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| Bolsonaro e Lira: um manda, o outro obedece. E obedece esbanjando arrogância. |
terça-feira, 19 de outubro de 2021
Na ânsia de votar a PEC da Vingança, Lira se excede na arrogância e no tom imperial
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
Oposição registra chapa que vai disputar eleição da OAB do Pará. Advogados apontam falta de representatividade da atual gestão.
Mais de 100 advogados participaram nesta segunda-feira (18), no Fórum Cível de Belém, do ato de registro da chapa Advocacia em Causa Própria, que concorre à eleição que vai renovar a direção da OAB do Pará em 18 de novembro, daqui a um mês. Na quarta-feira (20), será o ato de lançamento da chapa.
"Temos que chegar com a jovem advocacia e explicar o que é a OAB, que a OAB não é só pegar carteira com o presidente. [...] Toda a advocacia já compreendeu que a gestão que está aí não nos representa", criticou Barreto.
"Eu desafio qualquer um aqui a dizer algo de representativo que a OAB tenha feito pela nossa classe nos últimos seis anos. [...] A chapa opositora, de inovação não tem nada. Será o continuísmo de um projeto que começou 15 anos atrás", complementou Brenda Araújo.
No vídeo acima, alguns momentos do ato de hoje, no Fórum Cível.
Livro expõe bastidores de reportagens que cobrem o período da ditadura até a pandemia
Morre Paulo Lamarão, o advogado que fez denúncias e propôs 12 ações contra o senador Jader Barbalho por duas décadas
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| Paulo Lamarão: denúncias contra Jader, que começaram sobre desapropriação no Aurá, depois foram ampliadas e ganharam repercussão nacional (foto extraída do perfil de Vavá Lamarão no Facebook) |
sábado, 16 de outubro de 2021
Oposição lança chapa para concorrer à eleição da OAB em Santarém, o segundo maior colégio eleitoral de advogados do estado
Encabeçada pelo advogado Sávio Barreto, a chapa de oposição que concorrerá às eleições para renovar a direção da OAB-PA, em 18 de novembro, já conseguiu um feito: lançar uma chapa de oposição em Santarém (o segundo maior colégio eleitoral de advogados do estado, depois de Belém), algo que não acontecia nos últimos 15 anos, aproximadamente.
Na última sexta-feira (15), a chapa Valorizando a Advocacia, que tem como candidato a presidente o advogado Alexandre Scherer, foi registrada formalmente em Belém, num ato que contou com o apoio de Barreto, de sua companheira de chapa Brenda Araújo (que concorre a vice) e de vários outros advogados. Em Belém, a chapa de oposição será registrada segunda-feira (18). O lançamento está marcado para quarta-feira.
Para formalizar o registro, Sherer precisou deslocar-se de Santarém a Belém. A imagem acima, disponível no Instagram, mostra o advogado chegando à sede da OAB com uma mala cheia de papéis para registrar a chapa de forma presencial. "Uma coisa inacreditável nos dias atuais", resumiu Sávio Barreto ao Espaço Aberto.
Ele avalia que a força de sua candidatura "está concentrada na advocacia mais militante e nas grandes subseções, como Marabá e Santarém, nas quais os candidatos mais cotados, Ismael Gaia e Alexandre Scherer, já alinharam apoio à nossa chapa".
Veja, abaixo, imagens do ato de registra da chapa Valorizando a Advocacia.
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| Daniel Cruz, Brenda Araújo, Alexandre Scherer, Sávio Barreto, Kelly Garcia, Evandro Antunes e Denis Serruya, no ato de registro da chapa de oposição da OAB de Santarém |
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| Brenda Araújo, Alexandre Scherer e Sávio Barreto |
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
Rua Antônio Barreto vira a vitrine da selvageria no trânsito em Belém
Vídeo mostrando ferrovia no Pará que teria sido concluída no governo Bolsonaro é falso
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
De mãos dadas, PT, PSOL, PSB e outros valorosos esquerdistas embarcam na mentira de um mentiroso. Bolsonaro, mentindo, agradece!
