sexta-feira, 7 de junho de 2013

Outra brincadeira, ou melhor, bandidagem. Na rede social.

Vejam abaixo, meus caros.
Mais uma brincadeira no Facebook.
Brincadeira?
Seria uma bandidagem, isso sim.
Envolve o Poder Judiciário.
Em postagem recente aqui no Espaço Aberto, intitulada Ex-presidente da OAB é vítima de falsário em rede social, já se dizia:

As redes sociais não estão estimulando o exercício saudável da liberdade.
Estão sendo procuradas, cada vez mais, por cafajestes e bandidos que tentam torná-las seus abrigos preferidos, contaminando, assim, a convivência - sustentada pela natural e atraente diversidade - de muita gente que também trafega por lá.
Uma pena.
E, além de ser deplorável, é um caso de polícia.

Leia a notícia abaixo.
Está no site do Tribunal de Justiça do Estado.
Leiam e concluam, vocês mesmos, se as redes sociais não estão virando um abrigo de bandidos.

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Improcede informação que juiz teria obrigado ex-namorado pagar pensão baseado em status do Facebook

O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) informa que é improcedente a notícia veiculada na internet e em rede social, na manhã desta quarta-feira, sobre suposta decisão judicial que obriga ex-namorado a pagar pensão alimentícia a jovem. A suposta decisão de reconhecimento de "união estável" toma como referência o status do Facebook, em que o ex-namorado assume publicamente "relacionamento sério" com a jovem foi atribuída ao "juiz Antonio Nicolau Barbosa Sobrinho da 2ª Vara da Família da Comarca da Capital".
O TJPA esclarece que o juiz Antonio Nicolau não existe no quadro da magistratura paraense, conforme pesquisa no Serviço de Cadastro do Magistrado do Tribunal. E ainda: quem atua na 2ª Vara da Família de Belém, comarca da Capital, é a juíza Elvina Gemaque Taveira, há mais de cinco anos. A magistrada classificou a postagem como uma “piada de mau gosto”, uma vez que uma decisão judicial se baseia em provas oficiais e documentais, e não oficiosas e falaciosas. (Texto: Coordenadoria de Imprensa do TJPA).

Protestos na Paulista. Com cacete e tudo.




Mas que coisa, meus caros.
Que coisa!
Marcos Cangiano, redator publicitário e leitor do blog, foi quem mandou as fotos, por voltas das 23h de ontem.
Estão aí.
Mostram os resquícios de um quebra-pau - mas quebra-pau dos brabos - que estourou na avenida Paulista, imediações do Conjunto Nacional, aquele que fica próximo à Augusta.
Fechou tudo.
Fechou o Conjunto Nacional, fecharam as lojas, o Shopping Paulista - lá no outro extremo da avenida -, enfim, um caos.
Jovens, em sua grande maioria, protestavam contra o aumento da tarifas de ônibus.
Chegou a puliça.
E chegou com tudo.
Baixando o cacete e atirando bombas de gás lacrimogêneo.
Putz!

Ingressos gratuitos. E muitos desaforos.

Do leitor Yúdice Andrade, sobre a postagem Yamandu, o grande Yamandu, tratado como um pequeno:

Ingressos gratuitos que se esgotam antes que o público tenha oportunidade de acesso. Eis a razão pela qual, há vários anos, eu desisti de participar dos eventos do Festival de Música. Escutei muito desaforo na Fundação Carlos Gomes, como se estivessem me fazendo um favor.
Resultado: hoje só vou aos eventos pagos. É uma lástima, mas é assim. Esses, eu pelo menos tenho a chance de ver. O problema é que a maior parte dos interessados não.

Basa apresenta Lucinnha Bastos


Com a experiência de mais de 30 anos de carreira, priorizando a cultura regional, a questão ambiental e a valorização da mulher amazônica, Lucinnha Bastos sobe ao palco com o show “Nome de Mulher” em sua quinta edição.
No repertório canções de Rita Lee, Cazuza, Pixinguinha, Mariza Monte, Marina Lima, Billy Blanco, Chico César, Roberto Carlos entre outros.
O show “Nome de Mulher” mostra o papel da mulher na sociedade contemporânea. Um roteiro leve que brinda e canta as mulheres apaixonadas do Brasil.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Congresso promulga PEC que cria quatro TRFs

O Congresso Nacional promulgou nesta quinta-feira (6) a Proposta de Emenda à Constituição 544/02, do Senado, que cria mais quatro tribunais regionais federais (TRFs) por meio do desmembramento dos cinco já existentes. A criação dos novos tribunais é feita por meio de mudança no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Esta é a 73ª emenda à Constituição.
Nilson Bastian / Câmara dos Deputados
Promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 544/02, do Senado, que cria mais quatro tribunais regionais federais (TRFs) por meio do desmembramento dos cinco já existentes
Parlamentares reunidos para a promulgação da PEC dos novos TRFs.
De acordo com o texto, os novos TRFs terão sede nas capitais dos estados do Paraná, de Minas Gerais, da Bahia e do Amazonas. Defendidos por juízes e procuradores, os novos tribunais terão o objetivo de desafogar a Justiça Federal, principalmente o TRF da 1ª Região, antes responsável por 13 estados e pelo Distrito Federal.

Seis estados antes vinculados a esse tribunal - Minas Gerais, Bahia, Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima - passarão a fazer parte de outras três regiões. Juntos, esses seis estados respondem por quase 50% dos processos distribuídos.

Com a emenda constitucional, Minas Gerais terá um tribunal somente para o estado (7ª Região), assim como acontecerá com São Paulo (3ª Região) após a transferência do Mato Grosso do Sul para o TRF da 6ª Região, o qual também terá Paraná e Santa Catarina, ambos migrados da 4ª Região.

Sergipe sairá da 5ª Região e se juntará à Bahia no TRF da 8ª Região. O 9º tribunal abrangerá Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

Com essas mudanças, o TRF da 4ª Região atenderá apenas as causas do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro e Espírito Santo continuam na 2ª Região

Polêmica
Como presidente interino do Congresso, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), disse que a emenda é uma conquista da população brasileira em termos de acesso mais facilitado à Justiça Federal. “O que está em jogo aqui é a prestação de um melhor serviço ao cidadão que demanda a justiça federal todos os dias”, afirmou Vargas, agradecendo o esforço de todos os segmentos da sociedade que defenderam a criação dos novos tribunais.

