terça-feira, 6 de julho de 2010
O preço de cada um
Correndo atrás do prejuízo, o governo Ana Júlia e o PT esforçam-se para mitigar os impactos negativos - bem maiores do que supunham - da atropelada e polêmica aliança com o PTB de Duciomar Costa.
Na lista de exigências de Duciomar e seus comparsas - como num sequestro, sem tirar nem por - havia de tudo, numa das exibições de maior fisiologismo e desapego com a coisa pública que se tem notícia na história recente do Pará.
Porém, foi na questão do apoio do governo e do PT ao projeto de privatização do serviço de água da capital, que se expôs, sem retoques, uma política que jogou às favas qualquer escrúpulo de consciência programática.
Não custa lembrar: existe uma parcela crítica do eleitorado e ela pode até não ser fabulosamente grande, mas é ativa e pode agir como uma vertente de formação de opinião.
Desconhecer esse fato, crendo apenas na força da máquina, não chega a ser uma ideia muito luminosa.
A propósito, quem sabe essa negociata que se desenrola aos olhos da multidão não serve para acordar - se é que estão mesmo adormecidos - os diligentes fiscais da lei eleitoral.
O Jagger da redação já tem candidatas. Duas.
O Jagger da redação – de uma certa redação - já decretou.
Votará em Ana Júlia e Dilma Rousseff na eleição de outubro.
Vejam só.
Cabe à coordenação da campanha de Suas Excelências tudo fazerem e fazerem de tudo para demover o dito cujo desse, digamos, anseio.
Será a primeira vez, na história de uma campanha eleitoral, que candidatos deveriam implorar a um eleitor para não votar neles.
Ainda há tempo.
De hoje até outubro são quatro meses.
Ainda há tempo suficiente para que as coordenações de Ana Júlia e Dilma tentem convencer o Jagger da redação de que ele não deve votar nas duas candidatas.
E devem fazer isso urgentemente.
Até porque o Jagger da redação resolveu que vai se acolher com o outro Jagger, o Almir.
Almir Jagger Gabriel, aquele que também atende pela qualificação de crítico arrependido.
“Presunção de inocência” é certeza de culpa
Obrigado, Mary Cohen, pela elucidação deste imbróglio da ficha limpa.
A alegação calhorda de "presunção de inocência" virou cláusula pétrea na boca dos sujíssimos.
Quanto mais sujo, mais brande a "presunção de inocência" que, no caso, é certeza de culpa.
Advogados estão aprisionados à fidelidade partidária?
Há muita gente considerando estranho o fato de advogados, que no passado já trabalharam para o partido A, B, C ou D, agora estarem disponibilizando seus serviços para o partido E.Mas qual o problema disso?
Olhem só.
Advogado é um profissional.
Exige-se fidelidade partidária de profissionais?
Exige-se, portanto, fidelidade partidária do profissional – seja ela de que ramo de atividades for - que presta este ou aquele tipo de serviço a um partido e é legalmente remunerado por isso?
Claro que não.
Está bem.
Muitos haverão de alegar que certos advogados, como sabem todos, realmente atuam menos na condição de advogados e mais na condição de filiados a um determinado partido.
Ou atuam porque, mesmo não sendo filiados a um determinado partido, simpatizam com a legenda.
Mas isso é a exceção, claro.
A regra é que os advogados são profissionais.
Nessa condição, não configura nenhum deslize ético que hoje atuem como contratado deste partido e amanhã, de um outro qualquer.
É evidente, todavia, que o advogado deve guardar, por imposição ética, os segredos profissionais inerentes à sua profissão.
Mas, até onde o bom senso aponta, o profissional da advocacia não está obrigado a observar a fidelidade partidária.
Está?
Vocês acham que está?
Instabilidade
Há comentários que o poster, é claro, recusa sumariamente, de acordo com critérios aqui estabelecidos.
Mas os comentários que são acolhidos, que são autorizados, nem estes estão indo logo para as caixinhas.
Sabe-se lá por que motivo.
Vamos aguardar que o próprio blogspot.com supere essa instabilidade.
Agora é que vai começar. Vem a fase das impugnações.
Negociações concluídas.
Convenções feitas.
Registros apresentados ao TRE.
E agora?
Basta cair na campanha?
Vocês é que pensam.
Há candidato que não vai sossegar.
