segunda-feira, 7 de junho de 2021

PTB de ultradireitista condenado no Mensalão quer ingressar em ação de governadores


O PTB, do ultradireitista Roberto Jefferson, condenado no processo do mensalão, quer meter o bedelho no processo em que governadores de estado e do Distrito Federal, entre eles o do Pará, Helder Barbalho, pedem para ser dispensados de comparecer à CPI da Pandemia.
Meter o bedelho é a tradução, para o português de Portugal, do termo ingressar no processo na condição de amicus curiae, ou seja, de amigo da Corte, assim chamada a pessoa física ou jurídica que pede a um tribunal para admiti-la num processo como terceiro interessado, que pretende fornecer subsídios ao julgamento da causa.
Na petição endereçada à ministra relatora da ADPF (ação de descumprimento de preceito fundamental) 848, Rosa Weber, o PTB alega que "salta aos olhos a gigantesca relevância da matéria, a especificidade do tema objeto da demanda, a repercussão política e social da controvérsia", daí porque pretende ingressar no feito com a "finalidade de prover informações relevantes e apresentar argumentos úteis à causa".
É evidente que os tais argumentos úteis a serem apresentados pelo PTB devem reforçar os da tropa bolsonarista, interessada em ouvir Helder e outros governadores que receberam verbas federais para combater a pandemia e, por suspeitas de irregularidades, tiveram suas gestões como alvos de operações da Polícia Federal.
Por enquanto, a relatora da ADPF aguarda informações da CPI da Pandemia, para que possa decidir se concede ou não a liminar impedindo que a Comissão ouça governadores.
Jefferson, como se sabe, transformou-se num fanático celerado. Em vários oportunidades, nos últimos meses, expeliu ofensas e incitou ataques contra ministros do Supremo, chamando-os de "lobistas" e "malandros" que devem ser julgados "na bala". Em outra ocasião, divulgou uma foto na qual segura uma arma e ameaça “combater os comunistas”.

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