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sexta-feira, 17 de março de 2017

É a avenida Presidente Vargas. Parece até mentira!

Uma publicação compartilhada por Nostalgia Belém (@nostalgiabelem) em


Espiem só.
Está no perfil do Nostalgia Belém no Instagram.
Parece mentira que, em 1976, a avenida Presidente Vargas era assim - limpa, sem a desordem e a bagunça que hoje imperam por lá.
Parece mentira.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Um olhar pela lente

Dona Coló. Ms Coló

No dia São João, para colorir e dar cheiro às tradições, Dona Coló, uma das mais conhecidas erveiras do Ver-o-Peso.
A foto é de Felipe Accioli.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Belém nos tempos: a avenida São Jerônimo



Do Belém Antiga, em sua página no Facebook:

A surpreendente história de uma avenida que foi sem nunca deixar de ter sido. Que sumiu do mapa há quase 60 anos e continua presente no dia a dia dos moradores de Belém. Talvez uma das únicas do mundo com dois nomes.
Lugar de poços que abasteciam de água potável a Belém do século XIX, ganhou o primeiro nome por causa de um deles, o que ficava no sítio Paul de Água, na então Estrada de Paul D’Água. E você deve estar se perguntando... que história é essa?
O livro ‘Ruas de Belém’, de Ernesto Cruz, diz que era ‘Estrada de Paul D’água’, muito provavelmente por causa do poço que ficava na esquina da Piedade e que abastecia Belém até metade do século XIX.
O nome São Jerônimo, veio em seguida como homenagem ao conselheiro Jerônimo Francisco Coelho, presidente e comandante das armas no Pará em 1848, que abriu desde o Arraial de Nazaré, várias das ruas e travessas que dariam origem ao bairro do Umarizal.
Antiga região de sítios, viria a abrigar palacetes no estilo Europeu no final do século XX, bancados pela riqueza da borracha como o de Augusto Montenegero, governador no início do século XX, ( Hoje Museu da UFPa), em frente a residência do Senador Vigílio Sampaio, ambos na esquina da São Jerônimo com a Generalíssimo Deodoro.
Em 1907, ganha o sistema de bondes elétricos e mais palacetes como o Bolonha e o Bibi Costa. O nome atual surgiu homenageia o interventor federal Governador José Malcher, que chegou ao poder em 1937, por ocasião da mudança do sistema político no Brasil.
A mudança ocorreu por decreto em 1956 e foi resgatado da biblioteca da Câmara pelo colaborador Bruno Rosa ( foto publicada). Ganhou novo nome oficial, mas nunca perdeu o antigo.
É avenida de dois nomes.. tão presente e tão ausente do dia a dia da capital que ajudou a construir. Hoje, quando passar pela São Jerônimo, ops, José Malcher, contemple esta história, conte para seus amigos, veja a beleza do casario e ajude a preservar a memória de Belém.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mosqueiro nos tempos


Quem de vocês, garotos e garotas entrados nos 50 e tantos, não se lembra disso?
É a balsa para a travessia para Mosqueiro.
As viagens de navio foram vencidas pela possibilidade de ir de carro à bucólica ilha.
A ponte só seria construída muitos anos depois.
A foto foi extraída do perfil Belém Antiga, no Facebook.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Belém nos tempos: o edifício Bern



Do Belém Antiga

Antes e Depois. Ele está no seu caminho há quase 100 anos, mas sumiu misteriosamente da sua vista, perdido entre pichações, vandalismo, marginais. A desconhecida história do primeiro edifício a ter elevador em Belém, relegado ao esquecimento, pela cidade , para quem um dia, foi símbolo maior da modernidade.
Dentre os vários edifícios que surgiram entre 1920 e 1930 na Av 15 de agosto, que viria a ser Presidente Vargas, anos depois, destacava-se o Edifício Bern.
Tinha natureza residencial e comercial. Além de apartamentos, abrigava a Sede da Rádio Internacional e do Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda - Deip. Nos seus discretos 4 andares, buscava um estilo arquitetônico mais arrojado e com uma novidade que marcaria para sempre a busca da modernidade da Belém daqueles anos.
Era o primeiro a possuir elevador (excetuando o Grande Hotel). O equipamento ficava logo na entrada do "hall" e era um convite para que se mais trocassem as escadas pela novidade. Hoje ele segue no mesmo lugar, pichado, fechado, marginal na esquina da Presidente Vargas com Ò de Almeida.
Talvez lamentando tudo o que representou para a urbanização de Belém. Uma cidade que de maneira categórica parece que resolveu esquecer e apagar este capítulo de sua história. Na segunda foto, como anda hoje.
Esquecido, pichado, lacrado, (apesar de um recente tapume posto pela prefeitura, talvez para evitar ainda mais destruição). A memória da cidade lamenta profundamente este descaso.

