quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Zenaldo tem 108 mil votos de vantagem sobre Edmilson
Pesquisa Vox Populi feita entre no domingo e na segunda-feira desta semana revela uma vantagem de 14 pontos percentuais do candidato a prefeito de Belém Zenaldo Coutinho (PSOL), em relação a seu adversário Edmilson Rodrigues (PSOL).
O levantamento, encomendado pela TV Liberal e publicado na edição de O LIBERAL desta quinta-feira, entrevistou 800 eleitores de Belém e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PA-00333/2012. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%.
Zenaldo aparece com 57% dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos), enquanto o candidato do PSOL tem 43%. Nos votos estimulados totais, o tucano tem 48% e Edmilson, 36%.
Deem uma olhada nos infográficos acima, pinçados pelo Espaço Aberto do UOL.
Se considerados os 773.654 mil votos válidos da eleição em primeiro turno, Zenaldo, que terminou em segundo, com 237.252 votos, agora tem 440.976.
De seu lado, Edmilson, que terminou o primeiro turno na frente, com 252.049, agora está em segundo, com 332.678.
Uma simples subtração entre os 440.976 votos de Zenaldo (equivalente aos 57% apontados pelo Vox Populi) e os 332.678 de Edmilson (43%) indica que o candidato do PSOL terá que reverter a seu favor, de hoje até o dia 28, exatos 108.298 votos. Seria como tirar de Zenaldo cerca de 10 mil votos por dia.
A pesquisa Vox Populi quis saber, entre outras coissa, "qual deverá ser o candidato eleito prefeito de Belém, independentemente do seu voto".
Para 50% Zenaldo será o novo prefeito, enquanto 42% apostam no nome de Edmilson. O percentual de indecisos ficou em 8%.
Participação no plebiscito rende votos a Zenaldo
Tucanos próximos a Zenaldo estão convictos de que a boa performance do candidato, na eleição em primeiro turno para prefeito de Belém, deve-se em grande parte à sua atuação decisiva contra a divisão do Pará, durante o plebiscito de 2011.
A avaliação tucana é de que Zenaldo foi um dos primeiros e poucos políticos que ainda na fase de tramitação, no Congresso Nacional, dos projetos propondo o plebiscito não escondeu sua posição.
Por conta disso, mostrou a cara.
Assumiu claramente que era a favor da manutenção da integridade territorial do Estado.
Expôs-se, em decorrência, a fortes críticas, para não dizer acusações, de segmentos favoráveis ao seccionamento do Estado.
Não é à toa que a campanha de Zenaldo tem enfatizado a sua participação no plebiscito, que está rendendo votos ao candidato.
PSOL aposta na trajetória de Edmilson Rodrigues
Na reta final de campanha, o PSOL apostará em realçar a trajetória de Edmilson Rodrigues na política, inclusive anteriormente à época em governou Belém por oito anos.
A partir das origens políticas de Edmilson, o PSOL deverá associá-lo às causas sociais, para cativar o eleitorado das classes C e D, principalmente.
Nesse sentido, o discurso de Marina Silva, quando esteve em Belém e manifestou sua opção por Edmilson, representa a síntese do Edmilson que o PSOL pretende mostrar aos eleitores no segundo turno.
Relator indica que condenará Dirceu por quadrilha
Do Consultor Jurídico
O ministro Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, o processo do mensalão, indicou nesta quarta-feira (17/10) que irá condenar José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil do primeiro governo Lula, por formação de quadrilha. Ao iniciar seu voto no último capítulo do processo analisado pela corte, em diversas passagens o relator ressaltou provas que mostram, em suas palavras, a “ascendência” de Dirceu sobre o grupo que planejou e colocou em prática o mensalão.
Neste capítulo, os ministros analisam a acusação de formação de quadrilha contra 13 réus, divididos em três núcleos pela denúncia da Procuradoria-Geral da República: núcleos político, publicitário ou operacional e financeiro. O núcleo político é formado por José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. O núcleo operacional é composto por Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, sócios das empresas de publicidade SMP&B e DNA, além de suas funcionárias Simone Vasconcelos e Geiza Dias.
O terceiro núcleo, financeiro, tem como réus os dirigentes do Banco Rural José Roberto Salgado, Katia Rabelo, Vinicius Samarane e Ayanna Tenório. A instituição, segundo a denúncia e o próprio Supremo, concedeu os empréstimos fraudulentos ao PT e às empresas de publicidade que abasteceram o chamado Valerioduto.
A indicação de que Barbosa irá condenar ao menos a maioria dos réus transparece em afirmações como a seguinte: “Anoto nos autos elementos de convicção a sustentar que José Dirceu comandava o núcleo político que, por sua vez, orientava o núcleo publicitário e agia em conjunto ao núcleo financeiro”.
O relator leu trechos da denúncia que tratam Marcos Valério como “verdadeiro profissional do crime” e lembram que ele prestou “serviços delituosos semelhantes ao PSDB em Minas Gerais, na eleição para governador do hoje senador Eduardo Azeredo, realizada em 1998”. De acordo com a acusação, Simone Vasconcelos, já condenada por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, trabalhou na campanha eleitoral de Azeredo em 1998 e foi indicada para Marcos Valério pelo tesoureiro da campanha, Cláudio Mourão.
Segundo Joaquim Barbosa, os réus associaram-se para cometer crimes e agiram entre janeiro de 2003 e junho de 2005, com exceção de Ayanna, que integrou o grupo a partir de 2004. De acordo com o voto do relator, o núcleo político dava as diretrizes da atuação da quadrilha e se valeu da experiência dos dois outros núcleos para, por meio da prática de crimes contra o sistema financeiro e a administração pública, abastecer o caixa do PT para a compra de apoio político no Congresso Nacional.
O ministro citou depoimentos de corréus e testemunhas que, para ele, atestam o comando de Dirceu sobre o esquema batizado de mensalão. Roberto Jefferson, por exemplo, afirmou que o presidente, de fato, do PT era Dirceu. José Genoíno, o presidente, seria um mero vice. Isso porque toda a negociação em torno dos acordos políticos e financeiros com os partidos da base aliada necessitavam da chancela da Casa Civil.
Barbosa lembrou trecho do depoimento de Jefferson à CPMI dos Correios. Em frente a Dirceu, o ex-deputado e presidente do PTB disse: “Tratei de todos os assuntos com Vossa Excelência, José Dirceu. Os republicanos e os não republicanos”.
O relator leu trechos de outros depoimentos que complementam sua linha de raciocínio. Por exemplo, quando Kátia Rabello afirma que era Marcos Valério quem intermediava as conversas de Dirceu com os dirigentes do Banco Rural, informando a disponibilidade de agenda do ministro da Casa Civil para participar de reuniões.
“Marcos Valério, que não era detentor de qualquer posição oficial no governo, era quem tinha a atribuição de informar a disponibilidade na agenda do chefe da Casa Civil do governo brasileiro. Era o intermediário entre o conglomerado financeiro e esse importantíssimo agente do estado brasileiro”, registrou o relator.
Joaquim Barbosa voltou a se referir à viagem a Portugal feita por Marcos Valério junto com seu advogado, Rogério Tolentino, e o ex-secretário-geral do PTB, Emerson Palmieri. Na viagem, segundo a denúncia, em tese endossada pelo relator, Marcos Valério viajou como representante de Dirceu para negociar uma doação de oito milhões de euros da Portugal Telecom ao PT. A empresa estava interessada na compra da Telemig.
Nesta quinta-feira (18/10), o ministro Joaquim Barbosa dará sequência à leitura de seu voto. Há a expectativa de que o julgamento termine, no máximo, no final da próxima semana. Para isso, foi convocada uma sessão extraordinária para terça-feira porque o relator viajará para Düsseldorf para se submeter a um tratamento de saúde.
O que ele disse
"Se vossa excelência insistir em me corrigir, porque não sou aluno de vossa excelência, eu não vou admitir nenhuma vez mais, senão vamos travar uma comparação de votos."
Ricardo Lewandowski (na foto), ministro do Supremo Tribunal Federal e revisor do mensalão, em meio a um bate-boca com seu colega Gilmar Mendes, numa discussão sobre desmembramentos de processos que não incluem réus com foro privilegiado.
Ricardo Lewandowski (na foto), ministro do Supremo Tribunal Federal e revisor do mensalão, em meio a um bate-boca com seu colega Gilmar Mendes, numa discussão sobre desmembramentos de processos que não incluem réus com foro privilegiado.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Empate no julgamento de Paulo Rocha no Supremo
Do G1
Pela segunda vez, o Supremo Tribunal Federal registrou empate no julgamento do processo do mensalão. Nesta quarta (17), com a conclusão do item sobre lavagem de dinheiro que envolvia réus ligados ao PT, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e os ex-deputados federais Paulo Rocha (PT-PA) e João Magno (PT-MG) obtiveram, cada um, cinco votos pela condenação e cinco pela absolvição – veja como cada ministro votou.
No último dia 1º, também em relação a uma acusação de lavagem de dinheiro, o Supremo havia se dividido em cinco votos pela condenação e cinco pela absolvição do ex-deputado federal José Borba (PMDB-PR).
A possibilidade de empate existe porque o Supremo está sem um dos 11 ministros desde a aposentadoria de Cézar Peluso. A presidente Dilma Rousseff indicou para a vaga Teori Zavascki, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta quarta, ele teve a indicação aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas o nome ainda terá de ser submetido à votação no plenário do Senado, o que deve acontecer somente depois do segundo turno das eleições municipais.
Ainda não se sabe o que o tribunal fará em relação a empates. Os próprios ministros da corte estão divididos. Há possibilidade de o empate favorecer o réu, se for seguido o princípio do processo penal. O presidente também pode dar o voto de "qualidade" (decisivo) para o desempate.
