sábado, 28 de novembro de 2009

Tacacá, maniçoba... Pena que eles não possam provar!

Do leitor Itajaí de Albuquerque, sobre a postagem O “jogo da paz” de Lula. Para quê?:

Ora, vamos, tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Lula trabalha sempre com o simbólico e sabe muito bem o que representa o futebol brasileiro no Oriente Médio.
O que distingue a empada não é a azeitona, o recheio ou a massa, mas o conjunto e a cautela para de comê-la sem engasgar. Está claro que por detrás desse jogo de futebol trilateral, nos bastidores do campo decisivo estão as diplomacias árabe, israelense, brasileira e, principalmente, a norte-americana. Repare, por exemplo, no que disse Obama, hoje, sobre o papel que ele espera do Brasil no que respeita ao Irã.
Mas, a propósito de suas sugestões, aconselho que na sua estratégia para a paz no Oriente Médio, jamais ofereça pato no tucupi, maniçoba ou tacacá (na foto) a árabes e israelenses, porque eles ficarão muito ofendidos. Rsrsrsrs.
Nenhuma dessas comidas podem ser consumidas por eles, por conterem alimentos considerados proibidos à luz dos princípios religiosos.

Forro do Shopping Boulevard desaba

No Blog do Hiroshi Bogéa, sempre antenadíssimo, em postagem publicada nesta sexta-feira, sob o título acima:

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Parte do forro do Shopping Boulevard desabou - sem provocar acidentes graves.
Funcionários de lojas denunciam o alagamento de alguns estabelecimentos.
Não se sabe as causas dos acidentes, mas pode ser erro de concepção do projeto de engenharia.
Setor de marketing do shopping correndo léguas para evitar a publicação dos problemas que ocorrem desde ontem.
E agora?

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atualização às 18:45

O acidente ocorreu na madrugada desta sexta-feira.
Equipe de engenheiros responsável pela obra, no mais profundo sono das 3 horas da manhã, foi acordada, no Crowne Plaza Belém, saindo às pressas para ver os estragos, na Doca.
Depois do desabamento do forro, a administração do shopping formou um cordão de isolamento para impedir a divulgação do fato. Como até este momento nenhum veículo levou ao conhecimento público o que se passou à noite no Boulevard, foi competente em sua missão.
No 7o andar do shopping, alguns lojistas ainda reclamam da queda de peças e pedaços de cimento - consequência da destruição.
Como o teto desabou sobre algumas tubulações, água ainda escorre em paredes infiltradas de lojas.
Alô valentes blogueiros da linda Belém, mãos à obra, vamos investigar o fato mais de perto!

As estradas, um dos gargalos do governo Ana Júlia


O governo Ana Júlia tem alguns gargalos – para usar palavra sempre na moda, sempre em alta – que engargalam seu governo a não mais poder.
As estradas, por exemplo.
Assistam às sessões da Assembleia pelo canal fechado.
Assistam.
Vejam como deputados – indistintamente de cor partidária – manifestam suas repulsas sobres as péssimas condições das rodovias do Pará.
É claro.
Estão cheios de razão quando fazem isso.
Estrada ruim, esburacada, intrafegável, afeta eleitores de todos os matizes – do PT, do PSDB, do DEM, do PTB... Afeta até eleitor do Afeganistão, se estiver por aqui.
E, pior, estrada ruim é fato de emperramento econômico.
Pergunta-se: o que faz mesmo a heróica Setran?
O que faz?
Quando se faz esse questionamento, a Setran não responde - ainda bem que não - com sete pedras na mão; responde, sim, com 70 promessas de que tudo vai mudar.
Muda mesmo?
Olhem as fotos acima.
Estão no blog de Ítalo Mácola, deputado estadual.
Deem uma olhada nas pontes.
Estão em petição de miséria.
Por elas é que a população precisa trafegar quando se dirige ao ao 2º Distrito de Viseu (Fernandes Belo), no verão.
São centenas, milhares de vidas postas em risco.
No inverno, segundo o blog, as pontes ficam cobertas pelos rios.
Fernandes Belo, Açaizal e diversas localidades ficam isoladas do Estado.
O que dirá a Setran?
Dirá o quê?

Charge - J.Bosco

Acesse o Lápis de Memória

O grampo que compromete Arruda

Não perca o tom.
Não perco o som.
Não perca o grampo.
O grampo que grampeou José Roberto Arruda, o governo do Distrito Federal que entra para a história como o institui do mensalão – ou do mensalinho, como queiram – no DEM, que assim segue o PSDB e o PT nesta prática delituosa e criminosa.
Leia abaixo a matéria que está disponível no Congresso em Foco:

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No dia 21 de outubro de 2009, por volta das 12h, o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa Rodrigues encontra-se com o governador José Roberto Arruda na residência oficial das Águas Claras. Durval está munido de um equipamento de captação de áudio da Polícia Federal. Sua intenção é registrar a conversa toda. Leva também R$ 400 mil, de pagamento de propina de empresas ao governo. O dinheiro está rastreado pela PF, que contou todas as notas e marcou-as com tinta invisível. As conversas registradas por Durval, como se poderá ler abaixo, são comprometedoras para Arruda.
Em alguns momentos, está presente também o chefe da Casa Civil do Governo do Distrito Federal, José Geraldo Maciel. No começo, Durval conversa apenas com José Geraldo. Quando Arruda entra na sala, pede primeiramente para José Geraldo sair e conversa sozinho com Durval. É quanto ele pergunta quanto há de dinheiro "disponível" hoje e Durval lhe fala que tem R$ 400 mil. Arruda responde: "Ótimo". Mais tarde, José Geraldo voltará à sala. A conversa vai girar, então, sobre o pagamento de dinheiro aos políticos da base. Arruda reclama que o esquema tem que ser unificado em José Geraldo e comenta que os valores pagos estariam altos demais.

PRIMEIRO TRECHO
Arruda pergunta a Durval quanto dinheiro há disponivel "hoje". Durval lhe diz que tem R$ 400 mil

ARRUDA: Hoje tem disponível isso aqui?
DURVAL: Hoje, hoje tem isso aí pra você fazer o que cê quiser, pagar missão. Agora, se for no ... no ... na coisa normal, no dia a dia, no comum, cê teria hoje quatrocentos disponível. Pra entregar a quem você quisesse.
ARRUDA: Ótimo.


SEGUNDO TRECHO
Arruda pergunta a José Geraldo Maciel como está a "despesa mensal com político". Maciel explica que o pagamento é feito de forma dispersa, envolvendo várias pessoas. Arruda reclama que essa operação deveria estar unificada no próprio Maciel. São mencionados vários políticos: o presidente do PP, Benedito Domingos, os deputados Rôney Nemer e Rogério Ulysses. Algumas pessoas mencionadas não foram identificadas.

