“A ministra está em uma situação muito difícil, a política é muito dinâmica. Ontem, ela era a mãe do PAC. Agora, virou a madrasta do dossiê. Ela não chama o dossiê de dossiê, e sim de banco de dados. Independentemente da denominação que se queira dar.”
Marco Antonio Villa, historiador e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
domingo, 30 de março de 2008
Na voz de Rolando Boldrim, “Sinto Vergonha de Mim”
Assista ao ator declamar o conhecido poema de Rui Barbosa que termina com aqueles versos, célebres versps que atravessaram os tempos e continuam mais atuais do que nunca: “De tanto ver triunfar as nulidades, / de tanto ver prosperar a desonra, / de tanto ver crescer a injustiça, / de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, / o homem chega a desanimar da virtude, / a rir-se da honra, / a ter vergonha de ser honesto”.
Colisão e 15 feridos em dois ônibus

No AMAZÔNIA:
Quinze pessoas ficaram feridas em um acidente entre dois ônibus na avenida Almirante Barroso, próximo à avenida Dalva. Segundo o tenente Jefferson, do Corpo de Bombeiros, alguns tiveram fraturas, outros cortes e arranhões, mas ninguém corre de risco de morte. A culpa teria sido do motorista do ônibus que vinha atrás, que teria se distraído, segundo um dos passageiros desse veículo.
Por volta das 16h30, o coletivo da linha Benevides/Presidente Vargas, de placas LOE 8764, bateu violentamente na traseira no ônibus Cordeiro de Farias/Presidente Vargas, de placas JUZ 5514, próximo a uma parada de ônibus. Os ônibus iam no Entroncamento.
Após a colisão, o motorista do ônibus de trás, suposto causador do acidente, fugiu em um outro veículo da mesma empresa. Com a chegada de duas viaturas de resgate do Corpo de Bombeiros e quatro ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os passageiros com ferimentos mais graves foram retirados. Todas as vítimas eram do ônibus de trás, da linha Benevides/Presidente Vargas. Duas delas foram levadas ao Pronto-Socorro Municipal do Umarizal e o restante foi atendido no Hospital Metropolitano. Até por volta das 21 horas de ontem a maioria já havia recebido alta.
O motorista do coletivo da linha Cordeiro de Farias/Presidente Vargas, Luiz Alves da Silva, disse que havia deixado alguns passageiros na parada de ônibus e começava a seguir com o veículo. Enquanto ainda estava na primeira marcha, ele foi surpreendido com o forte impacto na traseira. 'Foi muito forte e assustou todo mundo. Se o carro estivesse parado, teria passageiro morto no ônibus de trás', supôs. Luiz Alves contou que, na colisão, a cabeça dele chegou a bater no vidro que fica atrás do assento.
Um passageiro do ônibus da linha Benevides/Presidente Vargas, de prenomes André Luiz, disse que o motorista estava conversando com o condutor de outro coletivo, mesmo estando em alta velocidade. 'Como ele estava desatento, não viu que o ônibus da frente estava parado e bateu muito forte. Praticamente todo mundo se machucou. A mulher do meu lado cortou a testa. Por sorte eu estava atento e pude me proteger', contou André, que saiu ileso do acidente.
Quinze pessoas ficaram feridas em um acidente entre dois ônibus na avenida Almirante Barroso, próximo à avenida Dalva. Segundo o tenente Jefferson, do Corpo de Bombeiros, alguns tiveram fraturas, outros cortes e arranhões, mas ninguém corre de risco de morte. A culpa teria sido do motorista do ônibus que vinha atrás, que teria se distraído, segundo um dos passageiros desse veículo.
Por volta das 16h30, o coletivo da linha Benevides/Presidente Vargas, de placas LOE 8764, bateu violentamente na traseira no ônibus Cordeiro de Farias/Presidente Vargas, de placas JUZ 5514, próximo a uma parada de ônibus. Os ônibus iam no Entroncamento.
Após a colisão, o motorista do ônibus de trás, suposto causador do acidente, fugiu em um outro veículo da mesma empresa. Com a chegada de duas viaturas de resgate do Corpo de Bombeiros e quatro ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os passageiros com ferimentos mais graves foram retirados. Todas as vítimas eram do ônibus de trás, da linha Benevides/Presidente Vargas. Duas delas foram levadas ao Pronto-Socorro Municipal do Umarizal e o restante foi atendido no Hospital Metropolitano. Até por volta das 21 horas de ontem a maioria já havia recebido alta.
O motorista do coletivo da linha Cordeiro de Farias/Presidente Vargas, Luiz Alves da Silva, disse que havia deixado alguns passageiros na parada de ônibus e começava a seguir com o veículo. Enquanto ainda estava na primeira marcha, ele foi surpreendido com o forte impacto na traseira. 'Foi muito forte e assustou todo mundo. Se o carro estivesse parado, teria passageiro morto no ônibus de trás', supôs. Luiz Alves contou que, na colisão, a cabeça dele chegou a bater no vidro que fica atrás do assento.
Um passageiro do ônibus da linha Benevides/Presidente Vargas, de prenomes André Luiz, disse que o motorista estava conversando com o condutor de outro coletivo, mesmo estando em alta velocidade. 'Como ele estava desatento, não viu que o ônibus da frente estava parado e bateu muito forte. Praticamente todo mundo se machucou. A mulher do meu lado cortou a testa. Por sorte eu estava atento e pude me proteger', contou André, que saiu ileso do acidente.
Planalto vai tirar Dilma de vitrine eleitoral
Em O ESTADO DE S.PAULO:
Com o argumento de que a Casa Civil virou alvo de acirrada disputa política, o governo vai tirar a ministra Dilma Rousseff da vitrine eleitoral até a temperatura da CPI dos Cartões baixar. No Palácio do Planalto, há certeza de que a excessiva exposição da chefe da Casa Civil - favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a sua própria sucessão, em 2010 - “foi um erro” que provocou não apenas a fúria da oposição como o fogo amigo nas fileiras do PT. O esforço do governo, agora, é para blindar a “mãe do PAC”.
Dilma manterá sua agenda de viagens para inaugurar obras do Programa de Aceleração do Crescimento, mas vai reduzir sua participação em encontros político-partidários e em reuniões relacionadas a disputas municipais. Cumprindo o cronograma técnico do PAC, ela estará amanhã no Rio, ao lado de Lula. Na sexta, também com o presidente, participará de evento da Petrobrás em Rio Grande (RS) e, depois, seguirá para Porto Alegre. No fim de abril, Dilma irá a Tóquio, onde cobrará reciprocidade do Japão nos negócios com o Brasil.
Além desse recuo estratégico, o Planalto deve encontrar alguém para punir exemplarmente no caso do vazamento do dossiê sobre gastos no governo Fernando Henrique (1998-2002). Mas não será Dilma. Por enquanto, a retórica oficial é a de que “não há cabeças a cortar”. O desfecho, porém, pode não ser assim: Lula já foi informado de que virá “chumbo grosso” na CPI e o governo quer agir rápido para neutralizar os ataques do PSDB e do DEM. Se a situação piorar, a sindicância interna na Casa Civil terminará em guilhotina.
Mais aqui.
Com o argumento de que a Casa Civil virou alvo de acirrada disputa política, o governo vai tirar a ministra Dilma Rousseff da vitrine eleitoral até a temperatura da CPI dos Cartões baixar. No Palácio do Planalto, há certeza de que a excessiva exposição da chefe da Casa Civil - favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a sua própria sucessão, em 2010 - “foi um erro” que provocou não apenas a fúria da oposição como o fogo amigo nas fileiras do PT. O esforço do governo, agora, é para blindar a “mãe do PAC”.
Dilma manterá sua agenda de viagens para inaugurar obras do Programa de Aceleração do Crescimento, mas vai reduzir sua participação em encontros político-partidários e em reuniões relacionadas a disputas municipais. Cumprindo o cronograma técnico do PAC, ela estará amanhã no Rio, ao lado de Lula. Na sexta, também com o presidente, participará de evento da Petrobrás em Rio Grande (RS) e, depois, seguirá para Porto Alegre. No fim de abril, Dilma irá a Tóquio, onde cobrará reciprocidade do Japão nos negócios com o Brasil.
Além desse recuo estratégico, o Planalto deve encontrar alguém para punir exemplarmente no caso do vazamento do dossiê sobre gastos no governo Fernando Henrique (1998-2002). Mas não será Dilma. Por enquanto, a retórica oficial é a de que “não há cabeças a cortar”. O desfecho, porém, pode não ser assim: Lula já foi informado de que virá “chumbo grosso” na CPI e o governo quer agir rápido para neutralizar os ataques do PSDB e do DEM. Se a situação piorar, a sindicância interna na Casa Civil terminará em guilhotina.
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Base articula mandato de cinco anos sem reeleição
Em O ESTADO DE S.PAULO:
O governo e a cúpula do PT intensificaram as articulações com o PMDB para aprovar em 2009 o fim da reeleição e o mandato de cinco anos para presidente, governadores, prefeitos e parlamentares. Na prática, tentam agregar forças para reapresentar a proposta - que saiu da pauta por uma mistura de descaso, divergência e falta de oportunidade política - no início da nova legislatura. Por trás desse movimento está a tentativa do PT de emplacar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2015.
O assunto voltou à cena depois de um almoço entre dirigentes do PT e do PMDB, há cerca de dez dias, precedido por uma reunião de peemedebistas com o ministro da Justiça, Tarso Genro. Para ele, a aproximação entre os dois partidos é a “chave” para empurrar a reforma política baseada numa aliança nacional forte. O problema é que PT e PMDB vivem um casamento com muitas crises. A disputa entre os parceiros vai desde cargos no governo a cotoveladas nos palanques municipais.
Mesmo assim, articuladores do Planalto acreditam que é possível aprovar mudanças no sistema, já que setores da oposição, especialmente dentro do PSDB, aceitam discutir a idéia.
“Sou favorável ao fim da reeleição, mandato de cinco anos e unificação das eleições para todos os cargos”, afirmou Tarso. “Eleição de dois em dois anos prejudica até mesmo o processo político-administrativo.”
Com o mesmo diagnóstico, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse que, além do fim da reeleição e do mandato de cinco anos, o pacote pode incluir o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária. O PT defende o voto em lista, mas Berzoini admite que há resistências à proposta.
Mais aqui.
O governo e a cúpula do PT intensificaram as articulações com o PMDB para aprovar em 2009 o fim da reeleição e o mandato de cinco anos para presidente, governadores, prefeitos e parlamentares. Na prática, tentam agregar forças para reapresentar a proposta - que saiu da pauta por uma mistura de descaso, divergência e falta de oportunidade política - no início da nova legislatura. Por trás desse movimento está a tentativa do PT de emplacar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2015.
O assunto voltou à cena depois de um almoço entre dirigentes do PT e do PMDB, há cerca de dez dias, precedido por uma reunião de peemedebistas com o ministro da Justiça, Tarso Genro. Para ele, a aproximação entre os dois partidos é a “chave” para empurrar a reforma política baseada numa aliança nacional forte. O problema é que PT e PMDB vivem um casamento com muitas crises. A disputa entre os parceiros vai desde cargos no governo a cotoveladas nos palanques municipais.
Mesmo assim, articuladores do Planalto acreditam que é possível aprovar mudanças no sistema, já que setores da oposição, especialmente dentro do PSDB, aceitam discutir a idéia.
“Sou favorável ao fim da reeleição, mandato de cinco anos e unificação das eleições para todos os cargos”, afirmou Tarso. “Eleição de dois em dois anos prejudica até mesmo o processo político-administrativo.”
