segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Desmate acelera aquecimento

Em O ESTADO DE S.PAULO:

O desmatamento completo da Amazônia aceleraria o aquecimento global ao liberar na atmosfera cerca de 100 bilhões de toneladas de carbono - valor semelhante à emissão global, por todas as fontes existentes, em dez anos. O alerta é dado por cientistas que participam do Experimento Biosfera-Atmosfera de Larga Escala na Amazônia (LBA, na sigla em inglês).
“Se cortarmos todas as florestas tropicais do mundo, a concentração atmosférica de CO2 pode subir em 25%”, diz o climatologista Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. “Devemos manter as florestas porque vivemos uma crise com o aquecimento global e é importante não atingir um ponto sem volta.”
Segundo estimativas das Nações Unidas, cerca de 25 hectares de florestas tropicais caem a cada minuto no mundo, ou 13 milhões de hectares por ano aproximadamente. Uma geração atrás, o valor era de 20 hectares por minuto.
Calcula-se que o desmatamento na Amazônia liberaria por ano cerca de 400 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa. A manutenção absorveria de 90 a 545 quilos de carbono pela fotossíntese.
Uma variação tão grande nos números é uma das perguntas que permanecem sem resposta e que serão atacadas na segunda fase do LBA. O projeto, liderado por brasileiros e com verba de US$ 100 milhões, inclusive de fontes americanas e européias, já completou uma década com o envolvimento de centenas de cientistas.
Agora, dois aviões medirão as emissões logo acima da floresta, para tentar responder definitivamente se ela absorve mais carbono do que produz. Como a Amazônia é formada por diferentes sistemas ecológicos, com diversos microclimas, a resposta não virá de extrapolações simplistas.


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O que ele disse

“Com frases do tipo ‘o Carnaval é uma prova de que é possível falar sem palavras’, o comentarista Maurício Kubrusly ‘prova’ que existe coisa mais chata do que ver desfile pela TV: ouvir os comentaristas de Carnaval na TV."
Daniel Castro, crítico de TV da Folha de S.Paulo, em sua coluna de hoje.

Segurança da filha de Lula gastou R$ 55 mil em cartão

Na FOLHA DE S.PAULO:

Usando um cartão de crédito corporativo do governo federal, um segurança pessoal de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gastou, em Florianópolis, onde ela mora, quase R$ 55 mil nos últimos nove meses em lojas de autopeças, materiais de construção e de ferragens, supermercados, livrarias, combustível e em uma casa de venda de munição.
Os gastos foram feitos entre abril e dezembro de 2007 no cartão da Secretaria de Administração do Planalto cedido a "João Roberto F Jr" -identificado pelo CPF como João Roberto Fernandes Júnior.
Segundo o ministro Jorge Félix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), as despesas do funcionário são de natureza sigilosa e não deveriam ter sido publicadas no site Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União (CGU). "No meu nome, eu tenho certeza de que não vão aparecer irregularidades. Vão aparecer gastos que estão comprovados no Tribunal de Contas e eu não tenho o que dizer nesse sentido", disse Fernandes à Folha.
A grande parte dos gastos foi feita em lojas de peças para veículos e de construção, especialmente a Comércio de Autopeças Badu Ltda., onde foram pagos R$ 16,3 mil no total. O GSI afirmou que a justificativa de cada despesa será explicada a partir de quarta-feira, depois do feriado de Carnaval.
Segundo Félix, os gastos com peças podem se referir à manutenção da frota de carros e as despesas com materiais de construção, à instalação de sistema de segurança -há no portal gastos específicos em pelo menos duas empresas de sistemas de alarme e segurança, a Khronos e a Alarm System Distribuição e Treinamento. "Não deveria ter sido publicado, mas foi. É um problema administrativo", disse Félix. Os cartões estão listados na Secretaria de Administração por ser esse o órgão que aprova os gastos, afirmou o ministro.
Houve um aumento expressivo nos gastos do pessoal de segurança de Lurian em Florianópolis. Antes de Fernandes, as despesas na capital catarinense eram listadas no cartão do servidor Jadir José Duarte. De fevereiro de 2006 a maio de 2007, ele gastou R$ 37,6 mil.
Após a troca de um pelo outro, a média mensal saltou de R$ 2.296 para R$ 6.097. Jadir não foi localizado pela Folha. "Eles fazem tudo. Quem trabalha lá faz tudo. Mas, além da segurança, tem um encarregado da parte administrativa, exatamente para ter centralização e controle", disse Félix. Fernandes se recusou a detalhar a natureza de seu trabalho.
Disse apenas que é "ecônomo" (funcionário que cuida de gastos) do escritório da Presidência em Florianópolis, mas se recusou a fornecer telefone da representação ou explicar onde gastou o dinheiro. A Secretaria de Imprensa do Planalto informou que não irá se manifestar sobre "temas relacionados à segurança do presidente ou seus familiares".


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Rússia faz lobby com viagem, hotel e balé

Na FOLHA DE S.PAULO:

