terça-feira, 2 de setembro de 2008

General vai hoje à CPI para falar sobre agência

Na FOLHA DE S.PAULO:

A CPI dos Grampos na Câmara dos Deputados vai ouvir hoje o general Jorge Felix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, para questioná-lo sobre a atuação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no caso dos grampos no STF (Supremo Tribunal Federal).
A agência, que é subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional, é suspeita de ter realizado o grampo e por isso teve sua cúpula afastada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em depoimento à comissão há duas semanas, o então diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, negou a realização de escutas no gabinete de ministros do Supremo.
O presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), também promete apresentar hoje requerimento pedindo o depoimento de José Milton Campana, o segundo homem da agência. Além disso, membros da comissão querem que Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) -que foi gravado em conversa com o presidente do STF- falem na comissão sobre o grampo.

O tempo

Em Belém, sol com muitas nuvens. Pancadas de chuva à tarde e à noite.
A temperatura máxima será de 32ºC e a mínima, de 24ºC.
A umidade relativa do ar varia de 51% a 88%.
Nesta terça-feira, o ar mais seco volta a cobrir o sul da Região. O tempo fica firme, sem chuva, no Tocantins, no sudeste do Pará, na maior parte de Rondônia e no Acre. Na região de Porto Velho e nas demais áreas da região, ocorrem pancadas de chuva à tarde e em parte da noite. Mesmo assim, o sol aparece forte em todos os Estados e o calor é intenso.
As previsões são da Climatempo.

As manchetes da terça

O ESTADO DE S. PAULO
Sob pressão do STF e Senado, Lula afasta cúpula da Abin

JORNAL DA TARDE
Motorista alcoolizado perde o direito ao seguro de vida

FOLHA DE S.PAULO
Cúpula da Abin é afastada após grampo

JORNAL DO BRASIL
Grampo derruba a cúpula da Abin

O GLOBO
Grampo no STF faz Lula afastar cúpula da Abin

CORREIO BRAZILIENSE (DF)
Lula afasta chefia dos espiões

ESTADO DE MINAS (MG)
Políticos começam a demitir parentes

DIÁRIO CATARINENSE (SC)
Lula afasta cúpula da Abin após escândalo do grampo no STF

GAZETA DO POVO (PR)
Para investigar grampos, Lula afasta toda a cúpula da Abin

CORREIO DO POVO (RS)
Lula derruba a cúpula da Abin

CORREIO POPULAR (Campinas/SP)
Cetesb proíbe prefeitura de levar lixo para o Delta

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Nilson Chaves & Vital Lima - Foi Boto, Sinhá

Nilson Chaves & Vital Lima - Foi Boto, Sinhá




Composição: Waldemar Henrique
(Para ouvir outras músicas, clique em Música aí embaixo)

Um olhar pela lente


Pescador vai recolher as redes em Alter-do-Chão, Santarém, ao pôr-do-sol.


Para ver outras, clique em Fotografia aí embaixo.

O Remo é a cara da administração de Raimundo Ribeiro

Remo perde e fica a um passo da quarta divisão mereceu a seguinte postagem de um Anônimo:

A desastrosa administração do Sr. R. Ribeiro se supera a cada semana.
E, de desgraça em desgraça, vai empurrando ladeira abaixo o nosso querido Leão Azul.
Já não lhe bastava o rebaixamento à série C; agora ele, seus péssimos assessores e o "bibelô" chamado Condel ameaçam a nação azulina com a maldição da série D!
As trapalhadas da demissão do técnico Arthur, o aparecimento repentino de dinheiro para pagamento de salários e a contratação de novos bondes (agora importados) são assuntos carentes de explicação.
Enquanto isso, o time que já vinha vacilante agora desce a ladeira rumo ao abismo.
Enquanto os outros times paraenses começaram mal e hoje estão equilibrados, o Clube do Remo inverteu a lógica e hoje está em situação desesperadora.
Sim, desesperadora, pois mesmo ainda dependendo apenas de sí mesmo não passa à torcida nenhuma confiança.
E não venha cobrar da torcida mais incentivo, entendeu Sr. Ribeiro?!
O Sr. e a sua "troupe" têm usado e abusado da boa fé e da paciência dos milhares de azulinos que tem comparecido em massa para assistir os péssimos resultados em campo.
O time hoje é a cara da sua vexatória e incompetente administração!
Até quando teremos de suportar tanto vexame?
Saudações de um azulino preocupadíssimo e indignado.

Chuva de balas

Tem cena de faroeste.

Quando não é em Belém, é no interior.

No caso, em Novo Repartimento.

Teve tiros – até na porta do quartel da PM, vejam só - reféns, invasão de banco e, por último, a fuga.

A fuga, vocês sabem, é o primeiro caminho para a impunidade que os fará – eles, os bandidos – voltarem novamente.

Sabe-se lá quantas vezes.

Acidente no TP

Sob o título acima, no Blog da Franssi:

Ontem [sexta-feira], ao final da apresentação da ópera Don Pasquale, no Theatro da Paz, a desembargadora Izabel Benone tropeçou no desnível da varanda e caiu em cima de seu braço. Sentindo muita dor, foi socorrida e encaminhada para exames médicos, para verificar se houve fratura. Detalhe: ninguém do teatro ajudou, embora uma funcionária tenha visto o acidente. A diretora Dione Colares certamente não sabe e não aprova o acontecido, por isso o blog noticia e sugere providências a fim de evitar casos parecidos. De lembrar-se que, à época de construção do TP, não havia preocupação com acessibilidade. Entretanto, medidas simples podem ser eficazes. Não custa, por exemplo, orientar as funcionárias que ficam em cada andar para que alertem sobre os batentes.

A xepa eleitoral

Por J.Bosco.

O respeito por um grande educador

De Yúdice Andrade, sobre a postagem “Vender a Unama a estrangeiros ou nacionais seria traição”:

A meu ver, com as idéias e sentimentos externados na entrevista, o Prof. Édson Franco se inscreve, definitivamente, no livro dos grandes homens deste país, particularmente do nosso Estado.
Não o conheço pessoalmente. Dele, já ouvi coisas boas e más, incluindo um testemunho pessoal, partido de uma amiga, na época trabalhando na Unama, que lhe disse um desaforo e recebeu todo o carinho e atenção depois, porque enfrentava problemas pessoais na época.
O fato é que sua visão de universidade é humilde (reconhece as falhas de sua própria administração), mas audaciosa em seus objetivos. É séria e factível.
Registro o meu respeito pelo grande educador.

