Paris, 7 de janeiro de 2015
Charge para O LIBERAL.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Helder administra orçamento minguante na Pesca
Se pretende mesmo passar os próximos quatro anos à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura, pavimentando sua candidatura ao governo do Estado em 2018, o peemedebista Helder Barbalho terá que se virar nos trinta – e ponham trinta nisso – para não chegar ao final de sua gestão sentado à porta do ministério, estendendo literalmente um chapéu para os passantes.
Uma rápida, banal, singela consulta ao Orçamento da União, disponível para qualquer cidadão no sítio do Ministério do Planejamento, mostra que os recursos orçamentários destinados à pasta comandada pelo peemedebista enfrentam uma redução violenta – para não dizer violentíssima – nos últimos três anos.
Helder precisará fazer um exercício e tanto para administrar um orçamento minguante - na exata e precisa acepção do termo.
Espiem só nas imagens acima. Elas foram pinçadas pelo Espaço Aberto diretamente das planilhas que se encontram sítio do Ministério do Planejamento.
Em 2013, o Orçamento da União (veja aqui as discriminações ministério por ministério) reservou à pasta de Helder Barbalho R$ 630.004.245,00.
Em 2014 (discriminações aqui), esse valor decresceu para R$ 428.097.269,00 – um corte de exatos R$ 201.906.976,00, ou seja, um terço do valor consignado no exercício anterior.
E em 2015? A peça orçamentária que ainda está para ser aprovada pelo Congresso (aqui as discriminações) reserva à gestão do ministro Jader Barbalho apenas R$ 254.661.563,00. O valor é três vezes menor que o de 2010, quando a pasta dispôs de R$ 803.680.483.
Resumo da ópera: de 2013 para 2014, o orçamento da Pesca teve uma queda de nada menos de 60%. De 2014 para este ano, o corte é de 40%.
Se a toada continuar nos próximos anos, Helder que prepare o chapéu.
O silêncio. A paz. E o horror! Por que se mata?
O horror está onde nem imaginamos.
O horror acontece quando menos esperamos.
O poster tem uma mania - mesmo, no duro, uma mania confessa: embrenhar-se, em qualquer cidade, por ruas, becos, passagens - impasses, chamam os franceses -, normalmente percorridos apenas pelos, digamos assim, nativos.
Em Paris, por exemplo.
Nenhuma cidade do mundo - nenhuma mesmo, acredito - é tão convidativa para se andar à toa, despreocupadamente, descompromissadamente, bestamente, sem rumo, ao léu como Paris.
A cidade, parece, foi feita para se andar, para se perambular sem ter pra onde e sem hora pra voltar.
Não sem coincidência, encarna o flâneur - verdadeiro, legítimo, autêntico - apenas quem está em Paris, mas numa atitude, repita-se de andar ao léu, de andar sem rumo.
Em Paris, como não andar bestamente, pensando em nada?
Como não andar apenas com os olhos postos em nada e tudo ao mesmo tempo?
Em Paris, nas vielas, nos becos, impasses, sem ninguém por perto, ouvindo o som das portas sendo fechadas por quem chega do trabalho, ouvindo raramente o choro do bebê que ressoa lá de dentro, assistindo aos passos rápidos de quem caminha com o pão enfiado debaixo do braço, nesta Paris, algumas vezes flanando, já pensei bestamente, implausivelmente assim: "Num lugar como esse, tão sossegado, tão à margem dos bulícios, que seriam capaz de assaltar alguém, quem seria capaz de causar alguém mal a uma pessoa, a qualquer hora do dia? Num lugar desse, quem praticaria um atentado?"
Por várias vezes, pensei assim e depois fiquei pensando: por que pensei?
Sei lá. Nunca tive resposta pra isso.
Mas ontem tive.
Ontem, vendo o local onde três facínoras mataram 12 pessoas num atentado terrorista, o maior da França em 50 anos, lembrei-me fortemente dessas repetidas experiências a que Paris nos convida e nos estimula.
Olhem na imagem acima, do Google.
Aí está a imagem da sede do Charlie Hebdo. O prédio, de número 10, fica na rua rua Nicolas Appert, o local do atentado. Aqui, imagens da rua.
O pôster nunca esteve na Nicolas Appert. Mas, flanando, já esteve perto. Muito perto. Várias vezes.
Ali por perto, é uma experiência revigorante perder-se pelas ruelas, becos e vielas do Marais - não naquelas ruas por onde, parece, o mundo inteiro bater perna trança pra cá e pra lá.
É revigorante, sim, tomar os rumos do silêncio, pegar as rotas do sossego, seguir na trilha do recato, perceber um pouco da cidade vivendo por si mesma, e não sob impulsionada sob o ritmo de turistas apressados e barulhentos.
No Marais, aliás, bem perto da Nicolas Appert, o local do atentado, está um monumento à selvageria, ao abominável, à violência, à intolerância. É uma placa, lembrando o atentado que matou seis judeus, em 1982, no Restaurante Goldenbert, hoje local de uma delicatessen na Rua de Rosiers (vejam, abaixo, nas fotos do blog).
Mais perto da Nicolas Appert, já deu para flanar por algumas ruas que desembocam no belo Boulevard Richard Lenoir, extensão do Canal Saint Martin (abaixo, nas fotos do blog)., um dos recantos mais prazerosos de Paris.
São todas calmas, sossegadas, sem gente, silenciosas, recatadas, escondidas. Às vezes, misteriosas. Às vezes ecoando apenas algumas passos que avançam.
São ruas como a Nicolas Appert, número 10.
Ontem, o pôster concluiu que o pensamento besta experimentado em várias ocasiões não era, infelizmente, tão besta, tão despropositado, implausível e inadmissível assim.
Porque, sim, num lugar como esse, tão sossegado, tão à margem dos bulícios, com um aspecto de esquecido, desligado do tempo e inacessível ao mal, à violência e à selvageria, enfim, num lugar assim, o ódio, a violência, a brutalidade sem fim, a barbárie, a intolerância e a irracionalidade ceifaram a vida de 12 pessoas.
Doze.
O horror! O horror!
O horror está onde nem imaginamos.
O horror acontece quando menos esperamos.
| A delicatessen Goldenberg, local de atentado em 1982, e a placa indicativa do horror: nas ruas do Marais, a mesma calma da Nicolas Appert foi rompida pela selvageria (Fotos do Espaço Aberto) |
Deputado diz que Cabo Pet comandava um grupo de extermínio em Belém
"Temos a clara convicção de que o Cabo Pet comandava um grupo de extermínio, que agia como justiceiro e cobrava taxas diferenciadas de famílias e empresários, oferecia serviços de segurança privada, quase como uma imposição, pois quem se recusasse teria a casa invadida ou assaltada", revelou nesta quarta-feira, 7, o deputado Edmilson Rodrigues (Psol), autor e membro da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a existência de grupos de extermínio no Pará. A CPI já colheu vários depoimentos, na Assembleia Legislativa do Pará.