Em relação a posicionamentos contrários à criação de novos tribunais, Vargas disse que houve tempo suficiente para que pudessem apresentar seus argumentos. “Mesmo 12 anos depois de a PEC ter sido apresentada, ainda há quem diga que não houve tempo suficiente para debatê-la”, completou.

Uma das críticas era que a proposta seria inconstitucional por vício de origem. A PEC foi proposta pelo senador Arlindo Porto (PTB-MG). Um dos entendimentos é que a iniciativa desse tipo de proposta deveria vir do próprio poder Judiciário.

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, que viajou ontem a Portugal, ainda não havia convocado a sessão para promulgar a emenda sob a alegação de que era preciso mais tempo para tirar todas as dúvidas sobre a possível inconstitucionalidade da matéria. Renan também alertava para um erro na tramitação da PEC, por conta de uma alteração feita no texto durante a votação na Câmara.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, é favorável a promulgação e considera que a criação dos tribunais foi amplamente debatida publicamente. "Eu acho que é dever do Congresso promulgar. Se a Casa aprovou, em dois turnos, no Senado, sendo aprovada, inclusive, na Comissão de Justiça, que examina a questão da admissibilidade, constitucionalidade - seguindo todo esse trâmite legal, regimental, jurídico".

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, contrário à proposta, chegou a dizer que a aprovação dos quatro novos tribunais ocorreu de forma "sorrateira" e "à base de cochichos".

Íntegra da proposta:

Ponto de mutação das diferenças


Sem dúvida, vivemos um tempo de mudanças. Nossa história de liberdade é recente. Independência, Lei Áurea e República não têm duzentos anos. Direitos e garantias individuais farão jubileu de prata neste 2013. Religião, sexualidade e economia são itens em franco debate. O tecido social brasileiro está sendo formado. Com efeito, somos ainda um país de diferenças.
Gostaria de conversar com você sobre esse fenômeno brasileiro. Para isso, conto com sua sensibilidade, pois o objetivo aqui é apenas de reflexão mesmo. Individualmente ou em grupos, devemos ser respeitados. Abusos e crimes não podem ser tolerados. Porém, acredito que diferenças sociais atingem um ápice, a partir do qual podem sofrer mutação. Comecemos com a questão racial.
Sendo o Brasil uma nação de passado escravagista, é normal que o segmento negro receba proteção legal. Historicamente, essa grande parcela da população foi despedida do sistema produtivo brasileiro. Despedida sem dinheiro, formação e vínculos genealógicos com a América. Sofreu todo tipo de preconceito: racial, financeiro, religioso etc. Contudo, se a proteção ao negro virar protecionismo, atingiremos o vértice da pirâmide, a partir do qual o benefício atribuído a esse grupo implicará prejuízo de outros.
A questão da cota racial para ingresso em universidades públicas não está livre de críticas. E não está, primeiramente, porque o nosso povo não tem identidade racial. Salvo raras exceções familiares, somos um mix de culturas. Em nossas veias corre sangue de muitos povos. Europeus, asiáticos e africanos povoaram e povoam a terra milenar de milhões de índios. Enquanto algumas comunidades meridionais constituem ainda verdadeiras colônias de europeus-brasileiros, temos partes significativas de nosso território ocupadas por outros povos. Aqui no Pará, temos a nipônica Tomé-Açu, enquanto toda a Amazônia não passa de uma grande aldeia, com forte presença indígena na fisionomia e na cultura.
Quer ver uma coisa irritante? É a cor oficial da pele predominante em muitas regiões: parda. Já tentei de muitas formas saber exatamente a fórmula desse matiz, todavia, o máximo que consegui está relacionado à coprologia. É. Afora o governo, que insiste em classificar muita gente de “parda”, o registro mais próximo desse tom de pele encontra-se nas consultas médicas, quando nos perguntam a coloração das fezes. Ninguém merece essa comparação, porém, é assim que o governo consegue enxergar a cor da pele de um grande contingente populacional, principalmente na Amazônia, onde a gente não é branco nem preto.
À medida que o tempo passar, a questão das cotas raciais para afrodescendentes vai se tornar mais complicada no Brasil. E será assim porque o debate acima será aprofundado. E será porque o tempo, por si só, concorrerá para nivelar diferenças. Sim, pois hoje mesmo nem sempre é fácil concluir que a cor da pele é o grande vilão da injustiça social para alguns beneficiários das cotas. A título de exemplo, citemos as oportunidades iguais nos esportes, com a lembrança do lendário Pelé. E o que dizer de nosso atual presidente do STF? No futuro, a reserva de cotas poderá constituir medida injusta contra descendentes indígenas - quase toda a Amazônia -  e contra muitos outros brasileiros pardos, apenas pardos. Ponto de mutação das diferenças.
O que dizer da debatidíssima causa homoafetiva? Tenho a impressão que o mundo parece empurrar a heterossexualidade para o abismo. Todos vocês sabem o que penso acerca do respeito pelas pessoas, que não mudamos uma sociedade senão pela sua base. Agora, não vejo por que aptidões sexuais devem virar carnaval. Não vejo por que ministros do governo desfilam nesses blocos. Sexo não é coisa para avenida. Ninguém precisa sair pelas ruas gritando que é heterossexual. Ninguém precisa sair pelas ruas gritando que é homossexual. Sexo é vida privada. E, ainda que cometamos todos direitos à causa homoafetiva, somos todos filhos da heterossexualidade. Por isso, uma exagerada ênfase a questões sexuais de determinado grupo pode reverter em prejuízo para quem está fora dele. É preciso cuidado para que proteção a diferenças não sofram mutação nociva a toda a coletividade.

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RUI RAIOL é escritor
www.ruiraiol.com.br

O que ele disse


"Num país com 190 milhões de habitantes, é óbvio que há muita gente que detesta o ex-presidente [Lula], ou simplesmente não gosta dele. E daí? Que lei os obriga a gostar? Acontece com qualquer grande nome da política, em qualquer lugar do mundo. [...] Por que Lula e seus crentes não se conformam com isso e param de encher a paciência dos outros com sua choradeira sem fim?"
J.R. Guzzo (na foto), jornalista, em artigo na revista "Veja" desta semana.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Um olhar pela lente


Belém vista do rio Guamá.
A foto é de land.nick.

