segunda-feira, 8 de abril de 2024
Elon Musk, o covarde e chantagista. Com aplausos do bolsonarismo!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2022
Musk suspende jornalistas do Twitter. E agora, o que dirão os jornalistas - inclusive de direita - que defendem a liberdade de expressão?
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| Jair Bolsonaro e Elon Musk, os grandes heróis da liberdade de expressão: eles se merecem |
sexta-feira, 18 de novembro de 2022
Elon Musk, o "racista mesquinho" e "bajulador de ditadores", anuncia a nova política de liberdade de expressão no Twitter
New Twitter policy is freedom of speech, but not freedom of reach.
— Elon Musk (@elonmusk) November 18, 2022
Negative/hate tweets will be max deboosted & demonetized, so no ads or other revenue to Twitter.
You won’t find the tweet unless you specifically seek it out, which is no different from rest of Internet.
sábado, 21 de maio de 2022
Na matemática, zero vezes zero é igual a zero. No bolsonarismo, zero vezes zero é igual a Jair Bolsonaro.
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| Bolsonaro e Musk: isso é como zero vezes zero. Isso é coisa nenhuma. |
Elon Musk, o bilionário que veio ao Brasil para servir, por algumas horas, como personagem de destaque da trupe de malucos do bolsonarismo, pode ser muita coisa; como um trumpista empedernido ou um exibicionista, por exemplo.
Mas Musk, convenhamos, não é burro. Se o fosse e não tivesse outras qualidades, não seria bilionário.
Jair Bolsonaro, que o recepcionou, pode ser muita coisa - um político dos mais ispiertos e fascista da mais alta excelência, por exemplo.
Mas, ao contrário de Musk, Bolsonaro, convenhamos, é falto de inteligência (como ele é presidente da República, não acho digno qualificá-lo com adjetivos mais apropriados. Quanto a isso, Mariliz já o fez por mim).
Então, quando Musk, que não é burro, mas é exibicionista, encontra-se com um Bolsonaro, que é falto de inteligência, temos um zero vezes zero. E zero vezes zero é igual a zero, como vocês sabem (essa, aliás, foi a única lição que eu aprendi bem da matemática, que sempre me foi odiosa).
Por isso, exibicionismo x burrice é igual a coisa nenhuma. Às vezes, disso pode até resultar uma tragédia. Mas, em geral, resulta em coisa nenhuma. Foi o que aconteceu na viagem de Musk ao Brasil.
Mesmo assim, Bolsonaro, que não entende nada de nada e que não conseguiu aprender nem que zero vezes zero é zero, acha que Musk vai salvar a Amazônia e já pode até ser entronizado no panteão dos heróis da liberdade, tanto que ele próprio, o Incorruptível, classificou o empresário de mito da liberdade (hehe).
Se vocês acham que é um exagero dizer que Musk x Bolsonaro é igual zero, reparem em alguns fatos.
Musk, esse herói das liberdades, já se prontificou a firmar uma parceria em que o seu projeto de telecomunicações, o Starlilnk, ajudaria a conectar 19 mil escolas da Amazônia à internet.
Mas, para isso, seria necessário um contrato, porque no serviço público, vocês sabem, até para não se fazer nada, até para não se fazer coisa nenhuma, é preciso ter um contrato.
Mas, ora vejam só, o Ministério das Comunicações já anunciou que não há previsão alguma de firmar um contrato com Musk, o que só poderia ocorrer, lembrem-se outra vez, em decorrência de um processo licitatório.
Então, de que valerá uma parceria entre o Brasil e Musk? Isso é zero vezes zero, que é igual a zero.
Outra coisa: Musk estaria disposto a colocar suas tecnologias para monitorar o desmatamento na Amazônia. Mas especialistas já disseram que essa patranha é apenas isto: uma patranha, uma mentira, uma bolsonarice sem fim. E por quê?
Porque o sistema de Musk só permite produzir imagens. Mas há imagens e imagens. As imagens produzidas para se fazer o monitoramento de áreas degradadas exigem especificidades e análises técnicas que nem de longe são contempladas pela musktecnologia.
Além disso, desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, recebe e processa os dados sobre perda de floresta. As imagens são obtidas via satélite e o nível de precisão é de 95%, segundo o próprio instituto.
Para fazer a observação, já são usados três tipos de sistemas: o Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes); o Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter); e o TerraClass, que mapeia o uso da terra após o desmatamento, em parceria com a Embrapa.
A musktecnologia faz isso? Não faz.
Então, façamos outra vez o questionamento: de que valerá uma parceria entre o Brasil e Musk? Isso é zero vezes zero, que é igual a zero.
Mesmo assim, os bolsonaristas estão comemorando esse resultado esplendoroso que, acham eles, foi a visita de Musk ao Brasil.
É que, para um fanático bolsonarista, zero vezes zero às vezes dá resultado.
E, quando dá, o resultado é um Jair Bolsonaro.