Chico Cavalcante grava as mensagens de Lula

O publicitário Chico Cavalcante esteve na semana passada, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tomou inclusive um café da manhã.
Responsável pelo marketing nacional do PT, Chico dirigiu as gravações de Lula apoiando candidatos em 50 cidades do País, inclusive a prefeita Maria do Carmo, que concorre à reeleição em Santarém, e a deputada estadual Bernardete Ten Caten, que disputa em Marabá.
Quem conta todos os detalhes do encontro de Chico Cavalcante com Lula é Marcelo Marques, em seu Blog do Bacana.

Exotismo eleitoral

Na coluna “Painel”, da Folha de S.Paulo:

Cartoon. Líder da oposição na Câmara, Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) elabora uma coletânea dos candidatos mais exóticos. No seu Estado, os campeões são Meio Pão, Massa Fina e Boca de Sacola.

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O Espaço Aberto já publicou a sua lista.

Exposição leva o Círio de Nazaré a São Paulo

Símbolo da maior manifestação religiosa do povo paraense - o Círio de Nazaré - estará presente pela primeira vez em São Paulo. Os ícones da romaria aterrissam na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), desta segunda-feira até a próximo sábado. A exposição "Círio de Nazaré: Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira" apresentará a corda, a berlinda e os mantos que cobrem a imagem de Nossa Senhora de Nazaré. Quatro mil peças em miniatura, feitas de miriti (a fibra leve da palmeira também conhecida como Buriti e chamada de isopor da Amazônia), representarão os momentos da romaria.
A exposição itinerante, também chamada de Mini-Círio, já foi apresentada em Brasília, no Senado Federal, em 2007. Para este ano, a novidade da exposição ficará por conta das peças de interação tátil, visual, olfativa e gustativa, criadas para os visitantes portadores de necessidades especiais. "Esta exposição irá promover a inclusão social de todos os visitantes com necessidades especiais, temporárias ou permanentes. Diferente da maioria das exposições, as nossas placas de aviso alertarão os visitantes para que eles toquem nas peças", explica a curadora da exposição, Darcilene Costa.
A expectativa da organização do evento é que mais de 10 mil pessoas visitem a exposição, conhecendo não apenas os detalhes do Círio, mas também a identidade cultural do povo amazônico. A titular da Empresa Paraense de Turismo (Paratur), Ann Pontes, destacou a importância da exposição para a promoção do estado para o restante do país.
Depois de São Paulo será a vez dos cariocas conhecerem uma das maiores manifestações de fé do mundo católico. A organização do evento determinou a cidade do Rio de Janeiro para sediar a exposição do Mini-Círio em 2009.
Através do Mini-Círio a organização do evento pretende divulgar o Pará a uma gama de brasileiros que ainda o conhecem somente pelas suas mazelas. "O Pará será um dos estados brasileiros que, nos próximos quatro anos, receberá um grande volume de investimentos. Somado a estes investimentos temos a cultura e o povo paraense, dois importantes atrativos dessa terra amazônica. Isto precisa ser mostrado ao restante do país. O povo brasileiro precisa conhecer melhor o Pará", avalia José Conrado Santos.
A abertura da exposição "Círio de Nazaré: Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira" será às 18h de hoje, no Espaço Cultural Fiesp. O evento contará com a presença, entre outros, do arcebispo de Belém, dom Orani João Tempesta; do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto; e do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) José Conrado Santos.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Fiepa/Temple Comunicação

Megaoperação está nas ruas desde as 6 da manhã

Uma megaoperação policial, envolvendo policiais civis e militares, começou a ser realizada em Belém, por volta das 6 horas da manhã desta segunda-feira(1º). A ação, batizada de 'Força pela Paz', tem como objetivo prevenir todo tipo de crime e garantir a segurança na cidade e em toda região metropolitana.
A operação foi determinada pela governadora Ana Júlia Carepa, diante dos últimos casos de violência ocorridos na capital. Carepa fez o lançamento da ação, no Comando Geral da Polícia Militar, no início da manhã de hoje.
Segundo informou a Secretaria de Segurança Pública a ação consiste em todas as operações policiais juntas, entre elas a 'Cadê seu filho', que verifica menores em situação de risco; 'Zumbido', de combate a poluição sonora; além de combate ao tráfico de entorpecentes e à criminalidade.
Por medida estratégica, a Segup não vai divulgar o efetivo de policiais envolvidos, nem os pontos onde os postos estão localizados.
Detalhes sobre a ação serão divulgados à imprensa, durante uma coletiva da Governadora Ana Júlia Carepa,ainda hoje, no prédio do Comando Geral da Polícia Militar.

Fonte: Portal ORM

Troca de operadora mantendo de nº de telefone começa a valer

A possibilidade de trocar de operadora de telefone e manter o número --a chamada portabilidade numérica-- começará a partir desta segunda-feira em vários locais do país. A primeira etapa inclui 16 milhões de clientes. A mudança terá custo de R$ 4 -- a previsão inicial era de que a taxa ficasse em R$ 10.
Terão acesso ao serviço os moradores de Avaré, Bauru, Lins e Marília (DDD 14) e Barretos, Catanduva, Santa Rita D'Oeste, São José do Rio Preto (DDD 17), em São Paulo. A portabilidade estará disponível também para os DDDs 27, no Espírito Santo, 37, em Minas Gerais, 43, no Paraná, 62, em Goiás, 67, no Mato Grosso do Sul e 86, no Piauí. Para o restante do país, o serviço será implementado até fevereiro de 2009.
Segundo o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sardenberg, como quem cobra pelo serviço é a nova empresa, que irá receber o consumidor, algumas já anunciaram que isentarão o cliente da taxa.
"As companhias vão competir mais. Se você tem mais liberdade de se mexer de uma companhia para a outra, normalmente você vai procurar uma empresa que te trata melhor em termos de preço e qualidade", completou.
A previsão da Anatel é de que, até agosto de 2009, optem pelo serviço 11,3 milhões de clientes em todo o país.

Mais aqui.