São 9h40 da manhã do domingo de Carnaval, com 0C, neve intermitente, e a comitiva de nove representantes do governo brasileiro na viagem oficial a São Petersburgo (634 km de Moscou) já está na rua para conhecer os pontos turísticos da cidade, com guias e pessoal do Exército russo. Uma hora depois estarão circulando entre os quadros do museu Hermitage, a jóia da coroa da cultura russa. Haviam dormido tarde na noite anterior, pois receberam ingressos dos anfitriões para admirar o balé "Raymonda", no teatro Mariinsky (ex-Kirov), onde a entrada varia de R$ 45,61 a R$ 228,00.
A rotina ditada pelo lobby russo é intensa e o controle da agenda não dá descanso à comitiva brasileira. Toda a viagem de Moscou a São Peterburgo da comitiva de Nelson Jobim, que veio acompanhado da mulher, Adriane Sena, foi bancada pelo governo russo, incluindo transporte, hospedagem, almoços e jantares. O governo também é o dono de todas as empresas e agências que pretendem vender submarinos, caças, helicópteros e blindados ao Ministério da Defesa. É uma gama de nomes pouco conhecidos no Brasil, como Rosoboronexport, Spark, Rubin, mas que movimentam a máquina de guerra russa em escala global.
Os brasileiros deixaram o Legacy da FAB (Força Aérea Brasileira) no aeroporto de Sheremetevo, em Moscou, e vieram num Tupolev fretado da força aérea russa. A passagem aérea da companhia Aeroflot custava ontem R$ 328, ida e volta. Ficaram hospedados num dos melhores hotéis de São Petersburgo, o Renaissance (diária mais barata: R$ 453), a meia quadra da catedral de São Isaac.
A agenda de Jobim, divulgada no site do ministério na internet, não revela os caminhos da comitiva. O comunicado de ontem dizia o seguinte: "O ministro da Defesa, Nelson Jobim, retorna com sua comitiva para Moscou, onde permanece sem compromissos oficiais". Ele embarcou às 16h30 de volta à capital. O ministro Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) não acompanhou a comitiva a São Petersburgo, ele ficou em Moscou.


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Governo descarta reduzir reserva legal na Amazônia

Na FOLHA DE S.PAULO:

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, tem um recado para os produtores rurais da Amazônia: o governo não está disposto a negociar a redução da reserva legal nas propriedades rurais em área de floresta para menos de 80%.
É crescente a pressão da agroindústria para que seja "flexibilizada" a lei que determina que apenas 20% da área de uma fazenda possa ser desmatada. Segundo produtores, esse limite torna fazendas economicamente inviáveis.
Até o começo do segundo semestre de 2007 a derrubada na Amazônia vinha caindo. Na semana retrasada, no entanto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais estimou que o desmatamento de agosto a dezembro poderia ter alcançado 7.000 km2, o que causou reações fortes por parte do do governo de Mato Grosso e fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandar o Inpe conferir os dados em campo.
Capobianco, no entanto, defende Lula e atribui as dúvidas do presidente às "informações que ficam circulando pela imprensa".

Aqui, a entrevista completa.

Salgueiro fala de praia e futebol em noite de exaltação ao Rio

Na FOLHA DE S.PAULO:

O Salgueiro levou a sério o clichê de que Carnaval é hora de esquecer a realidade -ou uma parte dela. A escola tentou animar o público do sambódromo carioca com um enredo em que só foram exaltadas as coisas boas do Rio de Janeiro.
Com muitas referências a samba, praia, boêmia e futebol, os carnavalescos Renato Lage e Márcia Lavia buscaram uma apresentação leve para tentar pôr a tradicional agremiação de novo entre os primeiros lugares -seu último título foi em 1993; no ano passado, mesmo com um bom desfile, não passou do sétimo lugar.
A alegria do Salgueiro contrastou com o início mais reverente do que irreverente da noite. Conhecida por seus enredos críticos, como "Quem casa quer casa" (1985) e "Capitães de asfalto" (87), a São Clemente exaltou d. João 6º nos 200 anos da chegada do príncipe-regente português ao Brasil.
A Prefeitura do Rio deu R$ 2 milhões à escola e à Mocidade Independente para desenvolverem enredos sobre a data sob a condição de não falarem mal de d. João 6º.
Antes de a agremiação de Botafogo -a única da zona sul do Rio a fazer parte do Grupo Especial- entrar na avenida, a exaltação ao monarca português ganhara um tom ainda mais reverente. Possivelmente pela primeira vez na história dos desfiles, o hino nacional foi tocado antes do início.
A Banda dos Fuzileiros Navais, fundada em 7 de março de 1808, exatamente quando a família real chegou ao Rio, executou o hino e também o "Cisne Branco" (hino da Marinha) marchando pelo sambódromo. À frente dos 180 músicos, uma alegoria em forma de carruagem trazia atores representando d. João e a família.


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Oposição quer investigar cartões de ministros

Em O ESTADO DE S.PAULO:

Um dia após o Estado revelar que pelo menos 10 dos 37 ministros declaram gastos com cartões corporativos em nome de assessores e subordinados, a oposição voltou a cobrar investigação. Assim que terminar o recesso parlamentar, o DEM pretende se reunir com o PSDB para definir uma estratégia conjunta para apurar o uso dos 13 mil cartões do Executivo.
Os dois partidos divergem, porém, sobre a idéia de criar uma CPI agora. Enquanto o PSDB é favorável à instalação imediata da comissão, o DEM está reticente. “É obrigação da oposição investigar o uso desses cartões. Mas não sei se o mais eficaz é uma CPI”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). O PSDB já começou a recolher assinaturas para uma CPI conjunta da Câmara e do Senado - é preciso o apoio de 171 deputados e 27 senadores.
As chances de a comissão vingar são maiores no Senado, onde o Planalto já foi derrotado na votação da CPMF. “O governo não vai conseguir impedir a abertura de uma CPI no Senado”, garantiu o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Para ele, a comissão só não será instalada se o governo concordar em divulgar todas as despesas pagas com os cartões de crédito, inclusive as do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


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Nova central cresce e incomoda Lula

Em O ESTADO DE S.PAULO:

Os gritos de “fora daqui” e a expulsão do ministro da Educação, Fernando Haddad, de um congresso do setor há duas semanas, em Brasília, chamaram a atenção para um movimento ruidoso e cada vez mais organizado de oposição ao governo Lula: a Coordenação Nacional de Lutas, Conlutas, central ligada ao PSTU que reúne movimentos sindicais e sociais.
Ofuscado no cenário político pela criação do PSOL, o PSTU tem intensificado as filiações à Conlutas e começa a reunir, mesmo extra-oficialmente, sindicatos de funcionários públicos, especialmente de áreas sensíveis no governo Lula, como educação, saúde e seguridade social. Entre os principais filiados está o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).
Além do PSTU, estão na Conlutas ex-petistas que não se filiaram a outras legendas e alguns militantes do PSOL, embora o partido esteja mais próximo de outra nova central, a Intersindical. Fundada em 2004, a Conlutas foi a primeira das cinco novas centrais que surgiram nos últimos quatro anos, seja por motivos políticos - para fortalecer a oposição a Lula - , seja por motivos práticos e de fisiologia sindical - para cumprir exigências da futura lei que regulamentará essas agremiações.