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| Bolsonaro e Arthur Lira: ao lado deles, bem que caberiam, nessa foto, petistas, psolistas e outros muitos istas, todos esquerdistas, tragados pela tentação eleitoreira. |
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Juiz envolvido em denúncias de propina é condenado pelo TJ do Pará à pena de aposentadoria compulsória

Raimundo Flexa: aposentado compulsoriamente em decisão unânime do Pleno do TJPA
Do Portal de Notícias Ver-o-Fato
O juiz criminal Raimundo Moisés Alves Flexa, por unanimidade do Tribunal Pleno, do TJ do Pará, foi condenado em processo administrativo disciplinar (PAD) por ter se envolvido em caso no qual o nome dele aparece em conversa sobre pagamento de propina, durante diálogo com o prefeito de Santa Luzia do Pará, Adamor Aires. A pena é a aposentadoria compulsória, com salário de cerca de R$ 30 mil. Isso, na verdade, não é punição, mas um autêntico prêmio. As peças do julgamento devem ser remetidas ao Ministério Público, que poderá ingressar com ação penal para que Flexa tenha a aposentadoria cassada.
No caso do juiz Marco Antônio Castelo Branco, não houve nenhuma prova concreta, sequer da voz dele na gravação, para incriminá-lo, segundo a perícia do áudio na gravação feita pelo Instituto Renato Chaves. “Não há amparo probatório contra o magistrado”, concluiu o relator do processo, desembargador Mairton Carneiro. A absolvição também foi unânime.
O Ver-O-Fato acompanhou toda a sessão do julgamento, realizado por meio virtual e encerrado no final da tarde desta quarta-feira. Quem primeiro falou foi a defesa de Raimundo Flexa. O advogado Roberto Lauria defendeu a contraprova à perícia dez voz feita pelo renato Chaves. A contraprova, segundo Lauria, foi realizada por um “mestre da ciência da computação”, que na verdade não é perito.
Lauria atacou a prova digital, argumentando que “faltaram áudios de metadados, o DNA da prova digital”. Ele disse que o áudio não passava de uma “cópia de CD” e que essa cópia “sofreu alterações”. Para o advogado, a contraprova sofreu modificação na data de 25 de abril de 2014, pois o CD fora gravado no dia 24. “Prova absolutamente imprestável”, ou seja, adulterada.
Ele disse que a perícia do Renato Chaves não analisou os metadados. “Eu não tenho o original, tenho uma cópia”. A cadeia de custódia desmoronou a prova. Lauria observou que Flexa tem mais de 900 júris no TJ e um “enorme manancial” de serviços prestados. “Não pode receber uma sentença fatal por conta de uma prova adulterada”.
Paulo Meira, defensor do juiz Marco Antônio Castelo Branco, disse que o processo no Tribunal Eleitoral, do qual Castelo Branco fazia parte à época era um processo “cautelar, sem julgamento de mérito”. De acordo com o advogado, o juiz sequer esteve no local onde o áudio fora gravado, enfatizando que Castelo por duas vezes foi ao Renato Chaves para comparar sua voz com a que estava no áudio gravado. “A acusação é completamente desfundamentada, pois a conduta dele é o oposto do que consta do processo”, apontou.
Também lembrou que a decisão do TRE, com o voto do juiz, foi pela cassação do mandato do prefeito Adamor Aires. Sobre a gravação, afirmou que ela foi adulterada. E defendeu a absolvição de Castelo Branco.
Relator condena - No voto, o relator Mairton Carneiro, leu o laudo do renato Chaves, que concluiu que as amostras de fala-padrão de Flexa “foram produzidas pelo mesmo indivíduo”. Mairton, que em julgamento anterior votara pela absolvição, declarou que, diante do laudo, fazia ” nova análise do mérito, com base nessa análise pericial”.