“Vender a Unama a estrangeiros ou nacionais seria traição”

“A Unama não se profissionalizou suficientemente”
“Nunca antes eu havia amadurecido a idéia de renunciar”
“Não gostaria de ser desmoralizado com meu acomodamento”
“Espero ser simplesmente respeitado como sócio da Unama”


“Sou contra a venda da Unama e acredito que poderemos profissionalizá-la melhor e porque acredito que possa ser realizado um amplo programa de desenvolvimento e de crescimento”.
Assim o ex-reitor da Universidade da Amazônia (Unama), Édson Franco, resumiu ao Espaço Aberto, em entrevista exclusiva – a primeira que concede depois que, na semana passada, deixou o cargo que ocupava havia 34 anos -, a sua clara oposição à transferência do controle da maior universidade privada do Estado para outras mãos.
O ex-reitor concordou sem hesitação, no início da noite de ontem, à proposta do poster de lhe enviar as perguntas por e-mail. Um pouco depois, as respostas aos cinco questionamentos formulados eram remetidas ao blog.
Na entrevista, Édson Franco expõe seu posicionamento contrário à venda da instituição, diz que jamais lhe passou pela cabeça renunciar antes, manifesta-se agradecido pelas manifestações de solidariedade que tem recebido, revela que enfrentou fortes resistências internas para ajudar espontânea, voluntária e gratuitamente na recuperação da Universidade Santa Úrsula e diz que não é capaz de prever como será a Unama sem Édson Franco à frente da reitoria.
A seguir, a entrevista.

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Por que vender a Unama? Ou por que não a vender?
Algumas entidades estrangeiras - na maioria dos casos, sem possuírem universidades - vêem assediando instituições brasileiras de ensino superior. Porque entendem que aplicações financeiras rendem pouco; porque há ainda um enorme mercado educacional a ser alcançado; porque muitas instituições brasileiras não se profissionalizaram na gestão; porque muitas instituições nacionais não fizeram um adequado programa de sucessão e porque muitos instituidores não se prepararam suficientemente para o crescimento institucional. O mesmo acontece com Fundos que mantêm instituições nacionais. Eles não são universidades em si. Bom lembrar que, mesmo as entidades nacionais, decorrem de Fundos, como Banco Pátria, Banco Pactual, GP e outros.
A Unama não se profissionalizou suficientemente e nem se preparou para um amplo programa de crescimento institucional.
Sou contra a venda da Unama e acredito que poderemos profissionalizá-la melhor e porque acredito que possa ser realizado um amplo programa de desenvolvimento e de crescimento, inclusive com o ensino a distância para o qual estamos aguardando apenas o credenciamento, pelo MEC, de uma quinzena de pólos no Pará e no Brasil. Vender a estrangeiros ou nacionais seria uma traição ao próprio sentido e à missão da Universidade da Amazônia e uma rendição ao comodismo. Isto eu somente faria se fosse compelido e tenho uma aliada ao meu lado.

Por que a sua renúncia?
Imaginei um encontro no Hotel Hilton para discutirmos nossos problemas de gestão eficaz e nossas estratégias de desenvolvimento e crescimento. Lamentavelmente, antes de discutirmos problemas de gestão e estratégias de crescimento fomos tolhidos com a manifestação de alguns sócios, a maioria aliás, mas não a totalidade, dizendo que estavam dispostos a vender a Unama e sequer desejaram avançar na discussão da nossa profissionalização e de um programa de desenvolvimento e crescimento. Diante disto, sem quererem ir a fundo no que nos parecia importante, só restava a renúncia ao cargo de reitor. Não gostaria de ser desmoralizado com o meu acomodamento e com a inércia. Nunca antes havia pensado ou amadurecido a idéia de renunciar. Sequer havia pensado nessa hipótese, pois acreditava nas possibilidades de discutirmos o nosso adequado programa de desenvolvimento e crescimento e a nossa melhor gestão. Quase não houve uma maior discussão sobre vender a Unama. A manifestação dos sócios favoráveis à venda antecedeu toda a discussão e tornou inexeqüível a pauta de gestão e de desenvolvimento e crescimento que propus.

Um grupo de alunos está propenso a fazer um abaixo-assinado pedindo o seu retorno à reitoria. O senhor admite a possibilidade de renunciar à renúncia?
Agradeço as várias manifestações que já recebi. Se a entidade mantenedora da Unama desejasse discutir uma gestão eficaz para a Unama e um programa de desenvolvimento e crescimento estaria feliz com isto. No rumo da caminhada, não parece ser esta a idéia maior que preside em determinados ambientes os primeiros momentos com a minha renúncia. Acho até que eu era uma pedra no sapato, especialmente por me dedicar por tanto tempo do dia e da noite à Unama, e aí me lembro de Carlos Drummond de Andrade.

Uma vez sendo irreversível a sua volta à reitoria, o que o senhor vai fazer daqui para a frente? Vai se dedicar à Santa Úrsula? Vai desempenhar outra função na Unama? Qual?
A Universidade Santa Úrsula é um presente que me dei, aos 71 anos, para trabalhar GRATUITAMENTE [termo grafado em caixa alta pelo próprio ex-reitor] pela recuperação daquela Universidade. Não tenho cargos lá. Não quero receber sequer um almoço ou um jantar das Ursulinas e não tenho recebido. Fui demais criticado pelos meus pares para me oferecer GRATUITAMENTE [idem] para aquela instituição. Já consegui alguns resultados. Espero alcançar mais outras vitórias, o que nunca me impediu de trabalhar diuturnamente pela Unama. Aliás, isto eu nem preciso dizer, pois é público e notório. Sou sócio na entidade mantenedora da Unama e espero ser simplesmente respeitado como tal. Tenho fé que saberão todos me respeitar. Quanto a outra função na Unama, sequer pensei nisto.

Como o senhor prevê que será a Unama sem o Édson Franco na reitoria?
Não tenho bola de cristal para fazer previsões.

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Mais sobre o caso Unama:

Édson Franco renuncia. Como será a Unama sem ele?
Jornalismo, Publicidade e RP da Unama são contra a venda
A nota de esclarecimento da Unama não esclarece
Quem é sócio, comprador ou concorrente da Unama?

