É hoje, meus caros.
Todos estão convidados para o lançamento de mais um livro de Ferreira da Costa, o único jornalista esportivo do Pará que tem se preocupado, até agora, em compartilhar o seu precioso arquivo que retrata boa parte - ou grande parte - da memória do futebol paraense.
Desta vez, a "guerra centenária" do Re-Pa é o destaque.
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
OAB-SP decide hoje se cassa o registro de José Dirceu
Conselheiros da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil devem analisar nesta segunda-feira (24/8) se a entidade vai cassar o registro do ex-ministro José Dirceu.
O pedido foi apresentado por um advogado que questiona por que Dirceu continua com a situação regular na entidade depois de ser condenado por corrupção ativa na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Segundo o autor, as condutas imputadas a ele pelo Supremo Tribunal Federal são contrárias à idoneidade moral exigida para se exercer a advocacia.
A carteira 90.792 só será cassada ou suspensa se houver voto favorável de ao menos dois terços dos 80 conselheiros titulares.
Em 2010, o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-SP negou outro pedido apresentado contra Dirceu com base na cassação do cargo de deputado federal, por falta de decoro parlamentar. Na época, o tribunal avaliou que somente pode ser considerado inidôneo quem tivesse processo disciplinar parlamentar ou ação penal sem possibilidade de recurso.
O ex-ministro cumpria regime domiciliar em Brasília quando voltou a ser preso em caráter preventivo no início de agosto, envolvido na famosa operação “lava jato”. Isso porque ele foi citado em depoimentos de delatores e a empresa de consultoria que ele comandava, a JD Assessoria, foi contratada por construtoras investigadas na “lava jato”, como a Galvão Engenharia, a OAS e a UTC.
Mosaico de protestos, jogos e trapaças
A atuação do Congresso Nacional é preocupante diante da crise. Deveria apresentar propostas sensatas e inovadoras, para tirar milhões de brasileiros de uma crise financeira grave e do desemprego que vem assustando suas famílias. Mas os parlamentares tentam unicamente apear a presidente do cargo isto, se acontecer, o que seria muito natural em virtude dos malfeitos do seu governo, será em consequência do julgamento de suas contas (com as pedaladas) pelo TCU e, que, a todo o momento, querem mudar as regras do jogo e devem passar pelas duas Casas (se passarem) ou ela renunciar. Mas o Congresso se expõe, há muitos protestos, trapaças e os oportunistas só querem tratar dos seus interesses. Os políticos equilibristas estão caindo da corda bamba com as sombrinhas da corrupção.
Devemos sim, sempre que necessário, fazer manifestações consistentes pelo fortalecimento das nossas instituições e pela elevação do nível da política em nosso país independentemente de ideologias partidárias. Cadê a esquerda? Que tentava passar o sonho de mudar o país pra melhor e que foram destruídos pela cobiça do PT. Lembrar-se de Lula, do José Dirceu, do Vladimir Palmeira e do Travassos. Arriscavam-se a apanhar da polícia só para ver e ouvi-los falar. Lula perdeu a credibilidade, Dirceu está preso pela segunda vez, Vladimir, sumido e Travassos, morto. Falsos pretextos fazem parte do jogo, por isso, estamos sofrendo suas consequências.
Só não vê quem não quer. É cadente a situação do PT e de seus grandes expoentes. Há que se considerar legítimo os protestos contra o governo e o PT, esses manifestantes são pessoas bem intencionadas que acreditam prestar um serviço ao País ao bradar contra o mau combate, o jogo sujo, as trapaças cada vez mais refinadas. São notórios, a olhos mais atentos, que a gravidade da crise é política e econômica. Alguns analistas que fazem o jogo da situação acham que o impeachment, a renúncia, ou qualquer outra solução que não fosse a estabilidade do processo constitucional seria uma aventura cega. E por quê? O Tarô responde: Ela é a responsável e tem de engolir as mentiras com que enganou o povo brasileiro, o sacrifício político de deglutir na marra o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda. As resistências do PT. A popularidade ruim ficou pior.
A atual situação do governo é grave, sim. Principalmente, porque turvada pelo descontrole parlamentar, pelo fracasso petista. A profunda crise econômica se expõe a todo o momento, por inúmeras vezes. Em entrevista a uma rede nacional de TV a presidente disse: "A cultura do golpe ainda existe no País". Pode? O Tarô responde: Será que não teria sido prudente ter ficado calada? Acham que todo mundo está com um pé atrás, que todo mundo é adepto do conservadorismo e que todos somos golpistas. O que se percebe é que na opinião pública mostra-se um forte impacto provocado pela desconstrução da política formada a partir do escândalo da corrupção, em que o criador e as criaturas foram despenhadeiro abaixo.
Se estivéssemos no regime parlamentarista, a solução possível e realista seria a formação de um novo governo. O regime presidencialista por nós, já muito testado, parece falido. E mais, cresce o ciclo do ódio. O ódio assumiu uma função cada vez mais decisiva no País, muito ao sabor do preconceito e da intolerância. Parecemos até desmemoriados em relação a um passado recente (a era Collor), sofremos muito com o confisco e a desvalorização da moeda. Levamos um bom tempo e tivemos muita tolerância para ver o País se recompor.
Precisamos sair desse ciclo do quanto pior, melhor. Melhor para quem? Para o Brasil, não é. Semancol, não é produto farmacêutico. As pessoas precisam ter a grandeza de separar o ego pessoal do que é melhor para o País. Os governistas e, não é de hoje, bradam que estão prontos para o confronto. O "novo" Renan viu um vácuo no poder. Mas a Operação Lava Jato está aí.
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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com
O que ele disse
"Ela deve sair pelo caos que o país está, e foi ela que o levou. O país ainda não chegou ao fundo do poço, mas vai chegar. Quer queira ou não, o impeachment virá, embora eu ache que seja um processo explosivo e traumático."
Jarbas Vasconcelos, senador (PMDB-PE), jogando suas cartas sobre as opções políticas do governo Dilma.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Supremo rejeita reclamação de Eduardo Cunha
Do site do STF
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento à Reclamação (RCL) 21419, na qual o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), argumentava que o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba estaria usurpando a competência do STF ao autorizar, em ação penal em tramitação naquele foro, investigações contra ele, que tem prerrogativa de foro perante a Corte. Segundo o ministro, a simples menção do nome do deputado em depoimento de réu colaborador durante a instrução processual não caracteriza ato de investigação.
Na reclamação, Eduardo Cunha alegava que a ação penal que tramita em Curitiba trata dos mesmos fatos do Inquérito (INQ) 3983 do STF, no qual é investigado. E afirmava que o depoimento prestado no dia 16 de julho por Júlio Camargo, na condição de réu colaborador, teve “como tema central e exclusivo” a sua pessoa. Segundo ele, caberia apenas ao Supremo julgar se sua suposta participação no caso teria relevância para a apuração de todos os fatos investigados no Paraná.