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O tempo

Em Belém, sol com muitas nuvens e pancadas de chuva à tarde e à noite.
As áreas de instabilidade ganham força e o tempo fica chuvoso em quase todo o Estado. Nas regiões leste e norte do Pará, o sol aparece entre muitas nuvens e chove a partir da tarde.
As previsões são do Climatempo.

As manchetes da segunda

O ESTADO DE S.PAULO
Crédito imobiliário vai crescer 26% este ano

JORNAL DA TARDE
Receita para alcançar sucesso nos negócios

FOLHA DE S.PAULO
Chuva mata 6 mulheres e 3 crianças em serra do Rio

O GLOBO (RJ)
Tragédia se repete e chuva volta a matar

CORREIO BRAZILIENSE (DF)
Guerra e paz nas estradas

ESTADO DE MINAS (MG)
Tragédia no carnaval

DIÁRIO CATARINENSE (SC)
Feriadão já tem 14 mortes em acidentes

CORREIO POPULAR (Campinas/SP)
Hélio blinda equipe contra o escândalo de 'fantasma'

CORREIO DO POVO (RS)
Chuvas matam nove pessoas no Rio

ZERO HORA (RS)
Um em cada 10 bares fiscalizados nas BRs leva multa por violar lei seca

GAZETA DO POVO (PR)
Estatísticas mostram Curitiba mais violenta

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O bom gosto da ex-ministra

Dessa ex-ministra para a Promoção da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, uma das vítimas da farra com os cartões corporativos, não se diga que lhe falta bom gosto em termos de gastronomia.
A casa de pães Bella Paulista - que aparece entre os recantos onde ela se deliciou com o meu, o seu, o nosso dinheirinho - é tudo de bom, podem acreditar. Tem cada sanduíche de fazer glutão perder o fôlego. E além de ser ótima, fica localizada em área das mais acessíveis de São Paulo – na rua Haddock Lobo, a uns 100 metros da Avenida Paulista – e funciona as 24 horas por dia.
Mas tudo seria muito, mas muito melhor, se a ex-ministra tivesse se regalado com o dinheiro dela, e não com o nosso. Se tivesse observado essa imposição elementar, a então ministra, que tinha como função promover a igualdade racial, promoveria também a transparência e a impessoalidade, princípios que devem orientar a conduta de todos os exercentes de cargos públicos – do presidente da República ao anônimo e humilde, mas indispensável, faxineiro de repartição.

Racha à vista na Associação dos Magistrados

Os juízes estaduais saem rachados da eleição que escolheu Paulo Roberto Vieira para a presidência da Amepa (Associação dos Magistrados do Pará).
E já se fala na criação de uma nova entidade.

Viva Arthur Tourinho, o anistiado

Não foram poucos os remistas – e bicolores também – que ao terminarem de ler o post O jeito Raimundo Ribeiro de ser, aqui publicado há duas semanas, chegaram à conclusão de que o presidente do Remo torce pelo Paysandu.
Uma dessas impressões ficou registrada no Blog do AK: “Lendo o blog Espaço Aberto e o caderno de esportes do Diário, hoje, domingo, cheguei à conclusão que o Raimundo Ribeiro é Paissandu”, disse o Afonso, vivo que só ele.
Pois vejam vocês que, no futebol paraense, a cartolagem adota estilos e condutas tão parecidos e padronizados que, apenas alguns dias depois das críticas ao presidente do Remo, os jornais estamparam matéria que justifica a impressão de que se o presidente do Remo é um bicolor enrustido, da mesma forma os remistas mais fanáticos estão na diretoria do Paysandu. E assim, um acaba com o outro e o outro acaba com o um. E assim, Remo e Paysandu vão se esfacelando nas mãos dessa gente.
Aliás, convém logo reconhecer que esse pessoal tem mesmo um amor imenso pelos clubes que estão sob seu comando. São dirigentes abnegados. Muitas vezes, deixam seus afazeres profissionais para dedicar-se inteiramente à função de cartolas. Dessa forma, vão escrevendo uma história de terceira catiguria, de terceiro nível. É um roteiro tão afinado que serve tanto para um clube quanto para o outro. Por isso é que os dois estão na Terceira Divisão.
Mas não se crucifique seus dirigentes - esses dedicados, esses apaixonados. Tolerem seus erros. Admitam seus desacertos, porque tudo o que fazem é por amor aos clubes pelos quais torcem desde criancinhas.

