sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Dona de restaurante pagará R$ 20 mil por condenar beijo gay

A proprietária de um restaurante na Baixada Santista terá de pagar R$ 20 mil a um casal após criticar os dois por terem se beijado no local. A sentença foi determinada pela Nona Câmara de Direito Privado do Tribunal de São Paulo.
Caso – Os namorados almoçavam no restaurante e trocaram um beijo, sendo repreendidos pela dona do local. Por acreditar que o comportamento era homofóbico, o casal pleiteou indenização, que foi negada em primeira instância.
De acordo com os autos, o gesto de carinho foi de imediato repreendido pela dona do recinto, na presença de outras pessoas. Segundo testemunhas, ela sentiu-se incomodada com a opção sexual dos autores e não com as carícias em público. Em defesa, a ré alegou que não teve a intenção de denegrir os namorados.
O relator, desembargador Alexandre Bucci, afirmou que a abordagem discriminatória, feita de maneira discreta ou não, por si só fere a dignidade e a honra do ofendido. “Impossível não rotular como ofensiva e preconceituosa a postura adotada pela ré, diante da simples orientação sexual do casal, em claro desrespeito ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, fazendo jus, portanto, à reparação por dano moral”, anotou.
Cada um dos rapazes receberá R$ 10 mil.

E a palhaçada terminou em jogo cancelado. Menos mal.


Lembram-se da postagem feita aqui sobre o Re-Pa da palhaçada que foi esse jogo de quarta-feira à noite, no Mangueirão?
Lembram-se daquela sordidez que seria suspender o jogo no intervalo, a título de compelir a empresa promotora do evento a pagar o que devia aos dois clubes?
Lembram-se da indignidade que chegou a ser cogitada, de ignorarem-se os direitos dos torcedores, de mandar às favas as torcidas dos dois clubes, que nada tinham a ver com a imprevidência dos cartolas, que não se acautelaram contra um eventual calote?
Pois é.
Tudo isso terminou assim: não vai mais ter o jogo Remo x Bahia, programado para domingo, naquilo que seria a final dessa invencionice de Copa Amazônia, que sabe-se lá quem inventou.
Menos mal, meus caros.
Isso sim, é admissível.
Admite-se que Remo, Paysandu, Bahia e seja lá qual for o clube cancele jogos, como prevenção para não serem logrados.
Mas o simples fato de cogitarem em suspender uma partida pelo meio, como aconteceu na última quarta-feira, aí não.
Mas sabem de uma coisa? Há cartola por aí tentando justificar expor-se ao risco de calote é o preço a pagar para clubes que precisam fazer caixa para pagar seus compromissos.
Mas fazer caixa é uma coisa.
Transferir para os torcedores o ônus dos desacertos de dirigentes amadores é outra coisa, completamente diferente.
Ou não?

Cristina Kirchner está mais para P.D. James do que para Cristina Kirchner


Essa excelência, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner (na foto de Enrique Marcarian/Reuters/VEJA), é mesmo dupiru.
Se não fosse governante de um país do porte da Argentina, ela seria apenas divertida. Como preside, porém, a pátria dos hermanos, é para ser levada a sério, mesmo quando diz coisas que soam como brincadeira, mesmo quando fala coisas de que até mesmo uma Cristina Kirchner duvidaria.
O governo de Sua Excelência está no olho de um novo furacão, que atende pelo nome de Alberto Nisman.
Nisman, um valente promotor argentino, era o furacão do governo argentina quando estava vivo, eis que comandava as investigações sobre o acobertamento da Casas Rosada ao selvagem atentado terrorista que matou 85 pessoas em Buenos, em 1994.
Nisman foi encontrado morto no banheiro de seu apartamento na última segunda-feira. E agora mesmo é que está jogando sobre o governo Cristina Kirchner o manto das suspeitas e do desnorteio.
É que, num primeiro momento, Nisman era dado como vítima de suicídio.
Agora, num segundo momento, Nisman é tido como vítima de um crime: o suicídio induzido, que os códigos penais, daqui e d’além-mar, costumam tratar como homicídio.
Quando se registra aqui o verbo dizer, em referência às alocuções da presidente argentina, não se pense que é força de expressão, não. Muito pelo contrário.
Cristina Kircher não usa interpostas pessoas. Não usa porta-vozes. Não usa líderes de seus partidos. Nada disso.
É ela mesma, no em carne e osso, na cara (sempre e muitíssimo maquiada) e na coragem, quem expõe suas teses diretamente nas redes sociais, em textos a que chama de carta ou seja lá o que for.
É ela mesma, diretamente, quem expende juízos diversos sobre esse caso – um deles o que o “suicídio forjado” de Nisman seria coisa de adversários que conspiram contra seu governo. Inclusive, vejam só, o Clarín, jornal que lhe faz oposição e que Sua Excelência, dia e noite, noite e dia, tenta censurar, para não dizer pulverizar.
Eita pau!
Cristina Kirchner está mais para P.D. James do que para Cristina Kirchner.
Com todo o respeito.
Vish!

Poluição "orgânica e visual" no bairro do Umarizal



De um leitor do blog, sobre a postagem Feira e mercado no Umarizal exibem carência de maiores assepsias:

Essa esquina merecia algo melhor. Tem dois prédios históricos (Santa Casa e Faculdade de Medicina) tombados, e quem passa ali todos os dias enxerga esse prédio deteriorado, de uma poluição orgânica e visual terrível.
Não entendo porque os feirantes armam suas barracas na calçada, quando poderiam usar apenas a parte interna desse mercado.
Mas a prefeitura nada fará, certamente. Pode até ter o voto dos feirantes, mas o meu e de toda a minha família, perdeu, porque mostrou que nada fez até agora.

MPF contesta Funai e insiste na demarcação de terra indígena

O Ministério Público Federal apresentou contestação ao Tribunal Regional Federal da 1a Região, em Brasília, para que a Fundação Nacional do Índio seja obrigada a dar prosseguimento ao processo de demarcação da Terra Indígena Sawré Muybu, dos índios Munduruku, em Itaituba, oeste do Pará. O território será alagado em caso de construção da usina hidrelétrica São Luiz do Tapajós e o reconhecimento dele é crucial para que os direitos dos índios sejam reconhecidos no licenciamento da barragem.

