sexta-feira, 11 de junho de 2010

O que ela disse

"É lamentável que o PT acabe refém de uma pessoa, que é o Lula. [Ele] Tem os seus méritos, mas todo mundo tem algum mérito; virou caudilho no partido, manda, desmanda, decide, todo mundo obedece. Não dá!"
Sandra Starling, militante histórica do PT de Minas, primeira petista a disputar o governo mineiro, em 1982, e ex-deputada federal, ao se desfiliar do partido contrariada com a aliança, imposta pelo Palácio do Planalto, entre petistas e peemedebistas mineiros.

2 comentários:

Anônimo disse...

Os companheiros deixaram as ruas e foram parar no interior dos gabinetes, burocratizando o partido. Daí não ser absolutamente estranho que, tendo aparelhado os governos com seus vários quadros, o partido se quede mudo, cego e surdo ao que determina o seu "grande" líder (e caudilho) Lula.

Na verdade, o PT acabou bem antes da descoberta do Mensalão - acabou quando assumiu as prefeituras do interior de São Paulo e começou a adotar as práticas mensaleiras, tão bem denunciadas pelo também ex-militante Cezar Benjamin à revista Época, ele também fundador do partido.

Apesar de tudo isso, ainda há quem acredite no PT, tal a força do autoengano ou conveniência de seguir recebendo o seu DAS.

Bia disse...

Bom dia, caro Paulo:

Sandra Starling junta-se a Chico de Oliveira, fundador do partido, que em 2003 afstou-se do PT com um manifesto chamado "Tudo que é sólido se desmancha em cargos".

Aí vai uma "palhinha":

"... Afasto-me porque não votei nas últimas eleições presidencial e proporcional no Partido dos Trabalhadores, reiterando um voto que se confirma desde 1982, para vê-lo governando com um programa que não foi apresentado aos eleitores. Nem o presidente nem muitos dos que estão nos ministérios nem outros que se elegeram para a Câmara dos Deputados e para o Senado da República pediram meu voto para conduzir uma política econômica desastrosa, uma reforma da Previdência anti-trabalhador e pró-sistema financeiro, uma reforma tributária mofina e oligarquizada, uma campanha de descrédito e desmoralização do funcionalismo público, uma inversão de valores republicanos em benefício do ideal liberal do êxito a qualquer preço -o "triunfo da razão cínica", no dizer de César Benjamin-, uma política de alianças descaracterizadora, uma "caça às bruxas" anacrônica e ressuscitadora das piores práticas stalinistas, um conjunto de políticas que fingem ser sociais quando são apenas funcionalização da pobreza..."


Abração.