, é possível dizer que uma família funcional e presente, seja qual for sua configuração, é o primeiro sistema de freios que um jovem terá sobre suas condutas", diz o promotor Eduardo Del-Campo, que durante um ano catalogou casos de menores infratores.

Leu bem?
Há dois detalhes exponenciais aí.
Primeiro, a variável de “37% dos jovens entrevistados têm parentes com antecedentes criminais”. Precisaríamos saber, Anônimo, qual é o peso dessa variável na pesquisa do MP, não é?
Segundo, as declarações do promotor: "Pela experiência, é possível dizer que uma família funcional e presente, seja qual for sua configuração...”
Entendeu, Anônimo? Ele, o promotor, fala em família funcional, “seja qual for a sua configuração”.
Você, Anônimo, certamente compreenderá que uma mãe e um filho – ou 500 filhos – formam uma família. Uma avó e um neto – ou 500 netos – também formam uma família.
Você, acredito, entende isso muito bem. Mas não é certo que o general Mourão, aquele a quem Ciro Gomes classificou de jumento de carga, consiga alcançar o pleno entendimento sobre questões como essa.
Para o general Mourão, uma família só será família se tiver um jumento, uma jumenta e um monte de jumentinhos, todos juntos, em ordem unida.
Para o general Mourão, uma família só será família se tiver um coelhinho, uma coelhinha e um monte de coelhinhos, todos juntos, em ordem unida.
Para o general Mourão, uma família só será família se tiver um rato, uma rata e um monte de ratinhos, todo juntos, em ordem unida, e cada um comendo o seu queijinho.
Insista, caro leitor, você mesmo junto ao general Mourão.
Mande pra ele essas noções básicas sobre o mundo.
Porque o general, que entende perfeitamente sobre ordem e progresso, precisa também conhecer outras realidades.
Entre elas, a de que, com régua e compasso, é possível muita coisa.
Até mesmo construir outros mundos.
Bem melhores, menos intolerantes e menos preconceituosos do que o mundo que está na cabeça e no coração dele.

Mulheres, pelo bem de vocês e do País, tratem bem o general Mourão


Sem brincadeira nenhuma.
Falando sério.
Todos os eleitores, ou melhor, todas as eleitoras que sentem repulsa a Bolsonaro deveriam tratar a pão-de-ló esse vice dele, o general Hamilton Mourão.
E mais do que isso: deveriam dar-lhe uma tigela de açaí todo dia, para inspirá-lo a falar, falar e falar.
Falando, Mourão- que Ciro Gomes, em sua português nada seiscentista, já classificou de jumento de carga - mostra até que ponto pode ir a sensibilidade política do próprio Bolsonaro em escolher seus parceiros.
E por que, sério mesmo, as eleitoras que abjetam o Coisa, como delas chamam Bolsonaro, precisam dar o maior apoio ao general Mourão?
Porque ele, cada vez que abre a boca, tira votos de Bolsonaro.
Por exemplo: essa última afirmação do general, de que casa só com "mãe e avó" é uma "fábrica de filhos desajustados", é um verdadeiro horror.
Isso é pra jumento de carga - o animal mesmo, o quadrúpede mesmo - levantar as duas patas dianteiras para cobrir o rosto, expressando sua incontida vergonha.
Aliás, se vocês acham que eu estou falando algum exagero, vejam abaixo o caso dessa conhecidíssima coleguinha jornalista.
Ela é conhecida por suas posições de extrema direita. Mas surpreendeu o Twitter com a postagem abaixo, depois que Mourão falou.
Até agora, ela não havia sentido, nos próprios olhos, o ardor da pimenta que Bolsonaro e seu parceiro usam como codimento para expressar seus conceitos morais.
Mas, quando sentiu-se pessoalmente atingida, aí pronto. Adeus, Bolsonaro.
Leiam abaixo.


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Dilma abjeta os "golpistas". Mas o PT os quer. Ora, se não!


Dilma deu essa tuitada neste domingo (17).
Ela tem, é claro, todo o direito de sentir-se - mais do que magoada - revoltada com o que classifica de "traição do PSDB e do PMDB à democracia".
Concedamos à ex-presidente, atualmente candidata ao Senado em Minas, esse direito.
Mas convenhamos: as circunstâncias e o pragmatismo da política é que vão, no final das contas, indicar se o PT será capaz de recusar o apoio do PMDB e do PSDB.
Querem um exemplo?
Fernando Haddad - ele mesmo, o clone de Lula nesta campanha - já está falando, cada vez mais claramente, que num eventual segundo turno com Bolsonaro não recusaria o apoio dos ditos golpistas, aí incluídos PSDB e PMDB.
É a política, gente.
Isso é a política.


Jogadores de futebol são alienados? Pois nós, jornalistas, somos muito mais.