O MPF havia obtido, na Justiça Federal de Itaituba, uma liminar obrigando a Funai a dar prosseguimento à demarcação, mas o TRF1 concedeu efeito suspensivo (uma suspensão temporária até o julgamento dos recursos), paralisando novamente o procedimento, que já ultrapassou a fase mais custosa, que é o trabalho de identificação e delimitação. A próxima etapa deveria ser a publicação do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID), um passo procedimental sem custos significativos para o governo.

Mesmo assim, a Funai alegou, para pedir a suspensão, que não poderia prosseguir a demarcação por questões de planejamento e custos. Para o MPF, o argumento não se sustenta. “Ao contrário, economia maior se realizaria se houvesse a efetiva assinatura e publicação do RCID. Afinal, grandes gastos de recursos públicos já ocorreram na contratação e manutenção dos trabalhos do Grupo Técnico(que fez os levantamentos de campo que resultaram no relatório). Publicar o resultado deste trabalho não implica gasto público. Em outras palavras, não publicar o RCID representa elevados gastos públicos”, diz o recurso assinado pelos procuradores Janaina Souza e Camões Boaventura.

A paralisação da demarcação agrava os conflitos já existentes na terra indígena, como invasões de madeireiros e garimpeiros. Outra preocupação é que a Sawré Muybu está no caminho dos projetos de aproveitamento hidrelétrico na região. A terra onde vivem os índios será alagada se o governo federal construir a usina de São Luiz do Tapajós. Sem a delimitação do território, os Munduruku podem ter seus direitos ignorados no processo de licenciamento e até serem vítimas de remoção forçada, o que é vedado pela Constituição brasileira.

O MPF menciona na contestação, que a ex-presidente da Funai, Maria Augusta Assirati, em reunião com os índios Munduruku em Brasília no dia 17 de setembro de 2014, admitiu que a publicação do RCID já deveria ter sido feita mas não o foi por interferência de setores do governo interessados na usina hidrelétrica. A reunião foi gravada e a transcrição, enviada ao Tribunal, registra: “Eu acho que essa terra indígena já deveria estar demarcada, já deveria ter sido o relatório publicado, mas que isso não depende da vontade de uma só pessoa, de um só órgão. Isso é um conjunto de fatores que define essas questões, que não sou só eu que posso ditar quais são os interesses prioritários do governo”.

Íntegra da contestação

Fonte: Assessoria de Imprensa do MPF no Pará

O que ele disse


“O pragmatismo nas relações políticas chegou a tal dimensão que o apoio no Congresso Nacional passou a depender da distribuição de recursos a parlamentares. O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos. Não por coincidência, a antes lucrativa sociedade por ações, Petrobras, foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias.”
[...]
[Almada] tem em comum com os demais presos - e boa parte do empresariado - o fato de ser testemunha ocular do possível maior estratagema de pilhagem de recursos públicos visto na história recente. Compõe, tão só, o grupo de pessoas que pecaram por não resistirem à pressão realizada pelos porta-vozes de quem usou a Petrobras para obter vantagens indevidas para si e para outros bem mais importantes na República Federativa do Brasil.”
Trechos da defesa do empresário Gerson de Mello Almada - vice-presidente da Engevix e um dos presos na Operação Lava, que investiga o Petrolão -, traçando os propósitos políticos da roubalheira na Petrobras.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Natalie Imbruglia - Torn

MP vai pedir cassação de Renan por improbidade

Do Congresso em Foco

O Ministério Público Federal (MPF) vai pedir à Justiça a cassação do mandato parlamentar do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), por uso irregular de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). Uma ação por improbidade administrativa movida pela Procuradoria da República em Brasília, por meio do Núcleo de Combate à Corrupção, depois que Renan usou em 2013, por duas vezes, jatinhos da FAB não para fins institucionais, como lhe é assegurado pela Constituição, mas por interesses particulares.
Renan deixou Brasília às 22h15 do dia 18 de dezembro de 2013 em um dos jatos da FAB e, caso essa tivesse sido apenas um retorno a Maceió, seu reduto eleitoral, nada haveria de ilegal na utilização do bem público. No entanto, como foi noticiado à época, o senador desviou a rota em direção a Recife, onde fez tratamentos de beleza que incluíram blefaroplastia, cirurgia nas pálpebras para revigorar o entorno dos olhos, e implante de 10 mil fios de cabelo com um especialista no assunto.
Mas o uso indevido do patrimônio público não foi um “lapso” de Renan, como classificou a revista Época deste fim de semana, que mostra com exclusividade a notícia sobre as providências do MPF. A reportagem, assinada por Marcelo Rocha, lembra que em 15 de junho, no auge dos protestos de rua que abalaram o país, Renan viajou novamente em jato da FAB de Maceió para Porto Seguro, na Bahia.
“Levou a mulher, Verônica, ao casamento de Brenda, filha mais velha do então senador e hoje ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, do PMDB do Amazonas. A festa aconteceu em Trancoso, a 47 quilômetros de Porto Seguro. Depois da folia para 600 convidados, que teve até show do cantor Latino, a aeronave seguiu de madrugada para Brasília. Renan estava a bordo; Latino, não”, diz a reportagem, fazendo menção à descoberta do jornal Folha de S.Paulo em 2013, feita seis meses depois da viagem de Renan a Recife.
“Fio” de preocupação
O MPF reagiu firmemente, diz a revista, às viagens irregulares de Renan e seus desdobramentos, que tiveram ampla repercussão no noticiário político – a mera devolução da quantia equivalente ao custo da viagem, bem como a justificativa apresentada para a mordomia, tiveram efeito contrário ao pretendido pelo parlamentar. Como informa a revista, a ação pede que seja decretada a cassação do mandato e a de perda de direitos políticos do peemedebista. O autor da demanda, o procurador Anselmo Lopes, pede que o senador também seja condenado também por danos morais.
“Quando o caso veio a público, Renan devolveu aos cofres públicos os valores relativos aos voos. Pagou R$ 32 mil (voo do cabelo) e R$ 27 mil (voo da festinha). Em vez de escapar da denúncia, acabou, com isso, confessando ‘o uso indevido do bem público’, segundo o MP. ‘Renan Calheiros, de má-fé, utilizou-se da função que ocupa, de presidente do Senado Federal, para usar, por duas vezes, bem público em proveito próprio, obtendo vantagem patrimonial indevida, em prejuízo econômico ao Erário’, diz o procurador Anselmo [...]. Devolver o dinheiro do custo da viagem não é suficiente. Para Lopes, há sinais de que, no caso da viagem para o casório, Renan tentou enganar o comando da Aeronáutica, induzindo os brigadeiros ao erro de ceder o jatinho. Teria argumentado que se tratava de viagem de caráter institucional. Por isso, o MP pede também indenização por danos morais”, informa a reportagem.
Um dos próceres do PMDB e ocupante do posto mais elevado do Legislativo nacional, Renan Calheiros é visto como favorito para a eleição da Presidência do Senado, no próximo 1º de fevereiro. Informações de bastidor dão conta de que Renan tem larga maioria das intenções de voto não só em sua bancada, mas em relação a todo o conjunto dos 81 senadores. Ele foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal, em 2013, acusado de desviar dinheiro do Senado, e mesmo assim foi eleito para o comando daquela Casa. Como lembra a revista, em menção que remete ao transplante de cabelos, “não parece ter um fio de preocupação com o caso”.

