segunda-feira, 8 de abril de 2024

Elon Musk, o covarde e chantagista. Com aplausos do bolsonarismo!


Vão vendo - sobretudo os que estão excitadíssimos, fazendo uma força danada para alçar o bilionário direitista Elon Musk ao panteão dos defensores da liberdade de informação.
Vejam essa notícia acima.
Foi publicada, há cerca de três meses, pelo The Guardian, um dos jornais mais influentes do mundo. Para ler a íntegra, em inglês, clique neste link.
A investigação foi instaurada pela União Europeia, que abriga algumas das mais sólidas democracias do planeta - Grã-Bretanha, França e Alemanha entre elas.
E agora?
O que disse Musk, depois disso, do Alexandre de Moraes da Grã-Bretanha?
Que ofensas expeliu contra o Alexandre de Moraes da França?
Que ameaças proferiu contra o Alexandre de Moraes da Alemanha?
Quando já se ouviu a voz desse elemento pernóstico contra a Suprema Corte desses países?
Pois é.
Mas, quando é aqui, vemos bolsonaristas fascistas excitarem-se barulhentamente, ao ponto de quase começarem a erigir uma estátua para celebrar Elon Musk, o libertário, o democrata, o mito da liberdade de informação.
Tá bom.
Pois eu vou erigir a minha estátua de Elon Musk.
Para celebrá-lo como um fascista, um arrogante e chantagista, que alteia a crista para espinafrar o STF, guardião da Constituição brasileira, e seus ministros, mas não faz o mesmo contras as potências europeias.
É um covarde.
Chantagista e covarde.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

De Gilmar Mendes para Sergio Moro, na cara: “Você e Dallagnol roubavam galinha juntos”

Gilmar Mendes e Sergio Moro: senador ouviu uma carraspana em regra

O que o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) foi fazer no gabinete do ministro Gilmar Mendes, do STF?
O que mesmo?
Essa pergunta, quem está se fazendo - mais do que ninguém - deve ser o próprio Moro.
Os primeiros detalhes do encontro foram revelados, nesta quarta-feira (03), pela jornalista Bela Megale, de O Globo.
Moro, que está sendo julgado pelo TRE do Paraná e corre o risco de perder o mandato (ainda que a cassação, a esta altura do julgamento, já se revele pouco provável), teria dito a Mendes que gostaria de manter aberto com ele um "canal de diálogo".
E de tudo o que já foi revelado, é certo, para não dizer certíssimo, que Gilmar Mendes praticamente não deixou Moro falar durante os 90 minutos da audiência.
Este terá sido o início do tal "canal de diálogo"?
Mas eis que, nesta quinta (04), surgem novos detalhes da conversa, em matéria que o repórter Guilherme Amado publicou no portal Metrópoles.
Do que ali se pode ler, se 1 terço, apenas e tão somente 1 terço, dos trechos aspeados for, literalmente, o que Gilmar Mendes disse a Moro, então impõe-se concluirmos que o senador foi humilhado e tratado pelo ministro como se trata um moleque, ou melhor, como se trata um ladrão de galinha.
Quem quiser, pode clicar no link acima e ler a íntegra da matéria de Amado.
Mas aí estão, abaixo, alguns dos trechos, digamos assim, mais picantes do que Gilmar disse a Moro.

* “Você e Dallagnol roubavam galinha juntos. Não diga que não, Sergio”, disse Gilmar, que a todo o tempo foi tratado de “ministro” e “senhor” por Moro, a quem preferia responder simplesmente por “Sergio” e “você”.

* “Tudo o que a Vaza Jato revelou, eu já sabia que você e Dallagnol faziam. Vocês combinavam o que estaria nas peças. Não venha dizer que não.”

* “Certa vez, Sergio, o Paulo Guedes veio aqui ao meu gabinete e disse orgulhoso que havia sido ele quem havia ido a Curitiba convidar você para ser ministro do Bolsonaro. Eu disse a ele que talvez ele não tenha percebido, mas, ao conseguir tirar você de Curitiba, ele deveria colocar isso no currículo. Foi certamente um dos maiores feitos dele no ministério.”

* “Você faltou a muitas aulas, Sergio. Curitiba não te ajudou em nada. Aproveite que está no Senado e estude um pouco. A biblioteca do Senado é ótima, você deveria frequentar.”

Chega!
Depois de tudo isso - e muito mais - que ouviu, Moro deve estar avaliando que seria menos pior ser cassado do que chamado na cara, por Gilmar Mendes, de ladrão de galinha.

terça-feira, 2 de abril de 2024

2ª Turma do TJPA absolve tenente-coronel da PM que disparou tiros no bairro de Nazaré

A 2ª Turma de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará deu provimento, por unanimidade, à apelação impetrada pela tenente-coronel Simone Franceska Pinheiro das Chagas e absolveu a militar, condenada anteriormente a 2 anos de reclusão, conforme sentença prolatada, em 26 de outubro de 2022, pela juíza Clarice Maria de Andrade Rocha. O acórdão foi publicado no Diário do TJPA no último dia 27 de março.

A tenente-coronel foi denunciada pelo Ministério Público por ter disparado tiros, em abril de 2017, em direção a uma mangueira, em frente a um prédio situado na Avenida Nazaré, esquina com a Generalíssimo Deodoro. Próximo à mangueira, encontrava-se estacionado o carro do major PM Bruno Teixeira, com quem ela, à época, mantinha um relacionamento havia aproximadamente um ano, conforme consta dos autos do Processo nº 0002168-63.2018.8.14.0200.

Na sentença, a militar foi enquadrada no crime previsto no artigo 15 do Código Penal: disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime. Como a pena não é superior a quatro anos, o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça e as circunstâncias judiciais são favoráveis, a juíza converteu a pena em duas medidas restritivas de direitos.

Legítima defesa - Ao julgar a apelação, a 2ª Turma de Direito Penal do TJPA seguiu o voto do relator, desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior, acolhendo a tese de que Simone Chagas "agiu por meios moderados e proporcionais, efetuando disparos ao fim de evitar suposta agressão injusta após ouvir outro disparo de arma de fogo em cenário que acreditava ser de furto ou roubo de veículo."

As circunstâncias do caso concreto, conforme o acórdão da 2ª Turma, "levavam a crer" que a militar se encontrava em situação de perigo no momento em que efetuou os disparos, configurando-se a chamada "legítima defesa putativa", que deve ser reconhecida quando o indivíduo age imaginando estar nas situações em que o Código Penal admite a legítima defesa, quando, na realidade, isso não está ocorrendo.

Os membros da 2ª Turma, com base nesse entendimento, absolveu a tenente-coronel com base no artigo 386, inciso VI, do Código de Processo Penal (CPP). O dispostivo determina que o réu será absolvido quando o juiz "reconhecer que o ocorrido não constitui fato de infração penal ou é reconhecida atipicidade."

sábado, 30 de março de 2024

Secretário de Helder relativiza "gargalos" de Belém para COP30 e fala em "milhões de turistas" durante o Círio. Mas o governo Helder o desmente.



