sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ordem de serviço para mototaxista vale alguma coisa?

Deem uma olhada aí em cima.
Está em O LIBERAL de ontem.
A matéria diz que a CTBel vai expedir, no máximo maximorum, 1.500 ordens de serviço para mototaxistas trafegarem legalmente em Belém.
Isso significa que 4.500 outros devem ficar a ver navios.
Ou ficarão a ver ordens de serviço, se vocês preferirem.
Agora, digam lá: alguém aí acredita que esses 4.500 que sobrarem vão deixar de circular livremente?
Alguém aí acredita que a falta de uma ordem de serviço será algum empecilho para que 4.500 mototaxistas continuem a desenvolver normalmente as suas atividades?
Se alguém aí acredita nisso, então talvez desconheça que vans e kombis – os ditos transportes alternativos – são ilegais.
E nem por isso deixam de infestar as ruas de Belém e sua região metropolitana.
Por que, então, uma ordem de serviço seria empecilho a mototaxistas?
Por quê?
Aliás, vai ser muito bacana assistir a essa disputa de 6 mil mototaxistas por apenas 1.500 ordens de serviço.
Vai ser uma bacanagem e tanto.
Esperem só!

2 comentários:

Anônimo disse...

O serviço de moto-taxi aumenta o número de acidentes e os gastos públicos, especialmente da previdência social.
Coisa de repúbliquetas como o Brasil, que é incapaz de desenvolver tecnologias e serviços capazes de não colocar em risco o ser humano.
Qualquer cidade de país desenvolvido não existe esse serviço.

EDUARDO BUERES disse...

Boa Tarde,Paulo.

O que toda a sociedade paraense já sabe é que, falta um projeto político realista e específico para o setor...
Que não há mérito nenhum á esta decisão que busca somente fomentar a cizania nessa classe de batalhadores que foi divida pelo gabinete do prefeito entre: os que podem trabalhar e os que não podem...

Tudo para que, desta forma, maquiavelicamente Dudu continue empurrando com a barriga essa questão política que poderia ser resolvida na sua gestão mas que, certamente, vai ser deixada para o próximo prefeito de Belém em 2012.

Sobretudo porque envolve relações com um conjunto de interesses machucados ligados aos enfraquecidos porém, barulhentos, taxistas e, especialmente os empresários que representam as tradicionais famílias que exploram há anos as linhas urbanas, colaboradores preciosos e infalíveis durante as campanhas eleitorais...

Como os ricos possuem transportes próprios, a classe dos moto-taxistas é antipatizada por esse campo politico que trabalha e representa o sistema neo-liberal burgues papa-chibé, por uma razão muito simples: porque os trabalhadores em duas rodas faturam com a simpatia e participação popular e por ajudar na democratização do acesso aos transportes públicos, de forma mais personalizada, mais rápida e eficiente na metropoli onde reina o caus no transito urbano por falta de visão e gestão de quem?...

Especialmente se atentarmos que a frota de coletivo que serve a cidade é deficitária, esta sucateada, não sofre fiscalização ambiental e representa em torno de 23% de todo a emissão de carbono que orna a prata dos cabelos da nossa quatrocentona e amada Belém do Pará.

Mas este caso é um outro caso para ser tratado na ecosfera blogueana, com demérito á parte responsável.

Com relação a solução que envolve questão dos moto-taxistas que estão proibidos de trabalhar, nada, eu disse nada, esta sendo gestado nas pranchas, não há, nem haverá, elaboração ou esboço de projeto que substitua a mera proibição e limitação estabelecida, com exceção da implantação da estratégia ruim de dividir a classe.
Valha-nos a santa democracia!

Eduardo Bueres - Ananindeua