Esse título aí em cima não é do
Espaço Aberto, não.
É de uma postagem do
Blog do Noblat.
E quem dá o depoimento é o próprio Noblat – ele mesmo, contando experiência própria.
Leia a história do Noblat.
Recentemente, o Correio entrou em greve. Deixou de entregar milhares de correspondências. Uma delas foi minha conta do celular da TIM.
Ontem [quarta-feira] pela manhã, meu celular foi bloqueado sem que a conta tivesse chegado. Ela foi paga antes do meio-dia. Pedi a religação do celular. Não consegui até agora.
Quando ligo para o tal de 0800 fico quase uma hora esperando até que a ligação cai sozinha. Fiz isso três vezes somente hoje.
Mandei uma pessoa à loja da TIM.
O moço da loja disse há pouco que esse tipo de pedido [a religação do celular] só pode ser feito pelo 0800. Reconhece que a conta foi paga. Se consultar os arquivos da empresa verá que nunca atrasei pagamento. Mas informa que o sistema religa o celular automaticamente em um prazo máximo de até 72 horas.
Quer dizer: posso ficar incomunicável até depois de amanhã.
Vou consultar o Código de Defesa do Consumidor.Em tempos de decreto em vigor, estabelecendo novas regras para esses
call centers que debocham de todos, não há uma pessoa apenas que, na condição de usuária de operadora de telefonia celular, não tenha história ou histórias como essa, reveladoras do desrespeito com que os usuários são tratados.
Como esta TIM, por exemplo. Da mesma forma, todas as outras – Oi, Vivo, Claro e quantas mais existam.
More você em Brasília, Belém ou no Chuí – e também no Oiapoque -, a realidade é a mesma: na hora de lhe venderem um produto, atenções mil e tratamento vip. Na hora da prestação do serviço e do atendimento, você, antes tratado com tapete vermelho, não passa de um ninguém, não passa de alguém que merece apenas porta na cara. No caso, a porta na cara são os
call centers que não atendem o usuário. Não é que atendam mal. É que não atendem mesmo.
Há cerca de dez dias, no início da tarde, um desses aqui do
Espaço Aberto foi à loja da TIM, na Padre Eutíquio com a Conselheiro.
Chegou lá, apresentou-se à recepcionista e disse que queria comprar uma linha. Ela forneceu-lhe a senha para o atendimento e disse ao interessado para aguardar a vez de ser atendido.
A loja estava cheia de gente. No mínimo, o atendimento começaria a ser feito em meia hora. No mínimo.
Pois o interessado em comprar a nova linha sentou-se numa cadeira nos fundos da loja. Lá no fundo. Era a única que sobrava na ocasião.
Nem bem se completaram cinco minutos em que estava sentado, eis que se apresenta a recepcionista.
- Qual é o número da sua senha?
- O número é tal.
- O senhor é o que quer comprar uma linha, não é?
- Sim, sou eu.
- Então, senhor, me acompanhe por favor.
O daqui do
Espaço Aberto acompanhou a recepcionista.
Pronto. Esperou apenas cinco minutos para ser atendido. E 40 minutos depois, estava com a nova linha funcionando.
Por que tanta presteza, tanta distinção, tanta eficiência, tanta celeridade, tanta excelência no atendimento?
É porque o interessado foi à TIM para comprar uma linha.
Na hora de vender, a TIM é uma maravilha.
Na hora da contraprestação, o atendimento, como diz o Noblat e dizem milhares, milhões de usuários da TIM, é uma porcaria. E não apenas a TIM. Todas as outras operadoras de telefonia celular são assim.
É aquele silogismo que já se convencionou mencionar sempre por aqui: todas as operadoras de telefonia celular não prestam; a TIM – Oi, Claro, Vivo etc. – é uma operadora de telefonia celular; logo, a TIM não presta.
- Por que tens celular? – haverá de perguntar o leitor.
Porque celular é um bom instrumento – de trabalho, inclusive.
Celular é bom. As operadoras é que são ruins.
Todas elas. Sem exceção.
Aliás, não são ruins. São péssimas.