Mas a decisão sobre os empates será tomada pelo conjunto dos ministros somente ao final do julgamento, antes da etapa de definição das penas aos réus condenados.
Outros réus
Com o voto de Ayres Britto, o último ministro a se pronunciar sobre lavagem de dinheiro de réus ligados ao PT, o Supremo absolveu por unanimidade (dez votos a zero) o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), líder do governo no período em que, de acordo com o Supremo, ocorreu o esquema de compra de votos no Congresso para beneficiar o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Todos os ministros absolveram ainda Anita Leocádia, ex-assessora de Paulo Rocha, e José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto.
Após a conclusão da análise das acusações aos seis réus, o Supremo concluiu o item de lavagem de dinheiro envolvendo pessoas ligadas ao PT. Os seis foram acusados de ocultar a origem do dinheiro recebido das agências de Marcos Valério, apontado pela Procuradoria-Geral da República como o operador do mensalão. De acordo com a denúncia, os réus obtiveram os recursos após solicitação ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
Leia mais aqui.
Pela segunda vez, o Supremo Tribunal Federal registrou empate no julgamento do processo do mensalão. Nesta quarta (17), com a conclusão do item sobre lavagem de dinheiro que envolvia réus ligados ao PT, o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e os ex-deputados federais Paulo Rocha (PT-PA) e João Magno (PT-MG) obtiveram, cada um, cinco votos pela condenação e cinco pela absolvição – veja como cada ministro votou.
No último dia 1º, também em relação a uma acusação de lavagem de dinheiro, o Supremo havia se dividido em cinco votos pela condenação e cinco pela absolvição do ex-deputado federal José Borba (PMDB-PR).
A possibilidade de empate existe porque o Supremo está sem um dos 11 ministros desde a aposentadoria de Cézar Peluso. A presidente Dilma Rousseff indicou para a vaga Teori Zavascki, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta quarta, ele teve a indicação aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas o nome ainda terá de ser submetido à votação no plenário do Senado, o que deve acontecer somente depois do segundo turno das eleições municipais.
Ainda não se sabe o que o tribunal fará em relação a empates. Os próprios ministros da corte estão divididos. Há possibilidade de o empate favorecer o réu, se for seguido o princípio do processo penal. O presidente também pode dar o voto de "qualidade" (decisivo) para o desempate.
Mas a decisão sobre os empates será tomada pelo conjunto dos ministros somente ao final do julgamento, antes da etapa de definição das penas aos réus condenados.
Outros réus
Com o voto de Ayres Britto, o último ministro a se pronunciar sobre lavagem de dinheiro de réus ligados ao PT, o Supremo absolveu por unanimidade (dez votos a zero) o ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), líder do governo no período em que, de acordo com o Supremo, ocorreu o esquema de compra de votos no Congresso para beneficiar o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Todos os ministros absolveram ainda Anita Leocádia, ex-assessora de Paulo Rocha, e José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto.
Após a conclusão da análise das acusações aos seis réus, o Supremo concluiu o item de lavagem de dinheiro envolvendo pessoas ligadas ao PT. Os seis foram acusados de ocultar a origem do dinheiro recebido das agências de Marcos Valério, apontado pela Procuradoria-Geral da República como o operador do mensalão. De acordo com a denúncia, os réus obtiveram os recursos após solicitação ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.
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Um olhar pela lente
A Trasladação sob luzes.
Nas imediações da Escadinha das Docas.
A foto é do advogado Lafayette Nunes, leitor do blog.
Domínio do idioma é mais importante que diploma
Do Comunique-se
O editor executivo da Folha de S. Paulo, Sérgio Dávila, e o diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, participaram na tarde desse domingo, 14, do evento organizado na capital paulista pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Durante o encontro que contou, também, com o diretor de redação do jornal O Globo, Ascânio Seleme, e com o diretor da agência EFE, Jose Antonio Vera, a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista foi discutida.
Gandour afirmou ser contrário a volta da obrigatoriedade do diploma de ensino superior em Comunicação Social para exercer a profissão. O executivo do Estadão disse que o mais importante é investir na qualidade das universidades que preparam os novos jornalistas ao mercado. “Sou contra o diploma e a favor de melhores faculdades”, enfatizou durante o evento apelidado de ‘Domingão na SIP’ e que reuniu estudantes de jornalismo de diversas instituições de ensino.
Ao concordar com o diretor do Grupo Estado, Dávila ressaltou que independentemente de se ter ou não o diploma de graduação em jornalismo, o principal feito para quem pretende seguir carreira na área, ainda mais trabalhando no impresso, é ter o domínio do idioma. Além de ser “especialista” em gramática e ortografia, o editor executivo da Folha conta que concluir um curso de ensino superior agrega à profissão, seja ela qual for a área de formação.
Impresso e novas mídias
A inserção de novas ferramentas para a prática jornalística foi outro tema discutido no encontro da SIP. Gandour falou do domínio do idioma e do meio – que devem superar qualquer ferramenta. “O jornalismo é baseado em três pontos principais, que são a atitude, o método e o domínio da linguagem”, afirmou.
Vera focou sua análise nas agências de notícias – caso da EFE- e suas funções na era digital. Além disso, mostrou um preocupante painel: casos como a recente demissão de 150 funcionários do El Pais, periódico espanhol. Para ele, os cortes do diário demonstram o jornalista como um mero elo de produção e da publicidade como um componente mais importante que a própria notícia.
Seleme, usando como exemplo O Globo, declarou que o jornal impresso ainda tem espaço, e que a tomada de decisão necessita de informação tratada corretamente, independentemente da mídia em que ela seja veiculada e das tecnologias usadas. Dávila mostrou opinião semelhante. “A Folha sempre estará presente onde houver relevância”, dando como exemplo o programa veiculado pelo grupo na TV Cultura.
O editor executivo da Folha de S. Paulo, Sérgio Dávila, e o diretor de conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, participaram na tarde desse domingo, 14, do evento organizado na capital paulista pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Durante o encontro que contou, também, com o diretor de redação do jornal O Globo, Ascânio Seleme, e com o diretor da agência EFE, Jose Antonio Vera, a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista foi discutida.
Gandour afirmou ser contrário a volta da obrigatoriedade do diploma de ensino superior em Comunicação Social para exercer a profissão. O executivo do Estadão disse que o mais importante é investir na qualidade das universidades que preparam os novos jornalistas ao mercado. “Sou contra o diploma e a favor de melhores faculdades”, enfatizou durante o evento apelidado de ‘Domingão na SIP’ e que reuniu estudantes de jornalismo de diversas instituições de ensino.
Ao concordar com o diretor do Grupo Estado, Dávila ressaltou que independentemente de se ter ou não o diploma de graduação em jornalismo, o principal feito para quem pretende seguir carreira na área, ainda mais trabalhando no impresso, é ter o domínio do idioma. Além de ser “especialista” em gramática e ortografia, o editor executivo da Folha conta que concluir um curso de ensino superior agrega à profissão, seja ela qual for a área de formação.
Impresso e novas mídias
A inserção de novas ferramentas para a prática jornalística foi outro tema discutido no encontro da SIP. Gandour falou do domínio do idioma e do meio – que devem superar qualquer ferramenta. “O jornalismo é baseado em três pontos principais, que são a atitude, o método e o domínio da linguagem”, afirmou.
Vera focou sua análise nas agências de notícias – caso da EFE- e suas funções na era digital. Além disso, mostrou um preocupante painel: casos como a recente demissão de 150 funcionários do El Pais, periódico espanhol. Para ele, os cortes do diário demonstram o jornalista como um mero elo de produção e da publicidade como um componente mais importante que a própria notícia.
Seleme, usando como exemplo O Globo, declarou que o jornal impresso ainda tem espaço, e que a tomada de decisão necessita de informação tratada corretamente, independentemente da mídia em que ela seja veiculada e das tecnologias usadas. Dávila mostrou opinião semelhante. “A Folha sempre estará presente onde houver relevância”, dando como exemplo o programa veiculado pelo grupo na TV Cultura.
Por que essa gente sem voto disputa eleição?
Candidatos - muitos - que participaram da última campanha estão às voltas com as prestações de contas perante a Justiça Eleitoral.
Não sabem como fazer.
Não sabem como mostrar, transparentemente, suas receitas e suas despesas.
Muitos, aliás, gastaram do próprio bolso para fazer suas campanhas.
Não receberam ajuda de ninguém.
Muito menos do partido a que pertencem.
O curioso é que, no meio dessa gente toda, há centenas que já participaram de outras eleições, não obtiveram votação nem para síndico de prédio mas, mesmo assim, continuam a disputar a cada pleito. E suas votações continuam pífias.
Ridículas.
Humilhantes.
Se é assim, por que essa gente sem voto continua a disputar eleição?
Não sabem como fazer.
Não sabem como mostrar, transparentemente, suas receitas e suas despesas.
Muitos, aliás, gastaram do próprio bolso para fazer suas campanhas.
Não receberam ajuda de ninguém.
Muito menos do partido a que pertencem.
O curioso é que, no meio dessa gente toda, há centenas que já participaram de outras eleições, não obtiveram votação nem para síndico de prédio mas, mesmo assim, continuam a disputar a cada pleito. E suas votações continuam pífias.
Ridículas.
Humilhantes.
Se é assim, por que essa gente sem voto continua a disputar eleição?
Aliança eleitoral é mistura de açaí, acari, tucupi e ovo frito
Olhem aqui.
Peguem uma colher, das grandes, de sorvete de açaí daqueles diliciosos da Cairu, misturem a uma cabeça de peixe - de preferência acari, os da região do Baixo Amazonas -, acrescentem tucupi e, para fechar a receita, adicionem um ovo frito (apenas um, senão amarga).
