segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"A história tricolor traduz a predestinação para a glória"

Como ser tricolor sem recordar Nelson Rodrigues?
Como ser tricolor sem que o orgulho nos domine, por saber que temos a mesma preferência de um tricolor como Nelson Rodrigues?
Como ser tricolor sem nos inebriarmos com as crônicas de Nelson Rodrigues, um tricolor que, em boa parte da vida, ia para o Maracanã e não conseguia, por deficiência visual, distinguir os jogadores, mas contava a história do jogo com leveza, maestria, bom humor e paixão incontida, muito melhor do que os que viram a partida com nitidez?
Nelson Rodrigues é o Fluminense.
O Fluminense é Nelson Rodrigues.
Conceda-se-lhe a palavra:

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“O Fluminense é o único time tricolor do mundo. O resto são só times de três cores.”

"Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos."

"E de fato, nunca houve na terra uma torcida tão certa, tão maravilhosamente certa. Isso aconteceu porque há seis mil anos estava escrito."

"O Fluminense não é clube deste ou daquele ano. Absolutamente. O Fluminense é o clube de todos os anos."

"A grande torcida é a do Fluminense. Nada se compara à sua fala e à sua fidelidade. Outras podem ser mais numerosas..."

"Uma torcida, porém, não vala a pena pela sua expressão numérica. [...] E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte da paixão."

"Vocês sabem que há clubes perecíveis e há clubes imortais. [...] uns morrem e outros sobrevivem. O Fluminense tem a vocação da eternidade."

"Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória."

"A irritação que o Fluminense provoca é um sintoma nítido, inequívoco, taxativo de glória"

"O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade. Tudo pode passar, só o tricolor não passará, jamais."

"Ser tricolor não é uma questão de opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode - e nem se deseja - fugir."

"Se o Fluminense jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar"

"Grandes são os outros, o Fluminense é enorme"

Os gols da conquista tricolor. Na telinha.

As imagens da conquista do tetra






"Que lindo, que lindo, que lindo" o Flu tetracampeão




"Que lindo, que lindo, que lindo".
Esse é o bordão de Evaldo José, o excelente narrador da Rádio CBN do Rio.
Na voz dele, os gols do jogo histórico em que o Flu derrotou o Palmeiras por 3 a 2 e sagrou-se tetracampeão brasileiro de 2012.
Gols de um tetracampeão pelas ondas do rádio.
Que maravilha!

O Palmeiras, se cair, não merece tanto isso

Justiça se faça.
Façam-se duas justiças.
Uma: o Fluminense, merecidamente, é o tetracampeão brasileiro.
Outra: o Palmeiras, se cair para a Série B, cairá imerecidamente.
O Palmeiras, nas últimas partidas, só não ganhou porque está nessas fases, como se diz, em que a bola não entra de jeito nenhum.
E não entra mesmo.
Ainda ontem, antes de fazer dois gols, o Palmeiras perdeu umas duas oportunidades de cara.
Contra o Botafogo, no jogo anterior, a mesma coisa. Várias bolas tinham, como dizem os coleguinhas, endereço certo. Mas não entraram.
Sim, vocês podem argumentar, com certa pertinência, que o Palmeiras não cairá porque perdeu este ou aquele jogo.
Poderá cair porque tem uma performance ruim durante todo o campeonato.
Não deixa de ser verdade.
Mas o Palmeiras, com um pouco - pouquíssima - de melhor sorte, poderia estar em situação menos pior no Campeonato Brasileiro.

Campeão com sobras e com merecimento



Agora nem o mais cauteloso ou pessimista dos tricolores pode deixar de reconhecer aquilo que já se desenhava há várias rodadas. O Fluminense é o campeão brasieiro de 2012, garantindo matematicamente o título com três rodadas de antecedência, graças a uma campanha espetacular e inédita na história dos pontos corridos.
Ataque mais positivo, defesa menos vazada, artilheiro do torneio, dizer mais o que? O Flu sobrou na competição e mesmo sem chegar a dar grandes shows de bola, deu um impressionante show de eficiência. Perdeu apenas três jogos em 35 e venceu 22.
O tricolor das Laranjeiras pode se gabar, também, de ter os dois maiores destaques individuais do Brasileirão: o artilheiro Fred, uma vez mais decisivo, diante do Palmeiras, e o goleiro Diego Cavalieri, que também brilhou, fazendo mais uma defesa portentosa, num momento dramático do jogo - se os palmeirenses chegassem a fazer 3 a 2 (e naquele instante o placar era 2 a 2) o título seria adiado por mais pelo menos mais uma rodada.
Cavalieri, porém, realizou mais um milagre e, pouco depois, Fred abençoou o título, marcando o terceiro - já fizera o primeiro, abrindo o placar, e foi também num chute seu, que a bola desviou na zaga, antes de entrar na baliza palmeirense pela segunda vez. Assim como na maioria dos jogos no certame, o goleiro e o artilheiro fizeram a diferença a favor do Fluminense.
Seria injusto, contudo, restringir o mérito do tetracampeonato a apenas esses dois. O Flu provou ter, além deles, um senhor time, do goleiro ao ponta-esquerda, passando pelo banco de reservas - também o mais forte do país.
Jogadores como Jean e Wellinton Nem, além de Deco, quando pode estar em campo, e Thiago Neves, apesar de irregular, ajudaram a garantir um brilho especial ao time de Abel, que contou ainda com reservas de peso, como Rafael Sóbis, Wagner, Samuel, Marco Júnior, Valência e até Diguinho.
Justiça seja feita, na vitória em Presidente Prudente, os dois cabeças-de-área foram os responsáveis diretos pela reação tricolor, depois que o Palmeiras empatou e ameaçava tomar conta do gramado.
Com os dois protegendo a defesa, o Flu se reequilibrou, evitou a avalanche palmeirense e pode voltar a armar os contra-ataques que decidiram o confronto e o título.
Foi 3 a 2, mas poderia ter sido até 4 a 2, pois chances para tanto surgiram depois que o time das Laranjeiras se reequilibrou em campo.
Juntamente com o quarto campeonato brasileiro, a torcida tricolor ganhou, ao final da partida, mais um presente: diante dos apelos de alguns torcedores, que gritavam "Fica, Abel!", o treinador interrompeu a entrevista que dava à beira das quatro linhas e garantiu:
- Fico!
Com esse elenco fortíssimo e um ou dois reforços (fala-se em Conca ou Montillo), o Fluminense é, desde já, um dos favoritos para o título da Libertadores do ano que vem. Um dos poucos que lhe falta em sua gloriosa história.
E que seus adversários não duvidem disso. Em quatro anos, o Flu realizou três grandes campanhas (a da reta final do Brasileirão de 2009, escapando milagrosamente do rebaixamento; e as dos tíulos de 2010 e 2012).
Nenhum outro clube foi tão eficiente no mesmo período.

