sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Liberdade total em FSM

No AMAZÔNIA:

O território do Fórum Social Mundial, no campus da Universidade Federal e Rural da Amazônia (Ufra), é espaço de debate, de turismo e de lazer. Indiferentes aos debates nas tendas temáticas, alguns participantes desfilam com trajes de banho nos corredores, tomam banho no trapiche do Rio Guamá e jogam voleibol ou futebol num campinho improvisado sem qualquer discreção.
O campus da Ufra constitui o território que abriga a maioria dos movimentos ativistas, a juventude a as nações indígenas, postos em espaços definidos. Além da programação oficial reservada às tendas, algumas geralmente tomadas por debatedores, parece haver uma programação extraoficial, criada pelas circunstâncias e entusiasmo dos diferentes grupos.
As duas principais pistas que dão acesso às tendas de debate, com uma extensão de aproximadamente dois quilômetros, são tomadas pela vai-e-vem da multidão. Mais parece um cortejo. É patente a miscigenação de raças, a diversidade de rítmos e cores. Não faltam grupos de batucadas, de cantorias, arrastões ou até simplesmente pessoas que caminham, proferindo palavras de ordem. A alegria parece ser contagiante. Dita o ritmo dos passos de quem caminha observando, mesmo que no silêncio.
Com entrada franqueada na única portaria de acesso, em que pese a cobrança de R$ 30 dos participantes inscritos, muitos aproveitam para simplesmente passear nos corredores. Sequer sabem a significância do acontecimento. As amigas Elizabete Santos e Maria do Socorro, moradoras do Marco, bairro vizinho ao da Terra Firme, onde está localizada a Ufra, transitavam nos corredores na tarde de quarta-feira (28). Disseram que simplesmente passeavam. Indagadas sobre o evento, limitaram-se a dizer que, 'pelo movimento nas pistas', parecia 'ser uma coisa muito boa para a humanidade'.
Apesar de inscrito, conforme revelou, o casal que falava em espanhol também caminhava indiferente às discussões nas tendas. Ele, de sunga e com uma latinha de cerveja numa das mãos; ela, de biquini. Não quiseram gravar entrevistas, revelar nomes e origem. Mais adiante, dezenas de pessoas ocupavam duas áreas de lazer. É um campinho de futebol e uma quadra de voleibol. Ambas disputadas.
O trapiche construído à margem do rio Guamá, que serve de ponto de embarque e desembarque dos barcos que fazem linha para a UFPa e Ver-o-Peso, também é disputado pelos participantes, que se deliciam com o banho nas águas, nos horários das grandes discussões.

Minc quer nova moratória

No AMAZÔNIA:

A exemplo do que foi feito com a soja em 2006, quando foi instituída a 'moratória da soja', em vigor até hoje, e que proíbe o comércio de grãos plantados em áreas desflorestadas da Amazônia, o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, pretende propor a 'moratória da carne', no setor agropecuário. O objetivo é reduzir a cadeia nociva da degradação de áreas verdes da Amazônia para a criação de gado e ainda a atuação dos matadouros ilegais, que respondem por mais de 50% de todo o abate de gado no Pará. Minc discutiu o assunto ontem com o ambientalista Paulo Adário, coordenador na Amazônia da organização Greenpeace, durante sua visita ao navio da ONG, que está aportado no cais do Porto de Belém, ao lado da Estação das Docas.
O ministro também conheceu o mapa do desmatamento feito pelo Greepeace, que já concluiu o levantamento detalhado no estado do Mato Grosso. O mesmo será feito no Pará, mas os recursos ainda estão sendo negociados com o Ministério. Segundo Minc, um dos planos para este ano será intensificar as ações contra o desmatamento.
Na ocasião ele citou como exemplo das ações do Ministério a operação 'Boi pirata', deflagrada no ano passado para apreender gado em território ilegal e áreas de desmatamentos. A operação já causou um certo freio no desmatamento da Amazônia, segundo estudo detalhado do Instituto do Homem e Meio Ambiente na Amazônia (Imazon). 'Não são dados nossos, do Ministério, mas de uma organização com um estudo detalhado, e esses dados apontam que a moratória poderia ser um caminho para um ajuste de quem quer permancer no mercado da pecuária, e que terá de buscar o caminho da legalidade, que exige o cumprimento de regras', avalia o ministro.
Minc afirma que, sendo aprovada ou não a moratória da carne, este ano serão deflagradas outras operações semelhantes à 'Boi pirata', com participação dos serviços de inteligência da Polícia Federal e de órgãos governamentais. Entre as soluções apontadas para o setor, Paulo Adário destacou a importância da criação de financiamentos para a recuperação de pastagens e o manejo de pastos, para evitar novas áreas desmatadas.
Belo Monte - Carlos Minc confirmou que está em andamento o processo de licença para a construção da usina hedrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, região Oeste do Pará. Apesar de considerar os impactos do alagamento de 442 quilômetros quadrados de área, Minc afirma que essa área, obtida com a reformulação do antigo projeto da usina, é 80% menor que a área que se pretendia alagar anteriormente.
Ele disse ainda que vários estudos estão sendo feitos, junto com propostas orçamentárias, para investimentos em formas de energia limpas e com menor impacto, como a solar e a eólica, em especial na região Nordeste, onde estudos já apontaram a viabilidade da produção de energia eólica. 'São investimentos muito altos, já que os próprios equipamentos têm uma carga tributária alta, se comparados, por exemplo, ao chuveiro elétrico, um alto consumidor de energia que é isento de impostos. Não é possível pensar em políticas de meio ambiente de forma separada dos tributos e investimentos', afirmou.
Para Paulo Adário, do Greenpeace, muitas questões ainda precisam ser respondidas acerca de Belo Monte, inclusive o potencial de geração energética, para uma avaliação da relação custo-benefício.
'Mesmo porque, para produzir todo o potencial esperado, o rio Xingu precisaria ter duas outras usinas associadas a Belo Monte', declarou.