Você aí, como se sente diante de um governo perdulário?


É brincadeira, hein, meus caros?
Só não é brincadeira porque é sério, muito sério quando governos perdulários, irresponsáveis metem a mão nos nossos bolsos para arrancar de lá a grana necessária para compensar suas gastanças, suas irresponsabilidades, suas aventuras e demagogias.
Você aí, que trabalha oito, dez, 12 horas por dia, você acha justo ser compelido a financiar governos perdulários?
Você aí, que paga seus impostos e suas obrigações fielmente, pontualmente, sem falhar um dia sequer, até porque, se falhar com suas obrigações, os perdulários vão inevitavelmente puni-lo, você aí acha justo ser compelido a pagar mais impostos?
Você aí, que ouviu na última campanha ouviu o discurso de que os compromissos sociais precisariam ser mantidos a qualquer custo, ficando a salvo das ditas políticas neoliberais, que sempre estariam tentadas a satisfazer a cupidez do capital, em detrimento dos interesses da classe trabalhadora, você aí, como se sente com juros de 12,25% ao ano, impostos reajustados, tabela do Imposto de Renda defasada em mais de 75% e benefícios previdenciários reformados, tudo isso para incrementar a arrecadação de um governo perdulário em R$ 20,6 bilhões?
Você aí, que há tempos acompanha as postergações deliberadas de um governo perdulário em atualizar os preços públicos, em benefício da demagogia eleitoral e da popularidade fácil para pavimentar um novo mandato, mas em detrimento do equilíbrio fiscal, você aí, como se sente tendo que pagar mais pela gasolina e, em consequência, pela tarifa de energia elétrica, que novamente vai aumentar?
Você aí, diante da confissão do próprio ministro da Fazenda, de que teremos neste trimestre uma recessão, como se sente sendo agarrado pelo colarinho, pelo cangote e conduzido ao paredão, onde o governo vai executar seu bolso para fazer caixa e bancar os seus (dele, governo) próprios desregramentos?
Responda aí, você aí.
É brincadeira o que o governo perdulário de Dilma Rousseff está fazendo conosco, não é?
Falem sério.
Fora de toda brincadeira, falem sério!

Os efeitos de um governo perdulário

Sim.
E por falar em governos perdulários, ouçam esse comentário do Arnaldo Jabor sobre o caos, o destroçamento, a dilapidação, a destruição em que se transformou a estrutura pública em Brasília, sob o governo do petista Agnaldo Queiroz, escorraçado pelos eleitores no pleito de outubro do ano passado.
O comentário é perfeito.
E mostra a quantas pode ir um governo perdulário.
Ouçam.

O Re-Pa da palhaçada. A palhaçada instantânea!


Olhem meus caros.
Precisamente no dia 15 de fevereiro de 2011, em postagem sob o título O torcedor paraense é um forte, o Espaço Aberto escreveu:

Mas que coisa!
Trinta e oito mil pessoas no Mangueirão.
O Mangueirão lotou, ficou teitei para ver Remo x Paysandu.
E ainda dizem que o futebol paraense está mal.
Isso não é verdade.
Os clubes é que estão mal.
Os dirigentes é que são de um amadorismo de arrepiar.
Os cartolas é que tratam o torcedor a pontapés.
Mas o torcedor resiste.
Na prosa de Euclides, o sertanejo é, antes de tudo, um forte.
É porque Euclides não conhecia o torcedor paraense.
Na crônica do futebol paraense, o torcedor é que é um forte.