Nesta quarta-feira, 7, prestaram depoimento a diretora de Polícia Especializada, delegada Ione Coelho, e dla ouvidora do Sistema de Segurança Pública, Eliana Fonseca. A oitiva ocorreu a portas fechadas, pela manhã, na presença dos deputados Edmilso, do relator Carlos Bordalo (PT), do presidente Augusto Pantoja (PPS) e Tetê Santos (PSDB).
Ao reafirmar a participação de policiais nesses grupos, Edmilson preocupou-se em não generalizar o envolvimento de membros da corporação. "Cobra-se por uma proteção que deveria ser pública. É inadmissível que pessoas usem o cargo de policial para atender interesses próprios".
Edmilson reconheceu o mérito do trabalho policial que apurou as chacinas de Icoaraci e de Santa Izabel do Pará, entre outros, mas reivindicou do governo uma política efetiva de coíba o uso da força do estado para atender interesses particulares.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Nesta quarta-feira, 7, prestaram depoimento a diretora de Polícia Especializada, delegada Ione Coelho, e dla ouvidora do Sistema de Segurança Pública, Eliana Fonseca. A oitiva ocorreu a portas fechadas, pela manhã, na presença dos deputados Edmilso, do relator Carlos Bordalo (PT), do presidente Augusto Pantoja (PPS) e Tetê Santos (PSDB).
Ao reafirmar a participação de policiais nesses grupos, Edmilson preocupou-se em não generalizar o envolvimento de membros da corporação. "Cobra-se por uma proteção que deveria ser pública. É inadmissível que pessoas usem o cargo de policial para atender interesses próprios".
Edmilson reconheceu o mérito do trabalho policial que apurou as chacinas de Icoaraci e de Santa Izabel do Pará, entre outros, mas reivindicou do governo uma política efetiva de coíba o uso da força do estado para atender interesses particulares.
Fonte: Assessoria de Imprensa
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Ex-noiva vai receber indenizada por ter sido traída
Do Fato Notório
A Sétima Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve sentença da comarca de Rio Claro (SP) para condenar um homem a pagar indenização por danos morais à ex-noiva. Ele a teria traído e cancelado o casamento, de acordo com os autos.
O valor é de aproximadamente R$ 1,8 mil. A autora também pretendia receber indenização por danos morais sob o argumento de que descobriu uma traição cinco meses antes do casamento, motivo do rompimento da relação. A turma julgadora, no entanto, negou o pedido.
O relator do recurso, desembargador Rômolo Russo, ressaltou em seu voto que realmente houve abalo emocional por parte da autora, mas essa sensação não é indenizável no status jurídico.
“Nosso ordenamento não positiva o dever jurídico de fidelidade entre noivos ou namorados. Tal previsão restringe-se ao casamento civil (artigo 1.566, inciso I, do Código Civil). A conduta do apelante, portanto, não configura ato ilícito que acarretasse diretamente indenização por dano moral.”
E também afirma: “É inegável que houvera a quebra abrupta nas expectativas da autora. No entanto, essa decepção, tristeza e sensação de vazio é fato da vida que se restringe à seara exclusiva da quadra moral e, portanto, não ingressa na ciência jurídica. Por isso, mesmo reconhecendo-se certa perturbação na paz da apelada, tal não é indenizável em moeda corrente”.
Zenaldo x Kaveira. Kaveira x Zenaldo. O confronto.
Vish!
Parece que este Carnaval não vai ser - não mesmo - igual àquele que passou para o prefeito Zenaldo Coutinho e para o, digamos assim, animador cultura Kaveira.
E parece que os moradores da Cidade Velha também estarão no meio da fuzarca, da folia, do ciclone, seja lá o que for, que o Kaveira e seu bloco promovem aos domingos no bairro.
A disputa entre Zenaldo e Kaveira já rola na Justiça e nas redes sociais.
E rola em tons dois mais contundentes, ressalte-se.
Na Justiça, a juíza plantonista Margui Bittencourt, deferiu no último sábado uma liminar (vejam abaixo) que garante à Associação dos Foliões e Fanfarras da Cidade Velha (Asfavelha), entidade que representa a promoção de Kaveira, o direito de montar palco e camarote dos idosos, conforme projeto aprovado pelo Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Estado.
Nas redes sociais, Zenaldo é apresentado como o Füher do Carnaval paraense, como se vê acima, na fan page do Jambu do Kaveira no Facebook.
Os próximos lances prometem ainda mais.
É que o Município de Belém já se mexe para derrubar a liminar concedida pela juíza Margui Bittencourt.
Para tanto, arma-se com provas indicando, entre outras cositas, até ligações clandestinas que estariam sendo feitas na Cidade Velha, por conta do Carnaval do Jambu.
Eita pau pereira!
Eita!
O Utinga devassado. E vejam só como está.
Espiem só as fotos acima.
São do Utinga, aquela pérola indevassável, inacessível às câmeras fotográficas, mas não aos celulares.
São fotos do Parque Ambiental do Utinga, feitas com um telefone celular, muito embora o cidadão que ousar aparecer por lá com uma câmera fotográfica precise se submeter a questionamentos e burocracias que nem ditaduras como a da Coreia do Norte adotam.
Pois bem.
As fotos, remetidas por leitor aqui do Espaço Aberto, foram tiradas ontem.
São recentíssimas, portanto.
E mostram a pitição de miséria em que se encontram certas paragens dentro do parque, com passarela caindo pelas tabelas.
Quer dizer: tirar fotos no interior do Utinga com câmeras fotográficas não pode. Mas pode deixar vários pontos do parque no abandono.
A propósito, sobre a proibição esdrúxula o Espaço Aberto remeteu à Assessoria de Imprensa da Semana, na última segunda-feira, o seguinte e-mail:
Olá, bom dia.
Frequentemente, caminho no Parque do Utinga.
Dia desses, encontrei com amigo que foi barrado à entrada porque estava portando uma máquina fotográfica.
A alegação é de que ele não poderia tirar fotos com a câmera. Mas com o celular, sim.
A determinação, convenhamos, é um disparate completo. A propósito, fiz postagem (aqui).
Depois, tomei conhecimento de que o mesmo aconteceu com outras pessoas (aqui).
Gostaria que a Sema esclarece duas coisas?
1. A proibição se ampara em que ato formal? É uma portaria? Uma resolução? Existe alguma dispositivo legal? Se existe, qual é?
2. Não é uma completa incongruência em barrar a entrada de gente com câmera fotográfica, mas não com telefones celulares, que permitem tirar fotos de qualidade até muito maior do que muitas câmeras?
Aguardo os esclarecimentos e, desde já, agradeço.
Até agora, nenhuma resposta.
Até agora, nem uma resposta.
Um ministério diverso. Mas será também divertido?
| Kátia Abreu: apenas divergências conceituais sobre o latifúndio? |
Muito bacana mesmo a primeira divergência pública no plúrimo, diverso e, parece, muito divertido ministério do governo Dilma II.