Feito isso, ponham num liquidificador e batam.
Batam bem.
Liquidifiquem bem.
Ponham para bater durante uns cinco minutos, porque a cabeça do acari precisa, é claro, ser triturada, ser liquidificada.
Pronto. Quando acabar, despejem a coisa numa tigela.
O que vocês virem dentro da tigela, ali estará uma aliança eleitoral.
Ali estará o feitio, o gosto, a textura, o formato, a cor de uma composição eleitoral.
Alianças eleitorais têm a mesma harmonia, a mesma coerência, a mesma sintonia dos ingredientes de uma vitamina feita de sorvete de açaí, cabeça de acari, tucupi e ovo frito.
Alianças eleitorais, enfim, não exprimem nada.
Exprimem apenas o absurdo.
Vejam estas eleições.
O DEM, no Amapá, disputa o segundo turno.
Clécio Luís, filiado ao partido, concorre contra o atual prefeito Roberto Góes (PDT). Clécio teve 27,89% dos votos válidos no primeiro turno, atrás do candidato à reeleição, com 40,18%.
E aí?
E aí que o PSOL, um partido que diz representar a esquerda, vai apoiar o DEM, que o próprio PSOL, com todas as letras, com todas as convicções, identifica como um desses partidos chamados tradicionais, de direita, fisiológico e outros qualificativos mais.
E em Belém?
Aqui em Belém, o PSOL não hesitou em procurar o PP de Gerson Peres para fazer uma aliancinha. O PP, igualmente, sempre foi associado ao que os psolistas chamam de filhotes da ditadura. O PP, de fato, tem na sua gênese a Arena, o partido que dava sustentação à ditadura. A Arena gerou o PDS, que perfilhou o PP.
Temos mais, em termos de alianças aqui em Belém.
O PSC aliou-se ao PMDB no primeiro turno. Fê-lo (para seguir as ênclises janistas), acredita-se, por identificação de propósitos, objetivos, princípios.
Pois o PMDB, aliado do PSDB, partido de Zenaldo Coutinho, não optará por ninguém no segundo turno. Mas o PSC, aquele que estava com o PMDB, presumidamente por convergência de propósitos, já embarcou na canoa de Zenaldo.
É uma salada, fora de brincadeira.
É uma vitamina feita de açaí, acari, tucupi e ovo frito.
Por isso é que essas alianças deveriam ser fechadas em praça pública, debaixo das mangueiras, pra todo mundo ver em que termos são fechadas.
Serão fechadas por princípios?
Propostas?
Projetos?
Serão mesmo?
Peguem uma colher, das grandes, de sorvete de açaí daqueles diliciosos da Cairu, misturem a uma cabeça de peixe - de preferência acari, os da região do Baixo Amazonas -, acrescentem tucupi e, para fechar a receita, adicionem um ovo frito (apenas um, senão amarga).
Feito isso, ponham num liquidificador e batam.
Batam bem.
Liquidifiquem bem.
Ponham para bater durante uns cinco minutos, porque a cabeça do acari precisa, é claro, ser triturada, ser liquidificada.
Pronto. Quando acabar, despejem a coisa numa tigela.
O que vocês virem dentro da tigela, ali estará uma aliança eleitoral.
Ali estará o feitio, o gosto, a textura, o formato, a cor de uma composição eleitoral.
Alianças eleitorais têm a mesma harmonia, a mesma coerência, a mesma sintonia dos ingredientes de uma vitamina feita de sorvete de açaí, cabeça de acari, tucupi e ovo frito.
Alianças eleitorais, enfim, não exprimem nada.
Exprimem apenas o absurdo.
Vejam estas eleições.
O DEM, no Amapá, disputa o segundo turno.
Clécio Luís, filiado ao partido, concorre contra o atual prefeito Roberto Góes (PDT). Clécio teve 27,89% dos votos válidos no primeiro turno, atrás do candidato à reeleição, com 40,18%.
E aí?
E aí que o PSOL, um partido que diz representar a esquerda, vai apoiar o DEM, que o próprio PSOL, com todas as letras, com todas as convicções, identifica como um desses partidos chamados tradicionais, de direita, fisiológico e outros qualificativos mais.
E em Belém?
Aqui em Belém, o PSOL não hesitou em procurar o PP de Gerson Peres para fazer uma aliancinha. O PP, igualmente, sempre foi associado ao que os psolistas chamam de filhotes da ditadura. O PP, de fato, tem na sua gênese a Arena, o partido que dava sustentação à ditadura. A Arena gerou o PDS, que perfilhou o PP.
Temos mais, em termos de alianças aqui em Belém.
O PSC aliou-se ao PMDB no primeiro turno. Fê-lo (para seguir as ênclises janistas), acredita-se, por identificação de propósitos, objetivos, princípios.
Pois o PMDB, aliado do PSDB, partido de Zenaldo Coutinho, não optará por ninguém no segundo turno. Mas o PSC, aquele que estava com o PMDB, presumidamente por convergência de propósitos, já embarcou na canoa de Zenaldo.
É uma salada, fora de brincadeira.
É uma vitamina feita de açaí, acari, tucupi e ovo frito.
Por isso é que essas alianças deveriam ser fechadas em praça pública, debaixo das mangueiras, pra todo mundo ver em que termos são fechadas.
Serão fechadas por princípios?
Propostas?
Projetos?
Serão mesmo?
Zenaldo com mais de 12 pontos de vantagem
Zenaldo Coutinho, o candidato tucano a prefeito de Belém, está com 12,6 pontos percentuais de vantagem sobre seu concorrente do PSOL, Edmilson Rodrigues.
Pesquisa feita pela empresa Veiga Consultoria e Pesquisa, registrada sob o número PA-00332/2012 e divulgada na tarde de ontem no blog Bilhetim mostra que Zenaldo tem no momento 56,3% dos votos válidos (excluídos os nulos e em branco), enquanto Edmilson aparece com 43,7%.
O levantamento, feito no período de 12 a 15 deste mês, ou seja, de sexta-feira passada até a última segunda-feira, tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
Observe no gráfico acima, também pinçado do Bilhetim.
Pesquisa feita pela empresa Veiga Consultoria e Pesquisa, registrada sob o número PA-00332/2012 e divulgada na tarde de ontem no blog Bilhetim mostra que Zenaldo tem no momento 56,3% dos votos válidos (excluídos os nulos e em branco), enquanto Edmilson aparece com 43,7%.
O levantamento, feito no período de 12 a 15 deste mês, ou seja, de sexta-feira passada até a última segunda-feira, tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
Observe no gráfico acima, também pinçado do Bilhetim.
Extinta cautelar que pretendia suspender obras
O juiz federal Arthur Pinheiro Chaves, da 9ª Vara, especializada no julgamento de ações de natureza ambiental, extinguiu sem julgamento de mérito uma ação cautelar em que o Ministério Público Federal pedia a suspensão das obras da hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu (PA), até que fossem satisfeitas algumas condicionantes impostas à Norte Energia S.A. (Nesa), que constrói o empreendimento.
Na sentença (veja a íntegra), assinada no dia 11 deste mês, o juiz federal da 9ª Vara julga que a cautelar deveria ser extinta porque fazia pedido divergente ao formulado em outra ação, igualmente proposta pelo Ministério Público Federal.
Na cautelar, o MPF informa que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou, no dia 15 de fevereiro deste ano, multa no valor de R$ 7 milhões contra a Norte Energia, sob o fundamento de que a empresa não estaria cumprindo as condicionantes previstas na Licença de Instalação nº 795/2011, relacionada à implementação do Projeto Básico Ambiental.
A Norte Energia, de acordo com o Ministério Público, deixou de cumprir condicionantes referentes a tribos indígenas que habitam a região, além de outras, entre elas a falta de criação do Comitê Gestor de Vazão e a condicionante para garantir a navegabilidade do rio Xingu. Por tudo isso, segundo o MPF, o Ibama não poderia ter concedido a licença de instalação da hidrelétrica.
“Tenho que a presente ação deva ser extinta in limine [liminarmente] sem resolução do mérito, pois o autor não preenche as condições da ação para fazer jus a um provimento jurisdicional, seja ele liminar ou definitivo”, diz a sentença do juiz Arthur Pinheiro Chaves. Ele ressalta que uma ação cautelar, como a proposta pelo MPF, é dependente sempre de uma outra, a chamada ação principal, que o mesmo Ministério Público propôs perante a 9ª Vara.
Duas ações
A ação principal a que se refere o magistrado é a ação civil pública nº 180263520114013900. Nela, o MPF, conforme ressalta Arthur Chaves, pede a nulidade da Licença de Instalação 795/2011. Na cautelar, no entanto, o Ministério Público pedia que a Justiça Federal declarasse a eficácia, ou seja, a validade dessa mesma licença, como forma de obrigar a Norte Energia a cumprir as condicionantes.
“Cotejando as duas ações – principal e cautelar -, é possível antever divergência entre as suas motivações. Isso porque na presente ação o MPF, depois de narrar que a requerida [Norte Energia], não estaria cumprindo as condicionantes da LI 795/2012, pretende ver suspensa a eficácia da mesma licença. Por sua vez, na ação principal a discussão se cinge ao fato de que não foram cumpridas as condicionantes da Licença Provisória 342/2011, e por isso não deveria ser emitida a LI 795/2011, explica Arthur Chaves.