Pois é.
Ontem, os cartolas de Remo e Paysandu estiveram perto, muitíssimo perto de proclamarem em alto e bom som, em pleno Mangueirão, que os torcedores paraenses, esses fortes, em verdade são uns idiotas, umas bestas, um bando de desocupados que ainda teimam em apoiar os dois clubes.
Ontem, os cartolas de Remo e Paysandu estiveram perto, muitíssimo perto do protagonizar aquilo que seria a maior palhaçada dos últimos 400 anos em Belém.
Eles, os cartolas, bem que tentaram, mas não conseguiram. Aliás, e pensando bem, conseguiram sim.
Esse heróis chegaram a cogitar fortemente a possibilidade de encerrar a partida no intervalo. Para tanto, chegaram a retardar em cerca de 30 minutos a volta ao gramado das duas equipes para o segundo tempo.
Sabem por quê?
Porque, parece, o cheio de calote estava no ar. Tudo indicava que as cotas prometidas a Remo e Paysandu não foram pagas.
Em protesto, vejam só, cartolas de Remo e Paysandu, deram ordens para que os dois times permanecessem nos vestiários, até se resolver a situação. E demonstravam disposição de mandarem os jogadores direto pra casa, caso a questão não se resolvesse.
Se o Re-Pa não continuasse, vocês podem apostar: os torcedores de Remo e Paysandu torceriam de mãos dadas pelo mesmo interesse, o de seus bolsos. Defenderiam os direitos que assistem aos consumidores, de fruírem integralmente dos bens e dos serviços que consomem. Defenderiam a dignidade de quem, como eles, torcendo por seus clubes, merecem ser tratados dignamente, e não como estorvos.
O simples fato de os cartolas de Remo e Paysandu cogitarem a possibilidade de suspender um Re-Pa em pleno andamento - repita-se, em pleno andamento, meus caros - já demonstra o desapreço dessa gente nada inocente pelos torcedores paraenses.
O Re-Pa de ontem, que terminou zero a zero no tempo normal e 5 a 3 nos pênaltis para o Remo, que decidirá a Copa Amazônia domingo, contra o Bahia, entrou para a história como o Re-Pa da palhaçada instantânea.
Sem tirar nem pôr.
Ah, sim: a postagem de quase quatro anos atrás está mais atual do que nunca.

Os clubes é que estão mal.
Os dirigentes é que são de um amadorismo de arrepiar.
Os cartolas é que tratam o torcedor a pontapés.
Mas o torcedor resiste.

É isso.

Duciomar é condenado por não remover lixões da área de aeroportos

Duciomar Costa: omissão de remover lixões às proximidades de aeroportos afetou segurança dos voos 
O município de Belém, o ex-prefeito Duciomar Gomes da Costa e os ex-secretários Camilla Penna de Miranda Figueiredo e Ivan José dos Santos e o Muni foram condenados pela Justiça Federal a pagar multas no total de mais de R$ 1,5 milhão. Os réus deixaram de cumprir liminar expedida em março de 2012, pela 9ª Vara da Justiça Federal, que os obrigava a adotar uma série de providências para eliminar o acúmulo de lixo e de aves, como urubus, nas áreas do entorno dos aeroportos de Belém, colocando em risco a segurança aeroportuária.
A sentença condenatória (veja aqui a íntegra) foi assinada nesta quarta-feira (21) pelo juiz federal Arthur Pinheiro Chaves, da 9ª Vara, especializada no julgamento de ações de natureza ambiental. Os réus ainda poderão interpor recursos perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).
O município de Belém foi condenado a pagar R$ 1 milhão. Ao ex-prefeito Duciomar Costa foi imposta a multa de R$ 300 mil. A ex-secretária Municipal de Meio Ambiente Camilla Figueiredo terá que pagar R$ 100 mil e o ex-secretário Municipal de Saneamento Ivan José dos Santos, R$ 150 mil.
Quanto aos gestores atuais, ou aqueles que os sucederem nos cargos, o magistrado fixou o prazo de 90 dias para que adotem as providências que foram ignoradas por seus antecessores. Caso não cumpram o determinado na sentença, também pagarão multas de R$ 500 mil (o prefeito atual), R$ 200 mil (o secretário de Meio Ambiente) e R$ 300 mil (o de Saneamento). Para o Município, a multa foi aumentada para R$ R$ 2 milhões. Todos estarão sujeitos ainda a que “eventuais condutas criminais ou ímprobas” sejam apuradas pelo Ministério Público Federal (MPF).
Riscos - Ao sentenciar a ação civil pública ajuizada pelo MPF, o juiz federal Arhur Chaves destacou que a ocorrência de lixões no entorno de aeroportos, como o de Belém, “envolve riscos severos à vida e ao patrimônio dos jurisdicionados” e referiu-se especialmente ao acidente com aeronave de companhia aérea brasileira que causou um prejuízo material de US$ 9,65 milhões.
“A repetida recusa dos secretários municipais e do prefeito municipal em atender aos chamados da Comissão de Prevenção do Perigo Aviário (CPPA) e do Ministério Público Federal para a solução da questão, ainda na via administrativa, demonstrando desinteresse em tema de sua competência, afasta a chamada ‘culpa anônima’ pela falta do serviço público, haja vista a evidente configuração de conduta omissiva por parte do ente municipal”, escreve o juiz num trecho da sentença.
A existência de resíduos sólidos descartados em locais impróprios resulta em focos de atração de aves (principalmente urubus), aumentando os riscos de colisão com aeronaves. De acordo, com o juiz, tal fato caracteriza o denominado “perigo ou risco aviário” em áreas de entorno do Aeroporto Internacional de Belém e do Aeroporto Brigadeiro Protásio.
O problema, de acordo com o magistrado, ganhou tanta relevância que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já estipularam várias medidas de segurança para a aviação nacional. No âmbito do Estado do Pará, o mesmo acompanhamento ficar a cargo do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa I).
A sentença reforça ser indiscutível a obrigação do município em “gerenciar apropriadamente os resíduos urbanos (tema sobre o qual não há controvérsia possível, haja vista sua obviedade), bem como a existência de nexo entre a precária situação relativa ao manejo de resíduos sólidos nas áreas apontadas na inicial e o número de colisões ocorridas entre aeronaves e urubus, em face de relatórios técnicos realizados pela Infraero (matéria de fato que sequer foi objeto de questionamento nas defesas apresentadas)”.

O que ele disse


"Eu fico triste quando eu percebo menoscabo em relação à ordem jurídica constitucional. O Estado tem que adotar uma postura que sirva de norte ao cidadão. Ante a carga de impostos sofrida pelos brasileiros, qualquer aumento tributário é confisco. O que eles têm que fazer é enxugar a máquina administrativa, reduzir os gastos. Na sua casa, você gasta mais do que a receita? Não. Nós brasileiros já contribuímos em muito. Esperamos que o que é arrecadado não vá pelo ralo."
Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal, sobre o aumento de impostos decretado pelo governo Dilma.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Charge - J. Bosco


Acesse o Lápis de Memória.

