terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Duciomar arrebenta novamente. E quem deterá Duciomar?


Nas fotos acima, disponíveis no site da Prefeitura de Belém, o dotô em ação. Retrato de uma
cidade do fato consumado, na gestão de um Duciomar que ninguém contém. E ninguém consegue deter.
Senhoras.
Senhores.
Lá, nos seremos amigos do rei.
E poderemos, de lá, assistir ao lado do trono às atrocidades que Duciomar Costa, o huno, prefeito de Belém, faz com esta cidade.
Peguem os jornais da semana.
Peguem todos os jornais dos últimos dez dias.
Leiam as declarações de Duciomar sobre esse tal BRT.
Em todas as declarações, o dotô dizia que as obras ficariam prontas em 18 meses.
Quando perguntaram a ele quando começariam, o dotô respondeu que ainda não tinham prazo para começar. Mas começariam, segundo ele, em breve.
Pois é.
O breve de Duciomar foi ontem, segunda-feira.
Duciomar começou a arrebentar Belém, ali na área do Entroncamento, no que se afirmou ser o início das obras do BRT.
É o fato consumado.
É o típico fato consumado.
Começou a arrebentar porque acha que, fazendo isso, ninguém o segura mais.
Niguém mesmo é capaz de segurar Duciomar?
Ninguém o contém?
Ninguém consegue detê-lo?
Quem de nós contra o huno?
Quem de nós?
Bora pra Pasárgada?
Embarquemos no Ita.
Vamos pra lá.

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
De lá poderei ver, do trono,
Duciomar arrebentar Belém.

Os versos são do Espaço Aberto.
Versos horríveis.
Sem rima nenhuma, como vocês veem.
E daí?
Nunca foi.

Um estupro ao vivo e em cores. Céus!

Daniel, o suspeito de estupro, e Monique, a suposta vítima: e agora, a polícia vai entrar nessa parada?
Olhem aqui.
Vocês sabem daquela frase “brincadeira tem limites”?
Pois é.
Brincadeira tem limites.
O BBB e realities shows do gênero não passam disto: de uma brincadeira, de uma aventura, de uma autoexposição que faria qualquer narciso sentir-se humilhado, pequeno, apequenado diante de si mesmo.
Em regra, realities shows não passam disso.
Não se discute aqui a qualidade desses programas, até porque os vê quem quer.
O que se discute é que a brincadeira, a aventura, o excesso ou seja lá o que for passaram dos limites neste BBB12, mas especificamente na cena em que um dos integrantes, Daniel, mantém contatos sexuais com outra participante, Monique, debaixo de um edredom, logo depois de uma festa na casa, de sábado para domingo.
Olhe aqui, falemos claro: aquilo ali, até que mil provas em contrário sejam oferecidas, foi um estupro – pavoroso, como todos os estupros.
Mas há estupros e estupros.
O que pode ter-se consumado contra a integrante do BBB é ainda mais pavoroso porque, presume-se, estava ela praticamente desacordada, quase desfalecida, inerte, por excesso de bebida.
Nessas condições, não estava sequer em condições de reagir.
Se quando a pessoa reage diante de um estuprador o estupro já é uma selvageria, imaginem então quando se encontra num estado de quase absoluta inconsciência.
Não falemos, portanto, por meias palavras: estamos diante de um caso de polícia, de um caso que requer uma urgente investigação policial.
O cidadão já disse que tudo não passou, digamos, de brincadeirinhas.
A suposta vítima já disse que não se lembra direito do que aconteceu.
Eis aí uma confissão que exige uma investigação.
Se ela não se lembra do que aconteceu, numa circunstância que era impossível não perceber o que tinha acontecido caso estivesse lúcida, então que se lancem mão dos meios técnicos suficientes para encontrar indícios, vestígios que possam comprovar o ato sexual.
Um estupro, sabe-se, é crime de ação pública condicionada à representação do ofendido. Assim, a vítima é que deve ir a uma delegacia de polícia e registrar uma ocorrência, para pedir a necessária instauração de inquérito.
Não adianta que milhões de pessoas tenham visto o suposto estupro, se a vítima não fizer, voluntariamente, uma ocorrência policial.
A Globo fez bem em expulsar Daniel do programa.
Tudo muito bom, tudo muito bem?
Não.
Tem mais dois detalhes.
Primeiro. Monique precisa ir à polícia. Ao que se diz, irá hoje. Tomara.
Se for, convém que se submeta a uma perícia médica para saber se houve a consumação do ato sexual. Se isso tiver ocorrido, e mantendo ela a versão de que não se lembra do que ocorreu, porque estava até o talo de bebida, então estará consumado o estupro. E o cidadão terá que pagar por isso.

Um argumento calhorda
Segundo detalhe. E agora, o que dirá Boninho, este indomável diretor do programa?
Até ontem à tarde, ele trombeteava que Daniel só está sendo acusado porque é negro.
Esse modo de ver, digamos assim, do indomável não é bem um modo de ver. É a expressão de um modo imbecil de ver.
É um argumento calhorda.
Indefensável.
Porque é óbvio que estuprador é estuprador – seja branco, negro, amarelo, vermelho ou azul.
Seja ou não diretor de reality show que não hesita em expor argumento tão calhorda como esse.
E aí?
E aí que Boninho, o indomável, deveria se explicar.
Porque a Globo, para excluir Daniel, deve ter se amparado fundamentalmente, senão unicamente, em dois critérios.
Primeiro: é bem provável que a emissora, antes mesmo da polícia, tenha colhido evidências técnicas de que houve realmente o estupro. Para isso, basta ter contratado um laboratório dos melhores para apresentar os resultados ontem mesmo.
Segundo: é evidente que as brincadeiras, como diríamos, de Daniel, se não fossem reprimidas com rigor, fatalmente se refletiriam nos caixas da empresas, uma vez que dificilmente os anunciantes manteriam o patrocínio de um programa que põe um estupro no ar e mantém o suspeito de agir como se fosse uma criança que se excedeu numa brincadeira.
Boninho, o indomável, bem que poderia oferecer suas impressões pelo Twiiter, onde gosta de se exibir como o incontrastável comandante do BBB.