Mas como esse mundo do futebol é careta, hein, gente?
E como os coleguinhas que militam na área são mais caretas ainda!
Vivemos - eu, como jornalista, me incluo nessa - reclamando que atletas de um modo geral, e jogadores de futebol mais especificamente, são alienados, eis que não tomam posições, como classe, para lutar por seus próprios direitos.
Por isso, por exemplo, eles jogam 400 vezes a cada semana, escravos de um calendário desumano e imoral que a CBF estabelece, com a aprovação dos clubes.
Pois é.
Aí, vem o Felipe Melo e oferece o gol que ele fez neste domindo (17), contra o Bahia, "para o nosso futuro presidente Bolsonaro".
Aí, vem o Lucas Moura e também declara apoio publicamente a Bolsonaro.
Aí, vêm jogadores da seleção masculina de vôlei e também fazem gestos de apoio ao candidato do PSL.
E aí, vejam só, vêm os coleguinhas com essa imbecilidade, com essa bobagem, com essa caretice de achar que "o esporte não é espaço para manifestações políticas".
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk, como se gargalha aí no zap.
Deixem os caras se manifestar, ora bolas.
Deixem que eles manifestem suas preferencias pelo Bolsonaro, por Haddad, Ciro, Alckmin, Amoêdo, Marina e seja lá quem for, meus caros.
Antes de serem jogadores, antes de serem atletas, eles são cidadãos. Podem - e devem - se manifestar livremente onde quiserem e da forma como bem entenderem.
Não estou discutindo o mérito dessas preferências.
Mas os caras podem e devem se manifestar.
Não é isso, afinal, a que chamamos de democracia?
Não é isso?

sábado, 15 de setembro de 2018

É exatamente assim. Sem tirar nem pôr.



Visualizar esta foto no Instagram.

Uma publicação compartilhada por Carla Francisco (@carlag.leme) em

Lula perdeu o timing de indicar substituto

Lula em São Bernardo, no dia de sua prisão. Petistas acham que aqui ele já deveria ter dito que não seria candidato.
Petistas - vários, com os quais o poster tem conversado nos últimos dias - estão se arrependendo amargamente, aliás, estão se arrependendo amarguissimamente, do dia e da hora em que o PT, sob o timão de Lula, é claro, resolveu retardar até a undécima hora a decisão de indicar outro candidato para substituí-lo, uma vez declarada a sua inelegibilidade pelo TSE.
Aliás, muitos petistas já admitem que naquele comício, o último que fez em São Bernardo antes de ser preso, Lula já deveria ter anunciado expressamente que não concorreria à presidência.
E por que o arrependimento?
Porque as pesquisas estão mostrando, à farta, que num eventual segundo turno, Bolsonaro perde pra todo mundo, até pra Marina Silva. Mas fica praticamente num empate nominal com Haddad, que só foi indicado nesta semana.
É evidente que Haddad ainda pode crescer mais.
Ocorre que ele já poderia estar muito melhor posicionado se tivesse sido definido como candidato há dois ou três meses.

Acidentes domésticos: cada vez mais frequentes e fatais

O médico Rogério Toledo Júnior deu excelente entrevista, na manhã deste sábado (15), ao repórter Douglas Dinelli na Rádio CBN Amazônia.
O médico, que é paulista e, segundo informam ao poster, é casado com uma paraense, apresentou dados impressionantes sobre o índice de acidentes domésticos e sua letalidade, em todo o País.
Apenas em São Paulo, disse Toledo, Bombeiros contabilizam a média de mil acidentes domésticos diariamente. E muitos deles fatais.
Nem a propósito, este repórter foi ao barbeiro, logo depois da entrevista, e ouviu de Moacir Carioca, o Rei da Tesoura, narrativas sobre as circunstâncias em que dois amigos dele morreram recentemente.
Uma das vítimas foi subir numa escada para trocar uma lâmpada, desequilibrou-se, caiu, bateu a cabeça e morreu.
O outro descia uma escada sem apoiar-se no corrimão, escorregou, quebrou o pescoço e também morreu.
Ambos os acidentes ocorreram dentro de casa.
O médico está distribuindo uma cartilha com orientações para que se evitem acidentes dentro de casa. Uma rede de supermercados de Belém estaria interessada em distribuí-las em suas lojas.
Se for isso mesmo, será uma grande iniciativa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

O Aurá sob o terror. E o bicho sempre presente.


Operação realizada há uma semana no bairro do Aurá, que resultou em várias prisões, inclusive a do vereador Deivite Galvão, o Gordo do Aurá, aliviou o pavor dos moradores da área. Mas nem tanto.
Como essas operações são meramente repressivas, não incluindo planos preventivos que poderiam ensejar a permanência da polícia na área, vários moradores e comerciantes temem que, logo, logo, recrudesça a disputa entre facções.
É aquele dilema: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
E quem fica sempre exposto ao bicho é o cidadão - desarmado, desprotegido, desamparado e desesperado diante da sensação de que está vivendo numa terra arrasada.