E olhem que a primeira divergência já começou em duas áreas, digamos, afins - a do Desenvolvimento Agrário, que tem como titular Patrus Ananias, e a da Agricultura, da ex-democrata e ex-antipetista Kátia Abreu.
A divergência é simples.
Ela diz que latifúndio não existe mais no Brasil.
Ele, ao contrário, sustenta que não apenas existe, como ressalta que não basta apenas derrubar as cercas do latifúndio.
Divergências apenas conceituais?
Talvez sim.
E as divergência gerenciais? Essas é que são perigosas.
Se ministros limitarem suas divergências a conceitos, aí tudo mais ou menos.
O essencial, no entanto, é se enquadrarem em orientações seguras, dentro de linhas de atuação perfeitamente claras - para a esquerda ou para a direita, para o bem ou para o mal, mas claras, de qualquer forma.
É o mínimo que se pretende para que esse ministério de Dilma tenha alguma coerência.
Do contrário, será apenas isto: plúrimo e diverso, mas divertido.
Muito divertido.
Celpa aparece no topo do ranking de queixas
Do Amazônia
A Celpa (Centrais Elétricas do Pará) foi a empresa mais contestada pelos consumidores paraenses, em 2013. Segundo o Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas (CNRF), do Ministério da Justiça, o grupo recebeu 775 reclamações ao longo do ano.
Os clientes reclamaram mais sobre os problemas com cobranças indevidas ou abusivas (691 chamados), mas também relataram ter sido alvo de outras transgressões da companhia, como a recusa injustificada em prestar serviço, o não pagamento de indenização, o atendimento ruim, os danos materiais provocados por produtos ou pelo serviço da Celpa e o descumprimento de leis em diversas ocasiões.
Os números e informações foram disponibilizados no Portal Brasileiro de Dados Abertos, do governo federal, e divulgados ontem no Diário Oficial da União. Conforme o publicado, o CNRF registrou 7.221 protestos feitos à Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Estado do Pará no ano retrasado.
O relatório revela que quase 2 mil reivindicações feitas no Estado estavam relacionadas a cobranças indevidas. Mais de 300 empresas aparecem na tabela com reclamações registradas por cidadãos que moram no Pará.
O CNRF tem publicações de anos anteriores, mas, até o fechamento desta edição, a visualização estava indisponível. O Cadastro é formado pelas Reclamações fundamentadas finalizadas no período de 12 meses pelos Procons integrados ao Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec). O documento consolida as reclamações contidas nos Cadastros Estaduais e Municipais publicados anualmente no dia 15 de março - Dia Mundial do Consumidor.
Reclamações - Na nomenclatura do Sindec, reclamação se refere ao atendimento realizado pelo Procon em que se instaura um processo administrativo. Esta terminologia foi adotada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Em geral, de acordo com o Ministério da Justiça, são tratadas por meio de processo administrativo as demandas que envolvam descumprimento de acordos feitos em outros tipos de atendimento, reincidência do fornecedor em determinada conduta, ou urgência/gravidade da demanda.
A elaboração do Cadastro é um dever de todos os órgãos públicos de defesa do consumidor, por força do artigo 44 do CDC, que determina a manutenção de “cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-los pública e anualmente”. Além de cumprir a normativa, a publicação anual do Cadastro também objetiva dar publicidade à sociedade quanto à conduta de fornecedores, incentivá-los à melhoria contínua, assim como informar os consumidores e subsidiar políticas públicas.
O que ele disse
"Ignorar ou negar a existência da desigualdades e da injustiça é uma forma de perpetuá-los. Não basta derrubar a cerca dos latifúndios, é preciso derrubar também as cercas que nos limitam a uma visão individualista e excludente do processo social."
Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, deixando claro a que veio, ao expor sua primeira divergência com Kátia Abreu, a ministra da Agricultura.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Helder Barbalho na mira do fogo amigo do PMDB
![]() |
| A ministra Kátia Abreu: ela, Helder Barbalho e outros integrantes do PMDB no primeiro e segundo escalões precisam semear cautelas, para não colherem tempestades |
É que, diante da reação inamistosa - para dizer o mínimo - do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), à premiação do PMDB com pastas ministeriais que ele próprio considera insignificantes e sem qualquer visibilidade política, é bem provável que as batalhas agora se travem com maior evidência durante as votações, tanto no Senado quanto na Câmara.
Renan se acha credor do Palácio do Planalto, entre outras coisas, porque enfrentou desgaste político relevante ao aceitar o desafio de fazer com que o Congresso votasse e aprovasse, no finalzinho do ano passado, o projeto do governo que alterou as metas do superávit, numa manobra fiscal que praticamente sepultou, com choros e velas, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Como o presidente do Senado avalia que tanto ele como o partido não foram contemplados na devida proporção com pastas mais expressivas politicamente, é muito provável que Helder Barbalho, Kátia Abreu e outros poucos peemedebistas do primeiro e segundo escalões venham a ser fustigados sem qualquer cerimônia pelo fogo amigo do PMDB.
É esperar para conferir.
Ah, sim: e por falar nisso, ontem, na posse de Kátia Abreu no Ministério da Agricultura, apenas três senadores peemedebistas estavam lá.
Por aí já se pode avaliar a quantas anda o nível de insatisfação do partido.
Demora em esclarecer chacina incomoda os tucanos
Em alguns círculos do tucanato, há um certo incômodo, digamos assim, com a demora da polícia em esclarecer a chacina que ocorreu em Belém no início de novembro, quando 11 pessoas foram mortas em apenas uma noite.
O ideal, para segmentos tucanos, seria o inquérito policial ser encerrado antes mesmo de iniciarem-se os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que vai apurar as denúncias de que milícias estão operando na periferia da cidade e teriam sido as responsáveis pela chacina.
Mas não está sendo fácil para quem conduz as investigações - sigilosas, vale dizer.
É que muita gente está com medo de falar, mesmo diante de expressas garantias de que suas identidades serão protegidas.
Festival em Belém foi um dos destaques na ópera em 2014
Por Marco Antônio Seta, no Blog Ópera & Ballet
Há que se destacar a descentralização do eixo São Paulo-Rio na produção de ópera em nosso país.
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| Cena de Otello, em Belém |
Nesse particular, Belém, em seu Theatro da Paz, na realização do seu XIII Festival de Ópera, se destacou pela produção de vários espetáculos contando com um super elenco de artistas renomados. Sob a competência e seriedade de Gilberto Chaves, diretor geral e artístico desse Festival, apresentou Mefistofele, de Boito, com a brilhante presença do baixo russo Denis Sedov que se destacou na interpretação do enviado de Satanás. Brilharam o soprano paraense Adriane Queiroz e o tenor Fernando Portari sob a direção cênica e iluminação de Caetano Vilela.
