quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

"Edmilson é um desastre total", diz presidente do MDB de Belém. Partido avalia três nomes para disputar a prefeitura.

"Edmilson é um desastre total, completamente desarticulado, sem capacidade de entrega alguma. Tem zero chance de ser reeleito".

A declaração, de ninguém menos que o presidente municipal do MDB de Belém, deputado federal José Priante, consta de matéria de mais de meia página que o jornal O Globo publica nesta quinta-feira (15), abordando a forte rejeição que o prefeito Edmilson Rodrigues vem enfrentando neste período pré-eleitoral, inclusive dentro de seu próprio partido, o PSOL.

Primeira manifestação oficial de uma liderança emedebista sobre as alternativas do MDB para a disputa eleitoral de outubro, a declaração de Priante também joga luz sobre os nomes que poderão concorrer à Prefeitura de Belém.

"Estamos discutindo internamente quem será o nome do MDB - diz Priante, que cita, além de seu próprio nome, a deputada federal Alessandra Haber e o estadual Zeca Pirão", registra a matéria publicada em O Globo.

Como já era esperado, a gestão sofrível de Edmilson tem sido o mote para que os bolsonaristas e outros adversários do PSOL a considerem um exemplo referencial de como seria uma administração psolista em outras cidades. Como São Paulo, por exemplo, onde Guilherme Boulos vai enfrentar o bolsonarista Ricardo Nunes (MDB).

Vejam Edmilson - “Não é preciso eleger o Boulos para a Prefeitura de SP para termos noção de como seria sua gestão. Basta olharmos para a gestão do prefeito psolista em Belém, que possui a pior avaliação de uma Prefeitura em todo o Brasil”, postou o deputado estadual de São Paulo Guto Zacarias (União), em seu perfil no X (antigo Twitter).

Aqui no Pará, o deputado estadual bolsonarista Rogério Barra, que já foi secretário do governo Helder Barbalho e é filho do deputado federal Éder Mauro, apontado como uma das opções do bolsonarismo para concorrer à Prefeitura de Belém, já escreveu na mesma rede social:  “Advinha qual o partido do pior prefeito do Brasil? PSOL do companheiro Boulos. Vigia, São Paulo!”.

A matéria de O Globo ressalta que, mesmo diante deste cenário desalentador para a candidatura de Edmilson à reeleição, o PT, representado com o cargo de vice-prefeito e ocupando três secretarias no governo municipal, até agora resiste com todas as suas forças para manter a aliança com o PSOL.

"Não achamos ético compor um governo por três anos e abandonar o barco. Nosso desejo era construir uma frente ampla entre PT e MDB. Seria um cenário muito favorável, mas o que se observa é que não deve se consolidar", diz o deputado federal Airton Faleiro (PT).

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

A um "Cagão" e a um "Traidor da Pátria", o muito obrigado da democracia brasileira!



O bolsonarismo é o contrassenso, a irrealidade, o mundo paralelo, a distopia, a imbecilidade, a maluquice desvairada.
Por isso é que, no conceito bolsonarista, um democrata, um legalista, um servidor leal à Constituição não passa de um cagão.
No conceito bolsonarista, um democrata, um legalista, um servidor leal à Constituição não passa de um traidor da pátria.
O general Freire Gomes e o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, respectivamente comandante do Exércio e comandante da Aeronáutica no desgoverno do fascista e golpista Jair Bolsonaro, o Imperador de Mambucaba, não passam, o primeiro, de um cagão, e o segundo, de um traidor da pátria.
Assim eles foram classificados pelo general golpista, fascista e bolsonarista Braga Netto, candidato a vice na chapa do derrotado Bolsonaro, numa troca de mensagens com um ex-militar chamado Ailton Barros, em dezembro de 2022, quando o Imperador de Mambucaba ainda tramava um golpe.
As mensagens foram reveladas só agora, no âmbito das investigações da Operação Tempus Veritatis (Hora da Verdade), que colheu elementos materiais dos mais robustos sobre o envolvimento direto de Bolsonaro e vários de seus ex-ministros na articulação do golpe.
Braga Netto, como vocês podem ver nas imagens acima, não apenas qualifica Freire Gomes de Cagão e Baptista Junior de Traidor da Pátria como incentiva Ailton Barros a atacá-los. Assim agindo, foi, ele próprio, o Cagão por excelência, o covarde de carteirinha. Do contrário, não delegaria o cometimento de um crime a terceiro.
Enfim, feliz da democracia brasileira, que resistiu ao golpe porque muitos resistiram, inclusive um general Cagão e um brigadeiro Traidor da Pátria.
A democracia brasileira lhes deve, formalmente, um muito obrigado!
Feliz da democracia que tenha um cagão como Freire Gomes e um traidor da pátria como Baptista Junior.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Treme a República de Mambucaba. Treme o Imperador de Mambucaba!

Em Mambucaba, o Imperador rodeado de fascistas de estimação: por que ele ainda não está preso?

A operação Tempus Veritatis, desfechada nesta quinta-feira (08) pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), é a que mais perto já chegou, dentre todas as anteriores, à cúpula do governo Bolsonaro, incluindo o próprio Imperador de Mambucaba.
Mambucaba é uma vila história de Angra dos Reis (RJ), onde o imperador, no êxtase de sua ociosidade, encontra-se há algumas semanas, descansando da dura labuta de nada fazer. Lá, ele já armou um cercadinho, nos mesmos moldes do que fazia à entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília, quando despresidia o Brasil. Sua plateia é formada por malucos e fascistas imbecis que recebem aulas do mestre. Com carinho.
Em Mambucaba, o Imperador se encontrava acompanhado de dois filhos, Carluxo e Flávio, quando a mesma PF, na Operação Vigilância Aproximada, bateu-lhe à porta, há cerca de dez dias, para apurar os fortes indícios de bandidagem explícita que resultou na criação de uma Abin paralela, o esquema criminoso que monitorou ilegalmente, com o uso de um programa espião israelense, milhares de pessoas, incluindo ministros do Supremo, parlamentares e jornalistas.
Agora, na mesma Mambucaba, o Imperador vê-se alvo de nova operação, a Tempus Veritatis (Tempo da Verdade), que investiga organização responsável por tentativa de golpe de Estado para mantê-lo na Presidência após a derrota nas eleições de 2022.
Em 24 horas, o Imperador terá que devolver seu passaporte, ficando, portanto, impedido de deixar o País. 
Mais do que isso: entre os alvos de 33 mandados de busca e apreensão expedidos, nada menos do que 16 são militares, entre eles o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos; o ex-comandante do Exércio, general Paulo Sérgio Nogueira; os generais Braga Netto (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional - GSI); o coronel Bernardo Romão Corrêa e o major das Forças Especiais do Exército Rafael Martins.
Os detalhes do plano golpista que estão sendo revelados são verdadeiramente assustadores. Incluíam até prisões de ministros do Supremo.
São detalhes que fazem uma democracia tremer.
Mas o bom mesmo é que tremendo, e muito, está a República da Mambucaba.
Tremendo mesmo, e muito, está o Imperador de Mambucaba.
E muitos de seus comparsas.
Grande dia para a democracia brasileira.
Grande dia!
Ah, e a pergunta que não quer calar continua gritando: o que falta para Bolsonaro ser preso?

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Corredor é atropelado por um carro na Doca e atirado a vários metros de distância (imagens fortes!)


Não sou um velho corredor das madrugadas (corro apenas há uns seis anos).
Mas sou um corredor velho, com mais de 150 anos no lombo!
Correr nas madrugadas pelas ruas de Belém é um risco, meus caros.
Para velhos e jovens, é um grande risco.
Espiem aí essas imagens (que são fortes, saibam logo) que mostram o atropelamento de um corredor na Avenida Visconde de Souza Franco, a Doca, por volta das 5h40 desta terça-feira (23).
O rapaz corria na ciclovia quando foi apanhado violentamente por um carro e atirado a uns 10 metros de distância.
Por sorte, ele sofreu apenas leves escoriações e já se recupera em casa. Imagens de outras câmeras da área estão sendo levantadas, num esforço para se identificar a placa do veículo.
Esse atropelamento reforça o cuidado que devem ter todos os que correm ou mesmo caminham nas ruas de Belém de madrugada. E bastante faz isso, inclusive idosos.
Porque nesse horário, sobretudo entre 5h e 6h da manhã, quando o trânsito ainda está leve, a loucura criminosa sempre está atrás de um volante.
Nos finais de semana, é comum vermos carros trafegando lotados de jovens, todos bêbados, muito bêbados, e aos berros.
Os avanços de sinal, nesse horário, são a regra.
Fora os assaltos, que não são raros.
E salve-se quem puder!
Um horror!

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

O bolsonarismo, quem diria, abre os braços e acolhe um "cumunista" de estimação. Com o aval de Bolsonaro!