Com o mesmo diagnóstico, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse que, além do fim da reeleição e do mandato de cinco anos, o pacote pode incluir o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária. O PT defende o voto em lista, mas Berzoini admite que há resistências à proposta.
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Oposição vai à Procuradoria para obrigar CPI a investigar
Em O ESTADO DE S.PAULO:
O PSDB e o DEM vão apelar à Procuradoria Geral da República para tentar derrubar a obstrução dos governistas, que são maioria na CPI dos Cartões, e fazer a investigação avançar.
A oposição quer acrescentar à representação que o PSDB já entregou ao procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, as declarações da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, assumindo a responsabilidade pela tarefa de reunir informações para o banco de dados do Planalto sobre os gastos corporativos dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.
“Quando o procurador examinar a sistemática deste levantamento, vai ficar claro que informações e pessoas foram pinçadas, o que não se caracteriza como um banco de dados, mas sim como um dossiê”, aposta o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), com a experiência de duas CPIs - a dos Correios e das Sanguessugas - e de 21 anos de Ministério Público.
“Esta idéia é muito boa porque um banco de dados tem metodologia específica”, anima-se a presidente da CPI dos Cartões, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).
A senadora aprova a tática de recorrer à Procuradoria porque, a seu ver, a representação do partido foi genérica e pode ser reforçada por dados concretos e mais específicos. “Agora o procurador poderá tomar uma decisão mais rápida e com embasamento maior”, avalia.
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O PSDB e o DEM vão apelar à Procuradoria Geral da República para tentar derrubar a obstrução dos governistas, que são maioria na CPI dos Cartões, e fazer a investigação avançar.
A oposição quer acrescentar à representação que o PSDB já entregou ao procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, as declarações da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, assumindo a responsabilidade pela tarefa de reunir informações para o banco de dados do Planalto sobre os gastos corporativos dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.
“Quando o procurador examinar a sistemática deste levantamento, vai ficar claro que informações e pessoas foram pinçadas, o que não se caracteriza como um banco de dados, mas sim como um dossiê”, aposta o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), com a experiência de duas CPIs - a dos Correios e das Sanguessugas - e de 21 anos de Ministério Público.
“Esta idéia é muito boa porque um banco de dados tem metodologia específica”, anima-se a presidente da CPI dos Cartões, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).
A senadora aprova a tática de recorrer à Procuradoria porque, a seu ver, a representação do partido foi genérica e pode ser reforçada por dados concretos e mais específicos. “Agora o procurador poderá tomar uma decisão mais rápida e com embasamento maior”, avalia.
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Base articula mandato de cinco anos sem reeleição
Em O ESTADO DE S.PAULO:
O governo e a cúpula do PT intensificaram as articulações com o PMDB para aprovar em 2009 o fim da reeleição e o mandato de cinco anos para presidente, governadores, prefeitos e parlamentares. Na prática, tentam agregar forças para reapresentar a proposta - que saiu da pauta por uma mistura de descaso, divergência e falta de oportunidade política - no início da nova legislatura. Por trás desse movimento está a tentativa do PT de emplacar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2015.
O assunto voltou à cena depois de um almoço entre dirigentes do PT e do PMDB, há cerca de dez dias, precedido por uma reunião de peemedebistas com o ministro da Justiça, Tarso Genro. Para ele, a aproximação entre os dois partidos é a “chave” para empurrar a reforma política baseada numa aliança nacional forte. O problema é que PT e PMDB vivem um casamento com muitas crises. A disputa entre os parceiros vai desde cargos no governo a cotoveladas nos palanques municipais.
Mesmo assim, articuladores do Planalto acreditam que é possível aprovar mudanças no sistema, já que setores da oposição, especialmente dentro do PSDB, aceitam discutir a idéia.
“Sou favorável ao fim da reeleição, mandato de cinco anos e unificação das eleições para todos os cargos”, afirmou Tarso. “Eleição de dois em dois anos prejudica até mesmo o processo político-administrativo.”
Com o mesmo diagnóstico, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse que, além do fim da reeleição e do mandato de cinco anos, o pacote pode incluir o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária. O PT defende o voto em lista, mas Berzoini admite que há resistências à proposta.
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O governo e a cúpula do PT intensificaram as articulações com o PMDB para aprovar em 2009 o fim da reeleição e o mandato de cinco anos para presidente, governadores, prefeitos e parlamentares. Na prática, tentam agregar forças para reapresentar a proposta - que saiu da pauta por uma mistura de descaso, divergência e falta de oportunidade política - no início da nova legislatura. Por trás desse movimento está a tentativa do PT de emplacar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2015.
O assunto voltou à cena depois de um almoço entre dirigentes do PT e do PMDB, há cerca de dez dias, precedido por uma reunião de peemedebistas com o ministro da Justiça, Tarso Genro. Para ele, a aproximação entre os dois partidos é a “chave” para empurrar a reforma política baseada numa aliança nacional forte. O problema é que PT e PMDB vivem um casamento com muitas crises. A disputa entre os parceiros vai desde cargos no governo a cotoveladas nos palanques municipais.
Mesmo assim, articuladores do Planalto acreditam que é possível aprovar mudanças no sistema, já que setores da oposição, especialmente dentro do PSDB, aceitam discutir a idéia.
“Sou favorável ao fim da reeleição, mandato de cinco anos e unificação das eleições para todos os cargos”, afirmou Tarso. “Eleição de dois em dois anos prejudica até mesmo o processo político-administrativo.”
Com o mesmo diagnóstico, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse que, além do fim da reeleição e do mandato de cinco anos, o pacote pode incluir o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária. O PT defende o voto em lista, mas Berzoini admite que há resistências à proposta.
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Tailândia convive com desemprego e abandono
Em O ESTADO DE S.PAULO:
Nas ruas e vielas dos bairros mais pobres de Tailândia (235 km ao sul de Belém) as placas de “vende-se” aparecem com freqüência. São resultado direto da crise que se instalou na cidade com a chegada da Operação Arco de Fogo, em que a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciaram, há um mês, o desmonte das ações ilegais de desmatamento e da venda dessa madeira.
Com a economia dependendo em mais de 70% da atividade ilegal, Tailândia tem hoje uma fila de desempregados de mais de 8 mil pessoas, a maioria irregular e sem benefícios. Representam 12,4% dos 64.281 moradores do município.
Mas, nas ruas da cidade, as queixas contra a operação não vêm somente de quem perdeu o emprego. “Era para ter começado há muito tempo atrás, ia ser muito melhor para nós”, defende Raimundo Silva, de 37 anos, ex-carregador de madeira em uma serraria, hoje desempregado e dono de uma casa de três cômodos que tenta vender por R$ 5 mil, a metade do que diz valer.
Raimundo, que sustentava a mulher e três filhos com R$ 500 que ganhava na serraria, não tinha carteira assinada, por isso ficou sem direito de receber o seguro-desemprego. Também não está incluído no Bolsa-Família. Diz estar sendo expulso, pela segunda vez, da cidade em que vive. “Vim de Dom Eliseu (PA) porque lá a madeira acabou e as madeireiras mudaram. Aqui ia ser a mesma coisa. A madeira está acabando”, afirma.
A conta que se faz hoje em Tailândia é que o desmatamento descontrolado tirou 80% da madeira que existia na região. As maiores madeireiras já estavam trazendo material de outros municípios. Os salários haviam diminuído, assim como o número de empregos. A operação federal só teria acelerado o processo.
Já a queixa de quem perdeu o emprego, mesmo que fosse precário, é não ter chegado com os policiais uma alternativa, seja ela a reforma agrária - complicada, numa área em que ninguém sabe quem é o dono real de mais da metade das terras -, instalação de empresas ou mais benefícios por meio do Bolsa-Família, já que o programa hoje atende menos de 30% das famílias pobres da cidade. Das mais de 30 pessoas desempregadas entrevistadas pelo Estado nenhuma está no programa.
Registro
Até agora, o governo federal não mandou equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho ao município, apesar dos pedidos dos delegados da PF que coordenam a Arco de Fogo. A operação é a maior investida policial na Amazônia Legal destinada a reprimir o desmatamento, com previsão de durar mais de um ano. No período, os policiais devem passar pelos Estados da Amazônia Legal - Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão (oeste do Estado), Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins -, principalmente nos 36 municípios que mais desmataram em 2007.
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Nas ruas e vielas dos bairros mais pobres de Tailândia (235 km ao sul de Belém) as placas de “vende-se” aparecem com freqüência. São resultado direto da crise que se instalou na cidade com a chegada da Operação Arco de Fogo, em que a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciaram, há um mês, o desmonte das ações ilegais de desmatamento e da venda dessa madeira.
Com a economia dependendo em mais de 70% da atividade ilegal, Tailândia tem hoje uma fila de desempregados de mais de 8 mil pessoas, a maioria irregular e sem benefícios. Representam 12,4% dos 64.281 moradores do município.
Mas, nas ruas da cidade, as queixas contra a operação não vêm somente de quem perdeu o emprego. “Era para ter começado há muito tempo atrás, ia ser muito melhor para nós”, defende Raimundo Silva, de 37 anos, ex-carregador de madeira em uma serraria, hoje desempregado e dono de uma casa de três cômodos que tenta vender por R$ 5 mil, a metade do que diz valer.
Raimundo, que sustentava a mulher e três filhos com R$ 500 que ganhava na serraria, não tinha carteira assinada, por isso ficou sem direito de receber o seguro-desemprego. Também não está incluído no Bolsa-Família. Diz estar sendo expulso, pela segunda vez, da cidade em que vive. “Vim de Dom Eliseu (PA) porque lá a madeira acabou e as madeireiras mudaram. Aqui ia ser a mesma coisa. A madeira está acabando”, afirma.
A conta que se faz hoje em Tailândia é que o desmatamento descontrolado tirou 80% da madeira que existia na região. As maiores madeireiras já estavam trazendo material de outros municípios. Os salários haviam diminuído, assim como o número de empregos. A operação federal só teria acelerado o processo.
Já a queixa de quem perdeu o emprego, mesmo que fosse precário, é não ter chegado com os policiais uma alternativa, seja ela a reforma agrária - complicada, numa área em que ninguém sabe quem é o dono real de mais da metade das terras -, instalação de empresas ou mais benefícios por meio do Bolsa-Família, já que o programa hoje atende menos de 30% das famílias pobres da cidade. Das mais de 30 pessoas desempregadas entrevistadas pelo Estado nenhuma está no programa.
Registro
Até agora, o governo federal não mandou equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho ao município, apesar dos pedidos dos delegados da PF que coordenam a Arco de Fogo. A operação é a maior investida policial na Amazônia Legal destinada a reprimir o desmatamento, com previsão de durar mais de um ano. No período, os policiais devem passar pelos Estados da Amazônia Legal - Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão (oeste do Estado), Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins -, principalmente nos 36 municípios que mais desmataram em 2007.
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SIP encara imprensa chavista em Caracas
Em O ESTADO DE S.PAULO:
Não é nova a hostilidade do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, em relação aos meios de comunicação privados que lhe fazem oposição. E essas rusgas voltaram à tona nos últimos dias, com a decisão da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, pelas iniciais em espanhol) de realizar em Caracas sua reunião semestral, que se encerra hoje. A SIP, constituída como entidade continental desde 1948, notabiliza-se por denunciar violações da liberdade de expressão e, nos últimos anos, tem alertado para as ações do Estado venezuelano contra a livre imprensa.