Charge - Adnael


Yamandu, o grande Yamandu, tratado como um pequeno



Da jornalista Ana Diniz, por e-mail, ao Espaço Aberto:

Yamandu Costa [confiram no vídeo] é um dos maiores, senão o maior, violonista brasileiro em atividade. Tem reconhecimento internacional e toca nos maiores festivais de jazz do mundo.
Pois bem. Yamandu vem a Belém, neste Festival Internacional de Música, e é “desaparecido” num espaço pequeno, de abertura recente e cujo site sequer é atualizado.
Os ingressos também “desapareceram” 20 minutos depois de iniciada a distribuição.
Dezenas de pessoas deram com a cara na porta, porque, até a manhã de ontem [terça-feira], se informava que seriam distribuídos a partir das 16 horas; mas a distribuição começou às 15.
Eu fui uma dessas pessoas: quando soube da antecipação, corri, mas só consegui chegar às 15h30m; minha filha chegou um pouco antes e também sobrou.
Eu não sei qual é o sentido de trazer uma estrela para uma única apresentação num lugar pequeno e mal localizado.
Também não sei porque essa apresentação foi marcada para 23 horas de uma quarta-feira.
Nem nós nem o Yamandu merecemos isto.
Gostaria que registrasses o meu protesto.

Obrigada, Ana Diniz

Trilha abandonada do BRT vira ponto de fuga

Olhem só.
Que o BRT vai andar devagar, isso todo mundo já sabe.
A Prefeitura de Belém, há umas três semanas, anunciou que as obras seriam retomadas na última segunda-feira.
E nada.
Como as obras não começaram, a prefeitura, cautelosamente - para não dizer cautelarmente - passou a dizer que não há mais previsão para começarem.
Quer dizer, previsão há.
Mas as previsões ficarão, por assim dizer, interna corporis.
Ficarão restritas ao consumo interno. Para não se criarem falsas expectativas.
Melhor assim. Ou menos pior assim.
Se esses atrasos, se essas idas e vindas são do conhecimento de todo mundo, convém à Prefeitura de Belém ter muito cuidado com a utilização - como diríamos, informal - do BRT.
Olhem essa tuitada acima.
O tuiteiro pergunta se já pode trafegar carro na trilha - abandonada, é claro - do BRT.
E ele próprio completa, dizendo que viu três veículos, dos quais dois eram ambulâncias, "fugindo do trânsito" justamente na trilha do BRT.
Coincidentemente, na última terça-feira à noite, leitor do blog, que estava parado num congestionamento às proximidades do Entroncamento, viu agentes da Amub (a ex-CTBel) autorizando, orientando vários motoristas a transitarem pela trilha do BRT, para desafogar o trânsito na avenida Almirante Barroso.
É brincadeira.
Que o trânsito de Belém é uma bagunça, isso é de todos conhecido.
Mas não dava, pelo menos, para a Amub disfarçar que não contribui para essa bagunça?

Prefeito ou exterminador de cães?


Se mais não fizer - ou não fizesse -, Sua Excelência o prefeito Marcelo Pamplona (PT), de Santa Cruz do Arari, já poderia inscrever seu nome nos anais (com todo o respeito).
Nos anais, ele figuraria com uma espécie de huno do cães, um exterminador de cachorros, um justiceiro canino ou seja lá o que for.
Em boa hora, aliás, em ótima hora, o Ministério Público do Estado, através da Promotoria de Justiça de Santa Cruz do Arari, instaurou inquérito civil para apurar suspeitas sobre o extermínio de cães no município.
As explicações que o gestor tem dado, sinceramente, são clamorosamente disparatadas, inconsistentes, destituídas de qualquer sentido.
Nem falemos de sentimentos, meus caros.
Nem consideremos a selvageria que é sacrificar animais assim a torto e a direito, sem necessidade alguma.
Nem vamos levar em conta se os autores dessas barbaridades gostam ou não de animais.
Não é disso que se trata.
Objetivamente, trata-se de sopesar explicações de que a prefeitura, simplesmente, não estaria matando, mas removendo os cães para o interior do município, para evitar que continuassem a atacar crianças, adultos e, acreditem, outros animais.
Isso é uma explicação que não pé nem cabeça.
Sem brincadeira.
Afinal, que cães são esses do Arari, hein?
São cães ou monstros, a ponto de atacarem todo mundo?
É uma barbaridade.
E quanto à alegação de que haveria uma superpopulação de cães no município?
Isso seria motivo para para exterminar os animais?
Não seria o caso de castrá-los?
Tomara que o prefeito seja inocente nessas denúncias.
Tomara.
Porque, a confirmarem-se as acusações, como acreditar que o gestor não poderia dispor de outra alternativa para livrar a população de cães dominados por supostas e incontroláveis fúrias?
Ah, sim.
Pucca, a cadela - linda, meiga, fagueira - aqui da redação, revela-se indignada.
O blog só não a mostra com a indignação à flor dos pêlos - brancos, alvos e macios - porque ela, uma cadela discreta, é avessa a fotografias.
Melhor assim!
Bem melhor.

Comprar vagas é como comprar carteira de motorista

Do jornalista, leitor e colaborador do blog Francisco Sidou, sobre a postagem Pirão será caçado como boquirroto. Mas só ele?:

Os "cardeais" remistas e também os do Paysandu deveriam aprender "que o tempo passou na janela e só eles não viram" a evolução do futebol no interior do Estado.
Não por acaso, nos últimos cinco anos três campeões estaduais vieram do "hinterland", como falavam os colegas da crônica esportiva na gloriosa Rádio Clube do Pará , quando ainda era PRC-5 - " A voz que fala e canta para a planície ", do saudoso mestre Edyr Proença.
Comprar "vagas" na quarta divisão é algo tão feio quanto querer entrar na universidade comprando gabaritos das provas ou "comprar" uma carteira de motorista na "feira de negócios" no entorno do prédio do Detran.
Vamos respeitar os brios dos times pequenos do interior, do Pará ou de Rondônia, que lutaram bravamente e conquistaram títulos e a vaga no Brasileirão, com méritos, porque souberam honrar a camisa que vestem. Só vejo uma saída "honrosa" para os clubes "grandes" da capital: começar a reciclar seus procedimentos e métodos de gestão nos clubes, com transparência e eleições Diretas Já.
Com tantos "cardeais" dando teco nos Conselhos de "Notáveis", Remo e Paysandu estão cada vez mais descendo a ladeira do rebaixamento. Tenho uma sugestão de pauta, aliás de marketing esportivo, para Remo e Paysandu saírem dessa mesmice de contratar "bondes" em fase terminal de clubes paulistas ou mineiros, verdadeiras "perebas" em campo.
Que tal contratar alguns daqueles bravos guerreiros xavantes que praticam o futebol de "toras" nas aldeias ? Eles são fortes e ágeis. Só precisariam de algumas aulas práticas com a bola para certamente jogarem com a "alma guerreira" que há muito está faltando para os jogadores de nossos times "grandes". Para quem carrega correndo uma "tora" de madeira pesando até 50 quilos, chutar uma bola "fuleca" é a maior barbada...
Já imaginaram a repercussão na mídia nacional e até mundial de um "clássico" de Paysandu x Remo, no Mangueirão, às vésperas da Copa do Mundo de 2014, com alguns daqueles bravos jogadores do futebol de "toras" da tribo Xavante? Os índios estão na moda e despertam hoje mais interesse da mídia universal do que muitos "artistas" ou "celebridades" de proveta.
Está lançada a ideia. Sem ônus, senhores "cardeais" e "bispos" de nosso decadente futebol paraense da capital.

