quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Lula exalta governo para "inaugurar" pré-sal

Na FOLHA DE S.PAULO:

Cobrindo de elogios a Petrobras e seu próprio governo, mas sem nenhuma referência à possibilidade de criar um novo marco regulatório para o setor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou ontem, numa plataforma a 112 km da costa, a produção do primeiro poço a extrair petróleo da camada pré-sal -o poço 1-ESS-103, no campo de Jubarte, na parte da bacia de Campos que fica no litoral do Espírito Santo.
Repetindo o gesto que fez quando o país atingiu a auto-suficiência, Lula molhou as mãos no óleo e as esfregou no macacão laranja da Petrobras.
O pré-sal é uma faixa que se estende do litoral de Santa Catarina ao do Espírito Santo e que, segundo estudos preliminares, pode conter reservas expressivas de petróleo. Só no campo de Tupi, são estimados 8 bilhões de barris. A produção iniciada ontem é experimental, em condições muito menos difíceis das que serão enfrentadas na bacia de Santos.
Em Vitória, Lula fez um discurso de 40 minutos no qual disse três vezes que era um homem de sorte. "Eu tenho tanta sorte que acho que Deus passou por aqui e resolveu ficar. Porque a sorte aumenta a cada dia." Repetiu que as riquezas do pré-sal serão usadas no combate à pobreza e no financiamento à educação, embora elas só devam se concretizar por volta de 2014. E que a nova fronteira do petróleo vai desenvolver a indústria do país -mas que, para isso, a direção da Petrobras terá que contribuir.
Lula usou o exemplo das sondas de perfuração, que custam até US$ 700 milhões e são produzidas no exterior: "Ou nós tomamos a decisão de fazê-las aqui, gerando tecnologia, emprego, renda e desenvolvimento, ou a Petrobras vai economizar US$ 100 milhões e comprar todas em Cingapura".

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Para Dilma, país é o Sítio do Picapau Amarelo

Na FOLHA DE S.PAULO:

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, comparou o Brasil ao Sítio do Picapau Amarelo. A afirmação, feita na solenidade da primeira extração de óleo no pré-sal, foi uma referência à confiança que o escritor Monteiro Lobato (1882-1948), criador do sítio, tinha na existência de petróleo no país.
"Acho que nós voltamos ao Sítio do Picapau Amarelo. Aquele sítio era o Brasil. Sem dúvida nenhuma, a Petrobras achou petróleo atrás do galinheiro do Sítio do Picapau Amarelo", disse a ministra, referindo-se a uma cena do livro "O Poço do Visconde" em que jorra petróleo atrás do galinheiro.
No seu discurso, a ministra citou uma fala de Dona Benta para outra personagem do sítio, Emília, a boneca de pano: "Emília, me belisca, me belisca. Isto é um sonho. Este Sítio do Picapau Amarelo é um sonho".
Consagrado autor de livros infanto-juvenis, Lobato foi um dos incentivadores da exploração de petróleo no Brasil. Ele argumentava que não haveria como um país tão grande não ter jazidas petrolíferas.
"Queria me dirigir especialmente a um brasileiro que, ao longo da nossa história, iniciou essa luta do "petróleo é nosso", que foi o Monteiro Lobato", disse a ministra, que criticou os "pessimistas de plantão, que sempre puxam para baixo as possibilidades deste país".
Dilma repetiu que, com o dinheiro da extração de óleo do pré-sal, o governo promoverá mais inclusão social, pois haverá mais renda, empresas e empregos. Destacou, mais uma vez, que a melhoria da educação será prioritária.
"Aprofundar, investir na educação, dar novamente um status para os professores deste país, fazer com que eles sejam reconhecidos", disse.
Em seu discurso, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, preferiu, antes de abordar o pré-sal e elogiar a Petrobras, fazer uma explanação sobre a história brasileira, citando os grandes navegadores, o escrivão Pero Vaz de Caminha (da esquadra de Pedro Álvares Cabral) e a vinda da família real portuguesa, posta em fuga de Lisboa por Napoleão Bonaparte.

"Só McCain pode proteger os EUA", diz Bush

Na FOLHA DE S.PAULO:

O presidente dos EUA, George W. Bush, fez ontem um discurso bem ao seu estilo belicista para defender John McCain como candidato republicano à Casa Branca.
"Vivemos num mundo perigoso. Precisamos de um presidente que entenda as lições do 11 de Setembro: que para proteger a América precisamos estar na ofensiva, deter os ataques antes que eles ocorram, e não esperar para sermos atacados novamente. O homem de quem precisamos é John McCain", disse Bush à noite em depoimento transmitido via satélite de Washington para St. Paul, Minnesota, onde ocorre a Convenção Republicana.
A aparição de Bush estava programada para anteontem, mas a incerteza sobre os danos do furacão Gustav no sul do país fizeram os republicanos suspenderem todas as atividades de cunho político. Só ontem de manhã o discurso do presidente foi confirmado -mas sem sua presença física.
Foi um certo revés para McCain, pois a desaprovação a Bush está na casa dos 70%. O cancelamento do discurso presidencial anteontem havia sido discretamente festejado por parte do partido, embora o público interno goste do tom de Bush -ele foi interrompido por aplausos 14 vezes. Mas o problema dos republicanos é alargar o eleitorado de McCain.
Bush só falou porque o furacão Gustav arrefeceu e a convenção voltou ao normal ontem. Em sua fala, de menos de oito minutos, ele lembrou da atuação de McCain no Senado, para garantir fundos militares para as tropas no Iraque. "Alguns disseram a ele [McCain] que sua defesa por mais soldados [no Iraque] colocaria sua campanha em risco. Ele respondeu que preferiria perder uma eleição a ver seu país perder uma guerra", afirmou Bush. "É o tipo de coragem e visão que precisamos em nosso próximo comandante-em-chefe."

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O tempo

Em Belém, sol com muitas nuvens. Sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde. À noite o tempo fica aberto.
A temperatura máxima será de 32ºC e a mínima, de 24ºC.
A umidade relativa do ar varia de 54% a 90%.
Nesta quarta-feira, o ar seco ainda predomina no Tocantins, no sudeste do Pará e no centro-sul de Rondônia. Nestas áreas, o sol brilha forte, algumas nuvens se formam com o calor, mas não chove. Nas demais áreas da Região, o sol aparece o dia todo, a nebulosidade aumenta durante o dia e as pancadas de chuva ocorrem à tarde e à noite.
As previsões são da Climatempo.

