No AMAZÔNIA:
Agora a Comissão de Ética tem 30 dias para concluir as investigações (o prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias) e será conduzida pelos vereadores Marquinho (PT), Bispo Rocha (PMDB) e Raimundo Castro (PTB). A presidência da comissão ficou com Iran Moraes (PSB). Marquinho do PT garantiu que 'tudo será apurado com o máximo rigor', mas a tranquilidade da vereadora mostrava exatamente o contrário. PT, PMDB e PSB são partidos aliados no cenário político municipal. O presidente da Comissão de Ética, Iran Moraes, é da legenda na qual Vanessa foi candidata a vice-governadora, com o também colega de parlamento, Ademir Andrade.
Vanessa elogiou a atitude da Câmara de passar para a Comissão de Ética a apuração da denúncia. O pedido já havia sido feito pelo PMDB à Mesa Diretora. Em seu pronunciamento, ela declarou que deseja que 'toda investigação seja feita para apurar qualquer indício de irregularidade. Não quero corporativismo ou complacência dos companheiros vereadores'.
Mas esse desejo se traduziu, nos últimos dias, em uma luta desenfreada para conquistar a sobrevida. 'Estou tranquila, pois vou poder apresentar todas as provas contra essas denúncias. Consultei todas as legislações sobre abertura de procedimento contra vereadores e após a Constituição de 1988, o encaminhamento deve ser feito para Comissão de Ética', disse Vanessa.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Arbage arquiva denúncia contra ele próprio
No AMAZÔNIA:
'Dois pesos e duas medidas'. O ditado foi utilizado por grande parte dos vereadores para definir a ação do presidente da Câmara, Walter Arbage (PTB), que arquivou a denúncia feita por Marcos de Moraes Sarmento, em que acusa o vereador de ser sócio da empresa Transterra Terraplenagem Ltda. quando já havia assumido o mandato. A empresa prestava serviços à prefeitura de Belém e o contrato seria superior a R$ 5 milhões.
Arbage disse que a denúncia é 'infundada' e que o eleitor denunciante não está quite com a Justiça Eleitoral para protocolar um documento deste tipo. Ele afirmou que quem poderia denunciá-lo são os representantes da Mesa Diretora ou um partido político. 'Não submeti ao plenário, pois a assessoria jurídica da Câmara indeferiu a denúncia', argumentou. No parecer jurídico, assinado por Marcos Cézar Cantuária, a denúncia também é desqualificada pelo fato de o eleitor não apresentar residência ou domicílio. O procedimento de encaminhar a denúncia ao setor jurídico foi abolido na reunião privativa dos parlamentares. Agora, toda denúncia será encaminhada, após votação, para o Comitê de Ética.
Marquinho do PT alegou que o documento de alteração contratual apresentado por Arbage apresenta indícios de que foi forjado. A data da saída de Arbage da sociedade (06/12/04) aparece anotada à mão, enquanto o resto do documento é digitalizado.
'Dois pesos e duas medidas'. O ditado foi utilizado por grande parte dos vereadores para definir a ação do presidente da Câmara, Walter Arbage (PTB), que arquivou a denúncia feita por Marcos de Moraes Sarmento, em que acusa o vereador de ser sócio da empresa Transterra Terraplenagem Ltda. quando já havia assumido o mandato. A empresa prestava serviços à prefeitura de Belém e o contrato seria superior a R$ 5 milhões.
Arbage disse que a denúncia é 'infundada' e que o eleitor denunciante não está quite com a Justiça Eleitoral para protocolar um documento deste tipo. Ele afirmou que quem poderia denunciá-lo são os representantes da Mesa Diretora ou um partido político. 'Não submeti ao plenário, pois a assessoria jurídica da Câmara indeferiu a denúncia', argumentou. No parecer jurídico, assinado por Marcos Cézar Cantuária, a denúncia também é desqualificada pelo fato de o eleitor não apresentar residência ou domicílio. O procedimento de encaminhar a denúncia ao setor jurídico foi abolido na reunião privativa dos parlamentares. Agora, toda denúncia será encaminhada, após votação, para o Comitê de Ética.
Marquinho do PT alegou que o documento de alteração contratual apresentado por Arbage apresenta indícios de que foi forjado. A data da saída de Arbage da sociedade (06/12/04) aparece anotada à mão, enquanto o resto do documento é digitalizado.
Crise na saúde gera bate-boca
No AMAZÔNIA:
Bate-boca e ânimos alterados marcaram a sessão de ontem da Câmara dos Vereadores de Belém, quando a pauta teoricamente era apenas a abertura de investigação contra a vereadora Vanessa Vasconcelos (PMDB). A confusão foi causada pela provocação feita pelo líder da bancada do partido Democratas (DEM), Fernando Dourado, ao Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a situação crítica de atendimento no hospital Ofir Loyola, denunciada na edição do último domingo de O LIBERAL. Segundo a denúncia, a situação daquela unidade de referência no tratamento de câncer é tão grave que falta desde medicamentos até o dinheiro para pagar o pão dos pacientes internados.
Dourado pediu que o vereador Marquinho do PT - um dos parlamentares à frente da instalação da CPI da Saúde - se pronunciasse a respeito do atendimento à saúde em âmbito estadual, já que a governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, é do mesmo partido do vereador.
Na tribuna, com o jornal em mãos, Dourado pedia atenção de Marquinho, que permanecia de costas e conversando com outros parlamentares. O vereador lembrou que a imprensa já havia noticiado, em semanas anteriores, falta de remédio e problemas na infraestrutura do hospital e que 'as denúncias partiram de alguém que tem respaldo suficiente e conhece a rotina do Ofir Loyola, como é a senhora Ana Klautau - presidente da Avao [Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia]'.
'Vereador Marquinho, o senhor que está na Comissão de Saúde, entenda que em uma hora dessas ninguém pode silenciar, não pode ter dois pesos e duas medidas', argumentou Dourado. Marquinho do PT questionou a declaração de Dourado sobre o fato dele ser membro da Comissão de Saúde, já que ainda é primeiro suplente, com a saída de Antônio Vinagre, atual secretário.
'Agora eu sou da Comissão, é? Tu como presidente não me convocaste nenhuma vez, Dourado! Se tiver CPI vai ser investigado tudo, não só essa administração, mas os 12 anos', gritava o petista. A sessão precisou ser suspensa por cinco minutos.
Marquinho do PT pediu à Mesa Diretora sua efetivação como membro da Comissão e convocou todos os vereadores para visitar, na tarde de ontem, o hospital. 'Sugeri essa visita para averiguar todos os problemas. Fui o primeiro dos vereadores que se dispôs a investigar a Santa Casa, não estou me omitindo por ser partidário da governadora', justificou-se.
Bate-boca e ânimos alterados marcaram a sessão de ontem da Câmara dos Vereadores de Belém, quando a pauta teoricamente era apenas a abertura de investigação contra a vereadora Vanessa Vasconcelos (PMDB). A confusão foi causada pela provocação feita pelo líder da bancada do partido Democratas (DEM), Fernando Dourado, ao Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a situação crítica de atendimento no hospital Ofir Loyola, denunciada na edição do último domingo de O LIBERAL. Segundo a denúncia, a situação daquela unidade de referência no tratamento de câncer é tão grave que falta desde medicamentos até o dinheiro para pagar o pão dos pacientes internados.
Dourado pediu que o vereador Marquinho do PT - um dos parlamentares à frente da instalação da CPI da Saúde - se pronunciasse a respeito do atendimento à saúde em âmbito estadual, já que a governadora do Estado, Ana Júlia Carepa, é do mesmo partido do vereador.
Na tribuna, com o jornal em mãos, Dourado pedia atenção de Marquinho, que permanecia de costas e conversando com outros parlamentares. O vereador lembrou que a imprensa já havia noticiado, em semanas anteriores, falta de remédio e problemas na infraestrutura do hospital e que 'as denúncias partiram de alguém que tem respaldo suficiente e conhece a rotina do Ofir Loyola, como é a senhora Ana Klautau - presidente da Avao [Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia]'.
'Vereador Marquinho, o senhor que está na Comissão de Saúde, entenda que em uma hora dessas ninguém pode silenciar, não pode ter dois pesos e duas medidas', argumentou Dourado. Marquinho do PT questionou a declaração de Dourado sobre o fato dele ser membro da Comissão de Saúde, já que ainda é primeiro suplente, com a saída de Antônio Vinagre, atual secretário.
'Agora eu sou da Comissão, é? Tu como presidente não me convocaste nenhuma vez, Dourado! Se tiver CPI vai ser investigado tudo, não só essa administração, mas os 12 anos', gritava o petista. A sessão precisou ser suspensa por cinco minutos.
Marquinho do PT pediu à Mesa Diretora sua efetivação como membro da Comissão e convocou todos os vereadores para visitar, na tarde de ontem, o hospital. 'Sugeri essa visita para averiguar todos os problemas. Fui o primeiro dos vereadores que se dispôs a investigar a Santa Casa, não estou me omitindo por ser partidário da governadora', justificou-se.
Invasores levam 10 autuações
No AMAZÔNIA:
Os dezoito integrantes de movimentos sociais que foram presos em uma operação das polícias Civil e Militar no último final de semana em Tucuruí, no interior do Estado, já estão à disposição da Justiça, em Belém. Acusados de invadir o canteiro de obras das eclusas da hidrelétrica daquele município, eles foram autuados em flagrante, na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil. A decisão foi criticada pela comissão de advogados de defesa, que está preparando um pedido de liberdade provisória a ser protocolado ainda esta semana. 'Essa detenção só vai dificultar a garantia de direitos dos trabalhadores e atrasar a solução das reivindicações deles', avaliou o advogado Jorge Farias, da União de Negros pela Igualdade (Unegro).
A prisão dos trabalhadores - dezesseis homens e duas mulheres - transcorreu à madrugada e manhã de domingo no canteiro de obras da hidrelétrica. Junto a eles, havia pelo menos 300 outros manifestantes, entre membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Associação de Pescadores de Tucuruí. Eles ocupavam o local deste sexta-feira como forma de protesto contra a desocupação dos terrenos próximos às barragens, e chegaram a render um funcionário da Eletronorte durante a ação, segundo a polícia.
Durante toda a madrugada de ontem, uma força-tarefa teve de ser organizada na DRCO em Belém para fazer as autuações de todos os presos. Dez deles chegaram de carro à capital às 16 horas de ontem, enquanto que o restante do grupo, que antes havia sido encaminhado à Delegacia de Tucuruí, chegou às 20 horas. Cada um deles recebeu dez autuações em flagrante, por formação de quadrilha; incitação ao crime; invasão de estabelecimento industrial, comercial ou agrícola (sabotagem); tentativa de incêndio; extorsão; dano material; resistência; atentado contra segurança; desobediência e cárcere privado.
Segundo o delegado Rogério Moraes, diretor da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) e responsável pelas investigações, a desocupação do local pelos militantes foi conflituosa, mas não houve disparos de armas de fogo, letais ou não letais. Junto com eles, no entanto, foram apreendidos escudos artesanais, granadas caseiras, machados, pedaços de pau, barras de ferro e outros materiais usados supostamente 'para defesa'.
Desde que chegaram à DRCO, os manifestantes não quiseram se pronunciar, sob a orientação dos advogados Jorge Farias (da Unegro), Mary Cohen (da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará - OAB/PA), Roberta Amanajás e Marco Apolo Leão (ambos da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH). 'Eles se reservaram ao direito constitucional de não falar. No entanto, não nos cabe fazer quaisquer julgamentos sobre os atos deles. Apenas fizemos as autuações conforme os fatos que ocorreram no local e vamos dispor o caso à Justiça', afirmou Moraes.
Na manhã de ontem, os manifestantes foram levados pela polícia ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC) para fazer exame de corpo de delito. Eles não quiseram se pronunciar à imprensa. Somente ao início da tarde a Polícia conseguiu transferi-los para uma carceragem da capital. A informação era de que a maioria deles estaria na unidade policial da Cabanagem, mas a DRCO não foi autorizada a confirmar a situação.
Os dezoito integrantes de movimentos sociais que foram presos em uma operação das polícias Civil e Militar no último final de semana em Tucuruí, no interior do Estado, já estão à disposição da Justiça, em Belém. Acusados de invadir o canteiro de obras das eclusas da hidrelétrica daquele município, eles foram autuados em flagrante, na Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil. A decisão foi criticada pela comissão de advogados de defesa, que está preparando um pedido de liberdade provisória a ser protocolado ainda esta semana. 'Essa detenção só vai dificultar a garantia de direitos dos trabalhadores e atrasar a solução das reivindicações deles', avaliou o advogado Jorge Farias, da União de Negros pela Igualdade (Unegro).
A prisão dos trabalhadores - dezesseis homens e duas mulheres - transcorreu à madrugada e manhã de domingo no canteiro de obras da hidrelétrica. Junto a eles, havia pelo menos 300 outros manifestantes, entre membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Associação de Pescadores de Tucuruí. Eles ocupavam o local deste sexta-feira como forma de protesto contra a desocupação dos terrenos próximos às barragens, e chegaram a render um funcionário da Eletronorte durante a ação, segundo a polícia.
Durante toda a madrugada de ontem, uma força-tarefa teve de ser organizada na DRCO em Belém para fazer as autuações de todos os presos. Dez deles chegaram de carro à capital às 16 horas de ontem, enquanto que o restante do grupo, que antes havia sido encaminhado à Delegacia de Tucuruí, chegou às 20 horas. Cada um deles recebeu dez autuações em flagrante, por formação de quadrilha; incitação ao crime; invasão de estabelecimento industrial, comercial ou agrícola (sabotagem); tentativa de incêndio; extorsão; dano material; resistência; atentado contra segurança; desobediência e cárcere privado.
Segundo o delegado Rogério Moraes, diretor da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) e responsável pelas investigações, a desocupação do local pelos militantes foi conflituosa, mas não houve disparos de armas de fogo, letais ou não letais. Junto com eles, no entanto, foram apreendidos escudos artesanais, granadas caseiras, machados, pedaços de pau, barras de ferro e outros materiais usados supostamente 'para defesa'.
Desde que chegaram à DRCO, os manifestantes não quiseram se pronunciar, sob a orientação dos advogados Jorge Farias (da Unegro), Mary Cohen (da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará - OAB/PA), Roberta Amanajás e Marco Apolo Leão (ambos da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH). 'Eles se reservaram ao direito constitucional de não falar. No entanto, não nos cabe fazer quaisquer julgamentos sobre os atos deles. Apenas fizemos as autuações conforme os fatos que ocorreram no local e vamos dispor o caso à Justiça', afirmou Moraes.
Na manhã de ontem, os manifestantes foram levados pela polícia ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC) para fazer exame de corpo de delito. Eles não quiseram se pronunciar à imprensa. Somente ao início da tarde a Polícia conseguiu transferi-los para uma carceragem da capital. A informação era de que a maioria deles estaria na unidade policial da Cabanagem, mas a DRCO não foi autorizada a confirmar a situação.