Dengue tipo 4 volta a ameaçar

No AMAZÔNIA:

Um indiano, que chegou ao Pará em um navio aportado em Icoaraci, está sob o monitoramento do Instituto Evandro Chagas, Secretarias Municipal e de Estado de Saúde, mais Vigilância Sanitária por suspeita de ter contraído dengue do tipo 4, que foi erradicado do Brasil desde 1982.
A coordenadora de Vigilância em Saúde da Sespa, Ana Helfer, informou que o indiano sentiu-se mal, foi atendido no Hospital Abelardo Santos na quarta-feira, 28, e ontem realizou os exames necessários, sendo medicado e liberado para voltar ao navio.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi informada e ontem mesmo enviou uma equipe para fazer a inspeção da embarcação. 'O indiano fez o controle clínico e está bem. Se os sintomas retornarem, ele vai voltar ao hospital', confirmou Helfer, sem divulgar a identidade do paciente. Ela disse ainda que não acredita na ocorrência da dengue tipo 4 e que qualquer confirmação sobre a existência do vírus no Brasil deverá ser feita pelo Ministério da Saúde.
O indiano, segundo a coordenadora da Vigilância em Saúde da Sespa, está no Brasil há mais de seis meses e não faz parte da população que veio à cidade para o Fórum Social Mundial. 'Ele foi atendido com suspeita de virose, possivelmente será dengue. Não existe tempo suficiente para fazer o isolamento do vírus', esclareceu.
Depois de detectar que um indiano não participante do Fórum está com dengue (que pode ser do tipo 4) e outro indiano participante do evento está com malária, a Secretaria de Estado de Saúde Pública decidiu fazer hoje uma grande ação de combate à dengue. 'Decidimos fazer isso porque a dengue é uma doença sazonal. Estamos no tempo de chuva, a população está acentuada no município e existe, então, a necessidade de despertar nas pessoas a consciência de que a dengue é um problema de todos. Todos devem participar para reduzir a quantidade de vetores', observou.

Bando executa três no Aurá

No AMAZÔNIA:

Três rapazes foram mortos ontem à noite no bairro do Aurá, em Ananindeua. O triplo homicídio, com característica de execução, ocorreu por volta das 21 horas, no final da 5ª rua da ocupação Carlos Marighella. Duas vítimas ainda foram levadas para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, mas morreram no caminho.
Segundo informações obtidas no local do crime, os três rapazes estavam reunidos no final da rua quando foram surpreendidos por um grupo de dez homens, todos encapuzados, que saíram de um matagal próximo. Daniel Geovane de Souza, 18 anos, e outro rapaz identificado apenas como Gilson ainda respiravam quando foram colocados na viatura 1497, da 14ª Zona de Policiamento, e levados ao Metropolitano. Mas morreram poucos minutos depois. O outro executado morreu no local, e ainda não tinha sido identificado até às 22h30 de ontem. Segundo testemunhas, ele não mora na área e surgiu a informação que ele é do bairro da Terra Firme. O rapaz não tinha nenhum documento de identificação.
Moradores da área não souberam dar mais informações sobre o fato. Alguns disseram que os homens encapuzados fugiram pelo mesmo matagal e não foi possível identificar nenhum deles. O local é muito escuro.
Segundo informações policiais, cada um dos três rapazes foi atingido com pelo menos quatro disparos, inclusive na cabeça. A vítima que morreu no local do crime tinha vários vestígios de pólvora no rosto, sugerindo que os tiros foram disparados à queima-roupa.
Policiais da 14ª Zona de Policiamento comandados pelo sargento Helber Pena garantiram a segurança do local até a chegada dos peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Até às 23 horas de ontem, nenhum suspeito do crime havia sido preso ou identificado.

Delegados vencem na Justiça

No AMAZÔNIA:

A decisão judicial para que o governo do Estado pague a isonomia salarial dos delegados da Polícia Civil, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil, saiu na tarde de ontem. Foi determinado que a partir do mês de fevereiro os delegados devem receber o reajuste salarial que equipara os salários deles aos dos procuradores do Estado.
A reclamação constitucional proposta pela Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol) foi deferida pela presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, desembargadora Albanira Lobato Bemerguy, que também estabeleceu o pagamento da multa diária, a partir do dia seguinte ao pagamento dos salários de fevereiro da categoria, caso a decisão tomada pelo colegiado de desembargadores não seja cumprida.
A decisão põe fim ao impasse entre o governo e a Adepol que já durava três dias. Maria do Perpétuo Socorro Picanço, presidente da associação, comemorou a decisão. 'Vamos ver se assim é cumprido o reajuste, porque parece que eles não estavam entendendo'. Com a determinação da isonomia, o salário-base da categoria, para servidores em início de carreira, que hoje gira em torno de R$ 1.300, será elevado para cerca de R$ 4.400, sem gratificações. Já o salário-médio será de R$ 11.500,00, nas carreiras iniciais, e até R$ 25 mil, para os mais antigos.
A Adepol alegou desobediência por parte do governo do Estado à determinação de cumprimento de decisão judicial que garantia o direito da isonomia aos delegados, pois o Estado foi notificado para cumprimento da ordem judicial, mas ainda não havia cumprido a ordem. Na reclamação, a Adepol destacou ainda que em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado o procurador geral do Estado afirmara, em nota explicativa, que não existiria determinação de cumprimento de decisão, afirmando inexistir decisão judicial reconhecendo a isonomia de vencimentos entre as carreiras de procurador de Estado e delegado de polícia.
Direito - O direito da isonomia salarial já havia sido reconhecido pelo TJE/Pará em 2007 de acordo com o Acórdão nº 69.380, publicado no Diário de Justiça de 11 de dezembro de 2007. O acórdão se respalda no artigo 65, da Lei Complementar nº 022, de 15 de março de 1994. Porém, de acordo com a delegada Maria do Pérpetuo Socorro, o Estado ficou adiando e cancelando as reuniões de negociação. A resposta dos delegados veio com a greve deflagrada na terça-feira, 27.
Os delegados que têm direito à isonomia salarial com os procuradores do Estado são os mais antigos e somam cerca de 350, a maioria de Belém - de um total de 514 delegados da Polícia Civil lotados no Pará. De acordo com Maria do Perpétuo Socorro, nas últimas semanas o governo parecia bastante interessado em entrar em acordo com a categoria. Houve um início de negociação e o governo até ofereceu uma proposta - retirada alguns dias depois, quando então o governo começou a recuar, explicou a sindicalista.
Reunião já marcadas foram canceladas poucas horas antes do encontro marcado. 'O governo adiou o quanto pôde para nos desmobilizar. Está brincando, pagando para ver se a gente faz greve ou não. Quantas reuniões precisamos fazer para entrar em um acordo? A categoria queria uma definição para 2009, mas não houve', afirmou a líder da categoria à imprensa.
Em outubro, os delegados chegaram a paralisar por 48 horas os serviços e conseguiram pressionar o governo para dar início às discussões pela isonomia. Após o adiamento da última reunião, marcada para a quinta-feira passada, e o cancelamento de outra, combinada para a tarde de segunda-feira, os delegados decidiram parar os serviços.
O fim da greve ocorreu após a liminar emitida pela justiça que considerava a greve ilegal. A decisão judicial estabeleceu multa de R$ 100 mil por dia, caso o movimento continuasse, o que levou os delegados a encerrar a greve.