Edmilson quer debater processo seletivo da UFPA

Os estudantes do Pará poderão ficar em desvantagem dentro do novo modelo de disputa por vagas da Universidade Federal do Pará (UFPA), que passará a considerar apenas a notas do Exame Nacional do Ensino Médio, a partir de 2014, com 20% das vagas reservadas ao Sistema de Seleção Unificada (Sesu). A preocupação foi externada pelo deputado estadual Edmilson Rodrigues (PSOL), durante a sessão da Assembleia legislativa do Estado, nesta quarta-feira, 5. Ele apresentou requerimento para que o assunto seja debatido em sessão especial.

"O novo modelo ignora a realidade educacional do Pará, onde o ensino médio da rede pública é considerado o segundo pior do país", disse Edmilson. A preocupação é que estudantes de outros estados, em condições vantajosas de disputa, acabem dificultando ou excluindo o acesso do público paraense ao ensino superior. Ao final do curso superior, a tendência é que esses alunos retornem aos estados de origem para trabalhar, reservando ao Pará um mercado com qualificação técnica e profissional aquém do esperado.

O requerimento da sessão especial ainda será votado pelos demais deputados. deverão ser convidados o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPA, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação Pública do Pará (Sintepp), o Sindicato Nacional das Instituições dos Docentes do Ensino Superior (Andes), o Sindicato dos Professores da rede Particular de do Estado do Pará (Sinpro), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Diretório Central dos Estudantes da UFPA (DCE).


Fonte: Assessoria Parlamentar

O custo Brasil

Por ANA DINIZ, jornalista, em seu blog Na rede

Eu tinha desistido deste blog, mas a indignação foi mais forte. Com a caradura da Miriam Belchior. Ela disse, domingo, no “Fantástico” que o Brasil passou trinta anos sem obras e que por isso os escritórios de projetos foram desmobilizados. E que “Nós resolvemos de maneira bastante clara de que era mais importante começar a fazer obras e entregar obras importantes que o país precisava mesmo com eventuais projetos… Mesmo com projetos… Sem ter os projetos executivos prontos. Porque o mais caro pro Brasil é não ter a obra. Esse é o custo Brasil mais alto”. O diabo é que centenas de executivos públicos – prefeitos, secretários, autoridades diversas – já disseram isso uma vez e, por conta da ausência de projetos, foram multados, condenados, tornados inelegíveis pelos tribunais de contas. Porque a lei é clara: sem projeto não tem obra. Sem projeto executivo não tem licitação.
Então o governo toma uma decisão “de maneira bastante clara” de não fazer projeto, de fazer licitação sem projeto de obra, ou seja, de descumprir a lei... e vai ficar por isso mesmo?
O custo Brasil mais alto, minha senhora, é fazer escorregar o dinheiro no bolso de uns e outros. Porque esse custo não fica só no dinheiro mal usado, na obra parada, no desvio. Ele cria um deslizamento na sociedade, semelhante aos que têm acontecido frequentemente na Serra do Mar: eles roubam, vós roubais? Então eu tô nessa também, passa o celular, madame, que é um assalto! Descumprir a lei é atender às necessidades do país? Então, madame, recolha a polícia das ruas. Ela está servindo de palhaço, catando a arraia miúda e o Zé Ninguém, enquanto os Filhos d’Algo passeiam em Camaros amarelos.
Vamos fazer puxadinhos sem licitação! Tudo é emergência! Puxadinhos de cem milhões de reais! Coitado do ex-prefeito de Maetinga, condenado na semana passada: construiu uma unidade de saúde sem licitação, alegando emergência (maior é o custo de ficar sem obra!) por 79 mil reais (dez por cento do puxadinho de Guarulhos, note-se!) e foi condenado a pagar multa de mais de mil reais, tornado inelegível, lançado no rol dos fichas sujas e condenado a três anos de prisão, pena transformada em prestação de serviços comunitários. Quanto à unidade de saúde, está funcionando desde a inauguração, em 2003, até hoje. Aliás, é a única em Maetinga, município baiano volta e meia castigado pela seca.
Luiza Erundina cortou um dobrado porque usou o dinheiro de uma rubrica em outra despesa. A ex-prefeita paulistana, de irretocável honestidade, teve que fazer rifa e jantar beneficente para conseguir os 300 mil reais de um dinheiro que não embolsou nem deixou ninguém embolsar. E era emergência, mesmo: o dinheiro foi usado pela Prefeitura para organizar atendimento a vítimas de calamidade pública.
O que é isso que estamos vendo e ouvindo, afinal? Diz a ministra que o país ficou trinta anos sem obras (deve estar falando de Cuba; ela adora Cuba!) e por isso os escritórios de consultoria ficaram desativados... Talvez os escritórios favoritos dela; porque há centenas de consultoras para pequenos, médios, grandes e mega projetos no Brasil. E se não houver no Brasil, há fora do país: nada impede a licitação internacional. O governo do Rio de Janeiro acabou de abrir uma, para “elaboração do Plano Geral Urbanístico e de Projetos Básicos e Executivos e Domínios Comuns, visando à adequação do Complexo Esportivo de Deodoro para a realização e operacionalização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”.

***

Em 22 de junho estarei lançando mais um livro: “Eia, avante, brasileiros!”, cujo tema é a II Guerra Mundial vivida numa vila qualquer do interior do Pará. É um pequeno romance e atrasou um mês mas, finalmente, entrou na reta final de produção.
Assim como com o blog, eu tinha resolvido não publicar mais. Mas acabei descumprindo ambas as juras, embora continue achando que escrever seja gritar no vazio. Mas, como Santo Antonio pregou aos peixes, São João Batista clamou no deserto, São Pedro bradou aos ares para derrotar o feiticeiro Simão e estamos em junho, eu continuo escrevendo.