Em matéria assinada pela repórter Victoria Bechara, a revista Veja, na edição que circula desde a manhã desta sexta-feira (29), classifica de "epopeia logística" os desafios de dimensões amazônicas que se impõem ao governo Helder Barbalho, para dotar Belém da mínima infra-estrutura necessária que permita à Capita paraense sediar a COP30, em 2025, sem grandes atropelos.

Nada do que a matéria descreve como gargalos estruturais com que se Belém se defronta para sediar um evento da magnitude da COP30 é novidade. Ali estão expostas de forma objetiva, nua e cruamente, as carências da cidade para abrigar estimadas 100 mil pessoas - daí para mais - que participarão da COP30, inclusive dezenas de chefes de Estado.

Novidade mesmo é uma declaração, singela mas espantosa, atribuída pela revista ao secretário-adjunto de Cultura do Pará, Bruno Chagas, que também ocupa a emérita função de membro do Comitê Estadual da COP. Como se vê no destaque que aparece na imagem acima, ele avalia que a superação dos gargalos estruturais da cidade não será, tipo assim, algo de outro planeta para uma cidade habituada a receber "milhões de turistas" durante o fim de semana em que se realiza o Círio de Nazaré.

Milhões de turistas num fim de semana do Círio? Em Belém?

De onde o secretário e membro do Comitê Estadual da COP arrancou esses números?

De que cartola eles brotaram?

Em que se dados se ampara para dizer o que disse?

Haveria alguma fonte segura, crível, acreditada e acima de qualquer suspeita, capaz de exibir números outros que desmintam o secretário?

Haveria alguma fonte capaz de repor o membro do Comitê Estadual da COP30 no nível recomendável da lucidez que se espera de quem, como ele, está na linha de frente da organização da Conferência Climática Mundial?

Sim, essa fonte existe.

A fonte é a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) do governo Helder.

No dia 10 de outubro do ano passado, a Setur publicou na Agência Pará, o portal de notícias oficial do governo do Estado, a matéria intitulada Pesquisas da Setur irão identificar perfis de turistas e romeiros do Círio de Nazaré, em 2023.

Quem quiser ler a matéria completa, clique no link acima.

Mas o que interessa mesmo é o trecho que aparece abaixo.

Pronto. Aí está a Setur, em matéria com cerca de cinco meses de publicação, apresentando os números mais recentes sobre o volume de turistas que chegam a Belém durante o Círio: estimados 80 mil.

Doutor Bruno, se confrontado com a verdade, talvez venha a dizer que referir-sea "milhões de turistas" foi apenas uma força de expressão. Assim como Bolsonaro diz ter sido força de expressão quando referiuse a "fuzilar a petralhada".

Ma forças de expressão representam um grande perigo, sobretudo quando temas gravíssimos são tratados em público.

É o caso da epopeia logística com que se defronta o governo estadual para fazer de Belém um palco digno de evento mundial como a COP30.

terça-feira, 26 de março de 2024

O "cagão" é outro


Bolsonaro, vamos e convenhamos, é um indivíduo de muitas qualidades.
De muitas e excelsas qualidades.
É um covarde.
É um fascista.
É um golpista frustrado (tentou, mas não levou).
É um negacionista de carteirinha.
É um corrupto (com joias e fraude de vacina pelo meio, lembrem-se vocês).
É um mentiroso contumaz.
E um burro.
Muitísimo burro.
Agora, com todas essas qualidades, Bolsonaro tem um grande e insuperável defeito: não consegue fazer uma burrice que não reverta contra ele mesmo.
Não consegue fazer uma idiotice que não seja descoberta e que não confirme a sua condição de rematado idiota.
Como agora, por exemplo.
Descobre-se, ou melhor, o The New York Times descobriu que Bolsonaro passou dois dias homiziado (era esse o verbo empregado pelos velhos repórteres de Polícia, quando referiam-se a bandidos que tentavam esconder-se após seus crimes) na Embaixada da Hungria, em Brasília.
Fez isso em fevereiro, após ter seu passaporte apreendido. E procurou esconder-se porque estava se borrando de medo de ser preso por ordem do Supremo.
Mas Bolsonaro, pelas vozes doutas de seus advogados, diz que não. Sustenta que passou dois dias na embaixada para atualizar cenários políticos com seus amigos húngaros fascistas. E bolsonaristas - com as mesmíssimas qualidades de Bolsonaro - estão acreditando ardentemente nessa versão.
E agora?
Agora, Bolsonaro tem 48 horas para se explicar ao Supremo, que poderá sapecar-lhe uma tornozeleira eletrônica, para impedi-lo de fugir.
Tudo porque Freire Gomes opôs-se às articulações golpistas e, soube-se depois, disse que prenderia Bolsonaro, caso tentasse melar o resultado das eleições.
Braga Netto estava enganado.
O "cagão" é outro.

quinta-feira, 7 de março de 2024

Helder bate o martelo. E Igor Normando deve ser o candidato do MDB a prefeito de Belém.



Essa sutil publicação - mas nem tanto assim - do governador Helder Barbalho em seu perfil no Instagram, nesta quinta-feira (07), oferece indícios claros de que o MDB, partido do chefe do Executivo, não apenas terá candidato nas eleições para prefeito de Belém, em outubro deste ano, como também o candidato já está escolhido.
Com o anúncio da filiação do deputado estadual licenciado e atual secretário de Estado de Articulação da Cidadania, Igor Normando (Podemos), ao MDB, no próximo dia 15 de março (e 15, não por acaso, é o número do registro eleitoral da legenda), Helder praticamente antecipa que já bateu o martelo em favor de uma solução, digamos assim, caseira - ou familiar, se preferirem - relativa à participação do partido nas eleições para prefeito.
É que Normando, como se sabe, é primo do governador. Nessa condição, e ainda que possa não ter, no momento, cacife eleitoral suficiente para aspirar à Prefeitura de Belém, detém maior confiança da família Barbalho. Maior confiança até do que o presidente municipal do MDB, deputado federal José Priante, que também é primo de Helder, mas já tem mais experiência política, é muito conhecido na Capital (porque já disputou, e perdeu, três eleições para prefeito, em 2008, 2012 e 2020) e teria, por tudo isso, mais independência política, se é possível, claro, alguém ter alguma independência política no MDB dos Barbalhos.
Por falar em Priante, o deputado já antecipara em declarações ao Globo, em meados de fevereiro, que o MDB terá mesmo candidato a prefeito de Belém, até porque, na avaliação do parlamentar, o governo Edmilson Rodrigues está entre os piores que a Capital já teve. "Edmilson é um desastre total, completamente desarticulado, sem capacidade de entrega alguma. Tem zero chance de ser reeleito", resumiu o deputado.