Erros intoleráveis
Mas há certos erros que são intoleráveis. Os de Raimundo Ribeiro são intoleráveis. E são intoleráveis, em contrapartida, certos erros de dirigentes do Paysandu. Como os que estão expostos na matéria já mencionada. Trata-se de um perdão, de uma anistia que a diretoria do Paysandu decretou em favor do ex-presidente do clube Arthur Tourinho.
Para quem não sabe, Tourinho, atual presidente da Junta Comercial do Pará (Jucepa), foi excluído no final do ano passado do quadro social do Paysandu. Por quê? Porque os cofres do clube, durante sua gestão, foram transpostos para dentro da empresa Ruben Martins Turismo, empresa que tem como proprietária a atual companheira do ex-presidente. A empresa chegou a movimentar quase R$ 1 milhão – exatos R$ 934.635,10 – do próprio Paysandu.
Isso não é conversa de remista despeitado, nem de remista ressentido. Foi isso que constatou auditoria cujo relatório, condenando as contas de Tourinho, foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Deliberativo (Condel), que acabou por punir o ex-presidente com a exclusão do quadro de sócios.
Leiam aqui a parte final do relatório: “Como se vê, realmente a administração do associado Arthur Tourinho esteve por demais afastada dos princípios da probidade administrativa, revelando em realidade ações desvinculadas do interesse do clube, para logicamente beneficiar terceiros. Os inúmeros pagamentos realizados à empresa Ruben Martins, sem a devida comprovação, por si só já evidenciam a irresponsabilidade como era tratado o patrimônio bicolor.”
Pois agora vem o Condel - o mesmo que condenou Tourinho - e anuncia o seguinte: não vai mais entregar ao Ministério Público do Estado o relatório em que estão especificadas as muitas e graves acusações contra ex-cartola. Com isso, a história começa e termina intramuros do Paysandu. Tudo fica por isso mesmo. E, caso recorra da decisão do Conselho Deliberativo que o excluiu, o ex-cartola ainda poderá retornar ao quadro de sócios.
Diz um trecho da matéria: “Para o presidente do Conselho Deliberativo do Paysandu, Ricardo Rezende, a não ser que a própria Justiça se manifeste, o que foi descoberto sobre a gestão de Tourinho ficará no clube. Buscar ressarcimentos, então, nem se fale. 'É difícil buscar isso. Seria uma briga de 20 anos. É melhor como está. Agora, se ele entrar com recurso, aí vamos comprar a briga judicialmente’, afirmou Rezende.”
É melhor como está? Se realmente disse o que a matéria lhe atribui ter dito, o presidente do Condel do Paysandu – tido como inimigo visceral e declarado de Tourinho, e vice-versa – não sabe o que diz. Mas precisa saber.

Ações judiciais
Precisa saber, por exemplo, que a Justiça é um poder inerte. Só age quando provocada. Isso é primário, é basilar. Se consultar os advogados do clube, o presidente do Condel bicolor ficará sabendo disso. E se a Justiça só age quando provocada, é preciso que a provoquem. Mas o Condel bicolor já disse que não levará o assunto o MPE. A Justiça, portanto, continuará sem tomar conhecimento do assunto. Não será ela que tomará a iniciativa de se “manifestar”, como dito pelo cartola bicolor.
Aliás, a rigor e salvo melhor juízo, isso não deve nem ser assunto para o Ministério Público, a menos que recursos públicos estivessem envolvidos, o que parece não ser o caso. Bastaria que a assessoria jurídica ingressasse diretamente com duas ações, uma de ressarcimento e outra por danos morais, considerando-se o abalo que a imagem do clube sofreu por causa de ações nefastas praticadas por seu ex-presidente, conforme revelado pela auditoria.
Tourinho é mesmo um cidadão de sorte. Deve estar adorando essa anistia com que foi brindado. Fez o que fez – e o que fez não foi coisa que deveria ter feito, segundo a auditoria interna – e tudo vai ficar por isso mesmo.
A anistia ainda só não foi completa porque ele ainda não retornou ao quadro social. Mas vai voltar, certamente. Com todas as loas, com todas as honras. E não se descarta que ganhe até homenagem, na condição de cartola em cuja administração o Paysandu protagonizou feitos inéditos – como a conquista do título da Copa dos Campeões e a participação na Libertadores.
E agora, não dá para desconfiar – ou para se concluir – que os maiores remistas estão na diretoria do Paysandu, assim como os maiores bicolores exercem ações de mando na diretoria do Remo?

Tem cara nova no Tapajós

O Estado do Tapajós está repaginado. Agora virou blog. E com notícias sempre em cima da hora. Como a que detalha, por exemplo, a violência juvenil no Pará.

O cooper da governadora

A governadora Ana Júlia Carepa está mesmo plenamente recuperada da lesão na perna, que a deixou com dificuldades para caminhar desde que se submeteu a uma cirurgia, em 2006, após acidente que sofreu em plena campanha eleitoral.
Há pouco, volta das 10h da matina, a governadora era vista caminhando – em marcha batida, como se diz - na orla da Praia do Maçarico, em Salinas, de bustiê preto e transpirando por todos os poros.
Era acompanhada discretamente por seguranças.

Casa do Galo concorre ao iBest

O blog Casa do Galo - O animal da publicidade, que está linkado aí ao lado entre os favoritos do Espaço Aberto, concorre ao Prêmio iBest. Basta um clique para votar.

Seu Bené, o bragantino, vai pra Itália

Benedito Batista da Silva, o seu Bené, é um produtor de farinha-d'água que até pouco tempo atrás só havia saído de Bragança, interior do Pará, para ir a Belém. De um avião, nunca tinha nem chegado perto.
Há dois anos, o ofício de transformar mandioca na pedaçuda farinha fez dele personagem de um curta documental e o levou a Turim, na Itália, para participar de um congresso de pequenos agricultores. Agora, o resultado dessa incursão o conduz novamente à Europa. Só que, desta vez, direto para a tela grande.
Idealizado e produzido pela chef carioca Teresa Corção e dirigido por Manoel Carvalho, o documentário "Seu Bené Vai pra Itália" foi selecionado para a segunda edição do Culinary Cinema -°Expanding Our Horizons (cinema culinário - expandindo nossos horizontes), programa do 58º Festival de Berlim. A mostra, que tem ainda outro brasileiro, "Estômago", de Marcos Jorge, acontece entre 11 e 15 de fevereiro.
"É emoção total e absoluta. Imprimi o e-mail com o convite para colocar na parede", diz Teresa Corção, 52, que assina o argumento do documentário.