As manchetes da quarta

O ESTADO DE S. PAULO
Grampo acirra crise entre PF e Abin

JORNAL DA TARDE
A cada 5 jovens de até 16 anos, um já apelou à pílula do dia seguinte

FOLHA DE S.PAULO
Abin tem maleta de grampo, diz Jobim

GAZETA MERCANTIL
Pequenas auditorias avaliarão as líderes

VALOR ECONÔMICO
BC tira US$ 17 bi de bancos estrangeiros em um ano

JORNAL DO BRASIL
Abin diz que grampos não partiram de suas máquinas

O GLOBO
General admite que grampo pode ter sido feito na Abin

CORREIO BRAZILIENSE
A farra dos bancos na sua conta: tarifas sobem até 433%

ESTADO DE MINAS
Um dia de chuva, três sem energia

ZERO HORA (RS)
Dnit afasta dirigentes no RS após virem à tona gastos bancados por empreiteiras

DIÁRIO CATARINENSE
Ministro admite que há precedente de grampos ilegais feitos pela Abin

CORREIO DO POVO (RS)
Lula diz que transparência causou demissões na Abin

GAZETA DO POVO (PR)
A única tecnologia antigrampo é não abrir a boca, diz general

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Nat King Cole - Love

Nat King Cole - Love




Composição: Nat King Cole

L is for the way you look at me
O is for the only one I see
V is very, very extraordinary
E is even more than anyone that you adore can

Love is all that I can give to you
Love is more than just a game for two
Two in love can make it
Take my heart and please don't break it
Love was made for me and you

L is for the way you look at me
O is for the only one I see
V is very, very extraordinary
E is even more than anyone that you adore can

Love is all that I can give to you
Love is more than just a game for two
Two in love can make it
Take my heart and please don't break it
Love was made for me and you
Love was made for me and you
Love was made for me and you

Fonte: Letras.mus.br
(Para acessar outras músicas disponíveis no blog, clique em Música, aí embaixo)

TRE marca a terceira sessão extra do ano

A sessão está marcada para amanhã, a partir das 8h30.

Mais de mil recursos de registros de candidaturas foram recebidos pelo Tribunal. Mais de 700 já foram julgados.

De acordo com a Resolução TSE nº 22.717/2008, todos os recursos sobre pedido de registro de candidatos devem estar julgados pelos tribunais regionais eleitorais - e as respectivas decisões publicadas - até o dia 6 de setembro de 2008.

Lula: "transparência nas investigações" justifica afastamento

No Blog do Noblat:

 

De Lula depois de participar de cerimônia de início da produção do petróleo da camada pré-sal do campo de Jubarte, no Espírito Santo:

- Esse problema [dos grampos ilegais], por enquanto, está resolvido: a decisão pelo afastamento [da direção da Abin] foi tomada para mostrar que haverá transparência nas investigações. Se algum de vocês souber de alguma coisa é só falar, porque a fonte conversou foi com vocês jornalistas, não foi comigo. Se quiserem me facilitar as investigações, a gente pode resolver logo o problema. Se não quiser, nós temos que investigar a coisa com muita profundidade", disse o presidente segundo a agência.

Um olhar pela lente


Um barquinho, um cair de tarde, um Tapapós. Em Santarém.
Foto de Lila Bemerguy.
Para ver mais fotos, clique em Fotografia aí embaixo.

Claro desiste de reservar iPhone 3G por R$ 100

Da Folha OnLine:

A Claro informou que desistiu de cobrar R$ 100 para reservar o iPhone 3G. Segundo a empresa, a decisão foi tomada porque a reserva "gerou polêmica".
Na semana passada, a empresa anunciou que as pessoas que desembolsassem R$ 100 poderiam reservar o celular - o valor seria abatido do valor final do produto. A idéia, de acordo com a Claro, era "simplificar e agilizar o processo de venda para aqueles que realmente desejam adquirir o aparelho".
Procon-SP criticou Claro por não informar preço e data de lançamento do iPhone 3G
Entretanto, segundo o Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) o sistema é "ilegal", porque a empresa não forneceu ao consumidor as informações necessárias para a compra, como preço e data de entrega.
Diante disso, a operadora optou por suspender a cobrança da reserva. "Os clientes que já realizaram o pagamento como parte da reserva serão contatados pela operadora para a devolução do valor, sem que isso altere o fato de serem um dos primeiros a adquirir o iPhone 3G da Claro", afirma a empresa, em nota.
Oficialmente, a empresa não confirma a data de chegada do iPhone 3G ou seu preço --atendentes afirmam que o celular começará a ser vendido ainda em setembro, mas a Claro diz que "ainda não tem definido o seu preço final, nem a data de início da comercialização".
Outra operadora brasileira, a Vivo, também entrou em acordo com a Apple para lançar o celular no Brasil, mas também não divulgou quando vai disponibilizar o produto. A Tim ainda busca um acordo com a Apple, por meio da Telecom Itália, para lançar o iPhone 3G junto com seus concorrentes no Brasil.

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Do Espaço Aberto:
Nada mal a Claro, nada mal uma operadora de telefonia celular render-se a "polêmicas" e recuar.
Se isto, a polêmica, realmente é fator prevalecente em discussões sobre a qualidade dos serviços que as operadoras prestam, por que não acabam com os call centers, essas excrescências em expansão?
Os call centers também são polêmicos. Sempre o foram. E estão cada vez piores.
Por que a Claro, Escuro, Tim, Tum, Oi, Ai e Ui não acabam com eles.
Por quê?