O Império do Sol troca de bastão


Nunca deixo de ficar impressionado quando leio reportagens sobre a China. Tudo o que ali acontece tem grande dimensão. Tenho observado também, a mídia se deter ultimamente na troca do futuro comando do país mais populoso e a segunda maior economia do planeta. Trata-se de outra cultura. O Império do Sol tem um pé no passado. Na zona rural e mesmo nas cidades, a China tradicional persiste.
Poucos chineses sabem muito sobre Xi Jinping. O provável futuro presidente herdará um país mais rico e mais desconfiado do poder central. A China que ele se preparou para governar tem sido ansiosa, enquanto o crescimento desacelera e as tensões políticas aumentam. A desigualdade crescente é um dos maiores desafios.
A preparação de Xi foi longa, começou num pequeno enclave aninhado em um rio entre morros cobertos por bambuzais, a aldeia de Xiajiang, na província de oriental de Zhejiang. As viagens de Xi para a aldeia fizeram parte de seu longo aprendizado para os cargos mais poderosos da China. Xi foi chefe do Partido Comunista em Zhejiang, de 2002 a 2007. O futuro presidente é herdeiro de uma família revolucionária. Seu pai, Xi Zhongxun, foi um dos camaradas de Mao Tsé-Tung. Desde 2007, quando Xi foi elevado ao comitê do bureau político, ninguém duvidou seriamente de que ele estava sendo treinado para o topo.
No 18º Congresso do Partido Comunista Chinês, que começou em 8 de novembro e deve durar cerca de uma semana, é uma conclusão antecipada afirmar que Xi será "eleito" para o novo Comitê Central do partido, de cerca de 370 integrantes. Ele se reunirá imediatamente depois do congresso para endossar uma lista de membros de um novo bureau político. O nome de Xi estará no topo, em substituição ao de Hu Jintao como secretário-geral. Ele também poderá ser nomeado novo presidente da Comissão Militar Central do partido, no lugar de Hu como comandante-em-chefe da China.
O discurso de Hu no 18º Congresso será, portanto, sua canção de despedida. Parte importante desse discurso é de proclamar o sucesso em empreendimentos, entre esses, o da quadruplicação da economia chinesa desde que assumiu em 2002, ele tem motivos para se gabar. No mesmo período, a China cresceu de quinto maior exportador do mundo para primeiro. Dará ênfase a reforma da estrutura política, muito importante para o país, questão essa vital para o partido, com potencial para causar o colapso não só do partido, mas também do Estado. Além do aprofundamento das reformas, o combate à corrupção que é muito difícil de combater, lá como cá.
Hoje, o povo sabe muito sobre autoridades chinesas, mais do que elas pensam. A mídia social, serviços semelhantes ao Twitter e ao Facebook (os quais são bloqueados na China) alcançaram extraordinária penetração na vida dos chineses de todas as camadas sociais, especialmente da classe média. O governo bem que se esforça para censurar a opinião dissidente online, mas a mídia digital oferece muitas brechas. Os microblogueiros chineses denunciam incansavelmente as injustiças e atacam os erros e abusos oficiais. Os comentários em microblogs compartilham o tom: uma profunda desconfiança do partido e suas autoridades. Conter essa maré de cinismo será um dos desafios de Xi.
Os próximos dez anos oferecem a "última chance" de reformas econômicas que poderão impedir que a China deslize para uma "armadilha da renda média", de crescimento seguido de estagnação prolongada. O mundo espera do novo governo, uma nova era para o Império do Sol.

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Sergio Barra é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com

O que ele disse

"É um misto de felicidade com emoção. O grupo é maravilhoso, essa torcida nos acompanhou sempre, dedico o título a todos os meus companheiros. Agradeço a Deus, à comissão, aos jogadores, ao estafe, à torcida... Só família de jogador sabe o que todo mundo passa."
Fred, após a conquista do tetracampeonato pelo Fluminense, ontem, em Presidente Prudente (SP).

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Morena de Angola


Por Clara Nunes.
Inesquecível.
Inesquecivelmente linda.
E talentosa.
Muito.