A alternativa bolsonarista
Independentemente do grau de entusiasmo demonstrado por Helder em favor da candidatura de Priante nas eleições passadas, quando sempre esteve claro que a candidatura Edmilson teria (como de fato teve) o entusiasmadíssimo apoio do MDB no segundo turno, desta vez o governador terá de jogar todas as suas fichas para eleger Normando.
Fora dessa alternativa, caberia apostar no desconhecido. E o desconhecido, nas atuais circunstâncias, é o fôlego eleitoral de Edmilson, o pior avaliado entre os prefeitos de capitais em todo o País e cuja gestão é alvo de críticas permanentes e contundentes em todos os segmentos políticos, inclusive no seio do próprio partido do prefeito, o PSOL.
Ter um novo prefeito aliado - ainda que seja, na mais insondável das hipóteses, um Edmilson reeleito - é fundamental para Helder, tendo em vista que Belém será sede da COP30, em 2025. Por isso, um bolsonarista (Éder Mauro? Eguchi?) no Palácio Antônio Lemos seria o pior dos mundos para Helder e mesmo para o governo Lula, que bancou a escolha de Belém par sediar o evento.
Enfim, as pedras do tabuleiro eleitoral começaram a ser mexidas. Saber os efeitos, as repercussões e as consequências de cada mexida só será possível quando as mexidas forem, concretamente, feitas. Como esta agora, que Helder está fazendo.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Lula humilha a memória de 6 milhões de judeus mortos no Holocausto. Netanyahu, um fascista e corrupto, humilha o Brasil.



Estive em Israel em 2016.
Foi uma das viagens mais inesquecíveis da minha vida.
Em Jerusalém, fui ao Museu do Holocausto (acima e abaixo desta postagem, algumas fotos).
Foi um dos momentos mais inesquecíveis da minha vida.
Falarmos do Holocausto, lermos sobre o Holocausto, assistirmos a filmes e documentários sobre o Holocausto, nada se compara a estar num ambiente em que a matança de 6 milhões de judeus é retratada e expressada por eles mesmos, sem concessões a sentimentalismos, mas com absoluta fidelidade a uma das maiores selvagerias que a (des)humanidade já produziu.
O presidente Lula, pela experiência política que tem, lastreada no feito incomparável de ter alcançado o governo do Brasil por três vezes, pelas vias legitimamente democráticas, não precisaria ter passado por um momento único, como o de visitar o Museu do Holocausto, em Jerusalém, para ter a dimensão exata das dimensões do que foi a morte de 6 milhões de judeus pelo regime nazista. Lula nem precisaria visitar o museu (se é que já o visitou alguma vez) para conhecer o tamanho de uma hediondez tamanha, como foi o Holocausto.
Lula, pela experiência política que tem, não poderia, sob hipótese alguma, ter oferecido ao governo de um fascista e corrupto, como o Benjamin Netanyahu, a oportunidade de humilhar o Brasil. E de humilhá-lo em pleno Museu do Holocausto.

Uma fala irresponsável. E trágica.

A fala de Lula na Etiópia, comparando ao Holocausto a mortandade que Israel perpetra desde outubro do ano passado contra os palestinos, foi um desastre assustador.
Foi indefensável.
Foi irresponsável.
Representou um trágico e inacreditável equívoco histórico.
Acabou se tornando uma ofensa à memória dos judeus que pereceram no Holocausto, ainda que a intenção de Lula (como agora estão dizendo o governo e alguns de seus aliados) tenha sido a de criticar o governo genocida do corrupto Netanyahu, e não o povo judeu.
Lula acerta ao reprovar, como já tem feito e já o fez várias vezes, a retaliação desmedida ao ataque terrorista que Israel sofreu.
Porque, é fato, esta guerra começou com um ataque terrorista do Hamas. Um ataque ignóbil, assassino e selvagem, que sacrificou a vida de 1.400 inocentes.
É fato que Israel tinha, como tem, o direito de retaliar a essa agressão.
Mas é fato que, há muito, passou dos limites, matando até agora quase 30 mil palestinos, inclusive milhares de mulheres e crianças.
Quando condena a matança de Israel (e isso após reconhecer que Hamas cometeu um atentado terrorista, vale dizer), Lula alinha-se entre as maiores democracias do Ocidente, que, muito embora aliadas de Israel, também defendem um cessar fogo imediato. Até mesmo os Estados Unidos, que vão propô-lo perante o Conselho de Segurança da ONU.
Mas Lula ter comparado a retaliação desmedida de Israel ao Holocausto, francamente, é injustificável, equivocado, irresponsável e ofensivo à memória de 6 milhões de pessoas trucidades pelo regime nazista.

Um corrupto humilha o Brasil

Ao trágico discurso de improviso de Lula, o governo israelense do corrupto e fascista Benjamin Netanyahu, ao tentar humilhar a figura do presidente como chefe de Estado, acabou humilhando o Brasil. Acabou humilhando os brasileiros. E os humilhou por meio de um circo, de uma molecagem, de um show midiático repulsivo, como poucas vezes se viu na diplomacia.
Conferir a Lula o status de persona non grata, como fez o governo Netanyahu, é um gravame que afeta mais a figura do presidente, mesmo sendo um direito do governo israelense de demonstrar sua irresignação.
Mas a molecagem e a humilhação intoleráveis do governo de Israel ao Brasil consistem num procedimento também jamais visto - ou pouquissimamente visto - na diplomacia: convocar o embaixador brasileiro para se dirigir até o Museu do Holocausto e passar-lhe uma descompostura pública.
Foi acintosa, desrespeitosa, mal-educada, desprezível e humilhante a cena em que o embaixador do Brasil, Frederico Meyer, ouve calado, sem ter o direito de se manifestar, uma reprimenda pública do ministro das Relações Exteriores do governo Netanyahu, Israel Katz.
Meyer, aliás, não falou porque sequer entendia o que estava ouvindo, uma vez que o ministro Katz expressou-se em hebraico, idioma que o embaixador, ao que se diz, não domina. E este detalhe é mais um a confirmar a molecagem do fascista Netanyahu.
O governo israelense tem o direito de expressar, pelas vias diplomáticas, a sua insatisfação contra outra Nação.
Tem o direito de convocar um embaixador de outro país para se explicar.
Mas jamais deveria fazê-lo publicamente, diante do holofotes da Imprensa, e além disso não propiciando ao embaixador Meyer o direito de explicar a posição de seu país, até porque não entendia o que estava sendo dito.
Se Israel tinha o intento de responder a uma humilhação com uma outra humilhação, conseguiu.
Mas um erro trágico - o de Lula - não justifica outro enorme erro - o do governo corrupto de Netanyahu, ao humilhar publicamente o Brasil.
Justifica?








domingo, 18 de fevereiro de 2024

Se Belém é a cara do governo Edmilson, a Praça Batista Campos é a cara de Belém. Mas ainda temos esperanças!



