sábado, 11 de abril de 2020

Amazonas é o primeiro a autorizar médicos a usarem cloroquina em pacientes leves e moderados


Espiem na imagem.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam) é o primeiro, em todo o País, a recomendar aos médicos a indicação do uso da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com Covid-19, em casos leves, moderados ou graves. Por enquanto, a recomendação do Ministério da Saúde é apenas para o uso em pacientes em estado grave, sobretudo os que já se encontram em UTIs.
A Resolução 101/2020 está em vigor desde a última quarta-feira (8). Para expedi-la, o conselho levou em consideração os estudos preliminares realizados no Brasil que indicaram eficácia no tratamento do coronavírus, em tratamentos realizados em hospitais da Ásia e Estados Unidos.
Atualmente, o Amazonas é o quarto, em todo o País e o primeiro, em toda a Região Norte, em número de impacientes infectados – 981 até agora. O número de mortes chega a 50. Tanto a Prefeitura de Manaus como o governo do estado já admitiram que o sistema de saúde praticamente já entrou em colapso.
Essa situação, que se aproxima da catástrofe, decorre em boa parte da inobservância do isolamento social, recomendado pelo Ministério da Saúde para evitar o aumento descontrolado do Covid-19.

As predições de Osmar Terra, esse desmoralizado


A nota acima está na principal coluna da Folha de S.Paulo deste sábado (11).
Quiséramos nós, todos nós, que Osmar Terra estivesse mesmo certo.
Mas, infelizmente, não está.
Aliás, para quem não sabe, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em conversas mais íntimas, inclusive entre correligionários do DEM, refere-se a Osmar Terra como Osmar Trevas.
Faz todo o sentido.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Presidente do Paysandu é o homem certo para acabar com essa pandemia. Em um dia, Gluck Paul acaba com ela.


Todas as vezes em que você quiser um modelo de cara que pensa alto, pensa grande, pensa pra cima, pensa em coisas fenomenais (Nelson Rodrigues diria sesquipedais), pense em Ricardo Gluck Paul, presidente do Paysandu.
Pense nele.
Ele é o cara.
Quando Gluck Paul fala, a humanidade inteira - tanto a que habita esta Terra redonda como a outra, que habita a Terra plana - fica em êxtase e deve ouvi-lo com a máxima atenção, porque ele sempre estará falando algo que tem uma grandeza e uma relevância singulares.
No ano passado, quando o Paysandu foi prejudicado - e realmente foi prejudicado - por um erro de arbitragem num jogo contra o Náutico e não conseguiu subir para a Série B, Gluck Paul moveu céus e terras (inclusive a plana, repita-se) para reparar esse erro.
O erro, cometido pelo árbitro Leandro Vuaden, repetiu outros 300 bilhões de erros que 300 bilhões de clubes já sofreram há 50 milhões de anos.
Mas ouvindo, como ouvimos, Gluck Paul falar naquela época sobre o erro de Vuaden, parece que o Paysandu, desde que inventaram o futebol, foi o único a ser prejudicado por um erro de arbitragem.
E tanto é assim que Gluck Paul recorreu até ao STJD, onde seu clube perdeu de goleada.
Mas se pudesse (ah, coitado), o presidente bicolor teria recorrido ao Conselho de Segurança da ONU ou então ao Tribunal de Haia, porque, vocês sabem, Gluck Paul é aquele cara que, quando fala, a humanidade inteira, em êxtase, deve parar e ouvi-lo com muita atenção.
Qual é a última do Gluck Paul?
É o seguinte.
Está na mesa uma discussão para encerrar-se o Campeonato Paraense, em decorrência da pandemia.
O Paysandu, no momento, é o líder com 19 pontos.
Apenas dois pontos - dois pontos - separam o Paysandu do Remo, vice-líder.
A diferença do Paysandu para o lanterna, o Carajás, é de 17 pontos.
Qual o sonho de Gluck Paul? Ora bolas, o sonho dele é que a FPF encerre o Parazão e proclame o Paysandu campeão. Simples assim: acabou e toma a taça, porque tu és o líder com dois pontos de vantagem.
A FPF e os clubes resistem a essa proposta de Gluck Paul.
Pronto: por causa disso, ele acha que seu clube é o mais injustiçado da face das terras. Ele acha que contra seu clube conspira a humanidade inteira. Até porque, vocês sabem, o Parazão é o melhor campeonato do mundo e o atual líder, portanto, é o maior time do mundo.
Não sabemos se Gluck Paul vai ao Conselho de Segurança da ONU ou se vai ao Tribunal de Haia. Mas que está com vontade, isso ele está.
Agora, vamos para o maior, o mais rico, o melhor e mais organizado campeonato do mundo, a Premier League.
A Premier League é um certamente nacional. O Parazão é um certame regional. Mas vamos comparar.
Na Premier League, o Liverpool, campeão do mundo, está 25 pontos (repita-se, 25 pontos), à frente do segundo colocado, o Manchester City. Em relação ao lanterna, são 61 pontos de diferença, gente. Sessenta e um pontos.
E daí?
E daí que a Uefa já avisou que o Liverpool não será campeão inglês se a temporada for cancelada. Clique aqui para ler a matéria.
Mas isso é porque nem a Uefa, nem a Premier League descobriram Ricardo Gluck Paul.
Se ele assumir as rédeas dessa situação, tudo será diferente.
Ele vai levar para a Premier League todo o seu modelo, suas práticas de gestão, sua visão estratégica sobre administração de futebol, tudo.
E vai fazer com que a Premier League, o pior campeonato do mundo, fique igual ao Parazão, o melhor campeonato da face da terra.
Tudo por causa de Gluck Paul.
Aliás, sério mesmo, acho que o presidente do Paysandu é o nome certo pra substituir Luiz Henrique Mandetta e combater essa pandemia.
Mesmo não sendo médico, Gluck Paul, em um dia, vai importar todas as máscaras do mundo, todos os kits para testes, todos os EPIs (equipamentos de proteção individual), todas as cloroquinas e hidroxicloroquinas, enfim, tudo.
E essa pandemia acaba em um dia no Brasil.
Porque Gluck Paul, quando fala, o mundo inteiro deve parar e ouvi-lo com muita atenção.
Viva esse cara!
Ah, sim.
Sobre a imagem acima, se é um prazer para Gluck Paul ver o Paysandu jogar com o Remo, então por que não joga?

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Coronavírus não usa prendedor de gravata. Mas o governo Helder Barbalho, esse sim, usa. E de ouro. Ao preço de R$ 7 mil.