Ainda tem a fase das impugnações de registros.
E o Ministério Público Eleitoral, podem apostar, não vai deixar barato.
É só vocês esperarem.
Espere e acompanhem.
De tudo ficaram...
De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro.
PMDB nega quórum na Câmara
Apostava que derrubaria o projeto de privatização de água para 14 a 12.
Mas na hora agá, eis que falta quórum.
O PMDB se escafedeu do plenário.
De qualquer forma, a sessão serviu para vereadores externarem sua solidariedade ao presidente da Casa, Walter Arbage (PTB).
Disseram em alto e bom som que Duciomar, o huno, passou a perna, passou a rasteira em Arbage.
Até as 18h59 de ontem, Arbage, ao que se diz, estava certo para ser o suplente de Paulo Rocha, candidato ao Senado pelo PT.
Pois bastou um minuto para Duciomar escantear o presidente da Câmara e indicar seu irmão – dele, Duciomar – Valdete Costa, ex-prefeito de Tracuteua, que assim acabou emplacando a suplência.
É assim.
Quem se mete com Duciomar é porque conhece Duciomar.
Ora bolas!
ATUALIZAÇÃO ÀS 11H41:
Do Diário do Pará On-Line:
Diante da pressão na Câmara Municipal de Belém, o prefeito Duciomar Costa decidiu recuar de sua decisão de privatizar o serviço de abastecimento de água da capital e acaba de enviar aos vereadores um documento que permitia ao presidente da casa, vereador Walter Arbage, retirar o projeto da pauta da CMB. Os vereadores estavam votando o projeto proposto pela própria prefeitura, que inclusive solicitou sessão extraordinária para realizar a votação.
Apesar da decisão, que agradou quem acompanhava a votação, a base aliada de Duciomar Costa pretendia manter a votação, para ainda hoje, do projeto que institui parcerias entre empresas públicas e privadas, o que pode garantir, por exemplo, a privatização de serviços como de estacionamento (Zona Azul) e cemitérios.
O ofício enviado pelo prefeito revoga a lei nº 8.628/2008, que faz concessão do serviço da Saebe para a Cosanpa. Após a leitura do documento, a sessão teve intervalo de dez minutos, mas logo que reiniciou, a bancada governista se retirou do plenário e o projeto não pôde ser votado por falta de quórum.
Leia mais aqui.
Fernando Yamada, o candidato “stand by”
Há leituras várias para o lançamento dessa candidatura.
Uma delas é, digamos, no mínimo interessante.
E também é uma das mais correntes.
Fernando Yamada seria uma espécie de candidato, digamos, stand by.
Explica-se.
Pela ordem natural das coisas, Fernando ficará em terceiro ou quarto lugar na disputa pelo Senado.
Em primeiro ou segundo ficariam Jader Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT).
E aí?
E aí que muita gente – muitíssima – aposta que logo, logo boiarão na Justiça Eleitoral representações para impugnar as candidaturas de Jader e Rocha, sob a alegação de que seriam inelegíveis porque renunciaram a seus mandatos.
Casos como este, como se sabe, deverão ir além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Vão parar no Supremo.
Muito bem.
Se o Supremo considerar que renunciantes como Jader e Paulo Rocha são mesmo inelegíveis, o terceiro e o quarto automaticamente assumiriam suas vagas no Senado.
E aí entraria Fernando Yamada.
Entenderam?
Simples.
Tudo muito simples.
Esse é a expectativa.
Mas, para que tal expectativa seja consumada, ainda falta combinar com os russos.
No caso, os russos são os magistrados da Justiça Eleitoral.
Os daqui do Pará.
E os de Brasília.
Além de magistrados do Supremo.
É claro!
E se a ata contivesse os nomes de Vic e Valéria?
Entre os trocentos que ligaram, alguns se mostravam céticos em relação à desistência anunciada.
E apresentavam como argumento consistente o fato de que a ata apresentada pelo DEM à Justiça Eleitoral relacionaria ambos os democratas como candidatos – candidatíssimos – às eleições de outubro.
Olhem só.
Isso e nada são a mesma coisa.
Ou melhor: são a mesmíssima coisa.
Vamos fazer um exercício.
Vamos formular uma hipótese.
