Falando sério.
Seríssimo.
Mas como é mesmo que os nossos amigos marqueteiros classificam abordagens como as que são feitas pelos vendedores de estandes como o da Editoria Abril, na Feira do Livro?
Será o marketing da apalpação? Sim, porque os caras - e as caras - literalmente puxam o cliente que vai passando, para que ele entre no estande e assine todas as revistas da Abril
Será o marketing do grito? Sim, porque os caras - e as caras -, quando o cliente, ofendido, não dá a menor bola para aquela abordagem totalmente desrespeitosa, vão atrás dele gritando "Senhooor", "senhoooor", "senhoooooooorrrrr". E o grito vai aumentando, à medida que o senhor faz questão de não dar a menor bola para os vendedores.
Ou será o marketing da agressão? Sim, porque não deixa de ser uma agressão você passar diante de um estande daqueles como o da Abril e percebe que cinco pessoas vêm em cima de você para, digamos, convencê-lo a assinar todas as revistas que estão lá.
No último sábado de manhã, o poster foi à feira.
E foi abordado dessa forma que vocês leram aí, quando passou pela frente do estande da Abril.
Isso é um caso de puliça. Fora de brincadeira.
E não é somente o da Abril.
Tem um outro. O nome escapa agora. Mas fica bem no final no corredor central - aquele onde está montada uma réplica do escritório do professor Benedito Nunes.
Nesse aí, os vendedores estão todos de preto. E a forma de abordagem é também agressiva.
Então, fica a pergunta aos nossos marqueteiros: que tipo de marketing é esse mesmo?
Além de ser agressivo, é o quê?
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Renúncia coletiva sob exame na OAB do Pará
O pedido de afastamento do tesoureiro da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, Albano Martins, um dos notificados a se defender no processo que examina a possibilidade de intervenção na entidade, inspirou outros conselheiros - vários outros - a fazerem a mesmíssima coisa.
Até a noite da última sexta-feira, pelo menos uns 15 começavam a ensaiar um movimento conjunto que poderá desaguar numa renúncia coletiva.
A renúncia, ressalte-se, não será de todos os membros do Conselho Seccional, mas de parte dele.
Com isso, os renunciantes sinalizariam claramente não apenas que estão marcando posição contrária à administração do presidente Jarbas Vasconcelos, mas também indicando que pretendem deixar o Conselho Federal inteiramente livre para adotar o posicionamento que melhor entender conveniente, depois que analisar as defesas dos cinco diretores da OAB do Pará.
Até a noite da última sexta-feira, pelo menos uns 15 começavam a ensaiar um movimento conjunto que poderá desaguar numa renúncia coletiva.
A renúncia, ressalte-se, não será de todos os membros do Conselho Seccional, mas de parte dele.
Com isso, os renunciantes sinalizariam claramente não apenas que estão marcando posição contrária à administração do presidente Jarbas Vasconcelos, mas também indicando que pretendem deixar o Conselho Federal inteiramente livre para adotar o posicionamento que melhor entender conveniente, depois que analisar as defesas dos cinco diretores da OAB do Pará.
Apresentando desculpas
O advogado Sérgio Couto, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, mandou para o blog, com pedido de publicação, o artigo a seguir, sob o título acima, em que faz apreciações sobre a postagem "Eu me distanciei do Conselho", reconhece Jarbas, sobre artigos dos conselheiros Ana Kelly Amorim e Ismael Moraes e sobre o pedido de afastamento do tesoureiro da OAB-PA, Albano Martins. A seguir, o artigo de Sérgio Couto.
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Nem sempre concordar com uma expressão significa aderir à opinião do interlocutor. Muitas vezes concorda-se para não interromper o fluxo do conversa. Ou para não derivar para a discussão. No meu caso, quando exclamei “é verdade”, quando o Jarbas Vasconcelos mencionou que o perfil do atual Conselho da OAB-Pará era imaturo, não quis eu concordar com a opinião dele. Nem creio que ele tenha tido a intenção de generalizar. Primeiro porque, como Conselheiro Honorário Vitalício que sou, estaria me incluindo entre os imaturos. Depois porque em toda comunidade existem os mais experientes e os mais jejunos. Certo é que, a grande maioria dos Conselheiros de hoje, da OAB-Pará, é constituída de colegas não apenas bem experientes como muito empenhados em atuar pelo bem da instituição e da cidadania.
Desse modo, ciente que o feio não é errar (não somos infalíveis. Só Deus o é), feio é não reconhecer o erro, vejo-me na contingência de pedir desculpas à Ana Kelly e ao Ismael Moraes, que expressaram seus descontentamentos com o que lhes pareceu ser uma adesão minha à crítica do Jarbas. Reconheço que fui mal. Desculpem-me!
P.S.: atitude digna a desse jovem e proficiente Diretor Tesoureiro da OAB- Pará, Albano Martins Junior, que resolveu se licenciar provisoriamente do cargo, a fim de deixar livre o caminho para qualquer investigação que se queira fazer sobre sua conduta pessoal, moral e profissional, no episódio da venda do terreno de Altamira. Deu um exemplo de integridade e altivez que já deveria ter sido seguido pelos demais dirigentes, assinalando, dessa forma, desprendimento a cargos e retidão de caráter. Parabéns ao Albano!
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| Sérgio Couto: "O feio não é errar , feio é não reconhecer o erro" |
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Nem sempre concordar com uma expressão significa aderir à opinião do interlocutor. Muitas vezes concorda-se para não interromper o fluxo do conversa. Ou para não derivar para a discussão. No meu caso, quando exclamei “é verdade”, quando o Jarbas Vasconcelos mencionou que o perfil do atual Conselho da OAB-Pará era imaturo, não quis eu concordar com a opinião dele. Nem creio que ele tenha tido a intenção de generalizar. Primeiro porque, como Conselheiro Honorário Vitalício que sou, estaria me incluindo entre os imaturos. Depois porque em toda comunidade existem os mais experientes e os mais jejunos. Certo é que, a grande maioria dos Conselheiros de hoje, da OAB-Pará, é constituída de colegas não apenas bem experientes como muito empenhados em atuar pelo bem da instituição e da cidadania.
Desse modo, ciente que o feio não é errar (não somos infalíveis. Só Deus o é), feio é não reconhecer o erro, vejo-me na contingência de pedir desculpas à Ana Kelly e ao Ismael Moraes, que expressaram seus descontentamentos com o que lhes pareceu ser uma adesão minha à crítica do Jarbas. Reconheço que fui mal. Desculpem-me!
P.S.: atitude digna a desse jovem e proficiente Diretor Tesoureiro da OAB- Pará, Albano Martins Junior, que resolveu se licenciar provisoriamente do cargo, a fim de deixar livre o caminho para qualquer investigação que se queira fazer sobre sua conduta pessoal, moral e profissional, no episódio da venda do terreno de Altamira. Deu um exemplo de integridade e altivez que já deveria ter sido seguido pelos demais dirigentes, assinalando, dessa forma, desprendimento a cargos e retidão de caráter. Parabéns ao Albano!
Um desafio aos defensores da divisão do Pará
Do leitor Augusto Nunes, sobre a postagem Seja bem-vindo ao novo Pará:
Eu seria completamente a fovar da divisão do Pará se por trás de tudo isso não estivesse, acima de qualquer desculpa, o interesse político insano de alguns em tomar para si o poder de um estado que nunca conseguiram de verdade.
A realidade do Pará ou do Tapajós ou de Carajás jamais mudará com a divisão; acredito que possa até mesmo piorar. No caso de Carajás, poderemos tomar por base o município de Serra do Navio, no Amapá, que após o esgotamento mineral, tornou-se um polo de pobreza extrema.
Todos os cidadãos, com um mínimo de discernimento, podem ver a situação precária em que se encontram as regiões que querem a emancipação, mas esta realidade difícil não é diferente na ilha do Marajó ou no Baixo Tocantins, por exemplo. Visitem os municípios de Bagre ou Limoeiro do Ajuru e saberão a que me refiro.
O grande problema do Pará inteiro é de gestão municipal. A política do Estado do Pará é isonômica e na maioria das vezes até privilegia as regiões "rebeldes", porém o cerne do problema está verdadeiramente na gestão municipal. Desafio aqui e agora qualquer tapajônico ou sulparaense a ir ao site da Controladoria Geral da União (CGU) me indicar um único municipio, dos que ficarão sob suas jurisdições, que teve sua administração analisada por aquele órgão federal e aprovada.
Todos os municípios do Estado do Pará, incluindo os da região do Tapajós e Carajós, analisados nos últimos 10 anos, estão eivados de toda sorte de roubalheira, o que me leva crer que o mal não está no Pará, mas nas administrações municipais, ou seja, os "inimigos" estão muito mais presentes e próximos do que se imagina e por lá irão ficar. Não adianta mandar um caminhão de dinheiro se tudo será dilapidado antes mesmo da aplicação no objeto de sua finalidade.
Se algum leitor vier aqui e me provar que um único munípio das referidas regiões tenha recebido um elogio da CGU, mudo meu voto imediatamente pela divisão.
Eu seria completamente a fovar da divisão do Pará se por trás de tudo isso não estivesse, acima de qualquer desculpa, o interesse político insano de alguns em tomar para si o poder de um estado que nunca conseguiram de verdade.
A realidade do Pará ou do Tapajós ou de Carajás jamais mudará com a divisão; acredito que possa até mesmo piorar. No caso de Carajás, poderemos tomar por base o município de Serra do Navio, no Amapá, que após o esgotamento mineral, tornou-se um polo de pobreza extrema.
Todos os cidadãos, com um mínimo de discernimento, podem ver a situação precária em que se encontram as regiões que querem a emancipação, mas esta realidade difícil não é diferente na ilha do Marajó ou no Baixo Tocantins, por exemplo. Visitem os municípios de Bagre ou Limoeiro do Ajuru e saberão a que me refiro.
O grande problema do Pará inteiro é de gestão municipal. A política do Estado do Pará é isonômica e na maioria das vezes até privilegia as regiões "rebeldes", porém o cerne do problema está verdadeiramente na gestão municipal. Desafio aqui e agora qualquer tapajônico ou sulparaense a ir ao site da Controladoria Geral da União (CGU) me indicar um único municipio, dos que ficarão sob suas jurisdições, que teve sua administração analisada por aquele órgão federal e aprovada.
Todos os municípios do Estado do Pará, incluindo os da região do Tapajós e Carajós, analisados nos últimos 10 anos, estão eivados de toda sorte de roubalheira, o que me leva crer que o mal não está no Pará, mas nas administrações municipais, ou seja, os "inimigos" estão muito mais presentes e próximos do que se imagina e por lá irão ficar. Não adianta mandar um caminhão de dinheiro se tudo será dilapidado antes mesmo da aplicação no objeto de sua finalidade.
Se algum leitor vier aqui e me provar que um único munípio das referidas regiões tenha recebido um elogio da CGU, mudo meu voto imediatamente pela divisão.
Projeto sobre corrupção tem votação recorde
Da Agência Senado
Enquete realizada pelo DataSenado sobre o PLS 204/2011, que propõe tratar a corrupção como crime hediondo, teve votação recorde entre as consultas já realizadas no site do Senado, desde que as sondagens passaram a ser de 15 dias. A mobilização dos internautas para divulgar a enquete sobre o projeto rendeu à sondagem quase meio milhão de votos (mais de 426 mil) entre os dias 16 e 31 de agosto.
O projeto de autoria do Senador Pedro Taques (PDT-MT) contou com o apoio maciço de 99,4% dos votantes. A proposta, que tramita em caráter terminativo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), altera a Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072 de 1990) para incluir entre eles os delitos de concussão, corrupção passiva e corrupção ativa. Se aprovada, tornaria mais duras as penas para pessoas condenadas por corrupção.
Antes do PLS 204/2011, as enquetes sobre o Ato Médico (SCD 268/02) e sobre a criminalização da homofobia (PLC 122/06) também somaram números de centenas de milhares de participantes. Entretanto, na sondagem sobre corrupção, o período de votação foi de 15 dias, enquanto nas demais houve um mês para que os internautas pudessem registrar sua opinião. Em 2011, as enquetes realizadas pelo DataSenado passaram a ter duração de 15 dias, uma do primeiro dia do mês até o dia 15 e outra do dia 16 até o último dia do mês.
