quarta-feira, 2 de março de 2011

Um olhar pela lente

A avenida Visconde de Souza Franco, a Doca.
Pelo olhar de Fernando Sette.

Cid Moreira relembra "saia justa" no Jornal Nacional

Por Izabela Vasconcelos, do Comuniquese-

O locutor Cid Moreira contou uma das saias justas que passou nos 27 anos em que apresentou o "Jornal Nacional", da TV Globo. A maior delas foi a leitura do direito de resposta de Leonel Brizola, então governador do Rio de Janeiro, em 1994.
"Tive que responder, falando mal da própria empresa, uma saia justa danada", contou Cid durante o Papo na Redação do Comunique-se, na tarde desta segunda-feira (28/2). Após 17 anos, o vídeo do direito de resposta ainda é sucesso no YouTube.
Enquanto apresentava o "Jornal Nacional", Cid também protagonizou uma cena que rendeu oito páginas na revista Playboy, ao matar uma mosca durante a apresentação do telejornal. A história da mosca foi o gancho, que rendeu as oito páginas sobre o locutor.

Começo de carreira “quase que por acaso”
Cid Moreira começou a carreira quase que por brincadeira, quando imitou locutores de rádio em uma festa de aniversário. O pai de um dos amigos era dono de uma rádio e percebeu o talento do rapaz de apenas 16 anos. O que Cid pensava ser uma entrevista para trabalhar na área contábil da rádio se tornou um teste de voz. "Eu comecei a transpirar, nervoso para ler o texto. Aí me contrataram e aos trancos e barrancos estou aqui".

Diploma de Jornalismo
O locutor não é formado em Jornalismo e enfatizou que a reportagem não é sua “praia”. Questionado sobre a queda da obrigatoriedade da exigência do diploma, Cid define a decisão como ridícula após a profissionalização do Jornalismo. "Eu acho ridículo isso. Uma vez criadas as faculdades, vai lá e volta tudo como era antes", afirmou.
Cid também falou de suas inspirações no Jornalismo e citou nomes como os dos locutores Carlos Frias e Luiz Jatobá. O apresentador contou que para manter a forma física, aos 83 anos, se exercita diariamente e mantém uma alimentação saudável, além de cuidar de seu lado espiritual.

A hora de pagar a fatura

De um Anônimo, sobre a postagem Asconpa repudia tratamento de secretários:

Mas não eram eles que não queriam mais a Ana Júlia e acharam que o Jatene era o menor entre os males? Agora assinem o pacto pelo Pará, a conta é toda de vocês.

Charge - Simanca


Benedito Nunes

Da jornalista ANA DINIZ, em seu blog Na Rede:
Fui sua aluna, e ele me ensinou a pensar.
Sua tolerância com a tolice me intrigava. Depois compreendi: saber-se humano é também saber-se um quase nada. Se a dimensão do tempo nos esmaga, a consciência do conhecimento nos coloca no tamanho exato do que somos e demonstra que o degrau que separa os inteligentes dos tolos, os eruditos dos iletrados é um fio de cabelo.Sua paixão pelo cinema também me intrigava. Eu jamais consegui me deixar envolver por um filme – simplesmente por saber que, em torno de qualquer cena, há sempre um grupo grande de pessoas. Entendi, mais adiante, que sua paixão pelo cinema era um pouco a ausência do teatro na sua vida, e muito, a expectativa do criado ou do recriado, do novo. Passei a ler os filmes à moda Bené – mas fiquei muito longe na leitura. Faltaram-me boa vontade e paciência.
De sua vida, um episódio me serviu de referência para muita coisa. Foi quando o nome da rua em que ele morava foi mudado. Benedito lutou ferozmente até conseguir manter seu endereço. Com CEP ou não, sua casa continuou na travessa da Estrela, que existe só naquele trechinho de dez metros, com um único morador. Ele me explicou que não mudaria de endereço, depois de décadas de correspondência e referências. Conquistara aquele endereço; não seria um Correio que iria tomar dele. Foi a mais importante aula de exercício de cidadania que tive.
Benedito conseguia que as pessoas se esquecessem facilmente de sua estatura intelectual e, frequentemente, surpreendia mesmo seus pares: de repente, palavras inesquecíveis lhe escapavam da boca, com a naturalidade de quem fala abobrinha. Um lampejo de quem escora a sua sabedoria na sabedoria humana, e não faz mistério disso. Era simples, e, ao mesmo tempo, extraordinário – tal como as linhas puras da boa arquitetura, aquela que resiste ao tempo e a todos os modismos, e consegue que mesmo alguém completamente brega fique boquiaberto de admiração.
Esse brilho ocasional, esses instantes de pensamento límpido, esses relâmpagos de inteligência não serão repetidos mais, para sempre. Como ele ensinou, na primeira aula que tive com ele: a morte é uma situação limite. É inexplicável, e para além dela, somente a imaginação.
E é esta que nos consola, e o consolava, nos voos cinematográficos em que ele fazia questão de embarcar. Faz-nos crer, sem base alguma, que suas palavras não escritas serão perpetuadas da memória de uns para a memória de outros: e não é isso a imortalidade? A essência do homem que se foi, preservada para compor a essência do homem que virá?
Há seus livros, é verdade, sua contribuição para a filosofia e para a arte. Mas livros são interpretáveis. À pergunta tão comum nos exercícios estudantis: o que o autor queria dizer com isto? – haverá, sempre, múltiplas respostas. Já não haverá mais a do autor. Seu pensamento dependerá de intermediários para ser compreendido. Ninguém mais poderá ter a experiência única de perceber o incompreensível e admiti-lo – nenhuma palavra escrita pode reviver esses momentos de que Benedito era tão rico.
E eu nem posso dizer que gostaria que ele ficasse para sempre entre nós, porque ele riria na minha cara dizendo que a entropia é uma bênção da natureza. E, claro, teria toda razão. Mas que eu gostaria, gostaria.