Redução da maioridade penal - uma tragédia anunciada


Voltou ao noticiário a discussão sobre a redução da maioridade penal. Recentes acontecimentos envolvendo a participação de menores em crimes aqui em Belém reacenderam a discussão.
Acredito ser perigoso, nesse clima, discutir um tema tão delicado sem atinar para questões igualmente importantes e muito mais eficazes no combate à violência.
Já tive a oportunidade de falar sobre o assunto, inclusive em artigo publicado, mas não posso deixar de manifestar-me, como forma de tentar puxar o debate em busca de soluções e não de discursos enviesadas e propostas imediatistas.
Mudanças quanto à maioridade penal não trazem nenhum avanço na questão da segurança pública. É um desvio de foco. A violência está associada ao descaso do Estado brasileiro com políticas sociais, bem como à impunidade, que estimula o crime e é seu principal combustível.
Reduzir a maioridade penal no cenário de hoje talvez seja a solução mais cômoda para o governo, que vai mandar os menores para o sistema penitenciário como se isso resolvesse o problema, mas jamais resolverá ou ajudará a resolver o problema da violência. Um crime praticado por um adolescente de 16 ou 17 anos hoje, amanhã será por um de 12 ou 13 anos, já que não se discutem as causas, não se investe na prevenção e mais ainda num País como o Brasil, onde os índices sociais são de Terceiro Mundo.
Um jovem de 16 anos que ingressar no sistema penitenciário nacional vai acabar saindo mais perigoso do que quando entrou, porque as prisões no Brasil são escolas para o crime. Outros aspectos também precisam ser considerados, como o que diz respeito à prostituição infantil. A redução abre um pressuposto para reduzir a idade com relação à disponibilização do corpo, ocasionando o ingresso na prostituição de meninas e meninos aos 16 ou 17 anos. A exploração e o turismo sexual são dois graves problemas do País e ficará ainda mais agravado.
O contexto para a realização de uma mudança na legislação precisa contemplar um certo grau de serenidade social, para que a população tome decisões movidas pelo bom senso, evitando decisões extremadas. Seria muito interessante se os meios de comunicação contribuíssem para o debate crítico acerca do tema.
O Estatuto da Criança e do Adolescente já prevê punição para o adolescente infrator e formas para retorno ao convívio social. Estipula medidas que vão desde a advertência até a internação em estabelecimento educacional com privação da liberdade. Essas medidas, mais apropriadas ao adolescente em desenvolvimento, são bem mais eficientes que a simples redução da idade penal e o ingresso do adolescente no precário sistema penitenciário brasileiro.
A aplicação e efetividade das medidas socioeducativas são responsabilidades dos Poderes Públicos. Experiências bem-sucedidas mostram que é possível tirar os programas do papel para virarem realidade.
Ao menor que cometeu o crime devem ser oferecidas condições para sua reintegração à sociedade. Precisamos esgotar as discussões em fóruns específicos, com envolvimento da sociedade civil e do governo.
Alternativas para o problema da violência entre crianças e jovens é a prevenção primária, por meio de estratégias cientificamente comprovadas, fáceis e mais baratas do que a recuperação. E essa prevenção depende de como se promove o desenvolvimento físico, social, mental, espiritual e cognitivo, dentro do seu contexto familiar e comunitário. Não é uma ação isolada, mas intersetorial em cada comunidade, com a participação das famílias, mesmo incompletas ou desestruturadas.
A construção de um tecido social saudável deve começar antes do nascimento com o pré-natal, parto de qualidade, aleitamento materno, vacinação e vigilância nutricional, propiciando o desenvolvimento e o respeito à fala, ao canto, a oração, o brincar e o andar da criança. Enfim, uma educação para a paz e a não-violência.
Outro aspecto de maior importância é a educação, a começar pelas creches até as escolas de nível médio, que devem valorizar a prática da solidariedade humana. Nos locais mais pobres, as escolas deveriam ter dois turnos, para darem conta da educação integral, dispondo de equipes atualizadas e capacitadas a avaliar os alunos. Isso está previsto para Belém, mas não é colocado em prática pelo poder municipal.
Importante incorporar ações dos ministérios voltadas para a cidadania, com atividades em larga escala, facilmente replicáveis e adaptáveis em todo o território nacional. E não estamos aqui inovando. Todos esses direitos estão previstos nas leis vigentes no País, mas ignoradas pelos Poderes Públicos.
Pessoas muito próximas perderam entes queridos e assim, como toda a população, vivo assustada diante do crescimento da violência, da banalização da vida, dos crimes com requintes de crueldade e desprezo pelo outro. Mas justamente por acreditar que, enquanto não enfrentarmos o problema com responsabilidade, atacando as causas, jamais resolveremos o problema da violência e cada vez mais choraremos nossos mortos, é que não concordo com a redução da maioridade penal.

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MARY COHEN é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA)

Público e crítica

No Quinta, sob o título acima:

 

Jornalistas e publicitários ouvidos pelo blog consideram os programas eleitorais de Valéria Pires Franco (DEM) e José Priante (PMDB) como os melhores da capital.

As pesquisas quali de uma das candidaturas confirmam a opinião dos profissionais.

Como em 2006, as atividades profissionais não deixam o poster acompanhar os programas de Nova Déli como gostaria.

Cadê a foto da governadora com colete?

É mais quem está curioso para ver a foto da governadora Ana Júlia de colete à prova de chuva de balas, percorrendo o bairro da Terra Firme, um dos mais violentos de Belém.

Apenas para matar a curiosidade, o site da Agência Pará bem que poderia disponibilizá-la.

É apenas para vermos a foto. Não é para publicarmos, não. Poderemos até guardá-la, mas não é certo que iremos fazê-lo.

A informação – oficiosa – é de que a foto não foi feita e por isso não está disponível no site.

Foi, sim. Foi feita. Está feita. E ainda existe.

A menos que a tenham deletado.

Se deletaram, é uma pena.

Gostaríamos de ver Sua Excelência em traje de guerra.

Aliás, independentemente ou não de Sua Excelência ter usado ou não o colete, não dava abrir um programa especial para permitir um colete à prova de balas para todos os habitantes de Belém.

Seria algo como o Pró-Colete, o Colete Famílila, o Pró-Segurança ou o PROREJEBA [siglas sempre são horríveis], iniciais de um Programa Rejeita Bala ou coisa parecida.

É apenas uma sugestão.

Não precisa nem formar Grupo de Trabalho Especial para trabalhar o assunto.

Dono de madeireira é condenado por falsidade ideológica

O juiz federal substituto da 3ª Vara, Leonardo Augusto de Almeida Aguiar, condenou a três anos e dez meses de reclusão o empresário Adenildo Alves Silva. Proprietário da madeireira A. Alves Silva, ele foi punido pelo crime de falsidade ideológica na emissão de documento chamado Autorização para Transporte de Produto Florestal (ATPF), exigido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no transporte e comercialização de madeira.
Segundo a sentença (veja aqui a íntegra), o réu deixou de comunicar ao Ibama a comercialização de 105,3 mil metros cúbicos de diversas espécies de madeiras.
O réu cumprirá a pena em regime inicialmente aberto. Além disso, o magistrado também substituiu a pena privativa de liberdade do réu por duas penas restritivas de direito. A primeira delas obriga o empresário a prestar serviços à comunidade ou a entidades públicas. A segunda pena restritiva impõe a Adenildo Silva a obrigação de doar R$ 40.332,62, em espécie, à Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico da Superintendência Regional de Polícia Federal no Pará.