A mobilização em torno da votação na enquete pôde ser vista nas chamadas redes sociais, como Twitter e Facebook. Tweets e e-mails circularam pela rede de computadores, nos quais os internautas convidavam seus contatos para também participarem e manifestarem suas opiniões, como no exemplo: “Você é a favor ou contra o projeto que inclui os atos de corrupção na Lei dos Crimes Hediondos? Votem por favor!”.
Vários cidadãos, além de registrarem seu voto na enquete, também enviaram mensagens por meio do “Comente o projeto” e da equipe do Alô Senado. Um internauta sintetizou o sentimento de boa parte das mensagens: “Atos de corrupção são hediondos e precisam ser enquadrados como tal. O montante assombroso de recursos que é desviado em proveito próprio, através da prática corrente da corrupção em nosso país, é a causa da falência nos mais diversos segmentos, tais como: saúde, educação etc.”.
Fonte: Agência Senado
Enquete realizada pelo DataSenado sobre o PLS 204/2011, que propõe tratar a corrupção como crime hediondo, teve votação recorde entre as consultas já realizadas no site do Senado, desde que as sondagens passaram a ser de 15 dias. A mobilização dos internautas para divulgar a enquete sobre o projeto rendeu à sondagem quase meio milhão de votos (mais de 426 mil) entre os dias 16 e 31 de agosto.
O projeto de autoria do Senador Pedro Taques (PDT-MT) contou com o apoio maciço de 99,4% dos votantes. A proposta, que tramita em caráter terminativo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), altera a Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8.072 de 1990) para incluir entre eles os delitos de concussão, corrupção passiva e corrupção ativa. Se aprovada, tornaria mais duras as penas para pessoas condenadas por corrupção.
Antes do PLS 204/2011, as enquetes sobre o Ato Médico (SCD 268/02) e sobre a criminalização da homofobia (PLC 122/06) também somaram números de centenas de milhares de participantes. Entretanto, na sondagem sobre corrupção, o período de votação foi de 15 dias, enquanto nas demais houve um mês para que os internautas pudessem registrar sua opinião. Em 2011, as enquetes realizadas pelo DataSenado passaram a ter duração de 15 dias, uma do primeiro dia do mês até o dia 15 e outra do dia 16 até o último dia do mês.
A mobilização em torno da votação na enquete pôde ser vista nas chamadas redes sociais, como Twitter e Facebook. Tweets e e-mails circularam pela rede de computadores, nos quais os internautas convidavam seus contatos para também participarem e manifestarem suas opiniões, como no exemplo: “Você é a favor ou contra o projeto que inclui os atos de corrupção na Lei dos Crimes Hediondos? Votem por favor!”.
Vários cidadãos, além de registrarem seu voto na enquete, também enviaram mensagens por meio do “Comente o projeto” e da equipe do Alô Senado. Um internauta sintetizou o sentimento de boa parte das mensagens: “Atos de corrupção são hediondos e precisam ser enquadrados como tal. O montante assombroso de recursos que é desviado em proveito próprio, através da prática corrente da corrupção em nosso país, é a causa da falência nos mais diversos segmentos, tais como: saúde, educação etc.”.
Fonte: Agência Senado
Só temos a lamentar
Estamos cansados de saber que todos os governos têm corruptos, mas são casos isolados. No episódio do Mensalão, dinheiro no bolso, na bolsa, na cueca, empréstimos mal explicados, não. Trata-se de uma organização criminosa que se apoderou do Estado para roubar dinheiro para o partido corromper aliados. Estamos falando de um partido que à época dizia ter sido criado sob a bandeira da ética na política: o PT. As falcatruas ocorridas varadas por meses ininterruptos de denúncias tinham comando sólido: o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, o ex-secretário geral Sílvio Pereira ou Marcelo Sereno, secretário de Comunicação, e o presidente da agremiação no período José Genoíno, montaram uma superestrutura no governo Lula.
É de lamentar que no fim da vida política esses corruptos não fazem mea culpa. Ademais, o cotidiano de determinados políticos inspira um cinismo que assusta. Agora, passado quatro anos do recebimento da denúncia contra 40 suspeitos de envolvimento no mensalão, o crime de formação de quadrilha, espinha dorsal da denúncia pode prescrever dentro de alguns dias. Para que este não saia impune, os ministros do STF terão que aplicar penas aos acusados pela formação de quadrilha superiores a dois anos. Se a pena não ultrapassar dois anos, os acusados estarão livres desse crime.
De acordo com a legislação, o crime estaria prescrito contados quatro anos após o recebimento da denúncia pelo Supremo. Para penas superiores a dois anos, o prazo de prescrição subiria para oito anos. Nesse caso, o crime não estaria prescrito quando a ação penal for levada a julgamento, o que pode ocorrer no próximo ano. A passagem do tempo preocupa especialmente o ministro Joaquim Barbosa, que tem buscado soluções para evitar possíveis sutilezas capciosas, em questões judiciais.
Com os direitos políticos cassado e réu no processo no processo do mensalão, o senhor José Dirceu mantém seu poder como comandante do PT e usa sua influência para conspirar contra a presidente Dilma Rousseff, afirma revista de circulação nacional. Advogado, que atualmente presta serviços como consultor, o ex-ministro despacha com parlamentares e integrantes do primeiro escalão do governo de um quarto do Hotel Naoum, na Corte, embora formalmente sem vínculo com o Planalto.
Além de encontro com ministro, presidente de estatal e senadores a romaria ao “gabinete” de Dirceu ocorreu entre os dias 6 e 8 de junho, em plena crise que culminou com o pedido de demissão do ex-ministro Antonio Palocci, após a divulgação de sua evolução patrimonial. É sabido que o ex-ministro atuava contra Palocci na Casa Civil. Fez lobby para Vacarezza assumir a articulação política, embora a operação tenha sido frustrada pela presidente Dilma, que nomeou Ideli Salvatti quando percebeu a intenção.
Dirceu estaria municiando o noticiário político contra pessoas ligadas à Corte. Não tem nenhuma influência ou passagem com Dilma que, não lhe dá a mínima. Bom de bastidores representa empresas com interesses na Petrobras, um possível motivo do encontro com Gabrielli, que, por sua vez, estaria atrás de apoio do PT para se manter no cargo, diante de especulações de sua substituição. Os políticos petistas têm medo de Dirceu. Com certeza ficaram felizes quando da defenestração pela Imprensa do, digamos assim, aparelho. E infelizmente, lamentar, que corruptos dessa natureza tenham suas transgressões prescritas.
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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com
O que ela disse
"O principal na nossa profissão é a busca que não cessa. Porque depois de uma notícia vem outra e outra. Matéria atrai matéria. Cada dia, o fato novo, mais notas, colunas, manchetes, análises, reportagens, revelações, artigos, ideias, pautas. E se a notícia acabar? A notícia não acaba, não. Quem já viu a chama dos que gostam de informação, que vi nos que perdi, e vejo nos que tenho, sabe que o jornalismo é eterno. Há quem fale do fim dos jornais. Está aí um medo que não me sobressalta. Vi muitas mudanças de formato, jamais o tempo revogar o essencial que é essa magia do fato novo, da boa entrevista, do segredo desvendado, da manchete que sintetiza o dia, da foto que espelha o momento, do texto redondo."
Miriam Leitão, em sua coluna no Globo, intitulada Tempo breve, falando de jornalismo e jornalistas, de jornalistas e jornalismo.
Miriam Leitão, em sua coluna no Globo, intitulada Tempo breve, falando de jornalismo e jornalistas, de jornalistas e jornalismo.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Um olhar pela lente
O norte-americano Kelly Slater surfa nas ondas da praia de Teahupoo.
Ele conquistou o decacampeão mundial da etapa do Taiti do Circuito Mundial.A foto é de Steve Robertson/France Presse.
Metade dos processos do país está em quatro tribunais
Do Consultor Jurídico
O Justiça em Números de 2011 trouxe duas notícias boas e outra ruim. A primeira boa notícia é que o número de casos novos ingressados na Justiça está crescendo a um ritmo mais lento. A segunda é que os juízes do país estão julgando mais. Já a notícia ruim é que o estoque de processos em tramitação no país segue aumentando, ou seja, o número de casos novos que chegam aos tribunais continua maior do que o número de processos julgados e encerrados (clique aqui para ler o Relatório no site do CNJ).
Uma notícia que não é boa nem ruim, mas simplesmente espetacular é que 60% do movimento processual do país está concentrado em quatro tribunais, os chamados tribunais de grande porte da Justiça Estadual. São eles, os Tribunais de Justiça de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Segundo o Justiça em Números, o estoque de processos nestes tribunais, ao final de 2010, era de 29 milhões de unidades. Somados os estoques dos outros 52 tribunais e de suas respectivas varas de primeiro grau da Justiça Federal, Trabalhista e Estadual, chega-se a um total de 31 milhões de processos. Ou seja, os quatro grandes respondem por 48% da movimentação de processos do país. (O estoque foi calculado somando-se o número de casos novos com o de casos pendentes e subtraindo o número de sentenças terminativas proferidas em 2010). No ano passado, a Justiça brasileira pôs fim a 22 milhões de processos.
Outra constatação que chama a atenção é o enorme peso da Justiça Estadual nos números globais. A Justiça Comum responde por 73% das novas ações ingressadas em 2010, por 81% dos casos pendentes e por 71% das decisões proferidas. São Paulo, sozinho, é responsável por um terço destas cifras.
Leia mais aqui.
Tesoureiro da OAB-PA se afasta do cargo para se defender
O tesoureiro da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, Albano Henrique Martins Júnior, afastou-se do cargo para se defender.
Ele é um dos notificados pela Diretoria Nacional da entidade, para apresentar defesa na sindicância instaurada pelo Conselho Federal que examina a possibilidade de intervenção na OAB-PA, em decorrência de irregularidades envolvendo a venda de um imóvel da entidade para o advogado Robério D'Oliveira, negócio que acabou sendo desfeito por decisão unânime do próprio Conselho Estadual.
A confirmação do afastamento de Albano Martins já começou a repercutir entre colegas seus que integram o Conselho da Seccional da Ordem. "Demonstração de dignidade: Dr. Albano Martins se afastou do cargo de conselheiro tesoureiro da OAB/PA para se defender", disse há pouco, em seu Twitter, o também conselheiro Ismael Moraes.
No início de agosto passado, em conversa com o Espaço Aberto, Albano Martins já aparentava sinais de que poderia se afastar da entidade, por não se sentir confortável com o clima de confronto aberto que domina a entidade, desde que veio à tona o caso angu do imóvel.
"Eu acho que esse clima não vai ter fim", disse Albano ao blog, referindo-se a um ambiente de hostilidades mútuas, de confrontos, de embates e acusações recíprocas que ultimamente tem prevalecido entre grupos na OAB do Pará.
O então tesoureiro considerou que as exacerbações têm "superado todos os limites", daí porque achava muito difícil restaurar o clima de concórdia, de respeito e confiança que antes prevalecia entre os conselheiros, independentemente dos resultados das investigações que estão sendo feitas.
Ele é um dos notificados pela Diretoria Nacional da entidade, para apresentar defesa na sindicância instaurada pelo Conselho Federal que examina a possibilidade de intervenção na OAB-PA, em decorrência de irregularidades envolvendo a venda de um imóvel da entidade para o advogado Robério D'Oliveira, negócio que acabou sendo desfeito por decisão unânime do próprio Conselho Estadual.
A confirmação do afastamento de Albano Martins já começou a repercutir entre colegas seus que integram o Conselho da Seccional da Ordem. "Demonstração de dignidade: Dr. Albano Martins se afastou do cargo de conselheiro tesoureiro da OAB/PA para se defender", disse há pouco, em seu Twitter, o também conselheiro Ismael Moraes.