Ele foi contra o uso de prova fornecida pelo TJ – isto é, a voz de Flexa em julgamento no Tribunal de Juri, presidido pelo juiz acusado -, mas ressaltou ter se curvado perante a decisão da corte para nova diligência, no caso a perícia de voz. Mais adiante, rejeitou as argumentações da defesa de Flexa sobre a perícia na voz do juiz.
Lembrou ainda os deveres de um magistrado, inclusive situações que podem comprometer sua conduta. Em vista disso, acusou Flexa de infringir a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). Citou que o juiz teria negociado valores para atuar junto ao juiz Marco Antônio Castelo Branco, e tachou o comportamento de Flexa de “má conduta ética, grave”. Por fim, enfatizou que não é dever de um magistrado receber benefícios de entes públicos ou privados e que isso compromete a dignidade da justiça. Mairton julgou procedente as alegações contidas no PAD contra Flexa.
O desembargador Rômulo Nunes elogiou a fundamentação do voto do relator. “Vossa excelência está de parabéns”. E disparou: “a pior coisa é um magistrado venal e corrupto”. Logo em seguida, foi a vez do decano do TJ, Milton Nobre, que recordou que em 20 anos de magistratura “julgou muitos casos difíceis”. E disse que há casos que não resistem à compreensão dos fatos”.
Nobre recordou que em julgamento anterior o colega Leonam Cruz levantou que a voz, na percepção dele, era de Flexa, o que interrompeu o julgamento do mérito do caso, no que a desembargadora Vânia Bitar pediu e teve deferida pela corte novas diligências. E que Flexa negou-se a fazer a comparação de voz para não se autoincriminar. Sobre o resultado da perícia técnica, foi taxativo em dizer que não havia dúvida de que Flexa “transgrediu a Lomam e o CNJ”, acompanhando o relator.
“Pior coisa juiz corrupto” - Luzia Nadja observou que a prova pericial não podia ser descaracterizada e afirmou que havia indícios materiais da autoria da infração disciplinar, concordando com Mairton. A mesma posição foi adotada pela desembargadora Vânia Bitar, que considerou válida a perícia. Ela pediu que o MP ingresse com ação penal pública contra Flexa. “A pior coisa que pode haver no Judiciário é um juiz corrupto”, atacou.
Maria de Nazaré Gouveia seguiu na mesma linha de raciocínio, lembrando que já tinha votado anteriormente pela condenação. Leonardo Tavares e Nazaré Saavedra também votaram pela condenação. Para Leonam Cruz, o silêncio de Flexa ” foi suficiente para a condenação, quando ele teve a oportunidade de refutar a acusação e não o fez”. Leonam e, também, a desembargadora Diraci Nunes Alves corroboraram o voto do relator.
Ronaldo Vale, Gleide Moura, Luiz Neto, Maria Filomena Buarque, Ezilda Pastana, Maria Elvina Taveira, Rosileide Cunha, José Roberto Bezerra, Roberto Moura, Rosi Gomes de Farias e a presidente do TJ, Célia Regina Pinheiro, também votaram pela condenação no PAD.
terça-feira, 12 de outubro de 2021
Deputada do PSOL diz que é alvo de fake news. Mas ela deve brigar com o MP, e não com jornalistas que informam com base no que diz o próprio MP.
domingo, 10 de outubro de 2021
sexta-feira, 8 de outubro de 2021
Reportagem revela tabelinha inapropriada entre senador e um desembargador que fez, no Pará, boa parte de sua carreira na magistratura
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| Gilberto Pinheiro: troca de favores com Alcolumbre para beneficiar ex-servidora do TJ do Amapá, segundo reportagem (foto extraída de matéria da revista Veja) |
A nova edição da revista Veja, disponível nesta sexta-feira (8), dá destaque a uma tabelinha, digamos assim, no mínimo inapropriada entre um senador e um desembargador.