O que ele disse

"Faz um ano que faltam dois meses para o Adriano entrar em forma".
Um tuiteiro corintiano, pelo Twitter da Rádio CBN, estranhando o porquê de os dois meses para o Imperador (na foto) demorarem mais que os dois meses para quem não é imperador.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Um olhar pela lente

A foto acima é do fotógrafo Wilton de Sousa Júnior, da Agência Estado.
Foi publicada no jornal "O Estado de S.Paulo" em 21 de agosto de 2011 e no dia 31 do mesmo mês na revista "Veja", que a escolheu como "imagem da semana".
O trabalho, que mostra a a presidente Dilma Rousseff como se estivesse sendo transpassada pela espada de um militar, em cerimônia oficial, foi anunciada como a vencedora do Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha na categoria Fotografia.

Castagna Maia, sempre presente

Não é fácil perder um amigo como o Maia, irmão que se foi ontem pela manhã, aos 47 anos, após brigar com um câncer no esôfago durante 2 anos e quatro meses e após se submeter a diversos tratamentos, alguns dos quais extremamente dolorosos.
Pra mim é demais dolorosa mais esta perda, pois já se foram meu mano Zé Wilson em agosto 2009, meu amigo e  irmão Walter Rodrigues em maio 2010 e meu paizinho em abril/2011. São perdas demasiadas que se juntam  e arrancam a alma da gente em pedaços.
[...]
Maia se comovia profundamente com as injustiças, com as sacanagens. E lutava contra todas elas, de forma competente. Amava a chuva, amava Belém, a baía do Guajará e quando aqui vinha nas lides da Capaf, do BASA,  tinha prazer especial em dar um pulo nas barraquinhas da avenida Nazaré para comer maniçoba na rua. Achiava bacuri uma fruta deliciosa. E é. 
Amei Brasília pelas mãos e olhar dele. E juntei tanto conhecimento ouvindo ele, conversando, trocando idéias, aprendendo. Como diz Samuca, ele terá sempre nosso amor e nosso aplauso.
A poesia estava entranhada nele. Recitava vários poetas e poemas assim de cabeça, entre uma petição e outra, ouvindo baixinho Astor Piazzola. E ora rindo, ora praguejando a cada nova tramóia descoberta.


Os trechos acima são de um texto comovente da jornalista Vera Paoloni, externando saudades de seu amigo, o advogado Castagna Maia, que faleceu no último sábado.
Leia o texto, que tem como título O mano Castagna Maia se foi. Mas estará sempre presente!

Charge - Aroeira

Susipe investe na qualificação de servidores

A realidade do sistema penitenciário brasileiro está longe de ser a ideal. Fatores como a falta de assistência jurídica, médica, psicológica e social, e de projetos que proporcionem a reintegração dos presos à sociedade e ao mercado de trabalho, acabam intensificando a violência nas unidades prisionais. Mas, sem dúvida, o maior problema enfrentado pelo sistema carcerário, é a superlotação.  Os dados da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) apontam que nos últimos cinco anos, a população carcerária do Brasil vem crescendo a uma taxa que oscila entre 5 e 7%. Sem, no entanto, que a logística das casas penais consiga acompanhar este crescimento. Para se ter uma ideia, hoje no país existem, aproximadamente, 510 mil presos para apenas 305 mil vagas. Estes dados posicionam o Brasil, como o país com a quarta maior população carcerária do mundo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, Rússia e China. Investimentos em infraestrutura e na formação profissional de quem trabalha diretamente com os detentos, são fundamentais para as mudanças no setor.
Mas, os números referentes à população carcerária já foram muito mais altas. Entre os anos de 1995 a 2005, por exemplo, o aumento do número de detentos chegou a uma taxa de 143,91%, saltando de 146 mil presos, em 1995, para 326 mil, em 2005. Hoje, no Pará, a situação é diferente, mas não menos alarmante: somente no ano passado, a população carcerária cresceu 15,5%. Na opinião do Superintendente da Susipe, Tenente Coronel André Luiz de Almeida e Cunha, este crescimento acima da média nacional se deve, principalmente, em função do movimento migratório estimulado pela instalação de grandes projetos no Estado, como a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. “Ao longo de 2011, tivemos um incremento de quase dois mil detentos. O Pará tem hoje, 12 mil presos e pouco mais de seis mil vagas. Um excedente carcerário de quase 100% além da nossa capacidade. Isso é um problema muito grave, porque enquanto essa relação preso/vaga não for equalizada, todas as outras ações de tratamento penal ficam comprometidas”, defende.
Para minimizar esta desigualdade, o Governo Estadual tem investido não só na construção de novas unidades prisionais – são nove com obras em andamento e outras três em fase de elaboração de projeto ou licitação – mas também na capacitação dos servidores que atuam na Susipe. Em uma parceria pioneira com a Estácio FAP, a Superintendência oferece aos profissionais do órgão, a possibilidade de aprofundar e reciclar conhecimentos através do curso de pós-graduação Lato Sensu em Gestão Penitenciária. Com recursos advindos de uma linha de financiamento do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), através do Fundo Penitenciário (Funpen), dedicada exclusivamente para a qualificação de profissionais da área penitenciária, o curso visa aumentar a qualidade nos processos de gestão do órgão.
A matriz curricular do curso é estabelecida pelo próprio Governo Federal, e abordará disciplinas como Inteligência e Administração Penitenciária. As aulas acontecerão durante uma semana por mês, durante um ano e meio, e contarão com um corpo docente diferenciado. “Receberemos professores vindos de São Paulo e do Paraná habilitados a oferecer um ensino de qualidade. Como este é o primeiro curso de Gestão Penitenciária no Pará, e existem poucos em todo o país, vivemos uma carência de profissionais desta área. Esta pós-graduação, além de qualificar os servidores de diversos setores da Susipe, como psicólogos, contabilistas, advogados, é o primeiro passo para termos profissionais gabaritados a serem docentes em nosso Estado”, destaca o coordenador dos cursos de pós-graduação na área de Segurança da Estácio FAP, professor Antônio Amado.
Para dar início ao curso, a Estácio FAP recebe nesta segunda-feira, 16, o promotor de Justiça aposentado e professor da Faculdade de Direito de Curitiba, Maurício Kuehne. Considerado uma das maiores autoridades do Direito Penal no Brasil, Kuehne é ex-diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), atual vice-presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e membro titular do Conselho Penitenciário do estado do Paraná.
Outra peculiaridade da pós serão os trabalhos de conclusão, que deverão oferecer soluções para as situações vivenciadas pelos servidores, nas áreas onde atuam. “A ideia do curso, a partir da capacitação dos servidores, é desenvolver o pensar dos servidores para que eles estudem o próprio órgão. Temos certeza de que quando terminarmos a pós-graduação, teremos concluintes com um forte cabedal de conhecimento e que irão gerar melhor qualidade no serviço público prestado pela Susipe”, ressalta o Superintendente do órgão.
A aula inaugural da pós-graduação em Gestão Penitenciária acontece no auditório Benedito Nunes, na Estácio FAP, a partir das 18 horas.