Se Belém é a cara do governo Edmilson, então a Praça Batista Campos é a cara de Belém.
Não da Belém aprazível, acolhedora, bem-cuidada, prezada e linda.
Mas da Belém abandonada, suja, desprezada, deteriorada e insegura, ainda que, claro, linda.
Uma pena que, nos 120 anos do logradouro, transcorridos no dia 14 de fevereiro, mas comemorados com estilo no dia 16, com bolo de 1,20m e guaraná digrátis, a aniversariante desperte não o nosso orgulho, mas a nossa compaixão, o nosso compadecimento por estar abandonada.
De qualquer forma, se há alguém que não perde as esperanças de que a praça seja restaurada e volte a ser o que sempre foi - uma das preciosidades de Belém - são os integrantes da heróica da Associação dos Amigos da Praça Batista Campos, com mais de três décadas pelejando, dia e noite, noite e dia, para que as administrações municipais, independentemente de colorações partidárias, mantenham o logradouro bem-cuidado e plenamente disponível para o desfrute da população.
O presidente da Associação e um de seus fundadores, José Olímpio Bastos, é bem objetivo ao relacionar o que precisa ser feito na praça.
Primeiro, calafetar as centenas - isto mesmo, centenas - de buracos da praça, que representam um enorme perigo para todo mundo, sobretudo para idosos, sempre expostos a quedas, como a que levou um deles ao hospital, não faz muito tempo, em estado de inspirar cuidados.
Segundo, restaurar os elementos de madeira, principalmente os bancos, alguns alguns quebrados e os demais faltando lixar e pintar. Além da lixeiras, é claro. José Olímpio informa que, das 110 lixeiras originais, só três ou quatro têm fundos, todas as mais de 100 estão ou quebradas ou não existem mais. E ainda temos as pontes (que apresentam tábuas quebradas) e os aparelhos de ginástica, todos comprometidos.
Terceiro, cuidar dos elementos de ferro, como os gradis dos gramados que foram furtados ou estão quebrados, postes de iluminação que sumiram, coretos necessitando de consertos e pinturas.
Quarto, cuidar dos lagos. Nos que ainda estão abastecidos, a qualidade da água é ruim, porque não existe mais a areação para oxigená-la e o assoreamento com lama e arteira impede o volume adequado de água para os peixes.
Quinto, organizar, padronizar e pintar as barracas que vendem cocos.
Sexto, melhorar a jadinagem, compleatando o plantio do gramado e mantê-lo cortado.
Sétimo, fazer a podagem das árvores e retirar as ervar daninhas.
Oitavo, reparar o sistema de iluminação, que não funciona a contento porque há muitas lâmpadas queimadas, deixando vários segmentos da praça no escuro.
E por último, mas não menos importante, tornar a praça minimamente segura para seus frequentadores, uma vez o governo Edmilson conseguiu a proeza de piorar o que já era horrível, ao acabar com a vigilância da Guarda Municipal  para alegria de vândalos e assaltantes.
Está aí, pronto e acabado, o roteiro para revigorar a Praça Batista Campos.
Aliás, vi algumas fotos por aí mostrando que o governo Edmilson fincou algumas placas na praça com o aviso Prefeitura trabalhando, no que seria o início da reforma.
Então, trabalhem.
Porque será preciso muito, mas muito trabalho pra fazer a praça voltar a ser um dos encantos de Belém.
Nesta postagem, algumas imagems remetidas pela Associação sobre os festejos dos 120 anos de Batista Campos.





quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

"Edmilson é um desastre total", diz presidente do MDB de Belém. Partido avalia três nomes para disputar a prefeitura.

"Edmilson é um desastre total, completamente desarticulado, sem capacidade de entrega alguma. Tem zero chance de ser reeleito".

A declaração, de ninguém menos que o presidente municipal do MDB de Belém, deputado federal José Priante, consta de matéria de mais de meia página que o jornal O Globo publica nesta quinta-feira (15), abordando a forte rejeição que o prefeito Edmilson Rodrigues vem enfrentando neste período pré-eleitoral, inclusive dentro de seu próprio partido, o PSOL.

Primeira manifestação oficial de uma liderança emedebista sobre as alternativas do MDB para a disputa eleitoral de outubro, a declaração de Priante também joga luz sobre os nomes que poderão concorrer à Prefeitura de Belém.

"Estamos discutindo internamente quem será o nome do MDB - diz Priante, que cita, além de seu próprio nome, a deputada federal Alessandra Haber e o estadual Zeca Pirão", registra a matéria publicada em O Globo.

Como já era esperado, a gestão sofrível de Edmilson tem sido o mote para que os bolsonaristas e outros adversários do PSOL a considerem um exemplo referencial de como seria uma administração psolista em outras cidades. Como São Paulo, por exemplo, onde Guilherme Boulos vai enfrentar o bolsonarista Ricardo Nunes (MDB).

Vejam Edmilson - “Não é preciso eleger o Boulos para a Prefeitura de SP para termos noção de como seria sua gestão. Basta olharmos para a gestão do prefeito psolista em Belém, que possui a pior avaliação de uma Prefeitura em todo o Brasil”, postou o deputado estadual de São Paulo Guto Zacarias (União), em seu perfil no X (antigo Twitter).

Aqui no Pará, o deputado estadual bolsonarista Rogério Barra, que já foi secretário do governo Helder Barbalho e é filho do deputado federal Éder Mauro, apontado como uma das opções do bolsonarismo para concorrer à Prefeitura de Belém, já escreveu na mesma rede social:  “Advinha qual o partido do pior prefeito do Brasil? PSOL do companheiro Boulos. Vigia, São Paulo!”.

A matéria de O Globo ressalta que, mesmo diante deste cenário desalentador para a candidatura de Edmilson à reeleição, o PT, representado com o cargo de vice-prefeito e ocupando três secretarias no governo municipal, até agora resiste com todas as suas forças para manter a aliança com o PSOL.

"Não achamos ético compor um governo por três anos e abandonar o barco. Nosso desejo era construir uma frente ampla entre PT e MDB. Seria um cenário muito favorável, mas o que se observa é que não deve se consolidar", diz o deputado federal Airton Faleiro (PT).

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

A um "Cagão" e a um "Traidor da Pátria", o muito obrigado da democracia brasileira!