O senador é Davi Alcolumbre (DEM), ex-presidente do Senado e atual presidente da poderosa Comissão de Constituição e Justiça, que até agora não se dignou sabatinar André Mendonça, mais de dois meses depois da indicação dele, pela Presidência da República, para ocupar o cargo de ministro do Supremo.
O desembargador é Gilberto Pinheiro, atual corregedor do Tribunal de Justiça do Amapá. Amapaense de nascimento, ele fez boa parte de sua carreira no serviço público e na magistratura no estado do Pará, onde desempenhou as funções de delegado de Polícia, bacharelou-se pelo então Cesep e pela UFPA e atuou como juiz de Direito e juiz Eleitoral.
Com base num áudio que obteve, a revista revela uma gravação em que o parlamentar combina com uma mulher a melhor forma de lhe pagar um salário sem que ela precisasse trabalhar. O dinheiro seria debitado dos vencimentos que Alcolumbre, então deputado federal, recebia da Câmara.
Longe de ser um ato de benemerência, o ato, de acordo com Veja, atendia ao pedido de um amigo de Alcolumbre, o desembargador Gilberto Pinheiro, que precisava resolver, com relativa urgência, uma questão pessoal envolvendo Tatielle Pereira de Castro, a mulher que aparece no áudio e que era funcionária do TJ do Amapá. "Ela trabalhou durante quase dois anos no tribunal, até que surgiram certos rumores sobre a natureza dessa proximidade, o que acabou resultando em sua exoneração", afirma textualmente a reportagem.
Auxílio-desemprego - Para não deixar a ex-funcionária desassistida, o desembargador pediu ao senador que patrocinasse uma espécie de auxílio-desemprego para Tatielle. Foi quando os dois - Alcolumbre e Tatielle - se encontraram para combinar os detalhes de como essa ajuda seria operada. Sem que o senador soubesse, Tatielle gravou a conversa. Nela, o congressista se compromete a pagar uma mesada à ex-funcionária do TJ durante dois anos, incluindo férias e décimo terceiro - mas tudo de maneira informal, às escondidas. Além disso, atendendo a um outro pedido do amigo desembargador, Alcolumbre se compromete a ajudar a comprar um carro para Tatielle.
A conversa gravada levanta suspeitas de relações impróprias entre autoridades, troca de favores, nepotismo cruzado e mau uso do dinheiro e das funções públicas. Ao negociar a mesada com Tatielle, por exemplo, o senador cita que o valor seria correspondente ao que sua esposa, Liana Gonçalves de Andrade, iria receber como funcionária do mesmo TJ-AP.
Procurado pela revista, o desembargador Gilberto Pinheiro, que é presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, não quis se manifestar. Tatielle disse que não se recorda de ter conversado com o senador e afirma que não recebeu dinheiro algum. Por meio de sua assessoria, Davi Alcolumbre informou que desconhece o assunto.
quinta-feira, 7 de outubro de 2021
As lágrimas de um repórter contrastam com a selvageria dos debochados
terça-feira, 5 de outubro de 2021
Assembleia aprova aumento, Seduc vê "campanha de desinformação" e professores, mesmo com aumento, vão à greve geral
Helder festeja aumento de 40% aos professores. Mas a categoria considera os efeitos "nocivos" e marca greve geral.
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
No Brasil, o status de ladrão depende da natureza do mandato. Tente entender o Brasil!
sábado, 2 de outubro de 2021
Sebastião Tapajós: o gênio que se valia de suas raízes santarenas e amazônicas para nutrir um talento incomparável
A morte do violonista Sebastião Tapajós aos 78 anos, ocorrida neste sábado (2), num hospital particular em Santarém, é um golpe para todos: para os santarenos, para os paraenses e para a cultura musical amazônida e brasileira.