Suponham que Vic, Valéria, o João, o Manoel, a Maria e o seu Bidu - aquele que vende badulaques numa esquina qualquer do Afeganistão, mas tem domicílio eleitoral no Brasil – tenham seus nomes apresentados à Justiça Eleitoral como candidatos, seja a senador, deputado federal, deputado estadual, governador e até de presidente da República.
Aí, daqui a três dias, quatro dias, um mês ou dois meses, Vic, Valéria, o João, o Manoel, a Maria e o seu Bidu resolvem apresentar à Justiça Eleitoral uma declaração formal indicando que desistiram de ser candidatos.
Pronto.
Está resolvida a parada.
Eles renunciaram a suas candidaturas.
A renúncia é um ato unilateral de vontade.
Ninguém, absolutamente ninguém pode impedir uma pessoa de renunciar.
É isso que pode ter acontecido.
Vic e Valéria poderiam aparecer como candidatos perante a Justiça Eleitoral.
E mesmo que aparecessem, poderiam a qualquer momento desistir.
Nada os impediria de fazer isso.
Bem.
Mas é quase certo que, ao contrário do que muitos chegaram a imaginar ontem, a ata e o registro de candidaturas protocolados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não contêm os nomes de Valéria e Vic.
Um e outro, portanto, estão fora da eleição de outubro.
Se bobearem, voa caco pra todo lado. Na Câmara.
Estará em pauta, vocês sabem, o projeto de Sua Excelência o des(prefeito) – copyright Guilherme Augusto – Duciomar Costa, o huno que nos governa com esmero, denodo e espírito público.
Pois é.
O projeto é aquele das parcerias público-privadas, que pode resultar na privatização de vários serviços públicos, inclusive o da água.
Se não reforçarem ainda mais - em relação às sessões anteriores - a segurança da Câmara, podem voar cacos pra todos os lados.
E a questão não é apenas essa.
A questão é que a rejeição do projeto ou mesmo a inviabilidade de sua votação pelo plenário da Augusta (toma-te!) Casa pode levar a aliança PTB-PT a fazer água.
Aliás, a rigor, a rigor mesmo, essa aliança já começou a apresentar algumas fendas.
Que podem se alargar.
Alargando-se, provocarão um rombo.
Com o rombo, a água – seja ela da privatização ou não – levará o barco a pique.
Ah, sim.
E os urbanitários já decidiram.
Se o projeto passar na Câmara, eles entram em greve a partir de hoje mesmo.
Por tempo indeterminado.
No mínimo, ficarão em greve até 2014.
Hehehe.
Que inteligência!
Depois que o Ibope registrou a vantagem de Dilma Rousseff, a campanha tucana entrou num momento delicado. A frase mais ouvida no Q.G. do PSDB lembra o abraço de jogador quando a partida fica difícil: “Dá para ganhar”. A subida de Dilma nas pesquisas era antecipada por levantamentos internos tucanos e coloca em questão a estratégia de campanha, que previa uma liderança moderada, mais firme, de José Serra pelo menos até o horário político.
Dois fatores foram decisivos para as dificuldades de Serra. Primeiro, que de nada adiantou ao ex-governador de São Paulo retardar o lançamento de sua candidatura. Depois, a esperança de convencer Aécio Neves mostrou-se vã. Tudo indica que as verdadeiras dificuldades enfrentadas por Serra estão apenas começando. Serra está na descendente. O tucano assiste a adversária petista abrir vantagem na CNI-Ibope.
Que inteligência... O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, disse desconfiar da última pesquisa do Ibope, feita sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria, que apontou a candidata do PT, Dilma Rousseff, à frente do tucano Serra: 40% a 35% ou 38,2% a 32,3%, a depender se a simulação inclui ou não os presidenciáveis nanicos. Como o partido armou uma “invasão” no Instituto Sensus, o primeiro a captar a ascensão da ex-ministra, e costuma desqualificar o Vox Populi como, digamos assim, chapa-branca, resta apenas a esperança no Datafolha. O que dirá Guerra se a empresa, ligada ao jornal “Folha de S.Paulo”, colher, em seu próprio levantamento, números semelhantes?
Que inteligência... Sim, pois tudo indica tratar-se de uma tendência, resiliente nas atuais circunstâncias, que só uma parte da oposição e da mídia disposta a viver em um mundo semelhante ao criado pelas maquinas de Matrix se recusa a enxergar.