Ressalta o magistrado que o Ministério Público, por meio de ação cautelar proposta, requer que a Norte Energia cumpra as condicionantes previstas na Licença de Instalação 795/2011, sob pena de suspensão de sua eficácia, enquanto na ação principal pretende que essa mesma licença seja declarada nula. “Tal contexto apenas reforça a ideia de que a presente ação cautelar tem aptidão para desgarrar-se da ação principal, perseguindo outro direito que não aquele veiculado na ação principal, daí a manifesta inadequação da via eleita, a retirar do autor qualquer interesse jurídico em ver processada a presente ação cautelar incidental”, conclui Arthur Chaves.
Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará
Na sentença (veja a íntegra), assinada no dia 11 deste mês, o juiz federal da 9ª Vara julga que a cautelar deveria ser extinta porque fazia pedido divergente ao formulado em outra ação, igualmente proposta pelo Ministério Público Federal.
Na cautelar, o MPF informa que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou, no dia 15 de fevereiro deste ano, multa no valor de R$ 7 milhões contra a Norte Energia, sob o fundamento de que a empresa não estaria cumprindo as condicionantes previstas na Licença de Instalação nº 795/2011, relacionada à implementação do Projeto Básico Ambiental.
A Norte Energia, de acordo com o Ministério Público, deixou de cumprir condicionantes referentes a tribos indígenas que habitam a região, além de outras, entre elas a falta de criação do Comitê Gestor de Vazão e a condicionante para garantir a navegabilidade do rio Xingu. Por tudo isso, segundo o MPF, o Ibama não poderia ter concedido a licença de instalação da hidrelétrica.
“Tenho que a presente ação deva ser extinta in limine [liminarmente] sem resolução do mérito, pois o autor não preenche as condições da ação para fazer jus a um provimento jurisdicional, seja ele liminar ou definitivo”, diz a sentença do juiz Arthur Pinheiro Chaves. Ele ressalta que uma ação cautelar, como a proposta pelo MPF, é dependente sempre de uma outra, a chamada ação principal, que o mesmo Ministério Público propôs perante a 9ª Vara.
Duas ações
A ação principal a que se refere o magistrado é a ação civil pública nº 180263520114013900. Nela, o MPF, conforme ressalta Arthur Chaves, pede a nulidade da Licença de Instalação 795/2011. Na cautelar, no entanto, o Ministério Público pedia que a Justiça Federal declarasse a eficácia, ou seja, a validade dessa mesma licença, como forma de obrigar a Norte Energia a cumprir as condicionantes.
“Cotejando as duas ações – principal e cautelar -, é possível antever divergência entre as suas motivações. Isso porque na presente ação o MPF, depois de narrar que a requerida [Norte Energia], não estaria cumprindo as condicionantes da LI 795/2012, pretende ver suspensa a eficácia da mesma licença. Por sua vez, na ação principal a discussão se cinge ao fato de que não foram cumpridas as condicionantes da Licença Provisória 342/2011, e por isso não deveria ser emitida a LI 795/2011, explica Arthur Chaves.
Ressalta o magistrado que o Ministério Público, por meio de ação cautelar proposta, requer que a Norte Energia cumpra as condicionantes previstas na Licença de Instalação 795/2011, sob pena de suspensão de sua eficácia, enquanto na ação principal pretende que essa mesma licença seja declarada nula. “Tal contexto apenas reforça a ideia de que a presente ação cautelar tem aptidão para desgarrar-se da ação principal, perseguindo outro direito que não aquele veiculado na ação principal, daí a manifesta inadequação da via eleita, a retirar do autor qualquer interesse jurídico em ver processada a presente ação cautelar incidental”, conclui Arthur Chaves.
Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará
Quatrocentos advogados no lançamento da OAB+
Aproximadamente 400 advogados de todas as regiões do Pará manifestaram apoio à OAB+ durante o coquetel de lançamento da chapa, que aconteceu na sede campestre da Assembleia Paraense, no dia 10 de outubro. A renovação administrativa e o resgate da credibilidade da Ordem estão entre as prioridades no programa de gestão de Eduardo Klautau, candidato à presidência da instituição.
“Agradeço a todos que participam dessa primeira etapa de nossa campanha. A luta é grande, mas tenho certeza que este é o caminho para alcançarmos a mudança e a renovação necessária para fortalecer a nossa classe”, disse Eduardo Klautau, que pretende ampliar o apoio às seccionais e fazer uma gestão que mescle a participação de advogados experientes e também de jovens.
Juristas renomados já aderiram à campanha. São procuradores do estado, defensores públicos, professores universitários e centenas de advogados privados que acreditam nas ideias da OAB+. “Quero a mudança e sei que está nas mãos do Eduardo Klautau e da equipe que ele montou. Renovação já”, afirmou a advogada Marta Inês.
O candidato a vice-presidência, Bernardino Greco, reiterou o compromisso de cada integrante da chapa em resgatar o valor e o respeito à profissão. “É necessária mudança de postura, de gestão e não simples substituição de pessoas. Somos uma classe diferenciada e merecemos representação à nossa altura”, finalizou.
A OAB+ ainda conta com a participação de advogados como Roland Massoud, Wilton Moreira, Mônica Belém, Jean Carlos Dias, Ney Sardinha, Sandro Alex Simões, dentre outros.
Fonte: Assessoria de Imprensa do candidato
“Agradeço a todos que participam dessa primeira etapa de nossa campanha. A luta é grande, mas tenho certeza que este é o caminho para alcançarmos a mudança e a renovação necessária para fortalecer a nossa classe”, disse Eduardo Klautau, que pretende ampliar o apoio às seccionais e fazer uma gestão que mescle a participação de advogados experientes e também de jovens.
Juristas renomados já aderiram à campanha. São procuradores do estado, defensores públicos, professores universitários e centenas de advogados privados que acreditam nas ideias da OAB+. “Quero a mudança e sei que está nas mãos do Eduardo Klautau e da equipe que ele montou. Renovação já”, afirmou a advogada Marta Inês.
O candidato a vice-presidência, Bernardino Greco, reiterou o compromisso de cada integrante da chapa em resgatar o valor e o respeito à profissão. “É necessária mudança de postura, de gestão e não simples substituição de pessoas. Somos uma classe diferenciada e merecemos representação à nossa altura”, finalizou.
A OAB+ ainda conta com a participação de advogados como Roland Massoud, Wilton Moreira, Mônica Belém, Jean Carlos Dias, Ney Sardinha, Sandro Alex Simões, dentre outros.
Fonte: Assessoria de Imprensa do candidato
O homem mais feliz do mundo
Foi durante minhas andanças de menino criado fora do lar que encontrei o homem mais feliz do mundo. Já se vão mais de trinta anos, e não conheci substituto. Ele morava bem no meio do mundo. Linha do Equador, bairro do Buritizal. Macapá. Eu estava em situação muito difícil quando bati à sua porta. Triste. Deprimido. Buscava alguém que me acolhesse. Um lugar para dormir. Um prato de comida. Os dois pares de roupa, eu lavava. A velha rede, também, com muito jeito para não apartar os frágeis fios de algodão.
Quando a porta se abriu para o meu amigo José Marques – que me levara até ali para tentar uma vaga, eu tive uma visão inimaginável! Meu possível anfitrião era um ancião doente. Sofria de diabetes e tinha uma perna amputada. E não era só isso: além da esposa, também de idade avançada, o casal tinha uma filha na faixa dos quarenta anos. Essa filha tivera um AVC e sofria com ataques epiléticos. Andava com dificuldade, tendo um lado do corpo semiparalisado. Mas não foi nada disto que me chamou atenção.
Fui surpreendido pela alegria. Os três me receberam como se já me conhecessem há muito tempo: “Entre, irmão Rui! Entre! A paz do Senhor! Entre!”, saudou-me a dona da casa, sorridente, e logo me abraçando. Igual gesto repetiu a senhora doente. Pela primeira vez, eu recebia um abraço. Pela primeira vez, eu senti o que devia ser um lar. Mas era lá, do final da comprida sala, que me vinha maior surpresa. Um senhor, sentado no fundo de uma rede e embalando-se com a única perna, parecia tomado de uma alegria contagiante. Fui até ele, que prontamente se esforçou em ficar de pé e de igual modo me abraçou e desejou-me boas-vindas.
Durante muitos meses, vivi naquela humilde casa de chão batido. O que me pareceu festa de boas- vindas era na verdade um estado permanente daquela família. Eu era um adolescente de 16 anos, apenas estudava. A única renda da casa consistia num benefício de salário mínimo. Em alguns dias, a comida escasseava. Meio litro de açaí podia ser dividido por quatro. Eu, que não queria apenas sujar a boca, preferia ficar fora da partilha. Foi num dia desses que troquei uma Bíblia por uma boa porção do petróleo da Amazônia. De olho há muito tempo num exemplar novo da Escritura que eu guardava, a bondosa dona de casa saiu-se com esta: “Irmão Rui, gostaria de tomar hoje uma cuia cheia de açaí?” “Claro!”, foi minha resposta pronta. “Você ainda tem aquela Bíblia que não usa?” Negócio fechado! Açaí pra cá, e a Bíblia era dela. Vivíamos uma paz inigualável.
Irmão Abdom era a alegria em forma de gente. Passava o dia inteiro sentado naquela rede. Bíblia aberta. Em sua boca, sempre um cântico, um louvor a Deus, uma palavra de adoração. Eu olhava para aquele canto da sala meio escura, e o rosto do servo de Deus resplandecia. Nunca o encontrei triste. Nunca o vi reclamar de nada. Pelo contrário, era como se toda a felicidade morasse naquele corpo mutilado. Conversava. Sorria com todos. Dava glória a Deus por tudo. Chorava de tanta felicidade quando se punha a falar do amor de Jesus. Era um homem apaixonado pelo Evangelho. Verdadeiro adorador. Ninguém o resistia. Todos chorávamos com ele. Era um choro entrecortado com risos, algo que os anjos devem viver no Céu. Dramas bem-humorados.
