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| Lula e Sarney: o petista puxou a fila dos que foram beijar a mão do ex-presidente. Uma fila que teve, entre outros, o senador Jader Barbalho, de olho nas eleições de 2022. (foto de Ricardo Stuckert) |
sexta-feira, 7 de maio de 2021
Jader engrossa a fila do beija-mão do ex-presidente José Sarney, em Brasília
quinta-feira, 6 de maio de 2021
Vice acusa o governador do Amazonas da prática de um crime dos mais graves e letais. O que fará a CPI?
"Assessoramento paralelo" de Bolsonaro na pandemia faz viralizar vídeo em que Osmar Terra faz previsões que caíram por terra
terça-feira, 4 de maio de 2021
Carta comprova que Bolsonaro ignorou alerta de Mandetta sobre os riscos da pandemia
Eis uma carta histórica e comprobatória de que não foi por falta de aviso, recomendação e alerta que Bolsonaro minimizou - para não dizer desprezou - os gravíssimos riscos da pandemia.
Já em 28 de março do ano passado, bem no início da crise sanitária de dimensões mundiais, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, escreveu uma carta para o presidente, alertando sobre os riscos da pandemia.
No texto, o ministro recomenda que o Executivo “reveja o posicionamento adotado, acompanhando as recomendações do Ministério da Saúde, uma vez que a adoção de medidas em sentido contrário poderá gerar colapso do sistema de saúde e gravíssimas consequências à saúde da população”.
E o que fez Bolsonaro, a partir de então?
Nada.
Ou melhor, fez tudo.
Tudo para agravar a tragédia epidemiológica que àquela altura já se esboçava.
A carta foi revelada há pouco, na CPI da Pandemia (confira, no vídeo, o momento em que Mandetta fala sobre o assunto).
A íntegra do texto é o seguinte:
------------------------------------------------------------------
No dia 03 de janeiro de 2020, este Ministério, por
intermédio de sua Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS), detectou rumores
a respeito de casos de “pneumonia atípica”, oriunda da China, que estaria
infectando diversas pessoas e produzindo significativo número de óbitos. Assim,
com base no Regulamento Sanitário Internacional (RSI), antecipou-se a revisão
de protocolos relativos ao Preparo, Vigilância e Resposta à Influenza no
Brasil.
No dia 22 de janeiro de 2020, em observância a sua missão
institucional de implementar medidas de saúde pública para a proteção da saúde
da população, para a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, o
Ministério da Saúde ativou o Centro de Operações de Emergências em Saúde
Pública para o novo Coronavírus (COE-nCoV). Destacando-se que entre os dias
03 a 27 de janeiro, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em
Saúde (CIEVS) Nacional já havia analisado 7.063 rumores, sendo que 127 desses
rumores exigiram a verificação de veracidade junto ao Ponto de Contato
Regional da OMS para o RSI.
Ressalte-se ainda que, entre os dias 18 e 27 de janeiro de
2020, a SVS/MS recebeu a notificação de 10 casos para investigação de
possível relação com a Infecção Humana pelo novo Coronavírus – Covid-19.
Todas as notificações foram recebidas, avaliadas e discutidas, caso a caso,
com as autoridades de saúde dos estados e municípios. De 10 casos, somente um
(1) caso notificado em 27/01 se enquadrava na definição de caso suspeito. Os
demais não cumpriram a definição de caso, foram excluídos e apresentaram
resultado laboratorial para outros vírus respiratórios.
Neste mesmo ínterim, até o dia 27 de janeiro de 2020,
segundo a OMS, já estavam confirmados 2.798 casos de Covid-19 no mundo. Destes,
2.761 (98,7%) foram notificados pela China, incluindo as regiões
administrativas especiais de Hong Kong (8 casos confirmados), Macau (5 casos
confirmados) e Taipei (4 casos confirmados).
Em 30 de janeiro de 2020, após reunião com
especialistas, a OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância
Internacional (ESPII) em razão da disseminação do Covid-19. Naquele momento,
havia 7,7 mil casos confirmados e 170 óbitos na China, principal local de
disseminação do vírus, e 98 casos em outros 18 países. No Brasil, nove
casos estavam sendo investigados.
Em 3 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde
declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em
decorrência da infecção humana pelo Covid-19, por meio da Portaria MS n°
188, e conforme Decreto n° 7.616, de 17 de novembro de 2011.
Em 06 de fevereiro foi aprovada a Lei n° 13.979, de 2020,
que dispõe sobre as medidas de emergência de saúde pública de importância
internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019. Todas
as normas foram editadas antecipadamente ao primeiro caso confirmado do
Covid-19 no Brasil (26/02/2020) e em consonância com o disposto sobre preparo
para emergências no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional.