Depois do vexame, silêncio
No AMAZÔNIA:
No dia seguinte à derrota na decisão do segundo turno do Campeonato Paraense, que tirou do Remo a chance de disputar a Série D do Brasileiro e lançou o clube em um buraco negro de oito meses sem jogos oficiais, a delegação azulina desembarcou no Aeroporto Internacional de Belém, em Val-de-Cães, no final da tarde de ontem, sem tumultos. A Infaero, administradora do aeroporto, armou um esquema de segurança reforçado com medo de protestos violentos de torcedores, mas o elenco saiu com tranquilidade e sem a presença da torcida.
O ônibus fretado pela diretoria para levar a delegação ao Baenão ficou parado em frente ao portão D do aeroporto para que os jogadores pudessem sair rapidamente. Mas a grande maioria deles preferiu não usar o transporte. Os atletas optaram por ir para casa de carona com amigos, familiares ou mesmo de táxi. Apenas o goleiro Adriano fez companhia aos membros da comissão técnica no ônibus.
O avião tocou o solo da capital paraense por volta das 17 horas. Entre os jogadores que saíram pelo saguão de desembarque, o silêncio foi a resposta da maioria após a derrota de 2 a 1 para o São Raimundo, que decretou as 'férias antecipadas do Leão Azul'.
Atletas experientes como Beto, Jaime, Toninho e Adriano passaram direto pelos repórteres. Outros, como os zagueiros Márcio Pereira e Rogério Corrêa, optaram por outra saída, evitando assim a passagem pelo saguão. Apenas os mais jovens, ainda sem jogo de cintura suficiente para fugir da imprensa, aceitaram conceder entrevistas. E nas poucas palavras que foram proferidas, não faltaram pedidos de desculpas à torcida azulina.
Um dos mais abalados era o atacante Marcelo Maciel que, no domingo perdeu uma chance clara de gol logo no início do segundo tempo, quando o Remo ainda perdia por 1 a 0. Em um determinado momento, a voz dele, que atuou os 90 minutos da partida, chegou a embargar. 'Fizemos de tudo, o possível e o impossível, para que o Remo não perdesse o título do returno e pudesse jogar na Série D. Mas, infelizmente, não deu. Peço desculpas aos torcedores, porque sei que eles estão sofrendo. Mas o Remo é um clube grande, não vai se acabar por causa dessa queda', falou o jogador.
Marcelo Maciel evitou falar sobre seu futuro imediato no clube, uma vez que sem competições oficiais até janeiro de 2010 o mais provável é que ele e outros jogadores do clube sejam emprestados para outras equipes. 'O importante agora é continuar fazendo o meu trabalho. Se vou ser emprestado ou não quem decide é a diretoria para estar à disposição do próximo treinador decidir', disse.
O lateral-esquerdo Edinaldo também passou pela imprensa e afirmou que agora é hora de pensar no futuro e seguir em frente. 'Precisamos agora levantar a cabeça e pensar no futuro. Vamos ver o que a diretoria vai planejar para o resto do ano. Se for para ser emprestado, espero que seja um bom negócio para mim e para o Remo', declarou.
O volante Ramon, que nem entrou em campo na partida do último domingo, falou rápido com os jornalistas no desembarque. 'Não faltou raça não. O São Raimundo jogou melhor e mereceu a vitória na partida'.
De acordo com a assessoria de imprensa do Remo, a reapresentação do elenco azulino está marcada apenas para esta quarta-feira, às 16 horas, no Baenão. Na ocasião, a diretoria do clube anunciará aos atletas quais os planos para os próximos meses. Mas uma coisa é certa, os jogadores contratados para o Campeonato Paraense serão liberados assim que seus compromissos com o clube expirarem. A maioria tem contrato até o dia 15 de maio.
No dia seguinte à derrota na decisão do segundo turno do Campeonato Paraense, que tirou do Remo a chance de disputar a Série D do Brasileiro e lançou o clube em um buraco negro de oito meses sem jogos oficiais, a delegação azulina desembarcou no Aeroporto Internacional de Belém, em Val-de-Cães, no final da tarde de ontem, sem tumultos. A Infaero, administradora do aeroporto, armou um esquema de segurança reforçado com medo de protestos violentos de torcedores, mas o elenco saiu com tranquilidade e sem a presença da torcida.
O ônibus fretado pela diretoria para levar a delegação ao Baenão ficou parado em frente ao portão D do aeroporto para que os jogadores pudessem sair rapidamente. Mas a grande maioria deles preferiu não usar o transporte. Os atletas optaram por ir para casa de carona com amigos, familiares ou mesmo de táxi. Apenas o goleiro Adriano fez companhia aos membros da comissão técnica no ônibus.
O avião tocou o solo da capital paraense por volta das 17 horas. Entre os jogadores que saíram pelo saguão de desembarque, o silêncio foi a resposta da maioria após a derrota de 2 a 1 para o São Raimundo, que decretou as 'férias antecipadas do Leão Azul'.
Atletas experientes como Beto, Jaime, Toninho e Adriano passaram direto pelos repórteres. Outros, como os zagueiros Márcio Pereira e Rogério Corrêa, optaram por outra saída, evitando assim a passagem pelo saguão. Apenas os mais jovens, ainda sem jogo de cintura suficiente para fugir da imprensa, aceitaram conceder entrevistas. E nas poucas palavras que foram proferidas, não faltaram pedidos de desculpas à torcida azulina.
Um dos mais abalados era o atacante Marcelo Maciel que, no domingo perdeu uma chance clara de gol logo no início do segundo tempo, quando o Remo ainda perdia por 1 a 0. Em um determinado momento, a voz dele, que atuou os 90 minutos da partida, chegou a embargar. 'Fizemos de tudo, o possível e o impossível, para que o Remo não perdesse o título do returno e pudesse jogar na Série D. Mas, infelizmente, não deu. Peço desculpas aos torcedores, porque sei que eles estão sofrendo. Mas o Remo é um clube grande, não vai se acabar por causa dessa queda', falou o jogador.
Marcelo Maciel evitou falar sobre seu futuro imediato no clube, uma vez que sem competições oficiais até janeiro de 2010 o mais provável é que ele e outros jogadores do clube sejam emprestados para outras equipes. 'O importante agora é continuar fazendo o meu trabalho. Se vou ser emprestado ou não quem decide é a diretoria para estar à disposição do próximo treinador decidir', disse.
O lateral-esquerdo Edinaldo também passou pela imprensa e afirmou que agora é hora de pensar no futuro e seguir em frente. 'Precisamos agora levantar a cabeça e pensar no futuro. Vamos ver o que a diretoria vai planejar para o resto do ano. Se for para ser emprestado, espero que seja um bom negócio para mim e para o Remo', declarou.
O volante Ramon, que nem entrou em campo na partida do último domingo, falou rápido com os jornalistas no desembarque. 'Não faltou raça não. O São Raimundo jogou melhor e mereceu a vitória na partida'.
De acordo com a assessoria de imprensa do Remo, a reapresentação do elenco azulino está marcada apenas para esta quarta-feira, às 16 horas, no Baenão. Na ocasião, a diretoria do clube anunciará aos atletas quais os planos para os próximos meses. Mas uma coisa é certa, os jogadores contratados para o Campeonato Paraense serão liberados assim que seus compromissos com o clube expirarem. A maioria tem contrato até o dia 15 de maio.
Gaúcho livre para a decisão
No AMAZÔNIA:
O técnico Édson Gaúcho poderá comandar o Paysandu de dentro do campo nas duas partidas finais do Campeonato Paraense. Ontem à tarde o departamento jurídico do clube conseguiu um efeito suspensivo que o liberou, temporariamente, de cumprir a pena de 30 dias de suspensão imposta semana passada pela 3ª Comissão Disciplinar do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). A liminar foi concedida pelo presidente do tribunal, auditor José Alberto Vasconcelos.
O treinador havia sido suspenso por ter invadido o campo e ofendido moralmente o árbitro da partida contra o São Raimundo, em Santarém, ainda pela fase classificatória do segundo turno. O julgamento do caso do treinador ainda será feito no Pleno do TJD, mas provavelmente com a punição, se mantida, a ser cumprida somente na Série C do Campeonato Brasileiro.
Livre, hoje Édson volta à beira do gramado para o jogo treino do Papão diante da seleção de Barcarena. Como desde ontem o município, a exemplo de Belém, tem sido castigado com fortes chuvas, existe a possibilidade do treinamento ser transferido para o estádio Laurival Cunha, que tem um gramado em condição menos ruim que o da subprefeitura, local aonde está marcado o jogo.
Reforços - Depois dos meias Wando e Ratinho, o Paysandu pode estar com um terceiro reforço engatilhado para a Terceirona. Trata-se do lateral-direito Ley, que defendeu o Uberlândia-MG no campeonato mineiro e esteve ano passado no Rio Branco-AC. Francislei da Silva Carneiro tem 1,65m e também defendeu o São Raimundo-AM, mas foi no Estrelão que ele mais se destacou.
A posição é considerada a mais carente do elenco bicolor. Atualmente ele conta apenas com Alex Sandro como especialista do setor. Édson Gaúcho chegou a improvisar na lateral os volantes Dadá e Paulo de Tárcio, além do atacante Hállace.
O técnico Édson Gaúcho poderá comandar o Paysandu de dentro do campo nas duas partidas finais do Campeonato Paraense. Ontem à tarde o departamento jurídico do clube conseguiu um efeito suspensivo que o liberou, temporariamente, de cumprir a pena de 30 dias de suspensão imposta semana passada pela 3ª Comissão Disciplinar do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva). A liminar foi concedida pelo presidente do tribunal, auditor José Alberto Vasconcelos.
O treinador havia sido suspenso por ter invadido o campo e ofendido moralmente o árbitro da partida contra o São Raimundo, em Santarém, ainda pela fase classificatória do segundo turno. O julgamento do caso do treinador ainda será feito no Pleno do TJD, mas provavelmente com a punição, se mantida, a ser cumprida somente na Série C do Campeonato Brasileiro.
Livre, hoje Édson volta à beira do gramado para o jogo treino do Papão diante da seleção de Barcarena. Como desde ontem o município, a exemplo de Belém, tem sido castigado com fortes chuvas, existe a possibilidade do treinamento ser transferido para o estádio Laurival Cunha, que tem um gramado em condição menos ruim que o da subprefeitura, local aonde está marcado o jogo.
Reforços - Depois dos meias Wando e Ratinho, o Paysandu pode estar com um terceiro reforço engatilhado para a Terceirona. Trata-se do lateral-direito Ley, que defendeu o Uberlândia-MG no campeonato mineiro e esteve ano passado no Rio Branco-AC. Francislei da Silva Carneiro tem 1,65m e também defendeu o São Raimundo-AM, mas foi no Estrelão que ele mais se destacou.
A posição é considerada a mais carente do elenco bicolor. Atualmente ele conta apenas com Alex Sandro como especialista do setor. Édson Gaúcho chegou a improvisar na lateral os volantes Dadá e Paulo de Tárcio, além do atacante Hállace.
O tempo
Em Belém, sol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
A temperatura máxima será de 31ºC e a mínima, de 24ºC.
A umidade relativa do ar varia de 61% a 90%.
Nesta terça-feira, o leste do Amapá e o nordeste do Pará ficam sob domínio de áreas de instabilidade associadas à Zona de Convergência Intertropical. O sol aparece fraco nessas localidades e há previsão de pancadas de chuva ao longo do dia. Nas outras áreas do Amapá, e Roraima, na região nordeste do Amazonas, incluindo a região de Manaus, e norte do Pará o sol prevalece na maior parte do dia e há previsão de pancadas de chuva principalmente a partir da tarde. Nas demais regiões, ocorrem poucos períodos de sol intercalados com pancadas de chuva.
As previsões são da Climatempo.
A temperatura máxima será de 31ºC e a mínima, de 24ºC.
A umidade relativa do ar varia de 61% a 90%.
Nesta terça-feira, o leste do Amapá e o nordeste do Pará ficam sob domínio de áreas de instabilidade associadas à Zona de Convergência Intertropical. O sol aparece fraco nessas localidades e há previsão de pancadas de chuva ao longo do dia. Nas outras áreas do Amapá, e Roraima, na região nordeste do Amazonas, incluindo a região de Manaus, e norte do Pará o sol prevalece na maior parte do dia e há previsão de pancadas de chuva principalmente a partir da tarde. Nas demais regiões, ocorrem poucos períodos de sol intercalados com pancadas de chuva.
As previsões são da Climatempo.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Lô Borges - Tudo Em Cores Pra Você
Lô Borges - Tudo Em Cores Pra Você
Composição: Lô Borges – César Maurício
Nunca pensei viver o que eu vivi
Estar tão longe nunca mais te ver
Hoje o sol deixou de me acordar
E eu te amo tanto como a lua
Nunca pensei poder sobreviver
Ficar tão perto desse louco amor
Vou transformar tudo em cores pra você
Pode saber te amo até o fim
O sonho é prata e belo como a lua
Hoje o sol lembrou de me acordar
Te amo tanto que esqueço de mim
Pode dormir que eu te quero mais
Talvez sonhar seus sonhos de amor
Vou transformar tudo em cores pra você
Pode dormir que eu te quero mais
Talvez sonhar seus sonhos de amor
Vou transformar tudo em cores pra você
Fonte: Letras.mus.br
Composição: Lô Borges – César Maurício
Nunca pensei viver o que eu vivi
Estar tão longe nunca mais te ver
Hoje o sol deixou de me acordar
E eu te amo tanto como a lua
Nunca pensei poder sobreviver
Ficar tão perto desse louco amor
Vou transformar tudo em cores pra você
Pode saber te amo até o fim
O sonho é prata e belo como a lua
Hoje o sol lembrou de me acordar
Te amo tanto que esqueço de mim
Pode dormir que eu te quero mais
Talvez sonhar seus sonhos de amor
Vou transformar tudo em cores pra você
Pode dormir que eu te quero mais
Talvez sonhar seus sonhos de amor
Vou transformar tudo em cores pra você
Fonte: Letras.mus.br
Um olhar pela lente
Ronaldo Fenômeno é saudado pelos companheiros após marcar um gol - o segundo na vitória de ontem do Corinthians por 3 a 1 sobre o Santos - que se inscreveu entre os mais bonitos de sua carreira fenomenal. A foto está disponível no site Uol Esporte.
R de Recuperação
O texto seguinte, sob o título acima, de autoria de Daniel Piza, é de 1º de abril passado.
Mas está atual.
Atualíssimo.
Depois do que Ronaldo Fenômeno fez ontem, diante do Santos, vale a pena ler.
Leia.
-------------------------------------------
O estádio está cheio, em festa; é dia de jogo importante. Os árbitros e todos os jogadores estão no gramado à espera do apito inicial. Todos, menos um. O vazio no círculo central atende por um nome, que a torcida espera com ansiedade, por sua capacidade de dar ou mudar o tom de uma partida: Ronaldo. Só falta ele para o jogo começar. Onde o craque está?
