quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Corredor é atropelado por um carro na Doca e atirado a vários metros de distância (imagens fortes!)


Não sou um velho corredor das madrugadas (corro apenas há uns seis anos).
Mas sou um corredor velho, com mais de 150 anos no lombo!
Correr nas madrugadas pelas ruas de Belém é um risco, meus caros.
Para velhos e jovens, é um grande risco.
Espiem aí essas imagens (que são fortes, saibam logo) que mostram o atropelamento de um corredor na Avenida Visconde de Souza Franco, a Doca, por volta das 5h40 desta terça-feira (23).
O rapaz corria na ciclovia quando foi apanhado violentamente por um carro e atirado a uns 10 metros de distância.
Por sorte, ele sofreu apenas leves escoriações e já se recupera em casa. Imagens de outras câmeras da área estão sendo levantadas, num esforço para se identificar a placa do veículo.
Esse atropelamento reforça o cuidado que devem ter todos os que correm ou mesmo caminham nas ruas de Belém de madrugada. E bastante faz isso, inclusive idosos.
Porque nesse horário, sobretudo entre 5h e 6h da manhã, quando o trânsito ainda está leve, a loucura criminosa sempre está atrás de um volante.
Nos finais de semana, é comum vermos carros trafegando lotados de jovens, todos bêbados, muito bêbados, e aos berros.
Os avanços de sinal, nesse horário, são a regra.
Fora os assaltos, que não são raros.
E salve-se quem puder!
Um horror!

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

O bolsonarismo, quem diria, abre os braços e acolhe um "cumunista" de estimação. Com o aval de Bolsonaro!


Essas matérias acima, que você está vendo, foram publicadas no mesmo dia, a sexta-feira passada (19), nos dois maiores jornais do País, O Globo e a Folha.
E foram publicadas, não à toa, com o merecido destaque, porque dão conta não apenas da admissão do ex-deputado cumunista Aldo Rebelo no governo do emedebista Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo em pré-campanha à reeleição, como também informam sobre a óbvia recusa de Rebelo, hoje no PDT, em aderir à candidatura do psolista Guilherme Boulos à prefeitura paulistana, com o apoio do próprio PDT.
Rebelo, é certo, desde os seus tempos de cumunista, sempre foi um nacionalista radical.
Cumunista, ele fez longa carreira nas esquerdas e ocupou cargos de relevância nos governos Lula e Dilma.
Aí, já como pedetista, começou a afastar-se do PT e das esquerdas.
Nos últimos tempos, virou um obcecado em estigmatizar as ONGs - qualquer uma - como promotoras e partícipes de um conspiracionismo letal que, na visão de Rebelo, representam o fim da Amazônia e a devatação do Brasil.
Este é apenas um dos discursos mais virulentos e repetidos que começaram a identificar Rebelo com o bolsonarismo e seu dito núcleo mais duro - aquele que inclui Jair Bolsonaro em pessoa e tem, como notórios comparsas, fascistas, negacionistas e malucos da pior espécie, se que é fascistas, negacionistas e malucos podem ser de uma espécie boa.
E tanto é assim que a inclusão de Rebelo no governo Ricardo Nunes e sua adesão à pré-candidatura do prefeito paulistano tiveram o aval, a chancela e o calor do entusiasmo do próprio Bolsonaro, o golpista, conforme destacam os títulos das matérias.
Quem diria: o bolsonarismo, em seu nicho fascista, ganhou um cumunista de estimação!
Viva Aldo Rebelo!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

COP30 será deslocada para o Rio, caso Belém não consiga sediar o evento. E agora? Até o governo Lula está "secando" Belém?