Nesse momento, JOSÉ GERALDO MACIEL entra na sala
ARRUDA: Aquele despesa mensal com político sua hoje tá em quanto?
JOSÉ GERALDO: (???) ... porque como eles estão pegando mais com ... daqui, do lado de cá, eles vão deixando o lado de lá e o ... e o ZÉ. Vou te dar um exemplo: o PEDRO pega ... pegava qunze aqui, depois do acerto passou a pegar trinta comigo e quinze com eles.
ARRUDA: com eles quem?
JOSÉ GERALDO: Com o ZÉ EUSTÁQUIO.
(...)
ARRUDA: BENEDITO tá pegando com quem?
JOSÉ GERALDO: BENEDITO DOMINGOS? Pegava com o DOMINGOS.
ARRUDA: E agora?
JOSÉ GERALDO: Não sei.
ARRUDA: Pois é, mas unificar é isso, não pode achar ninguém ... é saber tudo! Nós temos de saber de um por um.
(...)
JOSÉ GERALDO: O RôNEY pega (ininteligível) ... e lá onze e meio. o ROGÉRIO ULYSSES comigo cinquenta e lá dez com o OMÉSIO.
ARRUDA: Não, acabou uai!
JOSÉ GERALDO: Não, pois é. o AYTON comigo trinta e com o OMÉZIO dez. O BELINALDO, trinta e trinta.
ARRUDA: Não!
JOSÉ GERALDO: Pois é. Tá alto demais!!!
ARRUDA: Não, meu Deus!
DURVAL: O BELINALDO pequenininho daquele jeito ...
ARRUDA: ZÉ GERALDO, chamar cada um e conversar: olha ...uai!!!

Destino do Banpará deve ser discutido por todos

De um Anônimo, sobre a postagem Manifesto defende o fortalecimento do Banpará:

O Banpará é do Pará, e não de um governo, mesmo que o Estado seja o acionista majoritário. O Pará tem um povo. O Banpará tem dinheiro público investido. É um banco do nosso Estado. Está sucateado, defasado, sugado por governos passados, mas é nosso. É de todos.
A questão do destino do Banpará não deveria estar sendo tratada apenas pela associação de funcionários.
Não se pode tratar a incorporação do Banpará pelo Banco do Brasil como um fato já consumado. Se por um lado há vontade política da governadora, e por outro, os níveis de disputa no mercado empurraram para o limbo os últimos bancos estaduais restantes da era das privatizações tucanas, a associação de funcionários aponta um bom caminho: o banco social. Mas mesmo assim precisa ser, no mínimo, auto-sustentável.
Este debate precisa ser travado pela sociedade.

Benjamin diz mesmo a verdade?

Os que leram – e os que lerem – muito provavelmente não contiveram a estupefação.
Pelos detalhes.
Pelas minúcias.
Pela precisão com que os fatos são narrados.
Por se tratar de quem os contou.
De que se trata?
Trata-se de artigo publicado na Folha de S.Paulo desta sexta-feira (29).
Nele, é feita uma análise do filme “Lula, o Filho do Brasil”, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o personagem principal (na foto, uma das cenas da fita).
No artigo, uma revelação: a de que Lula, quando esteve preso em 1980, teria tentado violentar sexualmente – e não estuprar, como tem sido dito, porque estupro só pode ser praticado contra mulher - um colega de cela, descrito como “menino do MEP”.
Quem faz a revelação?
Quem conta?
Quem precisa os detalhes?
César Benjamin, 55 anos.
Ele não é um qualquer.
Vejam quem é, segundo descrição que a Folha traz:

César Benjamin, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.

Este é César Benjamin.
Faltou dizer o seguinte: que Benjamin tem ódio no coração ao PT.
Ao PT de Lula.
É um ponto que não pode ser desconsiderado.
Outro detalhe: por que a história vem a público agora, cerca de três décadas depois?
Pode-se dizer que tudo tem a ver com a intenção explícita no texto, de fazer o contraponto com a mal disfarçada intenção do filme, que é mitificar a figura de Lula.
Mais um detalhe: segundo já informou o Palácio do Planalto, o publicitário Paulo de Tarso, um dos mencionados no artigo de Benjamin, desmentiu a veracidade da história.
Afinal, Benjamin estará dizendo a verdade?
Terá mentido totalmente?
Terá mentido parcialmente?
E cadê o “menino do MEP”, que teria sido alvo da tentativa de agressão sexual do hoje presidente da República? Ninguém sabe, ninguém viu; aliás, provavelmente ninguém jamais o verá.
Cadê o americano mencionado na história de Benjamin? Não é estranho que o autor do artigo não se lembre de seu nome, consideradas as circunstâncias em que tudo se passou?
São estranhezas e aspectos que precisam ser considerados nesta história.
Mas, entre tantas estranhezas, registre-se mais uma: segundo o Blog do Noblat, o chefe do Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, não apenas desmentiu os fatos contados por César Benjamin como assegurou que o Palácio do Planalto não pretende processá-lo.
“Não vamos dar a mínima importância (ao episódio). Vamos nos sujar se fizermos isso. Quando a coisa é séria a gente reage. Quando não é (ignoramos)", disse Carvalho, segundo Noblat.
Esperem aí.
Lula é o presidente da República Federativa do Brasil.
Está sendo acusado de uma conduta criminosa. E grave, mesmo que revelada quase 30 anos depois. E degradante, mesmo quase 30 anos depois.
Isso tudo vai ficar por isso mesmo?
Enquanto vocês decidem, leiam abaixo o trecho do texto de César Benjamin publicado na “Folha de S.Paulo”.
Para ler a íntegra, cliquem aqui.

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São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.
Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.
Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.
Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".
Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos.
Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.
O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.
Dias depois de ter retornado para a solitária, ainda na PE da Vila Militar, alguém empurrou por baixo da porta um exemplar do jornal "O Dia". A matéria da primeira página, com direito a manchete principal, anunciava que Caveirinha e Português haviam sido localizados no bairro do Rio Comprido por uma equipe do delegado Fleury e mortos depois de intensa perseguição e tiroteio. Consumara-se o assassinato que eles haviam antevisto.
Nelson, que amava os Beatles, não conseguiu ser o rei do Senegal: transferido para o presídio de Água Santa, liderou uma greve de fome contra os espancamentos de presos e perseverou nela até morrer de inanição, cerca de 60 dias depois. Seu pai, guarda penitenciário, servia naquela unidade.
Neguinho Dois também morreu na prisão. Sapo Lee foi transferido para a Ilha Grande; perdi sua pista quando o presídio de lá foi desativado. Chinês foi solto e conseguiu ser contratado por uma empreiteira que o enviaria para trabalhar em uma obra na Arábia, mas a empresa mudou os planos e o mandou para o Alasca. Na última vez que falei com ele, há mais de 20 anos, estava animado com a perspectiva do embarque: "Arábia ou Alasca, Devagar, é tudo as mesmas Alemanhas!" Ele quis ir embora para escapar do destino de seu melhor amigo, o Sabichão, que também havia sido solto, novamente preso e dessa vez assassinado. Não sei o que aconteceu com o Formigão e o Ari Navalhada.
A todos, autênticos filhos do Brasil, tão castigados, presto homenagem, estejam onde estiverem, mortos ou vivos, pela maneira como trataram um jovem branco de classe média, na casa dos 20 anos, que lhes esteve ao alcance das mãos. Eu nunca soube quem é o "menino do MEP". Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.
O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos.
Mesmo assim, não pretendo assistir a "O Filho do Brasil", que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política. Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.