Essas matérias acima, que você está vendo, foram publicadas no mesmo dia, a sexta-feira passada (19), nos dois maiores jornais do País, O Globo e a Folha.
E foram publicadas, não à toa, com o merecido destaque, porque dão conta não apenas da admissão do ex-deputado cumunista Aldo Rebelo no governo do emedebista Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo em pré-campanha à reeleição, como também informam sobre a óbvia recusa de Rebelo, hoje no PDT, em aderir à candidatura do psolista Guilherme Boulos à prefeitura paulistana, com o apoio do próprio PDT.
Rebelo, é certo, desde os seus tempos de cumunista, sempre foi um nacionalista radical.
Cumunista, ele fez longa carreira nas esquerdas e ocupou cargos de relevância nos governos Lula e Dilma.
Aí, já como pedetista, começou a afastar-se do PT e das esquerdas.
Nos últimos tempos, virou um obcecado em estigmatizar as ONGs - qualquer uma - como promotoras e partícipes de um conspiracionismo letal que, na visão de Rebelo, representam o fim da Amazônia e a devatação do Brasil.
Este é apenas um dos discursos mais virulentos e repetidos que começaram a identificar Rebelo com o bolsonarismo e seu dito núcleo mais duro - aquele que inclui Jair Bolsonaro em pessoa e tem, como notórios comparsas, fascistas, negacionistas e malucos da pior espécie, se que é fascistas, negacionistas e malucos podem ser de uma espécie boa.
E tanto é assim que a inclusão de Rebelo no governo Ricardo Nunes e sua adesão à pré-candidatura do prefeito paulistano tiveram o aval, a chancela e o calor do entusiasmo do próprio Bolsonaro, o golpista, conforme destacam os títulos das matérias.
Quem diria: o bolsonarismo, em seu nicho fascista, ganhou um cumunista de estimação!
Viva Aldo Rebelo!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

COP30 será deslocada para o Rio, caso Belém não consiga sediar o evento. E agora? Até o governo Lula está "secando" Belém?


Na real - na real de verdade: eu torço, torço mesmo, como paraense, para que a COP30 seja realizada com o maior êxito possível em Belém.
Na real - na real de verdade: até agora, até este presente momento, eu temo, como paraense, pela realização da COP30 em Belém. 
Quando muitos de nós externamos, nas redes sociais ou em outros ambientes, nossos temores de que a Cidade não consiga, até 2025, dotar-se de infraestrutura suficiente para sediar um evento do porte da COP30, de imediato somos acusados, pelas vozes da oficialidade, de estar secando a realização da COP30.
Pois é.
Mas, ao que parece, os que temem pela realização da COP30 em Belém não estão apenas aqui entre nós, no interior do nosso cercadinho, peleando (como diria o Brizola) contra as vozes da oficialidade que teimam não abrir os olhos para o enorme desafio de organizar um evento mundial.
Os nossos temores, parece, são os mesmos de setores do governo federal, que já dispõem de um plano B para levar a COP30 para o Rio de Janeiro, caso Belém não consiga mesmo dispor da mínima infraestrutura para ser a sede da conferência climática mundial.
É o que informa, em nota divulgada em sua coluna, o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, um dos portais de maior audiência do País.
Esse plano B se justifica, é claro.
Nossa rede hoteleira suporta 26 mil pessoas, atualmente.
A COP30, nas previsões mais pessimistas, deve trazer até Belém 60 mil pessoas de outros estados e de dezenas de países do mundo.
Onde ficariam essas, digamos, 34 mil?
Em transatlânticos fundeados na Baía de Guajará - como já disse?
Em dezenas de barcos, também fundeados na baía e ao longo do Rio Guamá?
Em escolas transformadas em albergues?
Em milhares de apartamentos alugados pelo Airbnb?
Onde ficarão essas pessoas?
E tem mais: são 60 mil visitantes que precisarão não apenas dormir, mas comer, beber e se locomover pelos locais de eventos que serão distribuídos pela cidade.
Conseguiremos oferecer hospedagem, uma estrutura de alimentação condigna e um sistema de mobilidade urbana que funcione a contento, tudo isso até novembro do próximo ano?
Digam aí.
Para quem quiser acessar a íntegra da nota de Guilherme Amado, clique aqui.
Para quem quiser ler diretamente, confira abaixo:

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O governo federal tem um plano B para o caso de Belém não conseguir ficar pronta para, em novembro de 2025, hospedar a COP30, a conferência do clima da ONU.
Quando Lula, antes mesmo de assumir o terceiro mandato, lançou Belém como candidata a sediar o evento, a notícia foi comemorada, mas também gerou preocupação, diante da falta de infraestrutura da cidade, em especial na rede hoteleira.
A promessa era que, unidos, governo federal, o Pará e a cidade traçariam um plano em que hotéis, pousadas e hospedagens por aplicativos seriam combinados para atender a demanda de visitantes.
Mas há gente no governo discretamente trabalhando com a hipótese de levar o evento para o Rio de Janeiro caso, no começo de 2025, fique constatado que Belém não vai dar conta.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Bolo, guaraná, chuva e velhinhas logradas, coitadinhas, na porta do Theatro da Paz. Viva Belém!

Aniversário de Belém sem chuva, sem bolo, sem guaraná e sem puliça para tentar organizar a bagunça não é, convenhamos, um aniversário digno para se comemorar o aniversário de Belém.

Pois neste 12 de janeiro, dia da Belém.408, tem tudo isso - exatamente: chuva, bolo e guaraná no Veropa e, por último mas não menos importante, puliça acionada para tentar pôr ordem na bagunça que, diz-se nas nossas bem informadas redes sociais, tomou contou da fila quilométrica que se formou, desde o final da madrugada, nas imediações do Theatro da Paz.

É que está programado para hoje à noite o espetáculo "Fafá de Belém em a Sinfonia dos Dois Mundos", em homenagem a Belém, com a participação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, do tenor Atalla Ayan e dos Coros Carlos Gomes e Itacy Silva.

Como o ingresso é digrátis, a fila que se formou, evidentemente, foi quilométrica. Teve gente que chegou lá às 5h. E aí, quando a distribuição gratuita começou, por volta das 9h, a bagunça veio junto. "As idosas estão chorando desesperadas, nem os familiares da orquestra conseguiram [ingressos]".

A teoria da conspiração mais corrente é de que faltaram ingressos para as velhinhas e os trocentos que chegaram de madrugada porque ingressos teriam sido distribuídos, às centenas, para convidados amigos do rei. Ou dos reis, sabe-se lá.

A puliça precisou ser chamada para tentar pôr ordem na bagunça. Até agora, não se sabe se conseguiu.

Enquanto isso, no Veropa, bolo e guaraná rolam soltos. Tudo também digrátis. E todo mundo feliz, prenunciando a Belém do futuro - ou a "Flor das Águas", como poeticamente (hehe) a define Sua Excelência o prefeito Edmilson Rodrigues, em artigo pontuado por lágrimas de emoção que ele assina na página 2 de O LIBERAL de hoje.

Viva Belém!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Lula acolhe de braços abertos uma "bitraíra" que já ofereceu até flores ao trair. E agora?

Em 2016, ao trair Dilma, Marta Suplicy oferece flores aos advogados Janaina Pascoal e Miguel
Reale, que defenderam o impeachment de Dilma. E agora? O PT receberá a traidora de volta?

No Brasil, até o passado é incerto.
Essa máxima é atribuída ao ex-ministro Pedro Malan, que comandou a pasta da Fazenda nos governos FHC.
Outros dizem que não.
Sejá lá quem for, o autor está coberto de razão.
O Brasil não é para amadores.
Essa outra máxima, dizem, é de Tom Jobim.
Outros dizem que não.
Seja lá quem for, o autor também está pleno e prenhe de razão.
O importante é que as duas máximas são ratificadas todos os dias, inclusive agora, quando se confirma o retorno da ex-petista Marta Suplicy ao PT, para compor com Guilherme Boulos (PSOL) a chapa da esquerda que vai confrontar o bolsonarista-emedebista - ou emedebista-bolsonarista, como queiram - Ricardo Nunes, atual prefeito paulistano que vai tentar a reeleição.
O alquimista político que está articulando essa alquimia é, claro, o presidente Lula.
Ninguém duvida da assustadora clarividência política de Lula. Quando lançou Dilma a presidente da República, a reação primeira foram gargalhadas de desprezo até dentro do próprio PT, todos apostando que a escolhida não emplacaria votação suficiente para se eleger nem mesmo vereadora. Pois ela elegeu-se presidente duas vezes, ainda que, no segundo mandato, tenha sido removida por impeachment.
Também ninguém acreditou quando Lula lançou Fernando Haddad para prefeito de São Paulo. Até então, poucos sabiam, além dos círculos acadêmicos e do petismo, quem era Haddad. Pois ele também foi vitorioso nas urnas.
Agora, é Marta.

As flores da traição
No segundo governo Dilma, ela quebou o pau com a então presidente. E acabou não apenas deixando o governo, como votou em alto e bom som em favor do impeachment.
Mais do que isso: Marta e a então senadora Ana Amélia entregaram flores à advogada Janaina Pascoal e ao advogado Miguel Reale, que defenderam a remoção de Dilma, durante intervalo da sessão do Senado que aprovou o impeachment, em 2016.
Tendo deixado o partido, à pecha de traidora que Marta atraiu entre os petistas somou-se a de golpista, já que, para o PT e as esquerdas, Dilma não foi propriamente impeachmada, mas vítima de um golpe que teve como seu general-comandante o vice de Dilma e depois presidente, Michel Temer, do PMDB.
A ser confirmado o nome de Marta como vice de Boulos, pergunta-se: como é que ela poderá altear a voz para fazer uma crítica sequer ao governo de Ricardo Nunes, da qual foi integrante? Como poderá chamar o governo Ricardo Nunes de corrupto, acusação feita quase diariamente, em suas redes sociais, pelo pré-candidato Guilherme Boulos?