Fonte: Assessoria de Imprensa

As lagoas estruturantes de Duciomar Costa

Avenida Braz de Aguiar, entre Benjamim e Doutor Moraes. Duciomar poderia tentar atravessar sem pisar na lagoa.

Idem na Braz de Aguiar

Travessa Doutor Moraes, entre Braz de Aguiar e Gentil, à entrada de alameda que fica quase no meio do quarteirão.

Mundurucus, entre Doutor Moraes e Benjamim. Duciomar poderia tomar um banhão aqui, num fim de domingão
Obras estruturantes de Duciomar Costa, o huno?
Vocês as têm aí em cima.
Num dos bairro mais nobres da cidade.
As fotos são do blog.
Foram tiradas ontem à tarde, durante aquela chuvinha da tarde.
Aquela chuvinha básica, das 3h30, 4h - por aí.
Ah, sim.
hunofilhotes que passaram por aqui, dia desses, e caíram de pau na postagem em que se mostrava a enchente na São Pedro, atrás do Pátio Belém.
Não responderam com críticas, mas com ofensas a leitores aqui do blog.
Seus comentários, claro, não foram e nem serão acolhidos.
Para se acalmarem, vão aí novas fotos.
Apenas para se acalmarem.

Charge - J. Bosco

Acesse o Lápis de Memória

Justiça indefere liminar pedida por Robério



O angu da OAB do Pará, que agora, como vocês sabem, está na Justiça, tem um tempero novo.
Na última sexta-feira, o juiz federal Alaor Piciani, da 9ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, indeferiu liminar em mandado segurança proposto pelo advogado Robério D'Oliveira.
Robério é um dos indiciados pelo Conselho Federal da Ordem, por envolvimento em supostas irregularidades na venda para ele próprio, por R$ 301 mil, de um terreno da entidade no município de Altamira. Ele ingressou com o mandado de segurança para tentar suspender todos os efeitos provenientes do procedimento de sindicância e da intervenção federal que a OAB Nacional decretou na OAB do Pará, em outubro do ano passado.
Além de Robério, respondem a processo ético-disciplinar Jarbas Vasconcelos e Alberto Campos, respectivamente presidente e secretário-geral afastados da OAB do Pará, e a ex-assessora da presidência da entidade, advogada Cynthia Portilho Rocha, que confessou ter falsificado a assinatura do vice-presidente Evaldo Pinto e por isso já indiciada pela Polícia Federal.
Na semana passada, conforme o Espaço Aberto informou, Alberto Campos ajuizou sua terceira ação, um mandado de segurança em que ele pede seja anulada a decisão que decretou a intervenção e seu retorno ao cargo de secretário-geral da entidade. A ação foi distribuída para a 17ª Vara Federal, que tem como titular a juíza Cristiane Pederzolli Rentzsch, mas ainda está sendo avaliada a prevenção, ou seja, fica nessa mesma vara ou se vai para outra que primeiramente tomou conhecimento do assunto. As outras duas foram propostas em novembro do ano passsado.
No final de dezembro, o desembargador Reynaldo Fonseca, na condição de relator do processo, suspendeu os efeitos de liminar concedida pela 16ª Vara Federal do Distrito Federal, que mandava suspender o processo disciplinar instaurado pelo Conselho Federal contra o presidente afastado da entidade no Pará, Jarbas Vasconcelos, que também propôs duas ações para escapar aos efeito da decisão interventiva.
Resumo da ópera, ou melhor, resumo do angu: há nada menos do que seis ações em tramitação que pretendem derrubar os efeitos da decisão do Conselho: duas de Jarbas, três de Alberto Campos e uma de Robério. Cynthia Rocha, até agora, preferiu esperar os desdobramentos do processo ético-disciplinar.

Estratégia
A estratégia dos indiciados da OAB é tão clara como a luz do Sol que nos alumia: como o direito de peticionar é livre, vão entrar com ações e mais ações para tentar, no mínimo, anular os efeitos da decisão que mandou instaurar o processo.
Esse é um direito - dos mais legítimos, diga-se - que lhes assiste. Mas será o melhor caminho? Será o melhor entendimento dos direitos questionados nessa pendência?
Quanto mais se prolongar o processo ético-disciplinar, mais os indiciados estarão expostos a suspeições. E nada indica que o Judiciário, por meio de liminar, venha a barrar o prosseguimento da instrução processual que ocorre no âmbito administrativo.
Nada indica.