O Corinthians sob a prova dos noves no Itaquerão


Impressionante o domínio do Flamengo sobre o Corinthians, no empate por zero a zero nesta quarta-feira (12), no Maracanã.
Os rubro-negros tiveram em média 70% de posse de bola, mas não marcaram.
Isso já representa a reafirmação de uma realidade: a de que posse de bola e nada é praticamente a mesma coisa. Se não resulta em gols, de nada vale.
O segundo detalhe é o seguinte: para se ter certeza de que a retranca corintiana foi apenas uma estratégia, como está dizendo o treinador Jair Ventura, é preciso ver como o Timão vai se comportar em Itaquera, no dia 26, no jogo de volta.
Porque o elenco, tecnicamente, é inferior ao do Flamengo.
Sendo assim, precisamos ver como será a estratégia para que essa inferioridade não resulte no sufoco que o time enfrentou no Maracanã.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

De volta à nossa programação normal

Fim de férias.
Com as férias, ficamos umas quatro semanas sem atualizar o blog.
Mãos à obra, pois, a partir de agora.
Ou como se dizia na minha terra, estamos de volta com a nossa programação normal!
Evoé!

O jornalismo. Por onde andais?


Parece que, em tempos idos - mas nem tão antigos assim -, jornalistas já foram mais jornalistas quando instigados a participar, como profissionais, de processos eleitorais.
Como assim?
Parece que, em tempos idos - mas nem tão antigos assim -, jornalistas tinham, como diríamos, mais senso crítico, mais crivo para perceber, no mínimo, que pedra é pedra e água e água.
Não estou falando de isenção, mas de senso crítico.
Naqueles tempos idos, os que não resistiam à tentação de dar vazão - sobretudo publicamente - às suas paixões, faziam-no de forma muito mais comedida, deixando sempre uma ponta, uma pontinha que fosse, de dúvida para não cair de cabeça, tronco e membros em discursos de candidatos fanáticos.
Hoje, infelizmente, coleguinhas que se inebriam por aí, nessas redes sociais que atraem maluquices sem fim, repetem conceitos, preconceitos e prejulgamentos que não têm o mínimo amparo em fatos. Simplesmente em fatos.
Resultado: em vez de jornalistas, viraram militantes mais apaixonados, mais radicais, mais imoderados e mais assustadoramente preconceituosos do que os candidatos que declaradamente apoiam, muito embora não confessem nominalmente isso com todas as letras.
Uma pena que o jornalismo tenha resvalado para essas paixões, que sempre me apavoram, como eu já disse aqui neste blog.
Mas ainda há tempo de sermos mais jornalistas.
Eu acho!

Todos contra ele


As pesquisas falam, indicam, aponta e projetam: a continuarem as atuais condições de temperatura e pressão, no segundo turno eleitoral, que fatalmente acontecerá, serão todos contra Bolsonaro.
Se todos ganharão do deputado do PSL, aí já outros quinhentos.
Mas que a parada vai ser muito, muitíssimo dura, disso também não há dúvida.

Marina faz concessão ao "marinês" e fala em português


Marina Silva, a candidata da Rede ao Planalto, parece começar a falar com mais clareza.
Em entrevista ao "Globo" desta quarta-feira (12), diz claramente que Lula é corrupto.
Para os mais habituados ao marinês, aquele idioma hermético e meio enviesado, que nem os marinistas entendem muito bem, ouvir isso de Marina Silva permite uma avaliação: o de que as premências eleitorais são capazes de tudo.
Até de fazer Marina Silva falar com clareza.
Muita clareza.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A subida de Euclides nos deixa com a sensação de um enorme vazio


Meus caros, estou consternado.
Consternado e chocado.
A morte do amigo Euclides Farias, jornalista dos melhores da geração que começou ali pelo final dos anos 1970, nos torpedeia.
Como estou de férias, fora do País, num fuso 6 horas à frente de Belém e meio desligado das redes sociais, tomei conhecimento dessa infausta notícia com um certo atraso. E com a certeza de que a morte de Euclides deixa desfalcado o jornalismo no Pará.
Conheci Euclides nos anos 1980, quando ambos ainda trabalhávamos em O LIBERAL, então na Gaspa Vianna.
Desde então, inclusive depois que ele se transferiu para o "Diário do Pará", mantivemos relacionamento estreito, respeitoso e cordial.
Há anos que não nos víamos. Mas os contatos virtuais e a atualização constante de informações se mantiveram.
Fiquei assustado quando o próprio Euclides anunciou publicamente, no início de julho, que havia contraído leucemia.
Depois, comovi-me ao tomar conhecimento de outras postagens suas, informando sobre o curso do tratamento para vencer a doença.
Era comovente, de fato, testemunharmos sua tenacidade e sua fibra na luta pela vida, mesmo que ele soubesse da natureza insidiosa da doença insidiosa que acabaria por ceifar-lhe a vida.
Exemplos como esse é que permanecerão indeléveis e nos ajudarão a manter Euclides vivo na nossa lembrança e no coração de todos nós.