Luiz Omar reduz R$ 5,00 no preço de ingressos

No AMAZÔNIA:

O torcedor do Paysandu pagará ingresso mais barato no jogo de quarta-feira, 4, contra o Ananindeua, na Curuzu, valendo pela quarta rodada do Campeonato Estadual. Ontem, após se reunir, pela manhã, no estádio bicolor, com a direção de marketing do clube, o presidente Luiz Omar Pinheiro anunciou a redução de R$ 5 no preço do bilhete de arquibancada, que vinha sendo vendido por R$ 15. A medida, de acordo com o presidente, foi tomada para homenagear o torcedor alviazul no mês em que o Papão completa 95 anos de fundação. 'É uma espécie de retribuição ao apoio que esse apaixonado torcedor sempre deu ao Paysandu', disse.
Luiz Omar ressaltou que a redução será adotada apenas nos bilhetes de arquibancadas e, consequentemente, na meia-entrada, avaliada a R$ 5. Os preços de ingressos de cadeiras, tanto laterais como centrais, serão os mesmos dos jogos contra o Vila Rica e Time Negra, ou seja, R$ 30 e R$ 40, respectivamente. O presidente anunciou ainda o sorteio de três camisas com o número 95 nas costas, que serão usadas pelo atacante Zé Augusto, atleta-símbolo do clube e 'xodó' da Fiel. Duas camisas serão sorteadas no intervalo e no final da partida. A outra só será sorteada no jogo do dia 12, contra o São Raimundo, também na Curuzu.
Para participar do sorteio, o torcedor terá de adquirir um bilhete extra no valor de R$ 5, que estará à venda nas bilheterias do estádio. O torcedor que levar sua conta de energia elétrica e que esteja disposto a aderir ao projeto 'Seu Clube, Sua Energia', da Rede Celpa, também poderá concorrer ao prêmio.
Ontem, Luiz Omar manteve contato com o presidente do Ananindeua, Afonso Almeida, a fim de obter do adversário o aval para a redução do preço dos ingressos, já que a Tartaruga é dona do mando de campo. Mas, segundo o dirigente bicolor, dificilmente a direção do Ananindeua não concordaria com o acordo, já que se trata de um negócio positivo para os dois clubes. 'Quanto mais torcedores tivermos aqui na Curuzu, Paysandu e Ananindeua terão mais arrecadação', lembrou.

Leão empata em amistoso

No AMAZÔNIA:

Realizando a sua intertemporada em Barcarena, o Remo enfrentou na tarde de ontem a seleção local, em um amistoso. Apesar da expectativa pela partida, a equipe azulina decepcionou e saiu de campo sem sair do 0 a 0. O Leão, que começou jogando com o time reserva, não escapou de mais um resultado vergonhoso nem mesmo depois da entrada de vários titulares, que, na etapa final, criaram mais chances de gols, mas sem nenhum aproveitamento.
O decepcionante resultado do jogo-treino preparatório do Remo não chegou a desagradar completamente ao técnico Flávio Campos. Para ele, a partida foi importante para tirar algumas dúvidas e definir a escalação do time que enfrentará o Águia, domingo, em Parauapebas, pelo Campeonato Paraense.
'Não gostei do que o time fez coletivamente, principalmente no segundo tempo. Nosso desempenho ofensivo foi péssimo. Marcamos bem lá atrás, mas criamos muito pouco na etapa final. Mesmo assim foi importante poder analisar algumas peças individualmente. Agora, tenho praticamente o time escalado para domingo', declarou Campos, ainda no gramado do estádio.
O treinador, que pôde usar um bom número de jogadores, fez várias observações. 'Gostei do desempenho dos nossos volantes. O Beto mostrou uma evolução muito boa, inclusive chegando mais ao ataque, e o Marlon também atuou de forma equilibrada', avaliou.
Além disso, Campos destacou que diante da seleção de Barcarena o Remo teve o mérito de mostrar força de vontade e determinação. 'É a demonstração de que o grupo está disposto a superar as dificuldades do início de uma temporada', ressaltou o treinador.
O Remo atuou com Evandro; Leandrinho (Jhonattan), Jorge Santos (Bruno Sá), Gláuber e Jorginho; Diego Souza (Beto), Pitbull (Bruno Oliveira), Ramon (Diego Maciel) e Neto (Franklin); Heliton e Alessandro (Bruno Andrade).

O tempo

Em Belém, sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.
A temperatura máxima será de 33ºC e a mínima, de 23ºC.
A umidade relativa do ar varia de 53% a 87%.
Nesta sexta-feira, o sol aparece em Rondônia, no Acre e no sul e no oeste do Amazonas, mas o tempo segue muito instável e sujeito à pancadas de chuva a qualquer hora do dia. No Tocantins e em Roraima, o sol aparece forte, a nebulosidade aumenta com o calor e chove a partir da tarde. Nas demais áreas da Região, o sol predomina entre muitas nuvens, a sensação é de muito abafamento e ocorrem pancadas de chuva e trovoadas a partir da tarde.
As previsões são da Climatempo.