Dirceu defende regulação da mídia como prioridade


No Comunique-se

Ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção ativa no julgamento do mensalão, defendeu a  regulamentação da mídia no Brasil como uma das três prioridades do PT para 2013. Nessa segunda-feira, 5, em seu blog, Dirceu elencou a reforma política e a "desconstrução da farsa do mensalão" como outros objetivos do partido no próximo ano.
"O partido faz muito bem em eleger esta regulação como uma das principais metas a serem conquistadas em 2013, ao lado da reforma política tão imprescindível ao País e da luta para desconstituir a farsa do mensalão", disse o petista.
Dirceu comentou a entrevista coletiva concedida pelo presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, a correspondentes de jornais estrangeiros no Brasil, na última quarta-feira, 31. Ele elogiou a iniciativa, alegando saber que a mídia nacional iria ignorar a questão. "À exceção dos momentos em que virá com o noticiário enviesado de sempre, para dizer que regulamentação é censura e ameaça à liberdade de imprensa", afirmou o ex-ministro.
Ainda no blog, Dirceu explicou de que maneira o PT vai agir para assegurar a regulamentação: "O partido vai se posicionar, defender, tomar iniciativas, ocupar todas as tribunas que lhe forem possíveis, manter o assunto em evidência e priorizá-lo", explicou.
Para explicar a diferença entre regulamentação da mídia e censura, Dirceu recorreu a uma frase de Falcão. “Não é censura, nada a ver. É ampliar a liberdade de expressão, não restringi-la". Dirceu ainda deixou claro que o objetivo "depende do Congresso, e não do partido".

Charge - Sinfrônio


Relatório favorece envolvido na execução de engenheiro

Se depender do entendimento do Jurídico - sempre um Jurídico ganhando o lugar de destaque no proscênio -, do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), o engenheiro químico Carlos Augusto de Brito Carvalho não terá o seu registro profissional cassado,  muito embora tenha sido ele o mandante (confesso e declarado) da morte do também engenheiro e professor Raimundo Lucier Marques Leal Júnior, 59 anos.
A execução ocorreu em agosto passado, na avenida Duque de Caxias, no bairro do Marco. Lucier foi  morto dentro de seu carro, ao sair de uma loja. O executor fugiu na garupa do mototaxista Alan Franklin Ferreira Rego, 22, que está preso. O matador ainda não foi encontrado.
Na primeira semana de setembro, Carlos Augusto, que também continua preso, compareceu espontaneamente à polícia e confessou o envolvimento no crime. Disse que não mandou matar, mas dar um susto, ou um corretivo - seja lá o que for - em Lucier, por conta de animosidades entre eles. Mas a polícia, com base inclusive nos depoimentos do mototaxista, sustenta que o engenheiro químico não apenas ordenou a morte do professor como acompanhou pessoalmente, e bem de perto, a execução.
Mas no âmbito do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, ao que parece, o processo para cassar o registro de Carlos Augusto de Carvalho - que integrava, inclusive, quatro comissões da entidade - vai dar em nada. Ou quase em nada.
Numa reunião ordinária ocorrida ontem, a direção do Crea informou que dois advogados do sistema Confea elaboraram um relatório (que foi lido durante a reunião), informando que, diante das circunstâncias em que ocorreu o homicídio, o mandante confesso da morte não teria ferido o Código de Ética e, portanto, não deveria ter o registro profissional cassado.
No relatório, segundo apurou o Espaço Aberto, há uma orientação para que se forme uma comissão que deverá avaliar o caso. A comissão, já nomeada, terá 30 dias para "decidir". O que causou espanto foi a pretensão, proclamada pela direção, de fazer com que a apuração seja "isenta". Mesmo assim, orientou a comissão para ouvir o acusado diretamente ou através de seus advogados.
Agora, vejam só o seguinte.
A comissão é formada por três engenheiros, que terão o suporte de advogados do sistema Crea/Confea. Os advogados são os mesmos que já expuseram, no mencionado relatório, o entendimento de que o Código de Ética não foi violado.
Além disso, quando o mandante do crime for ouvido, seja diretamente ou por meio dos advogados, certamente deverá sustentar que é inocente ou mesmo vai incriminar a vítima, que nada pôde fazer para se defender. Sendo a comissão formada por engenheiros, pergunta-se: eles têm poder para fazer esse tipo de "interrogatório"?
O Crea dispõe da cópia do inquérito policial que oferece todas as informações prestadas à polícia. Tem mais valor o que a comissão vier a apurar junto ao mandante do homicídio do que aquilo que a própria polícia já apurou?
O inquérito, por si mesmo, já não seria um documento suficientemente forte, veraz, com elementos robustos - como costumam dizer os Jurídicos - para demonstrar a extensão do envolvimento do engenheiro químico no crime?
Confira-se, a propósito, o que diz a Lei nº 5.194/66. O artigo 75 destaca que “o cancelamento do registro será efetuado por má conduta pública e escândalos praticados pelo profissional ou sua condenação definitiva por crime considerado infamante”.
Ou seja, para o Crea, pelo menos até agora, o mandante do crime não teve má conduta pública e nem praticou nenhum escândalo.

Charge - J. Bosco


Acesse o Lápis de Memória

Vamos discutir o futebol. E a corrupção, é claro.

Afinal, corrupção é corrupção?
Ou há uma corrupções e corrupções?
A corrupção no futebol, objetivo de pronunciamentos que o senador Mário Couto (PSDB) tem feito ultimamente, é menos corrupção que outras, sobretudo aquelas que medram, florescem, proliferam em vários segmentos, inclusive o político e o empresarial, apenas para ficar em dois, digamos, mais vistosos.
Ao ler a postagem "A guerra está apenas começando", avisa tucano à FPF, leitor deixou um comentário opinando que há assunto mais importante para se tratar do que futebol.
Vejam o que disse um Anônimo, em resposta:


O futebol é, sim, um assunto importante se tivermos em mente que hoje se trata de um esporte que assumiu os contornos de uma atividade capitalista capaz de gerar empregos, entretenimento, negócios de diversos (nas áreas de marketing, hotelaria, etc.). O futebol bem gerenciado, de forma capitalista eficiente, pode contribuir fortemente para que Belém do Pará e até mesmo outras áreas do Pará produzam empregos, tornando atrativa uma modalidade esportiva que hoje é administrada ou conduzida de forma completamente amadora pela incompetente direção da FPF. 
O senador Mário Couto não está, portanto, equivocado quando investe no aprimoramento do futebol paraense.