domingo, 12 de agosto de 2018

Chance de defesa para candidato só foi protocolada pelo MP após 2 dias da denúncia




Confirmando o que foi dito pelo pré- candidato ao Governo do Estado, Marcio Miranda, em pronunciamento nas redes sociais, somente nesta sexta-feira (10) chegou ao gabinete do deputado estadual na Alepa o ofício do Ministério Público com questionamentos sobre o procedimento de designação de Marcio Miranda para a reserva da Polícia Militar, o que evidencia a ausência de prazo e chance de defesa do candidato. 

A denúncia, no entanto, foi formulada pelo promotor Armando Brasil e repassada para a imprensa ainda na quarta-feira (08), dois dias antes de Marcio Miranda sequer tomar conhecimento oficialmente dos questionamentos. 

Ainda na quarta-feira (08) foi divulgada nota oficial em que relata a legalidade do procedimento que designou Marcio Miranda, ainda em 2002, para a reserva da Polícia Militar, tão logo assumiu o cargo de deputado estadual. 

Ao contrário do que afirma a denúncia, Marcio Miranda foi designado para a reserva em ato da Polícia Militar e do Igeprev, com aprovação do TCE, cumprindo determinação obrigatória prevista na Constituição Federal e Estadual.

À época, Marcio Miranda já registrava mais de 17 anos de contribuição, somando  o tempo da PM e os 7 anos e 11 meses de contribuição para a Previdência Social enquanto atuou como médico, profissão em que se formou em 1982.
Os tempos foram averbados, ou seja, somados de forma legal mediante apresentação de documentos e comprovação, como acontece com qualquer servidor público, procedimento amparado pela Constituição Federal.

Fonte: Assessoria de Imprensa

sábado, 11 de agosto de 2018

Álvaro Dias decepciona. E ainda constrange Sérgio Moro.


Para os que acompanham seu desempenho no Congresso, o senador Álvaro Dias, do Podemos, foi sem dúvida a grande decepção do primeiro debate entre os presidenciáveis, na Band.
Dias é um senador atuante.
Fala bem, ainda que imprima, às vezes, um ritmo meio arrastado às suas alocuções.
Tem uma boa dicção.
Foi, reconhecidamente, um bom gestor quando governou o Paraná.
Tem mais de 30 anos de estrada na política.
Com essas credenciais, impunha-se-lhe ter uma performance melhor no debate.
Mas não.
Já na primeira intervenção, quando todos os candidatos deveriam falar de suas propostas sobre emprego, ele se apresentou ao eleitor. E fez isso durante o minuto e meio que tinha à disposição.
Depois, não foi objetivo na apresentação de propostas.
E caiu no ridículo ao insistir nessa bobagem de dizer que vai convidar o juiz federal Sérgio Moro para ser seu ministro da Justiça e manter o ritmo de combate à corrupção.
Álvaro Dias, com isso, constrange Moro, que já disse, repetidas vezes, não ter a menor intenção de ingressar na vida pública.
Mas o senador continua a repetir que vai, ainda, convidá-lo.
Por que, então, não o convida logo?
Se convidá-lo, vai ouvir um "não" e, presume-se, acabará com essa insistência constrangedora.
No mais, a campanha segue.
E Dias ainda pode, se quiser, melhorar.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

"Cagalança" geral faz um despacho viralizar nas redes sociais


Sim, meus caros.
Essa pomposidade toda que se registra frequentemente em expedientes oficiais deveria ser, muitas e muitíssimas vezes, desprezada e evitada em favor da objetividade.
Porque precisamos compreender - bem, rapidamente e facilmente - o que uma autoridade, em qualquer escalão desta República, quer dizer, né?
Olhem o despacho acima.
Está viralizando nas redes sociais.
Já mereceu até matéria em grandes sites, como G1 e Estadão.
Não nos alonguemos.
Leiam.
Vocês vão entender rapidamente o que a autoridade policial disse.
E vão entender bem.
Muitíssimo bem.
Ah, sim.
Sem certas cagalanças (que termo maravilhooosooooo, gente), dificilmente haveria despachos tão inspirados como esse.