No início de agosto passado, em conversa com o Espaço Aberto, Albano Martins já aparentava sinais de que poderia se afastar da entidade, por não se sentir confortável com o clima de confronto aberto que domina a entidade, desde que veio à tona o caso angu do imóvel.
"Eu acho que esse clima não vai ter fim", disse Albano ao blog, referindo-se a um ambiente de hostilidades mútuas, de confrontos, de embates e acusações recíprocas que ultimamente tem prevalecido entre grupos na OAB do Pará.
O então tesoureiro considerou que as exacerbações têm "superado todos os limites", daí porque achava muito difícil restaurar o clima de concórdia, de respeito e confiança que antes prevalecia entre os conselheiros, independentemente dos resultados das investigações que estão sendo feitas.
"Vamos trabalhar em prol da advocacia"
De um Anônimo, sobre a postagem Conselho foi "firme e corajoso", diz conselheira da OAB:
Vamos trabalhar em prol da advocacia...
A quem interessa manter essa política de insinuações? Chega! Vamos trabalhar. Isso sim.
A advocacia paraense escolheu Jarbas e os que o apóiam para trabalhar pela classe, não para ficar alimentando insinuações. Todo esse embrólio está obstruindo o que já foi feito ao longo da presente gestão em prol da advocacia e o que ainda pode ser feito.
De modo que cabe sim a indagação: a quem interessa obstruir a presente gestão? Só visitar o site www.oabpa.org.br para constatar o que já foi feito e o que pode ser feito pela advocacia.
Vamos trabalhar em prol da advocacia...
A quem interessa manter essa política de insinuações? Chega! Vamos trabalhar. Isso sim.
A advocacia paraense escolheu Jarbas e os que o apóiam para trabalhar pela classe, não para ficar alimentando insinuações. Todo esse embrólio está obstruindo o que já foi feito ao longo da presente gestão em prol da advocacia e o que ainda pode ser feito.
De modo que cabe sim a indagação: a quem interessa obstruir a presente gestão? Só visitar o site www.oabpa.org.br para constatar o que já foi feito e o que pode ser feito pela advocacia.
Mais uma do Ricardo Teixeira no Pará
Do leitor José Carneiro, sob o título acima:
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Quando se vivia aquela lenga-lenga da escolha das subsedes da Copa do Mundo de 2014, Belém foi listada, pelo sr. Ricardo Teixeira, como uma das doze prováveis capitais a serem ungidas para o mundial da Fifa no Brasil. Das doze - todos ainda devem se lembrar -, sairiam dez. Pelas regras da Fifa, contidas em seu famoso e rigoroso Caderno de Encargos, Belém parecia de fato estar distante de ser uma das escolhidas, sobretudo por causa da questão do fluxo viário no entorno do estádio de futebol. É ocioso falar sobre isso e o problema sobrexiste mesmo quando não há jogos no estádio.
A Ffia agiu certo, e só a paixão dos torcedores impedia de ver essa verdade. Mas o sr. Ricardo Teixeira, que dispensa comentários em se tratando de débitos com a Justiça, encenou uma pantomima em Belém, praticamente oficializada, de maneira humilhante, pelo governo do Estado.
Ele marcou uma vinda a Belém, em jatinho particular, e comunicou à governadora de então, Ana Julia Carepa, que por questões de agenda e falta de tempo, não poderia ir ao centro da cidade. Ele gostaria de se encontrar com ela no próprio Aeroporto de Val-de-Cães. E a governadora caiu na armadilha. Encheu-se de pompas e, ao invés de obrigá-lo a ir, como manda o protocolo, ao Palácio do Governo, dirigiu-se ao aeroporto, num horário de calor tórrido, para oferecer salamaleques ao todo-poderoso presidente da CBF e, em troca, ser presenteada com uma camisa da CBF. A governadora saiu empavonada desse encontro, que não rendeu nada ao Pará, a não ser promessas e ainda acompanhou o sr. Ricardo Teixeira ao seu avião particular.
Agora, outros tempos, outro ano e outro governador, Simão Jatene. Mas o presidente da CBF ainda é o mesmo, Ricardo Teixeira. E, segundo se propala, por ingerência do governador (grande pleito a ser defendido, imaginem!) o capo da CBF marcou, para Belém, um jogo amistoso entre Brasil x Argentina para este mês de setembro, com uma peculiaridade: o clássico sul-americano será disputado apenas por jogadores que atuam em clubes de seus respectivos países, ou seja, as principais atrações do futebol mundial (como Messi e Kaká, apenas para citar dois exemplos), não estarão em cena. Mas como as cores dos uniformes serão respeitadas, a CBF acha que atrairá um grande público de qualquer maneira, no que ela tem toda razão.
E aí é que entra o grande golpe do sr. Ricardo Teixeira, nessa provável aliança com o governo do Estado: o preço dos ingressos. No dia 31 de agosto, a CBF comunicou à Federação Paraense de Futebol (que é nada mais, nada menos, do que um braço, um pequeno braço da teia de corrupção da CBF no Pará) os preços a serem cobrados para o jogo, que serão os seguintes:
* Arquibancada: 90,00 reais (meia entrada 45,00 reais)
* Cadeiras: 190,00 reais (meia entrada 95,00 reais)
* Camarotes: 500,00 reais
* Cadeira VIP: 240,00 reais
O governo do estado, por sua vez, não divulgou sua participação nesse espetáculo. Se contribuiu, se isentou alguma taxa etc. etc. O que foi anunciado é que os ingressos de cortesia (como o dos aposentados, por exemplo) estão suspensos para este jogo.
É certo que o estádio vai lotar, é certo que o público vai vibrar, como é certo que, mais uma vez, o sr. Ricardo Teixeira, fazendo do interesse público o seu interesse particular, consegue impor a sua ordem pessoal no mundo do futebol. E o público, mais uma vez, assistirá boquiaberto de emoções a mais um desmando.
Ponto final!
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Quando se vivia aquela lenga-lenga da escolha das subsedes da Copa do Mundo de 2014, Belém foi listada, pelo sr. Ricardo Teixeira, como uma das doze prováveis capitais a serem ungidas para o mundial da Fifa no Brasil. Das doze - todos ainda devem se lembrar -, sairiam dez. Pelas regras da Fifa, contidas em seu famoso e rigoroso Caderno de Encargos, Belém parecia de fato estar distante de ser uma das escolhidas, sobretudo por causa da questão do fluxo viário no entorno do estádio de futebol. É ocioso falar sobre isso e o problema sobrexiste mesmo quando não há jogos no estádio.
A Ffia agiu certo, e só a paixão dos torcedores impedia de ver essa verdade. Mas o sr. Ricardo Teixeira, que dispensa comentários em se tratando de débitos com a Justiça, encenou uma pantomima em Belém, praticamente oficializada, de maneira humilhante, pelo governo do Estado.
Ele marcou uma vinda a Belém, em jatinho particular, e comunicou à governadora de então, Ana Julia Carepa, que por questões de agenda e falta de tempo, não poderia ir ao centro da cidade. Ele gostaria de se encontrar com ela no próprio Aeroporto de Val-de-Cães. E a governadora caiu na armadilha. Encheu-se de pompas e, ao invés de obrigá-lo a ir, como manda o protocolo, ao Palácio do Governo, dirigiu-se ao aeroporto, num horário de calor tórrido, para oferecer salamaleques ao todo-poderoso presidente da CBF e, em troca, ser presenteada com uma camisa da CBF. A governadora saiu empavonada desse encontro, que não rendeu nada ao Pará, a não ser promessas e ainda acompanhou o sr. Ricardo Teixeira ao seu avião particular.
Agora, outros tempos, outro ano e outro governador, Simão Jatene. Mas o presidente da CBF ainda é o mesmo, Ricardo Teixeira. E, segundo se propala, por ingerência do governador (grande pleito a ser defendido, imaginem!) o capo da CBF marcou, para Belém, um jogo amistoso entre Brasil x Argentina para este mês de setembro, com uma peculiaridade: o clássico sul-americano será disputado apenas por jogadores que atuam em clubes de seus respectivos países, ou seja, as principais atrações do futebol mundial (como Messi e Kaká, apenas para citar dois exemplos), não estarão em cena. Mas como as cores dos uniformes serão respeitadas, a CBF acha que atrairá um grande público de qualquer maneira, no que ela tem toda razão.
E aí é que entra o grande golpe do sr. Ricardo Teixeira, nessa provável aliança com o governo do Estado: o preço dos ingressos. No dia 31 de agosto, a CBF comunicou à Federação Paraense de Futebol (que é nada mais, nada menos, do que um braço, um pequeno braço da teia de corrupção da CBF no Pará) os preços a serem cobrados para o jogo, que serão os seguintes:
* Arquibancada: 90,00 reais (meia entrada 45,00 reais)
* Cadeiras: 190,00 reais (meia entrada 95,00 reais)
* Camarotes: 500,00 reais
* Cadeira VIP: 240,00 reais
O governo do estado, por sua vez, não divulgou sua participação nesse espetáculo. Se contribuiu, se isentou alguma taxa etc. etc. O que foi anunciado é que os ingressos de cortesia (como o dos aposentados, por exemplo) estão suspensos para este jogo.
É certo que o estádio vai lotar, é certo que o público vai vibrar, como é certo que, mais uma vez, o sr. Ricardo Teixeira, fazendo do interesse público o seu interesse particular, consegue impor a sua ordem pessoal no mundo do futebol. E o público, mais uma vez, assistirá boquiaberto de emoções a mais um desmando.
Ponto final!
Na Câmara, uma imoralidade estimula a outra
Com todo o respeito - com o máximo, irrestrito respeito - que nos merece a Câmara dos Deputados, mas essa augusta Casa, fora de brincadeira, merecia fechar suas portas na última terça-feira.
Está bem: vocês vão dizer que o Legislativo é um dos sustentáculos, um dos alicerces, um dos esteios da democracia.
É mesmo.
Mas continua a sê-lo até quando compactua com imoralidades?
Porque é uma imoralidade, é um despudor, é uma demonstração explícita de uma impudicícia (toma-te!) o que a Câmara fez na última terça-feira, absolvendo Jaqueline Roriz, essa personagem que pode ser melhor conhecida clicando-se no vídeo aí em cima.
Aliás, a Câmara cometeu uma dupla imoralidade.
Uma: a de ter absolvido a parlamentar porque não houve os 257 votos mínimos necessários para a sua cassação.
A outra: o fato de a Câmara manter o voto secreto quando o plenário é chamado a se pronunciar sobre a cassação de seus membros por quebra de decoro.
E o voto secreto, ele mesmo, é uma imoralidade que conduz a outras imoralidades.
Na Câmara, como se vê, uma imoralidade puxa a outra.
Uma excita a outra.
Uma estimula a outra.
Com todo o respeito que nos merecem Suas Excelências, é claro.
Ponderações para sustar venda de imóvel foram rechaçadas
Advogados - vários - mandam para o blog trechos de e-mails trocados entre eles no início de julho passado.
Entre os personagens envolvidos nos debates, o de maior destaque é o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos.
Os e-mails demonstram que, tão logo vieram à tona evidências de que a venda do imóvel da entidade para o advogado Robério D'Oliveira poderia desaguar - como de fato desaguou - nesse angu todo, Jarbas ouviu várias ponderações no sentido de que sobrestasse os procedimentos em curso, conforme já lembraram, em artigos aqui no blog, os advogados Ana Kelly Amorim e Ismael Moraes.
Mesmo assim, o presidente da Ordem, amparado na convicção de que os procedimentos eram limpos, límpidos, transparentes e legítimos, ignorou as ponderações e mandou que os procedimentos seguissem adiante.
Esses e-mails desmontam, assim, avaliação de Jarbas feita durante encontro com o ex-presidente Sérgio Couto.
Na conversa, Jarbas garante que essa confusão toda poderia ser evitada se, logo no nascedouro, conselheiros tivesse ido até ele, numa boa, ponderassem que era mais prudente suspender todo o andamento do processo de venda do imóvel, até que judiciosas avaliações posteriores fossem feitas.