Ex-prefeito de Breves é condenado a dez anos

O ex-prefeito Gervásio Bandeira Ferreira foi condenado a dez anos de prisão, em regime fechado, pelo desvio de R$ 408,6 mil repassados pelo Ministério da Integração Nacional em 1999, quando ele governava Breves, o maior município da região do Marajó. Atualizado, o valor desviado alcança R$ 646 mil. O réu ainda poderá apelar em liberdade ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).
Na sentença (veja aqui a íntegra) em que condenou o gestor, o juiz federal Rubens Rollo D’Oliveira, da 3ª Vara, especializada em ações criminais, também decretou a inabilitação do condenado, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, independentemente da obrigatoriedade do ex-prefeito de repor aos cofres públicos o dinheiro desviado.
Na ação penal que ajuizou na 3ª Vara, o Ministério Público Federal informou que Gervásio Bandeira, quando era prefeito de Breves, celebrou em 1999 convênio com o Ministério da Integração Nacional para a construção de um muro de arrimo na orla da cidade, mas deixou de prestar contas no prazo fixado, que se encerrou em 28 de fevereiro de 2000. Os recursos, segundo o MPF, foram sacados aos poucos da conta bancária da prefeitura sem qualquer comprovação plausível da destinação especificada no convênio assinado.
Na sentença, Rubens Rollo ressalta ter ficado comprovado, durante a instrução criminal, que o ex-prefeito “não administrou de forma proba e transparente aquela municipalidade, como se espera que atue o administrador municipal. O réu é pessoa de instrução superior (advogado) e sabe muito bem o que seja prestar contas, improbidade e corrupção” As provas que constam do processo, acrescenta o magistrado, indicam que houve o que ele classifica de “um verdadeiro saque das verbas públicas federais repassadas à prefeitura de Breves”.
Com base em dados colhidos mediante a quebra de sigilo bancário autorizado judicialmente, a sentença relaciona extratos bancários e formulários avulsos que comprovam o repasse das verbas federais no valor de R$ 408,6 mil, em abril de 2000, e os sucessivos saques na conta bancária da prefeitura de Breves, aberta em 10 de novembro de 1999.

RENDIMENTOS
“Somando o valor do recurso repassado pelo Ministério da Integração Nacional (R$ 408,6 mil) para a referida conta bancária, com o total dos oito saques efetuados ao longo do ano de 2000, alcança-se a cifra de R$ 421.690,10. Diante disso, concluo que além do valor global da verba pública, os rendimentos também foram retirados da conta da prefeitura de Breves”, diz Rubens Rollo na sentença.
Para o juiz federal, o modo de executar o crime revela com clareza quem foi seu autor, “na medida em que os saques ocorreram mediante o preenchimento de formulários avulsos, cujos principais vestígios consistiram nas assinaturas apostas nos documentos bancários, lançados pelo representante da prefeitura de Breves perante a instituição bancária”. Com base em perícia grafotécnica, a sentença afirma que as assinaturas que constam de todos os documentos são mesmo de Gervásio Bandeira. “Aliás, o réu não nega os saques. A hipótese de erro na perícia é acadêmica, pois dependeria de fraude a partir do Banco do Brasil, o que não se cogita”, reforça o juiz na sentença.

Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará

Entre a bandeira e o brasão

De um Anônimo, sobre a postagem Acaba a farra do troca-troca de logomarca. Alvíssaras!:

A bandeira paraense foi bastante usada pelo governo petista a partir de junho de 2010. É só ver as obras entregues ao longo destes meses. A bandeirinha foi bastante massificada.
Vejam ao longo da Avenida Dalcídio Jurandir.
Observem nos prédios entreguem nos últimos dias de Ana. Acho justo massificar o símbolo maior do Pará.
Quanto à papelada dos 70 órgãos estaduais, o mais correto seria o brasão (belo, por sinal).

A questão dos concursados é suprapartidária. Ou não?

Leitora que se identifica apenas como A.C. manda pra cá um comentário sobre a postagem Asconpa repudia tratamento de secretários:
O comentário é curto.
Diz o seguinte:

Tenho notado a ausência da senadora Marinor Brito na questão dos concursados. Eles sempre apoiaram a candidatura dela, mas depois de eleita ela nem trata do assunto.
Fui aprovada no concurso da Secult e tenho um grande respeito pelo presidente da associação dos concursados, o Emílio Almeida, tanto que a pedido dele votei na Marinor pra senadora.
Ela deveria ao menos dar apoio pra eles que lutam por nós.
Ou será que político é tudo igual?

