segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Zenaldo deveria imitar o bom exemplo de Bomtempo

Olhem só.
Vamos falar claro.
Claríssimo.
Vamos usar uma linguagem tipo assim a do Tarantino (vejam a postagem abaixo) - direta, objetiva, sem lero-lero, sem rodeios.
Falemos claro, pois: ninguém quer desfile oficial de carnaval este ano, em Belém. Nem as escolas querem.
Na semana passada, o Quem São Eles e a Grande Família, duas das mais tradicionais agremiações da cidade, anunciaram que não vão participar do desfile oficial de 9 de fevereiro, na Aldeia Cabana.
Abriram mão dos R$ 64 mil que a Prefeitura vai liberar para cada uma das sete escolas de samba e vão ficar fora da parada.
Pronto.
Falando com essa clareza, sejamos mais claros ainda: se nem as escolas querem o carnaval, por que insistir com isso? Por que, simplesmente, não suspender o desfile oficial deste ano?
Por que, em vez de gastar quase R$ 450 mil de verba pública com as sete escolas de samba, por que o prefeito Zenaldo Coutino não combina com elas que o dinheiro será destinado para comprar medicamentos que estão em falta nos postos de saúde de Belém, como já dito pela própria Sesma?
Por que o doutor Zenado, em vez de insistir em destinar dinheiro público num Carnaval oficial que se prenuncia horroroso, sem graça, insosso, não usar as verbas para implementar medidas emergenciais nos pronto-socorros, que representam a mais tétrica, a mais terrível e desumana expressão de um sistema de saúde que se encontra em estado de emergência, decretada há poucos dias pela nova gestão?
Por que Zenaldo não imita Bomtempo?
Por que, diante do mau tempo em que se constata uma saúde destroçada, dizimada pela pior gestão que Belém já teve em seus quase 400 anos, o prefeito não segue, à risca, o bom exemplo de Bomtempo?
Quem é Bomtempo?
Bomtempo é Rubens Bomtempo, o prefeito de Petrópolis, município de região serrana do Rio.
Quem bom exemplo ele oferece?
Cliquem aqui para ver.
Bomtempo anunciou, pura e simplesmente, que não haverá carnaval na cidade.
Passou mão em R$ 1 milhão que bancariam o desfile das escolas de samba do município e vai investi-los no setor de saúde pública.
Para tomar a decisão, Bomtempo teve o aval da Fundação de Cultura e Turismo e dos representantes de escolas e blocos da cidade, que entenderam a situação e concordaram com a providência do governo municipal.
Será que os representantes das escolas de samba de Belém, agremiações formadas em sua grande maioria por gente pobre, que só dispõe da saúde pública como alternativa, iriam se opor a uma medida excepcional como essa?
Alguém acha que a população de Belém seria contrária a essa medida, se a prefeitura, transparentemente, prestasse contas sem demora, em um mês, dois meses, se tanto, da aplicação do dinheiro subtraído ao carnaval para viabilizar medidas de emergência no setor de saúde?
Será que, com a suspensão do desfile oficial, acabaria o carnaval deste ano em Belém?
Contem outra!
É claro que não acabaria.
O Portal da Orla está aí mesmo, aberto a milhares de pessoas que vão pra lá se divertir, aos domingos.
Pronto.
É isso.
Que empecilho haveria para suspender o desfile oficial deste ano em Belém, para melhorar o setor de saúde pública?

7 comentários:

Anônimo disse...

Não o imita porque igualmente a outros que passaram não tem compromisso com Belém. Só com o que pode lhes dar votos!

Francisco Sidou disse...

Creio que ninguém, em sã consciencia, seria contrário a essa medida salutar. Se a verba é irrisória (R$-64 mil) para cada Escola,(para os padrões do carnaval-espetáculo) a ponto de duas delas desistirem de receber essa "graninha", nada mais coerente com o estado de emergência na saúde decretado pelo prefeito, que ele destinar o total desses recursos para um programa no estilo S.O.S Saúde,equipando os pronto-socorros pelo menos com os medicamentos básicos indispensáveis ao atendimento decente dos pacientes, que continuam morrendo na porta e nos corredores do pronto-socorro da 14. Os foliões do carnaval nem por isso iriam deixar de se divertir na Orla, de modo até mais descontraído, com certeza.

Anônimo disse...

Tudo bem, mas que vão para o "carnaval na orla" com pouco dinheiro, sem o celular, sem a carteira, sem relógio, e só com a cópia da identidade, como bem recomendava o próprio animador em cima do trio.

Anônimo disse...

Concordo plenamente, poster. Em primeiro, porque detesto carnaval; em segundo porque saúde é mais importante; em terceiro porque o interesse particular prevalece sobre o privado. Só tem um problema, tem gente que ADORA carnaval e a medida poderia se tornar impopular (mesmo para os mais pobres que são afetados pela falta de saúde e pelas chuvas da época). Quanto ao prefeito fluminense, só teve respaldo devido à situação crítica da região serrana nesta época. Se o Zenaldo o fizesse, de quebra, ainda favoreceria a realização do clássico da amazônia.

Anônimo disse...

Dinheiro pra carnaval que não traz nem turista de bolso furado a Belém. Dar esse dinheiro é desvio de finalidade do interesse público. Mas o que esse pessoal entende de interesse público? Nada, pois se entendessem não existiria esse tal de desfile oficial. Quanto desperdício de dinheiro público!

Anônimo disse...

Nunca consegui entender e aceitar que escola de samba tenha subsídio de verba de governo.
Carnaval é gosto pessoal e não vejo porque, no meu caso particular, ter que como contribuinte o desprazer de saber que parte dos tributos que pago compulsoriamente destina-se aos festejos de Momo.
Sou contra, totalmente contra a distribuição benevolente de dinheiro para esse fim.
Aos adeptos do carnaval, que busquem nos seus bolsos o que necessitarem para seu divertimento pessoal.

Anônimo disse...

NUNCA SERÁ!!!!