terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Empresários de ônibus atropelam na "estrada fluvial"


Do leitor Kenneth Fleming, advogado, sobre a postagem A grande e tardia sacada:

Caro Sidou, não apresente tantos "por quês" porque não terás respostas. Sem demérito aos nipônicos, mas apenas para aproveitar a oportunidade, até eles, há muitos anos passados, já tinham os olhos bem abertos quanto a esta óbvia questão do transporte aquático.
O que entristece é o dinheiro que vai pro ralo com projetos não implantados. Com os viadutos, anéis e passagens subterrâneas citados por você, o trânsito seria quase uma maravilha. Ficaria faltando só a educação a uma parte dos motoras. Aqueles que acham que o pisca-alerta é a varinha do Harry Potter e deixam seus veículos invisíveis na fila dupla.
Dando uma pista a um dos teus "por quês", há, no meio desta estrada fluvial (é fluvial?), uma excrescência chamada de "empresários de ônibus". Baratas não deixam barato. Nem gostam de limpeza e conforto. Ar-condicionado então, nem se fala.
Como é que só colocam uma lancha na linha? E se fura o pneu?

A resposta do jornalista Francisco Sidou:

Na verdade, caro Kenneth, os japas previram o transporte fluvial urbano. Lembro até de uma pergunta que fiz na coletiva: se o caminho das águas não seria a melhor solução para desafogar o tráfego urbano.
Então, um deles respondeu: sim, com certeza, mas precisa de um estudo de viabilidade econômica e de barcos com capacidade de no mínimo 200 passageiros para baratear os custos e possibilitar uma passagem a preço similar ao cobrado pelos ônibus convencionais.
É isso. Nada disso foi feito, nem planejado, passados mais de 30 anos e cerca de seis prefeitos municipais.
Daí...

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