sábado, 21 de março de 2020
Estamos em guerra. Não temos quem nos lidere. Temos quem nos envergonha. Bolsonaro é "a vergonha".
Tétrica está sendo essa pandemia.
Tétrico está sendo Jair Bolsonaro, dito presidente do Brasil.
Tétricas estão sendo as consequências dessa doença, que já matou quase 12 mil pessoas no mundo, até o presente momento em que escreve esta postagem.
Tétricos são a irresponsabilidade, o deboche, a inconsequência, a ausência mínima de irracionalidade e de capacidade objetiva do presidente da República para lidar com um momento como este em que o o País se encontra.
Vivemos, a rigor, a Terceira Guerra Mundial.
Uma guerra que ninguém, talvez, jamais imaginou.
É uma guerra - seguramente a primeira nos desvãos de tempos imemoriais - em que terráqueos não guerreiam entre eles mesmos, mas contra um inimigo.
Um inimigo invisível. Mas letal, se o deixarem disseminar-se sem que se lhe oponha o devido - e bom, e eficaz - combate.
Nas guerras, os lados buscam seus líderes, seguem suas orientações, suas determinações, seus exemplos.
Nas guerras, a bravura dos líderes não está em empunharem armas e se colocarem nas trincheiras.
Não.
Nas guerras - as grandes, sobretudo -, os líderes usam como armas sua inteligência, sua determinação, sua autoridade moral, sua capacidade de unir a nação, sua palavra convincente e a legitimidade institucional do cargo que ocupam para orientar seus compatriotas rumo a objetivos comuns que visem o objetivo maior - e final: derrotar o inimigo.
Leiam Tempos Muito Estranhos, a magistral biografia em que Doris Kearns Goodwin traça a atuação de Franklin Delano Roosevelt e sua mulher, Eleanor, durante a Segunda Gerra Mundial a partir do front da Casa Branca.
É uma biografia maravilhosa sobre o presidente que governou, ou melhor, que liderou os Estados Unidos e a aliança ocidental na Segunda Guerra Mundial.
No livro, que eu li há 26 anos, logo que foi lançado, há um trecho que me comoveu e me impressionou. E tanto é assim que fiz questão de marcá-lo, como faço nos livros que leio.
A imagem está acima.
Leiam: "...Os elmos ainda não tinham começado a desfolhar-se e, sob eles, os motoristas estacionaram os carros, pára-choques se tocando, e ligaram os rádios para ouvir Roosevelt. Abaixaram os vidros e deixaram as portas dos automóveis abertas. [...] Podia-se continuar caminhando sem perder uma só palavra. Era possível sentir-se ligado àqueles desconhecidos motoristas, homens e mulheres, fumando em silêncio seus cigarros, não apenas pelas palavras do presidente, mas também pelo tom firme e pela retidão com que eram pronunciadas, que inspiravam confiança".
Os americanos, atentos, paravam para escutar seu líder.
Buscavam retidão e confiança em suas palavras.
E as encontravam.
E nós, os brasileiros, o que fazemos quando o presidente da República fala?
Nós paramos, sim.
Mas paramos para desligar a TV.
Para desligar o rádio.
Para travar o vídeo que está no celular.
Paramos para colocar nossas máscaras, com as quais tentamos nos proteger do Covid-10 e das imundícies, idiotices, baboseiras, bactérias verbais e mentais que Bolsonaro despeja um minuto sim, outro minuto também.
Paramos porque precisamos absorver nossas vergonhas.
Nesta guerra que o mundo inteiro trava com seus aliados contra um inimigo comum, o Brasil não tem líder. Não tem quem o lidere. Não dispõe de quem esteja à frente do timão, encontrando o caminho menos inseguro para contornar as borrascas, as tormentas, as razias que o inimigo possa perpetrar contra nós.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, está se desempenhando com notórios bom senso e competência na condução dos encargos inerentes à sua função?
Está. Mas ele não é o líder. Ele é um ministro, subordinado a quem deveria ser o líder da Nação. Mandetta poderia fazer mais, muito mais, se seguisse as orientações de um líder nato, sensato, moderado, inteligente, com a noção segura de que patriotismo é um sentimento (de missão, inclusive) que não comporta deboches, voluntarismos, idiotices e maluquices de qualquer natureza.