O DEM adere ao mensalão. Qual será o próximo?

E o DEM, hein? (até rimou)
Aderiu ao mensalão – ou mensalinho, se quiserem.
E o mensalão – ou mensalinho –, hein?
Está se generalizando.
Vejam só.
Pensava-se que o mensalão seria grife exclusiva do PT.
Não era.
Suas origens, até onde sabe, estão entre os tucanos.
Os tucanos de Minas Gerais.
Quem o disse?
Ninguém menos que Sua Excelência o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, ao aceitar denúncia oferecida contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que teria aderido à prática da propinagem quando era governador de Minas.
E aí, terminou?
Tudo se esgotou entre tucanos e petistas?
Que nada!
Olhem só o escândalo que envolve Sua Excelência o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) – na foto -, além de secretários e deputados da Câmara Legislativa do DF.
Arruda, que antes, quando senador, renunciou ao mandato em 2001, após confessar seu envolvimento no escândalo da violação do painel de votação do Senado, agora é acusado de pagar propina a deputados da base governista.
Palavra da Polícia Federal.
Do jeito que a coisa vai, em breve nenhum partido poderá acusar o outro de aderir à prática do mensalão.
Ou do mensalinho, como queiram.
Qual será o próximo?

Governo contempla velho sonhos da juventude

Do professor Cássio de Andrade, sobre a postagem A Casa da Juventude entre a festa e a bola na trave:

Não vou entrar nessa polêmica político-partidária em relação à CASA da Juventude.
A juventude paraense há muito reivindica um espaço de articulação e de apoio e o Governo do Estado, com essa iniciativa, vem atender um sonho histórico desse segmento social, diga-se de passagem, inédita na administração pública estadual ou municipal local.
Críticas são necessárias e não temos dificuldade nenhuma em respeitá-las ou, na medida do possível, absorvê-las.
A juventude paraense, ansiosa por políticas públicas efetivas, está acima de questiúnculas eivadas de dores e rancores.
Sentimo-nos, no entanto, por dever de ofício e respeito ao público, independentemente de sua cor partidária ou ideológica, na obrigação de rebater leviandades (piores que as inverdades, estas subjetivas e de difícil mensuração).
À frente da CASA (Centro de Articulação Social e Apoio) à Juventude, estão pessoas sérias e que merecem o devido respeito pela sua história, trajetória nos movimentos sociais e compromisso com a ética no serviço público, entre as quais Nádia Brasil que, enquanto alguns usavam fraldas e/ou brincavam de games na infância típica da classe média e da pequena burguesia, esta companheira à frente da luta pela meia-passagem no CAHIS e no movimento estudantil como um todo.
Esta ex-diretora adjunta da Secult, chamada pejorativamente de governanta pelos preconceituosos de plantão que se arvoram a revolucionários juvenis, sempre pautou sua vida pela seriedade no trato da gestão pública, seja no período em que esteve na Secult, seja na EGPA como diretora Administrativa e Financeira, seja na Seduc junto ao SOME ou mesmo no Parlamento Municipal.
Esta moça tem história e caráter, coisa em falta em alguns representantes da geração atual de protoesquerdistas.
Essa é nossa diferença: temos nome, sobrenome e história, e não temos a verdade absoluta como guia.
Procurem a CASA e serão sempre bem-vindos!
Aproveitem que "o véio sol tá la fora, batendo o tambor da dança".

Belo Monte em debate no “Jogo Aberto”

A quem interessa a construção da hidrelétrica de Belo Monte? À população do Pará ou ao centro-sul do país? Ela vai trazer empregos e desenvolvimento ou será a repetição de velhos problemas, como inchaço de cidades, miséria, desemprego e criminalidade, além da afetação ambiental? Estas e outras perguntas serão respondidas no debate deste sábado, na Rádio Tabajara FM 106.1, durante o programa “Jogo Aberto”, apresentado pelos jornalistas Carlos Mendes e Francisco Sidou, de 2 às 4 da tarde.
Os debatedores convidados do programa, Luiz Cláudio, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Norte II (Pará/Amapá); Dion Monteiro, do Comitê Metropolitano Xingu Vivo Para Sempre; e Anderson Castro, coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE), da Universidade Federal do Pará (UFPA), terão a companhia, na troca e divergências de idéias, do ex-deputado Nicias Ribeiro, tido como o “pai” de Belo Monte.
Os ouvintes e internautas poderão participar do programa com perguntas que poderão ser formuladas pelo telefone (91) 3226-0245, ou pelo endereço eletrônico radiotabajarafm@hotmail.com. A Tabajara pode ser sintonizada, além do rádio e do celular, pelo site www.radiotabajara.com.br.

Fonte: Rádio Tabajara

Animais escravos


É de causar dó o estado em que vivem muitos animais de carga nas cidades. Trabalhando de sol a sol, muitas dessas pobres criaturas se arrastam. Doentes, dividindo espaço num trânsito caótico, tais animais são surrados e submetidos a todo tipo de tortura. Lei existe para protegê-los. Porém, quem fiscaliza? Quem fala por eles?
A exploração de animais para o trabalho remonta à Antiguidade. O costume está ligado a um período que antecede ao desenvolvimento das condições humanas. Antecede à invenção da roda. Mas sobreviveu à Revolução Industrial e às viagens espaciais tripuladas. E sobrevive hoje no mundo globalizado da internet.
Desde cedo, o homem observou que certas espécies animais, pela sua robustez, poderiam ser aproveitadas para o trabalho. Então foram domadas e receberam o encargo de transportar fardos a longas distâncias. No meio rural, onde a história começou, as condições de vida desses animais ainda tinham algo de racionalidade. Havia pastos naturais, riachos, arvoredos para se refugiar do Sol. Todavia, à medida que as cidades foram se estabelecendo como grandes centros populacionais, o bem-estar dessas criaturas servis foi se complicando.
Hoje, por falta de uma lei que proíba a utilização de animais de carga em áreas urbanas, a situação chegou ao mais elevado grau de perversidade. É preciso mudar esse estado de coisas. Nada justifica submeter pobres seres a terrível escravidão. Há séculos, temos máquinas que podem fazer esse trabalho. Libertemos os animais.
Cada dia, é uma tortura para mim. Em minhas caminhadas matinais pelas ruas de Belém, muitas vezes fecho os olhos para não colher a dor desses animais. Mas nem sempre consigo deixar de me envolver. Não faz tempo, presenciei uma cena dramática.

