quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pausa

Um bom feriado a todos.
Até sexta-feira, se Deus quiser.

Um olhar pela lente

O nadador Lewis Gordon Pugh completou o desafio de nadar nas águas gélidas do lago Pumori, aos pés do Monte Everest, para alertar o mundo para o aquecimento global.
A foto é da AFP.

Enquanto isso, haja água amarelada

De um Anônimo, sobre a postagem PT e PMDB: olho por olho, dente por dente:

Por falar em Cosanpa, a água que sai das torneiras, aqui no bairro do Umarizal, é escura, quase amarela, algo de meter medo.
O que a Cosanpa tem a dizer sobre isso? Se no centro da cidade já é assim, imagine como deve ser na periferia.
Mas a Cosanpa precisa fazer alguma coisa. E urgentemente!

Charge - Aroeira


Infraero deixou de investir R$ 3,4 bi nos últimos seis anos

Do Contas Abertas

Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que o setor aéreo brasileiro poderá entrar em colapso se não houver investimentos urgentes nos aeroportos. Segundo o órgão vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o movimento irá triplicar nos próximos 20 anos. Enquanto isso, a Infraero, responsável pela administração dos aeroportos do país, voa lentamente quando o assunto é investimentos (execução de obras e compra de equipamentos). Entre 2004 e 2009, a entidade deixou de investir 60% dos R$ 5,6 bilhões previstos para serem desembolsados na melhoria da infraestrutura aeroportuária, ou seja, R$ 3,4 bilhões do total (veja tabela).
Neste ano, a situação não é diferente. Até abril, a Infraero aplicou pouco mais de R$ 96 milhões em obras e equipamentos, o equivalente a apenas 7% do montante autorizado para 2010, R$ 1,5 bilhão. Se a média de investimentos continuar nesse ritmo, ao final do ano a empresa terá usado apenas R$ 773 milhões dos recursos, ou 53% do total. Apesar disso, a expectativa da empresa é superar a média atingida nos últimos exercícios e executar entre 80% e 90% do previsto, conforme informado ao Contas Abertas em março.
No ano passado, a Infraero investiu R$ 421 milhões em obras e equipamentos, de um total de R$ 981,6 milhões orçados para o ano, ou seja, 43% da verba. Neste montante estão incluídos R$ 215 milhões aplicados exclusivamente em serviços de engenharia, como a instalação de módulo operacional no aeroporto de Florianópolis (SC), as novas torres de controle dos aeroportos de Fortaleza (CE) e Congonhas (SP), entre outras ações. Em 2008, somente 17% da dotação foi utilizada.
Para os pesquisadores do Ipea, a falta de infraestrutura é um dos principais problemas dos aeroportos brasileiros. “Considerando que nós temos dois eventos importantes em escala mundial [Copa do Mundo e Olimpíadas], eu acho que o tempo já está correndo e temos de apressar essas soluções”, afirma Josef Barat. Já para Carlos Campos, coordenador de infraestrutura econômica do instituto, uma opção para a Infraero é tentar conseguir mais capital principalmente para “planejar melhor de forma a concentrar os recursos escassos onde eles são necessários”.
Vinculada ao Ministério da Defesa, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) administra ao todo 67 aeroportos, 80 unidades de apoio à navegação aérea e 33 terminais de logística de carga. Estes aeroportos concentram aproximadamente 97% do movimento do transporte aéreo regular do Brasil, o que equivale a 2 milhões de pousos e decolagens de aeronaves nacionais e estrangeiras. Cerca de 113 milhões de passageiros são transportados, número que irá aumentar principalmente devido à realização da Copa do Mundo (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016) no país.

Leia mais aqui

Ophir x Peluso. Dois rounds em dois ringues.

Ao que tudo indica, o ringue está armado.
No primeiro round, foi Ophir, o paraense Ophir Cavalcante Júnior (acima, na foto de Eugenio Novaes), presidente nacional da OAB, contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso.
No segundo round, os mesmíssimos lutadores, com a diferença de que Peluso estava na condição de presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
No round inicial, o ringue foi o plenário – augusto plenário, se quiserem – do Excelso Pretório (toma-te!).
No segundo, o ringue foi o plenário do CNJ.
Espera-se o próximo lance.
Ou melhor, o próximo round.

Podres poderes. E a mediocridade avança.