Não é o que acontece entre nós, infelizmente.
Jair Messias Bolsonaro, confirmando conduta, temperamento, personalidade e caráter amplamente demonstrados desde que ingressou na vida pública e se elegeu presidente da República (ninguém diga, portanto, que não o conhecia), não se dá o respeito.
Por isso, não respeita a dignidade do cargo que ocupa.
Por isso, não respeita o decoro que se exige de quem exerce aquilo a que se chama de a mais alta magistratura do país.
Por isso, não respeita o bom senso.
Por isso, não respeita nem o senso de responsabilidade que a democracia impõe a governantes.
Por isso, os brasileiros não devem esperar nada de Bolsonaro num momento crucial, capital, inaudito e, por último mas não menos importante, aterrador como o que estamos vivendo.
Os brasileiros devem orientar-se pelo que dizem e o que estão fazendo os poderes constituídos em outras esferas de poder - estadual, municipal e até mesmo federal (mas fora, diretamente, da esfera direta de Bolsonaro, à exceção do Ministério da Saúde).
Os brasileiros devem orientar-se pelo que dizem e fazem os profissionais de Saúde, esses heróis que sempre os soubemos heróis, mas nunca, até aqui, os reconhecemos verdadeiramente como heróis.
Os brasileiros devem orientar-se pelo respeito à vida e adotar cautelas essenciais, como confinarem-se, isolarem-se, abrigarem-se ao máximo que puderem pelo menos durante os próximos dois ou três meses.
Todos devemos fazer isso.
E esquecer - simplesmente esquecer Jair Bolsonaro.
Aliás, quero saber sinceramente: quem é Jair Bolsonaro?
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
Vaias, mal-estar, aplausos, encenações e "macheza" no palco de Bolsonaro em Belém. E o show vai continuar.
A inauguração da primeira etapa do Projeto Belém Porto Futuro, na manhã desta quinta-feira (13), foi verdadeiramente um espetáculo.
Vamos e convenhamos, foi um show.
Um show armado por Bolsonaro, para êxtase de bolsonaristas.
Um espetáculo, um show que serviu como uma espécie de acerto de contas (ainda bem que apenas verbal) entre os diversos atores presentes à solenidade. O maior ator foi Bolsonaro, é of course.
Como o Espaço Aberto anteviu na postagem Tensão e repulsa antecedem inauguração do Belém Porto Futuro. Governo do estado está alerta para protestos de bolsonaristas., disponibilizada ontem à noite, os protestos de fato aconteceram. E aconteceram também outras performances. Todas deploráveis.
Confiram a íntegra da solenidade - ou do show - no vídeo acima.
Houve vaias. Elas voltaram-se exclusivamente contra o governador Helder Barbalho, alvo de hostilidades de bolsonaristas não é de hoje. No vídeo acima, os apupos não são plenamente audíveis, ao contrário de outros vídeos que circulam em profusão nas redes sociais e fazem ecoar os protestos contra o governador.
Houve vaias. Elas voltaram-se também contra Bolsonaro, no momento em que ele começou a falar. Emanaram de antifascistas, que não suportam a presença, em Belém, de um homem com viés francamente autoritário, que já prestou homenagens públicas a torturadores e que, muito embora pose de amante da democracia, não engana ninguém sobre suas reais intenções autoritárias.
Houve um momento extático - isso mesmo, extático com x -, em que o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, deve ter sentido os arrepios do êxtase num pronunciamento que não durou nem 1 minuto. Durou cerca de uns 50 segundos. Mas esse tempo foi suficiente para o tucano não citar Helder nominalmente e para enfatizar que Belém e o Pará agradeciam a Bolsonaro os insumos e os equipamentos recebidos para fazer frente à pandemia. Foi um recado explícito ao governador, que durante a fase crítica da pandemia procurou colar em Zenaldo a pecha de gestor ineficiente nas ações de combate à doença, enquanto arrogava-se para si próprio, Helder, a iniciativa de atuar até no âmbito do município de Belém para minorar os impactos da crise. Bolsonaristas (também eles extáticos) aplaudiram, e aplaudiram intensamente, o recado-relâmpago, mas certeiro, de Zenaldo.
Houve uma grande surpresa. Helder citou nominalmente Zenaldo e lhe agradeceu por não ter criado embaraços para a construção do Porto Futuro.
