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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Um olhar pela lente
No Engenhão, jogadores do Fluminense levantam o troféu de tetracampeão brasileiro, num jogo em que, mesmo com a equipe tendo perdido por 2 a 0 para o Cruzeiro, a torcida fez a festa.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
"Sou tricolor de coração", sou do clube tetracampeão
Olhem, meus caros.
Com a licença de vocês, mas o Espaço Aberto, por imposição aqui da redação, unanimemente tricolor (rss), precisa começar as suas postagens com este hino.
O Fluminense é tetracampeão brasileiro.
Todos os títulos tocam fundo o torcedor, não é?
Pode ser até um título de jogo de peteca, mas o campeão se comove.
Imaginem então quando é um título brasileiro.
Um título incontestável.
Magistral.
Fenomenal.
Um título em que o campeão botou a mão na taça com três rodadas de antecipação.
Um título em que o campeão faturou, até agora, o maior pontuação na fase dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro da Série A.
Este, amigos, é o Tricolor.
Este é um time que dá orgulho aos seus torcedores.
Este é um time de guerreiros, que em nenhum momento mostrou soberba.
Sempre mostrou humildade.
Dedicação.
Solidarismo no elenco.
Quantas vezes vocês não viram o pessoal que está no banco correr para o gramado para festejar o gol contra os companheiro.
Rapazes e moças: este é um verdadeiro campeão.
Ou melhor: tetracampeão brasileiro de 2012.
Com todos os méritos.
E mais alguns.
Fred, o cara. O guerreiro que já está no panteão.
Fred foi o cara no jogo de ontem.
Fred, aliás, é o cara.
Fred, há muito, já inscreveu seu nome no Fluminense, o novo tetracampeão brasileiro.
O Flu de Castilho, de Félix (grande e saudoso Félix), de Flávio, Samarone, de Lula, Gerson, Carlos Alberto Pintinho, Rivelino, do casal 20 Assis/Washington, o Fluminense de todos esses craques, alguns já na eternidade, também é o de Fred.
Ele inscreveu seu nome no panteão dos heróis tricolores não apenas por ter marcado os três gols de ontem.
Não apenas por ser o artilheiro do Brasileiro.
Fred é o cara porque se firmou como uma liderança no elenco do Fluminense e já deu, ele próprio, fartas demonstrações de amor ao Flu.
Fred é o cara porque, a um grupo - um reduzido, diminuto grupo - de torcedores que o acusava de cair nas baladas, respondeu dentro de campo, com uma humildade que só os grandes têm.
Quem acompanha futebol e especialmente o Fluminense deve estar lembrado que Fred já salvou até gol, tirando bola que estava quase nas rede do Tricolor.
Frequentemente, Fred, o artilheiro, vai para a área de seu time reforçar a defesa, durante as cobranças de escanteio do adversário.
Esse é Fred.
O cara.
Um guerreiro que encarna o espírito dos outros guerreiros que jogam com ele.
"A história tricolor traduz a predestinação para a glória"
Como ser tricolor sem recordar Nelson Rodrigues?
Como ser tricolor sem que o orgulho nos domine, por saber que temos a mesma preferência de um tricolor como Nelson Rodrigues?
Como ser tricolor sem nos inebriarmos com as crônicas de Nelson Rodrigues, um tricolor que, em boa parte da vida, ia para o Maracanã e não conseguia, por deficiência visual, distinguir os jogadores, mas contava a história do jogo com leveza, maestria, bom humor e paixão incontida, muito melhor do que os que viram a partida com nitidez?
Nelson Rodrigues é o Fluminense.
O Fluminense é Nelson Rodrigues.
Conceda-se-lhe a palavra:
----------------------------------------------------
“O Fluminense é o único time tricolor do mundo. O resto são só times de três cores.”
"Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos."
"E de fato, nunca houve na terra uma torcida tão certa, tão maravilhosamente certa. Isso aconteceu porque há seis mil anos estava escrito."
"O Fluminense não é clube deste ou daquele ano. Absolutamente. O Fluminense é o clube de todos os anos."
"A grande torcida é a do Fluminense. Nada se compara à sua fala e à sua fidelidade. Outras podem ser mais numerosas..."
"Uma torcida, porém, não vala a pena pela sua expressão numérica. [...] E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte da paixão."
"Vocês sabem que há clubes perecíveis e há clubes imortais. [...] uns morrem e outros sobrevivem. O Fluminense tem a vocação da eternidade."
"Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória."
"A irritação que o Fluminense provoca é um sintoma nítido, inequívoco, taxativo de glória"
"O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade. Tudo pode passar, só o tricolor não passará, jamais."
"Ser tricolor não é uma questão de opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode - e nem se deseja - fugir."
"Se o Fluminense jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar"
"Grandes são os outros, o Fluminense é enorme"
Como ser tricolor sem que o orgulho nos domine, por saber que temos a mesma preferência de um tricolor como Nelson Rodrigues?