Vejam, por exemplo, o que o presidente da OAB diz no dia 3 de julho, às 14h24:
Caríssimo Evaldo, quem expõe a OAB a essa situação não é a doutora Cynthia, mas aqueles que não percebem que no afã de precipitar a minha sucessão, terminam por expor a OAB! Ps. A Doutora Cynthia consultou a mim e, por isso, a isento de qualquer responsabilidade. A decisão de prosseguir foi minha. Simplesmente não aceito ultimatos e ameaças! E seguirei não aceitando. O Processo foi público, transparente e ético, feito de acordo com a vontade da Subseção!
Notem este trecho: "A decisão de prosseguir [com o processo de compra e venda do imóvel] foi minha".
Confiram agora uma mensagem do vice da OAB, Alberto Campos, no mesmo dia 3 de julho, às 14h46:
Pensei q fosse poupar o domingo da minha familia com essa discussao absurda e despropositada q so serve a enfraquecer a nossa Instituicao. Porem, como parece q agora estao querendo atingir o lado fraco, ou seja uma funcionaria da OAB me sinto na obrigacao de esclarecer o q segue: o diretor q o Dr. Evaldo acusa de ter usurpado a sua funcao de presidente em exercicio tem nome e sou eu Alberto Campos. Em que pese ter sido levianamente acusado de ter passado por cima de determinacao sua, tal não ocorreu, nem a funcionaria desobedeceu sua determinacao e disso sou testemunha, pois ligou ao cartorio solicitando, pasmem a sustacao dos efeitos de uma procuracao publica outorgada por todos os diretores da OAB, todos, sem excecao. Por obvio que o cartorio, se não deu risadas da solicitacao, deve ter no minimo fingido q não escutou, pois indago como poderia se sustar, so com o "papo" uma outorga publica. O codigo civil deve dar a solucao juridica para isso creio, que não e a "boca". Falei com o Dr. Evaldo por telefone, pois esta ele em tratamento com o problema de seu braco e expliquei exatamente o agora explicitado e na sexta feira determinei, como presidente em exercicio a continuidade do rpocedimento. Ou seja, estava, na sexta feira exercendo a presidencia. A determinacao não foi anterior e não houve de minha parte a usurpacao acusada levianamente. Estou a crer, depois de tanta celeuma, que outros interesses não republicanos estao por tras dessas condutas, mas e bom q acontecam agora. Lamento q a covardia chegue a incluir funcionarios dedicados a OAB independente de quem a esteja dirigindo. Indago, por fim, qual seria a medida para sustar uma procuracao publica ja lavrada no cartorio? Pedir ao cartorario q não entregue ao outorgado? Ela ja havia sido lavrada. Não era a funcionaria que detinha a posse do documento, mas o cartorio. O certo, creio, aos descontentes, seria: 1- ter comparecido a sessao q aprovou a venda; 2- se discordante, não assinar a procuracao, simples assim, o q inviabilizaria o ato, e pouparia toda polemica. E aqueles q não comparecem faz muito tempo as sessoes ordinarias tem direito a exigir uma extraordinaria? Bom domingo a todos!!! Alberto Campos
Notem o trecho: [na sexta feira determinei, como presidente em exercício, a continuidade do procedimento. Ou seja, estava, na sexta-feira exercendo a presidência."
Não foi, portanto, por falta de determinações, de ordens, de mandos explícitos e veementes, contrariando apelos em contrário, que os procedimentos tiveram livre curso, até se desviarem para o terreno pantanoso do confronto aberto, que acabou colocando a OAB do Pará na rota da intervenção.
Entre os personagens envolvidos nos debates, o de maior destaque é o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos.
Os e-mails demonstram que, tão logo vieram à tona evidências de que a venda do imóvel da entidade para o advogado Robério D'Oliveira poderia desaguar - como de fato desaguou - nesse angu todo, Jarbas ouviu várias ponderações no sentido de que sobrestasse os procedimentos em curso, conforme já lembraram, em artigos aqui no blog, os advogados Ana Kelly Amorim e Ismael Moraes.
Mesmo assim, o presidente da Ordem, amparado na convicção de que os procedimentos eram limpos, límpidos, transparentes e legítimos, ignorou as ponderações e mandou que os procedimentos seguissem adiante.
Esses e-mails desmontam, assim, avaliação de Jarbas feita durante encontro com o ex-presidente Sérgio Couto.
Na conversa, Jarbas garante que essa confusão toda poderia ser evitada se, logo no nascedouro, conselheiros tivesse ido até ele, numa boa, ponderassem que era mais prudente suspender todo o andamento do processo de venda do imóvel, até que judiciosas avaliações posteriores fossem feitas.
Vejam, por exemplo, o que o presidente da OAB diz no dia 3 de julho, às 14h24:
Caríssimo Evaldo, quem expõe a OAB a essa situação não é a doutora Cynthia, mas aqueles que não percebem que no afã de precipitar a minha sucessão, terminam por expor a OAB! Ps. A Doutora Cynthia consultou a mim e, por isso, a isento de qualquer responsabilidade. A decisão de prosseguir foi minha. Simplesmente não aceito ultimatos e ameaças! E seguirei não aceitando. O Processo foi público, transparente e ético, feito de acordo com a vontade da Subseção!
Notem este trecho: "A decisão de prosseguir [com o processo de compra e venda do imóvel] foi minha".
Confiram agora uma mensagem do vice da OAB, Alberto Campos, no mesmo dia 3 de julho, às 14h46:
Pensei q fosse poupar o domingo da minha familia com essa discussao absurda e despropositada q so serve a enfraquecer a nossa Instituicao. Porem, como parece q agora estao querendo atingir o lado fraco, ou seja uma funcionaria da OAB me sinto na obrigacao de esclarecer o q segue: o diretor q o Dr. Evaldo acusa de ter usurpado a sua funcao de presidente em exercicio tem nome e sou eu Alberto Campos. Em que pese ter sido levianamente acusado de ter passado por cima de determinacao sua, tal não ocorreu, nem a funcionaria desobedeceu sua determinacao e disso sou testemunha, pois ligou ao cartorio solicitando, pasmem a sustacao dos efeitos de uma procuracao publica outorgada por todos os diretores da OAB, todos, sem excecao. Por obvio que o cartorio, se não deu risadas da solicitacao, deve ter no minimo fingido q não escutou, pois indago como poderia se sustar, so com o "papo" uma outorga publica. O codigo civil deve dar a solucao juridica para isso creio, que não e a "boca". Falei com o Dr. Evaldo por telefone, pois esta ele em tratamento com o problema de seu braco e expliquei exatamente o agora explicitado e na sexta feira determinei, como presidente em exercicio a continuidade do rpocedimento. Ou seja, estava, na sexta feira exercendo a presidencia. A determinacao não foi anterior e não houve de minha parte a usurpacao acusada levianamente. Estou a crer, depois de tanta celeuma, que outros interesses não republicanos estao por tras dessas condutas, mas e bom q acontecam agora. Lamento q a covardia chegue a incluir funcionarios dedicados a OAB independente de quem a esteja dirigindo. Indago, por fim, qual seria a medida para sustar uma procuracao publica ja lavrada no cartorio? Pedir ao cartorario q não entregue ao outorgado? Ela ja havia sido lavrada. Não era a funcionaria que detinha a posse do documento, mas o cartorio. O certo, creio, aos descontentes, seria: 1- ter comparecido a sessao q aprovou a venda; 2- se discordante, não assinar a procuracao, simples assim, o q inviabilizaria o ato, e pouparia toda polemica. E aqueles q não comparecem faz muito tempo as sessoes ordinarias tem direito a exigir uma extraordinaria? Bom domingo a todos!!! Alberto Campos
Notem o trecho: [na sexta feira determinei, como presidente em exercício, a continuidade do procedimento. Ou seja, estava, na sexta-feira exercendo a presidência."
Não foi, portanto, por falta de determinações, de ordens, de mandos explícitos e veementes, contrariando apelos em contrário, que os procedimentos tiveram livre curso, até se desviarem para o terreno pantanoso do confronto aberto, que acabou colocando a OAB do Pará na rota da intervenção.
Advogado é advogado, bandido é bandido. Ou não?
Advogados - uns nominados, muitos outros não -, em comentários por e-mail, em blogs (inclusive aqui no Espaço Aberto), redes sociais e outras mídias sobre este angu que envolve a OAB do Pará, apresentam alegação básica sobre a resistência de alguns quebrarem seus sigilos bancários.
Alegam que, no caso da quebra do sigilo bancário de um advogado, fatalmente apareceriam evidências de depósitos feitos por políticos corruptos, alguns na iminência de terem o mandado cassado, sob a acusação de que cometeram crimes eleitorais dos mais pesados.
Como assim?
Então um advogado tem vergonha, constrangimento ou seja lá o que for porque suas movimentações bancárias vão deixar escancarado que um bandido pé rapado ou um gângster de colarinho branco depositou dinheiro em sua conta?
Esse é um argumento inacreditavelmente fajuto, furado, frágil, inconsistente.
Olhem só.
Advogados são operadores do direito.
Seu múnus, suas garantias, os princípios em que devem assentar suas condutas provêm de um ambiente em que vige pleno - pleníssimo - o Estado de Direito, como aqui no Brasil.
No Estado de Direito, todos, absolutamente todos - os bandidos inclusive, os mais cruéis homicidas inclusive, os mais selvagens psicopatas inclusive - têm direito a defesa.
Os advogados que prestam serviços a essa turma toda não podem ser confundido com ela.
Advogado que defende bandido não é bandido. Às vezes, ambos são bandidos - o advogado e seu constituinte -, mas a regra é que advogado que defende bandido não é bandido.
Qual o problema, portanto, de aparecer na conta de um dotô advogado o dinheiro de um bandido ou de um corrupto, como alguns prefeitos de interior, por exemplo?
Nenhum problema.
Ambos, o advogado e o bandido, o advogado e o corrupto, o advogado e o homicida, assinaram um contrato.
Lá, devem estar fixados claramente os honorários.
Essa é uma relação profissional entre ambos.
Uma relação profissional e transparente.
E a transparência das relações profissionais entre um advogado e um bandido é inevitável, porque toda a sociedade sabe que um dotô está defendendo o suspeito do cometimento de um crime, seja lá qual for o crime.
Qual é, portanto, o problema em advogado fraquear seu sigilo bancário, ainda que apareçam em suas movimentações depósitos provindos, por exemplo, de políticos corruptos?
Não há qualquer problema nisso.
Doutores, contem outra.
Porque isso é conversa fiada de gente que, para não ser transparente, usa qualquer argumento.
Até os argumentos fajutos, furados, frágeis, inconsistentes.
Fora de toda brincadeira.
Alegam que, no caso da quebra do sigilo bancário de um advogado, fatalmente apareceriam evidências de depósitos feitos por políticos corruptos, alguns na iminência de terem o mandado cassado, sob a acusação de que cometeram crimes eleitorais dos mais pesados.
Como assim?
Então um advogado tem vergonha, constrangimento ou seja lá o que for porque suas movimentações bancárias vão deixar escancarado que um bandido pé rapado ou um gângster de colarinho branco depositou dinheiro em sua conta?
Esse é um argumento inacreditavelmente fajuto, furado, frágil, inconsistente.
Olhem só.
Advogados são operadores do direito.
Seu múnus, suas garantias, os princípios em que devem assentar suas condutas provêm de um ambiente em que vige pleno - pleníssimo - o Estado de Direito, como aqui no Brasil.
No Estado de Direito, todos, absolutamente todos - os bandidos inclusive, os mais cruéis homicidas inclusive, os mais selvagens psicopatas inclusive - têm direito a defesa.
Os advogados que prestam serviços a essa turma toda não podem ser confundido com ela.
Advogado que defende bandido não é bandido. Às vezes, ambos são bandidos - o advogado e seu constituinte -, mas a regra é que advogado que defende bandido não é bandido.
Qual o problema, portanto, de aparecer na conta de um dotô advogado o dinheiro de um bandido ou de um corrupto, como alguns prefeitos de interior, por exemplo?
Nenhum problema.