“No atual clima político instalado na Venezuela, realizar essa reunião em Caracas foi um grande desafio”, disse ao Estado Earl Maucker, presidente da SIP e diretor do jornal Sun-Sentinel, de Fort Lauderdale, na Flórida. “Mas de nenhum modo significa provocação. Estamos dispostos a conversar com o presidente Chávez. Ele foi convidado para o nosso encontro, assim como o ministro (de Comunicação e Informação) Andrés Izarra. Também pedimos que nos recebesse, mas, até agora, não tivemos resposta.”
Entre as principais preocupações da SIP em relação ao governo - que, em maio do ano passado, não renovou a concessão da emissora de maior audiência do país, a RCTV (leia ao lado) - estão os casos de assédio fiscal a empresas de comunicação, regulamentações que limitam o direito à informação, ausência de transparência na distribuição de propaganda oficial etc.
“Sempre que ocorre um protesto contra o governo, vejam que coincidência, a Globovisión (emissora de TV privada de linha opositora) chega ao local em minutos”, indignou-se o diretor da estatal Agência Bolivariana de Notícias (ABN), Freddy Fernández, durante o Encontro Latino-Americano contra o Terrorismo Midiático - o “fórum alternativo bolivariano” organizado pelo chavismo em reação à presença da SIP na capital. A Globovisión respondeu em editorial: “Não é coincidência, sr. Fernández! É jornalismo independente.” O fórum pró-chavista teve início na quinta-feira, um dia antes do início da reunião da SIP, com denúncias de vínculos da entidade com a CIA e o Departamento de Estado dos EUA. De acordo com a maioria dos participantes, a SIP é o eixo de uma grande conspiração de “terrorismo midiático” com o objetivo de “minar os esforços dos governos progressistas para promover justiça social” e de “atender aos interesses do império e do grande capital”.
Ontem à tarde, um pequeno grupo de manifestantes chavistas encenou uma peça teatral sobre o conflito entre a mídia, o povo, o Estado e o grande capital, na frente do hotel onde se realizava a reunião da SIP. O protesto terminou pacificamente.
Imprensa oficial
O governo tem veiculado amplamente a tese da conspiração midiática por meio rede de comunicação do Estado venezuelano, que inclui quatro emissoras de TV - sem contar a Telesul, consórcio formado com outros países sul-americanos do qual a Venezuela é a maior acionista -, duas rádios de alcance nacional, uma agência de notícias e centenas de meios comunitários.
“Nos últimos dias, o ministro Izarra adotou a política de enviar cartas a meios do exterior, como o jornal americano Washington Post e o espanhol El País, para queixar-se do que chamou de campanha contra o governo da Venezuela”, disse o diretor do jornal venezuelano El Nacional, Miguel Mora. “Não seria mais eficiente o governo deixar de praticar ações negativas, abrir-se ao diálogo e parar de qualificar qualquer meio que lhe faça críticas de subversivo ou terrorista?”
“Não haverá diálogo nem reconciliação entre o governo e os meios de comunicação e a sociedade venezuelana enquanto Chávez e seus ministros não abandonarem a retórica conspiratória, que tacha de traidores da pátria todos os que fazem críticas”, diz Teodoro Petkoff, diretor do jornal Tal Cual.
Não é nova a hostilidade do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, em relação aos meios de comunicação privados que lhe fazem oposição. E essas rusgas voltaram à tona nos últimos dias, com a decisão da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, pelas iniciais em espanhol) de realizar em Caracas sua reunião semestral, que se encerra hoje. A SIP, constituída como entidade continental desde 1948, notabiliza-se por denunciar violações da liberdade de expressão e, nos últimos anos, tem alertado para as ações do Estado venezuelano contra a livre imprensa.
“No atual clima político instalado na Venezuela, realizar essa reunião em Caracas foi um grande desafio”, disse ao Estado Earl Maucker, presidente da SIP e diretor do jornal Sun-Sentinel, de Fort Lauderdale, na Flórida. “Mas de nenhum modo significa provocação. Estamos dispostos a conversar com o presidente Chávez. Ele foi convidado para o nosso encontro, assim como o ministro (de Comunicação e Informação) Andrés Izarra. Também pedimos que nos recebesse, mas, até agora, não tivemos resposta.”
Entre as principais preocupações da SIP em relação ao governo - que, em maio do ano passado, não renovou a concessão da emissora de maior audiência do país, a RCTV (leia ao lado) - estão os casos de assédio fiscal a empresas de comunicação, regulamentações que limitam o direito à informação, ausência de transparência na distribuição de propaganda oficial etc.
“Sempre que ocorre um protesto contra o governo, vejam que coincidência, a Globovisión (emissora de TV privada de linha opositora) chega ao local em minutos”, indignou-se o diretor da estatal Agência Bolivariana de Notícias (ABN), Freddy Fernández, durante o Encontro Latino-Americano contra o Terrorismo Midiático - o “fórum alternativo bolivariano” organizado pelo chavismo em reação à presença da SIP na capital. A Globovisión respondeu em editorial: “Não é coincidência, sr. Fernández! É jornalismo independente.” O fórum pró-chavista teve início na quinta-feira, um dia antes do início da reunião da SIP, com denúncias de vínculos da entidade com a CIA e o Departamento de Estado dos EUA. De acordo com a maioria dos participantes, a SIP é o eixo de uma grande conspiração de “terrorismo midiático” com o objetivo de “minar os esforços dos governos progressistas para promover justiça social” e de “atender aos interesses do império e do grande capital”.
Ontem à tarde, um pequeno grupo de manifestantes chavistas encenou uma peça teatral sobre o conflito entre a mídia, o povo, o Estado e o grande capital, na frente do hotel onde se realizava a reunião da SIP. O protesto terminou pacificamente.
Imprensa oficial
O governo tem veiculado amplamente a tese da conspiração midiática por meio rede de comunicação do Estado venezuelano, que inclui quatro emissoras de TV - sem contar a Telesul, consórcio formado com outros países sul-americanos do qual a Venezuela é a maior acionista -, duas rádios de alcance nacional, uma agência de notícias e centenas de meios comunitários.
“Nos últimos dias, o ministro Izarra adotou a política de enviar cartas a meios do exterior, como o jornal americano Washington Post e o espanhol El País, para queixar-se do que chamou de campanha contra o governo da Venezuela”, disse o diretor do jornal venezuelano El Nacional, Miguel Mora. “Não seria mais eficiente o governo deixar de praticar ações negativas, abrir-se ao diálogo e parar de qualificar qualquer meio que lhe faça críticas de subversivo ou terrorista?”
“Não haverá diálogo nem reconciliação entre o governo e os meios de comunicação e a sociedade venezuelana enquanto Chávez e seus ministros não abandonarem a retórica conspiratória, que tacha de traidores da pátria todos os que fazem críticas”, diz Teodoro Petkoff, diretor do jornal Tal Cual.
Chávez quer fim de imprensa livre, diz relatório
Em O ESTADO DE S.PAULO:
O relatório sobre a Venezuela divulgado ontem na reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa, em Caracas, acusou o governo do presidente Hugo Chávez de querer acabar com a liberdade de expressão no país. O informe da instituição afirmou que o objetivo do governo Chávez é acabar com os meios de comunicação independentes, agredir e intimidar jornalistas e eliminar a liberdade de expressão e informação.
RCTV recupera prestígio e faz crescer procura por TV a cabo
Com programação popular, emissora tirada do ar em maio já é a de maior audiência no segmento por assinatura
A sobrevivência da RCTV)
Determinada a sobreviver, a Rádio Caracas Televisão (RCTV) - que teve a renovação de concessão para emitir em canal aberto negada pelo governo de Hugo Chávez e saiu do ar em maio de 2007 - começa a recuperar seu prestígio, apesar da limitação da transmissão via cabo. Segundo a diretora do departamento jurídico da emissora, Moirah Sánchez Sanz, que cita números da Câmara Venezuelana de Comércio, a RCTV foi responsável por um aumento de 30% na venda de assinaturas de TV a cabo entre junho e feverereiro.
“Apesar de tudo que sofremos, já somos o canal a cabo de maior audiência da Venezuela, superando até gigantes internacionais, como CNN, Cartoon, Fox, Sony, etc.”, disse Moirah ao Estado. “Isso é uma demonstração clara de nossa capacidade de resistir à violência de que fomos vítimas.”
A RCTV, com uma grade de programação popular - composta por novelas, programas de auditório, filmes e telejornais - e cobertura nacional, era vista por 70% da população. Muitos analistas venezuelanos atribuem ao fechamento da emissora a derrota de Chávez no referendo de dezembro, no qual pretendia aprovar uma série de reformas constitucionais que ampliariam substancialmente seus poderes e lhe permitiriam candidatar-se a quantas reeleições quisesse.
“O fechamento da RCTV mostrou o cinismo do governo a um setor grande da população que ainda confiava em Chávez”, afirmou o chefe de informação do jornal El Universal, Miguel San Martín. “Mostrou a face do regime interessada em fustigar o dissenso e calar as críticas por meio da violência política.”
Coincidência ou não, por mais que sejam contestados e qualificados de manipuladores pelo chavismo, dois institutos de pesquisa - o Keller & Associados e o Datum - vêm indicando um acentuado declínio na popularidade de Chávez, situando-a entre 20% e 30%. Nas eleições de 2004, Chávez foi reeleito com quase dois terços dos votos.
Mais aqui.
O relatório sobre a Venezuela divulgado ontem na reunião da Sociedade Interamericana de Imprensa, em Caracas, acusou o governo do presidente Hugo Chávez de querer acabar com a liberdade de expressão no país. O informe da instituição afirmou que o objetivo do governo Chávez é acabar com os meios de comunicação independentes, agredir e intimidar jornalistas e eliminar a liberdade de expressão e informação.
RCTV recupera prestígio e faz crescer procura por TV a cabo
Com programação popular, emissora tirada do ar em maio já é a de maior audiência no segmento por assinatura
A sobrevivência da RCTV)
Determinada a sobreviver, a Rádio Caracas Televisão (RCTV) - que teve a renovação de concessão para emitir em canal aberto negada pelo governo de Hugo Chávez e saiu do ar em maio de 2007 - começa a recuperar seu prestígio, apesar da limitação da transmissão via cabo. Segundo a diretora do departamento jurídico da emissora, Moirah Sánchez Sanz, que cita números da Câmara Venezuelana de Comércio, a RCTV foi responsável por um aumento de 30% na venda de assinaturas de TV a cabo entre junho e feverereiro.
“Apesar de tudo que sofremos, já somos o canal a cabo de maior audiência da Venezuela, superando até gigantes internacionais, como CNN, Cartoon, Fox, Sony, etc.”, disse Moirah ao Estado. “Isso é uma demonstração clara de nossa capacidade de resistir à violência de que fomos vítimas.”
A RCTV, com uma grade de programação popular - composta por novelas, programas de auditório, filmes e telejornais - e cobertura nacional, era vista por 70% da população. Muitos analistas venezuelanos atribuem ao fechamento da emissora a derrota de Chávez no referendo de dezembro, no qual pretendia aprovar uma série de reformas constitucionais que ampliariam substancialmente seus poderes e lhe permitiriam candidatar-se a quantas reeleições quisesse.
“O fechamento da RCTV mostrou o cinismo do governo a um setor grande da população que ainda confiava em Chávez”, afirmou o chefe de informação do jornal El Universal, Miguel San Martín. “Mostrou a face do regime interessada em fustigar o dissenso e calar as críticas por meio da violência política.”