Semana é decisiva para a greve na polícia

Esta semana será decisiva para que os policiais militares decidam se paralisam ou não suas atividades no Pará na próxima quinta-feira, dia 19. Fontes militares consultadas pelo Espaço Aberto - e que são críticas do governo do Estado - estão meio céticas quanto à deflagração do movimento.
Avaliam que o desejo da greve é mais resultado da influência dos movimentos que estão pipocando país afora, como recentemente no Ceará.
Não vislumbram um movimento organizado e definido, até porque, segundo afirmam, a maioria das associações está sob a tutela do governador e, portanto, submissas ao governo do Estado.
Mas alertam: se a paralisação não ocorrer a partir de quinta-feira, vai eclodir mais tarde, uma vez que não haveria disposição para aceitar as reivindicações dos policiais.
Pelo sim, pelo não, o clima de mobilização perdura aí pela internet.
Já foi até criado um site. É o Greve na Polícia Militar do Pará.
As associações dos Bombeiros (ACSPMBMPA), dos Subtenentes e Sargentos (ASSUBSARPM) e dos Policiais Civis (Aspol), entre outras, estão fazendo circular aí pela internet, inclusive e sobretudo pelas redes sociais, o rol de reivindicações. Confiram abaixo:

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1.Decreto criando mesa permanente de negociação com pauta econômica e social;

2. Econômica:
- Reajuste salarial 100% (113% de perdas desde 2006);
- Escalonamento vertical em lei com base no soldo do Soldado;
- Cumprimento da lei de interiorização;
- Tempo integral e Dedicação Exclusiva (70% em cada = 140%);
- Reajuste do auxílio alimentação (R$ 600,00);
- Definição em lei e delimitação da carga horária (40 horas semanal);
- Aumento da gratificação do risco de vida (50% para 100%);
- Promoção (revisão da lei de ingresso, revisão da lei Jatene, revisão da LOB);
- Manter as vantagens da ativa na inatividade ( o abono é retirado);
- Nivelamento do abono (R$ 360,00);
- Auxilio fardamento em pecunha no contra-cheque (um salário semestral);
- Vale transporte;

3. Social:
- kit segurança (colete balístico e arma para cada policial);
- Alojamento digno masculino e feminino nos batalhões da capital e interior;
- Condições da VTR de trabalho;
- Fardamento completo de acordo com a lei (6 meses);
- Moradia;
- Educação;
- Creche (auxílio creche);
- Salário família;
- Melhores condições de trabalho;
- Não retaliação aos representantes da categoria.

Morre um paladino


De Brasília, pela colega jornalista Vera Paoloni, recebo uma notícia que não gostaria de receber nem de dar: morreu às 9h30 de sábado o brilhante advogado dr. Castagna Maia, com apenas 47 anos de idade e uma vida fecunda e de grandes vitórias como operador do direiro, sempre defendendo os trabalhadores, os mais fracos e oprimidos, as viúvas e os órfãos.
Sua maior clientela era composta de aposentados e pensionistas assistidos pelos Fundos de Pensão. Era seguramente uma das maiores - senão a maior - autoridades em direito trabalhista/previdenciário do Brasil. Os aposentados e pensionistas do Banco da Amazônia muito lhe devem, pois foi dele a defesa brilhante e a sólida argumentação jurídica que instruiu a vitoriosa ação promovida pela Aaba e Aeba, que resultou na sentença da juíza da 8ª Vara do TRT-PA, que garantiu a a isonomia de tratamento e a sobrevida de cerca de 4 mil aposentados e pensionistas da Capaf, ameaçados de ficarem ao relento pelos arautos das soluções de força, a serviço dos poderosos de plantão.
A sentença de mérito obriga o Banco da Amazônia, como patrocinador da Capaf, a continuar pagando os benefícios de seus aposentados e pensionistas, mesmo diante da intervenção na Capaf ou de sua indesejada liquidação.
Os emissários do medo queriam obrigar os aposentados e pensionistas a assinarem um novo plano, renunciando a direitos adquiridos. A argumentação jurídica do dr. Maia barrou-lhes essa pretensão perversa ao ter reconhecida pela Justiça a natureza trabalhista da relação do Basa/Capaf com seus aposentados e pensionistas, garantindo-lhes o direito à sobrevivência diante de um cenário de opressão e terror explícito, espalhados pelos áulicos a serviço do direito da força, que se vergou diante da força do direito, esgrimida pelo bravo comba tente do bom combate Castagna Maia.
Infelizmente, para os amigos e admiradores de seu talento e mente brilhante, Maia, mesmo sendo bravo até a última batalha, acabou vencido pelo câncer, que tantas vidas produtivas e úteis tem tirado de nosso convívio.

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FRANCISCO SIDOU é advogado e jornalista

Café da manhã em porção dupla. Ou quádrupla.

Leitor e amigo aqui do blog dividiu a mesma mesa com a mulher e mais três amigas, ontem, num café da manhã na Delicidade, aquela ali da Braz de Aguiar com a Doutor Moraes.
Pediu uma tapioquinha, um cuscuz, dois baguetes inteiros, um pão com ovo, um capuccino grande e um copo de suco de laranja dos duplos - senão dos triplos.
Terminado o desjejum light, digamos assim, e após arrotar, disse que seu propósito feito para este 2012, de pedir apenas da porção que pediu, fica para a próxima semana.
Hehehe.