Ambos, o advogado e o bandido, o advogado e o corrupto, o advogado e o homicida, assinaram um contrato.
Lá, devem estar fixados claramente os honorários.
Essa é uma relação profissional entre ambos.
Uma relação profissional e transparente.
E a transparência das relações profissionais entre um advogado e um bandido é inevitável, porque toda a sociedade sabe que um dotô está defendendo o suspeito do cometimento de um crime, seja lá qual for o crime.
Qual é, portanto, o problema em advogado fraquear seu sigilo bancário, ainda que apareçam em suas movimentações depósitos provindos, por exemplo, de políticos corruptos?
Não há qualquer problema nisso.
Doutores, contem outra.
Porque isso é conversa fiada de gente que, para não ser transparente, usa qualquer argumento.
Até os argumentos fajutos, furados, frágeis, inconsistentes.
Fora de toda brincadeira.
Envolvidos "nessa confusão" devem ser responsabilizados
Advogado, ex-presidente da Subseção da OAB em Paragominas de 2004 a 2009 e atualmente conselheiro estadual da entidade, o advogado Raphael Sampaio Vale deixou o seguinte comentário na postagem "Conselho foi 'firme e corajoso', diz conselheira da OAB":
Concordo que toda essa confusão está prejudicando os trabalhos da OAB/PA em favor da sociedade civil paraense!
Eu espero apenas que as pessoas responsáveis por colocar a OAB/PA nessa confusão sejam devidamente responsabilizadas por seus atos.
As palavras faladas, se não forem gravadas, se perdem, mas as escritas não!
Os e-mails estão aí para comprovar as atitudes imaturas e impensadas de quem deveria ter humildade, sabedoria e bom senso!
Como coloquei em email encaminhado para toda a diretoria e conselheiros seccionais e federais:
Lamentável!
Enfim, a Instituição continua com sua moral abalada enquanto não houver conclusão das responsabilidades pessoais, perante o Conselho Federal, Tribunal de Ética, etc.
Quanto a nós, eleitos pelos advogados paraenses, vamos passar e cada um ficará na história com suas atitudes tomadas.
Concordo que toda essa confusão está prejudicando os trabalhos da OAB/PA em favor da sociedade civil paraense!
Eu espero apenas que as pessoas responsáveis por colocar a OAB/PA nessa confusão sejam devidamente responsabilizadas por seus atos.
As palavras faladas, se não forem gravadas, se perdem, mas as escritas não!
Os e-mails estão aí para comprovar as atitudes imaturas e impensadas de quem deveria ter humildade, sabedoria e bom senso!
Como coloquei em email encaminhado para toda a diretoria e conselheiros seccionais e federais:
Lamentável!
Enfim, a Instituição continua com sua moral abalada enquanto não houver conclusão das responsabilidades pessoais, perante o Conselho Federal, Tribunal de Ética, etc.
Quanto a nós, eleitos pelos advogados paraenses, vamos passar e cada um ficará na história com suas atitudes tomadas.
Seja bem-vindo ao novo Pará
O produtor cultural Paulo Cidmil, santareno residente no Rio de Janeiro, remeteu ao blog com pedido de publicação o texto sob o título acima.
Confiram a seguir.
-------------------------------------------
Sobre a declaração de Simão Jatene analisando o pós-plebiscito
O governador sabe o pepino que tem na mão. Quem consegue ver dois palmos à frente do nariz sabe o tamanho do problema pós-plebiscito. É óbvio que os eleitores de Tapajós e Carajás darão uma votação superior a 70% a favor do SIM.
Como o Pará irá administrar a insatisfação dessas regiões no caso de o NÃO sair vencedor devido à maior densidade eleitoral da região metropolitana, amplamente favorável ao NÃO?
Para nós do Tapajós que sonhamos com a vitória do SIM, qualquer que seja o resultado, ele nos será favorável. Servirá para fazer reverberar na região metropolitana, que mal sabe de nossa existência, a realidade de abandono que vivemos.
Pós-plebiscito, o governo do Estado do Pará sabe que não poderá mais deixar o Oeste do Estado entregue à própria sorte. Terá que ampliar os investimentos e a descentralização administrativa, promovendo maior autonomia para a região.
O governo federal também saberá fazer a leitura do SIM nas regiões do Tapajós e Carajás, e perceberá com maior clareza nossas reivindicações, ampliando sua presença com maiores investimentos (hidroelétricas à parte).
Quanto a nós do Oeste do Estado, que estamos na luta pela criação do Tapajós, se quisermos ver o SIM sair vitorioso, temos que iniciar uma "guerra" de conquista dos eleitores de Belém, Ananindeua, Castanhal, Bragança, Marajó e outras cidades do novo Pará.
Cada cidadão do Tapajós precisa se mobilizar e pedir os votos dos eleitores da região metropolitana. Talvez o melhor caminho seja caminhar da periferia em direção a metrópole. Os habitantes das cidades periféricas do novo Pará desconhecem nossa realidade. Precisam saber que a vida deles irá melhorar pós-plebiscito e que a divisão será boa para todos.
Podemos realizar uma campanha conjunta com Carajás, principalmente nas regiões do Tapajós e Carajás, mas não devemos estar atreladas a Carajás em todas as regiões do Estado.
Tudo bem que o dinheiro do Carajás facilita as coisas, mas estar juntos na região metropolitana só é vantajoso para Carajás. É em Carajás que está o 2º maior parque de exploração mineral do País, e que não pára de crescer; possui um imenso rebanho bovino, carne de corte para exportação; grande produção de soja - essas riquezas o novo o Pará não gostaria de perder.
Também em Carajás, existem problemas de exploração do homem que remete ao período colonial, mas isso as elites políticas de Belém nunca quiseram saber ou foram coniventes, e quase sempre, precisou de intervenção Federal. Pelos problemas sociais e interesses econômicos que existem na região do Carajás, chego a pensar que a região deveria ser Federalizada, ser um Território Federal.
Na região metropolitana o NÃO deve ser atacado por dois flancos distintos, uma hora, a campanha do NÃO terá que fazer a opção de qual território é prioritário defender, e na “metrópole” a resistência a emancipação do Tapajós é menor. Temos a nosso favor uma luta de décadas. E o nosso isolamento histórico e geográfico é um bom argumento para sensibilizar o eleitor do novo Pará. Resumindo: temos muito mais História para contar.
A luta do Tapajós é mais legítima e justificada, não é apenas um consórcio de poderosos grupos e interesses econômicos em busca de maior poder sobre um território.
Não estou sugerindo fazer uma campanha emotiva tipo tenham pena de nós. Estou falando de vantagens: preservar Carajás e se ver livre do problema que é administrar o Oeste do Estado é uma grande vantagem para o Pará. O Tapajós receberá investimentos, que indiretamente beneficiarão Belém, nosso principal centro de abastecimento.
Minha sugestão é termos uma campanha autônoma junto aos eleitores do Novo Pará, marcar nossa diferença, e isso, passa por nossa história e isolamento do centro do poder, o que determina as desvantagens de sermos parte do Estado do Pará.
O gerenciamento do Oeste , hoje, é um problema para o Pará. As distâncias tornam qualquer ação do Estado na região uma operação problemática. Veja: TERRA SANTA - 900 Km de Belém; JURUTI - 850 Km; ORIXIMINÁ - 820 Km; ALENQUER - 700 Km, isso em linha reta, só que essa viagem envolve avião e barco ou estradas impraticáveis.
NOVO PROGRESSO - 1.200 Km; JACAREACANGA - 2.000Km, toda a região da BR163 e Transamazônica, para se chegar, precisa-se de avião escasso até Itaituba e estrada precária. Carajás também tem problema parecido, apesar do acesso rodoviário melhor e menores distâncias, mas compensa o Estado com uma contribuição significativa para os cofres públicos.
Precisamos de algumas iniciativas do Tapajós junto ao eleitor da região metropolitana. Tapajós e Carajás não são as mesmas coisas para o eleitor do novo Pará, isso a campanha do Tapajós precisa ver com clareza, caso contrário estará facilitando a campanha do NÃO.
Gosto do nome NOVO PARÁ, é um bom slogan para injetar ânimo em uma população que vem sendo anestesiada com um sentimento de perdas. Não desanime Governador uma das melhores coisas da vida é a sensação do recomeço, trás alento ao espírito e revigora as energias. O Pará sempre será grande e sua cultura tão rica é o seu maior patrimônio, isso ninguém pode tirar do nosso querido, fraterno e sempre amado Pará, que como diz Gilberto Gil, nos deu régua e compasso,
Boa sorte Governador Simão Jatene, e não tema pela emancipação do Tapajós, no dia seguinte todos seremos mais fortes.
Confiram a seguir.
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Sobre a declaração de Simão Jatene analisando o pós-plebiscito
O governador sabe o pepino que tem na mão. Quem consegue ver dois palmos à frente do nariz sabe o tamanho do problema pós-plebiscito. É óbvio que os eleitores de Tapajós e Carajás darão uma votação superior a 70% a favor do SIM.
Como o Pará irá administrar a insatisfação dessas regiões no caso de o NÃO sair vencedor devido à maior densidade eleitoral da região metropolitana, amplamente favorável ao NÃO?
Para nós do Tapajós que sonhamos com a vitória do SIM, qualquer que seja o resultado, ele nos será favorável. Servirá para fazer reverberar na região metropolitana, que mal sabe de nossa existência, a realidade de abandono que vivemos.
Pós-plebiscito, o governo do Estado do Pará sabe que não poderá mais deixar o Oeste do Estado entregue à própria sorte. Terá que ampliar os investimentos e a descentralização administrativa, promovendo maior autonomia para a região.
O governo federal também saberá fazer a leitura do SIM nas regiões do Tapajós e Carajás, e perceberá com maior clareza nossas reivindicações, ampliando sua presença com maiores investimentos (hidroelétricas à parte).
Quanto a nós do Oeste do Estado, que estamos na luta pela criação do Tapajós, se quisermos ver o SIM sair vitorioso, temos que iniciar uma "guerra" de conquista dos eleitores de Belém, Ananindeua, Castanhal, Bragança, Marajó e outras cidades do novo Pará.
Cada cidadão do Tapajós precisa se mobilizar e pedir os votos dos eleitores da região metropolitana. Talvez o melhor caminho seja caminhar da periferia em direção a metrópole. Os habitantes das cidades periféricas do novo Pará desconhecem nossa realidade. Precisam saber que a vida deles irá melhorar pós-plebiscito e que a divisão será boa para todos.
Podemos realizar uma campanha conjunta com Carajás, principalmente nas regiões do Tapajós e Carajás, mas não devemos estar atreladas a Carajás em todas as regiões do Estado.
Tudo bem que o dinheiro do Carajás facilita as coisas, mas estar juntos na região metropolitana só é vantajoso para Carajás. É em Carajás que está o 2º maior parque de exploração mineral do País, e que não pára de crescer; possui um imenso rebanho bovino, carne de corte para exportação; grande produção de soja - essas riquezas o novo o Pará não gostaria de perder.
Também em Carajás, existem problemas de exploração do homem que remete ao período colonial, mas isso as elites políticas de Belém nunca quiseram saber ou foram coniventes, e quase sempre, precisou de intervenção Federal. Pelos problemas sociais e interesses econômicos que existem na região do Carajás, chego a pensar que a região deveria ser Federalizada, ser um Território Federal.
Na região metropolitana o NÃO deve ser atacado por dois flancos distintos, uma hora, a campanha do NÃO terá que fazer a opção de qual território é prioritário defender, e na “metrópole” a resistência a emancipação do Tapajós é menor. Temos a nosso favor uma luta de décadas. E o nosso isolamento histórico e geográfico é um bom argumento para sensibilizar o eleitor do novo Pará. Resumindo: temos muito mais História para contar.
A luta do Tapajós é mais legítima e justificada, não é apenas um consórcio de poderosos grupos e interesses econômicos em busca de maior poder sobre um território.
Não estou sugerindo fazer uma campanha emotiva tipo tenham pena de nós. Estou falando de vantagens: preservar Carajás e se ver livre do problema que é administrar o Oeste do Estado é uma grande vantagem para o Pará. O Tapajós receberá investimentos, que indiretamente beneficiarão Belém, nosso principal centro de abastecimento.
