quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Há coisa mais importante do que "corrupção em futebol"

De um Anônimo, sobre a postagem "A guerra está apenas começando", avisa tucano à FPF:


O que esperar de quem vai à tribuna discutir corrupção em futebol?
Tanto assunto muitíssimo mais importante para tratar e fala-se de futebol?
Não vivemos mal por causa do futebol, senador, e sim porque a saúde, a educação, a segurança pública, o Judiciário, a polícia etc. não vão bem.
Não vamos bem também porque por aí em Brasília as coisas parecem que estão em céu-de-brigadeiro, ou seja, limpo, límpido, azul. Exemplo são as agências reguladoras que parecem regular apenas os interesses das concessionárias.
Senador, talvez o senhor e seus pares devessem fiscalizar, sim, mas outras coisas mais importantes, porque pagamos impostos demais e temos retorno de menos. E o que o Senado tem feito para melhorar isso?
Poderia elencar um rol de conselhos, mas decidi não perder mais tempo com política demagógica.

4 comentários:

Anônimo disse...

O futebol é, sim, um assunto importante se tivermos em mente que hoje se trata de um esporte que assumiu os contornos de uma atividade capitalista capaz de gerar empregos, entretenimento, negócios de diversos (nas áreas de markenting, hotelaria, etc.). O futebol bem gerenciado, de forma capitalista eficiente, pode contribuir fortemente para que Belém do Pará e até mesmo outras áreas do Pará produzam empregos, tornando atrativa uma modalidade esportiva que hoje é administrada ou conduzida de forma completamente amadora pela incompetente direção da FPF.
O Senador Mario Couto não está, portanto, equivocado quando investe no aprimoramento do futebol paraense.

Anônimo disse...

O comentarista, anônimo das 07:31, não falou que o futebol não é importante. Falou que há "assunto muitíssimo mais importante para tratar". Releia que você vai chegar a essa mesma conclusão. Agora uma coisa é certa: pode-se medir um político pela prioridade que dá para tratar dos assuntos que envolvem a sociedade.

Anônimo disse...

Em aditamento ao comentário que fiz às 07:31, acrescento que o paraense é apaixonado por futebol essa paixão repercute em todo o país. No entanto, a má gestão do futebol pela FPF e dos clubes por seus dirigentes têm afastado perigosamente o torcedor dos estádios, contribuindo para um arrefecimento do interesse por essa modalidade esportiva, a mais amada do nosso planeta.

Além disso, futebol pode se articular com a educação esportiva de crianças carentes nas escolas com resultado benéficos para todos por razões óbvias. É pouco sexo dos anjos discutir se é mais ou menos importante do que outros temas (já que no Brasil as necessidades são imensas em todas as áreas); o que importa é aproveitar a iniciativa de um parlamentar relevante para apoiá-lo, fortalecendo o futebol paraense pela mudança no seu, digamos, designer atual.

Assim, proponho três pontos para a mudança que podem (e devem) ser realizadas: a) mudança no regimento da FPF para limitar os poderes do seu presidente (por exemplo, permitindo uma única reeleição e não a eternização no cargo, como sucede agora); b) autonomia efetiva do Judiciário Desportivo, uma vez que hoje funciona na sede da FPF; e c) democratização da gestão dos clubes pela eleição direta dos presidentes pelos sócios, o que os obrigará a prestar contas aos associados e não aos sempre pusilânimes conselhos deliberativos.

Vamos aproveitar a ótima oportunidade que se apresenta e iniciar a luta pelas mudanças que são necessárias para o futebol. Nada impede que façamos isto agora enquanto se cuidam dos outros "assuntos mais relevantes" (para os quais, todavia, são necessários remédios ou soluções, não apenas o choro habitual).

Anônimo disse...

A propósito, vou dar um trabalho para esse Senador:
A notícia abaixo foi extraída do site carplace.com.br de hoje.
Olhem só como o consumidor de lá é trado.
Taí, Senador, entre com uma ação popular para nos ajudar a ver se somos reembolsados pela enganação do consumo dos carros brasileiros!

"Por conta de um erro na divulgação de alguns dados de consumo, Hyundai e Kia terão de indenizar aproximadamente 900.000 consumidores nos Estados Unidos. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana, alguns dos modelos vendidos pelo grupo sul-coreano no mercado automotivo do país possuem consumo de combustível maior do que o divulgado."