Fonte: Acervo Magalhães Barata/SIMM Secult - Tese Isto não é para nós/ Túlio Chaves, UFPa 2011 e Google 2012

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Caos na Augusto Montenegro vai muito além da buraqueira


De leitor do Espaço Aberto, sobre a postagem A Augusto Montenegro vira uma "celebridade". Viva ela!:

Toda obra causa um caos.
Morei há 25 anos na rodovia. Lembrei que era a rodovia da morte, cheia de buracos.
Aí o prefeito, acho que o Gueiros, asfaltou e ficou um tapete. E continuou sendo a rodovia da morte, porque os motoristas só andavam chutados.
Aí o outro prefeito, acho que o Ed [Edmilson Rodrigues], colocou radares.
Aí criticaram por ser a indústria da multa. Aí o Zenaldo faz o BRT e criticam. Quando o BRT ficar pronto, qual será a crítica?

Do perfil Belém fala, em resposta:

O desavisado Anônimo precisa saber que a buraqueira da Augusto Montenegro não tem qualquer relação com a obra do BRT. Não se está falando de um transtorno causado pela obra, mas sim pelo abandono, pelo descaso, pela omissão de uma prefeitura muito eficiente na hora de cobrar tributos e multas, mas negligente quando o assunto é devolver essas taxas na forma de serviços dignos. É buraco na pista, maninho - ou no que sobrou dela.
E outra, essa obra maldita completou 4 anos - eu disse quatro anos - sem dizer a que veio. Ainda não melhorou nada na vida da população, exceto uma ligeira rapidez com o uso da faixa expressa na Almirante Barroso. Só.
Você acha razoável que uma obra se arraste por tanto tempo, consumindo um volume monumental de verbas públicas, sem que cumpra efetivamente o que se espera?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Bandido de arma em punho invade ótica. Em pleno Umarizal.


Ótica situada na rua Domingos Marreiros, quase na esquina com a Generalíssimo, foi assaltada em plenas 14h de ontem.
Em verdade, o dono, amigo aqui do repórter, é que foi assaltado.
Deparou-se com bandido invadindo seu estabelecimento com arma em punho, para levar-lhe relógio e celular.
À porta, ficou a moto (sempre, sempre e sempre uma moto na parada) do assaltante, que não tirou o capacete, logicamente para dificultar a identificação.
O Umarizal, meus caros, transformou-se numa dos bairros mais perigosos de Belém. E não é de hoje.
Todos os bairros estão perigosos, admita-se.
Mas o Umarizal está entre os mais, mais.

Putz!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Belém nos tempos: a livraria Tavares Cardoso