O bolsonarismo é o contrassenso, a irrealidade, o mundo paralelo, a distopia, a imbecilidade, a maluquice desvairada.
Por isso é que, no conceito bolsonarista, um democrata, um legalista, um servidor leal à Constituição não passa de um cagão.
No conceito bolsonarista, um democrata, um legalista, um servidor leal à Constituição não passa de um traidor da pátria.
O general Freire Gomes e o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, respectivamente comandante do Exércio e comandante da Aeronáutica no desgoverno do fascista e golpista Jair Bolsonaro, o Imperador de Mambucaba, não passam, o primeiro, de um cagão, e o segundo, de um traidor da pátria.
Assim eles foram classificados pelo general golpista, fascista e bolsonarista Braga Netto, candidato a vice na chapa do derrotado Bolsonaro, numa troca de mensagens com um ex-militar chamado Ailton Barros, em dezembro de 2022, quando o Imperador de Mambucaba ainda tramava um golpe.
As mensagens foram reveladas só agora, no âmbito das investigações da Operação Tempus Veritatis (Hora da Verdade), que colheu elementos materiais dos mais robustos sobre o envolvimento direto de Bolsonaro e vários de seus ex-ministros na articulação do golpe.
Braga Netto, como vocês podem ver nas imagens acima, não apenas qualifica Freire Gomes de Cagão e Baptista Junior de Traidor da Pátria como incentiva Ailton Barros a atacá-los. Assim agindo, foi, ele próprio, o Cagão por excelência, o covarde de carteirinha. Do contrário, não delegaria o cometimento de um crime a terceiro.
Enfim, feliz da democracia brasileira, que resistiu ao golpe porque muitos resistiram, inclusive um general Cagão e um brigadeiro Traidor da Pátria.
A democracia brasileira lhes deve, formalmente, um muito obrigado!
Feliz da democracia que tenha um cagão como Freire Gomes e um traidor da pátria como Baptista Junior.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Treme a República de Mambucaba. Treme o Imperador de Mambucaba!

Em Mambucaba, o Imperador rodeado de fascistas de estimação: por que ele ainda não está preso?

A operação Tempus Veritatis, desfechada nesta quinta-feira (08) pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), é a que mais perto já chegou, dentre todas as anteriores, à cúpula do governo Bolsonaro, incluindo o próprio Imperador de Mambucaba.
Mambucaba é uma vila história de Angra dos Reis (RJ), onde o imperador, no êxtase de sua ociosidade, encontra-se há algumas semanas, descansando da dura labuta de nada fazer. Lá, ele já armou um cercadinho, nos mesmos moldes do que fazia à entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília, quando despresidia o Brasil. Sua plateia é formada por malucos e fascistas imbecis que recebem aulas do mestre. Com carinho.
Em Mambucaba, o Imperador se encontrava acompanhado de dois filhos, Carluxo e Flávio, quando a mesma PF, na Operação Vigilância Aproximada, bateu-lhe à porta, há cerca de dez dias, para apurar os fortes indícios de bandidagem explícita que resultou na criação de uma Abin paralela, o esquema criminoso que monitorou ilegalmente, com o uso de um programa espião israelense, milhares de pessoas, incluindo ministros do Supremo, parlamentares e jornalistas.
Agora, na mesma Mambucaba, o Imperador vê-se alvo de nova operação, a Tempus Veritatis (Tempo da Verdade), que investiga organização responsável por tentativa de golpe de Estado para mantê-lo na Presidência após a derrota nas eleições de 2022.
Em 24 horas, o Imperador terá que devolver seu passaporte, ficando, portanto, impedido de deixar o País. 
Mais do que isso: entre os alvos de 33 mandados de busca e apreensão expedidos, nada menos do que 16 são militares, entre eles o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos; o ex-comandante do Exércio, general Paulo Sérgio Nogueira; os generais Braga Netto (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional - GSI); o coronel Bernardo Romão Corrêa e o major das Forças Especiais do Exército Rafael Martins.
Os detalhes do plano golpista que estão sendo revelados são verdadeiramente assustadores. Incluíam até prisões de ministros do Supremo.
São detalhes que fazem uma democracia tremer.
Mas o bom mesmo é que tremendo, e muito, está a República da Mambucaba.
Tremendo mesmo, e muito, está o Imperador de Mambucaba.
E muitos de seus comparsas.
Grande dia para a democracia brasileira.
Grande dia!
Ah, e a pergunta que não quer calar continua gritando: o que falta para Bolsonaro ser preso?

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Corredor é atropelado por um carro na Doca e atirado a vários metros de distância (imagens fortes!)


Não sou um velho corredor das madrugadas (corro apenas há uns seis anos).
Mas sou um corredor velho, com mais de 150 anos no lombo!
Correr nas madrugadas pelas ruas de Belém é um risco, meus caros.
Para velhos e jovens, é um grande risco.
Espiem aí essas imagens (que são fortes, saibam logo) que mostram o atropelamento de um corredor na Avenida Visconde de Souza Franco, a Doca, por volta das 5h40 desta terça-feira (23).
O rapaz corria na ciclovia quando foi apanhado violentamente por um carro e atirado a uns 10 metros de distância.
Por sorte, ele sofreu apenas leves escoriações e já se recupera em casa. Imagens de outras câmeras da área estão sendo levantadas, num esforço para se identificar a placa do veículo.
Esse atropelamento reforça o cuidado que devem ter todos os que correm ou mesmo caminham nas ruas de Belém de madrugada. E bastante faz isso, inclusive idosos.
Porque nesse horário, sobretudo entre 5h e 6h da manhã, quando o trânsito ainda está leve, a loucura criminosa sempre está atrás de um volante.
Nos finais de semana, é comum vermos carros trafegando lotados de jovens, todos bêbados, muito bêbados, e aos berros.
Os avanços de sinal, nesse horário, são a regra.
Fora os assaltos, que não são raros.
E salve-se quem puder!
Um horror!

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

O bolsonarismo, quem diria, abre os braços e acolhe um "cumunista" de estimação. Com o aval de Bolsonaro!


Essas matérias acima, que você está vendo, foram publicadas no mesmo dia, a sexta-feira passada (19), nos dois maiores jornais do País, O Globo e a Folha.
E foram publicadas, não à toa, com o merecido destaque, porque dão conta não apenas da admissão do ex-deputado cumunista Aldo Rebelo no governo do emedebista Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo em pré-campanha à reeleição, como também informam sobre a óbvia recusa de Rebelo, hoje no PDT, em aderir à candidatura do psolista Guilherme Boulos à prefeitura paulistana, com o apoio do próprio PDT.
Rebelo, é certo, desde os seus tempos de cumunista, sempre foi um nacionalista radical.
Cumunista, ele fez longa carreira nas esquerdas e ocupou cargos de relevância nos governos Lula e Dilma.
Aí, já como pedetista, começou a afastar-se do PT e das esquerdas.
Nos últimos tempos, virou um obcecado em estigmatizar as ONGs - qualquer uma - como promotoras e partícipes de um conspiracionismo letal que, na visão de Rebelo, representam o fim da Amazônia e a devatação do Brasil.
Este é apenas um dos discursos mais virulentos e repetidos que começaram a identificar Rebelo com o bolsonarismo e seu dito núcleo mais duro - aquele que inclui Jair Bolsonaro em pessoa e tem, como notórios comparsas, fascistas, negacionistas e malucos da pior espécie, se que é fascistas, negacionistas e malucos podem ser de uma espécie boa.
E tanto é assim que a inclusão de Rebelo no governo Ricardo Nunes e sua adesão à pré-candidatura do prefeito paulistano tiveram o aval, a chancela e o calor do entusiasmo do próprio Bolsonaro, o golpista, conforme destacam os títulos das matérias.
Quem diria: o bolsonarismo, em seu nicho fascista, ganhou um cumunista de estimação!
Viva Aldo Rebelo!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

COP30 será deslocada para o Rio, caso Belém não consiga sediar o evento. E agora? Até o governo Lula está "secando" Belém?