Houve ficção. Rogério Marinho classificou a "resiliência, foco, determinação e espírito público", exatamente nessa ordem, como qualidades de Bolsonaro. Resiliência, vá lá - porque o Capitão, o pior presidente do Brasil em 500 anos de história, não deveria mais ter nem 1% do apoio popular. Mas ainda tem em torno de 30%. Já falar em "foco, determinação e espírito público" num homem que não acredita na ciência, que estimulou o descumprimento de todas as etiquetas de cautela recomendadas contra o Covid-19, que não articulou políticas com os estados e municípios para enfrentar a pandemia, que até agora considera essa pandemia como uma gripezinha (muito embora evite repetir isso em público) e que já teve três ministros da Saúde (o atual deles na interinidade há quase três meses), um governante que protagoniza uma cenário desses, portanto, pode ter tudo, inclusive Covid-19, mas não tem, desculpem, nem foco, nem determinação, nem espírito público.
Houve números citados com ardor. "Nós destinamos só ao estado do Pará, para ações de combate ao Covid-19, mais de 2 bilhões de reais. Entre os outros estados, proporcionalmente foi o mais atendido no combate ao vírus", vociferou Bolsonaro.
Houve mal-estar e exibições de negacionismo e de macheza explícitas. No palco, o deputado federal Éder Mauro (PSD), aspirante a prefeito de Belém, era o único sem máscara. E estava sentado a 1 metro e meio, se tanto, de Helder, seu novo inimigo político.
Houve aplausos. Como o show era um evento de bolsonarista para bolsonaristas, os bolsonaristas bateram palmas até para arrotos. Desde que tenham provindos das entranhas de bolsonaristas, é claro.
Houve uma manipulação concertada, combinada, sintonizada nos discursos relativos ao empreendimento. Ninguém disse por que as obras estão sendo inauguradas com apenas um terço do previsto no projeto.
Houve uma certeza, depois desse show de malabarismos verbais, encenações e ficções a céu aberto: shows como esse jamais deveriam continuar, mas vão continuar, é claro, sobretudo à medida que se aproximarem as eleições de novembro.
terça-feira, 18 de outubro de 2022
"Pintou um clima": ao pedir desculpas às venezuelanas, Bolsonaro parece não convencer nem Michelle, nossa Imperatriz da Sororidade
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| Bolsonaro, no vídeo em que pede "desculpas" às venezuelanas. Reparem na cara de Michelle, a Imperatriz da Sororidade. Essa cara é de quem está acreditando no Impoluto? |
domingo, 2 de janeiro de 2022
Lugar de maníaco é no manicômio, não na Presidência da República
| O capitão Bruce Bairnsfather, que depois de participar da I Guerra Mundial virou cartunista: no Natal de 1914, pausa para celebrar a paz com inimigos, todos imersos na lama das trincheiras |
| Bolsonaro, nos últimos dias de 2021, anda de jet ski e se exibe para fanáticos, enquanto a Bahia conta seus mortos e milhares de desabrigados por enchentes: humano só na forma, não no conteúdo |
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Tensão e repulsa antecedem inauguração do Belém Porto Futuro. Governo do estado está alerta para protestos de bolsonaristas.
Pessoas muito próximas ao núcleo de poder do governo Helder Barbalho vivem um misto de tensão e repulsa, horas antes da anunciada chegada a Belém do presidente Jair Bolsonaro, que comandará amanhã a solenidade de inauguração do Projeto Porto Futuro.
O empreendimento, um local de lazer situado na orla de Belém, foi idealizado pelo governador Helder Barbalho quando ainda era ministro da Integração Nacional. As verbas, portanto, são federais. Bolsonaro, segundo se informa, aproveitará a solenidade para transferir a gestão da área ao governo do estado. E aí é que moram as armadilhas.
Segmentos do governo do estado não descartam a possibilidade de que os bolsonaristas acorram às centenas ao local da cerimônia para constranger Helder. Eis o motivo da tensão. E também há pessoas próximas ao governador que se mostram convictas de que Bolsonaro vem inaugurar o empreendimento num momento inoportuno, inclusive porque as obras concluídas alcançam, no máximo, um terço do previsto no projeto. Eis o motivo da repulsa.