MPF pede à Justiça que vete regra de concurso sobre candidatos negros


O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação nesta terça-feira (07) em que pede à Justiça Federal decisão urgente para proibir a União e o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) de eliminar de concurso público da Polícia Federal candidatos que não forem considerados negros pela comissão de heteroidentificação (verificação, por terceiros, da raça autodeclarada pelo candidato). A ação também pede que os réus sejam impedidos de aplicar essa regra ilegal a todos os demais concursos que realizarem.
A legislação só prevê a eliminação quando a autodeclaração do candidato como negro é comprovadamente falsa. Não há previsão legal de exclusão de candidatos em casos em que há apenas discordância entre a autodeclaração do candidato e a avaliação da comissão. Nesses casos os candidatos podem ser retirados da disputa pelas vagas destinadas a cotistas mas devem permanecer na disputa pelas vagas de ampla concorrência, pede o MPF.
“A simples discordância de uma comissão avaliadora a respeito do pertencimento do candidato a determinada etnia não presume, por si só, intenção de fraude e má-fé, visto que, repita-se, a autoidentificação de pertencimento à determinada etnia depende majoritariamente de aspectos subjetivos do candidato, que acredita ou não nesse fato”, ressalta na ação o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão no Pará, Marcelo Santos Corrêa.
Segundo o procurador da República, não se pode partir da premissa de que todas as autodeclarações são falsas enquanto não forem validadas pela comissão avaliadora, pois essa lógica anularia o próprio direito à autodeclaração previsto na lei nº 12.990.

“Uma vez constado pela comissão avaliadora que o candidato não pertence à etnia alegada, é fato que ele não estaria mais apto a concorrer nas vagas reservadas. No entanto, não é proporcional sua completa exclusão do concurso, visto que há solução menos gravosa possível no contexto, apta a solucionar o impasse existente, qual seja, a simples remoção dos candidatos da lista de concorrentes à vagas reservadas para as vagas da ampla concorrência”, registra o MPF na ação.

Recomendações
O edital de abertura do concurso público da Polícia Federal foi publicado em junho deste ano, e oferece 500 vagas, distribuídas entre os cargos de delegado, perito, agente, escrivão e papiloscopista.
As inscrições ocorreram em junho e julho e, para alguns cargos, tiveram que ser reabertas entre 7 e 13 de agosto, em atendimento a recomendação expedida pelo MPF no Distrito Federal, para possibilitar a inscrição, na condição de candidato negro ou de pessoa com deficiência, no cargo de perito nas áreas em que não havia sido prevista essa possibilidade.
Antes de levar à Justiça a questão da ilegalidade da exclusão de candidatos autodeclarados negros pela simples discordância da comissão de heteroidentificação, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Pará também encaminhou recomendação à União e ao Cebraspe, que, nesse caso, decidiram não acatar as orientações do MPF.

Processo nº 1002480-73.2018.4.01.3900 – 1ª Vara da Justiça Federal em Belém (PA)
Íntegra da ação

Juiz do Trabalho, também jornalista, é o mais novo membro da APLJ


O juiz do Trabalho Océlio Morais, que também é jornalista, é o mais novo imortal da
Academia Paraense de Letras Jurídicas (APLJ). Ele foi eleito ontem com 29 votos contra 8 dados ao concorrente, Ney Maranhão, também magistrado do Trabalho. Foram registradas duas abstenções.
Océlio Morais vai ocupar a cadeira nº 18, então ocupada pelo acadêmico Laércio Franco, falecido no primeiro semestre deste ano. A posse solene será marcada para breve.
Titular da 11ª Vara do Trabalho de Belém, Océlio de Jesus Morais é pós-doutor em democracia e direitos humanos pela Faculdade de Coimbra, doutor em direito previdenciário pela PUC/SP, mestre em direito constitucional pela UFPA, e professor do programa de mestrado em direitos fundamentais da Universidade da Amazônia.
O magistrados também é autor de oito livros individuais e coautor em quatro obras coletivas, além de dezenas de artigos jurídicos publicados em revistas nacionais e internacionais.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Mário Couto foi rifado por dois motivos. Um deles, profilático.