Na decisão monocrática, o ministro Teori assinala que Cunha foi mencionado especificamente no âmbito de acordo de colaboração premiada homologada pelo STF na Petição (PET) 5245, sobre o suposto recebimento de valores provenientes de desvio de recursos da Petrobras, e, em relação a esses fatos, foi aberto o INQ 3983. Segundo o ministro, o eventual encontro de novos indícios da participação do parlamentar em momento subsequente não caracteriza, por si só, usurpação de competência, pois a apuração se deu pela autoridade judiciária que, por decisão do próprio Supremo, prosseguiu na condução de procedimentos relativos aos mesmos fatos, em relação aos investigados sem prerrogativa de foro.
Teori Zavascki afastou a alegação de que Eduardo Cunha teria sido investigado diretamente pelo juízo de primeira instância. Na decisão, ele observa que, apesar de os fatos investigados no STF possuírem correlação com as investigações conduzidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba, a violação da competência exigiria a realização de investigações dirigidas às autoridades com prerrogativa de foro, e não a simples declaração de réu colaborador com menção sobre a participação dessas autoridades. O raciocínio sustentado pela defesa do deputado, a seu ver, levaria à conclusão de que toda vez que surgisse um novo elemento probatório, todos os processos e ações penais em andamento teriam de voltar ao Supremo para novo exame, “o que, além de desarrazoado, inviabilizaria, na prática, a persecução penal”.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento à Reclamação (RCL) 21419, na qual o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), argumentava que o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba estaria usurpando a competência do STF ao autorizar, em ação penal em tramitação naquele foro, investigações contra ele, que tem prerrogativa de foro perante a Corte. Segundo o ministro, a simples menção do nome do deputado em depoimento de réu colaborador durante a instrução processual não caracteriza ato de investigação.
Na reclamação, Eduardo Cunha alegava que a ação penal que tramita em Curitiba trata dos mesmos fatos do Inquérito (INQ) 3983 do STF, no qual é investigado. E afirmava que o depoimento prestado no dia 16 de julho por Júlio Camargo, na condição de réu colaborador, teve “como tema central e exclusivo” a sua pessoa. Segundo ele, caberia apenas ao Supremo julgar se sua suposta participação no caso teria relevância para a apuração de todos os fatos investigados no Paraná.
Na decisão monocrática, o ministro Teori assinala que Cunha foi mencionado especificamente no âmbito de acordo de colaboração premiada homologada pelo STF na Petição (PET) 5245, sobre o suposto recebimento de valores provenientes de desvio de recursos da Petrobras, e, em relação a esses fatos, foi aberto o INQ 3983. Segundo o ministro, o eventual encontro de novos indícios da participação do parlamentar em momento subsequente não caracteriza, por si só, usurpação de competência, pois a apuração se deu pela autoridade judiciária que, por decisão do próprio Supremo, prosseguiu na condução de procedimentos relativos aos mesmos fatos, em relação aos investigados sem prerrogativa de foro.
Teori Zavascki afastou a alegação de que Eduardo Cunha teria sido investigado diretamente pelo juízo de primeira instância. Na decisão, ele observa que, apesar de os fatos investigados no STF possuírem correlação com as investigações conduzidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba, a violação da competência exigiria a realização de investigações dirigidas às autoridades com prerrogativa de foro, e não a simples declaração de réu colaborador com menção sobre a participação dessas autoridades. O raciocínio sustentado pela defesa do deputado, a seu ver, levaria à conclusão de que toda vez que surgisse um novo elemento probatório, todos os processos e ações penais em andamento teriam de voltar ao Supremo para novo exame, “o que, além de desarrazoado, inviabilizaria, na prática, a persecução penal”.
Cunha não é um qualquer. Por isso, deve renunciar.
Leitores do Espaço Aberto - alguns poucos, felizmente - acham estranho que o blog defenda a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados por ter sido denunciado pela Procuradoria Geral da República pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
O argumento básico é de que a denúncia precisará ainda ser julgada pelo Supremo. Nesse caso, Cunha será réu. E qualquer réu, até o julgamento, não pode ser tido como culpado por antecipação.
Perfeito.
Ponto para esses leitores que cultuam a presunção da inocência - um princípio, aliás, amplamente consagrado em todas as sociedade que se assentam no Estado Democrático de Direito.
Mas olhem, meu caros, Eduardo Cunha não é um qualquer.
Ele é o presidente da Câmara dos Deputados.
As provas oferecidas contra ele são fortíssimas.
Cunha é o terceiro na linha sucessória presidencial.
Como presidente da Câmara, ele poderá eventualmente presidir um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Como poderá fazê-lo na condição de suspeito de práticas corruptas e na condição de réu que está sendo alvo de denúncia que pretende compeli-lo a devolver R$ 277 milhões aos cofres públicos?
Como?
Digam aí vocês.
No Torre de Alhambra, uma serventia pioneira para a sacada
Hehe.
Vejam só que ideia bacana.
Vejam só que ideia, como se diz, fofa.
A foto acima, que ninguém sabe de quem é, corre solta aí pelos zap-zaps.
Mostra a sacada de um dos prédios de luxo de Belém tendo uma, como diríamos, serventia alternativa.
A sacada do edifício Torre de Alhambra - que se demora na rua João Balbi, bem na esquina com a travessa Almirante Wandenkolk, na parte mais nobre do Umarizal - virou assim tipo uma espécie de quaradouro de carne.
E aí pelas redes sociais está cheio de pitacos - muitos se dizendo indignados com essa invenção, outros manifestando-se completamente favoráveis.
Ué!
Mas sacadas não são normalmente usadas par quarar roupas?
Por que não quarar uma carnezinha de vez em quando?
Está bem que a ideia não é muito usual. Mas nada melhor do que alguém começar, né?
Palminhas para esse pioneirismo que tem como palco a sacada do lustroso Torre de Alhambra (que você pode ver melhor na imagem abaixo, do Google Maps).
Hehe.
Ronaldinho Gaúcho: ele nunca nos enganou
Sabem de uma coisa?
Vitória é bom - aliás, é muito bom - e ninguém dispensa.
Mas é fato - e contra os fatos não se briga: o Fluminense ganhou do Paysandu por 2 a 1, mas jogou horrivelmente mal, jogou pessimamente mal.
Mas isso é até o de menos, porque ainda terá o jogo de volta, em Belém. E o Tricolor, assim como pode levar peia, pode até se dar bem e avançar à próxima fase da Copa do Brasil.
O de mais é o seguinte: emissoras cariocas, ou por outra, a crônica esportiva carioca está caindo de pau em Ronaldinho Gaúcho.
Por quê?
Porque ele foi o pior dentre os piores, ontem.
E seu futebol não passa de medíocre, desde que chegou ao clube.
O mínimo que a crônica esportiva do Rio diz: que o Fluminense fez um péssimo negócio, ao contratar R10.
O máximo que a crônica esportiva do Rio diz: que o Fluminense fez um péssimo negócio, ao contratar R10.
Novidade?
Para o Espaço Aberto mesmo não.
Leiam aqui, em postagem do dia 14 de julho, sob o título Ronaldinho Gaúcho no Flu. As "minas" que se preparem.:
Fique bem claro: os tricolores esperam que o Gaúcho faça 1 bilhão de gols, dê assistência para outro bilhão e que volte a ser, no Fluminense, o melhor jogador do mundo.