A Justiça Federal nos 20 anos de Constituição



No próximo mês de outubro, a Constituição Federal de 1988 completa 20 anos de idade. A data merece comemoração, em face de Texto Constitucional que, não obstante as críticas concernentes, entre outros aspectos, ao número de emendas sofridas, remanesce obra de perfil predominantemente democrático, social e humanitário.
O aniversário, além de ensejar referida comemoração, traz à baila reflexão acerca do relevante papel exercido pela Justiça Federal do Brasil na consolidação e efetivação do Texto Magno, ao longo dessas duas décadas de vigência.
Na análise histórica dos debates constituintes de 1988, é possível notar a existência de cogitação acerca extinção da Justiça Federal. Diziam os defensores de tal idéia que não teria sentido a sua manutenção em um regime democrático, fazendo alusão e vinculação da referida tese ao período de ressurgimento do Judiciário Federal, ocorrido em 1967, no início do regime militar. No entanto, ao invés de acolher a proposta de extinção do Poder Judiciário Federal, o Constituinte Originário de 1988 optou, oportunamente, por adotar caminho oposto, fortalecendo a Justiça Federal, ampliando a sua competência e dando-lhe uma melhor estrutura.
A partir de então, a Justiça Federal brasileira consolidou sua posição de destaque dentro do quadro institucional pátrio, situação possibilitada pela revogação de medidas de exceção que reduziam a independência da magistratura e proibiam os juízes de se pronunciarem sobre os assuntos políticos sociais mais delicados. Além disso, foi dada uma maior autonomia financeiro-orçamentária ao Judiciário, o que fortaleceu a sua independência.
Com as garantias restabelecidas e com a sua competência ampliada, a Justiça Federal pôde ratificar e consolidar sua vocação de independência e corresponder às melhores expectativas dos que acreditavam que o caráter técnico do Judiciário Federal se sobreporia às previsões daqueles que haviam artificialmente atrelado a sua existência a uma origem no regime de exceção, passando a sua história, ao revés, a se confundir com a história das lutas dos cidadãos diante dos arbítrios cometidos pelo poder público federal e contra a violação de direitos fundamentais, mostrando o acerto da opção realizada pelo Constituinte de 1988.
De fato, ao longo desses 20 anos, a Justiça Federal brasileira foi capaz de consolidar o seu papel de instância de controle da legalidade dos atos da administração pública federal, dando, na prática, concretude à arquitetura abstrata do princípio de freios e contrapesos, check and balance, conceito teórico fundamental que se encontra na base da teoria da tripartição funcional do Estado, consistente, basicamente, "no Poder contendo o Poder."
É nos desdobramentos do exercício desse papel que os juízes federais, espraiados por todo o território nacional, exercem protagonismo elevado, atuando, inclusive, na concretização de políticas públicas ligadas à realização de direitos fundamentais.
Tal atuação, não obstante as resistências que suscite, longe de configurar intromissão indevida de um poder em outro, resulta, justamente, da harmonia e independência que entre eles se deve preservar, daí decorrendo que uns e outros não devem se afastar, exigindo-se, ao contrário, um certo coeficiente de atrito salutar, capaz de, democraticamente, explorar diferentes visões de mundo, expressar a contradição que há entre projetos e concepções acerca do Estado e da sociedade.
Os atritos gerados por esse ativismo judicial, portanto, longe de representarem uma anomalia, uma falha na democracia, são prova da vitalidade do regime democrático, para cuja manutenção o Poder Judiciário Federal tem exercido papel de sumo destaque.
A Justiça Federal, ademais, representa derivação e instrumento de manutenção de uma das cláusulas pétreas da nossa Constituição, prevista no art. 60, § 4º, que é a forma federativa de Estado, pedra de toque do sistema constitucional posto, garantindo a existência de dualidade de jurisdições dentro de uma unicidade do Poder Judiciário nacional.
Desse modo, na celebração dos 20 anos da Constituição Federal de 1988, se insere, de forma destacada, o reconhecimento do papel de relevo exercido pelo Poder Judiciário Federal, traduzido, entre outros aspectos, na sua contribuição para efetivação de direitos fundamentais, na preservação do desiderato constitucional de manutenção de equilíbrio e harmonia entre os poderes e no exercício da função de instrumento de preservação da forma federativa de Estado, todos princípios basilares do Estado Democrático de Direito, abraçados pelo Texto Constitucional de 1988 que ora se celebra.

Arthur Pinheiro Chaves é juiz federal substituto da 1ª Vara da Seção Judiciária do Pará

Agendas de candidatos a prefeito de Belém para esta segunda

Priante (“Melhor Pra Belém” – PMDB-PP-PRB)
Pela manhã, caminhada pelas ruas do bairro do Marco, acompanhado pelo vice na coligação, Zeca Pirão.
A partir das 16h, conversa com moradores do bairro de Canudos, na rua Teófilo Conduru.
À noite, reúne-se com a coordenação de marketing da campanha.

Valéria Pires Franco (“Pra Belém Ficar Pai D’Égua” - DEM-PSDB)
A candidata passa o dia gravando para o programa do horário eleitoral gratuito.

Mário Cardoso (PT-PCdoB)
8h30 - gravação para TV Unama.
9 h - Agência Unama (site) e Jornal Comunicado (logo após a gravação do programa para TV Unama)
19h - Plenária de mulheres (Damos)

Arnaldo Jordy (PPS)
8h - caminhada na Comunidade Fé em Deus, no bairro do Tenoné, com acesso pela Avenida Augusto Montenegro. O início do percurso é na entrada da rua Fé em Deus, ao lado do ponto de moto táxi.
17h – reúne-se com responsáveis por sua campanha nos diversos distritos de Belém, a fim de traçar estratégias de atuação durante a semana. Será no Comitê Jordy 23 - Travessa Curuzu nº 1.482, entre as avenidas Duque de Caxias e 25 de Setembro.
20h – reúne-se com a coordenação geral da campanha, também na sede do Comitê Jordy.

Marinor Brito (“Frente de Esquerda” – PSOL-PSTU-PCB)
Às 8h - grava entrevista para a TV Unama.
Às 9h – na Cremação, caravana da Frente de Esquerda, com as presenças também de Abel Ribeiro, candidato a vice, do ex-prefeito Edmilson Rodrigues, de candidatos a vereadores e militantes dos partidos coligados. Concentração: Travessa Padere Eutíquio com Rua São Silvestre.
Às 16h – no Jurunas, caravana da Frente de Esquerda. Concentração: Rua Honório José dos Santos com São José Liberto.

