quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A Justiça é protagonista, e não coadjuvante, no combate à corrupção



Eis aí, meus caros.
Sempre foi assim.
Nenhuma operação policial - absolutamente nenhuma - poderia e poderá ser realizada se não houver a autorização do Judiciário.
Se a polícia prende, é porque assim o determinou o Judiciário.
Se a polícia apreende, é em cumprimento a determinação judicial.
Se faz uma condução coercitiva de suspeito de ato de corrupção, é porque a Justiça mandou.
É de um extremo desconhecimento ignorar-se o fato de que a Justiça é protagonista, e não mera coadjuvante, do combate à corrupção, inclusive nos procedimentos extrajudiciais.
É de extremíssima má-fé insinuar-se que não haveria Lava Jato, Zelotes e trocentas e tantas outras operações se não fossem colhidas provas e robustos indícios por instâncias investigatórias quaisquer que sejam.
Isso é meia verdade. Porque quebras de sigilo telefônico e fiscal, interceptações telefônicas e outros instrumentos investigatórios não poderiam ser acionados se o Judiciário, igualmente, deixasse de autorizá-los.
Didaticamente, o juiz federal Roberto Veloso expõe esses fatos, que deveriam ser difundidos amplamente, insistentemente e intensamente por todas as instâncias do Judiciário, para que se remova de grande parte dos segmentos sociais a ideia errônea de que a Justiça está a reboque do saneamento ético que, enfim, está alcançando inclusive figurões da República que até há pouco se julgavam intocáveis e inalcançáveis pelas leis.

5 comentários:

Anônimo disse...

Mas eles são inalcançáveis e intocáveis. Vide decisão do cnmp.

AHT disse...

Queira Deus que a Justiça no Brasil seja cada vez mais protagonista, responsável por carregar diligentemente a nossa Tocha da Esperança, não deixando que se apague de vez.

Nós somos “a sociedade brasileira” e suas esperanças e desesperanças, crenças, fé e incredulidades, sonhos, valores morais e éticos. Somos a Sociedade, mas porque não lutamos pra valer por sua integridade e saúde? Medo explica? Ou, a fragilidade extremada após anos de convivência entremeada entre indignação, revolta, descrédito alimentado pelo sentimento de impunidade e resultando em, “é melhor deixar pra lá e seguir em frente” e, pior ainda, por “convenientes esquecimentos”?

Desde os primórdios da Humanidade, o Homem inventou oferecer animais e seres humanos aos deuses, em troca de chuva, alimentos e, mais ousado ainda, tudo pelo Poder. Século XXI da Era Cristã, a crença e oferendas aos deuses ainda continua.

No Brasil do Mensalão, o PT apontou o Silvinho Land Rover como responsável pelo Mensalão e livraram o PT e o Lula de punições, contribuindo para reforçar um vergonhoso traço do caráter da Nação: Impunidade. Teimosos, desesperadamente estão à procura de algum outro que se ofereça em oferenda aos deuses para a salvação do PT e Lula das gatunagens na Petrobrás, caso o Silvinho Land Rover não tope a parada e, dessa vez, com a disposição de encarar anos no xilindró.

Em novembro de 2014, após assistir nos noticiários nacionais sobre mais uma chacina e, dessa vez, em Belém (PA), eu li e postei o meu sentimento de indignação e agonia, nesse post do Blog Espaço Aberto: http://blogdoespacoaberto.blogspot.com.br/2014/11/meu-irmao-nao-era-um-vagabundo-nao-era.html
Li o post, reagi e escrevi um comentário. Reli o comentário já postado, reescrevi tentando melhor me expressar, e compartilhei.

Estamos em fevereiro de 2016, casualmente encontrei o link desse post no meu smartphone, ao fazer a restauração de um backup. Li o post e os meus dois comentários. Dessa vez, pela terceira vez, após a História do Brasil entre novembro de 2014 e fevereiro de 2016, crises não nunca antes ocorridas, tragédias urbanas e escândalos abalando os alicerces da Nação, a minha visão de cidadão clareou mais um pouquinho, e atualizei o meu comentário “A SOCIEDADE”.

A SOCIEDADE
(ou, "O dia que o Brasil acertar o passo!...")
A Promiscuidade entre Políticos e o Público & Privado,

Sarcasmos, ironias, desrespeitos e preconceitos mil,
Ofensas e vilanias: às vítimas, exigem amor servil.
Capitais, cidades e vilarejos à mercê do crime,
Infelizes famílias choram doentes e mortos: deprime.
Eleições, currais, fraudes: Três Poderes & Ignomínia,
Dos crimes por um real aos bilhões: às vítimas, agonia.
A marcha do passo errado, um dois, feijão com arroz,
Direita ou esquerda? Às vítimas: o Leão arrecadador é feroz!
Esperança tola essa: “O dia que o Brasil acertar o passo...”

Bené Lima disse...

Acontece que juiz não entende nada de investigação. Logicamente, é ele que autoriza, mas é a polícia que indica o "caminho das pedras". Na verdade, a policia merece maior reconhecimento e maiores salários, inclusive, que pelo menos a aproxime de membros do Judiciário e do Ministério Público, os quais contam com uma série de privilégios imorais que a mídia covarde pouco ou nada divulga.

Anônimo disse...

Dizer que o juiz não entende nada de investigação é muito pesado.
Assim como dizer que a Polícia sabe fazer seu trabalho direitinho também o é.
Cada um na sua área, mas o que MP e Polícia tem de entender é que quem decide, no frigir dos ovos, é o magistrado.
Os demais são, todos, partes parciais.

Anônimo disse...

A regra é o magistrado não entender de investigação. E isso não é demérito. A atribuição de investigar não lhe pertence. Mas um bom magistrado deveria sacar as mumunhas da investigação. Isso ajuda e muito. Principalmente na inquirição e no interrogatório.