Motoristas evitam pontos de parada para fugir de assaltantes


Vejam só como a violência selvagem cria entre as pessoas instintos de autodefesa que podem mais parecer estranhos, mas são o que são.
Em Belém, como vocês sabem, os ônibus se incluem entre os alvos mais visados de bandidos - de todas as idades, vale dizer.
Pois bem.
Motoristas de coletivos, é claro, andam apavorados.
Tão apavorados quanto os passageiros que conduzem.
E daí?
E daí que, frequentemente tem acontecido de perceberem, antes de parar nos pontos, que ali se encontram dois ou três bandidos, à espera de um coletivo qualquer para dar o bote.
O que fazem os motoristas?
Evitam parar, o que é natural e acertado.
Mas a questão é que os passageiros que desceriam naquele ponto são, digamos assim, liberados para descer no seguinte, que não raro fica próximo ao ponto onde estavam os assaltantes conhecidos.
Aí, já são os passageiros que são dominados pelo pavor, diante do risco de virem a ser o objeto do desejo de vingança dos ladrões.
E puliça que é bom, nada.
Que coisa!

Reações cáusticas ao "humor cáustico" da engraçada Silvia Pilz


Olhem só que coisa bacana.
São bem bons, alguns chegando mesmo a excelente, os comentários de leitores no artigo - escabroso, repulsivo e repugnante - O plano cobre, assinado pela senhorinha Silvia Pilz, aquela que, a título de praticar o seu humor cáustico, debocha, despreza, humilha e ofende os pobres, mas se sente, acreditem, indignamente ridicularizada (ooohhh!) porque um jornalista lhe perguntou sobre a troca de um "g" pelo "j" (vejam na imagem), assim confirmando a tese de que fazer humor no dos outros, ou melhor, sobre os outros é refresco.
Até ontem, a caixa do artigo da coleguinha (vish) já somava nada menos de 980 comentários, a imensa, grande maiores cáusticos que só!
Um dos leitores, que se assina Vera Moura, diz assim:

Ainda acredito na profissão de "jornalista", geralmente com o dom da palavra! Mas, para onde foi o dom dessa criatura, que tenta a todo custo humilhar uma classe social. Onde ela viu que os planos de saúde, facilitam exames, e que ter uma doença é chique e sofisticado. Chique é ter educação, é tratar seu semelhante como gostaria de ser tratado, geralmente trata-se com o mínimo de respeito! Aliás, a sra. sabe o que é respeito?

Uma outra, Isabel Cristina, sentencia:

Achar que um texto desse deve ser aceito devido a liberdade de expressão é de um cinismo imenso. Não há humor nenhum aí. Vejo apenas desrespeito e preconceito descarados. uma falta de bom senso absurda. Ali acima está escrito que a senhorita escreve o que pensa. pois bem, se seus pensamentos são tão desagradáveis e cheios de ódio assim, é melhor, com todo o respeito, que fique calada. expor opinião doa a quem doer é uma pinóia. Texto infeliz. Liberdade de expressão é diferente de agressão.

Lívio Mathias afirma:

"Poucos se divertiram e muitos se ofenderam. A intenção não era essa."
Eu realmente não entendi como humor não, talvez eu seja mais um pobre e ignorante que não saboreia de um intelecto tão ácido ou caustico como você mesmo diz.
Muito triste seu texto, não só pela condição do pobre que você descreve, mas triste mesmo pelo modo como você pensa das pessoas.

João Vieira Filho senta a pua:

Na melhor das hipóteses, essa senhora tem na cabeça o que sua empregada tem no intestino.

Vish.
É melhor para por aqui.
Confiram vocês mesmos lá.
Hehehe.

Feira e mercado no Umarizal exibem carência de maiores assepsias




Espiem só essas fotos.
Foram mandadas pra cá por leitor do blog.
De longe, não dá para perceber muito.
Mas o leitor garante que, chegando mais perto, manifesta-se o estado de pitição de miséria em que se encontra o Mercado de Santa Luzia, na avenida Generalíssimo Deodoro com a rua Bernal do Couto, no Umarizal.
O local, com todo o respeito, se encontra com alto déficit de higiene e assepsia em suas instalações.
Por alto déficit de higiene e assepsia em suas instalações leia-se, em português de Portugal, imundície, sujeira.
Ficará assim até os 400 anos?

O preço da carteirada

Por OLAVO DUTRA, jornalista (em tempo de saborosas reminiscências)