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“Em minhas caminhadas matinais pelas ruas de Belém, muitas vezes fecho os olhos para não colher a dor desses animais. Mas nem sempre consigo deixar de me envolver.”
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Um carroceiro queria que um cavalo desse ré para despejar uma carrada de aterro dentro do pátio de uma casa. Mas havia uma vala, uma calçada alta e ainda uma árvore no meio do caminho. Pelas dificuldades, o pobre animal, surrado sem piedade, caiu violentamente ao tentar andar para trás.
Não deu para resistir. Parei o carro e fui conversar com aquele homem. Perguntei se ele pensava estar conduzindo uma máquina. Se não tinha alma para apiedar-se daquele ser que o ajudava a sobreviver. O pobre animal, caído, debatia-se debaixo de uma carroça carregada.
Infelizmente, há até cristãos que maltratam animais. Não conseguem compreender que todos os seres são obras do Criador. E, portanto, quando fustigam essas criaturas, ofendem ao mesmo Deus, cultuado com flores e cânticos nos templos e nas ruas. Não. Deus não pode se agradar de um homem, considerado racional e superior, que vilipendia seres indefesos, criados por Ele.
É chegado o tempo de os legisladores proibirem a utilização de animais para transporte de cargas. Pelo menos nas cidades. E não estou falando somente pela fluência do trânsito para humanos. Estou falando mesmo pelos animais, que merecem ser livres. Que merecem usufruir um pouco do propalado estado de civilização a que chegamos (?). É tempo de acabarmos com a escravidão desses animais de carga.
Louvável a atitude da Universidade Federal Rural da Amazônia, ao instituir um curso para carroceiros. Mesmo assim, trata-se de um paliativo aos maus-tratos. Melhor erradicar esse câncer de nossa sociedade. Por uma questão de justiça social, permitamos que animais de carga ainda trabalhem nas zonas rurais. Mas obriguemos o comércio de materiais de construção e outros usuários das cidades a disporem de serviço de entrega mecanizado. Precisamos libertar esses animais escravos.

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RUI RAIOL é pastor e escritor (www.ruiraiol.com.br)

Bando armado mata e leva terror a Maracanã

No AMAZÔNIA:

Um morador de Maracanã foi morto a bala durante assalto ocorrido por volta das 9h de ontem, na agência do Banpará daquele município da região do Salgado, do qual participaram cerca de 12 homens armados com metralhadoras, pistolas e escopetas. Segundo informações ainda não confirmadas, o bando teria levado cerca de R$ 500 mil, dinheiro que estava dentro de um malote deixado no dia anterior na agência, e seria utilizado para o pagamento dos funcionários municipais. Os bandidos estavam bem informados, pois quando chegaram na agência foram logo perguntando pelo malote, e não mexeram em nada que pertencia aos clientes, todos deitados no chão. Até o final da tarde de ontem, nenhum dos bandidos havia sido capturado pelas dezenas de policiais civis e militares e federais que se deslocaram para a área.
Os bandidos fugiram em direção à vila do Matapiquara, no rumo de quem vai para Magalhães Barata, levando cinco reféns, libertados quilômetros depois. A quadrilha, então, abandonou os dois carros usados no assalto, um Gol e Corsa Classic, e conseguiram se apoderar de uma camionete L-200, da Prefeitura de Igarapé-Açu, e seguindo em frente. Mais adiante, os bandidos largaram a camionete e se embrenharam no mato, onde estavam sendo caçados pela policia até o fechamento desta edição.
Logo no início da fuga, os assaltantes encontraram no caminho uma carro da Policia Militar. Eles metralharam a viatura e o único militar que estava no carro correu para o mato, ficando sem sua arma e o colete a prova de balas. De um segurança da agência eles já haviam levado dois revólveres.
Pelo menos 80 pessoas estavam dentro da agência no momento em que os assaltantes chegaram nos dois carros. O bando entrou atirando para todos os lados, mas sem mirar nas pessoas, a maioria funcionários municipais. Dentre eles estava o delegado da Policia Civil Ronaldo Hélio, que trabalha na delegacia do município, e havia entrado na agência para fazer um deposito para sua familia, que reside em Belém. Ele contou que quando percebeu o assalto se escondeu próximo as uma porta. Ronaldo acredita que foi reconhecido por um dos assaltantes, e que tinha gente da região participando do ataque à agência. Ele explica: 'Um dos bandidos, que parecia ser o líder, gritou que era para achar o delegado, porque o carro dele estava lá fora. Um dos bandidos, que estava perto de mim, gritou, dizendo que o delegado tinha fugido, que não estava na agência, e olhou pra mim e deu uma piscada, como se me conhecesse e estava livrando a minha cara', disse Ronaldo Hélio.
Assassinato - Quando os bandidos estavam impondo pânico dentro da agência do Banpará, onde eles permaneceram cerca de 20 minutos, o funcionário da prefeitura Romildo Pereira Pamplona, de 51 anos, tentou entrar no banco para salvar um filho seu, Rafael, há quase dois anos estagiário do Banpará. Sua chegada assustou os bandidos, que fizeram varios disparos em sua direção. Bastante ferido, Romildo ainda foi levado para o hospital municipal de Maracanã, mas pouco depois ele faleceu. Seu corpo foi removido para o Instituto de Perícias Científicas de Castanhal. Uma irmã dele, Magali Pamplona, disse que 'quando viu a confusão, o Romildo não pensou nele, mas apenas no filho'.

Festança regada a axé music

No AMAZÔNIA:

A primeira noite da 15ª edição do Parafolia foi regada a muito axé. A cantora Cláudia Leitte, uma das atrações mais aguardadas, abriu o festival. O cantor baiano Tomate foi o segundo a entrar no palco e a Banda Eva fechou a programação do primeiro dia do evento, que sacode a galera até amanhã, na Cidade Folia, em Belém.
Organizado pela Bis Promoções, o Parafolia está entre as dez maiores micaretas do país e para este ano preparou muitas novidades. Entre elas, o camarote 'Contigo!', projetado para receber 600 foliões e celebridades convidadas especialmente para abrilhantar o evento, em uma parceria com a revista e a direção da Bis.
No camarote, serviços como open bar, salão de beleza e um buffet digno de festa de debutante, já que para comemorar os 15 anos do Parafolia, muitas surpresas foram preparadas. Para quem prefere ficar sentado e ouvir um pagode ou samba, a pedida da noite foi o 'Bar da Boa'. Além desse espaço, o 'Bar da Kaiser' apresenta, em todas as noites, um DJ paraense. Dois palcos separados dão o suporte para que em nenhum momento da noite, o ambiente fique sem música.
Para Rosalina Melo, diretora da Bis Promoções e coordenadora do Parafolia, um dos destaques desta edição é o crescimento na infraestrutura, montada com antecedência e operacionalmente concluída ainda no final da tarde de ontem. 'Os equipamentos utilizados em toda a estrutura são de última geração. Temos seis telões de lead, espalhados por lugares estratégicos da Cidade Folia. Isso mostra que o Parafolia continua crescendo', comemorou a diretora.
Um dos foliões mais animados veio do outro lado do mundo. O holandês Ian Kramem, de 42 anos, está em Belém há 21 dias e nunca esteve antes em uma micareta - e nem mesmo em uma grande festa de carnaval. Impressionado e sempre muito animado, Ian curtiu o primeiro dia de Parafolia ao lado da esposa, a paraense Paula Gonçalves. 'Muito bom o Parafolia', ensaiou em português, antes de responder o que estava achando da festa.
O Parafolia 2009 é uma realização da Bis Promoções, com patrocínio da Kaiser, Coca-cola e Vivo, e apoio de C&A, revista 'Contigo!', jornal O LIBERAL, Intimus, Óticas Diniz, Belém Alimentos, Ponto i, Minds, Hilton Hotel, Spamazônia, Floricultura Bem-me-quer, Ice Café, Bombom do Pará, Armazém das Festas, Carmem Academia, Amazon Machine, Rapidão Cometa, Syn Ice, Jokerman e Delta Gráfica.

Pará lidera julgamento de processos antigos na região Norte

No AMAZÔNIA:

O Pará é o Estado da região Norte que mais julgou processos antigos, distribuídos até 2005. De fevereiro a novembro deste ano, foram julgados 61.759, o que coloca o Pará como o oitavo no Brasil nesse quesito. O resultado é fruto de um esforço nacional, chamado de Meta 2, estipulado para todo o País durante o 2º Encontro Nacional do Judiciário, em fevereiro deste ano, em Belo Horizonte. O trabalho, porém, não chegou à metade: há outros 105 mil processos antigos na fila.
Além do volume de trabalho novo que chega a cada dia, magistrados do Tribunal de Justiça do Estado (TJE) têm que se desdobrar para dar conta dos processos mais antigos. Para isso, eles têm feito mutirões e horas extra às noites, feriados e fins de semana. Contudo, diferente dos trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação de Leis Trabalhistas), juízes não podem receber pelas horas trabalhadas a mais. Por força da Constituição, recebem como salário uma parcela única, o subsídio, que não pode ser acrescido de outras vantagens em dinheiro.
O presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa), juiz Paulo Vieira, comemora o número conquistado até agora, apesar dos problemas como a falta de magistrados e serventuários da Justiça, estrutura básica de trabalho e dificuldades geográfica de transporte e locomoção, que dificultam o dia a dia. 'A rapidez da Justiça não depende apenas do número de juízes, mas também de servidores, de estrutura, da polícia e dos defensores públicos. Mesmo assim o empenho dos juízes tem sido grande, o que nos traz a esse bom resultado', diz o presidente da Amepá.

PM reintegra posse de fazenda ocupada há mais de 5 anos

No AMAZÔNIA:

Uma topa do Comando de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar chegou ontem ao município de Dom Eliseu, no nordeste paraense, para dar início à primeira fase de uma operação para reintegração de posse de áreas ocupadas nas regiões sul e sudeste paraense. Mais de 90 homens da PM chegaram nas primeiras horas da manhã na fazenda Mandaraí, A primeira fazenda a ser reintegrada em Dom Eliseu, onde estavam instaladas mais de 50 famílias há mais de cinco anos.
Durante a retirada dos ocupantes da fazenda, a PM não registrou nenhuma ocorrência ou foco de resistência; pouco a pouco as famílias arrumaram todos os seus pertences e deixaram a Mandaraí, de forma ordeira e pacífica. Na manhã de hoje, a equipe deverá se deslocar até a fazenda Betânia, a segunda da lista de reintegrações nos arredores de Dom Eliseu.
Nos últimos dois anos, vários conflitos agrários foram registrados em fazendas situadas na zona rural do município. Em dois casos, três invasores foram mortos em emboscada. Em 2006, três policiais militares foram detidos por invasores e amarrados dentro de uma fazenda. Segundo os ocupantes da área, os PMs estariam fazendo proteção armada contratados por fazendeiros. Em agosto deste ano, o sem-terra Saturnino Pereira, o 'Satú', foi morto dentro de uma invasão situada dentro da fazenda Pau-Terra. À época, a Justiça decretou a prisão dos proprietários da área, que obtiveram liminar judicial, e respondem ao processo em liberdade.
Mais ações - Após a reintegração da fazenda Betânia, que deverá ocorrer até o final da manhã de hoje, a PM segue para o sul do Pará para reintegrar as fazendas Araguaia e Retiro, em São João do Araguaia e ainda as fazendas Haras e Santo Elias, situadas em Bom Jesus do Tocantins. Todos os mandados foram expedidos pela juíza Claudia Favacho Moura, da Vara Agrária de Marabá. Nesta primeira fase da operação, a PM deverá cumprir cerca de 18 mandados de reintegração de posse em municípios do sul e sudeste paraense.

Saem os calouros do Cesupa

No AMAZÔNIA:

O Centro Universitário do Pará (Cesupa) divulgou, ontem, o listão dos aprovados no Processo Seletivo 2010/1, realizado no dia 20 deste mês. Foram 1.570 vagas ofertadas e todas preenchidas, nos cursos de Biologia, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Odontologia, Administração, Ciências Contábeis com Ênfase em Informática, Direito, Ciência da Computação, Engenharia de Produção e Sistemas de Informação. Ao todo, concorreram 3.642 candidatos, foram 3.765 inscritos e 123 faltosos. Medicina e Direito foram os cursos mais concorridos, respectivamente, com 10 e 4 candidatos por vaga.
Os três primeiros colocados no processo seletivo do Cesupa disputaram vagas para o curso de Medicina, sendo a primeira colocada, Jéssica de Oliveira Silveira, que obteve 77 pontos; o segundo foi Pedro Henrique Carmona Chaves, seguido de Thiago Barbosa Gonçalves, ambos obtiveram a média de 76,5 pontos, no total.
A primeira etapa da matrícula dos aprovados no vestibular do Cesupa começou ontem e se estenderá até o dia 3 de dezembro. Os calouros devem acessar o site da instituição para realizar a pré-matrícula online, no endereço: www.cesupa.br. A segunta etapa da matrícula será presencial, para todos os cursos, somente no dia 3 de dezembro, das 9h às 19h, na unidade do Cesupa, localizada na avenida Governador José Malcher. Para realizar a matrícula o candidato deve dispor dos seguintes documentos: fotocópia autenticada do certificado de conclusão do ensino médio e do histórico escolar; fotocópia comum da certidão de nascimento, da carteira de identidade; da prova de quitação com o Serviço Militar (sexo masculino); do título de eleitor com comprovante de votação da última eleição (obrigatório para maiores de 18 anos); do CPF; do comprovante de residência; duas fotografias 3x4 idênticas e recentes; requerimento de matrícula em duas vias; fotocópia do comprovante de pagamento da primeira parcela da mensalidade escolar de 2010; contrato de prestação de serviços educacionais, em duas vias, devidamente preenchido e assinado. As fotocópias deverão estar acompanhadas dos respectivos originais. O início das aulas do primeiro semestre de 2010 será no dia 8 de fevereiro e do segundo semestre no dia 2 de agosto.