De um Anônimo, sobre a postagem PT e PMDB: olho por olho, dente por dente:

E o "distinto público eleitor"? Ah, esse que se lixe, que exploda.
Será usado e abusado, sem ser ouvido nem escutado.
Entra governo, sai governo, e o pobre rico Pará vai crescendo.
Crescendo que nem rabo de cavalo, para baixo, galgando posições cada vez mais vexatórias na lista dos piores índices dos estados brasileiros.
Alguém se lembra?
Antes "isto é(ra) Pará!
Agora, "governo da mudança"; "governo popular"; "governo que se preocupa com a população".
Tudo do mesmo: enrolations e embromations.
E de longe, mas olhando de perto, sempre, o PMDB comandando as pedras nesse fedorento jogo de poder.
Podres poderes.
Pobre Pará.
Tudo igual na mediocridade.
E os cumpanherus se arrastando na vala dos imundos partidos, na mesmice porcalhona do poder.

Cadastro mostra os que já foram condenados por improbidade

Vocês conhecem o Cadastro Nacional de Improbidade Administrativa?
Se não, precisam conhecer.
Está lá toda a turma que já foi condenada por atos de improbidade administrativa.
A condenação, vale dizer, refere-se a ações que transitaram em julgado, ou seja, que não podem mais ser reformadas, ação que não admitem mais recursos, que já terminaram definitivamente.
Os atos de improbidade, como vocês sabem, implicam a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o necessário ressarcimento, ao erário, de tudo o que foi surrupiado dele.
Pois é.
Este é o Cadastro Nacional de Improbidade Administrativa.
Clique aqui para saber mais, inclusive para consultar processos que já constam do banco de dados do sistema.

Charge - J. Bosco

Acesse o Lápis de Memória

Conchavos de caciques

De um Anônimo, sobre a postagem Os cargos, entreguem os cargos!:

“Como não aconteceu a tão sonhada e esperada reforma eleitoral, somos obrigados a "engolir", entre tantos crimes eleitorais, mais um conchavo entre os caciques tupiniquins.

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Do Espaço Aberto:

É verdade, Anônimo.
Mas fique certo.
Se reforma eleitoral houver, se alguma reformar eleitoral for votada e aprovada, pode contar os conchavos entre os cacique, tupiniquins ou não, vão permanecer.
Pode apostar.

Qual a cara, afinal, do governo Ana Júlia?

O blog da Professora Edilza Fontes traz uma interessantíssima abordagem sobre o processo de criação de uma marca, de uma imagem do governo do Estado.
A postagem ampara-se em informações que lhe foram passadas por um aluno do sétimo semestre do curso de Publicidade e Propaganda.
Diz lá a professora, com base nas informações do estudante.

A identidade é como o produto é, e a imagem é como o produto que ser percebido e que elas precisam estar em sinergia. Não adianta a imagem ser diferente da identidade do produto, pois a campanha não se sustenta muito tempo, ou seja, é necessário primeiro saber de fato qual a identidade do governo, para depois se trabalhar a imagem, pois senão, a mensagem será truncada e difusa.

Prossegue a professora:

Este aluno acredita que a imagem do governo hoje é muito confusa, ele lembrou que até para se definir a logomarca (no início do governo) foi uma novela. Pela primeira vez na vida, ele viu um governo com uma marca provisória, até a definição da logomarca oficial. Outro ponto que ele me disse é que o slogan do governo, “Pará Terra de Direitos”, já é excludente, na mensagem subliminar. Na faculdade em que ele estuda, a turma dele tirava “a maior onda”, dizendo que os canhotos eram excluídos. Quando se cria um slogan ou uma marca, será necessário testá-la, levando-a a aprovação com grupos sociais previamente escolhidos e levantar todos os prós e contras.

Sem dúvida.
Criar uma imagem para um governo é algo dificílimo.
É coisa para marqueteiros profissionais.
Profissionalíssimos.
E marqueteiros – tanto os profissionais como os profissionalíssimos – sabem muito bem o seguinte: a cara do governo não é a cara do governante – seja ele governador, seja ela governadora.
Isso seria personalismo, é claro.
E propaganda com dinheiro público não pode ser personalista.
O essencial, portanto, é que o produto seja bom.
É preciso que o produto possa ser trabalhado em dimensões que se sintonizem exatamente com a imagem que o governo pretende ter.
O governo Ana Júlia, ao que parece, deu-se conta disso apenas de um ano pra cá.
E agora tem que correr.
Tem que correr muitíssimo para firmar uma imagem, um conceito, uma cara.
Qual a cara, afinal, do governo Ana Júlia?