Fonte: Seção Judiciária do Pará. Leia mais aqui.

Os argumentos da governadora

Da governadora Ana Júlia Carepa no programa Argumento, ontem, na TV RBA:

* “Até final de setembro serão [admitidos] mais 1.500 policiais militares, aprovados em concurso, e que estão sendo preparados para o serviço nas ruas da cidade.”
* “Em que pese as notícias negativas atuais [referência às mortes de bebês na Santa Casa], não vamos ficar parados, vamos fazer outro prédio, aumentando o número de leitos e incentivar os municípios sobre a responsabilidade de dar atenção à saúde básica.”
* “Fui considerada a única governadora que respondeu ao MP sobre o assunto [nepotismo]. Quanto ao meu irmão, ele vai continuar no cargo, o Otávio é professor de Educação Física e é funcionário público concursado há 15 anos.”
O Otávio a que a governadora se refere é Otávio Carepa, secretário-adjunto de Esporte e Lazer da Seel e auto-intitulado o Capitão Nascimento da secretaria.
Em dado momento da entrevista, a governadora soltou por lá o seu hospitalocêntrico – ou hospitalocêntrica. No masculino ou no feminino, é termo excêntrico e poderia até ser evitado.
E se hospitalocêntrico rima com excêntrico, pode até ser uma rima, mas não será uma solução, como disse Drummond.
E a saúde pública, no Pará e em Belém, precisa mais do que rimas excêntricas.
Precisa mesmo de soluções.
Urgentemente.
Bem antes de 2010,
Agora.

A três. Ao telefone, claro.



De Dálcio, para o Correio Popular.
É simplesmente impagável!

Dirceu condena arapongagem sem controle

De José Dirceu, em seu blog:

O grava e vaza tem que ter um basta, da mesma forma que a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) não pode ceder seus agentes para participar de operação da PF, sem que isso seja feito formalmente mediante solicitação ou acordo. A cessão informal de agentes, como parece ter ocorrido na Operação Satyagraha, apesar dos desmentidos do diretor da ABIN, delegado Paulo Lacerda, é uma afronta ao Estado de Direito.

Leia aqui a íntegra da postagem.

O entra-e-sai – da toca - de Charles Alcântara

Na coluna "Repórter 70", de O LIBERAL:

CAMPANHA
Reforço

O ex-chefe Casa Civil de Ana Júlia Charles Alcântara sai da toca. A pedido do partido, ele desembarca a partir de hoje em diversas cidades do interior para reorganizar ações de campanha onde o PT vai mal das pernas. O primeiro município a ser visitado é Barcarena. Charles volta ao cenário político exatamente pela mesma porta que saiu: os bastidores.


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Do Espaço Aberto:
Em verdade, Alcântara já havia saído da toca.
Pôs no ar um blog no qual expôs, durante cerca de três semanas, candentes críticas ao governo Ana Júlia. Governo do qual participara como chefe da Casa Civil.
Ele disse coisas inesquecíveis, que a blogosfera e o espaço virtual se encarregaram de manter nos seus, digamos, anais.
Disse coisas assim:
“Falta [ao governo Ana Júlia Carepa] desprendimento e coragem para tomar as decisões que estão “engavetadas”, que são várias. Ressalto pelo menos uma: se a governadora e o seu círculo mais íntimo de governo estão convencidos de que a aliança com o PMDB não serve ao governo, então que seja coerente e rompa a aliança, assumindo, por óbvio, as conseqüências políticas de tal decisão.”
Charles Alcântara disse coisas que tais assim que saiu da toca, após a renúncia. Entrou nela novamente, uma vez encerrado o blog.
Agora, está novamente em evidência.
Fora da toca, é claro.

A conversa, as consultas e as leis

De Luiz Ismaelino, sobre a revelação do teor da conversa – grampeada – entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), conforme revela revista Veja, em edição desta semana:

Nessa conversa grampeada entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres, este diz candidamente que vai preparar uma determinada ação judicial contra dois promotores e um juiz estadual de Roraima e que depois - "eu te procuro com uma ação para você analisar. Está bom?", e o ministro, concordando: "Está bom."
Peraí, peraí... O STF não tem competência para conhecer diretamente de nenhuma ação contra promotor ou juiz estadual (tem que respeitar as instâncias ordinárias), pelo que se deduz que essa "análise" combinada entre os dois só pode ter um caráter de consultoria, de aconselhamento particular.
Desde quando o presidente do STF ou de qualquer Tribunal virou conselheiro jurídico ou pode aconselhar em particular uma das partes? O Código de Processo Civil diz que é fundada a suspeição do juiz que "aconselhar alguma das partes" ou que "for interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes" (artigo 135, IV e V). Nem o presidente do STF e nem um senador da República respeitam mais o Código?
Isso é uma vergonha! Onde é que nós estamos? Depois não querem que se desconfie que a mesma, digamos, deferência, foi dada aos advogados do Dantas... Por essas e por outras é que a credibilidade na Justiça vai por água abaixo!

Diretor diz que nota da Unama revelou meia verdade

Uma carta de apenas 15 linhas e seis parágrafos foi recebida por todos os gestores da Universidade da Amazônia (Unama), tão logo se divulgou, na última sexta-feira à tarde, aquela nota de esclarecimento que, conforme ressaltado aqui mesmo no blog, nada esclareceu sobre os fatos que culminaram com a renúncia do professor Édson Franco da reitoria da instituição.
Quem assina a carta é Eduardo Silva Franco. Filho de Édson Franco, o signatário é diretor do Centro de Estudos Superiores de Formação Específica (Cesfe), um dos segmentos da Unama que mantém os cursos de Desenvolvimento de Sistemas e de Softwares, Design de Interiores, Gestão de Organização de Saúde, Gestão de Órgãos Públicos, Gestão e Produção de Eventos Culturais, Gestão em Turismo, Gestão Empresarial e Tecnologia em Logística.
Se a intenção era manter a divulgação da carta restrita apenas entre os gestores, ela foi por águas abaixo ontem, quando o texto passou a circular, às centenas, em mãos de professores e acadêmicos da Unama e tornou-se, portanto, de domínio público. E como passou a essa condição, aqui se divulga.
É um texto curto, mas contundente e revelador da percepção que familiares do reitor têm: o do que, mais do que a figura do reitor, é preciso dar-se crédito e preservar o respeito à figura de um dos fundadores da instituição. “Espero que a atenção a um dos instituidores dessa Universidade que tanto prezamos seja restabelecida”, ressalta Eduardo, traduzindo em síntese o que o próprio Édson Franco expôs de forma detalhada aqui no Espaço Aberto, em entrevista exclusiva postada ontem.
Ele escreveu a carta logo depois que recebeu a mensagem com o teor da nota oficial da Unama que, entre outras platitudes, entre outras banalidades, diz que a renúncia do reitor foi por motivos de foro íntimo.
Nem tanto.
A carta de Eduardo Franco que o diga. É o seguinte o texto:

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Caros (as) Gestores (as),

Não poderei dar conhecimento à mensagem indicada, pois que não reflete a total verdade.
A verdade sobre a renúncia do Professor Édson Franco ao cargo de Reitor, lamentavelmente, abrange tanto a discordância no tocante à venda da Instituição, como quanto a questões de gestão da Universidade.
Em relação à venda, creio ter sido demovida tal intenção.
Entendo como um descuido e não um desrespeito o envio da presente mensagem, na qual, embora se trate de uma nota da UNAMA aos mantenedores, dirigentes e amigos, exceto ao único que foi citado na Nota Oficial, ou seja, ao Professor Édson Franco. Dessa forma, espero que a atenção a um dos instituidores dessa Universidade que tantos prezamos seja restabelecida.
Certo de que a verdaded, embora muitas vezes dura como o aço, é o único caminho na vida e não poderia deixar de sê-lo na Universidade, mantenho convicta minha compreensão de que devemos passar Poe este momento de dificuldades o quanto antes e com o menor prejuízo a todos, interna e externamente à Instituição, mas não passaremos se a fundamentação de nossos discursos não for baseada na verdade.
Com a certeza de que haveremos de manter a Universidade da Amazônia e de ajustar sua gestão para o que deve ser, agradeço a atenção dispensada.

Saudações,
Eduardo Silva Franco
Diretor do CESFE

Agendas de candidatos a prefeito de Belém para esta terça

Mário Cardoso (PT-PCdoB)
9h - caminhada no bairro Ponta Grossa.
15h - Caminhada no Coqueiro, Rodovia Augusto Montenegro com 15 de Maio - (Área da Ibifan), em frente do Conjunto Tapajós.
15h - caminhada na Fátima - Canal de Visconde com Antônio Baena
18h - Minicomício em Fátima - Rotatória da Diogo Moia.
18h - Minicomício no Coqueiro - final da Rua Castanheira - area Ibifan
19h - plenária de Econômia Solidaria

Arnaldo Jordy (PPS)
8h30 - grava entrevista para a TV Unama.
10h - participa de sessão da Assembléia Legislativa do Pará, como deputado estadual.
20h - reunião com lideranças e moradores do Jurunas, no Clube Aliança.

Priante (“Melhor Pra Belém” – PMDB-PP-PRB)
Durante o dia, caminhadas em dois bairros, sempre acompanhado pelo vice na coligação, Zeca Pirão. Pela manhã, será no Barreiro, com concentração às 8h, na Rodovia Arthur Bernardes, em frente ao posto da Reicon. À tarde, na Pratinha 1, com concentração às 16h, na Estrada da Pratinha, em frente à invasão do Ciaba.
À noite, reúne-se com representantes do transporte alternativo para discutir a proposta de regulamentação da atividade, incluída no programa de governo Melhor pra Belém.

Valéria Pires Franco (“Pra Belém Ficar Pai D’Égua” - DEM-PSDB)
Caminhada no bairro da Terra Firme, para conversar com os moradores sobre o seu programa de governo "Pra cuidar de você. Pra cuidar de Belém".
À tarde, caminhada na Cremação e, à noite, reúne-se com a coordenação de Marketing da campanha.

Marinor Brito (“Frente de Esquerda” – PSOL-PSTU-PCB)
9h – a candidata cumpre agenda parlamentar na Câmara Municipal.
11h - reunião com a Coordenação Geral de Campanha para definir estratégias de Campanha para a Semana. Na sede do PSOL.
15h - reúne com a Coordenação de Mobilização para definir estratégias de mobilização para a semana. Na sede do PSOL.
17h - reunião com lideranças dos trabalhadores do transporte alternativo. Na sede do PSOL.
À noite: grava Programas para o Horário de Propaganda Eleitoral Gratuito.

Duciomar Costa (“União Por Belém”)
8h - caminhada no bairro da Pedreira. Concentração: Avenida Visconde de Inhaúma com a travessa Lomas Valentinas.
14h - gravação de programa eleitoral.
16h - caminhada no bairro da Marambaia (Mendara I e II). Concentração: Avenida Rodolfo Chermont com avenida Tavares bastos
18h30 - blitz para distribuição de material de divulgação da campanha. ponto de encontro: mercado de São Brás.

O que ele disse

“Não há como aceitar mais a consagração da tese de que o presidente da República é cidadão inimputável. Nada o atinge, ele não é responsável por nenhum dos crimes que ocorrem ao seu redor, parece que ele não foi eleito para ver e saber.”
Álvaro Dias, senador tucano do Paraná, responsabilizando diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela caso do grampeamento de conversa telefônica entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Quadrilha usa até bomba em assalto

No AMAZÔNIA:

Uma audaciosa tentativa de assalto espalhou o terror entre os moradores da cidade de Novo Repartimento, situada às margens da Transamazônica, na região sudeste do Pará, na madrugada de ontem. Cerca de 20 assaltantes distribuídos em tês bandos chegaram ao município armados com fuzis, escopetas e metralhadoras. Os bandos saíram atirando por vários pontos da cidade, renderam dois funcionários de uma empresa de energia elétrica e tentaram explodir o cofre de uma agência do Banco do Brasil.
Era 1h30 da madrugada quando se iniciou o terror. Os homens armados assumiram os principais pontos da cidade. Um deles atirou no transformador de energia e deixou Novo Repartimento às escuras. E quando os funcionários da Rede Celpa chegaram para restabelecer a energia, foram mantidos como reféns por sete homens, que se dividiram na ocasião. Um dos funcionários foi levado por quatro assaltantes e o outro foi liberado.
A fúria do bando era tanta, que nem o quartel da Polícia Militar escapou da violência. Os policiais nada puderam fazer porque um dos funcionários da Rede Celpa estava servindo de escudo dentro do veículo dos bandidos. 'Na porta do quartel da PM, os bandidos atiravam para todo lado com o motorista servindo de refém. Assim, os policiais não puderam revidar', contou um investigador que pediu para não ser identificado.
O muro do quartel ficou crivado de balas. O grupo então se dividiu. Uma parte seguiu para a agência do Banco do Brasil e a outra ficou dando reforço armado do lado de fora da agência. De acordo com a assessoria de imprensa do banco, os bandidos quebraram tudo. Reduziram a cacos a porta de vidro, invadiram a agência e tentaram explodir o cofre usando duas bombas para tentar arrombar o cofre, que chegou a ficar danificado, mas continuou fechado.
Segundo informações da Polícia Militar, houve uma intensa troca de tiros entre os bandidos e os policiais, mas ninguém saiu ferido. Depois da tentativa frustrada, o bando fugiu em vários veículos e em uma moto, levando o funcionário da Rede Celpa como refém. O carro da empresa de energia elétrica foi abandonado e incendiado a cerca de 4 quilômetros da cidade, na rodovia Transamazônica. O refém foi liberado logo em seguida. A polícia ainda não tem pistas dos assaltantes. A superintendência do Banco do Brasil em Belém informou que o prédio da agência ficou bastante avariado e deve permanecer fechada até ser concluída a obra de reforma.
Cerca de 20 policiais civis de Belém e Tucuruí foram mandados para Novo Repartimento na tarde de ontem. A meta é intensificar as buscas pelo bando, que até às 18 horas de ontem, ainda não tinha sido encontrado. Policiais da DRCO (Divisão de Repressão ao Crime Organizado), da DPE (Diretoria de Polícia Especializada) e da Delegacia de Tucuruí fizeram uma varredura na região. A polícia suspeita que o grupo seja o mesmo que pratica crimes no Estado do Tocantins, devido ao modo como atua, ocupando toda a cidade.

Violência é culpa do governo

No AMAZÔNIA:

Comissão das autoridades competentes e o descompromisso do Executivo com a segurança pública são os principais pontos do relatório que aponta as causas da crescente violência e da falta de segurança no Pará. Apresentado ontem pela Ordem dos Advogados do Brasil Seção Pará (OAB-PA), o relatório não traz números, mas muitas informações que dão um diagnóstico da situação no Pará. As informações serão levadas para Brasília e servirão de apoio para a formatação do Plano de Segurança Nacional, que deverá entrar em vigor em 2009.
Um esboço desse plano será formatado durante o seminário 'Brasil Contra Violência', que ocorrede amanhã até sexta-feira (5) na capital federal. Entre os problemas apontados no diagnóstico do Pará estão a falta de investimentos em políticas de prevenção à violência e no próprio sistema de segurança, tanto no policiamento quanto no sistema penal, que continua a ser uma 'universidade do crime', nas palavras de Raul Navegantes, representante da OAB-PA e coordenador estadual da campanha 'Brasil Contra Violência'.
Segundo ele, as carências começam na falta de preparo e falta de atualização de contingentes, instalações e equipamentos. 'Mas é claro não podemos restringir o campo de segurança pública apenas a essa esfera policial e militar, quando, preventivamente, ele deve ser superior e mais compreensivo, porque passa pela questão da promoção da cidadania, da urbanização, da moradia, da educação, mas também dos esportes, do lazer, do transporte público e das artes, entre outras políticas', diz Navegantes, que falou sobre o relatório ao lado da advogada Ângela Sales, presidente da OAB-PA.
Um dos pontos fortes destacado por Navegantes no relatório é que as principais demandas relacionadas à questão da violência acontecem contra idosos, mulheres, crianças e negros, quadro fomentado pela falta de políticas públicas para crianças e adolescentes. 'Falta mais cuidado com a juventude, pois a família não tem mais tempo e o Estado não garante as políticas de integração ao jovem, que se sente isolado. Então, a porta para a brutalidade está aberta. Não há mais áreas de lazer, esportes e manifestações artísticas. Essa é a primeira angústia', declarou o coordenador.

Governo inicia megaoperação

No AMAZÔNIA:

O combate ao tráfico de drogas, prostituição infantil, roubos e porte ilegal de armas está sendo intensificado com a operação 'Força pela Paz', desencadeada no início da manhã de ontem pelos órgãos integrantes do Sistema Estadual de Segurança Pública. O objetivo é colocar policiais nas ruas, em diversas modalidades de ronda, para tentar reduzir os índices de criminalidade nos seis bairros mais violentos de Belém - Terra Firme, Guamá, Cremação, Jurunas, São Brás e Marambaia.
A operação foi deflagrada pela governadora Ana Júlia Carepa na praça Olavo Bilac, no bairro da Terra Firme. O trabalho envolve policiais civis, militares, agentes do Departamento de Trânsito do Estado (Detran) e integrantes do Corpo de Bombeiros. Nesta semana, a ação também se estenderá ao bairro do Guamá, chegando, durante o mês, aos bairros do Jurunas, Cremação, Marambaia e São Brás.
No momento em que a governadora Ana Júlia Carepa anunciava, juntamente com o seu staff de Segurança, a megaoperação contra a criminalidade em Belém, a bandidagem tomava de assalto a escola Caldeira Castelo Branco, na Cidade Velha, localizada a poucos metros do Centro Integrado de Operações (Ciop), que inclui as polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros.
Enquanto policiais varriam seis bairro da capital atrás de meliantes, 20 bandidos - bem mais equipados - aterrorizaram a cidade de Novo Repartimento ao tentar roubar o Banco do Brasil . Para fechar o dia de intranqüilidade de alunos, mais uma tentativa de fuga aconteceu no Espaço Crescer e Viver, antigo Erec, agora localizado na avenida Almirante Barroso com a travessa do chaco, no bairro do Marco.
Caminhada - Depois de autorizar o início da operação, a governadora Ana Júlia Carepa caminhou por ruas e passagens consideradas focos de criminalidade na Terra Firme - Celso Malcher, Nossa Senhora das Graças, Comissário e Brasília. Antes, a governadora conheceu, na delegacia local, o itinerário da operação, mantido sob sigilo para que pudesse flagrar o máximo possível de ações delituosas. As equipes estarão, durante 24 horas, estrategicamente posicionadas para prender bandidos.
'Essa é uma operação surpresa, que tem caráter repressivo, mas vamos também trabalhar o aspecto social. A idéia é que os bairros recebam essa injeção de policiamento ostensivo, para que a população se sinta mais segura ao sair de casa', disse a governadora, lembrando que a ação só está sendo possível graças aos investimentos recentes feitos na área de segurança. 'Hoje temos mais viaturas, armamento, munição e gente. Só assim dá para garantir segurança ao povo', reiterou.
Em coletiva à imprensa, no comando geral da Polícia Militar, a governadora detalhou a operação e apresentou dados sobre a atuação do Sistema de Segurança Pública no Estado no último ano. 'O Estado só poderia deflagar uma ação como essa depois de estar dotado de infra-estrutura para combater a criminalidade', afirmou. Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, Geraldo Araújo, a operação tem custo estimado em R$ 1,3 milhão.
O aparelhamento inclui ainda a compra de 600 novas viaturas, dez embarcações, 182 motocicletas, 3.229 coletes à prova de bala e 2,4 mil novas armas.
Além disso, informou o delegado geral de Polícia Civil, Justiniano Alves, 44 delegacias foram reformadas ou construídas de janeiro de 2007 até maio deste ano, 38 delas no interior. 'E subiu de um para doze, das quais seis em Belém e seis em Ananindeua, o número de delegacias funcionando 24 horas na Grande Belém', completou a governadora.