Que inteligência... Do embate dos conformismos, o da minoria e o da maioria, surge uma zona de desencontro muito mais vasta do que parece, a qual se alastra e se torna cada dia mais evidente. A adesão da minoria aos preconceitos, equívocos, vícios pueris, sem desprezar a ignorância e a vocação para o exibicionismo, continua mais ou menos intacta. Já a maioria mostra-se muito menos aturdida, muito menos desarmada, muito menos confusa e incerta.
Sim, que inteligência... Os donos do poder não percebem que o próprio lhes escapa entre os dedos como areia. Na história do País, há um divisor de águas: a eleição de 2002. De certa maneira, a fronteira vincada entre o passado e o futuro independe do ex-metalúrgico e de sua esperta "Carta aos Brasileiros" e dos seus dois mandatos, cujos êxitos mais nítidos a minoria, aliás, não reconhece.
Um operário na Presidência da República é um peso insuportável no plexo de quem se pretende aristocrata e de quem jamais será o individuo de classe média da Revolução Francesa. E além do mais, um operário de muitos pontos de vista mais talentoso, nas áreas mais variadas, do que seus predecessores, conquanto engravatados. Só não vê quem não quer. O povo identificou-se com o Nosso Guia e se viu representado, finalmente. Consciente de sua escolha.
A campainha do alarme soou. Não é preciso combater à sombra. Que alívio para os persas nas Termópilas. A história começa a ser escrita de forma oposta. Permito-me comentar o crescente fracasso dos persas, digo, da mídia nativa. Ficou claro em 2002, e mais em 2006, que ela atira fora do alvo. A maioria a ignora, e este é sinal peremptório de tempos diferentes.
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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Jatene foi ao apartamento de Valéria
Em relação à postagem abaixo, apenas um detalhe.
E mais do que relevante.
A conversa entre Jatene e Valéria, na tarde de hoje, foi no apartamento da ex-vice-governadora.
O tucano foi lá apenas para resolver a parada.
E resolveu.
Ele, Valéria e Vic resolveram a parada.
Valéria e Vic Pires Franco estão fora da eleição deste ano
A ex-vice-governadora Valéria Pires Franco (DEM) e seu marido, o deputado federal Vic Pires Franco, que também é presidente regional do partido, não concorrerão a nenhum cargo eletivo no pleito de outubro.
A decisão dos dois foi tomada agora à tarde, após encontro entre Valéria e o candidato do PSDB ao governo do Estado, Simão Jatene.
Na conversa que tiveram, Jatene ofereceu duas opções a Valéria.
Uma opção: ela desistiria da candidatura ao Senado para ser a vice na chapa dele, mas, nesse cado, o PSDB não se coligaria com o DEM para as eleições proporcionais (deputado estadual e federal).
Outra opção: o PSDB aceitaria fechar com o DEM para os proporcionais, mas não daria lugar a Valéria nem para vice, nem para o Senado.
Ela optou pela segunda proposta: que o DEM faça aliança com o PSDB para os proporcionais.
Mas como seu projeto era ser candidata apenas ao Senado, a ex-vice-governadora preferiu abrir mão de concorrer a qualquer cargo eletivo, para permitir que seus companheiros de partido disputem a eleição em aliança com os tucanos.
Deixará o espaço livre para o deputado federal Lira Maia tentar a reeleição.
Vic vai continuar apenas como presidente regional do DEM.
Um olhar pela lente
Logo aos três minutos, Müller acerta a cabeçada.Bola no fundo do filó.
Gol da Alemanha.
O primeiro, no chocolate de 4 a 0 sobre a Argentina.
A foto é da Reuters.
“O que esperar de Serra? Nada”
Fale-se o que bem se queira.
De fato, a resposta para a pergunta "o que se esperar do Serra" (presidente) é muito clara, curta e grossa, ou seja, nada - nadica de nada.
O Serra é o Ademar de Barros da era passada.
Eterno candidato a Presidência da República, nunca eleito.
Até porque, político sem carisma é político com horizontes limitados.
E o limite do Serra já chegou, faz tempo.
CCJ aprova uso de linguagem acessível em sentenças
A proposta que exige o uso de linguagem acessível em sentenças judiciais foi aprovada, na quarta-feira (30/6), pela Comissão de Constituição e Justiça, na Câmara dos Deputados. O objetivo é permitir que qualquer um entenda o teor das decisões.