O que ele disse


"Quando o Congresso atua, o Judiciário não deve atuar. Ao menos que haja afronta à Constituição. Quando o Legislativo não atua, mas existem direitos em jogo, o Judiciário precisa atuar.
[..]
"Toda a sociedade precisa proteger direitos, estabelecer deveres para as pessoas, de sistema de distribuição de riquezas. A Justiça é o ideal que nos move no mundo do direito e, provavelmente, no meio da política."
Luís Roberto Barroso, indicado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, durante sabatina no Senado.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Um olhar pela lente


Depois da chuva.
A foto é de Emir Bemerguy Filho.

Projeto aumenta validade de passaporte para dez anos

Da Agência Câmara
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5033/13, do deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ), que estabelece regras para o reajuste da taxa de expedição de passaporte comum e aumenta o período de validade do documento de cinco para dez anos.
Arquivo/ Leonardo Prado
Fernando Jordão
Fernando Jordão: validade restrita do passaporte contribui para o custo elevado de emissão.
Segundo a proposta, o valor da taxa deverá ter como base o valor do ano anterior, acrescido do valor total anual da variação dos custos de confecção, quando houver, incluída a atualização monetária pelo Índice Geral de Preços (IGP).
O valor da taxa de emissão não poderá ser reajustado em período inferior a 12 meses, e é proibido seu aumento sem a demonstração do aumento dos custos de confecção.
“Nós pagamos valor muito alto por nossos passaportes, e esta circunstância se deve também ao fato de a validade do passaporte ser restrita a cinco anos”, argumenta o deputado. Assim, a proposta também eleva para dez anos o prazo de validade do documento. “Esperamos que a fixação do novo prazo reduza à metade os seus custos”, acrescentou.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Charge - Aroeira


Marcos Valério deu pra trás. Com todo o respeito.


Vejam aí.
Vejam só como são as coisas.
Quem acreditou, por um mínimo que tenha sido, em Marcos Valério (na foto, da Folhapress), aquele ex-carequinha que foi o maior protagonista do mensalão, habilitou-se em acreditar em contos da carochinha.
Em novembro do ano passado, numa postagem intitulada Valério, o jogador, está chutando pra fora. É isso?, o Espaço Aberto escreveu assim:

Com todo o respeito, mas com todo o respeito mesmo, é difícil, muito difícil de acreditar que Marcos Valério, o ex-carequinha, o operador do mensalão, punido pelo Supremo com nada menos de 40 anos de prisão, ainda tenha alguma coisa para contar.
Ou por outra: ele pode ter, mas não se acredita que serão coisas estonteantes, surpreendentes, capazes de compelir a Procuradoria Geral da República a abrir novas investigações, agora sobre personagens que incluiriam até mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pois é.
E aí?
E aí que Valério, com todo respeito, deu pra trás.
Muito pra trás.
Recusou a oferta de delação premiada no inquérito que investiga a suspeita de envolvimento de Lula e do ex-ministro Antonio Palocci com o esquema do mensalão.
As dificuldades que se apresentarão a partir de agora, para que se proceda às investigações, mostram-se agora quase intransponíveis.
Então é assim: acredite no carequinha quem quiser mostrar-se como ingênuo.

Charge - J. Bosco


Acesse o Lápis de Memória

Duciomar "expulsa" famílias de seus condomínios

Não tenham dúvidas, meus caros.
Não tenham a mais remota, a mais pálida, a mais esmaecente dúvida.
Duciomar, o huno, ex-prefeito de Belém, pode ganhar um medalhão de maior reformador urbano da Capital e arredores.
Duciomar Costa, o pior prefeito que Belém já teve em 800 anos anos - os 400 que estão para se consumar e os 400 do porvir - deixou como legado um atrapalhamento urbano de tal ordem, de tais dimensões que dezenas de famílias de classe média, residentes em condomínios plantados na Rodovia BR-316, estão se vendo na forçadas a colocar suas propriedades à venda.
Os preços não estão sendo de banana, é claro.
Mas os vendedores se dizem dispostos a fazer negócios rapidamente, porque simplesmente não aguentam mais.
Estão porraqui com o caos, a bagunça, a confusão
É que esses herdeiros involuntários, digamos assim, da gestão desastrosa, ruinosa e nefasta de Duciomar não aguentam mais passar até duas horas para chegar ao trabalho e mais duas para voltar às suas residências.
São quatro horas, gente, são 240 minutos por dia dentro de um carro.
Não é pouco.
Definitivamente, não é.
Um dos proprietários desses imóveis disse ao Espaço Aberto que sempre sonhou em ter uma casa rodeada de árvores, com cercas vivas, desfrutando de ambientes iguais àqueles bem pastoris, com passarinhos cantando no quintal - quintalzão, vale dizer - e sapos coaxando bem logo ali.
Pois é.
Ela conseguiu realizar esse anseios.
Mas não suporta enfrentar, no corredor da Almirante Barroso, os efeitos do mondrongo que Duciomar plantou lá, o tal BRT.
E já está oferecendo, também ela, seu imóvel.
Alguma dúvida de que Duciomar merece o medalhão de maior reformador urbano de Belém e arredores?

Joaquim Ramos joga a toalha. Há outros na fila.

Impressionante a crueza, a objetividade, a contundência, clareza com que o médico Joaquim Ramos anunciou sua decisão de debandar do cargo de secretário municipal de Saúde do governo Zenaldo Coutinho.
Ramos, em declarações que os jornais devem reproduzir em suas edições de hoje, pintou um cenário de terra arrasada, um cenário devastador, um cenário em que os problemas - gravíssimos - abundam, enquanto as verbas disponíveis são praticamente nenhuma, ou por outra, são ineficientes para atacar problemas estruturais de monta que depauperam o setor de Saúde no município de Belém.
Aliás, não é de hoje que Ramos pensava em jogar a toalha.
Mas preferiu aguardar.
Avaliava que deixar o cargo com apenas dois meses no cargo, por exemplo, sinalizaria para a população uma certa tibieza de sua parte.
Preferiu ficar mais um tempinho.
Mas viu que não tem jeito.
Concluiu que, do jeito que está, será muito difícil fazer alguma coisa de concreto para reverter, pelo menos a médio prazo, deficiências que se agravaram na gestão de Duciomar e deterioraram o setor de Saúde a um ponto extremo, para não dizer extremíssimo.
E mais: não é apenas Joaquim Ramos que esteve sob os ímpetos de pedir lona e acabou batendo no chão do octógono para avisar que foi, digamos assim, finalizado, para usar a linguagem do UFC.
Outros secretários e assessores catigurizados de Zenaldo estão, dia e noite, noite e dia, avaliando se vale a pena continuarem, conforme se diz, dando murro em ponta de faca.
Ou de facas, para ser mais preciso.