Duas vezes traíra
Além disso tudo, o que teria levado Lula a optar por Marta, sabendo que seu nome é alvo de rejeições ferozes dentro do próprio PT? Agora mesmo, Valter Pomar, integrante do Diretório Nacional do partido, está defendendo abertamente que a volta da ex-senadora ao PT e sua inclusão como companheira de chapa de Boulos seja objeto de deliberação da mais alta instância partidária. E adiantou que votará contra.
Quando resolveu intervir pessoalmente para que a composição envolvendo o nome de Marta se concretize, Lula, evidentemente, já havia sopesado todos os prós e contras. Inclusive o fato de que a ex-senadora, considerada traíra por ter traído Dilma, está sendo novamente traíra, por trair Ricardo Nunes, que a acolheu em seu governo.
Se o presidente já avaliou tudo isso, é sinal de que resolveu, mais uma vez, fazer uma jogada de alto risco. Resolveu, enfim, pagar pra ver.
Ainda que sua carta seja uma, digamos assim, bitraíra como Marta Suplicy.
Bitraíra que já ofereceu até flores ao trair, vale lembrar.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Celebremos a democracia. E para os bolsonaristas fascistas e golpistas, cadeia! Sem contemplação.

Bolsonaro: um golpista inspirador de golpistas. Por que ele ainda não foi preso?

Há um ano, nesta postagem, escrevi aqui:

Brasília, 8 de janeiro de 2023.

Este dia está sendo horrível para a democracia brasileira.

Bolsonaristas terroristas, bolsonaristas bandidos, bolsonaristas fascistas e bolsonaristas golpistas, numa ação coordenada, premeditada e concertada, invadiram o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Na invasão, destruíram os prédios parcialmente.

Este dia está sendo inscrito, na história do Brasil, como um grande dia para a democracia brasileira.

Porque os atos criminosos de bolsonaristas terroristas, bandidos, fascistas e golpistas já estão merecendo repercussão mundial.

E o mundo inteiro está vendo o quão nefastos, fascistas, bandidos, repulsivos e excrementosos são bolsonaristas terroristas, bolsonaristas bandidos, bolsonaristas fascistas, bolsonaristas golpistas.

O mundo está vendo o legado de Bolsonaro - o fujão, o debochado, o fascista, o excrementoso.

No mesmo 8 de janeiro de 2023, nesta postagem, escrevi também:

Eu acuso Jair Bolsonaro pelo golpismo, pelo terrorismo, pelo banditismo e vandalismo que assolam Brasília, neste 8 de janeiro.

Eu acuso Jair Bolsonaro pelas ações da quadrilha de bolsonaristas criminosos que tomou de assalto prédios públicos em Brasília.

Eu acuso Jair Bolsonaro.

Por que o acuso?

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu o bolsonarismo.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu o negacionismo.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu essa direita repulsiva e excrementosa.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu golpistas monstruosos.

Porque Bolsonaro é o monstro que pariu mentirosos e fanáticos.

Porque Bolsonaro é o monstro que deixou como legado a devastação do Brasil.

8 de janeiro de 2024.

Reafirmo tudo o que aqui foi dito há um ano.

Reafirmo tudo - sem tirar, nem acrescentar uma vírgula sequer.

E acrescento: é indisfarçável o constrangimento de bolsonaristas fascistas e golpistas com os eventos que, nesta segunda-feira, relembram os atos tenebrosos de um ano atrás.

Tais eventos causam-lhes repulsa não porque, como alegam, representariam um ato de petistas, esquerdistas e cumunistas.

Causam-lhes repulsa porque é constrangedor, para essa escória, ser identificada como uma escória fascista e golpista que invoca, como seu líder, um fascista igualmente golpista, que passou quatro anos de seu (des)governo buscando o clima ideal para aplicar um golpe.

Um golpe que só não teve êxito por três motivos: primeiro, porque os golpistas são burros mesmo; segundo, porque áreas relevantes das Forças Armadas não embarcaram na aventura; e terceiro, porque as instituições democráticas manejaram com eficiência e rapidez os instrumentos que as leis e a Constituição asseguram para sufocar no nascedouro os intentos golpistas.

Que as celebrações de hoje repitam-se sempre e sempre, para que sempre e sempre nos lembremos de que todos devemos preservar a democracia. E nos lembremos, além disso, de que não deve haver contemplação, apaziguamento ou perdão para golpistas. Sobretudo se forem bolsonaristas.

Para os bolsonaristas golpistas de 8 de janeiro de 2023, o que se exige é que sejam punidos exemplarmente, dentro dos estritos rigores da lei, pelo que fizeram. Cadeia para cada um deles!

sábado, 6 de janeiro de 2024

Pra sempre Lobo! Com 13 letras, é claro.

Zagallo esbraveja ao lado do deputado Aldo Rebelo, durante a CPI da Nike, no ano 2000:
o Velho Lobo nunca se intimidou. Nem quando esteve diante de lobos.

Todos os que acompanham futebol nos últimos 40 ou 50 anos, sem exceção, são testemunhas do papel exponencial de Mario Jorge Lobo Zagallo no futebol brasileiro e, por extensão, no futebol mundial, dada a sua coleção impressionante de títulos.
Mas, pra mim especificamente, a lembrança mais preciosa do Velho Lobo foi o depoimento que prestou à CPI da Nike, instalada na Câmara no ano 2000, com o propósito de apurar supostas interferências da multinacional de produtos esportivos na escalação e em outras rotinas da Seleção Brasileira, então dirigida por Zagallo.
Àquela altura ainda superando o desgaste causado pela perda do título na Copa de 1998, o Lobo foi entregue aos lobos, assim definidos parlamentares sempre sequiosos de holofotes e muitos dos quais sem estofo moral algum que lhes desse o direito de apontar os dedos para apontar condutas supostamente reprováveis dos outros.
Zagallo foi aquele Lobo que, sentado diante de lobos, não se deixou intimidar. Não se rebaixou. Não se apequenou. Alertou-os que merecia respeito, que era honesto, que em momento algum, na sua condição de treinador, foi alvo de interferências externas para escalar a seleção assim ou assado e, portanto, não poderia ser alvo de suspeitas de nem um dos presentes no recinto da CPI.
Assim agindo, Zagallo foi Zagallo na sua quintessência: contestado muitas vezes - e de forma impiedosa -, inclusive e sobretudo pela Imprensa, ele sempre se manteve altivo e inflexível em defender princípios que o fizeram conquistar amplo respeito no futebol, independentemente da aceitação ou não de seu trabalho por clubes que comandou.
A morte de Zagallo, ocorrida no final da noite desta sexta (05), aos 92 anos, no Rio, convida-nos a render-lhe, por justiça, muitas reverências. E reverências que ele já merecera bem antes, quando ainda estava ativo no futebol, que lhe proporcionou glórias e venturas únicas, dentre elas a de ter sido o único a ser tetracampeão mundial por uma seleção nacional, duas como jogador e duas como treinador.
Aliás, é muito bom assistirmos hoje a tantos coleguinhas, críticos ferozes de Zagallo em passado até certo ponto recente, incensando Zagallo com palavras e conceitos que mais se parecem com um mea culpa dos mais compungidos por críticas injustas que fizeram ao treinador.
Zagallo, que já é eternidade, agora deve estar acima dessas, digamos assim, mundanidades a que todos estamos sujeitos.
Mas é certo, por outro lado, que deve estar sendo gratificante para Zagallo perceber que muitos dos que tiveram de engoli-lo à força agora já não fazem mais força alguma para reconhecê-lo como uma das lendas do futebol brasileiro.
Pra sempre Lobo!
Ah, sim: pra sempre Lobo, podem conferir, tem 13 letras.
Certinho!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Comparado a Batman em corrida rumo à Prefeitura de Belém, pré-candidato do Novo avisa que não vai parar: "Não importa o quanto riam"



Anunciado pelo Partido Novo, no início de novembro passado, como seu pré-candidato a prefeito de Belém nas eleições de outubro deste ano, o professor Ítalo Neves Abati passou a experimentar, concretamente, uma exposição pública com viés eleitoral, tendo como palco o implacável tribunal das redes sociais. No pleito de 2020, o único que disputou até agora, obteve pouco mais de 1.500 votos.
A exposição de Abati aos eleitores nas redes ocorre de forma crescente há cerca de 10 dias, desde que ele postou no Instagram um vídeo em que, trajado com um figurino de tons escuros, aparece correndo de madrugada por ruas de Belém tomadas pelo lixo (incusive na área do Ver-o-Peso, mostrado em destaque durante o sprint final da maratona), num roteiro que o leva, em grand finale, até a a frente do Palácio Antônio Lemos, sede do governo municipal. Bem aí, ao final da corrida, Abati, de costas para a câmera, agacha-se, como se estivesse retomando o fôlego após a puxada corrida, e sentencia: "Não se trata de chegar onde se quer, mas o que fazer quando se chega lá".
O vídeo, com pouco mais de 1 minuto de duração, tem como narrador o próprio Abati, que imprime um um tom tipo Cid Moreira (com voz grave e tingida de um certo dramatismo). O texto que ele lê, ou melhor, interpreta é permeado por frases bem ao feitio dos normalmente usados por coaches e ampara as imagens que mostram o pré-candidato narrador em sua corrida - literal, vale dizer - rumo à Prefeitura de Belém.