Transparência é transparência.
Para o bem e para o mal.
Para o latão ou para o ouro.
Deem uma olhada nas duas imagens acima.
O Portal da Transparência do governo do Pará revela, transparentemente, que o Gabinete do governador Helder Barbalho, por meio da Casa Civil, empenhou apenas nestes primeiros nove primeiros dias de abril, exatos R$ 80.007,86 para a compra de material de consumo.
Desse total, R$ 15.940 foram empenhados ao Institutode Gemas e Joias da Amazônia (Igama). O valor, ressalte-se, ainda não está pago. Mas já está empenhado.
Entre os produtos adquiridos, estão marcadores de páginas, abotoaduras, bottons e prendedores de gravata.
Os três prendedores de gravata são de ouro. Custaram aos cofres públicos, só eles, R$ 6.900,00.
Temos ouro, luzidio e reluzente, durante esta pandemia.
É um espanto.
Com quase R$ 16 mil pagos ao Igama, apenas ao Igama, quantas cestas básicas poderiam ser compradas?
Daria pra comprar um bocado.
Desde que as cestas não sejam de ouro, é claro.

Ninguém escreve ao Capitão, esse atormentado com poderes que estão definhando

A rigor, Bolsonaro é um fantasma vagando pelos labirintos do poder.
Governadores já não dão a menor bola ao presidente. Prefeitos, muitos menos.
Bolsonaro tentou quebrar o isolamento social. Não conseguiu.
Tentou passar a ideia de que o Covid-19 é uma gripezinha ou um resfriadinho. Caiu não ridículo.
Seu governo fez veicular propaganda que pregava o fim do isolamento social. A Justiça mandou suspendê-la.
Bolsonaro faz viralizar mentiras pelo Twitter. Mas o Twitter vem apagando todas elas.
O presidente ensaia demitir o ministro da Saúde, mas não tem coragem. Tem a caneta, mas lhe falta a tinta.
Bolsonaro diz que está com decreto pronto para quebrar o fim da quarentena nos estados. O Supremo já disse que ele não poderá fazer isso.
A rigor, Bolsonaro é um presidente com poderes, sim. Mas não pode exercê-los da forma que gostaria.
Bolsonaro continua mais e mais isolado, segregado, confinado às suas redes sociais e às suas paranoias.
Ele ainda governa? Se governa, governa pra quem?
Diante desses poderes que se esvaem de Bolsonaro, lembrei de Ninguém escreve ao Coronel, de García Marquez.
Minha edição (vejam na imagem) está meio, como se diz, encardida.
É bem antiga.
Tem mais de 40 anos.
Mas guardo-a com carinho, como outras dez obras de García Márquez que tenho por aqui.
A novela, vocês sabem, conta o ocaso de um coronel que há 15 nos aguarda uma carta sobre a aposentadoria dele. Um coronel esquecido, que vive de suas lembranças.
Mas ninguém escreve ao coronel.
Toda sexta-feira ele esperava uma carta.
E nada.
Nenhuma carta.
Bolsonaro está entrando no estágio desse personagem de García Marquez.
Daqui a pouco, ninguém vai mandar nem sequer uma carta para o Capitão.
Nem um Twitter.
Nada.

Avacalhou geral: os brasileiros, esses fortes e supersolidários, não estão nem aí para a tragédia

Imagem

Avacalhou geral.
Leiam os principais sites de jornalismo do Brasil nesta quinta-feira (09).
Vocês vão ver que, um dia sim, outro também, o isolamento social vem sendo relaxado em todas as capitais (Belém, inclusive) e cidades de médio de porte do País.
E são os próprios brasileiros - esses fortes, esses disciplinados, esses incomparáveis e intimoratos cidadãos que não têm medo de pouca coisa, muito menos de uma gripezinha -, que vão se encarregando de quebrar o isolamento.
Não é nem preciso decreto oficial de prefeito ou governador.
A própria população, espontaneamente, vai se encarregando de voltar para as ruas.
Daqui a pouco - que sabe daqui a uma semana - já teremos até RexPa no Mangueirão.
Enquanto isso, olhem só na imagem, a pandemia avança.
Que horror!

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Nise Yamaguchi, a celebridade que defende o uso da hidroxicloroquina desde os primeiros sintomas do Covid-19, já esteve em Belém

Nise Yamaguchi critica politização da cloroquina e diz que não fez ...

Nise Yamaguchi, a médica oncologista e imunologista que nos últimos dias tem virado uma celebridade nacional, já esteve no Pará.
Em 2018, ela foi uma das conferencistas do XIX Congresso Médico Amazônico, que aconteceu de 23 a 25 de junho daquele ano, em Belém.
À época, o site do Sindicato dos Médicos do Pará (Sidmepa) fez uma excelente entrevista com ela, sobre o tema que abordou no congresso: “Segredos para uma vida longa com qualidade”.
Sumidade na área da oncologia no país e considerada pioneira na humanização do tratamento de pacientes de câncer, Yamaguchi não é uma porralôca, com muitos pretendem pintá-la. Vejam aqui as qualificações.
A médica tem sido estigmatizada porque a discussão sobre o uso da hidroxicloroquina no combate ao Covid-19 aproximou suas teses das que são defendidas por bolsonaristas e, obviamente, afastou-a dos que consideram os bolsonaristas uma horda de lunáticos prestes a despencar de um dos lados da Terra plana.
É uma pena que este confronto ideológico – extremadamente ideológico – esteja conduzindo um debate que deveria ser técnico, médico e científico – não necessariamente nessa ordem.
Assim, a discussão descambou para uma espécie de Rex-Pa, que termina sempre com torcedores se espancando, como se fossem selvagens.
Yamaguchi vem sendo estigmatizada porque, como outros profissionais da Medicina, defende que a hidroxicloroquina, associada ao antibiótico azitromicina, seja ministrada a pacientes já nos estágios iniciais do Covid-19, ou seja, nos primeiros cinco dias, e não apenas nos estágios avançadíssimos da doença, como está recomendando o Ministério da Saúde.
Por que não ouvi-la, como também a outros médicos, com menos preconceito e menos parti pri ideológico?

Meu instituto de pesquisas, o Instituto Errar, aponta 1.540 casos confirmados de Covid-19 no Pará. No mínimo.