Pirão será caçado como boquirroto. Mas só ele?

Então é assim.
No Remo, é mais quem sairá, a partir de agora, caçando culpados e responsáveis pelas "negociações" naufragadas para colocar o time na Série D.
Por "negociações", leia-se dinheiro vivo na parada.
Dinheiro em espécie, em quantidade suficiente para satisfazer, mais ou menos, os cartolas de Vilhena e Pimentense, respectivamente campeão e vice do Campeonato de Rondônia.
Quando já estava tudo certo para a desistência de ambos, eis que apareceu o Genus na encruzilhada.
Sob as articulações e dos agrados da Federação Rondoniense, alguém - ou alguéns - prometeu estipendiar, digamos assim, o tal Genus, que dessa forma, legitimamente, vai representar o Estado na Série D, eis que terminou como terceiro colocado no campeonato estadual.
Agora, saber se o Genus tem fôlego financeiro para prosseguir na competição é que são elas.
De qualquer forma, os remistas vão correr atrás dos boquirrotos.
Vão começar a imputar aos boquirrotos a responsabilidade por declarações que acabaram, por assim dizer, levantando a lebre, descobrindo as "negociações" que viriam a ser feitas e acabaram malogradas.
Um dos primeiros boquirrotos apontados por oito entre dez cartolas remistas é o vice Zeca Pirão, que fala à beça.
Fala pelos cotovelos.
Fala pelas canelas.
Fala até pela boca, imaginem só.
Fala tanto que até já ameaçou o repórter-fotográfico Marcelo Seabra de nunca mais pôs os pés no Baenão, caso fizesse as fotos de um quebra-pau entre Thiago Galhardo e outro jogador, durante um treino.
Mas Pirão, parece, não estará só entre os boquirrotos.
Parece que não.

Só transparência não basta, diz novo juiz do TRE


O juiz federal Ruy Dias de Souza Filho toma posse no Tribunal Regional Eleitoral do ParáO juiz federal Ruy Dias de Souza Filho (na foto de Thaís Portela/TRE-PA) alertou nesta terça-feira (04), ao assumir no Tribunal Regional Eleitoral, que leis rigorosas e vigilâncias permanentes não são suficientes para garantir a lisura dos pleitos. E ressaltou o trabalho que a Justiça Eleitoral vem fazendo, sobretudo, em regiões como a Amazônia, a de maior dimensão em todo o país.
“Além da repressão legal, impõe-se que a sociedade, sobretudo os segmentos socialmente mais desfavorecidos, seja educada a ver no voto um instrumento efetivo e eficaz de transformação social”, afirmou o magistrado. Designado pelo Egrégio Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em sessão administrativa de 23 de maio passado, ele sucede o juiz federal Antônio Carlos Campelo como o representante da Justiça Federal no TRE do Pará.
Ruy Dias lembrou que as imagens de pequenos barcos transportando urnas eletrônicas, em tempos de eleição, demonstram que “a superação de desafios de ordem geográfica é uma imposição permanente para magistrados e servidores da Justiça Eleitoral, bem como para membros do Ministério Público.”
Missão - Para o magistrado, o voto eletrônico, o voto digital (que começa a ser introduzido em vários Estado do país, entre eles o Pará) e outras soluções tecnológicas que pretendam garantir a segurança do voto são essenciais para garantir a transparência, mas não são infalíveis. “É nesse sentido que, independentemente – ou complementarmente – às novidades e soluções tecnológicas, precisamos agir sempre no sentido de fazer com que a lei prevaleça. Esta é uma missão que compete tanto aos que atuam na Justiça Eleitoral como aos que atuam em outros segmentos sociais e órgãos de controle”, observou Ruy Dias.
O magistrado, que é diretor do Foro da Seção Judiciária do Pará e titular da 6ª Vara, especializada no julgamento de ações de execução fiscal, ressaltou ainda, com destaque, o desempenho de seus colegas, os juízes federais Daniel Sobral e Antônio Carlos Almeida Campelo, “que me antecederam neste Tribunal e revelaram mais uma vez as suas qualificações, amplamente expressas no aprumo técnico de seus julgados.”
No ato de posse, Ruy Dias recebeu as boas-vindas do procurador eleitoral, Alan Mansur, do presidente do TRE, desembargador Leonardo Tavares, e dos demais membros da Corte: Raimundo Holanda Reis (desembargador, vice-presidente e corregedor), Ezilda Pastana Mutran (juíza de Direito), Marco Antônio Castelo Branco (juiz de Direito), Mancipor Oliveira Lopes (jurista - OAB) e João Batista (jurista – OAB).

Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará

Assistência médica é um direito de todos

Por PAULO ROBERTO FERREIRA, em O Estado do Tapajós

No pequeno município de Bujaru, a pouco mais de 80 quilômetros de Belém, existem apenas dois clínicos para uma população de 28 mil habitantes. Esta não deve ser uma realidade muito diferente para a população dos municípios como Santa Cruz do Arari, no Marajó, ou Terra Santa, no Baixo Amazonas, ou ainda Palestina, no Sul do Pará. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de um médico para cada mil habitantes.

A ausência de médicos no interior do Brasil levou o governo federal a criar o Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), que inicialmente previa a contratação de médicos recém formados para trabalhar na periferia das grandes cidades, como também no interior do País. Quem optasse pelo Provab, após um ano de trabalho, teria direito a 10% de bônus nas provas de residência médica.

Após identificar 7.193 vagas, em 1.228 municípios no Brasil, o governo só conseguiu recrutar 1.640 médicos, o que representa pouco mais de 22% da demanda. E 223 municípios não conseguiram atrair nenhum profissional para atender a população na área da saúde básica. O governo da presidente Dilma Rousseff partiu então para outras alternativas a fim de solucionar o problema.

Algumas medidas que estão em curso são: aumentar o número de vagas nas faculdades de maior prestígio; ampliar o número de escolas e de residências médicas; além de facilitar o ingresso de profissionais de outros países, interessados em trabalhar, por prazo determinado, nos municípios de maior carência de médicos, sobretudo no Norte e Nordeste do Brasil.