Apoios e deboches
A repercussão do vídeo de Abati já rendeu até agora, no Instagram, cerca de 7 mil curtidas e 1.100 comentários, que variam de apoios declarados (e, em alguns casos, entusiasmados) às suas pretensões de suceder o psolista Edmilson Rodrigues no comando da Prefeitura de Belém a apreciações marcadas por ironias e deboches, como as que comparam o pré-candidato a Batman.
Aliás, numa das passagens do vídeo, o próprio Abati dá indicações de que, pelo inusitado da obra, já estava preparado para julgamentos tendentes a depreciá-lo - e de forma impiedosa, em algumas situações. "Não importa o quanto duvidem, não importa o quanto riam, não importa o quanto julguem. Eu vou estar lá, eu vou continuar e eu não vou parar", avisa.
Fiel aos melhores protocolos das redes sociais, que recomendam aos donos de perfis interagirem com os autores de comentários - mesmo, e principalmente, os negativos -, o pré-candidato do Novo procura responder a várias interações, sobretudo, é evidente, aquelas que o depreciam (veja algumas acima). Caso seja mesmo o candidato em outubro, não se sabe se demonstrará o mesmo fôlego para continuar respondendo a interações no curso da campanha.

Poucos votos em 2020
Na política, o pré-candidato do Novo tem pouca experiência. Nas eleições de 2020, disputou um mandato de vereador e obteve apenas 1.544 votos - o mais votado, dentre os oitos candidatos que a legenda lançou na disputa por cadeiras na Câmara, em Belém -, não tendo declarado nem um bem à Justiça Eleitoral. Durante a campanha, gastou R$ 4.237,42, recursos que custearam, basicamente, serviços gráficos.
Na plataforma Lattes, conforme informações disponíveis até junho de 2023, Abati é apresentado como bacharel em Direito pela Unama, servidor público lotado na Procuradoria Jurídica da Escola de Governança Pública do Estado do Pará, professor de Direito Civil e Processo Civil para Concursos Públicos na instituição Hertz Concursos, professor de Direito Constitucional na instituição preparatória para OAB e Concursos Públicos Libbre Educacional, e professor de Noções de Direito Constitucional no Projeto Pré-Vestibular Municipal de Belém (PVMB). Também soma experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Administrativo e Hermenêutica Jurídica.
No seu perfil no Instagram, estão fotos em que aparece ministrando palestras em órgãos como a Receita Federal, onde falou sobre sobre o tema "Método, Governança e Formação Humana", e na Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa), onde fez a conferência de abertura do Programa de Formação dos Novos Auditores.

domingo, 31 de dezembro de 2023

Laerte assina ilustração de uma obra de arte. Que pode até ser um calendário! Salve, 2024!



Calendários, em regra, não têm outras funções, que não as de monitorar a passagem do tempo, facilitar a marcação de compromissos inadiáveis, registrar o aparecimento de mais uma ruga (e, por consequência, agendar com o stylist a sessão para aplicar 1 quilo de botox, parte inescapável da (des)harmonização facial) e virar as folhinhas mês a mês, sem que nos apercebamos da graça com que somos aspergidos por estarmos vivos a cada dia.
Em tempos nem tão distantes assim -, havia também os calendários distribuídos a rodo por empresas - as grandes, sobretudo. Expostos nas áreas mais visíveis de postos de gasolina (de beira de estrada ou não), bares, botecos e borracharias, exibiam mulheres (normalmente brancas, louras, com chicotes nas mãos e calçando botas) nuas ou seminuas, para o êxtase de macharadas.
Eram, aqueles, tempos que, felizmente, começaram a demarcar a mudança dos tempos em que calendários começariam a deixar de ser meros instrumentos que nos ajudam a marcar o tempo tempo, transformando-se em veículos para a difusão de novos olhares e novas noções e percepções sobre valores, digamos assim, mais propensos a refutar preconceitos, lugares-comuns e coisas do gênero.
Foi aí que começaram também a aparecer preciosas obras de arte. Que poderiam, até, ser calendários.
É uma obra de arte o calendário que o Escritório Mary Cohen - Advocacia Trabalhista e Sindical enviou a seus amigos e clientes. Uma obra de arte que, como dito, pode até servir de calendário.
A abordagem do tema democracia e justiça tem ilustração assinada por ninguém menos que a cartunista e chargista Laerte, uma das mais celebradas nesta área em todo o País. O design ficou a cargo da equipe de comunicação da Rede Lado, rede de articulação jurídica nacional composta por escritórios de advocacia voltados à defesa dos Direitos Humanos e Sociais, da cidadania, da solidariedade, do direito dos trabalhadores e de suas organizações sindicais.
"Através da arte, viajaremos pelos meses com a inquietação crescente de agir num país onde a Justiça esquece que é palavra feminina e, quanto mais alto sobe no pedestal, mais profere decisões contra o povo que trabalha. Pela sintonia, convidamos Laerte para ilustrar o calendário de 2024 com o tema: Democracia e Justiça", diz o texto de apresentação.
A partir daí, basta ir virando as folhinhas e se deliciando com cartuns como os que estão na imagem, que abordam temas como democracia, trabalho digno, respeito ao corpo (sobretudo o feminino), família, cultura, liberdade, o estímulo à quebra dos grilhões do silêncio e a repulsa a preconceitos e ao machismo.
Quem quiser, pode a qualquer hora voltar ao começo do calendário e ler estes versos do poeta, escritor e ensaísta uruguaio Mario Benedetti (1920-2009): "Lento mas vem / lento mas vem / o futuro de aproxima / devagar / mas vem [...] Lento mas vem / o futuro real / o mesmo que inventamos / nós mesmos e o acaso / cada vez mais nós mesmos / e menos o acaso".
Vem, 2024.
Lento, mas vem.
E que possamos construir juntos o nosso futuro, deixando-o menos exposto ao acaso.
Mary, obrigado por essa obra de arte.
Aos leitores do Espaço Aberto, um feliz 2024!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Helder é acusado de interferir na disputa pela presidência da CBF com ameaças que incluiriam até demissão


Apontado como suposto apoiador do nome do maranhense Fernando Sarney - filho dele mesmo, o ex-presidente e ex-senador José Sarney, que, mesmo aposentado da política, ainda é um dos maiorais do MDB - à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) está sendo acusado por Reinaldo Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e concorrente declarado ao mesmo posto, de usar a máquina do Estado para interferir na disputa.
A informação, destaque da abertura, nesta sexta (29), da coluna Painel, a mais importante do jornal Folha de S.Paulo, detalha que Helder estaria pressionando os bicolores Ricardo Gluck Paulo, presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), e Maurício Ettinger, presidente do Paysandu, a não se aliarem a Bastos. A interferência, afirma a coluna, chegaria ao ponto de ameaças de demissão, por Helder, da irmã de Gluck Paul, que é procuradora-adjunta do Estado.
Procurado pelo jornal, Helder Barbalho nega tudo. Ettinger não foi encontrado. E Gluck Paul não se manifestou.
Leia, acima, a íntegra das notas.

sábado, 23 de dezembro de 2023

Jari não responde quando vai pagar salários atrasados e revolta ainda mais os trabalhadores, que ameaçam pedir a falência da empresa

A resposta da direção da Jari Celulose (veja trecho acima) a um ofício em que seus empregados ameaçam pedir a falência da empresa, caso não recebam três meses de salários atrasados - conforme revelado com exclusividade pelo Espaço Aberto -, ampliou a insatisfação entre a classe trabalhadora.

Além de não responder objetivamente se vai pagar os atrasados e qual o prazo para isso, a Jari propõe ao Sintracel (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Celulose, Pasta de Madeira para Papel, Papelão e Cortiça dos Estados do Pará e Amapá), que representa os trabalhadores, "a construção de um programa de dação das casas, ora ocupadas por colaboradores da empresa, em pagamento de parte ou da totalidade dos créditos detidos pelos trabalhadores contra a companhia".

Sobre a ameaça dos empregados de pedir a falência, a companhia faz um alerta explícito. "Uma eventual falência da Jari seria um evento catastrófico em que o maior prejudicado seria o trabalhador. Um estudo publicado no início de 2023, analisando mais de 6 mil casos de falência de empresas no Brasil, revelou que em média uma falência leva 16 anos para ser concluída. Do valor total da dívida dessas empresas analisadas (folha de pagamento, fornecedores, empréstimos bancários, impostos, etc) apenas 6% são recuperados. Ou seja, se um funcionário tem R$ 1.000,00 para receber, ele conseguirá receber apenas R$ 60,00 e ao final de 16 anos!"

A Jari argumenta ainda que até o momento já teria desembolsado aproximadamente R$ 42 milhões de verbas trabalhistas para os colaboradores diretos representados pelo Sintracel e R$ 9,5 milhões de verbas trabalhistas para os empregados terceirizados representados pelo Sintracomvaj (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil Leve e Pesada e do Mobiliário dos Municípios de Almeirim e Afuá-PA e Laranjal do Jari-AP).