Na real - na real de verdade: eu torço, torço mesmo, como paraense, para que a COP30 seja realizada com o maior êxito possível em Belém.
Na real - na real de verdade: até agora, até este presente momento, eu temo, como paraense, pela realização da COP30 em Belém. 
Quando muitos de nós externamos, nas redes sociais ou em outros ambientes, nossos temores de que a Cidade não consiga, até 2025, dotar-se de infraestrutura suficiente para sediar um evento do porte da COP30, de imediato somos acusados, pelas vozes da oficialidade, de estar secando a realização da COP30.
Pois é.
Mas, ao que parece, os que temem pela realização da COP30 em Belém não estão apenas aqui entre nós, no interior do nosso cercadinho, peleando (como diria o Brizola) contra as vozes da oficialidade que teimam não abrir os olhos para o enorme desafio de organizar um evento mundial.
Os nossos temores, parece, são os mesmos de setores do governo federal, que já dispõem de um plano B para levar a COP30 para o Rio de Janeiro, caso Belém não consiga mesmo dispor da mínima infraestrutura para ser a sede da conferência climática mundial.
É o que informa, em nota divulgada em sua coluna, o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, um dos portais de maior audiência do País.
Esse plano B se justifica, é claro.
Nossa rede hoteleira suporta 26 mil pessoas, atualmente.
A COP30, nas previsões mais pessimistas, deve trazer até Belém 60 mil pessoas de outros estados e de dezenas de países do mundo.
Onde ficariam essas, digamos, 34 mil?
Em transatlânticos fundeados na Baía de Guajará - como já disse?
Em dezenas de barcos, também fundeados na baía e ao longo do Rio Guamá?
Em escolas transformadas em albergues?
Em milhares de apartamentos alugados pelo Airbnb?
Onde ficarão essas pessoas?
E tem mais: são 60 mil visitantes que precisarão não apenas dormir, mas comer, beber e se locomover pelos locais de eventos que serão distribuídos pela cidade.
Conseguiremos oferecer hospedagem, uma estrutura de alimentação condigna e um sistema de mobilidade urbana que funcione a contento, tudo isso até novembro do próximo ano?
Digam aí.
Para quem quiser acessar a íntegra da nota de Guilherme Amado, clique aqui.
Para quem quiser ler diretamente, confira abaixo:

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O governo federal tem um plano B para o caso de Belém não conseguir ficar pronta para, em novembro de 2025, hospedar a COP30, a conferência do clima da ONU.
Quando Lula, antes mesmo de assumir o terceiro mandato, lançou Belém como candidata a sediar o evento, a notícia foi comemorada, mas também gerou preocupação, diante da falta de infraestrutura da cidade, em especial na rede hoteleira.
A promessa era que, unidos, governo federal, o Pará e a cidade traçariam um plano em que hotéis, pousadas e hospedagens por aplicativos seriam combinados para atender a demanda de visitantes.
Mas há gente no governo discretamente trabalhando com a hipótese de levar o evento para o Rio de Janeiro caso, no começo de 2025, fique constatado que Belém não vai dar conta.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Bolo, guaraná, chuva e velhinhas logradas, coitadinhas, na porta do Theatro da Paz. Viva Belém!

Aniversário de Belém sem chuva, sem bolo, sem guaraná e sem puliça para tentar organizar a bagunça não é, convenhamos, um aniversário digno para se comemorar o aniversário de Belém.

Pois neste 12 de janeiro, dia da Belém.408, tem tudo isso - exatamente: chuva, bolo e guaraná no Veropa e, por último mas não menos importante, puliça acionada para tentar pôr ordem na bagunça que, diz-se nas nossas bem informadas redes sociais, tomou contou da fila quilométrica que se formou, desde o final da madrugada, nas imediações do Theatro da Paz.

É que está programado para hoje à noite o espetáculo "Fafá de Belém em a Sinfonia dos Dois Mundos", em homenagem a Belém, com a participação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, do tenor Atalla Ayan e dos Coros Carlos Gomes e Itacy Silva.

Como o ingresso é digrátis, a fila que se formou, evidentemente, foi quilométrica. Teve gente que chegou lá às 5h. E aí, quando a distribuição gratuita começou, por volta das 9h, a bagunça veio junto. "As idosas estão chorando desesperadas, nem os familiares da orquestra conseguiram [ingressos]".