Mas que o Fluminense fez um péssimo negócio contratando esse cara, isso é fato.
Pois é.
Contra os fatos, não se briga.
Belo Monte provoca o caos na saúde indígena no Xingu
As obras e ações previstas em 2010 como condições necessárias para a implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, começaram a ser implantadas apenas recentemente, em 2015, quando a obra já solicitou até licença para iniciar a operação. Autoridades públicas responsáveis pelo atendimento de saúde aos povos indígenas afetados pela usina confirmaram unanimemente a informação nesta terça-feira, 18 de agosto, em audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) em Altamira.
“As dificuldades que estamos enfrentando no
atendimento da saúde estavam previstas no EIA [Estudo de Impacto Ambiental]. A
gente apresentou a reestruturação das ações de saúde para que a gente pudesse
atender o nosso compromisso com a saúde indígena. A gente sabe que muita coisa
do PBA [Plano Básico Ambiental] que era pra ter iniciado há mais de quatro anos
e agora que está começando. Agora que está começando a construção das UBS
[Unidades Básicas de Saúde], dos sistemas de abastecimento de água, agora que a
gente tá discutindo como vai ser o novo modelo de atenção”, disse o coordenador
do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de Altamira, Lindomar Carneiro.
O Dsei atende todos os povos atingidos por Belo Monte.
“O PBA de fato está se iniciando agora. O
primeiro programa que existe no PBA é a reestruturação do Dsei e seguem-se
alguns eventos para a organização dos serviços de saúde. Essa primeira etapa de
reestruturação está acontecendo agora. Depois disso a gente vai ter que
reorganizar o distrito. Essa ação era para ter acontecido lá atrás, na época da
instalação dos canteiros”, confirmou Roberta Aguiar, da Secretaria Especial de
Saúde Indígena (Sesai), órgão do Ministério da Saúde que coordena o atendimento
diferenciado aos indígenas em todo o país.
A inação quase total da Norte Energia SA e do
governo brasileiro, responsáveis pela obra, no cumprimento das condicionantes
indígenas nesses cinco anos desde a concessão da Licença Prévia de Belo Monte,
transformou a vida dos mais de 3 mil indígenas afetados de maneira
provavelmente definitiva. Na audiência pública, representantes de todas as
etnias relataram crianças morrendo de diarreia por falta de água potável,
doenças crônicas causadas pela substituição da alimentação tradicional por
comida industrializada, alcoolismo, depressão.
“Eu visitei a [Terra Indígena] Trincheira-Bacajá
e presenciei a morte de duas crianças indígenas. Eu fui aos Araweté e tinha
acabado de morrer uma criança, todos de diarreia. Visitei aldeias infestadas de
baratas. Visitei aldeias onde casas eram construídas sem nenhum cuidado e não
servem para nada. Indígenas vieram até o MPF relatar que a água do rio está
suja”, disse a procuradora da República Thais Santi, que convocou a audiência.
“A nossa saúde está intrinsecamente interligada com a terra. Não dá para falar
que a nossa saúde está boa se as nossas terras não estão seguras, se a proteção
territorial não foi feita, se a demarcação não saiu, se a desintrusão não foi
assegurada. Precisamos das nossas terras protegidas, demarcadas e
desintrusadas. Está acontecendo o contrário. Nossas terras estão cada vez mais
desprotegidas, pressionadas”, acrescentou Uwira Xakriabá, presidente do
Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi).
O descumprimento sistemático das condicionantes
indígenas desde o início da obra de Belo Monte provocou uma situação em que os
impactos previstos não foram evitados – pelo contrário, atingiram em cheio os
índios – e a falta de clareza sobre as responsabilidades do poder público e do
empreendedor acabou criando novos impactos. Somando tudo, a situação é caótica.
“Isso causou uma insegurança que provoca danos psicológicos, conflitos entre
lideranças, alcoolismo, depressão”, afirma Uwira. Os conflitos foram separando
as populações, antes divididas em 18 aldeias, hoje separadas em 42, o que
contribuiu para piorar o pesadelo logístico em que se transformou o atendimento
à saúde na região.
Contrariando as informações trazidas ao MPF por
indígenas, pesquisadores e autoridades que aplicam a política indigenista, a
Norte Energia divulgou nota no dia da audiência afirmando que “os povos
indígenas do Médio Xingu têm a devida atenção básica em saúde”. O professor
Assis de Oliveira, coordenador do curso de Etnodesenvolvimento da Universidade Federal do Pará ,
que vem monitorando em pesquisas acadêmicas os problemas trazidos por Belo
Monte, criticou a nota. “Fica muito complicado quando o empreendedor não
reconhece seus erros e não reconhece o que foi efetivamente implementado. Tudo
o que foi feito dentro do plano emergencial contraria o que se considera como
etnodesenvolvimento. O que foi feito desmantelou a proteção territorial e
fragilizou os povos. Isso é algo muito preocupante, precisa ser investigado a
fundo”, disse.
As populações Arara, Juruna, Xipaya e Kuruaya da
Volta Grande do Xingu, área mais afetada, estão sem água para beber, cozinhar e
tomar banho porque as últimas intervenções no rio deixaram as águas turvas e
inservíveis e apenas metade dos sistemas de abastecimento de água nas aldeias
estão prontos. “O povo Arara da Volta Grande não tem poço nem água tratada e
praticamente nesses dias eles têm bebido lama. Não tem como pegar água em outro
lugar, é muito longe. As crianças estão adoecendo. A minha neta vive doente,
porque ela bebe aquela água que não é saudável. Se a gente desse para as
pessoas da Norte Energia que vão nas reuniões na aldeia, não iam querer beber
aquela água”, relatou Aldenira Juruna, da aldeia Paquiçamba, representante da
etnia no Conselho Distrital.
Obrigados a uma sucessão de reuniões e
negociações sobre problemas causados pela usina, sobre as condicionantes nunca
cumpridas, sobre as listas de compras de mercadorias, se deslocando com
frequência para a cidade de Altamira, muitos indígenas abandonaram as roças e a
Fundação Nacional do Índio (Funai) chegou a solicitar fornecimento de cestas
básicas para comunidades antes autossuficientes. A Funai considera que as ações
antecipatórias previstas, nunca feitas, geraram um efeito cascata em que todos
os impactos previstos se confirmaram, surgiram impactos nunca previstos e
impactos que não ocorreriam não fossem as ações feitas de maneira incorreta e
atrasada.
Em substituição ao programa antecipatório de
etnodesenvolvimento que deveria ser implantado desde o começo da obra, a Norte
Energia implantou entre 2011 e 2012 um plano emergencial que consistia na
compra de mercadorias para as aldeias. A desagregação social e cultural foi o
resultado visível da política. Com acesso a bens de consumo, mas alijados dos
direitos garantidos na Constituição e no licenciamento ambiental de Belo Monte,
a situação se agravou muito. Agora que foi encerrada a política irregular de
entregar mercadorias às aldeias, os índios apontam para o cumprimento das ações
do Plano Básico Ambiental como única chance de sobrevivência, já que os danos
culturais e sociais são irreversíveis. Durante a audiência, todos os indígenas
que se manifestaram falaram da insegurança quanto à implementação do PBA, tendo
em vista que as ações previstas simplesmente não vêm sendo cumpridas e outras,
como a proteção dos territórios, a Norte Energia se nega abertamente a cumprir.