Esse é o comentário.
Mas vejam só: os concursados já foram à senadora?
Já pediram a ela para viabilizar alguma demanda?
Se já pediram, como foi que ela conduziu a questão?
Também já foram a outros senadores?
A outros deputados?
Essa questão dos concursados, concordam todos, não deve ser partidarizada e nem tratada com vieses políticos.
Até porque há concursados que simpatizam com o PT, com o PSDB, com o PSOL, com o PR e até com a Fraternidade lá do Egito.
Mas as preferências políticas e as pendências ideológicas de cada uma nada querem dizer.
A questão é objetiva: concursados fizeram concursos públicos, foram aprovados e classificados para o provimento de um determinado cargo.
E têm o direito de pugnar para que o governo proveja os cargos, nomeando os aprovados e classificados nos concursos.
É assim que funciona.
E assim é que a questão deve ser tratada: suprapartidariamente.

Charge - J. Bosco

Acesse o Lápis de Memória

Secretário chegu a colocar o cargo à disposição

O secretário de Projetos Estratégicos, Sidney Rosa, falou há pouco ao programa O LIBERAl/CBN, ancorado por Cleiton César.
Acusado da prática de trabalho escravo, crime que teria sido constatado na fazenda de sua família no Maranhão, Rosa garante que a parada já foi resolvida na Justiça do Trabalho, que o absolveu por unanimidade.
Admitiu que uma ação penal contra ele ainda tramita na Justiça Federal do Maranhão, mas assegura que é decorrente, ainda, da ação trabalhista que já foi sentenciada na primeira instância da Justiça do Trabalho. Assim, acrescentou Rosa, como ele já foi absolvido, a ação penal também não deverá prosperar.
Disse ainda que já conversou com o governador Simão Jatene. Mostrou-lhe documentos, reafirmou sua inocência e, mesmo assim, colocou o cargo à disposição.
Mas Jatene, informou o secretário, ficou convencido de que Sidney ele deve permanecer no governo.
E Sidney Rosa ficará onde está.

OS Via Amazônia não presta contas e será desqualificada

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) instaurou um processo administrativo para desqualificar a Organização Social Via Amazônia, que durante os quatro anos do governo Ana Júlia Carepa (PT) administrou o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.
Presidida por Joana Pessoa, a entidade, que rescindiu o contrato com o governo do Estado no apagar das luzes da gestão anterior, até agora não prestou contas de todas as rendas que a OS auferiu durante todo o ano de 2010, enquanto explorava o Hangar sem fins lucrativos.
No início de janeiro deste ano, depois que a Secult mandou lacrar o Hangar, Joana Pessoa criticou a decisão da secretaria, considerou-se um factoide, reputou-a como desnecessária e informou amplamente que teria o prazo até 28 de fevereiro para prestar contas.
No dia 25 de janeiro passado, a ex-presidente do Hangar encaminhou um ofício à Secult. No ofício, Joana Pessoa se limita a informar que no curso do ano de 2010 encaminhou duas prestações de contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A primeira, segundo o ofício, foi protocolada no TCE no dia 31 de maio de 2010, sob o nº 2010/06412-0. A segunda, protocolada no dia 28 de setembro de 2010, recebeu o nº 2010/11173-0. A terceira e última – relativa ao terceiro quadrimestre do ano passado - chegou ao protocolo do Tribunal no dia 17 de janeiro e foi protocolada sob o nº 2011/00588-4.
2010/06412-0 – protocolado no dia 31.05.10Essas três prestações de contas em poder do TCE são relativas, no entanto, apenas aos repasses mensais no valor de R$ 250 mil que o governo do Estado, por meio da Secult, transferiu no ano passado à OS Via Amazônia.
Além dessas contas, todavia, a OS, por força de dispositivo contratual - que por sua vez é regido por legislação que disciplina o funcionamento das organizações sociais como sociedades sem fins lucrativos - está obrigado a prestar contas da aplicação de outras rendas provenientes de sua atribuição de explorar o Hangar.
A Secult não sabe, por exemplo, de que forma foram empregados os recursos auferidos pela OS presidida por Joana Pessoa em decorrência da locação do Hangar para os eventos que ali eram promovidos e que renderam milhões de reais. E tampouco tem conhecimento sobre o que foi feito com o dinheiro provindo da exploração do estacionamento, outra polpuda, expressiva fonte de recursos para o Hangar.
Esses são apenas dois exemplos de pendências que tornam, legalmente, inadmissível a omissão da OS Via Amazônia, entidade sem fins lucrativos, mas que dava lucro. E dava tanto lucro que possibilitou à OS Via Amazônia dispor de recursos suficientes para construir uma cozinha industrial e promover, sem anuência, da Secult, várias outras benfeitorias no valor de R$ 3 milhões.
Posteriormente a isso, a OS presidida por Joana Pessoa pediu ressarcimento à Secretaria de Cultura, numa operação das mais desencontradas, como demonstrado por uma manifestação interna da própria Secretaria de Cultura, também no apagar das luzes da gestão passada.
A ausência da prestação de contas da OS Via Amazônia levou a Secult a tomar duas providências. A primeira: dar ciência ao Ministério Público do Estado, para adotar as providências que julgar cabíveis. A segunda: instaurar formalmente um processo de desqualificação da Via Amazônia como organização social.
O processo de qualificação é de caráter contencioso. Admite, portanto, o contraditório, o que significa que a Via Amazônia terá os prazos e as condições asseguradas em lei para se defender em todas as fases do processo, que não tem prazo definido para terminar.
Se, ao final do procedimento, a secretaria realmente desqualificar a Via Amazônia como organização social, a entidade poderá funcionar normalmente, mas não poderá atuar no âmbito do Poder Público estadual na qualidade de organização social.
Essa situação poderá, em tese, até mesmo inviabilizar a sobrevivência da Via Amazônia como OS, eis que, muito embora a qualificação repercuta apenas no nível do Poder Público do Estado, dificilmente outra esfera de governo, como a municipal e a federal, aceitará contratar com entidade que foi desqualificada.
ATUALIZAÇÃO ÀS 11H45:
O blog acaba de receber agora, da Secult, a confirmação de que a ex-dirigente do Hangar Joana Pessoa encaminhou ofício no dia 28 de fevereiro, segunda-feira última, remetendo todos os demonstrativos de gastos que foram feitos com as rendas auferidas pelo próprio Hangar.
A secretaria ainda vai analisar esses dados.
O restante do postagem se mantém, inclusive a informação sobre o processo de desqualificação que foi instaurado contra a OS Via Amazônia.

