quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Camas "reservam" vagas em via pública

Espiem só.
A imagem abaixo foi exposta numa tuitada do @belemtransito, nesta quarta-feira (09).
As camas que aparecem garantindo as vagas estão na Travessa 14 de Março, próximo à Rua Boaventura da Silva.
E ainda há quem insista em tentar negar que Belém seja uma terra onde as transgressões - escandalosas, escancaradas, clamorosas - acontecem a céu aberto.
Literalmente.


Raquel Dodge quer competir com Gilmar Mendes?


Com todo o respeito. Todo mesmo.
Mas dizer a procuradora-geral eleita, Raquel Dodge, que foi ao Palácio do Jaburu, às esconsas, num encontro fora da agenda e tarde da noite, para tratar com o presidente Michel Temer sobre detalhes para a posse dela, dizer isso não passa de um grande desrespeito às nossas inteligências.
Porque não se tinha notícia, até agora, que incumbências dessa natureza tenham sido assumidas pela maior autoridade da República e pela maior autoridade do Ministério Público Federal, em vez de encarregarem-se os respectivos cerimoniais - tanto o da Presidência como o da PGR.
Aliás, o que mesmo Raquel Dodge foi fazer no Jaburu, hein?
Quer competir com Gilmar Mendes, o conselheiro mais categorizado da Presidência da República?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

No vale-tudo de sarjeta, Wladimir Costa desponta soberano


Nas duas últimas semanas, nenhum dos 513 deputados federais, à exceção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teve tanta visibilidade, tanta mídia, tanta exposição pública e despertou tanta polêmica em dimensão nacional como o paraense Wladimir Costa, o Wlad, do SD.
Sua Excelência, para aparecer (literalmente) tanto e de forma tão intensa, fez o seguinte, mais ou menos pela ordem.

1. Ensinou algumas técnicas, digamos assim, para ganhar cargos, favores e benesses no governo. O receituário indicado exige, entre outras coisas, fazer cara de coitadinho.

2. Tatuou o nome de Temer no ombro direito, pouco antes de o plenário da Câmara rejeitar, por maioria de votos, a denúncia da PGR contra o presidente.

3. Durante a sessão da Câmara sobre a denúncia, pediu nudes para uma mulher.

4. Respondeu de tal forma a uma repórter da CBN que partidos de oposição cogitam levá-lo ao Conselho de Ética, por suposto assédio contra a jornalista.

5. Criticado pelo jornalista Ricardo Boechat durante um programa da Rádio Bandeirantes, foi para as redes sociais e gravou um vídeo recheado de impropérios.

Ninguém pode impedir o deputado de externar suas opiniões, ainda que contundentes. E ele, igualmente, que assuma condutas quaisquer para defender a si mesmo e as ideias que esposa.
Mas neste momento, em que a política e os políticos são execrados por segmentos de vieses ideológicos os mais diversos, seria necessário que parlamentares sopesassem o que eles ganham - e a política também - quando se entregam a um vale-tudo de sarjeta, como esse em que o deputado Wladimir Costa é um dos protagonistas.

As guerras deles têm horrores. As nossas guerras também.