A CCJ aprovou o projeto na forma de substitutivo do relator, deputado José Genoíno (PT-SP). O substitutivo aprovado torna a linguagem acessível como um dos requisitos essenciais da sentença. Mas dispensa a exigência de outra versão dessa sentença em linguagem coloquial e de seu envio à parte interessada.
O Projeto de Lei 7.448/2006, da deputada Maria do Rosário (PT-RS), foi aprovado em caráter conclusivo e seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para que seja votado pelo Plenário da Câmara.
Segundo Genoíno, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vem promovendo ações para simplificar a linguagem jurídica e uma tradução obrigatória poderia minar os esforços para que esse objetivo seja alcançado. Ainda mais, segundo Genoíno, porque a determinação só valeria para processos em que pelo menos uma das partes seja pessoa física.
“A necessidade de se reproduzir o dispositivo da sentença em linguagem coloquial aumentaria o trabalhos dos juízes, tornando ainda mais burocrática a distribuição da Justiça, o que seria agravado pela necessidade do envio da referida reprodução para o endereço pessoal da parte interessada”, defendeu o deputado. Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados.
Um Jagger na redação
Por extensão, é um seríssimo concorrente a Almir Jagger Gabriel, claro.
O cara, natural aí da região do Baixo Tocantins, torceu pelo Japão.
Japão fora.
Torceu por Gana, com toda a gana.
Gana fora.
Tentou dar uma forcinha ao Paraguai.
Fora - o Paraguai, é claro.
Como é brasileiro, torceu pelo Brasil.
Brasil fora.
Sobrou a Argentina. Ele torceu para os hermanos.
Hermanos fora, com sabor de chocolate.
Os colegas não querem mais entrar no táxi dele.
Ah, sim.
E os colegas estão torcendo para que, amanhã, ele, o Jagger da redação, torça pela Holanda, no jogo contra o Uruguai.
Hehehe.
“A UNE é calada pelas gordas verbas federais”
Enquanto isso, a juventude lulo-petista aceita passiva e "democraticamente" a imposição da candidata nomeada pelo grande líder.
É, já não se faz juventude como há alguns 46 anos passados.
Hoje, até a UNE é calada pelas gordas verbas federais.
E a juventude da pseudo-esquerda-rebelde aceita passivamente os "nobres" Sarney, Renan, Collor, Jader e até, pasmem, Maluf atuarem como conselheiros reais de Lula I, o primeiro e único.
E o serão de Dilma, a ex-lutadora de esquerda,a futura presidente alguém duvida?
E quem não presta é o Serra.
Fazer o quê?
Coleguinhas têm um discurso agora, outro daqui a pouco
Fora de brincadeira.De toda a brincadeira.
Mas coleguinhas têm discurso para tudo.
Coleguinhas – muitos – andaram praticamente essa Copa inteira dizendo que a Espanha tem um bom futebol, que tem um ótimo elenco, mas que dificilmente emplacaria uma boa colocação no Mundial porque não tem camisa, não tem tradição.
Esse negócio de que camisa ganha jogo, de que tradição significa alguma é uma rematada bobagem, como vocês sabem.
Pois é.
Mesmo assim, coleguinhas insistiram bastante.
E aí?
E aí que a Espanha está aí: é uma das semifinalistas da Copa.
É, portanto, uma das quatro maiores seleções do mundo.
Coleguinhas fizeram mais.
Muito mais.
Passaram a Copa inteira encantados, embasbacados com Maradona.
Com Maradona e com a Argentina.
Eis que vem a Alemanha e toma-te na Argentina!
E os coleguinhas?
Passaram a dizer que Maradona não era um técnico à altura da Argentina.
Mas que coisa, hein?
Coleguinhas há, admitamos, que são, em termos de juízos que formulam, mais ou menos parecidos às birutas da política.
Mais ou menos.
Último dia para o registro de candidaturas

Esta segunda-feira marca o último dia para que partidos e coligações apresentem à Justiça Eleitoral o requerimento de registro de candidaturas.
Clique aqui para ter acesso ao link do Tribunal Superior Eleitoral que apresenta todo o calendário eleitoral para este ano.
E confira abaixo os prazos desta semana.