As manchetes da sexta

O ESTADO DE S. PAULO
Senado dos EUA defende plano mais protecionista

JORNAL DA TARDE
IPTU até 70% mais caro para 25 mil

VALOR ECONÔMICO
Itaipu e térmicas trazem reajuste maior de energia

O ESTADO DE S. PAULO
Senado dos EUA defende plano mais protecionista

JORNAL DA TARDE
IPTU até 70% mais caro para 25 mil

VALOR ECONÔMICO
Itaipu e térmicas trazem reajuste maior de energia

JORNAL DO BRASIL
Juros do BC devem cair a 9% este ano

O GLOBO
Crise já provoca medo de nova onda protecionista

CORREIO BRAZILIENSE
"A briga está boa"

ESTADO DE MINAS (MG)
Quadrilha que clonava carros tinha até policial

DIÁRIO CATARINENSE (SC)
'Nem fui intimado, quanto mais multado', diz Dário

CORREIO DO POVO (RS)
Chuvas matam 6, desabrigam centenas e destroem estradas

GAZETA DO POVO (PR)
Redução de jornada e salários já atinge 11 mil trabalhadores no país

CORREIO POPULAR (Campinas/SP)
RMC terá barragens para garantir o abastecimentoJuros do BC devem cair a 9% este ano

O GLOBO
Crise já provoca medo de nova onda protecionista

CORREIO BRAZILIENSE
"A briga está boa"

ESTADO DE MINAS (MG)
Quadrilha que clonava carros tinha até policial

DIÁRIO CATARINENSE (SC)
'Nem fui intimado, quanto mais multado', diz Dário

CORREIO DO POVO (RS)
Chuvas matam 6, desabrigam centenas e destroem estradas

GAZETA DO POVO (PR)
Redução de jornada e salários já atinge 11 mil trabalhadores no país

CORREIO POPULAR (Campinas/SP)
RMC terá barragens para garantir o abastecimento

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Bob Marley - Three Little Birds

Bob Marley - Three Little Birds


Composição: Bob Marley

Don't worry about a thing,
'Cause every little thing
Gonna be all right

Saying , don't worry about a thing
'Cause every little thing
Gonna be all right

Rise up this morning
Smile with the rising sun
Three little birds
It's by my doorstep
Singing sweet songs
Of melodies pure and true
Sayin',"This is my message to you"

Saying don't worry about a thing
'Cause every little thing
Gonna be all right

Saying don't worry about a thing
'Cause every little thing
Gonna be all right

Rise up this morning
Smile with the rising sun
Three little birds
It's by my doorstep
Singing sweet songs
Of melodies pure and true
Sayin', "This is my message to you"

Singing don't worry about a thing,
Worry about a thing,
Every little thing gonna be all right
Don't worry!
Singing don't worry about a thing"
I won't worry!
'Cause every little thing
Gonna be all right

Singing don't worry about a thing,
'Cause every little thing
Gonna be all right
I won't worry!
Singing don't worry about a thing,
'Cause every little thing
Gonna be all right
Singing don't worry about a thing,
'Cause every little thing
Gonna be all right!

Fonte: Letras.mus.br

Um olhar pela lente

Obama treina a pose para seu juramento de posse; um erro no pronunciamento do discurso levaria à repetição do juramento.
A foto – de bastidor – foi distribuída pela Casa Branca.

Primeira Região receberá mais de R$ 90 mi para pagar RPVs

A Primeira Região da Justiça Federal, que abrange a Seção Judiciária do Pará e as seccionais de mais 12 Estados, além do Distrito Federal, receberá o valor de R$ 92.504.635,10 para o pagamento de requisições de pequeno valor (RPVs).
Os recursos, liberados pelo presidente do Conselho da Justiça Federal, ministro Cesar Asfor Rocha, são destinados ao pagamento de milhares de pessoas. Dos R$ 92.504.635,10 liberados para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, exatos R$ 67.320.472,59 são referentes a ações de natureza previdenciária - revisões de aposentadorias, pensões e outros benefícios – que vão beneficiar 10.218 pessoas
As RPVs são ordens de pagamento que alcançam o teto de 60 salários-mínimos (R$ 24.900,00) e têm pagamento dentro do mesmo exercício. Diferenciam-se dos precatórios porque estes, além de preverem valores acima de 60 mínimos, são pagos apenas no exercício seguinte, uma vez que precisam ser previstos no Orçamento da União aprovado a cada final de ano para entrar em vigor no ano subseqüente.
O depósito desses valores na conta dos beneficiários é feito pelos tribunais regionais federais (TRFs), de acordo com seus cronogramas próprios. Do total de R$ 291.253.232,35 liberados pelo Conselho da Justiça Federal para pagamentos de RPVs, R$ 211.433.218,65 correspondem a processos previdenciários, que somam um total de 29.341 ações, beneficiando 41.750 pessoas em todo o País.

