quinta-feira, 24 de abril de 2008

Falta estrutura para detectar tremores no país

Na FOLHA DE S.PAULO:

O Brasil vive um surto de sismos, com aumento da freqüência de terremotos, segundo Lucas Vieira Barros, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília. Mas o observatório, centro de referência no país no assunto, tem capacidade limitada de acompanhamento do fenômeno e carece de equipamentos modernos.
De acordo com Barros, tremores de baixa intensidade -entre dois e três graus na escala Richter- em locais remotos, como a Amazônia, por exemplo, não são detectados pelo observatório. Esses pequenos terremotos podem prenunciar um grande sismo.
Por volta das 21h de anteontem, um tremor de terra de 5,2 graus na escala Richter assustou moradores de São Paulo, Rio, Paraná e Santa Catarina. Com epicentro na costa brasileira, a cerca de 270 km da capital paulista, o terremoto foi considerado moderado por cientistas e geólogos do país.
Tremores de magnitude mais alta ou moderada se tornaram mais freqüentes, principalmente no litoral sul do país, diz. Ele, porém, não sabe estimar o percentual de aumento das ocorrências nem o período em que teria acontecido.
"Estamos vivendo talvez um surto sísmico no país, com a liberação de energia acumulada há muito tempo. Os sismos acontecem em função dessas forças [das placas tectônicas] e em regiões de fraqueza, onde as rochas podem se romper."
Barros afirma que é possível que um novo terremoto -de igual, menor ou maior magnitude do que ocorreu anteontem- volte a acontecer no país num intervalo curto de tempo.

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