Leia mais aqui, para assinantes, a matéria de Janaina Fidalgo que a Folha de S.Paulo publica.

O presunçoso Bush



Só os néscios não querem admitir que os Estados Unidos são protagonistas de mais um Vietnã. É fato que os governantes da maior potência bélica do planeta parecem estar anestesiados com a conduta belicista, hoje posta em xeque, provavelmente pela insanidade e arrogância de George W. Bush, que já deveria estar revendo a lambança que vem cometendo no Oriente Médio.
Parece que já esqueceu 1973, o ano do caos no Vietnã, onde os americanos mantinham uma guerra contra os comunistas do norte desde 1962, apoiados pela extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). As forças dos Estados Unidos foram humilhadas e obrigadas a abandonar o país. A cidade de Saigon (capital do Vietnã do Sul), ainda resistiu aos vietcongs até abril de 1975.
Outro evento bélico foi a Guerra do Golfo em 1991, um conflito internacional militar entre o Kuwait e Iraque na região do Golfo Pérsico. Essa guerra envolveu os Estados Unidos e alguns países do Oriente Médio. Morreram mais de 100 mil soldados iraquianos e 520 inimigos deste país na guerra. Em fevereiro de 1993, veio a primeira grave provocação, um atentado ao World Trade Center, em Nova York, deixando muitos inocentes mortos.
Mas foi em 11 de setembro de 2001, o ano dos atentados terroristas da Al Qaeda contra as torres gêmeas do World Trade Center e o Pentágono, em Nova York e Washington, respectivamente, que ceifaram a vida de milhares de cidadãos e desencadearam as guerras do Afeganistão, com o pretexto de capturar Osama Bin Laden, e dois anos mais tarde a do Iraque, para acabar com as famosas armas químicas (que nunca foram encontradas) de Saddam Hussein.
Ademais, se Bush não é mais que um momento na história do poder norte-americano e de suas relações com o resto do mundo, ninguém como ele terá sido mais duro e inflexível. Além disso, percebe-se, já não é de hoje, que o governo dos republicanos sempre foi mais injusto para os próprios americanos e de um imediatismo intolerável com outras nações, principalmente o Brasil.
No momento, os EUA respiram as eleições majoritárias e o presidente George W. Bush é responsável por mais um Vietnã. Este agora, interno, que mexe com os brios e o bolso dos americanos, o risco de recessão que assusta os Estados Unidos. Recentemente, apavorado com a alta dos candidatos democratas em relação aos republicanos, lança um pacote econômico de isenção fiscal de cerca de US$ 145 bilhões para tentar contornar a crise. Por sua vez, esse “remédio financeiro” deverá ter o consumidor como alvo principal. A economia americana foi atingida seriamente no segundo semestre do ano passado por uma crise no mercado de hipotecas de risco (chamadas de subprime), um desdobramento da crise imobiliária com que o país já vinha tendo de lidar desde 2006.
Especialistas afirmam que o plano pode ajudar a pagar a conta de luz e ser menos eficiente que o socorro no problema hipotecário. O plano terá alguma forma de corte nos impostos e aumento de gastos, mas qualquer que seja, o governo americano se dará conta de que a situação é bem menos confortável agora que no 11 de setembro. Naquela época, o governo estava com superávit fiscal, e agora está com déficit. O insensato Bush deveria aprender que nada como manter as contas em ordem para enfrentar os momentos de incerteza.
Não deixa de ser curioso, porém, que eles usem e proponham, sem cerimônia, remédios que condenariam se usássemos: aumentar gastos públicos e dar benefícios fiscais quando o país está com déficit público. Nada como ser a primeira potência; ainda que decadente, em recessão e com a moeda desvalorizada. Está provado que Bush é um predador. Não tenho “bola de cristal”. Essas podem não ser todas as razões para a derrota dos republicanos nesta eleição, mas provavelmente ajudam a explicá-la.

Sergio Barra é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com

Os blogs fazem as ditaduras tremerem

Não convém duvidar da força e da penetração dos blogs. Até mesmo quando eles se dedicam a dar vazão a veias poéticas.