A questão é a seguinte.
Afinal, por que o PP rifou Mário Couto, que agora senta a pua nos Barbalhos, depois de achar banal e natural a união de contrários quando isso atende a interesses eleitorais comuns?
Os motivos, basicamente, foram dois.
O primeiro, de ordem legal.
O segundo representa uma espécie de profilaxia política (vish!), digamos assim.
Explica-se.
Em relação ao primeiro motivo, a regra é clara, como diria Arnaldo Cezar Coelho: a lei eleitoral determina que cada partido ou coligação somente poderá apresentar dois candidatos ao Senado.
No caso da coligação encabeçada pelo MDB de Helder Barbalho, vão concorrer ao Senado o pai dele, Jader Barbalho, que tenta a reeleição, e o ex-vice-governador Zequinha Marinho, do PSC.
Mário Couto seria o terceiro concorrente ao Senado. Portanto, sobrou. Pura e simplesmente sobrou.
Sobrando, sobrou-lhe o discurso anticorrupção e anti-Barbalhos. Pois aqui vem o segundo motivo, que não será, obviamente, expressamente declarado por ninguém, jamais, em tempo algum.
O segundo motivo é que o MDB dos Barbalho sabia que, se Mário Couto estivesse na condição de aliado em busca de um mandato, ofereceria uma farta, para não dizer fartíssima e violentíssima, munição para marqueteiros adversários inundarem a campanha no rádio e na TV com inserções como essa que vocês veem acima, em que Mário Couto desanca os Barbalhos até sete gerações passadas.
E aí?
E aí que, Couto candidato, não teriam os Barbalhos e seu MDB como evitar a pancadaria, eis que as peças mostrariam a conduta de um outro candidato.
Já se Couto não disputar um cargo eletivo, aí já não será mais possível veicular suas diatribes, eis que isso representaria divulgar críticas de um mero cidadão, estranho à disputa eleitoral.
Restou a Mário Couto, portanto, espernear.
E aos Barbalhos, comemorar.

Mário Couto senta a pua nos Barbalhos. Em junho, estava manso, manso.



Assim como são as pessoas são as criaturas, né?
Mais ou menos assim.
Ouçam o áudio acima.
Está circulando aí pelos zaps.
Nele, você ouve o intrépido, o intimorato, o destemido, o vibrante ex-senador Mário Couto anunciando que não mais concorrerá ao Senado.
E senta a pua nos Barbalhos, acusando-os de corrupção.
Di-lo (pedimos permissão a Temer, o mesoclítico, proclítico e enclítico, além de denunciado por corrupção, é claro) o ex-futuro candidato ao Senado:

"Ao terminar (a convenção) dei uma entrevista para a TV Liberal falando que ia voltar ao Senado para combater fortemente a corrupção. Bastou isso para que, na calada da noite, eles tirassem o meu nome da ata e impugnassem minha candidatura ao Senado. Só soube hoje pela manhã pelos meus advogados. Não havia mais o que fazer. Os Barbalhos não podem ouvir falar em corrupção. Ficaram magoados.”

Pois é.
No dia 6 de junho, o mesmíssimo Mário Couto, em carne e osso, deu uma entrevista ao blog da jornalista Rita Soares.
Ao responder a duas perguntas da repórter, disse-o:

Houve um momento que a sua relação com o senador  Jader Barbalho foi, digamos, beligerante. Hoje o clima entre vocês é mais amistoso?
Já teve (briga) na política. O Alacy [em verdade, Alacid, de Alacid Nunes, ex-governador do Pará] brigando com o Jarbas Passarinho, Helio Gueiros brigando com o Jader e depois se uniram...

O senhor então está unido hoje com o grupo do senador Jader barbalho?
Não vou dizer unido com o grupo do Jader. Eu tenho uma relação muito forte com o Helder. Isso vem do tempo em que fomos deputados. Eu me reunia toda quinta-feira em Marituba no meu sítio. Depois do futebol tinha uma cerveja, pato, peixe...o Helder estava nesse processo.

Quando foi para unir-se aos que hoje chama de corruptos, Mário Couto nem piscou.
Agora, corruptos não prestam não propriamente porque seriam corruptos, mas porque teriam sido empechilhos a seus projetos eleitorais.
Assim como são as pessoas são as criaturas, né?
Viram?
Assim como são as pessoas são as criaturas, né?
Essa é a realidade dos fatos, como diria José Luiz Datena, aquele filósofo grego pré-socrático.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Índio é indolente e africano é malandro, acha vice de Bolsonaro


Leiam abaixo:

“E o nosso Brasil? Já citei nosso porte estratégico. Mas tem uma dificuldade para transformar isso em poder. Ainda existe o famoso ‘complexo de vira-lata’ aqui no nosso país, infelizmente. Nós temos que superar isso. Está aí essa crise política, econômica e psicossocial. Temos uma herança cultural, uma herança que tem muita gente que gosta do privilégio. Mas existe uma tendência do camarada querer aquele privilégio para ele. Não pode ser assim. Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem, Edson Rosa [vereador negro presente na mesa], nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, esse é o nosso cadinho cultural. Infelizmente gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas”.