Mas o leitor que motivou o comentário insiste em que o senador deveria tratar de assuntos mais importantes. E acrescenta:


Acrescento que o paraense é apaixonado por futebol essa paixão repercute em todo o país. No entanto, a má gestão do futebol pela FPF e dos clubes por seus dirigentes têm afastado perigosamente o torcedor dos estádios, contribuindo para um arrefecimento do interesse por essa modalidade esportiva, a mais amada do nosso planeta. 
Além disso, futebol pode se articular com a educação esportiva de crianças carentes nas escolas com resultado benéficos para todos por razões óbvias. É pouco sexo dos anjos discutir se é mais ou menos importante do que outros temas (já que no Brasil as necessidades são imensas em todas as áreas); o que importa é aproveitar a iniciativa de um parlamentar relevante para apoiá-lo, fortalecendo o futebol paraense pela mudança no seu, digamos, designer atual. 
Assim, proponho três pontos para a mudança que podem (e devem) ser realizadas: a) mudança no regimento da FPF para limitar os poderes do seu presidente (por exemplo, permitindo uma única reeleição e não a eternização no cargo, como sucede agora); b) autonomia efetiva do Judiciário Desportivo, uma vez que hoje funciona na sede da FPF; e c) democratização da gestão dos clubes pela eleição direta dos presidentes pelos sócios, o que os obrigará a prestar contas aos associados e não aos sempre pusilânimes conselhos deliberativos.

O Anônimo aborda questões interessantíssimas - e das mais pertinentes.
A essas três proposições, deveria ser acrescentada uma quarta: profissionalizar a gestão dos clubes paraenses.
Isso também é essencial.
Porque não se admite que clubes do Pará sejam e já tenham sido geridos, muitas vezes, por personagens bem-sucedidos em suas atividades profissionais, inclusive no ramo empresarial, mas continuem patinando em gestões amadoras, ineptas, que acabam por deixar sem salários pobres funcionários, para não falar nos próprios atletas.
Descontadas as paixões e os excessos que o senador Mário Couto desperta, por ser, indiscutivelmente, um parlamentar polêmico que também levanta temas polêmicos, tomara que este momento sirva, pelo menos, para fazer com que a gestão do futebol paraense, aí incluídos a Federação, as Ligas Esportivas e os clubes, ingressem logo no século XXI.
Porque ainda estão, indiscutivelmente, na Idade Média.

Conflitos internos elevam a temperatura no Sebrae-PA

A coisa no heróico Sebrae do Pará vai, como se diz, da mal a pial.
Por "coisa" entendam-se intrigas, manobras, tentativas de rasteiras, egos inflados, estilos reciprocicamente incompatíveis e por aí vai.
Enfim, o clima está quente por lá.
Há dirigentes que não se entendem.
E não dão a menor pelota para a necessidade de se entenderem, para fazer com que prevaleça a imagem da entidade, que ainda goza de um bom conceito, vale ressaltar.
Os confrontos na cúpula do Sebrae no Pará atingiram um tal patamar que os representantes de algumas entidades que integram o Conselho Deliberativo do Sebrae-PA tentaram articular, para ontem, uma reunião extraordinária, contrariando o Estatuto da instituição, para a destituir a atual diretoria.
No frigir dos ovos, a reunião chegou a ser desmarcada, mas acabou se realizando.
O ânimo generalizado no Conselho Deliberativo era substituir Elias Pedrosa da diretoria Administrativa e Financeira.
O que, muito provavelmente, acabará por acontecer.
Agora, se isso vai aplacar os ânimos, aí já são outros 500.

Carteado à luz do dia



Olhem só.
As fotos são de leitor do blog.
Foram mandadas por um leitor do Espaço Aberto.
Mostram o carteado comendo solto - soltíssimo da silva - num dos pontos mais movimentados de Belém.
Bem na esquina das avenidas Nazaré e Generalíssimo Deodoro.
À luz do dia.
Às escâncaras.
Com a puliça passando por perto, a toda hora.

A Vale e o jabuti


Por CHARLES ALCANTARA, presidente do Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA), em seu blog, sob o título acima