Deputados vão de Mitsubishi

Dornelio Silva vem aí com um novo blog.
Aliás, ele já está aí com um novo espaço virtual
Trata-se do Pesquisa Belém.
Discutirá bastidores das pesquisas, além de muitas histórias captadas no processo de coleta de dados em campo.
Pela experiência adquirida ao longo desses 20 anos na lida com pesquisas, Dornelio vai compartilhar com seu leitores banco de dados que contém informações preciosas.
O blog começa analisando as preferências dos deputados estaduais do Pará por veículos.
Leiam abaixo a postagem sob o título Mitsubishi é a marca preferida dos deputados:

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A partir de hoje, iniciaremos analisando o perfil de nossos deputados estaduais eleitos em 2010. A análise do perfil se dará por vários ângulos. Iniciamos analisando as declarações de bens fornecidas ao TRE quando fizeram o registro de suas candidaturas. Dos 41 deputados eleitos, 56,09%, ou seja, 23 deputados declararam possuir algum tipo de veículo. Detalhando um pouco mais, verificamos 12 marcas de carros passeando entre os parlamentares: Honda, Mitsubishi, Mercedes, Toyota, Fiat, Porshe-Cayenne, Ford, Citroen, Volkswagen, Ducati e Peugeot. A marca Mitsubishi é a preferida dos novos deputados, 57% dos que declararam possuir veículo, têm algum carro da marca Mitsubishi. A segunda marca preferida é a Honda, Volkswagen e Fiat, 22%; a terceira marca é a Toyota, 17%. Vários deputados declararam possuir mais de um veículo. Da marca Volkswagem chamou a atenção, a declaração de bens do deputado Edmilson Rodrigues. O deputado do PSOL declarou possuir um velho e combatente Fusca, ano 1968, ao valor de R$ 5.800,00. É uma relíquia, 42 anos de vida tem esse fusquinha, já é um senhor amadurecido. Relíquia do século passado.
Outro dado que chamou a atenção: quatro deputados declararam não possuir nenhum bem. São eles: Edilson Moura (PT), Haroldo Martins (DEM), Belo (PSB) e Simone Morgado (PMDB). Dois desses deputados são novatos (Edilson Moura e Belo), os outros dois já são escolados no parlamento (Haroldo Martins e Simone Morgado).

Jordy garante assinaturas para CPI do tráfico humano

Para investigar o tráfico de seres humanos, assim como identificar as causas e as consequências do problema nos últimos oito anos no Brasil, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS/PA) protocola até o final desta semana, na Câmara dos Deputados, requerimento com pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar o tráfico de pessoas no país. Para abertura da CPI, seriam necessárias 171 assinaturas, mas o documento já ultrapassou esse número em adesões.
“O assunto é grave e, desta forma, a bancada do PPS entende que a instalação de uma CPI constitui instrumento fundamental para investigar as denúncias relatadas, trazendo uma resposta à sociedade sobre o tráfico internacional de pessoas”, afirma o parlamentar, esperando que a Comissão sirva não somente para apurar de forma aprofundada as causas do tráfico humano no Brasil, mas também possa produzir propostas para a prevenção e fiscalização dessa forma de ilícito e de violação de direitos humanos.
Pesquisas encomendadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes apontam a existência de mais de 240 rotas de tráfico interno e internacional de crianças, adolescentes e mulheres brasileiras. Outro estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB) indicou foco de tráfico de pessoas em 930 cidades do Brasil tendo como principais destinos Portugal, Suíça, Itália e Espanha. Apontado como uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo, o tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas, movimentando aproximadamente 32 bilhões de dólares, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).
O Pará recentemente ganhou as manchetes nacionais quando a polícia civil de São Paulo desmantelou uma rede de tráficos de pessoas para exploração sexual. A polícia encontrou duas pensões que abrigavam mais de 70 travestis, entre eles, seis adolescentes. A maioria das supostas vítimas de tráfico sexual era proveniente da região Norte, mais especificamente do Pará. Outra rota também investigada é a do Suriname, com a Sociedade Paraense de Defesa de Direitos Humanos (SDDH), a ONG Sodireitos e Grupo de Mulheres Brasileiras tendo produzido ampla pesquisa sobre o assunto em 2008.
A pesquisa constatou que o número de investigações envolvendo tráfico internacional de pessoas cresce anualmente no Brasil, mas os dados relacionados ao problema permanecem relativamente baixos diante da dimensão da questão. “Precisamos trazer para discussão da sociedade esse grave problema do tráfico humano”, ressalta Arnaldo Jordy.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Elevado é cenário de água empoçada. E ninguém vê?