É o general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro, falando num evento nesta segunda-feira.
Parece que, com esse general, o capitão não precisará de adversários nesta campanha que está começando.
Parece!

domingo, 5 de agosto de 2018

Helder e Márcio Miranda de olho nas aferições internas

Helder Barbalho, agora oficialmente o candidato do MDB ao governo do Pará, continua bem acima de Márcio Miranda (DEM) nas últimas aferições internas.
Mas os tucanos, que apoiam o candidato do DEM à sucessão de Jatene (PSDB), não desistem: acham - alguns com indisfarçável convicção - que Helder, em termos preferências eleitorais, "já deu o que tinha de dar". Ou em pesquisês, já teria alcançado o máximo de seu potencial de votos.
Não digam isso, porém, a emedebistas.
Eles reconhecem que, uma vez definido o quadro eleitoral no Estado, a tendência é Miranda subir um pouco, mas sem chances de ameaçar a liderança de Helder.
Acompanhemos o andar das carruagens.
E confiramos.

Os comentaristas, esses secadores, quase secam o São Paulo


Está provado.
Comentaristas de futebol são os mais secadores que existem.
Muitas, muitíssimas, frequentes e frequentíssimas vezes, falam uma coisa e imediatamente a realidade, dentro do gramados, os desmente.
Há pouco, narrador, comentaristas e repórteres da Jovem Pan castigavam o Vasco em suas análises.
Só faltaram dizer, literalmente, que o Vasco é um timeco. Mas chegaram a classificá-lo, literalmente, de um time muito ruim.
Pois veio o segundo tempo.
E o Vasco de um nó, enrolando o São Paulo (na foto, de Marcos Ribolli), que ganhou o jogo por 2 a 1, é certo.
Mas por pouco não levou o segundo, antes de fazer o gol da vitória.
Mesmo assim, é líder do Brasileirão.

É pena: não vamos ver um príncipe comendo coxinha de galinha


Frustrei-me.
Ou melhor, frustramo-nos.
Frustramo-nos todos os que esperávamos um príncipe - ou o príncipe - como vice de Jair Bolsonaro (PSL).
Seria a grande, memorável, inédita, comovente e imprevisível oportunidade que teríamos de ver um príncipe em campanha eleitoral nos rincões deste Brasil brasileiro.
Um príncipe com os pés na lama - literalmente.
Comendo coxinha de galinha de quatro dias atrás - literalmente.
E depois tendo pirriques - literalmente.
Como todo e qualquer candidato.
Seria a grande, memorável, inédita, comovente e imprevisível oportunidade que teríamos de ver um príncipe conhecendo, ao vivo e em cores nem tão coloridas assim, como vivem milhões de brasileiros, esmagadoramente abandonados por um Estado mastodôntico e ineficiente.
Mas Luiz Philippe de Orleans e Bragança refugou.
E cedeu lugar ao general Hamilton Mourão como vice de Bolsonaro, o capitão.
Está aí, portanto, a chapa do capitão e do general.
Bolsonaro deve estar uivando de prazer.

Alckmin poderá provar - ou não - que tempo na TV é tudo

Combinado, então.
Teremos uma superdose de Geraldo Alckmin nos programas eleitorais no rádio e TV.
O tucano vai emplacar 5 minutos e 32 segundos por bloco.
Lula, o não candidato - porque flagrantemente inelegível, apesar de já escolhido em convenção - terá cerca de 2 minutos.
Ciro Gomes (PDT), 35 segundos.
Marina Silva (Rede), 24 segundos.
Jair Bolsonaro (PSL), apenas 7 segundos. No máximo, terá tempo pra dizer: Votem em mim. Não sou homofóbico, nem misógino (se vão acreditar nisso, não se sabe).
No último Datafolha, Alckmin tinha apenas 7% das intenções de voto.
Terá, agora, a missão de provar que tempo na TV é decisivo.
Talvez não seja.
Mas muitos acham que é.
Vejamos.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Ameaças a jornalistas fazem parte da democracia?