Mais aqui, no site da Seção Judiciária do Pará

Aumenta número de grampos no país

Por Alessandro Cristo, do Consultor Jurídico

O número total de ordens judiciais de interceptação telefônica no país em 2008 ultrapassou a casa dos 400 mil. Esse é o resultado de um levantamento feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) junto às operadoras entre 1º de janeiro e 5 de dezembro do ano passado, ao qual a ConJur teve acesso. Os números foram apresentados em reuniões este mês entre a agência e representantes das operadoras, da CPI e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com o relatório da Anatel, foram determinados 398.024 grampos em celulares e 11.905 em telefones fixos, totalizando 409.929 pedidos de interceptações. No entanto, os números não revelam a quantidade exata de linhas grampeadas ou de alvos investigados, já que incluem também pedidos de prorrogação de escutas. Cada interceptação dura, no máximo, 15 dias. Depois desse período, é preciso nova ordem judicial para continuar a escuta. Não há indicação tampouco dos grampos feitos em linhas telefônicas, em aparelhos (número serial) ou de gravações ambientais.
Já o número de grampos ainda em execução até o dia 5 de dezembro, informado pelas operadoras à Anatel, é menor que a quantidade divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça até novembro. O conselho apurou 11.846 escutas autorizadas pela Justiça em andamento até 20 de novembro, sem contar as realizadas em São Paulo, Mato Grosso, Alagoas, Paraíba e Tocantins. As informações em poder da Anatel, porém, mostram 10.031 escutas de celulares em andamento e 372 de linhas fixas, incluídos todos os estados da federação.
No entanto, o total de escutas caiu entre 30% e 40% no último trimestre do ano passado, segundo informações de fontes das operadoras e do Judiciário, discutidas nas últimas reuniões. A mudança se deve às duras críticas feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal ao abuso da interceptação, que transformou o grampo na “rainha das provas” dos processos judiciais e dos inquéritos policiais.
As interceptações de celulares respondem por 97% dos grampos em 2008. A Tim atendeu 176.212 ordens de escuta, seguida pela Vivo, com 133.284; e pela Claro, com 45.336. Juntas, as três responderam por 80% do total de grampos. Em seguida, vêm a Brasil Telecom, com 18.410, a Oi, com 17.906, a Telemig, com 5.167, a Amazonia, com 1.397, a CTBC, com 270 e a Sercomtel, com 42.
O maior número de interceptações da Tim aconteceu no Paraná, com 33.588; seguido de Mato Grosso do Sul, com 26.101. São Paulo está na terceira posição da operadora, com 12.182 ordens de grampo. No caso da Claro, as posições de São Paulo e Paraná se invertem, mas os mesmos três estados encabeçam a lista. A operadora permitiu 13.439 grampos nos telefones paulistas, 4.445 nos sul-mato-grossenses e 3.023 nos paranenses.
Já na Vivo, a maior parte das escutas foi feita em São Paulo, onde houve 20.971 pedidos cumpridos pela operadora. Paraná e Rio de Janeiro vêm depois, com 10.960 e 10.361 requisições de grampos, respectivamente.
Entre os estados, Paraná e São Paulo lideram o ranking em número de interceptações de celulares. Com 50.421 pedidos, os paranaenses estão no topo da lista, seguidos pelos paulistas, com 46.653 autorizações. Em ambos os estados, juízes chamaram a atenção em casos polêmicos que envolveram escutas.
O papel da interceptação telefônica pôde ser sentido, no Paraná, na ação conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro, da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Ele atuou no caso do advogado e ex-conselheiro da estatal Itaipu Binacional, Roberto Bertholdo, condenado por crimes de interceptação telefônica ilegal e exploração de prestígio. O advogado também é acusado de tráfico de influência junto à CPMI do Banestado e constrangimento ilegal. Moro, que teria sido uma das vítimas de escutas clandestinas de Bertholdo, autorizou interceptações telefônicas, quebra de sigilo bancário e escutas ambientais em áudio e vídeo da vida pessoal do advogado e de suas empresas.
Em São Paulo, as interceptações ganharam evidência pelas mãos do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, que condenou o banqueiro Daniel Dantas por corrupção ativa. O principal grampo desse caso contou com gravação de imagens feitas por um jornalista da TV Globo. O ex-presidente da Brasil Telecom, Humberto Braz, e o professor universitário Hugo Chicaroni foram condenados por tentar subornar policiais federais para que os nomes de Dantas e de seus familiares fossem retirados do inquérito. Dantas é acusado também por crimes financeiros.
Os demais estados com maior número de escutas são Mato Grosso do Sul, com 38.823; Rio de Janeiro, com 20.316; Santa Catarina, com 19.132; Minas Gerais, com 18.776; Rio Grande do Sul, com 16.856; e Mato Grosso, com 16.461. Na região Norte, o Pará se destaca com 14.131 pedidos. No Nordeste, os primeiros colocados são Pernambuco, com 11.825, Ceará, com 10.793, e Bahia, com 10.012.
Nos telefones fixos, o maior número de grampos do país ficou a cargo da Telemar Norte Leste, responsável pela cobertura na região Nordeste e em parte da Norte. A concessionária cuidou de 4.916 ordens de escutas. A Brasil Telecom, que cobre as regiões Sul, Centro-Oeste e parte da Norte, foi a segunda colocada, com 4.203. Em seguida vem a Telecomunicações de São Paulo (Telesp), controlada pela Telefônica, que atendeu a 1.837 casos. Global Village Telecom (GVT), com 435, e Embratel, com 311, vêm a seguir, seguidas por CTBC, com 122, e Sercomtel, com 77. Intelig, Suporte e Transit permitiram uma interceptação cada uma neste ano.
Das 372 escutas ainda em curso na telefonia fixa, 131 são em linhas da Brasil Telecom, 103 da Telemar, 77 da Telesp, 28 da Embratel, 23 da GVT, seis da CTBC e quatro da Sercomtel. Outras 27 concessionárias não tiveram solicitações de grampos atendidas em 2008 ou não tiveram as informações incluídas no relatório.

Lá vem de novo

O presidente Lula chega hoje à tarde e, à noitinha, estará no Hangar.
Preparem-se!
Preparai-vos, todos!
Haverá trânsito bagunçado na Duque e transversais.
No Marco todinho, o trânsito ficará daquele jeito que você já sabe.
Se não sabe, imagine um trânsito caótico.
É assim.

Adoçante no ego

Por aqui, devem estar preparando – ainda devem estar – balõezinhos, bombons de cupuaçu, maniçoba, açaí e pato no tucupi para adoçar, apimentar e temperar a boca e o paladar de Joseph Blatter, o chefão da Fifa, quando ele chegar a Belém, no próximo dia 5 de fevereiro, para fazer sua inspeção in loco nesta cidade-candidata a uma das subsedes da Copa de 2014.
Pois é.
Enquanto tudo isso ainda está sendo preparado por aqui, o governador do Amazonas, Eduardo Braga, adiantou-se.
Em vez de esperar a chegada de Blatter a Manaus, o próprio governador já foi ao encontro do presidente da Fifa, em São Paulo.
Braga ainda não adoça a boca de Blatter com sabores amazonenses.
Por enquanto, adoça o ego de Blatter.
E faz isso antes mesmo do Pará.

Proposta de extinção do quinto justificou o Fórum de Juízes

De um Anônimo, sobre a postagem Juízes pedem diretas para os tribunais e o fim do quinto:

Simplesmente magnífica a proposta de extinção do chamado quinto constitucional, essa excrescência que consiste em enfiar pela janela advogados e membros do Ministério Público, sem a submissão ao concurso público, única via lícita e democrática para o ingresso no serviço público efetivo e permanente.
Só essa histórica proposta já justifica o Fórum Mundial de Juízes, que se realizou em Belém.
Agora é esperar que o quinto (in)constitucional seja real e imediatamente implementado, para o bem de todos e felicidade geral da nação brasileira.