Coincidência ou não, por mais que sejam contestados e qualificados de manipuladores pelo chavismo, dois institutos de pesquisa - o Keller & Associados e o Datum - vêm indicando um acentuado declínio na popularidade de Chávez, situando-a entre 20% e 30%. Nas eleições de 2004, Chávez foi reeleito com quase dois terços dos votos.
Mais aqui.
Chávez X Imprensa
Maio de 2000 - Lei Habilitante: Após aprovação de medida, Hugo Chávez é acusado de ampliar seu poder de forma abusiva
Abril de 2002 - Greve na PDVSA: Chávez é acusado por meios de comunicação privados de tentar politizar estatal, após demitir diretores
Abril de 2002 - Tentativa de golpe: TVs culpam chavistas por 15 mortes em confrontos. Chávez fecha 4 TVs, acusando-as de abusar da liberdade de expressão.
Dezembro de 2002 - Greve geral: Manifestantes pró-Chávez atacam sedes de emissoras e jornalistas, que acusam governo de intimidação.
Agosto de 2004 - Referendo: TVs acusam Chávez de ter fraudado vitória no referendo que o manteve no poder
Maio de 2007 - Fim da concessão da RCTV: Chávez se recusa a renovar concessão da emissora, acusando-a de ter apoiado o fracassado golpe de Estado de 2002
Abril de 2002 - Greve na PDVSA: Chávez é acusado por meios de comunicação privados de tentar politizar estatal, após demitir diretores
Abril de 2002 - Tentativa de golpe: TVs culpam chavistas por 15 mortes em confrontos. Chávez fecha 4 TVs, acusando-as de abusar da liberdade de expressão.
Dezembro de 2002 - Greve geral: Manifestantes pró-Chávez atacam sedes de emissoras e jornalistas, que acusam governo de intimidação.
Agosto de 2004 - Referendo: TVs acusam Chávez de ter fraudado vitória no referendo que o manteve no poder
Maio de 2007 - Fim da concessão da RCTV: Chávez se recusa a renovar concessão da emissora, acusando-a de ter apoiado o fracassado golpe de Estado de 2002
O tempo
Em Belém, chuvoso durante o dia e à noite.
A Zona de Convergência Intertropical ainda provoca várias pancadas de chuva no Estado, com predomínio de céu nublado no nordeste paraense. Um pouco de sol nas outras áreas, mas com previsão de pancadas de chuva principalmente a partir da tarde.
As previsões são do Climatempo.
A Zona de Convergência Intertropical ainda provoca várias pancadas de chuva no Estado, com predomínio de céu nublado no nordeste paraense. Um pouco de sol nas outras áreas, mas com previsão de pancadas de chuva principalmente a partir da tarde.
As previsões são do Climatempo.
As manchetes do domingo
O ESTADO DE S.PAULO
Planalto vai tirar Dilma da vitrine eleitoral
JORNAL DA TARDE
Capital vai ganhar outra 25 de Março
FOLHA DE S.PAULO
Marta sobe e divide a liderança com Alckmin
O GLOBO (RJ)
O tribunal do tráfico em ação
CORREIO BRAZILIENSE (DF)
25 novas motos por dia no DF
ESTADO DE MINAS (MG)
BH tem maior inflação do real
DIÁRIO CATARINENSE (SC)
Obras saem do papel em Santa Catarina
CORREIO POPULAR (Campinas/SP)
Relação Lula-Hélio turbina o Bolsa Família campineiro
ZERO HORA (RS)
Uma nova paisagem no Pampa
Planalto vai tirar Dilma da vitrine eleitoral
JORNAL DA TARDE
Capital vai ganhar outra 25 de Março
FOLHA DE S.PAULO
Marta sobe e divide a liderança com Alckmin
O GLOBO (RJ)
O tribunal do tráfico em ação
CORREIO BRAZILIENSE (DF)
25 novas motos por dia no DF
ESTADO DE MINAS (MG)
BH tem maior inflação do real
DIÁRIO CATARINENSE (SC)
Obras saem do papel em Santa Catarina
CORREIO POPULAR (Campinas/SP)
Relação Lula-Hélio turbina o Bolsa Família campineiro
ZERO HORA (RS)
Uma nova paisagem no Pampa
sábado, 29 de março de 2008
Barack Obama na defensiva
"Republicanos espalham que o pastor da Igreja de Obama em Chicago, Jeremiah A. Wright Jr., é conhecido por "violentas posições contra Israel". Não é verdade, mas na má política, lá como cá, o que conta é o estrago. Pela primeira vez desde que sua campanha pegou no tranco, há mais ou menos dois meses, Obama está agora na defensiva e dá entrevistas com um sorriso amarelo.”
É um trecho do artigo do médico e professor Sergio Barra, que será publicado amanhã, aqui no blog, e comenta as última da disputa eleitoral norte-americana.
É um trecho do artigo do médico e professor Sergio Barra, que será publicado amanhã, aqui no blog, e comenta as última da disputa eleitoral norte-americana.
“Danem-se os ditadores”
O post Jornalistas conheceram um pouco da ditadura Chávez mereceu comentário do jornalista e professor Marcelo Vieira.
Sua abordagem é uma lição a quantos – inclusive e principalmente no seio da nossa itelligentsia – cultivam o péssim hábito de fazer distinções entre ditaduras, conforme suas colorações ideológicas. Ditaduras são ditaduras, ora pois. E como ditaduras, devem ser tomadas como repulsivas. Ou existirão as ditaduras relativas, como havia a democracia relativa no governo militar do ex-presidente Ernesto Geisel?
Enfim, espaço aberto para o Marcelo:
------------------------------------------
É claro que sempre haverá jornalistas defendendo Chávez, Fidel e outros congêneres, mas o seu post ajuda a mostrar o nível de ridículo que há nesta posição. Danem-se os ditadores, seja lá qual for a sua matriz ideológica. O material também é importante na hora de aprofundar a reflexão sobre as tentativas de grupos ligados ao PT em transformar o Brasil num estado policial, servindo-se da estrutura do governo para montar dossiês, aparelhar a máquina duma maneira assombrosa e praticar caça a bruxas em todos os setores em que põe a mão.
Mussolini, Hitler e Chávez foram resultado da leniência no trato deste tipo de coisa em seus países de origem. Aqui ainda estamos longe disso, mas não é por falta de vontade de muitos.
Sua abordagem é uma lição a quantos – inclusive e principalmente no seio da nossa itelligentsia – cultivam o péssim hábito de fazer distinções entre ditaduras, conforme suas colorações ideológicas. Ditaduras são ditaduras, ora pois. E como ditaduras, devem ser tomadas como repulsivas. Ou existirão as ditaduras relativas, como havia a democracia relativa no governo militar do ex-presidente Ernesto Geisel?
Enfim, espaço aberto para o Marcelo:
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É claro que sempre haverá jornalistas defendendo Chávez, Fidel e outros congêneres, mas o seu post ajuda a mostrar o nível de ridículo que há nesta posição. Danem-se os ditadores, seja lá qual for a sua matriz ideológica. O material também é importante na hora de aprofundar a reflexão sobre as tentativas de grupos ligados ao PT em transformar o Brasil num estado policial, servindo-se da estrutura do governo para montar dossiês, aparelhar a máquina duma maneira assombrosa e praticar caça a bruxas em todos os setores em que põe a mão.
Mussolini, Hitler e Chávez foram resultado da leniência no trato deste tipo de coisa em seus países de origem. Aqui ainda estamos longe disso, mas não é por falta de vontade de muitos.
No ar, o Uepa no Foco
Tem blog novo na blogosfera. É o Uepa no Foco. Pretende defender a autonomia da instituição, atualmente tão arranhada e tão abalada com os aparelhamentos, as pressões escusas e a politicagem desmedida, tudo isso em detrimento dos interesses da comunidade acadêmica da Universidade do Estado do Pará.
Um blog como o Uepa no Foco pode ser uma canal a mais para que se discutam alternativas capazes de repor a imagem da instituição numa trilha que não a desmereça e nem a diminua.
A Uepa precisa ser mantida como um fórum do saber. Do jeito em que está, desanda para tornar-se um fórum dos erros.
Um blog como o Uepa no Foco pode ser uma canal a mais para que se discutam alternativas capazes de repor a imagem da instituição numa trilha que não a desmereça e nem a diminua.
A Uepa precisa ser mantida como um fórum do saber. Do jeito em que está, desanda para tornar-se um fórum dos erros.
O curumim é dela, a barriga de aluguel é da outra
Do procurador de justiça aposentado Luiz Ismaelino Valente, sobre a nova condição que se atribui à todo-poderosa ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff – a mãe do PAC e capitã do time -, de ser a madrinha do dossiê sobre os gastos do governo FHC com os cartões corporativos:
“Acho que tudo isso, como sempre na história deste País, vai resultar em nada. Para mim, está mais do que evidente que a mãe do PAC concebeu o curumim, mas já arranjou uma barriga de aluguel para arcar com as dores do parto.”
“Acho que tudo isso, como sempre na história deste País, vai resultar em nada. Para mim, está mais do que evidente que a mãe do PAC concebeu o curumim, mas já arranjou uma barriga de aluguel para arcar com as dores do parto.”
Surge uma alternativa a Raimundo Ribeiro no Remo
Ligam agora do Senadinho do Remo, que faz sua sessão ordinária dos sábados na sede do clube, na Avenida Nazaré, para passar notícia em primeira mão: o engenheiro Dirceu Pinto Marques já topou ser o candidato à presidência do Remo, num eventual afastamento antecipado de Raimundo Ribeiro, enjeitado e rejeitada por 20 entre cada dez remistas.
Aliás, Ribeiro, neste exato momento, está lá pela sede remista. Trança pra cá e pra lá, sem acólitos a dar-lhe a atenção e os rapapés de tempos outros, quando prometia levar o Remo à Primeira Divisão e todos esses blablablás que vocês já sabem.
Ribeiro já sentiu à farta que seu “ciclo” – como diriam os coleguinhas da crônica esportiva – no Remo já acabou. Só não deixa o Remo de turrão que é. Mas os remistas, como aqui já se disse aqui tantas vezes, não considera mais Ribeiro presidente do clube.
Há muito tempo.
Aliás, Ribeiro, neste exato momento, está lá pela sede remista. Trança pra cá e pra lá, sem acólitos a dar-lhe a atenção e os rapapés de tempos outros, quando prometia levar o Remo à Primeira Divisão e todos esses blablablás que vocês já sabem.
Ribeiro já sentiu à farta que seu “ciclo” – como diriam os coleguinhas da crônica esportiva – no Remo já acabou. Só não deixa o Remo de turrão que é. Mas os remistas, como aqui já se disse aqui tantas vezes, não considera mais Ribeiro presidente do clube.
Há muito tempo.
"Economia de tênis" ou "epidemia de dengue"?
O Espaço Aberto cometeu, na madrugada deste sábado, uma besteira que deve ter intrigado e divertido muita gente. O título do post Belém está na rota da epidemia de dengue - referente à manchete de hoje do Amazônia - foi redigido, inicialmente, como Belém está na rota de economia de tênis. De onde o blog foi tirar o tal economia de tênis, em vez da epidemia de dengue, nem o próprio blog é capaz de explicar. Talvez o sono e o cansaço dos redatores da imensa redação do blog tenham induzido ao erro. Mas o leitor Francisco, com humor na ponta de dedos, fez algumas especulações, ao chamar a atenção do poster para a besteira. Com humor na ponta dos dedos, vejam só o que disse o Francisco, já nomeado ombudsman ad hoc do Espaço Aberto:
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Economia de tênis?