A teoria da conspiração mais corrente é de que faltaram ingressos para as velhinhas e os trocentos que chegaram de madrugada porque ingressos teriam sido distribuídos, às centenas, para convidados amigos do rei. Ou dos reis, sabe-se lá.

A puliça precisou ser chamada para tentar pôr ordem na bagunça. Até agora, não se sabe se conseguiu.

Enquanto isso, no Veropa, bolo e guaraná rolam soltos. Tudo também digrátis. E todo mundo feliz, prenunciando a Belém do futuro - ou a "Flor das Águas", como poeticamente (hehe) a define Sua Excelência o prefeito Edmilson Rodrigues, em artigo pontuado por lágrimas de emoção que ele assina na página 2 de O LIBERAL de hoje.

Viva Belém!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Lula acolhe de braços abertos uma "bitraíra" que já ofereceu até flores ao trair. E agora?

Em 2016, ao trair Dilma, Marta Suplicy oferece flores aos advogados Janaina Pascoal e Miguel
Reale, que defenderam o impeachment de Dilma. E agora? O PT receberá a traidora de volta?

No Brasil, até o passado é incerto.
Essa máxima é atribuída ao ex-ministro Pedro Malan, que comandou a pasta da Fazenda nos governos FHC.
Outros dizem que não.
Sejá lá quem for, o autor está coberto de razão.
O Brasil não é para amadores.
Essa outra máxima, dizem, é de Tom Jobim.
Outros dizem que não.
Seja lá quem for, o autor também está pleno e prenhe de razão.
O importante é que as duas máximas são ratificadas todos os dias, inclusive agora, quando se confirma o retorno da ex-petista Marta Suplicy ao PT, para compor com Guilherme Boulos (PSOL) a chapa da esquerda que vai confrontar o bolsonarista-emedebista - ou emedebista-bolsonarista, como queiram - Ricardo Nunes, atual prefeito paulistano que vai tentar a reeleição.
O alquimista político que está articulando essa alquimia é, claro, o presidente Lula.
Ninguém duvida da assustadora clarividência política de Lula. Quando lançou Dilma a presidente da República, a reação primeira foram gargalhadas de desprezo até dentro do próprio PT, todos apostando que a escolhida não emplacaria votação suficiente para se eleger nem mesmo vereadora. Pois ela elegeu-se presidente duas vezes, ainda que, no segundo mandato, tenha sido removida por impeachment.
Também ninguém acreditou quando Lula lançou Fernando Haddad para prefeito de São Paulo. Até então, poucos sabiam, além dos círculos acadêmicos e do petismo, quem era Haddad. Pois ele também foi vitorioso nas urnas.
Agora, é Marta.

As flores da traição
No segundo governo Dilma, ela quebou o pau com a então presidente. E acabou não apenas deixando o governo, como votou em alto e bom som em favor do impeachment.
Mais do que isso: Marta e a então senadora Ana Amélia entregaram flores à advogada Janaina Pascoal e ao advogado Miguel Reale, que defenderam a remoção de Dilma, durante intervalo da sessão do Senado que aprovou o impeachment, em 2016.
Tendo deixado o partido, à pecha de traidora que Marta atraiu entre os petistas somou-se a de golpista, já que, para o PT e as esquerdas, Dilma não foi propriamente impeachmada, mas vítima de um golpe que teve como seu general-comandante o vice de Dilma e depois presidente, Michel Temer, do PMDB.
A ser confirmado o nome de Marta como vice de Boulos, pergunta-se: como é que ela poderá altear a voz para fazer uma crítica sequer ao governo de Ricardo Nunes, da qual foi integrante? Como poderá chamar o governo Ricardo Nunes de corrupto, acusação feita quase diariamente, em suas redes sociais, pelo pré-candidato Guilherme Boulos?