Já se passaram muitos anos, e o homem mais feliz do mundo permanece vivo em meu espírito. Lembro-me dele constantemente. De alguma forma, também fui tocado. Aprendi a orar o tempo todo e superar crises. Assim tenho chegado até aqui.
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RUI RAIOL é escritor
www.ruiraiol.com.br
O que ele disse
"Eu, que fui prefeito duas vezes e governador do Estado de São Paulo, tenho a absoluta convicção de que a cidade de São Paulo estará bem entregue a uma liderança jovem, a um homem que quer fazer política com P maiúsculo, a um homem que quer fazer da vida pública a sua biografia".
Paulo Maluf (na foto), reforçando em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, o apoio ao petista Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo. A aliança foi selada em junho deste ano. Como recordação - para Maluf, Lula, Haddad e o mundo inteiro - ficou a foto acima, que já entrou para a História.
Paulo Maluf (na foto), reforçando em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, o apoio ao petista Fernando Haddad, candidato a prefeito de São Paulo. A aliança foi selada em junho deste ano. Como recordação - para Maluf, Lula, Haddad e o mundo inteiro - ficou a foto acima, que já entrou para a História.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
"O que decidem no mensalão torna-se norte para juízes"
Enquanto, na última semana, os ministros do Supremo Tribunal Federal se mostraram preocupados sobre como suas decisões na Ação Penal 470, o processo do mensalão, vão gerar jurisprudência e mudar o julgamento em instâncias inferiores, o presidente da Associação Paulista de Defensores Públicos, Rafael Português, já falava disso na primeira semana do julgamento. Mais do que “o que” vai ser julgado, Português se preocupa com o “como” está sendo julgado.
Tudo o que os ministros fazem “lá”, diz ele, se torna um norte para os juízes, afetando diretamente o trabalho daqueles que atuam na área penal. O maior operador do direito nessa área, defende ele, é a Defensoria Pública, responsável por atender à população carente, garantindo acesso à Justiça e a ampla defesa.
O próprio julgamento do mensalão contou com a “participação especial” do defensor público Geral da União, Haman Tabosa Córdova, que subiu à tribuna para defender o empresário Carlos Alberto Quaglia. Córdova conseguiu provar que o empresário argentino teve sua defesa cerceada e fez com que os ministros anulassem o processo contra ele e que fosse desmembrado da ação principal que corre no Supremo. Quaglia deverá responder em primeira instância. Atuação aplaudida por Português.
Além da luta por garantir a defesa a toda a população, a Defensoria Pública tem se empenhado em desenvolver teorias jurídicas para resolver conflitos específicos para a parcela pobre da sociedade. Os tribunais têm conhecido, hoje, as discussões sobre o “direito da laje” ou a possibilidade de transmitir lotes de terras ocupadas — ou invadidas — a herdeiros, como explica Português.
A defesa dos pobres, porém, também tem rendido à Defensoria uma de suas maiores disputas: a briga pelo convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil. Toda ajuda é muito bem-vinda para o presidente da Apadep, porém, ele prefere que ela seja oferecida pela atuação pró Bono dos escritórios.
Atualmente, os repasses feitos pela Defensoria para os advogados do convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil estão entre R$ 450 milhões e R$ 550 milhões.
Por que, afinal, o clamor contra o Flu?
Olhem aqui.
Há um clamor, um verdadeiro clamor sobre os lances que resultaram nos dois gols do Fluminense, na vitória por 2 a 1, de virada, sobre a Ponte Preta, no último domingo.
Vejam nas imagens e considerem três fatos.
O primeiro: o clamor é porque o Fluminense é um time que, com mil perdões aos que silenciar sobre este fato, merece uma má vontade impressionante de coleguinhas que torcem por outras equipes e não têm isenção para julgar nada e ninguém.
O segundo: os dois lances que originaram os gols foram marcados ilegalmente, ou seja, não houve pênalti e a falta foi do Marcos Júnior, e não no Marcos Júnior. Os tricolores de coração aqui da redação são tricolores - e de coração -, mas precisam reconhecer este fato.
O terceiro: a arbitragem, neste Brasileiro, tem sido péssima - pés-si-ma - para todos os clubes, sem exceção. Querem um exemplo? O gol do Fred contra o Atlético-MG, desmarcado escandalosamente e que daria a vitória ao Tricolor. Outro exemplo? E o pênalti não marcado para o Sport-PE, no jogo de domingo contra o Galo, que ganhou por 2 a 1, e também de virada, como o Flu?
São três fatos.
Conclusão: o Fluminense não está não está sendo nem prejudicado, nem ajudado por árbitro nenhum.
O Fluminense está, nas circunstâncias, ao sabor dos altos e baixos que a arbitragem brasileira - péssima, repita-se à exaustão - está protagonizando.
Mas, sabem como é, o Flu não é como outros poucos clubes, que dispõem de uma boa vontade especial, apaixonadamente e comovente de coleguinhas que se dizem isentos.
Mas não são.
Jordy critica "posição esquizofrênica" do PSOL
PPS, que disputou a Prefeitura de Belém com o deputado federal Arnaldo Jordy, deverá ser anunciar nesta quarta-feira, no máximo na quinta, ou candidato que vai apoiar, se Edmilson Rodrigues (PSOL), ou se Zenaldo Coutinho (PSDB).
Em conversa com o Espaço Aberto, no entanto, Jordy sinalizou qual vai ser o parâmetro de avaliação a ser feito, para que o PPS se definia. Para tanto, citou dois casos práticos, que têm a ver com o posicionamento do PSOL em relação a candidatos do PPS.
"Em Ponta Grossa, no Paraná, o PPS disputa o segundo turno com um candidato do PT. O PSOL de lá já decidiu que não apoiará nem um, nem outro. Em Vitória, no Espírito Santo, disputam a prefeitura, também em segundo turno, um candidato do PPS e outro do PSDB. O PSOL, da mesma forma, já decidiu que não vai apoiar nenhum dos dois. Quer dizer, quando é para nos apoiar, o PSOL não fica conosco. Mas quer o nosso apoio em cidades como Belém, em que está no segundo lugar. Quer dizer: o PSOL tem uma posição meio esquizofrênica", resumiu Jordy.
Em Vitória, contrariando o resultado das últimas pesquisas de intenções de voto, o candidato Luciano Rezende (PPS) ultrapassou Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) na corrida pela prefeitura da capital do Espírito Santo e acabou o primeiro turno das eleições na primeira posição. Rezende obteve 39,14% dos votos válidos contra 36,69% do tucano. Em Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PPS) fez 33,44% dos votos (total de 59.633) e Péricles de Holleben Mello (PT) fez 32,42% dos votos (total de 57.811), quase um empate matemático.
O deputado informou que na última sexta-feira já conversou com Edmilson Rodrigues. O encontro com o tucano Zenaldo estava marcado para ontem à noite, ou mesmo hoje de manhã. "Vou a Brasilia e na quarta-feira, no máximo quinta, anunciaremos quem vamos apoiar", reforçou Jordy.
Em conversa com o Espaço Aberto, no entanto, Jordy sinalizou qual vai ser o parâmetro de avaliação a ser feito, para que o PPS se definia. Para tanto, citou dois casos práticos, que têm a ver com o posicionamento do PSOL em relação a candidatos do PPS.
"Em Ponta Grossa, no Paraná, o PPS disputa o segundo turno com um candidato do PT. O PSOL de lá já decidiu que não apoiará nem um, nem outro. Em Vitória, no Espírito Santo, disputam a prefeitura, também em segundo turno, um candidato do PPS e outro do PSDB. O PSOL, da mesma forma, já decidiu que não vai apoiar nenhum dos dois. Quer dizer, quando é para nos apoiar, o PSOL não fica conosco. Mas quer o nosso apoio em cidades como Belém, em que está no segundo lugar. Quer dizer: o PSOL tem uma posição meio esquizofrênica", resumiu Jordy.
Em Vitória, contrariando o resultado das últimas pesquisas de intenções de voto, o candidato Luciano Rezende (PPS) ultrapassou Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) na corrida pela prefeitura da capital do Espírito Santo e acabou o primeiro turno das eleições na primeira posição. Rezende obteve 39,14% dos votos válidos contra 36,69% do tucano. Em Ponta Grossa, Marcelo Rangel (PPS) fez 33,44% dos votos (total de 59.633) e Péricles de Holleben Mello (PT) fez 32,42% dos votos (total de 57.811), quase um empate matemático.
O deputado informou que na última sexta-feira já conversou com Edmilson Rodrigues. O encontro com o tucano Zenaldo estava marcado para ontem à noite, ou mesmo hoje de manhã. "Vou a Brasilia e na quarta-feira, no máximo quinta, anunciaremos quem vamos apoiar", reforçou Jordy.
PT vê segundo turno como "muito difícil" para Edmilson
O presidente estadual do PT, João Batista da Silva, prevê que a eleição para prefeito de Belém, no segundo turno, será uma pedreira para o candidato do PSOL, Edmilson Rodrigues, que ganhou o apoio dos petistas na disputa decisiva contra o tucano Zenaldo Coutinho.
"Vai ser uma disputa muito difícil para o Edmilson. Não vai ser fácil, não", disse João Batista ao Espaço Aberto. O PT, segundo ele, trabalhava ainda no primeiro turno com uma projeção de que Edmilson chegaria na frente com no máximo 35%, enquanto o segundo colocado, fosse quem quem fosse, ficaria com cerca de 25% dos votos.
As projeções do PT, no entanto, foram por águas abaixo com a abertura das urnas. Do total de votos válidos, Edmilson obteve 252.049 votos, ou 32,58% do total, enquanto Zenaldo Coutinho alcançou 237.252, 30,67% do total. Foi praticamente um empate matemática, com uma diferença de 14.797 votos (1,91%) entre os dois candidatos.