Na política, tal como as birutas de aeroporto

Vejam vocês como são as coisas.
Vejam vocês como é a política.
Vejam como política é igual àquelas birutas de aeroporto: num momento, estão viradas para um lado, no momento seguinte estão viradas para o lado oposto.
Cliquem aqui.
Leiam essa postagem no deputado Carlos Bordalo (PT).
O título, como veem, é: Parsifal confirma que acordo PMDB-PT está praticamente fechado.
Pois é.
A postagem foi feita no dia 27 de maio, uma quinta-feira.
Pois é.
Na mesma quinta-feira à noite, o PMDB selava o lançamento da pré-candidatura do deputado Domingos Juvenil ao governo do Estado.
Por isso é que o blog, muitas vezes, ressalta: as coisas, na política, são assim hoje, no dia tanto de tanto do ano tanto.
Amanhã, no dia tanto de tanto, pode mudar tudo.
Tudinho.
É assim.

Crenças e descrenças

A maioria dos petistas não acredita.
A maioria, uns 99,99%, não acredita mais que ainda seja possível reverter a decisão do PMDB de Jader Barbalho de lançar uma candidatura própria, no caso a de Domingos Juvenil, para fazer uma aliança com Ana Júlia já no primeiro turno.
Mas esse 0,1% que ainda acredita nessa possibilidade não só acredita como está convicto de que ela será concretizada em breve.
Não se sabe se essa pequena proporção acredita que o Íbis, pior time do mundo, pode ainda virar um Manchester.
Mas vocês sabem como é: em política, até boi avua, não é?
Convém esperar.
Convém esperar até os acréscimos da prorrogação.

Lei Orgânica do Fisco sai em 2010

Os três pré-candidatos ao governo do Estado nas eleições deste ano se comprometeram com a Lei Orgânica do Fisco, que a governadora Ana Júlia (PT) anunciou que encaminhará até dezembro para a Assembleia Legislativa. A informação é da Assessoria de Comunicação do Sindifisco-PA
“Eu vou sancionar”, disse ela, no Seminário sobre a Lei Orgânica, promovido pelo Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco). O presidente da AL, Domingos Juvenil (PMDB) e o ex-governador Simão Jatene (PSDB), outros dois pré-candidatos, se declararam favoráveis à autonomia fazendária e à reestruturação da carreira fiscal.
O seminário reuniu 200 fiscais paraenses, que recepcionaram no Crowne Plaza, no centro de Belém, o presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual (Fenafisco), Rogério Macanhão, o vice-presidente da entidade, Manoel Isidro, e o presidente da Federação de Associações de Servidores do Fisco Estadual (Febrafite), Roberto Kupski. Cinco dirigentes de sindicatos estaduais do Fisco prestigiaram o evento: João Antonio Marins (RS), Alexandre Moraes (PE), Liduíno Brito (CE), Paulo César Tiso (AM) e Raphael Latorre (SP). Os três primeiros na condição de painelistas.
Liderado pelo presidente do Sindifisco do Pará, Charles Alcântara, o debate marcou o início dos trabalhos da comissão paritária, nomeada pelo secretário da Fazenda, Vando Vidal e composta por representantes do governo e da categoria, para elaborar o projeto de Lei Orgânica até 30 de novembro. Depois disso, a governadora Ana Júlia encaminha a matéria ao Legislativo, onde Domingos Juvenil promete ágil tramitação e aprovação.
Técnico, o seminário se transformou no fato político do dia por atrair, em horários diferentes, Ana Júlia, Domingos Juvenil e Simão Jatene. A classe política foi também representada pelos deputados estaduais Simone Morgado (PMDB), Suleima Pegado (PSDB) e Arnaldo Jordy (PPS), além do prefeito de Moju, Iran Lima (PMDB). Pré-candidata a deputada estadual pelo PT, a professora Edilza Fontes, do Conselho Estadual de Educação, também compareceu.