Minha sugestão é termos uma campanha autônoma junto aos eleitores do Novo Pará, marcar nossa diferença, e isso, passa por nossa história e isolamento do centro do poder, o que determina as desvantagens de sermos parte do Estado do Pará.
O gerenciamento do Oeste , hoje, é um problema para o Pará. As distâncias tornam qualquer ação do Estado na região uma operação problemática. Veja: TERRA SANTA - 900 Km de Belém; JURUTI - 850 Km; ORIXIMINÁ - 820 Km; ALENQUER - 700 Km, isso em linha reta, só que essa viagem envolve avião e barco ou estradas impraticáveis.
NOVO PROGRESSO - 1.200 Km; JACAREACANGA - 2.000Km, toda a região da BR163 e Transamazônica, para se chegar, precisa-se de avião escasso até Itaituba e estrada precária. Carajás também tem problema parecido, apesar do acesso rodoviário melhor e menores distâncias, mas compensa o Estado com uma contribuição significativa para os cofres públicos.
Precisamos de algumas iniciativas do Tapajós junto ao eleitor da região metropolitana. Tapajós e Carajás não são as mesmas coisas para o eleitor do novo Pará, isso a campanha do Tapajós precisa ver com clareza, caso contrário estará facilitando a campanha do NÃO.
Gosto do nome NOVO PARÁ, é um bom slogan para injetar ânimo em uma população que vem sendo anestesiada com um sentimento de perdas. Não desanime Governador uma das melhores coisas da vida é a sensação do recomeço, trás alento ao espírito e revigora as energias. O Pará sempre será grande e sua cultura tão rica é o seu maior patrimônio, isso ninguém pode tirar do nosso querido, fraterno e sempre amado Pará, que como diz Gilberto Gil, nos deu régua e compasso,
Boa sorte Governador Simão Jatene, e não tema pela emancipação do Tapajós, no dia seguinte todos seremos mais fortes.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Um olhar pela lente
Rebelde observa quarto da casa de Hannibal, um dos filhos de Gaddafi, e que foi invadida e controlada pelos rebeldes em Trípoli, na Líbia.
A foto é de Zohra Bensemra/Reuters.
A foto é de Zohra Bensemra/Reuters.
Frente em defesa do Pará íntegro será homologada hoje
A homologação da Frente em Defesa da Integridade territorial do Pará será logo mais, às 18h, na Associação Comercial do Pará, na avenida Presidente Vargas com a Santo Antônio.
O deputado estadual Carlos Bordalo, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, estará lá.
E este pelo blog um convite para que todos estejam presentes.
"Venha pegar seu adesivo e dizer NÃO à divisão do Nosso Pará", diz Bordalo, que continua com seu blog ativo.
O deputado estadual Carlos Bordalo, líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, estará lá.
E este pelo blog um convite para que todos estejam presentes.
"Venha pegar seu adesivo e dizer NÃO à divisão do Nosso Pará", diz Bordalo, que continua com seu blog ativo.
Não é verdade, dr. Sérgio Couto
O título deste texto veio não apenas da exclamação assertiva proferida com entonação inequívoca (“é verdade, é verdade!”) pelo senhor, dr. Sérgio Couto, em resposta à adjetivação do presidente da OAB/PA, Jarbas Vasconcelos, de que o Conselho Seccional é composto por gente “nova e imatura”. Também vem da explícita adesão do dr. Sérgio Couto à falácia proferida pelo dr. Jarbas de que ele estava no front e o “Conselho estava embaixo da mangueira”.
Em grande parte do tempo, preclaro ex-presidente e conselheiro vitalício, o dr. Jarbas esteve no front de batalhas que ele, pessoalmente, por voluntariosidade pueril ou por interesses inconfessáveis, quis ter. Esteve no front, aliás, quando não sozinho – conforme se rotula heroicamente -, esteve acompanhado por uma massa mambembe que arrebanhava à guisa de um “incrível exército de Brancaleone”. Fomos nós, os definidos como imaturos com a sua aquiescência, que estamos mantendo incólume o patrimônio físico da OAB, e recuperaremos o moral.
Ele, dr. Sérgio Couto, era liderança apenas de meia dúzia de deslumbrados da mesma igualha, a maioria, aliás, composta de funcionários ou de advogados fora do quadro do Conselho, ex-comissionados do falido e acabado governo da pareceira dele Ana Júlia Carepa, de triste memória. Alguns advogados militantes sérios, pessoas de bem, que, por se imporem uma lealdade a que não estão obrigados, vivem hoje o desconforto de não saberem livrar-se do parasita moral que os vampiriza. Vários conselheiros probos perceberam que eram usados para coonestar as encenações chavistas, e se afastaram há muito tempo.
Acertos pontuais raros foram sobrepujados com vantagem olímpica por trapalhadas; várias manobras converteram-se em vergonha pública coletiva. Impressiona sobremaneira o cinismo, a compulsão febril em mentir. Como o senhor é um homem culto, dr. Sérgio, deve lembrar o que disse Machado de Assis em Dom Casmurro, que se aplica à perfeição ao dr. Jarbas: nele, “a mentira é tão involuntária como a respiração”.
Mas, mesmo com essa cultura incontestável, sua sagacidade e presença de espírito que lhes são peculiares, o senhor não verberou o dr. Jarbas quando ele afirma que estava no Rio de Janeiro e ninguém o avisou que havia graves irregularidades na venda do imóvel da OAB em Altamira. Sobre esses eventos, ao sabê-la em andamento, eu telefonei à dra. Ana Kelly Amorim, que incontinenti avisou-o para que sustasse a transferência em Cartório. Reagiu, então, fazendo acusações à minha pessoa e discutindo com a conselheira em questão. Ela insistiu para que sobrestasse até seu retorno de viagem. Em vão. E não sabia ela que ele já havia passado por cima da ordem expressa de parar a transferência dada pelo dr. Evaldo Pinto, que era o presidente em exercício, mas que, nessas alturas, já fora vítima de falsificação da assinatura, com o pleno conhecimento do dr. Jarbas.
Disse Winston Churchill que, em tempos de guerra, é necessário um exército de mentiras para proteger a verdade. No caso do dr. Jarbas, o seu exército de mentiras é autotélico, mas só acedem a ele os fronteiriços ou os mal intencionados.
Tudo isso era do seu conhecimento, dr. Sérgio Couto, dito por mim, pelo dr. Mauro Santos e pelo dr. Jorge Medeiros na presença de outros colegas do Conselho, advogados e da dra. Avelina Hesketh, em mais de uma ocasião. Mas o senhor não redarguiu o dr. Jarbas em nenhum momento, apresentando a versão do seu conhecimento, criando, assim, uma insinceridade mútua que retira a possibilidade de qualquer proveito moral desse encontro.
Dessarte, surpreende, dr. Sérgio Couto, que o senhor tenha deitado as orelhas a escutar tanta conversa de alguém que o senhor já conceituou moral e intelectualmente de modo definitivo. Como poderia surtir efeito para a Advocacia e para a OAB o resultado de uma entabulação entre o senhor e o indigitado? O senhor precisa dar mais explicações sobre o que seria aproveitável. Não precisa dar explicações a mim e aos meus demais companheiros de Conselho, posto que não nos incluímos entre os seus liderados, mas deve dar a estes.
Digo isso por respeitar a sua biografia.
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ISMAEL MORAES é advogador e conselheiro da OAB-PA
Conselho foi "firme e corajoso", diz conselheira da OAB
A advogada Ana Kelly Amorim, conselheira seccional suplente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, rebate conceitos que o presidente da entidade, Jarbas Vasconcelos, faz do Conselho Seccional, ao qual classificou de "novo e imaturo", conforme trecho de conversa que manteve com o ex-presidente Sérgio Couto.
O Espaço Aberto divulgou ontem partes da conversa que ambos tiveram no dia 18 de agosto passado e que foi gravada por Sérgio Couto, com a concordância do presidente Jarbas Vasconcelos.
"Tais adjetivos vêm para desqualificar o conselho e os conselheiros, quando na verdade a posição tomada por estes, ou parte destes, demonstra exatamente o contrário, o quanto o Conselho foi firme e corajoso em se posicionar de forma contundente em defesa dos interesses da classe e da instituição, mesmo representando a contraposição a parte da Diretoria", diz Ana Kelly, em nota enviada ao Espaço Aberto.
Ela também contesta com veemência outra avaliação do presidente da Ordem, a de que seu (dele) "exército" o abandonou no meio dos embates travados pela entidade nos últimos meses.
Por fim, Ana Kelly, ao contrário do que diz Jarbas, garante que alguns conselheiros, ela inclusive, tentaram demovê-lo, em vão, de seguir em frente com os procedimentos da venda do imóvel de Altamira.
A seguir, a íntegra dos esclarecimentos da conselheira suplente da OAB-PA.
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Ouvindo a gravação da conversa havida entre o Dr. Jarbas Vasconcelos e Dr. Sérgio Couto, postado em seu blog, mais uma vez me surpreendi negativamente com a capacidade das pessoas de darem o contorno mais conveniente para si aos fatos e, por esta razão, não pude me conter e tenho que apresentar minhas razões de contraponto ao que foi dito:
1- Primeiramente não reconheço o Dr. Sérgio Couto como representante do grupo de Conselheiros que se insurgiram contra os fatos que envolvem a venda do terreno em Altamira, grupo este no qual me incluo, e com todo o respeito que merecem todos os meus colegas advogados, inclusive o Dr. Sérgio, gostaria de esclarecer esse senão para que não se configure tal representatividade como fato, o que não o é!
2- Quanto à classificação dada pelo Presidente, Dr. Jarbas Vasconcelos, ao Conselho Seccional como "novo e imaturo" discordo veementemente, pois o que parece é que tais adjetivos vêm para desqualificar o Conselho e os Conselheiros, quando na verdade a posição tomada por estes, ou parte destes, demonstra exatamente o contrário, o quanto o Conselho foi firme e corajoso em se posicionar de forma contundente em defesa dos interesses da classe e da instituição, mesmo representando a contraposição a parte da Diretoria;
3- Me soa como deboche a alegoria usada pelo Presidente de que "ele lutava no front enquanto seu exército estava atrás sentado embaixo da mangueira", isso não pode ser sério, não é ético e acima de tudo não é justo, pois o Conselho sempre esteve ao lado do Presidente, vide operação TQQ; Campanha Eleitoral - Ficha Limpa; Caso Alepa, etc;
4- Por último, o argumento do Dr. Jarbas de que se 2 ou 3 Conselheiros tivessem ido ao Rio de Janeiro, mesmo o incomodando na doença do irmão, para tentar persuadi-lo a não concretizar a venda do terreno isso o teria feito frear os procedimentos é algo surreal, isso para dizer o mínimo, pois eu mesma pessoalmente liguei para o Dr. Jarbas no final da manhã do dia 30.06.2001 (um dia após a sessão do Conselho onde foi lido o relatório que sugeria a aprovação da venda ao Conselheiro Robério D'Oliveira), e falei com ele, que já estava no Rio de Janeiro, rogando-lhe para que sustasse ou que pelo menos sobrestasse o procedimento da venda até o seu retorno a Belém, posto que assim poderia maturar melhor com os demais membros da Diretoria sobre a conveniência, sob o ponto de vista moral, da venda do terreno ao Conselheiro Robério, contudo Sua Excelência não me deu ouvidos e sequer considerou a possibilidade proposta por mim. Sendo assim, agora vir afirmar que a presença de 2 ou 3 Conselheiros no Rio de Janeiro o faria mudar a posição tão firmemente adotada soa jocoso e até desrespeitoso!!!
São essas as considerações que a conjuntura me impõe fazer.
Ana Kelly Amorim
Advogada e Conselheira Seccional Suplente
O Espaço Aberto divulgou ontem partes da conversa que ambos tiveram no dia 18 de agosto passado e que foi gravada por Sérgio Couto, com a concordância do presidente Jarbas Vasconcelos.