Para garantir a transparência na comunicação sobre as
ações de vigilância e controle do Covid-19 e no sentido de esclarecer à
população sob medidas de orientação e prevenção, o Ministério da Saúde realizou
um total de 49 coletivas de imprensa nos últimos 65 dias (a primeira em 23 de
janeiro), 109 releases, 1.550 atendimentos a demandas de imprensa, 50 vídeos
produzidos e publicados pela TV Saúde, 8 vídeos-cartões para uso nas redes
sociais, 21 matérias de rádio produzidas pela Web Rádio Saúde, dentre outros, o
que fortaleceu a confiança da população brasileira nas medidas que vem sendo
tomadas pelo Ministério da Saúde, além dos dados e projeções epidemiológicas
realizadas por especialistas, bem como do estudo diário sobre a resposta de
outros países à pandemia.
Em 25 de março, a OMS confirmou um total de 413.467 casos
de Covid-19 e 18.433 óbitos no mundo. Destes, a Região das Américas conta com
60.834 casos confirmados e 813 óbitos. Sendo mantidas pela OMS as recomendações
de medidas de mitigação para estados de Pandemia global. No Brasil, em 26 de
março o total de casos confirmados no Brasil era de 3.498. Cuja distribuição
era de 4,3% na Região Norte, 15,7% na Região Nordeste, 57,1% na Região Sudeste,
9,4% na Região Centro-Oeste e 13,5% na Região Sul.
Cabe dizer ainda que o Ministério da Saúde participou de
sessões informativas da OMS, de reuniões virtuais coordenadas pela Organização
Panamericana da Saúde (OPAS), além de encontros virtuais com representantes de
saúde do MERCOSUL, PROSUL e G20, onde pôde verificar o prognóstico do colapso
dos sistemas de saúde nos próximos meses. O que denota a necessidade de que o
Brasil tome medidas que evitem o aumento exacerbado do número de casos com
necessidades de atenção e cuidado de média e alta complexidade nas redes de
serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Situação já observada nos sistemas de
países como Itália, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, dentre outros, apesar
das diferenças dos respectivos setores de saúde.
Diante desse cenário, eu, como Ministro da Saúde e na
minha missão como gestor do Sistema Único de Saúde busquei promover a
integração entre os Poderes da República para o fortalecimento da resposta à
epidemia nacional. No dia 16 de março, em reunião com com os membros do
Tribunal de Contas da União apresentei a todos os Ministros da Corte de Contas
e ao Ministro da Controladoria Geral da União o cenário nacional da emergência
em saúde, ressaltando a necessidade do estabelecimento de novos paradigmas para
funcionamento da Administração Pública.
Ato contínuo, naquele mesmo dia, em reunião no Supremo
Tribunal Federal, com a presença dos membros da Suprema Corte, dos Presidentes
dos Tribunais Superiores, do Presidente da Câmara dos Deputados, do Presidente
do Senado Federal, do Presidente do Tribunal de Contas da União, do
Procurador-Geral da República, do Ministro da Advocacia-Geral da União,
apresentei o cenário técnico do setor saúde (riscos e agravos sobre a infecção
pelo Covid-19), além de medidas de saúde pública necessárias à prevenção e
controle da resposta à epidemia, para as quais se faz premente o esforço
conjunto dos órgãos superiores da República.
Cabe ressaltar que no mesmo dia 16 de março, sem a
participação desta Pasta, foi editado o Decreto n. 10.277, de 2020, que
instituiu o Comitê de Crise para supervisão e monitoramento dos impactos da
Covid-19, e mais ações de outros setores foram integradas às medidas sanitárias
que vinham sendo tomadas pelo Ministério da Saúde desde fevereiro.
Assim, em que pese todo esforço empreendido por esta Pasta
para proteção da saúde da população e, via de consequência, preservação de
vidas no contexto da resposta à epidemia da Covid-19, as orientações e
recomendações não receberam apoio deste Governo Federal, embora tenham sido
embasadas por especialistas e autoridades em saúde, nacionais e internacionais,
quais sejam, o isolamento social e a necessidade de reconhecimento da
transmissão comunitária.
Acrescente-se ainda o alerta já feito por esta Pasta a
respeito de outras viroses que terão seu ciclo epidêmico agravado em
concomitância coma epidemias do Covid-19. Além do aumento da mortalidade por
doenças diversas, como vem ocorrendo em outros países, devido à sobrecarga dos
sistemas de saúde.