O Leão dá Ibope

Saiu a 4ª Pesquisa LANCE!-Ibope.
Foram ouvidas 7.109 pessoas em todo o Brasil, a partir de 10 anos de idade, em 141 municípios de todos os tipos e tamanhos.
A margem de erro é de apenas 1,2 ponto percentual, para mais ou para menos.
Sabem de uma coisa?
O Remo aparece nela.
O Remo, sim, o Remo, o Clube do Remo, o do Pará, aparece nela.
Quando considerados os torcedores mais jovens, de 10 a 15 anos, os remistas estão em 18º lugar, à frente das torcidas do Fluminense, Coritiba e Botafogo.
Você quer ver?
Clique aqui para confirmar.
E clique aqui para ter outros detalhes da pesquisa.
Pesquisa do Ibope, vale dizer.

O que ele disse

“A idéia que se tem, depois de tanta ilegalidade, é que a prefeitura não possui assessoria jurídica, ou se possui, tem assessoria formada por médicos, odontólogos, e não por advogados.”
Benedito Wilson Sá, promotor de Justiça, apontado ilegalidades de toda ordem no contrato firmado entre a CTBel e a empresa Espaço Vago, que vai explorar a Faixa Azul em várias vias do centro de Belém.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A coerência prevaleceu

De um Anônimo, sobre a postagem PMDB sairá com Juvenil para governo e Jader para Senado:

Não quero ser juvenil - com o perdão do trocadilho -, mas não seria nada coerente o PMDB, depois de sentar a pua no governo, unir-se ao PT desde o primeiro turno. Prevaleceu, pois, a coerência.

Charge - Aroeira


Morosidade aumenta sensação de impunidade

Do Consultor Jurídico

Pela primeira vez na história do país, um governador em pleno exercício do poder foi preso. Em um só ano, governadores, senadores e deputados foram expulsos do cargo por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. O Congresso decidiu impedir quem tem condenação, mesmo com possibilidade de recorrer, de concorrer a um cargo público. Os investimentos em tecnologia a serviço da Polícia Federal nos últimos anos foram altos e, depois de reprimendas judiciais, os espetáculos das operações passaram a ser menos frequentes.
Diante desse quadro, que poderia ser considerado pela população como um avanço, a sensação de impunidade continua a permear a sociedade brasileira, em todas as classes, raças e credos. Intrigada com um possível descompasso entre as medidas definidas pelo Estado e o resultado alcançado, a ConJur foi procurar respostas.
Qual a principal razão da sensação de impunidade no Brasil?, perguntou a juízes, advogados, defensores públicos, promotores de Justiça. Recebeu visões múltiplas e até “provocações”, como a do criminalista Técio Lins e Silva. “Não há impunidade. Ao contrário, a Justiça Penal brasileira é insaciável e condena impiedosamente. Basta olhar para os cárceres e ver o imenso contingente de presos amontoados, sujos, maltrapilhos, onde não faltam sarnas e piolhos, para dizer o menos. Impunidade? Nunca se condenou tanto no Brasil”, diz.
Para ele, “a sensação, calejada no exercício da defesa dos perseguidos, não é de impunidade; é de injustiça”. O advogado reclama do que chama de sede de condenação, de aplausos a ações policiais “violentas e espalhafatosas”, do aumento das penas, da criação de novos tipos penais, do opressivo poder estatal, em detrimento dos direitos de cada um.
O também criminalista Daniel Bialski diz que é preciso saber um pouco mais sobre o processo penal para entender que a prisão não pode se tornar um castigo antecipado. “E nem se presta para acalmar eventual clamor público”, sublinha. Ele lembra “prisão é exceção” e diz que seria preocupante se meras suspeitas ou uma notícia na TV pudesse fundamentar um decreto de prisão.
Bialski se opõe à ideia de que apenas os pobres são condenados. Pela sua vivência na área criminal, já percebeu que é comum defensores públicos atuarem melhor que advogados contratados. E chama atenção para o trabalho de investigação feito pela polícia, que considera eficiente e dedicado. “Excetuando-se abusos ocorridos, raros, a polícia é merecedora de efusivos elogios.”
Não é como pensa o juiz do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Paulo Henrique dos Santos Lucon, que considera a ineficácia da polícia a principal razão para a sensação de impunidade no país. “Quantos mandados de prisão não são cumpridos?”, pergunta e responde: milhares. A rapidez só acontece quando a imprensa se envolve no caso, afirma, despertando o interesse dos policiais. E chama atenção para as pessoas que cometem crimes porque sabem que “dificilmente serão presas; e se isso acontecer, cumprirão uma rápida pena”.
Quem defende a existência real da impunidade, e não só a sensação, concorda com a baixa qualidade do trabalho dos policiais e também do Ministério Público. Talvez, não por falta de qualificação dos profissionais, mas pelo excesso de trabalho ou por descaso. O que abre possibilidade para inúmeros recursos da defesa, levando o acusado à absolvição por falta de provas ou pela prescrição.
A advogada Luciana Lóssio entende que o “complexo rito processual” leva a essa excessiva demora na resposta do Judiciário ao jurisdicionado. Mas afirma que o descrédito da Justiça passa antes pela imprescindível atuação do Ministério Público e da Plícia, que devem evitar “operações espetaculosas e as denúncias irresponsáveis contra autoridades e empresários (que garantem exploração midiática do assunto)”.