Não era prá ser "Epidemia de Dengue"?
Qui que é isso?
Liguagem cifrada por causa da passagem do furacão "Chavez"?
A companheira aloprada preparando um novo dossiê?
O grande guia ligando prô Bush prá pedir pro dólar parar de cair?
A Carla Bruni pedindo pro Sakorsy arrematar sua foto na Christie's?
Ou agora - affe ! - é o fim , mesmo , e estamos TODOS "patinhando"....
Minhas profalças!
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Economia de tênis?
Não era prá ser "Epidemia de Dengue"?
Qui que é isso?
Liguagem cifrada por causa da passagem do furacão "Chavez"?
A companheira aloprada preparando um novo dossiê?
O grande guia ligando prô Bush prá pedir pro dólar parar de cair?
A Carla Bruni pedindo pro Sakorsy arrematar sua foto na Christie's?
Ou agora - affe ! - é o fim , mesmo , e estamos TODOS "patinhando"....
Minhas profalças!
Jornalistas conheceram um pouco da ditadura Chávez

Jornalistas brasileiros, entre eles vários paraenses, que foram cobrir a visita a Belém, na última quinta-feira (27), do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tiveram uma pálida idéia – e ponham pálida nisso - de como os coleguinhas que não são chapas brancas e se opõem à ditadura chavista são tratados em seu próprio País.
Jornalistas brasileiros foram acomodados – muitos até preferem o termo “acondicionados” – num cercadinho. Tudo bem que o ambiente era o do confortável Hangar – Centro de Convenções. Mas cercadinho é cercadinho. E não inspira boas sensações. Decididamente, não inspira.
Mas a questão essencial não é esta. Se o cercadinho abrigasse democraticamente todos os profissionais de Imprensa, nada demais. E se todos os profissionais de Imprensa abrigados no cercadinho desfrutassem das mesmas regalias e encontrassem como obstáculos as mesmas restrições impostas pelo esquema de segurança, também nada demais.
A questão foi o tratamento discriminatório. Flagrantemente discriminatório. Aos jornalistas brasileiros franqueou-se, de início, apenas um canto do auditório, atrás de uns pilares. Depois, negocia daqui, negocia dali, o cercadinho foi ampliado, mas os brasileiros continuaram com uma grande pedra no meio do caminho: o extremo rigor do esquema de segurança do ditador venezuelano.
E os jornalistas venezuelanos – evidentemente que todos chapas brancas? Circularam à vontade pela Hangar. Vieram flanando (licença aí, Francisco) à frente de Chávez e ainda estrilaram – vejam só -, ainda cantaram de galo no terreiro alheio quando tiveram, por momentos, que dividir o mesmo espaço com os brasileiros. Achavam que no espaço só eles poderiam flanar. Ficaram achando.
E como terminou a exibição explícita de tratamento discriminatório? Terminou assim: apenas os jornalistas venezuelanos tiveram acesso à reunião fechada entre Chávez e a governadora Ana Júlia Carepa.
Quanto aos brasileiros, foram cantar – ou escrever – em outra freguesia, para constrangimento dos assessores de Imprensa Edir Gilet e Esperança Bessa, respectivamente do governo do Estado e do Hangar, que se desdobraram ao máximo para minimizar a discriminação escancarada.
É uma pena que o Cerimonial, a Segurança e outras instâncias quaisquer do governo do Estado que participaram da organização da visita do ditador venezuelano ao Pará não tenham oferecido um bafejo sequer de bom senso para evitar barreiras além da conta ao trabalho da Imprensa.
A discriminação demonstrou uma total rendição do governo do Estado ao esquema de segurança imposto pelo governo venezuelano. O que é inconcebível. A governadora Ana Júlia Carepa, independentemente das eventuais afinidades que possa ter com o estilo e os pendores ideológicos de Hugo Chávez, não poderia ter concordado com isso. A questão é saber se foi informada e aceitou tudo ou se nem chegou a ser informada por quem deveria informá-la. Nas duas hipóteses, houve falhas graves e cerceadoras ao trabalho da Imprensa.
Em seu país, Chávez trata a liberdade de informação a pedrada. Trata a pluralidade aos pontapés. E trata na bicuda os jornalistas que são jornalistas, ou seja, os que não são estipendiados pelo poder e não brigam com fatos, como tantos são os fatos que revelam o estilo autoritário, ditatorial de Hugo Chávez, a quem repugnam os valores democráticos e da livre Imprensa e das liberdades.
E ninguém venha com essa história de que Chávez venceu por “esmagadoras maiorias” e está chancelado e legitimado pelo apoio popular. Quem acha assim deve lembrar-se de experiências tantas, entre elas as de Hitler e Mussolini, que magnetizavam as massas, também tiveram apoio popular incontestável e nem por isso deixaram de perpetrar muitas das maiores atrocidades que a humanidade já conheceu.
No caso de Hugo Chávez, vários jornalistas já foram agredidos por partidários do ditador em manifestações. E dezenas vivem sob constantes ameaças e pressões quase irresistíveis. Só se tornam resistíveis porque as aspirações à liberdade e ao retorno da Venezuela à via democrática continuam presentes entre boa parte da sociedade venezuelana.
Ao contrário, o tratamento a pão-de-ló dispensado ao jornalismo chapa branca na Venezuela não tem fronteiras. A visita de Chávez ao Pará confirmou isso.
Jornalistas brasileiros foram acomodados – muitos até preferem o termo “acondicionados” – num cercadinho. Tudo bem que o ambiente era o do confortável Hangar – Centro de Convenções. Mas cercadinho é cercadinho. E não inspira boas sensações. Decididamente, não inspira.
Mas a questão essencial não é esta. Se o cercadinho abrigasse democraticamente todos os profissionais de Imprensa, nada demais. E se todos os profissionais de Imprensa abrigados no cercadinho desfrutassem das mesmas regalias e encontrassem como obstáculos as mesmas restrições impostas pelo esquema de segurança, também nada demais.
A questão foi o tratamento discriminatório. Flagrantemente discriminatório. Aos jornalistas brasileiros franqueou-se, de início, apenas um canto do auditório, atrás de uns pilares. Depois, negocia daqui, negocia dali, o cercadinho foi ampliado, mas os brasileiros continuaram com uma grande pedra no meio do caminho: o extremo rigor do esquema de segurança do ditador venezuelano.
E os jornalistas venezuelanos – evidentemente que todos chapas brancas? Circularam à vontade pela Hangar. Vieram flanando (licença aí, Francisco) à frente de Chávez e ainda estrilaram – vejam só -, ainda cantaram de galo no terreiro alheio quando tiveram, por momentos, que dividir o mesmo espaço com os brasileiros. Achavam que no espaço só eles poderiam flanar. Ficaram achando.
E como terminou a exibição explícita de tratamento discriminatório? Terminou assim: apenas os jornalistas venezuelanos tiveram acesso à reunião fechada entre Chávez e a governadora Ana Júlia Carepa.
Quanto aos brasileiros, foram cantar – ou escrever – em outra freguesia, para constrangimento dos assessores de Imprensa Edir Gilet e Esperança Bessa, respectivamente do governo do Estado e do Hangar, que se desdobraram ao máximo para minimizar a discriminação escancarada.
É uma pena que o Cerimonial, a Segurança e outras instâncias quaisquer do governo do Estado que participaram da organização da visita do ditador venezuelano ao Pará não tenham oferecido um bafejo sequer de bom senso para evitar barreiras além da conta ao trabalho da Imprensa.
A discriminação demonstrou uma total rendição do governo do Estado ao esquema de segurança imposto pelo governo venezuelano. O que é inconcebível. A governadora Ana Júlia Carepa, independentemente das eventuais afinidades que possa ter com o estilo e os pendores ideológicos de Hugo Chávez, não poderia ter concordado com isso. A questão é saber se foi informada e aceitou tudo ou se nem chegou a ser informada por quem deveria informá-la. Nas duas hipóteses, houve falhas graves e cerceadoras ao trabalho da Imprensa.
Em seu país, Chávez trata a liberdade de informação a pedrada. Trata a pluralidade aos pontapés. E trata na bicuda os jornalistas que são jornalistas, ou seja, os que não são estipendiados pelo poder e não brigam com fatos, como tantos são os fatos que revelam o estilo autoritário, ditatorial de Hugo Chávez, a quem repugnam os valores democráticos e da livre Imprensa e das liberdades.
E ninguém venha com essa história de que Chávez venceu por “esmagadoras maiorias” e está chancelado e legitimado pelo apoio popular. Quem acha assim deve lembrar-se de experiências tantas, entre elas as de Hitler e Mussolini, que magnetizavam as massas, também tiveram apoio popular incontestável e nem por isso deixaram de perpetrar muitas das maiores atrocidades que a humanidade já conheceu.
No caso de Hugo Chávez, vários jornalistas já foram agredidos por partidários do ditador em manifestações. E dezenas vivem sob constantes ameaças e pressões quase irresistíveis. Só se tornam resistíveis porque as aspirações à liberdade e ao retorno da Venezuela à via democrática continuam presentes entre boa parte da sociedade venezuelana.
Ao contrário, o tratamento a pão-de-ló dispensado ao jornalismo chapa branca na Venezuela não tem fronteiras. A visita de Chávez ao Pará confirmou isso.
Um pouco da origens do marambiré

O alenquerense, procurador aposentado do Ministério Público do Estado e advogado Luiz Ismaelino Valentino escreveu em 2003 a crônica intitulada "Marambiré". O blog a publica para que seus leitores conheçam um pouco mais sobre a dança que agora é patrimônio cultural e artístico do Pará. A foto ao lado mostra uma das formações do cordão do Marambiré, com o Carolino (Rei do Congo) tendo à sua direita a Dona Coroca (Rainha do Congo). "O Pacoval e o Marambiré do tempo antigo continuam indeléveis na memória dos alenquerenses", diz Ismaelino. Leia a crônica.
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Um belo dia, no começo da década de 1970, eu e meu irmão Flaiury resolvemos homenagear os quilombolas do Pacoval - distrito do município de Alenquer, um dos mais importantes ajuntamentos de negros escravos evadidos das fazendas de Santarém, que se formaram, por todo o século XIX, na região Oeste do Pará, ou Baixo Amazonas -, notabilizado por sua mandinga e pela fabricação de uma bebida, de fórmula até hoje secreta, o remédio dos pretos, poderoso soro antiofídico tão elogiado por Vital Brasil, do Instituto Butantã (SP).
Meu avô e meu pai contavam a lenda (eu nunca consegui saber se a história era verdadeira!...) de que um dos líderes do Pacoval, o preto Assis, casou-se com uma bela moça branca, de nome Rosa, rica e orgulhosa herdeira de comerciantes portugueses do Boulevard Castilho França, de Belém, que, entretanto, ao visitar Alenquer, em priscas eras, primeiro desprezou o quilombola, mas, depois, não resistiu aos encantos (ou terá sido ao feitiço?) do jovem do Pacoval, onde com ele passou a viver até morrer em idade provecta.
Criei, assim, um poema, que meu irmão musicou. A introdução da música - mistura, quiçá, de dialeto africano com dialeto indígena, cuja tradução literal nunca logrei obter -, reproduz a saudação inicial e a despedida da dança do Marambiré, cantadas na chegada e na saída das casas visitadas pelo cordão. Essa saudação/despedida comporta outras variações. Mas a versão que escolhemos para esta composição baseia-se no testemunho, colhido por meu avô e por meu pai, diretamente do velho Árgeo Milharal, abnegado cultor e mantenedor, durante muitos anos, dessa manifestação folclórica da cultura negra tipicamente alenquerense.