Imperioso, sobretudo, zelar pelos médicos, enfermeiros e
todos os profissionais de saúde, por serem a principal linha de frente do
trabalho em saúde no país, constituindo o grupo de maior risco, uma vez que são
os mais expostos.
Nesse sentido, tendo em conta que a atuação do Ministério
da Saúde no preparo, vigilância e resposta a pandemia pelo Covid-19, em
consonância com o Regulamento Sanitário Internacional (Decreto n. 10.212, de 30
de janeiro de 2020), fundamenta-se nos fatos apurados, nas evidências
científicas e na observância dos princípios e regras que alicerçam os direitos
e garantias fundamentais de todo cidadão brasileiro, recomendamos,
expressamente, que a Presidência da República reveja o posicionamento adotado,
acompanhando as recomendações do Ministério da Saúde, uma vez que a adoção de
medidas em sentido contrário poderá gerar colapso do sistema de saúde e
gravíssimas consequências à saúde da população.
LUIZ HENRIQUE MANDETTA
Ministro de Estado da Saúde.”
Um raro momento de lucidez de Carlos Bolsonaro
Carluxo tem razão.
— Espaço Aberto (@EspacoAberto) May 4, 2021
O Brasil não é mesmo um País sério.
Se o Brasil fosse mesmo um País sério, a família Bolsonaro - todinha - já estaria presa. https://t.co/M2ADUX8fUG
Pazuello foge de depoimento. E ainda debocha da CPI da Pandemia.
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| Pazuello sem máscara num shopping em Manaus. Agora, foge da CPI, alegando que precisa ficar de quarentena porque teve contato com um infectado de Covid. |
domingo, 2 de maio de 2021
CPI da Pandemia inclui marqueteiro paraense entre os ex-auxiliares de Pazuello que serão chamados a depor
Para a Latam, Alter do Chão fica em Belém. Resta saber se o Ver-o-Peso será situado em Santarém.
sexta-feira, 30 de abril de 2021
Reportagem cita Zequinha Marinho como um dos mais atuantes "em prol dos exploradores da Amazônia"
O senador Zequinha Marinho, do PSC do Pará, é citado fartamente numa das principais matérias que integram a nova edição de Veja que está disponível desde a manhã de hoje.
A reportagem, assinada pelos repórteres Juliana Castro e Eduardo Gonçalves, classifica o senador como "um dos políticos mais atuantes em prol dos exploradores da Amazônia" e lembra que ele não apenas já chamou agentes do Ibama de “bandidos” como considerou que uma ação recente de fiscalização foi “pior do que o Estado Islâmico”.
Em 2020, registra ainda a reportagem, Marinho, apontado como um dos mais influentes do lobby político em favor de madeireiras, postou um vídeo em que se exibia ao lado de Jassonio Leite, considerado pelo Ibama o maior grileiro de terras indígenas da Amazônia.
Entre os bons serviços prestados pelo parlamentar aos predadores da Amazônia, a revista relata que em janeiro deste ano o senador conseguiu "cavar uma agenda com o vice-presidente Hamilton Mourão, levando a tiracolo para o encontro quatro representantes da indústria madeireira, entre eles, Fernanda Fernanda Belusso, diretora da Rondobel."
Esse grupo empresarial, para quem não sabe, foi criada nos anos 90 pela família Belusso, com sede em Belém e Santarém. A companhia abastece pelo menos outras 25 madeireiras e serrarias da região amazônica, que têm entre seus clientes países como Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, França e Itália.
Veja diz que uma análise pericial já comprovou uma série de irregularidades na documentação das fazendas Agroanas I e II, de 2 350 hectares, que pertencem à Rondobel. "Entre elas, informação 'falsa' sobre 'áreas consolidadas', construções irregulares de estradas e pátios, 'incompatibilidades' no cadastro rural, documentos 'antigos” anexados ao processo e supostas fraudes na concessão de terras públicas'".
Como se vê, Zequinha Marinho esmera-se em colocar todo o seu empenho, toda a sua dedicação e toda a legitimidade do mandato que exerce a serviço dessa brava gente brasileira, desses heroicos patriotas, desses destemidos desbravadores, que acordam todo dia de manhã, olham para a Amazônia e proclamam: "Eis o meu ouro verde".
E aí vão logo ligar a motosserra.
Que horror!
Bolsonaristas em êxtase festejam a queda de Witzel. Mas convém que olhem para o lado!
quinta-feira, 29 de abril de 2021
Helder e Renan Filho viram alvos de bolsonaristas na CPI. Gilberto Martins será convidado a contar o que sabe.