A cena descrita aconteceu, mas foi num sonho, num quarto de hospital, numa das primeiras noites dos dias seguintes ao fatídico 13 de fevereiro de 2008, quando Ronaldo, com a camisa do Milan, teve ruptura total do tendão patelar esquerdo ao saltar para cabecear a bola. E o sonho foi do próprio Ronaldo. Ali, combalido por mais uma lesão seriíssima, que evocou do planeta mais uma vez a convicção de que sua carreira acabaria, o maior artilheiro das Copas teve um sonho.
Quando acordou, a realidade era bem mais dura. O joelho inchado, a perna incapacitada de dobrar, o monstro cinza da desistência à porta do quarto. Alguns dias depois, Ronaldo teve alta e foi levado de cadeira de rodas até o auditório do hospital para dar um tipo de entrevista coletiva que jamais imaginou que daria de novo. E desta vez, ao contrário do ocorrido em 2000, ele não declarou que “o guerreiro está ferido, mas não está morto”. Declarou que o guerreiro estava cansado, com o corpo surrado, pedindo arrego, dando sinais de que a aposentadoria era o mais provável.
Nenhum – nenhum – jogador de futebol teve tantas contusões graves quanto Ronaldo. Talvez nenhum atleta de nenhuma modalidade. A ruptura do tendão patelar é raríssima no esporte mais popular do planeta; só é vista, e mesmo assim de vez em quando, no esqui profissional. Duas rupturas de tendão patelar, uma em cada joelho, é fato mais remoto ainda. Mesmo assim, Ronaldo voltou de cada uma delas. Enfrentou as dores e os desânimos do tratamento e enfrentou, talvez com maior dificuldade, a descrença geral, salvo exceções que cabem nos dedos de uma mão e Ronaldo sabe quais são uma a uma. E voltou.
De forma ainda mais especial, os retornos de Ronaldo também não são nada corriqueiros. No do final de 2001, quase levou a Inter de Milão ao “scudetto” tão esperado, que lhe escapou em jogo contra a Juventus sobre o qual pairam até hoje suspeitas pesadas; e na Copa de 2002 fez nada menos que oito gols, sendo dois na final contra a Alemanha. Como resultado, foi eleito pela terceira vez o melhor do mundo pela Fifa. Nisto também, aliás, Ronaldo é único: só ele tem três prêmios da Fifa e duas Bolas de Ouro, o mais prestigioso título individual da Europa (Zidane tem apenas uma). E olhe que ficou sem atuar quatro dos quinze anos de sua carreira.
No retorno de 2009, Ronaldo começou surpreendendo com a escolha: decidiu jogar no Brasil e pelo Corinthians. Depois de muita especulação – além, é claro, das dúvidas, das acusações de ser “jogada de marketing”, das piadas de todo tipo – ele enfim estreou, apenas um ano depois da contusão (não os 18 meses da outra), e num jogo contra o Itumbiara, numa ocasião e num gramado que não parecia combinar com sua classe. O atacante que Jorge Valdano disse ter “uma Ferrari nos pés”... correndo numa pista de rally? No jogo seguinte, aconteceu: Ronaldo entrou no clássico de maior rivalidade da maior cidade do país do futebol, deu dribles e chutes e, aos 47 minutos do segundo tempo, fez de cabeça o gol do empate, comemorado como se fosse outro título mundial brasileiro, não apenas corinthiano.
Sim, tem coisas que só ele faz. Só ele quinze gols em Copas; só ele duas vezes melhor do mundo aos 21 anos; só ele vitorioso sobre duas lesões de patelar e outras tantas mais; só ele autor de gol no Real Madrid pelo Barcelona e no Barcelona pelo Real Madrid, e no Milan pela Inter de Milão e na Inter de Milão pelo Milan. Etc. Mas esqueça o glamour de tantos troféus, o sentimentalismo sobre tantos retornos, a incrível onda de aclamação que se seguiu à sua volta para a terra natal. No escuro de um quarto de hotel, com a perna latejando de dor, os sonhos só vêm por teimosia. No vazio de uma academia de ginástica mal equipada, sem nem mesmo água quente no chuveiro, como a do Flamengo, não há festas em castelos e comparações com Pelé. Na solidão de um dos três rostos mais famosos do mundo, a cada sessão de fisioterapia, a cada jogo visto pela TV, não tem ninguém falando em heroísmo.
O que tem é trabalho doloroso, que muitas vezes parece despropositado. Ainda mais para quem já ganhou dinheiro para garantir três gerações de Nazários de Limas e para quem todas as portas e mulheres se abrem. “Se o cara não for focado, não gostar realmente do que faz, ele não consegue”, diz o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, 31 anos, há seis trabalhando com Ronaldo. Foi Mazziotti que ouviu de Ronaldo o sonho do estádio lotado e precisou responder várias vezes durante meses a frase “Você vai voltar” a cada vez que o craque perguntava: “Você acha que eu vou voltar?”.
No vestiário do Milan, com Kaká ao lado, Mazziotti viu como Ronaldo ficou abalado. Ele saiu de campo chorando, repetindo “De novo, não”, perguntando-se “Por quê, por quê?”, enquanto todos lhe pediam calma, embora houvesse ainda a especulação de que ele teria rompido também o ligamento cruzado anterior (o que não se confirmou). No trajeto para o hospital de Paris, onde até dormiria no corredor, Mazziotti conseguiu ser mais articulado: “Só tem um ser humano que pode provar isso para o mundo, que pode retornar de novo, e esse ser humano é você”.
Em outros momentos, a conversa passava pela religião. Que Deus é esse que pune tanto um profissional tão talentoso, que nunca fez mal a ninguém e tantas alegrias trouxe? – eis o que Ronaldo poderia se perguntar. E Mazziotti dizia para que ele pedisse mais forças, “ombros mais fortes”, e não se queixasse dessa “carga maior”. Ronaldo, que fala sempre “Fica com Deus” aos amigos e familiares toda vez que encerra um telefonema, desde então passou a fazer três vezes o sinal da cruz ao entrar em campo.
Mas o que lhe dava forças mesmo era o futebol. “Voltei por meu amor ao futebol”, diz Ronaldo. “Não existe outra razão”, acrescenta, já em tom irritado com os que afirmam que seu interesse é publicitário, como se ele precisasse aparecer mais do que aparece. Para Mazziotti, Ronaldo disse que não queria voltar se fosse para ter dores. “Um incomodozinho sequer e eu largo tudo”, ameaçou. Mazziotti replicou: “Ok, então vamos fazer um trato. Eu deixo seu joelho zerado, mas aí você volta”. Ronaldo ainda brincou: “Eu posso mentir para você”. E Bruno: “Então assim não vale”.
Ronaldo em vários momentos pensou que a cura poderia ser útil apenas para andar de bicicleta com seu filho Ronald, ou jogar uma pelada de vez em quando. Mesmo quando as coisas tinham melhorado muito, o fisioterapeuta perguntava ao craque para qual time iria e Ronaldo rebatia: “Eu ainda nem sei se vou voltar”. Nos primeiros três meses, diálogos como esse se repetiriam. Mas na maior parte do tempo o clima era o oposto: Ronaldo trabalhava e trabalhava, querendo e acreditando em sua volta. Mais do que boa disposição física, ele mostrou mais uma vez seu poder mental, sua capacidade de concentração, sua força interior. As mesmas qualidades que exibe em campo.
Sinais de que tudo poderia correr bem existiram desde o começo. No pós-operatório, o joelho inchou menos do que oito anos antes. Espertamente, Mazziotti percebeu que o segredo – o que chama de “evolução conceitual” da fisioterapia – era trabalhar muito logo no começo, para encurtar a recuperação lá na frente. Eram sete, oito horas diárias de esforço desse que um dia chamaram de “ex-atleta” e “ex-profissional”. Mazziotti flexionava a perna de Ronaldo até mesmo quando ele estava dormindo. O contato com o aparelho acordava o jogador, que resmungava: “Lá vem você de novo com esse negócio”. E em seguida ele fazia tudo, quase sempre de bom humor. Ele sabia, com sua vasta experiência, que Mazziotti estava certo ao dizer: “A natureza não dá saltos. Cada dia é uma vitória”.
Uma vez por mês Ronaldo ia a Paris fazer exames de ressonância e verificar os tecidos e as articulações. No segundo mês, já fazia 100% do arco de movimento da perna. No quarto mês, o resultado foi tão bom que o cirurgião Gerard Saillant o dispensou dos controles dos dois meses seguintes. No sétimo, teve a alta definitiva. Estava 70% melhor do que deveria estar; até já corria e jogava tênis com Mazziotti. Mesmo nas férias de duas semanas de julho em Ibiza, quando foi flagrado num barco, barrigudo e fumando, Ronaldo trabalhava todo dia numa academia, fortalecendo a musculatura da perna. Em agosto, já era procurado pelo Manchester City para atuar ao lado de Robinho e outros brasileiros. Em outubro, já treinando no Flamengo, era um atleta recuperado, precisando apenas emagrecer, readquirir condição cardio-respiratória e voltar a treinar com bola. Em dezembro, assinou com outro clube de massa, o Corinthians, e em fevereiro de 2009 estava pronto para estrear de forma competitiva.
Ou seja, Ronaldo não apenas voltou, como voltou antes do previsto. A cada jogo foi aumentando sua participação – em tempo e em eficiência – para que chegasse às semifinais do Paulistão perto dos 100%. No correr das semanas, amarga quase 50% mais de carga de trabalho do que os colegas. E é desse jogador que dizem que não gosta de treinar? Na Europa, especialmente na nacionalista Espanha, a fama de que os brasileiros são “baladeiros” assombra todos os jogadores. Mas Raúl, Zidane ou Beckham não iam a menos baladas e, na hora dos treinos, faziam o mesmo que quase todos os jogadores europeus fazem: duas horas por dia, em geral com exercícios de força e alguns movimentos táticos.
O que ajudou Ronaldo a ter tantas lesões foi o descaso com suas características específicas, tanto na Espanha como na Itália. Mazziotti resume: “Ele tem muita potência para pouco freio”. Sua massa muscular hoje é de 84 quilos, distribuídos em 1m84 de altura; seu peso ideal é 89 quilos, com 3,8 kg de peso ósseo e 10% de taxa de gordura. Os tendões não são mais frágeis do que os de outros atletas, mas têm dificuldade para suportar essa carga muscular num jogador de alta velocidade, que dribla em ziguezague – ora, como se fosse um esquiador – e é capaz de fazer um arranque em que percorre 30 metros em 3,4 segundos. Essa gloriosa união de força, velocidade e ginga, ironicamente, foi também seu karma.
Ronaldo não tem muita capacidade aeróbica e engorda com facilidade quando não está treinando por férias ou lesões, como aconteceu às vésperas da Copa de 2006. Mas ele tem alto índice de fibras musculares rápidas, e elas pedem o tratamento adequado no momento em que se machuca; além disso, tem um histórico de distúrbios articulares. Nem Real Madrid nem Milan souberam respeitar alguns dos prazos e fazer os exercícios específicos que Ronaldo precisava, até porque suas ausências eram sempre sentidas pelo time e pela torcida. Isso explica em parte o sobrepeso em tantas situações desde 2005, sua última temporada cheia. É um jogador de tiros curtos, que corre nos momentos em que precisa; logo, não pode ser tratado como um Cafu. Reequilíbrio muscular é a chave.
Foi na medicina esportiva brasileira, curiosamente, que Ronaldo encontrou esse balanço entre treinamento comum e especializado. O que Ronaldo sabe sobre fisiologia, por sinal, o leitor não pode supor. “Eu digo sempre que ele está no quinto período da faculdade, prestes a se graduar”, diz Mazziotti. A idade e a musculatura fazem diferença, e só um observador cruel pode querer que ele tenha a mesma agilidade e leveza dos tempos do Barcelona. Mas ele agora caminha para a reabilitação total, o que significa poder dar arranques e realizar toda sua técnica – que ainda há quem não perceba que é muito mais do que velocidade e pontaria.
O estádio está cheio, em festa; é dia de jogo importante. Os árbitros e todos os jogadores estão no gramado à espera do apito inicial. Todos, menos um. O vazio no círculo central atende por um nome, que a torcida espera com ansiedade, por sua capacidade de dar ou mudar o tom de uma partida: Ronaldo. Só falta ele para o jogo começar. Olha, lá vem o craque.
Mas está atual.
Atualíssimo.
Depois do que Ronaldo Fenômeno fez ontem, diante do Santos, vale a pena ler.
Leia.
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O estádio está cheio, em festa; é dia de jogo importante. Os árbitros e todos os jogadores estão no gramado à espera do apito inicial. Todos, menos um. O vazio no círculo central atende por um nome, que a torcida espera com ansiedade, por sua capacidade de dar ou mudar o tom de uma partida: Ronaldo. Só falta ele para o jogo começar. Onde o craque está?
A cena descrita aconteceu, mas foi num sonho, num quarto de hospital, numa das primeiras noites dos dias seguintes ao fatídico 13 de fevereiro de 2008, quando Ronaldo, com a camisa do Milan, teve ruptura total do tendão patelar esquerdo ao saltar para cabecear a bola. E o sonho foi do próprio Ronaldo. Ali, combalido por mais uma lesão seriíssima, que evocou do planeta mais uma vez a convicção de que sua carreira acabaria, o maior artilheiro das Copas teve um sonho.
Quando acordou, a realidade era bem mais dura. O joelho inchado, a perna incapacitada de dobrar, o monstro cinza da desistência à porta do quarto. Alguns dias depois, Ronaldo teve alta e foi levado de cadeira de rodas até o auditório do hospital para dar um tipo de entrevista coletiva que jamais imaginou que daria de novo. E desta vez, ao contrário do ocorrido em 2000, ele não declarou que “o guerreiro está ferido, mas não está morto”. Declarou que o guerreiro estava cansado, com o corpo surrado, pedindo arrego, dando sinais de que a aposentadoria era o mais provável.
Nenhum – nenhum – jogador de futebol teve tantas contusões graves quanto Ronaldo. Talvez nenhum atleta de nenhuma modalidade. A ruptura do tendão patelar é raríssima no esporte mais popular do planeta; só é vista, e mesmo assim de vez em quando, no esqui profissional. Duas rupturas de tendão patelar, uma em cada joelho, é fato mais remoto ainda. Mesmo assim, Ronaldo voltou de cada uma delas. Enfrentou as dores e os desânimos do tratamento e enfrentou, talvez com maior dificuldade, a descrença geral, salvo exceções que cabem nos dedos de uma mão e Ronaldo sabe quais são uma a uma. E voltou.
De forma ainda mais especial, os retornos de Ronaldo também não são nada corriqueiros. No do final de 2001, quase levou a Inter de Milão ao “scudetto” tão esperado, que lhe escapou em jogo contra a Juventus sobre o qual pairam até hoje suspeitas pesadas; e na Copa de 2002 fez nada menos que oito gols, sendo dois na final contra a Alemanha. Como resultado, foi eleito pela terceira vez o melhor do mundo pela Fifa. Nisto também, aliás, Ronaldo é único: só ele tem três prêmios da Fifa e duas Bolas de Ouro, o mais prestigioso título individual da Europa (Zidane tem apenas uma). E olhe que ficou sem atuar quatro dos quinze anos de sua carreira.