Do leitor Pedro Carvalho, com larga experiência em construção de aeroportos, em comentário enviado aqui para o Espaço Aberto:

Quando estavam fazendo o elevado da Júlio César, eu postei um comentário que virou post em seu blog sobre a má qualidade do serviço que estavam fazendo. Ontem [segunda-feira], passei por lá após a chuva da tarde e o que vi foi agua empoçada por todos os lados.
Será que ninguém de direito do Estado está vendo esta coisa errada em uma obra nova e não toma uma providência para que a firma construtora sane esses problemas?
Será que este pessoal esta precisando de uma consulta oftalmologica com o "Dr. Duciomar Gomes da Costa", para que enxerguem estas coisas?
Tá certo que o dinheiro para esta obra não foi do secretário de Obras, mas de todos nós, e por isso o Estado deveria tomar providência para não se tornar uma nova Alça Viária, que o Estado não reclamou do péssimo serviço feito e o que vemos hoje é uma verdadeira tábua de pirulitos.

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Do Espaço Aberto:

Para acessar comentários anteriores do leitor, clique aqui e aqui.

O fator Benedito Nunes


Belém ainda respira a dor da morte de Benedito Nunes. Aos 81 anos, Bené, como era simplesmente chamado, foi um dos filhos que mais honraram o estado do Pará. Sendo uma estrela de raro brilho, optou em não deixar o seu cantinho de chão. Andou pela Europa e América do Norte. Viajou o mundo pelas páginas de seus livros. Porém, jamais se deixou encantar por alguma terra. Belém era sua casa. Sua base. Sua paixão.
Pessoalmente, não conheci Benedito Nunes. Nunca ouvi sua voz de saudação nem tive oportunidade de lhe ser apresentado. Mesmo assim acompanhava sua trajetória. Fosse por excertos de sua obra, entrevistas e depoimentos, fosse por encontros ocasionais em caminhadas no Bosque Rodrigues Alves. Algumas vezes estive assim tão perto, mas preferi conhecê-lo a distância, anônimo, para apreciar aquela pessoa especial que era.
Traço inegável de Benedito Nunes era a humildade. Nunca o vi soberbo. Para justificar tantos títulos e honrarias, ele avocava o saber - a filosofia, a literatura - como algo que o envolvia de modo sobrehumano, raramente falando em primeira pessoa. E se em alguma entrevista precisava desse pronome, o “eu” era pronunciado de modo tímido, sem importância, pequenino diante da visão de mundo que ele sabia construir tão bem com as palavras. Foi assim que o escutei ao comentar uma homenagem recente: “Nunca pensei que meus oitenta anos fossem ser tão festejados!”. Dito com pura simplicidade, quando passou a ideia que nem era ele o homenageado, mas o tempo e a própria idade.
Benedito Nunes foi um autodidata. Sua fonte principal não foi a academia, como ele mesmo afirmava. Guiou-se pelo autoconhecimento. Ouviu sempre uma voz interior que lhe convidava a ler, pesquisar, descobrir o sentido de seu objeto de estudo. Assim estudou Clarice e Heidegger. Mergulhou. Foi além dos títulos, páginas e estereótipos de seus autores. Quis saber o motor, a linha de raciocínio. Procurou a alma literária. O foco. O traço. E foi premiado por isto, sem abandonar de vez o ninho. Neste sentido, o aplauso. Neste sentido, o fator Benedito Nunes.
Estamos cansados de canções do exílio. De filhos nobres que do Pará só têm o registro. A toda hora, ouvimos seus murmúrios. Suas depressivas locuções apontando o que consideram uma necessária viagem além-fronteiras. Sem isto, não podem estudar nem viver bem, dizem. Não há campo. Não há mercado. Não há passado, presente ou futuro.
Benedito Nunes é o contradiscurso. Sua condição de caboclo paraense não lhe impediu o sucesso. Viajou. Conheceu muitas terras e mares. Mas viveu em Belém até o fim. Daqui, sua mente alcançou o mundo. Num tempo em que não havia internet, não deixou de navegar pela terra da boa leitura, de conhecer excelentes autores e mestres. E, por isso, fez-se mestre também deles.
Mas todo esse brilho não é algo fugaz e instantâneo, como pensam alguns desta geração. É fruto de um construção. Na literatura, as primeiras obras de Benedito Nunes remontam à década de 60. Para os que apreciam holofotes, prêmios disto e daquilo representam o auge de uma carreira. Todavia, para quem respirou letras por tantos anos, uma consequência natural, que enobrece, mas não tem o poder de lhe alterar o caminho.
O fator Benedito Nunes nos faz, hoje, pensar em um homem sábio. Reconhecer que a verdadeira sabedoria não combina com a altivez. Com um apego exagerado ao “eu”. Pelo contrário: quanto mais sábio, mais simples. Quanto mais simples, mais sábio. Estas palavras nasceram siamesas.

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RUI RAIOL é escritor (www.ruiraiol.com.br)

O que ele disse

"Eles [a oposição] brincavam dizendo que o chefe de família ia lá e comprava cachaça. Não vamos incentivar isso, mas, mesmo que uma família compre uma cachaça por mês, são 11 ou 12 milhões de garrafas de cachaça. Isso ajuda toda a economia."
Cândido Vaccarezza, deputado federal (PT-SP) e líder do governo, festejando o reajuste do Bolsa Família.

terça-feira, 1 de março de 2011

Um olhar pela lente

Ao lado de Ana Maria Braga, a presidente Dilma Dilma prepara um omelete no programa "Mais Você", que foi ao ar na manhã de hoje.
A foto é da TV Globo.