O blog já tem seu instituto de pesquisas para fazer mensurações nestes tempos de pandemia.
É o Instituto Errar.
E está certo de que o Errar vai acertar muito.
Porque se até o Instituto Acertar é capaz de errar, por que o do blog, o Errar, não será capaz de acertar?
O instituto do Espaço Aberto, com base em dados empíricos, ditados pela lógica e pelas evidências, que estão aí bamburrando para todo mundo ver, aponta o seguinte.
O estado do Pará não tem, ao contrário das informações da Sespa, 154 casos de coronavírus. Tem 1.540. No mínimo.
O Brasil não tem, ao contrário das informações do Ministério da Saúde, 14,1 mil casos confirmados de Covid-19. Tem 140,1 mil casos. No mínimo.
Com base em quê o Instituto Errar colheu esses números - desconfortáveis, vá lá, mas inéditos?
Com base, simplesmente, no que autoridades têm admitido, muito a contragosto: que há um enorme, um espantoso índice de subnotificação da doença.
E todas as evidências indicam que os números oficiais apresentam, quando muito, apenas 10% dos números reais, que não podem ser apontados com precisão porque a montanha de análises pendentes dos casos suspeitos cresce a cada minuto, a cada dia.
As subnotificações, no Pará e no restante do Brasil, são verdadeiramente assustadoras.
Por isso, dos números apresentados oficialmente, o Instituto Errar a avalia que são apenas 10% do número real.
E os números do Errar devem estar certos. Certíssimos.
Porque se até o Acertar erra, por que o Errar não pode Acertar?

terça-feira, 7 de abril de 2020

Bolsonaro vai demitir Mandetta

Bolsonaro deve demitir Mandetta ainda nesta segunda-feira, diz jornal

Bolsonaro, transtornado, tresloucado e compulsivamente paranoico, vai demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Ninguém sabe se vai demitir hoje, daqui a pouco, amanhã ou em um mês. Mas vai demitir.
Para fazer isso, só está, como se diz, tomando coragem.
Para instilar-lhe (ou injetar-lhe, se quiserem) mais coragem, outros tantos transtornados, tresloucados e compulsivamente paranoicos cuidam de convencer o presidente de que o vírus não passa de um resfriadinho, de que o isolamento social é uma balela, de que é preciso salvar a economia (ainda que milhares de vidas sejam ceifadas) e de que hidroxicloroquina já pode ser vendida até no Ver o Peso.
Essas doses cavalares de fake news, que vão alimentando a mania persecutória desse homem, serão suficientes para, em breve, Bolsonaro tomar coragem e demitir Mandetta.
Aguardemos.

Ministério da Saúde terá que reabrir prazo a profissionais que queiram se inscrever para atuar no Programa Mais Médicos

CNM - Confederação Nacional de Municípios | Comunicação
A Justiça Federal determinou ao Ministério da Saúde que reabra, até as 18h desta quinta-feira (9), o prazo para que médicos de todo o País se habilitem à reincorporação ao Programa Mais Médicos e possam prestar serviços por um prazo improrrogável de dois anos, conforme previsto no Edital nº 09/2020, divulgado no dia 26 de março passado. O prazo original das inscrições já se encerrou na sexta-feira passada.
A decisão liminar (veja a íntegra neste link), assinada pelo juiz federal da 5ª Vara, Jorge Ferraz, deixa ao Ministério da Saúde a possibilidade de estender o prazo para as inscrições além de 9 de abril, considerando-se o feriado da Sexta-Feira Santa e que o resultado do edital, validando as inscrições dos interessados, só está previsto para sair no dia 14 de abril, terça-feira da próxima semana.
Numa primeira decisão, na semana passada, a 5ª Vara negou pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para que todo o processo de reincorporação de profissionais ao Programa Mais Médicos fosse suspenso. O juiz entendeu que tal suspensão “poderia resultar em atraso no cronograma e consequente prejuízo à saúde pública, notadamente devido à crescente demanda no sistema público de saúde, em decorrência da pandemia do vírus Covid-19.”
Direitos violados - O juiz Jorge Ferraz, no entanto, reconsiderou sua decisão depois que a DPU apresentou novos documentos demonstrando que o edital do Ministério da Saúde viola direitos de muitos profissionais da Medicina que, mesmo atendendo aos requisitos para ser reincorporados ao Mais Médicos, não poderiam se habilitar porque não constam de uma relação de 1.894 nomes que integra o edital. De acordo com o narrado pela Defensoria Pública, entre os impossibilitados de participar do processo de seleção aberto pelo edital estão médicos cubanos.
Para a DPU, essa restrição, baseada em listagem supostamente fornecida pela Organização Pan-Americana (OPAS), seria ilegal, por extrapolar os requisitos previstos em dispositivo de uma lei em vigor desde o mês de dezembro do ano passado. Além disso, a relação também violaria os princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que não abriu a possibilidade de impugnação da lista, bem como violou a transparência administrativa, porque não foram expostos os critérios que basearam a indicação dos nomes que compuseram o Anexo II do edital.
A decisão da 5ª Vara ressalta que a própria OPAS negou ter qualquer participação na redação do Edital nº 09/2020 ou mesmo ter subsidiado o Ministério da Saúde para a confecção da lista. A Defensoria Pública também juntou aos autos documentos comprovando o atendimento dos requisitos de reincorporação apresentado por vários médicos, “o que indica a incorreção da lista e, por conseguinte, a ilegalidade da restrição efetuada pelo referido edital”.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Justiça Federal no Pará já liberou mais de R$ 760 mil para o combate ao Covid-19 em várias regiões do estado


A Justiça Federal no Pará já destinou até agora R$ 761 mil para hospitais de várias regiões do estado, que poderão aplicar os recursos na aquisição de materiais e equipamentos relacionados à prevenção e ao combate ao novo coronavírus Covid-19, doença declarada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
As destinações estão sendo feitas por Subseções da Justiça Federal que funcionam no interior, com base no Provimento 10011969, da Corregedoria Geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que autoriza a liberação de recursos provenientes do cumprimento de penas de prestação pecuniária, transação penal e suspensão condicional do processo e acordos de não persecução, prioritariamente para a aquisição de materiais e equipamentos médicos necessários ao combate da pandemia Covid-19.
Além da Subseção de Santarém, que liberou cerca de R$ 280 mil ao Hospital Regional do Baixo Amazonas e ao Hospital Municipal Alberto Tolentino Sotelo, ambos situados no município, o mais populoso em toda a região oeste do Pará, a Justiça Federal nos municípios de Castanhal, na região nordeste do Pará, Itaituba, no oeste do estado, Marabá e Tucuruí, no sul paraense, repassaram R$ 481 mil para vários hospitais.
Santa Casa - A Subseção Judiciária de Castanhal transferiu R$ 199.999,50 para a Fundação Santa Casa de Misericórdia, que funciona em Belém. O ato foi formalizado mediante convênio assinado pelo diretor da Subseção, juiz federal Omar Bellotti, e pelo presidente da FSCMP, Bruno Mendes Carmona.
Por determinação do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa), a Santa Casa tornou-se um dos hospitais de referência no estado para atendimentos de casos de Covid-19 em pacientes referenciados de todas as regiões de saúde, além do atendimento de urgência e emergência à gestantes de alto risco.
De acordo com o convênio, a Santa Casa deverá garantir tratamento médico, sem discriminação em decorrência da origem, aos cidadãos advindos dos municípios de Castanhal, Augusto Corrêa, Bonito, Bragança, Capanema, Curuçá, Igarapé-Açu, Inhangapi, Magalhães Barata, Maracanã, Marapanim, Nova Timboteua, Peixe-Boi, Primavera, Quatipuru, Salinópolis, Santa Maria do Pará, Santarém Novo, São Domingos do Capim, São Francisco do Pará, São João da Ponta, São João de Pirabas, Terra Alta, Tracuateua, Viseu, cidades que compõem a competência territorial da Subseção Judiciária de Castanhal.
Compra de materiais - Em Itaituba, a juíza federal Sandra Maria Correia da Silva deferiu o uso dos recursos no valor de no valor de total de R$ 52.550,58, depositados em conta judicial da Vara, para que sejam adquiridos, em caráter excepcional, materiais e equipamentos médicos necessários ao combate da pandemia Covid-19. Em outra decisão, a magistrada liberou recursos de igual valor para o município de Novo Progresso, também situado na região oeste do Pará.
“Entendo compatível com os requisitos das normas referidas a destinação dos recursos provenientes do cumprimento de pena das prestações pecuniárias deste Juízo Federal para atender ao plano de trabalho apresentado pelo Município de Itaituba, uma vez que destinados a ente público para o exercício de atividade de caráter essencial à saúde da população, valendo destacar, ainda, que a destinação visa à aquisição de itens que facilitaram o combate do COVID-19, bem como dificultarão a sua disseminação/propagação”, escreve a juíza numa das decisões.
Além de Turucurí, que destinou R$ 74 mil ao Hospital Regional instalado município, a 2ª Vara da Subseção de Marabá transferiu à Secretaria de Saúde R$ 100 mil para a aquisição de MedTest Coronavírus IGG/IGM - kits de testes rápidos para diagnóstico do Covid-19. O termo de destinação foi assinado pelo secretário de Saúde, Luciano Lopes Dias. A 1ª Vara está aguardando manifestação da Secretaria de Saúde, de presídios instalados no município e de uma entidade filantrópica, para que digam se têm interesse em receber recursos.