"Se o Edmilson tivesse chegado um pouco mais na frente, acho que poderia ser um pouco menos difícil pra ele. Mas o que houve foi um empate técnico. Então, quem ganhar, Edmilson ou Zenado, será por uma diferença muito pequena. Como Belém tem eleitorado grande e com uma certa tradição de votar em candidatos de esquerda, penso que o Edmilson tem, sim, plenas condições de ganhar. Mas será uma disputa muito dura", admitiu o presidente petista.
João Batista disse que o PT, ao lançar o deputado estadual Afredo Costa para disputar a prefeitura, esperava uma eleição complicadíssima para seu candidato, que terminou com apenas 23.678, ou 3,06% do total de votos válidos.
Para o presidente estadual do PT, um fator primordial, preponderante, decisivo resultou no fraco desempenho de Alfredo Costa nas urnas: a identificação do eleitorado petista com o candidato do PSOL.
"Grande parte do eleitorado petista não conseguiu separar o Edmilson do PT. Por isso é que, na nossa campanha, enfatizamos que o candidato do PT era Alfredo Costa, e não Edmilson Rodrigues. Acho que essa identificação foi a questão principal que nos deixou com esse percentual tão pequeno no primeiro turno", reforçou João Batista.
Ele garante, no entanto, que a militância partidária e os candidatos petistas a cargos proporcionais seguiram com Alfredo Costa até o final. E afirma que a decisão de apoiar Edmilson Rodrigues foi unânime, desfazendo, assim, especulações de que a DS (Democracia Social) teria preferido não manifestar qualquer opção. A DS é a corrente a que pertence o deputado federal Cláudio Puty, que nas prévias do PT perdeu para Alfredo Costa a disputa que definiu o candidato do partido à Prefeitura de Belém.
"Não houve qualquer discordância em relação ao apoio a Edmilson. A decisão teve a concordância unânime das Executivas estadual e municipal, além das bancadas municipal, estadual e federal do PT', afirmou João Batista.
Para o presidente do PT, não faz sentido na interpretação de que o PT do Pará saiu menor das urnas, em relação à última disputa, em 2008, quando era governadora do Pará a petista Ana Júlia Carepa. Em 2004, o PT tinha 18 prefeituras no Estado. Em 2008, subiu para 27. Agora, temos 24. Em 2008, tínhamos 170 vereadores. Agora, temos 181. É certo que perdemos colégios eleitorais importantes, como Santarém e Parauapebas. Mas ganhamos outros, como Bragança", avalia João Batista.
"Vai ser uma disputa muito difícil para o Edmilson. Não vai ser fácil, não", disse João Batista ao Espaço Aberto. O PT, segundo ele, trabalhava ainda no primeiro turno com uma projeção de que Edmilson chegaria na frente com no máximo 35%, enquanto o segundo colocado, fosse quem quem fosse, ficaria com cerca de 25% dos votos.
As projeções do PT, no entanto, foram por águas abaixo com a abertura das urnas. Do total de votos válidos, Edmilson obteve 252.049 votos, ou 32,58% do total, enquanto Zenaldo Coutinho alcançou 237.252, 30,67% do total. Foi praticamente um empate matemática, com uma diferença de 14.797 votos (1,91%) entre os dois candidatos.
"Se o Edmilson tivesse chegado um pouco mais na frente, acho que poderia ser um pouco menos difícil pra ele. Mas o que houve foi um empate técnico. Então, quem ganhar, Edmilson ou Zenado, será por uma diferença muito pequena. Como Belém tem eleitorado grande e com uma certa tradição de votar em candidatos de esquerda, penso que o Edmilson tem, sim, plenas condições de ganhar. Mas será uma disputa muito dura", admitiu o presidente petista.
João Batista disse que o PT, ao lançar o deputado estadual Afredo Costa para disputar a prefeitura, esperava uma eleição complicadíssima para seu candidato, que terminou com apenas 23.678, ou 3,06% do total de votos válidos.
Para o presidente estadual do PT, um fator primordial, preponderante, decisivo resultou no fraco desempenho de Alfredo Costa nas urnas: a identificação do eleitorado petista com o candidato do PSOL.
"Grande parte do eleitorado petista não conseguiu separar o Edmilson do PT. Por isso é que, na nossa campanha, enfatizamos que o candidato do PT era Alfredo Costa, e não Edmilson Rodrigues. Acho que essa identificação foi a questão principal que nos deixou com esse percentual tão pequeno no primeiro turno", reforçou João Batista.
Ele garante, no entanto, que a militância partidária e os candidatos petistas a cargos proporcionais seguiram com Alfredo Costa até o final. E afirma que a decisão de apoiar Edmilson Rodrigues foi unânime, desfazendo, assim, especulações de que a DS (Democracia Social) teria preferido não manifestar qualquer opção. A DS é a corrente a que pertence o deputado federal Cláudio Puty, que nas prévias do PT perdeu para Alfredo Costa a disputa que definiu o candidato do partido à Prefeitura de Belém.
"Não houve qualquer discordância em relação ao apoio a Edmilson. A decisão teve a concordância unânime das Executivas estadual e municipal, além das bancadas municipal, estadual e federal do PT', afirmou João Batista.
Para o presidente do PT, não faz sentido na interpretação de que o PT do Pará saiu menor das urnas, em relação à última disputa, em 2008, quando era governadora do Pará a petista Ana Júlia Carepa. Em 2004, o PT tinha 18 prefeituras no Estado. Em 2008, subiu para 27. Agora, temos 24. Em 2008, tínhamos 170 vereadores. Agora, temos 181. É certo que perdemos colégios eleitorais importantes, como Santarém e Parauapebas. Mas ganhamos outros, como Bragança", avalia João Batista.
Dançando ao som do britânico status quo!
Do leitor que se identifica como Mestre Chico Barão, sobre a postagem Alianças deveriam ser seladas no meio da praça:
Navegando no espaço virtual, encontrei alguém de inspiração burocrática que na sua visão acha o povo da capital em "Status Quo" conservador!
Em uma inspiração colocada por ele como weberiana, nos promete pistas sobre o que posta referente às eleições!
Descobre que o PSOL é de esquerda é que o Zenaldo representa continuidade ao colocá-lo no centro conservador!
Dá como prognóstico a ida dos eleitores (Fã Clube) do Jefferson para o Zenaldo, a migração dos votos do Anivaldo para o Zenaldo e a doação dos votos do Priante para o Zenaldo.
Completa seu raciocínio o Jordy (aliado do Zenaldo) e o PT irão para o PSOL, que configura a imagem fantástica de um morto por ser de esquerda expressa na palavra espectro!
Usando uma idoneidade de cara ou coroa onde só vale se a moeda não cair em pé, conclui que, ao acontecer o realinhamento eleitoral de sua previsão, o Zenaldo sai na Frente e chega à frente! Concede-se um habeas corpus preventivo até domingo lembrando que os candidatos não são donos do voto recebido, que nada é definitivo em política, que se os perdedores não mantiverem sua coerência irão se desmoralizar!
Eu acho que se o eleitorado de Belém tivesse o "Status Quo" conservador, o Anivaldo não teria o percentual obtido nem os marqueteiros procurariam explorar mudanças!
Acho também que, no puro, Socialismo e Social-Democracia são mudanças bruscas na administração exercida pelo RR (Refugo de Reciclagem).
Que todos os mencionados podem seguir o caminho apontado por ele é lógico, uma lógica que pode parecer ainda mais lógica se colocarmos que toda regra tem exceção, no caso o PMDB que definirá como prosseguir através de garantias reais!
Talvez tais pistas sejam como colocou em seu livro “Os Donos do Poder” Raimundo Faoro, seu conceito de capitalismo orientado é um conceito de inspiração weberiana , onde ele se nega em atribuir um papel hipostasiado à economia em relação à política!
Parágrafo inicial do que li "Quem vai ganhar o segundo turno? não sei, não tenho bola de cristal. A ciência política de inspiração weberiana trabalha com a noção de tendências probabilísticas" . Meu complemento: "Tendências que podem traduzir aquisição racional de lucros burocraticamente organizado, como um demonstrador de produtos em super mercados, no prove e compre!"
Quando usou a palavra asertiva para definir antecedentes lógicos engoliu um “S”. Seria mera coincidência ou um singelo aviso para quem tem três e pode perder um virando ditador de segunda guerra em segundo turno?
Vale lembrar que o primeiro single do grupo Status Quo foi “PICTURES OF MATCHSTICK MEN”
Qual seria a tradução de Matchstick Men, você sabe, pergunto porque não lembro?
Navegando no espaço virtual, encontrei alguém de inspiração burocrática que na sua visão acha o povo da capital em "Status Quo" conservador!
Em uma inspiração colocada por ele como weberiana, nos promete pistas sobre o que posta referente às eleições!
Descobre que o PSOL é de esquerda é que o Zenaldo representa continuidade ao colocá-lo no centro conservador!
Dá como prognóstico a ida dos eleitores (Fã Clube) do Jefferson para o Zenaldo, a migração dos votos do Anivaldo para o Zenaldo e a doação dos votos do Priante para o Zenaldo.
Completa seu raciocínio o Jordy (aliado do Zenaldo) e o PT irão para o PSOL, que configura a imagem fantástica de um morto por ser de esquerda expressa na palavra espectro!
Usando uma idoneidade de cara ou coroa onde só vale se a moeda não cair em pé, conclui que, ao acontecer o realinhamento eleitoral de sua previsão, o Zenaldo sai na Frente e chega à frente! Concede-se um habeas corpus preventivo até domingo lembrando que os candidatos não são donos do voto recebido, que nada é definitivo em política, que se os perdedores não mantiverem sua coerência irão se desmoralizar!