"Praticamente, [a resposta] nada tem a ver com o que queremos. Queremos o pagamento. Queremos receber o que a empresa não pagou. Onde ela fala que aplicou R$ 42 milhões, ela aplicou na fábrica, não foi em pagamento pra nós. Se ela tivesse aplicado R$ 42 milhões em pagamento pra trabalhador, a gente não estava na situação em que estamos", reagiu, num áudio, o presidente do Sintracel, Ivanildo Quaresma Uchôa.

Sobre a proposta de dação de casas, ela também rechaça a proposta. "Queremos receber o nosso. Queremos saber quando vamos receber", reforça o presidente do sindicato, que classifica a manifestação da Jari como "um monte de conversa pra encher linguiça, pra enganar os trabalhadores. E eu detesto negociar com pessoas que não usam da franqueza. [...] Infelizmente, a gente lida com pessoas que não têm sentimento, não veem o que estamos passando. Estão lá em São Paulo, não cruzam com a gente em mercado, em canto nenhum. Pra eles, é muito fácil dizer qualquer coisa, mas estão na boa. E nós estamos ferrados, passamos por necessidades e ainda temos que ler esse monte de bobagens".

Recuperação judicial - A empresa, que produz celulose para papel desde a década de 1970 e tem sede em Monte Dourado, na divisa do Pará com o Amapá, entrou em recuperação judicial em 2020, quando sua dívida total beirava os R$ 2 bilhões, e chegou a ficar um ano parada, mas retomou suas atividades em agosto deste ano, com mais de 300 trabalhadores, que foram convocados para voltar. Composto por 25 empresas, a maioria delas estabelecidas sendo em Barueri (SP), o Grupo Jari tem como sua principal empresa a Jari Celulose, responsável por 98% de todo o faturamento do conglomerado.

No ofício endereçado à Jari no dia 21 de dezembro, o Sintrancel afirm que "todos os trabalhadores fizeram a sua parte, comprometidos em trabalhar sem receber os pagamentos atrasados. Mesmo assim, a empresa não tem o mínimo de respeito à classe trabalhadora. Na última reunião que tivemos, o assunto mais enfatizado foi a falta de informações aos trabalhadores".

"Case a empresa não comunique aos trabalhadores em que pé andam as negociações e a expectativa de pagamentos, vamos aderir o movimento de pedido de falência e movimento para ninguém trabalhar se não receber o que está atrasado. Como diz o ditado papular no futebol, perdido por 1 perdido por 10", reforça o presidente do sindidato.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Sem receber há três meses, trabalhadores da Jari Celulose ameaçam pedir a falência da empresa


Centenas de trabalhadores da Jari Celulose ameaçam aderir ao movimento de pedido de falência da empresa, se não receberem, pelo menos, informações sobre as expectativas de receber salários atrasados há três meses, tema que já objeto de negociações anteriores.
"A situação que estamos vivendo é com certeza análoga à escravidão, muitos trabalhadores estão com a energia elétrica cortada, e sem recurso para alimentação", informa, em ofício datado de 21 de dezembro (veja acima), o presidente do Sintracel (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel, Celulose, Pasta de Madeira para Papel, Papelão e Cortiça dos Estados do Pará e Amapá) , Ivanildo Quaresma Uchôa, que acusa a Jari de descumprir obrigações firmadas com os trabalhadores desde que entrou em recuperação judicial, no ano de 2020, quando sua dívida total beirava os R$ 2 bilhões.
A empresa, que produz celulose para papel desde a década de 1970 e tem sede em Monte Dourado, na divisa do Pará com o Amapá, chegou a ficar um ano parada, mas retomou suas atividades em agosto deste ano, com mais de 300 trabalhadores, que foram convocados para voltar. Composto por 25 empresas, a maioria delas estabelecidas sendo em Barueri (SP), o Grupo Jari tem como sua principal empresa a Jari Celulose, responsável por 98% de todo o faturamento do conglomerado.
"Todos os trabalhadores fizeram a sua parte, comprometidos em trabalhar sem receber os pagamentos atrasados. Mesmo assim, a empresa não tem o mínimo de respeito à classe trabalhadora. Na última reunião que tivemos, o assunto mais enfatizado foi a falta de informações aos trabalhadores", diz o ofício endereçado à direção da Jari.
"Case a empresa não comunique aos trabalhadores em que pé andam as negociações e a expectativa de pagamentos, vamos aderir o movimento de pedido de falência e movimento para ninguém trabalhar se não receber o que está atrasado. Como diz o ditado papular no futebol, perdido por 1 perdido por 10", reforça o presidente do sindidato.

domingo, 17 de dezembro de 2023

PF intima direção da OAB-PA a apresentar cadernos de votação das últimas eleições



A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará foi intimada na última quinta-feira, 14, a apresentar no prazo máximo de 15 dias os cadernos de votação das últimas eleições da instituição. Na própria intimação, a autoridade policial adverte que os documentos devem ser encaminhados à PF “de maneira integral e digitalizada”.

Por determinação da Justiça Federal, a Polícia Federal vai investigar a suspeita de falsificação de assinaturas de advogados nesses cadernos de votação. O inquérito, instaurado no dia 13 de dezembro passado, é presidido pelo delegado José Eloisio dos Santos Neto (veja na imagem acima).

Em ação que tramita na 5ª Vara da Justiça Federal, o advogado Sávio Barreto acusa o presidente da OAB-PA, Eduardo Imbiriba,  de comandar um esquema de fraudes para beneficiar sua candidatura à presidência, no pleito de 2021. O crime estaria comprovado nos cadernos de votação. Em perícia juntada aos autos, Barreto sustenta que dezenas de assinaturas constantes nos cadernos não correspondem às assinaturas reais dos advogados. 

A apuração dos votos no Estado do Pará foi a mais demorada e tumultuada de todo o país. O principal motivo da demora da apuração foi justamente o atraso no envio da documentação por parte da subseções do interior do Estado, bem como as inconsistências detectadas após o envio das mesmas.

É mais um capítulo da batalha judicial envolvendo Barreto e Imbiriba, que poderá resultar até no afastamento do presidente da OAB-PA, se for acolhido o pedido de indeferimento da chapa vencedora ou anuladas as eleições de 2021. Com esse propósito, o advogado Sávio Barreto apresentou 11 fatos comprobatórios de fraudes e outras ilegalidades, entre as quais está a denúncia de falsificação de assinaturas.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

DOU publica aposentadoria de desembargador do TRT8, investigado pelo CNJ sob a acusação de desrespeitar advogada


O Diário Oficial da União (DOU) publicou, em sua edição desta quarta-feira (29), a concessão da aposentadoria do desembargador Georgenor de Sousa Franco Filho, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região. Decano da Corte, o magistrado antecipou seu pedido de aposentadoria em outubro deste ano, após envolver-se em uma polêmica que ganhou repercussão nacional e chegou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na forma de instauração de uma reclamação disciplinar. O processo não será interrompido, mesmo com o ingresso do magistrado na inatividade.
Em outubro deste ano, ao presidir uma sessão da 4ª Turma do TRT, o magistrado recusou o pedido do adiamento de uma sustentação oral formulado por uma advogada, que alegava estar na iminência de parto. "Gravidez não é doença. Ela não é parte do processo, é apenas advogada do processo. Mandasse outro substituto. São mais de 10 mil advogados em Belém", rechaçou o desembargador ao pedido da advogada.
Em outro momento, o magistrado voltou a agir de maneira autoritária, interrompendo a fala de uma colega desembargadora, impedindo-a de se manifestar. "Desembargadora Alda também, calada está, calada permanecerá. Não podemos falar, não fazemos parte do quórum. Calemo-nos!", afirmou.

Violação de deveres funcionais
Em razão disso, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou, no dia 11de outubro, a instauração de uma reclamação disciplinar contra o desembargador, diante de indícios de que ele teria adotado posturas que, em tese, podem configurar violação de deveres funcionais da magistratura.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, apontou em sua decisão que a postura do desembargador pode ter violado o dever de urbanidade para com os colegas e partes, mas também é preciso analisar possível inobservância de direitos processuais próprios das advogadas em período de parto (artigo 7º-A da Lei n. 8.906 e artigo 313, Código de Processo Civil).
A decisão ainda indica assimetria no tratamento das partes envolvidas, o que configuraria a não adoção da Perspectiva de Gênero nos julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário, que, desde a aprovação da Resolução CNJ n. 492/2023, passou a ser imperativa.
Ao tomar conhecimento da situação ocorrida no TRT-8, os conselheiros Marcello Terto, Marcos Vinícius Jardim, Luiz Fernando Bandeira de Mello e  João Paulo Schoucair do CNJ, protocolaram representação formal à Corregedoria Nacional de Justiça, solicitando abertura de reclamação disciplinar, por entender possível infringência a deveres funcionais por parte do desembargador Georgenor Franco.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

A missão de Dino contra o insuperável ódio bolsonarista

Flávio Dino: só mesmo o imponderável será capaz de fazê-lo conquistar votos entre bolsonaristas