O Festival, entre outros eventos, se encerrou com Otello, de G. Verdi, A regência excelente e precisa do maestro Sílvio Viegas encabeçou um colar de artistas; o tenor italiano Walter Fraccaro, no papel título; o baritono brasileiro Rodrigo Esteves, o baixo Sávio Sperandio, Gabriella Rossi, Andrew Lima, Antônio Wilson Azevedo; todos sob a competente direção cênica de Mauro Wrona. A produção dessas óperas foi uma vitória do próprio Festival e, esperamos em 2015, poder aplaudir e comentar outras no XIV Festival.
A temporada lírica do Theatro Municipal de São Paulo apresentou alguns espetáculos de alto nível artístico, outros de qualidade inferior, recheados de inovações e incoerências cênicas que perfuram o teatro lírico, denegrindo-o. Aqueles que não a conheceram anteriormente, levam uma impressão deformada da obra de arte.
Evidenciaram-se em Il Trovatore, (Verdi), o tenor norte-americano Stuart Neill (Manrico) numa interpretação de força e beleza vocal, musicalidade intensa e o mezzo soprano Marianne Cornetti, distinguiu-se como uma colérica Azucena. A direção musical de John Neschiling também em “Falstaff”, ainda nos trouxe um grande intérprete, Ambrogio Maestri, presenteando-nos como o maior e melhor barítono estrangeiro neste ano em São Paulo. Naquele elenco realçaram-se também Virginia Tola e Adriane Queiroz (Alice Ford); Lina Mendes, Elisabetta Fiorillo, Rodrigo Esteves (Ford) e Blagoj Nacoski (Fenton).
No outono, vimos uma das melhores produções do ano – “Carmen”, de Bizet com direção cênica de Filippo Tonon, cenografia de Juan Guillermo Nova e iluminação de Caetano Vilela resultando em belo espetáculo visual, com direção musical competente do espanhol Ramón Tebar.
No inverno, fomos brindados com a obra-prima de Richard Strauss: a “Salomé”, dirigida por John Neschiling, que extraiu da Orquestra Sinfônica Municipal a melhor das interpretações do ano. Lívia Sabag apresentou também a melhor das produções cênicas de 2014, respondendo pelos cenários e figurinos desta ópera protagonizada pelo soprano internacional Nadja Michael, que notabilizou-se pelo seu canto no registro de autêntico soprano dramático, ladeada pelo tenor inglês Peter Bronder e a alemã Iris Vermillion. O talento de Lívia Sabag nada ficou a dever aos diretores estrangeiros e comprova a capacidade criativa do artista nacional.
Na primavera, curtimos a célebre “Cavalleria Rusticana” muito bem produzida por Pier Francesco Maestrini, com cenário luminoso de Juan Guillermo Nova. Tuija Knihtla dominou cenicamente o espetáculo com sua Santuzza cheia de emoção, correção na linha de canto e beleza vocal. No”Pagliacci” (Leoncavallo), o diretor William Pereira deu mostras do seu poder criativo e sedutor; Walter Fraccaro interpretou Canio e Turiddu nas mesmas noites e Marina Considera fez uma notável Nedda.
Encerrou a temporada a “Tosca”, de Puccini. Ninguém sabe o porquê de se transportar a época e os costumes de uma ópera. Inovar o quê? Durante os intervalos´nos corredores do teatro se observavam o desapontamento e a decepção com a transposição do enredo de 1800 para 1970. Aqueles que viram e conhecem a verdadeira Tosca, não aprovaram e vaiaram ao final. Marco Gandini, Italo Grassi e Simona Moresi repondem por isso, e que não apareçam mais aqui em São Paulo. Dos cantores, Marcelo Alvares e Stuart Neill dominaram vocalmente alternando-se como Cavaradossi.
Entretanto, é preciso ressaltar a evolução técnica e interpretativa dos integrantes da Sinfônica Municipal e do Coral Lírico que, ao longo da temporada, apresentaram um avanço relevante e prometem para os anos vindouros.
O Theatro São Pedro apresentou ao final do ano “As Bodas de Fígaro” (Mozart), sob a regência de Luiz Fernando Malheiro. Uma vez mais Lívia Sabag, na direção cênica, cenários e figurinos, demonstrou sua sensibilidade e conhecimento de estilo e época da ópera tradicional. Distinguiram-se vocalmente Rodrigo Esteves, Rosana Lamosa, Homero Velho e Carla Cottini (uma encantadora Susana).
No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde a ópera tomou o seu menor espaço, apreciou-se a pior “Carmen” de todos os tempos. Direção cênica, cenários e guarda-roupa, cantores solistas; tudo com saldo devedor. Após essa, encenou-se “Salomé”, com solistas fora de forma e, depois, “Madama Butterfly”, esta última numa boa produção cênica de Carla Camurati à frente do espetáculo. Cenários de Renato Theobaldo, figurinos de Cica Modesto, regência de Isaac Karabtchevsky e o soprano japonês Hiromi Omura, que obteve grande sucesso de público.
Contudo, o Theatro Municipal precisa tomar um rumo em 2015, sério e convicto, possibilitando assim a produção de óperas, com a colaboração da iniciativa privada, se for necessário, preservando a fama de seus grandes espetáculos líricos, conforme a sua tradição e a sua história no decorrer das décadas (1909-2000…)
O pacto necessário
Por ANA DINIZ, jornalista, em seu blog Na rede
Os governos e a Justiça estarão cumprindo os papéis que se espera deles: se punirem exemplarmente os corruptos e os corruptores. (Discurso de posse da presidente Dilma Rousseff, 2015).
Temperamental e desbocado como era, D. Pedro I por certo daria um soco na mesa, acompanhado de meia dúzia de palavrões, ao ouvir esta frase, mais de 180 anos depois de ter falado do trono, para a Assembleia Geral Legislativa, abrindo a sessão de 1827:
O governo necessita que esta Assembleia o autorize, da forma como achar conveniente, para que possa estorvar a marcha dos dilapidadores da Fazenda Pública, aos que não desempenharem bem os seus empregos e aqueles que quiserem perturbar a ordem estabelecida por todos nós jurada; já demitindo-os, já dando-lhes castigos correcionais. (Falla do Throno, abertura de 1827 – Biblioteca do Senado. Atualizei a ortografia).
Nesse discurso, um dos mais longos que fez, D. Pedro I ressaltou à Assembleia a urgência da matéria: “um sistema de finanças bem organizado deverá ser o vosso particular cuidado nesta sessão, pois o atual, como vereis do relatório do ministro da Fazenda, não só é mau, mas é péssimo, e dá lugar a toda qualidade de dilapidações. Um sistema de finanças, torno a dizer, que ponha cobro, não digo a todos, mas à maior parte dos extravios, que existem, e que as leis dão lugar a que existam e por isso o governo, por mais que trabalhe, não pode evitar.”
Bem, ele não conseguiu, assim, de primeira. Convocou mais duas sessões legislativas ordinárias e duas extraordinárias, repisando a urgência e a necessidade de arrumar as finanças públicas; não conseguiu nada. Finalmente, em 1830, deu o soco na mesa: convocou uma sessão extraordinária com pauta específica para discussão e foi assim que o Brasil teve sua primeira lei do orçamento.