Leia mais aqui.

ABJ questiona legalidade da PEC do diploma de jornalista

Do Comunique-se

A Associação Brasileira dos Jornalistas (ABJ) contesta a legalidade Proposta de Emenda à Constituição (PEC 386/09) do deputado federal Paulo Pimenta, que exige a volta da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. A entidade enviou uma solicitação ao deputado Hugo Leal, relator do projeto, para que convoque uma audiência pública com juristas que possam discutir a questão legal da PEC.
De acordo com Antonio Vieira, presidente da ABJ, a proposta é inconstitucional por “violar direitos e garantias individuais”. “Esta PEC é inconstitucional, pois fere o mais básico dos direitos individuais que é a liberdade de comunicação e expressão e obviamente desconsidera a decisão da suprema corte brasileira”, diz o ofício assinado por Vieira.
O deputado Hugo Leal afirmou que abrirá espaço para audiências públicas e discussões com as entidades representativas da imprensa e dos jornalistas. “Amanhã vamos aprovar o plano de trabalho, agendar audiências e visitar entidades para discutir a PEC”.
Leal alega que a proposta é constitucional e que foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça. Mas Vieira discorda. Para ele, a aprovação da foi um “equívoco”. “Na CCJ não se discutiu o aspecto jurídico, foi muito no aspecto emocional, mas nós temos que avaliar a legalidade”, ressaltou.

Juvenil ainda vem por aí. Mas como vice de Ana Júlia.

De um Anônimo, sobre a postagem em que o deputado Domingos Juvenil diz não ser um candidato “laranja”:

O deputado Domingos Juvenil é realmente o candidato do PMDB.
Ninguém duvide disso.
Mas candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Ana Júlia Carepa.
Quem viver até o dia 30 de junho, verá.
É só aguardar.

Câmeras nas ruas do centro. É a solução?

Vocês já viram a confusão que está a implantação dessa Faixa Azul na Braz de Aguiar e transversais, não é?
Ao que parece, os flanelinhas vão ganhar da prefeitura.
Vão ganhar de Duciomar.
Ao que parece, vão se impor ao poder de polícia da administração pública e não lhe permitirão implantar as medidas que entende convenientes para a população.
Pois é.
Um Anônimo, inclusive, chegou a propor que o blog lidere uma campanha para que a Câmara Municipal de Belém aprove projeto de lei obrigando a prefeitura a instalar câmera nas ruas dos centros comerciais, em vez de perseguir os moradores dessas áreas com a cobrança de taxa da Faixa Azul.
O blog adere à campanha nesse sentido que vier a ser feita.
Mas olhe, Anônimo, não tenha dúvidas.
Se as câmeras viessem a ser instaladas sabe-se lá até quando, no dia seguinte estariam todas destruídas pelo vandalismo.
E se não viessem a ser logo destruídas, no primeiro defeito que apresentassem, não seriam mais reparadas.
Olhe o caso da iluminação pública, Anônimo.
Pagamos a taxa de iluminação, mas há dezenas, centenas, milhares de pontos em Belém às escuras.
Estamos na Duciolândia, caro Anônimo.
A Duciolândia do huno que nos governa.
Não esqueça disso.
Aliás, não esqueçamos.

Charge - J. Bosco

Acesse o Lápis de Memória

A bola é ruim? Mas é a mesma para todos.



Olhem aí.
A reclamação da hora é sobre a bola da Copa.
Na Seleção Brasileira, é mais quem reclama.
Cliquem aí em cima para assistir às reclamações de Júlio Baptista e Luís Fabiano.
Para os jogadores, a Jabulani não agrada a ninguém.
Luís Fabiano, vejam só, chama o balão de couro, como se dizia antanho – toma-te! -, como se dizia antigamente, de “sobrenatural”.
E acrescenta que a bola parece ser controlada a distância.
Sabe de uma coisa?
A bola será a mesma.
A dificuldade, portanto, será a mesma para todos.
Convém, portanto, parar de reclamar e se adaptar logo à pelota.
Loguinho.
Porque a Copa, vocês sabem, vem por aí.
Está pra começar.