Como ser tricolor sem nos inebriarmos com as crônicas de Nelson Rodrigues, um tricolor que, em boa parte da vida, ia para o Maracanã e não conseguia, por deficiência visual, distinguir os jogadores, mas contava a história do jogo com leveza, maestria, bom humor e paixão incontida, muito melhor do que os que viram a partida com nitidez?
Nelson Rodrigues é o Fluminense.
O Fluminense é Nelson Rodrigues.
Conceda-se-lhe a palavra:
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“O Fluminense é o único time tricolor do mundo. O resto são só times de três cores.”
"Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos."
"E de fato, nunca houve na terra uma torcida tão certa, tão maravilhosamente certa. Isso aconteceu porque há seis mil anos estava escrito."
"O Fluminense não é clube deste ou daquele ano. Absolutamente. O Fluminense é o clube de todos os anos."
"A grande torcida é a do Fluminense. Nada se compara à sua fala e à sua fidelidade. Outras podem ser mais numerosas..."
"Uma torcida, porém, não vala a pena pela sua expressão numérica. [...] E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte da paixão."
"Vocês sabem que há clubes perecíveis e há clubes imortais. [...] uns morrem e outros sobrevivem. O Fluminense tem a vocação da eternidade."
"Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória."
"A irritação que o Fluminense provoca é um sintoma nítido, inequívoco, taxativo de glória"
"O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade. Tudo pode passar, só o tricolor não passará, jamais."
"Ser tricolor não é uma questão de opção, mas um acontecimento de fundo metafísico, um arranjo cósmico ao qual não se pode - e nem se deseja - fugir."
"Se o Fluminense jogasse no céu, eu morreria para vê-lo jogar"
"Grandes são os outros, o Fluminense é enorme"
"Que lindo, que lindo, que lindo" o Flu tetracampeão
"Que lindo, que lindo, que lindo".
Esse é o bordão de Evaldo José, o excelente narrador da Rádio CBN do Rio.
Na voz dele, os gols do jogo histórico em que o Flu derrotou o Palmeiras por 3 a 2 e sagrou-se tetracampeão brasileiro de 2012.
Gols de um tetracampeão pelas ondas do rádio.
Que maravilha!
O Palmeiras, se cair, não merece tanto isso
Justiça se faça.
Façam-se duas justiças.
Uma: o Fluminense, merecidamente, é o tetracampeão brasileiro.
Outra: o Palmeiras, se cair para a Série B, cairá imerecidamente.
O Palmeiras, nas últimas partidas, só não ganhou porque está nessas fases, como se diz, em que a bola não entra de jeito nenhum.
E não entra mesmo.
Ainda ontem, antes de fazer dois gols, o Palmeiras perdeu umas duas oportunidades de cara.
Contra o Botafogo, no jogo anterior, a mesma coisa. Várias bolas tinham, como dizem os coleguinhas, endereço certo. Mas não entraram.
Sim, vocês podem argumentar, com certa pertinência, que o Palmeiras não cairá porque perdeu este ou aquele jogo.
Poderá cair porque tem uma performance ruim durante todo o campeonato.
Não deixa de ser verdade.
Mas o Palmeiras, com um pouco - pouquíssima - de melhor sorte, poderia estar em situação menos pior no Campeonato Brasileiro.
Façam-se duas justiças.
Uma: o Fluminense, merecidamente, é o tetracampeão brasileiro.
Outra: o Palmeiras, se cair para a Série B, cairá imerecidamente.
O Palmeiras, nas últimas partidas, só não ganhou porque está nessas fases, como se diz, em que a bola não entra de jeito nenhum.
E não entra mesmo.
Ainda ontem, antes de fazer dois gols, o Palmeiras perdeu umas duas oportunidades de cara.
Contra o Botafogo, no jogo anterior, a mesma coisa. Várias bolas tinham, como dizem os coleguinhas, endereço certo. Mas não entraram.
Sim, vocês podem argumentar, com certa pertinência, que o Palmeiras não cairá porque perdeu este ou aquele jogo.
Poderá cair porque tem uma performance ruim durante todo o campeonato.
Não deixa de ser verdade.
Mas o Palmeiras, com um pouco - pouquíssima - de melhor sorte, poderia estar em situação menos pior no Campeonato Brasileiro.
O que ele disse
"É um misto de felicidade com emoção. O grupo é maravilhoso, essa torcida nos acompanhou sempre, dedico o título a todos os meus companheiros. Agradeço a Deus, à comissão, aos jogadores, ao estafe, à torcida... Só família de jogador sabe o que todo mundo passa."
Fred, após a conquista do tetracampeonato pelo Fluminense, ontem, em Presidente Prudente (SP).
Fred, após a conquista do tetracampeonato pelo Fluminense, ontem, em Presidente Prudente (SP).
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