A nova marca de uma tragédia
Este é um dia que deveria ser esquecido.
Mas, infelizmente, jamais haverá de ser esquecido.
terça-feira, 27 de abril de 2021
CPI da Pandemia finalmente instalada. Agora, que cada um - e qualquer um - pague por seus crimes.
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| Na CPI, o presidente Omar Aziz (ao centro), entre Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relator a vice-presidente: ora de trabalhar sem mais delongas |
Não teve jeito mesmo.
Está instalada a CPI da Pandemia.
Com Renan Calheiros na relatoria, justamente o que mais temem Bolsonaro e bolsonaristas - fanáticos ou mais ou menos fanáticos.
A questão de ordem que pedia o impedimento de Renan e Jader Barbalho foi derrubada.
A presença de Flávio Rachadinha Bolsonaro no plenário da comissão, mesmo sem integrá-la, foi um motivo a mais para reforçar a convicção de que o cidadão que desgoverna o País está apavorado, muito embora diga o contrário.
Mas por que está apavorado?
Hoje ainda, ele disse que não errou.
Se tem essa convicção, por que o medo de que apurem desastres que teriam sido - e ainda estão sendo - cometidos por seu governo durante esta pandemia.
Instalada a comissão, é hora de trabalhar sem mais delongas, como se diz.
Até porque, em se tratando de pandemia, não podemos esperar, não podemos postergar nada. Muito menos investigações sobre supostos malfeitos deste governo desastroso, calamitoso e pernicioso, que contribuíram muitíssimo para agravar a mortandade, que hoje já supera as 390 mil pessoas que tiveram a vida ceifada por essa doença.
Acompanhemos, com muitíssima atenção, o andar dessa CPI.
Convirá ao Senado fazer bom uso desse instrumento de investigação, utilizando-o a serviço da sociedade, independentemente do que vier a ser apurado.
E que os culpados, se houver, venham a responder por seus erros ou por seus crimes.
Bolsonarista quer Renan Calheiros e Jader Barbalho fora da CPI da Pandemia
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| Jader Barbalho: na mira de bolsonaristas, que não o querem na CPI da Pandemia |
segunda-feira, 26 de abril de 2021
Em Oriximiná, briga entre prefeito e "Chato" não pode limitar-se apenas a facão, berros e acusações
Continua viralizando, aí pelas redes sociais, esse vídeo em que o prefeito de Oriximiná, William Fonseca, estrebucha diante da delegacia de polícia da cidade contra um homem identificado por ele como sendo Joeilson Damião, o Chato.
Há uma infinidade de versões, nas redes sociais, sobre as motivações da briga entre o gestor e o suposto agressor, reconhecidamente ligado à família Ferrari, que tem entre seus membros Ângelo Ferrari, o candidato derrotado por Fonseca nas últimas eleições.
Mas duas coisas são certas e deveriam, objetivamente, merecer apuração, eis que vociferadas pelo prefeito de um município.
A primeira: se houve crime de ameaça, e não importa qual a motivação, convém que a polícia instaure inquérito, apure e o conclua. Depois disso, se a polícia não divulgar o resultado, o próprio gestor bem que poderia fazê-lo.
A segunda: as denúncias de que a polícia sediada no município tem à frente um delegado "corrupto" e "bandido", que estaria extorquindo empresários, mereceria que o próprio prefeito representasse junto ao Ministério Público para requisitar as devidas investigações.
Se não fizer isso, William Fonseca estimulará a versão que seus adversários também estão espalhando pelas redes sociais: a de que toda essa confusão, gravada, filmada e difundida publicamente, não teria passado de um bate-boca por motivos fúteis.
domingo, 25 de abril de 2021
Cada vez mais parcial e ideologizado, o jornalismo vira um saco de pancadas. Literalmente.
Jornalistas, mais uma vez, foram muquiados por bolsonaristas (fanáticos e mais ou menos fanáticos) durante a visita do presidente da República a Belém, na última sexta-feira (23).
Agressões verbais e até mesmo agressões físicas foram registradas.
A melhor forma que bolsonaristas (fanáticos ou mais ou menos) encontraram para homenagear o chefe é agredindo jornalistas.
A melhor forma que bolsonaristas (fanáticos ou mais ou menos) encontraram para expor seus vieses fascistas é atacando a Imprensa, um dos pilares em qualquer regime essencialmente e genuinamente democrático.
Mas, sinceramente, o que é a democracia para Bolsonaro e os fanáticos que o seguem?
É nada. É apenas um miragem. Uma tese. Ou então é apenas um covil, onde se abrigariam comunistas com foice e martelo nas mãos, prontos para comer criancinhas. Vivas, de preferência.