Mas foi somente com D. Pedro II, em 1847, que o imperador pôde anunciar orgulhosamente que as receitas e as despesas estavam equilibradas, graças a “judiciosas medidas”, e que brevemente começaria a reduzir a dívida interna. As judiciosas medidas começavam pela vida austera do imperador que disse uma vez: “Também entendo que despesa inútil é furto a Nação”.
Quase dois séculos se passaram desde Pedro I e novamente o chefe de Estado coloca no futuro a punição dos corruptos e corruptores. A burocracia multiplicou-se, as leis, também. A monarquia constitucional deu lugar à República, que alternou períodos ditatoriais e eleitorais – e a corrupção continua lá, plantada, florescente, imbatível, no dizer da presidente, envolvendo “todas as esferas de governo e todos os núcleos de poder, tanto no ambiente público como no ambiente privado.”
Como em todos os ambientes sociais existem núcleos de poder – poder familiar, poder comunitário – de matizes e gradações diversas, vejo no discurso da presidente uma generalidade inaceitável: somos cleptocratas, somos corruptos, todos!
Eu não aceito essa generalidade porque não é isso o que eu vejo todos os dias. Eu vejo todos os dias uma multidão que tenta viver honestamente, que trabalha duro e que paga suas contas. E que é furtado na prestação de serviços de telefonia, eletricidade, transporte público; nos juros excessivos, tarifas bancárias não explicadas, produtos enganosos; tem seu tempo furtado nas imensas filas de cadastramento (a última do ano foi na Caixa, para inscrição em programa oficial) ou nas filas de espera para qualquer serviço público. Eu vejo uma multidão que tenta manter seu nome limpo de dívidas e que está exasperada porque finalmente consegue ver para que bolsos está fluindo toda essa ladroagem.
Não, presidente, não é de pacto que precisamos, é de rompimento: do rompimento de seu governo com a corrupção que grassa à sua sombra. Não tente justificar isso jogando a responsabilidade para a sociedade, para o povo, para nós. Comece a senhora a luta: deixe de lotear ministérios alegando uma falsa governabilidade. Só isso já bastaria para que a senhora pudesse anunciar, como D. Pedro II o fez aos vinte anos de idade, o equilíbrio das receitas e despesas. Só isso já faria o país acreditar que sim, é possível ultrapassar de vez a cultura dos extravios que vem de tão longe.
É a senhora quem precisa fazer um pacto com a res publica. Rompa com a corrupção, presidente, e descobrirá que os brasileiros preferem ser honestos.
Os governos e a Justiça estarão cumprindo os papéis que se espera deles: se punirem exemplarmente os corruptos e os corruptores. (Discurso de posse da presidente Dilma Rousseff, 2015).
Temperamental e desbocado como era, D. Pedro I por certo daria um soco na mesa, acompanhado de meia dúzia de palavrões, ao ouvir esta frase, mais de 180 anos depois de ter falado do trono, para a Assembleia Geral Legislativa, abrindo a sessão de 1827:
O governo necessita que esta Assembleia o autorize, da forma como achar conveniente, para que possa estorvar a marcha dos dilapidadores da Fazenda Pública, aos que não desempenharem bem os seus empregos e aqueles que quiserem perturbar a ordem estabelecida por todos nós jurada; já demitindo-os, já dando-lhes castigos correcionais. (Falla do Throno, abertura de 1827 – Biblioteca do Senado. Atualizei a ortografia).
Nesse discurso, um dos mais longos que fez, D. Pedro I ressaltou à Assembleia a urgência da matéria: “um sistema de finanças bem organizado deverá ser o vosso particular cuidado nesta sessão, pois o atual, como vereis do relatório do ministro da Fazenda, não só é mau, mas é péssimo, e dá lugar a toda qualidade de dilapidações. Um sistema de finanças, torno a dizer, que ponha cobro, não digo a todos, mas à maior parte dos extravios, que existem, e que as leis dão lugar a que existam e por isso o governo, por mais que trabalhe, não pode evitar.”
Bem, ele não conseguiu, assim, de primeira. Convocou mais duas sessões legislativas ordinárias e duas extraordinárias, repisando a urgência e a necessidade de arrumar as finanças públicas; não conseguiu nada. Finalmente, em 1830, deu o soco na mesa: convocou uma sessão extraordinária com pauta específica para discussão e foi assim que o Brasil teve sua primeira lei do orçamento.
Mas foi somente com D. Pedro II, em 1847, que o imperador pôde anunciar orgulhosamente que as receitas e as despesas estavam equilibradas, graças a “judiciosas medidas”, e que brevemente começaria a reduzir a dívida interna. As judiciosas medidas começavam pela vida austera do imperador que disse uma vez: “Também entendo que despesa inútil é furto a Nação”.
Quase dois séculos se passaram desde Pedro I e novamente o chefe de Estado coloca no futuro a punição dos corruptos e corruptores. A burocracia multiplicou-se, as leis, também. A monarquia constitucional deu lugar à República, que alternou períodos ditatoriais e eleitorais – e a corrupção continua lá, plantada, florescente, imbatível, no dizer da presidente, envolvendo “todas as esferas de governo e todos os núcleos de poder, tanto no ambiente público como no ambiente privado.”
Como em todos os ambientes sociais existem núcleos de poder – poder familiar, poder comunitário – de matizes e gradações diversas, vejo no discurso da presidente uma generalidade inaceitável: somos cleptocratas, somos corruptos, todos!
Eu não aceito essa generalidade porque não é isso o que eu vejo todos os dias. Eu vejo todos os dias uma multidão que tenta viver honestamente, que trabalha duro e que paga suas contas. E que é furtado na prestação de serviços de telefonia, eletricidade, transporte público; nos juros excessivos, tarifas bancárias não explicadas, produtos enganosos; tem seu tempo furtado nas imensas filas de cadastramento (a última do ano foi na Caixa, para inscrição em programa oficial) ou nas filas de espera para qualquer serviço público. Eu vejo uma multidão que tenta manter seu nome limpo de dívidas e que está exasperada porque finalmente consegue ver para que bolsos está fluindo toda essa ladroagem.
Não, presidente, não é de pacto que precisamos, é de rompimento: do rompimento de seu governo com a corrupção que grassa à sua sombra. Não tente justificar isso jogando a responsabilidade para a sociedade, para o povo, para nós. Comece a senhora a luta: deixe de lotear ministérios alegando uma falsa governabilidade. Só isso já bastaria para que a senhora pudesse anunciar, como D. Pedro II o fez aos vinte anos de idade, o equilíbrio das receitas e despesas. Só isso já faria o país acreditar que sim, é possível ultrapassar de vez a cultura dos extravios que vem de tão longe.
É a senhora quem precisa fazer um pacto com a res publica. Rompa com a corrupção, presidente, e descobrirá que os brasileiros preferem ser honestos.