População de Muaná preocupada com a segurança

A ação dos piratas na ilha do Marajó é hoje a principal preocupação dos moradores do arquipélago, segundo os relatos apresentados pela população de Muaná durante a reunião do projeto “O Pará que Queremos”, do Instituto Teotônio Vilela.
Um documento, assinado por vários líderes do município, incluindo o prefeito Raimundo Cunha (PMDB), sintetizou as colaborações para o programa de governo do PSDB. No documento, foram definidos como prioritários a adequação das polícias Militar e Civil para o combate à pirataria, o apoio para a implantação de agências bancárias na cidade e a conclusão de obras como as do ginásio poliesportivo e do matadouro municipal.
Participaram do encontro com a comunidade o ex-governador Simão Jatene, o senador Fernando Flexa Ribeiro, o deputado federal Zenaldo Coutinho e a deputada estadual Suleima Pegado.
Antes de iniciar a reunião, o senador Flexa Ribeiro recebeu o título de Cidadão Muanense e o ex-governador Jatene, a Comenda 28 de Maio, que marca a data de adesão do município à independência do Brasil.
Para Simão Jatene, o Marajó precisa de projetos de desenvolvimento que levem em conta suas peculiaridades. “A região do Marajó precisa de políticas específicas para as áreas de saúde, segurança e educação. O Hospital Regional de Breves foi um passo nesse sentido. Infelizmente, apesar de estar 90% concluído, não recebeu investimentos do atual governo para entrar em funcionamento logo em 2007”.

Foto: Assessoria de Imprensa

PT e PMDB: olho por olho, dente por dente

Se o script for mesmo combinado com os russos, não haverá erro: o governo Ana Júlia manterá todos os peemedebistas nos cargos até o primeiro turno da eleição ou pelo menos até o final deste mês de junho.
Alguns dos leitores desse script conversaram com o repórter, durante todo o dia de ontem, e revelaram como será a encenação ou, se quiserem, como será o desenvolvimento do enredo.
É o seguinte.
A orientação do deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, não é para que os dirigentes da Cohab, Detran, Jucepa, Hemopa e Cosanpa se exonerem.
A orientação é para que coloquem os cargos à disposição.
Entenderam bem?
Se Jader, com a ascendência que tem, com a autoridade que possui no PMDB, quisesse realmente que o partido se desligasse completamente do governo, chamaria os peemedebistas e diria simplesmente: “Já pra fora do governo. Já!”
Mas não é bem assim.
A orientação é para que eles coloquem os cargos à disposição.
Quando souber que os cargos estão à disposição, Sua Excelência a governadora Ana Júlia vai recomendar, é claro, que todos fiquem onde estão.
Por quê?
Por que ela, Sua Excelência, está de olho no segundo turno.
Mas não só ela: o PMDB também está de olho no segundo turno.
E aí, o PMDB, de junho até outubro, vai monitorar atentamente o comportamento do PT durante a campanha.
Vai monitorar atentamente como é que o governo e o PT vão tratar os peemedebistas aí por este interiorzão do Pará.
Vai acompanhar com lupa como é que Ana Júlia e os petistas vão tratar os prefeitos do PMDB.
Vai observar bem se o peso da máquina tentará cooptá-los, tentará atraí-los para as bandas do governo e do PT.
Esse comportamento, essa conduta, esses procedimentos do governo Ana Julia e do PT é que, num hipotético segundo turno – que muito provavelmente ocorrerá -, vão balizar a decisão do PMDB sobre quem apoiar.
“O tratamento que o governo e o PT derem ao PMDB no primeiro turno será o mesmo que o PMDB dará ao governo e ao PT no segundo”, garantiu um dos leitores desse script.
É assim.
Todo mundo fica no barco.
Todos os peemedebistas ficarão nos cargos, senão até outubro, pelo menos até o final de junho, prazo fatal para as convenções.
Por enquanto, essa é a saída que interessa a todos.
Ao governo Ana Júlia.
Ao PT.
A Jader.
E ao PMDB.
Não necessariamente nessa ordem, é claro.