O bolsonarismo entronizou Flávio Dino, o ministro da Justiça, no seu panteão dos mais odiados.
Atualmente, depois de Lula e do ministro do STF Alexandre de Moraes, Dino talvez seja o terceiro mais odiado pelos bolsonaristas.
Não à toa, desde que assumiu a pasta, o ministro já foi alvo de 131 requerimentos, 83 convocação, 13 moções, 27 pedidos de esclarecimento ou informações, 7 convites e um pedido de impeachment, todos com origem no Congresso, e a grande maioria decorrente da certeza de bolsonaristas malucos de que Dino teria sido o principal artífice, ora vejam só, dos atos golpistas de 8 de janeiro com o propósito de incriminar Bolsonaro.
Com toda essa carga de ódio nas costas, Dino, que não nasceu agora para a política, sabe que terá muito, mas muito trabalho para ser aprovado, pelo Senado, para o cargo de ministro do Supremo, indicado que foi na última segunda-feira pelo presidente Lula.
E sabe mais, o indicado para o STF: sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a manterem-se as atuais condições de temperatura e pressão, tem tudo para começar, mas não terminar. Porque começaram, mas não terminaram, algumas exposições de Dino em comissões do Congresso, onde o ministro notabilizou-se por suas intervenções irônicas, mas muitísimo bem fundamentadas, para desespero e ódio de bolsonaristas e fascistas que o questionaram e foram desmontados pelas respostas.
Mas as nuvens da política, vocês sabem, mudam muito rapidamente. E não é de todo impossível que Dino, com muito jogo de cintura, consiga quebrar um pouco a resistência dos bolsonaristas e conquiste uns votos entre eles.
Mas isso será o imprevisível.
Porque o previsível, mesmo, é que toda a carga de ódio bolsonarista se mantenha sob as costas de Flávio Dino, neste processo delicadíssimo que sempre antecede, no Senado, a aprovação dos nomes de indicados para o Supremo.

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Greta Garbo acabou no Irajá e Edmilson, em "Veja". Como o pior prefeito de esquerda nas capitais.


Se é certo que Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), quem dira, acabou em "Veja".
A mais nova edição virtual da revista, já disponível para os assinantes desde o início da manhã desta sexta (24), publica reportagem que aborda o desempenho dos atuais gestores de quatro capitais do País (Belém, Fortaleza, Recife e Aracaju), todas governadas por prefeitos de partidos de esquerda, e destaca o desempenho da administração de Edmilson como, disparadamente, o pior.
A matéria ressalta a reprovação avassaladora da gestão Edmilson por 71,3% da população, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas feito no início deste mês, revela que apenas 16,6% dos eleitores de Belém estão dispostos a reelegê-lo e adianta, ora vejam só, que o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), adotará como uma de suas estratégia de campanha à reeleição associar a imagem de seu principal adversário à prefeitura paulitana, Guilherme Boulos (PSOL), ao fracasso estrondoso de Edmilson Rodrigues na capital paraense.
A reportagem também não deixa de registrar que a rejeição a Edmilson tem suas raízes fincadas no próprio PSOL, lembrando que, em agosto, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) esbravejou publicamente contra o correligionário: "O PSOL já administra uma prefeitura, que é a de Belém. E eu honestamente quero que o Boulos faça uma perfeitura como a de Luiza Erundina (...) e não como a do Edmilson, que infelizmente é um prefeito com uma das piores avaliações do país", afirmou a parlamentar, em um evento da legenda.
Leiam "Veja".
Lá, tem muito mais.

O Supremo tem sido um grande fiador da democracia. Mas não pode querer poder tudo.


O Supremo, não tenhamos dúvidas, foi o grande fiador, o grande sustentáculo da preservação do Estado Democrático de Direito durante os anos de trevas do governo golpista e corrupto de Bolsonaro.
Isso é um fato.
Não fosse o Supremo manter-se altivo e inexoravelmente inflexível, no seu indelegável papel de guardião da Constituição, o bolsonarismo, em suas mais tenebrosas expressões - se é alguma expressão do bolsonarismo não é tenebrosa - teria se sobreposto a tudo e a todos, inclusive à democracia. E aí, teríamos dado adeus à democracia.
Dito isso, precisamos dizer: falece completa razão ao Supremo para que, pelas vozes de dois de seus ministros, o presidente Luís Roberto Barroso e o decano da Corte, Gilmar Mendes, se declare irresignado com a aprovação, por esmagadora maioria do Senado, da PEC 8/2021, que altera os procedimentos de deliberação sobre certas matérias no STF.
Com todo o respeito - mas todo mesmo - a Suas Excelências, mas a PEC nem de longe representa um limitador às competências do Supremo.
O texto, basicamente, veda a concessão de decisões monocráticas que suspendam a eficácia de lei. E isso é salutar. Porque o Supremo não pode continuar sendo, como muitos dizem, vários Supremos. Não pode o Supremo, por decisões individuais de seus ministros, suspender a eficácia de leis de enorme clamor social, de enorme repercussão. E nem podem os pedidos de vista enternizarem - às vezes por anos - a apreciação de matérias no mérito.
A PEC, portanto, não retira os poderes e nem exclui as competências do Supremo em deliberar sobre essas matérias. Apenas determina que as deliberações sejam colegiadas, adotadas, portanto, pelo Pleno, a instância máxima da Corte.
É apenas isso, e nada mais.
Muito embora seja, legitimamente, um Poder Constituído da República, o Supremo não pode querer poder tudo. Não mesmo.
Se o STF achar que pode tudo, estará, inapelavelmente, deslegitimando-se.
O que não seria admissível num Estado Democrático de Direito que o Supremo tão bem tem preservado.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Na revista da Azul, tudo azul no governo Edmilson Rodrigues. Até a destroçada Praça Batista Campos.



A Praça Batista Campos, um dos logradouros mais preciosos de Belém, figura, com justiça e com louvor, entre as dez praças mais charmosas do mundo.
Isto mesmo: não da Região Norte, não do Brasil, não da América Latina, mas do mundo.
Quem faz este juízo?
A revista Azul, da empresa áerea do mesmo nome, em sua edição mais recente, de número 115, deste mês de outubro que vai terminando.
"Oásis Urbanos - Espaços de convivência e de lazer, algumas praças impressionam pela arquitetura e pelas belas paisagens. Selecionamos algumas das mais charmosas do mundo", dizem o título e o olho da matéria que relaciona dez praças, entre elas a nossa.
Vejam, nas imagem acima, a abertura da matéria e a página em que aparece um dos coretos da Batista Campos, com o texto-legente logo abaixo.
Não deixa de ser uma ironia - das mais tormentosas, admita-se - que esse brinde a Belém tenha sido feito pela publicação da Azul justo num momento em que a Praça Batista Campos é submetida a um abandono que deveria nos sensibilizar a todos. E todos estamos, certamente, sensibilizados, menos, ao que tudo indica, a gestão do prefeito Edmilson Rodrigues.
A praça está, como se diz no vulgo, completamente distiorada. Está destroçada. Desprezada. Catingenta. Caindo aos pedaços. Literalmente.
Os buracos, às centenas, multiplicam-se no calçamento, submetendo ao risco de quedas sobretudo os idosos.
Das 110 lixeiras, mais de 100 não existem mais ou estão quebradas ou sem fundos.
Os lagos, totalmente assoreados com lama, reduzem drasticamente o oxigênio para os peixes.
Ferro, gradil e coretos, em péssimo estado.
Os elementos de madeira, bancos e pontes, de um modo geral quebrados.
A iluminação é péssima.
As barraquinhas que vendem cocos, em sua maioria estão sujas e malcuidadas.
Pra completar, o cocô das garças infesta tudo. Tá bem, o doutor Edmilson não tem culpa que as garças estejam dominando o local e despejando cocô em tudo e todos abaixo delas. Mas a sujeira é, sim, uma responsabilidade da prefeitura, que, se continuar ignorando-a, vai contribuir para que essa questão vire um sério problema de saúde pública.
E, para completar, a prefeitura acaba de fechar o posto da Guarda Municipal, que ainda nos permitia ter um mínimo - mínimo mesmo - de segurança no local.
Essa é a Praça Batista Campos de hoje.
A de ontem, a de antanho, a de 400 anos atrás, esta você só vê na revista da Azul.
Aliás, se quiser conferir a edição completa, clique aqui.

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

Guedes, Lira e Damares na lata de lixo: a maior obra de arte da história do Brasil. O nosso "O Grito".

O Grito, de Marília Scarabello: exposição da Caixa só durou uma semana. Poxa! Que pena!

Edvard Munch, vocês sabem, estava em outra dimensão espiritual quando pintou O Grito!
Sua obra virou pop.
É uma espécie de Mona Lisa da angústia.
Enquanto a obra de Da Vinci te enternece, com aquele sorrisinho maroto, a de Munch te angustia. Pelo menos, essa é a sensação que tenho todas as vezes em que a vejo.
Em 2012, a obra-prima de Munch tornou-se a pintura mais cara da história, ao ser vendida em um leilão por US$ 119,9 milhões.
Isso, repita-se, foi em 2012.
Acho que, agora, o nosso O Grito deve bater todos os recordes.
Sim, nós também temos O Grito!
Foi assim que a artista plástica Marília Scarabello denominou sua obra, que retrata Paulo Guedes, Arthur Lira e Damares Alves - personagens incomparáveis, emblemas da inteligência, da brasilidade e da integridade moral que enchem de orgulho a nós, patriotas - na lata do lixo.
A obra estava na exposição denominada "O Grito!", que a Caixa Cultural abriu para o público, em Brasília, no último dia 17 de outubro, com patrocínio da própria Caixa e do governo federal. Custo: R$ 250 mil.
A exposição deveria continuar até 17 de dezembro.
Mas levou o farelo na última terça-feira, dia 24.
Tudo por causa da repercussão de O Grito!
Puxa.
E eu aqui em Brasília, querendo tanto ver O Grito!.
O nosso O Grito!
Que pena!
Mas fica para a próxima.
Mas já vou mandar imprimir essa imagem numa camiseta e numa caneca.
Para depois soltar um grito de felicidade.