O que ela disse
“O Ministério da Agricultura será um ministério do diálogo. Nós estamos prontos para trabalhar e para o bom combate. Nenhuma luta, nenhuma guerra, que venha trazer conflitos, que possa puxar o país para trás, terá a minha participação. Não aceitarei nenhum tipo de provocação, quero conversar com todas as pessoas com espírito público porque fui convocada pela presidente Dilma para servir o país e é isso que vou fazer.”
Kátia Abreu, ex-antipetista, agora ministra da Agricultura do governo Dilma, num discurso de posse tipo morde-e-assopra, ou assopra-e-morde.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Tempo quente no PMDB. Quentíssimo!
Na coluna Painel, a principal da "Folha de S.Paulo", edição de hoje, sob o título "A hora da revanche":
Sob o comando de um indignado Renan Calheiros (AL), o PMDB do Senado já articula meios de dar o troco em Dilma Rousseff pela redução de espaço no segundo governo. Uma das possibilidades é ceder ao PSDB a primeira-vice-presidência da Casa, que deverá caber aos peemedebistas, além da presidência, por terem a maior bancada. Além disso, o partido articula a derrubada do esperado veto de Dilma à correção de 6,5% da tabela do Imposto de Renda, aprovada em dezembro.
Chamego No pacote de ameaças ao governo, o PMDB também admite ceder à oposição o comando de comissões vitais, como a CAE, de Assuntos Econômicos, ou a CCJ, de Constituição e Justiça.
Rebaixado Na sexta-feira, Renan disse a Aloizio Mercadante (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Comunicações) e Pepe Vargas (Relações Institucionais) que o PMDB foi reduzido a um "partido de secretarias", com o comando de Portos, Aviação e Pesca.
Testemunha O presidente do Senado também disse, diante do vice Michel Temer, que se recusa a submeter uma lista de nomes ao crivo do Planalto para os cargos de segundo escalão nas pastas que couberam ao PMDB.
Oferenda Sugeriu, ironicamente, que, se o PMDB não pode preencher as vagas com "porteira fechada", o governo deveria oferecê-las a aliados mais prestigiados, como Gilberto Kassab (Cidades) e Cid Gomes (Educação).
Isca A irritação de Renan é tanta que ele brigou com Jader Barbalho (PA), aliado histórico, que negociou por fora a minúscula pasta da Pesca para seu filho, Helder.
Jatene foi avisado sobre veto à nomeação de juiz para Segup
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| Gilberto Martins: por telefone, ele disse a Jatene que negaria, liminarmente, o pedido de licença de Campelo |
Relator do pedido de licença por dois anos, formalizado no dia 26 de dezembro passado pelo magistrado, juntamente com a autorização solicitada ao CNJ pelo governo do Estado, para que o juiz pudesse desempenhar as funções de secretário de Segurança do Pará, Martins antecipou a Jatene que liminarmente iria indeferir os dois pedidos, por entender que a magistratura é carreira de Estado e, portanto, incompatível com qualquer outro cargo público, diferentemente dos membros do Ministério Público.
Campelo já decidiu que, tão logo o Judiciário volte do recesso, a partir de 7 de janeiro, transformará o pedido de licença em consulta e provocará o julgamento pelo plenário do Conselho Nacional de Justiça para casos futuros. Isso porque, de acordo do com o juiz federal, a Resolução 72 do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) autoriza expressamente promotores a exercerem outros cargos públicos, inexistindo, nesse sentido, qualquer proibição expressa para juízes.
A Resolução 72, de 15 de junho de 2011, teve como autora a conselheira do CNMP Cláudia Chagas e revogou dispositivos de uma resolução anterior, a de nº 05, de 2006, que proibia o afastamento de promotores e procuradores para o exercício de cargos públicos, salvo para o exercício de uma função de magistério.
Belém, a zona vermelha. Toda ela.
No dia 31 de dezembro, por volta das 19h, coronel da reserva da Polícia Militar e um irmão dele foram atacados por bandidos dentro do carro em que se encontravam.
Acabaram como vítima de um sequestro-relâmpago.
Ambos foram fisgados na avenida Romulo Maiorana (a antiga 25 de Setembro), às proximidades do Bosque Rodrigues Alves, no coração do bairro do Marco, outrora - muito outrora mesmo - um dos mais tranquilos de Belém.
Levados a uma unidade policial, foram informados de que aquela área virou uma zona vermelha.
É uma das mais perigosas de Belém.
Uma das preferidas do banditismo.
Umas mais visadas pela bandidagem.
Aliás, e com todo o respeito pela preciosa informação da polícia, mas vale perguntar: que área de Belém, atualmente, não é uma zona vermelha, hein?
Nesta cidade brutalizada pela violência, onde é que não temos zona vermelha?
Clima no PMDB é de pré-rebelião
Se alguém imagina que o preenchimento dos cargos de ministro no primeiro escalão desta República de 39 ministérios saciou a sede das valorosas agremiações partidárias, está muito enganado.
Aliás, está muitíssimo enganado.
O clima entre os peemedebistas varia da expectativa à insatisfação antecipada.
Expectativa diante do anúncio dos novos integrantes de cargos no segundo escalão, onde há órgãos importantes.
Insatisfação antecipada porque, segundo apurou o blog, há gente do PMDB convicta de que o partido vai perder espaço.
Ou espaços.
Por isso é que os caciques do PMDB, reunidos em Brasília, tentam segurar a tropa, principalmente aquela que bate ponto no Senado.
O clima, segundo se diz, é de pré-rebelião na bancada.
Sem tirar, nem pôr.
Aliás, está muitíssimo enganado.
O clima entre os peemedebistas varia da expectativa à insatisfação antecipada.
Expectativa diante do anúncio dos novos integrantes de cargos no segundo escalão, onde há órgãos importantes.
Insatisfação antecipada porque, segundo apurou o blog, há gente do PMDB convicta de que o partido vai perder espaço.
Ou espaços.
Por isso é que os caciques do PMDB, reunidos em Brasília, tentam segurar a tropa, principalmente aquela que bate ponto no Senado.
O clima, segundo se diz, é de pré-rebelião na bancada.
Sem tirar, nem pôr.
O melancólico ocaso de 2014
As
investigações da Operação Lava Jato e os acordos de delação premiada firmados
são um exemplo para a justiça brasileira. Além de esclarecer o petrolão, a Lava
Jato pode inibir desvios futuros e contribuir para a moralização da relação do
poder público com a iniciativa privada. Mas é incompreensível a manutenção, por
tanto tempo, da atual direção na maior empresa brasileira – mesmo após um
turbilhão de denúncias mais que comprovadas de má gestão, corrupção dos processos
licitatórios, cartel, entre outros crimes. É preciso nomear profissionais
competentes, acima de quaisquer suspeitas, para tentar recuperar a imagem e o
valor de nossa mais importante estatal.