Na real - na real de verdade: eu torço, torço mesmo, como paraense, para que a COP30 seja realizada com o maior êxito possível em Belém.
Na real - na real de verdade: até agora, até este presente momento, eu temo, como paraense, pela realização da COP30 em Belém. 
Quando muitos de nós externamos, nas redes sociais ou em outros ambientes, nossos temores de que a Cidade não consiga, até 2025, dotar-se de infraestrutura suficiente para sediar um evento do porte da COP30, de imediato somos acusados, pelas vozes da oficialidade, de estar secando a realização da COP30.
Pois é.
Mas, ao que parece, os que temem pela realização da COP30 em Belém não estão apenas aqui entre nós, no interior do nosso cercadinho, peleando (como diria o Brizola) contra as vozes da oficialidade que teimam não abrir os olhos para o enorme desafio de organizar um evento mundial.
Os nossos temores, parece, são os mesmos de setores do governo federal, que já dispõem de um plano B para levar a COP30 para o Rio de Janeiro, caso Belém não consiga mesmo dispor da mínima infraestrutura para ser a sede da conferência climática mundial.
É o que informa, em nota divulgada em sua coluna, o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, um dos portais de maior audiência do País.
Esse plano B se justifica, é claro.
Nossa rede hoteleira suporta 26 mil pessoas, atualmente.
A COP30, nas previsões mais pessimistas, deve trazer até Belém 60 mil pessoas de outros estados e de dezenas de países do mundo.
Onde ficariam essas, digamos, 34 mil?
Em transatlânticos fundeados na Baía de Guajará - como já disse?
Em dezenas de barcos, também fundeados na baía e ao longo do Rio Guamá?
Em escolas transformadas em albergues?
Em milhares de apartamentos alugados pelo Airbnb?
Onde ficarão essas pessoas?
E tem mais: são 60 mil visitantes que precisarão não apenas dormir, mas comer, beber e se locomover pelos locais de eventos que serão distribuídos pela cidade.
Conseguiremos oferecer hospedagem, uma estrutura de alimentação condigna e um sistema de mobilidade urbana que funcione a contento, tudo isso até novembro do próximo ano?
Digam aí.
Para quem quiser acessar a íntegra da nota de Guilherme Amado, clique aqui.
Para quem quiser ler diretamente, confira abaixo:

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O governo federal tem um plano B para o caso de Belém não conseguir ficar pronta para, em novembro de 2025, hospedar a COP30, a conferência do clima da ONU.
Quando Lula, antes mesmo de assumir o terceiro mandato, lançou Belém como candidata a sediar o evento, a notícia foi comemorada, mas também gerou preocupação, diante da falta de infraestrutura da cidade, em especial na rede hoteleira.
A promessa era que, unidos, governo federal, o Pará e a cidade traçariam um plano em que hotéis, pousadas e hospedagens por aplicativos seriam combinados para atender a demanda de visitantes.
Mas há gente no governo discretamente trabalhando com a hipótese de levar o evento para o Rio de Janeiro caso, no começo de 2025, fique constatado que Belém não vai dar conta.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Bolo, guaraná, chuva e velhinhas logradas, coitadinhas, na porta do Theatro da Paz. Viva Belém!

Aniversário de Belém sem chuva, sem bolo, sem guaraná e sem puliça para tentar organizar a bagunça não é, convenhamos, um aniversário digno para se comemorar o aniversário de Belém.

Pois neste 12 de janeiro, dia da Belém.408, tem tudo isso - exatamente: chuva, bolo e guaraná no Veropa e, por último mas não menos importante, puliça acionada para tentar pôr ordem na bagunça que, diz-se nas nossas bem informadas redes sociais, tomou contou da fila quilométrica que se formou, desde o final da madrugada, nas imediações do Theatro da Paz.

É que está programado para hoje à noite o espetáculo "Fafá de Belém em a Sinfonia dos Dois Mundos", em homenagem a Belém, com a participação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, do tenor Atalla Ayan e dos Coros Carlos Gomes e Itacy Silva.

Como o ingresso é digrátis, a fila que se formou, evidentemente, foi quilométrica. Teve gente que chegou lá às 5h. E aí, quando a distribuição gratuita começou, por volta das 9h, a bagunça veio junto. "As idosas estão chorando desesperadas, nem os familiares da orquestra conseguiram [ingressos]".

A teoria da conspiração mais corrente é de que faltaram ingressos para as velhinhas e os trocentos que chegaram de madrugada porque ingressos teriam sido distribuídos, às centenas, para convidados amigos do rei. Ou dos reis, sabe-se lá.

A puliça precisou ser chamada para tentar pôr ordem na bagunça. Até agora, não se sabe se conseguiu.

Enquanto isso, no Veropa, bolo e guaraná rolam soltos. Tudo também digrátis. E todo mundo feliz, prenunciando a Belém do futuro - ou a "Flor das Águas", como poeticamente (hehe) a define Sua Excelência o prefeito Edmilson Rodrigues, em artigo pontuado por lágrimas de emoção que ele assina na página 2 de O LIBERAL de hoje.

Viva Belém!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Lula acolhe de braços abertos uma "bitraíra" que já ofereceu até flores ao trair. E agora?

Em 2016, ao trair Dilma, Marta Suplicy oferece flores aos advogados Janaina Pascoal e Miguel
Reale, que defenderam o impeachment de Dilma. E agora? O PT receberá a traidora de volta?

No Brasil, até o passado é incerto.
Essa máxima é atribuída ao ex-ministro Pedro Malan, que comandou a pasta da Fazenda nos governos FHC.
Outros dizem que não.
Sejá lá quem for, o autor está coberto de razão.
O Brasil não é para amadores.
Essa outra máxima, dizem, é de Tom Jobim.
Outros dizem que não.
Seja lá quem for, o autor também está pleno e prenhe de razão.
O importante é que as duas máximas são ratificadas todos os dias, inclusive agora, quando se confirma o retorno da ex-petista Marta Suplicy ao PT, para compor com Guilherme Boulos (PSOL) a chapa da esquerda que vai confrontar o bolsonarista-emedebista - ou emedebista-bolsonarista, como queiram - Ricardo Nunes, atual prefeito paulistano que vai tentar a reeleição.
O alquimista político que está articulando essa alquimia é, claro, o presidente Lula.
Ninguém duvida da assustadora clarividência política de Lula. Quando lançou Dilma a presidente da República, a reação primeira foram gargalhadas de desprezo até dentro do próprio PT, todos apostando que a escolhida não emplacaria votação suficiente para se eleger nem mesmo vereadora. Pois ela elegeu-se presidente duas vezes, ainda que, no segundo mandato, tenha sido removida por impeachment.
Também ninguém acreditou quando Lula lançou Fernando Haddad para prefeito de São Paulo. Até então, poucos sabiam, além dos círculos acadêmicos e do petismo, quem era Haddad. Pois ele também foi vitorioso nas urnas.
Agora, é Marta.