Eu acho que se o eleitorado de Belém tivesse o "Status Quo" conservador, o Anivaldo não teria o percentual obtido nem os marqueteiros procurariam explorar mudanças!
Acho também que, no puro, Socialismo e Social-Democracia são mudanças bruscas na administração exercida pelo RR (Refugo de Reciclagem).
Que todos os mencionados podem seguir o caminho apontado por ele é lógico, uma lógica que pode parecer ainda mais lógica se colocarmos que toda regra tem exceção, no caso o PMDB que definirá como prosseguir através de garantias reais!
Talvez tais pistas sejam como colocou em seu livro “Os Donos do Poder” Raimundo Faoro, seu conceito de capitalismo orientado é um conceito de inspiração weberiana , onde ele se nega em atribuir um papel hipostasiado à economia em relação à política!
Parágrafo inicial do que li "Quem vai ganhar o segundo turno? não sei, não tenho bola de cristal. A ciência política de inspiração weberiana trabalha com a noção de tendências probabilísticas" . Meu complemento: "Tendências que podem traduzir aquisição racional de lucros burocraticamente organizado, como um demonstrador de produtos em super mercados, no prove e compre!"
Quando usou a palavra asertiva para definir antecedentes lógicos engoliu um “S”. Seria mera coincidência ou um singelo aviso para quem tem três e pode perder um virando ditador de segunda guerra em segundo turno?
Vale lembrar que o primeiro single do grupo Status Quo foi “PICTURES OF MATCHSTICK MEN”
Qual seria a tradução de Matchstick Men, você sabe, pergunto porque não lembro?
Broche do manto é feito por ourives do Polo Joalheiro
Do blog São José Liberto
Inspirada em detalhes da arquitetura da Basílica Santuário de Nazaré, a joia (na foto) que fecha o manto da imagem peregrina do Círio de Nazaré foi criada pelas mãos habilidosas do ourives e restaurador Luiz Nilo Alves da Silva, profissional vinculado ao Polo Joalheiro do Pará. Além do broche, Luiz Nilo também produziu a joia que será colocada na parte posterior do manto da Santa.
Neste ano, o design do manto, um dos principais símbolos da festa, foi criado pelo estilista Carlos Amilcar, que também o confeccionou. Mantido em segredo absoluto durante o processo de criação e confecção, o manto foi mostrado pela primeira vez ao público na solenidade de apresentação, realizada na Basílica Santuário, nesta quinta-feira (11), às 18 horas.
Luiz Nilo faz parte do Programa de Desenvolvimento do Setor de Gemas, Joias e Metais Preciosos do Pará, financiado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e gerenciado pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), OS gestora do Espaço São José Liberto.
A criação de mantos exclusivos para a imagem peregrina é uma da tradição da festa nazarena. Católico, o ourives Luiz Nilo revela que, durante todo o processo de criação da joia, a emoção o envolveu de tal forma, que chegou a chorar várias vezes.
O convite para o trabalho, conta o ourives, surgiu por intermédio do estilista Carlos Amilcar. “Quem me indicou para o Carlos foi o Antônio José de Souza, que trabalha com mantos e bordados, e para quem eu já tinha feito algumas peças. Ele faz parte da equipe do Carlos Amilcar”, informa.
O broche foi criado a partir de uma fotografia que retrata o detalhe de uma escultura em alto relevo, localizada em uma coluna do lado direito da entrada da Basílica de Nazaré. “No primeiro contato, ele (Amilcar) me pediu um protótipo. Ele queria que eu criasse a peça em prata, mas eu disse que entregaria uma peça única, sem protótipo”, relata Luiz Nilo, esclarecendo que é dessa forma que confecciona suas peças artesanais exclusivas.
REFINAMENTO
Para reproduzir em forma de joia a imagem selecionada pelo estilista, foram utilizados ouro branco e amarelo (18 k), além de madrepérola, granada, diamante e turmalina rosa. A granada forma, ao centro, o Sagrado Coração de Jesus, sendo ladeada por ramos de rosas e de lírios cravejados de diamantes e turmalinas. Rosas e lírios também estão presentes no manto. Todo o processo de produção do broche durou um mês, sendo necessária uma semana só para criar a peça que compõe a costa do manto, a qual reproduz o símbolo mariano: “Na verdade, demorou um pouco para se conseguir achar a madrepérola ideal, que não tem aqui na região, e precisamos importar”, conta o ourives, que realizou todo o trabalho sozinho. A madrepérola compõe o fundo do broche.
O símbolo mariano (monograma de Maria, com a combinação das letras M e A, símbolo da instituição Marista), segundo ele, foi pesquisado na internet, com alguma adaptação no desenho da parte superior, onde estão dispostas algumas estrelas. A peça é de prata com cristais Swarovski e alguns detalhes banhados em ouro amarelo 18 k.
Luiz Nilo também esculpiu as peças, técnica até então nunca utilizada por ele. Para esculpir cada ramo do broche, por exemplo, o ourives conta que, depois de recortada no formato correto, a peça em ouro é colocada em goma laca, uma pequena estrutura que dá suporte para este tipo de trabalho. A mesma técnica foi utilizada na criação do símbolo mariano.
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Inspirada em detalhes da arquitetura da Basílica Santuário de Nazaré, a joia (na foto) que fecha o manto da imagem peregrina do Círio de Nazaré foi criada pelas mãos habilidosas do ourives e restaurador Luiz Nilo Alves da Silva, profissional vinculado ao Polo Joalheiro do Pará. Além do broche, Luiz Nilo também produziu a joia que será colocada na parte posterior do manto da Santa.
Neste ano, o design do manto, um dos principais símbolos da festa, foi criado pelo estilista Carlos Amilcar, que também o confeccionou. Mantido em segredo absoluto durante o processo de criação e confecção, o manto foi mostrado pela primeira vez ao público na solenidade de apresentação, realizada na Basílica Santuário, nesta quinta-feira (11), às 18 horas.
Luiz Nilo faz parte do Programa de Desenvolvimento do Setor de Gemas, Joias e Metais Preciosos do Pará, financiado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e gerenciado pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), OS gestora do Espaço São José Liberto.
A criação de mantos exclusivos para a imagem peregrina é uma da tradição da festa nazarena. Católico, o ourives Luiz Nilo revela que, durante todo o processo de criação da joia, a emoção o envolveu de tal forma, que chegou a chorar várias vezes.
O convite para o trabalho, conta o ourives, surgiu por intermédio do estilista Carlos Amilcar. “Quem me indicou para o Carlos foi o Antônio José de Souza, que trabalha com mantos e bordados, e para quem eu já tinha feito algumas peças. Ele faz parte da equipe do Carlos Amilcar”, informa.
O broche foi criado a partir de uma fotografia que retrata o detalhe de uma escultura em alto relevo, localizada em uma coluna do lado direito da entrada da Basílica de Nazaré. “No primeiro contato, ele (Amilcar) me pediu um protótipo. Ele queria que eu criasse a peça em prata, mas eu disse que entregaria uma peça única, sem protótipo”, relata Luiz Nilo, esclarecendo que é dessa forma que confecciona suas peças artesanais exclusivas.
REFINAMENTO
Para reproduzir em forma de joia a imagem selecionada pelo estilista, foram utilizados ouro branco e amarelo (18 k), além de madrepérola, granada, diamante e turmalina rosa. A granada forma, ao centro, o Sagrado Coração de Jesus, sendo ladeada por ramos de rosas e de lírios cravejados de diamantes e turmalinas. Rosas e lírios também estão presentes no manto. Todo o processo de produção do broche durou um mês, sendo necessária uma semana só para criar a peça que compõe a costa do manto, a qual reproduz o símbolo mariano: “Na verdade, demorou um pouco para se conseguir achar a madrepérola ideal, que não tem aqui na região, e precisamos importar”, conta o ourives, que realizou todo o trabalho sozinho. A madrepérola compõe o fundo do broche.
O símbolo mariano (monograma de Maria, com a combinação das letras M e A, símbolo da instituição Marista), segundo ele, foi pesquisado na internet, com alguma adaptação no desenho da parte superior, onde estão dispostas algumas estrelas. A peça é de prata com cristais Swarovski e alguns detalhes banhados em ouro amarelo 18 k.
Luiz Nilo também esculpiu as peças, técnica até então nunca utilizada por ele. Para esculpir cada ramo do broche, por exemplo, o ourives conta que, depois de recortada no formato correto, a peça em ouro é colocada em goma laca, uma pequena estrutura que dá suporte para este tipo de trabalho. A mesma técnica foi utilizada na criação do símbolo mariano.
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Justiça marca para hoje nova tentativa de conciliação
A Justiça Federal determinou que deve ser realizada a partir das 14 horas desta terça-feira, 16 de outubro, a audiência de conciliação entre os ocupantes de um canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e a empresa responsável pelo empreendimento, a Norte Energia. A audiência havia sido marcada para esta segunda-feira, 15 de outubro, mas os manifestantes não puderam sair do local, onde estão desde o último dia 8, porque a Norte Energia se recusou a abrigá-los.
O juiz federal Marcelo Honorato determinou ainda que a reunião deverá ocorrer nas proximidades do canteiro de obras da ensecadeira (pequena barragem provisória), localizada no Sítio Pimental. O local foi escolhido porque facilita a participação de todos os grupos os grupos envolvidos (representantes de índios e ribeirinhos de várias comunidades), tendo em vista que a cidade mais próxima é muito distante da área de ocupação, registra a decisão judicial.