Clique aqui para ler a lista de aprovados.

Rayfran vai ao terceiro júri

No AMAZÔNIA:

O juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, presidente do 2º Tribunal do Júri de Belém submeterá ao júri, dia 10 de dezembro, Rayfran das Neves Sales (o Fogoió). O réu confesso de matar com seis tiros a missionária Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no interior do Pará, enfrentará o banco de réus pela terceira vez. No primeiro júri realizado em dezembro de 2005 a pena imposta ao atirador de Dorothy foi de 27 anos, ao ser condenado por homicídio qualificado pela promessa de recompensa. As informações são do Tribunal de Justiça do Estado.
Como a pena imposta a Rayfran foi superior a 20 anos de prisão, à época, a legislação penal brasileira permitia o protesto por novo júri. Novamente submetido a júri, Rayfran Sales foi condenado e pegou a mesma pena, 28 anos de reclusão no novo julgamento. No dia 22 de outubro de 2007, Rayfran negou que tivesse sido contratado por fazendeiros para matar a missionária e apresentou uma nova versão para o crime, que acabou resultando na absolvição de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida.
A versão do atirador da missionária é que teria se sentido 'ameaçado' pela irmã que ajudava os agricultores num projeto de assentamento sustentável na Região de Anapu e Altamira. Com essa vesão, Rayfran inocenta os dois fazendeiros acusados de mandantes do crime, embora o comeriante Amair Feijoli (o Tato) cumpre pena por participar como intermediário do planejamento da morte de Dorothy.
Outro acusado, Clodoaldo Batista (ou Eduardo), que estava ao lado do atirador no momento do crime pegou 17 anos. Esse teve a pena reduzida por colaborar com o processo.
Marilda Cantal, advogada do atirador, informou que foi o próprio réu, interessado em definir sua situação, que requereu logo seu julgamento. A advogada informou que não apelou à instância superior (STJ), e espera obter nesse julgamento uma pena menor para Rayfran, que afirma agora que não houve promessa de recompensa para matar a missionária.
Ela explicou que o réu 'já se encontra há quatro anos preso, desde a época do crime, e já tem direitos previstos na Lei de Execução Penal, como remissão de pena por estudar e trabalhar no presídio', disse a advogada.
O promotor de justiça Edson Souza atuará na acusação e a advogada Marilda Cantal promoverá a defesa do acusado. Ela adiantou que vai sustentar a tese de desclassificação do homicídio quaificado para o homicídio privileagiado, o que resultará numa diminuição considerável da pena. A sessão ocorrerá no plenário do júri do Fórum Criminal de Belém, localizado na Cidade Velha.

Gerente e filha ficam reféns de bandidos

No AMAZÔNIA:

Uma gerente de banco foi feita refém junto com a filha durante um assalto nos moldes do 'golpe do sapatinho' à manhã de ontem, em Belém. Ainda não há informações precisas sobre o crime, mas tudo leva a crer que a ação foi organizada por uma quadrilha especializada em assaltos a bancos, já que os bandidos seguiram com as vítimas até a agência do Banco do Estado do Pará (Banpará) da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), na Praça Felipe Patroni, na Cidade Velha, onde a gerente trabalhava. Os bandidos tentaram arrombar o cofre, sem sucesso. Policiais civis da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) investigam o caso. Até a tarde de ontem, ninguém havia sido identificado e preso.
Segundo informações da 6ª Zona de Policiamento (Zpol) da Polícia Militar (PM), a ação criminosa teve início por volta de 6h30 e só acabou quatro horas depois. Tudo começou quando a gerente, acompanhada da filha, saía de casa no bairro do Guamá. Um grupo de assaltantes - em número ainda desconhecido - abordou as vítimas e entrou junto com elas em um veículo Escort, exigindo que lhes fosse entregue todo o dinheiro da agência do Banpará.
Já por volta das 7h, eles foram à agência junto com a gerente, mas não conseguiram abrir o cofre onde a quantia estava guardada. Ela foi, então, liberada pelos acusados na Praça da República. Eles fugiram em seguida, tendo como refém a filha da gerente. As polícias Civil (PC) e Militar (PM) foram acionadas e começaram a fazer buscas no centro de Belém.
Somente por volta de 10h30 a filha foi deixada pelos assaltantes, no bairro da Cabanagem. As vítimas foram levadas à sede da DRCO, no bairro da Pedreira, e prestaram depoimento. Equipes da divisão foram postas nas ruas atrás dos acusados.

De amistoso, só o status

No AMAZÔNIA:

As diretorias de Remo e Paysandu finalmente chegaram a um acordo e definiram os preços dos ingressos para o último clássico deste ano - o Re x Pa amistoso do dia 13 de dezembro, no Mangueirão. Apesar de toda rivalidade entre os clubes rivais, uma coisa que não vai agradar em nada às duas torcidas é o preço cobrado para a partida. As arquibancadas vão custar R$ 15 e as cadeiras R$ 30. Mesmos valores cobrados nos clássicos válidos pelo Campeonato Paraense deste ano. Mas a notícia poderia ser ainda pior, uma vez que o presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, chegou a propor R$ 20 (arquibancadas) e R$ 50 (cadeiras).
'No final, tomamos a decisão correta. Agora, todos nós esperamos que o torcedor entenda a situação difícil de Remo e Paysandu e compareçam em grande número a este Re x Pa, para dar mais esta contribuição aos dois clubes', declarou o diretor de arrecadação do Papão, Maurício Maciel, apelando à boa vontade das duas maiores torcidas do Estado.
De acordo com Maciel, que representou o clube na reunião de ontem, realizada na Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), os ingressos para o clássico começarão a ser vendidos no final da próxima semana nas sedes sociais dos clubes rivais e nos estádios Baenão e Curuzu. Dessa vez, segundo ele, não serão utilizados cartões magnéticos. Quanto à renda do jogo, ficou decidido que o arrecadado será dividido em 50% para cada clube.
'Por questões operacionais, optamos por utilizar ingressos comuns para o Re x Pa do dia 13. O risco de falsificação e evasão de renda existe, mas o custo com a confecção dos cartões magnéticos é muito elevado e o gasto não compensaria', explicou o dirigente bicolor, que também citou os recentes problemas técnicos registrados nas catracas eletrônicas do estádio como um dos motivos para a decisão. 'Vamos tomar uma série de medidas de segurança para tentar minimizar a evasão de renda', complementou.
O dirigente revelou ainda que as diretorias rivais conseguiram um bom acordo com a Seel, que aceitou liberar os clubes do pagamento da taxa de aluguel do Mangueirão e ainda aceitou dividir a renda obtida com a venda dos camarotes. 'Tentamos também conseguir a arrecadação com o estacionamento, mas o secretário (Jorge) Panzera explicou que a Seel tira seus recursos do pagamento do estacionamento para pagar o seu quadro móvel, ou seja, as pessoas que trabalham em dias de jogos e eventos no Mangueirão', explicou Maciel.
Promoções - Para atrair os torcedores de Remo e Paysandu, que andam desconfiados em relação à qualidade dos reforços contratados por seus clubes, as diretorias rivais também estudam a realização de sorteios e promoções relacionadas ao clássico. 'Estamos estudando a possibilidade de fazer o sorteio de uma moto zero km no intervalo do jogo. O que antecipamos é que os interessados em se tornar um sócio-torcedor de Remo ou Paysandu terão um desconto de R$ 10 na taxa de adesão, caso apresentem o canhoto do ingresso deste clássico no momento da inscrição', revelou Maurício Maciel.