Segurança pública para municípios



Após a ordem da Justiça Federal para que os camelôs desocupassem o passeio público da Avenida Presidente Vargas, o município de Belém interpôs recurso a fim de revogá-la e, na oportunidade, requereu, caso mantida a decisão, que ao menos fosse concedido auxílio da Polícia Federal, porque não dispunha de recursos humanos (força policial) necessários ao seu cumprimento.
Esse último aspecto do pedido revela uma das mazelas do atual sistema político brasileiro: a má distribuição das competências administrativas e tributárias, cuja Constituição Federal (CF) atribuiu para a União e aos Estados-membros a maior fatia das receitas tributárias e destinou aos municípios recursos insuficientes para a solução dos seus problemas.
Vejamos o seguinte exemplo. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida por meio dos seguintes órgãos: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, polícias civis, polícias militares e corpos de bombeiros militares. Os três primeiros são custeados pela União e os demais pelos estados.
A CF assegurou aos municípios, no capítulo referente à segurança pública, a possibilidade de constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações. A cidade de Belém possui tal instituição.
Porém, quando ocorrem situações semelhantes à dos camelôs, em que se necessita de considerável efetivo policial para fazer valer o código de posturas ou cumprir eventuais decisões da Justiça, não resta ao município alternativa senão a de pedir auxílio à Polícia Militar, responsável, segundo determinação constitucional, pela preservação da ordem pública. E daí se percebe a dificuldade em obter tal assistência, ainda mais como na hipótese em questão, na qual referida polícia subordina-se à governadora.
Somos da opinião de que a preservação da ordem pública deve ser atribuição municipal, já que nas cidades ela é mais exigida. Com isso, seria afastada essa competência dos estados, que ficariam obrigados a atuar somente nas localidades que não fossem sede de municípios.
Em função disso, haveria a necessidade de alterar, para mais, a repartição constitucional das receitas tributárias para os municípios, que hoje recebem pequena parcela do produto da arrecadação dos impostos da União (IR e ITR) e dos estados (IPVA e ICMS). Também indispensável modificar a Constituição Federal para cometer a tal ente federativo as competências legislativas e administrativas relacionadas à segurança pública e que hoje pertencem aos estados.
É preciso retirar o gesso que impede os prefeitos de governar as cidades. Fortalecendo-se os municípios, no mínimo a saída do homem do interior para viver nas metrópoles diminuiria, e todos sabem que esse é um dos fatores a incrementar a miséria, a violência e os incontáveis problemas sociais das metrópoles.
As críticas a essa proposta serão inevitáveis, porque no Brasil cultiva-se o hábito de criar dificuldades para fornecer facilidades, além do velho projeto político do quanto pior, melhor.
Contudo, a escalada da violência demonstra que o atual modelo de segurança pública faliu e que manter as atribuições da preservação da ordem pública (polícias militares) e da apuração das infrações penais (polícias civis) aos estados representa perpetuar um erro que pode e deve ser corrigido por meio de uma cobrança social efetiva.Não obstante essas obrigações constitucionais, indagamos: será que um governador estaria disposto a autorizar suas polícias a atuar nas importantes questões do município, quando houver no cargo um prefeito que não seja aliado ou do seu partido?

Roberto da Paixão Júnior é especialista em Direito do Estado

Trouxinha de frango




Estimados leitores, voltando das férias, vamos meter a cara na cozinha tailandesa (Thai food).
Como, infelizmente, não temos nenhum restaurante tailandês em Belém, fizemos vários testes e os submetemos aos mais rigorosos glutões da cidade, pois não queríamos colocar o leitor numa roubada.
Podemos dizer que a receita de hoje é democrática, eis que, apesar de genuinamente tailandesa, logo apimentada, poderá satisfazer tanto os amantes de uma cozinha mais caliente quanto aqueles que odeiam o ardor e tremor na boca, na língua, no beiço e até na alma, provocado pela pimenta, uma vez que o molho picante é adicionado ao gosto do comedor.
Dividiremos a Trouxinha de Frango em duas partes. A trouxinha e o molho.
Molho: Num pilão, esmague uma pimenta dedo-de-moça e uma cabeça de alho - sem medo de ser feliz - e reserve. Em uma frigideira, no fogo baixo, misture quatro colheres de sopa de shoyu, um pacote de Hondashi (tempero japonês à base de peixe), uma colher de sopa de açúcar. Deixe ferver até o Hondashi dissolver completamente. Encerrada essa etapa, junte pimenta e alho à mistura e acrescente três colheres de suco de limão. A essa altura, o aroma já está irresistível.

Recheio das trouxinhas
Em um processador, misture 700 g de filé de frango, um maço de cheiro-verde (sem os talos), um ovo, quatro colheres de shoyu, três colheres de óleo de soja e pimenta-do-reino branca e sal a gosto.

Montagem das trouxinhas
Vá até a japonesa da Apinagés (Nippobras) e compre um pacote de harumaki (massa de rolinho primavera). Corte em quatro quadrados. Em cada quadrante coloque uma colher rasa do recheio. Una as pontas e forme a trouxa.
Por fim, em uma frigideira aqueça um litro de óleo e frite as trouxinhas até dourar. Sirva as trouxinhas com um pouco de molho e delicie-se.

O que ele disse

“O Brasil não precisa mais de leis penais, precisamos apenas cumpri-las.”
De Geraldo Araújo, ao ser empossado pela governadora Ana Júlia Carepa como secretário de Segurança Pública do Estado.

Quanto mais exercício melhor?


Na VEJA:

Os músculos do corpo humano funcionam como uma espécie de motor bioquímico. Quanto maior o esforço, mais consomem oxigênio e mais intensa é a eliminação de subprodutos das reações químicas provocadas pelo metabolismo, como o dióxido de carbono e o ácido láctico. A cada aceleração desse motor, as fibras musculares sofrem lesões microscópicas que, em reação ao trauma, se regeneram em forma mais resistente. São resultantes desse processo os músculos inchados dos saradões. A fonte de energia desse processo todo é uma substância chamada trifosfato de adenosina. Os estudiosos dos processos bioquímicos do organismo conhecem-na pela sigla ATP, mas os leigos podem chamá-la simplesmente de... Gracyanne Barbosa. A dançarina sul-mato-grossense de 25 anos que aparece na foto à esquerda é um prodígio de aumento muscular. Aos 15 anos, já media 1,75 metro, mas pesava apenas 45 quilos. Com dedicação incondicional aos exercícios, moldou o corpo e se transformou quase numa fisiculturista. Faz uma hora diária de exercícios aeróbicos pesados, mais três sessões semanais de musculatura de nível profissional: enfrenta quatro séries de oito agachamentos segurando uma barra de ferro de 180 quilos, anda 30 metros agachando-se a cada passo com 70 quilos nas costas, e no leg press, o aparelho para exercitar as coxas, empurra uma plataforma com meia tonelada.
Na imagem mental que faz de si mesma, porém, Gracyanne parece ainda ser a adolescente magrinha. Ela não vê a hora de passar o Carnaval para recuperar o peso habitual de 74 quilos, em boa parte de músculos poderosos – seu índice de gordura é de apenas 6%. Para desfilar como rainha da bateria da escola de samba Mangueira, a dançarina perdeu 6 quilos, numa espécie de concessão ao gosto popular. "Mulher musculosa não vende bem na avenida", diz seu treinador, Xande Negão. Gracyanne está na fronteira que separa a salutar e, no seu caso, espetacularmente bem-sucedida disciplina corporal do comportamento compulsivo, quando a rotina de exercícios vira um vício incontrolável. "Eu sei que o exagero é perigoso, que preciso de limites para não me machucar", diz. "Mas me acho viciada mesmo. Se tenho tempo, malho até aos domingos e feriados."