Diz a sabedoria popular que se um jabuti for encontrado no alto de uma árvore, alguém deve tê-lo colocado lá, porque jabuti não sobe em árvore.
Há muito o Brasil assiste ao famigerado tratamento dispensado a Estados e Municípios mineradores, que recebem uma mísera compensação financeira em troca de pesados e irremediáveis impactos ambientais que são obrigados a suportar.
Estados e Municípios mineradores, se comparados com Estados e Municípios petrolíferos, recebem troco em troca de crateras, doenças, violência, degradação.
Enquanto no Brasil as mineradoras pagam de 0,2% a 3% do faturamento líquido pela exploração mineral, os royalties pagos pela exploração do petróleo chegam a 10% do faturamento bruto.
Austrália e Índia, potências minerais, cobram 7,5% e 10% do faturamento bruto das mineradoras, respectivamente.
Mas como explicar, então, essa abissal diferença entre o que é pago em royalties pela exploração do petróleo e o que é pago em Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM)?
E como explicar por que as várias proposições de aumento da CFEM são bloqueadas no Congresso Nacional?
Quem colocou esse jabuti no alto da árvore?
Por que o privilégio a quem paga CFEM em relação a quem paga royalties do petróleo?
À Petrobras, os rigores de uma exploração ambientalmente danosa, como deve ser em qualquer país sério.
À Vale, as honras da casa, como se tratasse de uma benfeitora nacional, coisa que está muito longe de ser.
Em setembro de 1996, a Lei Kandir, que desonerou de tributos (sendo o principal deles o ICMS cobrado pelos Estados e Distrito Federal) todos os produtos e serviços destinados à exportação, inclusive os produtos primários.
Caminho aberto para, oito meses depois, em maio de 1997, o governo federal privatizar a então Vale do Rio Doce.
Ao longo desses anos, mais sangria nos cofres públicos de Estados e Municípios e mais – muito mais e cada vez mais – lucros para a Vale.
Os baixíssimos preços cobrados à Vale pela exploração mineral em solo brasileiro são um deplorável exemplo de submissão de uma nação inteira aos interesses de uma empresa.
A Vale financia campanhas eleitorais majoritárias e proporcionais, de cabo a rabo, da direita à esquerda, de norte a sul, de leste a oeste, do planalto a planície.
A Vale paga muitos milhões em propaganda ufanista para apregoar o quão bem faz ao Brasil e aos brasileiros. São milhões em propaganda paga aos maiores veículos de comunicação do país; propaganda que se converte em blindagem, proteção, alinhamento.
A Vale reserva outros milhões para ações sociais, culturais e ambientais, na esteira da tal “responsabilidade social”, que lhe serve de escudo para ocultar as mazelas decorrentes de sua atividade exploratória.
A soma dos milhões aplicados em campanhas eleitorais (o financiamento eleitoral é aplicação de alta lucratividade para a Vale), mais os milhões investidos em propaganda e mais os milhões gastos em “responsabilidade social”, é ninharia se comparada com os bilhões em lucros que a Vale aufere com a exploração das riquezas do nosso solo e com os privilégios que recebe do poder público brasileiro.
No bom e claro português, a Vale “compra” apoio nos parlamentos, nos executivos e na mídia comercial.
O sistema vigente de financiamento de campanhas eleitorais serve aos interesses e aos negócios da Vale.
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, em artigo recente, ao exortar os mineiros à luta por compensação financeira mais justa a Estados e Municípios pelo minério que é extraído de seu solo, invocou o espírito dos inconfidentes.
No Pará, o Estado da federação mais lesado pelo baixo retorno financeiro da exploração mineral, o espírito cabano precisa juntar-se ao dos inconfidentes, a fim de que paraenses e mineiros façam descer esse jabuti da árvore, pois foi gente, e não enchente, que o colocou.

Charles Alcantara é

O que ele disse

"A proibição de o acusado já condenado ausentar-se do país, sem a autorização jurisdicional, revela-se, a meu sentir, medida cautelar não apenas razoável, como imperativa, tendo em vista o estágio avançado das deliberações condenatórias de mérito já tomadas nesta ação penal pelo órgão máximo do poder Judiciário do país - este SupremoTribunal Federal."
Joaquim Barbosa (na foto), ministro do Supremo Tribunal Federal, ao avaliar, na condição de relator do processo do menslão, como indispensável a retenção de passaportes de 25 condenados.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um olhar pela lente

Sem título

Pôr do sol na Baía de Guajará.
Em Belém.
A foto é de Fernando Sette Câmara.

"Marca Brasil" encerra atividades no Rio e em São Paulo


Do Portal Imprensa

Mais dois veículos de comunicação sucumbem à crise que vem atingindo a mídia impressa neste ano. Dessa vez, o jornal esportivo Marca Brasil, de propriedade do Grupo Ejesa – que edita também os jornais Meia Hora e Brasil Econômico e o Portal iG – será descontinuado tanto nas edições de São Paulo quanto do Rio de Janeiro.
As redações foram avisadas da decisão da empresa na tarde desta quarta-feira (07/11). IMPRENSA apurou que boa parte dos profissionais dos jornais será desligada. A outra parte deve ser reaproveitada nas demais públicações do Grupo. As últimas edições do Marca Brasil-SP e Marca Brasil-RJ circulam na nesta quinta-feira (08).
Há algum tempo, o Marca Brasil-SP vinha sofrendo com a contenção de gastos, sem que houvesse investimentos para que repórteres pudessem viajar para coberturas fora da capital paulista. Na Espanha, o Marca é um dos esportivos de mais sucesso na mídia especializada.
Em março do ano passado, a Ejesa também descontinuou o Meia Hora-SP, com apenas sete meses de circulação. À época, a assessoria de imprensa do Grupo afirmou que concentraria  “investimentos no fortalecimento de seus cinco títulos, tanto nas versões impressas como nas plataformas digitais: Brasil Econômico, O Dia, Marca Brasil (edições do Rio e de São Paulo) e Meia Hora (edição Rio de Janeiro)".
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Grupo Ejesa ainda não havia sido informada do fechamento dos jornais.