A culpa é da crise


Faz tempo, conta-se uma história assustadora, não sei se de suspense ou de terror. Contudo, não se trata, a rigor, de revelação, o enredo está ao alcance de quem for medianamente atento às coisas do mundo. Ocorre, porém, registrar com precisão ao conectar fatos, ao fornecer números e ao tirar conclusões. Cidadãos incontestes, e os governos nacionais agem na melhor das hipóteses, como seus governadores de províncias. Eles determinam e os outros se adéquam. Adaptam-se. Conformam-se. Se por acaso, preferirem, executam.
O homem estava sempre fora do desenho perfeito e, nesta linha, o neoliberalismo imposto ao mundo pelos donos efetivos do poder globalizado é o último efeito da ingestão do fruto proibido. Trata-se de um jogo de convivência. Um jogo que testa. Fique atento ao que ocorreu no penoso ano de 2011, e continua a ocorrer sem previsão quanto ao desfecho da crise mundial: os governos nacionais repetem os erros cometidos em 2008, na primeira onda do terremoto, logicamente, que, agravados dramaticamente pela repetição, em obediência aos interesses dos inoxidáveis donos do poder real. A segunda onda do terremoto transcende em virulência a primeira e ameaça causar danos maiores do que o oxi de 1929. Ao final e ao cabo, habilite-se a tragar o euro sem deixar de globalizar a tragédia.
Medidas excessivamente rigorosas são tomadas na Europa na tentativa de salvar a moeda, com chances de êxito, na avaliação de especialistas. A linha escolhida então conferiu ao Estado um papel soberano e se pautou, digamos assim, pela equidade no empenho em promover emprego e taxar os ricos. Ações que carregam a satanização, o cheiro acre, demoníaco do enxofre, aos narizes dos representantes das corporações financeiras, muitos deles instalados no timão de economias regionais e nacionais. Aventa-se a hipótese de que neste momento, mais funcionam hoje as ações entre amigos, e a tal de equidade que se estrepe.
No Brasil, o endividamento das famílias brasileiras se deve, principalmente, aos cartões de crédito, alimentos e juros na estratosfera. Há que se fazer redução do consumo. Há que se driblar a crise. Ministros em queda e cena europeia exigem esforço extra para manter régua e compasso. O ano de 2011 foi bom para o governo. Mas poderia ter sido melhor. Para a oposição, trouxe principalmente más notícias.
Quando começou o ano de 2011, o maior desafio que Dilma Rousseff tinha pela frente era assumir o lugar de Lula e não deixar que a maioria da população, que o aprovava enfaticamente, sentisse saudade. Ficasse com a sensação de haver perdido algo que prezava. Isso, ela conseguiu e não foi um feito desprezível. Dilma encarna com naturalidade a Presidência pós-Lula, algo nada trivial. E se firma com a faxina ministerial. De Palocci a Lupi, uma sequência de demissões que reforçaram a imagem de Dilma.
O Brasil tem chance diante da crise ideológica que arrasta Europa e EUA. O País precisa realizar reformas, a começar pelo desmanche dos instrumentos de indexação, tarefa adiada governo após governo desde 1994. Cuidados com os efeitos negativos do darwinismo social, eles precisam ser neutralizados mediante ação jurídica e política do Estado. Sobrinha-neta de Franz Kafka, a economista tcheca Stephany Griffith-Jones gosta de se referir ao tio-avô quando explica por que estuda há décadas o sistema financeiro internacional. “Não existe nada mais Kafkiano”, gosta de resumir com ironia.

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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com

O que eles disseram

"Foi apenas uns estalinhos, um beijo e depois a gente se agarrando debaixo do edredon"
Daniel, do BBB12, negando que tenha estuprado Monique, na madrugada de sábado para domingo, enquanto ela dormia bêbada.

"Será que eu tava tão louca que eu não lembro de alguma coisa?"
Monique, cheia de dúvidas.

"Eles supostamente transaram. Não rolou [estupro]."
Boninho, o diretor do programa, cheio de certezas.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Morre em Brasília o advogado Castagna Maia

Faleceu há pouco, em Brasília, o advogado Castagna Maia.
Era o timoneiro de um dos mais respeitados escritórios de advocacia de Brasília, com mais de dez anos de experiência nas áreas de seguros, previdência complementar, direito público, direito do trabalho e acompanhamento de ações em tribunais superiores.
Também foi editor de um blog dos melhores.
Em outubro de 2009, revelou na postagem Licença para uma questão pessoal que estava com câncer.
"Há algumas semanas vinha sentindo aquela dor. Comecei a ter dificuldade para engolir. Finalmente, fui ao médico e foi solicitada endoscopia. Estou com um tumor de 1,5 cm no finalzinho do esôfago e começo do estômago. Daí vinha a dor ao engolir e que vinha se tornando cada vez pior, ao ponto da perda de peso. Foi ocasionado pelo ácido clorídrico do estômago que, por alguma falha, invadia e irritava o esôfago, fazendo lesões constantes que levaram ao surgimento do tumor. Há algumas semanas vinha sentindo aquela dor. Comecei a ter dificuldade para engolir. Finalmente, fui ao médico e foi solicitada endoscopia. Estou com um tumor de 1,5 cm no finalzinho do esôfago e começo do estômago. Daí vinha a dor ao engolir e que vinha se tornando cada vez pior, ao ponto da perda de peso. Foi ocasionado pelo ácido clorídrico do estômago que, por alguma falha, invadia e irritava o esôfago, fazendo lesões constantes que levaram ao surgimento do tumor", escreveu Castagna.
Em Belém, o advogado fez grandes amizades e travou relações fraternas, entre outras com a jornalista Vera Paoloni, que foi a Brasília especialmente para estar com Castagna em seus últimos momentos e hoje de manhã informou ao Espaço Aberto sobre a triste notícia de seu falecimento. Uma notícia de doer a alma e apertar a garganta..., como disse Vera, que postou em seu blog a foto acima, em que o advogado aparece na Estação das Docas, em novembro de 2010, ao lado de sua filha Carol.
Foi Castagna Maia quem propôs ação que tramita na 8ª Vara da Justiça do Trabalho, postulando, dentre outros itens, relevantes a isonomia de tratamento concedida pelo patrocinador Banco da Amazônia para assegurar direitos aos assistidos pela Capaf.
Que Deus acolha Castagna Maia.
E as condolências do blog a todos os seus familiares.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Um olhar pela lente

Lá vem a chuva.
Vem justo no dia do aniversário de Belém.
Vem dali das bandas do Marco.
Vem das bandas de onde clicou Vera Paoloni, a autora.