Remo perde e fica a um passo da quarta divisão

No AMAZÔNIA:

O Remo parecia ter desistido. A vitória ficava cada vez mais distante dos jogadores azulinos, que já não escondiam os sinais de exaustão. Até que, depois de receber a bola do meio-campista Toninho, na entrada da área do Holanda/AM, Marcelo Maciel deu esperança ao Leão. Mesmo marcado por dois zagueiros, o atacante chutou em direção ao gol e... errou. Para o Remo, aquele lance, aos 38 minutos do segundo tempo, foi a última chance de empatar o jogo e de conseguir a classificação antecipada à terceira fase da Série C, ontem, no Mangueirão.
No início da partida, o Holanda transformou o equilíbrio em oportunidade. Os azulinos partiam em direção ao gol, esbarravam na defesa amazonense e mal conseguiam segurar os contra-ataques. Aos 20 minutos, o atacante Branco chegou a dominar a bola no peito dentro da área remista, na cara dos zagueiros Diego Barros e Charles. Não tivesse errado, teria feito o primeiro do Holanda, que mostrou ousadia ao longo de todo o confronto. Minutos depois, começaria a pressão exercida pela dupla Moré e Reinaldo Aleluia.
Os atacantes do Leão, porém, jogaram sem apoio nenhum. Aleluia conseguia avançar pelas laterais, mas Moré sofreu com a marcação de Doriva e desperdiçou várias chances de finalização. Aos 24 minutos, Moré recuperou a bola na intermediária, abriu espaço em direção ao gol e chutou de longe. Nada de gol. Logo depois, aos 28, Reinaldo Aleluia aproveitou o contra-ataque azulino e chutou em cima do goleiro Weber. Ao contrário do, o Remo não entrou em campo atrás do 'tudo ou nada'.
Depois do intervalo, o técnico Luís Carlos Cruz ainda tentou manter a mesma equipe, mas se viu obrigado a mudar. Aos cinco minutos, Deurick chegou pela direita e lançou para a área remista. A bola passa por trás do goleiro Adriano, mas os atacantes Garanha e Branco se atrapalharam e desperdiçaram a falha da zaga azulina. Minutos depois, Luís Carlos Cruz trocou Moré e Leandrinho por Marcelo Maciel e Toninho, respectivamente. Parecia loucura mudar a única parte do time que estava funcionando.
A derrota azulina começou aos 22 minutos. O lateral-direito Deurick lançou para o meia Geraldo, que deixou a bola para Branco marcar o primeiro e único gol da partida. Só então o Remo começou a acordar para o jogo. Mesmo assim, diante da insistência do Holanda, os azulinos continuavam ineficientes e desorganizados. O técnico Luís Carlos Cruz ainda piorou a situação quando resolveu tirar Aleluia, um dos poucos a render dentro de campo, para escalar Léo Guerreiro, que em nada ajudou o time.
No que parecia ser o lance final, Adriano resolveu deixar o gol para cabecear na área adversária. Mas ainda faltavam dois minutos e, depois do escanteio mal cobrado pelo meia Edílson, o Paredão se atrasou e ficou cara a cara com o atacante Branco. Foi driblado, fez falta por trás e levou cartão vermelho, o que confirmou a tarde desonrosa dos azulinos. Léo Guerreiro assumiu o gol, mas, felizmente, não precisou defender nenhuma bola. A atuação de todos contribuiu para a pior atuação azulina na segunda fase da Série C.

Técnico mexe errado no time

No AMAZÔNIA:

O técnico Luís Carlos Cruz ouviu o apito inicial abraçado aos reservas, dando sinais de que estaria integrado ao grupo remista. Mas, ao longo da partida, revelou claramente que ainda não conhece o elenco azulino. Assim como os jogadores, Luís Carlos Cruz falhou. Tirou os principais articuladores do time, Moré e Reinaldo Aleluia, para experimentar Marcelo Maciel e Léo Guerreiro, a fórmula que comprovadamente não dá certo. Resultado: o Leão passou de mal a pior. O apagão, dessa vez, foi generalizado.
Quando anunciou a escalação, em que incluiu o volante San, parado há um mês, Luís Carlos Cruz mostrou que estava disposto a arriscar. Mas, no final do jogo, o próprio técnico admitiu as falhas graves da equipe. 'Para ganhar jogo, tem de ter merecimento. Só tivemos a chance com o Marcelo Maciel. Nossas bolas paradas foram horríveis. Na minha opinião, o Holanda nem jogou tão bem. Mas, no segundo tempo, eles foram melhores. Jogaram em cima de nossos erros', declarou o treinador, sobre sua estréia à frente do Leão.
'Se alguém fez o dever de casa, hoje (ontem) à tarde, esse alguém foi o torcedor', comentou Luís Carlos Cruz. Na próxima partida, decisiva para o Remo, o técnico anunciou que pretende fazer mudanças e aproveitar o retorno dos jogadores que estavam suspensos. 'A solução está aqui. Não adianta achar que vamos trazer alguém de fora para resolver. Se tem um time que depende só de si é o Remo. Vamos trabalhar ao longo dessa semana e vou olhar para os jogadores que vão retornar', revelou.
No próximo domingo, Luís Carlos Cruz terá uma partida decisiva contra o Rio Branco/AC, fora de casa. Se repetir os erros, o Remo perde a vaga na próxima fase da Série C e, provavelmente, o técnico sofrerá ainda mais pressão da torcida. 'A Série C é uma competição de tiro curto', declarou o técnico. Sendo assim, é bom para Luís Carlos Cruz que o Leão acerte o alvo em cheio, na próxima semana.

Paysandu negocia a saída de Fabrício

No AMAZÔNIA:

A notícia caiu como uma bomba ontem no Paysandu. O presidente Luiz Omar Pinheiro está negociando o meia-atacante Fabrício, principal jogador bicolor no Campeonato Brasileiro da Série C. Falta apenas definir o destino do atleta, que recebeu duas propostas financeiras consideradas 'irrecusáveis' pelo mandatário bicolor. Uma delas é da Traffic Sports - empresa de marketing que abastece clubes como Palmeiras-SP e Coritiba-PR. A outra é dos mesmos empresários que levaram o lateral-direito Boiadeiro para a Turquia. Os valores das respectivas propostas não foram reveladas pela direção bicolor.
A informação, segundo declarações do técnico Dário Lourenço, teria sido passada por Luiz Omar ao próprio treinador em uma reunião na manhã de sábado. Embora a diretoria tenha garantido que as negociações serão concluídas apenas na manhã de hoje, Dário se mostrou resignado e afirmou que não conta mais com Fabrício para o restante da Terceirona. 'Pelo que foi repassado por um dos empresários envolvidos na negociação, o Fabrício não joga mais pelo Paysandu', disse o comandante bicolor.
Segundo Dário Lourenço, representantes da Traffic estiveram reunidos com a diretoria do Paysandu e fizeram uma proposta pela contratação de Fabrício. A proposta da empresa paulista garantiria o pagamento de uma parcela da multa rescisória do jogador e ainda a permanência de Fabrício na Curuzu até o final do ano. Contudo, do ponto de vista financeiro, a proposta turca seria mais vantajosa. O jogador tem contrato até o final de 2010, mas o valor da cláusula rescisória é mantida em sigilo. Especula-se que seria de R$ 6 milhões.
'Meu empresário se reuniu com os representantes da Traffic e eles decidirão o que será melhor para mim e o Paysandu. Continuarei fazendo meu trabalho aqui, porque nosso objetivo é subir para a Série B', afirmou Fabrício, vice-artilheiro bicolor na temporada, com 11 gols - cinco no Parazão e seis na Série C.
Apesar da declaração, o jogador, segundo uma fonte, não viajou para o amistoso em Breves porque acelerava uma possível viagem para o exterior - a janela de transferências internacionais encerra-se hoje. Na partida, ele foi substituído pelo recém-contratado Andrezinho.
Fabrício, 22, despertou o interesse do Paysandu após disputar um amistoso pela seleção de Mãe do Rio, no final do ano passado. Com o início da temporada 2008, o meia-atacante desembarcou na Curuzu e, sob o comando de Givanildo Oliveira, conquistou rapidamente uma vaga no time que disputou o Campeonato Paraense.
Na Série C, é o 'centro de gravidade' da equipe bicolor. Além de ser um dos líderes em assistência e um dos artilheiros do time, com seis gols, foi o responsável pela classificação à segunda fase, marcando os gols dos empates com Águia de Marabá e Bacabal-MA. Também teve participação determinante nas vitórias sobre Sampaio Corrêa-MA e Águia, que garantiram a vaga antecipada na terceira fase da competição.

População caminha pela paz

No AMAZÔNIA:

No Dia Mundial de Fazer a Diferença, vários moradores dos bairros do Guamá e Terra Firme saíram às ruas, na manhã de domingo, para participar da passeata 'Solidariedade Faz a Diferença', organizada por órgãos ligados à segurança pública em parceria com lideranças comunitárias nos dois bairros. Trata-se de uma iniciativa que visa combater a criminalidade por meio da integração entre as polícias Civil e Militar e comunidade e que deve percorrer vários outros bairros de Belém.
A caminhada começou às 9 horas no Mercado do Guamá. O grupo, empunhando cartazes que pediam paz e solidariedade nos bairros envolvidos, percorreu várias ruas até chegar ao campus III da Universidade Federal do Pará (UFPa), às margens do canal do Tucunduba, totalizando um percurso de três quilômetros. 'O combate à criminalidade só acontece de modo efetivo quando há essa integração com a comunidade. A polícia sozinha não pode resolver tudo', sentenciou o coronel PM Costa Júnior, diretor do Centro Integrado de Operações (CIOP/190) e da Comissão Governamental de Implementação da Segurança Comunitária no Pará. 'Começamos essa campanha pelos bairros do Guamá e Terra Firme porque só nesses dois temos hoje aproximadamente 200 mil habitantes. Nosso objetivo é buscar essa parceria com as comunidades para encontrarmos juntos alternativas de prevenção ao crime', justificou.
No campus III, vários serviços seriam oferecidos à comunidade. A previsão dos organizadores era de que fossem emitidas 100 carteiras de trabalho, 150 Cadastros de Pessoa Física (CPF), 50 carteiras de identidade, além de atendimento médico, odontológico e vacinação.
Para o encerramento do evento, a organização anunciava o show da banda Transfusão, de reggae, organizada por moradores da própria comunidade, além do show do cantor Daniel Delatuche.

Viatura especial abrirá espaço para demandas dos moradores

No AMAZÔNIA:

O coordenador operacional do programa de segurança comunitária no Pará, coronel Costa Júnior, adiantou que uma viatura especial foi comprada pela PM para fazer incursões na comunidade. 'Os policiais vão passar mais tempo com os moradores, não só resolvendo questões sobre a segurança, mas atendendo a outras demandas da população', explica Costa Júnior. A viatura deve começar a ser utilizada nas incursões da polícia na Terra Firme e Guamá até dezembro.
O veículo, um furgão, já foi comprado e deverá chegar em Belém no início de setembro, segundo o coronel. Ele disse que, desde o ano passado, vem sendo implantado naquela área o projeto 'Guamá, Terra Firme', na forma de segurança comunitária. Para execução do projeto, foram gastos R$ 700 mil em equipamentos. Além do furgão, também foram adquiridos três notebooks, três projetores multimídia, mobílias para a base da segurança comunitária, etc. O dinheiro também será utilizado para readequação funcional de um imóvel de madeira que fica em frente à Seccional Urbana do Guamá. O imóvel funcionará como a base comunitária de segurança, onde os moradores poderão registrar suas reclamações sobre os problemas do Guamá e Terra Firme.
Costa Júnior explicou que a idéia é manter um contato mais próximo com os populares. No furgão, por exemplo, trabalharão três policiais militares, e uma parceria está sendo formada com o Corpo de Bombeiros. 'Enquanto um PM fica dentro do veículo, os outros dois batem na casa dos moradores, se identificam e perguntam quais os maiores problemas enfrentados. A reclamação poderá ser quanto à iluminação pública, saneamento e outros. As reclamações serão elencadas e encaminhadas para as sercretarias responsáveis', disse. Na opinião do coronel, a união entre as secretarias de estado e município são importantes. 'O que acontece no Guamá e Terra Firme é a ausência do Estado, em todas as suas esferas. Por isso, estamos unindo os esforços para da um retorno à população. O nosso sonho é transformar a Terra Firme, criando espaços alternativos de esporte, arte e lazer. Queremos tornar a Terra Firme um espaço seguro de morar, ao contrário do que vemos hoje, pois lá não há teatro, não há praça ou biblioteca. O primeiro emprego é o narcotráfico ou a prostituição. Os próprios bandidos estão se matando por busca de espaço', frisou o coronel Costa Júnior, complementando que a base comunitária de segurança e cidadania vai representar todas as associações de moradores da área, para que tenha força política e possa reivindicar seus direitos.