O governo Cláudio Castro é um caso de polícia. Porque o Rio está refém das milícias.

O Globo radiografa as milícias: uma aula de jornalismo. Que todo
estudante de jornalismo deveria ler. Como também o governador Cláudio Castro.

No dia em que as milícias queimaram 35 ônibus e um trem e subjugaram meio-Rio, Cláudio Castro, o governador do estado, apareceu com pompa e circunstância. Disse o seguinte: "O crime organizado que não ouse desafiar o poder do Estado".
Bingo!
Naquele dia, a última segunda-feira, 23 de agosto, o crime organizado já estava desafiando o poder do Estado. Já estava desafiando o governo Cláudio Castro. Mais do que desafiando, a milícia estava humilhando a tudo e a todos.
Por quê?
Porque o governo Cláudio Castro é um caso de polícia.
Seu secretário de Polícia Civil, recentemente nomeado, é um caso de polícia.
Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, Marcus Amim já foi condecorado por um deputado que tem ligações com milicianos no Rio. Trata-se do deputado estadual Márcio Canella (União), que lhe concedeu a medalha Tiradentes.
As milícias não nasceram, é claro, no governo Cláudio Castro. Começaram a fincar seus tentáculos há cerca de duas décadas. Mas, sem dúvida, o "poder do Estado" nunca foi tão fraco para contê-las.
O jornal O Globo começou a publicar, desde ontem, uma séria de reportagens que traçam uma radiografia assustadora dessas organizações criminosas.
É jornalismo puro. Na veia.
Todo estudante de jornalismo deveria ler, para jamais render-se aos releases e aos discursos oficiais. Como também Cláudio Castro deveria esmiuçá-las. Para saber que, de fato, um Estado, o das milícias, está triunfando sobre um outro Estado, aquele formal, que o governador imagina representar.
Lendo as reportagens de O Globo, somos condenados, infelizmente, a nutrir a fortíssima sensação de que o Rio, definitivamente, mexicanizou-se (não sei se já li essa expressão por aí, nos últimos dias. Se li, é isto mesmo: mexicanizou-se).
As milícias não poupam ninguém. E, evidentemente, castigam, espezinham, praticam uma crueldade tamanha sobretudo contra os trabalhadores mais pobres, que precisam fazer biscates para sobreviver.
Todos precisam pagar taxas mensais por uma proteção que não existe e nunca existirá. 
Pois vocês sabem os flanelinhas? São extorquidos pelos milicianos.
Os vendedores de bombons nos cruzamentos? Também.
Os mototaxistas? Idem.
Motoristas de táxi com pontos nas áreas dominadas pelas organizações milicianas? Eles, inclusive.
Pequenas empreendedoras, bravas mulheres que trabalham em salões de beleza? Sim, elas também.
Um horror, meus caros.
Um horror.
O Rio está refém das mílicias, de um lado, e dos traficantes, do outro.
Com Cláudio Castro, o durão, pelo meio.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

A Gentil virou um inferno: livrai-nos do mal, doutor Edmilson!

Esta foto, meus caros, é meramente ilustrativa, entenderam?
Não é da Avenida Gentil Bittencourt. Mas bem que poderia ser.
Somos todos Edmilson!
Claro que somos.
Se não o formos, o que restará de nós, né?
O governo Edmilson começou a dar uma guaribada nas principais vias de Belém. Ao que parece, já está pensando na COP 30, em 2025, quando a cidade - temos a mais absoluta, a mais inabalável certeza - estará um brinco. Se já está agora, vocês imaginem, então, em 2025.
Pois é!
Como parte desse esforço heróico, a prefeitura começou a fazer o recapeamento asfáltico da Avenida Gentil Bittencourt.
Nesta quinta-feira (19), de manhã, os trabalhos começaram num trecho da via, entre Doutor Moraes e Benjamin, no bairro de Nazaré.
O trânsito na área está um inferno.
Repita-se: um inferno.
Praticamente apenas um terço da largura da rua está disponível para o tráfego.
É ótimo que o doutor Edmilson nos livre do mal que representam os atropelos na mobilidade urbana, o que inclui deixar vias de grande circulação de veículos em condições ideais de tráfego.
Mas, para livrar-nos do mal da imobilidade urbana, é preciso que o doutor Edmilson nos condene a um outro mal, o da imobilidade urbana, enquanto as obras de recapeamento asfálticos são realizadas?
Não seria possível fazer esse trabalho à noite, de madrugada ou aos domingos, quando o trânsito é menos caótico em Belém?
Para livrar-nos de um mal, é necessário que o governo Edmilson crie um outro mal?
Livrai-nos do mal, doutor Edmilson.
De qualquer mal.

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Na CPI do Golpe, as bocas que expelem o amor são as mesmas que cospem ódio. Vou pra lá!

CPI do Golpe: aprenda com Suas Excelências lições inesquecíveis de amor e ódio.

Desde a manhã, quando acordo, até a noite, quando durmo, procuro inspirar-me nos exemplos dos bons para alcançar, como eles, a salvação eterna.
Todas as vezes em que busco acelerar esse processo, sintonizo ou a TV Senado ou a TV Câmara.
Hoje, não foi diferente.
Desde o início da manhã, acompanho a sessão da CPI do Golpe de 8 de Janeiro que está votando o relatório da senadora Eliziane Gama.
De dezenas de bocas de Suas Excelências, aprendi ensinamento bíblicos - sobre amor, concórdia, tolerância, solidariedade, justiça e verdade - que me levaram à beira das lágrimas. E haverão de tornar-me, certamente, uma pessoa melhor.
Das mesmíssimas bocas de Suas Excelências, aprendi lições e exemplos inesquecíveis - de ódio, preconceito, intolerância, desonestidade intelectual, mentira e injustiça - que me levaram ao torpor da mais incontrolável estupefação. E haverão de tornar-me, certamente, uma pessoa pior.
Agora, eu, um homem prenhe de bondades, estou acionando o meu lado prenhe de maldades (quase todas aprendidas com as lições dos membros da CPI) para sopesá-las.
Não sei o que pode resultar da soma de bondades e maldades.
Se eu não chegar a nenhuma conclusão, já sei o que vou fazer: não vou nem para Pasárgada, onde seria amigo do rei, mas para o Congresso, onde a verdade não é, propriamente, a verdade.
Mas a verdade de cada um.
Dos bons e dos maus.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Desembargador do TRT8 enfrenta não uma, mas duas reclamações disciplinares no CNJ


O desembargador Georgenor de Sousa Franco Filho, um dos mais antigos do Tribunal Regional do Trabalho e que atualmente preside a 4ª Turma do TRT8, enfrentará não apenas uma, mas duas reclamações disciplinares que pedem seu afastamento cautelar do cargo, após intervenções que ele fez durante reunião do Colegiado, no dia 10 de outubro passado.
Uma reclamação disciplinar, a primeira, foi instaurada pela própria Corregedoria Nacional de Justiça, para apurar se o desembargador violou deveres funcionais da magistratura. É que, durante a sessão da Turma, Georgenor manifestou contrário ao pedido de uma advogada que, na iminência de dar à luz, queria que fosse adiado o julgamento de um processo em que ela faria sustentação oral. “Gravidez não é doença, adquire-se por gosto", reagiu Georgenor, ao rechaçar o pedido.
Na última sexta-feira, dia 13, dois dias após ser instaurada a reclamação disciplinar da Corregedoria, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil protocou uma outra, demonstrando que Georgenador pode ter incorrido em "violações às prerrogativas das advogadas e advogados e aos deveres funcionais da magistratura, além de comentário ofensivo à democracia".