No retorno de 2009, Ronaldo começou surpreendendo com a escolha: decidiu jogar no Brasil e pelo Corinthians. Depois de muita especulação – além, é claro, das dúvidas, das acusações de ser “jogada de marketing”, das piadas de todo tipo – ele enfim estreou, apenas um ano depois da contusão (não os 18 meses da outra), e num jogo contra o Itumbiara, numa ocasião e num gramado que não parecia combinar com sua classe. O atacante que Jorge Valdano disse ter “uma Ferrari nos pés”... correndo numa pista de rally? No jogo seguinte, aconteceu: Ronaldo entrou no clássico de maior rivalidade da maior cidade do país do futebol, deu dribles e chutes e, aos 47 minutos do segundo tempo, fez de cabeça o gol do empate, comemorado como se fosse outro título mundial brasileiro, não apenas corinthiano.
Sim, tem coisas que só ele faz. Só ele quinze gols em Copas; só ele duas vezes melhor do mundo aos 21 anos; só ele vitorioso sobre duas lesões de patelar e outras tantas mais; só ele autor de gol no Real Madrid pelo Barcelona e no Barcelona pelo Real Madrid, e no Milan pela Inter de Milão e na Inter de Milão pelo Milan. Etc. Mas esqueça o glamour de tantos troféus, o sentimentalismo sobre tantos retornos, a incrível onda de aclamação que se seguiu à sua volta para a terra natal. No escuro de um quarto de hotel, com a perna latejando de dor, os sonhos só vêm por teimosia. No vazio de uma academia de ginástica mal equipada, sem nem mesmo água quente no chuveiro, como a do Flamengo, não há festas em castelos e comparações com Pelé. Na solidão de um dos três rostos mais famosos do mundo, a cada sessão de fisioterapia, a cada jogo visto pela TV, não tem ninguém falando em heroísmo.
O que tem é trabalho doloroso, que muitas vezes parece despropositado. Ainda mais para quem já ganhou dinheiro para garantir três gerações de Nazários de Limas e para quem todas as portas e mulheres se abrem. “Se o cara não for focado, não gostar realmente do que faz, ele não consegue”, diz o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, 31 anos, há seis trabalhando com Ronaldo. Foi Mazziotti que ouviu de Ronaldo o sonho do estádio lotado e precisou responder várias vezes durante meses a frase “Você vai voltar” a cada vez que o craque perguntava: “Você acha que eu vou voltar?”.
No vestiário do Milan, com Kaká ao lado, Mazziotti viu como Ronaldo ficou abalado. Ele saiu de campo chorando, repetindo “De novo, não”, perguntando-se “Por quê, por quê?”, enquanto todos lhe pediam calma, embora houvesse ainda a especulação de que ele teria rompido também o ligamento cruzado anterior (o que não se confirmou). No trajeto para o hospital de Paris, onde até dormiria no corredor, Mazziotti conseguiu ser mais articulado: “Só tem um ser humano que pode provar isso para o mundo, que pode retornar de novo, e esse ser humano é você”.
Em outros momentos, a conversa passava pela religião. Que Deus é esse que pune tanto um profissional tão talentoso, que nunca fez mal a ninguém e tantas alegrias trouxe? – eis o que Ronaldo poderia se perguntar. E Mazziotti dizia para que ele pedisse mais forças, “ombros mais fortes”, e não se queixasse dessa “carga maior”. Ronaldo, que fala sempre “Fica com Deus” aos amigos e familiares toda vez que encerra um telefonema, desde então passou a fazer três vezes o sinal da cruz ao entrar em campo.
Mas o que lhe dava forças mesmo era o futebol. “Voltei por meu amor ao futebol”, diz Ronaldo. “Não existe outra razão”, acrescenta, já em tom irritado com os que afirmam que seu interesse é publicitário, como se ele precisasse aparecer mais do que aparece. Para Mazziotti, Ronaldo disse que não queria voltar se fosse para ter dores. “Um incomodozinho sequer e eu largo tudo”, ameaçou. Mazziotti replicou: “Ok, então vamos fazer um trato. Eu deixo seu joelho zerado, mas aí você volta”. Ronaldo ainda brincou: “Eu posso mentir para você”. E Bruno: “Então assim não vale”.
Ronaldo em vários momentos pensou que a cura poderia ser útil apenas para andar de bicicleta com seu filho Ronald, ou jogar uma pelada de vez em quando. Mesmo quando as coisas tinham melhorado muito, o fisioterapeuta perguntava ao craque para qual time iria e Ronaldo rebatia: “Eu ainda nem sei se vou voltar”. Nos primeiros três meses, diálogos como esse se repetiriam. Mas na maior parte do tempo o clima era o oposto: Ronaldo trabalhava e trabalhava, querendo e acreditando em sua volta. Mais do que boa disposição física, ele mostrou mais uma vez seu poder mental, sua capacidade de concentração, sua força interior. As mesmas qualidades que exibe em campo.
Sinais de que tudo poderia correr bem existiram desde o começo. No pós-operatório, o joelho inchou menos do que oito anos antes. Espertamente, Mazziotti percebeu que o segredo – o que chama de “evolução conceitual” da fisioterapia – era trabalhar muito logo no começo, para encurtar a recuperação lá na frente. Eram sete, oito horas diárias de esforço desse que um dia chamaram de “ex-atleta” e “ex-profissional”. Mazziotti flexionava a perna de Ronaldo até mesmo quando ele estava dormindo. O contato com o aparelho acordava o jogador, que resmungava: “Lá vem você de novo com esse negócio”. E em seguida ele fazia tudo, quase sempre de bom humor. Ele sabia, com sua vasta experiência, que Mazziotti estava certo ao dizer: “A natureza não dá saltos. Cada dia é uma vitória”.
Uma vez por mês Ronaldo ia a Paris fazer exames de ressonância e verificar os tecidos e as articulações. No segundo mês, já fazia 100% do arco de movimento da perna. No quarto mês, o resultado foi tão bom que o cirurgião Gerard Saillant o dispensou dos controles dos dois meses seguintes. No sétimo, teve a alta definitiva. Estava 70% melhor do que deveria estar; até já corria e jogava tênis com Mazziotti. Mesmo nas férias de duas semanas de julho em Ibiza, quando foi flagrado num barco, barrigudo e fumando, Ronaldo trabalhava todo dia numa academia, fortalecendo a musculatura da perna. Em agosto, já era procurado pelo Manchester City para atuar ao lado de Robinho e outros brasileiros. Em outubro, já treinando no Flamengo, era um atleta recuperado, precisando apenas emagrecer, readquirir condição cardio-respiratória e voltar a treinar com bola. Em dezembro, assinou com outro clube de massa, o Corinthians, e em fevereiro de 2009 estava pronto para estrear de forma competitiva.
Ou seja, Ronaldo não apenas voltou, como voltou antes do previsto. A cada jogo foi aumentando sua participação – em tempo e em eficiência – para que chegasse às semifinais do Paulistão perto dos 100%. No correr das semanas, amarga quase 50% mais de carga de trabalho do que os colegas. E é desse jogador que dizem que não gosta de treinar? Na Europa, especialmente na nacionalista Espanha, a fama de que os brasileiros são “baladeiros” assombra todos os jogadores. Mas Raúl, Zidane ou Beckham não iam a menos baladas e, na hora dos treinos, faziam o mesmo que quase todos os jogadores europeus fazem: duas horas por dia, em geral com exercícios de força e alguns movimentos táticos.
O que ajudou Ronaldo a ter tantas lesões foi o descaso com suas características específicas, tanto na Espanha como na Itália. Mazziotti resume: “Ele tem muita potência para pouco freio”. Sua massa muscular hoje é de 84 quilos, distribuídos em 1m84 de altura; seu peso ideal é 89 quilos, com 3,8 kg de peso ósseo e 10% de taxa de gordura. Os tendões não são mais frágeis do que os de outros atletas, mas têm dificuldade para suportar essa carga muscular num jogador de alta velocidade, que dribla em ziguezague – ora, como se fosse um esquiador – e é capaz de fazer um arranque em que percorre 30 metros em 3,4 segundos. Essa gloriosa união de força, velocidade e ginga, ironicamente, foi também seu karma.
Ronaldo não tem muita capacidade aeróbica e engorda com facilidade quando não está treinando por férias ou lesões, como aconteceu às vésperas da Copa de 2006. Mas ele tem alto índice de fibras musculares rápidas, e elas pedem o tratamento adequado no momento em que se machuca; além disso, tem um histórico de distúrbios articulares. Nem Real Madrid nem Milan souberam respeitar alguns dos prazos e fazer os exercícios específicos que Ronaldo precisava, até porque suas ausências eram sempre sentidas pelo time e pela torcida. Isso explica em parte o sobrepeso em tantas situações desde 2005, sua última temporada cheia. É um jogador de tiros curtos, que corre nos momentos em que precisa; logo, não pode ser tratado como um Cafu. Reequilíbrio muscular é a chave.
Foi na medicina esportiva brasileira, curiosamente, que Ronaldo encontrou esse balanço entre treinamento comum e especializado. O que Ronaldo sabe sobre fisiologia, por sinal, o leitor não pode supor. “Eu digo sempre que ele está no quinto período da faculdade, prestes a se graduar”, diz Mazziotti. A idade e a musculatura fazem diferença, e só um observador cruel pode querer que ele tenha a mesma agilidade e leveza dos tempos do Barcelona. Mas ele agora caminha para a reabilitação total, o que significa poder dar arranques e realizar toda sua técnica – que ainda há quem não perceba que é muito mais do que velocidade e pontaria.
O estádio está cheio, em festa; é dia de jogo importante. Os árbitros e todos os jogadores estão no gramado à espera do apito inicial. Todos, menos um. O vazio no círculo central atende por um nome, que a torcida espera com ansiedade, por sua capacidade de dar ou mudar o tom de uma partida: Ronaldo. Só falta ele para o jogo começar. Olha, lá vem o craque.
O que fazia Lugo além de perfilhar?
Esse presidente do Paraguai, com todo o respeito, é um saliente incorrigível.
Quando era bispo, o que ele fazia mesmo além de namorar e perfilhar?
Em duas semanas, surgiram notícias de que ele é pai de três filhos, um dos quais, vale dizer, reconhecido pelo próprio Fernando Lugo.
Só de maldade, os paraguaios dizem até que seu presidente já deveria ter criado um Programa Bolsa Família.
Ou para todos no Paraguai ou apenas para a família dele, Lugo.
Quando era bispo, o que ele fazia mesmo além de namorar e perfilhar?
Em duas semanas, surgiram notícias de que ele é pai de três filhos, um dos quais, vale dizer, reconhecido pelo próprio Fernando Lugo.
Só de maldade, os paraguaios dizem até que seu presidente já deveria ter criado um Programa Bolsa Família.
Ou para todos no Paraguai ou apenas para a família dele, Lugo.
De grande, resta a Torcida Azulina
De um Anônimo, sobre a postagem Nunes vira o alvo remista:
Enquanto os dirigentes do Remo não pensarem e administrarem o clube com a dimensão de grandeza que é, continuaremos a assistir e sofrer vexames.
Infelizmente, as picuinhas e briguinhas internas proporcionadas pelos tais "cardeais" que se acham donos do clube continuam acelerando a devastação do pouco que resta.
De grande, hoje, resta apenas e tão somente a Torcida Azulina.
Enquanto os dirigentes do Remo não pensarem e administrarem o clube com a dimensão de grandeza que é, continuaremos a assistir e sofrer vexames.
Infelizmente, as picuinhas e briguinhas internas proporcionadas pelos tais "cardeais" que se acham donos do clube continuam acelerando a devastação do pouco que resta.
De grande, hoje, resta apenas e tão somente a Torcida Azulina.
Vale e Goeldi desenvolvem projeto de educação ambiental
O Parque Zoobotânico Vale, em Parauapebas, promoveu ontem mais uma programação do projeto Conhecer para Preservar, realizado pelo Museu Paraense Emílio Goeldi em parceria com a Vale. As atividades envolveram jogos e oficinas educativas, além de atelier de pintura, voltadas para a diversidade da fauna e flora expostas no Parque. A programação iniciou às 9h e prosseguiu até às 13 horas, com muita interção para os visitantes com o meio ambiente, um dos objetivo da iniciativa.
Iniciado em 2006, o projeto desenvolve ações educativas focadas no conhecimento do patrimônio ambiental e cultural da Amazônia, especialmente sobre o acervo do Parque Zoobotânico. Em março, o local completou 24 anos de existência, consolidando-se como um dos um dos principais espaços de convivência com o meio ambiente na região de Carajás e contribuindo, por sua vez, com a preservação da biodiversidade amazônica. O parque atrai cerca de 6 mil visitantes por mês.
Mantido pela Vale, o Parque está localizado em meio a 30 hectares preservados dentro da Floresta Nacional de Carajás. A manutenção da Biodiversidade Amazônica é um dos principais objetivos do espaço, que ganha reforço com as ações, entre outras, do projeto Conhecer para Preservar. Com um plantel de 260 animais (73 espécies), sendo 32% mamíferos, 53% aves e 15% répteis, o Parque contribui na preservação das espécies, mantendo o estoque genético dos animais e formando profissionais especializados para trabalhar em benefício da preservação da fauna e flora brasileiras.
Novidades - Desde o mês de março, o Parque recebeu novos habitantes: dois primatas da espécie Saguinus midas niger (Sagui-preto), que já podem ser visitados. Após um período em reforma, o público também pode visitar as coleções científicas no setor da botânica e conhecer, por exemplo, a carpoteca, sementeca, xiloteca e o insetário.
Para facilitar a identificação, o Parque também ganhou novas placas, mais ilustrativas, dinâmicas e educativas. Elas contêm mensagens de preservação ambiental, nomes de animais e árvores nativas, além de espécies plantadas por visitantes ilustres que visitam Carajás.
Fonte: Vale
Iniciado em 2006, o projeto desenvolve ações educativas focadas no conhecimento do patrimônio ambiental e cultural da Amazônia, especialmente sobre o acervo do Parque Zoobotânico. Em março, o local completou 24 anos de existência, consolidando-se como um dos um dos principais espaços de convivência com o meio ambiente na região de Carajás e contribuindo, por sua vez, com a preservação da biodiversidade amazônica. O parque atrai cerca de 6 mil visitantes por mês.
Mantido pela Vale, o Parque está localizado em meio a 30 hectares preservados dentro da Floresta Nacional de Carajás. A manutenção da Biodiversidade Amazônica é um dos principais objetivos do espaço, que ganha reforço com as ações, entre outras, do projeto Conhecer para Preservar. Com um plantel de 260 animais (73 espécies), sendo 32% mamíferos, 53% aves e 15% répteis, o Parque contribui na preservação das espécies, mantendo o estoque genético dos animais e formando profissionais especializados para trabalhar em benefício da preservação da fauna e flora brasileiras.