A investida dos bolsonaristas para constranger Helder, segundo o Espaço Aberto apurou, poderá incluir a presença do deputado federal Éder Mauro (PSD) no palanque da inauguração. Se tal acontecer, dizem fontes próximas ao governador, será interpretado como uma provocação por Helder, que tem merecido do parlamentar um tratamento de inimigo figadal, desde que a Auditoria Geral do Estado mandou a polícia apreender documentos na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, logo depois que Rogério Barra, filho de Éder Mauro, deixou o órgão.
O distanciamento entre o governo federal e o governo do estado são visíveis. No início da tarde de hoje, o Espaço Aberto confirmou diretamente e oficialmente com a Secretaria de Comunicação do governo Helder Barbalho que toda a programação de inauguração do Projeto Belém Porto Futuro foi organizada pelo governo federal.
Além disso, a notícia sobre a solenidade de amanhã foi publicada na Agência Pará exatamente às 18h50 e posteriormente atualizada às 19h07. A notícia é seca, sucinta, objetiva. Pelo menos até este momento, o texto não não foi mais alterado e não cita uma vez sequer que Bolsonaro estará na solenidade, algo inusitado em se tratando de solenidade à qual estará presente ninguém menos que o presidente da República. E não informa sequer a hora e o local exato da solenidade.
Uma fonte diz não ter qualquer dúvida de que a verdadeira intenção de Bolsonaro, marcando para inaugurar uma obra inconclusa, tem o objetivo apenas de constranger o governador e fazer afagos nos bolsonaristas paraenses, que desde o início da pandemia têm atacado de forma intensa e permanente o governo do estado.
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
A última "bolsonarice" de Bolsonaro é um atestado de quem é inimigo da saúde dos brasileiros
sexta-feira, 24 de março de 2023
Ao suspeitar de Moro, Lula presta um grande, um enorme desserviço ao governo Lula
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| Lula, no momomento da declaração sobre a "armação" de Moro: a primeira consequência é desacreditar o trabalho da PF, elogiado inclusive por um ministro do governo Lula. |
O presidente Lula tem todos os motivos, tem todas as razões do mundo para alimentar profundas e, talvez, insuperáveis rejeições pessoais a Sergio Moro, ex-juiz e atualmente senador.
O presidente Lula precisa, no entanto, discernir até que ponto suas reações ou suas demonstrações inequívocas de repulsa ao ex-juiz que o condenou poderão chegar a um ponto de desacreditar o próprio governo Lula.
Durante a era fascista de Bolsonaro, aqui se escreveu em várias oportunidades que o maior inimigo do governo Bolsonaro era o próprio Bolsonaro, um maluco mal diagnosticado, que comandou um dos governos mais corruptos e desumanos da história do Brasil.
Deploravelmente, convém reconhecer que Lula está sendo o maior inimigo do governo Lula.
Há uns dez dias, o presidente, acertadamente, reuniu se ministério e deu, publicamente, um puxão de orelha em todos os seus ministros. Basicamente, proibiu-lhes de ter protagonismo individual e exigiu que as iniciativas de cada um sejam, obrigatoriamente, combinadas com o próprio governo, por meio da Casa Civil, antes que sejam divulgadas.
Ou seja: Lula estava exigindo que o governo esteja em sintonia com o próprio governo. Do contrário, é o desgoverno. Mas, ao que tudo indica, o presidente não está seguindo o que ele mesmo cobrou.
Nesta quinta-feira (23), Lula deu a seguinte declaração, ao comentar uma operação da Polícia Federal que desbaratou um esquema para matar várias autoridades, inclusive Moro:
"Eu não vou falar porque eu acho que [a ameaça da organização criminosa] é mais uma armação do Moro. Mas eu quero ser cauteloso, eu vou descobrir o que aconteceu. É visível que é uma armação do Moro. Mas eu vou pesquisar, eu vou saber o porquê da sentença".
Um dia antes, portanto na quarta-feira (22), o governo Lula, pela voz do ministro da Justiça, Flávio Dino, disse o seguinte sobre a mesma operação:
"Fico espantado com o nível de mau-caratismo de quem tenta politizar uma investigação séria, que é tão séria que foi feita em defesa da vida e da integridade de um senador que é oposição ao nosso governo".