Nesse covil, os fanáticos identificam jornalistas como profissionais que se aplicariam para difundir, com esmero e arte, notícias que não passariam de elementos a mais, numa ampla conspiração para derrubar fascistas do poder. Inclusive Bolsonaro.
O mais aterrorizante de tudo, neste ambiente em que o jornalismo e os jornalistas estão sendo acossados, perseguidos e intimidados por Bolsonaro e seguidores fanáticos, é que um amplo segmento do jornalismo e muitos - mas muitos mesmo - jornalistas estão se colocando indecorosamente e fervorosamente a serviço desse governo predatório, o mais predatório em cinco séculos de história do Brasil.
A mim pessoalmente, como jornalista, isso é o mais apavorante, o mais aterrador. Porque representa o desvirtuamento do jornalismo como atividade que deveria, em tese, ser essencialmente independente - de governos, de ideologias, de partidarismos, de tudo, enfim, para colocar-se apenas a favor da sociedade, que o teria como uma lupa para amplificar as ações perniciosas de governantes.
Neste País dividido, polarizado, fanatizado e extremado ideologicamente, o jornalismo está se mostrando cada vez mais parcial. E a parcialidade põe-se a serviço, é claro, de vários lados - e não a favor de um ou dois lados.
Pior para nós, jornalistas.
Pior para o jornalismo
Abaixo, a nota do Sinjor-PA sobre as agressões ocorridas em Belém.
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O Sindicato de Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) e a Comissão de Liberdade de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA) vem publicamente repudiar as agressões, ameaças e hostilizações generalizadas aos jornalistas feitas por militantes e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na última sexta-feira (23), em Belém.
24 de abril de 2021
O terror de Bolsonaro
sábado, 24 de abril de 2021
Renan declara-se suspeito em relação ao governo de Alagoas. E Jader, em relação ao governo do Pará?
sexta-feira, 23 de abril de 2021
Wajngarten, o fio desencapado do governo Bolsonaro, enfrenta reação de marqueteiro paraense
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Em sete minutos, Bolsonaro se contradiz, dá vexame, é ignorado por Biden e ainda pede dinheiro para continuar destroçando o meio ambiente
Se você tiver paciência, como também tempo a perder, veja a íntegra do discurso de Bolsonaro na Cúpula do Clima.
Se pedissem para esse cidadão traduzir uma linha, apenas uma, do discurso que escreveram pra ele, a resposta seria o silêncio. Porque o presidente do Brasil não sabe, não entende nada de nada.
Bolsonaro saberia explicar, por exemplo, o que seria NDC transversal e abrangente?
Saberia o que significa neutralidade climática?
Saberia dizer duas palavras que fossem sobre o tema bioeconomia?
Ele acredita mesmo no potencial do mercado de carbono? Saberia o que é isso?
Alguém acredita em "compromissos" firmados por Bolsonaro, o timoneiro de um governo catastrófico, que incentiva o desmatamento, está escancarando os garimpos da Amazônica para a extração ilegal e desmontou a estrutura de fiscalização do Ibama?
Alguém acredita que ele fará alguma coisa, ainda em sua gestão, para reduzir o desmatamento ilegal, para assim dar início ao cumprimento da meta estabelecida até 2030?
Bolsonaro diz que determinou o "fortalecimento dos órgãos ambientais". É? O que dizer então da denúncia dos próprios funcionário do Ibama, de que a fiscalização está paralisada?
O presidente dirigiu-se a Biden. Mas Biden nem assistiu ao discurso. Já tinha saído para reunião previamente agendada, o que demonstra bem a desimportância do Brasil, transformado num pária internacional pelo governo Bolsonaro.
Mas o melhor ficou para o final.
Bolsonaro, depois de expelir contradições e mentiras, ainda pediu dinheiro.
Mas para quê?
Para continuar destroçando o meio ambiente?
Um vexame.
Tivemos hoje, na Cúpula do Clima, sete minutos de vexame protagonizado pelo governo Bolsonaro.
Que horror!
Um ato hediondo da Assembleia do Amazonas premia o comandante de um governo que deixou amazonenses sem oxigênio
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| Imagens de desespero com a falta de oxigênio em Manaus. Mas o Oscar vai para quem? Para Jair Bolsonaro, que ganhou da Assemleia Legislativa o título de Cidadão Amazonense. |
O Brasil, como se diz, não é para amadores.
Outros dizem também que o Brasil é o País da piada pronta.
Pois é.