domingo, 5 de abril de 2020

Bom e fiel soldado, comandante da PM entende rapidíssimo o recado do governador Helder Barbalho que lhe foi passado por jornal


Bons e fiéis soldados são, quase sempre, bons e féis cumpridores de recados dos superiores.
E recados de superiores, vocês sabem, não são propriamente recados. São ordens.
O coronel Dilson Junior, comandante-geral da Polícia Militar do Pará, é um bom e fiel soldado, como também bom e fiel cumpridor de recados de seu superior, no caso o governador Helder Barbalho.
Na manhã deste domingo, o Espaço Aberto publicou a postagem sob o título O "Diário do Pará prenuncia um escândalo. E manda um recado do governador Helder Barbalho para o comandante da PM.
Na postagem, destacou-se que, em duas notas (vejam abaixo) publicadas na coluna principal do jornal, na página 2, insinuou-se claramente que o coronel estava se eximindo de suas obrigações funcionais de mandar investigar grossa - para não dizer grossíssima corrupção - que estaria grassando mais do que o coronavírus Covid-19 nos quartéis da PM no sul do Pará.
Pois espiem a nota aí acima.
Se vocês quiserem conferi-la no original, ela está aqui, no perfil da Polícia Militar no Instagram.
Faltou apenas a voz oficial, vazada no comunicado da PM, esclarecer por que o coronel comandante da PM deixou-se notificar ou, se quiserem, deixou-se intimar pelo jornal do governador para abrir o velho e conhecido rigoroso inquérito.
Sabe-se lá por quê.
E o Ministério Público Militar.
Também já está oficialmente (vish!) notificado pelo jornal do governador Helder Barbalho.
E assim vamos tocando o barco.

O "Diário do Pará" prenuncia um escândalo. E manda um recado do governador Helder Barbalho para o comandante da PM.



O Diário do Pará, da família do governador Helder Barbalho, traz na edição deste domingo (05) essas duas notas, que estão na principal coluna do jornal, na página 2.
Elas representam, preto no branco, o prenúncio de um escândalo.
O escândalo é duplo.
Primeiro, pela corrupção desbragada que, segundo o próprio jornal do governador, estaria grassando, mais do que o novo coronavírus Covid-19, em quartéis da Polícia Militar no sul do Pará.
Segundo, porque ninguém menos que o comandante da Polícia Militar, coronel Dilson Junior (com Helder, na imagem abaixo) estaria se omitindo em adotar, como se diz no linguajar burocrático, as devidas providências para instaurar os procedimentos investigatórios a seu encargo.
E omissão de agentes públicos na apuração de indícios de crimes que chegam ao seu conhecimento também é, como todos sabemos, um crime. O crime de omissão.
Eu acredito, sinceramente, até que a Terra é plana.
Mas não acredito, de jeito nenhum, que o governador Helder Barbalho só foi tomar conhecimento desses indícios de escândalo e da omissão do comandante da PM ao ler seu próprio jornal, na manhã deste domingo.
Então, com dizia o Arnaldo, a regra é clara: as duas notas são um recado - explícito, contundente, direto e público - de Helder para o coronel Dilson Junior.
Tipo assim: Eu já sei que tu sabes. Sei também que tu sabes e não estás movendo uma palha pra apurar isso. Portanto, te mexe.
Ah, sim.
E quanto ao Ministério Público Militar, certamente já seu deu por intimado do assunto. E, claro, vai agir.
Vai requisitar a abertura do tal rigoroso inquérito.
Como não?


Comando da PM apresenta propostas para modernizar a corporação ...

sábado, 4 de abril de 2020

Isso daí todo mundo já sabia faz tempo. Até jornalista remista sabia.


A matéria está no site da Folha deste sábado (leia aqui).
Com todo o respeito aos psicanalistas, eu, que não sou psicanalista, mas apenas um jornalista remista que sonha com o Remo na Segunda Divisão (para depois chegar ao topo do mundo), já havia cravado esse diagnóstico desde o dia 1º de janeiro de 2019.
Eu, que não sou psicanalista, mas apenas um jornalista remista, acho que a atitude paranoica e onipotente de Bolsonaro, em meio a essa pandemia, está apenas atingindo picos surpreendentes e imprevisíveis, uma vez que ninguém é capaz de dizer aonde pode parar.
Com um detalhe, nada desimportante - muito pelo contrário: contra o Covid-19, pode-se conseguir uma vacina.
Já contra Bolsonaro, pendurado nos píncaros de sua paranoia, de hipossuficiência intelectual (que em português de Portugal pode ser traduzido exatamente para imbecilidade completa) e de ilusão de onipotência, não existe vacina que dê jeito.
Isso, os psicanalistas ainda não constataram.
Mas eu, apenas um jornalista remista, já.

Belém volta a ter uma vida "praticamente normal". Belém brinca com a própria morte.