Novidades - Desde o mês de março, o Parque recebeu novos habitantes: dois primatas da espécie Saguinus midas niger (Sagui-preto), que já podem ser visitados. Após um período em reforma, o público também pode visitar as coleções científicas no setor da botânica e conhecer, por exemplo, a carpoteca, sementeca, xiloteca e o insetário.
Para facilitar a identificação, o Parque também ganhou novas placas, mais ilustrativas, dinâmicas e educativas. Elas contêm mensagens de preservação ambiental, nomes de animais e árvores nativas, além de espécies plantadas por visitantes ilustres que visitam Carajás.
Fonte: Vale
Daniel Dantas é indiciado pela Polícia Federal
O banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity, foi formalmente indiciado pela Polícia Federal por crimes financeiros. Nesta segunda-feira (27/4), ele ficou em silêncio ao ser convocado para depor na sede da PF. As informações são do UOL Notícias.
Dantas foi indiciado por formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e empréstimo vedado. O advogado do banqueiro, Andrei Schmidt, afirmou que Dantas foi informado de seu indiciamento logo após ter chegado à PF.
"Não há exercício da defesa com o indiciamento já pronto", disse o Schmidt. Segundo o advogado, a defesa se colocará à disposição da PF desde que sejam juntadas provas aos autos. "O Supremo nos assegurou acesso irrestrito às provas. Faz parte da defesa ter conhecimento integral da investigação", disse.
Com o indiciamento formalizado, o advogado informa que todos os cinco diretores do Opportunity, entre eles a irmã do banqueiro, Verônica Dantas, que devem ouvidos nesta segunda pela PF, deverão ficar em silêncio.
O banqueiro chegou a ser preso duas vezes em 2008. Foi solto depois de obter Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal. Denunciado, Dantas foi condenado em primeira instância. Segundo o Ministério Público Federal, o banqueiro ofereceu suborno ao delegado da Polícia Federal Victor Hugo Ferreira para que retirasse de um inquérito policial ele e sua irmã Verônica.
Fonte: Consultor Jurídico
Dantas foi indiciado por formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e empréstimo vedado. O advogado do banqueiro, Andrei Schmidt, afirmou que Dantas foi informado de seu indiciamento logo após ter chegado à PF.
"Não há exercício da defesa com o indiciamento já pronto", disse o Schmidt. Segundo o advogado, a defesa se colocará à disposição da PF desde que sejam juntadas provas aos autos. "O Supremo nos assegurou acesso irrestrito às provas. Faz parte da defesa ter conhecimento integral da investigação", disse.
Com o indiciamento formalizado, o advogado informa que todos os cinco diretores do Opportunity, entre eles a irmã do banqueiro, Verônica Dantas, que devem ouvidos nesta segunda pela PF, deverão ficar em silêncio.
O banqueiro chegou a ser preso duas vezes em 2008. Foi solto depois de obter Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal. Denunciado, Dantas foi condenado em primeira instância. Segundo o Ministério Público Federal, o banqueiro ofereceu suborno ao delegado da Polícia Federal Victor Hugo Ferreira para que retirasse de um inquérito policial ele e sua irmã Verônica.
Fonte: Consultor Jurídico
As pendências de Ciro Gomes
Lembram-se do deputado federal Ciro Gomes, aquele que, a título de defender-se de acusações, lança impropérios contra todo mundo, diz que não tem medo de ninguém e, dizendo-o, passa a impressão de que pretende fazer com que todos tenhamos medo dele?Pois é.
Ciro Gomes, destemperado quase sempre e quase sempre destemperado, deveria usar da mesma contundência para justificar-se de certas pendências que se eternizam no tempo e servem, por isso mesmo, para oferecer ao distinto leitorado a qualidade de gente que, como ele, aspira a ser candidato a presidente da República.
Que o diga Ricardo Soares.
Soares é diretor de TV, jornalista e escritor.
Atualmente, ocupa um dos cargos de gerência nas áreas de criação e produção da TV Brasil e é editor do Blog Ricardo Soares (na imagem acima).
Já dirigiu documentários para a TV Cultura, programas para a Sesc TV e edita a revista Raiz, que trata de cultura brasileira. É conselheiro editorial da Rolling Stones e um dos criadores do programa Metrópolis, da TV Cultura, do qual foi o primeiro apresentador.
Foi repórter do Caderno B do JB e integrou parte da equipe fundadora do Caderno 2 do Estadão.
E o que têm a ver o Espaço Aberto, Ricardo Soares e Ciro Gomes?
É que Soares, numa dessas zapeadas pela internet, deu de cara com a postagem feita aqui, sob o título E quem tem medo de Ciro Gomes? Quem?.
Ao ler a postagem, fez um curto comentário.
Curto, mas elucidativo, como vocês pode ler na caixinha do post.
Ricardo Soares diz que Ciro Gomes tem para com ele dívidas pendentes de pagamento da campanha de 2000, quando o jornalista dirigiu a campanha da ex-mulher do deputado, Patrícia Gomes, que então concorria à Prefeitura de Fortaleza (CE).
Desde então, Ricardo Soares não perdoa Ciro por isso. E nem poderia.
Em seu blog, tem feito críticas Ciro por sua conduta como homem público.
Na revista Caros Amigos, Soares já escreveu o artigo Ciro Gomes, credores e protocolo, no qual relata suas frustradas tentativas de receber o que o deputado lhe deve pela prestação de serviços profissionais.
Já pensou se Soares ou qualquer outro fizessem com Ciro Gomes o que Ciro Gomes é acusado de fazer com Soares?
Provavelmente, Ciro, o estouvado, o exasperado, os esmurraria.
Se quando lhe perguntaram simplesmente se era verdade que estava namorando Patrícia Pilar – como lhe perguntou um jornalista de Belém -, Ciro Gomes teve gana de responder na base do soco, imaginem só como o deputado trataria alguém que lhe passasse um calote.
Esse é Ciro Gomes, o destabocado, o exasperado, o estouvado que aspira a ocupar um cargo como o de presidente da República, que requer ponderação, equilíbrio e comedimento.
Luiz Braga participa de exposição em São Paulo
Luiz Braga, mais uma vez, está em cartaz em São Paulo.
Na última sexta, pela manhã, foi aberta na Pinacoteca do Estado a exposição "À procura de 'um olhar", que presta uma homenagem especial a Claude Lévi-Strauss. Esta exposição faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil e fica aberta ao público até 28 de junho.
Presentes à abertura a ministra das Cidades da França e João Sayad, atual secretário de cultura do Estado de São Paulo, além de um grande número de convidados, entre eles o senador Eduardo Suplicy, a quem o fotógrafo paraense não conhecia pessoalmente. “Eu me impressionei muito com sua simpatia e serenidade”, confessa Luiz.
A exposição está magistralmente bem montada e já na abertura recebeu muitos visitantes.
“Estar na Pinacoteca sempre foi um desejo meu desde a primeira vez que a visitei e na companhia de ícones como Pierre Verger, Marcel Gautherot e Jean Manzon é mesmo de emocionar”, afirma o fotógrafo, em e-mail ao blog.
Belém, aliás, está presente também na obra de diversos fotógrafos da mostra. “O Ver-o-Peso cheio de velas, de Verger, é de um tempo de ficou soterrado por um progresso que pra mim tem outro nome: perda”, diz Luiz.
Na última sexta, pela manhã, foi aberta na Pinacoteca do Estado a exposição "À procura de 'um olhar", que presta uma homenagem especial a Claude Lévi-Strauss. Esta exposição faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil e fica aberta ao público até 28 de junho.
Presentes à abertura a ministra das Cidades da França e João Sayad, atual secretário de cultura do Estado de São Paulo, além de um grande número de convidados, entre eles o senador Eduardo Suplicy, a quem o fotógrafo paraense não conhecia pessoalmente. “Eu me impressionei muito com sua simpatia e serenidade”, confessa Luiz.
A exposição está magistralmente bem montada e já na abertura recebeu muitos visitantes.
“Estar na Pinacoteca sempre foi um desejo meu desde a primeira vez que a visitei e na companhia de ícones como Pierre Verger, Marcel Gautherot e Jean Manzon é mesmo de emocionar”, afirma o fotógrafo, em e-mail ao blog.
Belém, aliás, está presente também na obra de diversos fotógrafos da mostra. “O Ver-o-Peso cheio de velas, de Verger, é de um tempo de ficou soterrado por um progresso que pra mim tem outro nome: perda”, diz Luiz.
Helder contra Ana Júlia? Pode ser. Mas deve-se esperar.
Comentarista Anônimo entrou em três postagens aqui no blog, ontem à noite, e deixou a seguinte informação.
Extra!! Extra!!
Helder Barbalho acaba de comunicar seu pai, de que, não conte com ele para a reeleição de Ana Júlia. Helder passou a acompanhar a decisão já tomada pelo ex-deputado federal José Priante, de trabalhar para derrotar Ana Júlia em 2010. Parece que Jader Barbalho está vivendo uma temporada de abandono.
O bicho vai pegar entre os peemedebistas.
A conferir.
A conferir posteriormente.
Extra!! Extra!!
Helder Barbalho acaba de comunicar seu pai, de que, não conte com ele para a reeleição de Ana Júlia. Helder passou a acompanhar a decisão já tomada pelo ex-deputado federal José Priante, de trabalhar para derrotar Ana Júlia em 2010. Parece que Jader Barbalho está vivendo uma temporada de abandono.
O bicho vai pegar entre os peemedebistas.
A conferir.
A conferir posteriormente.
A Justiça não tem pressa, mas a Saúde tem


A Saúde Pública gerida pelo Município de Belém está um caos.A Saúde Pública gerida por Sua Excelência o prefeito Duciomar Costa está um caos.
E tanto é assim que está sob intervenção federal.
Carências no setor de Saúde têm que ser solucionadas com urgência.
Não podem esperar.
Quanto mais tardias forem as soluções, a mais riscos ficam submetidos sobretudo os pobres, tratados como animais em pronto-socorros e postos de saúde que mais se parecem com abatedouros humanos.
A Câmara Municipal de Belém tentou instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caos na Saúde Pública gerida pela administração Duciomar Costa, mas não conseguiu.
Vereadores entraram com um mandado de segurança.
Mandados de seguranças requerem urgência no julgamento, ainda que preliminar.
E mandados de segurança como o que foi ajuizado pelos vereadores, que pedem um provimento judicial de urgência para assunto urgente, como a instalação de uma CPI para discutir o caos na Saúde Pública, deveriam merecer uma apreciação mais urgente ainda.
Não é, todavia, o que ocorre com o mandado de segurança 2009.1.038468-1, distribuído para a 2ª Vara de Fazenda da Capital.
Deem uma olhada na imagem do alto e clique para ampliá-la.
A ação foi distribuída no dia 31 de março passado.
Pois transcorreram 16 dias (confira na imagem do meio) para receber o primeiro despacho do magistrado, mandando notificar o presidente da Câmara Municipal, para que preste informações no prazo de dez dias.
O mandado só retornou à Central uma semana depois, no dia 22 (veja a imagem acima), provavelmente cumprido, ou seja, com a notificação do presidente da Câmara, que somente a partir de então é que terá os dez dias para apresentar as informações solicitadas pelo juiz.
E aí?
E aí que, entre o ajuizamento do mandado e a decisão preliminar da Justiça sobre se concede ou não uma liminar, deverão transcorrer pelo menos 30 dias.
É um prazo razoável, nas circunstâncias?
Tudo indica que não.
A Justiça até pode não ter pressa.
Mas a Saúde tem.
E a população de Belém, mais ainda.
O amor dos animais

WALMIR BRELAZ
O amor de Suzy por Dyana é comovente, a começar pelo nome de realeza que lhe atribuiu. Hoje saíram às duas horas da madrugada para cortar cuidadosamente o cabelo de Dyana, raspando-o em toda a parte central e aproveitando para pintar de azul o resto do corpo. Ela ficaria linda da cor do céu tanto quanto Júlio, a quem Fany sapecou-lhe um reluzente lilás. Na volta, Suzy passou num man shop, afinal, precisaria alimentar sua afilhada: comprou quilos de sojas, vitaminas em comprimidos, sal, alho, cebola, produtos transgenicamente preparados para fazerem bem a Dyana. A saúde valia a pena. Nessa loja, Dy conheceu vários de sua espécie, deitados em confortáveis quartos pouco maiores que seus corpos e observados por quem lhes pretendiam.
O carinho de Suzy realmente não tinha limites. Queria ver Dyana sempre mais bonita e achou por bem decepar o seu polegar, talvez os dois. Com oito dedos nas mãos, a aparência lhe seria bem melhor. Além disso, não sentiria dor já que o procedimento contaria com doses suficientes de anestesia. A beleza valia a pena. O que importava é que deveria estar preparada para comemoração de seu aniversário, onde encontraria com suas outras amigas e amigos, em especial o Pool e seu fiel Leno.
Pool tinha verdadeira fascinação por Leno e com ele sempre dormia no quintal de casa, sempre abraçadinhos. Quando separados, Pool chegava às lágrimas ao ver a foto de seu amigo na tela do celular. Leno era um fofinho, calmo, falava com a voz de criança apesar de adulto, não gritava e nem era agressivo, um gentleman. Resultado de mais uma prova de amor por parte de Pool, que havia carinhosamente extirpado seus testículos, porém, tudo sem dor e com muita sensibilidade. Ora - pensava Pool -, para que alguém precisa de testículos?!
Na festa, compareceram os convidados esperados. Cada um mais apresentável que outro. Sempre acompanhados, unidos, presos um ao outro por uma simpática e rígida corrente. Mário estava com as orelhas devidamente aparadas, seu companheiro lhe havia feito essa bela transformação: foram só 15 centímetros a menos, poderiam ser mais.
Alguns pintados, sem roupas, sendo exibidos com orgulho por seus respectivos companheiros. Era uma festa das mais prestigiadas.
Mas nem tudo é perfeito, havia os inoportunos protetores de humanos que criticavam estas belas festas, quase sempre beneficentes. Diziam - vejam só - que os seus animais companheiros - a quem taxavam de proprietários daqueles - não respeitavam a natureza dos pequenos e inofensivos humaninhos. Dos olhares meigos diziam serem de tristeza; os cantos agudos, angústia; e da calma, a depressão.
Que raça indigesta a desses protetores! - resmungavam as madames animais. Amamos muito nossos humanos: raspamos e pintamos seus corpos, os mutilamos, para ficarem mais belos e adequados aos nossos padrões. Gostamos tanto deles que queremos que sejam nossa imagem e semelhança, por isso são considerados nossos melhores amigos, são queridos humaninhos domesticados. O amor valia a pena. E a festa continuou arrasando.