Ao fulanizar a operação da PF, centrando-a apenas na figura de Moro, Lula prestou quatro grandes desserviços ao seu próprio governo:
Primeiro, levantou a bola para os lavajatistas matarem no peito, arriarem no terreno e fazerem um gol de placa, resgatando o ex-juiz Sergio Moro para o patamar dos heróis.
Segundo, desacreditou o trabalho da Polícia Federal, cujas investigações, juntamente com o Ministério Público, carrearam para os autos do processo toneladas de provas - vídeos, fotos, interceptação de conversas e outros documentos.
Terceiro, descredenciou seu próprio ministro da Justiça, que classificou de "investigação séria" o trabalho da PF.
Quarto, levantou uma suspeita gravíssima sem dispor de qualquer prova, a mesma postura de Bolsonaro, o mentiroso, o debochado e o despeitado compulsivo. Quem disse que Lula levantou uma suspeita sem prova? O próprio Lula, nesta declaração: "Mas isso, a gente vai esperar. Eu não vou ficar atacando ninguém sem ter prova. Eu acho que é mais uma armação, e se for mais uma armação ele vai ficar mais desmascarado ainda".
Eis aí, configurado, um caso emblemático de uma situação em que os rancores pessoais de Lula não podem contaminar e muito menos desacreditar seu próprio governo.
quarta-feira, 27 de maio de 2020
Pau que bate em Chico bate em Francisco. A PF que caça Witzel caça Roberto Jefferson "et caterva".
sábado, 25 de julho de 2020
Simão Jatene bate o martelo e anuncia que não será candidato a prefeito de Belém em novembro
Decisão de Jatene reforça muitas dúvidas e poucas certezas
Helder é o quarterback que está com a bola na mão para fazer o passe
Pesquisas mostravam Úrsula como quase imbatível para ser a primeira prefeita de Belém
quinta-feira, 21 de março de 2019
O maior inimigo do governo Bolsonaro é o governo Bolsonaro!
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Livre, o que fará Lula? E os bolsonaristas, espumando de ódio, o que farão?

Fora da cadeia, o que fará Lula?
A estratégia do ex-presidente, ao que se diz desde ontem, depois que o STF acabou com a possibilidade de condenados em segunda-feira ficarem presos, é clara.
Ele não quer bater boca com Bolsonaro, não pretende adotar um discurso que deslegitime a eleição do presidente e já programa sair em nova caravana pelo País, projetando-se como a grande liderança da oposição e contando com o desgaste dos bolsonaristas.
A rigor, e em tese, a estratégia de Lula é correta.
Porque, melhor do que atacar bolsonaristas, é deixar que eles se estraçalhassem a céu aberto, na arena que criaram desde 1º de janeiro e na qual já fizeram várias vítimas - Bebiano, generais e parte expressiva do PSL, entre tantos outros.
Aliás, na prática, bolsonaristas estão brigando entre si há 11 meses. Por isso, não resta dúvida: como já se disse aqui no blog e os fatos estão demonstrando amplamente, o maior inimigo do governo Bolsonaro é o governo Bolsonaro.
Agora, à parte a estratégia de Lula, é preciso ver como os bolsonaristas vão reagir à libertação do ex-presidente.
Isso porque a tropa de Bolsonaro (com o próprio à frente), quando está calma, sob efeitos de hectolitros de chá de camomila, já se estraçalha em campo aberto.
O grande mistério, então, é como esses meninos e meninas (claro que vestidos de azul e rosa, respectivamente) vão reagir encontrando-se estressados e com o coração espumando de ódio diante de Lula livre.
Aguardemos, pois.
quinta-feira, 27 de junho de 2019
Bolsonaro não sossega. Quando não tem uma crise, ele toma um Melhoral Infantil.
quinta-feira, 21 de julho de 2022
Presidente da Funai se retira de evento em Madri sob os gritos de "miliciano", "bandido" e "assassino"
URGENTE! Marcelo Xavier, presidente miliciano da FUNAI, é expulso de um evento da ONU em Madri! Compartilhem! pic.twitter.com/zf537y5Ohh
— RICARDO RAO (@RICARDORAO7) July 21, 2022
O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, retirou-se de um evento em Madri, na manhã desta quinta-feira (21), sob xingamentos proferidos pelo indigenista Ricardo Rao, que o chamava, aos gritos, de "miliciano", "amigo de um governo golpista", "assassino" e "bandido". O próprio Rao postou um vídeo sobre esse momento em seu perfil no Twitter (vejam acima).