Charge - Sinfrônio


"Não suponha que todos nesse tribunal sejam salafrários"

Joaquim Barbosa: a impressão - só a impressão - é a de que todos são salafrários e só ele é a vestal
É isso!
Joaquim Barbosa, o ministro de excelsas qualidades, menos a da temperança, voltou a dizer o que mais ou menos quis, para logo em seguida ouvir o que, muito provavelmente, não quis.
Foi na sessão de ontem, da Corte Suprema de Justiça.
O clima esquentou depois que o presidente do STF, ministro Ayres Britto, sugeriu a Marco Aurélio Mello que ele e a ministra Cármen Lúcia votassem após o intervalo da sessão sobre a pena a ser imposta a  Ramon Hollerbach, um dos réus do mensalão condenado por crime de lavagem de dinheiro.
Marco Aurélio passou a fazer críticas ao sistema de votação da corte, principalmente, na última sessão em que ele e a ministra Cármen Lúcia não estavam presentes.
Enquanto Marco Aurélio falava, Barbosa fez uma intervenção, inaudível para quem acompanha pela TV, provocando a ira do interlocutor:
Travou-se então o seguinte, sucinto e nada excelso diálogo entre Suas Excelências:
- Vossa Excelência cuide das palavras quando eu estiver falando - diz Marco Aurélio.
- Eu cuido muito bem do vernáculo, ministro!
- Não suponha que todos nesse tribunal sejam salafrários, ministro, e só Vossa Excelência seja uma vestal - devolveu Marco Aurélio.
Diante dessa sentenciosa avaliação, Barbosa resolveu reduzir a marcha de quarta - ou quinta - para uma segunda, digamos assim:
"Vamos dar prosseguimento ao julgamento, que é isso que a nação espera de nós", propôs Barbosa.
Como será Joaquim Barbosa mediando uma parada dessas quando estiver na presidência do Supremo?
Na presidência do Supremo, Joaquim Barbosa servirá como ponto de equilíbrio, como o algodão entre cristais, como o cara que, diante das exasperação dos colegas ou da possibilidade dele mesmo exasperar-se, procura tirar por menos?
Ou Joaquim Barbosa, como presidente do Supremo, será simplesmente Joaquim Barbosa?

Paraense à frente do monitoramento participativo



Começou ontem a primeira etapa do III Fórum Interconselhos, evento de promoção da participação social no planejamento do orçamento público. Representantes de 37 conselhos e do Fórum Nacional de Educação se reunirão até sexta-feira (9), quando o evento tem seu principal encontro, no Palácio do Planalto, com as participações da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e do ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho.
Entre 2003 e 2011 foram criados no Brasil 19 conselhos nacionais e outros 16 foram reformulados. O resultado da aproximação entre sociedade e governo foi o crescimento do número de conferências nacionais de 41 – entre 1941 e 2002 – para 74 e do número de temas de 11 para 28. O Fórum Interconselhos constitui uma instância de promoção da participação social no planejamento público. O I Fórum Interconselhos foi realizado em maio de 2011, reunindo cerca de 300 pessoas com o objetivo de apresentar as contribuições da sociedade civil para o processo de elaboração do PPA 2012-2015. Foram apresentadas mais de 600 propostas, que depois de analisadas, resultaram na incorporação total de 77,1% das sugestões e incorporação parcial de mais 19,6% no texto do projeto de lei do PPA enviado ao Congresso Nacional.
O objetivo do encontro é apresentar e pactuar a proposta de monitoramento participativo do ‘Plano Mais Brasil’, o Plano Plurianual (PPA) 2012-2015. Pela primeira vez, um PPA federal incorpora como princípio a criação, ampliação e consolidação de espaços institucionais que permitam participação da sociedade civil nas decisões nacionais e na orientação das políticas públicas, compartilhando compromissos.
O Plano Plurianual Mais Brasil (PPA 2012-2015) é um dos instrumentos de planejamento do Estado brasileiro e, desde 2004, revelou o avanço da reflexão estratégica do projeto nacional em curso: do consumo de massas ao investimento em infraestrutura à universalização dos serviços públicos essenciais. Ele informa 65 Programas Temáticos, cada um com indicadores que se desdobram em 492 objetivos e 2.417 metas. Uma das maiores inovações do PPA foi a alteração da linguagem contábil, que tornava invisíveis políticas públicas como, por exemplo, para jovens, negros, mulheres, idosos, população LGBT, pessoas com deficiência, indígenas, entre outras. Estas Agendas Transversais estarão no centro do monitoramento participativo.
De 2000 a 2011, cresceu em 84% o investimento em Previdência, 254% em Educação, 70% em Saúde, 390% em Assistência Social, 153% em Trabalho. Não à toa, neste PPA atual, dos 5,5 trilhões previstos em investimentos totais, 2,5 são voltados à área social e, mesmo no que tange à infraestrutura, 57% estão previstos para energia elétrica e habitação.
Segundo a secretária de Planejamento e Investimento do Ministério do Planejamento, a paraense Esther Bemerguy, a expectativa da pasta é que o evento consolide o fórum como uma instância de debate efetivo, qualificado, contínuo e institucionalizado sobre participação social e planejamento público. “Buscamos ampliar e consolidar a participação social junto às escolhas estratégicas de governo, como o PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual. Pretendemos também melhorar e uniformizar as informações repassadas à sociedade civil organizada pelas representações de governo durante as conferências temáticas”.
O III Fórum Interconselhos também marcará o lançamento do “Almanaque do Planejamento – Para entender e participar”, instrumento criado para facilitar o entendimento do assunto pela sociedade. Clique aqui para ler e baixar o almanaque. O evento estará disponível para acompanhamento ao vivo  no link assiste.serpro.gov.br/interconselhos.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Charge - Waldez

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Inelegibilidade de Paulo Rocha vai ao STF. Com certeza.

Leitores - muitos -, em comentários aqui mesmo no blog e em interações no Twitter do Espaço Aberto, chamam atenção que o ex-deputado Paulo Rocha, absolvido pelo Supremo no caso do mensalão, não poderia concorrer ao governo do Estado, em 2014, por estar inelegível.
Os comentários foram feitos a propósito de postagem intitulada Paulo Rocha é o candidato da vez no PT. Para 2014., em que o blog abordou as candidaturas naturais do partido para as eleições estaduais.
A justificativa dos que defendem a inelegibilidade de Paulo Rocha está em que ele renunciou ao mandato de deputado federal, que se encerrava em 2006, justamente para escapar à abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar, que poderia custar-lhe a perda do mandato por envolvimento no caso do mensalão, que estourou em 2005.
É que a Lei Complementar nº 135, de 40 de junho de 2010, popularmente conhecida como Lei da Ficha Limpa, introduziu modificações na Lei nº 064/90, a chamada Lei das Inelegibilidades, que passou a ter a seguinte redação na letra "k" de seu artigo 1º:

k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura.