Aí começam os problemas. O Conselho Federal de Medicina reage contra a importação de médicos estrangeiros e argumenta que falta infraestrutura para atrair os profissionais ao interior. E que as dificuldades para reciclagem e aperfeiçoamento, fora dos grandes centros, é outro favor que dificulta a distribuição dos médicos pelo resto do país.

O cardiologista Bruno Paulino, do Instituto do Coração, de São Paulo, defende a implantação de um plano de carreira do médico do SUS, semelhante à de promotores, juízes e militares. Depois de passar um período no interior, o médico voltaria para a capital e faria o seu aperfeiçoamento e reciclagem. Ele mesmo aponta que esta proposta chegou ao Congresso Nacional, mas não avançou.

De fato é complicado. Imagine para quantas categorias profissionais o governo federal teria que proceder do mesmo modo? O Poder Judiciário adota esse procedimento em relação aos juízes, mas representa apenas um segmento dquele poder. Caso o governo federal viesse a adotar a medida sugerida plo CFM, teria que fazer o mesmo em relação a engenheiros, odontólogos, sociólogos, farmacêuticos, etc. E quem nos garante que após o retorno aos grandes centros, a distribuição dos médicos não continuaria extremamente concentrada como existe hoje?

O secretário de Gestão Estratégica e Participação do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, em entrevista ao jornal Diário do Pará, diz que 37% dos médicos que trabalham na Inglaterra foram formados em outros países. E como o último levantamento feito pelo Ministério da Saúde aponta que o Brasil precisa de 168 mil médicos para atender 700 municípios, a solução a curto prazo é o ingresso em nosso território de profissionais de países como Espanha e Portugal, que tem quatro médicos para cada mil habitantes, ou de Cuba, que tem 6,7 médicos para cada mil habitantes. Eles viriam mediante acordo bilateral entre o Brasil e seus países de origem e uma das condições é que sejam médicos que já trabalham como clínico em seus países.

Independente de qualquer restrição, a Frente Nacional dos Prefeitos vem cobrando providências urgentes do governo federal para solucionar a falta de médicos em grande parte dos municípios mais pobres e distantes dos centros urbanos. E não podemos esquecer que o direito à saúde é um direito fundamental do ser humano. E o governo tem a obrigação de dar respostas à população.

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PAULO ROBERTO FERREIRA é jornalista e professor

Malafaia: gays foram violentados quando crianças

Do Congresso em Foco

Um dia antes de a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara tentar, pela quarta vez, votar o projeto que permite psicólogos trabalharem a“cura” de homossexuais, o pastor da Associação Vitória em Cristo Silas Malafaia defende que, ao contrário de quem nasce negro ou branco, ser homossexual é uma escolha. Além de entender não existir prova genética para relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, Malafaia relaciona a orientação com abusos sexuais sofridos por homens ou mulheres na infância ou na adolescência.
Em entrevista exclusiva concedida ao Congresso em Foco por telefone, Malafaia diz que em sua igreja todos os homossexuais atendidos sofreram abuso sexual na infância ou na adolescência. Crítico feroz do movimento gay, contabiliza dez pessoas atendidas no ano passado. Este ano, “uns três”.
“É um negócio maluco”, afirmou Malafaia, pastor com formação em psicologia, registro profissional que os militantes gays esperam ver cassado após denúncias de homofobia. Ele é um dos maiores defensores da derrubada da resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe os profissionais a atuarem na “cura” da homossexualidade seguindo normas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Para escorar seu argumento de que ninguém nasce com atração pelo mesmo sexo, ele cita uma pesquisa norte-americana, segundo a qual 48% dos gays sofreram violência sexual. De acordo com o pastor, o objetivo é dar status de raça a comportamentos. “Ninguém pede para nascer branco ou negro. É. Homossexualismo não. Ninguém nasce homossexual, não existe nenhuma prova na genética, em nenhum lugar”, afirmou.
Amanhã (5), Malafaia organiza um protesto em defesa da família tradicional, da vida, da liberdade de imprensa e das religiões. A expectativa é reunir 100 mil pessoas em plena quarta-feira na frente do Congresso Nacional, em Brasília. “Vamos descer o bambu. O couro vai comer. Vai ser bonito”, anuncia ele, famoso por pregações com provocações, ironias e frases de efeito. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que mês passado editou uma resolução proibindo cartórios de recusar o reconhecimento em contrato da relação entre pessoas do mesmo sexo, será um dos alvos do pastor. “Eles vão tomar um pau que não vai ser brincadeira. Vou bater com vontade no CNJ”, disse Malafaia.
O pastor da Associação Vitória em Cristo, que faz parte da Assembleia de Deus, afirma que não há nada que justifique que os homossexuais tenham direito a uma certidão de casamento. “Tudo o que você quer ser tem uma consequência”, disse. Segundo ele, para haver coerência, ao se legalizar a união homoafetiva, seria preciso convalidar também outros tipos de casamento. “Por que não pede para liberar o casamento do cara com quatro mulheres?”.
Destruição
Na entrevista ao site, Malafaia não economiza nas ironias. Diz que a agenda de liberação do casamento gay, do aborto e das drogas é prejudicial ao mundo. “Se a sociedade liberar tudo, ela se destrói. A decadência do ocidente tem a ver com questões morais também. O modelo judaico-cristão está sendo substituído pelo modelo humanista-ateísta”, afirmou Malafaia. “Quanto mais a sociedade quebra limites, ela se afunda na lama.”
Com estilo ferino, critica os que tacham os cristãos evangélicos de retrógrados em oposição a uma visão supostamente mais moderna do mundo. O pastor exemplifica a própria defesa da liberdade de imprensa. “Esses idiotas chamando-nos de fundamentalistas reacionários estão por fora. Queremos uma imprensa terrivelmente livre, que é fundamento para o Estado democrático de direito.”
Unha e bebê
Malafaia é contra o aborto por entender que os óvulos, embriões, fetos e bebês não são prolongamentos dos corpos das mulheres. Por isso, não poderia ser argumentada a autonomia das mulheres sobre seus corpos. “Ela tem poder de decidir sobre cortar o cabelo, aparar a unha. Se não estivesse protegido pela bolsa, o feto era expulso como corpo estranho.”
Apesar de ter apoiado José Serra (PSDB) na campanha presidencial de 2010 e para a prefeitura de São Paulo em 2012, o pastor nega a pecha de “antipetista”. Lembra que apoiou Lula em 2002, participou do seu governo do Conselho de Desenvolvimento Social da Presidência e fez campanha para o ex-líder do PT no Senado Walter Pinheiro (BA), um evangélico.
Agora, Malafaia está do lado de outro petista. Ele apoia a pré-campanha do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para o governo do Rio de Janeiro, contra o indicado do atual governador, Sérgio Cabral (PMDB), Luiz Pezão. O problema, para o pastor, é a falta de tolerância do PT com a diversidade de opiniões. Na “doutrina do PT”, não seria possível “ter ideias”. “Você não pode discordar deles. Estão pensando que sou massa de manobra deles?”
Alternância de poder
Apesar de ter se envolvido ativamente em eleições passadas, o pastor evita comentar apoio à eleição presidencial de 2014, quando Dilma Rousseff tentará ser reeleita. Malafaia diz ser necessário “alternância de poder”. Não revela se apoiará Dilma, Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) ou mesmo Marina Silva (ex-PT e ex-PV), evangélica como ele.
Petistas como Domingos Dutra (MA), opositor do pastor, dizem que o protesto de amanhã é um recado para Dilma. A ideia seria mostrar força para ameaçar não apoiar a presidente em 2014 caso os pleitos não sejam atendidos. Malafaia nega. Ele desconversa quando questionado se, mesmo sem intenção, essa possa ser a leitura dentro da Presidência da República. “O governo pode fazer o que quiser.”
Carioca, casado, com três filhos e quatro netos, o pastor Silas Malafaia tem 54 anos e dirige um programa de TV há 30 anos. Segundo sua editora, a Central Gospel, o programa é transmitido em 200 países, e alcança 670 milhões de domicílios. Ele sucedeu José Santos na liderança da Assembleia de Deus Vitória em Cristo há três anos. Nela, congregam 25 mil pessoas. A revista americana Forbes afirmou em fevereiro que ele é o terceiro pastor mais rico do Brasil com patrimônio de R$ 300 milhões. Malafaia prometeu processar a publicação. Em entrevista à jornalista Marília Gabriela, do SBT, ele exibiu declarações de Imposto de Renda que informam bens no valor de R$ 4 milhões, sendo R$ 2 milhões as participações na editora, uma casa e seis apartamentos.