Para o MPF, além de ser indispensável a efetiva
implementação das ações do PBA-CI, tal como foi aprovado pela Funai, como um
Programa Médio Xingu, os inúmeros impactos não previstos, decorrentes das
obrigações não cumpridas e das ações realizadas à margem do licenciamento
impõem a previsão de novas ações mitigatórias aptas a tornar a obra de Belo
Monte suportável aos povos indígenas. “Não existe justificativa. Ninguém veio
aqui para tentar explicar porque as coisas aconteceram dessa forma aos povos da
região. O que é preciso dizer, ao governo federal, é que, se a escolha
governamental é usar o rio Xingu para gerar energia, isso tem que ser feito
dentro da lei. Uma vez feita a escolha, não é dado ao Estado ou ao empreendedor
se colocar acima da lei. Não existe possibilidade de uma licença de operação
para Belo Monte sem haver uma readequação do processo”, concluiu Thais Santi.
Presente no local da audiência pública, o
representante da Secretaria Geral da Presidência da República João Lizardo
Paixão, disse que estava “à disposição para dialogar”.
Sindifisco inspira debate nacional
Um tema debatido durante o I Encontro Estadual do Fisco Paraense, promovido pelo Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA) em junho deste ano em Belém, repercutiu tão bem nos círculos políticos que acabou inspirando a deputada federal e auditora fiscal do Estado Simone Morgado (PMDB-PA) e o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSol-PA) a propor uma audiência pública sobre a dívida pública, realizada nesta quinta-feira, 20, pela Comissão de Finanças da Câmara Federal, em Brasília.
A rediscussão da dívida dos Estados com a União é apontada por especialistas como um dos caminhos possíveis para a superação da grave crise econômica que afeta fortemente os caixas estaduais. No I Encontro Estadual do Fisco Paraense, o conferencista e auditor fiscal do Rio Grande do Sul, João Casarotto, defendeu a tese de que as dívidas estaduais já estariam pagas há muito tempo se a União praticasse com os Estados as mesmas taxas de juros aplicadas pelos bancos federais nos financiamentos ao empresariado brasileiro.
Convidado para ser o conferencista desta quinta-feira na audiência pública da Comissão de Finanças da Câmara Federal, por sugestão da deputada paraense logo acatada pela presidente do colegiado, deputada Soraya Santos (PMDB-RJ), Casarotto reapresentou a tese como o antídoto para minimizar os efeitos da crise nas finanças estaduais que está levando entes federativos, como o próprio RS, ao calote da dívida. O governo gaúcho suspendeu os pagamentos da dívida com a União, admitindo com a decisão seu estado de insolvência.
A audiência pública foi acompanhada em Brasília por dois diretores do Sindifisco para mostrar que o sindicato está alinhado à política de permanente busca de soluções entre União, Estados e Municípios para melhorar o pacto federativo. Os diretores Raimundo Pegado (Administrativo) e Reinaldo Martins (Financeiro) foram designados pelo presidente Antônio Catete para representar a entidade na Câmara dos Deputados. A audiência foi prestigiada também pelos presidentes da Federação Nacional do Fisco (Fenafisco), Manoel Isidro, e da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), Roberto Kupski.
Defensora da fórmula capaz de aliviar o aperto financeiro dos Estados desde que ouviu a palestra de Cazarotto na plateia do inédito encontro do Fisco em Belém, a deputada Simone Morgado articulou e propôs a audiência pública em parceria com o deputado psolista Edmilson Rodrigues. Preocupada com o reequilibro do pacto federativo, a deputada carioca Soraya Santos acatou o pedido dos parlamentares paraenses e aprovou a proposta do debate na comissão que preside no dia 1º de julho.
“Fico feliz que o debate nacional tenha sido pautado por uma discussão que começou no Sindifisco”, afirmou o presidente da entidade, Antônio Catete, um dos sindicalistas com voz favorável à revisão das taxas de juros praticadas pela União na dívida dos Estados. O sindicato forneceu para a deputada paraense todo o material deixado para a entidade por João Casarotto. Com ele, a parlamentar consubstanciou o pedido da audiência para apresentar a tese de repactuação dos juros federais nas dívidas estaduais.
A rediscussão da dívida dos Estados com a União é apontada por especialistas como um dos caminhos possíveis para a superação da grave crise econômica que afeta fortemente os caixas estaduais. No I Encontro Estadual do Fisco Paraense, o conferencista e auditor fiscal do Rio Grande do Sul, João Casarotto, defendeu a tese de que as dívidas estaduais já estariam pagas há muito tempo se a União praticasse com os Estados as mesmas taxas de juros aplicadas pelos bancos federais nos financiamentos ao empresariado brasileiro.
Convidado para ser o conferencista desta quinta-feira na audiência pública da Comissão de Finanças da Câmara Federal, por sugestão da deputada paraense logo acatada pela presidente do colegiado, deputada Soraya Santos (PMDB-RJ), Casarotto reapresentou a tese como o antídoto para minimizar os efeitos da crise nas finanças estaduais que está levando entes federativos, como o próprio RS, ao calote da dívida. O governo gaúcho suspendeu os pagamentos da dívida com a União, admitindo com a decisão seu estado de insolvência.
A audiência pública foi acompanhada em Brasília por dois diretores do Sindifisco para mostrar que o sindicato está alinhado à política de permanente busca de soluções entre União, Estados e Municípios para melhorar o pacto federativo. Os diretores Raimundo Pegado (Administrativo) e Reinaldo Martins (Financeiro) foram designados pelo presidente Antônio Catete para representar a entidade na Câmara dos Deputados. A audiência foi prestigiada também pelos presidentes da Federação Nacional do Fisco (Fenafisco), Manoel Isidro, e da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), Roberto Kupski.
Defensora da fórmula capaz de aliviar o aperto financeiro dos Estados desde que ouviu a palestra de Cazarotto na plateia do inédito encontro do Fisco em Belém, a deputada Simone Morgado articulou e propôs a audiência pública em parceria com o deputado psolista Edmilson Rodrigues. Preocupada com o reequilibro do pacto federativo, a deputada carioca Soraya Santos acatou o pedido dos parlamentares paraenses e aprovou a proposta do debate na comissão que preside no dia 1º de julho.
“Fico feliz que o debate nacional tenha sido pautado por uma discussão que começou no Sindifisco”, afirmou o presidente da entidade, Antônio Catete, um dos sindicalistas com voz favorável à revisão das taxas de juros praticadas pela União na dívida dos Estados. O sindicato forneceu para a deputada paraense todo o material deixado para a entidade por João Casarotto. Com ele, a parlamentar consubstanciou o pedido da audiência para apresentar a tese de repactuação dos juros federais nas dívidas estaduais.