Os dramas de refugiados - sírios, sobretudo - que nos últimos anos têm invadido países da Europa nem sempre merecem de nós, brasileiros, a atenção que exigem todos os eventos expressivos da degradação humana.
E talvez não mereçam de nós essa atenção por dois motivos básicos: porque, felizmente, estamos distantes das guerras travadas em outros continentes e porque já temos as nossas guerras por aqui.
Nas nossas guerras diárias, crianças são arrastadas por quilômetros na rabeira de veículos dirigidos por bandidos, crianças são mortas por balas perdidas em suas próprias escolas e o crime organizado faz centenas de vítimas, diariamente, em todo o País.
Nas guerras travadas longe de nós, os horrores fazem com que pais desconheçam a certeza da morte representada pela fuga em botes infláveis e exponham a eles próprios e seus filhos aos riscos de um fim trágico, como é o caso do garotinho sírio que morreu no mar e foi dar a uma praia da Turquia, em setembro de 2015, como registrado numa das imagens mais chocantes, pungentes, trágicas e dolorosas já captadas pelas lentes de um fotógrafo desde o fim da Segunda Grande Guerra.
Nas nossas guerras, o cidadão que acorda numa manhã qualquer e sai à rua pode ser assaltado e perder a vida na porta de casa.
Nas guerras deles, o cidadão pode acordar de manhã, sair à porta de casa, vislumbrar as cerejeiras ainda em flor, os carros passando lentamente e um cachorro esquelético levando na boca uma cabeça.
Sim, um cachorro levando na boca uma cabeça - humana, de gente. Uma cabeça seccionada do corpo de alguém.
"Temos que partir, rápido". Quando acabou de ver a cena tétrica do cachorro com uma cabeça humana na boca, foi a essa a reação imediata do professor Joude Jassouma, anunciando à esposa, Aya, que tinham de fugir de Alepo com a filhinha Zaine.
A descrição dessa aventura está no livro Eu Venho de Alepo (Editora Vestígio), um relato emocionante sobre a fuga, para a liberdade, de uma família compelida a abandonar sua terra natal, seus parentes e amigos por não suportar mais tanto horror, tanta crueldade, tanta violência produzidos pelos confrontos entre o exército de Bashar al-Assad e as forças rebeldes lideradas pelos jihadistas da Frente al-Nusra e do Estado Islâmico.
No livro, Jassouma descreve seus esforços para estudar, para formar uma família, para lecionar francês e, quando não mais foi mais possível viver em seu país, seus esforços para fugir de Alepo e procurar a paz.
E mais: em meio ao drama de atravessar o Mar Egeu com a mulher e a filha de colo, Joude Jassouma ainda teve que enfrentar as tensões antes de ser acolhido na França e os desafios de demonstrar, com suas condutas, que refugiados de países islâmicos não podem e nem devem ser vítimas de estigmas e preconceitos odiosos.
"Gostaria ainda que este livro fornecesse uma imagem diferente dos refugiados. Compreendo os temores dos franceses, os traumas provocados pelos atentados de Charlie Hebdo, do supermercado Hyper Cacher, do Bataclan, de Nice... Gostaria de dizer para não terem de nós: estão vendo, somos como vocês", diz Joude Jassouma.
Leiam Eu Venho de Alepo.

Inclusive para constarem que as guerras deles, em muitos aspectos, não estão muito distantes das nossas guerras.

Negócios, negócios, negócios. É o futebol!


Espiem só.
E essa gente inocente - ou que se faz inocente - ainda acha que há romantismo em futebol.
Ah, coitados!
Repita-se o que já foi dito aqui: no futebol, paixão mesmo é só de torcedor.
O resto é negócio.

Puríssimo negócio.

Um olhar pela lente


O que ele disse


"Quanto a Janot, eu o considero o procurador-geral mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria. Porque ele não tem condições, na verdade não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir algum órgão dessa importância."

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um capítulo da guerra verbal que trava com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

sábado, 5 de agosto de 2017

Neymar em suas duas novas casas




Está aí Neymar.
Em sua nova casa.
Ou melhor, em suas duas novas casas.
O PSG e Paris.
Paris que, segundo o Marca, virou uma espécie de DisNeymar París.


Se alguém perguntar por ele...

Se alguém perguntar por essa Pérola Negra, digam que ele está afinando seus acordes na eternidade.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Conformismo tem preço. E preço altíssimo.

Levante a mão quem discorda.
Eu não levanto.


Os gritos para Wlad após seu momento de histrionismo


“Já pode apertar a descarga” e “mostra a hena, deputado”.
Era o grito que mais se ouvia no plenário da Câmara, na última quarta-feira, quando Wladimir Costa (SD-PA), o folclórico, encerrou seu histriônico discurso em que defendeu o denunciado Michel Temer.

Vergonha alheia!

Como cada um votou, Estado por Estado

Clique aqui para conferia a relação dos deputados que votaram (sim) para arquivar o pedido de investigação do denunciado Michel Temer, os que se abstiveram, os que votarão "não" (pelo prosseguimento do processo) e os que não apareceram para votar, Estado por Estado.


Temer, vejam só, sonha em ser Donald Trump


Hehe.
Temer, hoje, deve estar sonhando em ser Trump.
Pelo menos em termos de popularidade.
Ontem, anunciou-se a popularidade de Trump: apenas 33% dos eleitores americanos disseram que aprovam o trabalho do governante, enquanto 61% expressaram rejeição, de acordo com pesquisa da Universidade Quinnipiac.
E Temer?
Na última aferição, no final de julho, o denunciado atingiu o mais alto índice de reprovação desde o começo da série histórica, iniciada no governo Sarney (1986).
O governo Temer soma 70% de "ruim e péssimo", 21% de "regular" e apenas 5% de "bom ou ótimo". Outros 4% não souberam responder.