As agruras de uma expedição


Não por acaso, muitos personagens que fazem história estão muitas vezes excluídos – ou quase excluídos – de nossos livros. Há vários países, nações ou regiões da qual mal ouvimos falar e pouco sabemos de suas histórias, inclusive aquelas que se passaram, digamos assim, debaixo do nosso nariz. Como o conquistador do Amazonas, o espanhol Francisco Orellana, que, de erro em erro, cruzou o rio mais caudaloso do mundo.
Quando Orellana foi convidado a se unir a uma grande expedição comandada por Gonzalo Pizarro, irmão do conquistador Francisco Pizarro, que derrotara os Incas anos antes, imaginava que sua hora de fazer fortuna havia chegado. Mal poderia imaginar que terminaria a aventura como o primeiro europeu (e possivelmente o primeiro humano) a atravessar todo o Rio Amazonas, dos Andes ao Atlântico. Orellana chegou à América em 1527, aos 16 anos, e estava no grupo que derrotou o Imperador Atahualpa em Cusco, no Peru. Perdeu um olho na batalha. Juntou-se a Gonzalo aos 21.
A expedição tinha como objetivo encontrar El Dorado, o mítico ser que se vestia de ouro em pó e se banhava toda noite na mesma lagoa. Se não fosse possível, havia a chance de encontrar a Terra da Canela, um tipo de especiaria cara que vinha da Ásia para a Europa. Na América do Sul, canela era o nome dado pelos espanhóis ao inimigo, uma espécie de pimenta doce, usado com fins medicinais.
No início de 1541, Gonzalo montou sua expedição. O grupo deixou Quito no fim de fevereiro. Orellana perdeu a partida. Foi seu primeiro equívoco. Percorreu 320 quilômetros de Guaiaquil a Quito e, quando chegou, o grupo de Gonzalo havia partido havia tempo. As expedições atravessaram os Andes até caírem numa floresta fechada. As duas colunas se reuniram em Zumaco, a 180 quilômetros de Quito. Orellana, com apenas 23 soldados, havia sido atacado por índios hostis durante todo o trajeto e ao chegar foi nomeado tenente-general, o segundo em comando.
Ademais, tinha gente querendo se ver livre dos espanhóis e inventaram que as terras ricas estavam a leste e habitadas por grandes tribos. E eles acreditaram. Um grupo escalado para reconhecimento retornou dizendo que apenas encontrara um grande rio. Construíram um grande barco e seguiram pelo rio. A comida, porém, começou a escassear durante os trabalhos. Haviam se passado dez meses do início da aventura. No Natal de 1541, sem encontrar El Dorado, a Terra da Canela ou tribos ricas, com fome e passando privações, Gonzaga e Orellana decidiram seguir em frente em busca de comida.
Os dois nunca mais se encontraram. Orellana seguiu em frente e nunca mais voltou – ganhou fama de traidor. Gonzalo jamais o perdoou por isso. Orellana comandou um grupo de 59 homens e desceu rio abaixo. A correnteza impedia que tentassem voltar – e o que se viu foi uma viagem espetacular, por uma região nunca antes observada por europeus. No fim da primeira semana, o grupo comia “couro de animais, trapos e solas de seus sapatos cozidos com ervas”, no relato do frade Gaspar de Carvajal, cujo diário é o único documento escrito da epopeia. No dia 24 de abril, Orellana e seus homens zarparam em novo barco. Fizeram amizades com tribos ribeirinhas e Orellana resolveu bater em retirada.
No dia 3 de junho, encontraram o Rio Negro (onde hoje está a cidade de Manaus). Em 8 de agosto, saíram finalmente do grande rio. Ao voltar para a Espanha, Orellana procurou o rei em busca de apoio para se apossar da região amazônica. Essa exploração espanhola de Orellana foi considerada um fracasso. Os portugueses chegaram ao Amazonas vindos do Maranhão. Em 1621, 80 anos depois da expedição de Orellana foi criada a província do Maranhão e Grão- Pará. Cinco anos antes, o capitão português André Pereira fundou o Forte do Presépio, onde hoje está Belém.

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SERGIO BARRA é médico e professor.
sergiobarra9@gmail.com

O que ele disse


"Há um déficit de política no governo. A relação do Planalto com o PT e com o Congresso está distante e, mesmo as relações mais amorosas, não sobrevivem à distância."
Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, sobre as relações do governo Dilma com seus aliados no Congresso.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pausa

Acúmulo de atividades profissionais impede o poster de atualizar o blog hoje e amanhã.
Agradecemos a compreensão dos leitores.