O que ele disse
"Respeito o Ministério Público Federal, como a todas as instituições, mas não se pode confundir trabalho sério com trabalho de exceção, no meu caso, feito pelo Procurador-Geral. E, ainda, soa muito estranho uma denúncia divulgada às vésperas das manifestações vinculadas ao Partido dos Trabalhadores, que tem, dentro seus objetivos, o de me atacar. Também é muito estranho não ter ainda nenhuma denúncia contra membro do PT ou do governo, detentor de foro privilegiado."
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, tentando se defender após a denúncia contra ele oferecida ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Eduardo Cunha pode continuar na presidência da Câmara?
![]() |
| Eduardo Cunha: sem condições morais para continuar na presidência da Câmara dos Deputados |
E agora, José?
Como é que vai ser então?
O presidente de um poder, formalmente denunciado
pelo Ministério Público por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro, pode
continuar no cargo?
O presidente de um poder, terceiro na linha
sucessória da sucessão presidencial, pode continuar no cargo sendo acusado,
mediante provas que se presume substanciais, de participar de roubalheiras numa
estatal como a Petrobras?
O presidente de uma das casas congressuais, a
maior instância parlamentar de um país, pode conduzir processos de impeachment contra presidente da
República por supostos atos de improbidade, sendo ele próprio um ímprobo e não dispondo,
portanto, de condições morais mínimas para tanto?
Pois é.
Esse cidadão é Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Sua
Excelência o presidente da Câmara dos Deputados.
O Ministério Público Federal deverá
apresentar denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele, ainda
nesta quarta-feira.
Cunha será acusado de corrupção passiva e
lavagem de dinheiro. A base da denúncia é a acusação do empresário Júlio
Almeida Camargo, que confessou em juízo ter pago US$ 5 milhões em propina para
o deputado, que nega, obviamente, essa imputação.
Negar apenas não basta, não é?
Para personagens como esse, que ocupam cargos de
relevância, é preciso que sejam como a mulher de César, aquela, vocês sabem,
que além de ser honesta deve parecer honesta.
Como fazer Eduardo Cunha para ser e parecer honesto?
Como
fazer?
Radares e mais radares. Viva! Mas o trânsito está parando.
Espiem só.
Vocês aí, que de dez entre dez, têm carros, como
é que vocês ficarão?
Ou por outra: como é que nós ficaremos em tempo
curtíssimo?
Em Belém, nos últimos dois anos, e já
considerando os equipamentos que vão entrar em funcionamento a partir de
outubro, já temos quase 30 pontos monitorados por radares, todos eles exigindo
redução de velocidade para 60
km/h no máximo maximorum.
Em São Paulo, o governo Haddad lançou um Programa
de Proteção à Vida. Muito bem, professor! Resultado: além das Marginais, todas
as principais vias da cidade – todas, vejam bem – terão suas
velocidades reduzidas, muitas delas para 50 km/h.
Em Brasília, já são mais de 200 radares – dos
mais modernos. E fiquem atentos, se forem dirigirem lá, porque numa mesma via é
possível que, num trecho, a velocidade seja de 60 km/h , num outro de 40 km/h e num terceiro de 40 km/h . Se você não estiver
atento, será multado três vezes numa pisada só.
Sabem de uma coisa? Queiramos ou não, nós,
brasileiros, só obedecemos com base na coerção.
Mas, convenhamos que o trânsito nas cidades está
parando, né?
O que fazer?
O
que faremos?
O gargalo. E tudo por causa de semáforos mal sincronizados.
Olhem só.
O Espaço Aberto já publico fotos desse trecho.
Mas publica novamente porque essas, mandadas por leitor do blog, são novas.
As fotos, batidas na manhã desta quarta-feira (19), mostram o fuzuê na rua Oliveira belo, trecho da 9 de Janeiro até a Generalíssimo Deodoro.
É assim todos os dias, afirma o leitor, porque há dois sinais de trânsito na Generalíssimo que ficam fechados por muito tempo nas esquinas da Oliveira belo e mais adiante, na Diogo Móia.
Esse fluxo da foto da Oliveira belo vem todo de dois bairros: Pedreira e Marco.
E engargala tudo Generalíssimo.
Até quando, hein, Semob?
Pará apóia campanha Dez Medidas contra a Corrupção
Do site do MPF
do Pará
Representantes de organizações sociais, como
sindicatos, organizações não governamentais e associações classistas, e
integrantes de órgãos públicos de Belém e interior do Estado manifestaram total
apoio à campanha Dez Medidas Contra a Corrupção (www.dezmedidas.mpf.mp.br),
que teve lançamento oficial no Pará nesta terça-feira, 18 de agosto.
“É o que a população espera, é um exemplo de
cidadania”, disse o presidente do Grupo em Defesa do Marajó ,
Theo Azevedo, sobre as medidas propostas. Azevedo destaca que a corrupção é um
dos fatores mais importantes para que o arquipélago do Marajó esteja hoje entre
as regiões do país com piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).
“Chegamos no limite do limite. Em uma região com tanto potencial,
principalmente para o
turismo, os investimentos não chegam, e a população clama por
saúde, educação e segurança”.
Para a representante do Observatório Social de
Belém, Belina Soares, as propostas de alterações legislativas têm tanta
qualidade que praticamente “é um dever dos cidadãos apoiá-las”, enfatizou.
Segundo ela, ainda esta semana a equipe do Observatório Social de Belém vai
reunir-se para traçar as estratégias de coleta de assinaturas.
A Associação dos Profissionais da Contabilidade
Aplicada ao Setor Público do Estado do Pará (Apcasp) também vai priorizar a
coleta de assinaturas entre as iniciativas a serem tomadas pela associação
ainda esta semana. “Essa campanha é uma forma de a sociedade conseguir
informações, poder ter um direcionamento para suas mobilizações. Só temos o que
comemorar”, disse a presidente da Apcasp, Leila Márcia Elias.
Parceria
A importância da parceria entre as entidades
apoiadoras da campanha e a sociedade foram destaques nos pronunciamentos do
Procurador-Geral de Justiça
do Estado do Pará, Marcos Antônio Ferreira
das Neves, e do Procurador-Chefe do Ministério Público Federal (MPF) no Pará,
Daniel Azeredo, durante a cerimônia de lançamento da campanha, realizada na
sede do Ministério
Público do Estado , em Belém.
“O Ministério Público brasileiro tem um forte
compromisso no combate à corrupção, que pode ser visto em operações recentes
como a Lava Jato e, no Pará, a Filisteu e a Querida Saúde, mas sozinhos não
podemos fazer todas as mudanças. O nosso desafio é conclamar a sociedade a
participar desse projeto”, observou Neves. “Onde houver uma unidade do
Ministério Público vai haver um ponto de coleta de assinaturas”, anunciou.
O Procurador-Chefe do MPF, Daniel Azeredo,
destacou que qualquer sociedade é passível de ser prejudicada pela corrupção,
mas que o problema é recorrente onde a impunidade predomina. As dez medidas
propostas, segundo Azeredo, são uma forma de consolidar o desejo da sociedade
por melhorias para um objetivo concreto e verdadeiro. “Vamos catalisar essa
vontade de mudança fazendo do Pará um grande contribuidor para a coleta de assinaturas
necessárias para a proposição do projeto de lei”, convidou.