De fato, essa dança é conhecida, com algumas variações, em outras localidades do Baixo Amazonas, como no Flechal, de Óbidos, e Alter-do-Chão, em Santarém (onde é chamada muirambiré), mas, segundo a erudita, abalizada e insuspeita opinião do maestro Adelermo Matos, que fez pesquisas in loco patrocinadas pelo então prefeito José Valente, ainda nos anos sessenta do século passado, "o autêntico Marambiré é o que se pratica na vila do Pacoval de Alenquer" todos os anos, em cordões, entre o Natal e o dia de São Benedito (6 de janeiro), padroeiro daquela vila e do bairro da Luanda, mas, às vezes, esticado até à festa de São Sebastião (20 de janeiro), padroeiro do arqui-rival bairro do Aningal, e, também, em junho, durante os festejos de Santo Antônio, padroeiro da cidade - o que bem mostra o caráter fraterno, eclético e apaziguador do Marambiré.
Os trajes dos dançarinos do cordão do Marambiré são bem modestos (na verdade, são as "roupas de domingo" dos seus participantes), porém realçados por espelhos e cocares coloridos, feitos de fita, papel e penas de pássaros (que, em nome do ecologicamente correto, vêm sendo substituídas nos dias de hoje por outros materiais).
O ritmo da dança provém dos bumbos, pandeiros, cavaquinho e violão. As letras das músicas têm uma forte conotação religiosa (invocando principalmente São Benedito) e, ao mesmo tempo, rendem um tributo à nobreza - ao Rei e à Rainha do Congo e seus vassalos (com o tempo, graças ao fenômeno de transformação fonética, a palavra vassalos, quer dizer, os súditos do Rei e da Rainha do Congo, passaram a ser chamados de valsares, palavra que o léxico não registra).
O Pacoval e o Marambiré do tempo antigo continuam indeléveis na memória dos alenquerenses: gente como o Aralto, o mestre Eládio, a dona Coroca, o velho Árgeo Milharal, a Raimunda Poeira (que durante décadas foi uma inigualável Rainha do Congo), o Carolino, o Inácio, o Santa Rira e tanta gente que o tempo não esquece, jamais!
Nesta composição, meu irmão foi buscar, na música, o ritmo inconfundível do Marambiré, talvez enraizado no lundu, matriz de tantas outras danças de inspiração africana; e, na letra, procurei evocar o mais rico legado cultural do quilombo do Pacoval: seu remédio, sua mandinga, o Marambiré e uma belíssima história de amor.
Composta no começo da década de 1970 - e incluída na CD "Viva Alenquer" (produzido por Benedicto Monteiro em 2002), cantada por Lídia Leite -, a música Marambiré teve sua primeira apresentação pública, com arranjo do competente maestro Anselmo Queiróz, no Auditório "Nathanael Farias Leitão", em Belém, no dia 9 de janeiro de 2003, por ocasião da minha posse no cargo de Corregedor-Geral do Ministério Público do Estado do Pará.
Eis a letra (depois de cada quadra, repete-se o refrão):
Meu avô e meu pai contavam a lenda (eu nunca consegui saber se a história era verdadeira!...) de que um dos líderes do Pacoval, o preto Assis, casou-se com uma bela moça branca, de nome Rosa, rica e orgulhosa herdeira de comerciantes portugueses do Boulevard Castilho França, de Belém, que, entretanto, ao visitar Alenquer, em priscas eras, primeiro desprezou o quilombola, mas, depois, não resistiu aos encantos (ou terá sido ao feitiço?) do jovem do Pacoval, onde com ele passou a viver até morrer em idade provecta.
Criei, assim, um poema, que meu irmão musicou. A introdução da música - mistura, quiçá, de dialeto africano com dialeto indígena, cuja tradução literal nunca logrei obter -, reproduz a saudação inicial e a despedida da dança do Marambiré, cantadas na chegada e na saída das casas visitadas pelo cordão. Essa saudação/despedida comporta outras variações. Mas a versão que escolhemos para esta composição baseia-se no testemunho, colhido por meu avô e por meu pai, diretamente do velho Árgeo Milharal, abnegado cultor e mantenedor, durante muitos anos, dessa manifestação folclórica da cultura negra tipicamente alenquerense.
De fato, essa dança é conhecida, com algumas variações, em outras localidades do Baixo Amazonas, como no Flechal, de Óbidos, e Alter-do-Chão, em Santarém (onde é chamada muirambiré), mas, segundo a erudita, abalizada e insuspeita opinião do maestro Adelermo Matos, que fez pesquisas in loco patrocinadas pelo então prefeito José Valente, ainda nos anos sessenta do século passado, "o autêntico Marambiré é o que se pratica na vila do Pacoval de Alenquer" todos os anos, em cordões, entre o Natal e o dia de São Benedito (6 de janeiro), padroeiro daquela vila e do bairro da Luanda, mas, às vezes, esticado até à festa de São Sebastião (20 de janeiro), padroeiro do arqui-rival bairro do Aningal, e, também, em junho, durante os festejos de Santo Antônio, padroeiro da cidade - o que bem mostra o caráter fraterno, eclético e apaziguador do Marambiré.
Os trajes dos dançarinos do cordão do Marambiré são bem modestos (na verdade, são as "roupas de domingo" dos seus participantes), porém realçados por espelhos e cocares coloridos, feitos de fita, papel e penas de pássaros (que, em nome do ecologicamente correto, vêm sendo substituídas nos dias de hoje por outros materiais).
O ritmo da dança provém dos bumbos, pandeiros, cavaquinho e violão. As letras das músicas têm uma forte conotação religiosa (invocando principalmente São Benedito) e, ao mesmo tempo, rendem um tributo à nobreza - ao Rei e à Rainha do Congo e seus vassalos (com o tempo, graças ao fenômeno de transformação fonética, a palavra vassalos, quer dizer, os súditos do Rei e da Rainha do Congo, passaram a ser chamados de valsares, palavra que o léxico não registra).
O Pacoval e o Marambiré do tempo antigo continuam indeléveis na memória dos alenquerenses: gente como o Aralto, o mestre Eládio, a dona Coroca, o velho Árgeo Milharal, a Raimunda Poeira (que durante décadas foi uma inigualável Rainha do Congo), o Carolino, o Inácio, o Santa Rira e tanta gente que o tempo não esquece, jamais!
Nesta composição, meu irmão foi buscar, na música, o ritmo inconfundível do Marambiré, talvez enraizado no lundu, matriz de tantas outras danças de inspiração africana; e, na letra, procurei evocar o mais rico legado cultural do quilombo do Pacoval: seu remédio, sua mandinga, o Marambiré e uma belíssima história de amor.
Composta no começo da década de 1970 - e incluída na CD "Viva Alenquer" (produzido por Benedicto Monteiro em 2002), cantada por Lídia Leite -, a música Marambiré teve sua primeira apresentação pública, com arranjo do competente maestro Anselmo Queiróz, no Auditório "Nathanael Farias Leitão", em Belém, no dia 9 de janeiro de 2003, por ocasião da minha posse no cargo de Corregedor-Geral do Ministério Público do Estado do Pará.
Eis a letra (depois de cada quadra, repete-se o refrão):
MARAMBIRÉ
Aiuê te-cundê
Gurupê, moaxiá, (bis)
Ambirá,
Bambauá ererê!
O marambiré
É do Pacoval (refrão / bis)
Terra de puro sangue
Raça que não tem mal.
I
Não há beleza mais linda
Nem nas noites de luar
Que com a beleza da Rosa
A gente vá comparar.
II
A senhora Dona Rosa
Era prosa sim senhor:
- Rosa sem ter espinhos
Não é rosa e não é flor.
III
Do remédio desses pretos
Basta só uma colher:
- Pois se doma até as cobras
Quanto mais uma mulher!
IV
Não há feitiço que doa
Quando é de bem querer:
- Em Pacoval, terra boa,
Dona Rosa foi viver.
V
A senhora Dona Rosa
Se casou com o preto Assis:
- Mas se antes era prosa
Ao depois viveu feliz!
VI
Foi a Rainha do Congo
Que dançou no terreiro:
É a rainha da festa
É a mulher do guerreiro
Foi a Rinha do Congo
Que dançou o terreiro
É a rainha da festa
É a Raimunda Poeira!!
Aiuê te-cundê
Gurupê, moaxiá,
Ambirá,
Bambauá ererê!
Aiuê te-cundê
Gurupê, moaxiá, (bis)
Ambirá,
Bambauá ererê!
O marambiré
É do Pacoval (refrão / bis)
Terra de puro sangue
Raça que não tem mal.
I
Não há beleza mais linda
Nem nas noites de luar
Que com a beleza da Rosa
A gente vá comparar.
II
A senhora Dona Rosa
Era prosa sim senhor:
- Rosa sem ter espinhos
Não é rosa e não é flor.
III
Do remédio desses pretos
Basta só uma colher:
- Pois se doma até as cobras
Quanto mais uma mulher!
IV
Não há feitiço que doa
Quando é de bem querer:
- Em Pacoval, terra boa,
Dona Rosa foi viver.
V
A senhora Dona Rosa
Se casou com o preto Assis:
- Mas se antes era prosa
Ao depois viveu feliz!
VI
Foi a Rainha do Congo
Que dançou no terreiro:
É a rainha da festa
É a mulher do guerreiro
Foi a Rinha do Congo
Que dançou o terreiro
É a rainha da festa
É a Raimunda Poeira!!
Aiuê te-cundê
Gurupê, moaxiá,
Ambirá,
Bambauá ererê!
Índios propõem ações simultâneas à demarcação de terras
Lideranças indígenas que se reuniram nesta sexta-feira (28) com a embaixadora especial do Pará na Alemanha, a atriz Nina Hoss, defenderam a implementação de políticas públicas para a saúde, educação e geração de renda nas aldeias como indispensável no processo de demarcação das terras habitadas por índios. A reunião ocorreu na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Belém.
Juntamente com pesquisadores e representantes de órgãos governamentais, índios tembés, da terra indígena do Alto Rio Guamá, no nordeste do Pará, pediram a Hoss que ajude a defender no exterior a tese de que as famílias indígenas precisam ser recompensadas pela preservação ambiental que promovem.
“Até a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reconhece que as áreas indígenas são os locais onde a natureza é mais preservada, mas essa luta tem nos custado sangue, tem nos custado a vida”, disse o cacique Piná Tembé.
O pesquisador Thomas Mitschein, que participou do evento, ressaltou que a Universidade Federal do Pará (UFPA) faz pesquisa que pretende calcular o valor econômico dos serviços ambientais prestados pelos indígenas. O trabalho deve ser concluído em três anos.
O procurador chefe da Procuradoria da República no Pará, Felício Pontes Jr., apresentou dados sobre a exploração predatória na região amazônica e uma perspectiva para um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na geração de renda a partir da manutenção da floresta em pé. “Estamos diante do choque entre dois mundos. O primeiro é o da grilagem, da concentração de renda, da monocultura e da geração de violência no campo. O outro, o necessário, que passa a contar agora com mais uma defensora na esfera internacional, é o do agroextrativismo, o da valorização dos conhecimentos de índios e ribeirinhos, aquele que redistribui renda sem comprometer a biodiversidade”, ressaltou o procurador.