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Por que nós amamos


Na ISTOÉ:

Como descrever um legítimo ataque de paixão? Há quem sinta a mente embaralhada, a boca seca, palpitações e até uma estranha perda momentânea da coordenação motora. Na prática, render-se às emoções da paixão a ponto de protagonizar cenas ridículas, como a de ficar parado diante do amado sem concatenar uma única frase com começo, meio e fim, faz parte do anedotário de cada um de nós. A novidade é que, mais recentemente, a paixão virou tópico de grande interesse da neurociência, um ramo do estudo científico que se dedica a decifrar como o cérebro funciona. Os cientistas estão se esforçando para explicar, por exemplo, os processos que desencadeiam uma revolução bioquímica no organismo de homens e mulheres a partir de um simples olhar e quais as diferenças entre a paixão e o amor. O que se quer é entender por que amamos, como amamos e quais as repercussões que esse sentimento apresenta para a mente e o corpo.
Uma das primeiras respostas obtidas é a de que amamos para garantir a sobrevivência da nossa espécie. O que é surpreendente é a sofisticação da qual o corpo lança mão para que esse objetivo seja atingido. Uma das teorias mais fascinantes elaboradas sobre o assunto é a que afirma que os sentidos – visão, olfato, paladar, tato e audição – agem em conjunto para rastrear no alvo sinais químicos para selecionar se ele tem características compatíveis para garantir a diversidade necessária à continuidade do ser humano. “As pessoas sempre perguntam por que uma menina linda fica com o feioso em vez do bonitão. Eis aí uma pista sobre as escolhas”, explica Ricardo Monezi, professor de uma disciplina chamada fisiologia da afetividade, ministrada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo.


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"Precisamos decidir cargos até fim do mês"

Em O ESTADO DE S.PAULO:

Apreciador do famoso bolo-de-rolo, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, tem passado os últimos dias apartando o enrosco entre o PMDB e o PT para preenchimento de cargos no setor elétrico. No duelo, levou até estocadas da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Não se abalou. “Dilma teme que o substituto tenha menos competência que o substituído”, diz. “Mas ninguém é mais Brasil e ninguém é mais Lula do que ela. Então, para o bem do governo, tenho certeza de que a ministra ajudará.”
Diante dos percalços para a montagem da diretoria de estatais importantes, como Eletrobrás e Eletronorte, Múcio fixou novo prazo para o desfecho das negociações: o fim deste mês. Afirma, porém, que o esforço para concluir a partilha não está ligado ao temor de uma rebelião dos aliados em votações de interesse do governo, como a do Orçamento. “Eu não gosto da palavra loteamento. Os partidos desejam espaços políticos”, ameniza.
O ministro admite que a longa interinidade nos postos de comando - prática rotineira no governo Lula - prejudicou a relação com os partidos da coalizão. “A interinidade atrapalha muito, porque estimula ressentimentos”, argumenta o articulador político do Planalto.
Mesmo com tantos “bolos” e “rolos” no ministério, o pernambucano Múcio, que é um devorador de livros, mantém o bom humor. Questionado sobre o que está lendo, responde de pronto: “Currículos.” Contador de “causos”, não perde a piada nem quando há nuvens no horizonte governista, como os desvios no uso do cartão corporativo. “Nuvens de chuva são bem-vindas, porque estamos precisando encher os reservatórios das hidrelétricas”, brinca. Ele próprio, porém, não é usuário do cartão. “Tudo o que precisa de muita explicação é ruim de usar.”

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Regras dificultam fiscalização de despesas dos ministros

Em O ESTADO DE S.PAULO:

A farra dos cartões, que sacudiu a Esplanada dos Ministérios e provocou, na sexta-feira, a demissão da ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, pôs em evidência a dificuldade de identificar os gastos efetuados pelos auxiliares graduados do Executivo. As regras para a execução de despesas em missões oficiais dos ministros tornam muito difícil estabelecer a ligação entre o funcionário que assumiu o gasto e quem de fato o realizou. E mesmo o pacote baixado na quinta-feira para restringir o uso dos 13 mil cartões corporativos do Executivo não fecha as brechas para essa “terceirização dos gastos”.
Levantamento do Estado em 27 dos os ministros tornam muito difícil estabelecer a ligação entre o funcionário que assumiu o 37 ministérios mostra que pelo menos 10 ministros adotam um sistema de prestação de contas pouco transparente: declaram contas de suas despesas usando os nomes de assessores especiais e outros subordinados. Nos outros 17 ministérios, há desde transparência efetiva a balbúrdia administrativa: um ministro, Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), decidiu ter uma regra particular e há os que não contam com orçamento próprio e têm os gastos inseridos em rubricas de outros órgãos.
A confusão contábil é tão grande que somente após sete anos da implantação do chamado “dinheiro de plástico” foram percebidas as irregularidades. Elas se tornaram públicas a partir das prestações de contas, recheadas de dúvidas, apresentadas pelos ministros Orlando Silva (Esporte), Altemir Gregolin (Pesca), e Matilde Ribeiro, obrigada a deixar o governo.
Pelos dados constantes no Portal da Transparência (www.portaltransparencia.gov.br/), site oficial administrado pela Controladoria-Geral da União (CGU), os mecanismos de controle social são uma peneira e não permitem fiscalização efetiva dos gastos dos ministros em viagem pelo Brasil. Hélio Costa, das Comunicações, Sérgio Rezende, de Ciência e Tecnologia, e Tarso Genro, da Justiça, tiveram despesas com cartões feitas em nome de assessores, como mostrou levantamento do Estado na semana passada.