Vish!

O futebol está virando uma coisa muito maluca


Que coisa pavorosa, hein, meus caros?
Quando a gente pensa que o nível de maluquice no futebol brasileiro já atingiu o limite, eis que sobrevém uma absurdez a mais para indicar que a maluquice subiu acima do limite.
Ainda repercute muito a última do Santos que solta os cachorros contra o repórter Eric Faria, acusando-o de interferir na desmarcação de um pênalti para o Peixe, na partida recente, na Vila Belmiro, em que o Santos foi desclassificado da Copa do Brasil, mesmo tendo vencido a partida por 4 a 2.
A diretoria santista sustenta que o repórter teria repassado informação ao quarto árbitro, Flávio Rodrigues de Souza, e que este, transmitindo-a ao árbitro central, Leandro Vuaden , acabou convencendo a arbitragem de que não houve a penalidade.
Mas cadê uma imagem, apenas uma que seja, para indicar que o repórter se aproximou do quarto árbitro para apitar no ouvido dele que as imagens mostrariam a inexistência do pênalti?
Cadê?
Um cartola do Santos já disse que as provas serão apresentadas no foro adequado, o STJD, quando vier a ser formalizado o pedido de anulação da partida.
Pois o clube tem a obrigação de comprovar o fato com imagem. Ou com outra prova convincente.
Do contrário, incorrerá num crime.
No mais, registre-se o desabafo do repórter ao programa Redação SporTV:

"Isso tudo é muito chato. A gente gosta de vir aqui falar de futebol, e o futebol está virando uma coisa muito maluca, que não é o que a gente gosta de ver. Eu estar aqui hoje falando de uma acusação leviana, falsa, que está me dando um pouco de dor de cabeça em rede social, já recebi um monte de ameaças de morte, que se eu for na Vila Belmiro vou sair no camburão do IML, vou tomar paulada, pedrada, enfim. Mais do que um jornalista, tem um cidadão aqui, pai de família, pai de dois filhos. Ontem, no meio da confusão, tenho um menino de 10 anos que me mandou um WhatsApp: 'Está tudo bem, pai, nesse rolo todo? Está vindo para casa bem?'".


Sim. Repetindo o jornalista, "o futebol está virando uma coisa muito maluca".

O que ele disse


Do deputado Júlio federal Júlio Lopes, ex-secretário de Sérgio Cabral, em memorável discurso (mamãããããeeee!) durante a sessão da Câmara que manteve a incolumidade penal do presidente Michel Temer.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Temer venceu. Um dia o Brasil ainda terá jeito.


A parada é a seguinte.
Responda aí o primeiro que levantar a mão: você acreditava, sinceramente, que Michel Temer fosse resistir a esse mar de lama que começou a jorrar precisamente no dia 17 de maio, quando veio à tona o teor da conversa horrorosa entre ele e Joesley Batista?
Vou logo confessar: eu não acreditava.
Ao contrário, este repórter apostava que Temer seria compelido a renunciar, no máximo já na semana seguinte à da revelação das denúncias.
E renunciaria, achava eu, premido pelas circunstâncias do escândalo que era revelado ao País.
Que nada.
Confesso que me enganei, meus caros.
E confessemos: todos nos enganamos.
Enganamo-nos (esta construção é uma homenagem a Temer, vá lá) porque, talvez, ainda vislumbramos, aqui e ali, alguns restos, alguns resquícios, algumas réstias de princípios ditos republicanos no Brasil.
Desta vez, no entanto, esse rebotalho não produziu qualquer efeito.
E Temer escapou do processo pelas mãos da Câmara, que decidiu na noite desta quarta-feira (02), por 263 votos contra 227, rejeitar a aceitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República para que ele fosse processado penalmente, perante o Supremo, pelo crime de corrupção passiva.
Temer escapou, digamos em português de Portugal, porque gosta de política - inclusive da mais rasteira.
Dilma, por seu turno, não.
Não gostava nem da alta, nem da baixa política.
Confessava para os mais chegados que seus piores momentos na presidência eram aqueles em que se via obrigada a negociar com o Congresso.
Temer, ao contrário, faz isso por hábito, costume, prática, rotina e paixão.
Temer sabe como acarinhar, acariciar e afagar essas crianças ladinas que exercem mandatos eletivos por delegação popular.
Ontem, enquanto rolava a sessão, lá mesmo no plenário da Câmara, emissários do Planalto negociavam sem quaisquer receios, recalques ou escrúpulos a liberação de emendas, ora bolas.
Hehe.
Olhem, vou confessar outra coisa.
Depois dessa, acho sinceramente que o Brasil ainda tem jeito.
Mas é preciso que encontremos um jeito de dar um jeito no Brasil.
Sinceramente.