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WALMIR BRELAZ é advogado
O carinho de Suzy realmente não tinha limites. Queria ver Dyana sempre mais bonita e achou por bem decepar o seu polegar, talvez os dois. Com oito dedos nas mãos, a aparência lhe seria bem melhor. Além disso, não sentiria dor já que o procedimento contaria com doses suficientes de anestesia. A beleza valia a pena. O que importava é que deveria estar preparada para comemoração de seu aniversário, onde encontraria com suas outras amigas e amigos, em especial o Pool e seu fiel Leno.
Pool tinha verdadeira fascinação por Leno e com ele sempre dormia no quintal de casa, sempre abraçadinhos. Quando separados, Pool chegava às lágrimas ao ver a foto de seu amigo na tela do celular. Leno era um fofinho, calmo, falava com a voz de criança apesar de adulto, não gritava e nem era agressivo, um gentleman. Resultado de mais uma prova de amor por parte de Pool, que havia carinhosamente extirpado seus testículos, porém, tudo sem dor e com muita sensibilidade. Ora - pensava Pool -, para que alguém precisa de testículos?!
Na festa, compareceram os convidados esperados. Cada um mais apresentável que outro. Sempre acompanhados, unidos, presos um ao outro por uma simpática e rígida corrente. Mário estava com as orelhas devidamente aparadas, seu companheiro lhe havia feito essa bela transformação: foram só 15 centímetros a menos, poderiam ser mais.
Alguns pintados, sem roupas, sendo exibidos com orgulho por seus respectivos companheiros. Era uma festa das mais prestigiadas.
Mas nem tudo é perfeito, havia os inoportunos protetores de humanos que criticavam estas belas festas, quase sempre beneficentes. Diziam - vejam só - que os seus animais companheiros - a quem taxavam de proprietários daqueles - não respeitavam a natureza dos pequenos e inofensivos humaninhos. Dos olhares meigos diziam serem de tristeza; os cantos agudos, angústia; e da calma, a depressão.
Que raça indigesta a desses protetores! - resmungavam as madames animais. Amamos muito nossos humanos: raspamos e pintamos seus corpos, os mutilamos, para ficarem mais belos e adequados aos nossos padrões. Gostamos tanto deles que queremos que sejam nossa imagem e semelhança, por isso são considerados nossos melhores amigos, são queridos humaninhos domesticados. O amor valia a pena. E a festa continuou arrasando.
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WALMIR BRELAZ é advogado
O que ele disse

"É um sonho. Pensar que aqui [na Vila] o ‘Rei’ fez tantos gols, e ser rei aqui, mesmo que por um dia, é sensacional."
Ronaldo Fenômeno, depois do gol de placa (na imagem acima) que selou a vitória do Timão contra o Santos por 3 a 1, ontem à tarde, em plena Vila Belmiro, e diante do Rei Pelé, que assistia ao jogo de seu camarote.
Ronaldo Fenômeno, depois do gol de placa (na imagem acima) que selou a vitória do Timão contra o Santos por 3 a 1, ontem à tarde, em plena Vila Belmiro, e diante do Rei Pelé, que assistia ao jogo de seu camarote.
Eclusas são desocupadas
No AMAZÔNIA:
Uma operação policial desocupou na manhã de ontem o canteiro de obras das eclusas da hidroelétrica de Tucuruí, no Pará, que estava sendo ocupado por invasores integrantes de movimentos sociais. Cerca de 100 policiais civis e militares, no cumprimento da ação de flagrante delito, impediram a continuidade da manifestação, uma vez que a área ocupada pelo grupo é de preservação ambiental e de segurança nacional. Não houve feridos, porém 16 pessoas foram presas, dez delas seguiram de carro para Belém. Outros seis integrantes ficaram detidos em Tucuruí, sendo encaminhados para uma das delegacias local.
O grupo de invasores deixou o município de Tucuruí às 10 horas da manhã, chegando à capital paraense por volta das 16 horas, sendo imediatamente levados para a DRCO (Divisão de Repressão Contra o Crime Organizado). Entre os objetos apreendidos estavam barras de ferro, rádios de comunicação, granadas caseiras, escudos de madeira, aparelhos celulares, machados, fogos de artifício, estiletes, documentos e um computador. Segundo o promotor de justiça José Augusto Sarmento, foram conduzidos para Belém apenas os líderes do movimento, dentre os quais havia uma mulher. Uma das vítimas também foi trazida para prestar depoimento, porém foi orientada pelos advogados da empresa terceirizada da Eletronorte, Camargo Correia, a não conversar com a imprensa.
Os militantes ficarão detidos na DRCO até que o inquérito seja aberto e remetido à Justiça. 'O Ministério Público está acompanhando a situação, e o governo do Estado cumpriu com tudo aquilo que lhe competia. Essas pessoas poderão ser enquadradas nos crimes de formação de quadrilha, incitação, sabotagem, extorsão, dano qualificado, dano contra o patrimônio público, paralisação de serviço e outros', revela Sarmento. Para o promotor, a confirmação dos delitos depende da avaliação do delegado geral, Raimundo Benassuly.
Aproximadamente 350 manifestantes invadiram o local na última sexta-feira, expulsando os operários que trabalhavam no momento da ocupação. O grupo era integrado por membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MAB) e das associações de pescadores local. Após a desocupação, os manifestantes pretendiam organizar uma reunião para discutir as próximas ações.
Os militantes alegam que nem todas as famílias foram beneficiadas com as indenizações por parte da Eletronorte e reivindicavam uma negociação entre a empresa e os moradores que tiveram de sair de suas terras por causa da construção das barragens. Os manifestantes pedem também punição aos envolvidos nos assassinatos de sindicalistas na região. Segundo informações da assessoria de imprensa da Eletronorte, não existem indenizações em atraso. No site da empresa consta a informação de que, na área urbana, dos 362 processos, 270 já estão pagos, 49 negociados e 43 estão em fase de negociação. A empresa declara ainda que, as indenizações da área rural já foram todas pagas. As obras das eclusas visam a devolver a navegabilidade ao Rio Tocantins.
Uma operação policial desocupou na manhã de ontem o canteiro de obras das eclusas da hidroelétrica de Tucuruí, no Pará, que estava sendo ocupado por invasores integrantes de movimentos sociais. Cerca de 100 policiais civis e militares, no cumprimento da ação de flagrante delito, impediram a continuidade da manifestação, uma vez que a área ocupada pelo grupo é de preservação ambiental e de segurança nacional. Não houve feridos, porém 16 pessoas foram presas, dez delas seguiram de carro para Belém. Outros seis integrantes ficaram detidos em Tucuruí, sendo encaminhados para uma das delegacias local.
O grupo de invasores deixou o município de Tucuruí às 10 horas da manhã, chegando à capital paraense por volta das 16 horas, sendo imediatamente levados para a DRCO (Divisão de Repressão Contra o Crime Organizado). Entre os objetos apreendidos estavam barras de ferro, rádios de comunicação, granadas caseiras, escudos de madeira, aparelhos celulares, machados, fogos de artifício, estiletes, documentos e um computador. Segundo o promotor de justiça José Augusto Sarmento, foram conduzidos para Belém apenas os líderes do movimento, dentre os quais havia uma mulher. Uma das vítimas também foi trazida para prestar depoimento, porém foi orientada pelos advogados da empresa terceirizada da Eletronorte, Camargo Correia, a não conversar com a imprensa.
Os militantes ficarão detidos na DRCO até que o inquérito seja aberto e remetido à Justiça. 'O Ministério Público está acompanhando a situação, e o governo do Estado cumpriu com tudo aquilo que lhe competia. Essas pessoas poderão ser enquadradas nos crimes de formação de quadrilha, incitação, sabotagem, extorsão, dano qualificado, dano contra o patrimônio público, paralisação de serviço e outros', revela Sarmento. Para o promotor, a confirmação dos delitos depende da avaliação do delegado geral, Raimundo Benassuly.
Aproximadamente 350 manifestantes invadiram o local na última sexta-feira, expulsando os operários que trabalhavam no momento da ocupação. O grupo era integrado por membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MAB) e das associações de pescadores local. Após a desocupação, os manifestantes pretendiam organizar uma reunião para discutir as próximas ações.
Os militantes alegam que nem todas as famílias foram beneficiadas com as indenizações por parte da Eletronorte e reivindicavam uma negociação entre a empresa e os moradores que tiveram de sair de suas terras por causa da construção das barragens. Os manifestantes pedem também punição aos envolvidos nos assassinatos de sindicalistas na região. Segundo informações da assessoria de imprensa da Eletronorte, não existem indenizações em atraso. No site da empresa consta a informação de que, na área urbana, dos 362 processos, 270 já estão pagos, 49 negociados e 43 estão em fase de negociação. A empresa declara ainda que, as indenizações da área rural já foram todas pagas. As obras das eclusas visam a devolver a navegabilidade ao Rio Tocantins.
A sogra pode ser uma aliada
No AMAZÔNIA:
Sogra serve pra quê? Se você é um daqueles engraçadinhos que adora fazer uma piada com a pobre senhora, com certeza já pensou em um monte de maldades para responder essa pergunta. Mas fique sabendo que a mãe de seu companheiro (ou companheira) tem utilidade, sim! E se esforçar para se dar bem com ela pode ser a 'arma secreta' para um casamento feliz, acredita a terapeuta Denise Diniz. Aliás, amanhã é comemorado o Dia da Sogra. 'As pessoas generalizam muito quando o assunto é sogra. Generalizam e transferem para a pessoa uma série de características que são esperadas dela – mas que ela pode nem ter', explica Denise, que é professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 'A sogra tem um papel importantíssimo dentro da nova família de seu filho ou de sua filha', acredita a terapeuta.
Denise orienta que as pessoas têm que ver a sogra como a pessoa que mais conhece quem você ama. 'É alguém que passou 18, 20 anos, às vezes mais, com seu marido ou esposa. Ela sabe toda a história dessa pessoa, tudo que ela gosta e desgosta, e conhece como lidar melhor com seus defeitos e qualidades', afirma.
Pense na sogra como uma 'informante' dentro da cabeça do seu companheiro. Sabe aquela mania irritante que ele ou ela tem? Ela passou anos convivendo com isso e pode te ensinar a lidar melhor com a situação. E aqueles dias de mau humor que todo mundo tem? Toda mãe possui um jeitinho para vencer o mais birrento dos mal-humorados e você pode aprender esse toque mágico para amansar qualquer marido ou esposa.
Para quem tem filhos, uma boa relação com a sogra é absolutamente essencial. 'A sogra é a avó. Se dar bem com ela pode garantir uma noite livre do casal para namorar de vez em quando. Enquanto ela cuida das crianças, vocês ganham um descanso', orienta Denise.
Sogra serve pra quê? Se você é um daqueles engraçadinhos que adora fazer uma piada com a pobre senhora, com certeza já pensou em um monte de maldades para responder essa pergunta. Mas fique sabendo que a mãe de seu companheiro (ou companheira) tem utilidade, sim! E se esforçar para se dar bem com ela pode ser a 'arma secreta' para um casamento feliz, acredita a terapeuta Denise Diniz. Aliás, amanhã é comemorado o Dia da Sogra. 'As pessoas generalizam muito quando o assunto é sogra. Generalizam e transferem para a pessoa uma série de características que são esperadas dela – mas que ela pode nem ter', explica Denise, que é professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 'A sogra tem um papel importantíssimo dentro da nova família de seu filho ou de sua filha', acredita a terapeuta.
Denise orienta que as pessoas têm que ver a sogra como a pessoa que mais conhece quem você ama. 'É alguém que passou 18, 20 anos, às vezes mais, com seu marido ou esposa. Ela sabe toda a história dessa pessoa, tudo que ela gosta e desgosta, e conhece como lidar melhor com seus defeitos e qualidades', afirma.
Pense na sogra como uma 'informante' dentro da cabeça do seu companheiro. Sabe aquela mania irritante que ele ou ela tem? Ela passou anos convivendo com isso e pode te ensinar a lidar melhor com a situação. E aqueles dias de mau humor que todo mundo tem? Toda mãe possui um jeitinho para vencer o mais birrento dos mal-humorados e você pode aprender esse toque mágico para amansar qualquer marido ou esposa.
Para quem tem filhos, uma boa relação com a sogra é absolutamente essencial. 'A sogra é a avó. Se dar bem com ela pode garantir uma noite livre do casal para namorar de vez em quando. Enquanto ela cuida das crianças, vocês ganham um descanso', orienta Denise.
Jornada Pinhole Day Belém desvenda segredos da fotografia
No AMAZÔNIA:Com a precisão de quem busca o ponto certo da incidência da luz e a magia de quem vê a imagem capturada por uma pequena caixinha se transformar em fotografia, fotógrafos profissionais e amadores realizaram ontem a 8ª edição da jornada Pinhole Day Belém. Feita anualmente no último domingo de abril, a Jornada Pinholeday Belém integra a programação mundial do Worldwide Pinhole Photography Day (WPPD), evento que reúne desde 2001 mais de 150 países em torno da celebração da fotografia artesanal. Em Belém, as atividades se dão na praça das Mercês e no Instituto de Artes do Pará (IAP).
Com o tema 'Tudo ao mesmo tempo agora', o evento, organizado pela Associação Fotoativa, tem como objetivo resgatar e divulgar as técnicas da fotografia artesanal.
'Com a evolução tecnológica, as pessoas estão cada vez mais distantes do princípio do processo fotográfico. Muita gente desconhece como se dá a formação da imagem, que tudo começa da luz', explicou um dos coordenadores do evento, Miguel Chikaoka.
Para auxiliar os participantes, a Fotoativa promoveu durante uma semana a preparação de voluntários e de integrantes das oficinas paralelas sobre o tema. Além disso, montou um laboratório no local e disponibilizou computadores para que os participantes pudessem trocar informações com integrantes que participam do evento no mundo inteiro.
Como resultado das atividades, as fotos serão expostas no site mundial do evento (http://www.pinholeday.org/). Além disso, cerca de 50 fotos serão selecionadas para uma exposição no mês de agosto, junto as comemorações do aniversário da Fotoativa e Dia da Fotografia.
Barco afunda em Belém
No AMAZÔNIA:
Uma embarcação de aproximadamente 20 metros de comprimento naufragou à manhã de ontem no Rio Guamá, logo em frente à Feira do Açaí, no centro de Belém. O incidente foi comunicado ao Grupamento Marítimo Fluvial do Corpo de Bombeiros Militar do Pará por volta das 7h, quando populares teriam visto o barco 'Alice I' afundando com a cheia da maré. Uma equipe foi enviada ao local, mas foram constatados somente danos materiais. Um inquérito administrativo foi aberto para apurar o naufrágio.
Segundo o tenente Marco Antônio, da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, havia quatro tripulantes no barco. Eles foram resgatados pela equipe de inspeção naval de cinco militares, que ficou responsável por fazer a perícia in loco. As informações preliminares repassadas no local eram de que o 'Alice I' transportava gêneros alimentícios e fazia a rota Barcarena-Belém, mas o dado não foi confirmado pelo setor de Relações Públicas da Capitania.