Duas vezes traíra
Além disso tudo, o que teria levado Lula a optar por Marta, sabendo que seu nome é alvo de rejeições ferozes dentro do próprio PT? Agora mesmo, Valter Pomar, integrante do Diretório Nacional do partido, está defendendo abertamente que a volta da ex-senadora ao PT e sua inclusão como companheira de chapa de Boulos seja objeto de deliberação da mais alta instância partidária. E adiantou que votará contra.
Quando resolveu intervir pessoalmente para que a composição envolvendo o nome de Marta se concretize, Lula, evidentemente, já havia sopesado todos os prós e contras. Inclusive o fato de que a ex-senadora, considerada traíra por ter traído Dilma, está sendo novamente traíra, por trair Ricardo Nunes, que a acolheu em seu governo.
Se o presidente já avaliou tudo isso, é sinal de que resolveu, mais uma vez, fazer uma jogada de alto risco. Resolveu, enfim, pagar pra ver.
Ainda que sua carta seja uma, digamos assim, bitraíra como Marta Suplicy.
Bitraíra que já ofereceu até flores ao trair, vale lembrar.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Celebremos a democracia. E para os bolsonaristas fascistas e golpistas, cadeia! Sem contemplação.

Bolsonaro: um golpista inspirador de golpistas. Por que ele ainda não foi preso?

Há um ano, nesta postagem, escrevi aqui:

Brasília, 8 de janeiro de 2023.

Este dia está sendo horrível para a democracia brasileira.

Bolsonaristas terroristas, bolsonaristas bandidos, bolsonaristas fascistas e bolsonaristas golpistas, numa ação coordenada, premeditada e concertada, invadiram o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Na invasão, destruíram os prédios parcialmente.

Este dia está sendo inscrito, na história do Brasil, como um grande dia para a democracia brasileira.

Porque os atos criminosos de bolsonaristas terroristas, bandidos, fascistas e golpistas já estão merecendo repercussão mundial.

E o mundo inteiro está vendo o quão nefastos, fascistas, bandidos, repulsivos e excrementosos são bolsonaristas terroristas, bolsonaristas bandidos, bolsonaristas fascistas, bolsonaristas golpistas.

O mundo está vendo o legado de Bolsonaro - o fujão, o debochado, o fascista, o excrementoso.

No mesmo 8 de janeiro de 2023, nesta postagem, escrevi também:

Eu acuso Jair Bolsonaro pelo golpismo, pelo terrorismo, pelo banditismo e vandalismo que assolam Brasília, neste 8 de janeiro.

Eu acuso Jair Bolsonaro pelas ações da quadrilha de bolsonaristas criminosos que tomou de assalto prédios públicos em Brasília.

Eu acuso Jair Bolsonaro.

Por que o acuso?

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu o bolsonarismo.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu o negacionismo.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu essa direita repulsiva e excrementosa.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu golpistas monstruosos.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu mentirosos e fanáticos.

Porque Bolsonaro é o monstro que deixou como legado a devastação do Brasil.

8 de janeiro de 2024.

Reafirmo tudo o que aqui foi dito há um ano.

Reafirmo tudo - sem tirar, nem acrescentar uma vírgula sequer.

E acrescento: é indisfarçável o constrangimento de bolsonaristas fascistas e golpistas com os eventos que, nesta segunda-feira, relembram os atos tenebrosos de um ano atrás.

Tais eventos causam-lhes repulsa não porque, como alegam, representariam um ato de petistas, esquerdistas e cumunistas.

Causam-lhes repulsa porque é constrangedor, para essa escória, ser identificada como uma escória fascista e golpista que invoca, como seu líder, um fascista igualmente golpista, que passou quatro anos de seu (des)governo buscando o clima ideal para aplicar um golpe.

Um golpe que só não teve êxito por três motivos: primeiro, porque os golpistas são burros mesmo; segundo, porque áreas relevantes das Forças Armadas não embarcaram na aventura; e terceiro, porque as instituições democráticas manejaram com eficiência e rapidez os instrumentos que as leis e a Constituição asseguram para sufocar no nascedouro os intentos golpistas.