Presos ganham livros

No AMAZÔNIA:

A Vara Especializada em Execução Penal e Medidas Alternativas entregou ontem, cerca de 1.500 livros para a Casa do Albergado, no bairro da Cremação. A campanha de solidariedade foi comandada pelo juiz titular da Vara, Cláudio Rendeiro, em comemoração ao dia do 'Faça a Diferença'.
O novo acervo irá beneficiar cerca de 95 apenados do regime aberto que cumprem pena no abrigo aos finais de semana. 'Na verdade a própria lei de Execuções Penais prevê que nestes espaços tenha uma biblioteca para que as pessoas possam cumprir a pena lendo, mas infelizmente esta não é uma realidade na maioria das casas de apenados do País. Esta é uma maneira de promover a ressocialização do preso, fazer dele uma pessoa melhor para conviver em sociedade', disse Rendeiro.
Todos os anos, a Vara de Execuções Penais desenvolve uma atividade de solidariedade juntamente com a sociedade civil e funcionários. Este ano, a biblioteca da Casa do Albergado foi a escolhida para receber o acervo. A escolha tem a ver a necessidade. Com os novos livros, a Casa pretende desenvolver atividades lúdicas e pedagógicas com os intrenos, o que deve ajudar a preencher o tempo livre do grupo. 'A idéia não é só entregar o livro , mas mostrar a importância da leitura para eles, enquanto instrumento de renovação', disse o juiz.
Condenado há 16 anos de prisão por atentado violento ao pudor, o apenado M. C. T (que pediu para não ser identificado), sabe bem a importância das ações de ressocialização. 'Já cumpri nove anos da minha pena e sei o quanto tudo poderia ter sido pior se não fosse a educação e uma nova chance. Para nós recuperandos, é fundamental este estímulo para sabermos o melhor caminho a seguir, e o quanto o conhecimento pode nos ajudar a mudar de vida, a entrar no mercado de trabalho', afirmou o apenado.
Ele conta que na época em que foi preso tinha apenas a terceira série primária e hoje, com a progressão da pena, que lhe permitiu passar para o regime semiaberto e posteriormente para o aberto, conseguiu concluir os estudos e ingressar numa faculdade. 'Sei que vai de cada um, mas eu quis mais pra mim. Passei em três faculdades, uma delas pública, e hoje só quero poder terminar de cumprir a dívida que tenho com a Justiça e seguir minha vida', disse.

Lula quer PF na apuração de autoria de grampo no STF

Na FOLHA DE S.PAULO:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinará hoje que a Polícia Federal investigue o grampo ilegal de conversa entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Essa decisão será comunicada por Lula a Mendes, em reunião de emergência marcada para as 9h de hoje no Palácio do Planalto.
Segundo a Folha apurou, Lula está disposto a discutir uma forma de o STF acompanhar a investigação. O inquérito irá apurar o suposto envolvimento de agentes secretos da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e de investigadores da própria PF, como acusa reportagem publicada na edição da revista "Veja" desta semana.
Lula pretende, assim, responder à cobrança pública feita pelo presidente do STF, que disse que chamaria o presidente da República "às falas". Um ministro de Lula disse que Mendes "passou do ponto" ao anunciar que exigiria uma resposta do governo e se referir assim ao presidente.
Irão ao Planalto, além de Mendes, o vice-presidente do STF, Cezar Peluso, e o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, também ministro do Supremo. Será dito que só uma investigação rigorosa, que aponte autores e mandantes do suposto grampo, será capaz de evitar uma crise institucional.
Lula também convocou para a reunião os ministros Tarso Genro (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa). "Tem que haver necessariamente uma investigação. A gravação houve, e isso é muito grave", disse Jobim.

Reunião no Supremo
Às 16h, os ministros do STF se reunirão em conselho, a portas fechadas, para discutir o episódio. Encontros como este raramente são convocados. Muitos precisaram reagendar compromissos para estar em Brasília na tarde de hoje. "Vamos refletir sobre o que está acontecendo e adotar uma postura de serenidade, buscando dias melhores. A bisbilhotice passou a ser generalizada", disse o ministro do STF Marco Aurélio Mello, que acredita ter sido alvo de escutas ilegais.
A ordem para a abertura de inquérito policial foi transmitida sábado à tarde a Tarso Genro, que estava em Recife. Pouco antes de determinar que a PF entrasse no caso, Lula e Mendes também se falaram por telefone. Lula chamou o presidente do STF para uma conversa pessoal, o que levou Mendes a cancelar ida à Coréia do Sul, onde faria palestra.
A entrada da PF no caso é a única medida que o governo avalia ser possível tomar neste momento. Por ora, está descartada eventual demissão do diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda. Lula e seus principais auxiliares não acreditam que ele tenha ordenado ou participado do suposto grampo.
A PF deverá pedir à revista "Veja" a gravação da conversa entre Mendes e Demóstenes para averiguar se foi feita por aparelho da polícia. Segundo o governo, é possível descobrir se a gravação foi feita pelo sistema "Guardião" durante as apurações da Operação Satiagraha, realizada pela PF com a ajuda da Abin e que levou para a prisão o banqueiro Daniel Dantas.
A Abin iniciará nesta semana investigação interna para apurar se houve envolvimento de funcionários da agência.
Ao saber dos grampos, Mendes cobrou providências de Lula. Apesar de assessores terem achado a reação exagerada, um ministro de Lula disse que ele tem boa relação com Mendes e não levaria em conta uma "reação emocional".

Congressistas podem convocar diretor da Abin

Na FOLHA DE S.PAULO:

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), decidiu acatar a sugestão de senadores do DEM e marcar reunião emergencial da Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do Congresso Nacional. Os congressistas querem convocar para esclarecimentos o diretor da Abin, Paulo Lacerda, e o ministro chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Armando Félix, que também podem ser ouvidos na CPI dos Grampos da Câmara.
Garibaldi também pretende solicitar na manhã de hoje uma audiência com o presidente Lula para pedir investigações.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que pretende investigar a acusação. "Eu quero discutir com o presidente Gilmar Mendes e depois, na Câmara dos Deputados, para ver que iniciativas podemos ter", afirmou ontem o deputado, após participar de comício ao lado do presidente Lula em Santo André, no Grande ABC.
Chinaglia classificou o caso como "extremamente grave". "Se alguém agiu errado, vai ter que pagar por isso", afirmou.
Partidos da oposição já se organizam para transformar em discurso a falta de controle do governo sobre as ações da PF e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Em nota, o PPS pediu a demissão de Jorge Félix e Lacerda.
A Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do Congresso Nacional foi criada junto com a Abin, em 1999, e funciona como órgão de controle externo das atividades da agência. A última vez que a comissão se reuniu, de acordo com histórico das atas do site do Senado, foi em abril de 2005. No início daquele ano, os congressistas discutiram relatório da Abin que narrava doação de US$ 5 milhões das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) ao PT. O documento foi arquivado.
Agora, a Abin é novamente alvo de críticas de parlamentares dentro do Congresso. "À primeira vista, estão me dizendo que a suspeita recai sobre a Abin, mesmo ela não estando habilitada para fazer escutas", disse o presidente do Senado.