Sem
dúvida nenhuma, o Petrolão é o maior escândalo de desvio de recursos públicos
da história desse país. Será que os altos executivos das empreiteiras
envolvidas vão contar tudo? Não porque estão presos, e sim, porque finalmente
começam a mudar os costumes relacionados ao uso criminoso do dinheiro público
por políticos e empresários no País. Graças aos fatos atuais no
ano que já estamos poderá se tornar mais digno para os brasileiros e sem muitos
salamaleques, devemos muito ao juiz Sérgio Moro, esse grande magistrado que
representa o novo Brasil que queremos.
A
corrupção praticada por alguns ocupantes de cargos de direção da Petrobras
exige atitudes firmes que os punam adequadamente. Os empresários que se
locupletaram com a manipulação de verbas públicas também devem pagar pelos
erros que cometeram. Tomado por empréstimo da escatologia cristã, recebeu o
designativo de “Juízo Final” a fase aguda da Operação Lava Jato da Polícia
Federal. Com o auxílio de delações e a luz de vultosos prejuízos financeiros
enfrentados pela estatal, foram investigados crimes de corrupção, lavagem de
dinheiro, evasão de divisas e formação de organização criminosa.
Diante
de denúncias do Ministério Público recebidas pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara
Federal de Curitiba, iniciaram-se dois novos processos criminais decorrentes da
Operação Juízo Final. Num deles temos 25 réus acusados por atuações como
representantes das nove maiores empreiteiras do País, organizadas em cartel
para fraudar licitações, obter superfaturamentos e aditivos contratuais lesivos
à Petrobras. O outro processo envolve recebimento de propina nas negociações de
dois navios com sondas para perfurações profundas em águas africanas e do Golfo
do México. E a mais aguardada das denúncias deverá ser apresentada pelo
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e, ao que circula, deverão ser
acusados deputados federais e senadores, esses detentores de foro por
prerrogativa de função do Supremo Tribunal Federal (STF). Fala-se também em até
dois governadores e, por força de conexão probatória, o foro privilegiado de
deslocaria do Superior Tribunal de Justiça para o STF.
Nem
a sensação flogística das condenações que se fazem presentes, nem no vendaval
de irregularidades em que esses indivíduos se enquadram nos desdobramentos da
Lava Jato, acenem com algum sinal de mea culpa. Pelo contrário, se dizem
inocentes na maior das caras de pau. E mais escândalos que estavam submersos,
começam a emergir: vêm aí os da Abreu e Lima, a de Belo Monte e outros também
de grandes impactos, como em alguns governos estaduais e em milhares de
prefeituras espalhadas pela Terra Brasilis.
O
que mais nos assusta é o péssimo horizonte econômico que ameaça fazer de 2015
um período amedrontador. Há que se ter lideranças políticas capazes de serem
regidas pelas boas normas republicanas. As manifestações populares – fortes em
2013 – e o apertado resultado eleitoral de 2014 indicam que o PT perdeu a
primazia das ruas e a inserção no movimento social agora também faz
efetivamente parte da agenda oposicionista. Nuvens pesadas se formam nos
horizontes econômico, político – e até climático. Agora, vamos aguardar a fase
judicial-processual, com contraditório e ampla defesa.
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SERGIO BARRA é médico e professor
O que ele disse
"Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem."
Santo Agostinho (354-430) filósofo, escritor, bispo e teólogo.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Jatene nas entrelinhas - ou nem tanto: corrupção, ressentimentos e austeridade
O discurso do governador Simão Jatene na Assembleia Legislativa, logo após ser reempossado para o terceiro mandato conquistado por voto direto e em processo democrático -um feito inédito na história política do Pará - foi cheio recados, alguns nas entrelinhas, outros mais objetivos. Um deles ficou evidente: para corresponder à confiança dos paraenses, o governador se disse disposto a fazer o que tem de ser feito, inclusive passar a tesoura nos gastos públicos.
Jatene deixou transparecer que mesmo ele, um político experiente, dificilmente conseguirá sarar completamente as cicatrizes que ficaram da campanha, que o próprio governador classificou como "das mais duras de que participei, direta ou indiretamente".
Nas entrelinhas, por exemplo, foram expostos os ressentimentos decorrentes dos ataques a familiares seus, notadamente à sua filha, Izabela, acusada durante a campanha de conduta eticamente suspeita junto à Secretaria da Fazenda, e a seu filho, Alberto Jatene, acusado de receber favorecimentos em seus postos de gasolina. "Sou grato também a familiares e amigos, que compartilharam tempos bons e ruins, no governo e, notadamente, na campanha. Ainda, infelizmente, marcada por vilanias que só o amor desconstrói", desabafou o governador.
Jatene também não deixou de fustigar seu adversário Helder Barbalho (PMDB), que se apresentou na campanha como uma alternativa nova para comandar os destinos do Estado. "É oportuno invocar aqui essa questão do 'novo', porque foi uma das palavras mais usadas no embate eleitoral. Nem sempre com propriedade, mas muito usada - e até abusada. Ser novo não é ser 'de novo'. Ser novo é ser melhor. É ser maior. É ser crível. É ser confiável para se manter confiante. É ressuscitar a inquietude sem abrir mão da temperança. Retemperar o recomeço. E esse eu entendo ter sido talvez o maior recado das urnas, e que nos cabe, a todos, colocar em prática em nossas atividades cotidianas", lembrou o governador.
Nas entrelinhas - ou nem tanto -, Jatene também tocou no tema corrupção, fartamente abordado na última campanha eleitoral. Ele mencionou "a nefasta aptidão daqueles que desejam apenas se servir do público" e se reportou ao cenário nacional. "Neste Brasil em crise moral, em que se confunde contramão com via de mão dupla, a manifestação popular impõe um novo comportamento: é preciso perseguir permanentemente o objetivo de aproximar a ética da política", arrematou.
Ao final do discurso, Jatene foi enfático. Ressaltando que "o pós-eleição é o momento de exercitar não os nossos quereres, mas os nossos deveres", o governador avisou: "E para servir bem, mais e melhor precisamos estar dispostos a cortar na própria carne, reduzindo despesas, enxugando a máquina pública e buscando, por outro lado, aumentar a nossa disponibilidade de recursos e melhorar a qualidade do gasto público."
E parece que a tesoura já começou a funcionar antes mesmo de inaugurar-se o terceiro mandato, com a reforma administrativa que deve geral uma redução de despesas anual da ordem de R$ 15,6 milhões, segundo as estimativas do governo.
Para ler a íntegra do discurso, clique aqui.
E parece que a tesoura já começou a funcionar antes mesmo de inaugurar-se o terceiro mandato, com a reforma administrativa que deve geral uma redução de despesas anual da ordem de R$ 15,6 milhões, segundo as estimativas do governo.
Para ler a íntegra do discurso, clique aqui.
Dilma fala em combate à corrupção. O Congresso emudece.
É isso, meus caros.
Falar no Congresso em combate à corrupção é mais ou menos a mesma coisa do que falar de corda em casa de enforcado.