Juntamente com pesquisadores e representantes de órgãos governamentais, índios tembés, da terra indígena do Alto Rio Guamá, no nordeste do Pará, pediram a Hoss que ajude a defender no exterior a tese de que as famílias indígenas precisam ser recompensadas pela preservação ambiental que promovem.
“Até a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reconhece que as áreas indígenas são os locais onde a natureza é mais preservada, mas essa luta tem nos custado sangue, tem nos custado a vida”, disse o cacique Piná Tembé.
O pesquisador Thomas Mitschein, que participou do evento, ressaltou que a Universidade Federal do Pará (UFPA) faz pesquisa que pretende calcular o valor econômico dos serviços ambientais prestados pelos indígenas. O trabalho deve ser concluído em três anos.
O procurador chefe da Procuradoria da República no Pará, Felício Pontes Jr., apresentou dados sobre a exploração predatória na região amazônica e uma perspectiva para um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na geração de renda a partir da manutenção da floresta em pé. “Estamos diante do choque entre dois mundos. O primeiro é o da grilagem, da concentração de renda, da monocultura e da geração de violência no campo. O outro, o necessário, que passa a contar agora com mais uma defensora na esfera internacional, é o do agroextrativismo, o da valorização dos conhecimentos de índios e ribeirinhos, aquele que redistribui renda sem comprometer a biodiversidade”, ressaltou o procurador.
O que ela disse
"Não tem essa história de que tem aloprado, ela é aloprada, aconteceu o alopramento da ministra Dilma, ela não pode dizer que não conhecia isso, não podemos cultuar essa República do 'eu não sabia', o documento saiu da doutora Erenice, não saiu de nenhum adversário dela do PT, saiu da Casa Civil."
Senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, sobre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que entrou naquela fase das explicações que não param mais. É sinal que há maus indícios no ar.
Senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, sobre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que entrou naquela fase das explicações que não param mais. É sinal que há maus indícios no ar.
Belém está na rota da epidemia de dengue

Pelo menos 30 cidades brasileiras, incluindo sete capitais, apresentam a mesma combinação que levou o Rio à epidemia de dengue neste ano: alta infestação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, aumento do vírus do tipo 2 - um dos mais agressivos - e um número considerável de pessoas susceptíveis à contaminação. A informação faz parte do cruzamento de dados entre o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), do Ministério da Saúde, com mapas de circulação dos vírus da dengue.
Trinta cidades, espalhadas pelos estados de Roraima, Piauí, Maranhão, Tocantins, Bahia, Ceará, Alagoas e Pará, vivem o risco de expansão da dengue tipo 2. Já as capitais que têm essa combinação são Porto Velho, São Luís, Fortaleza, Maceió, Salvador, Belém e Palmas.
O número de cidades com risco elevado de surtos pode ser ainda maior. Isso porque o Liraa foi feito há quatro meses, antes de as chuvas se intensificarem.'É preciso redobrar esforços. Caso contrário, a situação pode se agravar, sobretudo no verão do próximo ano', avisou o secretário-adjunto de Vigilância do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta.
Uma nova onda de epidemia de dengue no País teria mais casos graves e atingiria principalmente pessoas mais jovens. Exatamente o que vem ocorrendo no Rio. Entre as causas dessa nova onda, estaria o tipo de população suscetível.
A dengue é provocada por quatro tipos de vírus, batizados de 1, 2, 3 e 4. Ao ser infectado, o paciente cria imunidade somente ao tipo de vírus que causou sua doença. No Brasil, já há grande número de pessoas resistentes, por causa das três epidemias registradas. Mas crianças que nasceram durante e depois da década de 90 não têm essa imunidade.
De acordo Pimenta, o Liraa serve de apoio para as ações de prevenção dos municípios, mas a aplicação correta cabe apenas a eles. Na quinta-feira (27), no entanto, Manaus identificou a presença do sorotipo 4 da dengue, que não era registrado há mais de 20 anos no País. Aracaju confirmou que está enfrentando um surto da doença. Em Fortaleza, os 1.887 casos já confirmados superam os números de 2007. Três mortes estão sendo investigadas. As informações são do jornal 'O Estado de S. Paulo'.
Vírus tipo 4 pode atacar a qualquer hora
O Ministério da Saúde divulgou ontem um comunicado onde descarta a existência do vírus tipo 4 da dengue no Brasil. Ontem, o secretário nacional adjunto de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, disse que a entrada do tipo do vírus no país é 'iminente’’.
A dengue possui quatro tipos de vírus, denominados por números de 1 a 4. No Brasil, segundo a nota do ministério, circulam somente os vírus dos tipo de 1 a 3. Presente em países com a Venezuela e ainda não disseminado no Brasil, o vírus tipo 4 pode ocasionar quadros de epidemia ainda mais graves que o deste ano, já que a população do país ainda não está imune a ele. Os últimos casos suspeitos de dengue do vírus tipo 4 foram constatados em outubro de 2007 pela Fundação Vigilância em Saúde do Amazonas. Os casos eram da cidade de Manaus. Inicialmente, segundo a nota, 14 pacientes foram considerados casos suspeitos.
Mais aqui.
Trinta cidades, espalhadas pelos estados de Roraima, Piauí, Maranhão, Tocantins, Bahia, Ceará, Alagoas e Pará, vivem o risco de expansão da dengue tipo 2. Já as capitais que têm essa combinação são Porto Velho, São Luís, Fortaleza, Maceió, Salvador, Belém e Palmas.
O número de cidades com risco elevado de surtos pode ser ainda maior. Isso porque o Liraa foi feito há quatro meses, antes de as chuvas se intensificarem.'É preciso redobrar esforços. Caso contrário, a situação pode se agravar, sobretudo no verão do próximo ano', avisou o secretário-adjunto de Vigilância do Ministério da Saúde, Fabiano Pimenta.
Uma nova onda de epidemia de dengue no País teria mais casos graves e atingiria principalmente pessoas mais jovens. Exatamente o que vem ocorrendo no Rio. Entre as causas dessa nova onda, estaria o tipo de população suscetível.
A dengue é provocada por quatro tipos de vírus, batizados de 1, 2, 3 e 4. Ao ser infectado, o paciente cria imunidade somente ao tipo de vírus que causou sua doença. No Brasil, já há grande número de pessoas resistentes, por causa das três epidemias registradas. Mas crianças que nasceram durante e depois da década de 90 não têm essa imunidade.
De acordo Pimenta, o Liraa serve de apoio para as ações de prevenção dos municípios, mas a aplicação correta cabe apenas a eles. Na quinta-feira (27), no entanto, Manaus identificou a presença do sorotipo 4 da dengue, que não era registrado há mais de 20 anos no País. Aracaju confirmou que está enfrentando um surto da doença. Em Fortaleza, os 1.887 casos já confirmados superam os números de 2007. Três mortes estão sendo investigadas. As informações são do jornal 'O Estado de S. Paulo'.
Vírus tipo 4 pode atacar a qualquer hora
O Ministério da Saúde divulgou ontem um comunicado onde descarta a existência do vírus tipo 4 da dengue no Brasil. Ontem, o secretário nacional adjunto de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, disse que a entrada do tipo do vírus no país é 'iminente’’.
A dengue possui quatro tipos de vírus, denominados por números de 1 a 4. No Brasil, segundo a nota do ministério, circulam somente os vírus dos tipo de 1 a 3. Presente em países com a Venezuela e ainda não disseminado no Brasil, o vírus tipo 4 pode ocasionar quadros de epidemia ainda mais graves que o deste ano, já que a população do país ainda não está imune a ele. Os últimos casos suspeitos de dengue do vírus tipo 4 foram constatados em outubro de 2007 pela Fundação Vigilância em Saúde do Amazonas. Os casos eram da cidade de Manaus. Inicialmente, segundo a nota, 14 pacientes foram considerados casos suspeitos.
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Ela empurra o crescimento

Em VEJA:
A história de sucesso das nações hoje desenvolvidas possui um traço comum e inequívoco: a ascensão política e econômica da classe média. Essa evolução foi primeiro observada na Europa, onde sociedades estratificadas e sem mobilidade deram lugar a países dinâmicos após a irrupção do capitalismo. Esse fenômeno chegou tardiamente ao Brasil e nunca fincou raízes sólidas e duradouras. Houve fases de rápido crescimento, como na industrialização do início do século passado ou no milagre econômico dos anos 70. Mais recentemente, o país chegou a vislumbrar um salto rumo ao desenvolvimento com o Plano Cruzado. Mas, em todos esses casos, o aumento no padrão de vida dos mais pobres foi transitório e abortado pouco depois por crises econômicas. Agora, com a retomada do crescimento econômico, o país volta a se ver diante da oportunidade de romper, de maneira definitiva, com o subdesenvolvimento. Nos dois últimos anos, mais de 20 milhões de brasileiros saíram das camadas sociais mais baixas – as chamadas classes D e E – e alcançaram a classe C, a porta de entrada para a sociedade de consumo.
As conclusões acima fazem parte do estudo Observador 2008, feito pelo instituto de pesquisas Ipsos sob encomenda da financeira Cetelem, pertencente ao banco francês BNP Paribas. Trata-se da mais recente evidência de que o país tem conseguido, enfim, reduzir sua população de miseráveis, ao mesmo tempo em que começa a formar uma sociedade de consumo de massa. Outras pesquisas e estudos, com metodologias distintas, já haviam detectado esse avanço (veja quadro), que nada mais é senão a recompensa ao ciclo de reformas e ajustes econômicos feitos pelo país desde o Plano Real, sobretudo o combate à inflação. Comparado ao meio bilhão de novos consumidores que China e Índia produziram na última década, o fenômeno brasileiro pode não impressionar. Mas é notável. É como se, nesse curto espaço de tempo, dois Portugais inteiros tivessem saído da pobreza no Brasil. O resultado disso é que, em um fato inédito na história recente, a classe C é hoje o estrato social mais numeroso do país. Segundo o estudo Observador 2008, são 86,2 milhões de pessoas, o equivalente a 46% da população brasileira (em 2005, a participação delas era de 34%). Já as faixas D e E, que representavam 51% da população em 2005, agora tiveram sua fatia diminuída para 39%.
Mais aqui, para assinantes.
A história de sucesso das nações hoje desenvolvidas possui um traço comum e inequívoco: a ascensão política e econômica da classe média. Essa evolução foi primeiro observada na Europa, onde sociedades estratificadas e sem mobilidade deram lugar a países dinâmicos após a irrupção do capitalismo. Esse fenômeno chegou tardiamente ao Brasil e nunca fincou raízes sólidas e duradouras. Houve fases de rápido crescimento, como na industrialização do início do século passado ou no milagre econômico dos anos 70. Mais recentemente, o país chegou a vislumbrar um salto rumo ao desenvolvimento com o Plano Cruzado. Mas, em todos esses casos, o aumento no padrão de vida dos mais pobres foi transitório e abortado pouco depois por crises econômicas. Agora, com a retomada do crescimento econômico, o país volta a se ver diante da oportunidade de romper, de maneira definitiva, com o subdesenvolvimento. Nos dois últimos anos, mais de 20 milhões de brasileiros saíram das camadas sociais mais baixas – as chamadas classes D e E – e alcançaram a classe C, a porta de entrada para a sociedade de consumo.