As personalizações, uma vergonha

De um Anônimo, sobre a postagem Acaba a farra do troca-troca de logomarca. Alvíssaras!:

Não tem como não ser assim. Além de ilegais, são uma pouca vergonha essas personalizações. Tem o alto custo para mudar com a mudança de governo, sem falar na propaganda gratuita e sem escrúpulo.

Charge - Amorim




Omelete de Dilma dá bom ibope à Globo

Do Blog do Lauro Jardim:

Dilma Rousseff deu um empurrão hoje de manhã no ibope da Globo. Sua aparição no programa de Ana Maria Braga, exibido entre 8h32 e 10h09, rendeu à Globo nove pontos de audiência na Grande São Paulo, de acordo com os números prévios do Ibope. Bateu o SBT e a Record, que registraram seis pontos cada um. Dilma ficou no ar durante todo o programa.
É um resultado bom para a Globo: neste horário, o Mais Você costuma alcançar uma média de sete pontos. Frequentemente empata com a Record e às vezes é derrotado. Na esteira da omelete de Dilma, livrou boa vantagem.

Idade mínima para ser juiz divide opiniões

Do Consultor Jurídico

Causou polêmica a ideia defendida pelo desembargador federal aposentado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Vladimir Passos de Freitas, de estipular para 30 anos a idade mínima para entrada na magistratura. O assunto foi abordado neste domingo (27/2), em sua coluna “Segunda Leitura”, publicada na revista Consultor Jurídico. Ele disse que depois dessa idade, o candidato tem mais conhecimento de mundo. “30 anos de idade no dia da abertura do concurso para ingresso na magistratura seria a solução. Nem mais, nem menos. Idade adequada ao mundo atual e ao prolongamento da adolescência”.
Marcos da Costa, vice-presidente da OAB de São Paulo e presidente da Comissão de Assuntos do Judiciário, não concorda. “Se a regra para ingressar na magistratura de primeira instância mudar para os 30 anos, a distância até a idade que o juiz pode ir para o tribunal vai ficar muito pequena. A Constituição Federal autoriza a entrada do juiz no tribunal aos 35 anos”, afirma.
O vice-presidente da OAB-SP lembra que os jovens, embora tenham pouco conhecimento de vida, possuem uma formação acadêmica mais precoce que as gerações anteriores, além de acesso a um grande volume de informações. “Por isso”, diz ele, “uma coisa compensa a outra”. Marcos da Costa cita o caso da própria advocacia, na qual muitos profissionais são aprovados no Exame da Ordem aos 23 anos. “Esses jovens podem ocupar posições de destaque, chegando até a atuar no Supremo Tribunal Federal”.
Para ele, há ainda outra questão: nem todas as vagas são preenchidas nos concursos para a magistratura. “Se a gente colocar mais esse pré-requisito, o déficit vai ser maior”, opina. Também é da mesma opinião Roque Mesquita, vice-presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis). Segundo ele, é preciso lembrar que a realidade dos tribunais de São Paulo não permite esse adiamento. “Fixar a idade assim não resolve o problema. São Paulo tem uma grande carência de juízes”, explica. “Não faz diferença, para maturidade, se a pessoa entra na magistratura aos 27, 28 ou 30 anos”.
Ele lembra, ainda, que o juiz só vai ter condições de atuar quando põe os pés no fórum, o que ele chama de “momento da trincheira”. “É lógico que um mais juiz jovem não vai ter a mesma experiência que um desembargador, por exemplo, mas não temos recursos financeiros para adiar essa entrada na magistratura”, conta.
O posicionamento da OAB-SP não é seguido pelos leitores da ConJur. Em comentário feito na revista, o advogado Fernando José Gonçalves disse que “sensatez, coerência, discernimento e responsabilidade não se adquirem somente com estudo, de forma que o candidato pode ser um brilhante conhecedor das leis, mas nada sabe da vida que ainda não viveu, experiências que, muitas vezes, tornam a teoria diferente, na prática”.

Mais aqui.

Brasão seria mais impessoal

Do leitor Vicente Cidade, sobre a postagem Acaba a farra do troca-troca de logomarca. Alvíssaras!:

Me desculpe se eu estiver errado, mas o uso da bandeira como logomarca já é em si uma opção, pois, mesmo sendo um dos símbolos do Estado, ainda assim a bandeira sempre foi usada como logo dos governos tucanos, ainda que estilizada.
Não seria então mais "impessoal" estabelecer o uso do Brasão? Este sim poderia, de fato, refletir maior isenção.

Quem tem peito de peitar os grupelhos organizados?