De como livrar um assustado colega de redação das garras da Polícia trajando sobretudo londrino e embrulhado em papel jornal numa sexta-feira13.
No dia em que o empacotariam, o diagramador João Bosco (na imagem) chegou à redação de "A Província" com o mesmo andar de boi a caminho do matadouro. Quem o observou na passagem da portaria e ao final do segundo dos dois lances de escada antes da redação percebeu-o suado, evaporando fluidos com odores muito conhecidos. Passava das quatro da tarde quando enfiou o cartão de ponto no Dimep pregado a um canto de parede entre a redação e a sala dos revisores. O velho relógio sussurrou, cravou sua marca com tinta quase apagada no cartão amarelo e se aquietou a espera de novo acionamento. Quem sabe o Salvador...
Ninguém poderia desconfiar.
Por volta das sete, o “Aquário” fervilhava. Era uma saleta estreita e longa onde se maquinava tanto a edição seguinte quanto o desconforto alheio. Chembra tamborilava um samba do Rancho com uma Bic Escrita Fina que lhe dera Edwaldo Martins na passagem para sua sala de trabalho, um espaço contíguo com vista para o nada. Cara fechada como sempre, ouvia Arlindo e Tampa de Bilha, dois repórteres policiais que retornavam da ronda. Boa notícia não seria, vindo desses dois, pelo menos para quem se julgava bem posto em sossego àquela hora da noite.
Alguém deveria se preocupar.
Lá fora, na redação, ouvia-se apenas o ruído frenético das máquinas de escrever e do telex. Da bancada de diagramadores, João Bosco espichou os olhos sonolentos para o “Aquário”, através do vidro, mas não identificou nem o sentido de tanta movimentação num lugar no mais das vezes carrancudo, muito menos o teor da conversa, que lhe parecia muito estranha e ao mesmo tempo bastante familiar. Nunca teve reputação merecida em leitura labial.
Antes tivesse.
Pensava na noite anterior, quando, num temerário voo solo, decidiu se aconchegar em um canto de um boteco mal afamado às proximidades do bosque. Bebeu todas. Quisera lembrar detalhes da noitada para dividir com os colegas de trabalho, mas uma névoa espessa, indistinta e insistente roubava-lhe da memória qualquer traço daquelas horas. Só se deu conta de que naquele momento, na algazarra da redação, era um diagrama em branco ao ser despertado pela pressa do editor. De resto, nada sabia, de nada lembrava.
No “Aquário” todos sabiam.
A “Operação Empacotamento” envolveu duas ou três pessoas, inclusive eu, encarregado de transmitir detalhes da tramoia para Antônio Rath, na portaria. A história foi montada com base em uma informação real, embora acidental, dada aos repórteres policiais e oferecida como galhofa ao Chembra. O factoide dava conta de que dois policiais, contratados pelo dono do bar onde João Bosco atravessara a noite anterior, o esperavam em um carro estacionado em frente ao Cartório Queiroz Santos. A conta não fora paga e era hora do acerto. Ou a cadeia. Pregado na cadeira de diagramador, João Bosco tremeu. A névoa que o acompanhava desde as primeiras horas da tarde desapareceu e deu lugar à dura realidade.
As nuvens são passageiras.
Quando a moça do bar apresentou a conta, o notívago de primeira hora estava só. Primeiro, apalpou o bolso da camisa. Nada. Depois deslizou o polegar e o indicador em forma de bico no bolso lateral da calça do velho jeans cansado pelo uso e esbarrou no vazio. Então, num rasgo de desespero enfiou a mão direita trêmula na última esperança, mas a textura do achado não indicava dinheiro. O último bolso vasculhado pariu uma carteirinha endurecida pela plastificação onde a garçonete leu: A Província do Pará - Jornalista.
Era a carteirada.
Naquela noite, a redação se dividiu entre um jornalista duro e um colega oprimido, mas todos foram unânimes em apoiar a única alternativa capaz de livrá-lo da vil ameaça de prisão: empacotá-lo em papel jornal, abrir uma rota de fuga através da sala de impressão, no térreo do prédio, até despejá-lo, retirado da mala do indefectível Chevette preto do Chembra no Biriba, não, no Bar do Parque. Só então Guilherme Barra largou o telefone e acorreu ao grupo de bons companheiros para ajudar na mirabolante empreitada: ofereceu um sobretudo preto, próprio para o fog londrino, que emprestaria uma ar sombrio ao rendido companheiro.
Alguém deveria fazer alguma coisa.
A madrugada de sexta-feira 13 despontava sobre a Bahia do Guajará quando o pacote atravessou a Campos Sales direto para a mala do Chevette. Vinte metros adiante, estacionado em frente ao cartório, um Opala Cupê bege foi citado pelos carregadores como o carro da Polícia, mas João Bosco, empacotado dos pés a cabeça, apenas com um buraquinho à guisa de respiradouro à altura do nariz, não o viu.  Na redação, João Bosco, o do Rancho, encerrava sua visita noturna quase diária recriminando a operação, sem sucesso.
Chembra dirigiu o féretro ao destino final.
E deu-se o fato de que bêbados, escritores, jornalistas, putas e desavisados, incluindo marinheiros chineses e suas quengas viram descer de um Chevete preto, em Plena Praça da República, por volta da primeira hora de uma sexta-feira 13, um pacote que, desembrulhado, parecia mais um exu assustado diante de tantos olhares curiosos, mas aliviado por ter escapado da Polícia de maneira cinematográfica. Desce a cerveja, Abaeté!
Deram o traço no J. Bosco.

O que ele disse


"Já fui vítima de uma alopragem e, agora, na segunda tentativa de alopragem, prefiro me antecipar antes que essa gravação se torne viral"
Eduardo Cunha - na foto de Pedro Ladeira/Folhapress - deputado federal (PMDB-RJ) e candidato a presidente da Câmara dos Deputados, sobre gravação em que um policial federal tentaria ligá-lo ao escândalo do Petrolão.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Júlio Delgado faz campanha em Belém

O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG), candidato a presidente da Câmara dos Deputados, chega daqui a pouco a Belém.

À noite, no Remanso do Bosque, tem um jantar com parlamentares paraenses.

Todos foram convidados, mas certo mesmo é a presença apenas de excelências ligadas ao PSDB, PPS e PV, partidos que, nacionalmente, estão fechados com a candidatura do parlamentar.

Depois da passagem por Belém, ontem, do também candidato Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agora só falta aparecer por aqui o petista Arlindo Chinaglia (SP).

Jason Mraz - 93 Million Miles

Pelo menos 20 serão indiciados como autores de chacina



Pelo menos 20 pessoas deverão ser indiciadas em inquéritos que apuraram a chacina ocorrida em Belém, na noite de 4 de novembro e na madrugada seguinte, quando pelo menos 11 pessoas foram assassinadas na periferia da cidade. A chacina disseminou em toda a Região Metropolitana o medo e a insegurança.
A matança começou logo depois do assassinato do policial militar Antônio Marco da Silva Figueiredo, o cabo Pet. Ele foi executado com dois tiros na Passagem Monte Sinai, esquina da rua Augusto Corrêa, no bairro do Guamá, em Belém, por volta das 20h do dia 4 de novembro, quando voltava para casa dirigindo um Celta vermelho.
O Espaço Aberto apurou com três fontes que as investigações, conduzidas no âmbito de inquéritos policiais que correm sob sigilo, que não apenas está mais do que confirmada a participação de milícias que compram o silêncio de comunidades inteiras, inclusive e principalmente empresários, como já foram colhidas provas sobre a participação de pelo menos duas dezenas de pessoas. Mas esse número ainda pode aumentar. Os nomes de todos deverão ser divulgados até o final deste mês.
A apuração, sobretudo no seu início, decorreu com muita dificuldade, porque as testemunhas ouvidas tinham medo de falar sobre o que ouviram, viram ou sabem. Mesmo com a garantia de que suas identidades seriam preservadas a todo custo, várias resistiram o quanto puderam, mas acabaram falando, convencidas de que a contribuição com as investigações policiais é indispensável para desmontar o esquema de milícias que pratica chacinas como a ocorrida em novembro.