A primeira vez em que assisti a uma apresentação de Sebastião Tapajós foi no final dos anos 1970, quando ele esteve no colégio em que eu estudava (acho que no antigo Científico), o Dom Amando. Desde então, não parei mais de ficar atento às suas audições. E a última em que estive foi, se não estou enganado, no Theatro da Paz, em 2019.
Sebastião Tapajós foi aquele gênio - gênio mesmo, sem qualquer exagero - que se nutria de suas raízes, que embebia o seu talento dos cantos e encantos do seu torrão para exprimi-lo em acordes incomparáveis que ele extraía do violão.
Adolescente, e ainda morando em Santarém até 1978, na orla da cidade - banhada, como vocês sabem, pelo majestoso Rio Tapajós -, eu o via passar na frente de casa, acompanhado de amigos, para ir pescar. Uma rotina que sempre manteve e que traduzia a sua simplicidade.
Mesmo tendo-se projetado nos melhores palcos da Europa e até da Ásia, sobretudo no Japão, Sebastião Tapajós sentia-se bem mesmo quando estava em Santarém, que hoje pranteia sua partida para a eternidade, em decorrência de complicações que advieram de uma cirurgia cardíaca.
Formado pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal, Sebastião Tapajós estudou guitarra na Espanha com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. No Brasil, recebeu a cadeira de violão clássico do Conservatório Carlos Gomes de Belém, onde lecionou até julho de 1967.
Ao longo de sua carreira, tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim, e internacionais como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D'Rivera. Na Europa, pontificou por mais de duas décadas e tornou-se respeitado sobretudo na Alemanha.
Compôs várias canções, em parceria com Marilena Amaral, Paulinho Tapajós, Billy Blanco, Antonio Carlos Maranhão, Avelino V. do Vale e outros compositores. Entre os intérpretes de suas canções estão artistas como Emílio Santiago, Miltinho, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Maria Creuza, Fafá de Belém, Nilson Chaves, Ana Lengruber e Cristina Caetano.
Em 2013, Sebastião Tapajós recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado do Pará e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Em 2017, foi criado o Instituto Sebastião Tapajós, que realiza projetos em benefício da população local e da preservação da Floresta Amazônica, apoiando a cultura e a educação ambiental.
Esse é o talento que acabamos de perder.
Um talento que agora rebrilha na eternidade.
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
A sociopatia usa uma criança para exibi-la como troféu da crueldade. Isso não é um crime?
Sociopata cruel, Jair Bolsonaro comete mais uma de suas crueldades.
E para isso volta a usar crianças.
Essa foto aí, na qual o rosto da criança aparece desfocado, para impedir a sua identificação, foi feita durante visita que o presidente da República fez a Belo Horizonte nesta sexta-feira, 30 de setembro.
A Folha de S.Paulo publicou essa mesma foto na primeira página de sua edição desta sexta (1), sem desfocar o rosto da criança (um equívoco deplorável, a meu ver).
Como não desfocou o rosto, pode-se ver perfeitamente que a expressão da menina, que aparece com uma arma de brinquedo na mão, vestida de policial, revela um misto de medo, espanto e incapacidade de compreender o constrangimento a que está sendo submetida.
Isso não será um crime?
Não será uma violência inominável submeter menor de idade, sem capacidade nenhuma de discernimento, ao constrangimento de empunhar uma arma que, mesmo sendo de brincadeira, é símbolo de morte, de violência, de extermínio, de atentado à vida, de agressão?
Num caso horroroso como esse, não cabe ao Ministério Público responsabilizar menos o sociopata (que não sabe mesmo o que faz e nem tem empatia com nada e ninguém), e mais os pais da criança, que irresponsavelmente permitiram que a filha fosse exibida como um troféu das teses de que o uso indiscriminado de armas é um requisito básico e essencial para a boa convivência social?
Que horror, meus caros.
Que tempos, este em que vivemos!






