O Paysandu não pôde treinar hoje de manhã.
Foi ao campo do Kasa, no bairro do Coqueiro, mas não conseguiu trabalhar.
O trabalho foi interrompido pelos integrantes de uma torcida dita organizada, que foram ao Kasa para fazer cobranças, depois que o time levou uma peia do São Raimundo, em Santarém, no último domingo.
O grupelho organizado que foi ao Kasa é o mesmo que deu a maor força, o maor apoio para a eleição do boquirroto presidente do clube, Luiz Omar Pinheiro, aquele que quando está presente está ausente.
Que coisa!
O blog já defendeu essa posição, mas nunca é demais repetir: é um absurdo, um despropósito, um acinte um clube interromper um treinamento - atividade de trabalho, atividade laboral, vale dizer - porque uns gatos pingados de torcida dita organizada foram atrapalhar.
O clube deveria ter chamado os seguranças para retirar o grupelho de lá.
Simplesmente isso.
Mas não. O elenco é que voltou de armas, bagagens e bolas para a Curuzu.
Em vez de botar os invasores pra fora, o Paysandu é que saiu fora.
Céus!
Isso é incompreensível. Por várias razões.
Primeiro, porque as torcidas organizadas, inclusive a do Remo, estão proscritas. Por sentença judicial.
Segundo, porque os integrantes dessas torcidas - que estão proscritas, repita-se - cometem um ilícito quando se investem dessa condição para impedir que profissionais trabalhem.
Terceiro, porque é uma imoralidade esse conluio - maldisfaraçado e, ao contrário, às vezes até mesmo escancarado - entre cartolas e grupelhos que formam as ditas (e proscritas) torcidas organizadas.
E por último, mas não menos importante, porque torcedores - integrantes ou não de torcidas ditas organizadas - não têm o direito, o mínimo direito, de atrapalhar um treinamento.
Os torcedores, qualquer um, têm direito, sim, de xingar o time num dia de jogo com todos os palavrões do mundo, de A até Z, de Z até A. Por quê? Porque ali estão na condição de consumidores? Estão assistindo àquilo que coleguinhas classificam de espetáculo (hehehe).
Nessa condição, a de consumidores, torcedores podem protestar à vontade, desde que isso não descambe, é evidente, para violências físicas contra ninguém.
Mas torcedores que vão a um treino não têm o direito de dar um pitaco sequer. Porque estão ali sem pagar. E porque aquele é um momento em que jogadores profissionais estão trabalhando.
É por isso que, em situações como essa, corneteiros de qualquer espécie deveriam ser retirados do local.
Mas quem tem peito de fazê-lo?
Quem?

Leia mais aqui no blog, sobre o assunto:

Por que tolerar vândalos de “torcidas organizadas”?
A selvageria nos estádios, apesar da sentença e de leis
Uma terra sem lei
Tomara que Curitiba dê exemplo. Um grande exemplo.
Torcidas de primeira, dirigentes de terceira

Charge - J. Bosco

Acesse o Lápis de Memória

"Abra-se o Thetro da Paz"

De um Anônimo, sobre a postagem Queremos ver o Theatro da Paz. Todinho!:

Mesmo concordando com a campanha Alerta TP!, tenho que testemunhar em prol da comunidade que habita o entorno do Da Paz.
Não há nenhum "edificio" em construção no quadrante que vá taparo TP.
Eu o avisto daqui do 16º do MPS [Manuel Pinto da Silva], majestoso, imponente.
Veja infelizmente, com a superluneta instalada para "brechar" a vizinhança os ditos cupins,com uma estrelinha cintilante.
Para o bem da verdade, o fato é o TP ficar "fechado" tempo demais. O sol não entra há muito tempo para arejar o ambiente.
Vamos à campanha Abra-se o Theatro da Paz. Para a vistação pública!
Os turistas agradecem!

O que falta para a CPI?

A fonte é oficial.
Está no site da própria Assembleia Legislativa.
Ali está dito que, na sexta-feira, Sua Excelência o presidente da Casa, Manoel Pioneiro, fez uma visita ao Ministério Público do Estado.
Diz um trecho da matéria oficial - oficialíssima, aliás.

Outro desafio premente, lembrou Pioneiro, é a investigação de empréstimos consignados ilegais concedidos por bancos a servidores comissionados da Alepa, uma operação que é proibida por lei federal. “Contamos com o Ministério Público para irmos a fundo na investigação dessas irregularidades feitas no passado e para levantarmos as devidas responsabilidades administrativas e penais”, disse o parlamentar.

Ótimo.
É assim mesmo que deve ser.
Já temos uma comissão de sindicância para investigar a parada.
Já temos o Ministério Público oficial e formalmente convidado, digamos assim, para engrossar o bloco da investigações.
E então, o que falta - ou faltou - para o plenário da Assembleia aprovar a CPI proprosta pelo PSOL?

"Tá Explicado" fica mal na foto. Perante 10 milhões.



Toma-te!
Estima-se que 10 milhões de pessoas tenham visto, através do Twitter, o vídeo em que Amazonino Tá Explicado Mendes expele o fel da sua grosseria, da sua incivilidade e dos seus preconceitos contra uma paraense.
E olhem que o vídeo mais visto é esse aí em cima, bem curtinho, e não outro, disponibilizado no YouTube pela própria Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Manaus, no qual o Tá Explicado, além de arrotar o tal "morra, morra", ainda chama a paraense de ignorante.
E ainda vem o Tá Explicado, no último final de semana, pedir desculpas.
Putz!
A cara do Tá Explicado, suas feições, o cinismo brotando por todos os poros das ventas, as palavras estudadas, tudo isso, enfim, não autoriza ninguém a acreditar que Amazonino realmente pretendeu se desculpar com os paraenses.
Quem passou a conhecer melhor o Tá Explicado não deve mais ser tão ingênuo em acreditar nele.
Fora de brincadeira!