No País da piada pronta, que não é para amadores, parece piada pronta dizer-se que a Assembleia Legislativa do Amazonas aprovou, vejam só, o título de Cidadão Amazonense para Jair Bolsonaro.
Estão vivas, na memória de todo mundo, as imagens - tétricas, horrendas, desesperadoras, trágicas - de pessoas morrendo sem atendimento à porta de hospitais lotados e dentro de ambulâncias.
Em maio do ano passado, o então prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, foi às lágrimas, durante entrevista à CNN, ao deplorar a conduta de Bolsonaro nesta pandemia.
No início deste ano, acresceram-se ao horror no Amazonas as imagens de pacientes com Covid sofrendo por falta de oxigênio.
Essas ocorrências levaram à abertura de uma investigação para apurar as responsabilidades do governo Bolsonaro, na pessoa do general Eduardo Pazuello, o pior ministro da Saúde do Brasil em 500 anos.
Registre-se, além disso, que as omissões do governo Bolsonaro na crise da falta de oxigênio no Amazonas estão entre as prioridades da CPI da Pandemia, prestes a ter início no Senado.
Apesar de tudo isso, o estado do Amazonas, por deliberação dos deputados que integram a Assembleia Legislativa, investiu na condição de Cidadão Amazonense um cidadão que concorreu, diretamente, para a tragédia que ceifou a vida de centenas de amazonenses.
Isso até parece uma piada pronta - se não fosse uma tragédia.
E se você não é amador, então explique como é possível o Legislativo cometer um ato tão hediondo, despudorado e insano como esse.
A derrota dos mercenários e o triunfo dos torcedores. Viva o futebol!
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| Torcedores ingleses protestam contra a Superliga: O futebol pertence a nós, não a vocês. Viva o futebol! E fora os mercenários que não têm qualquer identidade com os clubes. |
quarta-feira, 21 de abril de 2021
O conselho de Elio Gaspari a Bolsonaro. Eu tenho outro, um pouco diferente.
Em sua coluna em O Globo desta quarta (21), Elio Gaspari, como se estivesse psicografando uma carta do embaixador Ítalo Zappa (1926-1997) a Jair Bolsonaro, dá o conselho acima ao presidente.
Eu daria outro.
Diria assim: Amanhã o senhor começará a participar da Cúpula do Clima e deve fazer de tudo para não rebaixar ainda mais o conceito do Brasil, que já é tido como um pária internacional. Acho que posso ajudar com uma ideia simples: como o senhor não entende nada de nada, não adianta nem ler o texto que sua diplomacia vai redigir. É melhor ficar calado durante a reunião inteira. E deixe seu ministro Ricardo Salles falar no seu lugar. Ele também será ridículo. Mas o senhor terá sempre a desculpa de dizer que o ridículo foi ele, e não o senhor.
Pronto.
Esse é o meu conselho.
Se você tiver um, qualquer um, contribua.
Bolsonaro em Belém na sexta. Mas só "se nada der errado".
Alô Belém! Alô Pará! O PRESIDENTE BOLSONARO VEM AÍ!
— Delegado Éder Mauro (@EderMauroPA) April 20, 2021
Assista e compartilhe. #ForçaeHonra pic.twitter.com/z9xu3fixhb
Sob pressão, o governo Bolsonaro fica meio "pianinho". Mas continua mentindo!
Vejam aí.
É a manchete de primeira página de O Globo desta quarta (21).
Como já se disse aqui, o governo Bolsonaro é o mais predatório da história do Brasil.
Predatório e mentiroso.
Porque é uma mentira - e mentira deslavada - que Ricardo Passar a Boiada Salles vá mesmo estudar um ajuste nas normas para permitir que a fiscalização do Ibama volte a andar.
Por que é uma mentira?
Porque a flexibilização das normas de fiscalização ajusta-se perfeitamente às intenções, aos intentos de Ricardo Salles de passar a boiada, conforme expressou naquela patética, indecorosa, afrontosa e indecente reunião de 22 de abril do ano passado.
Por que é uma mentira?
É uma mentira porque Ricardo Salles mostra-se agora todo pianinho por um motivo mais do que evidente: está sob pressão intensa, inclusive do governo Biden, para que o Brasil apresente nos fóruns internacionais, como a Cúpula de Líderes Sobre o Clima, que começa amanhã, em Washington, propostas e compromissos objetivos que detenham a devastação da Floresta Amazônica, como tem ocorrido, de forma avassaladoramente crescente, desde que Bolsonaro assumiu o governo, em janeiro de 2019.