Que as celebrações de hoje repitam-se sempre e sempre, para que sempre e sempre nos lembremos de que todos devemos preservar a democracia. E nos lembremos, além disso, de que não deve haver contemplação, apaziguamento ou perdão para golpistas. Sobretudo se forem bolsonaristas.

Para os bolsonaristas golpistas de 8 de janeiro de 2023, o que se exige é que sejam punidos exemplarmente, dentro dos estritos rigores da lei, pelo que fizeram. Cadeia para cada um deles!

sábado, 6 de janeiro de 2024

Pra sempre Lobo! Com 13 letras, é claro.

Zagallo esbraveja ao lado do deputado Aldo Rebelo, durante a CPI da Nike, no ano 2000:
o Velho Lobo nunca se intimidou. Nem quando esteve diante de lobos.

Todos os que acompanham futebol nos últimos 40 ou 50 anos, sem exceção, são testemunhas do papel exponencial de Mario Jorge Lobo Zagallo no futebol brasileiro e, por extensão, no futebol mundial, dada a sua coleção impressionante de títulos.
Mas, pra mim especificamente, a lembrança mais preciosa do Velho Lobo foi o depoimento que prestou à CPI da Nike, instalada na Câmara no ano 2000, com o propósito de apurar supostas interferências da multinacional de produtos esportivos na escalação e em outras rotinas da Seleção Brasileira, então dirigida por Zagallo.
Àquela altura ainda superando o desgaste causado pela perda do título na Copa de 1998, o Lobo foi entregue aos lobos, assim definidos parlamentares sempre sequiosos de holofotes e muitos dos quais sem estofo moral algum que lhes desse o direito de apontar os dedos para apontar condutas supostamente reprováveis dos outros.
Zagallo foi aquele Lobo que, sentado diante de lobos, não se deixou intimidar. Não se rebaixou. Não se apequenou. Alertou-os que merecia respeito, que era honesto, que em momento algum, na sua condição de treinador, foi alvo de interferências externas para escalar a seleção assim ou assado e, portanto, não poderia ser alvo de suspeitas de nem um dos presentes no recinto da CPI.
Assim agindo, Zagallo foi Zagallo na sua quintessência: contestado muitas vezes - e de forma impiedosa -, inclusive e sobretudo pela Imprensa, ele sempre se manteve altivo e inflexível em defender princípios que o fizeram conquistar amplo respeito no futebol, independentemente da aceitação ou não de seu trabalho por clubes que comandou.
A morte de Zagallo, ocorrida no final da noite desta sexta (05), aos 92 anos, no Rio, convida-nos a render-lhe, por justiça, muitas reverências. E reverências que ele já merecera bem antes, quando ainda estava ativo no futebol, que lhe proporcionou glórias e venturas únicas, dentre elas a de ter sido o único a ser tetracampeão mundial por uma seleção nacional, duas como jogador e duas como treinador.
Aliás, é muito bom assistirmos hoje a tantos coleguinhas, críticos ferozes de Zagallo em passado até certo ponto recente, incensando Zagallo com palavras e conceitos que mais se parecem com um mea culpa dos mais compungidos por críticas injustas que fizeram ao treinador.
Zagallo, que já é eternidade, agora deve estar acima dessas, digamos assim, mundanidades a que todos estamos sujeitos.
Mas é certo, por outro lado, que deve estar sendo gratificante para Zagallo perceber que muitos dos que tiveram de engoli-lo à força agora já não fazem mais força alguma para reconhecê-lo como uma das lendas do futebol brasileiro.
Pra sempre Lobo!
Ah, sim: pra sempre Lobo, podem conferir, tem 13 letras.
Certinho!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Comparado a Batman em corrida rumo à Prefeitura de Belém, pré-candidato do Novo avisa que não vai parar: "Não importa o quanto riam"