O besteirol no futebol. Até rimou. Mas isso não é solução.



Hehehe.
Esse pessoal está brincando de administrar futebol.
Sem brincadeira nenhuma.
Se gerissem a sério, não veríamos uma tal Copa Amazônia como essa, que vai começar amanhã com uma Re-Pa. O Bahia também vai participar, mas fará apenas uma partida com o vencedor do clássico desta quarta-feira.
Estão em jogo R$ 500 mil, o valor que, diz-se, caberá ao vencedor da competição. Especula-se que a cota bicolor é de R$ 300 mil, mesmo patamar financeiro do Remo.
Sim, dinheiro é bom e todo mundo gosta. Principalmente clubes como os dois grandes do Pará, que estão - sobretudo o Remo - pendurados em seus penduras financeiros.
Mas basta a cota?
E o movimento das bilheterias?
Ontem, primeiro dia de venda antecipada de ingressos, o movimento era fraquíssimo, quase parando.
E o proveito técnico da tal Copa Amazônia para os clubes?
Nenhum. Os dois treinadores já o disseram.
E nem precisariam dizê-lo, porque os dois elencos estão se movimentando há pouco mais de uma semana.
O resultado? Teremos, é quase certo, um clássico de baixíssimo nível técnico. E com o Mangueirão praticamente às moscas.
Tomara que não. Mas é isso que temos à vista.
Temos à vista o besteirol no futebol.
Até rimou, como vocês viram. Mas a rima é uma solução.
Muito menos para o futebol mal gerido.

"Tapajós Deslumbrada". O deslumbre das maravilhas tapajônicas.


Cenas de natureza, paisagens, personagens e costumes da região oeste do Pará estarão presentes na exposição “Tapajós Deslumbrada”, que vai acontecer nesta semana, dias 23, 24 e 25, no Mercadão 2000 e na orla de Santarém, encerrando na praça do balneário de Alter do Chão, a cerca de 40 minutos da área urbana da Pérola do Tapajós.
A exposição revela os olhares do fotógrafo jornalista Israel Campos e da estudante de fotografia Priscila Tavares. O varal fotográfico pretende criar uma intervenção nas ruas da região, articulando as fotografias com o espaço público, além de convidar o público a observar as belezas e manifestações culturais que integram o dia a dia do povo do Tapajós.
Israel Campos é mineiro nascido em Belo Horizonte e formado em jornalismo. Há mais de 10 anos tem se apropriado da fotografia para aprender e revelar o mundo que o cerca. Trabalhou por três anos no Vale do Jequitinhonha (MG) como Educomunicador, onde administrou oficinas de fotografias e vídeos. Desenvolveu um projeto de TV de rua na Região do Vale, fotografando bastante a cultura e as diversas paisagens às margens do Rio Jequitinhonha. Por ser apaixonado por povos de cultura ribeirinha, há um ano se mudou de mala, cuia e lente para Alter do Chão, tudo par, conforme diz, "vivenciar intimamente os costumes, histórias e mitos que envolvem o rio Tapajós e região"
Priscila Tavares é paraense nascida em Santarém. Estudante autodidata de Fotografia e integrante do Foto Clube Tapajós, vem revelando um olhar sensível que se expressa nas imagens que faz da sua região. Há oito meses, passou a formar com Israel uma parceria em trabalhos fotográficos e produções audiovisuais, ambos com a mesma vontade de revelar suas fotos e registrar as peculiares belezas do Tapajós.
Para ter acesso ao link do evento no Facebook, clique aqui.

ICMBio garante uso de castanhais por quilombolas

Os quilombolas da Reserva Biológica do Rio Trombetas, em Oriximiná, no oeste do Pará, vão poder continuar explorando os castanhais da área. A decisão foi tomada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que acatou recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e prorrogou um termo de compromisso que ordena o uso dos castanhais pelas comunidades quilombolas.

Para a procuradora da República Fabiana Schneider, “a assinatura do termo da castanha é, além de um compromisso assumido pelo ICMBio, um direito fundamental das comunidades que ali vivem e que possuem uma ligação centenária com o território”.

Impasse - O documento assinado pelo ICMBio deve valer até que seja apresentada uma solução de acordo com as determinações constitucionais quanto à regularização territorial da área em questão. O impasse é que, na área onde estão as comunidades quilombolas, há uma floresta nacional (Flona Saracá-Taquera), instituída muito tempo depois da ocupação territorial pelos quilombolas, e uma reserva biológica (Rebio do Rio Trombetas).

Essas áreas são reivindicadas pelos quilombolas e o MPF já entrou com várias ações judiciais para o reconhecimento da propriedade das comunidades tradicionais, mas a questão está estagnada há anos na Câmara de Conciliação da Advocacia Geral da União (AGU).

Clique aqui para ler a íntegra da recomendação.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MPF no Pará

O atentado e os corvos

Por ANA DINIZ, em seu blog Na rede

Cria corvos e eles te arrancarão os olhos
(Provérbio espanhol)

Há um punhado de obras de arte que detesto. Nem por isso lhes nego a condição de arte ou a liberdade de seus autores em produzi-las. Nego-me eu a ler, ver, assistir, comentar. Há milhares de pessoas que, como eu, também não gostam e há milhares que pensam de forma diferente. Mas liberdade é isso: poder escolher.

Raramente aprecio uma sátira. Para mim, ela está perto demais da grosseria. Também, pela mesma razão, não gosto do “Zorra Total”. Então, desligo a tevê, fecho a revista, desconecto o assunto. O humor nu – nos sentidos literal e figurado – não é a praia para onde eu vou.

A sátira frequentemente transborda do terreno do humor para entrar no da ofensa pura e simples. Esse limite é cinzento: o que eu considero limite não é o mesmo que o outro considera. O deboche muitas vezes beira a crueldade. Discutir a intenção do autor é bobagem: o dano causado geralmente é irremediável para o atingido.