Marina encanta platéia de evangélicos

A pregadora da noite de segunda-feira última, no Templo Central da Assembléia de Deus em Belém (14 de Março com José Malcher), foi a senadora Marina da Silva (PT), que é membro da igreja em Brasília (conhecida por L2).
Ela chegou cedo, acompanhada por dois seguranças, e logo o pastor Samuel Câmara apresentou-a e passou-lhe a palavra. E a senadora começou a fazer uma pregação magistral.
Discorreu cerca de 45 minutos. Baseada no Sl 19, usou a linguagem de Davi, quando, ao falar da natureza, diz que Deus colocou no céu uma tenda para o sol. Ela interpretou essa “tenda”, como a camada de ozônio.
Pregou que Deus sempre trabalha em parceria com o homem. Que depois de criar o mundo, Deus entregou a tarefa de cuidar aos homens, começando pelos nomes que Adão empregou aos animais. Frisou que, etimologicamente, esses nomes têm um significado para esse próprio homem, que deve sempre se relacionar com a natureza tendo esse significado por base.
Também contou como teve um câncer, diagnosticado há mais de dez anos, quando passou a frequentar igrejas evangélicas. Falando por essa sua condição, disse: “Eu era um vaso quebrado, que Deus comprou e pagou antecipado, para recebê-lo assim, quebrado, mais de 30 anos depois.”
Entre outras coisas, disse que ecologia, hoje, é coisa de ecologista, economista, agrônomo... e acima de tudo deve ser coisa de cristão, porque, segundo ela, não se pode amar ao Criador e desprezar sua criação.
Confessou que há poucos anos foi separada (consagrada) como missionária, com credencial e tudo, na sua igreja local em Brasília. E disse que entende que essa sua “missão” é falar da natureza que Deus criou, fazendo política e abrindo a Bíblia. Várias vezes pediu que, em suas orações, a igreja apresente a vida dela, porque confessou muito difícil esse “ministério”, como classificou seu trabalho.
Com sua voz doce, mansa e calma, Marina encantou a platéia, que várias vezes a aplaudiu.
Marina é uma grande mulher.
É uma grande política.
Certos posicionamentos políticos seus podem suscitar contrariedade.
Mas ele é uma grande mulher.
Sem dúvida que é.

Charge - J.Bosco


Em casa

O ex-governador Simão Jatene está em casa.
Recebeu alta hoje de manhã, do Hospital Porto Dias, após a bem-sucedida cirurgia a que se submeteu.

O discurso é um, a prática é outra

Do professor Alcyr Lima, sobre a postagem Protesto e expressão racista marcam dia:

Da minha janela, observo uma enorme quantidade de automóveis particulares na Perimetral, vários deles com dois passageiros ou apenas o motorista.
Se a luta é por um mundo possível, por que entulhar a principal via do fórum com automóveis particulares? Muitos visitantes passam, ida e volta, a pé, a caminho dos territórios do FSM para se livrarem do congestionamento. Essa turma dos carrinhos, talvez a grande parte seja de Belém mesmo, quer um mundo melhor, mas não faz um pequeno esforço: utilizar o transporte coletivo, mesmo do jeito que está, pois só assim saberão por que queremos um outro mundo.
Mas como os "pleiboizinhos" arranjam sempre alguém para dar um jeitinho ($$$), já entram na Ufra com seus brinquedinhos. Acho que só os carros de apoio deveriam ter trânsito livre, o transporte coletivo deveria prevalecer, pelo menos neste período do fórum. Durante toda manhã e parte da tarde, o engarrafamento é gigantesco (ontem, por volta de meio-dia, estava em frente ao portão da Embrapa, na Itororó).

Cada um que cuide dos seus

De um Anônimo, sobre a postagem em que o ministro italiano para Assuntos Europeus, Andrea Ronchi, considera “um escândalo moral, uma vergonha” a concessão de refúgio político ao italiano Cesare Battisti:

Em compensação, a Itália julga decentíssimo manter com todas as mordomias o muito mais criminoso Cacciola, e as vaquinhas de presépio daqui sempre dizendo amém, e o ministro Ronchi jamais se sentiu indignado com a indignidade de seu governo. Se o Brasil está certo ou errado em dar asilo a Battisti, só quem pode discutir é o Brasil. A Itália não tem o direito de fazer todo esse escarcéu. Eles que se cuidem que em breve quem estará pedindo asilo por aqui é o valoroso combatente do crime, presidente deles.

Recital homenageia Fórum Social Mundial em Belém

O recital "Duo Câmara Amazônia" está marcado para hoje à noite, a partir das 20h, na igreja de Santo Alexandre, na Cidade Velha.
Urubatan de Castro, ao piano, vai acompanhar tenor Edelmiro Soares no concerto “Da Modinha Imperial ao Moderno Português".
O repertório será composto de modinhas brasileiras imperiais e canções portuguesas, coletadas do cancioneiro regional português ou compostas por grandes compositores da primeira metade do século XX.
O apoio é da Universidade Estadual do Pará (Uepa), da Igreja de Santo Alexandre e do Hotel Sagres.

Façam suas apostas

Do leitor Daniel Nardin, que lança suas fichas e faz suas apostas (faça também as suas):

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Trecho da matéria da Globo.com:

"Joseph Blatter almoçou com o governador de São Paulo, José Serra, no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo paulista. Também estiveram presentes Pelé, Ricardo Teixeira (presidente da CBF), Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista), Juvenal Juvêncio (presidente do São Paulo) e o governador do Amazonas, Eduardo Braga."
E o governador do Amazonas, Eduardo Braga. Ai ai ai...
Mas, pensando de forma meio otimista, no total, 17 capitais disputam as 12 vagas.
São Paulo
Porto Alegre
Florianópolis
Curitiba
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Brasília
Goiânia
Campo Grande
Cuiabá
Rio Branco
Manaus
Belém
Salvador
Recife
Natal
Fortaleza

Matéria da Folha diz: "Apesar da disputa, Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre são nomes dados como certos na lista da Fifa.
A entidade deverá escolher pelo menos uma outra cidade na região Sul, três no Nordeste, uma no Norte e outra no Centro-Oeste".
Nessa conta da Folha, dá onze. Na minha aposta, se fosse uma loteria:

São Paulo
Porto Alegre
Curitiba
Cuiabá (ou Campo Grande)
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Brasília
Salvador
Recife
Fortaleza

Até aí, temos dez.

Para doze, restam dois.
Belém e Manaus naquela 'sede Amazônica'?
Enfim, a discussão vai ser boa até serem confirmados os nomes.
E as especulações, bem, elas fazem parte do futebol.