Quando terminar essa cúpula e quando as pressões arrefecerem - se arrefecerem, é claro -, Ricardo Salles voltará a ser o mesmo: o operador mais visível do governo Bolsonaro, exercendo com arte e esmero a missão de destruir o meio ambiente no Brasil.
terça-feira, 20 de abril de 2021
O que dirão governadores à PGR sobre a desativação de hospitais de campanha, inclusive no Pará?
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| Equipamento do hospital de campanha de Santarém, reativado em fevereiro, em meio à segunda onda da pandemia. Por que foi desativado? A PGR quer saber (foto Agência Pará) |
Se vivêssemos, todos nós, no Reino Encantado da Transparência, certamente teríamos acesso às respostas que governadores de estado terão obrigatoriamente de prestar à subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo.
Foi ela, ninguém esqueça, quem pediu a teve deferida pelo STJ a deflagração da Operação SOS, que no ano passado apurou a compra de respiradores imprestáveis da China pelo governo Helder Barbalho.
A doutora endereçou uma série de questionamentos a governadores de todos os estados do País, tão logo confirmou-se a instalação pelo Senado, por determinação do Supremo, da CPI da Covid, que está deixando Bolsonaro mais amalucado, mais fora dos eixos e do prumo do que sempre foi.
Um dos questionamentos da subprocuradora é bem interessante, como também pertinente e atualíssimo.
Ela escreve no ofício: "Esclareça-se ainda porque os Excelentíssimos(as) senhores(as) Governadores(as) entenderam que ocorreu o fim da pandemia de Covid-19 entre setembro e outubro de 2020 com a consequente desativação dos referidos hospitais bem como o prejuízo causado ao erário, não só em relação às vidas com a falta atual de leitos como o decorrente da verba mal utilizada."
Pois é.
Nesta postagem aqui, publicada em 19 de fevereiro deste ano, portanto há dois meses, o Espaço Aberto perguntou o seguinte, logo após ser reativado o hospital de campanha em Santarém, àquela altura vivendo um contágio avassalador na segunda onda da Covid:
Todas essas perguntas ainda estão irrespondidas até agora. Não só em relação ao hospital de campanha de Santarém, como a outros hospitais, em qualquer lugar - no Pará e fora dele -, que foram desativados inexplicavelmente quando a pandemia demonstrou sinais de arrefecimento, a partir de setembro.
Seria bom, muito bom, sabermos o que governadores vão responder à Procuradoria-Geral da República.
Mas não saberemos, muito provavelmente.
Porque ainda estamos longe, muito longe, de viver no Reino Encantado da Transparência.
segunda-feira, 19 de abril de 2021
O bom exemplo de Renan Calheiros, que nem sempre, sabemos, tem bons modos políticos
Respirador escondido ou não em parede falsa é apenas um detalhe. Que seria folclórico, se não fosse trágico.
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| No Hospital Abelardo Santos, 19 respiradores parecidos com esses ficaram sem utilização por algum tempo. Esta é a essência da questão, e não se estavam ou não em parede falsa. |
Ao qualificar expressamente de mentira, ou fake news (como mudernamente se diz), uma informação sobre a descoberta de 19 respiradores novinhos em folha que teriam sido escondidos numa parede falsa no Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, o governo do estado pode estar se expondo, perigosamente, a um grande risco: o de parecer que está tentando desviar o foco do essencial para o secundário. E quando se faz isso, todos sabemos, é sinal de que não se pretende apurar nada - nem o que é essencial, nem o que é secundário.
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| O tuíte da Sespa: preocupação com detalhe secundário pode indicar que não será apurado o essencial |
O essencial é que 19 respiradores, em tese aptos a funcionar, estavam inativos até a OS (organização social) Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu deixar a administração do hospital e transferi-la para o Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (Issaa). Essa, verdadeiramente, é a essência da questão.
Se os 19 respiradores estavam em perfeitas condições de funcionamento, mas eram mantidos inativos, é preciso apurar rigorosamente e rapidamente as responsabilidades por esse fato, eis que as condutas - comissivas ou omissivas - podem em tese configurar crimes, porque praticadas num momento em que vidas, às dezenas, estavam sendo ceifadas em decorrência da pandemia.
E qual é a questão secundária? A questão secundária é, justamente, se os 19 respiradores estavam numa parede falsa, num porão falso, num buraco falso, seja o que for. Isso é apenas um detalhe que poderá, quem sabe, reforçar ou não - dependendo do contexto da subtração dos equipamentos ao uso num hospital público - o suposto dolo com que agiram os responsáveis pelo sumiço temporário dos respiradores.