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JULHO – segunda-feira 05.07.2010
1. Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem no Tribunal Superior Eleitoral, até as dezenove horas, o requerimento de registro de candidatos a presidente e vice-presidente da República (Lei nº 9.504/97, art. 11, caput).
2. Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem nos tribunais regionais eleitorais, até as dezenove horas, o requerimento de registro de candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital (Lei nº 9.504/97, art. 11, caput).
3. Data a partir da qual permanecerão abertas aos sábados, domingos e feriados as secretarias dos tribunais eleitorais, em regime de plantão (Lei Complementar nº 64/90, art. 16).
4. Último dia para os tribunais e conselhos de contas tornarem disponível à Justiça Eleitoral relação daqueles que tiveram suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, ressalvados os casos em que a questão estiver sendo submetida à apreciação do Poder Judiciário, ou que haja sentença judicial favorável ao interessado (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 5º).
5.Último dia para o eleitor portador de necessidades especiais que tenha solicitado transferência para seção eleitoral especial comunicar ao juiz eleitoral, por escrito, suas restrições e necessidades, a fim de que a Justiça Eleitoral, se possível, providencie os meios e recursos destinados a facilitar-lhe o exercício do voto (Resolução nº 21.008/2002, art. 3º).
Itens numerados conforme consta da publicação no DJe de 27.8.2009.
JULHO – terça-feira, 06.07.2010
1. Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral (Lei nº 9.504/97, art. 36, caput).
2. Data a partir da qual os partidos políticos registrados podem fazer funcionar, das 8 horas às 22 horas, alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos (Lei nº 9.504/97, art. 39, § 3º).
3. Data a partir da qual os candidatos, os partidos políticos e as coligações poderão realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa, das 8 horas às 24 horas (Lei nº 9.504/97, art. 39, § 4º).
4. Data a partir da qual, independentemente do critério de prioridade, os serviços telefônicos oficiais ou concedidos farão instalar, nas sedes dos diretórios devidamente registrados, telefones necessários, mediante requerimento do respectivo presidente e pagamento das taxas devidas (Código Eleitoral, art. 256, § 1º).
5. Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral por meio da internet (Lei nº 9.504/97, art. 57-A).
Item 5 acrescido pelo art. 3º da Res.-TSE nº 23.223/2010.
JULHO – quarta-feira, 07.07.2010
1. [Item revogado pelo art. 4º da Res.-TSE nº 23.223/2010].
JULHO – quinta-feira, 08.07.2010
1. Data a partir da qual os tribunais eleitorais convocarão os partidos políticos e a representação das emissoras de televisão para elaborarem plano de mídia para uso da parcela do horário eleitoral gratuito a ser utilizado em inserções a que tenham direito (Lei nº 9.504/97, art. 52).
2. Último dia para a Justiça Eleitoral publicar lista com a relação dos pedidos de registro de candidatos apresentados pelos partidos políticos ou coligação.
Item 2 acrescido pelo art. 5º da Res.-TSE nº 23.223/2010.
3. Último dia para a Justiça Eleitoral encaminhar à Receita Federal os dados dos candidatos cujos pedidos de registro tenham sido requeridos por partido político ou coligação para efeito de emissão do número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ (Lei nº 9.504/97, art. 22-A, § 1º).
Item 3 acrescido pelo art. 5º da Res.-TSE nº 23.223/2010.
JULHO - sábado, 10.07.2010
1. Último dia para os candidatos, escolhidos em convenção, requererem seus registros perante o Tribunal Superior Eleitoral e tribunais regionais eleitorais, até as 19 horas, caso os partidos políticos ou as coligações não os tenham requerido (Lei nº 9.504/97, art. 11, § 4º).
Dia e item 1 acrescidos pelo art. 6º da Res.-TSE nº 23.223/2010.
O embate Ana Júlia x Jader Barbalho
Jader pensou e ficou igual pavão quando muitos deitaram falação dizendo que ele era um grande estrategista.
Ficou isolado e corre o risco de não se eleger.
Só se a Valéria não for candidata ao Senado que ele tem chances de se eleger senador, com menos voto que o primeiro.
É aguardar as eleições e conferir o resultado.
Jatene e Valéria frente a frente. Em dia de decisão.
Em hora de decisão, uma conversa decisiva.
Daqui a pouquinho, Simão Jatene e Valéria Pires Franco estarão frente a frente, face a face, tetê-à-tête.
Sem intermediários.