“Campi” como zonas livres preocupam a polícia

Setores da polícia não vão dizer isso, evidentemente.
Não dirão nem remotamente.
Mas há setores da polícia que ficaram, ou melhor, que ainda estão preocupados, preocupadíssimos com o fato dos campi da Universidade Federal da Amazônia (Ufra) e da Universidade Federal do Pará (UFPA) terem sido declarados zonas livres para a realização do Fórum Social Mundial.
Se os campi universitários já são protegidos pela autonomia universitária e, nessa condição, apresentam-se praticamente inalcançáveis por qualquer ação policial, na condição de zonas livres, então, passam a ser os territórios do tudo ou nada, entende a polícia.
Essa preocupação não é sem sentido.
É que setores da Segurança Pública sabem que os campus, nestes dias de Fórum Social Mundial, podem se tornar campos férteis para transgressões.
Não as transgressões políticas ou ideológicas.
Não aquelas transgressões típicas da pluralidade e diversidade culturais que costumam marcar eventos como o FSM.
As transgressões que preocupam a polícia são mesmo as transgressões criminosas, aquelas claramente tipificadas no Código Penal e em leis esparsas.
É o caso, por exemplo e principalmente, do tráfico e do consumo de drogas.
E se a polícia souber disso e constatar esse tipo de crime, só lhe resta ficar olhando.
E olhando bem de longe.
Porque os campi viraram territórios livres.
Viraram zonas livres.
Zonas livres do tudo ou nada.
Para desespero da polícia.

Projeto Alcoa na mira de grupo de manifestantes da Acorjuve

Cerca de 100 a 200 pessoas, todas integrantes da Associação Comunitária da Região de Juruti Velho (Acorjuve), concentram-se desde ontem num ponto de acesso ao Projeto da Alcoa, em Juruti, na região oeste do Pará.
A pretensão do grupo, segundo informações chegadas ao blog, era ocupar as instalações da empresa.
Mas a invasão não se consumou porque a Alcoa, que adotou cautelas antecipadas, já havia pedido reforço da Polícia Militar. Cerca de 40 PMs guardam as instalações do projeto.
Os manifestantes, entre os quais se incluem mulheres e crianças, não informaram ainda, precisamente, quais são as suas reivindicações. Mas pretendem conversar numa reunião com alguma representante da Alcoa, o que deverá acontece provavelmente hoje.
Juruti possui um dos maiores depósitos de bauxita de alta qualidade do mundo. A reserva estimada é de 700 milhões de toneladas. A mina é explorada pela Alcoa, uma das líderes mundiais na produção de alumínio.
Na última segunda-feira, o blog adiantou que setores da Inteligência da Segurança Pública há haviam detectado fortes indícios da ocupação de grandes projetos instalados no interior do Pará, durante o Fórum Social Mundial que se realiza em Belém.

Luiz Dulci e seus amores por Belém

Luiz Dulci (na foto), o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, revelou ontem, durante a palestra que fez durante o Fórum Sindical, que ele morou em Belém na década de 70 e foi professor do Curso Cearense, juntamente com Mário Cardoso, ex-secretário de Educação, ex-deputado e ex-candidato do PT a prefeito de Belém nas eleições do ano passado.
Dulci disse mais.
Revelou que ama Belém, uma cidade que ele disse achar linda e fascinante.
Tem razão, ministro.
Tem razão.

Líderes abrem programação da tenda "Mundo do Trabalho"

Cerca de 800 trabalhadores lotaram ontem a tenda "Mundo do Trabalho", instalada dentro da Universidade Federal do Pará, um dos territórios do Fórum Social Mundial, para discutir questões voltadas ao interesse dos trabalhadores. Na programação de abertura do local, lideranças sindicais nacionais e internacionais debateram a crise econômica financeira e defenderam a união de trabalhadores para evitar que aconteçam novas demissões e perdas de postos de trabalho.
O evento de abertura contou com a presença do ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República, e dirigentes nacionais da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), alem de representantes da Confederação Nacional das Américas.
Em todos os discursos dos dirigentes sindicais foi pregada a união da categoria para enfrentar a crise, que segundo o presidente da UGT, Ricardo Patah, não é trabalhista, e sim, econômica financeira. "Não podemos permitir que a chantagem do empresariado rasgue os nossos direitos trabalhistas", disse, conclamando os trabalhadores a se manterem unidos para resguardar os seus direitos.
Com um discurso na mesma linha, o presidente da CUT, Artur Henrique, falou da importância da forças sindicais se unirem para enfrentar a crise internacional e rediscutir um novo modelo de produção. Para ele, os empresários estão se aproveitando da crise para reduzir salários, com os trabalhadores precisando se unir em defesa do emprego e da renda. "As centrais unidas jamais seremos vencidos", reforçou Paulo Pereira, da Força Sindical.
O ministro Luiz Dulci parabenizou o movimento sindical por fazer alianças com os movimentos sociais e destacou que essa união representa um avanço surpreendente às partes porque são causas comuns. Sobre a crise econômica, ele levou uma mensagem de otimismo, afirmando que a posição do governo federal é de não apoiar qualquer tipo de recessão porque é preciso que o país continue crescendo. "A recessão não pode ser aceita pelos movimentos sociais", disse, defendendo que a hora é de avançar nas mudanças sociais e aumentar os investimentos do governo nos programas sociais para combater a crise. Na agricultura familiar, exemplificou, os investimentos saltaram de R$ 2,5 bilhões para 13 bilhões, garantindo que o objetivo agora não é reduzir recursos, mas sim amplia-los. "Os programas sociais são justos porque melhoram a vida dos pobres e ajudam a economia crescer", ressaltou, pedindo que as empresas não demitam e aguardem os efeitos das já tomadas pelo presidente Lula para combater a crise.
Sindicalismo na Amazônia – Hoje, a programação na tenda do "Mundo do Trabalho" prossegue com palestra, às 9 horas, sobre Sindicalismo e Direitos Humanos na Amazônia, proferida pelo chefe do Ministério Público do Trabalho do Pará, José Cláudio Filho. No dia, 30, às 14 horas, será realizada um mesa de diálogos em que o palestrante será o reitor da Universidade Federal do Pará, Alex Fiúza de Melo, que falará sobre Desenvolvimento, Sustentabilidade e o papel da Educação. Haverá também palestra sobre "Educação Ambiental em escolas de uma cidade amazônica".