Anunciado pelo Partido Novo, no início de novembro passado, como seu pré-candidato a prefeito de Belém nas eleições de outubro deste ano, o professor Ítalo Neves Abati passou a experimentar, concretamente, uma exposição pública com viés eleitoral, tendo como palco o implacável tribunal das redes sociais. No pleito de 2020, o único que disputou até agora, obteve pouco mais de 1.500 votos.
A exposição de Abati aos eleitores nas redes ocorre de forma crescente há cerca de 10 dias, desde que ele postou no Instagram um vídeo em que, trajado com um figurino de tons escuros, aparece correndo de madrugada por ruas de Belém tomadas pelo lixo (incusive na área do Ver-o-Peso, mostrado em destaque durante o sprint final da maratona), num roteiro que o leva, em grand finale, até a a frente do Palácio Antônio Lemos, sede do governo municipal. Bem aí, ao final da corrida, Abati, de costas para a câmera, agacha-se, como se estivesse retomando o fôlego após a puxada corrida, e sentencia: "Não se trata de chegar onde se quer, mas o que fazer quando se chega lá".
O vídeo, com pouco mais de 1 minuto de duração, tem como narrador o próprio Abati, que imprime um um tom tipo Cid Moreira (com voz grave e tingida de um certo dramatismo). O texto que ele lê, ou melhor, interpreta é permeado por frases bem ao feitio dos normalmente usados por coaches e ampara as imagens que mostram o pré-candidato narrador em sua corrida - literal, vale dizer - rumo à Prefeitura de Belém.

Apoios e deboches
A repercussão do vídeo de Abati já rendeu até agora, no Instagram, cerca de 7 mil curtidas e 1.100 comentários, que variam de apoios declarados (e, em alguns casos, entusiasmados) às suas pretensões de suceder o psolista Edmilson Rodrigues no comando da Prefeitura de Belém a apreciações marcadas por ironias e deboches, como as que comparam o pré-candidato a Batman.
Aliás, numa das passagens do vídeo, o próprio Abati dá indicações de que, pelo inusitado da obra, já estava preparado para julgamentos tendentes a depreciá-lo - e de forma impiedosa, em algumas situações. "Não importa o quanto duvidem, não importa o quanto riam, não importa o quanto julguem. Eu vou estar lá, eu vou continuar e eu não vou parar", avisa.
Fiel aos melhores protocolos das redes sociais, que recomendam aos donos de perfis interagirem com os autores de comentários - mesmo, e principalmente, os negativos -, o pré-candidato do Novo procura responder a várias interações, sobretudo, é evidente, aquelas que o depreciam (veja algumas acima). Caso seja mesmo o candidato em outubro, não se sabe se demonstrará o mesmo fôlego para continuar respondendo a interações no curso da campanha.

Poucos votos em 2020
Na política, o pré-candidato do Novo tem pouca experiência. Nas eleições de 2020, disputou um mandato de vereador e obteve apenas 1.544 votos - o mais votado, dentre os oitos candidatos que a legenda lançou na disputa por cadeiras na Câmara, em Belém -, não tendo declarado nem um bem à Justiça Eleitoral. Durante a campanha, gastou R$ 4.237,42, recursos que custearam, basicamente, serviços gráficos.
Na plataforma Lattes, conforme informações disponíveis até junho de 2023, Abati é apresentado como bacharel em Direito pela Unama, servidor público lotado na Procuradoria Jurídica da Escola de Governança Pública do Estado do Pará, professor de Direito Civil e Processo Civil para Concursos Públicos na instituição Hertz Concursos, professor de Direito Constitucional na instituição preparatória para OAB e Concursos Públicos Libbre Educacional, e professor de Noções de Direito Constitucional no Projeto Pré-Vestibular Municipal de Belém (PVMB). Também soma experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Administrativo e Hermenêutica Jurídica.
No seu perfil no Instagram, estão fotos em que aparece ministrando palestras em órgãos como a Receita Federal, onde falou sobre sobre o tema "Método, Governança e Formação Humana", e na Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa), onde fez a conferência de abertura do Programa de Formação dos Novos Auditores.