Imprensa veicula obituário de Sarney produzido no Senado

Fábio Góis, do Congresso em Foco

O tempo verbal utilizado pela Rádio Senado em uma “biografia” sobre o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), está causando problemas para a Secretaria Especial de Comunicação do Senado (SECS). Trata-se de uma gravação de 21 minutos produzida pela emissora oficial e intitulada “Reportagem especial em homenagem ao senador José Sarney”, na qual o peemedebista de 81 anos é lembrado, no tempo pretérito, por realizações, títulos e funções que exerceu. Ou seja, como se estivesse morto.
O material (escute aqui) foi obtido pela equipe on-line do jornal O Estado de S.Paulo, que trata o episódio como vazamento do suposto obituário. O áudio não chegou a ser veiculado, e a SECS chegou a negar que se tratava de um material de homenagem pós-morte. A assessoria de comunicação do Senado disse ainda que todos os 81 senadores têm biografias em produção pela rádio, e o tempo verbal usado na matéria pode ter sido erro da reportagem.
“Além de uma extensa vida política, Sarney se destacou nas artes. Ele era membro da Academia Brasileira de Letras [ABL] desde 1980”, diz trecho do áudio, que é iniciado com a afirmação de que o ápice da trajetória política de Sarney, presidente do Senado pela quarta vez não consecutiva, foi a Presidência da República. Ele assumiu o posto na condição de vice do presidente eleito Tancredo Neves, morto em 1985 antes de tomar posse.
A SCES não explicou porque Sarney, membro da ABL, é tratado como ex-integrante do colegiado. Por meio do microblog Twitter, um diretor da emissora disse que o material foi “roubado”, e que o “receptador” foi o Estadão. Por meio de nota, a assessoria de comunicação argumenta que é “rotina” a elaboração de “perfis e obituários de todos os senadores”. “A SECS lamenta que uma empresa de comunicação importante, longe de qualquer motivação jornalística mais séria, dê asas a uma imaginação fantasiosa, que em nada contribui para a informação e formação da opinião pública”, conclui a nota (confira aqui).Loas e omissõesO material produzido pela Rádio Senado intercala declarações do senador do Amapá às de outras personalidades políticas, como o próprio Tancredo. Também são registrados discursos de Sarney, que tem vários pontos de sua vida pública lembrados na reportagem. Entre eles a primeira reeleição para o Senado, em 1978, na condição de eleito com “o maior percentual de votos” do país naquele pleito.
Também há menção à crise que paralisou a instituição em 2009, culminada com o caso dos atos administrativos secretos. Na ocasião, a cúpula administrativa – quase toda composta por profissionais indicados por Sarney – foi trocada e Sarney enfrentou 11 processos por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Graças à tropa de choque do PMDB, entretanto, todos foram arquivados.
Na ocasião, Sarney usou a tribuna de um plenário lotado para perguntar aos colegas, em 5 de agosto daquele ano, porque mereceria punição pelos desmandos administrativos praticados pela cúpula do Senado.
A citação à crise é finalizada com declaração de Sarney dando-a como encerrada. Fala-se também em 40 medidas que teriam sido implementadas pela direção da Casa, como enxugamento de diretorias e corte de gastos supérfluos, mas nenhuma referência é feita às reformas administrativas seguidamente anunciadas e jamais executadas.

Cimi se mobiliza para manter liminar contra Belo Monte

O Conselho Indigenista Missionário está festeuando a decisão liminar do juiz federal Ronaldo Desterro, proferida na última sexta-feira, suspendendo todos os efeitos de licença parcial do Ibama que autorizou a implantação do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte.
O Cimi abriu o que chama de "campanha urgente" pela manutenção da liminar.
Abaixo, a nota:

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CAMPANHA URGENTE PELA MANUTENÇÃO DE LIMINAR CONTRA BELO MONTE

Recebemos com satisfação a decisão do Juiz Federal Ronaldo Desterro, da 9ª Vara da Justiça Federal, em Belém, PA, que, em caráter liminar, decidiu “suspender a eficácia da licença de instalação número 770/2011 e da autorização de supressão de vegetação número 501/2011, bem como, determinar ao BNDES que se abstenha de transferir recursos financeiros à NESA.”
Cientes de que a Advocacia Geral da União tentará, nas próximas horas, caçar a liminar ora concedida, conclamamos, todos e todas, a manifestarem-se junto ao Desembargador Federal Olindo Menezes, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.
Segue baixo sugestão de mensagem a ser enviada.
Conselho Indigenista Missionário

“Ao
Excelentíssimo Senhor
Desembargador Federal Olindo Menezes
MD Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região
falecompresidente@trf1.jus.br

Senhor Presidente,

Tomamos conhecimento da decisão, do Excelentíssimo Sr. Juiz Federal Ronaldo Desterro, da 9ª. Vara da Justiça Federal, em Belém, no âmbito da Ação Civil Pública 968-19.2011.4.01.3900, que suspendeu a eficácia da licença de instalação 770/2011 e da autorização de supressão de vegetação 501/2011, do IBAMA, bem como, determinou ao BNDES que se abstenha de transferir recursos financeiros à Norte Energia.
Entendemos que tal decisão foi acertada visto que demonstra uma vez mais os erros cometidos pela administração pública no processo de licenciamento da Usina Hidroelétrica de Belo Monte.
Por isso, vimos solicitar a manutenção de tal decisão até o julgamento do mérito da referida ACP.

Respeitosamente”

O que ele disse

"Ninguém estava contra nós. Contra mim por quê? Porque não sou presidente. Eles me amam, todo o meu povo me ama. Todos eles. Eles morreriam para me proteger."
Muamar Kadafi, o presidente assassino da Líbia, que por via das dúvidas - e para provar que todos gostam dele - está mandado matar centenas de civis na Líbia.