Sem ninguém por perto.
Absolutamente só os dois.
Sem testemunhas.
O candidato ao governo pelo PSDB a e candidata ao Senado pelo DEM vão resolver a parada de qualquer maneira.
Valéria, até agora, neste exatíssimo momento, não abre mão: é candidata ao Senado, lançada e homologada, inclusive, por seu partido.
Jatene, até agora, neste exatíssimo momento, ainda não perdeu as esperanças de ter Valéria como candidata a vice em sua chapa.
É essa parada que os dois vão decidir daqui a pouquinho.
E agora não podem mais adiar a decisão.
O registro das candidaturas se encerra às 19h.
De hoje.
Dia de decisão.
Almir Gabriel é o nosso Mick Jagger. Almir Jagger Gabriel.
Já temos o nosso Mick Jagger.
Definitivamente, já o temos.
É o dr. Almir.
Almir, o Gabriel, Almir Gabriel, o crítico arrependido.
Olhem só.
Na Copa do Mundo, Mick Jagger torceu primeiro pelos Estados Unidos.
Estados Unidos fora.
Depois, torceu por sua Inglaterra.
Inglaterra fora.
Brasil, o próximo da fila. Com a torcida dele.
Brasil fora.
E, dizem – dizque -, o cara torceu pela Argentina.
Há controvérsias.
Mas se é verdade que ele torceu...
Não é preciso nem dizer, não é?
Pois é.
Agora, vamos ao nosso Mick Jagger.
O nosso Mick Jagger ao tucupi.
Vamos ao nosso Almir Jagger Gabriel.
Ao Jogo Aberto, na Rádio Tabajara, Jagger Gabriel disse que Lula blefava e que Dilma Rousseff não seria candidata a presidente da República.
Dilma é candidata.
No mesmo Jogo Aberto, Jagger Gabriel disse que o candidato a presidente da República pelo PT seria o ex-ministro Patrus Ananias.
Patrus é candidato a vice de Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas.
Jagger Gabriel foi em frente e atropelou, arrupiou:
Disse assim: “[Simão Jatene] está doente. Não chega à convenção”.
Jatene não apenas chegou à convenção como é o candidato do PSDB ao governo do Estado.
E agora?
E agora que, se Domingos Juvenil e Jader Barbalho – candidatos ao governo do Estado e ao Senado pelo PMDB, respectivamente - tiverem o mínimo de prudência, chamarão Almir Jagger Gabriel às falas e dir-lhe-ão (toma-te!), bem baixinho, mais ou menos o seguinte:
- Doutor Almir, quando lhe perguntarem sobre as nossas chances, diga que nós vamos perder, tá bem?
Ah, sim.
Tem mais.
Doutor Almir Gabriel, o nosso Jagger ao tucupi, é a grande esperança do Íbis, o pior time do mundo.
O Íbis espera que o doutor Almir proclame a seguinte sentença, a seguinte máxima:
- Esse time jamais chegará sequer à 10ª Divisão.
O Íbis está certo de que chegará a campeão do mundo, tão logo o doutor Almir diga isso.
Hehehe.
É queima total
Belém em liquidação.
O projeto de privatização do prefeito Duciomar é muito mais amplo do que se imaginava.
Não vende apenas - o que já é um crime - o serviço de água e esgoto.
Passa a régua igualmente em outras áreas tão vitais quanto essa.
Se for aprovado, com a provável e indefensável ajuda da cúpula do PT e do governo Ana Júlia - a proposta de Duciomar abrirá as portas para a privatização - a preço vil e sob a mais completa suspeita de envolver interesses escusos - dos setores de finanças, limpeza urbana, saúde, transporte e até os cemitérios.
Demonstrando que essa matéria se transformou numa verdadeira tara, o prefeito convocou a Câmara para um período extraordinário a partir da segunda-feira, 5.
Extraordinários são, com certeza, os milhões de motivos que impulsionam essa turba de malfeitores em direção a uma agressão dessa magnitude à cidadania da capital, até agora sem enfrentar a reação devida.
Mas ainda é tempo de impedir o pior.
Twitter e babá: sobre confiança e voz
Em jantar com uma amiga, falávamos sobre eleições. Resolvi tuittar: "Você confiaria seus filhos para Dilma de babá?". Achei a questão bem-humorada e passível de ser compartilhada.