Entre as instituições públicas que endossaram em
Belém a campanha lançada pelo MP/PA e pelo MPF estão a Controladoria-Geral da
União, o Ministério Público de Contas do Estado e o Ministério Público do
Trabalho. Também já confirmaram participação na campanha 21 representantes de
escolas e unidades gestoras de ensino, com um total de 30,7 mil alunos a serem
envolvidos na iniciativa.
No oeste do Estado, onde a campanha também foi
lançada esta semana, a iniciativa já tem o apoio da Universidade Federal do
Oeste do Pará (Ufopa), da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), do juiz
diretor do Fórum da comarca de Santarém e da Vara da Infância e Juventude, da
Polícia Rodoviária Federal, Maçonaria, São Raimundo Esporte Clube, igrejas
evangélicas da Restauração e Universal, Movimento Vem pra Rua, sindicato dos
professores municipais, Justiça Federal e Defensoria Pública da União.
Metas
A campanha visa coletar 1,5 milhão de
assinaturas em todo o país para a proposição de projeto de lei de iniciativa
popular que objetiva evitar o desvio de recursos públicos e garantir mais
transparência, celeridade e eficiência ao trabalho do Ministério Público
brasileiro com reflexo no Poder Judiciário.
Entre os resultados buscados estão a agilização
da tramitação das ações de improbidade administrativa e das ações criminais, a
instituição do teste de integridade para agentes públicos, a criminalização do
enriquecimento ilícito, o aumento das penas para corrupção de altos valores, a
responsabilização de partidos políticos e criminalização da prática do caixa 2, a revisão do sistema
recursal e das hipóteses de cabimento de habeas corpus, a alteração do sistema
de prescrição e a instituição de outras ferramentas para recuperação do
dinheiro desviado.
Mais informações e modelo de ficha de apoiamento
para envio de assinaturas: www.dezmedidas.mpf.mp.br.
O que ele disse
“Não
é fácil o trabalhador chegar em casa e ligar a televisão e assistir à novela
mal-cheirosa, diária, da ladroeira [em referência a roubo], que não poupa mais
ninguém. Pra bem dizer, o presidente da Câmara Federal do Brasil é um pilantra
de quinta categoria que tá aí
mandando e desmandando na República.”
Ciro
Gomes, ex-deputado e ex-ministro, sobre Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), na iminência de ser denunciado
pela Procuradoria Geral da República pelos crimes de corrupção e
lavagem de dinheiro.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Farmacêutico não pode verificar colesterol no sangue em farmácias
Do TRF1
Por unanimidade, a 5ª Turma do TRF da 1ª Região
ratificou a legalidade da Resolução RDC 44/2009, da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), que não permite a profissional farmacêutico a
realização de serviços de verificação de nível de colesterol no sangue em
farmácias e drogarias. A decisão foi tomada após a análise de recurso
interposto pela Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro
(Ascoferj).
Em suas alegações recursais, a parte apelante argumentou, em síntese, que o ordenamento jurídico brasileiro não admite que atos administrativos-normativos, tais como a Resolução RDC 44/2009, restrinjam direitos previstos em atos legislativos, no caso, as Leis Estaduais 1.041/86, 3.081/98, 3.798/2002, 3.938/2002 e 5.370/2009. “A Constituição Federal demonstra no inciso II, do art. 5º, e inciso IV, do art. 84, que os decretos não são autônomos, mas têm função restrita e limitada à regulamentação de leis”, sustentou.
Ao analisar a questão, o relator, desembargador federal Néviton Guedes, esclareceu que, ao contrário do que defende a associação apelante, “não pode lei estadual permitir uma conduta que está fora do seu âmbito de competência e que não é mais autorizada pelo órgão de classe fiscalizador do exercício profissional que, por meio da Resolução 505/2009, já havia retirado das atividades realizadas pelo farmacêutico a verificação do nível de colesterol no sangue”.
Nesse sentido, “não há dúvida de que a RDC Anvisa 44/2009 apenas ratificou o que foi normatizado pelo Conselho Federal de Farmácia ao estabelecer os critérios e condições mínimas para o cumprimento das boas práticas farmacêuticas no que concerne ao controle sanitário da prestação de serviços farmacêuticos”, ponderou o magistrado.
Por essa razão, “a Resolução editada pela agência reguladora deve prevalecer por melhor atender aos interesses da coletividade, uma vez que a legislação estadual está em desacordo com a legislação específica”, finalizou o relator.
Processo nº 0037198-76.2009.4.01.3400
Data do julgamento: 1º/7/2015
Data de publicação: 30/7/2015
Em suas alegações recursais, a parte apelante argumentou, em síntese, que o ordenamento jurídico brasileiro não admite que atos administrativos-normativos, tais como a Resolução RDC 44/2009, restrinjam direitos previstos em atos legislativos, no caso, as Leis Estaduais 1.041/86, 3.081/98, 3.798/2002, 3.938/2002 e 5.370/2009. “A Constituição Federal demonstra no inciso II, do art. 5º, e inciso IV, do art. 84, que os decretos não são autônomos, mas têm função restrita e limitada à regulamentação de leis”, sustentou.
Ao analisar a questão, o relator, desembargador federal Néviton Guedes, esclareceu que, ao contrário do que defende a associação apelante, “não pode lei estadual permitir uma conduta que está fora do seu âmbito de competência e que não é mais autorizada pelo órgão de classe fiscalizador do exercício profissional que, por meio da Resolução 505/2009, já havia retirado das atividades realizadas pelo farmacêutico a verificação do nível de colesterol no sangue”.
Nesse sentido, “não há dúvida de que a RDC Anvisa 44/2009 apenas ratificou o que foi normatizado pelo Conselho Federal de Farmácia ao estabelecer os critérios e condições mínimas para o cumprimento das boas práticas farmacêuticas no que concerne ao controle sanitário da prestação de serviços farmacêuticos”, ponderou o magistrado.
Por essa razão, “a Resolução editada pela agência reguladora deve prevalecer por melhor atender aos interesses da coletividade, uma vez que a legislação estadual está em desacordo com a legislação específica”, finalizou o relator.
Processo nº 0037198-76.2009.4.01.3400
Data do julgamento: 1º/7/2015
Data de publicação: 30/7/2015
E se Dilma pedir desculpas, vai mudar o quê?
Vejam só.
Como diria José Luiz Datena, este ser que pretende
candidatar-se a prefeito de São Paulo, me ajuda aí, ô!
Pois é.
Me
ajuda aí, ô! quem puder explicar claramente ao repórter aqui do Espaço Aberto em que termos, de que
maneira, em que sentido uma governante como Dilma, comandante de um governo
fragilizado, desorientado e destrambelhado, pode se reerguer de uma hora para
outra com um pedido de desculpas.
Vejam só essas imagens que acompanham essas
postagens.
Foram pinçadas nesta segunda-feira, dos
principais sites de informação do País.
Só se fala em pedido de desculpas, em reconhecer
erros, em mea-culpa.
Mas como seria isso, hein?