Presidente do Coaf diz que órgão não ameaça sigilo

Do Consultor Jurídico

O envio de movimentações financeiras (com nomes e valores) à Polícia Federal ou ao Ministério Público não é quebra de sigilo, afirma o presidente do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), Antônio Gustavo Rodrigues. “Não temos acesso às contas bancárias ou aos extratos, só aos comunicados que nos são enviados [pelas instituições financeiras]”, diz Rodrigues.
A defesa vem após declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio de que o Coaf “tem um encontro jurisdicional marcado” com o tribunal este ano. O presidente do órgão disse à revista Consultor Jurídico que “se for provado que o que fazemos [no Conselho] é inconstitucional, simplesmente fecharemos o Coaf e vamos fazer outra coisa”. O ministro havia dito, ainda que é inconcebível que dados bancários de um cidadão sejam acessados por um órgão do Ministério da Fazenda que os repassa a outros órgãos administrativos.
Para partidários de Marco Aurélio nessa discussão, como o criminalista Jair Jaloreto Júnior, toda quebra de sigilo para fins judiciais tem que ser precedida por ordem judicial. No caso do Coaf, as informações sobre movimentações financeiras são enviadas antes mesmo que haja investigação. “O órgão é um banco de dados público, com informações absolutamente sigilosas que só deveriam ser acessadas com autorização judicial.”
O funcionamento do órgão, afirma Rodrigues, é o mesmo aplicado nas 35 maiores economias do mundo. “Isso não é uma jabuticaba, uma invenção brasileira. É um sistema aplicado no mundo inteiro para combater a lavagem de dinheiro”, explica. A ideia de mandar as informações colhidas para um juiz ou esperar uma ordem judicial para enviá-las à polícia é refutada por ele. “Não faz sentido fazer isso, a não ser que seja para o órgão não funcionar”.
Para o criminalista e professor de Direito Penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Mauro César Arjona, o funcionamento do Coaf é uma “inversão explícita da ordem”, uma vez que a denúncia já é feita com a movimentação financeira em mãos. O andamento correto, defende o advogado, seria que houvesse primeiro uma suspeita sobre lavagem de dinheiro, depois investigação, então a identificação do possível crime e, após a reunião de subsídios, o pedido de quebra de sigilo. “Eles notificam sobre movimentação suspeita, mas é suspeita para quem? Ao suspeitar de alguém, o Coaf tenta competir com o Judiciário.”

Mais aqui.

Charge - Sinfrônio

A OAB fiscaliza os advogados e a si própria

Fernando Pessoa: "Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?"
Do advogado Ismael Mores, sobre a postagem Juízes pedem que OAB seja fiscalizada pelo CNJ:

Apenas quem é estrábico não consegue ver que a OAB fiscaliza os advogados e a si própria. Que alienados são esses que não viram a OAB passar por uma dolorosa intervenção federal, expondo suas entranhas, através dos seus orgaos internos?
Decepcionante ver o despreparo desse presidente da Ajufe. Não é isso que se espera do lider de entidade tão importante, que congrega os agentes politicos, representantes do Poder Publico, que tem garantido os ideais republicanos em nosso Pais.
Julgamos todos os meses dezenas de processos em que advogados desonestos sao suspensos, excluídos, dando base para que os prejudicados busquem indenizacao.
Ofereço aos detratores baratos o "Poema em Linha Reta", do Pessoa, pois, parece, que "nunca levaram porrada" moral.

Charge - J. Bosco

Acesse o Lápis de Memória

Alberto Campos entra com mais uma ação para votar ao cargo



Tem ação nova - mais uma - no front da OAB.
O secretário-geral afastado da Seccional do Pará, Alberto Campos, ingressou perante a Justiça Federal - Seção Judiciária do Distrito Federal, com a terceira ação para tentar escapar dos efeitos da reunião do Conselho Federal da Ordem, que em outubro do ano passado decretou intervenção na Seccional paraense, em decorrência de irregularidades detectadas na venda de um terreno, no município de Altamira, para o advogado Robério D'Oliveira.
Num mandado de segurança, de nº 0000824-56.2012.4.01.3400, ele pede que seja anulada a decisão que decretou a intervenção na OAB/PA e seu retorno ao cargo de secretário-geral da entidade. Por enquanto, a ação foi distribuída para a 17ª Vara Federal, que tem como titular a juíza Cristiane Pederzolli Rentzsch.
Mas o mandado ainda será submetido à análise da prevenção, ou seja, será apreciado preliminarmente se o objeto enseja que seja remetido a uma das outras duas varas que já apreciam ações propostas por Alberto Campos sobre o assunto.
Uma das ações, ordinária, leva o número 0059639-80.2011.4.01.3400. Nela, o autor pretende que sejam anulados "os votos dos réus no julgamento do Conselho Federal que deu origem ao acórdão do processo nº 49.0000.2011.000214-5".
"Réus" no caso, são as partes demandadas na ação: Ophir Cavalcante Júnior (presidente nacional da OAB), Pedro Henrique Braga Reynaldo (relator do processo de intervenção no Conselho Federal), Walter de Agra Júnior (autor de proposta para que apenas Jarbas Vasconcelos e Alberto Campos fossem afastados), Márcia Regina Machado Melaré (presidente da comissão de sindicância que recomendou a intervenção) e Francisco Anis Faiad (que integrou a mesma comissão de sindicância).
Uma outra ação é também um mandado de segurança, autuado sob o nº 0059640-65.2011.4.01.3400. Nele, Alberto Campos pretende a suspensão do processo administrativo disciplinar aberto pelo Conselho Federal contra ele e mais quatro diretores - Jarbas Vasconcelos (presidente), Evaldo Pinto (vice-presidente), Jorge Medeiros (secretário-adjunto) e Albano Martins (tesoureiro), Robério D'Oliveira (o comprador do terreno de Altamira) e a advogada Cynthia Portilho, que confessou ter falsificado a assinatura de Evaldo e, por isso, já foi até indiciada em inquérito na Polícia Federal.
Sobre esse processo, o Conselho Federal, no final do ano passado, nem sequer iniciou o procedimento contra Evaldo, Jorge Medeiros e Albano Martins, que assim foram tidos como inocentes de qualquer irregularidade na venda do terreno. Evaldo e Medeiros já retornaram aos seus respectivos cargos. Albano preferiu renunciar a qualquer cargo na diretoria.
Responde a processo ético-disciplinar, portanto, apenas Jarbas Vasconcelos (que também tem duas ações tramitando na Seção do DF), Alberto Campos, Robério D'Oliveira e Cynthia Portilho.