Mesmo assim, ser ofendido não gera um direito de vida ou morte sobre o ofensor. Não depois que se estabeleceram princípios mundiais de convivência e direitos humanos.

E aqui chegamos ao cerne da questão: o que fazer quando um grupo humano decide não aceitar esses princípios e, pior, tenta estabelecer o seu ponto de vista sobre todos os demais?

Em termos de arte, chamamos isso de censura. Em termos políticos, de extremismo. Em termos sociais, de radicalismo. Sabemos como combater a censura, o extremismo, o radicalismo: pactuamos os limites na forma de leis que todos devem respeitar. E discutimos esses limites o tempo todo, para alterá-los por meio de novos pactos. Usamos para isso ferramentas legais: o processo contra o autor de algo que nos ofende gera decisões que muitas vezes fixam novos limites para o que se pode tolerar.

Mas, em termos religiosos, não há pactos: há dogmas. Dogmas não se discutem: acredita-se neles ou não. Em clima de liberdade, um dogma não deve se sobrepor a outro, e se um cidadão decide acreditar neste, e não naquele, ou simplesmente não acreditar em nenhum, o religioso pode tentar convertê-lo e, se não o conseguir, rezar pela sua alma. Não pode coagi-lo e, muito menos, matá-lo. E esse é o problema do fundamentalismo religioso, que matou Jesus Cristo porque negou a divindade de César, que dizimara, antes de Cristo, os zoroastristas e, depois dele, continua matando até hoje. O fundamentalismo é mortal. E é tentador: o nome de Deus é um formidável instrumento de poder. Alguns milhões de mártires, de todas as religiões, atestam até onde pode ir um crente desafiado.

Hoje, um grupo humano está retomando o fundamentalismo extremo.

O atentado de Paris é café pequeno perto do que esse grupo está fazendo na Nigéria, na Somália, no Iraque e na Síria, nestes dois últimos países sob a fachada de Estado Islâmico. O massacre sobre muçulmanos xiitas, assírios, cristãos armênios e yazidis (estes estão sendo exterminados) já conta milhares e milhares de mortos. Centenas de milhares de mulheres de todas as idades estão sendo transformadas em servas ou, pior, coisas: não dispõem nem de seu corpo, nem de seu espírito.

E nós? Nós, olhamos horrorizados, assinamos petições, passamos a conta para as potências senhoras da guerra e nos sentimos a salvo. Mas – estamos realmente a salvo?

Dos jihadistas, provavelmente sim. Mas estamos nos esquecendo de olhar em torno e ver aqueles que, de paletó e gravata, constroem os ninhos dos corvos que nos arrancarão os olhos. Porque o fundamentalismo não nasce da noite para o dia, nem de uma iluminação profética. Ele se alimenta da intolerância cotidiana, do dia a dia da ofensa, da falta de limites, fermenta no ódio e na ambição. E toma forma nas pessoas que usam o nome de Deus para canalizar a intolerância contra os demais, demonizando os adversários – e o demônio deve ser combatido, não é mesmo? E seus servos eliminados ou reduzidos à sujeição total.

Tem-se falado em segunda guerra fria e coisa e tal. Mas a História não anda em círculos, ela traça espirais ascendentes ou descendentes, cujas curvas são semelhantes entre si, mas nunca iguais. O drama do século XX foi o antagonismo entre diferentes ideologias; o do século XXI será o religioso, se permitirmos que os corvos se criem.

O que ele disse


"Se o Estado me dissesse 'dê-me sua carteira ou sua vida', por que deveria lhe obedecer e dar o produto do meu esforço? Me sentiria indignado se o fizesse."
John Stuart Mill (1806-1873), filósofo e economista inglês, que ficaria mais indignado ainda se tivesse o produto de seu esforço subtraído por governo perdulários e irresponsáveis, que metem a mão no bolso do contribuinte para alimentar suas gastanças.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Maria Bethânia - Oração ao Tempo

Noivos serão indenizados por falta de luz em festa de casamento

No site Migalhas
A Cemig foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais e materiais no valor de R$ 29,7 mil a um casal que teve problemas com o fornecimento de energia elétrica durante a realização de sua festa de casamento. Decisão é da 6ª câmara Cível do TJ/MG.
Os autores relatam que realizaram uma recepção para comemorar seu casamento, para cerca de 300 pessoas, em um salão de festas. Ocorre que, ao chegarem ao local, foram surpreendidos com a falta de luz no salão e nos arredores, sendo informados que a energia tinha sido interrompida por razões desconhecidas por volta de 18h30.
Então, entraram em contato com a companhia por diversas vezes, sendo que o fornecimento de energia só foi restabelecido por volta das 23 horas, momento em que os convidados já haviam se dispersado e a maioria das bebidas e comidas não tinha condição de ser consumida.
O juízo de 1º grau condenou a Cemig ao pagamento de R$ 5,7 mil pelos prejuízos materiais e R$ 12 mil por danos morais para cada, mas tanto a companhia, quanto os autores recorreram. A empresa pedia o afastamento da indenização por danos materiais e a redução do valor fixado por dano moral, sob alegação de que serviços como o buffet e aluguel do salão foram utilizados. Enquanto os noivos requeriam a majoração da quantia indenizatória.
Quanto aos danos morais, o relator, desembargador Rogério Coutinho, considerou que o juízo de 1ª instância foi prudente, uma vez que "ao fixar o valor da indenização, sopesou 'a gravidade do fato, a magnitude do dano, a extensão do sofrimento da vítima, a intensidade da culpa, o poder econômico do ofensor, de forma a proporcionar à vítima uma contrapartida pelo mal sofrido, sem, no entanto, ficar configurado o enriquecimento ilícito'".
Em relação aos danos materiais, o magistrado verificou que "restou inequívoco nos autos que a interrupção no fornecimento de energia prejudicou a realização do evento, sendo patente, portanto, que os serviços do buffet e aluguel do salão não foram utilizados da forma como pretendiam os autores, o que denota a necessidade de reparação".

Charge - Miguel


Charge para o Jornal do Commercio.