É fato.
Mas as interpretações que se atribuem a dispositivos legais, como vocês sabem, muitas vezes conferem novas tinturas aos fatos.
O que é a jurisprudência senão uma leitura mais abrangente ou mais restritiva, mais larga ou mais estreita, mais complacente ou mais rigorosa, dependendo de vários fatores, inclusive do espírito, do sentido das condutas humanas?
Pois é.
Por conta de interpretações legais - abrangentes ou não - é que esse caso de Paulo Rocha, no que se refere à sua alegada inelegibilidade para 2014, ainda vai render.
E muito.
Uma das alegações será a de que sua absolvição, pelo Supremo Tribunal Federal, muda, anula, apaga os efeitos da renúncia, uma vez que, para todos os efeitos, a mais alta Corte de Justiça reconheceu que ele não se envolve em atos desabonadores como os protagonizados por envolvidos no caso do mensalão.
Em contraste com esse argumento, todavia, haverá quem defenda que, ao contrário, a renúncia é, sim, motivo que enseja a aplicação do dispositivo da Lei da Ficha Limpa, uma vez que, no julgamento do mensalão, não se apreciava a questão da renúncia, mas supostos crimes decorrentes do esquema de compra de votos no Congresso.
E aí?
Esperem que essa parada ainda vai chegar ao Supremo.
Com certeza, como diria o bordão da campanha de Edmilson.

Há coisa mais importante do que "corrupção em futebol"

De um Anônimo, sobre a postagem "A guerra está apenas começando", avisa tucano à FPF:


O que esperar de quem vai à tribuna discutir corrupção em futebol?
Tanto assunto muitíssimo mais importante para tratar e fala-se de futebol?
Não vivemos mal por causa do futebol, senador, e sim porque a saúde, a educação, a segurança pública, o Judiciário, a polícia etc. não vão bem.
Não vamos bem também porque por aí em Brasília as coisas parecem que estão em céu-de-brigadeiro, ou seja, limpo, límpido, azul. Exemplo são as agências reguladoras que parecem regular apenas os interesses das concessionárias.
Senador, talvez o senhor e seus pares devessem fiscalizar, sim, mas outras coisas mais importantes, porque pagamos impostos demais e temos retorno de menos. E o que o Senado tem feito para melhorar isso?
Poderia elencar um rol de conselhos, mas decidi não perder mais tempo com política demagógica.

TIM é a que mais leva sarrafo nas redes sociais


Então é assim.
Sabem as operadoras de telefonia que esfolam seus clientes?
Sabem aquelas que nos humilham?
Sabem aquelas que nos tratam criminosamente com desprezo?
Sabem as que nos assaltam e são, permanentemente, um caso de polícia?
Pois é.
A WebSIA e o instituto Data Popular fizeram uma pesquisa das mais interessantes.
O levantamento apontou que a TIM é a operadora com o maior percentual de críticas nas redes sociais.
As operadoras de telefonia geraram mais de 200 mil conversas nas redes sociais em um período de seis meses, sendo que 20% das mensagens - ou 40 mil - eram críticas aos serviços oferecidos pelas companhias.
Dentre as operadoras analisadas, a segunda mais criticada foi a Oi.
Cliquem aqui para ler mais detalhes.

Desfile mostra beleza das joias e da moda paraense

Modelos mostraram joias e acessórios do Polo Joalheiro do Pará. Foto: GQ Estudio

Do Blog São José Liberto

Um desfile de joias e acessórios de moda movimentou, no último final de semana, a Casa Cor Pará 2012, instalada em um prédio ao lado do Espaço São José Liberto/Polo Joalheiro do Pará. Denominado “Encanto Amazônico”, o desfile mostrou o trabalho de 15 designers e produtores do Polo Joalheiro, na noite de sábado (3), no espaço de lazer da Casa Cor Pará.
Trabalhando com uma diversidade de materiais, como prata, ouro e cobre, os profissionais mostraram peças de joalheria e de moda com inspirações diversas, com o diferencial da matéria prima sustentável, como palha, cestaria e couro, além de gemas vegetais e orgânicas, que realçam a beleza e o colorido das peças.
A criatividade dos designers e produtores do Polo Joalheiro do Pará na produção de brincos, colares, pulseiras, bolsas e cintos foi aplaudida durante todo o desfile, que teve como decoração a natureza e a arquitetura do Estado. O evento teve a coordenação do designer Ivam Silva e direção artística de Rogério Silvestre, com apoio da direção do Espaço São José Liberto, gerenciado pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama) em parceria com o Governo do Estado, via Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom).
Assinaram as peças do desfile os designers e produtores Eli Cascaes, Ivete Negrão, Camilla Amarall, Fábio Lima, Rai Oliveira, Bárbara Müller, Rosa Castro, Celeste Heitmann, Ivam Silva, Joseli Limão, Marcilene Rodrigues, Evandro Gobisch, Helena Bezerra, Selma Montenegro e Erivaldo Júnior.
Para Celeste Heitmann o desfile foi uma oportunidade “fantástica” para os profissionais do Polo Joalheiro mostrarem a outro tipo de público o trabalho que desenvolvem. A designer Rosa Castro reiterou que esse “novo olhar” valoriza o que está sendo produzido pelos artesãos, designers, ourives, produtores e lapidários do Espaço São José Liberto, que fazem parte do Programa de Desenvolvimento do Setor de Joias e Metais Preciosos do Pará, criado em 1998 pelo Governo do Estado.