"Tais adjetivos vêm para desqualificar o conselho e os conselheiros, quando na verdade a posição tomada por estes, ou parte destes, demonstra exatamente o contrário, o quanto o Conselho foi firme e corajoso em se posicionar de forma contundente em defesa dos interesses da classe e da instituição, mesmo representando a contraposição a parte da Diretoria", diz Ana Kelly, em nota enviada ao Espaço Aberto.
Ela também contesta com veemência outra avaliação do presidente da Ordem, a de que seu (dele) "exército" o abandonou no meio dos embates travados pela entidade nos últimos meses.
Por fim, Ana Kelly, ao contrário do que diz Jarbas, garante que alguns conselheiros, ela inclusive, tentaram demovê-lo, em vão, de seguir em frente com os procedimentos da venda do imóvel de Altamira.
A seguir, a íntegra dos esclarecimentos da conselheira suplente da OAB-PA.
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Ouvindo a gravação da conversa havida entre o Dr. Jarbas Vasconcelos e Dr. Sérgio Couto, postado em seu blog, mais uma vez me surpreendi negativamente com a capacidade das pessoas de darem o contorno mais conveniente para si aos fatos e, por esta razão, não pude me conter e tenho que apresentar minhas razões de contraponto ao que foi dito:
1- Primeiramente não reconheço o Dr. Sérgio Couto como representante do grupo de Conselheiros que se insurgiram contra os fatos que envolvem a venda do terreno em Altamira, grupo este no qual me incluo, e com todo o respeito que merecem todos os meus colegas advogados, inclusive o Dr. Sérgio, gostaria de esclarecer esse senão para que não se configure tal representatividade como fato, o que não o é!
2- Quanto à classificação dada pelo Presidente, Dr. Jarbas Vasconcelos, ao Conselho Seccional como "novo e imaturo" discordo veementemente, pois o que parece é que tais adjetivos vêm para desqualificar o Conselho e os Conselheiros, quando na verdade a posição tomada por estes, ou parte destes, demonstra exatamente o contrário, o quanto o Conselho foi firme e corajoso em se posicionar de forma contundente em defesa dos interesses da classe e da instituição, mesmo representando a contraposição a parte da Diretoria;
3- Me soa como deboche a alegoria usada pelo Presidente de que "ele lutava no front enquanto seu exército estava atrás sentado embaixo da mangueira", isso não pode ser sério, não é ético e acima de tudo não é justo, pois o Conselho sempre esteve ao lado do Presidente, vide operação TQQ; Campanha Eleitoral - Ficha Limpa; Caso Alepa, etc;
4- Por último, o argumento do Dr. Jarbas de que se 2 ou 3 Conselheiros tivessem ido ao Rio de Janeiro, mesmo o incomodando na doença do irmão, para tentar persuadi-lo a não concretizar a venda do terreno isso o teria feito frear os procedimentos é algo surreal, isso para dizer o mínimo, pois eu mesma pessoalmente liguei para o Dr. Jarbas no final da manhã do dia 30.06.2001 (um dia após a sessão do Conselho onde foi lido o relatório que sugeria a aprovação da venda ao Conselheiro Robério D'Oliveira), e falei com ele, que já estava no Rio de Janeiro, rogando-lhe para que sustasse ou que pelo menos sobrestasse o procedimento da venda até o seu retorno a Belém, posto que assim poderia maturar melhor com os demais membros da Diretoria sobre a conveniência, sob o ponto de vista moral, da venda do terreno ao Conselheiro Robério, contudo Sua Excelência não me deu ouvidos e sequer considerou a possibilidade proposta por mim. Sendo assim, agora vir afirmar que a presença de 2 ou 3 Conselheiros no Rio de Janeiro o faria mudar a posição tão firmemente adotada soa jocoso e até desrespeitoso!!!
São essas as considerações que a conjuntura me impõe fazer.
Ana Kelly Amorim
Advogada e Conselheira Seccional Suplente
Ofício ficou com a assinatura apenas do presidente da OAB
Agora está confirmado.
Não há mais dúvida.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, Jarbas Vasconcelos, assinou sozinho ofício remetido ao Conselho Federal da entidade, informando que, depois da sessão do dia 16 de agosto passado - aquela em que, por unanimidade, o negócio da venda do imóvel de Altamira para o advogado Robério D'Oliveira foi desfeito -, tudo voltara, como diríamos, às mil maravilhas aos arraiais da Seccional paraense.
Em postagem feita no dia 24 de agosto passado, o blog revelou a íntegra do ofício, que mencionava, além de Jarbas os outros quatro diretores da Ordem.
A mesma postagem, no entanto, encerrava assim:
O Espaço Aberto não conseguiu apurar se ofício com esse mesmo teor foi mandado para Brasília, com a assinatura apenas do próprio Jarbas e de mais um diretor.
Mas parece que não.
Parece.
E realmente não.
Realmente, o ofício, com aquela redação, não foi manda a Brasília.
O expediente, cuja intenção subliminar era indicar à direção nacional da OAB que a reunião do dia 16 representava uma espécie de acordão, foi remetido a Brasília apenas com a assinatura do próprio Jarbas.
Confira abaixo a redação original, que o blog revelou na postagem do dia 24:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS, DR. OPHIR CAVALCANTE JÚNIOR.
JARBAS VASCONCELOS DO CARMO - Presidente da OAB-PA; EVALDO PINTO - Vice-Presidente da OAB-PA, ALBERTO CAMPOS - Secretário Geral da OAB-PA, JORGE MEDEIROS - Secretário Adjunto da OAB/PA, ALBANO MARTINS - Tesoureiro da OAB/PA, vêm informar a V.Exa., que no dia 16.08.2011, por decisão unânime do Egrégio Conselho Seccional, conforme consta da Certidão em anexo, foi reconhecida a nulidade do negócio jurídico da venda do terreno de Altamira, com devolução do dinheiro depositado ao Promitente-Comprador.
Entendem que a r. decisão encerra toda e qualquer apuração sobre o fato, com todos os dirigentes regressando, unidos, ao pleno exercício de seus cargos.
Requerem, por fim, que este expediente seja juntado aos autos do processo de sindicância.
N.T.
Pedem e Esperam deferimento.
Agora, confira a redação que prevaleceu e foi mandada a Brasília com a assinatura apenas e tão somente do próprio presidente da OAB:
Jarbas Vasconcelos do Carmo - Presidente da OAB-PA, venho informar a V.Exa., que no dia 16.08.2011, por decisão unânime do Egrégio Conselho Seccional, conforme consta da Certidão em anexo, foi reconhecida a nulidade do negócio jurídica da venda do terreno de Altamira, com devolução do dinheiro depositado ao Promitente-Comprador.
Entendo que a r. decisão encerra toda e qualquer apuração sobre o fato, com todos os dirigentes regressando, unidos, ao pleno exercicio de seus cargos.
Como se vê, suprimiu-se do ofício remetido a Brasília a partezinha final - Requerem, por fim, que este expediente seja juntado aos autos do processo de sindicância - que constava da redação anterior.
Não há mais dúvida.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, Jarbas Vasconcelos, assinou sozinho ofício remetido ao Conselho Federal da entidade, informando que, depois da sessão do dia 16 de agosto passado - aquela em que, por unanimidade, o negócio da venda do imóvel de Altamira para o advogado Robério D'Oliveira foi desfeito -, tudo voltara, como diríamos, às mil maravilhas aos arraiais da Seccional paraense.
Em postagem feita no dia 24 de agosto passado, o blog revelou a íntegra do ofício, que mencionava, além de Jarbas os outros quatro diretores da Ordem.
A mesma postagem, no entanto, encerrava assim:
O Espaço Aberto não conseguiu apurar se ofício com esse mesmo teor foi mandado para Brasília, com a assinatura apenas do próprio Jarbas e de mais um diretor.
Mas parece que não.
Parece.
E realmente não.
Realmente, o ofício, com aquela redação, não foi manda a Brasília.
O expediente, cuja intenção subliminar era indicar à direção nacional da OAB que a reunião do dia 16 representava uma espécie de acordão, foi remetido a Brasília apenas com a assinatura do próprio Jarbas.
Confira abaixo a redação original, que o blog revelou na postagem do dia 24:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS, DR. OPHIR CAVALCANTE JÚNIOR.
JARBAS VASCONCELOS DO CARMO - Presidente da OAB-PA; EVALDO PINTO - Vice-Presidente da OAB-PA, ALBERTO CAMPOS - Secretário Geral da OAB-PA, JORGE MEDEIROS - Secretário Adjunto da OAB/PA, ALBANO MARTINS - Tesoureiro da OAB/PA, vêm informar a V.Exa., que no dia 16.08.2011, por decisão unânime do Egrégio Conselho Seccional, conforme consta da Certidão em anexo, foi reconhecida a nulidade do negócio jurídico da venda do terreno de Altamira, com devolução do dinheiro depositado ao Promitente-Comprador.
Entendem que a r. decisão encerra toda e qualquer apuração sobre o fato, com todos os dirigentes regressando, unidos, ao pleno exercício de seus cargos.
Requerem, por fim, que este expediente seja juntado aos autos do processo de sindicância.
N.T.
Pedem e Esperam deferimento.
Agora, confira a redação que prevaleceu e foi mandada a Brasília com a assinatura apenas e tão somente do próprio presidente da OAB:
Jarbas Vasconcelos do Carmo - Presidente da OAB-PA, venho informar a V.Exa., que no dia 16.08.2011, por decisão unânime do Egrégio Conselho Seccional, conforme consta da Certidão em anexo, foi reconhecida a nulidade do negócio jurídica da venda do terreno de Altamira, com devolução do dinheiro depositado ao Promitente-Comprador.
Entendo que a r. decisão encerra toda e qualquer apuração sobre o fato, com todos os dirigentes regressando, unidos, ao pleno exercicio de seus cargos.
Como se vê, suprimiu-se do ofício remetido a Brasília a partezinha final - Requerem, por fim, que este expediente seja juntado aos autos do processo de sindicância - que constava da redação anterior.
Elevação de despesas é argumento equivocado
Do leitor Evaldo Viana, sobre a postagem Recursos escassos desaconselham criação de novos Estados:
É equivocada a argumentação de que a criação de um novo Estado ou até mesmo dos dois (Tapajós e Carajás) resultará na elevação de certas despesas financiadas por percentuais fixos de receitas correntes resultantes de impostos.
Vejamos um exemplo: em 2010 a Assembleia Legislativa do Pará, com 41 deputados, custou ao povo paraense em torno de R$ 275,00 milhões, isso porque o repasse de recursos a essa casa de leis corresponde, pela LDO de 2010, a3,21% das receitas resultantes de impostos (FPE, ICMS, IPVA, ITCD).
Considerando que o montante das receitas próprias do Pará será particionado na proporção do PIB de cada novo Estado, o Pará ficaria com algo em torno de R$ 3,2 bilhões, o Carajás com R$ 1,2 bilhão e o Tapajós com R$ 590 milhões.
Aplicando o fictício critério de peso populacional ao particionamento da atual cota do FPE do Pará(Isso não ocorrerá porque esse fundo obedece a mandamentos constitucionais que contemplam outros critérios) o Novo Pará ficaria, a título de FPE, com R$ 2,34 bilhões, o Carajás com R$ 720 milhões e o Tapajós com R$ 540,0 milhões.
Somando as receitas próprias com o FPE a base de cálculo de repasse à Alepa seria R$ 5,53 bilhões; a do Carajás R$ 1,92 bilhão e a do Tapajós totalizaria R$ 1,12 bilhão.
Considerando que a esses órgãos sejam repassados 3,21% dessas receitas, teríamos que a Aleta ficaria com R$ 177,51 milhões; a Aleca com R$ 61,63 milhões e a Alepa com R$ 35,95 milhões.
Somando o custo das 3 assembléias chega-se facilmente à conclusão de que elas custariam tanto quanto a Aleprazona mantida una e intocável.
Esse raciocínio se aplica ao Poder Legislativo, Judiciário e aos demais órgãos constitucionais.