Um turbilhão de críticas brotou. Fiquei pasma assistindo às reações mais diversas. Houve desde quem congratulasse até quem me agredisse. Pouco foi divulgado daqueles que simplesmente responderam à pergunta.
Para mim, ficou claro o quanto as pessoas depositam seus próprios preconceitos ao se depararem com uma pergunta que está longe de ter julgamento de valores.
Fui patrulhada por simpatizantes da candidata, sem nenhuma compostura: chamaram-me de preconceituosa, mesquinha e violenta.
Chega a ser até engraçado receber esses atributos, devido à abordagem que tenho da vida.
Onde está o preconceito da pergunta? Curioso que cada pessoa enxerga em um lugar diferente. Uns disseram que a chamei de feia. Outros, que sugeri que, por ter sido guerrilheira, não é boa no trato com os pequenos. Até me acusaram de ter preconceito com babá. Eu já fui babá, além de precisar deste tipo de serviço 24 horas por dia.
Que conspiração criativa foi essa? Eu perguntei o significado que as palavras montaram. Não falei mal da Dilma, e sim questionei a confiança das pessoas.
Invoquei o imaginário de cada um, como a Dilma humana, sem cargo e sem Lula. Só isso!
Compararam minha pergunta com outra, feita ao Kassab sobre seu estado civil. A sexualidade da Dilma não me desperta a mínima curiosidade. Além do que, trabalho pela diversidade e isso, para mim, tanto faz.
O Fernando de Barros, da Folha, escreveu que eu quis rejeitar a Dilma contrapondo-a à imagem de "mãe do PAC". Dei até risada, porque nunca pensei nisso e o PAC, para mim, lembra biscoito de polvilho. Aventou a possibilidade de ter sido ação engendrada pelo meu partido, o PSDB.
Nossa! Quanta aversão a uma pergunta, enquanto mensaleiros com dinheiro na cueca não causaram esta indignação.
Dedico a minha vida a melhorar a vida das pessoas. Quem pode subtrair-me o direito de perguntar?
Além do que, confiança é item imprescindível para um voto; essa sensação deveria ser estimulada em disputas políticas, não tolhida.
Precisamos de um bom assunto sobre confiança, então aí vai um.
Certa vez, confiei a sanidade da vida do meu pai ao Lula. Empresário de transportes no ABC, homem doce e afável, foi extorquido durante anos com arma apontada na cara por quadrilha de dirigentes da Prefeitura de Santo André.
Essa história é conhecida, culminou no assassinato do Celso Daniel e serviu de laboratório para o mensalão. Quando as retaliações aumentaram e meu pai foi ficando mais doente, enchi meu coração de esperança e confiança e fui tocar a campainha do Lula.
Ele me atendeu muito bem, prometeu, mas nada fez. Meu pai adoeceu e emudeceu. Hoje, também precisa de serviços de cuidadores. Quando, raramente, solta um "Oi, filha", choro de alegria.
Sem dúvida, continuarei a estimular perguntas, ainda que incomode a muita gente.
E você, o que te calaria?
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MARA GABRILLI, 42, tetraplégica, psicóloga e publicitária, é vereadora de São Paulo pelo PSDB. O artigo está disponível na Folha de S.Paulo.
sábado, 3 de julho de 2010
Que maravilha! Mas que maravilha!
O blog volta excepcionalmente.Volta excepcionalissimamente.
Hehehe.
Mas que maravilha!
Que coisa maravilhosa!
Um chocolate alemão na Argentina.
Sabem aqueles chocolates deliciosos, que os turistas degustam em Bariloche?
Pois é.
Foi um chocolate desses que a Argentina tomou.
Argentina eliminada da Copa do Mundo pela Alemanha.
Pela Alemanha que pinta, sinceramente, como a tetracampeã mundial de futebol, a menos que a lógica do futebol – sempre meio precária, convenhamos - resulte no contrário.
Pela Alemanha do técnico Joachim Löw, que come uma meleca como ninguém, mas dirige, sem dúvida, uma bela equipe.
Pela Alemanha, que prestou um grande serviço à humanidade.
Livrou-nos de ver Maradona correndo nu, em torno do Obelisco, no centro da bela Buenos Aires.
É só para registrar!
Apenas para registrar.
Ah, sim.
A foto é do www.globoesporte.com.