As flores da traição
No segundo governo Dilma, ela quebou o pau com a então presidente. E acabou não apenas deixando o governo, como votou em alto e bom som em favor do impeachment.
Mais do que isso: Marta e a então senadora Ana Amélia entregaram flores à advogada Janaina Pascoal e ao advogado Miguel Reale, que defenderam a remoção de Dilma, durante intervalo da sessão do Senado que aprovou o impeachment, em 2016.
Tendo deixado o partido, à pecha de traidora que Marta atraiu entre os petistas somou-se a de golpista, já que, para o PT e as esquerdas, Dilma não foi propriamente impeachmada, mas vítima de um golpe que teve como seu general-comandante o vice de Dilma e depois presidente, Michel Temer, do PMDB.
A ser confirmado o nome de Marta como vice de Boulos, pergunta-se: como é que ela poderá altear a voz para fazer uma crítica sequer ao governo de Ricardo Nunes, da qual foi integrante? Como poderá chamar o governo Ricardo Nunes de corrupto, acusação feita quase diariamente, em suas redes sociais, pelo pré-candidato Guilherme Boulos?

Duas vezes traíra
Além disso tudo, o que teria levado Lula a optar por Marta, sabendo que seu nome é alvo de rejeições ferozes dentro do próprio PT? Agora mesmo, Valter Pomar, integrante do Diretório Nacional do partido, está defendendo abertamente que a volta da ex-senadora ao PT e sua inclusão como companheira de chapa de Boulos seja objeto de deliberação da mais alta instância partidária. E adiantou que votará contra.
Quando resolveu intervir pessoalmente para que a composição envolvendo o nome de Marta se concretize, Lula, evidentemente, já havia sopesado todos os prós e contras. Inclusive o fato de que a ex-senadora, considerada traíra por ter traído Dilma, está sendo novamente traíra, por trair Ricardo Nunes, que a acolheu em seu governo.
Se o presidente já avaliou tudo isso, é sinal de que resolveu, mais uma vez, fazer uma jogada de alto risco. Resolveu, enfim, pagar pra ver.
Ainda que sua carta seja uma, digamos assim, bitraíra como Marta Suplicy.
Bitraíra que já ofereceu até flores ao trair, vale lembrar.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Celebremos a democracia. E para os bolsonaristas fascistas e golpistas, cadeia! Sem contemplação.

Bolsonaro: um golpista inspirador de golpistas. Por que ele ainda não foi preso?

Há um ano, nesta postagem, escrevi aqui:

Brasília, 8 de janeiro de 2023.

Este dia está sendo horrível para a democracia brasileira.

Bolsonaristas terroristas, bolsonaristas bandidos, bolsonaristas fascistas e bolsonaristas golpistas, numa ação coordenada, premeditada e concertada, invadiram o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Na invasão, destruíram os prédios parcialmente.

Este dia está sendo inscrito, na história do Brasil, como um grande dia para a democracia brasileira.

Porque os atos criminosos de bolsonaristas terroristas, bandidos, fascistas e golpistas já estão merecendo repercussão mundial.

E o mundo inteiro está vendo o quão nefastos, fascistas, bandidos, repulsivos e excrementosos são bolsonaristas terroristas, bolsonaristas bandidos, bolsonaristas fascistas, bolsonaristas golpistas.

O mundo está vendo o legado de Bolsonaro - o fujão, o debochado, o fascista, o excrementoso.

No mesmo 8 de janeiro de 2023, nesta postagem, escrevi também:

Eu acuso Jair Bolsonaro pelo golpismo, pelo terrorismo, pelo banditismo e vandalismo que assolam Brasília, neste 8 de janeiro.

Eu acuso Jair Bolsonaro pelas ações da quadrilha de bolsonaristas criminosos que tomou de assalto prédios públicos em Brasília.

Eu acuso Jair Bolsonaro.

Por que o acuso?

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu o bolsonarismo.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu o negacionismo.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu essa direita repulsiva e excrementosa.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu golpistas monstruosos.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu mentirosos e fanáticos.

Porque Bolsonaro é o monstro que deixou como legado a devastação do Brasil.

8 de janeiro de 2024.

Reafirmo tudo o que aqui foi dito há um ano.

Reafirmo tudo - sem tirar, nem acrescentar uma vírgula sequer.

E acrescento: é indisfarçável o constrangimento de bolsonaristas fascistas e golpistas com os eventos que, nesta segunda-feira, relembram os atos tenebrosos de um ano atrás.

Tais eventos causam-lhes repulsa não porque, como alegam, representariam um ato de petistas, esquerdistas e cumunistas.

Causam-lhes repulsa porque é constrangedor, para essa escória, ser identificada como uma escória fascista e golpista que invoca, como seu líder, um fascista igualmente golpista, que passou quatro anos de seu (des)governo buscando o clima ideal para aplicar um golpe.

Um golpe que só não teve êxito por três motivos: primeiro, porque os golpistas são burros mesmo; segundo, porque áreas relevantes das Forças Armadas não embarcaram na aventura; e terceiro, porque as instituições democráticas manejaram com eficiência e rapidez os instrumentos que as leis e a Constituição asseguram para sufocar no nascedouro os intentos golpistas.

Que as celebrações de hoje repitam-se sempre e sempre, para que sempre e sempre nos lembremos de que todos devemos preservar a democracia. E nos lembremos, além disso, de que não deve haver contemplação, apaziguamento ou perdão para golpistas. Sobretudo se forem bolsonaristas.

Para os bolsonaristas golpistas de 8 de janeiro de 2023, o que se exige é que sejam punidos exemplarmente, dentro dos estritos rigores da lei, pelo que fizeram. Cadeia para cada um deles!

sábado, 6 de janeiro de 2024

Pra sempre Lobo! Com 13 letras, é claro.

Zagallo esbraveja ao lado do deputado Aldo Rebelo, durante a CPI da Nike, no ano 2000:
o Velho Lobo nunca se intimidou. Nem quando esteve diante de lobos.