Quanto ao argumento de que haverá aumento de despesas com a manutenção de senadores e deputados federais dos dois novos estados só pode ser fruto de indolência mental ou exacerbada má fé. O Congresso nacional também recebe um percentual fixo das receitas da União e pode aumentar para 1.000 deputados e 500 senadores os ditos representantes do povo terão de repartir o mesmo bolo que, diga-se de passagem é monstruoso e daria para um catital muitas vezes maior do que o atual.
É equivocada a argumentação de que a criação de um novo Estado ou até mesmo dos dois (Tapajós e Carajás) resultará na elevação de certas despesas financiadas por percentuais fixos de receitas correntes resultantes de impostos.
Vejamos um exemplo: em 2010 a Assembleia Legislativa do Pará, com 41 deputados, custou ao povo paraense em torno de R$ 275,00 milhões, isso porque o repasse de recursos a essa casa de leis corresponde, pela LDO de 2010, a3,21% das receitas resultantes de impostos (FPE, ICMS, IPVA, ITCD).
Considerando que o montante das receitas próprias do Pará será particionado na proporção do PIB de cada novo Estado, o Pará ficaria com algo em torno de R$ 3,2 bilhões, o Carajás com R$ 1,2 bilhão e o Tapajós com R$ 590 milhões.
Aplicando o fictício critério de peso populacional ao particionamento da atual cota do FPE do Pará(Isso não ocorrerá porque esse fundo obedece a mandamentos constitucionais que contemplam outros critérios) o Novo Pará ficaria, a título de FPE, com R$ 2,34 bilhões, o Carajás com R$ 720 milhões e o Tapajós com R$ 540,0 milhões.
Somando as receitas próprias com o FPE a base de cálculo de repasse à Alepa seria R$ 5,53 bilhões; a do Carajás R$ 1,92 bilhão e a do Tapajós totalizaria R$ 1,12 bilhão.
Considerando que a esses órgãos sejam repassados 3,21% dessas receitas, teríamos que a Aleta ficaria com R$ 177,51 milhões; a Aleca com R$ 61,63 milhões e a Alepa com R$ 35,95 milhões.
Somando o custo das 3 assembléias chega-se facilmente à conclusão de que elas custariam tanto quanto a Aleprazona mantida una e intocável.
Esse raciocínio se aplica ao Poder Legislativo, Judiciário e aos demais órgãos constitucionais.
Quanto ao argumento de que haverá aumento de despesas com a manutenção de senadores e deputados federais dos dois novos estados só pode ser fruto de indolência mental ou exacerbada má fé. O Congresso nacional também recebe um percentual fixo das receitas da União e pode aumentar para 1.000 deputados e 500 senadores os ditos representantes do povo terão de repartir o mesmo bolo que, diga-se de passagem é monstruoso e daria para um catital muitas vezes maior do que o atual.
Marinor cobra intervenção do Ministério da Saúde em Belém
A senadora Marinor Brito (PSOL/ PA) reuniu-se no final da tarde de terça-feira, com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para cobrar uma intervenção do Ministério da Saúde Em Belém. Marinor já se pronunciou diversas vezes, no Senado Federal, sobre o caos em que se encontra o sistema público de saúde na capital paraense. Ela entregou relatório do Ministério Público que contém mais de dez irregularidades envolvendo desvio de dinheiro da saúde na gestão do atual prefeito.
Segundo a senadora, a situação da saúde em Belém e no estado como um todo é de calamidade pública. “A porta das ambulâncias está caindo nos pés dos funcionários, os médicos não querem mais trabalhar nas unidades de saúde porque estão sendo ameaçados de morte, falta atendimento de pré-natal e de diagnóstico de câncer de útero. Além disso, ainda temos a preocupação com as epidemias de dengue e malária e com a dificuldade no transporte da população até os hospitais, pois a passagem é muito cara e o atendimento não é descentralizado”, afirmou.
Ela relatou que foi abordada por uma mãe, em Santarém, que aguardava a mais de um ano por uma cirurgia para seu filho, que sofreu violência sexual e carecia de uma cirurgia de reconstrução de ânus. “A minha sensação é de impotência, diante de total descaso com a vida humana”, afirmou.
Segundo Padilha, o Ministério da Saúde tem realizado auditorias e cortado recursos para evitar os desvios de dinheiro público, além de enviar equipes para o estado e a capital para tentar avanços nas políticas públicas. Porém, para a senadora, somente as auditorias não irão resolver o caos em que se encontra a saúde no Pará e disse que espera uma ação mais intensa do ministério no sentido de não tolerar mais esse tipo de atitude, e que a população precisa de uma resposta do Governo Federal. Ao final, o ministro se comprometeu em apurar as denúncias apresentadas.
- Instituto Evandro Chagas
Marinor também relatou para o ministro a situação do Instituto Evandro Chagas, que tem um papel importantíssimo na área da pesquisa em saúde. “A cada dez servidores apenas dois são efetivos. Os funcionários passaram em concurso público, mas até agora não foram convocados. Eles estão a seis meses trabalhando sem contrato e sem receber salários, aguardando o preenchimento das vagas, para se ter uma idéia do comprometimento desses profissionais. Se não fosse por eles, o instituto já teria fechado”, disse.
Segundo Padilha, o Ministério da Saúde está fechando o cronograma de convocação dos concursados, e afirmou que o prazo é de que até a próxima semana a questão seja solucionada.
Segundo a senadora, a situação da saúde em Belém e no estado como um todo é de calamidade pública. “A porta das ambulâncias está caindo nos pés dos funcionários, os médicos não querem mais trabalhar nas unidades de saúde porque estão sendo ameaçados de morte, falta atendimento de pré-natal e de diagnóstico de câncer de útero. Além disso, ainda temos a preocupação com as epidemias de dengue e malária e com a dificuldade no transporte da população até os hospitais, pois a passagem é muito cara e o atendimento não é descentralizado”, afirmou.
Ela relatou que foi abordada por uma mãe, em Santarém, que aguardava a mais de um ano por uma cirurgia para seu filho, que sofreu violência sexual e carecia de uma cirurgia de reconstrução de ânus. “A minha sensação é de impotência, diante de total descaso com a vida humana”, afirmou.
Segundo Padilha, o Ministério da Saúde tem realizado auditorias e cortado recursos para evitar os desvios de dinheiro público, além de enviar equipes para o estado e a capital para tentar avanços nas políticas públicas. Porém, para a senadora, somente as auditorias não irão resolver o caos em que se encontra a saúde no Pará e disse que espera uma ação mais intensa do ministério no sentido de não tolerar mais esse tipo de atitude, e que a população precisa de uma resposta do Governo Federal. Ao final, o ministro se comprometeu em apurar as denúncias apresentadas.
- Instituto Evandro Chagas
Marinor também relatou para o ministro a situação do Instituto Evandro Chagas, que tem um papel importantíssimo na área da pesquisa em saúde. “A cada dez servidores apenas dois são efetivos. Os funcionários passaram em concurso público, mas até agora não foram convocados. Eles estão a seis meses trabalhando sem contrato e sem receber salários, aguardando o preenchimento das vagas, para se ter uma idéia do comprometimento desses profissionais. Se não fosse por eles, o instituto já teria fechado”, disse.
Segundo Padilha, o Ministério da Saúde está fechando o cronograma de convocação dos concursados, e afirmou que o prazo é de que até a próxima semana a questão seja solucionada.
Cultura de morte na saúde
Há uma cultura de morte na saúde pública brasileira. Uma cultura de morte estatal, que permeia a mente de burocratas corruptos e contamina servidores na área-fim. Excetuando bons profissionais, o que vemos diariamente é uma completa inversão do que deveria ser um tratamento digno. Falta quase tudo: remédios, leitos, recursos humanos e materiais. Falta humanidade. Sobram políticos atravessadores, capazes de superfaturar ambulâncias e desviar orçamentos. Homicidas de terno e gravata. E também homicidas que, pela negligência, tingem de sangue seus aventais aparentemente limpos.
Semana passada, acompanhei o drama de um paciente necessitado de cirurgia urgente. Seu estado era gravíssimo, porém, não havia leito disponível na rede pública. A providência demorou uma semana. Graças a Deus, sem óbito.
Dias antes, fui pessoalmente com uma amiga a um posto de saúde. Ela precisava de vacina contra gripe. Tinha prescrição médica. Todavia, o que recebemos foi uma resposta negativa. Seca. Séria. Sem o mínimo ar de humanidade. Assim ocorre em tantas casas de saúde. Gente grossa. Antipática. Insensível. De mal com a vida e com todos que a procuram. Por que não mudam de ramo? Por que não pedem demissão? Por que insistem nessa postura carrasca contra a população honesta, que paga seus impostos e custeia os salários da saúde?
Ontem, chegou a mim o e-mail de uma médica. Indignada, ela postou uma mensagem no Facebook, onde descreve o dia a dia das casas de saúde. Relata fatos que todos nós sabemos. Fatos que têm origem política. Malversação de recursos. Protecionismo. Situação calamitosa no atendimento cuja gênese não está ali no hospital, mas no gabinete equipado dos executivos que laboram em causa própria, do parlamentar corrupto, que lucra com a desgraça do povo. De mandatários ausentes e igualmente frios, que, se fossem funcionários comuns, há muito teriam sido expulsos do serviço público por desídia ou abandono do trabalho. São estes os ícones da cultura da morte na saúde. Mas há outros tantos na base do sistema.
Lembro da época quando trabalhei na extinta Sucam. O regime de atendimento à população era paramilitar. Fizesse sol ou chuva, o guarda de endemias tinha o dever de visitar cada doente de malária. O remédio era entregue ao paciente, que deveria ingerir a medicação na presença do funcionário. Durante o período de chuvas em Macapá, o remédio não podia faltar. E lá ia o guarda, coberto de plástico sobre uma bicicleta. Sacola de trabalho a tiracolo. A Sucam tinha croquis dos lugarejos mais remotos. Ganhava com folga o IBGE em dizer onde estavam os brasileiros na Amazônia. Nem os índios mais retirados escapavam da visita. O trabalho era feito com amor e humanidade.
Pergunte-me quanto ganhava um guarda de malária? Resposta: um salário mínimo, sem direito a valetransporte ou auxílio-refeição. Nada de plano de saúde e outros benefícios. Só algumas parcas diárias a serem recebidas trinta dias depois. Eram andarilhos. Comiam o que arranjavam. Dormiam onde conseguiam pernoite, pois o trabalho era itinerante, sem hotel, sem conforto, sem nada. Mesmo assim, aqueles trabalhadores da saúde pública orgulhavam-se de suas fardas. Conviviam com insetos. DDT. Malária e outras doenças dos trópicos. Porém, realizavam suas tarefas com prazer e consciência de cidadania.
Parece-me que falta isto nesta sociedade. Só uma correta noção de humanidade pode salvar a saúde pública brasileira. Políticos humanos. Administradores sensíveis. Funcionários que reconheçam o valioso papel que desempenham. Nada justifica essa cultura de morte.
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RUI RAIOL é escritor
www.ruiraiol.com.br
O que ele disse
"'Do jeito que essa erva daninha tem grassado no Brasil, do jeito que a corrupção tem se institucionalizado nas mais diversas formas, é melhor criar um dia nacional para homenageá-la. Parece-nos que, lamentavelmente, a vergonha não existe mais: a vergonha de receber propina, a vergonha de pegar caronas em jatos particulares, a vergonha de fazer convênios fantasmas, a vergonha de se desviar o dinheiro público."
Cyro Miranda, senador (PSDB-GO) - na foto, da Agência Senado -, propondo como "Dia Nacional da Corrupção" a data de 30 de agosto, quando a Câmara resvalou para a imoralidade, absolvendo a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), que apareceu num vídeo botando a mão na bufunfa das propinas.
Cyro Miranda, senador (PSDB-GO) - na foto, da Agência Senado -, propondo como "Dia Nacional da Corrupção" a data de 30 de agosto, quando a Câmara resvalou para a imoralidade, absolvendo a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), que apareceu num vídeo botando a mão na bufunfa das propinas.
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