A presidente convoca uma rede nacional de rádio
e TV e, diante do País inteiro, paralisado, mesmerizado, hipnotizado diante
daquele gesto inaudito de grandeza, dignidade e coragem política, diz mais ou
menos assim:
Brasileiras
e brasileiros, minhas senhoras e meus senhores.
Quero
pedir desculpas a vocês, todos e todas, pelos meus erros.
Desculpem.
Sinceramente desculpem. Prometo não errar mais.
Boa
noite!
Ou assim:
Brasileiras e brasileiros, minhas senhoras e
meus senhores.
Quero pedir desculpas a vocês por ter afundado,
por ter quebrado este País.
Quero pedir desculpas a vocês porque fiz
exatamente aquilo que imputei aos tucanos durante toda a última campanha,
quando os acusei de terem quebrado o País.
Quero pedir desculpas a vocês por ter sido a
pior governante deste País em cinco séculos de história.
Quero pedir desculpas a vocês, todos e todas, porque optei por
métodos de gestão equivocados, que se deixaram impregnar e contaminar por
pretensões eleitorais decorrentes dos meus anseios de me reeleger em 2014.
As minhas mais sinceras desculpas.
As minhas mais sinceras desculpas até mesmo por
ter cometido pequenos enganos – quando chamei de cidade o Estado de
Roraima, quando troquei o Pará pelo Ceará
e quando, acreditem, fizuma saudação exaltada, emocionada, comovendo da mandioca.
Prometo, parodiando o Rei Roberto, que “daqui
para frente tudo vai ser diferente”. Para melhor, é claro.
Boa noite!
Seria assim?
De uma forma ou de outra, e depois do “boa
noite”, como seria a performance da presidente?
O Ibope ou o Datafolha dela disparariam para
cima, melhorando celeremente seus índices de credibilidade apenas porque pediu desculpas a todos e todas?
O desequilíbrio fiscal que desacredita o País no
conceito de investidores internacionais seria revertido num passe de mágica e
as agências de classificação de risco elevariam as notas de crédito do Brasil?
De uma hora para outra, da noite para o dia, a
base governista no Congresso iria se recompor?
Como seria o País no dia seguinte ao que a
presidente Dilma, como exigem dez dentre dez opositores, pedisse desculpas por
seus erros?
Respondamos: o País seria o mesmíssimo. Nada,
absolutamente nada mudaria.
E sabem todos que nada mudaria – Dilma; Lula (o
presidente adjunto), Fernando Henrique Cardoso, que enfim saiu da toca e já
prega a renúncia da presidente; Aécio Neves, que foi para as ruas tangido pelo
Movimento Brasil Livre; o PT, o PSDB, o PMDB, o DEM, enfim, todo mundo sabe que
um pedido de desculpas e nada é a mesmíssima coisa.
Por que, então, essa insistência?
É porque o anseio por um pedido de desculpas
embute, no fundo do fundão, o desejo de que a presidente confesse sem meias palavras que ela, na
prática, não tem mais condições de governar. E, se não tem condições de
governar, deve então renunciar.
Entenderam?
Um exigência de desculpas é como se fosse mais
ou menos a senha para as pressões sobre a renúncia que ocorreriam logo a
seguir.
Não nos enganemos então.
Para ninguém se enganar, repitemos: pedido de
desculpas e nada é a mesma coisa.
Um pedido de desculpas é a senha para que se
avolumem as pressões pela renúncia.
E todos sabem que Dilma, como ela mesma já deixou
bem claro, nem sequer cogita renunciar.
Resultado: estamos andando em círculos.
A oposição ainda não conseguiu ainda explicar
como é possível exigir-se a saída do cargo de uma presidente que foi eleita
democrática e legitimamente, muito embora esteja fazendo um governo
reconhecidamente desastroso, horroroso e destrambelhado.
E os governistas – PT à frente – imobilizados,
sem esboçarem qualquer reação eficaz para sinalizar que realmente estão
sustendo um governo eleito democraticamente e, por isso, legitimado pelo voto
popular.
É assim.
E voltando à pergunta inicial: me ajuda aê, ô! a entender essas coisas.
Me ajuda aê!
O Flamengo reclama da arbitragem. "Flamenguisticamente".
Muito legal, galera.
Muitíssimo legal mesmo.
O Flamengo decidiu, escutem só, formalizar reclamações contra a arbitragem após a derrota por 4 a 2 para o Palmeiras, no domingo.
Confiram esta declaração do presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello:
A representação vai ser semelhantes a várias que tivemos ao longo do campeonato. Terminamos o primeiro turno com uma pontuação sensivelmente abaixo do que a gente poderia ter conseguido se não tivessem erros grosseiros de arbitragem sempre contra nós. Para não dizer que foi sempre contra nós tivemos um erro a nosso favor no jogo Flamengo x Internacional, o impedimento do Canteros no gol do Guerrero.
Grande, presidente!
Mas que tal se o Vasco por exemplo, formalizasse uma reclamação contra a arbitragem, por ter sido - acintosamente, escandalosamente, imoralmente, absurdamente e flamenguisticamente - garfado na final do Campeonato Cariosa do ano ano passado, com um gol em flagrante impedimento que garantiu o título ao Flamengo? Confiram no vídeo que está acima.
E que tal se o Corinthians também ingressasse com reclamação contra a arbitragem por um gol em completo impedimento que deu a vitória ao Flamengo, no Brasileirão do ano passado? Confiram no vídeo abaixo.
E que tal se trocentos outros clubes brasileiros entrassem com representações por causa de erros de arbitragem?
Sabem de uma coisa? O presidente do Flamengo é um homem honrado - até prova em contrário. E está fazendo uma ótima gestão, inclusive no que se refere ao saneamento das dívidas do clube.
Mas, com todo o respeito, essas representações não passam de brincadeira.
E se vocês quiserem substituir brincadeira por palhaçada, fiquem à vontade.
Com todo o respeito, é claro.
Olhem esse sambinha de botequim. Grammy pra ele!
"O povo está estressado com tamanha crise e corrupção
Desemprego por todos os lados
Você vê a notícia na televisão
A Operação Lava Jato prendeu tanto rato não foi brincadeira
Vish, como tem ladrão, no país da mandioca a coisa tá feia"
Você vê a notícia na televisão
A Operação Lava Jato prendeu tanto rato não foi brincadeira
Vish, como tem ladrão, no país da mandioca a coisa tá feia"
Hehehe.
Que "dilícia", meus caros.
Vejam este videozinho que corre aí pelas zaps-zaps.
Esse cara é um verdadeiro schollar de botequim.
Se bobearem, ele ganha o Grammy da irreverência.
Mas uma irreverência que está cheia de verdades.
Cheíssima.
Assistam.
O vídeo é impagável. Mas é "digrátis", tenham certeza.
E o finalzinho - bem finalzinho mesmo - do sambinha de botequim é antológico.
Hehehe.
Que "dilícia", meus caros.
Vejam este videozinho que corre aí pelas zaps-zaps.
Esse cara é um verdadeiro schollar de botequim.
Se bobearem, ele ganha o Grammy da irreverência.
Mas uma irreverência que está cheia de verdades.
Cheíssima.
Assistam.