O incidente ocorreu durante evento do Fundo de Desenvolvimento dos Povos Indígenas (Filac), promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e realizado na capital espanhola. Rao, que estava na plateia, levantou-se ao final de uma apresentação e começou a se dirigir aos presentes na plateia, enquanto apontava para Xavier, que também assistia à apresentação.
"Irmãos indígenas, eu venho denunciar esse assassino, Marcelo Xavier, como inimigo de vocês. O companheiro da Colômbia disse sobre as mortes dos indígenas pelas milícias (em referência à apresentação que acabou de ocorrer). Esse homem (apontando para Xavier) é um miliciano. Esse homem, Marcelo Xavier, não representa a Fundação Nacional do Índio. É um assassino. É um miliciano, é amigo de um governo golpista que está ameaçando a democracia no Brasil", gritava.
Rao continua as críticas, que alcançam inclusive o Ministério das Relações Exteriores. “Este homem não pertence a isso aqui. Não é digno de estar entre vocês. E o Itamaraty é uma vergonha. O Itamaraty está sendo babá de miliciano. Marcelo Xavier é um miliciano. Esse homem é um assassino. Esse homem é responsável pela morte de Bruno Pereira (indigenista assassinado na Amazônia). Esse homem é responsável pela morte de (Dom) Phillips (jornalista também morto no Vale do Javari). Você é um miliciano, bandido. Vai embora mesmo. Vai para fora. Desculpem", continua, enquanto Marcelo Xavier se retira do local. Depois disso, uma pessoa ainda grita "fora, Bolsonaro".
terça-feira, 30 de agosto de 2022
O que Lula, que busca a pacificação, teria a dizer de seu "general" tresloucado que arregimenta a tropa e revela suas estratégias publicamente?
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| Ricardo Salles, um fanático devastador bolsonarista, e André Janones, um neopetista tresloucado e inconsequente, em momento de edificante e civilizado contraditório. |
Estou à procura, ansiosamente, de alguém escolado em campanhas eleitorais que possa me explicar, de forma convincente, como é que alguém pode escolher um tresloucado e inconsequente para funcionar como influenciador digital.
Também gostaria muitíssimo de saber quem foi o iluminado ou quem foram os iluminados da campanha de Lula que alçaram, à condição de expoente máximo das redes digitais, um tresloucado e inconsequente.
No caso, o tresloucado e inconsequente é André Janones, deputado federal do Avante, que desistiu de ser candidato a presidente e ingressou de cabeça, tronco e membros na campanha de Lula.
Foi recebido por companheiros e companheiras como um popstar do mundo digital, área em que os petistas, de fato, mostram-se carentes de bons quadros para confrontar a artilharia digital dos minions.
Janones, realmente, tem um bom número de seguidores. Só no Instragram são 2,1 milhões, além de quase 300 mil no Twitter.
O problema está no próprio.
Janones posa como uma espécie de general comandando uma tropa digital com armas na mão, no caso, computadores e celulares.
Mas ele é o único general da face da Terra, ou melhor, é o único general da história da humanidade que revela publicamente, portanto para os adversários e inimigos, quais são as suas estratégias.
Janones diz mais ou menos assim: Olha, galera, eu vou dizer agora que o Bolsonaro é um vagabundo. Então, eles (no caso os bolsonaristas) vão me atacar. Enquanto isso, vão se esquecer de Lulinha, que seguirá tranquilamente fazendo sua campanha.
É mais ou menos como se um general com sua tropa fosse invadir Belém e desse a ordem pelo Twitter: Soldados, agora eu vou dizer pra todo mundo que nós vamos invadir de barco, pelo Guamá. Então, quando todos os inimigos estiverem vigiando os portos, a gente entra pela BR. Preparem-se!
Entenderam?
Janones é a vergonha alheia.
É ridículo.
Mais ridículo ainda é vê-lo difundindo um de seus principais basilares como autoproclamado influenciado digital: contra o inimigo, você joga com as mesmíssas armas que ele joga contra você.
Sendo assim, Janones responde ao ódio com ódio, às fake news com fake news, a um palavrão com outro palavrão, a uma ameaça com outra ameça e a um processo com outro processo.