A Livraria Tavares Cardoso, em 1910

O interior da livraria, em 1910

O prédio após a restauração, em 2008

A incrível livraria, que no início do século XX reunia os melhores títulos do mundo, nos mais variados idiomas e para consumidores que pagavam fortunas para ter acesso a essa sabedoria e cultura. Uma livraria que mais parecia um palácio, com três andares e uma arquitetura que lembrava as grande bibliotecas europeias.
Mais doque isso, foi um dos mais importantes pontos de troca entre a literatura brasileira e portuguesa, na segunda metade do século XIX, levando aos portugueses, obras de ícones brasileiros como Castro Alves. E você passa por ela e nunca teve a curiosidade de conhecer esta história.
Imagine uma cidade, há 110 anos que possuía uma livraria com três andares recheadas de obras do mundo todo. Imagine uma clientela que consumia livros em inglês, alemão, francês e algumas poucas em português. A população sofisticada e rica sonhava em viver na Paris d'América e pagava por isso.
A borracha atraia uma elite endinheirada, que por sua vez pedia produtos sofisticados. Nesse contexto de impressos e leituras, o negócio com os livros atraiu alguns comerciantes portugueses para o ramo, dentre eles, os irmãos Avelino e Eduardo Tavares Cardoso, que aportaram em Belém na década de 1860.
O caminho já tinha sido desbravado por outro livreiro, o tio Henrique d’Araújo Godinho Tavares, que por aqui abriu a Godinho Tavares & Cia. O negócio de tio Henrique foi decisivo para o caminho no ramo dos livros para os irmãos Tavares Cardoso não somente em Belém como também em Lisboa, uma vez que estreitou relações comerciais com o livreiro editor português João Baptista Mattos Moreira.
Uma sociedade que durou até a assimilação, por completo da firma Mattos Moreira & Cia, pelos irmãos Avelino e Eduardo Tavares Cardoso, sob a Livraria Tavares Cardoso & Irmão.
Em 1872, o negócio ganha um caráter transnacional. Avelino mudou-se para Lisboa e abriu outra loja de livros com a mesma denominação da primeira. A sociedade de Henrique d’Araújo Tavares e Mattos Moreira, naquele momento, foi estabelecida diretamente entre Mattos Moreira e Avelino Tavares Cardoso
A parceria entre os irmãos Tavares Cardoso foi responsável pela publicação e divulgação várias traduções de peças e adaptações de romances para o teatro, tão relevante que, a partir de então, as obras desses autores aparecem recorrentemente nos anúncios da Livraria de Tavares Cardoso & Irmão.
A empresa ganha a qualificação de Livraria Universal de Tavares Cardoso & Irmão, em uma via de mão dupla.
Porque em Portugal a parceria possibilitou a edição, impressão e divulgação de obras de escritores nacionais ou de livros com temas brasileiros, impressos em Lisboa, não apenas em primeira como em segunda edição, exemplo disso são os livros: Scenas da Vida Amazônica (1886), Estudos Brasileiros (1889), de José Veríssimo; Saldunes (1900), de Coelho Netto; Estudos Paraenses (1893), de João Lúcio de Azevedo; Os Escravos (1884), de Castro Alves; e O descobrimento do Brasil (1900), de Alberto Pimentel.
Os irmãos Tavares Cardoso tornaram-se nesse contexto de conexão “além-mar” atores e mediadores de trocas culturais entre Brasil e Portugal. Matriz em Belém com filial em Lisboa.
O prédio ainda está no mesmo lugar, na João Alfredo, entre Padre Eutíquio e Sete de setembro. Bem no centro do comércio popular de Belém. Você não o vê porque nunca ousou olhar para o alto.
Para o bem da memória coletiva, a família Tavares Cardoso, ainda proprietária do prédio da Livraria Universal, no centro da cidade, tomou a iniciativa de reformá-lo, com recurso do Monumenta. O Chalé Tavares Cardoso, em Icoaraci, que funcionava como casa de férias do livreiro Eduardo, vendido à prefeitura, não teve tanta sorte e hoje agoniza, esperando o momento de desaparecer levando junto esta história.
O prédio da livraria Universal hoje, funciona como loja de tecidos. Divisórias em madeira escondem todo o esplendor dos 3 andares mas que estão lá. Esta parte escondida, mas milagrosamente preservada, poderia ser compartilhada , e quem sabe virar até atração da loja de tecidos e roupas, que deixaria de ser mais uma , para ser a atração do velho centro.
Fontes: http://www.espea.iel.unicamp.br/textos/IDtextos_55_pt.pdf/ Secult 2004/ Blog Flanar/ fotos atuais retiradas da Internet.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Belém nos tempos: a Basílica de Nazaré em construção


Olhem só essa preciosidade, que está no Belém Antiga.
A imagem é da Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré sendo construída, no início do Século XX.
A fonte é desconhecida.
A colaboração para o Belém Antiga é de Arthur Jardim.