Inacreditável - Não ameniza o gravidade da ocorrência tanto a Sespa como o Issaa dizerem que os respiradores foram encontrados numa sala ao lado do auditório do hospital e imediatamente colocados para utilização. Mesmo assim, é verdadeiramente espantoso, inacreditável, implausível que 19 respiradores tenham ficado sem utilização, ainda que não escondidos, mas armazenados (vamos utilizar esse termo sob a suposição de que não estavam numa parede falsa). Espiem na foto que aparece acima.
Os respiradores utilizados no Abelardo Santos são, seguramente, bem parecidos com os que aparecem na imagem, diferenciando-se em pequeníssimos detalhes, dependendo do modelo e da marca do equipamento. Cada um vem acondicionado em duas ou três caixas, das quais são retirados para posterior montagem e utilização. Vocês imaginem, então: havia no mínimo 38 caixas armazenadas em algum lugar das dependências do hospital Abelardo Santos.
Como é que todas essas caixas não foram vistas, não foram percebidas? A sala onde supostamente permaneceram os equipamentos sem utilização era de acesso restrito? Muito provavelmente não, porque situa-se ao lado de um auditório, conforme a versão oficial. Se não era, como se pode acreditar que ninguém percebeu esses respiradores lá, sem utilização? Quem se omitiu ou quem agiu para que tal ocorresse?
Vejam, portanto, que essas questões - a serem respondidas, espera-se, pelas investigações que já estão se processando - levam em conta o essencial, conforme já dito e repetido nesta postagem: a inatividade em que permaneceram equipamentos em perfeitas condições de uso. Eis a gravidade do fato.
Se havia parede falsa, cortina falsa, gaveta falsa ou porão falso guardando ou ocultando esses equipamentos, isso é um detalhe. Um detalhe que, se confirmado, seria folclórico e bizarro, se não fosse verdadeiramente trágico. Porque, convenhamos, quando a vida humana está em risco, nada é folclórico, nada é bizarro, nada pode ser tido como uma brincadeirinha inocente.
Nada.
sábado, 17 de abril de 2021
Chegou a hora para o governo Bolsonaro, o mais predatório em 500 anos
O governo Bolsonaro é, literalmente, predatório.
Aliás, é o mais predatório em 500 anos de história do Brasil.
Precisaremos de mais 1.500 anos para termos outro governo tão predatório como este.
Ao que se diz, Ricardo Passar a Boiada Salles é, dentre os ministros de Bolsonaro, aquele que tinha menos intimidade com o Capitão, quando este ainda se encontrava, no final de 2018, na fase de escolha da equipe que, sob seu comando, passaria a destruir o Brasil a partir de 1º de janeiro de 2019.
Mas Ricardo Salles, por mais incrível que pareça, transmutou-se no eficiente, fiel e operoso executor dos mais tenebrosos princípios e das mais horrendas concepções de Bolsonaro na área ambiental.
E chegamos a um ponto em que o Brasil, recanto de alguns dos mais preciosos e monumentais biomas da Terra, foi rebaixado, pelo governo predatório de Bolsonaro, à condição de ameaça - isto mesmo, ameaça - ao equilíbrio ambiental em todo o planeta.
Mas chegou a hora da verdade para Bolsonaro.
Dado a arrotar arrogâncias, ele está sob marcação cerrada dos Estados Unidos.
Nesta sexta-feira (16), John Kerry, o enviado do governo de Joe Biden para a cúpula sobre questões climáticas marcada para se realizar na próxima semana, em Washington, cobrou "ações imediatas" do de Bolsonaro contra o desmatamento e o engajamento com comunidades indígenas e a sociedade civil sobre questões ambientais.
A declaração foi dada no mesmo dia em que 15 senadores democratas enviaram uma carta a Biden dizendo que a ajuda ao Brasil na área ambiental deve estar condicionada à redução do desmatamento e ao fim da impunidade para crimes ambientais e violência contra ativistas.
Em um tuíte, Kerry disse que o comprometimento do governo
Bolsonaro - feito em carta do brasileiro a Biden - de cumprir a meta, assumida no governo Dilma, de
eliminar o desmatamento ilegal até 2030 é "importante", mas que ele
espera ver os resultados.
Tem mais.
Senadores democratas que assinam a carta a Biden, entre eles Bernie Sanders e Elizabeth Warren, manifestaram "profunda preocupação com a destruição acelerada do lado brasileiro da floresta amazônica, que ameaça minar os esforços globais para combater as mudanças climáticas".
É muita pressão.
Ou Bolsonaro se enquadra ou então afundará o Brasil num poço que ainda tem abaixo do poço onde o País já se encontra.
Confiramos!

