Agora compreende-se a tatuagem de Wlad


Leiam essa postagem no blog de Augusto Nunes.
Faz sentido.
O que custa um simples "fora", mesmo que seja escrito com henna?

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Entre fevereiro de 2015 e julho de 2016, o deputado federal Wladimir Costa faltou a 129 das 174 sessões da Câmara. A maioria dos sumiços foi justificada por atestados médicos que atribuíam a ausência a dores na coluna. Pelo menos o ombro direito vai muito bem, informaram nesta segunda-feira fotografias que mostram essa parte do corpo do parlamentar paraense tatuada com o sobrenome do presidente Michel Temer sob uma bandeira do Brasil.
A manifestação de lealdade seria comovente se o manifestante merecesse confiança. Não merece. Durante o processo de cassação de Eduardo Cunha, por exemplo, ele foi um dos mais belicosos generais da tropa de choque do presidente da Câmara. Ao constatar que a derrota se tornara irreversível, mudou imediatamente de ideia e votou a favor da cassação. Wladimir sempre se curva à direção e à força dos ventos.
Caso soprem contra Temer, o deputado não hesitará em acrescentar à tatuagem a palavra “Fora” no espaço de pele acima da bandeira nacional.


"Mimimi" romântico sobre saída de Neymar do Barça é chatíssimo



Mas que chatice esse mimimi romântico em torno da saída do Neymar do Barcelona para o PSG, hein, gente?
Santa paciência!
Há alguns mimimis que são até proveitosos para um bom debate, mas esse aí, repito, está chatíssimo.
O chororô é porque, segundo dizem principalmente coleguinhas do jornalismo esportivo, Neymar estaria mais interessado em ganhar dinheiro do que em demonstrar um edificante sentimento de amor, de gratidão e reconhecimento pelo clube que o projetou no cenário mundial, no caso do Barcelona.
Hehe.
Isso só poder ser brincadeira, meus caros.
Neymar é profissional, rapazes e moças inocentes. E tinha com o Barcelona uma relação profissional, amparada num contrato muito bem costurado.
A saída do Neymar para o PSG vai ser ótima pra ele, profissionalmente.
E o Barcelona, sem Neymar, estará muito melhor do que já está, financeiramente. Só de multa contratual vai entupir seus cofres com 222 milhões de euros, cerca de R$ 800 milhões. Ou quase R$ 1 bilhão.
Vocês acham que o Barcelona vai se atirar do último andar do prédio mais alto da maravilhosa, resplandecente e efervescente cidade catalã porque perdeu Neymar?
Contem outra. Contem urgentemente outra!
Olhem só.
Em maio deste ano, estive em Barcelona. Passei uns cinco dias. Gostaria de ter passado 150.
Visitei, como não poderia deixar de ser, o Camp Nou, a casa do Barça.
Uma experiência fantástica, sem dúvida.
Realmente, o Barcelona é mais que um clube, como se lê nas arquibancadas do estádio.
Fiz trocentas fotos.
Algumas delas estão aí.
Lá em cima, aparece um baita painel de Neymar na enorme, gigantesca, magnífica megastore do Barcelona.
Numa outra foto, Neymar aparece em destaque na entrada do estádio.
E no museu, ele também é um dos destaques, ao lado, como não poderia deixar de ser, de Lionel Messi.
Então, é o seguinte: o Barcelona ajudou a enriquecer Neymar, que está milionário para o resto da vida, ainda que viva 400 anos. E Neymar ajudou a enriquecer o Barcelona, meus caros. E como ajudou.
Sendo assim, estamos conversados.
A mão esquerda lava a direita. E vice-versa.
Que venha o PSG.
Boa sorte ao Neymar.
E ao Barcelona também.

Ponto.

O que ela disse

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Deputado que tatuou "Temer": a bizarrice subiu à cabeça


Na coluna Radar, de "Veja", sob o título acima.
Sem mais comentários.
Só uma cosita mas.
A tatuagem de Wlad parece estar borrada. A tinta, inclusive, sujou sua regata amarela.
Será tatuagem mesmo - que teria custado R$ 12.00 - ou será henna?