Governo suspeita de participação de ABIN e PF e particulares

Na FOLHA DE S.PAULO:

O governo trabalha com a hipótese de envolvimento de funcionários da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da Polícia Federal na escuta ilegal do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. No entanto, por ora, descarta o envolvimento do diretor-geral da agência, Paulo Lacerda, e da cúpula da PF com tal escuta ilegal.
Nas avaliações iniciais do Palácio do Planalto sobre o caso, três hipóteses principais são cogitadas. Na primeira delas, as escutas foram feitas -e vazadas- por servidores da Abin que resistem a Lacerda.
Na segunda, seriam fruto de disputa entre os grupos pró e anti-Lacerda, ex-diretor-geral da PF. O grupo de Lacerda tem entre os integrantes o delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha.
A terceira hipótese avalia a participação da iniciativa privada. Não se descarta a possibilidade da ação de alguém interessado em desacreditar Lacerda e a PF, além de reforçar em Mendes a suspeita de ser monitorado por setores do governo.
Recentemente, Lacerda e o presidente do STF estiveram envolvidos em aspectos polêmicos da Satiagraha -investigação da PF sobre um suposto esquema de corrupção comandado pelo banqueiro Daniel Dantas. O diálogo telefônico de pouco mais de dois minutos entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) foi gravado no fim da tarde de 15 de julho, uma semana depois da deflagração da Satiagraha.
"Não se pode descartar as disputas internas [na Abin e na PF]", disse o ministro Nelson Jobim (Defesa), ao ser questionado sobre a possibilidade de armação uma vez que a Abin não tem prerrogativa legal de interceptar conversas.
Lacerda disse a assessores que não acredita no envolvimento de servidores da Abin, mas não descarta a possibilidade. Afirmou que a agência não tem equipamentos nem funcionários para monitorar e elaborar relatórios sobre as conversas de tantas autoridades.

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Mendes afirma que STF não pode se calar

Na FOLHA DE S.PAULO:

Em palestra na última quinta-feira, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, respondeu às críticas de que a corte tem legislado em lugar do Congresso, disse que a Constituição de 1988 mudou a alma da corte e que o tribunal de hoje não pode se calar diante da inércia do Legislativo e se limitar a declarar uma lei inconstitucional.
Citou como exemplo o julgamento do STF sobre o direito de greve dos servidores, situação para a qual ainda não há lei. "Desde 1989 o tribunal repetia a mesma cantilena, de que era preciso regulamentar o direito de greve do servidor. Passados quase 20 anos, o tribunal mandou aplicar a lei de greve do âmbito privado para o serviço público."
"Não preciso lhes dizer que ninguém tem a pretensão de substituir o legislador. Mas é evidente que, em alguns casos, a inércia legislativa acentuada, sem nenhuma solução, exige que se quebre também a própria inércia judicial", declarou, em palestra proferida durante evento promovido pela seccional do Distrito Federal da OAB no dia 28.
Em referência aos 20 anos da Constituição Federal, tema de sua palestra, Gilmar Mendes exaltou a capacidade que o Brasil teve de ultrapassar momentos de turbulência política -inclusive o impeachment do presidente Fernando Collor- e de alta inflação dentro dos limites estabelecidos na Carta. Questionou, no entanto, o pouco reconhecimento dado pela história àqueles que, na ditadura, não pegaram em armas, mas lutaram pela democracia dentro do debate político.
"Acredito que não tenhamos honrado e honorado essas pessoas da maneira devida. Tinham compromisso com a democracia e não com a ditadura do proletariado. Essas pessoas deveriam ser devidamente homenageadas quando celebramos 20 anos da Constituição. Estamos aqui hoje graças aos avanços feitos por esses homens, não de armas, mas do diálogo."

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O tempo

Em Belém, sol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde. À noite o tempo fica aberto.
A temperatura máxima será de 34ºC e a mínima, de 23ºC.
A umidade relativa do ar varia de 55% a 86%.
Nesta segunda-feira, o ar fica mais seco no centro-sul de Rondônia e também no Amapá. Nestas áreas, o sol fica forte e algumas nuvens crescem com o calor, mas não há expectativa de chuva. A umidade aumenta no Tocantins. Todo o Estado tem sol e rápidas pancadas de chuva podem ocorrer à tarde. Nas demais áreas do Norte, o sol também aparece o dia todo, as nuvens aumentam com calor e chove à tarde.
As previsões são da Climatempo.

As manchetes da segunda

O ESTADO DE S. PAULO
Lula decide mudar a Abin após espionagem no STF

JORNAL DA TARDE
Tráfico põe crack na maconha para viciar rápido

FOLHA DE S. PAULO
PF vai investigar grampo no Supremo

GAZETA MERCANTIL
Varejo arma-se para a briga de gigantes na web

VALOR ECONÔMICO
Queda do dólar prejudica empréstimos a governos

JORNAL DO BRASIL
Rio busca saída para o lixo que produz

O GLOBO
Governo, STF e Congresso se mobilizam contra grampos

CORREIO BRAZILIENSE
Patrimônio milionário do Ibama está abandonado

ESTADO DE MINAS
Eleição em BH deve acabar no primeiro turno

GAZETA DO POVO (PR)
Policiais são treinados para identificar motoristas drogados

CORREIO DO POVO (RS)
STF exige explicações sobre grampos

CORREIO POPULAR (Campinas-SP)
Crédito farto e consumo injetam R$ 6 bi na RMC [Região Metropolitana de Campinas]

DIÁRIO CATARINENSE (SC)
Lula e presidente do STF vão discutir escutas hoje