Belém das tacacazeiras, da chuva das duas, das mangas...

Luiz Braga, o fotógrafo que dispensa apresentações, foi quem mandou para o blog o texto abaixo.
A foto - linda, toda Belém - também é dele.
Texto e foto deveria ter sido mandados ontem, dia do aniversário da cidade.
Por esses desencontros virtuais, chegaram a tempo apenas para ser publicados hoje.
Mas continuam, é claro, atualíssimos.
E assim ficarão por muito tempo.
Leia abaixo o texto do Luiz.

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396 anos!
Os antepassados sensíveis nos legaram um belo patrimônio fruto da riqueza e da inteligência de bem aplicá-la. Os insensatos gananciosos já destruíram muito.
Mas hoje acredito que não derrubariam mais o Grande Hotel ou a Palmeira. Leio em O LIBERAL que silenciosamente as tacacazeiras estão sendo enxotadas para a periferia, quando deveriam ser incentivadas, assistidas, mantidas.
Cultura não é fazer megashow para entreter os maltratados que padecem o caos de cada dia. Daqui a pouco poderão ser as mangueiras, sob a desculpa de que são inadequadas e incomodas.
Experimentem pensar Belém sem as mangueiras. Devemos cuidar melhor de nossos símbolos. A torre Eiffel deveria ter sido desmontada depois da Feira Mundial e virou símbolo da França, visitada por milhões de pessoas.
A cidade sempre será dinâmica e jamais deve ser engessada, no entanto é importante pensar no que nos trouxe até aqui.
Uma mistura de sabedoria cabocla e européia que nos diferencia. Lembrar dos visionários que pensaram largas avenidas quando aqui só haviam carruagens e bondes, que alguém em um momento infeliz resolveu extinguir. E agora querem empurrar afobadamente com o nome de BRT.
Precisamos e merecemos atitudes que honrem nossa trajetória. Se em algum momento não havia dinheiro que substituísse a fase áurea da borracha, hoje a cidade exibe riqueza em prédios caros e carros idem que entopem a paisagem.
Continuamos praticamente com as mesmas praças e ruas. A diferença é que antes o trânsito fluía e as praças tinham segurança.
Enfim, palavras para se refletir e agir rumo a Belém de 400 anos.
Belém que vive nas tacacazeiras, no grito do tapioqueiro, na chuva das duas, nas mangas e na história de cada um de nós.

Um outro partido murista, para concorrer com o PSDB

Mas que coisa.
Esse PSD do Kassab está bombando lá pelo Nordeste.
Nos nove Estados nordestinos, o PSD já tem sob seu comando 234 prefeituras.
PSDB e DEM, as siglas da oposição, foram as que mais perderam nos três maiores colégios eleitorais da região: Bahia, Pernambuco e Ceará.
A oposição, como se vê, está indo pelo ralo.
E a conclusão é mais ou menos óbvia: umas das forças da política brasileira que mais se projetam atualmente está no muro. Fazendo concorrência com os tucanos, até aqui tidos como imbatíveis nesse equilibrismo.
Porque o PSD, ninguém sabe o que ele é.
Não é governo, não é oposição, não é o muito pelo contrário, não é nada.
Ou é tudo isso ao mesmo tempo.
Não erra quem conclui que é um partido cujas conveniências – sobretudo as eleitorais – falam mais que nas outras legendas.
E os eleitores, onde estão?
Ora, os eleitores.
Eles não sabem e nem querem saber de partidos.
Querem mais é saber de votar em qualquer um, para esquecer em quem votou pouco tempo depois.
Putz!

O gol mais bonito do mundo. O gol que foi maior que o jogo.



Hehehe.
Vejam como são as coisas.
As coisas do futebol.
Aquele jogo Flamengo e Santos, que o rubro-negro ganhou por 5 a 4, em plena Vila Belmiro foi o melhor, o maior jogo do Brasileirão do ano passado.
E aí?
Que esse jogo vai passar para a história não como o jogo em que o Flamengo ganhou do Santos.
Passará para a história como o jogo em que Neymar marcou o gol mais bonito do mundo em 2011.
Que coisa!