O tempo - breve tempo - dirá.

Taxa é primeiro passo para evitar carros em praia da Salinas


De leitor do Espaço Aberto, sobre a postagem As desculpas para os carros tragados por ondas em Salinas:

Estamos em 2017 e ainda se permite entrar com carro na praia do Atalaia.
Mas como deve haver resistência de comerciantes locais, essa proibição deve ser iniciada na forma gradativa, como, por exemplo, cobrança de taxa ambiental para veículo que queira adentrar na praia com seu veículo.
Isso aumentaria o turismo de Salinas. Hoje o turismo selvagem não representa rentabilidade para o comerciante local. Os visitantes sazonais já levam todo seu supermercado de Belém e só levam danos ambientais para Salinas.

Vale tudo. Ou quase tudo.

É mais ou menos isso.
Se não for exatamente isso.


Pará no topo da gastronomia

Pesquisa do Ministério do Turismo mostra que, enquanto a gastronomia brasileira recebeu nota máxima (muito bom e bom), de 95,4% dos visitantes internacionais, a de Belém chegou ao topo, com 99,2% de aprovação.
 Os cheiros e sabores da fauna e da flora da Amazônia – açaí, camarão, caranguejo, peixes, além de ervas - como o jambu -, pimentas e a famosa farinha de mandioca -  encantaram turistas da França, principal emissor de turistas para Belém em 2016, com 34% do total de visitantes, e também do Suriname, Estados Unidos, Holanda, Argentina, Alemanha, entre outros.
Clique abaixo para ler a matéria completa.

Felipe Melo de pileque ao exasperar-se? Contem outra.


Com todo o respeito às ingenuidades.
Mas quem acredita que Felipe Melo estava de pileque ao gravar esse áudio é capazes de acreditar que uma bola é quadrada; ou que o Íbis, tido como o pior time do mundo, vai contratar o Neymar antes do PSG.
É mais provável que ele gravou o áudio, como se diz, de caso pensado. E não se descarta que tenha pensado, inclusive, em fazer vazar o áudio para depois dizer que não quis dizer tudinho exatamente como disse.
Contem outra, meus caros.
Pelo histórico de extrema moderação, comedimento, sensatez e prudência de Felipe Melo, fica difícil, muito difícil, que ele estivesse de pileque.
Felipe estava - ou está - com Cuca entalado na garganta. Como não tinha como dizer-lhe tudo o que teve vontade, arranjou essa forma aí.

E disse, ora.

O que ele disse


"Não tenham medo de lutar contra a corrupção e não se deixem seduzir por ela! Confiantes no Senhor, cuja presença é fonte de vida em abundância, e sob o manto de Maria, vocês podem redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de una cultura de aliança e assim gerar novos paradigmas que venham a pautar a vida do Brasil”.
Papa Francisco, em mensagem aos jovens brasileiros.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Trânsito no Atalaia continua uma “casa de Noca”


Olhem só.
Em maio de 2014, portanto já lá se vão mais de três anos, o Espaço Aberto publicou artigo do jornalista Francisco, intitulado Trânsito na praia.
No artigo, Sidou diz o seguinte sobre o tráfego de veículos nas praias de Salinas:

Os danos ambientais provocados pela circulação de automotores na praia também já são visíveis a olho nu, comprometendo a vegetação e ameaçando as dunas. Os argumentos contra e a favor certamente serão debatidos na audiência pública. Os donos de barracas, em sua maioria, têm posição firmada contra a medida, por razões de ordem econômica. Ocorre, que as razões de ordem ambiental e do interesse coletivo não podem ser simplesmente desprezados por causa do lucro ou prejuízo de algum tipo de comércio.

Diz ainda:

A questão também suscita polêmicas entre os juristas e especialistas em trânsito. Há os que entendem que o trânsito na praia está sujeito aos mesmos procedimentos normatizados pelo Código Nacional de Trânsito, multas e punições, inclusive. Mas os agentes do Detran (pelo menos os que abordei) entendem que na praia o território é livre , seria da União ou de "ninguém", tanto que não fiscalizam o trânsito na areia. Os agentes municipais também dizem que o tema não é de sua "área de competência". O que está faltando , na verdade, é uma decisão no sentido de regulamentar aquela "Casa de Noca" em que se transforma a praia do Atalaia em dias de feriadão ou de verão. Ali todo mundo manda, ninguém obedece e ninguém tem razão.