As conclusões acima fazem parte do estudo Observador 2008, feito pelo instituto de pesquisas Ipsos sob encomenda da financeira Cetelem, pertencente ao banco francês BNP Paribas. Trata-se da mais recente evidência de que o país tem conseguido, enfim, reduzir sua população de miseráveis, ao mesmo tempo em que começa a formar uma sociedade de consumo de massa. Outras pesquisas e estudos, com metodologias distintas, já haviam detectado esse avanço (veja quadro), que nada mais é senão a recompensa ao ciclo de reformas e ajustes econômicos feitos pelo país desde o Plano Real, sobretudo o combate à inflação. Comparado ao meio bilhão de novos consumidores que China e Índia produziram na última década, o fenômeno brasileiro pode não impressionar. Mas é notável. É como se, nesse curto espaço de tempo, dois Portugais inteiros tivessem saído da pobreza no Brasil. O resultado disso é que, em um fato inédito na história recente, a classe C é hoje o estrato social mais numeroso do país. Segundo o estudo Observador 2008, são 86,2 milhões de pessoas, o equivalente a 46% da população brasileira (em 2005, a participação delas era de 34%). Já as faixas D e E, que representavam 51% da população em 2005, agora tiveram sua fatia diminuída para 39%.
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Compre verde

Os produtos que compramos no dia-a-dia deixam um rastro duradouro no planeta. O plástico que jogamos fora leva milhares de anos para se degradar. Muitos alimentos vêm de áreas de desmatamento. Nossas compras rotineiras envolvem uma cadeia de lojas, indústrias, transportadoras e agricultores que despejam na atmosfera até 77% dos gases que estão mudando o clima da Terra. A boa notícia é que existem cada vez mais produtos que ajudam a proteger a natureza e garantir que o planeta continuará a nos oferecer um ambiente saudável sem que seja necessário abrir mão dos confortos da vida moderna. Só precisamos saber escolher.
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Artigo fica a próxima semana
O artigo do especialista em Direito do Estado Roberto da Paixão Júnior deixa de ser publicado excepcionalmente neste sábado.
"Provem que não é banco de dados", diz Dilma sobre dossiê
Na FOLHA DE S.PAULO:
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse ontem que as informações reveladas sobre gastos presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso não são um dossiê, mas sim um "banco de dados" e lançou o desafio: "Provem que não é um banco de dados, provem.
Não fiquem assacando contra nada". Dilma também afirmou que a imprensa deveria revelar quem vazou os dados relativos ao ex-presidente tucano.
"Afirmamos que é um banco de dados e que a quantidade de informações que tem um banco de dados é 20 mil vezes maior do que um dossiê e são essas informações que estão armazenadas na Casa Civil, seja para fornecer para a Comissão Parlamentar de Inquérito, se for pedido e se for decidido sob a responsabilidade de sigilo da CPI, seja para informar o Tribunal de Contas da União", disse a ministra, em entrevista em Delmiro Gouveia (AL).
A Folha publicou ontem reportagem em que afirma que a ordem para que fosse montado um dossiê com os gastos pessoais de FHC e sua família partiu da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra. "Não há nesta publicação que saiu na Folha de S.Paulo nenhum dado novo em relação ao que tinha saído na "Veja". Há uma afirmação por parte do jornal que nós fizemos um dossiê. Nós insistimos que não foi um dossiê", disse ela.
"É óbvio que a parte administrativa da Casa Civil é dirigida pela doutora Erenice. O que a doutora Erenice falou na matéria [da Folha] é a mesma coisa que estamos falando desde a "Veja': nós fizemos um banco de dados", afirmou Dilma.
Pela manhã, em Recife, antes de ir a Alagoas, ela disse: "Não investigamos o governo passado. Reiteramos que não foi feito um dossiê. Não é possível. Não é possível, eu tenho certeza". Afirmou ainda: "Não acho que a Folha e a "Veja" montaram isso [dossiê]. Outros fizeram este trabalho e vocês [da imprensa] estão divulgando".
Mais tarde, em Alagoas, a ministra disse que a imprensa deveria revelar quem vazou os dados relativos ao ex-presidente FHC. "Se estão interessados em apurar mais profundamente este episódio, seria oportuno que aqueles que divulgaram informações que constam de um banco de dados da Casa Civil viessem à público e assumissem. Quem recebeu aquele conjunto de documentos, aquelas páginas, teria de nos avisar quem é que está divulgando estas informações."
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A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse ontem que as informações reveladas sobre gastos presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso não são um dossiê, mas sim um "banco de dados" e lançou o desafio: "Provem que não é um banco de dados, provem.
Não fiquem assacando contra nada". Dilma também afirmou que a imprensa deveria revelar quem vazou os dados relativos ao ex-presidente tucano.
"Afirmamos que é um banco de dados e que a quantidade de informações que tem um banco de dados é 20 mil vezes maior do que um dossiê e são essas informações que estão armazenadas na Casa Civil, seja para fornecer para a Comissão Parlamentar de Inquérito, se for pedido e se for decidido sob a responsabilidade de sigilo da CPI, seja para informar o Tribunal de Contas da União", disse a ministra, em entrevista em Delmiro Gouveia (AL).
A Folha publicou ontem reportagem em que afirma que a ordem para que fosse montado um dossiê com os gastos pessoais de FHC e sua família partiu da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra. "Não há nesta publicação que saiu na Folha de S.Paulo nenhum dado novo em relação ao que tinha saído na "Veja". Há uma afirmação por parte do jornal que nós fizemos um dossiê. Nós insistimos que não foi um dossiê", disse ela.
"É óbvio que a parte administrativa da Casa Civil é dirigida pela doutora Erenice. O que a doutora Erenice falou na matéria [da Folha] é a mesma coisa que estamos falando desde a "Veja': nós fizemos um banco de dados", afirmou Dilma.
Pela manhã, em Recife, antes de ir a Alagoas, ela disse: "Não investigamos o governo passado. Reiteramos que não foi feito um dossiê. Não é possível. Não é possível, eu tenho certeza". Afirmou ainda: "Não acho que a Folha e a "Veja" montaram isso [dossiê]. Outros fizeram este trabalho e vocês [da imprensa] estão divulgando".
Mais tarde, em Alagoas, a ministra disse que a imprensa deveria revelar quem vazou os dados relativos ao ex-presidente FHC. "Se estão interessados em apurar mais profundamente este episódio, seria oportuno que aqueles que divulgaram informações que constam de um banco de dados da Casa Civil viessem à público e assumissem. Quem recebeu aquele conjunto de documentos, aquelas páginas, teria de nos avisar quem é que está divulgando estas informações."
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Ministra é "aloprada", afirma líder tucano
Na FOLHA DE S.PAULO:
A oposição acusou ontem a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) de ter comandado a operação para montagem do dossiê com informações sobre gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso e cobrou sua demissão do cargo.
Da tribuna do Senado, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), chamou a ministra de "aloprada" e avisou que a oposição vai insistir em ouvi-la nem que para isso seja necessário criar uma nova CPI.
"Ela é aloprada. Aconteceu o alopramento da ministra Dilma, para ficarmos na linguagem amena do presidente Lula. O documento saiu da Casa Civil, das responsabilidades dela. Se ela que cuida do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] não é capaz de cuidar da Casa Civil, coitado do PAC."
A estratégia é convidar a ministra a depor em comissões do Senado e da Câmara, já que a base promete rejeitar na CPI dos Cartões qualquer requerimento que convoque a ministra -o primeiro foi rejeitado- ou a assessora Erenice Guerra.
"Eles [oposição] querem claramente eliminar todos os quadros políticos do PT e a ministra vem sofrendo ataques por ser competente", afirmou o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). O deputado Vic Pires (DEM-PA) protocolará na segunda requerimento convocando Dilma e Erenice.
A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), também decidiu buscar dados para abastecer a comissão mesmo que extra-oficialmente.
A Folha revelou ontem que o dossiê, ou, segundo o governo, base de relatório de suprimento de fundos, foi montado na Casa Civil sob coordenação de Erenice, braço direito de Dilma, o que acirrou ânimos no Congresso. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) ingressou com queixa-crime na PF para que o fato seja investigado.
Mais aqui.
A oposição acusou ontem a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) de ter comandado a operação para montagem do dossiê com informações sobre gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso e cobrou sua demissão do cargo.
Da tribuna do Senado, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), chamou a ministra de "aloprada" e avisou que a oposição vai insistir em ouvi-la nem que para isso seja necessário criar uma nova CPI.
"Ela é aloprada. Aconteceu o alopramento da ministra Dilma, para ficarmos na linguagem amena do presidente Lula. O documento saiu da Casa Civil, das responsabilidades dela. Se ela que cuida do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] não é capaz de cuidar da Casa Civil, coitado do PAC."
A estratégia é convidar a ministra a depor em comissões do Senado e da Câmara, já que a base promete rejeitar na CPI dos Cartões qualquer requerimento que convoque a ministra -o primeiro foi rejeitado- ou a assessora Erenice Guerra.
"Eles [oposição] querem claramente eliminar todos os quadros políticos do PT e a ministra vem sofrendo ataques por ser competente", afirmou o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). O deputado Vic Pires (DEM-PA) protocolará na segunda requerimento convocando Dilma e Erenice.
A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), também decidiu buscar dados para abastecer a comissão mesmo que extra-oficialmente.
A Folha revelou ontem que o dossiê, ou, segundo o governo, base de relatório de suprimento de fundos, foi montado na Casa Civil sob coordenação de Erenice, braço direito de Dilma, o que acirrou ânimos no Congresso. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) ingressou com queixa-crime na PF para que o fato seja investigado.
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Dossiê da Casa Civil contra FHC foi decisão de governo
Em O ESTADO DE S.PAULO:
Antes da abertura da CPI dos Cartões, o Planalto já havia mobilizado a Esplanada dos Ministérios para montar um dossiê sobre gastos do governo Fernando Henrique com cartões corporativos e contas B. A operação saiu de ao menos duas reuniões lideradas pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sua secretária-executiva, Erenice Guerra, reuniria os dados.
Dilma acusa a oposição de promover a “escandalização do nada”. “Não há dossiê coisa nenhuma. Há trabalho de rotina, na formatação de um banco de dados”, alega. Em Alagoas, o presidente Lula também mirou nos adversários: “Estão destilando ódio.”
Para o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), “é crime se houve quebra de sigilo e manipulação de dados sob proteção legal e constitucional”. O próprio governo se recusa a abrir dados de Lula, alegando sigilo.
Sem força para convocar Dilma para depor, a oposição planeja abrir uma nova CPI, agora exclusiva do Senado. “Essa CPI mista não vai aprovar nada”, diz o líder do DEM na Casa, José Agripino Maia (RN).
Antes da abertura da CPI dos Cartões, o Planalto já havia mobilizado a Esplanada dos Ministérios para montar um dossiê sobre gastos do governo Fernando Henrique com cartões corporativos e contas B. A operação saiu de ao menos duas reuniões lideradas pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sua secretária-executiva, Erenice Guerra, reuniria os dados.
Dilma acusa a oposição de promover a “escandalização do nada”. “Não há dossiê coisa nenhuma. Há trabalho de rotina, na formatação de um banco de dados”, alega. Em Alagoas, o presidente Lula também mirou nos adversários: “Estão destilando ódio.”
Para o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), “é crime se houve quebra de sigilo e manipulação de dados sob proteção legal e constitucional”. O próprio governo se recusa a abrir dados de Lula, alegando sigilo.
Sem força para convocar Dilma para depor, a oposição planeja abrir uma nova CPI, agora exclusiva do Senado. “Essa CPI mista não vai aprovar nada”, diz o líder do DEM na Casa, José Agripino Maia (RN).
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