O vídeo está circulando aí pelas redes sociais.
É uma alocução do secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame.
“Nós temos visto, gradativamente, a cidade de Belém voltar a uma vida praticamente normal”, diz ele.
O secretário constata uma situação que é visível. E porque visível, também é apavorante, nestes tempos em que todo mundo precisa ficar em casa.
Ainda nesta sexta-feira (03), antes mesmo de tomar conhecimento desse vídeo, o blog publicou postagem de leitora contando que o bairro da Pedreira estava bombando. Isso é o mesmo que “voltar a uma vida praticamente normal”, conforme o linguajar polido do secretário.
O mais pavoroso é que a retomada de “vida praticamente normal” em Belém acontece, justamente, no momento que o Covid-19 está começando – começando, vale repetir – a sua subida célere rumo ao pico.
Essa gente não está brincando com fogo, não.
Está brincando com a própria morte.
Deve estar adorando brincar com roleta-russa.
Que horror!

O Rio, como Belém, também brinca com a própria sorte. E com a própria morte.


A foto acima está na edição deste sábado, de O Globo.
Mostra a orla da Praia de Ipanema lotada, ontem, de ciclistas e pedestres.
Todos em doce ócio.
Como se nada estivesse acontecendo no mundo.
Lá, como cá, o desatino está nas ruas.
Da mesma forma que Belém, o Rio brinca com a própria sorte.
E com a própria morte.

Bolsonaro exibe uma mítica covardia ao desprezar Mandetta enquanto o mantém no cargo

Mandetta reforça distanciamento social um dia após passeio de ...
Mandetta: conduta elogiável à frente do Ministério da Saúde, em meio a esta crise da pandemia
do coronavírus Covid-19, esbarra na paranoia e em outras instabilidades mentais de seu chefe
É intolerável, inadmissível, surpreendente e politicamente idiota - absolutamente idiota - que um presidente, neste Brasil ou em qualquer país da Terra plana - se permita desautorizar publicamente um ministro seu e, ainda assim, mantenha o ministro no cargo.
Mas neste Brasil, em que um presidente da República assume ares e ardores de um lunático de carteirinha, é possível, sim, termos um episódio como o já mencionado, em que o intolerável, inadmissível, surpreendente e politicamente idiota transcendem e transpõem os mínimos níveis de razoabilidade e bom senso.
Em entrevista à Rádio Jovem Pan, na quinta-feira (02), Jair Bolsonaro, esse monumento vivo à tolerância, à sensatez e à mais aguda e arguta sensibilidade política, disse o seguinte, referindo-se a seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta:

Olha, o Mandetta já sabe que a gente esta se bicando há algum tempo. Não pretendo demiti-lo no meio da guerra. Em algum momento, ele extrapolou. Respeitei todos os ministros, ele também. A gente espera que ele dê conta do recado. Tenho falado com ele. Ele está numa situação meio... Se ele se sair bem, sem problema. Nenhum ministro meu é indemissível.

Em seguida, disse que não tem nenhum problema com o ministro da Economia, Paulo Guedes, realçou disse que "Mandetta quer fazer a vontade dele muitas vezes". E complementou: “Pode ser que ele esteja certo”, mas reforçou que "falta humildade" ao ministro da Saúde.
Dizendo isso, Bolsonaro insufla, atiça sua tropa contra o ministro.
E deixa Mandetta politicamente desguarnecido.
E por que ele, o ministro, continua no governo?
Porque até mitos, às vezes, têm medo – senão de uma gripezinha ou de um resfriadinho, pelo menos de reações populares intensas em relação a medidas e condutas que adotam.
Por isso, Bolsonaro, criticando e desautorizando seu ministro, exibe uma mítica demonstração de covardia.
Porque ele não tem coragem, verdadeiramente não, de demitir Mandetta.
Sobretudo agora, após pesquisa da Folha ter atestado que, especificamente na condução da crise da pandemia, Mandetta está com aprovação muito mais alta que a de Bolsonaro.
Porque não tem coragem de demitir o ministro, o presidente o frita em público.
Covardemente.
Só Olavo de Carvalho seria capaz de explicar isso.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Secretário de Turismo de Santarém confirma em áudio que esteve no velório da idosa que morreu de Covid-19



O secretário de Turismo de Santarém, Diego Pinho, confirmou há pouco, em áudio remetido ao Espaço Aberto (ouça acima), que esteve no velório da idosa de 87 anos que morreu no dia 19 de março passado vítima de coronavírus Covid-19, o primeiro caso de óbito causado pela doença registrado oficialmente no estado do Pará.
Como Diego Pinho, centenas de pessoas compareceram não apenas ao velório, mas ao sepultamento da idosa, que era muito popular e integrada à vida da comunidade, sobretudo por ter atuado, durante muito tempo, como uma das lideranças que organizavam a tradicional festa do Çairé (ou Sairé, como queiram), uma das mais concorridas da região oeste do Pará.
“Quando eu obtive a informação [do diagnóstico da morte], na segunda-feira à tarde, tomei a medida de ficar em isolamento, por conta própria. [...] E como não tenho nenhum sintoma, acabei não fazendo nenhum teste”, explicou o secretário.

A Pedreira do Samba e do Amor está bombando. E Bolsonaro, se deliciando.

Bolsonaro foi alvo de hack por usar celular comum, diz jornal ...

Leitora do blog liga agora.
Diz que precisou sair excepcionalmente do isolamento na manhã desta sexta-feira (03) e passou pela Pedreira. Mais especificamente pela Avenida Pedro Miranda.
Ficou impressionada.
No nosso Bairro do Samba e do Amor, está praticamente tendo samba e amor ao ar livre, mesmo em tempos de isolamento.
"Está bombando por lá. Todo mundo na rua. O comércio do bairro funcionando normalmente, feiras, tudo. Parece que nem tem coronavírus Covid-19. Fiquei assustada", ela conta.
Bolsonaro vai adorar saber disso.
Carluxo já está convocando os robôs para viralizarem a hashtag #vaipraruanapedreira

Hospital Metropolitano inicia produção de máscaras-escudo para profissionais da saúde

Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência - Pró-Saúde

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), gerenciado pela Pró-Saúde em Ananindeua (PA), iniciou a produção de máscaras faciais do modelo escudo, para proteção dos colaboradores da área assistencial da unidade. O item é essencial na prevenção do novo coronavírus e será produzido no Laboratório de Tecnologia Assistiva (LABTA), projeto do HMUE vencedor do prêmio Inova SUS em 2019, que utiliza matérias-primas de baixo custo para produzir órteses.

Após uma semana pesquisando materiais e ouvindo especialistas da área de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Controle de Infecção e grupos de pesquisas, a equipe do LABTA desenvolveu uma máscara que resguarda os profissionais da área da saúde e segue todas as recomendações da Anvisa. Ela é um complemento aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, touca, óculos, avental e máscaras cirúrgica ou N95.

A máscara-escudo, estilo _face shield_, é suplementar à utilização das máscaras comuns, protegendo também a região dos olhos, além de ser totalmente higienizável. Trata-se de um equipamento que será produzido na unidade com materiais de baixo custo, como acetato, material que compõe a parte frontal e PVC, responsável pela aderência do equipamento à testa do profissional.