O vídeo é impagável. Mas é "digrátis", tenham certeza.
E o finalzinho - bem finalzinho mesmo - do sambinha de botequim é antológico.
Hehehe.
Afinal de contas, quantos foram às ruas protestar?
Do jornalista Francisco Sidou, em seu perfil no Facebook, sob o título "PM Vox":
Chamou atenção nos noticiários da Imprensa sobre as manifestações em todo o Brasil contra o governo Dilma, a discrepância de números entre as estimativas sobre a quantidade de manifestantes.
Em Belém, por exemplo, para os organizadores, 25 mil pessoas foram às ruas protestar. Para a PM, apenas 5 mil.
Em São Paulo, os organizadores calcularam entre 900 mil a 1,5 milhão de participantes. Para a PM, no entanto, foram apenas 300 mil.
Causou estranheza também o fato de nenhum Instituto de pesquisa ter se interessado em realizar essa aferição por métodos científicos usualmente aceitos como a estimativa por metro quadrado de gente.
Assim, ficamos sem informações mais precisas , por falta de regra e compasso na medição dos manifestantes. Cada qual acredita na estimativa que melhor lhe aprouver.
O que ele disse
"Se a própria presidente não for capaz do
gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os
caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do
governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato."
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da
República (PSDB), propondo claramente só agora, ao que parece sob a dita “pressão
das ruas”, o que não teve coragem de propor há mais tempo, quando sambou pra cá
e prá lá, esperando o tempo passar para, enfim, manifestar-se
claramente em favor da renúncias da presidente da República.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Petistas e antipetistas: enfim, vivos!
Enfim, vivos!
Todos vivos!
Dilmistas, antidilmistas, petistas, antipetistas, é bom saber que, depois de mais um domingo de protestos, todos estão vivíssimos e prontos para os próximos embates.
Sem armas, sem violências, sem agressões e sem confrontos como os mencionados - e quem sabe queridos, e quem sabe ansiados - por um destrambelhado como esse presidente da CUT, Vagner Freitas, que proclamou uma idiotice tão grande que, logo depois, foi obrigado a dizer que não quis dizer o que realmente disse.
Menos mal que os protestos como os de ontem tenham revelado apenas pretensões que derivam dos juízos que cada um faz - contra o governo Dilma ou a favor dele.
Entre os que participaram dos protestos, alguns avaliam para o Espaço Aberto que talvez fosse o caso de tirar o pé do freio dessas manifestações de rua.
Por quê?
Porque a referência será sempre a manifestação de março deste ano, quando 2,4 milhões foram às ruas.
Ontem, foram cerca de 900 mil.
Foi pouco, em comparação com os protestos de março, o que dá a impressão de que as pressões contra o governo Dilma estão diminuindo. Mas realmente não estão. É a disposição das pessoas de irem às ruas que está diminuindo, o que talvez indique que as pressões devam ser canalizados por outros meios, como as redes sociais e o Congresso, por exemplo.
Entre os petistas, a sensação foi de alívio, porque as ruas não estiveram, ontem, tão estrepitosas como há cinco meses.
Mas convém não baixar a guarda. Porque o maior adversário do governo Dilma é o governo Dilma - com uma base ainda esfacelada e sem grandes e firmes perspectivas de recompor-se.
E sem contar que temos, à frente da Câmara, um Eduardo Cunha (PMDB-RJ) suspeito de envolvimento no petrolão, ressentido com todo mundo, mas principalmente com o governo Dilma, e por último, mas não menos importante, na iminência de ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República.
Vish!
Diretoria do Paysandu briga com toda a Imprensa
Espiem só como é a parada.
Leiam a nota que aparece na imagem acima.
Você, se quiser, também poder ler clicando aqui.
Trata-se de nota oficial, publicada no site do Paysandu no último sábado à noite, logo depois da vitória bicolor sobre o Oeste-SP, por 3 a 1, no Mangueirão, em jogo válido pela Série B.
Tradução nua e crua do texto: a diretoria do clube, por causa de um episódio isolado, determinado, com personagens plenamente identificáveis, resolveu, ora vejam, brigar com toda a Imprensa - de Belém, do Pará, do Brasil e do mundo.
O que aconteceu foi o seguinte.
Logo depois de encerrada a partida no Mangueirão, o repórter Carlos Estácio, da Rádio Clube, começou a ouvir torcedores.
E passou a latinha para ninguém menos que Sua Excelência o vereador Raul Vicente Neto, que abrilhanta a augusta Câmara Municipal de Ananindeua.
O personagem, parece, pensou que estava na tribuna da Casa, que lhe confere imunidades em tudo o que disser. Até mesmo se disser asneiras sesquipedais (como diria o velho Nelson).
O parlamentar parece não saber direito que, fora da tribuna, está passível de responder judicialmente por seus atos.
Ignorante, presume-se, em relação a esses particulares, Neto abriu o bocão. E disse, entre outras coisas, que um empresário, cujo nome não nominou, teria trazido nove jogadores (também não identificados) que, na opinião do entrevistado, não estão rendendo o esperado, mas que estariam jogando porque racham seus salários com o treinador do Paysandu.
Em seguida à entrevista, Estácio ouviu o presidente do clube, Alberto Maia. Mas, estranhamente, não o questionou sobre o que dissera o vereador, e sim sobre o jogo.
Maia, como era previsível, não quis conversa. Ou por outra: não quis conversa sobre o jogo, mas sobre o teor da entrevista do vereador. Ao que tudo indica, alguém ouvira a entrevista e lhe transmitiu o que Neto afirmou.
Irritado, o dirigente não apenas rebateu em tons contundente as acusações do vereador como determinou que ninguém daria entrevista às emissoras de rádio e TV presentes ao Mangueirão. Logo depois, o site do Paysandu publicaria a nota acima.
Maia e a diretoria que ele preside passaram dos limites, não é? Ou ainda estão passando, porque espera-se que essa absurdez seja revista na anunciada avaliação entre a Imprensa e o clube que será feita nesta semana.
O vereador fez uma acusação grave por uma emissora de rádio.
A acusação, se não comprovada, enseja a responsabilização criminal, tanto do autor das acusações como do veículo que a difundiu.
E tanto o treinador o Paysandu como o treinador Dado Cavalcanti poderiam entrar com ações judiciais.
Maia e sua diretoria não podem privar os torcedores do Paysandu de terem acesso a informações, que não se esgotam nos ditos meios oficiais da agremiação.
Tem mais: tanto o presidente bicolor como seus diretores devem aprender a conviver com situações como essa, reparáveis pelos meios judiciais cabíveis.
Aliás, é até desnecessário dizer isso, porque Maia, advogado experiente que é, sabe mais do que ninguém que a liberdade de informação, não sendo um direito absoluto e irrestrito, tem como contraponto o direito que qualquer pessoa tem de recorrer ao Judiciário, caso se veja ofendida na sua honra.
Na avaliação do relacionamento do clube com a Imprensa, que a diretoria bicolor fizer nesta semana, convém sopesar os fatos com maior racionalidade. Para que os próprios torcedores do Paysandu não sejam privados de informações não oficiais sobre seu clube.
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