Até fim da tarde, resultado era apenas de armas apreendidas

No AMAZÔNIA:

Seis armas haviam sido apreendidas até o final da tarde de ontem, durante a operação 'Força pela Paz', desencadeada ontem em Belém. O reforço policial de quase 400 homens - em revezamento por turnos - se concentra nos bairros da Terra Firme, Guamá e Canudos. A idéia do coronel Luiz Dário, comandante da operação, é espalhar as ações pelos bairros vizinhos até cobrir a cidade inteira.
Por enquanto, o coronel Dário não tem previsão de quando a operação irá terminar. O investimento inicial para mobilizar o apoio do Comando de Missões Especiais (CME) e para pagar policiais para trabalharem em dia de folga foi de aproximadamente R$ 1,3 milhão. Ele diz que o reforço do policiamento numa área não enfraquecesse outras. 'O que ocorre é, na verdade, exatamente o contrário, pois as guarnições que costumam ficar nas áreas ocupadas têm sido deslocadas para as redondezas por enquanto, para ajudar por lá', explica.
Os resultados parciais da operação têm deixado o coronel satisfeito. A decisão sobre os rumos da ocupação dos bairros será tomada apenas depois de reuniões regulares de avaliação ao final dos dias, com os comandantes de cada unidade. Mesmo após encontros, a polícia continua nas ruas madrugada adentro, sem intervalos. Há troca de turno e, os que pegam serviço continuam o trabalho de revista contínua, para tentar reduzir a criminalidade nos bairros. O núcleo da operação é na praça Olavo Bilac, no bairro da Terra Firme.
Por um lado, a população do bairro parece momentaneamente satisfeita com a concentração incomum de policiais na área, mas, por outro, há o temor de que a situação se normalize dentro de algumas semanas e a Terra Firme volte a ficar nas mãos da bandidagem. 'Por enquanto, temos nos sentido bem mais seguros. Mas será que vai ser sempre assim? Agora isso tudo aparece na televisão, mas e depois que eles forem embora?', questiona um comerciante que, por já ter sido vítima de três assaltos apenas este ano. Ele preferiu não se identificar.

Paralisação abalará Unama

No AMAZÔNIA:

Em sua primeira aparição pública, ontem à noite, no campus da Universidade da Amazônia (Unama) da rodovia BR-316, depois de renunciar ao cargo de reitor, o professor Edson Franco denunciou que a sala da reitoria que ocupava no campus da avenida Alcindo Cacela foi arrombada na madrugada de sábado. Triste, magoado mas resistente ele contou que a única fotografia da fundação da Unama (na época Cesep), no Colégio Santa Rosa, que ele mantinha no local, foi arrancada da parede, teve a moldura quebrada, foi pisoteada e praticamente destruída.
Ontem, Edson Franco disse que 'é a pedra no caminho para a venda da Unama que precisava ser afastada', mas que suas declarações contrárias ao negócio conquistaram um dos acionistas, que agora é seu aliado, sustaram temporariamente as negociações e também ajudaram a reverter a venda de outra universidade particular que estava em andamento. 'Mas estou consciente de que vou precisar de um bom advogado', afirmou.
Emocionado, ele foi acompanhado por centenas de professores, servidores e alunos que lhe prestaram apoio e homenagem durante a cerimônia de transmissão do cargo do coordenador do curso de direito, para a qual foi convidado. Ele disse que não recebeu nenhuma comunicação dos acionistas que estão negociando a Unama, não foi procurado por nenhum deles e não tem mais uma sala para trabalhar na universidade.
'Não tenho mais nenhum cantinho na Unama', declarou, muito magoado, um dos fundadores da maior universidade particular da Amazônia. A falta de consideração ao ex-reitor Edson Franco foi manifestada em carta, dirigida a toda a comunidade acadêmica da Unama, por seu filho, Eduardo Silva Franco, na qual afirma não serem verdadeiras as informações da nota oficial sobre a venda da universidade, contrárias às declarações do ex-reitor.
Paralisação - A vitória é temporária, mas deve aumentar o recuo da venda da Unama a partir de amanhã, quando professores e servidores farão uma paralisação já com indicativo de greve e uma assembléia geral para discutir os rumos da Unama. Na quinta-feira será a vez dos alunos. Eles vão paralisar as aulas para uma audiência pública convocada com o reitor em exercício, Antônio Vaz, para depois decidir em assembléia geral se grevam ou não. O movimento é de total apoio ao ex-reitor Edson Franco.
A ex-coordenadora do curso de direito, Gislane Pimentel, com 34 anos de Unama, 18 deles dedicados à coordenação do curso, declarou-se triste com a situação. 'Fico muito triste ao ver uma pessoa como o professor Edson, que é a cara da Unama, ser tirada dessa forma da universidade', declarou a aliada de décadas e que o considera não somente um acionista, mas o educador.