"A máscara protege toda a região facial e cabeça. Os materiais utilizados são resistentes e seguem o padrão utilizado para este tipo de dispositivo, com a vantagem de ser higienizável. A medida que for sendo utilizada, após o atendimento, é obrigatório higienizar e, conforme o desgaste natural, realizar a troca. Nossa equipe está empenhada para fabricar as máscaras. Inicialmente, elas serão direcionadas para os setores de urgência, emergência e internações e, em seguida, para os demais profissionais da equipe assistencial", explica Vitor Vilhena, terapeuta ocupacional do HMUE.

A equipe pretende fazer mais de 150 máscaras de proteção para os colaboradores assistenciais que estão na linha de frente do atendimento aos pacientes. A necessidade surgiu em razão da escassez dos equipamentos de proteção no mercado e o alto número de profissionais que compõem a equipe assistencial e demandas atendidas no Hospital Metropolitano, unidade do governo do Estado do Pará, referência para região metropolitana de Belém em traumas e queimados.

A máscara-escudo teve origem na República Tcheca, no bojo do combate global à Covid-19 devido à alta demanda por equipamentos hospitalares, chegando rapidamente ao Brasil. De acordo com o terapeuta ocupacional e responsável pelo LABTA, Lucas Muniz, o resultado final da máscara-escudo, feita no laboratório, surgiu a partir de estudos e pesquisas com exemplos similares de outras regiões do país.

"Inicialmente, fizemos um protótipo, pois passamos a acompanhar muito de perto as soluções adotadas em outras as regiões e no mundo contra o coronavírus, e então chegamos a esse resultado. Nosso modelo de máscara custa em torno de R$ 5 ou menos, mais barata que a encontrada no mercado. Temos material e recebemos doações, que neste momento são fundamentais para auxiliar na fabricação do dispositivo. A equipe está se revezando no processo de fabricação para dar conta da demanda", afirma Lucas.

Modelo é mais acessível que o 3D

Ainda segundo Lucas, que usou apenas a habilidade manual e quatro materiais acessíveis na produção (acetato, PVC, rebite e elástico), esse é um movimento que pode inspirar novas iniciativas. "Apesar de termos todo o equipamento para fazer as máscaras e seguirmos um modelo, moldando de acordo com a necessidade de proteção e com base em protocolos do **Ministério da Saúde** e Anvisa, nosso método é mais simples, ou seja, diferente dos feitos com tecnologia 3D. Portanto, mais pessoas ou hospitais podem seguir nossa iniciativa e produzir esse equipamento para atender suas necessidades", complementa Lucas.

Após a fabricação, a equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar e Segurança e Medicina do Trabalho receberão as máscaras, que serão preparadas para higienização e, em seguida, distribuídas para os profissionais de saúde do Metropolitano. A expectativa é que 20 profissionais já recebam o dispositivo nesta primeira semana de produção.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Médico que fez exames em idosa é premiado e muito benquisto em Alter do Chão, mas no momento está inacessível. Familiares sustentam que ela nunca apresentou sintomas de Covid-19.

Coronavírus (COVID-19): informe-se aqui! - Brasil Escola 

Postagem atualizada às 12h30

Até este momento, ninguém sabe e ninguém viu o médico que colheu as amostras para o exame da idosa de 87 anos, que morreu vítima do coronavírus Covid-19 no distrito de Alter do Chão, em Santarém, no dia 19 de março. O caso vem sendo alvo de procedimentos investigatórios do Ministério Público – tanto o do Pará como o Federal -, uma vez que não foram observados vários procedimentos exigidos para a detecção do coronavírus Covid-19, inclusive a realização de exames pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).
O profissional, que não é paraense, mora em Alter do Chão e, segundo apurou o Espaço Aberto, é muito estimado no distrito. “Ele é uma pessoa muito boa e bem querida em Alter. Médico despojado, muito simples e que sempre lutou pela coletividade. Sempre ouço coisas boas a respeito do seu trabalho, apesar de não ter amizade com ele. É uma pena o que aconteceu. Quando era médico do posto de saúde de Alter do Chão, ganhou muitos prêmios. O posto era referência em nível nacional”, disse uma das fontes ouvidas pelo blog, no início da madrugada desta sexta-feira (03).
O médico ainda não pôde ser localizado para explicar sua participação no caso, eis que foi o responsável pela requisição do exame, pela remessa ao Laboratório Hermes Pardini, em Belo Horizonte (MG) – e não ao Lacen - e pelo preenchimento de um formulário que não poderia ter assinado, já que “não é servidor municipal e tampouco prestador de serviços ao SUS”, conforme expressões constantes de expediente remetido pelo secretário de Saúde, Alberto Beltrame, enviado ao Ministério Público do Pará, pedindo investigação para apurar responsabilidades.

Sem sintomas do Covid-19
O Espaço Aberto está de posse do número do celular do médico. O código é de outro estado, mas ele não responde às ligações e nem lê as mensagens por WhatsApp, porque o celular, ao que tudo indica, está desligado ou fora de área.
O blog apurou ainda que a senhora que faleceu morava com três filhos. Eles já afirmaram que ela nunca apresentou qualquer um dos sintomas do Covid-19 (sobretudo os mais conhecidos, como febre, dor de garganta, dificuldade para respirar e, eventualmente, diarreia). Seus problemas de saúde, segundo narrativa que têm apresentado, eram os típicos de uma octogenária cuja saúde vem sendo progressivamente debilitada em decorrência da idade avançada.
Ainda ninguém consegue explicar por que o médico requisitou o exame. Provavelmente, fez isso porque, ao examinar a paciente na casa dela, detectou alguma anomalia (tanto é assim que o atestado de óbito aponta broncopneumonia e insuficiência respiratória com as causas da morte). Mas já se sabe que as amostras do exame da mulher examinada foram colhidas pelo Laboratório Santos, de Santarém, que posteriormente as remeteu para o Hermes Pardini, com o qual é conveniado.
Tão logo o laboratório de Belo Horizonte emitiu o laudo, encaminhou-o ao Laboratório Santos, que por sua vez remeteu-o à Secretária Municipal de Saúde (Semsa), já que deu positivo a infecção por Covid-19. Em nota (veja ao lado), o laboratório de Santarém garante que seguiu todas as recomendações e imposições administrativas e legais exigidas pelas autoridades.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Familiares de idosa que morreu em Alter do Chão fazem exames e podem ir à Justiça. MPPA e MPF instauram procedimentos investigatórios.