Edmilson critica votação de projetos que AL desconhece


Mais cinco projetos de lei criando cargos comissionados e gratificações no Ministério Público do Estado do Pará (MPE), Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e Tribunal de Justiça do Estado (TJE) entraram na pauta de votação do plenário da Assembleia Legislativa do Pará sem o conhecimento prévio dos deputados, na sessão desta quarta-feira, 7.  “Eu me abstive na votação porque não posso ser a favor ou contra um projeto que não tive a oportunidade de analisar porque que entrou na pauta de repente”, justificou o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL).
O regimento interno da Casa prevê que a pauta seja publicada com 24 horas de antecedência para o conhecimento prévio dos deputados. Outros deputados também criticaram a votação açodada, imposta pela mesa diretora. “Não é aceitável que votemos projetos que vão impactar as finanças do Estado e a vida das pessoas, sem conhecer o teor deles”, apontou Edmilson.  Foram aprovados, por maioria de votos, os PLCs 83/12, 121/12, 122/12, 8/12 e 6/12 em primeiro e segundo turnos e também em redação final.
No dia anterior, o plenário aprovou, também por maioria de votos, a criação de cargos comissionados no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que já havia gerado protestos, que foram engrossados por Edmilson Rodrigues.

Fonte: Assessoria Parlamentar

Psicografia como prova penal


É de se pensar muito a admissibilidade da psicografia como prova no processo penal brasileiro. Esse fato merece profunda discussão da sociedade, o que, óbvio, não faremos aqui. Contudo, examinemos rudimentos dessa questão, suficientes para banir qualquer voz do além na dicção do nosso direito.
Comecemos pela afirmação máxima do nosso ordenamento jurídico quanto à natureza da psicografia: o Estado brasileiro é laico segundo a Constituição. Sendo laico, não há como validar qualquer ato oficial – judicial ou administrativo – sob motivação que escape das fronteiras da legislação, dos costumes, dos princípios gerais do direito e de outras fontes admissíveis, aplicáveis em sentido amplo ou restrito à matéria jurídica.
O campo do direito está nas relações comuns da sociedade. O direito existe para regular a vida, compreendida estritamente em sua natureza biológica, e tudo que lhe diz respeito aqui neste mundo. Protege o feto e pune o aborto. Regula as sucessões, tendo em vista beneficiários com assentamentos no registro de pessoas físicas ou jurídicas. Protege a inviolabilidade dos túmulos por causa da valoração que eles detêm para sujeitos vivos. O direito brasileiro não entra na seara espiritual, para perquirir a existência da alma ou do espírito. Não lhe interessam Céu, Inferno, Purgatório ou karma. Interessa-lhe a pessoa humana, dentro de uma visão existencial terrena.
Imagino que neste preâmbulo, alguns já cogitam que o espiritismo não é religião, mas uma doutrina ou até mesmo uma ciência. Bem, não sou eu quem vai classificar coisa alheia. Todavia, inegável que o espiritismo tem natureza religiosa. Ele crê e prega a existência de um mundo espiritual. Crê e prega a reencarnação, isto é, o retorno de uma pessoa a outro corpo. Crê na presença de um contemporâneo mundo espiritual invisível na Terra. Crê na possibilidade de comunicação dos mortos, justamente a base da psicografia. Se é religião, não sei. Agora, que parece muito, parece.
E o direito brasileiro? Não crê nem descrê de nada. Laico. Separado de toda e qualquer coisa de ordem metafísica, não importando a nomenclatura ou a classificação. Ele cuida de coisas da Terra. Segue uma visão plana, como se nada houvesse antes do nascimento e nada houvesse depois da morte. Este é o seu território. Sua fatia. Nosso direito não entra na seara espiritualista. É laico por força de norma constitucional. Portanto, como é possível – juridicamente falando – que pessoas consideradas mortas para esse direito possam ser admitidas a “falar” no processo através da psicografia? Onde andará nossa segurança jurídica? Que tipo de certeza teremos doravante? Como contraditar uma “testemunha” dessa natureza? Onde estarão as ferramentas hábeis em nosso ordenamento para exercer o sagrado direito de defesa em matéria penal? A ciência do direito parece correr risco em solo brasileiro.
Em sendo aceita a psicografia como prova penal, por uma questão de isonomia, terão direito de participar do processo penal outras manifestações espiritualistas. Por que não? Podem falar no processo a umbanda, quando médiuns se deixarão incorporar de entidades para revelar o que não está nos autos. Tranca-Rua, Cabocla Mariana e Pena-Verde podem testemunhar à vontade. Videntes poderão revelar o que não se pode ver no plano material da prova. Será admissível a quiromancia, o jogo de búzios e a leitura de cartas. Podem falar protestantes e católicos carismáticos que detenham dons de revelação e de palavras proféticas. Será admissível tudo, que, nada obstante o respeito que devemos ter pelas crenças alheias, são inservíveis à ciência do direito. Inservíveis no plano jurídico construído em nossa nação.
Esperamos que o Brasil continue sendo uma terra da ciência do Direito e de respeito às diversas manifestações de crença, sem predomínio de qualquer uma, sobretudo no campo jurídico. Que juristas da envergadura de Rui Barbosa e Clóvis Beviláqua sejam respeitados. Doutra sorte, eles também seriam invocados a falar nos autos. E, então, ai dos que não tivessem bons advogados! É melhor a gente deixar os mortos com os mortos. O direito não é uma questão de fé. É uma ciência social.

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RUI RAIOL é escritor
www.ruiraiol.com.br