sexta-feira, 24 de abril de 2009

Juíza comprova más condições de xadrez

No AMAZÔNIA:

Essa carceragem não tem condições de abrigar presos temporários'. Essa foi a conclusão da juíza Eliane Figueiredo, da 2ª Vara Penal, depois de visitar a única cela da seccional de Icoaraci, ontem. Acompanhada do defensor público Alex Noronha e da promotora de Justiça Andréa Napoleão, a juíza foi até o local, como ela mesma contou, motivada pelas notícias divulgadas sobre a situação de superlotação da carceragem. Além de conseguir atendimento prioritário de emergência médica para oito dos 50 detentos, ela ainda conseguiu a liberação de outros quatro deles que respondem processos dentro de sua vara de atuação e que, por serem crimes de menor potencial, são passíveis de libertação. Enquanto isso, outros cinco chegavam para dividir o pouco espaço com presos 'veteranos'.
'Infelizmente, não podemos fazer muita coisa, essa é uma situação que deve ser respondida pela Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe-PA). O que podemos fazer aqui é tentar apressar os processos e informar nossas corregedorias sobre a situação, mas sabemos que há outras delegacias e seccionais passando pela mesma situação', declarou a juíza Eliane Figueiredo. 'Mas nós costumamos ir sempre ao local verificar esse tipo de situação e só não viemos antes por falta de oportunidade. Mas, ao ver o que vinha saindo na imprensa, vim para tentar fazer alguma coisa', informou.
Depois de visitar a cela, a juíza afirmou que não há a menor condição de manter presos naquele espaço. 'Pra começar, é uma cela para oito pessoas, é uma estadia temporária. Todos os presos estão doentes, apresentando problemas de pele como coceiras, furúnculos. A cela precisa ser esvaziada, desinfectada, reformada e eles precisam ser remanejados para lugares com banho de sol. No entanto, a gente sabe que a realidade da Susipe também é de superlotação, o que acaba mantendo esses detentos em delegacias por mais tempo do que o esperado', lamentou a juíza Eliane Figueiredo.

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