Quem quiser ver o peso


Quem quiser ver o peso que tens, que se apresse, não tarde. Veja o peso de tua chuva certeira, transpiração vespertina de nuvens, devolvendo, apressadas, tuas águas ao rio. Veja as mangas que caem sobre o solo, pela manhã, tarde e noite, sem que nos causem fastio.
Quem quiser o ver o peso que tens, veja mais do teu rico pomar. Teu açaí, transportado em paneiros, bebido aos litros o ano inteiro, exportando moda aonde chegar. Veja o peso de teus frutos, cozidos ou crus. Pupunha. Cupu. Bacuri. Tucumã. Graviola. Uxi. Veja seus tons e licores. Prove seu gosto, sabores.
Quem quiser ver o peso que tens, estenda mais um pouquinho a vista. Veja tuas feiras animadas, de pé ainda cedinho. Madrugada carregando farinha e peixe. Verduras. Alimentos de todo sabor. Veja a Ceasa. Batista Campos e Vinte e cinco. Guamá. São Brás. Terra Firme. E a feira batizada de Açaí. Mas não esqueça de ver e rever o peso, que até hoje se confere na mesma hora e lugar.
Quem quiser ver o peso que tens, que se apresse, não tarde. Veja o peso de teu banho-de-cheiro, vendido nas praças no mês de junho. Patchouli e Japana. Raízes e folhas de tuas matas, que invadem a cidade para nos lembrar de onde viemos, o que somos e temos. Veja o peso de tua natureza.
Quem quiser ver o peso que tens, olhe as torres de teus grandes mercados, igrejas e até mausoléus. Veja a Belle Époque presente, no peso dos teus azulejos e telhados dos teus casarões. Palacetes. Palácios. Mansões.
Quem quiser ver o peso que tens, veja a força de teu faustoso teatro, a Casa da Paz. Plantada ali, no meio da praça, para deixar bem claro seu papel. Veja o Bosque e o Carlos Gomes, onde a natureza e a música tocam as notas do Guarany. Veja o Goeldi e o Evandro Chagas. Referências de nossas ciências em fóruns mundiais.
Quem quiser ver o peso que tens, veja o peso de teu nascimento. Presépio de palha, Feliz Lusitânia. Veja logo teu Forte erguido. Canhões. Catedral. Armamento.
Quem quiser ver o peso que tens, veja o peso de teus pratos, do tucupi, e do pato, da maniçoba cheirosa, da cuia cheia de açaí. Tacacá. O peso do jambu, anestesiante e ardente, escondendo a goma queimante, da tapioca inocente que  dá nome a sorvete.
Quem quiser ver o peso que tens, veja o peso de tua fé renovada, da caminhada festiva em outubro. Veja o peso do teu pentecoste. Dos elevados Vingren e Berg, missionários da chama que incendiou este Brasil, que multiplicaram seus passos em milhões, pés ardentes pelas coisas do Céu.
Quem quiser ver o peso que tens, que se apresse, não tarde. Veja o peso de teu grande estádio, Mangueirão, de apoteótico perfil. Veja terras, matas e rios, com suas incríveis ilhas de aluvião. Veja teu povo, teu som, teu cheiro, teu chão.
Quem quiser ver o peso que tens, veja o peso de teus dias, pois são poucos para mais um século. Dois. Três. Quatro. 2016, Quadricentenário de Belém. Quem quiser ver o peso que tens, que se apresse, não tarde.
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RUI RAIOL é escritor
www.ruiraiol.com.br

O que ele disse

"Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata... Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse.”
Pastor Martin Niemöler, (1892-1984), pastor luterano alemão.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Belém, Flor do Grão-Pará



Flor do Grão Pará
Letra e música: Chico Sena

Rosa flor vem plantar mangueira
E o cheira-cheira do tacacá
Meu amor ata a baladeira
E balança a beira do rio mar

Belém, Belém acordou a feira
Que é bem na beira do Guajará
Belém, Belém, menina morena
Vem Ver-o-Peso do meu cantar
Belém, Belém és minha bandeira
És a flor que cheira do Grão-Pará

Belém, Belém do Paranatinga
Do Bar do Parque do bafafá
Bentevi, sabiá, palmeira
Não dá baladeira
Deixa voar

Belém, Belém acordou a feira
Que é bem na beira do Guajará
Belém, Belém, menina morena
Vem ver-o-peso do meu cantar
Belém, Belém és minha bandeira
És a flor que cheira do Grão-Pará

"Não é isso que quero para minha cidade"

De um Anônimo, sobre a postagem Bom dia, Belém. E um abraço apertado.:

Passem pela esquina da avenida Nazaré com a avenida Generalíssimo e vejam a esculhambação, a bagunça e a imundície fabricadas pelos restaurantes a céu aberto que ali existem, especialmente em frente à Big-Ben, Pague Menos, Mandarim até o limite do edifício Feliz.
Quanta esculhambação!
Pior é que há um ponto que se diz turístico no local, a Basílica.
O único turista que vem a Belém é o que vem do interior do Estado, cuja cidade é pior que a nossa e por isto diz que Belém é uma beleza.
Já foi pior, é certo. Lembro que até 2003 era permitido fixar faixas de pano em postes e mangueiras. Que coisa mais nojenta! Pelo menos isso o prefeito conseguiu proibir.
Esse pessoal que usa a rua como restaurante fazem sujeira e depois vão dormir sem sequer dar uma lavadinha nas calçadas que ficam negras para os ratos virem comer de noite. Também não pagam tributos e, por isso, nós é que pagamos as contas tributárias deles. Será que você acha que eles pagam IPTU?
E os pontos de taxi clandestino que tem na esquina da Basílica de Nazaré. Os imbecis param a 45 graus na rua e a CTBEL, pra variar, nada faz.
Tem até banca de jogo de baralho. Um absurdo. Quanta deseducação.
E as bancas de revistas? Só servem para os mijões, que urinam à luz da manhã. Ou você acha que camelô, ambulante etc. tem banheiro volante?
Não é isso que quero para minha cidade e só vou dar meu voto para o próximo prefeito que se comprometer a fazer valer de verdade o código de posturas e todos os dias mandar lavar a cidade. Ai se não fossem as chuvas...
Ai...

Um olhar pela lente

Belém, em fotos do blog.