Uma jovem poeta da internet

OSWALDO COIMBRA

Há mais de uma década, os jovens vêm sendo identificados como membros de uma "geração sem palavras". A presença intensiva na educação informal deles dos novos meios de comunicação que se utilizam sobretudo de imagens teria afetado de modo extremamente danoso a capacidade deles de se expressarem verbalmente. Para mostra isto, jornais e revistas publicam listas de erros grosseiros de linguagem verbal, cometidos nos exames de ingresso para as faculdades.
O meio de comunicação que mais teria contribuído para o empobrecimento dos recursos de expressão verbal destes jovens seria a internet, onde eles se comunicam através de um código composto de palavras abreviadas. No entanto, por ironia, na internet milhares de textos escritos por jovens tornam despropositado este discurso alarmista. Tais textos se concentram em sites e blogs parecidos com os antigos cafés literários, nos quais os jovens artistas se encontravam para mostrar suas produções literárias.
São sites e blogs criados com uma sensibilidade artística que não se esgota somente na criação de bons textos. Estende-se também até as programações visuais. Cores, fotos e desenhos são usados, neles, para enquadrar esteticamente poemas, crônicas e relatos. Estes espaços na internet se ligam a redes transnacionais, mas quem ler o material veiculado neles notará o seu caráter aleatória. Constantemente, os criadores destes blogs e sites os extinguem, para em seguida inaugurarem outros, sem se importar com a manutenção de registro de sua produção.
Um destes espaço é o http://girassol-giralua.blogspot.com/, mantido por Tayná Borges, uma paraense de 18 anos de idade, que já deve ter aberto e fechado pelo menos uns dez blogs. De permanente na produção dela há só um diálogo - denso e comovente - com a jovem escritora e desenhista portuguesa Patrícia Lino, de mesma idade.
Se lessem este texto, com sua pontuação intencionalmente irregular, escrito por Tayná Borges, os defensores da teoria da "geração sem palavras" talvez ficassem desconcertados:

"Nunca as palavras haviam fugido de mim.
tenho uma pedrinha no bolso. uma pedrinha que foi polida com os meus pedidos de noite desesperada. ando com a tua blusa no ombro. ela nunca saiu de lá, na verdade. quando o sol vem e eu ainda estou acordada, esqueço o que é ver poeiras dançantes. as ruas continuam cheias e eu continuo sem andar por elas. o pé quente toca o chão frio e nenhuma formiga aparece. parece que todo mundo foi embora. mas eu nunca iria, porque você sempre fica. talvez a saudade seja um grito abafado, que eu não consigo conter. tudo que eu sempre quis foi ver todas as cores dos teus olhos. sem saber que, ao vê-las, eu não acharia mais as cores do mundo tão bonitas. marca do copo na mesa, xícara com flores. os cigarros são apagados nas cicatrizes".


E mais desconcertados ficariam diante do texto "Mil pétalas". Tayná tinha apenas16 anos de idade, quando o escreveu:

"mil pétalas a espalhar-se pelo chão. sou movida a sonhos. solto fumaça e mordo até sangrar. deixo-te a loucura nos lábios, ao despedir-me de teu leito. não há quem me pegue sem tirar um pedaço de mim. vou, assim, desestruturando-me. tayná sem braço. tayná sem perna. tayná sem olhos e, aos poucos, sem coração. porque tudo aqui vai endurecendo e o vento não é tão bonito quando parado. os cachorros brincam de lamber-me os ossos.raiva. revoluções no estômago. querem me expulsar de mim. enquanto eu tenho prelúdios de vômitos, os passageiros olham-me com desprezo. não sei o que mais faço para com essa poesia individualista. eu devia criar personagens, sentir-me mãe".

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OSWALDO COIMBRA é jornalista e pesquisador da UFPA

O que ele disse

“A partir desse momento eu sou o candidato.”
Senador José Sarney (PMDB), ex-presidente da República, ex-presidente do Senado e novamente candidato a presidente da Casa.

Juiz dá tiros em agressor

No AMAZÔNIA:

O juiz da comarca de São Félix do Xingu, no Sudeste paraense, Leonel Figueiredo Cavalcanti, atirou em um morador do município na manhã de ontem. O fato ocorreu por volta das 10 horas, depois que Amildison Santos da Silva, conhecido como 'Enxuto', foi até o fórum reclamar por ter tido um processo de indenização negado pelo juiz. O fórum da cidade está em reforma e Amildison puxou uma pá para agredir o magistrado, que após se esquivar de uma pancada, caiu e sacou sua arma, disparando duas vezes contra o agressor.
De acordo com informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o juiz deu o primeiro tiro para o alto, numa tentativa de afastar o agressor. Observando que este não se acalmou, o juiz deu dois tiros em Amildison. Como a agressão ocorreu em frente ao fórum, alguns moradores viram o caso e informaram que Amildison teria problemas mentais. Após a confusão, o homem foi levado para o Hospital Municipal em estado grave para ser submetido a procedimento cirúrgico.
O presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa), Paulo Vieira, informou que Amildison entrou no fórum já transtornado. 'No momento o juiz estava saindo de uma sala com o promotor Paulo Igor Nascimento e foi supreendido pelo morador irritado', disse Paulo. O juiz ainda pediu para que um policial militar que trabalha no fórum retirasse o agressor, mas este, num ato rápido, correu e pegou uma pá. Paulo Vieira acrescentou que estando no chão, o juiz sacou sua arma e deu um tiro na perna do agressor, que mesmo assim ainda tentou dar um golpe, mas foi contido por outro tiro, agora no peito, e caiu. Para o presidente da Amepa, o juiz agiu em legítima defesa e não deve ser penalizado pelo ato. 'Ele estava caído depois de ter sido agredido. Se não agisse dessa forma, poderia ter morrido', afirmou Paulo, que disse acreditar no arquivamento do processo.
O juiz fez exame de corpo de delito, já que ficou com alguns arranhões pelo corpo. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado, o juiz de São Félix do Xingu já comunicou o fato à Corregedoria das Comarcas do Interior, a qual é subordinado, e deve apresentar um relátorio sobre o ocorrido ainda hoje à presidente do TJE, a desembargadora Albanira Bemerguy. Até o final da tarde de ontem, a assessoria da Polícia Civil não sabia informar o estado de saúde de Amildison.