quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Dinheiro público para clubes? Duciomar está certo.

A César o que é de César.
A Ana Júlia o que é de Ana Júlia.
A Duciomar o que é de Duciomar.
Duciomar, no caso, é o Costa, o cara de sorte, o das obras estruturantes.
Sua Excelência o prefeito de Belém mandou às favas a proposta de abrir os cofres públicos para financiar com o seu, o meu, o nosso dindim, um Re x Pa às vésperas do Círio.
Está certo o prefeito.
Certíssimo.
Sejam lá as razões que apresentou, está certíssimo.
Não é de hoje que o blog sustenta ser uma imoralidade usar dinheiro público para financiar clubes de futebol (leiam aqui e aqui).
E olhem que o pessoal aqui da redação é apaixonado por futebol.
Clubes de futebol – Remo, Paysandu, Manchester United e o Íbis, o pior time do mundo – são agremiações privadas.
Não tem por que o Poder Público meter o bedelho nisso.
E aqui no Pará, neste Pará de tantas verbas desperdiçadas e tantas prioridades ignoradas, despender R$ 200 mil, R$ 50 mil, R$ 10 mil que sejam para ajudar Remo e Paysandu é debochar de carências que precisam ser superadas, obrigatoriamente, com dinheiro público.
E o caso das deficiências na Saúde, em que o sucateamento de hospitais virou um escândalo. E é uma pena que coleguinhas da Imprensa – não todos, mas vários – ainda critiquem decisões como essa da Prefeitura de Belém.
Em vez de fazerem uma campanha para que dinheiro público não seja desperdiçado com Remo e Paysandu, acham que o contribuinte tem mais é que bancar os efeitos desastrosos de gestões que, há anos e anos, conduziram as duas agremiações à situação atual.
Mas vocês haverão de argumentar: Remo e Paysandu estão sem nenhum tostão nos cofres, certo?
Errado.
Leiam o que o jornalista Carlos Ferreira diz em sua coluna (imagem acima) de segunda-feira (07), em O LIBERAL.
Leiam e tirem suas conclusões.

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