Até o final da audiência de conciliação, a Norte Energia deverá manter o fornecimento de água a todos os índios e ribeirinhos, "a fim de possibilitar o ingresso das partes em maior serenidade e salubridade, fator que, por certo, favorecerá o deslinde pacífico da questão", ressalta o juiz federal.
A Justiça também decidiu que a Norte Energia deverá providenciar um local adequado para a realização da audiência, com cadeiras, mesas e água, e que não fique muito distante da área ocupada. O local, de acordo com o juiz federal, deve ser definido pela empresa coordenadamente com as Polícias Federal e Militar.
A Norte Energia deverá providenciar transporte das lideranças indígenas e ribeirinhas do canteiro de obras da ensecadeira até o local da reunião, preferencialmente em ônibus. Policiais descaracterizados farão a proteção de autoridades, índios e ribeirinhos. Os demais policiais devem manter distância maior do local da reunião.
Abertura
Para o MPF, na semana passada os manifestantes demonstraram a intenção de aceitar as negociações quando receberam a intimação judicial que determinava o estabelecimento de um diálogo entre a empresa e os ocupantes do canteiro. Os manifestantes querem que a empresa cumpra as medidas obrigatórias para redução dos impactos socioambientais da obra. O MPF também cobra isso na Justiça.
Em carta, os indígenas se comprometeram a sair do canteiro e aguardar a audiência no alojamento, o que liberaria a continuidade das obras. Mas a Norte Energia insistiu na reintegração de posse e não aceitou a solução negociada, informaram à Justiça os procuradores da República Thais Santi, Meliza Barbosa e Daniel Azeredo Avelino.
"A insistência na desocupação forçada como única medida é posição que destoa daquela que se espera de quem busca a solução de conflitos. Com essa conduta a Norte Energia parece esperar que a violência se instaure e transfere ao Estado o dever de corrigir problemas que decorrem do descumprimento das condicionantes da obra da usina hidrelétrica de Belo Monte", diz a manifestação do MPF.
Na decisão divulgada nesta segunda-feira, a Justiça definiu que deverão participar da audiência de conciliação um procurador federal representante da Fundação Nacional do Índio (Funai), que presidirá o ato, e um funcionário da Funai especialista em assuntos indígenas.
Também deve participar um servidor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dois representantes da Norte Energia, um com poderes administrativos e financeiros, e outro funcionário da empresa ligado à gerência de assuntos indígenas.
As comunidades indígenas e ribeirinhas serão representadas por suas lideranças, limitando-se essa participação a um representante por grupo social. Os grupos que estejam sem assistência judiciária deverão ser defendidos pela Defensoria Pública do Estado.
O juiz federal Marcelo Honorato determinou ainda que a reunião deverá ocorrer nas proximidades do canteiro de obras da ensecadeira (pequena barragem provisória), localizada no Sítio Pimental. O local foi escolhido porque facilita a participação de todos os grupos os grupos envolvidos (representantes de índios e ribeirinhos de várias comunidades), tendo em vista que a cidade mais próxima é muito distante da área de ocupação, registra a decisão judicial.
Até o final da audiência de conciliação, a Norte Energia deverá manter o fornecimento de água a todos os índios e ribeirinhos, "a fim de possibilitar o ingresso das partes em maior serenidade e salubridade, fator que, por certo, favorecerá o deslinde pacífico da questão", ressalta o juiz federal.
A Justiça também decidiu que a Norte Energia deverá providenciar um local adequado para a realização da audiência, com cadeiras, mesas e água, e que não fique muito distante da área ocupada. O local, de acordo com o juiz federal, deve ser definido pela empresa coordenadamente com as Polícias Federal e Militar.
A Norte Energia deverá providenciar transporte das lideranças indígenas e ribeirinhas do canteiro de obras da ensecadeira até o local da reunião, preferencialmente em ônibus. Policiais descaracterizados farão a proteção de autoridades, índios e ribeirinhos. Os demais policiais devem manter distância maior do local da reunião.
Abertura
Para o MPF, na semana passada os manifestantes demonstraram a intenção de aceitar as negociações quando receberam a intimação judicial que determinava o estabelecimento de um diálogo entre a empresa e os ocupantes do canteiro. Os manifestantes querem que a empresa cumpra as medidas obrigatórias para redução dos impactos socioambientais da obra. O MPF também cobra isso na Justiça.
Em carta, os indígenas se comprometeram a sair do canteiro e aguardar a audiência no alojamento, o que liberaria a continuidade das obras. Mas a Norte Energia insistiu na reintegração de posse e não aceitou a solução negociada, informaram à Justiça os procuradores da República Thais Santi, Meliza Barbosa e Daniel Azeredo Avelino.
"A insistência na desocupação forçada como única medida é posição que destoa daquela que se espera de quem busca a solução de conflitos. Com essa conduta a Norte Energia parece esperar que a violência se instaure e transfere ao Estado o dever de corrigir problemas que decorrem do descumprimento das condicionantes da obra da usina hidrelétrica de Belo Monte", diz a manifestação do MPF.
Na decisão divulgada nesta segunda-feira, a Justiça definiu que deverão participar da audiência de conciliação um procurador federal representante da Fundação Nacional do Índio (Funai), que presidirá o ato, e um funcionário da Funai especialista em assuntos indígenas.
Também deve participar um servidor do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dois representantes da Norte Energia, um com poderes administrativos e financeiros, e outro funcionário da empresa ligado à gerência de assuntos indígenas.
As comunidades indígenas e ribeirinhas serão representadas por suas lideranças, limitando-se essa participação a um representante por grupo social. Os grupos que estejam sem assistência judiciária deverão ser defendidos pela Defensoria Pública do Estado.
O estilo da ridícula seriedade
Os cenários político e social dos Estados Unidos revelam bem o atual panorama que passou a predominar mais intensamente nos últimos decênios, nos dois campos, é que continuam vivendo uma eterna “crise de inteligência” que gera leviandade, hipocrisia, vingança, ódio, despreparo e, obviamente, uma eterna falta de justiça e de amor ao povo americano. Isso nos dá a entender como a consciência sobre o jogo político norte-americano não passa de ilusão.
Os políticos americanos abalaram a sua reputação com as mentiras sobre a Guerra do Vietnã (1955-1975). Os jornalistas, responsáveis por denunciar a falsidade do discurso oficial, ocuparam o seu lugar como representantes da seriedade. Perderam de vez o posto ao assegurarem erroneamente que Saddam Hussein detinha armas de destruição em massa, motivo alegado pelos EUA para invadir o Iraque em 2003. Parecem viver um teatro de comédia. E esse tipo de comédia parece denunciar os desmandos do poder político e do midiático, serve apenas, porém, para distrair a audiência. Seriedade é um jeito de distinguir o original das imitações.
Esse humor, digamos assim, festivo, era desempenhado na Idade Média pelo bobo da corte, ao qual se dava a permissão de falar a verdade para os poderosos sem medo de punição. Figura familiar nos meios aristocráticos medievais e modernos, visto como um mascote, o bobo da corte tinha, na realidade, limites no alcance da performance. Escalado para divertir o rei, era punido a depender da ousadia da franqueza.
O humor americano é mais liberto que o inglês, os jornais pelo lado crítico cultural produzem brincadeiras bem comportadas e liberais, cuja atitude soa séria. No estilo inofensivo, Jon Stewart e seu Daily Show, em que repreende a realidade como se esta fosse um jovem estudante impertinente. É que uma de suas tarefas era examinar a atuação dos meios de comunicação, transformados no equivalente moral de políticos sórdidos. Será que qualquer semelhança não é mera coincidência? Bandalheira e safadeza têm os mesmos temperos, tanto lá como cá.
Será que tentando captar a mensagem, eles querem dizer que cunharam o termo “seriedade oficial”, como se fora um sinônimo de status quo. A ordem estabelecida é sempre uma farsa, pois se manifesta como uma caricatura da seriedade. Para um país ou um indivíduo ser sério, novas ideias precisam circular. Seriedade pode se uma realidade silenciosa e modesta, ocorrida longe da aprovação dos olhos públicos.
O filósofo grego Sócrates (469-339 a.C) foi o protótipo do individuo atento, resoluto e perseverante. “Ele ofereceu sua vida em busca da verdade”. Sócrates entendeu razão como dúvida e não certeza. Sócrates identificou a seriedade ocidental com “poder de raciocínio” e “coragem moral”. Na sua trajetória ações e palavras formaram um conjunto coerente. “Ele associou ambas para fazer um esvaziamento irônico daquilo que se impõe como seriedade pública”.
Os indivíduos costumam desejar o sucesso segundo “a crença equivocada de que, ao conquistá-lo, serão sérios”. Mas transformaram-se em palhaços, a representar o que a moda pede, a seriedade ficou mais escassa. Um cotidiano pautado por publicidade, fofocas, sonhos hollywoodianos reforça dificuldade de entendimento dessa qualidade. Seriedade “é o estado do ser no qual o indivíduo tem plena consciência sobre o que é e qual lugar ocupa em determinado momento”. O cargo de sério na América está vago.
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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com
O que ele disse
"É um ataque pessoal. Ele [Serra] sempre distorce a informação, eu não vou mais comentar. Eu já estou cansado desse tipo de ataque."
Fernando Haddad (na foto), candidato do PT a prefeito de São Paulo, em resposta às críticas de seu opositor, José Serra (PSDB), ao que se convencionou chamar de kit gay, uma iniciativa contra a homofobia que não à frente, quando o petista era ministro da Educação.
Fernando Haddad (na foto), candidato do PT a prefeito de São Paulo, em resposta às críticas de seu opositor, José Serra (PSDB), ao que se convencionou chamar de kit gay, uma iniciativa contra a homofobia que não à frente, quando o petista era ministro da Educação.
domingo, 14 de outubro de 2012
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