Sua última performance foi no debate de domingo passado, quando enfrentou e quase foi aos tapas com três ou quatro bolsonaristas, entre eles o ex-ministro Ricardo Passar a Boiada Salles.
Sabem o que acontece? Muita gente está passando a identificar Janones como alguém chancelado pelo núcleo de campanha próximo a Lula, num estágio em que o candidato do PT procura mostrar-se como moderado, sóbrio, sereno, conciliador e agregador.
Ao contrário de Janones, que começa o dia convidando a tropa para quebrar o pau e termina o dia dizendo assim: grande dia!
Ontem, a jornalista Mônica Bergamo, da Folha, publicou matéria informando que "Janones nega afastamento, ciúme ou racha com PT depois de confusão no debate e diz que é preciso usar 'os mesmos métodos que eles', os bolsonaristas".
Escreve a jornalista: "Janones, que apoia a candidatura do ex-presidente Lula (PT), não acredita que o embate [com bolsonaristas] vá prejudicar a imagem da campanha. E desmentiu que o partido queira afastá-lo. 'Nunca houve afastamento ou qualquer tipo de ciúme ou de racha interno.'"
Então, pronto!
Aos petistas, bom proveito com Janones.
Mas, depois, não se arrependam das loucuras que ele está cometendo em nome de vocês.
terça-feira, 21 de maio de 2019
Zero Um é um fenômeno nos negócios imobiliários. Por que papai se acha perseguido?
terça-feira, 7 de maio de 2019
O maior inimigo do governo do Capitão não é o PT. Nem são os esquerdistas.
Prestem atenção.
Como aqui já se disse, o maior adversário, o maior inimigo do governo do Capitão não é o PT, não são os esquerdistas, não são os comunistas, não são os defensores da ideologia de gênero.
Não.
O maior adversário, o maior inimigo do governo do Capitão é o governo do Capitão, aquele que Lula classificou de "um bando de malucos".
Carlos Bolsonaro, o Zero 02, ataca Santos Cruz, que ataca Olavo de Carvalho, que ataca Santos Cruz, que é confrontado pelo próprio Capitão.
Olavo de Carvalho, esse lunático de linguagem excrementosa, mas que exerce notória influência no governo do Capitão, ataca a ala militar, que reage fortemente na voz do ex-comandante do Exército general Villas Bôas, que é contra-atacado de forma torpe, nojenta, cruel, baixa, vil pelo astrólogo Olavo de Carvalho.
Enquanto toda essa discussão se trava, o governo do Capitão ainda não conseguiu até agora formar uma base aliada consistente para aprovar a reforma da Previdência - primeiro na Câmara, depois no Senado.
Então, digam aí: quem é o maior adversário, o maior inimigo do governo do Capitão senão o governo do próprio Capitão?
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Eguchi é "o seu prefeito, o meu prefeito", diz deputado do PSD. É o início do espetáculo da dispersão.
Começamos a assistir ao que podemos chamar de espetáculo dispersão.
Por dispersão, entenda-se o que devem ser neste segundo turno, em Belém, os apoios individuais de pessoas, e não propriamente de partidos, a candidatos. Sobretudo ao candidato-surpresa desta temporada eleitoral, o Delegado Federal Eguchi, que passou para o segundo turno contra Priante.
Vejam aí.
Nesse vídeo, que rola no Instagram, o deputado federal Joaquim Passarinho apoia enfaticamente Eguchi, "o seu prefeito, o meu prefeito", como diz o parlamentar.
Joaquim é do PSD, que teve como candidato a prefeito Gustavo Sefer.
O PSD de Sefer é um: aliado do governo Helder Barbalho (MDB).
O PSD do deputado federal Eder Mauro é outro: inimigo do governo Helder Barbalho e apoiador fanático de Bolsonaro. No primeiro turno, o parlamentar fez campanha para Thiago Araújo (Cidadania).
O PSD de Sefer dificilmente vai se mover, neste segundo turno, sem o aval de Helder. Portanto, dificilmente apoiará Eguchi, que Helder também não quer ver eleito.
Já o PSD de Joaquim Passarinho, que não é nem barbalhista, nem fanaticamente bolsonarista, já se decidiu por Eguchi.
Vamos acompanhar o curso desse espetáculo.