Nas asas da autoajuda

Na VEJA:

"Nenhum homem é uma ilha", escreveu o inglês John Donne em 1624, em uma frase que atravessaria os séculos como um dos lugares-comuns mais citados de todos os tempos. Todo lugar-comum, porém, tem um alicerce na realidade ou nos sentimentos humanos - e esse não é exceção. Donne foi um dos poetas extraordinários de seu idioma, conhecido sobretudo pelos versos sugestivamente eróticos. Mas, quando distinguiu os homens, dependentes uns dos outros por natureza, das ilhas, isoladas por definição, em sua Meditação XVII, estava em outra etapa de sua trajetória. Aferrara-se ao anglicanismo e virara pregador. Procurava, com essa estrofe célebre, expressar um tipo diverso de amor: o sentido de conexão que quase todos experimentamos com nossos semelhantes. "Cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; (...) a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano", prosseguia sua Meditação. Durante toda a história da espécie, a biologia e a cultura conspiraram juntas para que a vida humana adquirisse exatamente esse contorno, o de um continente, um relevo que se espraia, abraça e se interliga.
A vida moderna, porém, alterou-o de maneira drástica. Em certos aspectos, partiu o continente humano em um arquipélago tão fragmentado que uma pessoa pode se sentir totalmente separada das demais. Vencer tal distância e se reunir aos outros, entretanto, é um dos nossos instintos básicos. E é a ele que atende um setor do mercado editorial que cresce a saltos largos: o da autoajuda, e em particular de uma autoajuda que se pode descrever como espiritual. Não porque tenha necessariamente tonalidades religiosas (embora elas, às vezes, sejam nítidas), mas porque se dirige àquelas questões de alma que, desde que o tempo é tempo, atormentam os homens. Como a perda de uma pessoa querida, a rejeição ou o abandono, a dificuldade de conviver com os próprios defeitos e os alheios, o medo da velhice e da morte, conflitos com os pais e os filhos, a frustração com as aspirações que não se realizaram, a perplexidade diante do fim e a dúvida sobre o propósito da existência. Questões que, como séculos de filosofia já explicitaram, nem sempre têm solução clara - mas que são suportáveis quando se tem com quem dividir seu peso, e esmagadoras quando se está só.

Mais aqui.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ana Carolina - Aqui

CNJ dá maior abrangência ao conceito de nepotismo

Do Consultor Jurídico

O Conselho Nacional de Justiça decidiu na última sessão plenária, na terça-feira (24/11), revogar parte do Enunciado Administrativo I, que trata de nepotismo. Com a revogação da alínea "i", o CNJ dá maior abrangência ao conceito de nepotismo no Poder Judiciário. Ainda que não haja subordinação entre os parentes, cônjuges e outros, a situação será considerada como prática de nepotismo.
A decisão foi tomada pelos conselheiros, na análise de uma consulta — recebida como Procedimento de Controle Administrativo — de um ocupante de cargo comissionado no Tribunal de Justiça do Piauí, Francisco das Chagas Reis Neto.
O pedido foi julgado improcedente pelo plenário do Conselho que determinou ao TJ-PI a exoneração do servidor em no máximo 30 dias. Francisco Neto foi nomeado em junho de 2008 para o cargo em comissão de oficial assistente na Corregedoria-Geral de Justiça do TJ-PI, onde sua mãe, Kátia Celeste Mota Reis, é servidora efetiva desde 1987 e exerce, desde janeiro de 2004, cargo de escrivã judicial do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Teresina.
De acordo com o relator da consulta, conselheiro Jorge Hélio Chaves de Oliveira, o enunciado reduzia o alcance da Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal e da Resolução 7 do CNJ, que disciplina o exercício de cargos, empregos e funções por parentes, cônjuges e companheiros de magistrados e de servidores com funções no Poder Judiciário. A decisão, de exonerar o servidor em comissão do TJ-PI e de revogar a alínea que exigia a subordinação hierárquica para a caracterização do nepotismo, servirá, a partir de agora, de modelo para outros casos que existem no Poder Judiciário.
O plenário do CNJ decidiu, também, abrir um novo procedimento de controle administrativo para investigar a situação de dezenas de outros servidores mencionados pelo Tribunal de Justiça do Piauí.

Charge - Amarildo


No Irã, nada de publicar o que é prejudicial a políticos

Do Comunique-se

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu aos jornalistas que atuam no país que não publiquem nada que prejudique a imagem e reputação dos políticos, segundo informou a TV estatal na quarta-feira (26/11).
“Reportagens que maculam a reputação de figuras proeminentes das instituições são inaceitáveis, sejam essas reportagens sobre o presidente, o presidente do Parlamento ou o chefe do Conselho da Expediência", declarou o aiatolá num encontro da milícia islâmica Basij.
Diante das denúncias de fraude nas últimas eleições, após a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, muitos movimentos se formaram de crítica ao governo. No mais recente caso de crítica, a imprensa questionou a origem da riqueza dos filhos de Akbar Hashemi Rafsanjani, ex-presidente iraniano.
“Alguns jornais deveriam evitar a publicação de rumores sobre oficiais de primeiro escalão e a divulgação de disputas menores”, completou Khamenei.
As informações são da Reuters.