Governo afasta cúpula da Abin por causa de grampo

Na FOLHA DE S.PAULO:

Depois das cobranças do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ontem à noite afastar temporariamente o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, e subordinados diretos.
Em nota, o Planalto atribuiu os afastamentos à necessidade de "assegurar a transparência" do inquérito sobre a autoria do grampo que interceptou conversa entre o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A Polícia Federal conduzirá as investigações, que serão acompanhadas pelo Ministério Público Federal. A revista "Veja" responsabilizou a Abin pela escuta.
Na nota, Lula ressalva outros dois pontos: 1) pede que o Congresso aprove projeto de lei que regula e limita as escutas telefônicas; 2) determina que o Ministério da Justiça elabore proposta agravando a responsabilidade administrativa e penal de autores de grampos ilegais.
A repercussão negativa da divulgação da escuta mobilizou o dia no Planalto, dividido em três grandes reuniões. Na primeira, o presidente recebeu a cúpula do STF, além dos ministros Jorge Armando Felix (Gabinete de Segurança Institucional), Tarso Genro (Justiça), Nelson Jobim (Defesa) e Franklin Martins (Comunicação).
À tarde, o presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e os senadores Tião Viana (PT-AC) e Demóstenes Torres estiveram no Planalto. Na última reunião do dia, Lula chamou seus principais ministros e então decidiu pelo afastamento da cúpula da Abin.
A Folha apurou que Jobim foi o mais ardoroso defensor do afastamento de Lacerda, que deverá trabalhar no gabinete do ministro Felix enquanto durar a investigação da PF.
Além de Lacerda, serão afastados José Milton Campana, diretor-adjunto e número dois da agência, e Paulo Maurício (diretor). No lugar de Lacerda ficará o secretário de Planejamento e Orçamento da Abin, Wilson Trezza.

Tensão
Pela manhã, Lula chegou a rejeitar um pedido de demissão de Lacerda. Mas ao longo do dia, cedeu ao argumento de que era preciso dar uma resposta mais dura à divulgação da escuta. Para diferentes interlocutores, o presidente defendeu Lacerda. Disse que ele havia feito um bom trabalho na direção da PF e que não o demitiria para dar uma satisfação à opinião pública. No fim do dia, optou pelo meio-termo: o afastamento temporário.
Apesar de o governo rejeitar qualquer responsabilidade no episódio, o dia foi tenso no Planalto. Senadores afirmaram que o presidente demonstrou "nervosismo" na conversa da tarde. Pela manhã, o clima do encontro começou tenso, com Gilmar Mendes e ministros do Supremo cobrando providências do presidente.
O general Felix também colocou o cargo à disposição, mas o presidente não aceitou. Segundo um ministro que participou dos debates, o governo não elimina nenhuma hipótese sobre culpados pelo grampo.
Há três linhas de investigação em curso: a que considera o envolvimento de agentes da Abin, da Polícia Federal ou da iniciativa privada. Suspeitas de que outras autoridades, entre elas ministros do Executivo, possam ter sido alvo de escutas também serão analisadas.

STF avalia grampo como fato "mais grave" entre instituições

Na FOLHA DE S.PAULO:

Em reunião a portas fechadas ontem, no gabinete do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, os ministros do tribunal avaliaram que a comprovação de um grampo telefônico envolvendo um membro da corte e um senador da República é o fato "mais grave" das relações institucionais desde a promulgação da Constituição da República de 1988.
Após o encontro de cerca de uma hora entre os ministros, coube ao secretário de Comunicação do STF, Renato Parente, fazer um curto comunicado: "O Supremo Tribunal Federal, reunido em conselho, foi informado por seu ministro-presidente do teor do encontro ocorrido nesta data com o excelentíssimo senhor presidente da República e decidiu aguardar as providências exigidas pela gravidade dos fatos".
Nos bastidores, ministros disseram à Folha que seria "desgastante" para a imagem do STF cobrar uma posição do governo que poderia não ser tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Também comentaram que, juridicamente, o Supremo não poderia tomar qualquer atitude formal, já que não existe foro privilegiado para integrantes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que devem ser processados na primeira instância do Judiciário.
Já esperavam, no entanto, que algo de "concreto" seria feito pela Presidência. Sabiam, por exemplo, desde a reunião com Lula pela manhã, que o diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, havia posto seu cargo à disposição. Pouco depois das 19h, o Supremo já informava que o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, ligou para Mendes comunicando-o que "a cúpula da Abin havia sido temporariamente afastada".
Na reunião da tarde, Mendes e os outros dois ministros que o acompanharam ao Planalto, Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso, contaram que Lula se mostrou "revoltado" com a situação. Relataram uma série de reclamações feitas na reunião. A primeira delas seria "confusão" entre o papel da PF e o da Abin. Explicaram que a Abin, diferentemente da PF, não tem o poder investigatório. E alegaram que Lacerda havia levado à agência o "cacoete de investigador" dos tempos de polícia.

Mais aqui.

General Felix vê envolvimento de Dantas em grampo ilegal

Na FOLHA DE S.PAULO:

O ministro-chefe do GSI (Gabinete da Segurança Institucional), general Jorge Armando Felix, disse em reuniões ontem no Planalto que a hipótese principal para a escuta ilegal do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, era a seguinte: um ou mais agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) teriam sido contratados pelo banqueiro Daniel Dantas para fazer e divulgar o grampo.
Ao longo do dia de ontem, Felix também colocou o seu cargo à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não aceitou. A Abin é subordinada à pasta de Felix. Lacerda também colocou o cargo à disposição. Lula não aceitou, mas afastou temporariamente o diretor-geral da Abin de suas funções enquanto durar a investigação da PF sobre o grampo.
Em reunião à tarde no Planalto, Lula recebeu o presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). Nessa reunião, Lula assentiu com a cabeça quando o general expôs sua principal hipótese aos presentes. Também participaram desse encontro os ministros José Múcio (Relações Institucionais), Tarso Genro (Justiça) e o vice-presidente José Alencar. Entre os congressistas, estavam Garibaldi e os senadores Tião Viana (PT-AC) e Demóstenes Torres (DEM-GO).
Grampeado na conversa com Mendes, o senador Demóstenes disse que Dantas foi citado pelo prenome na reunião. "Ele [general Felix] disse: "o Daniel pode estar por trás disso [grampo]'", afirmou o senador. "O general afirmou ainda que, no fim da investigação, vai aparecer muito jornalista que recebeu do Opportunity", completou.
O advogado de Dantas, Nélio Machado, afirmou que Felix deu uma declaração descabida e infeliz. "O que ele disse me faz lembrar o atentado do Rio-Centro no fim da ditadura, quando quiseram transformar o principal envolvido em vítima", disse Machado. "É de extrema leviandade. Ele deveria esperar a conclusão das investigações", disse o advogado.
Ainda segundo Demóstenes, Naji Nahas, preso com Dantas na operação da PF, também foi citado por Felix nesse contexto.