Populares e a tripulação informaram que a embarcação, de cerca de 20m de comprimento, teria encalhado em um banco de areia logo ao amanhecer, o que a fez afundar com a cheia da maré, já às 7h. A empresa proprietária do barco ainda não foi identificada. 'Por enquanto, tudo o que sabemos é que havia carga na embarcação e que ela pôde ser salva, mas ainda não há informação sobre as empresas', explicou o tenente Marco Antônio, da Capitania dos Portos .
Segundo o tenente, um inquérito administrativo foi aberto pela Capitania com o prazo de 90 dias, mas a responsabilidade da embarcação é toda do proprietário. Ele ainda terá de apresentar aos militares um plano para remover o barco do fundo do rio. Os quatro tripulantes foram resgatados sem ferimentos, mas terão de prestar depoimentos. 'Eles irão depor conosco ainda esta semana, para sabermos as circunstâncias do acidente', concluiu o tenente.
Uma embarcação de aproximadamente 20 metros de comprimento naufragou à manhã de ontem no Rio Guamá, logo em frente à Feira do Açaí, no centro de Belém. O incidente foi comunicado ao Grupamento Marítimo Fluvial do Corpo de Bombeiros Militar do Pará por volta das 7h, quando populares teriam visto o barco 'Alice I' afundando com a cheia da maré. Uma equipe foi enviada ao local, mas foram constatados somente danos materiais. Um inquérito administrativo foi aberto para apurar o naufrágio.
Segundo o tenente Marco Antônio, da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, havia quatro tripulantes no barco. Eles foram resgatados pela equipe de inspeção naval de cinco militares, que ficou responsável por fazer a perícia in loco. As informações preliminares repassadas no local eram de que o 'Alice I' transportava gêneros alimentícios e fazia a rota Barcarena-Belém, mas o dado não foi confirmado pelo setor de Relações Públicas da Capitania.
Populares e a tripulação informaram que a embarcação, de cerca de 20m de comprimento, teria encalhado em um banco de areia logo ao amanhecer, o que a fez afundar com a cheia da maré, já às 7h. A empresa proprietária do barco ainda não foi identificada. 'Por enquanto, tudo o que sabemos é que havia carga na embarcação e que ela pôde ser salva, mas ainda não há informação sobre as empresas', explicou o tenente Marco Antônio, da Capitania dos Portos .
Segundo o tenente, um inquérito administrativo foi aberto pela Capitania com o prazo de 90 dias, mas a responsabilidade da embarcação é toda do proprietário. Ele ainda terá de apresentar aos militares um plano para remover o barco do fundo do rio. Os quatro tripulantes foram resgatados sem ferimentos, mas terão de prestar depoimentos. 'Eles irão depor conosco ainda esta semana, para sabermos as circunstâncias do acidente', concluiu o tenente.
Rapaz é baleado na praia do Atalaia, em Salinas
No AMAZÔNIA:
Um estudante de ensino médio de 20 anos de idade foi morto à noite de sábado no município de Salinópolis, nordeste paraense. Identificado como Márcio Damasceno Lima, a vítima foi baleada na praia do Atalaia por volta das 19 horas por um jovem que a família da vítima diz ser cadete da Polícia Militar, informação não confirmada pela polícia, e que estaria acompanhado de mais um homem e duas mulheres.
As razões e circunstâncias do crime ainda não foram apuradas, mas a família de Márcio afirma estar empenhada em investigar o caso. 'Meu filho não era bandido e não tinha motivos para ser morto. Quero saber o que aconteceu', disse, desolado, o pai da vítima, Laurindo Pereira Lima Filho.
Márcio tinha quatro irmãos, cursava o terceiro ano do Ensino Médio e ajudava o pai nos trabalhos de caseiro em um condomínio próximo ao Atalaia. Segundo a família, todos os dias ele ia à praia assim que saía do trabalho para tomar um banho de mar, o que iria fazer à noite do último sábado.
Segundo uma testemunha que estava próximo ao local crime, Márcio se aproximava do mar quando um veículo Ford Fiesta, cor prata e placas não identificadas, parou à sua frente. Nele, estavam dois homens e duas mulheres, sendo que um deles apontou um revólver na direção da vítima e anunciou um assalto, rindo. Antes que esboçasse qualquer reação, Márcio levou um tiro no tórax e morreu na hora.
O corpo foi encaminhado ao Centro de Perícias de Castanhal e somente à tarde de ontem chegou em Salinópolis para o velório. Populares tentaram programar um protesto na hora em que o corpo ia ser velado, mas nada foi feito por ordens da família de Márcio.
O pai da vítima afirmou que o comando de Polícia Militar de Salinópolis teria detido os quatro acusados, mas a informação não pôde ser confirmada.
A reportagem tentou entrar em contato com a delegacia de Polícia Civil do município durante todo o dia de ontem, sem sucesso. O enterro de Márcio será à manhã de hoje. A família da vítima, assim como a única testemunha que teria presenciado o baleamento, vão depor na delegacia na terça-feira.
Um estudante de ensino médio de 20 anos de idade foi morto à noite de sábado no município de Salinópolis, nordeste paraense. Identificado como Márcio Damasceno Lima, a vítima foi baleada na praia do Atalaia por volta das 19 horas por um jovem que a família da vítima diz ser cadete da Polícia Militar, informação não confirmada pela polícia, e que estaria acompanhado de mais um homem e duas mulheres.
As razões e circunstâncias do crime ainda não foram apuradas, mas a família de Márcio afirma estar empenhada em investigar o caso. 'Meu filho não era bandido e não tinha motivos para ser morto. Quero saber o que aconteceu', disse, desolado, o pai da vítima, Laurindo Pereira Lima Filho.
Márcio tinha quatro irmãos, cursava o terceiro ano do Ensino Médio e ajudava o pai nos trabalhos de caseiro em um condomínio próximo ao Atalaia. Segundo a família, todos os dias ele ia à praia assim que saía do trabalho para tomar um banho de mar, o que iria fazer à noite do último sábado.
Segundo uma testemunha que estava próximo ao local crime, Márcio se aproximava do mar quando um veículo Ford Fiesta, cor prata e placas não identificadas, parou à sua frente. Nele, estavam dois homens e duas mulheres, sendo que um deles apontou um revólver na direção da vítima e anunciou um assalto, rindo. Antes que esboçasse qualquer reação, Márcio levou um tiro no tórax e morreu na hora.
O corpo foi encaminhado ao Centro de Perícias de Castanhal e somente à tarde de ontem chegou em Salinópolis para o velório. Populares tentaram programar um protesto na hora em que o corpo ia ser velado, mas nada foi feito por ordens da família de Márcio.
O pai da vítima afirmou que o comando de Polícia Militar de Salinópolis teria detido os quatro acusados, mas a informação não pôde ser confirmada.
A reportagem tentou entrar em contato com a delegacia de Polícia Civil do município durante todo o dia de ontem, sem sucesso. O enterro de Márcio será à manhã de hoje. A família da vítima, assim como a única testemunha que teria presenciado o baleamento, vão depor na delegacia na terça-feira.
Pantera conquista returno
No AMAZÔNIA:
Primeiro, a empolgação. Logo em seguida, a desconfiança. Pouco a pouco, vieram o sofrimento, o desespero e a agonia. Até que, ontem à tarde, ao ser derrotado pelo São Raimundo por 2 a 1, no Colosso do Tapajós, em Santarém, o sonho de disputar a Série D do Campeonato Brasileiro foi desfeito. E o roteiro sobre a participação do Remo no Parazão 2009 deixou de ser um drama, para se transformar em terror. Agora, o Leão Azul terá pela frente um abismo de oito meses sem competições oficiais.
Já o time da casa fez bonito. Com toda justiça, o São Raimundo conquistou um título inédito em sua história - o returno do Campeonato Paraense -, garantindo assim o direito de decidir a competição estadual com o Paysandu e de disputar a Série D deste ano e a Copa do Brasil de 2010.
Em princípio, as partidas finais serão disputadas nos dois próximos domingos. A Federação Paraense de Futebol (FPF) já marcou os dois jogos para o Mangueirão, uma vez que o Colosso do Tapajós está vetado por decisão da Justiça Desportiva. Mas a diretoria santarena ainda tenta reverter a situação para poder levar o segundo jogo para seu reduto. Dessa vez, ao contrário das decisões do turno e returno, não haverá vantagem de empate para nenhum dos finalistas. Caso a série termine empatada, o campeão será decidido nos pênaltis.
Quanto à decisão de ontem - a sexta partida consecutiva em que o Leão não consegue superar a Pantera -, os jogadores do Remo, após o apito final, não encontraram palavras para resumir o que havia acontecido. Entretanto, é fácil explicar a derrota. Porque os erros cometidos foram os mesmos de toda a campanha no Parazão: as finalizações erradas de uma equipe que demonstrou uma carência gritante nesse fundamento; a falta de volume de jogo, característica de um time sem conjunto ou organização tática; e, por fim, a desatenção. Esta foi a grande causa do maior vexame da centenária história azulina.
Embora tenha finalizado pouco e mal, o São Raimundo foi dono do jogo desde o apito inicial e marcou seu gol aos 43 minutos da partida, após Hélcio ser derrubado pelo zagueiro Rogério Corrêa na área remista. Após muita reclamação dos azulinos, que reclamaram da não marcação de falta em cima de Marlon no lance anterior, o meia-atacante Michell cobrou o pênalti com categoria e abriu o placar.
No segundo tempo, a Pantera recuou, atraindo para seu campo o Remo. Apesar do sufoco no início da etapa, o time mocorongo defendeu-se bem e ampliou aos 12, após falta sofrida por Garrinchinha em um contra-ataque pela direita. Michell cobrou a falta, Adriano e Marlon falharam e Garrinchinha só desviou para o gol. Pantera 2 a 0.
Em desvantagem, o Remo partiu para o ataque, já na base do desespero, e passou a criar algumas chances de gol. Mas foi em uma bola parada que conseguiu marcar o seu gol de honra. Aos 23, Marlon cobrou falta da intermediária. A bola explodiu no travessão e Beto, de cabeça, diminuiu. A partir daí, o time da capital voltou a acreditar no milagre e partiu com tudo em busca do segundo gol. Mas a defesa santarena e o goleiro Labilá trataram de enterrar o sonho azulino.
Todo o empenho e todo o esforço da grande maioria dos jogadores em campo, durante todo o jogo, ruiu aos 49 minutos da etapa final, quando o árbitro Leonardo Gaciba encerrou a partida. Tudo foi reduzido a pó. As lembranças vinham das péssimas atuações do meia Jaime. Da falta de pontaria dos atacantes. Das mudanças erradas do técnico Artur Oliveira. Das insistências da diretoria anterior do clube em não ouvir os apelos do torcedores e se isolar em uma redoma. Da falta de estrutura que atual diretoria não teve competência para superar.
O Remo acabou pagando caro por vários pecados acumulados durante os últimos anos. Erros que culminaram com a derrota de ontem e o fim do sonho de retornar à Série C. Pior, o pesadelo de passar os próximos meses 'de férias forçadas'. A próxima competição oficial será o Parazão 2010, a partir de janeiro do ano que vem, quando o terá novamente que buscar a vaga na Serie D do próximo ano.
Quando se perde é assim. Esse atual elenco, o treinador e também diretoria do Remo ficarão marcados pelo fracasso. Titular absoluto e capitão do time, o zagueiro Rogério Corrêa era o símbolo da desolação. Aos prantos, como uma criança, o jogador chorou ao final da partida. 'Eu vou ter uma dívida eterna com o Remo.'
Primeiro, a empolgação. Logo em seguida, a desconfiança. Pouco a pouco, vieram o sofrimento, o desespero e a agonia. Até que, ontem à tarde, ao ser derrotado pelo São Raimundo por 2 a 1, no Colosso do Tapajós, em Santarém, o sonho de disputar a Série D do Campeonato Brasileiro foi desfeito. E o roteiro sobre a participação do Remo no Parazão 2009 deixou de ser um drama, para se transformar em terror. Agora, o Leão Azul terá pela frente um abismo de oito meses sem competições oficiais.
Já o time da casa fez bonito. Com toda justiça, o São Raimundo conquistou um título inédito em sua história - o returno do Campeonato Paraense -, garantindo assim o direito de decidir a competição estadual com o Paysandu e de disputar a Série D deste ano e a Copa do Brasil de 2010.
Em princípio, as partidas finais serão disputadas nos dois próximos domingos. A Federação Paraense de Futebol (FPF) já marcou os dois jogos para o Mangueirão, uma vez que o Colosso do Tapajós está vetado por decisão da Justiça Desportiva. Mas a diretoria santarena ainda tenta reverter a situação para poder levar o segundo jogo para seu reduto. Dessa vez, ao contrário das decisões do turno e returno, não haverá vantagem de empate para nenhum dos finalistas. Caso a série termine empatada, o campeão será decidido nos pênaltis.
Quanto à decisão de ontem - a sexta partida consecutiva em que o Leão não consegue superar a Pantera -, os jogadores do Remo, após o apito final, não encontraram palavras para resumir o que havia acontecido. Entretanto, é fácil explicar a derrota. Porque os erros cometidos foram os mesmos de toda a campanha no Parazão: as finalizações erradas de uma equipe que demonstrou uma carência gritante nesse fundamento; a falta de volume de jogo, característica de um time sem conjunto ou organização tática; e, por fim, a desatenção. Esta foi a grande causa do maior vexame da centenária história azulina.
Embora tenha finalizado pouco e mal, o São Raimundo foi dono do jogo desde o apito inicial e marcou seu gol aos 43 minutos da partida, após Hélcio ser derrubado pelo zagueiro Rogério Corrêa na área remista. Após muita reclamação dos azulinos, que reclamaram da não marcação de falta em cima de Marlon no lance anterior, o meia-atacante Michell cobrou o pênalti com categoria e abriu o placar.
No segundo tempo, a Pantera recuou, atraindo para seu campo o Remo. Apesar do sufoco no início da etapa, o time mocorongo defendeu-se bem e ampliou aos 12, após falta sofrida por Garrinchinha em um contra-ataque pela direita. Michell cobrou a falta, Adriano e Marlon falharam e Garrinchinha só desviou para o gol. Pantera 2 a 0.
Em desvantagem, o Remo partiu para o ataque, já na base do desespero, e passou a criar algumas chances de gol. Mas foi em uma bola parada que conseguiu marcar o seu gol de honra. Aos 23, Marlon cobrou falta da intermediária. A bola explodiu no travessão e Beto, de cabeça, diminuiu. A partir daí, o time da capital voltou a acreditar no milagre e partiu com tudo em busca do segundo gol. Mas a defesa santarena e o goleiro Labilá trataram de enterrar o sonho azulino.
Todo o empenho e todo o esforço da grande maioria dos jogadores em campo, durante todo o jogo, ruiu aos 49 minutos da etapa final, quando o árbitro Leonardo Gaciba encerrou a partida. Tudo foi reduzido a pó. As lembranças vinham das péssimas atuações do meia Jaime. Da falta de pontaria dos atacantes. Das mudanças erradas do técnico Artur Oliveira. Das insistências da diretoria anterior do clube em não ouvir os apelos do torcedores e se isolar em uma redoma. Da falta de estrutura que atual diretoria não teve competência para superar.