Não será por falta de investigação que deixará de ser esclarecida a morte de uma idosa de 87 anos no distrito de Alter do Chão, em Santarém, o primeiro óbito oficialmente registrado no Pará em decorrência do novo coronavírus Covid-19, a pandemia mais assoladora desde a Gripe Espanhola, no início do Século XX.
Além do Ministério do Público do Pará (MPPA), o Ministério Público Federal (MPF) também já entrou em campo para investigar as circunstâncias da morte da mulher, cujos familiares passaram a divulgar vídeos e áudios colocando em dúvida o diagnóstico anunciado pela Sespa, o que levou a secretaria a tornar públicos documentos como o laudo, emitido por um laboratório de Belo Horizonte (MG), o atestado de óbito e um expediente assinado pelo secretário de Saúde, Alberto Beltrame, pedindo que o caso seja investigado.
O procedimento investigatório criminal (PIC) do MP do Pará, já instaurado, corre em caráter sigiloso e tem à frente a promotora Lilian Furtado Braga, da 8ª Promotoria de Justiça da Saúde e Educação de Santarém. O MPF, que instaurou um inquérito civil, vai buscar esclarecimentos, entre outros pontos, sobre os procedimentos de notificação adotados pelo Município de Santarém, as razões de a família não ter sido devida e previamente informada e o acompanhamento do quadro clínico e isolamento social que foram e que serão adotadas para prevenir a disseminação da Covid-19, a partir de pessoas que tiveram contato com a senhora que faleceu.
O Espaço Aberto apurou, nesta quinta-feira (02), que vários familiares da idosa já se submeteram a exames para detectar se contraíram o Covid-19, sobretudo os que moravam com ela. Com base nos exames, vão avaliar a pertinência de entrar ou não com ações judiciais para responsabilizar profissionais de saúde, entidades ou mesmo entes públicos por eventuais equívocos ou danos morais que eventualmente tenham sido causados à família e mesmo à paciente que faleceu.

Inconsistências
Conforme o Espaço Aberto mostrou, em postagem feita nesta quarta-feira, o expediente (veja a íntegra nas imagem acima) remetido pelo secretário de Saúde ao procurador-geral de Justiça, Gilberto Martins, traz à tona graves incongruências e inconsistências sobre a morte da idosa.
Ela morreu no dia 19 de março. No dia 18, portanto quando ela ainda estava vida, foi recebida a amostra para o exame laboratorial, que ficou pronto no dia 24.
Mas por que a amostra foi colhida?
Os familiares pediram?
Se pediram, alguém tinha suspeita de que a mulher estava infectada pelo vírus?
Ela apresentava algum dos sintomas de Covid-19 nos dias anteriores à sua morte?
Por que o exame não foi feito em Santarém mesmo?
Por que foi mandado para um laboratório particular em Belo Horizonte, e não para o Laboratório Central (Lacen) da Sespa?
E o médico, que nem é funcionário público municipal, por que não notificou a Sesma ou a Sespa de que a paciente era um “caso suspeito”, como era “seu dever legal”, conforme expressões do próprio secretário, vazadas no expediente remetido ao MP?
Todas essas questões, espera-se, serão passadas a limpo nos procedimentos investigatórios dos dois MPs.

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Justiça Federal manda UFPA antecipar a colação de grau de 65 estudantes do curso de Medicina para ajudar no combate ao Covid-19

1ª repescagem do PS 2020 da UFPA é divulgada - Brasil Escola
A Justiça Federal expediu decisão liminar determinando à Universidade Federal do Pará (UFPA) que antecipe a colação de grau de 65 alunos do curso de Medicina para ajudar no atendimento a pacientes infectados com o Covid-19, doença declarada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Até agora, segundo mais recentes da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), há 41 casos confirmado em todo o estado, com o registro de uma morte.
“O povo brasileiro precisa da coragem e da força de trabalho desses estudantes e, principalmente, que eles cumpram na íntegra o juramento de Hipócrates”, afirma o juiz federal da 1ª Vara, Henrique Jorge Dantas da Cruz, na decisão (veja a íntegra neste link) assinada nesta quarta-feira (01).
O magistrado estabeleceu o prazo de 72 horas para que a UFPA providencie a colação de grau e a expedição dos referidos diplomas dos autores da ação. Todos eles começaram a vida acadêmica em 2014 e estão cursando o 12º período, com previsão para a conclusão do curso no fim do primeiro semestre deste ano.
Na ação, os formandos de medicina alegam que não cursam mais qualquer matéria teórica e já ultrapassaram as horas de aulas práticas relacionadas ao internato. Com isso, entendem que já se encontram aptos e qualificados para o mercado de trabalho.
Emergência - Os estudantes acrescentam ainda que, em razão da pandemia do novo coronavírus, há necessidade de grande número de profissionais de saúde prontos para atendimento de emergência, em razão da situação atual de excepcionalidade, o que está plenamente comprovado com o decreto de calamidade pública já publicado e em plena vigência.
“As coisas estão fora da normalidade”, reconhece na decisão o juiz federal, mencionando a declaração pública de pandemia em relação ao novo coronavírus pela OMS, no dia 11 de março, a Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional, também decretada pela Organização Mundial de Saúde no dia de 30 de janeiro, e a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de mensagem presidencial que reconheceu o estado de calamidade pública em todo o Brasil.
A decisão também ressalta que, nesta quarta-feira (01), o Poder Executivo, por meio da Medida Provisória nº 934, abriu a possibilidade de abreviar a duração dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia. Com essa MP, argumenta juiz, a carga horária foi flexibilizada, o que confere respaldo jurídico à pretensão dos autores da ação, uma vez que não estão conseguindo adiantar administrativamente a colação de grau, tendo em vista as medidas de isolamento que a própria UFPA passou a adotar a partir do dia 19 de março.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Morte de idosa em Alter do Chão não é propriamente um caso médico. É um caso de polícia.



