segunda-feira, 13 de junho de 2016

Convivências virtuais. E o calor da vida, onde está?


Do jornalista e leitor Francisco Sidou, por e-mail:

Quando lemos no jornal o aviso fúnebre de missas de 7º dia de amigos diletos, contemporâneos de estudos no CEPC, na UFPA e de trabalho no Banco da Amazônia e nos veículos de comunicação por onde passamos - então constatamos meio surpresos que o nosso "prazo de validade" também está vencendo.
Vemos as pessoas usando cada vez mais ferramentas de comunicação em bate-papos (tem gente que possui quatro, cinco aparelhos entre celulares, smartphones e o escambau digital) e, no entanto, parece cada vez mais difícil o entendimento com aquelas pessoas mais próximas. 
Os jovens precisam entender seus pais e os "tios" que, às vezes , se mostram meio "descompensados" no tempo, "ranhetas" em alguns casos, mas costumam pecar por excesso de zelo ou de amor. Os pais, avós ou tios também precisam aprender com seus filhos uma nova visão de realidade bem diferente daquela em que foram criados e educados. 
Não basta exigir (porque estão "pagando") que eles estudem, se formem ou apenas tirem um diploma de curso superior. Os filhos, como os pássaros, não mais aceitam ser criados em cativeiro. Só o diálogo, compreensão e afeto podem romper esse "círculo de giz" ou esse "muro virtual".
Sintomático dessa "neura" moderna foi o fato que presenciei, mesmo sem querer. Em recente velório de um amigo dileto, chega de repente um animado grupo de pessoas bem trajadas e produzidas como se fossem para uma festa ou evento social.
Antes mesmo de cumprimentar com sentidos pêsames os parentes do falecido, foram logo perguntando: "Aqui tem wi-fi ? Qual é a senha ?

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