Pois é.
Há três anos, há 30 anos, há 300 anos que a Casa de Noca se mantém intacta.

Requião x Jucá: o round das excelências

Hehe.
Vocês sabem daquela parada, né?
Quando eles brigam, a gente fica sabendo de uma bocado de coisa.
Roberto Requião e Romero Jucá, dois peemedebistas de escol, dos mais respeitados, dos mais dignos, cultores dos mais edificantes princípios, defensores fidedignos dos mais caros e nobres anseios nacionais, essas duas excelências, pois, começaram a brigar.
Escolheram o Facebook como octógono.
Fizeram esses dois vídeos aí.
Maravilhosos.
Vejam.
E acreditem: quando eles brigam, a gente fica sabendo de uma bocado de coisa.
Hehe.



Adeus ao mestre Carlos Platilha

ISMAEL MORAES- advogado socioambiental

Aprendi a advogar com o meu irmão Talisman Moraes e com Carlos Platilha (na foto), como estagiário, antes de serem sócios, e como advogado, após estabelecerem banca, em 1993.
Não me surpreendi certa vez em que o então presidente do Tribunal de Justiça, o altivo desembargador Nelson Amorim, após um importante julgamento de feito patrocinado pelo dr. Platilha, ofereceu-se para nos deixar no escritório no veículo da presidência. Durante todo o trajeto presenciei o magistrado continuar a apresentar os argumentos, como a justificar o porquê de ter votado contra a tese patrocinada pelo advogado, vencedor da causa ao canalizar os argumentos escritos por meio de uma sustentação oral sedutora.
Não me surpreendi porque esse era o efeito normal que a cultura jurídica e universal e a autoridade moral do dr. Platilha causava no Tribunal, brilhantismo que criava ou alterava jurisprudência.
A sua sabedoria não era normal, porque seu estofo intelectual fora amealhado no jornalismo, na militância política e advocatícia intensas, sempre aprofundada pelo constante estudo.
Salvo o clã de Paulo Maranhão, dono do jornal "A Folha do Norte", Platilha havia sido durante anos quase que a única oposição ao governador Magalhães Barata, cuja truculência acovardava a todos os demais.
A herança política da atuação recebida do pai, destacado membro do Partido Comunista do Brasil, que o fez um dos mais célebres perseguidos políticos da História do Pará, formou convicções libertárias fizeram do Dr. Carlos Platilha um dos mais atuantes, corajosos e competentes advogados de presos políticos durante o regime militar.
O dr. Platilha era ateu convicto, mas conheci na minha vida poucos cristãos tão humanitários e com princípios arraigados no respeito ao próximo quanto ele.
Ao começar a advogar para o setor rural, há mais de 40 anos era um dos mais destacados defensores, o dr. Platilha deparou com a grande quantidade de fraudes fundiárias. Desbaratou várias por meio de ações judiciais, sendo a mais célebre a do “fantasma Carlos Medeiros”, que se sobrepunha a mais de 1 milhão de hectares de terras públicas e particulares em todo o Estado do Pará.
Também defendeu com maestria os produtores rurais contra a sanha usurária dos bancos, tendo impedido que muitas propriedades tivessem sigo engolfadas por execuções extorsionárias das grandes casas financeiras e das políticas perversas do governo federal através do Basa.
Leitor profundo de H. G. Wells, Victor Hugo, Cervantes e Voltaire, na última conversa que tivemos, há uns seis meses, baqueado com a perda da esposa, declarou-se cansado da vida, citando aquele último: “Aproximo-me suavemente do momento em que os filósofos e os imbecis têm o mesmo destino”.
A Advocacia, a Justiça e a sociedade paraense tiveram e tem a oportunidade de aproveitar o exemplo do doutor Carlos Platilha, cuja morte não causou a perda do seu legado.

Adeus, meu amigo!

Pobres ruas de Belém

O que ela disse


"Lula entrou tanto no mar que se afundou, porque mergulhou na lama da corrupção."
[...]
"O problema do Lula é que ele não pode suportar a ideia de que a sua autoridade moral está sendo questionada. Ele se coloca num patamar superior ao dos mortais. Mas ficou evidente que ele estabeleceu relações promíscuas com as empreiteiras."
[...]
"Quando empreiteiras pagam milhões a um metalúrgico, ele deixa de pertencer à sua classe de origem. Vira um agente dos interesses do andar de cima."

Da socialista Luciana Genro (PSOL-RS), sobre as críticas do ex-presidente Lula ao seu partido.