Hamas
A OAB junta à sua reclamação um vídeo em que o presidente da Turma, "de maneira abrupta e desrespeitosa", cortou a palavra do advogado que estava na tribuna, Lafayette Bentes da Costa Nunes, "e fez menção - em um contexto que demonstra ofensa à democracia - ao grupo Hamas que recentemente atacou civis em Israel".
“É. Democracia faz parte. Antes a democracia daqui do que a do Hamas. Mas se quiser a gente adota a do Hamas também”, diz Georgenor, conforme reforça a reclamação formulada pela OAB ao Conselho Nacinal de Justiça (CNJ).
Para os reclamantes, "as atitudes do desembargador, concernentes à maneira abrupta de calar o advogado que estava na tribuna, bem como ao comentário ofensivo à democracia ao citar um cenário de guerra, acarretaram em descumprimento de seu dever de tratamento urbano entre as partes e de cumprir com serenidade os seus atos de ofício", conforme previsto em vários dispositivos do Código de Ética da Magistratura Nacional e da Lei n. 8.906/94, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a OAB.
Assista, acima, ao vídeo em que o Espaço Aberto compilou as duas intervenções do magistrado que ensejaram as reclamações em curso perante o CNJ.

terça-feira, 10 de outubro de 2023

A cegueira ideológica impede que, mesmo numa guerra cruel, perceba-se a crueldade da guerra


Qualquer julgamento configura um processo muito delicado, porque a predisposição natural das capacidades humanas de fazer certos juízos não se limita apenas a constatar os fatos, mas a valorá-los. E a valoração de fatos pode levar a que se ache, por exemplo, que A na verdade é B. Ou vice-versa. Independentemente dos fatos, reforce-se.
Os ataques do Hamas, deflagradores da nova guerra entre Israel e palestinos, dão ensejo a uma nova onda de leituras ideológicas reducionistas, tendentes a achar que a luta trava-se entre esquerda x direita, entre imperialismo x anti-imperialismo, entre sionistas x antissionistas. Como essa leitura também despreza os fatos, configura-se um tragédia de outro viés: ignora-se a crueldade. E isso é muito, mas muito cruel.
Assim, quando o ardor ideológico se sobrepõe a tudo o mais, danem-se os fatos, dane-se a realidade. E viva as verdades de cada um!
Ignoram-se que as crueldades não são de esquerda ou de direita. São crueldades.
E ignoram-se que violações legais não são de esquerda ou de direita. São violações legais.
Simples assim.

A crueldade israelense
Israel foi atacado pelo Hamas e tem o direito de retaliar. Como em qualquer guerra, é evidente que a retaliação inevitavelmente haverá de atingir civis, mesmo que eles não sejam o alvo primordial da retaliação. Como é uma guerra, Israel tem o mais legítimo direito de defender não apenas os judeus, mas todos os que se encontram em território israelense, inclusive, diga-se, palestinos, muçulmanos de outras etnias e cristãos (entre eles católicos, lembrem-se).
No seu dever, assegurado pelas leis internacionais, de retaliar uma agressão, Israel tem o direito de cercar a Faixa de Gaza (o que chega a ser uma redundância, note-se, porque Gaza vive permanentemente cercada), sobretudo se estiver mesmo nos preparativos para uma incursão terrestre, como analistas preveem que vai acontecer.
Mas o direito de se defender e retorquir uma agressão não permite a Israel bloquear o envio de medicamentos, alimentos e água para os palestinos.
Alguém será capaz de defender o bloqueio - não o cerco, repita-se - a Gaza?
Alguém acredita que deixar com fome e com sede contingentes populacionais que já vivem na miséria é expediente acolhido pelas leis internacionais?
Alguém acha que privar idosos, doentes e crianças de comida, água e remédios, condenando-os a essa privação justamente neste momento trágico, é uma estratégia de guerra aceitável?
Alguém acha que o bloqueio a Gaza vai castigar apenas integrantes do Hamas (se é que eles estão sendo mesmo castigados) por privação de suprimentos de primeira necessidade?
Não é crível que alguém chancele essa crueldade, a menos, é claro, que esteja contaminado de fervores ideológicos insuperáveis.

A crueldade do Hamas
E o Hamas?
O Hamas é um grupo terrorista.
É fato que o Hamas é um grupo ultra-radical, opressor, obscurantista e fanático. É um grupo que, dentre os 2 milhões de residentes na Faixa de Gaza, tem apoio apenas de uma minoria e, portanto, não representa os anseios legítimos do povo palestino por um Estado.
O Hamas, não se esqueçam os esquerdistas, é um grupo fanático que oprime mulheres de forma animalesca. Repita-se: animalesca. Bem entendido?
O Hamas, não se esqueçam os esquerdistas, mantém no interior de Gaza uma ditadura das mais cruéis, das mais sangrentas, das mais tenebrosas. Uma ditadura top, entenderam bem?
Ainda que se faça a concessão ao Hamas, reconhecendo-lhe o direito de lutar por um Estado palestino, será possível alguém achar que o Hamas tem o direito de tornar civis como "escudos humanos"?
Será possível achar que o Hamas tem o direito de tomar inocentes como reféns?
Será possível alguém achar legítimo que um grupo armado anteponha inocentes às armas adversárias, como garantia de proteção da vida de militantes extremistas que não reconhecem outras leis quaisquer, que não as suas próprias?
Alguém acha que o Hamas teria o direito de deflagar um ataque e, em meio a isso, ingressar em território inimigo e executar, literalmente executar, inapelavelmente e sangue-frio, dezenas de civis, como os que estavam numa rave em área próxima a Gaza?
A crueldade desta guerra exibe, igualmente, as violações legais mais flagrantes de um lado e de outro.
A crueldade desta guerra exibe, igualmente, a crueldade dos fervores ideológicos.
A cegueira ideológica impede que, mesmo numa guerra cruel, perceba-se a crueldade da guerra e a crueldade que representa essa complexa e trágica questão envolvendo Israel e palestinos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

O que tem uma senhorinha indefesa e desatenta a ver com a vulnerabilidade de Israel diante do Hamas

Prédio é bombardeado por Israel na Faixa de Gaza, em retaliação ao ataque do Hamas

Estive em Israel em 2016.
Em Jerusalém, visitei, é claro, o Muro das Lamentações, um momento de emoção indescritível.
À entrada do Muro, que tem um dos controles de segurança mais rigorosos de Jerusalém, em decorrência do risco de atentados, presenciei cena chocante.
Todos os turistas são avisados, à exaustão, de quem não podem fotografar os ambientes na área de entrada do Muro. Por motivos de segurança, é óbvio.
Eis que eu me encontrava um pouco atrás de uma senhorinha. Sabe-se lá por que, ela resolveu passar a mão no celular e comeou a tirar fotos. Acho que fez até selfies.
Um dos seguranças, posicionado próximo à catraca, reagiu de forma incontrolavelmente furiosa.
Além de berrar impropérios - e ninguém precisa entender o hebraico para ter certeza de que eram impropérios -, a impressão que se tinha era que o homem estava na iminência de agredir fisicamente a mulher ou mesmo prendê-la.
Felizmente, ele não fez nem uma coisa, nem outra, mas obrigou-a a apagar, na mesma hora, as fotos que ela fizera no celular e mostrar-lhe o aparelho, para confirmar se tinha mesmo apagado todas as imagens.
A senhorinha, em prantos e à beira do pânico, obedeceu às ordens e só então pôde entrar no recinto do muro, não sem antes, acredito, festejar três coisas: não ter sido estapeada, não ter sido presa e não ter perdido o celular, que poderia muito bem ter sido confiscado pelo segurança.

Motos e parapentes
Lembrei-me muito desta cena desde o último sábado, quando extremistas do Hamas começaram a atacar Israel - Jerusalém, inclusive - com uma chuva de foguetes, ao mesmo tempo em que, de forma inédita, inesperada e inexplicável, conseguiram vencer os controles de segurança israelentes, inscritos entre os mais seguros do mundo, e fazer uma incursão terrestre ao território do Estado judaico.
O ataque foi a partir da Faixa de Gaza, um enclave de apenas 360 km quadrados, mais ou menos equivalente ao município de Colares e cerca de duas vezes maior do que Benevides, aqui perto de Belém.
Drones, sensores de altíssima potência, satélites e outros meios tecnológicos avançadíssimos monitoram, as 24 horas do dia, toda a extensão fronteiriça entre Gaza e o território israelense.
Mesmo assim, algumas dezenas de extremistas, usando motos e parapentes - sim, meus caros, não tanques, mas motos e parapentes - para ingressar em Israel por terra, driblando todo o sistema de inteligência israelense, também invejando como dos mais eficientes e eficazes do planeta.
Mas, à entrada do Muro das Lamentações, uma senhora indefesa foi reprimida violentamente por sua desatenção. E foi desatenção mesmo, porque ninguém haverá de convir que uma pessoa, deliberada e ostensivamente, será capaz de desafiar, bem na frente de seguranças fortemente armados, os protocolos de segurança de um país como Israel. 
A falha gigantesca, inexplicável e intolerável, representada pela "invasão" de uma pequenísima parte do território judaico por terra, não pode levar, no entanto, à ilusão de que estaria comprovada uma suposta paridade de forças em mais este confronto entre o Hamas e Israel.

A extinção do Hamas?
Não há, evidentemente, comparação entre o poderio bélico israelense e do Hamas. Daí não se imaginar a quantas pode ir a afirmação do governo de Israel de que este conflito representará uma mudança de patamar na forma como o Estado judaico tem tratado o grupo extremista. Mas dez, entre dez analistas, apostam que a retaliação terá como objetivo esmagar o Hamas a ponto de extingui-lo.
Independentemente, todavia, do alcance da resposta bélica de Israel e da resistência a ser oposta pelo Hamas, é trágico, é terrível, é horroroso o sacrifício de milhares de vidas civis - sejam isralenses, sejam palestinos, sejam de que nacionalidade ou confissão religiosa forem - decorrentes de um conflito iniciado em meados do Século XX e sustentado ao longo dos tempos por ódios alimentados dia a dia, agravados pela incapacidade da diplomacia em fazer com que o bom senso prevaleça acima de todas as diferenças.