O Remo acabou pagando caro por vários pecados acumulados durante os últimos anos. Erros que culminaram com a derrota de ontem e o fim do sonho de retornar à Série C. Pior, o pesadelo de passar os próximos meses 'de férias forçadas'. A próxima competição oficial será o Parazão 2010, a partir de janeiro do ano que vem, quando o terá novamente que buscar a vaga na Serie D do próximo ano.
Quando se perde é assim. Esse atual elenco, o treinador e também diretoria do Remo ficarão marcados pelo fracasso. Titular absoluto e capitão do time, o zagueiro Rogério Corrêa era o símbolo da desolação. Aos prantos, como uma criança, o jogador chorou ao final da partida. 'Eu vou ter uma dívida eterna com o Remo.'
Santarenos fazem a festa
No AMAZÔNIA:
A desgraça azulina saiu dos pés do meio-campista Michell, no final do primeiro tempo. Dessa vez, nem o Paredão conteve a superioridade alvinegra. Aquele pênalti definiu o campeão do segundo turno do Parazão, pois elevou ao extremo o nervosismo da equipe azulina e deu vigor ao São Raimundo. Acuado, o time da capital fraquejou e, agora, está fechado para balanço pelos próximos oito meses. Enquanto os remistas lamentam a derrota por 2 a 1, os santarenos comemoram o título inédito e as vagas na Série D do Brasileiro e na Copa do Brasil de 2010.
No início do segundo tempo, quando todos pensavam que o Leão voltaria determinado como uma equipe que necessitava da vitória, mais vexame. O setor ofensivo da Pantera chegou ao campo adversário sem marcação e aumentou o peso sobre as costas dos azulinos. Pantera 2 a 0. Assim como no primeiro jogo da final, a tríade formada por Michell, Garrinchinha e Luís Carlos Trindade é a principal responsável pela humilhação que os santarenos impuseram ao Remo no Colosso do Tapajós. Filho, Preto Marabá e Labilá, responsáveis pela defesa, trataram de anular os visitantes.
O Remo não se entregou. Dez minutos depois, Beto ainda renovou as esperanças do time com um gol, mas os jogadores azulinos definitivamente não entraram em campo conscientes de que o Leão estava com a corda no pescoço. E o São Raimundo, visivelmente o time mais bem articulado do campeonato, criou boas jogadas, manteve o domínio ao longo de toda a partida e, com a vitória, chegou às finais com chances de entrar para a história do Parazão. 'O São Raimundo não é como o Remo. Se for campeão, esse time vai ser lembrado por anos e anos', ressalta Michell.
Em campo, era a Pantera que jogava como um time grande. O único defeito da equipe santarena foi a falta de objetividade. Fora isso, o time armou-se e deu o bote quando bem entendeu. Dificilmente errava passes. O São Raimundo pressionou o Remo do início ao fim da partida e essa foi a tônica do jogo. A arrumação tática organizada pelo técnico Válter Lima deu mais resultado do que o estilo 'tudo ou nada' do time de Artur Oliveira que, só nos minutos finais, tentou fazer o que não fez ao longo de toda a partida: correr atrás da vitória.
A desgraça azulina saiu dos pés do meio-campista Michell, no final do primeiro tempo. Dessa vez, nem o Paredão conteve a superioridade alvinegra. Aquele pênalti definiu o campeão do segundo turno do Parazão, pois elevou ao extremo o nervosismo da equipe azulina e deu vigor ao São Raimundo. Acuado, o time da capital fraquejou e, agora, está fechado para balanço pelos próximos oito meses. Enquanto os remistas lamentam a derrota por 2 a 1, os santarenos comemoram o título inédito e as vagas na Série D do Brasileiro e na Copa do Brasil de 2010.
No início do segundo tempo, quando todos pensavam que o Leão voltaria determinado como uma equipe que necessitava da vitória, mais vexame. O setor ofensivo da Pantera chegou ao campo adversário sem marcação e aumentou o peso sobre as costas dos azulinos. Pantera 2 a 0. Assim como no primeiro jogo da final, a tríade formada por Michell, Garrinchinha e Luís Carlos Trindade é a principal responsável pela humilhação que os santarenos impuseram ao Remo no Colosso do Tapajós. Filho, Preto Marabá e Labilá, responsáveis pela defesa, trataram de anular os visitantes.
O Remo não se entregou. Dez minutos depois, Beto ainda renovou as esperanças do time com um gol, mas os jogadores azulinos definitivamente não entraram em campo conscientes de que o Leão estava com a corda no pescoço. E o São Raimundo, visivelmente o time mais bem articulado do campeonato, criou boas jogadas, manteve o domínio ao longo de toda a partida e, com a vitória, chegou às finais com chances de entrar para a história do Parazão. 'O São Raimundo não é como o Remo. Se for campeão, esse time vai ser lembrado por anos e anos', ressalta Michell.
Em campo, era a Pantera que jogava como um time grande. O único defeito da equipe santarena foi a falta de objetividade. Fora isso, o time armou-se e deu o bote quando bem entendeu. Dificilmente errava passes. O São Raimundo pressionou o Remo do início ao fim da partida e essa foi a tônica do jogo. A arrumação tática organizada pelo técnico Válter Lima deu mais resultado do que o estilo 'tudo ou nada' do time de Artur Oliveira que, só nos minutos finais, tentou fazer o que não fez ao longo de toda a partida: correr atrás da vitória.
Nunes vira o alvo remista
No AMAZÔNIA:
Os próximos meses prometem ser bastante agitados nos bastidores da Federação Paraense de Futebol (FPF). Ainda nos vestiários, após a derrota do time por 2 a 1 para o São Raimundo, na tarde de ontem, o vice-presidente do Remo, Orlando Frade, prometeu iniciar um movimento contra a reeleição do presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes, na eleições previstas para o final do ano. Em um dos momentos da entrevista, Frade chegou a dizer em tom de aviso: 'O Clube do Remo vai utilizar todo a sua força para tentar mudar os rumos do futebol paraense. E quando falamos em mudar as coisas, também estamos falando em mudar as pessoas'.
O vice-presidente azulino estava bastante exaltado e, querendo ou não, terminou desviando o foco da entrevista, que deveria ser para falar sobre o futuro financeiro do clube, uma vez que não disputará competições oficiais até o ano que vem. 'Não quero eximir a nossa diretoria de culpa. Somos responsáveis por essa situação, pois demoramos a tomar algumas medidas logo depois que o Amaro (Klautau, presidente remista) ganhou a eleição no final do ano passado. Mas não podemos ficar calados diante de tantos desmandos que estão acontecendo no futebol do Pará. Nós já tínhamos uma equipe limitada e fomos prejudicados pela mudança no regulamento, que trouxe essa decisão para Santarém. Além disso, o julgamento do estádio, que era para ser na semana passada, passou para esta semana e a três dias do jogo. É muito. Do jeito que a coisa está, os clubes paraenses vão definhar até a morte', disparou.
Sem citar nomes, Frade deixou evidente que o Remo fará oposição a Nunes na eleição de dezembro. Para isso, o dirigente pretende conquistar o apoio dos demais clubes paraenses. 'Vamos nos reunir nos próximos dias e tomar uma posição. Também vamos procurar outros clubes para discutir alternativas', adiantou.
Sobre o aspecto financeiro do clube, Frade minimizou o impacto que os oito meses sem jogos oficiais terão sobre os cofres azulinos. 'Vamos ter um prejuízo enorme, mas não podemos esquecer que a Série D também seria deficitária para o clube. E o que importa é que teremos que trabalhar muito para equilibrar as contas nos próximos meses', relativizou.
Por fim, o vice-presidente também mandou um recado para os críticos da atual diretoria remista. 'Não vou aproveitar esse momento difícil para colocar a culpa em administrações passadas. Mas quem quiser jogar pedra em nós, pode jogar. Agora, tenho que temos que ter tranquilidade e frieza para tomar as medidas necessárias. Vamos seguir com o trabalho de reconstrução financeira do clube e, tenho certeza, voltaremos mais fortes no ano que vem'.
Os próximos meses prometem ser bastante agitados nos bastidores da Federação Paraense de Futebol (FPF). Ainda nos vestiários, após a derrota do time por 2 a 1 para o São Raimundo, na tarde de ontem, o vice-presidente do Remo, Orlando Frade, prometeu iniciar um movimento contra a reeleição do presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes, na eleições previstas para o final do ano. Em um dos momentos da entrevista, Frade chegou a dizer em tom de aviso: 'O Clube do Remo vai utilizar todo a sua força para tentar mudar os rumos do futebol paraense. E quando falamos em mudar as coisas, também estamos falando em mudar as pessoas'.
O vice-presidente azulino estava bastante exaltado e, querendo ou não, terminou desviando o foco da entrevista, que deveria ser para falar sobre o futuro financeiro do clube, uma vez que não disputará competições oficiais até o ano que vem. 'Não quero eximir a nossa diretoria de culpa. Somos responsáveis por essa situação, pois demoramos a tomar algumas medidas logo depois que o Amaro (Klautau, presidente remista) ganhou a eleição no final do ano passado. Mas não podemos ficar calados diante de tantos desmandos que estão acontecendo no futebol do Pará. Nós já tínhamos uma equipe limitada e fomos prejudicados pela mudança no regulamento, que trouxe essa decisão para Santarém. Além disso, o julgamento do estádio, que era para ser na semana passada, passou para esta semana e a três dias do jogo. É muito. Do jeito que a coisa está, os clubes paraenses vão definhar até a morte', disparou.
Sem citar nomes, Frade deixou evidente que o Remo fará oposição a Nunes na eleição de dezembro. Para isso, o dirigente pretende conquistar o apoio dos demais clubes paraenses. 'Vamos nos reunir nos próximos dias e tomar uma posição. Também vamos procurar outros clubes para discutir alternativas', adiantou.
Sobre o aspecto financeiro do clube, Frade minimizou o impacto que os oito meses sem jogos oficiais terão sobre os cofres azulinos. 'Vamos ter um prejuízo enorme, mas não podemos esquecer que a Série D também seria deficitária para o clube. E o que importa é que teremos que trabalhar muito para equilibrar as contas nos próximos meses', relativizou.
Por fim, o vice-presidente também mandou um recado para os críticos da atual diretoria remista. 'Não vou aproveitar esse momento difícil para colocar a culpa em administrações passadas. Mas quem quiser jogar pedra em nós, pode jogar. Agora, tenho que temos que ter tranquilidade e frieza para tomar as medidas necessárias. Vamos seguir com o trabalho de reconstrução financeira do clube e, tenho certeza, voltaremos mais fortes no ano que vem'.
Atentos ao rival da decisão
No AMAZÔNIA:
Em seu segundo dia de treinos na intertemporada em Barcarena, o Paysandu venceu o Sporting, time local, por 4 a 1 ontem de manhã em amistoso realizado no estádio Laurival Cunha. Na terça-feira o técnico Édson Gaúcho comanda um jogo treino contra a seleção local no campo da subprefeitura. Os gols de ontem foram marcados pelo atacante Balão (0) e pelos meias Tetê e Rossini. À tarde os bicolores ficaram recolhidos no hotel para verem a decisão do segundo turno entre São Raimundo e Clube do Remo.
Para os jogadores, o momento era de se concentrar nos treinamentos e pensar com quem vai jogar, não em torcer por um outro adversário. 'Time que quer ser campeão tem que enfrentar qualquer um e onde for', disse o volante Mael. Para Balão, autor de dois gols ontem, tudo é válido nessa reta final de competição se for para o bem do time. 'A gente fica longe da família, mas esse período de treinamentos é importante para o grupo. No primeiro turno nós fizemos a mesma coisa e fomos muito bem. Estávamos voando em campo. No segundo houve um certo relaxamento, por isso temos que aproveitar ao máximo essa volta para cá.'
Enquanto os jogadores treinam em Barcarena, o departamento jurídico tenta a partir de hoje em Belém a liberação do treinador Édson Gaúcho. Suspenso por 30 dias pela Justiça Desportiva, os advogados do clube tentarão o efeito suspensivo ou a mudança da pena para ações de caráter social, como a doação de cestas básicas. Caso a liberação não seja possível, o auxiliar Édson Júnior é que deve ficar à beira do gramado semana que vem, no começo da decisão do Campeonato Paraense.
Filho do treinador, Édson Júnior garante que não só ele como o restante da comissão técnica trabalha em sintonia e está pronta para desempenhar a função. 'Se o Édson não conseguir o efeito suspensivo ele conhece e confia na comissão técnica que tem. Já aconteceu dele ter que se ausentar em outras situações e os treinamentos continuaram normalmente. O planejamento é feito com antecedência. Sei que um jogo é diferente, mas isso não será problema', confirmou o auxiliar.
Em seu segundo dia de treinos na intertemporada em Barcarena, o Paysandu venceu o Sporting, time local, por 4 a 1 ontem de manhã em amistoso realizado no estádio Laurival Cunha. Na terça-feira o técnico Édson Gaúcho comanda um jogo treino contra a seleção local no campo da subprefeitura. Os gols de ontem foram marcados pelo atacante Balão (0) e pelos meias Tetê e Rossini. À tarde os bicolores ficaram recolhidos no hotel para verem a decisão do segundo turno entre São Raimundo e Clube do Remo.
Para os jogadores, o momento era de se concentrar nos treinamentos e pensar com quem vai jogar, não em torcer por um outro adversário. 'Time que quer ser campeão tem que enfrentar qualquer um e onde for', disse o volante Mael. Para Balão, autor de dois gols ontem, tudo é válido nessa reta final de competição se for para o bem do time. 'A gente fica longe da família, mas esse período de treinamentos é importante para o grupo. No primeiro turno nós fizemos a mesma coisa e fomos muito bem. Estávamos voando em campo. No segundo houve um certo relaxamento, por isso temos que aproveitar ao máximo essa volta para cá.'
Enquanto os jogadores treinam em Barcarena, o departamento jurídico tenta a partir de hoje em Belém a liberação do treinador Édson Gaúcho. Suspenso por 30 dias pela Justiça Desportiva, os advogados do clube tentarão o efeito suspensivo ou a mudança da pena para ações de caráter social, como a doação de cestas básicas. Caso a liberação não seja possível, o auxiliar Édson Júnior é que deve ficar à beira do gramado semana que vem, no começo da decisão do Campeonato Paraense.
Filho do treinador, Édson Júnior garante que não só ele como o restante da comissão técnica trabalha em sintonia e está pronta para desempenhar a função. 'Se o Édson não conseguir o efeito suspensivo ele conhece e confia na comissão técnica que tem. Já aconteceu dele ter que se ausentar em outras situações e os treinamentos continuaram normalmente. O planejamento é feito com antecedência. Sei que um jogo é diferente, mas isso não será problema', confirmou o auxiliar.
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