É mais ou menos assim.
Reparem no vídeo acima.
Ele contém a íntegra do discurso da presidente Dilma Rousseff, ontem, no augusto Congresso Nacional, logo depois de ser empossada para o segundo mandato.
Como sói aconteceu em ocasiões do gênero, a cada palavra, palmas, palminhas e palmões.
Eis que Sua Excelência diz o seguinte (que está no vídeo no intervalo de 32 minutos e 30 segundos a 35 minutos e 51 segundos, portanto mais de três minutos):
Amigos e amigas, tudo que estamos dizendo, tudo que estamos propondo converge para um grande objetivo: ampliar e fortalecer a democracia, democratizando verdadeiramente o poder. Democratizar o poder significa lutar pela reforma política, ouvir com atenção a sociedade e os movimentos sociais e buscar a opinião do povo para reforçar a legitimidade das ações do Executivo. Democratizar o poder significa combater energicamente a corrupção. A corrupção rouba o poder legítimo do povo. A corrupção ofende e humilha os trabalhadores, os empresários e os brasileiros honestos e de bem. A corrupção deve ser extirpada.
O Brasil sabe que jamais compactuei com qualquer ilícito ou malfeito. Meu governo foi o que mais apoiou o combate à corrupção, por meio da criação de leis mais severas, pela ação incisiva e livre de amarras dos órgãos de controle interno, pela absoluta autonomia da Polícia Federal como instituição de Estado, e pela independência sempre respeitada diante do Ministério Público. Os governos e a Justiça estarão cumprindo os papéis que se espera deles: se punirem exemplarmente os corruptos e os corruptores.
A luta que vimos empreendendo contra a corrupção e, principalmente, contra a impunidade, ganhará ainda mais força com o pacote de medidas que me comprometi durante a campanha, e me comprometo a submeter à apreciação do Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre.
São cinco medidas: transformar em crime e punir com rigor os agentes públicos que enriquecem sem justificativa ou não demonstrem a origem dos seus ganhos; modificar a legislação eleitoral para transformar em crime a prática de caixa 2; criar uma nova espécie de ação judicial que permita o confisco dos bens adquiridos de forma ilícita ou sem comprovação; alterar a legislação para agilizar o julgamento de processos envolvendo o desvio de recursos públicos; e criar uma nova estrutura, a partir de negociação com o Poder Judiciário que dê maior agilidade e eficiência às investigações e processos movidos contra aqueles que têm foro privilegiado.
O Brasil sabe que jamais compactuei com qualquer ilícito ou malfeito. Meu governo foi o que mais apoiou o combate à corrupção, por meio da criação de leis mais severas, pela ação incisiva e livre de amarras dos órgãos de controle interno, pela absoluta autonomia da Polícia Federal como instituição de Estado, e pela independência sempre respeitada diante do Ministério Público. Os governos e a Justiça estarão cumprindo os papéis que se espera deles: se punirem exemplarmente os corruptos e os corruptores.
A luta que vimos empreendendo contra a corrupção e, principalmente, contra a impunidade, ganhará ainda mais força com o pacote de medidas que me comprometi durante a campanha, e me comprometo a submeter à apreciação do Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre.
São cinco medidas: transformar em crime e punir com rigor os agentes públicos que enriquecem sem justificativa ou não demonstrem a origem dos seus ganhos; modificar a legislação eleitoral para transformar em crime a prática de caixa 2; criar uma nova espécie de ação judicial que permita o confisco dos bens adquiridos de forma ilícita ou sem comprovação; alterar a legislação para agilizar o julgamento de processos envolvendo o desvio de recursos públicos; e criar uma nova estrutura, a partir de negociação com o Poder Judiciário que dê maior agilidade e eficiência às investigações e processos movidos contra aqueles que têm foro privilegiado.
Em sua essência, essas medidas têm o objetivo de garantir processos e julgamentos mais rápidos e punições mais duras, mas jamais poderão agredir o amplo direito de defesa e o contraditório; jamais poderão significar a condenação prévia sem defesa de inocentes.
Estou propondo um grande pacto nacional contra a corrupção, que envolve todas as esferas de governo e todos os núcleos de poder, tanto no ambiente público como no ambiente privado.
Estou propondo um grande pacto nacional contra a corrupção, que envolve todas as esferas de governo e todos os núcleos de poder, tanto no ambiente público como no ambiente privado.
Viram só?
Palavras das mais eloquentes.
Das mais vibrantes.
Mereciam palmas - muitas.
É a presidente, afinal de contas, prometendo quebrar e arrebentar (dentro da legalidade, of corse) contra a corrupção.
Em apenas um momento, ouvimos palminhas.
Fracas, débeis, quase imperceptíveis, quase inaudíveis.
Hehehe.
Falar no Congresso em combater a corrupção é mais ou menos a mesma coisa do que falar de corda em casa de enforcado.
Fora de brincadeira.
De toda a brincadeira.
Dois apagões em 30 minutos. Viva a Celpa!
Acreditem: ontem, das 22h às 22h30, houve dois apagões no bairro de Nazaré.
Tudo ficou um breu.
Tudo no escuro.
E aí?
E aí o seguinte: quanto mais a gente brada que a Celpa é uma porcaria, é um verdadeiro caso de polícia, aí mesmo que a Celpa, só pra tirar um sarro dos consumidores que ela trata como enjeitados, faz questão de fazer das suas, assim confirmando que presta péssimos serviços à população.
E até o próximo apagão.
Ou melhor: os próximos apagões.
Vish!
O que ela disse
"O povo brasileiro quer democratizar, cada vez mais, a renda, o
conhecimento e o poder. O povo brasileiro quer educação, saúde, e segurança de
mais qualidade. O povo brasileiro quer ainda mais transparência e mais combate
a todos os tipos de crimes, especialmente a corrupção e quer ainda que o braço
forte da justiça alcance a todos de forma igualitária.
[...]
"Gostaria de anunciar agora o novo lema do meu governo.
Ele é simples, é direto e é mobilizador. Reflete com clareza qual será a nossa
grande prioridade e sinaliza para qual setor deve convergir o esforço de todas
as áreas do governo. Nosso lema será: BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA!
"Trata-se de lema com duplo significado. Ao bradarmos
"BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA" estamos dizendo que a educação será a
prioridade das prioridades, mas também que devemos buscar, em todas as ações do
governo, um sentido formador, uma prática cidadã, um compromisso de ética e um
sentimento republicano.
"Só a educação liberta um povo e lhe abre as portas de
um futuro próspero. Democratizar o conhecimento significa universalizar o
acesso a um ensino de qualidade em todos os níveis – da creche à pós-graduação;
Significa também levar a todos os segmentos da população – dos mais
marginalizados, aos negros, às mulheres e a todos os brasileiros a
educação de qualidade."Dilma Rousseff, no discurso de posse para o segundo mandato de presidente da República. Para ler na íntegra, clique aqui.
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