Todo mundo anda preocupado com o discurso – autoritário e irresponsável – contra a liberdade deImprensa proclamado por Donald Trump, este ser que veio ao mundo da política para provar que os ditos outsiders podem ser piores, muito piores, do que os chamados políticos profissas, aqueles passados na casca do alho.
Pois é.
Mas a questão é que aqui, na nossa cara, no nosso quintal, temos jornalistas ameaçados, agredidos, assediados moralmente. Como se isso, vejam só, fizesse parte da democracia.
Aqui mesmo, neste blog, frequentemente o repórter é ofendido com toda espécie de vitupérios, que se originam sobretudo de fanáticos partidários.
Ignoro-os – tanto os fanáticos como seus arreganhos verbais.
Mas, de qualquer forma, sentimos nós, jornalistas, uma sensação de desproteção, mesmo num ambiente democrático como o que, imagina-se, vigora no Brasil e que deveria, portanto, assegurar a mais ampla proteção não apenas a jornalistas, mas a qualquer pessoa faça uso do direito constitucional de expressar suas opiniões por qualquer meio.
Mostra-se oportuna, por assim, a iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), de lançar a publicação Como lidar com assédio contra jornalistas nas redes.
Com a cartilha, a Abraj pretende sensibilizar veículos, jornalistas, empresas de tecnologia, entidades ligadas ao jornalismo e à liberdade de expressão e autoridades policiais e da Justiça para a gravidade do assédio online, bem como enfatizar a necessidade de jornalistas e redações elaborar protocolos de defesa a esse problema. Além disso, o documento foi pensado para ajudar os jornalistas no período eleitoral, em que a Abraji acredita que haverá um recrudescimento do assédio virtual aos profissionais da imprensa, de acordo com o diretor Marcelo Träsel. "Criamos esse material para que nossos associados e todos os jornalistas tenham um guia de referência rápida sobre como lidar com o assédio", afirma.
No material disponível online e para download, há orientações práticas para lidar com ataques nas redes, além de recomendações que prezam pela privacidade dos jornalistas e por um uso consciente das redes sociais. A Abraji entende que registrar na polícia comportamentos abusivos e eventualmente buscar seus direitos na Justiça são meios de mostrar aos agressores que há consequências para a violência praticada na internet.

Mau hábito do brasileiro trava combate às "fake news"


Posso estar sendo pessimista - e estou, reconheço.
Mas acho difícil, muito difícil que o combate a essa onda avassaladora de mentirada, chamada modernamente de fake news, tenha êxito se não for levada em conta uma realidade - evidente, palpável, concreta: de cada dez brasileiros, nove, seguramente, não se habituam a visitar, pelo menos uma vez por dia, sites jornalísticos sérios, de credibilidade, dos quais até podemos divergir ideológica ou politicamente, mas que não se prestam a fazer o antijornalismo - da calúnia e da desinformação.
Tenho constatado isso com amigos, colegas, simples conhecidos ou até mesmo familiares. São poucos, bem poucos, dentre eles, os que se informam através de portais de notícias que mereçam reconhecida credibilidade.
Preferem fazê-lo simplesmente recebendo diariamente, sobretudo em seus smarthpones, dezenas e dezenas de mensagem totalmente malucas - sejam as clássicas fake news, maluquices que têm a aparência de notícia jornalística, sejam outras mensagens igualmente mentirosas, muitas delas preconceituosas e outras que chegam até mesmo a prescrever receitas médicas para várias doenças - das mais inofensivas às mais letais. Esses hábitos são horrorosos - e arriscadíssimos. Como também dificilmente são removidos.
Já cheguei a fazer um teste com pessoa próxima: pedi-lhe que todo dia, pelo menos uma vez, ao acordar, acessasse apenas um site jornalístico qualquer, dos que têm maior audiência no Brasil, e desse uma passada d'olhos somente nos títulos das notícias que estão em destaque naquele momento.
A pessoa fez isso durante uma semana - se tanto. Depois, no more. E continua nessa vida de receber toneladas de vídeos, mensagens, memes, fake news e o escambau a quatro, todas elas acompanhando desse verbo nojento, nauseabundo e odiento: repassando.
Mesmo assim, diante de todas essas dificuldades para combater a mentirada virtual, são meritórias iniciativas como a de O Globo, que acaba de lançar o Fato ou Fake, serviço de checagem para esclarecer o que é notícia (fato) e o que é falso (fake). Além de repórteres do jornal, participam da apuração equipes de G1, Extra, Época, Valor, CBN, GloboNews e TV Globo.
Jornalistas farão um monitoramento diário para identificar mensagens suspeitas compartilhadas nas redes sociais e por aplicativos como o WhatsApp. Participam da apuração equipes de G1, O Globo, Extra, Época, Valor, CBN, GloboNews e TV Globo.
Um bot (robô) no Facebook e no Twitter que responderá o que é falso ou verdadeiro, caso o assunto já tenha sido verificado. Além disso, por meio de um número de WhatsApp, usuários cadastrados poderão ver os links das checagens feitas.
Especialistas afirmam que a disseminação de conteúdos falsos é um dos principais desafios a serem enfrentados hoje porque prejudica a tomada de decisões e coloca em risco a democracia. O fenômeno da desinformação, inicialmente conhecido como das fake news, foi visto em eleições nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França, na Alemanha e, mais recentemente, no México.
Mãos à obra, pois.
Sem perder as esperanças jamais.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Apavorados, empresários correm de candidatos


Candidatos começam a esmolar.
Ou quase isso.
Sem dinheiro suficiente para suas campanhas, já estão passando a sacolinha entre qualquer um – e não apenas mais entre empresários (grandes, médios e pequenos), como antigamente.
É que os empresários, em sua quase totalidade, não querem ver candidatos perto deles.
Nem pelas costas.
E muito menos pela frente.
Ou vice-versa.