Governo esmurrado, mas não propriamente nocauteado

Petistas – e não são poucos – estão pagando pra ver.
Aposta que a Assembleia Legislativa não vai abrir a CPI para apurar o conteúdo escandaloso revelado a partir da divulgação de documentos que atopetaram as caixas remetidas à Casa pela ex-auditora-geral do Estado, Tereza Cordovil.
Acham que a utilização dos documentos demonstrou que Jader Barbalho e o PMDB pretenderam, sim, ferir o governo Ana Júlia, mas não nocauteá-lo.
Se Jader e o PMDB quisessem mesmo deixar o governo Ana Júlia estabanado no chão, bem no corner do ringue, sem condições de se reeguer para tentar um novo round, teriam logo tomado a iniciativa de reunir a tropa da oposição para instaurar a CPI.
É o que avaliam muitos petistas.
E mais: consideram que a remessa de todo o material ao Ministério Público Federal a rigor esvaziou politicamente a questão.
Por quê?
Porque o MPF – a menos que o Íbis, pior time do mundo, venha a ganhar o Mundial Interclubes – deverá apresentar uma ou sabe-se lá quantas ações de improbidade, tal é o cardápio de irregularidades detectadas pela própria Auditoria Geral do Estado.
Mas muito dificilmente – muito mesmo – pelo menos uma dessas ações será ajuizada antes de outubro, o mês das eleições. Isso porque o material é farto, complexo e precisará ser sistematizado devidamente, para que o MPF possa, enfim, avaliar o que fazer depois das investigações preliminares a que está procedendo.
De qualquer forma, nem só das caixas da dra. Tereza se faz uma CPI.
Tem o caso de Hangar.
E o caso do Hangar rende um angu digno de ser preparado na cozinha industrial inaugurada no próprio Hangar por Sua Excelência a governadora Ana Júlia.

PT se empenhará para melhor performance de Paulo Rocha

O PT não fala.
E nem vai falar, é claro.
Mas há uma sensação geral de que o deputado federal Paulo Rocha vai enfrentar uma parada duríssima – e que parada – para se eleger senador.
Tanto as pesquisas de outros partidos como as que estão em poder do próprio governo mostram que a posição de Paulo Rocha é, até aqui, bastante desfavorável.
Até Almir Gabriel, que nem aspira a um mandato de senador, conforme ele mesmo já confessou em entrevista à Rádio Tabajara, aparece melhor, muito melhor posicionado que Paulo Rocha.
Os petistas não falam em público.
E nem falarão, é claro.
Mas acham que, a menos que o Íbis, pior time do mundo, venha a se tornar um Manchester na vida, a primeira vaga para o Senado será de Jader Barbalho (PMDB) e a segunda, da ex-vice-governadora Valéria Pires Franco (DEM).
Mas os petistas – e isso, é claro, eles podem até falar publicamente – vão se empenhar ao máximo para que Paulo Rocha melhore a performance.
À exceção de um ou dois da Democracia Socialista (DS), todos acham que Paulo Rocha, com seu poder de articulação, vai unir o partido em torno de sua candidatura.
E acham que ele poderá ser favorecido se a onda Dilma realmente pegar.

Meireles é o vice?

No Blog da Repórter, da jornalista Rita Soares, sob o título acima, em postagem feita ontem à noite:

Várias fontes me ligaram ao longo da tarde para dar como certo que Raul Meireles - braço direito e esquerdo do prefeito de Belém Duciomar Costa - seria o vice na chapa de Ana Júlia Carepa na disputa à reeleição.
Chequei com boas fontes e liguei também para pessoas ligadas ao Palácio que em geral escondem o jogo, mas desta vez me pareceram verdadeiramente surpresas com a novidade.
O dia acabou e o mistério continuou. Há quem diga que o próprio Meireles incentivou os boatos para ganhar visibilidade. Sinceramente não acredito que ele tenha o melhor perfil para a vaga, mas em se tratando deste governo, tudo é possível. Vou continuar apurando.

O que ele disse

“A outra bola é igual a mulher de malandro: você chuta e ela continua ali. Essa de agora é igual a uma patricinha, que não quer ser chutada de jeito nenhum. Ela é horrível. Fica difícil acreditar que terá uma Copa do Mundo com uma bola dessa.”
Felipe Melo, volante da seleção de Dunga, sobre a Jabulani, a bola oficial da Copa.