A Secretaria de Saúde do Pará publicou há pouco, em sua conta no Twitter, documentos para desmentir um tsunami de áudios e vídeos que inundam as redes sociais desde o início da tarde desta quarta-feira (01), depois que a própria Sespa confirmou a primeira morte por Covid-19 no estado. A vítima foi uma senhora de 87 anos que residia em Alter do Chão, distrito de Santarém, no oeste do Pará.
Nos áudios, netos e outras pessoas próximas à família põem em dúvida o diagnóstico laboratorial apresentado, afirmam que a idosa morreu no dia 19 de março, “de velhice” (segundo a linguagem utilizada nas mensagens), e garantem que nunca souberam que ela tinha Covid-19, tanto é assim que continuaram a seu lado, até os últimos momentos de vida. E tanto o velório como o sepultamento atraíram centenas de pessoas, já que ela era muito popular em Alter do Chão.
Entre os documentos apresentados, um deles, evidentemente, é o exame laboratorial, que foi feito em Belo Horizonte (MG). Pois é por aí, por esse detalhe - um exame feito em Minas Gerais -, que começa uma série de dúvidas que apenas uma investigação, rigorosa e rápida, da polícia e do Ministério Público, será capaz de elucidar.
Todas as dúvidas, incongruências e inconsistências deste caso estão expostas, preto no branco, com todas as letras, em português de Portugal, em expediente datado de 25 de março, assinado por ninguém menos que o secretário de Saúde, Alberto Beltrame, e endereçado ao procurador-geral de Justiça, Gilberto Martins.
Vejam nas imagens a íntegra do documento.
Está dito lá que a senhora morreu no dia 19. No dia 18, portanto quando ela ainda estava viva, foi recebida a amostra para o exame laboratorial, que ficou pronto no dia 24.
Mas por que a amostra foi colhida?
Os familiares pediram?
Se pediram, alguém tinha suspeita de que a mulher estava infectada pelo vírus?
Ela apresentava algum dos sintomas de Covid-19 nos dias anteriores à sua morte?
Por que o exame não foi feito em Santarém mesmo?
Por que foi mandado para um laboratório particular em Belo Horizonte?
E o médico, que nem é funcionário público municipal, por que não notificou a Sesma ou a Sespa de que a paciente era um “caso suspeito”, como era “seu dever legal” fazê-lo, conforme expressões do próprio secretário, vazadas no expediente remetido ao MP?
Esse não é apenas um caso médico ou laboratorial. É um caso de polícia.
Convém que o Ministério Público requisite, com urgência, a instauração de inquérito para esclarecer as 1.500 perguntas que saltam aos olhos de qualquer um.

Sepultamento de idosa que morreu de Covid-19 em Alter do Chão teve a presença de dezenas de pessoas. Família está apavorada.



A população de Alter do Chão, o balneário que fica em Santarém, no oeste do Pará, está apavorada após a confirmação pela Sespa, no início da tarde desta quarta-feira (01), de que uma senhora de 87 anos morreu vítima do Covid-19. Ela morreu no dia 19 de março, mas a Sespa diz que foi informada do óbito apenas no dia 25, quando começou a fazer o inquérito epidemiológico.
Mensagens - escritas, por áudio e vídeo - remetidas por ao Espaço Aberto por leitores de Santarém informam que a preocupação maior deve-se ao fato de que a idosa que faleceu era muito conhecida e muita querida em Alter do Chão, inclusive por ter sido uma das lideranças que participavam ativamente da organização da festa do Sairé.
Por causa dessa popularidade, tanto o velório como o sepultamento da idosa contou as presenças de dezenas de pessoas. E mais do que os presentes aos atos fúnebres, os familiares da idosa é que estão realmente amedrontados, uma vez que, segundo dizem, não sabiam em nenhum momento que ela havia contraído o Covid-19. Tomaram conhecimento apenas hoje, quando a Sespa divulgou o diagnóstico.
Por causa disso, os familiares já estão procurando as autoridades de Saúde para se submeterem a testagens que poderão confirmar se contraíram ou não a doença.

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Não assisto ao BBB. Mas passarei a assistir. Só pra ser contra bolsonaristas.

Felipe Prior é eliminado do 'BBB20' com 56,73% dos votos | Pop ...

Não assisto o BBB.
Ontem à noite, inclusive, confinado no último e mais recôndito quarto, em isolamento até de mim mesmo (credo!), tomei um susto quando escutei, lá pela meia noite, um barulhão. Daqueles bem estridentes.
Era parecido com o festejo de um gol cortando o silêncio da noite.
Um gol em RexPa valendo título.
Fui perguntar a uma confinada o que estava acontecendo.
Não era nada, não.
Era só um paredão do BBB.
E me disseram que essa efusão toda era porque bolsonaristas (à frente Eduardo, o que fritou hambúrguer no frio do Maine, coitado, e não chegou a ser embaixador) estavam despejando votos para evitar que esse brother (na imagem) que acabou sendo eliminado.
Esse, todavia, não foi o detalhe importante pra mim.
O detalhe importante, este sim, é que os Zeros (01, 02 e 03), ao que parece, assistem ao BBB.
Então, passarei a assistir ao programa.
Só pra ser contra todos os que eles apoiarem.
É isso.

Bolsonaro cai no choro. E busca outros colos, que não o de dona Michelle.

O presidente Jair Bolsonaro conversa com jornalistas na saída do Alvorada, na segunda

A Folha informa que Bolsonaro, isolado (apenas politicamente, é claro) depois de maluquices compulsivas, caiu no choro.
Com lágrimas jorrando a rodo, foi buscar o colo de quem?
De dona Michelle?
Dos serenos, acomodados, lúcidos e cheios de temperança Zero 1, Zero 2 e Zero 3?
De Olavo Terra Plana de Carvalho?
Não.
Foi buscar o colo dos militares - um verdadeiro batalhão - que o cerca no Palácio do Planalto.
O que Bolsonaro espera com isso?
Carinho seguramente não é.
Afagos, também não.
Ternuras, muito menos.
Queremos crer que ele busca aconselhamentos que, institucionalmente, tirem-no do isolamento, da segregação, da exclusão em que se encontra.
Mas é besteira.
Ninguém, jamais, em tempo algum, haverá de fazer com que esse homem tenha um mínimo de bom senso.
Porque ele é a imoderação em pessoa.
Ele é o deboche
Ele é a insensatez.
Ele é a fake news em carne e osso.
Bolsonaro está, convenhamos, transtornado.
Com isso, tenta transtornar o Brasil inteiro.
Que horro!

Pequenos municípios do interior do Pará precisam intensificar medidas que garantam o isolamento



As imagens acima foram mandadas há pouco por leitora do Espaço Aberto que reside em São Félix do Xingu, município do sul do Estado, com 125 mil habitantes.
Vocês estão vendo ruas - que estão no centro da cidade - com pouco movimento.
Mas não concluam que São Félix está em completo isolamento social.
Não está.
Na semana passada, ao que diz a leitora, o movimento era bem menor. Mas agora, nem tanto.
A notícia animadora é que comerciantes disponibilizaram álcool em gel na entrada de seus estabelecimento, nos restaurantes as mesas estão mais afastadas umas das outras, nas lojas as pessoas são aconselhadas a observar um distanciamento maior entre si etc.
Mas a situação em São Félix do Xingu é uma demonstração de que prefeitos de municípios dispersos por este verdadeiro mundo amazônico precisam ficar mais vigilantes e intensificar orientações para que as pessoas fiquem em casa. Completamente isoladas.
Como demonstram os últimos dados sobre o coronavírus, divulgados pelo Ministério da Saúde, a baixa, para não dizer baixíssima, densidade demográfica na Amazônia é um fator que pode estar contribuindo bastante para que o número de infectados ainda seja bem pequeno.
Mas não custa as prefeituras, inclusive as de municípios menores que São Félix, adotarem medidas mais concretas para que suas populações fiquem em casa, pelo menos até meados deste mês de abril, quando, tudo indica, haverá o pico do contágio no Brasil e em vários países.

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