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Ministro devolve R$ 31 mil gastos com cartão

Na FOLHA DE S.PAULO:

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, anunciou ontem a devolução de R$ 30.870,38 aos cofres públicos. O valor, afirmou, é o total gasto por ele com o cartão corporativo do governo durante 2006 e 2007.
"A devolução é um ato refletido, mas também um ato de indignação, porque me vi diante de uma situação em que toda a trajetória política passou a ser questionada em função de um debate sobre se pode ou não [usar o cartão]. Nas entrelinhas, isso pode sugerir benefício pessoal, o que eu não admito", disse o ministro.
O anúncio da devolução foi feito um dia depois da renúncia da ministra Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial. Ela caiu porque usou indevidamente o cartão corporativo. Em 2007, a ministra gastou R$ 171 mil do cartão que é destinado somente a situações de emergência.
Depois de Matilde, com uma grande diferença, o ministro foi um dos que mais gastaram com o cartão corporativo. Em 2007, foram R$ 20,1 mil.
"No meu caso, cada gasto que fiz está fundamentado numa convicção de que foi dentro da legalidade. Há interpretações diferentes sobre o que pode e o que não pode [ser pago com o cartão]. A questão dos cartões corporativos ainda está em desenvolvimento no Brasil. Por isso a minha decisão de recolher aos cofres públicos tudo o que foi utilizado. Agora vou aguardar uma avaliação dos órgãos de controle sobre cada centavo gasto", disse.
Silva acrescentou que, quando o TCU (Tribunal de Contas da União), a CGU (Controladoria Geral da União) e o Ministério Público Federal atestarem a correção no uso do cartão, irá pleitear o ressarcimento de todos os valores.
Aos jornalistas, o ministro apresentou duas Guias de Recolhimento da União (GRU), no total de R$ 30.870,38, de 1º de fevereiro, e um comunicado do chefe de gabinete do ministério ao Banco do Brasil, onde Silva tem conta pessoal, autorizando o débito dos valores. "Sei que foi uma decisão dura, radical, mas acho que assim essa questão poderá ser discutida com mais racionalidade."

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"Mapa da Violência" subestima homicídios

Na FOLHA DE S.PAULO:

O "Mapa da Violência", divulgado na semana passada pelo governo federal, não reflete a realidade dos assassinatos no país. Segundo o estudo, houve 46.653 homicídios em 2006, mas o número é bem maior. O problema ocorre em decorrência de uma falha no sistema de informação dos Institutos Médicos Legais.
Muitas mortes são lançadas no sistema como "intenção indeterminada", uma espécie de limbo estatístico que não define o que é homicídio, acidente ou suicídio. Na dúvida, o IML simplesmente lança como caso não esclarecido.
É evidente que em muitos casos, quando o óbito é registrado, não é possível identificar a causa. A questão é que nem sempre, após a investigação policial, o dado é atualizado.
Além disso, há situações em que, apesar das evidências, peritos e policiais deliberadamente não classificam a morte como homicídio com a intenção de maquiar estatísticas. Pesquisadores afirmam considerar aceitável um índice de "intenção indeterminada" de até 5% do total de mortes por causa externa. No Brasil, desde 1996, ele nunca foi inferior a 8%.
Em São Paulo, por exemplo, esse percentual foi de 17,25% em 2005. Como é o Estado que tem a maior população e, por conseqüência, o maior número de mortes, o dado paulista é o principal responsável pela distorção dos índices nacionais.
No Rio Grande do Norte, outro caso emblemático, foram 19,45%. Alagoas, Distrito Federal e Acre têm os melhores índices, com menos de 1%.
Como é um problema histórico da estatística nacional, essa distorção não afeta a conclusão de que o número de homicídios no país está em queda. Mas a proporção da redução pode ser menor do que a apontada pelo "Mapa da Violência". Além disso, pode ocasionar mudanças no ranking por 100 mil habitantes de municípios e Estados violentos.


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O tempo

Belém terá um domingo de sol com muitas nuvens e pancadas de chuva à tarde e à noite.
No Estado, o dia será de chuva na região sudoeste. Nas demais áreas, haverá sol, muitas nuvens e tempo abafado nas demais áreas. São previstas pancadas de chuva, principalmente à tarde.
A previsão é do Climatempo.

As manchetes do domingo

O ESTADO DE S.PAULO
Grandes empresas se valorizam até 1.300%

FOLHA DE S.PAULO
Mapa da Violência subestima total de assassinatos no país

JORNAL DO BRASIL (RJ)
Começa a maior festa do planeta

O GLOBO (RJ)
Brasil pode perder mais 21% de floresta até 2030

CORREIO BRAZILIENSE (DF)
Drogas sintéticas invadem Brasília

ESTADO DE MINAS (MG)
Ex-deputado do PT sacou com cartão do governo

DIÁRIO CATARINENSE (SC)
Planalto apura como as despesas vazaram

CORREIO POPULAR (Campinas)
Desilusão com política reduz o número de jovens eleitores

ZERO HORA (RS)
Consenso no RS esbarra em partidos e no corporativismo

GAZETA DO POVO(PR)
Itaipu revisada