Câmara, teu nome é falta de transparência

A democracia brasileira é, melhor dizendo, uma democracia à brasileira.
Vejam esse caso das notas fiscais que Suas Excelências os deputados federais – vários deles – apresentam para justificar os gastos com a verba indenizatória.
A cada dia, a Folha revela uma novidade.
Uma novidade escabrosa, seja bem dito.
Isso tudo tem sido revelado a partir do exame de um calhamaço de 70 mil notas fiscais a que o jornal teve acesso.
Mas o que fez para ter acesso?
Teve que ir ao Supremo Tribunal Federal.
Isso mesmo: preciso acionar a Corte Máxima do País.
E sabem desde quando a Folha tenta pôr a mão nessa preciosidade?
Desde, acreditem, 2003.
Há seis anos.
Céus!
Mas o dinheiro que a Câmara utiliza não é público?
A verba indenizatória que Suas Excelências utilizam não é pública?
Suas Excelências não propagam que usam a verba indenizatória direitinho, dentro dos conformes legais?
Não dizem Suas Excelências que o Legislativo, dos três Poderes, é o mais transparente é o mais devassado pela Imprensa?
Então, pronto.
Se é assim, por que então a Câmara se recusou a fornecer ao jornal as notas fiscais agora cedida apenas por determinação judicial?
Como é que se explica uma coisa dessas?
Só a democracia brasileira explica.
Ou melhor, a democracia à brasileira, em que as garantias legais servem, parece, mais para uns do que para outros.

Elucidativas e prospectivas (ops!)

Da coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta, pinçam-se as duas notas abaixo.

Ambas elucidativas.

Ou como diriam petistas – e por que não tucanos? -, ambas as notas prospectivas (toma-te!):

 

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Terapia de casal

Chamados para uma conversa com as direções do PT e do PMDB, a petista Ana Júlia e o peemedebista Jader Barbalho, ambos interessados no governo do Pará, serão cobaias de um modelo de negociação que deverá ser exportado para outros Estados onde está difícil fechar um palanque único para Dilma Rousseff. Primeiro, será ouvido Jader. Depois, Ana Júlia. Se necessário, haverá uma espécie de acareação.

Se a fórmula funcionar, os próximos convocados serão Sérgio Cabral (PMDB) e Lindberg Farias (PT), no Rio, e Hélio Costa (PMDB), Patrus Ananias (PT) e Fernando Pimentel (PT), em Minas. Mas, como nas duas praças haverá segundo turno na eleição interna do PT, a conversa se dará depois de 6 de dezembro.

 

Está feito. Depois de muita confusão no diretório do Pará, a direção do PSDB bateu o martelo ontem: o candidato ao governo será Simão Jatene. O ex-governador Almir Gabriel disputará o Senado ou uma cadeira de deputado.

Jarbas Vasconcelos dá o troco a Serra. Na medida.

Da coluna Painel, da Folha de S.Paulo:

Como você. Em encontro nesta semana, José Serra (PSDB) pediu a Jarbas Vasconcelos (PMDB) que dispute o governo de Pernambuco. Ele respondeu que fará como o tucano: decidirá em março.

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Do Espaço Aberto:

Benfeito para Serra.
Benfeito.
A resposta de Jarbas Vasconcelos está na medida para mostrar as consequências decorrentes da indefinição do governador paulista, que prefere empurrar para as calendas o anúncio de sua candidatura.
Enquanto isso, Lula faz a hora, Dilma cresce nas pesquisa e o PSDB se incomoda.
Com justa razão, aliás.

Ahmadinejad, um genocida em potencial

Do médico e mestre emCiências da Saúde Itajaí de Albuquerque – um dos flanares e editor do ótimo Voo de Galinha -, sobre a postagem Para não esquecer:

Se tiver interesse, veja em DVD Katyn. Lá, você verá até onde a dupla Hitler-Stalin chegou na Polônia. Quanto ao iraniano Ahmadinejad, para mim, ele é exatamente o que demonstra: um genocida em potencial.
Entretanto, o Brasil não pode ignorar o Irã, como não ignorou o Iraque, quando Sadam Husseim ali mandava. Relações comerciais são uma coisa, outra coisa é dar apoio político as ações imorais ou criminosas que esses dirigentes promovem. Quanto a essas últimas, o governo brasileiro já demarcou muito bem o limite.

As versões – quase – inacreditáveis do doutor Almir

Com todo o respeito que eles nos merece, mas o doutor Almir – o Almir Gabriel, ex-governador do Pará – disse coisas quase inacreditáveis à repórter Rita Soares, na matéria que o Diário do Pará publicou nesta quinta-feira (26).
Afirmou, por exemplo, nunca ter dito que abandonaria a política quando se mudou de mala e cuia para Bertioga.
Mas era preciso dizer, dr. Almir? As evidências demonstravam isso. Como Vossa Senhoria nunca falou com tanta desenvoltura a jornalistas, como tem feito agora, todos se deram o direito de ler, nas suas atitudes, exatamente aquilo que leriam se o senhor tivesse dado declarações explícitas nesse sentido.
Afirma ainda o doutor Almir, lá pelas tantas: “O grande trabalho do próximo governador – e eu espero que seja eu...”
Rss. Mas de onde se origina tanta convicção assim, hein, doutor Almir?
Sua Senhoria fez mais uma revelação surpreendente: a de ter proposto à Executiva Nacional do PSDB que se empenhasse para buscar uma conciliação entre o senador Mário Couto e o ex-governador Simão Jatene, ambos aspirantes à vaga de candidato tucano ao governo do Estado.
É mesmo, doutor Almir? O senhor com o espírito de conciliador? Realmente, é uma revelação. Uma revelação e tanto.
O doutor foi em frente.
Disse o seguinte: “Quando senti que chegou a um impasse, me ofereci como opção capaz de conciliar o partido. Me ofereci para ser o candidato provável”.
Hehehe.
Agora sim, doutor Almir matou a charada. Com essa, resolveu o enigma. Com essa, permitiu-nos acreditar que foi assim mesmo.
Com todo o respeito, é claro.
Com o máximo respeito que doutor Almir nos merece.

Maluf e Jader. O que um tem a ver com o outro?

O radialista Nonato Cavalcante, apresentador do programa Clube da Manhã, pela Rádio Clube, um dos veículos do deputado Jader Barbalho, fez hoje de manhã uma constatação interessante.
Aliás, interessantíssima.
Referia-se o locutor à denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal de São Paulo contra o senador Romeu Tuma e o deputado federal Paulo Maluf, acusando-os de contribuir decisivamente para a ocultação de cadáveres durante a ditadura.
É interessante, observou Nonato, como o deputado Paulo Maluf, às vésperas de eleições, é sempre alvo de investidas do MP – seja o Federal, seja o do Estado.
Algo muito parecido – continuou Nonato, ainda é ele falando – acontece por aqui...
Com quem, Nonato?
Nonato, ele mesmo, respondeu: com Sua Excelência o deputado Jader Barbalho.
Rsss.
É mesmo, Nonato?
Mas por quê, hein?
O que Maluf tem a ver com Jader, e o que Jader tem a ver com Maluf?
Dá, digamos, para esclarecer melhor?
E mais: diante da observação, isso quer dizer que já está na época do doutor Jader sofrer “investidas” do Ministério Público?
É preciso esclarecer.
Esclarecer para a gente compreender bem.
Putz!