Todos os que acompanham futebol nos últimos 40 ou 50 anos, sem exceção, são testemunhas do papel exponencial de Mario Jorge Lobo Zagallo no futebol brasileiro e, por extensão, no futebol mundial, dada a sua coleção impressionante de títulos.
Mas, pra mim especificamente, a lembrança mais preciosa do Velho Lobo foi o depoimento que prestou à CPI da Nike, instalada na Câmara no ano 2000, com o propósito de apurar supostas interferências da multinacional de produtos esportivos na escalação e em outras rotinas da Seleção Brasileira, então dirigida por Zagallo.
Àquela altura ainda superando o desgaste causado pela perda do título na Copa de 1998, o Lobo foi entregue aos lobos, assim definidos parlamentares sempre sequiosos de holofotes e muitos dos quais sem estofo moral algum que lhes desse o direito de apontar os dedos para apontar condutas supostamente reprováveis dos outros.
Zagallo foi aquele Lobo que, sentado diante de lobos, não se deixou intimidar. Não se rebaixou. Não se apequenou. Alertou-os que merecia respeito, que era honesto, que em momento algum, na sua condição de treinador, foi alvo de interferências externas para escalar a seleção assim ou assado e, portanto, não poderia ser alvo de suspeitas de nem um dos presentes no recinto da CPI.
Assim agindo, Zagallo foi Zagallo na sua quintessência: contestado muitas vezes - e de forma impiedosa -, inclusive e sobretudo pela Imprensa, ele sempre se manteve altivo e inflexível em defender princípios que o fizeram conquistar amplo respeito no futebol, independentemente da aceitação ou não de seu trabalho por clubes que comandou.
A morte de Zagallo, ocorrida no final da noite desta sexta (05), aos 92 anos, no Rio, convida-nos a render-lhe, por justiça, muitas reverências. E reverências que ele já merecera bem antes, quando ainda estava ativo no futebol, que lhe proporcionou glórias e venturas únicas, dentre elas a de ter sido o único a ser tetracampeão mundial por uma seleção nacional, duas como jogador e duas como treinador.
Aliás, é muito bom assistirmos hoje a tantos coleguinhas, críticos ferozes de Zagallo em passado até certo ponto recente, incensando Zagallo com palavras e conceitos que mais se parecem com um mea culpa dos mais compungidos por críticas injustas que fizeram ao treinador.
Zagallo, que já é eternidade, agora deve estar acima dessas, digamos assim, mundanidades a que todos estamos sujeitos.
Mas é certo, por outro lado, que deve estar sendo gratificante para Zagallo perceber que muitos dos que tiveram de engoli-lo à força agora já não fazem mais força alguma para reconhecê-lo como uma das lendas do futebol brasileiro.
Pra sempre Lobo!
Ah, sim: pra sempre Lobo, podem conferir, tem 13 letras.
Certinho!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Comparado a Batman em corrida rumo à Prefeitura de Belém, pré-candidato do Novo avisa que não vai parar: "Não importa o quanto riam"



Anunciado pelo Partido Novo, no início de novembro passado, como seu pré-candidato a prefeito de Belém nas eleições de outubro deste ano, o professor Ítalo Neves Abati passou a experimentar, concretamente, uma exposição pública com viés eleitoral, tendo como palco o implacável tribunal das redes sociais. No pleito de 2020, o único que disputou até agora, obteve pouco mais de 1.500 votos.
A exposição de Abati aos eleitores nas redes ocorre de forma crescente há cerca de 10 dias, desde que ele postou no Instagram um vídeo em que, trajado com um figurino de tons escuros, aparece correndo de madrugada por ruas de Belém tomadas pelo lixo (incusive na área do Ver-o-Peso, mostrado em destaque durante o sprint final da maratona), num roteiro que o leva, em grand finale, até a a frente do Palácio Antônio Lemos, sede do governo municipal. Bem aí, ao final da corrida, Abati, de costas para a câmera, agacha-se, como se estivesse retomando o fôlego após a puxada corrida, e sentencia: "Não se trata de chegar onde se quer, mas o que fazer quando se chega lá".
O vídeo, com pouco mais de 1 minuto de duração, tem como narrador o próprio Abati, que imprime um um tom tipo Cid Moreira (com voz grave e tingida de um certo dramatismo). O texto que ele lê, ou melhor, interpreta é permeado por frases bem ao feitio dos normalmente usados por coaches e ampara as imagens que mostram o pré-candidato narrador em sua corrida - literal, vale dizer - rumo à Prefeitura de Belém.

Apoios e deboches
A repercussão do vídeo de Abati já rendeu até agora, no Instagram, cerca de 7 mil curtidas e 1.100 comentários, que variam de apoios declarados (e, em alguns casos, entusiasmados) às suas pretensões de suceder o psolista Edmilson Rodrigues no comando da Prefeitura de Belém a apreciações marcadas por ironias e deboches, como as que comparam o pré-candidato a Batman.
Aliás, numa das passagens do vídeo, o próprio Abati dá indicações de que, pelo inusitado da obra, já estava preparado para julgamentos tendentes a depreciá-lo - e de forma impiedosa, em algumas situações. "Não importa o quanto duvidem, não importa o quanto riam, não importa o quanto julguem. Eu vou estar lá, eu vou continuar e eu não vou parar", avisa.
Fiel aos melhores protocolos das redes sociais, que recomendam aos donos de perfis interagirem com os autores de comentários - mesmo, e principalmente, os negativos -, o pré-candidato do Novo procura responder a várias interações, sobretudo, é evidente, aquelas que o depreciam (veja algumas acima). Caso seja mesmo o candidato em outubro, não se sabe se demonstrará o mesmo fôlego para continuar respondendo a interações no curso da campanha.

Poucos votos em 2020
Na política, o pré-candidato do Novo tem pouca experiência. Nas eleições de 2020, disputou um mandato de vereador e obteve apenas 1.544 votos - o mais votado, dentre os oitos candidatos que a legenda lançou na disputa por cadeiras na Câmara, em Belém -, não tendo declarado nem um bem à Justiça Eleitoral. Durante a campanha, gastou R$ 4.237,42, recursos que custearam, basicamente, serviços gráficos.
Na plataforma Lattes, conforme informações disponíveis até junho de 2023, Abati é apresentado como bacharel em Direito pela Unama, servidor público lotado na Procuradoria Jurídica da Escola de Governança Pública do Estado do Pará, professor de Direito Civil e Processo Civil para Concursos Públicos na instituição Hertz Concursos, professor de Direito Constitucional na instituição preparatória para OAB e Concursos Públicos Libbre Educacional, e professor de Noções de Direito Constitucional no Projeto Pré-Vestibular Municipal de Belém (PVMB). Também soma experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Administrativo e Hermenêutica Jurídica.
No seu perfil no Instagram, estão fotos em que aparece ministrando palestras em órgãos como a Receita Federal, onde falou sobre sobre o tema "Método, Governança e Formação Humana", e na Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa), onde fez a conferência de abertura do Programa de Formação dos Novos Auditores.